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Nesta sexta (29), a presidente da Fundarpe, Márcia Souto, falou ao LeiaJa sobre a atual situação o Museu de Arte Contemporânea de Olinda e o Cine Olinda. Fechados há bastante tempo, os equipamentos culturais - sob responsabilidade da instituição - ainda aguardam reformas, sem previsão concreta de reabertura de suas portas.

Segundo Márcia, em janeiro de 2018 deverá ser publicado um edital para licitar a empresa que realizará a reforma do Cine Olinda. “O projeto estava pensado para equipamentos não digitais então, precisamos adequar tudo isso”, disse a presidente. O especialista em equipamentos audiovisuais, Oswaldo Emerino, foi chamado para redesenhar o antigo projeto para o cinema olindense, fechado há mais de meio século. Os recursos estaduais reservados para esta reforma são de R$ 2 milhões.

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Já o Museu de Arte Contemporânea de Olinda, o MAC, já teve alguns reparos feitos como revisão telhado, banheiros, concerto de escadaria e aquisição de armários para guarda do acervo. Porém, o prédio principal do equipamento permanece fechado por conta de problemas estruturais maiores. “Nós fizemos quatro licitações para essa reforma da parte estrutural. As licitações não prosperaram nem deram deserta. Por não ter dado deserta, não podemos fazer contratação direta. Então estamos chamando, agora, o terceiro colocado desta quarta licitação para ver se conseguimos realizar o projeto.”, explicou Márcia.

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Nesta sexta (29), o Governo de Pernambuco lançou os editais Audiovisual, Geral e Música do Funcultura para o próximo ano. O secretário de Cultura, Marcelino Granja, e a presidente da Fundarpe, Márcia Souto, falaram, em coletiva de imprensa, sobre as novidades para os próximos editais que passam a ser regidos pela lei 16.113/17. Os novos editais estarão, em breve, disponíveis na internet. 

A principal diferença para o próximo ano será a de um acréscimo de recursos. Segundo a nova legislação, o recurso mínimo destinado para o Funcultura passa a ser de R$ 36 milhões, o que garante um aumento de mais de meio milhão, diretamente voltados para o fundo. Sendo assim, o edital do audiovisual será acrescido em R$ 290 mil, o geral em R$ 140 mil, e o de música em R$ 130 mil.  “É a consolidação de um crescimento no Funcultura. A gente termina 2017 bem, com editais mais fortes, mais democráticos e mais inclusivos.”, assegurou o secretário. Além disso, os proponentes passam a serem isentos das taxas administrativa e de fiscalização.

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Outras novidades correspondem à entrada do segmento de games no Funcultura audiovisual, com um aporte exclusivo de R$ 150 mil.  Este edital continuará priorizando o regime de cotas, num esforço para sua democratização, com o reforço na parceria com a Agência Nacional do Cinema (Ancine). Já o edital geral estará mais voltado para os festivais, e formação na área de patrimônio e design de moda, este último com um aporte de R$ 140 mil.

Informatização

Uma promessa antiga, desde o início dos trabalhos da atual gestão da Secretária de Cultura, é a informatização do Funcultura. A presidente da Fundarpe, Márcia Souto, e o secretário, Marcelino Granja, garantiram que o processo está em curso e que a primeira etapa a ser colocada em prática será a de cadastro de produtores culturais, no primeiro semestre de 2018.

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Foi divulgado na última terça-feira (17) o resultado do 5º Prêmio Pernambuco de Literatura. Cinco escritores do Estado foram premiados durante cerimônia no Palácio do Campo das Princesas. Na ocasião, estavam presentes o governador Paulo Câmara, o secretário de cultura Marcelino Granja, a presidente da Fundarpe Márcia Souto e Ricardo Leitão, presidente da Cepe Editora.

Durante a cerimônia, Paulo Câmara assinou decreto de ampliação do prêmio, que passará se chamar Prêmio Hermilo Borba Filho de Literatura. “É uma iniciativa mais do que justa com a memória do mestre Hermilo, um intelectual pernambucano de referência universal. Uma maneira também de fazer com que as novas gerações conheçam o seu trabalho e sua contribuição para a cultura de Pernambuco e do Brasil”, afirmou.

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Os autores Ezter Liu, Walter Cavalcanti Costa, Fred Caju, Enoo Miranda e Amâncio Siqueira foram os consagrados da noite. Todos terão as obras inéditas editadas e receberão o prêmio em dinheiro.

O Festival de Inverno de Garanhuns ainda tem todo esse sábado (29) pela frente, com atrações em vários polos, mas a Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) já promoveu uma coletiva de imprensa para apresentar um balanço do evento. No encontro, Márcia Souto, presidente da Fundarpe, exaltou o FIG, que, na sua ótica, evoluiu. "Esse ano trouxe um saldo muito positivo esse ano, o festival amadureceu, hoje ele mostra um perfil mais definido e que cumpre o papel de mostrar o novo, através da arte. Ele também se renovou, com atrações diversas, como o circo. O teatro também cresceu, houve um desejo maior do público de participar e de ver", disse.

Somente na praça Mestre Dominguinhos, circularam 250 mil pessoas, segundo dados da organização. Márcia, porém, destacou a importância dos outros polos, atividades e equipamentos. "O festival não pode ser apenas entretenimento. Nós fazemos política cultural. Esse é o papel do estado. É mais fácil tocar a pessoa através da arte. Precisamos formar esse público. Com o esvaziamento do Ministério da Cultura como se vê hoje, manter um festival forte é uma vitória enorme", afirmou.

