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A nave espacial indiana Chandrayaan-2 entrou na órbita lunar nesta terça-feira, executando uma das manobras mais difíceis de sua histórica missão à Lua.

Depois de quatro semanas de viagem, a nave completou a inserção na órbita lunar como previsto, informou um comunicado da agência espacial indiana (ISRO, na sigla em inglês).

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A Inserção Orbital Lunar (LOI, na sigla em inglês) "foi completada com êxito às 9H00 (0H30 de Brasília) como previsto, usando o sistema de propulsão a bordo. A duração da manobra foi de 1738 segundos", afirmou a ISRO.

A Índia pretende ser a quarta nação, após Rússia, Estados Unidos e China, a levar uma nave espacial à Lua.

Se o restante da missão transcorrer de acordo com o planejado, a sonda indiana fará a alunissagem no polo sul do satélite no dia 7 de setembro.

A inserção desta terça-feira foi uma das operações mais complicadas da missão, porque se tivesse se aproximado da Lua a grande velocidade, a sonda se perderia no espaço.

E em caso de velocidade abaixo da necessária, a gravidade da Lua teria atraído a sonda, o que provocaria uma colisão.

A Chandrayaan-2 ("Carro lunar" em hindi) decolou do centro de lançamento de Sriharikota, sudeste da Índia, em 22 de julho.

A agência espacial indiana afirmou que a missão ajudará os cientistas a ampliar a compreensão sobre a origem e a evolução da Lua com estudos topográficos detalhados, análises mineralógicas e uma série de experimentos.

Nova Délhi destinou 140 milhões de dólares para a missão, um valor muito inferior ao utilizado pelas outras grandes agências espaciais para missões deste tipo.

A Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), através da Coordenadora de Ensino de Ciências do Nordeste (Cecine), abriu inscrições para o curso de introdução à astronomia, que será ministrado pelo professor Antônio Miranda. De acordo com a instituição, 100 vagas são ofertadas para a nova turma e as inscrições podem ser realizadas online. A ordem de candidaturas será utilizada para preenchimento das vagas.

As aulas serão realizadas aos sábados, das 15h às 17h, e a previsão é de que o primeiro encontro se dê no dia 3 de agosto, no auditório da Cecine. O curso é gratuito e destinado ao público geral. Ainda de acordo com a Universidade, os participantes terão direito a certificado ao fim das aulas.

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A Cecine está localizada na Avenida Economistas, 9, no bairro da Cidade Universitária, no Recife. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (81) 2126-7030.

Do pioneiro satélite soviético ao primeiro homem a pisar na lua há 50 anos, a seguir 10 datas-chave na exploração do espaço.

- 1957: Sputnik -

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Em 4 de outubro, 1957, Moscou lançou o primeiro satélite artificial ao espaço, o Sputnik 1, dando início à corrida espacial.

A esfera de alumínio leva 98 minutos para orbitar a Terra e traz de volta a primeira mensagem do espaço, um simples "beep-beep-beep", proveniente de sinais de rádio.

Em 3 de novembro, o Sputnik 2 leva o primeiro ser vivo a orbitar totalmente a Terra, uma cachorrinha de rua chamada Laika. Ela morreu após poucas horas no espaço.

- 1961: Gagarin, primeiro homem -

Em 12 de abril, 1961, o cosmonauta soviético Yuri Gagarin torna-se o primeiro homem a chegar ao espaço, completando uma única órbita de 108 minutos.

Vinte e três dias depois, Alan Shepard é o primeiro americano no espaço, ao fazer uma viagem de 15 minutos no dia 5 de maio.

Os adversários da Guerra Fria só chegaram juntos ao espaço através de um terceiro país em 2003, quando a China levou Yang Liwei à bordo do Shenzou V.

- 1969: na Lua -

Em 21 de julho, 1969, o astronauta americano Neil Armstrong torna-se o primeiro homem a pisar na Lua, ao lado de seu colega Edwin Aldrin, que juntou-se à ele 20 minutos depois.

Entre 1969 e 1972, 12 astronautas - todos americanos - pisaram na Lua como parte do programa Apollo, da NASA.

- 1971: estação espacial -

Em 19 de abril de 1971, a União Soviética lança a primeira estação espacial orbital, a Salyut 1.

A construção da ainda operante Estação Espacial Internacional (ISS) começa em 1998. É a maior estrutura feita pelo ser humano no espaço, e orbita a Terra 16 vezes ao dia.

A ISS, na qual 16 países associados participam, assumiu o protagonismo das operações no espaço a partir do momento em que estação espacial russa Mir foi levada de volta à Terra em 2001 após ficar 15 anos em órbita.

- 1976: Marte -

Em 20 de julho de 1976, a espaçonave americana Viking 1 se torna a primeira a pousar em Marte com êxito, e proporcionou imagens do Planeta Vermelho.

O robô Opportunity explorou Marte entre 2004 e 2018, junto ao rover da NASA Curiosity Rover, ainda ativo no local.

Aproximadamente 40 missões foram enviadas à Marte e mais da metade falharam.

- 1981: ônibus espacial -

Em 12 de abril, 1981, o ônibus espacial americano Columbia, a primeira espaçonave reutilizável, faz sua primeira viagem.

É seguida pelo Challenger, Discovery, Atlantis e Endeavour, os quais serviram a ISS até o fim do programa, em 2011.

Os Estados Unidos têm, desde então, dependido da Rússia para transportar seus astronautas até a ISS.

