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China e a Índia confirmaram oficialmente nesta quarta-feira (9) que realizarão "uma cúpula informal" na sexta e sábado na Índia, na qual participarão o primeiro-ministro indiano Narendra Modi e o presidente chinês Xi Jinping.

Será a segunda reunião desse tipo realizada pelos dois países mais populosos do mundo, depois da realizada em abril em Wuhan, na China.

"Xi Jingping visitará Chennai, na Índia, nos dias 11 e 12 de outubro para a segunda cúpula informal", anunciou o ministério indiano das Relações Exteriores.

De acordo com o ministério, a reunião "proporcionará uma oportunidade para os dois líderes continuarem suas discussões sobre questões gerais de importância bilateral, regional e global e trocarem opiniões sobre o aprofundamento do desenvolvimento de uma estreita colaboração entre a Índia e a China".

Mas os dois líderes também falarão sobre questões em que há divergências. Entre eles, a preocupação da China com a decisão da Índia de revogar a autonomia constitucional do estado de Jamu e Caxemira (norte) e dividi-lo em dois territórios administrados diretamente por Nova Délhi.

A China reivindica algumas partes do Ladaj, um deserto do Himalaia na fronteira com Xinjiang e Tibet, que estão na parte oriental da Caxemira.

A Índia também se opôs à iniciativa chinesa do Cinturão e Rota da Seda, um programa global de infraestruturas que inclui um grande projeto na Caxemira administrada pelo Paquistão, território reivindicado por Nova Délhi.

A China apoia o Paquistão na Caxemira, uma região disputada por Índia e Paquistão há 70 anos.

"Desde a reunião de abril, as relações entre os dois países progrediram e a cooperação aumentou em várias áreas. Além disso, os dois países administraram adequadamente suas diferenças e questões delicadas", disse Geng Shuang, porta-voz do ministério das Relações Exteriores da China.

As inundações dos últimos dias provocaram 139 mortes na região norte da Índia, anunciaram as autoridades locais.

Nos últimos quatro dias, 111 pessoas faleceram na região de Uttar Pradesh e outras 28 em Bihar em consequência das chuvas de monção.

Vários moradores de Patna, capital de Bihar, abandonaram suas casas. As chuvas pararam, mas diversas áreas permanecem alagadas nesta cidade de dois milhões de habitantes. Escolas e lojas permanecem fechadas.

Quase 900 detentos de uma penitenciária foram transferidos.

As chuvas de monção, vitais para a agricultura e as fontes naturais de água, seguem de junho a setembro. Mas este ano, o fenômeno de ventos e chuvas torrenciais será o mais importante desde 1994, segundo o departamento de meteorologia da Índia.

Em julho, as chuvas de monção deixaram 650 mortos na Índia, Nepal, Bangladesh e Paquistão.

Pelo menos 44 pessoas morreram e milhares tiveram que deixar suas casas devido a inundações causadas por chuvas torrenciais no norte da Índia, informaram neste sábado (28) à AFP fontes oficiais.

As regiões mais afetadas são duas áreas muito populosas, localizadas próximas a dois rios que transbordam devido às chuvas que não dão trégua há mais de 24 horas.

"Podemos confirmar a morte de 44 pessoas até as primeiras horas deste sábado. As autoridades estão concentradas no trabalho de resgate e assistência de emergência às pessoas afetadas", disse à AFP Ravindra Pratap Sahi, vice-governador da região.

"Nós evacuamos milhares de pessoas para abrigos, porque as chuvas continuarão nas próximas horas", acrescentou.

Todos os anos, dezenas de pessoas morrerm na Índia durante a estação das chuvas.

O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, recebeu nesta terça-feira um prêmio da fundação Bill e Melinda Gates, por seu esforço para acabar com a difundida prática no país de se defecar ao ar livre, o que constitui um sério problema de saúde pública.