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Esse ano, o orçamento do evento girou em torno de R$ 6,5 milhões. Mesmo com a crise, o FIG manteve sua programação normal. "No serviço público, o mais fácil é não fazer, é só dar uma desculpa que não tem dinheiro e pronto. Mas pode-se fazer de outras formas, com alternativas criativas", ressaltou, Márcia, que já começa a planejar a edição de 2018. "Anoto tudo que fico vendo para fazer essa memória. O interessante de estar na execução é que a primeira coisa que você vê são os defeitos, então fico memorizando. Temos relatórios diários para aprimorar, mas não é fácil. A construção do festival é possível por parcerias importantes, como Sesc, Senac, Prefeitura e Cepe", lembrou.

O maior mecanismo de incentivo à Cultura em Pernambuco, o Funcultura distribui anualmente R$ 36 milhões para a cadeia produtiva do segmento no Estado. No último edital, o fundo trouxe uma grande novidade, fruto de uma demanda antiga dos produtores culturais: o lançamento de um edital exclusivo para a área de música.

Marcelino Granja, secretário de Cultura de Pernambuco, e Márcia Souto, presidente da Fundarpe, conversaram com exclusividade com o LeiaJá sobre este e vários assuntos. O resultado das duas horas de entrevista está sendo publicado desde a última terça (18), quando o tema foi a exclusão do brega dos eventos bancados pelo governo estadual. Na quarta, o assunto foi a reforma no Sistema de Incentivo à Cultura (SIC) de Pernambuco, que está tramitando na Assembleia Legislativa.

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Confira mais um trecho da entrevista, e saiba o que os gestores da Cultura no Estado de Pernambuco preparam para o Funcultura:

A Secretaria e a Fundarpe já falaram bastante em editais do Funcultura que contemplassem separadamente todas as regiões de Pernambuco, mas eles nunca foram realizados. Esse plano foi revisto?

Marcelino Granja - Em todos os editais, desde o ano passado, o sistema de pontuação passou a ter 'origem étnica', 'gênero' e 'origem regional' como itens que valem pontos. Os editais específicos para cada área geográfica não foram ainda implementados porque há uma heterogeneidade absurda entre as linguagens sobre isso. Então esse processo de inclusão social e regional depende da evolução daquela linguagem em cada área do Estado. Quando a gente foi ver o cadastro de produtores culturais, é muito pouco representativo ainda no interior. Então tem que se fazer uma trabalho de cadastrar quem existe em cada região.

Márcia Souto - Não adianta abrir editais regionais se esses editais não derem retorno. A gente precisa preparar esse ambiente, incentivar mais o cadastro cultural, fazer esse levantamento das demandas do interior, são estudos que levam um certo tempo e precisam ser mais detalhados. A gente não tem como, hoje, imaginar que, lançando editais para o interior a gente tá regionalizando. Seria fazer apenas uma coisa de fachada. Para regionalizar de fato, a gente precisa preparar esse ambiente nas regiões. Tem que trabalhar o cadastro nessas áreas, levantar as potencialidades de cada uma, ver as oportunidades, além da demanda de público também. Tem todo um estudo que precisa ser feito e um incentivo a outras fontes. Por exemplo: a gente discute hoje muito a questão da formação, porque os editais de formação, de maneira geral, são muitos abertos e a gente precisa saber o que a gente está precisando hoje formar no Estado em cada cadeia produtiva, pra que se possa ter o resultado e em seguida dar outro passo. E não ficar à mercê da demanda que a produção existe para a formação.

Marcelino Granja – E como a demanda está concentrada na Região Metropolitana, acaba ficando tudo aqui.

E esse cadastro está sendo feito de maneira ativa pela Fundarpe?

Marcia Souto - Está sim. E a gente está informatizando o Funcultura, e nesse pocesso mesmo a digitalização ajuda muito. É difícil trabalhar um cadastro do tamanho do Funcultura manualmente.

E quando a digitalização vai incluir os projetos que são apresentados ao fundo?

Marcelino Granja – Vai ser um processo. Primeiro digitaliza o cadastro, digitaliza o edital. Depois vai digitalizando os documentos. O Funcultura só termina para o produtor quando o projeto dele é arquivado.

Márcia Souto - Quando a gente lança o edital, tem alguns projetos em aberto ainda, em execução. E a gente não pode parar e dizer: 'Não vamos lançar edital para digitalizar tudo', não é o caso.

No próximo edital então os projetos deverão ser ainda entregues em papel?

Marcelino Granja - Nós vamos tentar e tudo indica que este ano a gente já vai receber os projetos on-line. O processamento dos projetos é uma terceira etapa.

Márcia Souto - Porque a gente vai ter que trabalhar com dois processos simultâneos, não adianta se esforçar para digitalizar projetos que já estão sendo encerrados. Então a gente precisa pensar numa transição. Depois vai ter o processo de digitalizar todo o passado, mas como arquivo, é diferente. Mas para a digitalização na execução dos projetos, vai ter esse processo de transição.

No último grande ciclo de eventos culturais, o Carnaval de 2017, o governo de Pernambuco resolveu deixar bem claro que alguns estilos musicais não seriam aceitos na programação oficial da festa. Segundo a convocatória publicada em dezembro de 2016, "não se enquadram (...) os seguintes gêneros musicais: Forró Eletrônico, Forró Estilizado, Brega, Swingueira, Arrocha, Funk, Sertanejo e Pagode Estilizado".