Dois ônibus espaciais americanos foram destruídos em pleno voo, com a perda de 14 astronautas: Challenger, em 1986, e Columbia, em 2003.

- 1990: Hubble -

Em 25 de abril, 1990, Hubble é o primeiro telescópio espacial a ser colocado em órbita, a 547 quilômetros da Terra.

Com treze metros de comprimento, Hubble revoluciona a astronomia, permitindo aos cientistas observar planetas e estrelas mais distantes e até galáxias.

- 2001: turista espacial -

Em 28 de abril, 2001, o ítalo-americano multimilionário Dennis Tito, 60 anos, se torna o primeiro turista espacial do mundo. Pagou à Rússia 20 milhões de dólares para ficar na ISS por oito dias.

Ao todo, sete turistas espaciais foram levados em voos russos até a ISS.

- 2008: a privada SpaceX -

Em 29 de setembro, 2008, a companhia americana SpaceX é o primeiro empreendimento privado a lançar um foguete com êxito na órbita da Terra, o Falcon 1.

A nave de carga Dragon, da Space X, torna-se em 22 de maio de 2012 a primeira espaçonave comercial a visitar a ISS.

- 2014: pouso no cometa -

Em 12 de novembro, 2014, a Agência Espacial Europeia coloca um pequeno robô, o Philae, num cometa a mais de 500 quilômetros da Terra. Este primeiro artefato a pousar em um cometa é parte de uma missão que visa a explorar as origens do Sistema Solar.

O objeto feito pelo homem que está mais longe da Terra é a espaçonave americana não tripulada Voyager 1, lançada em setembro de 1977 e até hoje em viagem. Em agosto de 2012, chegou ao espaço interestelar, a aproximadamente 13 bilhões de milhas da Terra.

No próximo sábado (20) é comemorado os 50 anos em que o homem pisou pela primeira vez na Lua. Os astronautas Edwin "Buzz" Aldrin, Neil Armstrong e Michael Collins foram os primeiros a participar da corrida espacial que marcou a história. Para celebrar a data, o Planetário do Parque Ibirapuera, na zona sul da capital paulista, realiza a exposição "Lua à Vista: 50 anos do Primeiro Passo" até o próximo dia 30.

A mostra reúne objetos, revistas e globos, e no dia 29, às 19h30, os visitantes poderão participar de uma conversa com a primeira mãe no espaço, a astronauta Anna Fischer.

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Além de celebrar o cinquentenário do homem na Lua, a mostra utiliza a tecnologia de realidade aumentada para que os visitantes possam se sentir dentro do foguete Saturno V, o mesmo que levou os primeiros homens na missão espacial. Para conferir a programação completa e adquirir o ingresso, acesse o site.

 

Serviço

Exposição Lua à Vista: 50 anos do Primeiro Passo

Quando: de 19 a 30 de julho, das 13h às 18h

Onde: Planetário Parque Ibirapuera – Av. Pedro Alvares Cabral, s/n, Portão 10, Ibirapuera – SP

Todo o mundo já perdeu um trabalho por causa de um problema inesperado no computador. Um bug obviamente não era aceitável para as missões Apollo, as primeiras em que a navegação e a vida dos astronautas foram confiadas a um computador.

Apesar dos sinais de alerta que fizeram palpitar o coração de Neil Armstrong durante a descida na Lua, o computador da missão Apollo não teve falhas e lançou as bases para a navegação aérea e para sistemas de exploração modernos.

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Veja como o computador da Apollo, chamado Apollo Guidance Computer (AGC), moldou o mundo de hoje, apesar de ser milhões de vezes menos poderoso do que um smartphone de 2019.

- A revolução dos microchips -

Circuitos integrados, ou microchips, eram essenciais para a miniaturização necessária para que os computadores fossem fisicamente incorporados às cápsulas espaciais, em vez dos volumosos computadores de tubo que os antecederam.

A Nasa não inventou o microchip. Essa honra vai para Jack Kilby (Texas Instruments) e Robert Noyce, cofundador da Fairchild Semiconductor e da Intel.

Mas a Nasa e o Exército americano - que precisava de chips para guiar seus mísseis balísticos visando à URSS - aceleraram seu desenvolvimento, o que gerou uma enorme demanda.

"Eles exigiam um nível de confiabilidade absolutamente inimaginável", diz à AFP Frank O'Brien, historiador de voos espaciais e autor de um livro de referência sobre o computador da Apollo.

No início dos anos 1960, a Nasa e o Pentágono compraram um milhão de chips, segundo o historiador, levando os fabricantes a produzirem chips com uma vida útil muito maior do que as poucas horas dos primeiros protótipos.

- Multitarefas -

Computadores modernos e smartphones sabem como lidar com inúmeras tarefas simultâneas: mensagens, mapas GPS, aplicativos, etc.

Já os primeiros computadores "não tinham muito o que fazer. Eles estavam lá para fazer cálculos e substituir humanos que teriam usado calculadoras mecânicas para isso", afirmou Seamus Tuohy, diretor de sistemas espaciais da Draper, uma empresa que surgiu do laboratório de instrumentação do MIT, onde a máquina Apollo foi projetada.

Tudo isso começou a mudar com o computador Apollo. Era do tamanho de uma pasta e devia lidar com uma infinidade de tarefas vitais: navegação, gerenciamento de oxigênio, temperatura, ou dispositivos de filtragem de dióxido de carbono, para que os astronautas pudessem respirar um ar saudável.