Ignorando os protestos de ativistas pelos direitos humanos e de três ganhadores do Nobel da Paz, que atribuem ao governo nacionalista de Modi o aumento dos ataques contra as minorias na Índia, o premier recebeu o prêmio em Nova York, onde está para a Assembleia Geral das Nações Unidas.

A Bill and Melinda Gates Foundation, criada pelo fundador da Microsoft Bill Gates e sua mulher, disse que respeita a opinião dos críticos, mas destacou que o tema da saúde é fundamental e que o programa da Índia poderá servir de modelo para outros países.

Na cerimônia, Modi dedicou o prêmio a todos os indianos que fizeram da limpeza "a maior prioridade de sua vida cotidiana".

O objetivo do programa, batizado "Clean India Mission" ("Missão Índia Limpa"), é atacar o problema da defecação ao ar livre, especialmente em áreas rurais.

Desde 2014, a Índia construiu mais de 100 milhões de banheiros, investindo 20 bilhões de dólares, segundo o próprio governo.

Os ganhadores do Prêmio Nobel da Paz Mairead Maguire, Tawakkol Abdel-Salam Karman e Shirin Ebadi pediram à Fundação Gates que revisasse sua decisão.

A índia Ysani Kalapalo, moradora de aldeia no Parque Indígena do Xingu, ao norte de Mato Grosso, deve acompanhar o discurso do presidente Jair Bolsonaro na Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York. Defensora do discurso do governo de que notícias falsas distorcem informações sobre as queimadas na Amazônia, Ysani foi convidada por Bolsonaro para viajar com a comitiva federal aos Estados Unidos, na manhã desta segunda-feira, 23.

A notícia foi divulgada pelo jornal O Globo e confirmada pelo Estadão/Broadcast Político com fonte do Palácio do Planalto. O mesmo auxiliar do presidente nega que o blogueiro bolsonarista Allan dos Santos, do canal Terça Livre, acompanhará a comitiva. Bolsonaro compartilhou nas redes sociais nesta quarta-feira, 18, vídeo da índia sobre os incêndios na Floresta Amazônica. Na gravação, Ysani aparece na aldeia e afirma: "Existe muitas fake news sobre as queimadas, que é culpa do governo Bolsonaro... Não existe isso aí". Segundo ela, as queimadas são parte da cultura local para limpar terrenos. "Não é porque entrou novo governo que ele tá queimando tudo", afirmou.

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De acordo com auxiliares que acompanham os preparativos para a viagem a Nova York, Bolsonaro está "animado" com a oportunidade de defender, no discurso de abertura do evento, a própria versão sobre o fogo na Amazônia e a política sobre meio ambiente do Poder Executivo.

A comitiva do presidente partirá de Brasília nesta segunda-feira. Bolsonaro deve discursar na abertura da Assembleia-Geral da ONU na terça-feira, 24. O retorno ao Brasil será na quarta-feira, 25. O Estadão publicou que ele deve valer-se do discurso para enviar "recados" à comunidade internacional. A previsão é de que Bolsonaro repita que o Executivo brasileiro não tolera crimes ambientais, defenda a soberania no País, mostre dados para reforçar que as queimadas estão na média de anos anteriores. O pronunciamento ainda deve sugerir que há "má vontade" de outros países com a sua gestão.

O Palácio do Planalto não confirma os nomes que irão a Nova York. O Estadão/Broadcast Político apurou que devem viajar aos EUA a primeira-dama Michelle Bolsonaro, os ministros das Relações Exteriores, Ernesto Araújo; do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República, Augusto Heleno; da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos; do Meio Ambiente, Ricardo Salles; de Minas e Energia, Bento Albuquerque, e da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.

Além deles, o secretário de Comunicação, Fábio Wajngarten; o médico da Presidência Ricardo Camarinha; o assessor para Assuntos Internacionais, Filipe Martins; o chefe da assessoria especial, Célio Júnior, e o diplomata Carlos França. Ainda participam da delegação os presidentes das Comissões de Relações Exteriores (CRE) da Câmara, Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente e virtual indicado ao cargo de embaixador do Brasil nos EUA, e do Senado, Nelsinho Trad (PSD-MS).