A exclusão causou imediatamente uma reação. De um lado, artistas locais manifestaram contentamento, por achar que tais estilos descaracterizam a festa; do outro, classificaram a postura de ser preconceituosa e uma espécie de censura. O público também tomou parte, e muitos debates foram travados em redes sociais por pessoas com visões opostas sobre o posicionamento da Secretaria de Cultura.

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Em abril, a Assembleia Legislativa de Pernambuco aprovou o projeto de lei 1176/2017, que inclui o brega na lista das expressões artísticas consideradas genuinamente pernambucanas. O projeto altera a lei 14.679, de 2012, que traz em seu artigo 3º o rol das expressões que podem ser beneficiadas pela determinação de que 60% das apresentações artísticas resultantes de convênio entre o governo estadual e as prefeituras sejam garantidas a elas.

Na primeira de uma série de matérias sobre a gestão cultural de Pernambuco, resultado de uma conversa de cerca de duas horas com os gestores do segmento no Estado - Marcelino Granja, secretário de Cultura, e Márcia Souto, presidente da Fundarpe -, o LeiaJa.com traz o posicionamento do governo sobre a limitação de gêneros nos ciclos de grandes eventos incentivados com recursos públicos. Com o São João se aproximando, Marcelino e Márcia garantem que a política será a mesma do Carnaval: nada de brega ou forró estilizado nas programações.

Confira a entrevista com Marcelino Granja e Márcia Souto:

O governo do Estado tomou a decisão de não trazer para as programações dos grandes ciclos de eventos culturais determinados tipos de atrações munsicais. Representantes de diferentes estilos, identificados de maneira genérica pelo termo 'brega', protestaram, e recentemente a Alepe aprovou uma lei que inclui o brega na lista de  expressões culturais genuinamente pernambucanas. A Secretaria de Cultura vai rever sua postura e incluir esses artistas nas programações?

Marcelino Granja - Não vai mudar a política cultural. É preciso compreender que a política cultural não é baseada no formalismo legal, numa regulação de leis. Debater o que é uma linguagem cultural, o que é bom ou ruim, não há lei no mundo que vá resolver o problema, porque nós estamos tratando da pura subjetividade humana. Nós vemos aqui uma discussão muito intensa que é permanente, não tem como resolver por lei.

Mas o governo, de forma objetiva e documental, através da convocatória, barrou este tipo de música em suas programações. 

Marcelino Granja - Não. O governo disse apenas que a nossa contratação, com recurso público, para os ciclos, não consideraria a disponibilidade de recurso para determinadas linguagens da música. Tão somente isso. Não fizemos juízo de valor, não dissemos que brega ou funk não são música popular. É evidente que é musica popular, mas duvido que uma lei ou uma universidade sejam capazes de definir algo que seja minimamente consensual a respeito do que é brega. Ao mesmo tempo, todos sabem do que estamos tratando.

Essa lei então não muda nada para este ciclo do São João, que se aproxima?

Marcelino Granja - Não muda nada. Nem para esse nem para os outros ciclos. 

Márcia Souto - A intenção da Secretaria não é excluir, mas valorizar a música e as tradições daquele ciclo. O brega, por exemplo, tem um período específico que toca no ano? Não. Mas o frevo tem. Ele faz parte da formação do nosso povo, na dança, na expressão cultural, na história do povo pernambucano. O frevo está vinculado a Pernambuco. O que a gente quer garantir é a valorização das tradições dos ciclos. É por isso que a gente vai dar prioridade à cultura popular, ao frevo, à música da tradição. É isso que está colocado, não há nenhuma exclusão do brega ou do funk. Uma coisa é a música, o estilo brega, outra coisa é a música que comete crimes de racismo, de homofobia. Essa daí não é contratada por nós em época nenhuma. Independentemente de ser brega, ou samba, ou o que for. Esse tipo de agressão a gente não contrata. O que a gente percebia era que muitas vezes o palco em que a gente precisava mostrar nossa tradição era ocupado por outros ritmos. E cabe ao poder público dar esse direcionamento também. A gente tem a obrigação como poder público de garantir a tradição do ciclo. O frevo, por exemplo, é patrimônio da humanidade. Cabe ao governo de Pernambuco ser o principal responsável por garantir a preservação dessa tradição. No São João também nós temos os melhores artistas nessa área, então não é um problema de exclusão, mas de dar um direcionamento correto para a preservação da tradição cultural do Estado.

Não estaria o governo ignorando uma expressão cultural popular contemporânea, ou tendo uma visão engessada do que é cultura?

Marcelino Granja – O brega é um valor cultural, isso é óbvio. Não está se discutindo isso. Outra coisa é dizermos que vamos deixar de priorizar o forró no São João, por exemplo. O gestor público pode sim dizer: 'O brega toca o ano todo. É mais beneficiado pela indústria cultural de massa, tem muito mais empresários botando dinheiro neles, as rádios resolveram tocar eles, isso faz parte da estratégia de certa dominação político-ideológica porque não desenvolve o espírito crítico'. E eu digo. Nós vamos sim ter escolhas e não vai ter nenhuma lei no âmbito da cultura que impeça essas escolhas porque isso é impossível.