Ao contrário dos primeiros computadores, onde o operador humano dava à máquina uma série de cálculos para fazer e aguardava o resultado (às vezes por dias), o computador Apollo não tinha o luxo do tempo, uma vez que a nave voava para a Lua. Ele também precisava ser capaz de receber comandos do piloto em tempo real.

A Nasa também queria um computador autônomo, porque a agência temia que os soviéticos interferissem nas comunicações entre a tripulação e o centro de controle no solo.

Tudo isso exigia uma "arquitetura" informática, projetada principalmente pelo engenheiro Hal Laning.

- Tempo real -

Os engenheiros da Nasa também queriam dar o próximo passo, em comparação com as placas dos computadores primitivos.

Eles inventaram três elementos-chave: os switches encontrados até hoje nos cockpits dos aviões; um joystick comandando pela primeira vez o sistema eletronicamente; e um tipo de teclado chamado DSKY ("display and keyborard"), revolucionário para a época.

Nesse teclado, os astronautas podiam digitar códigos de dois dígitos para formar comandos do tipo "verbo + nome": por exemplo, "ligar os propulsores", ou "se fixar em tal estrela".

Frank O'Brien compara isso ao que um turista que mal fala inglês diria nos Estados Unidos: "comer pizza".

- Teste bem-sucedido -

Quando o módulo lunar com Neil Armstrong e Buzz Aldrin descia na Lua, o alarme do computador Apollo soou repetidamente, dando a impressão de que estava parando de funcionar.

Se esse fosse o caso, o módulo não teria mais capacidade de avaliar sua altitude, velocidade e trajetória. Um acidente teria sido provável.

Em Houston, porém, os engenheiros da Nasa perceberam rapidamente que o computador estava apenas saturado de informações. Todos os sistemas funcionavam bem.

Graças, então, a uma programação inteligente, o computador reduziu automaticamente sua carga e suspendeu certas tarefas, para priorizar as funções essenciais para aplanar.

"O comportamento de saturação do computador foi um grande avanço", disse Paul Ceruzzi, especialista em Eletrônica Aeroespacial do Smithsonian Institute.

O historiador Frank O'Brien aponta que o verdadeiro calibre do computador Apollo excedia sua capacidade de memória, ridícula se comparada aos padrões atuais: 38 kilobytes.

"Com essa habilidade muito fraca, eles conseguiram realizar coisas incríveis que parecem normais hoje", completou.

Cinquenta anos após o primeiro passo do Homem na Lua, o satélite natural volta a atrair o interesse da comunidade espacial, com os Estados Unidos e a China ambicionando enviar humanos para lá em 2024, enquanto se multiplicam projetos públicos e privados de exploração robótica.

"A Lua é o único destino planetário que podemos ver com nossos olhos, sem que seja apenas um ponto brilhante", ressalta David Parker, diretor de exploração da Agência Espacial Europeia (ESA). Ele gosta de se referir ao satélite como um "oitavo continente da Terra", apesar de ninguém ter pisado em seu solo desde 1972.

O novo interesse pela Lua é explicado "em parte pelos avanços tecnológicos, que permitem considerar missões muito mais baratas do que no passado, incentivando vários atores a trabalhar em projetos", explica Jean-Yves Le Gall, chefe da agência espacial francesa CNES.

Ele cita "países com a ambição de enviar missões tripuladas, principalmente a China e os Estados Unidos, que dizem 'se os chineses forem lá, devemos ir também'".

Os americanos, especialmente os republicanos, querem "continuar sendo os primeiros", diz Xavier Pasco, diretor da Fundação para Pesquisa Estratégica em Paris.

Em outubro de 2003, o envio pela China do primeiro taikonauta ao espaço fez com que o governo americano ficasse ciente do surgimento de um novo concorrente neste setor. O presidente George W. Bush respondeu em janeiro de 2004 com a promessa de um retorno à Lua até 2020.

Dados os custos e atrasos significativos do programa, chamado Constellation, seu sucessor Barack Obama encerrou o projeto em 2010, preferindo concentrar os esforços da Nasa na preparação da jornada do Homem até Marte na década de 2030.

- "Passo a passo"-

Após a eleição de Donald Trump em novembro de 2016, os círculos espaciais americanos estão pressionando por um retorno do voo tripulado para a Lua.

"Para Donald Trump, o espaço é basicamente uma demonstração do poder americano. Ele sabe que pode usá-lo para estimular seu eleitorado", estima Xavier Pasco.

Em 2017, o presidente assinou uma diretriz pedindo à Nasa que preparasse o retorno dos humanos à Lua. Num primeiro momento a data de 2028 foi fixada. Mas em março passado, a Casa Branca acelerou o cronograma, exigindo que os astronautas americanos aterrissem na Lua em 2024.

Enquanto isso, a China avança metodicamente em seu programa espacial. Em janeiro, conseguiu pousar uma missão robótica, Chang'e-4, na face oculta da Lua.

"Em si, não foi grande coisa. Mas foi simbólico, porque nenhum país tinha feito antes e chamou a atenção de todo o mundo", admite John Logsdon, professor emérito no Instituto de Política Espacial da Universidade George Washington.

A China avança passo a passo, suavemente. Diz que planeja enviar um homem à Lua "em uma década".