O Palácio do Itamaraty confirma que o Planalto pediu credenciamento na delegação brasileira de aliados do líder da oposição ao regime de Nicolás Maduro na Venezuela, Juan Guaidó. "Essa medida excepcional foi tomada como forma de assegurar a devida representação na ONU, que aceita apenas nomes indicados pelo regime ditatorial de Caracas", afirma o Ministério das Relações Exteriores.

O grupo de rock irlandês U2 fará o primeiro show na Índia em 15 de dezembro em Mumbai, capital econômica do país, apresentação que concluirá a edição de 2019 da "Joshua Tree Tour", anunciou banda em seu site oficial.

"Celebramos por conectar Dublim com Mumbai", afirmou o baixista Adam Clayton em um comunicado.

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"Temos as mesmas cores na bandeira", declarou o vocalista Bono à revista Rolling Stone India ao citar semelhanças entre Irlanda e Índia. "Mahatma Gandhi analisou a luta pela independência da Irlanda e alertou para a luta violenta".

"Nosso primeiro-ministro é médico, fez estágio em Mumbai e seu pai é de Mumbai", completou Bono, em referência ao chefe de Governo irlandês Leo Varadkar, cujo pai é indiano.

A "Joshua Tree Tour 2019", que celebra o famoso álbum de 1987 "The Joshua Tree", começará em 8 de novembro na Nova Zelândia e passará por Austrália, Singapura, Japão, Coreia do Sul e Filipinas antes de terminar na Índia, no estádio Dy Patil de Mumbai.

Pelo menos 12 pessoas morreram afogadas, e dezenas estão desaparecidas, após o naufrágio de sua embarcação, neste domingo (15), em um rio do sudeste da Índia - informaram a polícia e a imprensa locais.

O navio transportava 63 pessoas, turistas em sua maioria, para uma zona campestre de lazer. As equipes de resgate continuam trabalhando para encontrar sobreviventes. Até agora, 17 passageiros foram resgatados com vida.

O naufrágio aconteceu pelo aumento no volume das águas do rio e pela forte correnteza. Na Índia, estes acidentes fluviais são frequentes, envolvendo embarcações quase sempre sobrecarregadas e praticamente sem medidas de segurança.

Onze pessoas morreram e dezenas estão desaparecidas depois que um barco com 61 pessoas a bordo, inclusive os membros da tripulação, virou no rio Godavari, perto de Devipatnam, em Andhra Pradesh, na Índia, segundo as autoridades.

Vinte e quatro pessoas foram resgatadas após o incidente, afirma o superintendente da Polícia de Godavari Oriental, Adnan Nayeem Asmi, ao jornal Hindustan Times. Elas foram encaminhadas para o hospital público de Rampachodavaram.

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Um dos passageiros resgatados disse ao canal de televisão local que o barco de súbito se inclinou e virou. Alguns passageiros tentaram subir para cima do barco, enquanto outros caíram na água.

Dois barcos do Departamento de Turismo foram enviados para o lugar do incidente.

O primeiro-ministro Andhra Pradesh ordenou o cancelamento das licenças de todos os barcos que operam no rio Godavari.

Segundo o ministro do Turismo do país, Muthamsetty Srinivasa Rao, o barco não estava licenciado pelo Departamento de Turismo, mas tinha permissão de navegar das autoridades do porto de Kakinada.

A empresa turística Ramana Travels, proprietária do barco, disse aos repórteres que a embarcação tinha a capacidade de 90 passageiros, mas partiu com 61 passageiros. Ele explicou que a área onde o incidente ocorreu é perigosa e que os barcos devem ser dirigidos neste troço com cautela.

Dois membros da equipe de pilotagem do barco também morreram.

O rio Godavari, onde ocorreu a tragédia, registava uma corrente forte durante os últimos dias devido às chuvas. A maior parte das pessoas a bordo eram turistas que viajavam para Papikondalu.