Na manhã desta terça (5), foram anunciados pela Secretaria de Cultura de Pernambuco (Secult/PE) e Fundarpe, os contemplados no 9º Edital do Programa de Fomento à Produção Audiovisual de Pernambuco (Funcultura Audiovisual). Dos 431 inscritos, foram selecionados 101 projetos, que contarão com o aporte de R$ 19.800 mil, sendo R$ 10 milhões do Governo do Estado - por meio do Funcultura - e o restante pelo Fundo Setorial do Audiovisual - FSA/Ancine.

Este ano, um dos critérios propostos para a análise dos projetos conferiu pontuações extras para os aspectos referentes à igualdade de gênero, raça e inclusão das diferenças. Projetos cujas equipes dispussem de profissionais negros, com algum tipo de deficiência e mulheres obtiveram pontuação maior num objetivo de aumentar a diversidade da cadeia produtiva. 

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Para a presidente da Fundarpe, Marcia Souto, o edital é uma importante parceria entre o Governo do Estado e a sociedade civil além de ser um fortalecimento para a cadeia produtiva do audiovisual em Pernambuco. É importante a gente perceber que diante de todas as dificuldades, neste ano de crise, conseguimos garantir não só o recurso como 100% do recurso da Ancine, isso é muito importante para todos nós", afirmou a presidente. Já para o Secretário de Cultura do Estado, Marcelino Granja, o edital é uma importante intrumento para a "democratização da produção e do acesso à cultura".

Dentre os contemplados em 2016, estão alguns festivais já consagrados no calendário do Recife como o Animage, Ver Ouvindo, Recifest e Cine às Escuras, além de longas como Big Jato, da Perdidas Ilusões Ltda e Dispositivos, de Felipe Peres Calheiros. Confira os selecionados aqui. 

A estruturação dos Conselhos de Política Cultural de Pernambuco e Preservação do Patrimônio Cultural do Estado foram tema de audiência pública realizada esta quarta-feira (22), no auditório da FCAP, no bairro da Madalena. O evento começou por volta das 17h, reunindo representantes de diferentes áreas. 

Na plateia, a expectativa em torno da criação do Conselho de Políticas Culturais era grande. De acordo com a produtora Carminha Lins, essa era uma reivindicação antiga da categoria, que sempre buscou espaço nas tomadas de decisões no âmbito das políticas culturais. “Será um conselho que vai expressar toda diversidade cultural que existe no Estado. A participação popular nas decisões é um marco, que vai contribuir para que todas as questões que a gente vem lutando sejam debatidas”. 

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O coordenador do movimento Dança Recife, Marcelo Sena, lembrou que a estruturação dos conselhos irá permitir o realinhamento do Estado com o sistema nacional de cultura. “A partir de um conselho podemos de fato fazer a mediação entre a necessidade dos produtores e artistas, com o que está sendo proposto com as políticas públicas do Estado”. 

“Pernambuco vem numa defasagem muito grande em relação aos outros estados nesse processo, dada esse pontapé, a expectativa é que o conselho faça jus a sua função que é fortalecer e elaborar ações de fortalecimento da cultura local”, comentou Aelson Ferreira, integrante do movimento de cultura popular.  

Segundo o secretário de Cultura de Pernambuco, Marcelino Granja, a ideia dessa primeira audiência pública é apenas o amadurecimento da discussão, que irá integrar os gestores e a sociedade civil.  “Os conselhos Estaduais de Política Cultural têm a função de ajudar o Governo do Estado a construir políticas públicas de cultura. Estamos muito animados, pois acreditamos que será um exitoso processo de escuta para reformular da melhor forma possível o processo de composição”, afirmou Granja.

A presidente da Fundarpe, Márcia Souto salientou que para o processo democrático conquistar êxito é necessário que haja um consenso entre os segmentos culturais, para saber quais áreas haverá representante na cúpula. “Como a cultura de Pernambuco é muito diversificada não vai ser possível representar todos. Mas vamos tentar agrupar algums segmentos para tentar abranger o maior número possível de segmentos. No entanto, é importante lembrar que não caberá ao conselheiro apenas defender os interesses da sua classe específica, mas da cultura como um todo”, ponderou Márcia, resaltando que a escolha dos respectivos representantes, de um total de 20 áreas, será discutida posteriormente através de fóruns específicos. 

O ator Alberto Braynner criticou a burocracia existente na política cultural de Pernambuco. Ele questiona que o Ministério da Cultura implantou ações condizentes , mas o Estado ainda não aderiu.  “A produção cultural de Pernambuco é muito pontual. Acho que é uma grande reivindicação da classe como um todo da produção cultural ser mais massificada. Os equipamentos culturais do Estado estão muito mal utilizados, parados e se deteriorando”. 

Márcia Souto concordou que o governo precisa reestruturar toda política pública e não só na questão do fomento, mas também a difusão, fortalecimento e preservação das raízes culturais. Completando que a Fundarpe também precisa de mais espaço. “A fundarpe ainda continua pequena. Ela precisa ser reestruturada por parte do Estado para garantir a execução dessas políticas públicas com eficiência e chegar em todos os lugares do Estado. Esse já é um compromisso do programa de governo de Paulo Câmara. Queremos acabar com a burocratização para não sermos excludentes”, completou. 

Representando o segmento patrimonial, a museólogo e vice-presidente do fórum de museus de Pernambuco, Regina Batista ressaltou a necessidade de um dos participantes do conselho ter formação na área de preservação de patrimônio. “É importante que ele conheça esse universo, que é bastante abrangente e seja um representante ativo desta instituição. Que esse conselho trabalhe em prol das instituições, das manifestações e que seja representativo na sua essência da sociedade”. 