No entanto, não assistimos a uma "corrida" entre os Estados Unidos e a China no campo do voo tripulado, como foi o caso entre Washington e Moscou na década de 1960, durante a Guerra Fria, consideram os especialistas entrevistados pela AFP.

Pequim está "ainda muito longe de um programa do tipo Apollo", observa Isabelle Sourbès-Verger, diretora de pesquisa do CNRS francês.

A administração americana "provavelmente supera a concorrência chinesa" por razões de política interna, analisa Xavier Pasco.

- Calendário difícil de ser cumprido -

Na ausência de meios financeiros, a Rússia não aparece em destaque na cena lunar, mesmo que desenvolva um programa de exploração robótica.

Ocupando o papel de parceiro, a Europa coopera neste programa lunar russo e também está fornecendo aos Estados Unidos o módulo de serviço da Orion, a espaçonave que será responsável pelo transporte de seus astronautas.

Até agora, apenas a Rússia, os Estados Unidos e a China conseguiram pousar dispositivos na Lua, a mais de 384 mil quilômetros de distância da Terra.

A Índia espera tornar-se a quarta: deve enviar uma missão em meados de julho, visando pousar um robô no começo de setembro.

Mas a Lua não é um destino fácil. Uma missão privada israelense não conseguiu pousar em abril.

E quando se trata de enviar pessoas, custa muito caro. Neste sentido, o Congresso americano está relutante em financiar um aumento do orçamento da Nasa indispensável para acelerar o calendário.

O objetivo de 2024 será ainda mais difícil de cumprir, já que o desenvolvimento do mega-foguete SLS está atrasado. Os empreiteiros espaciais, incluindo Elon Musk (SpaceX) e Jeff Bezos (Blue Origin), estão sendo chamados pela Nasa para ajudar a reduzir os custos das missões, mas as licitações ainda não foram finalizadas.

E o próprio presidente Trump parece brincar com os nervos da agência espacial, tendo recentemente tuitado que Marte seria finalmente mais interessante do que a Lua.

Mas as celebrações do 50º aniversário da Apollo 11 "serão uma oportunidade para reunir o apoio dos cidadãos americanos" a esta nova missão, acredita John Logsdon.

O eclipse total do sol será visível nesta terça-feira (2) em grande parte do Cone Sul, com observação privilegiada no norte do Chile.

Se antes a escuridão do céu despertava medo, os eclipses são atualmente motivo de celebração e um momento de estudo para cientistas, que puderam confirmar, por exemplo, a teoria geral da relatividade de Einstein.

O fenômeno começará às 13h01 locais (14h01 no horário de Brasília) no meio do Oceano Pacífico.

A sombra da totalidade, de cerca de 150 quilômetros de largura e onde se concentra a maior expectativa, tocará a costa chilena às 16h38 local (17h38 de Brasília), cobrindo desde o balneário de Guanaquero, na região de Coquimbo, até Caleta Chañaral, no Atacama.

Depois de atravessar o Chile - do mar para a cordilheira sobre a parte sul do deserto do Atacama, o mais árido do mundo - continuará em direção ao sudeste em uma viagem à Argentina, de acordo com um relatório da Fundação Chilena de Astronomia.

Devido à sua proximidade com o eixo central da sombra, ou "zona zero", na pequena cidade de La Higuera, nas regiões de fronteira de Coquimbo e Atacama, o eclipse total alcançará sua duração máxima duração de dois minutos e 36 segundos.

- Prever um eclipse -

Este é um processo que ocorre quando o Sol, a Terra e a Lua estão no mesmo plano.

"Normalmente, a Terra gira em torno do Sol, formando um plano imaginário, chamado de eclíptica, mas a Lua com a Terra forma outro plano, e esse plano está inclinado em cinco graus. Portanto, nem sempre estes três corpos estão no mesmo plano. Quando estão no mesmo plano, temos os eclipses, seja da Lua, ou do Sol", explicou à AFP o diretor do Departamento de Física da Universidade Nacional de Ciências da Educação (Unce), o astrônomo Luis Barrera.

Os mais comuns são os eclipses anulares, que significa que a Lua está um pouco mais longe da Terra e não chega a cobrir completamente o disco do Sol, permanecendo como um anel.

O que vai acontecer nesta terça-feira é um eclipse total, ou seja, o disco da Lua estará um pouco maior do que o disco do Sol, cobrindo sua totalidade.

Enquanto em culturas antigas, muitas vezes os eclipses eram motivo de angústia e medo para as pessoas, hoje, a partir da dinâmica dos movimentos dos corpos no sistema solar, é possível saber sua ocorrência com uma precisão muito alta.

"Podemos prever eclipses em 10 mil anos", diz Barrera.

Uma exposição do Metropolitan Museum of Art, em Nova York, percorre 400 anos de representação da Lua, com ênfase na fotografia, uma arte que contribuiu para provocar o fascínio do público por este astro.

A exposição "A musa de Apollo: a Lua na era da fotografia", abre suas portas nesta quarta-feira (3), dias antes do 50º aniversário do pouso da Apollo 11 no nosso satélite natural.

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Mas ainda que a viagem de 1969 seja o auge da exposição, esta remonta a 1610 e ao tratado de astronomia de Galileo, o primeiro a reproduzir a Lua após observá-la com seu telescópio refrator.

"A Lua sempre foi um objeto científico e artístico, de observação e imaginação", explicou a curadora, Mia Fineman, durante a apresentação à imprensa da exposição, que vai até 22 de setembro.