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Da Sputnik Brasil

O governo indiano acaba de implementar a primeira fase de um processo para detectar "estrangeiros infiltrados", com a retirada da nacionalidade de quase dois milhões de pessoas em Asam, estado do nordeste da Índia que é foco de tensões religiosas e étnicas.

Os afetados podem perder a cidadania e, eventualmente, acabar deportados, sob o risco de provocar novos confrontos em um país que registra uma grande tensão pela situação na Caxemira.

O governo nacionalista hindu criou um Registro Nacional de Cidadãos (NRC), que começou suas atividades no estado de Asam. O censo recebeu 31,1 milhões de inscrições de habitantes, mas 1,9 milhão de pessoas foram excluídas, de informa um comunicado oficial.

A segurança foi reforçada na região antes da publicação da lista pelo temor de distúrbios, mas até o momento não foram registrados incidentes.

O NRC, que oficialmente tem por objetivo combater a imigração ilegal, solicitou aos habitantes de Asam que comprovassem a nacionalidade indiana.

O processo é particularmente complexo para a população do estado, que tem um elevado índice analfabetismo, governado pelo partido nacionalista hindu BJP (Bharatiya Janata Party) do primeiro-ministro Narendra Modi.

Para confirmar o registro era necessário provar a presença da pessoa ou de sua família no território antes de 1971, ano em que milhões de refugiados chegaram procedentes de Bangladesh, que estava em plena guerra de independência.

As pessoas que se consideram habitantes originários esperam que o censo acabe com os confrontos, mas os críticos do processo acusam os nacionalistas de utilizar o NRC para atacar as minorias, particularmente os cidadãos muçulmanos.

Durante décadas o estado pobre e isolado tem sido um foco de tensões religiosas e étnicas. Em 1983, quase 2.000 pessoas foram assassinadas em distúrbios raciais.

O governo indiano pretende utilizar o registro no conjunto do país, mas a oposição teme que o NRC atue apenas para satisfazer os simpatizantes do BJP.

Em janeiro, a Índia aprovou uma lei que concede a cidadania a pessoas que abandonaram Bangladesh, Paquistão e Afeganistão nos últimos seis anos desde que não sejam muçulmanas.

A medida alimentou os temores da minoria muçulmana indiana, que tem 170 milhões de pessoas em todo o país.

O ministro do Interior Amit Shah, braço direito do primeiro-ministro Modi, defendeu diretamente a expulsão daqueles que chama de "infiltrados".

Ao mesmo tempo, na Caxemira, que tem maioria muçulmana, a tensão aumentou com a decisão de 5 de agosto de Nova Délhi de revogar a autonomia constitucional da região.

As pessoas excluídas pelo NRC têm 120 dias para recorrer aos tribunais especiais para estrangeiros.

Os críticos do processo afirmam que os juízes destes tribunais com frequência não têm qualificação suficiente e precisam cumprir metas quantitativas. Também afirmam que o registro foi marcado por incoerências e erros.

A organização Anistia Internacional destacou que várias pessoas foram excluídas por motivos como a ortografia distinta em seus nomes.

Após todos os recursos legais esgotados, os excluídos podem ser declarados estrangeiros e, em tese, levados para centros de detenção, antes da eventual deportação.

Uma aeronave executiva com seis pessoas a bordo se acidentou no leste do estado indiano de Uttar Pradesh na manhã desta terça-feira (27).

A aeronave Cessna Citation 650 (VT-AVV), operada pela Air Charter Services e com seis pessoas a bordo, caiu na pista de pouso de Aligarh, em Uttar Pradesh, depois de colidir com a rede elétrica.

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"No momento do acidente estavam seis pessoas a bordo da aeronave, depois que uma de suas rodas ficou presa em um fio durante o pouso. Todas as pessoas estão em segurança e sem ferimentos", afirmou um oficial da polícia.

Os tripulantes e passageiros foram resgatadas em um aeroclube próximo do local.