As próximas Audiências públicas serão realizadas no Agreste e no Sertão. Na próxima terça-feira (28), a discussão será em Caruaru, no auditório do Instituto de Tecnologia de Pernambuco. O horário foi alterado, para as 10h. 

Em maio (5), o município de Salgueiro receberá a audiência pública que vai discutir os Conselhos de Política Cultural de Pernambuco e Preservação do Patrimônio Cultural do Estado. A reunião também teve o horário modificado e terá início às 15h.

De acordo com Marcelino Granja, em dois meses o processo eleitoral será concluído. “A partir do dia 5 de maio, acreditamos o decreto já deva estar pronto. Depois disso podemos  dar andamento ao processo eleitoral, que será realizado através de um edital publicado pela secretaria”, concluiu o gestor de Cultura.

 

As negociações com a Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), referente aos atrasos dos repasses financeiros do edital 2013/2014 do Funcultura começam a avançar. Durante reunião fechada, realizada nesta quarta-feira (15), o secretário de cultura de Pernambuco, Marcelino Granja, a presidente da Fundarpe, Marcia Souto e o superintendente do Funcultura, Gustavo Araújo, receberam uma comissão formada por seis produtores independentes, que aguardavam parecer sobre o caso.

A pauta imediata, que tratava da liberação do recurso, foi considerada como uma vitória, pelos produtores culturais. Marcelino Granja garantiu aos profissionais, que a Secretaria da Fazenda estaria liberando a partir de hoje, cerca de R$22 milhões, para as primeiras parcelas do edital 2013/2014 e os atrasados dos lançamentos do Funcultura, desde 2010. 

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“Dessa vez tivemos uma sinalização mais concreta da Secretaria de Cultura. Marcelino Granja fez questão de frisar que a liberação do empenho para o pagamento de todos os restos a pagar desde 2010, até o presente  momento, seria feito às 15h de hoje. Agora é aguardar se eles vão cumprir o que se dispuseram”, comentou o pesquisador de políticas culturais, Afonso Chaves. 

O produtor ressaltou que a justificativa para o atraso nos pagamentos, apresentada pelos gestores culturais, foi a mudança de gestão, pois os empenhamentos teriam sido cancelados em detrimento da realização do balanço financeiro do governo passado. “O secretário falou que durante a mudança de governo é necessário que se faça uma averiguação das contas e empenhos da gestão anterior. Além disso comentou que para que a nova equipe de chefia da Fundarpe pudesse se apropriar dos processo demandou um pouco de tempo”, concluiu Afonso.

Presidente da Fundarpe Recebe Produtores nesta quarta (15)

Protesto pede esclarecimento sobre atrasos do Funcultura

Em 8 anos, 7 editais. Está faltando um ano do Funcultura?

O produtor Thiago Dantas ressaltou que os empenhamentos começaram a ser realizados na última segunda-feira (13). E a Fundarpe teria, mais uma vez,  garantido que até o próximo mês toda a situação estaria regularizada. “Tendo em vista que os recursos já foram liberados pela Fazenda, o secretário afirmou que tudo será resolvido até maio. E a gente poderia confiar, pois essa garantia que eles estavam dando era porque receberam sinalização do Governo do Estado”, pontuou o integrante da comissão de produtores independentes, informando que o número do empenho, a partir de agora é um documento integrante do termo de compromisso. “A elaboração dos termos de compromisso se dará com base nesses empenhos que foram liberados pela Secretaria da Fazenda. Se eles conseguiram limite orçamentário para todo mundo a tendência é que quem não teve termo assinado agora tenha essa condição”. 

Apesar da sinalização positiva, em relação aos pagamentos atrasados do Fulcultura, outras questões ainda são passíveis de questionamento. A ausência de um ano de edital, reformulação dos moldes do Funcultura, espaço físico destinado a equipe que rege o Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura, que foram questionados pelos produtores durante a reunião da semana passada, não foram explicitados durante a audiência desta quarta. “É uma vitória dos produtores culturais de Pernambuco, mas existe muita coisa a ser esclarecida e resolvida”, concluiu Thiago Dantas.

 

Nesta quarta-feira (15), a presidente da Furdarpe, Marcia Souto, irá se reunir com uma comissão de produtores independentes que aguardam posicionamento sobre os repasses referentes ao Funcultura 2013/2014. O encontro será realizado no gabinete da presidência, na sede da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), por volta das 14h30. 

Segundo o produtor Thiago Dantas, a comissão é formada por 7 profissionais de diferentes áreas. Dentre os integrantes do grupo está a advogada Daiane Dultra, que vai garantir respaldo jurídico aos produtores.

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“Agora a Fundarpe não poderá dizer que foi pega de surpresa e terá que nos responder claramente aos questionamentos. Queremos saber onde está o dinheiro do Funcultura? Em qual conta o dinheiro está depositado? Qual o saldo, se é que existe? Quando os temos serão assinados e data de pagamento das primeiras parcelas?”, afirmou Thiago Dantas. 

A produtora Fátima Pontes ressaltou que a advogada irá contribuir com o aparato jurídico em relação as respostas apresentadas pelos gestores da Fundarpe. Também estará a cargo da advogada, a orientação para os novos passos do grupo, em caso de descumprimento do acordo firmado pela entidade. “Dessa vez queremos documentar tudo o que eles vão nos apresentar. Não vamos simplesmente ouvir o que eles têm a dizer, mas teremos um documento para comprovar tudo o que for firmado”, concluiu. 