Desde o início da fotografia, os pioneiros se interessaram pelo satélite da Terra, e em 1840 o americano John William Draper realizou o primeiro daguerreótipo detalhado do astro.

"O fascínio pela Lua e o desenvolvimento da fotografia estão ligados desde o início", apontou o diretor do Met, Max Hollein, na apresentação da exposição à imprensa.

Foram construídos telescópios especiais apenas com fins fotográficos e a fotografia astronômica se tornou uma disciplina independente.

As imagens, cada vez mais precisas, começaram a circular e a alimentar a mística em torno à Lua, que agora podemos ver de perto.

No início do século XX, o "Atlas fotográfico da Lua" de Maurice Loewy e Pierre-Henri Puiseux marcou um ponto de inflexão.

Durante 14 anos (1894-1908), os dois homens documentaram a Lua minuciosamente a partir do Observatório de Paris, onde se encontrava na época o telescópio mais poderoso do mundo.

Seu trabalho, inteiramente reproduzido no Met pela primeira vez em um museu, foi uma referência até o início da conquista do espaço, mais de meio século depois.

Na hora de preparar a viagem à Lua, a fotografia também teve uma papel determinante, disse à AFP Mia Fineman.

Sem ela "não teriam sido capazes de pousar um módulo", disse. "Necessitavam compreender a geografia (do astro) para encontrar um lugar onde pousar".

As fotos também alimentaram o imaginário do público e de artistas, romancistas, pintores e poetas. No alvorecer do cinema, Georges Méliès triunfou com "Viagem à Lua" (1902).

"É o nosso companheiro celeste mais próximo", explicou Fineman, "ao mesmo tempo próximo e distante, constante e mutante. É um paradoxo".

Na última sexta-feira (31), a NASA anunciou a seleção de três empresas comerciais para enviar a primeira rodada de plataformas robóticas à Lua. O objetivo é estudar a superfície lunar para ajudar a adaptar os astronautas ao satélite terrestre. As três empresas escolhidas são as norte-americanas Astrobotic, Orbit Beyond e Intuitive Machines. 

Elas devem desenvolver espaçonaves pequenas que possam transportar de forma segura cargas úteis e instrumentos da NASA. Elas aeronaves espaciais devem levantar voo em 2020 e 2021.

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Apesar de não haver tripulantes as espaçonaves devem ajudar o projeto Artemis da Nasa. que busca enviar a primeira mulher e o próximo homem à superfície lunar. Em novembro, a NASA selecionou nove empresas para participar do programa  de Serviços de Carga Lunar Comercial (CLPS), da qual o Artemis faz parte. As empresas anunciadas são apenas as primeiras que devem ser selecionadas para dar continuidade ao projeto.

A Orbit Beyond afirma que lançará seu lander - temporariamente chamado Z01 - em cima de um SpaceX Falcon 9, carregando até quatro cargas já em setembro de 2020. As outras, Astrobotic e Intuitive Machines,  devem fazer seus lançamentos entre junho e julho de 2021.

As companhias deverão construir suas bases de aterrissagem, anexar os instrumentos, fazer com que os veículos sejam lançados em foguetes, operar a espaçonave no espaço e entregar o equipamento na Lua em uma única viagem. A iniciativa é semelhante ao Programa de Tripulação Comercial da NASA, que dá às empresas privadas mais controle sobre suas missões e espaçonaves.

Pela primeira vez desde os anos 1970, Estados Unidos vai enviar material à Lua em 2020 e 2021, anunciou a Nasa nesta sexta-feira (31).

A agência espacial americana selecionou três módulos de pouso lunar, fabricados por duas empresas locais, para enviar material científico para o satélite natural da Terra, antes do retorno dos astronautas previsto para 2024 no âmbito do programa Artemisa.

Os três veículos levarão à superfície lunar cerca de vinte instrumentos fornecidos pela Nasa.

Está previsto que o primeiro módulo, fabricado pela Orbit Beyond, pouse no mar da Chuva (Mare Imbrium) em setembro de 2020, depois de ter sido lançado por um foguete Falcon 9 da companhia SpaceX.

O módulo da companhia Intuitive Machines tentará pousar em julho de 2021 no oceano das Tormentas (Oceanus Procellarum), a maior mancha escura da Lua, visível da Terra. Também será transportado pela SpaceX.

O veículo de Astrobotic se dirigirá à grande cratera do lago da Morte (Lacus Mortis) também em julho de 2021, à bordo de um veículo que ainda não foi escolhido.

Cada uma dessas companhias firmou contratos de 77 a 97 milhões de dólares para fabricar seus aparelhos.

"No ano que vem, nossas primeiras ferramentas de investigação científica e tecnológica estarão em solo lunar, o que contribuirá ao envio da primeira mulher e do próximo homem à Lua em cinco anos", disse o administrador da Nasa, Jim Bridenstine.

A Nasa escolherá nos próximos meses material que enviará à Lua, principalmente instrumentos para ajudar aos futuros astronautas a pousar, a navegar e a se proteger das radiações.

Os americanos não voltaram ao satélite terrestre desde a última missão Apollo em 1972. A Nasa enviou, entretanto, várias sondas da órbita lunar, entre as quais somente continua em atividade a Lunar Reconnaissance Orbiter

A China pousou duas vezes nos últimos anos: em 2013 e em janeiro no lado escuro da Lua.