A Air Charter Services é líder mundial em fretamento de voos particulares e tem a maior frota da Ásia, além de possuir a maior equipe de pilotos do mundo, de acordo com dados da empresa.

Na semana passada, dois helicópteros que participavam de missões de resgate durante as inundações se acidentaram no estado himalaio de Uttarakhand, resultando na morte de três pessoas.

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Da Sputnik Brasil

A China e a Índia, países emergentes que estão entre os maiores poluidores do mundo, têm conseguido ampliar nos últimos anos a cobertura florestal. Segundo um estudo da Nasa, a agência espacial americana, divulgado em fevereiro, os dois lideram o esforço de reflorestamento mundial, sendo responsáveis em sua maior parte pelo aumento de 5% na cobertura vegetal em 20 anos.

O projeto chinês é mais ambicioso e tem dado melhores resultados, segundo analistas. Maior poluidor do planeta, o país lançou em 2014 o Guerra à Poluição. O plano do Partido Comunista, segundo a agência estatal Xinhua, aumentou o porcentual de cobertura de floresta para 22,96% em 2018. Em 1980, esse número era de 12%.

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Outros índices de poluição do ar e contaminação do solo e da água também melhoraram. O levantamento da Nasa indica que a China responde hoje por 25% do aumento da cobertura vegetal do planeta nas últimas duas décadas. Além disso, de toda a área verde chinesa, 42% é de florestas. "A China é o país que mais refloresta no mundo, replantando cerca de 1% do total de florestas do planeta", explica Tasso Azevedo, coordenador do Projeto Map Biomas.

O problema é que, mesmo que em tese florestas possam capturar o CO2 em alta concentração na atmosfera, o aquecimento do planeta afeta outras variáveis climáticas, como fluxo de chuvas, acidificação dos oceanos e aumento de pragas mortais para determinadas espécies de plantas. Assim, mesmo que o reflorestamento cresça em alguns lugares, outros biomas seguem ameaçados, disse Ranga Myneni, da Universidade de Boston à BBC.

Azevedo ressalta também que florestas em áreas de clima temperado, como é o caso da China, capturam menos carbono que florestas tropicais, como é o caso da Amazônia. "Outro problema é que, quando você queima uma floresta, você está jogando CO2 'à vista' no meio ambiente. E a reposição via reflorestamento é 'a prazo'."

Índia

 

Já no caso indiano o programa de reflorestamento faz parte de um compromisso firmado no Desafio de Bonn, assinado em 2011 na Alemanha com auxílio de ONGs e da iniciativa privada. O país, terceiro maior emissor de CO2, já cumpriu 75% da meta de reflorestamento.

O estudo da Nasa estima que os indianos aumentaram sua cobertura vegetal, mas em sua maior parte (82%) graças a plantações e ao agronegócio. As florestas correspondem a apenas 4%. O objetivo do governo indiano é que um terço do território do país volte a ser coberto por florestas. Atualmente esse índice está em 24%. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A Taurus Armas prorrogou por mais três meses o prazo para a conclusão do estudo para a criação de uma joint-venture na Índia. Assim, a fabricante de armas ganha mais tempo para decidir sobre a viabilidade da constituição da parceria com uma empresa indiana do ramo siderúrgico.

Em fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Taurus disse que a continuidade dessas negociações é mais um passo importante para avançar em sua estratégia global como fabricante de armas.

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As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

As autoridades emitiram alertas, nesta quarta-feira (14), para possíveis novas inundações no estado de Kerala, sul da Índia, em consequências das chuvas de monção que já provocaram 244 mortes no país.

Os moradores de Kerala foram informados sobre o risco de fortes chuvas nas próximas 24 ou 48 horas. As chuvas provocaram 95 mortes em Kerala até o momento e 59 pessoas são consideradas desaparecidas.

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Na região vizinha de Karnataka, as autoridades anunciaram um balanço de 58 mortos e 677.000 desabrigados.