Thiago ressaltou que a informação passada pela Fundarpe durante a reunião realizada na última quinta-feira (9), onde o superintendente do Funcultura Gustavo Araújo garantiu que até a primeira semana de maio os produtores teriam as primeiras parcelas pagas, não será cumprida.

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“A previsão deles já é desanimadora (R$4,5 milhões) e até agora nenhum dos produtores foi chamado para assinar o termo de compromisso. Eles não foram chamados porque como não tem limite orçamentário, não é possível empenhar. Se não há empenho, não existe possibilidade de realizar os termos de compromisso. Logo, aquela previsão de assinar no mês de abril e pagar em maio não vai acontecer”, completou Dantas. 

 

O Arte em Todo Parte, evento que é realizado anualmente na cidade de Olinda, Patrimônio Cultural da Humanidade, não irá acontecer neste ano. Segundo explicações da secretária de cultura do município, Márcia Souto, o município, juntamente com a empresa responsável por produzir o evento, não conseguiu captar os recursos necessários para a realização do evento.

“Tivemos alguns problemas na captação de recursos e por ser um ano eleitoral, o arte em toda parte foi adiado para o primeiro semestre de 2013. Houve uma reunião há cerca de dez dias com a prefeitura e os artistas e ficou acertado uma mudança no calendário do evento”, declarou Márcia.

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Segundo informações repassadas por artistas plásticos, a empresa responsável por captar os recursos não se habilitou há tempo de promover o Arte em Toda Parte e perdeu os patrocínios. A assessoria de imprensa da prefeitura também alegou que um dos motivos para o evento não acontecer este ano está ligado à diminuição do repasse do Fundo de Participação do Município (FPM).

Artistas Plásticos e donos de ateliês já se mobilizaram para realizar um novo evento intitulado: “Roteiros dos Ateliês”, que deve acontecer entre os dias 15 e 25 de novembro de 2012, na mesma época que a cidade de Olinda recebe o festival de literatura Fliporto. “Precisamos escoar nossa produção de fim de ano, dessa forma vamos fazer um evento paralelo à Fliporto, pois precisamos movimentar e fomentar a produção dos artistas locais. O Arte em Toda Parte não vai acabar, ele deve acontecer em 2013, no mês de maio”, comentou a dona do ateliê Arte na Barbearia e Terraço de Olinda, Mariza Reis.

Em dezembro de 1982, a cidade de Olinda recebeu da Unesco o título de Patrimônio Cultural da Humanidade. Em 2012, os trinta anos do reconhecimento do valor cultural de Olinda começam a ser comemorados com a V Semana do Patrimônio de Pernambuco, que começa nesta segunda (13), com uma programação toda dedicada à Cidade Patrimônio Histórico e Cultural. Em entrevista exclusiva para o leiaJá, a Secretária de Patrimônio e Turismo de Olinda, Márcia Souto, fala sobre a relação da cidade com seu patrimônio, dos desafios da gestão pública, e adianta em primeira mão a inauguração do Teatro do Bonsucesso, localizado no mesmo bairro que abriga a sede do homem da Meia-noite.

O que significa, para a cidade de Olinda, o Título de Patrimônio Cultural da Unesco? Que impacto isso tem no dia a dia de seus moradores?

Acho que o título de Patrimônio Cultural da Humanidade tem um significado especial para a cidade de Olinda pela forma que foi conquistado. Foi uma coisa muito trabalhada pela comunidade, o que fez com ela se apropriasse deste título. A gente sente que o olindense tem todo um apego muito grande a esse título, um carinho, e o valoriza muito como algo que faz parte da vida dele. O morador tem orgulho de ser olindense e entende Olinda como uma cidade diferenciada, não é uma cidade qualquer nem é apenas um título, tem uma relação sentimental com a cidade.

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Como é gerir este patrimônio? O que há de diferente na gestão da cidade por conta do patrimônio histórico e cultural de Olinda?

Uma cidade como Olinda é difícil em vários aspectos. É uma cidade que não tem arrecadação grande, a arrecadação anual gira em torno de R$ 300 milhões. Tem uma população imensa, cerca de 377 mil habitantes e é a quinta maior densidade demográfica do país, a primeira do Estado de Pernambuco. É uma cidade muito pequena, de apenas quarenta quilômetros quadrados, sem saneamento básico ainda. Agora é que a Compesa (Companhia Pernambucana de Saneamento) está trabalhando esta questão. Para se ter uma ideia, enquanto a arrecadação média por habitante no Brasil é R$ 1.574, em Olinda é R$ 750 de arrecadação por habitante para o município por ano. Então é uma situação muito difício para acidade, e Olinda também fica muito colada na capital, então tem uma demanda muito forte.

Mas tem um potencial muito positivo também: o título de Patrimônio Cultural da Humanidade, um sítio histórico belíssimo, diferenciado pelas colinas, pelo mar, pela vegetação, que é um diferencial enorme e, principalmente,  por ser um sítio histórico ocupado por moradores. Esse é o diferencial principal na questão da preservação. A questão de ter moradores, ter uma vida no local. As dificuldades são enormes de modo geral, e especialmente quando você vai fazer a gestão da área de patrimônio Cultural.