"O que aprenderemos não somente mudará nossa compreensão do universo, como também ajudará a preparar nossas missões humanas na Lua e um dia em Marte", declarou o chefe das atividades científicas da Nasa, Thomas Zurbuchen.

A Nasa divulgou nesta quinta-feira (23) o calendário do programa "Ártemis", que levará astronautas à Lua pela primeira vez em meio século, incluindo oito lançamentos programados e uma mini-estação na órbita lunar até 2024.

As missões lunares originais foram nomeadas em homenagem a Apolo; Ártemis era sua irmã gêmea na mitologia grega e a deusa da caça, do deserto e da Lua.

O administrador Jim Bridenstine confirmou que a Ártemis 1 será uma missão não tripulada ao redor da Lua planejada para 2020.

Depois virá a Ártemis 2, que irá orbitar o satélite da Terra com uma tripulação por volta de 2022; e será seguida, finalmente, pela Ártemis 3, que colocará astronautas no solo lunar em 2024, incluindo a primeira mulher.

As três serão lançadas ao espaço pelo maior foguete de todos os tempos, o Sistema de Lançamento Espacial (SLS), liderado pela Boeing, que está atualmente em desenvolvimento, mas sofreu vários atrasos e tem sido criticado em alguns setores como um programa de empregos insuflado.

Fixada em sua cúpula, estará a cápsula Orion, da qual a Lockheed Martin é a principal construtora.

Além dessas missões, que serão todas esforços da Nasa, haverá cinco lançamentos carregando os blocos de construção da mini-estação lunar "Gateway", que servirá como um ponto de partida para o pouso na Lua.

Estes serão realizados entre 2022 e 2024 por empresas espaciais privadas, cujos serviços serão pagos pela Nasa.

A estação orbital consistirá inicialmente em um simples elemento de potência e propulsão e um pequeno módulo habitacional. Em 2024, os astronautas vão parar lá em sua rota para a Lua.

Eles então descerão para a superfície em um módulo.

Uma parte do módulo permanecerá na Lua enquanto a outra parte decolará e permitirá que os astronautas retornem à sua estação, onde embarcarão na cápsula Orion e retornarão à Terra.

Bridenstine disse nesta quinta-feira que a Nasa escolheu a empresa privada Maxar para construir o primeiro módulo da estação, o elemento de potência e propulsão, que dependeria de enormes painéis solares.

Nos próximos meses, a Nasa terá que decidir quem construirá o módulo de pouso. Gigantes do setor aeroespacial, como a Boeing e a Lockheed Martin, estão disputando o contrato, assim como novos atores, como a Blue Origin, de Jeff Bezos.

"Nós não estamos possuindo o hardware, estamos comprando o serviço", disse Bridenstine sobre o módulo. "O objetivo aqui é a velocidade. 2024 está logo ali".

Ele acrescentou: "Nosso objetivo é, em última análise, passar para Marte e não ficar presos na superfície da Lua".

Esta semana, a agência espacial americana, a Nasa, confirmou pelo Twitter que sua nova missão à Lua deve acontecer até 2024 e enviará a primeira mulher ao satélite natural da Terra.

O projeto foi batizado de Ártemis, que na mitologia grega representa a deusa da caça, e tem como símbolo a Lua. A escolha do nome também faz referência ao deus Apolo, irmão gêmeo da deusa, que é considerado o deus do sol, e já foi homenageado em outras missões interplanetárias.

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Para enviar a primeira mulher à Lua, a Nasa já solicitou ao governo dos Estados Unidos um aumento no orçamento de US$ 1,6 bilhão ao ano a partir de 2020. O objetivo é investir em novos trajes lunares e no desenvolvimento de um novo mecanismo capaz de pousar no satélite.

por Rodrigo Viana

A Lua está encolhendo paulatinamente, gerando elevações e tremores, segundo uma análise de imagens capturadas pela sonda Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO) publicada nesta segunda-feira.

Um estudo de mais de 12 mil imagens revelou que a cratera lunar Mare Frigoris, perto do pólo norte da Lua - uma das vastas crateras consideradas locais mortos do ponto de vista geológico - está ganhando pequenas elevações.

Ao contrário do nosso planeta, a Lua não tem placas tectônicas. Já sua atividade sísmica ocorre a medida que perde calor lentamente desde que se formou, há 4,5 bilhões de anos. Isto faz com que sua superfície fique "enrugada", como uma uva que vira uma passa.

Já que o córtex lunar é frágil, estas forças geram rupturas na superfície a medida que o interior se contrai, dando lugar a essas elevações, através da sobreposição de camadas do solo.

Por conta disso, a Lua ficou mais "magra" cerca de 50 metros nas últimas centenas de milhões de anos.

Os astronautas da missão Apolo começaram a medir a atividade sísmica na Lua nas décadas de 1960 e 1970, descobrindo que a grande maioria dos movimentos ocorreram no interior do satélite, enquanto um número menor estava na superfície.

A análise foi publicada na Nature Geoscience e examinou os tremores lunares superficiais registrados pelas missões Apolo, estabelecendo vínculos entre eles e elevações na superfície muito recentes.

"É bastante provável que as falhas ainda estejam ativas hoje", disse Nicholas Schmerr, professor assistente de geologia na Universidade de Maryland, que é co-autor do estudo.

"Com frequência não se veem tectônicas ativas em nenhum outro lugar que não seja a Terra, por isso que é muito emocionante pensar que estas falhas ainda possam produzir terremotos na Lua".