Nos estados de Gujarat e Maharashtra, na região oeste do país, a imprensa informou 91 vítimas fatais e centenas de milhares de moradores obrigados a abandonar suas casas.

Nas quatro regiões, as chuvas de monção obrigaram mais de 1,2 milhão de pessoas a abandonar suas casas. Muitas foram levadas para acampamentos de emergência administrados pelo governo.

"Nossas equipes encontraram 49 corpos em outras regiões como Sangli, Kolhapur, Satara e Pune. Muitas mortes foram provocadas por desabamentos e afogamentos", declarou à AFP Deepak Mhaisekar, delegado em Pune, um distrito no centro-oeste do país.

O governo indiano mobilizou o exército para ajudar os serviços de emergência nas operações de transporte e resgate.

O estado de Kerala registrou no ano passado uma das mais graves inundações do último século e ainda se recupera da catástrofe, na qual morreram 450 pessoas e que destruiu diversas estradas, pontes e outras infraestruturas.

Mais de 140 pessoas morreram e milhares ficaram desabrigadas por conta das fortes chuvas que estão castigando as regiões sul e oeste da Índia. Segundo as autoridades, o estado de Kerala foi um dos mais afetados por enchentes e deslizamentos.

As chuvas obrigaram milhares de pessoas a buscar abrigo em campos de ajuda humanitária. Além disso, os serviços de trem do país foram suspensos por conta das enchentes.

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De acordo com as autoridades indianas, pelo menos 57 pessoas morreram em Kerala. O mau tempo também poderá atrapalhar as operações de resgate na região.

A temporada de monções começou em junho no continente e está previsto para durar até setembro.

Em 2018, o estado indiano também foi devastado pelas fortes chuvas. Na ocasião, mais de 200 pessoas morreram.

Vaticano

O secretário de Estado do Vaticano, Pietro Parolin, enviou uma carta escrita pelo papa Francisco para as autoridades da Índia lamentando as mortes ocasionadas pelas fortes tempestades que estão atingindo o país asiático.

"Profundamente triste com a notícia da trágica perda de vidas devido às monções dos últimos dias em Kerala, Karnataka, Maharashtra e Gujarat, e atento a todos aqueles que perderam suas casas e meios de subsistência, Sua Santidade o Papa Francisco envia suas sinceras condolências para os parentes dos falecidos e dos feridos. Ore por esforços em alívio e chame por bênçãos sobre a nação ", escreveu Francisco.

Da Ansa

Em meio a fortes chuvas e inundações, crocodilos estão causando pânico em algumas cidades indianas. Desta vez não foi diferente, já que um crocodilo enorme foi encontrado no telhado de uma casa após ficar ilhado em meio às inundações que estão atingindo a Índia.

Segundo o The Times of India, guardas florestais foram chamados, mas o crocodilo conseguiu escapar antes da chegada das autoridades, provavelmente pelo fato de que os moradores atiraram pedras em uma tentativa de assustá-lo.

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As inundações na região já provocaram aproximadamente 40 mortes, além de deixar ao menos 14 pessoas desaparecidas.

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Da Sputnik Brasil

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Inundações provocadas por chuvas monçônicas na Índia deixaram pelo menos cem mortos e centenas de milhares de pessoas evacuadas emergencialmente, declararam neste sábado as autoridades.

No estado de Kerala, no sul do país, onde as chuvas deveriam se acentuar nos próximos dias, o governo ordenou o exército enviar unidades de resgate e aprovisionar os povos por via aérea.

Segundo Pramod Kumar, porta-voz da polícia local, pelo menos 48 pessoas morreram desde quinta-feira (8) nas inundações em Kerala, uma região turística cujas praias e complexos hoteleiros são muito frequentados pelos estrangeiros.

Em Kerala, aproximadamente 120.000 pessoas foram evacuadas emergencialmente para acampamentos de socorro. No estado vizinho de Karnataka, 24 pessoas morreram e nove continuam desaparecidas.