Pensar em preservar um patrimônio deste, tão rico, tão importante para a história do nosso país, sem recursos é muito difícil. Mas, ao mesmo tempo, temos o outro lado, que é exatamente por ter essas qualidades todas, ter um povo criativo, um patrimônio imaterial, a gente consegue fazer captação de recursos bem. A gente consegue fazer com que o governo federal e o governo do Estado se sensibilizem e invistam na cidade.

O Alto da Sé, em Olinda, é o ponto turístico mais visitado de Pernambuco. Depois da requalificação, então, está um espetáculo, um sucesso, os turistas, a comunidade, os frequentadores elogiando. E não é só uma questão de requalificação da estrutura urbana, a gente procurou valorizar o que ela tem de tradição, procurou-se fazer com que tivessem espaços ali em que a vida cotidiana do olindense acontecesse. Então ali tem uma escola, tem as igrejas, o museu, o observatório, tem todo um funcionamento que independe do turismo também, tem vida própria. Isso é muito importante na preservação, é o que garante mais a preservação.  As pessoas são fundamentais, o morador especialmente.

E quais são as ações realizadas pela prefeitura para a manutenção deste patrimônio?

Nós temos algumas ações permanentes e outras focadas em alguns monumentos, alguns espaços. Existe um programa de manutenção do sítio histórico.  Nós temos a secretaria de Serviços Públicos, que recolhe lixo, tapa buraco, faz calçamento, iluminação pública, tudo isso. Só que a gente não tinha muita integração desta equipe conosco. Tapar um buraco numa via comum é uma coisa, tapar um buraco de paralelepípedo numa cidade histórica é outra.

Conseguimos avançar e hoje temos uma licitação especial só para o sítio histórico, em que nós fizemos o termo de referência junto com eles, com a colaboração do Iphan, e construímos uma situação em que a empresa que cuida disso no sítio histórico cumpre um padrão diferente do resto da cidade. Tudo isso é um processo que foi sendo construído e temos hoje uma manutenção integrada, em que uma equipe circula no sítio histórico olhando sob o aspecto da preservação e manutenção da cidade e preparam boletins que vão para as secretarias competentes. Esta é uma ação continuada que ninguém vê, mas que acontece. O recolhimento de lixo é diferente no sítio histórico, onde se recolhe duas vezes por dia e é o único lugar em que se recolhe lixo no domingo por conta do turismo. Mas a gente precisa também da colaboração da população.

Além desta ação, temos também o financiamento para a restauração de imóveis privados, feito junto com o Iphan. O proprietário tira o empréstimo para fazer a reforma na casa dele, retira o dinheiro direto no banco com a aprovação nossa e paga sem juros, apenas com a correção monetária, parcelado em até 20 anos. E este dinheiro volta para o Fundo de Preservação e a gente o aplica na cidade de novo. É um dinheiro que a gente diz que reproduz, né? (risos) Ele vai para a conta do Conselho de Preservação e é aplicado na cidade novamente.

Como funcionam o conselho e o fundo de preservação?

O sistema de preservação avançou muito. Nós temos um sistema de preservação em Olinda desde 1979, do qual fazia parte a fundação, o fundo e o conselho. No entanto, o Conselho não era paritário, estava nos moldes daquela época. O Conselho vem cumprindo seu papel ininterruptamente e com um resultado positivo, mas a gente tinha dificuldades por que ele não tinha uma participação efetiva da sociedade civil, então precisávamos reformá-lo. Reformulamos o Conselho, fazendo com que ele fosse paritário e incluímos as representações de alguns segmentos que consideramos muito importantes. Por exemplo, consideramos muito importante que a universidade, a academia, se aproxime deste debate, então trouxemoa a Universidade Federal de Pernambuco. Também achamos importante a presença da igreja católica, que afinal é detentora de grande parte deste patrimônio. Os moradores precisavam ter representantes no conselho, então a Sodeca (Sociedade de Defesa da Cidade Alta) está representada, também achamos importante trazer o CREA. Assim fomos criando, com a participação de todos, um ambiente favorável a esse debate. E ainda o Iphan, a Fundarpe, que já participavam. Também regulamentamos o Fundo, que já está em funcionamento, o que foi um grande avanço pra gente. Também fizemos a regulamentação do registro do patrimônio imaterial, que tem uma legislação própria, também regulamentamos isso. Hoje temos a legislação toda desta área formatada, em funcionamento, o que é muito importante.

Quais são as próximas ações previstas na área do patrimônio em Olinda?

Já temos em andamento, sendo licitada, a conclusão do Cine Olinda, vamos inaugurar logo o teatro do Bonsucesso. Estamos licitando a requalificação do Mercado Eufrásio Barbosa, que vai ser um centro de arte. Além disso, temos os projetos já aprovados para a captação de recursos do Cine Duarte Coelho, o embutimento da fiação, a requalificação do Largo do Amparo, o Memorial Dom Hélder Camara, que vai ser na Sé, ao lado da igreja. Estamos lançando também as primeiras Parceria Público-privadas, que vão explorar a área do Carmo para potencializar ali como polo cultural. Também será iniciado e está sendo licitado pela Compesa todo o esgotamento do sítio histórico, o que é uma ação estruturadora importantíssima, já foi assinado o convênio. Nós teremos o sítio histórico de Olinda com saneamento, o que é uma questão estrutural na preservação, porque existe um problema até de deslocamento das colinas por causa da drenagem falha. Tem muita coisa vindo por aí ainda, tem muita coisa para fazer e nunca acaba.