A administração de Donald Trump anunciou nesta terça-feira que antecipará o regresso dos astronautas americanos à Lua de 2028 para 2024, após criticar a "inércia burocrática" da Nasa.

Em um duro discurso contra a Agência Espacial, em Rocket City, Huntsville (Alabama), onde são construídos os foguetes dos EUA, o vice-presidente Mike Pence declarou que "por ordem do presidente, a política oficial deste governo e dos Estados Unidos é devolver os astronautas americanos à lua em cinco anos".

"A primeira mulher e o próximo homem na Lua serão astronautas americanos, lançados por foguetes americanos, de solo americano", enfatizou.

A data até agora marcada para um retorno ao satélite natural da Terra foi 2028, mas o governo de Trump está frustrado com os atrasos e excessos orçamentários do programa da Nasa para construir seu próximo grande foguete SLS, cujo primeiro voo foi reprogramado recentemente para 2021.

Durante seu discurso, Pence criticou a "inércia burocrática" da Nasa e pediu que ela "renove seu entusiasmo".

Além disso, ele ameaçou confiar futuras missões a empresas privadas se a Nasa não estivesse pronta a tempo.

"Se os foguetes privados são a única maneira de trazer os astronautas americanos de volta à lua em cinco anos, eles irão em foguetes privados", disse ele.

O diretor da Nasa, Jim Bridenstine, disse recentemente que provavelmente seria uma mulher a próxima a andar no chão da lua, que nenhum humano pisou desde 1972.

Trump prometeu tirar a Nasa da letargia na qual entrou após o fim do programa de ônibus espaciais, em 2011, e em 2017 fixou o objetivo de regresso à Lua como primeira etapa da exploração humana de Marte.

A Agência finalmente estabeleceu um programa de envio de robôs e instrumentos, antes do retorno de um humano à Lua, em 2028.

"Não é suficiente, somos melhores que isto. Levamos oito anos para chegar à Lua da primeira vez, há 50 anos, quando nunca havíamos feito isto. Não podemos levar onze anos para voltar", declarou Pence.

Pence comparou Trump com John F. Kennedy, dois "sonhadores", e retomou o discurso da Guerra Fria, substituindo a URSS pela China como o grande rival no espaço.

"Estamos envolvidos em uma corrida espacial como na década de 1960, e o que está em jogo é mais importante", declarou Pence, recordando que a China conseguiu pousar um robô no lado oculto da Lua, "revelando sua ambição de aproveitar a vantagem lunar".

Pence criticou especialmente os atrasos e os bilhões de dólares do orçamento destinados ao foguete SLS, encomendado à Boeing e cujo primeiro voo (não tripulado) estava programado para 2020, mas que não ficará pronto no prazo.

"Se as empresas contratadas atualmente não conseguirem atingir nosso objetivo, encontraremos outros que consigam. Se os foguetes privados são a única maneira de levar os astronautas à Lua em cinco anos, então serão os foguetes privados".

Pence não citou a SpaceX ou outras empresas que desenvolvem foguetes privados, mas a referência foi clara. Atualmente, a SpaceX tem foguetes capazes de levar cargas pesadas ao espaço.

"Pediremos à Nasa que não apenas mude sua política, mas que também adote uma nova mentalidade".

"A Nasa deve se transformar para se tornar uma organização mais leve, ágil e responsável. Se a Nasa não for capaz de enviar astronautas à Lua em cinco anos, devemos mudar a organização e não a missão".

"Mensagem perfeitamente recebida", respondeu Bridenstine, garantindo que o SLS estará pronto em 2020.

Quando a Lua está cheia e em seu perigeu (Superlua), ela pode parecer até 14% maior e 30% mais brilhante ao ser vista da Terra do que no momento do apogeu. Foto: Júlio Gomes/LeiaJáImagens

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Quem observar o céu na noite desta quarta-feira (20) poderá contemplar a última "superlua" do ano. O único satélite natural da Terra estará visivelmente maior e mais brilhante do que o normal, na América do Sul e Norte, segundo a Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (Nasa) dos Estados Unidos.

Essa é a terceira superlua do ano, as anteriores puderam ser vistas em 19 de fevereiro e 21 de janeiro. O fenômeno acontece porque a Terra e a Lua se alinham, criando um eclipse lunar total. O melhor horário para observar o fenômeno será a partir das 22h. 

A Lua atinge seu perigeu, que é o ponto mais próximo do planeta, podendo aparecer até 14% maior e 30% mais brilhante que o normal. Já o ponto mais distante é chamado de apogeu, quando ocorre a chamada "microlua".

A lua vai parecer maior nesta quarta-feira (20) na América do Sul e Norte, segundo a Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (Nasa) dos Estados Unidos. É a chamada “superlua”. Será a terceira do ano, as anteriores puderam ser vistas em 19 de fevereiro e 21 de janeiro.

O fenômeno é possível porque a Terra e a Lua se alinham, criando um eclipse lunar total. A lua cheia estará no ponto mais próximo da Terra em sua órbita, chamada de perigeu.

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No perigeu, a lua parece um pouco maior e mais brilhante da nossa perspectiva na Terra, daí a referência como "superlua", segundo a Nasa. O melhor horário para observar o fenômeno será a partir das 22h.

O chefe da agência espacial americana, Jim Bridenstine, quis enviar uma mensagem clara nesta quinta-feira durante uma reunião com a imprensa: a Nasa está pisando no acelerador para voltar rapidamente à lua, graças ao setor privado, uma meta delineada por Donald Trump.