No oeste da Índia, os Estados de Maharashtra e Gujarat também foram duramente atingidos pelas chuvas monçônicas.

Em Maharashtra, pelo menos 27 pessoas morreram e várias estradas importantes foram bloqueadas, segundo a imprensa local. Em Gujarat, morreram oito pessoas em acidentes provocados por tempestades nas grandes cidades de Ahmedabad e Nadiad.

O conflito diplomático se acentua entre Índia e Paquistão, após a supressão da autonomia da Caxemira, tema que Nova Délhi disse nesta quinta-feira (8) se tratar de um "assunto interno", em resposta à expulsão de seu embaixador em Islamabad.

"Os recentes acontecimentos vinculados ao artigo 370 [da Constituição indiana] são um assunto interno da Índia", afirmou o Ministério indiano das Relações Exteriores, em um comunicado, no qual também denunciou "ações unilaterais" do Paquistão.

Na quarta-feira à noite, Islambad havia anunciado a expulsão do embaixador indiano no Paquistão e convocado seu representante diplomático em Nova Délhi para consultas.

O governo paquistanês também suspendeu o comércio bilateral, uma medida mais simbólica, considerando-se os limitados vínculos comerciais entre ambos. Estes dois países já se enfrentaram em três guerras, duas delas pela disputa de Caxemira.

"A intenção por trás desta medida é mostrar ao mundo uma imagem alarmante das nossas relações bilaterais", criticou a Chancelaria indiana.

Nesta quinta, em uma entrevista coletiva em Islamabad, o ministro paquistanês das Relações Exteriores, Shah Mehmood Qureshi, descartou uma ação militar imediata contra o país vizinha na disputa por Kashmir.

"O Paquistão não está procurando a opção militar. Estamos olhando preferencialmente para opções políticas, diplomáticas e legais para lidar com a situação predominante", afirmou o ministro.

Também nesta quinta, o premiê indiano, Narendra Modi, fará um discurso para explicar a decisão adotada na segunda-feira de revogar, de forma unilateral, a autonomia constitucional do setor indiano da Caxemira.

A maioria nacionalista hindu no Parlamento indiano também votou a divisão do estado da Caxemira em dois territórios administrados diretamente por Délhi, uma decisão que pode incendiar essa conflituosa região reivindicada pelo Paquistão.

No domingo, milhares de soldados indianos foram enviados para esta região do Himalaia, onde a Índia já contava com meio milhão de soldados. Desde então, a Caxemira está isolada do mundo, com as comunicações cortadas, lojas fechadas e ruas desertas.

- Malala pede 'paz' -

Mais de 500 pessoas foram detidas na Caxemira depois de explosão da crise, informou a imprensa indiana nesta quinta.

Empresários, ativistas e professores universitários estão entre as 560 pessoas presas nas cidades de Srinagar, Baramulla e Gurez, segundo a agência de notícias Press Trust of India e o jornal "India Express".

Um recurso judicial foi apresentado no Supremo Tribunal indiano para pedir a soltura dos detidos e a derrogação das medidas restritivas na Caxemira.

Desde a independência do império colonial britânico em 1947, a Caxemira se encontra dividida entre Índia e Paquistão, duas potências nucleares.

Uma insurreição militar contra Nova Délhi ganhou força na região na década de 1990 e voltou a recrudescer há três anos.

Seus habitantes temem que a supressão da autonomia favoreça o ressentimento na população local, majoritariamente hostil à Índia.

"Sabemos que a Caxemira está fervendo. Vai ter uma explosão violenta, mas não sabemos quando. Não sei como se pode suspender o confinamento sem que haja protestos violentos", disse esta semana à AFP uma autoridade de segurança do Vale do Srinagar.

A agência de Segurança Aérea indiana pediu aos aeroportos que reforcem seus dispositivos de segurança e os advertiu de que "a aviação civil pode ser um alvo fácil de ataques terroristas".