Foi lançada nesta quarta (13), em entrevista coletiva realizada no Hotel Sete Colinas, no sítio histórico de Olinda, a Fliporto 2012. Estiveram presentes, além do curador Antônio Campos, os Secretários de Cultura de Pernambuco, Alberto Feitosa, o de Olinda, Mauricio Galvão, a Secretária de Patrimônio e Cultura de Olinda, Márcia Souto, e o presidente da Empetur, André Correia.

A oitava edição da Fliporto - a terceira realizada no sítio Histórico de Olinda - homenageia o escritor, jornalista e dramaturgo pernambucano Nelson Rodrigues. Autor de obras clássicas do teatro nacional como Vestido de Noiva, Valsa nº6, Bonitinha, mas ordinária, O Beijo no Asfalto, Os Sete Gatinhos e Toda nudez será castigada. Rodrigues faria 100 anos este ano se estivesse vivo.

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A maior novidade deste ano está no forte investimento em ações que não se limitem ao período de realização do festival e tenham caráter permanente. O destaque destas ações é a Casa do Livro Infantil e da Leitura em Olinda, que será instalada no Amparo. Além disso, a página da Fliporto investe em uma TV e uma Rádio online e atualizações durante todo o ano. Outra novidade é a realização da E-Porto Party, I Feira do Livro Eletrônico, Inovação e Tecnologia em Educação do Nordeste, que discute a digitalização do livro e o futuro do suporte para a leitura.

Convidados

Entre os convidados, a Fliporto 2012 traz Ariano Suassuna, Ruy Castro - biógrafo de Nelson Rodrigues, o escritor e historiador nova iorquino Robert Darnton, o moçambicano Mia Couto, considerado um dos mais importantes escritores vivos da áfrica, e Ana Maria Machado, atual presidente da Academia Brasileira de Letras. "Estamos negociando com Isabel Allende", afirmou Antônio Campos, curador da Fliporto, adiantando a possível vinda da escritora chilena, autora de A Casa dos Espíritos.

Também já estão confirmados os nomes de José Castello, crítico literário autor do livro Inventário das Sombras, o biógrafo britânico Barry Miles, João Almino, Heloisa Seixas e Sônia Rodrigues. O jornalista e escritor canadense Cory Doctorow é outro confirmado para a edição de 2012 da Fliporto.

Eventos Complementares

Além da E-Porto Party, a Fliporto realiza diversas atividades complementares ao Congresso Literário. Destaca-se a programação infantil e juvenil realizada na Fliporto Criança e na Fliporto Nova Geração, que terá uma atenção especial aos quadrinhos com a vinda dos ilustradores Silcino e Cris Alhadef. O Prêmio TOC 140, que seleciona poemas publicados na rede social Twitter, cujas postagens têm o limite de 140 caracteres, acontece pela terceira vez.

A Ecofliporto é outra atividade complementar do festival, voltada para a preservação e educação ambiental. Neste ano, o braço ecológico da Fliporto homenageia o paisagista Burle Marx e propõe o tombamento dos baobás da cidade. Ainda acontecem a III Feira do Livro de Pernambuco e a Fliporto Gastronomia, circuito gastronômico inspirado no festival.

Em 2012, a Fliporto acontece na mesma época de outro grande festival realizado em Olinda, o Olinda Arte em Toda Parte, e os dois eventos irão interagir. "A Fliporto é uma festa em que as artes e os artistas conversam e convergem", afirmou o curador do festival Antônio Campos no lançamento, completando, "a população de Olinda está convidada a participar desse movimento chamado Fliporto".

Confira entrevista exclusiva ao LeiaJá da Secretária de Patrimônio e Cultura de Olinda, Márcia Souto, do Secretário de Turismo de Pernambuco, Alberto Feitosa, do Presidente da Empetur, André Correia e do curador da Fliporto, Antônio Campos:

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O Carnaval de Olinda foi um sucesso de público. De acordo com a secretária de cultura da Cidade, Márcia Souto, mais de 2 milhões de foliões brincaram nos dias de Carnaval, entre os blocos tradicionais e os polos festivos. A Prefeitura da Cidade apresentou nesta quarta-feira um balanço da folia deste Carnaval.

Na análise da secretária, o Carnaval deste ano resgatou uma tradição que, segundo ela, há tempo não havia. “Conseguimos resgatar a tradição das famílias brincando, principalmente as crianças. Trouxemos de volta o clima de brincadeira que só o Carnaval de Olinda tem. A atuação dos blocos e agremiações como um todo também foi muito boa”, disse a secretária.

Márcia Souto destacou, ainda, o Carnaval deste ano como positivo. “Eu achei super positivo. O público foi maravilhoso, e tivemos cerca de 2,1 milhões pessoas brincando. Nos 15 polos espalhados pela Cidade, o público também foi excelente”. Ela também comentou sobre a segurança pública nos focos da folia. “Tivemos um saldo muito positivo. Não houve grandes acidentes e foi tudo normal”, analisou Márcia.

A secretária revelou que logo após o São João iniciará o planejamento e preparação para o Carnaval do próximo. “Ano passado a gente também começou a preparação cedo. Conversamos com os carnavalescos e as agremiações e debatemos sobre o que nos podíamos melhorar para o Carnaval deste ano. E para o próximo Carnaval também será assim, após o São João já iniciaremos os preparativos para 2013”, relatou a secretária.

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