"É importante retornar à lua o mais rápido possível", disse Bridenstine, da sede da Nasa, em Washington. Para os astronautas, o plano é um retorno em 2028.

Antes disso, a Nasa já quer ter um módulo de pouso na lua em 2024, e acaba de lançar uma licitação para o setor privado, cujas propostas devem ser submetidas antes de 25 de março para uma primeira seleção em maio. O calendário é apertado para uma agência cuja história está repleta de projetos com anos de atraso por terem excedido seu orçamento em bilhões.

"Desta vez, quando voltarmos à lua, ficaremos lá", disse o administrador da Nasa. "Não deixaremos bandeiras e pegadas, entraremos em casa e não voltaremos por 50 anos".

"Poderemos fazer viagens de ida e volta com humanos", acrescentou, reiterando que a política oficial dos Estados Unidos, desde a assinatura de uma diretriz de Trump em dezembro de 2017, é o retorno à lua (antes que a ida a Marte, talvez na década de 2030).

A Nasa planeja colocar em órbita lunar uma pequena estação até 2026, que servirá como lugar de trânsito para as viagens Terra-Lua, mas que não será projetada para uma presença permanente, como é o caso da Estação Espacial Internacional (EEI), na órbita terrestre.

No próximo dia 19 de fevereiro cidades de todo o mundo poderão apreciar no céu a maior superlua do ano de 2019. Isso porque o evento ocorrerá no momento em que a Lua estará na fase cheia.

Segundo a União Astronômica Italiana (Uai), o fenômeno acontece quando a Lua está à uma distância da Terra inferior a 110% do perigeu - ponto da órbita em que um planeta está mais próximo da Terra - da sua órbita. Nesta data, a Lua atingirá o perigeu a 356.761 quilômetros da Terra, às 9h03.

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No entanto, às 18h17, a Lua irá aparecer maior do que é habitual, tanto pelo fenômeno, quanto por estar próxima do horizonte, o que garante um "efeito extra de ampliação".

De acordo com os dados, no céu de fevereiro também surgirão alguns planetas visíveis a olho nu. No dia 18, antes do nascer do sol, será possível observar a conjunção entre Vênus e Saturno no horizonte a sudeste, que se encontrará na constelação de Sagitário.

Além disso, logo depois do pôr do sol, Mercúrio ficará visível no horizonte ocidental. Já Júpiter, Vênus e Saturno poderão ser vistos apenas pela manhã, no oriente, antes do nascer do sol.

Da Ansa

Quem conseguiu ficar acordado na madrugada desta segunda-feira (21) assistiu a um espetáculo raro da astronomia, o eclipse total de uma superlua. O fenômeno começou por volta da 1h30 de hoje, quando a Lua começou a entrar na sombra da Terra e teve início o eclipse parcial.

Pouco depois das 2h30 começou o eclipse total, ou seja, a chamada Lua de Sangue, que é quando o satélite está completamente na sombra da Terra e adquire uma cor avermelhada. O fenômeno durou aproximadamente uma hora.

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Segundo a pesquisadora do Observatório Nacional Josina Nascimento, o próximo eclipse total da Lua está previsto para 2021, mas não será visível em todo o território nacional e em todas as suas fases.

A próxima Lua de Sangue visível para os brasileiros ocorrerá somente em 16 de maio de 2022, segundo a previsão dos pesquisadores.

Pela primeira vez na história, um material biológico germinou na Lua. A Agência Espacial Chinesa (CNSA) informou nessa terça-feira (15) que uma plantinha de algodão, cultivada dentro de uma pequena estufa ao lado de sementes de batata, leveduras e ovos de mosca-das-frutas, cresceu no satélite natural, marcando um feito importante para a exploração do Universo.

A semente foi levada pela sonda Chang'e-4, que em 3 de janeiro realizou o primeiro pouso no lado oculto da Lua. Essa é a primeira vez que o homem consegue fazer uma planta crescer em um corpo celeste diferente da Terra. As primeiras imagens do broto foram publicadas pela própria agência chinesa, que já recebeu mais de 170 fotos até o momento, segundo a imprensa local. O objetivo do experimento, projetado por 28 universidades do país, é recriar uma pequena biosfera, um ecossistema artificial e autônomo, a fim de testar a possibilidade de cultivar frutas e verduras em outros planetas para o sustento de futuras colônias humanas no espaço.

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Os organismos vivos presentes no interior da estufa são constantemente abastecidos com água, ar e nutrientes, mas, segundo os pesquisadores chineses, o desafio mais difícil é manter o clima adaptado para o crescimento da planta na Lua, onde as temperaturas oscilam entre 173ºC abaixo de zero e mais de 100ºC.

As sementes, aponta a imprensa local, foram submetidas a um tratamento biológico para ficar adormecidas durantes os 20 dias de viagem da Terra à Lua, e seu crescimento se deu quando o centro de controle enviou um comando para ativar a irrigação no recipiente.

Tentativas parecidas de cultivo foram feitas a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS), mas nunca fora dela. Em agosto de 2015, o experimento de jardinagem chamado "Veggie" realizou o primeiro plantio de alface romana no espaço, após meses de tentativas e erros. Em janeiro de 2016, surgiu a primeira flor, uma zínia laranja, enquanto em abril de 2018, ocorreram os primeiros cultivos de cereais na ISS. 

Da Ansa

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