"Estou preocupada com a segurança das crianças e das mulheres, os mais vulneráveis na violência e no conflito", tuitou a Prêmio Nobel da Paz Malala Yousafzai.

"Representamos culturas, religiões, línguas, gastronomias e tradições distintas. Acredito que possamos viver em paz", acrescentou a jovem paquistanesa que sobreviveu a um ataque dos talibãs.

O governo da Índia anunciou nesta segunda-feira (5) a revogação da autonomia constitucional da Caxemira, uma decisão explosiva na região que é cenário de uma insurreição separatista e cujo território é reivindicado pelo Paquistão. Pouco depois, o governo paquistanês reagiu e chamou a decisão de "ilegal".

As autoridades nacionalistas hindus apresentaram um decreto presidencial que suprime o estatuto especial do Estado de Jammu e Caxemira (norte), que estava garantido pela Constituição indiana.

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O ministro do Interior, Amit Shah, anunciou a medida no Parlamento, o que provocou a revolta da bancada da oposição. "O decreto presidencial entra em vigor imediatamente e substitui de modo imediato" os artigos constitucionais relativos a Jammu e Caxemira, especialmente o 370, afirma o texto divulgado pelo governo.

O Artigo 370 da Constituição indiana concedia estatuto especial ao Estado de Jammu e Caxemira e autorizava o governo central de Nova Délhi a legislar apenas nas áreas de Defesa, Relações Exteriores e Comunicação nesta região. Os demais setores dependiam da Assembleia Legislativa local.

O governo do Paquistão chamou de "ilegal" a decisão da Índia de revogar a autonomia constitucional da Caxemira. "O Paquistão condena fortemente e rejeita o anúncio" feito nesta segunda-feira pelo governo indiano, afirma o Ministério das Relações Exteriores em um comunicado.

"Nenhuma medida unilateral do governo indiano pode modificar este estatuto contestado", completa o texto. "Como parte desta divergência internacional, o Paquistão fará tudo o que estiver a seu alcance para contra-atacar as medidas ilegais."

Índia e Paquistão disputam o controle da Caxemira desde a divisão do subcontinente em 1947, região que também é palco desde os anos 1990 de um movimento insurgente separatista. Cerca de 70 mil pessoas, a maioria civis, morreram nos últimos 30 anos, de acordo com organizações que monitoram a situação. (Com agências internacionais)

Três homens foram detidos na Índia após o estupro e decapitação de uma menina de três anos, anunciou a polícia do país. Este é o caso mais recente de violência sexual contra menores de idade nos últimos meses na Índia.

Na terça-feira (30), a polícia encontrou o corpo sem cabeça da menina perto de uma fábrica da cidade de Jamshedpur, no estado de Jharkhand (leste), um dos mais pobres da Índia. "Foi violentada e decapitada. O corpo nu foi jogado nos arbustos. Estamos procurando a cabeça", afirmou um porta-voz da polícia.

Um homem, ao que tudo indica amante da mãe da criança, está entre os detidos. A polícia acredita que ele ordenou aos outros dois que sequestrassem a menina.

A Índia tem um grave balanço no que diz respeito à violência sexual contra menores de idade. Em 2016 foram registrados quase 20.000 estupros, de acordo com as últimas estatísticas disponíveis.

De acordo com a ONU, na Índia um em cada três estupros envolve um menor de idade e quase metade dos agressores conheciam as vítimas.

Uma criança de 6 anos morreu depois que seus amigos, também crianças, colocaram um compressor de ar em seu ânus. O fato aconteceu em Indore, no Estado de Madhya Pradesh, na Índia. A vítima foi identificada como Kanha Yadav. 

De acordo com o site local NDTV, as investigações apontam que os amigos do menino encheram o seu abdômen com ar, usando o compressor, quando estavam brincando. A criança foi levada às pressas para o hospital, onde morreu. 

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Foram os próprios amigos da vítima que o levaram para casa. "Seu estômago estava inchado. Eu imediatamente o levei para o hospital", revela Ramchandra Yadav, pai do menor.

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