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A ministra da Cultura, Margareth Menezes, disse nessa segunda-feira (14) à noite em Vitória (ES) que a descentralização do fomento do setor cultural é uma das prioridades da pasta.

“A função [para a qual] estamos com mais determinação no momento é essa descentralização, essa melhor distribuição do fomento, porque há um histórico muito grande de concentração. Não vamos deixar de apostar onde já existe, mas queremos também abrir oportunidades para todos os estados, para todas as regiões do Brasil, para que todos tenham acesso”, disse ela.

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Margareth Menezes participou, na noite dessa segunda-feira (14), na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), do lançamento do calendário da Conferência Estadual de Cultura do estado.

Mais cedo, no Encontro Nacional de Gestores da Cultura, evento que também está sendo realizado na Ufes, a ministra afirmou que novos equipamentos culturais deverão ser construídos em comunidades carentes de todo o país. Isso deve ser feito por meio do novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC)

“Não adianta só fazer o fomento. É preciso prover as cidades de equipamentos de cultura. Queremos chegar nas favelas e pequenas cidades. Teremos os CEUS (centros de Artes e de Esportes Unificados) da Cultura e os CEUS ambulantes, como carros e barcos levando cultura para todos os lugares do Brasil”.

Segundo Margareth Menezes, a ideia é diminuir as desigualdades no país. “A arte deve contribuir para pautas centrais que façam o Brasil avançar. Parte desses avanços é a superação de um histórico perverso de desigualdade que persiste há tantos séculos. Os eventos de cultura não podem perpetuar essa desigualdade”, afirmou.

O Primeiro Encontro Nacional de Gestores de Cultura reúne em Vitória centenas de gestores municipais e estaduais de cultura, de todos os estados brasileiros, para discutir políticas públicas para o setor. No primeiro dia de evento, um dos temas principais em discussão foi a descentralização e a democratização do acesso à cultura.

Fechados desde março de 2020, devido à pandemia do novo coronavírus, os equipamentos culturais da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), localizada no bairro das Graças, Zona Norte do Recife, foram reabertos ao público nesta quinta-feira (19). O processo de retomada foi concretizado durante cerimônia presencial no Museu do Homem do Nordeste, em Casa Forte, um dos espaços pertencentes à instituição.

Na ocasião, além do presidente da Fundaj, Antônio Campos, estiveram presente o diretor de Memória, Educação, Cultura e Arte da institução, Mário Hélio, e o ministro da Educação, Milton Ribeiro. A retomada é iniciada no dia do aniversário de nascimento de Joaquim Nabuco, que dá o nome à Fundação.

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Ressaltando a parceria entre a Fundaj e Governo Federal, por meio do Minitério da Educação (MEC), Antônio Campos falou que as ações promovidas pela Fundação foram possibilitadas pelo incentivo do governo de Jair Bolsonaro (sem partido).

"Queria a gradecer, mais uma vez, a presença do ministro Milton Ribeiro. Um amigo desta casa, que tem apoiado a Fundação Joaquim Nabuco em todas as iniciativas. Sua presença aqui hoje, representando o presidente Jair Bolsonaro, que tive a oportunidade de falar, por meio de um telefonema, e disse que estávanmos fazendo o nosso trabalhho e que somos muito gratos a ele", disse.

Mesmo com a retomada das atividades dos equipamentos culturais da Fundaj, a presença do público ainda será controlada. Para realização de visitas a exposição “389 dias de Solidão”, o quantitativo estipulado pela instituição, como protocolo de segurança contra a Covid-19, é de, no máximo, 20 pessoas. Neste primeiro momento, não será necessário agendamento prévio para acessar os espaços. 

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A Prefeitura do Recife anunciou, neste sábado (14), que os espaços culturais da cidade oferecerão descontos a pessoas que completaram o esquema vacinal contra a Convid-19, duas doses ou dose única. Por meio do 'Passaporte Recife Vacina', disponibilizado no aplicativo Conecta Recife, os vacinados terão acesso ao benefício.

Entre os equipamentos culturais cadastrados na iniciativa estão o Paço do Frevo, Teatro do Parque e Teatro de Santa Isabel, todos localizados na área central da capital pernambucana, que oferecem descontos de 20% a 50% no valor dos ingressos. A relação de todos os espaços cadastros está disponibilizada no site da Prefeitura.

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Além desses espaços, outros estabelecimentos, como bares, restaurantes e hotéis, aderiram à iniciatia qua já contabiliza mais 31 empresas cadastradas. Os interessados em obter o Passaporte Recife Vacina precisam acessar o Conecta Recife para assim gerar um certificado digital de vacinação, em formato PDF, com QR Code.

O Museu da Cidade e o Murillo La Greca foram os primeiros espaços culturais geridos pela Prefeitura do Recife, por meio da Secretaria de Cultura e da Fundação de Cultura Cidade do Recife, a retomar expedientes de atendimento presencial ao público, após a divulgação do novo plano de flexibilização das atividades econômicas e sociais do Governo de Pernambuco, divulgado na última quinta-feira (17).

Na última terça (22), o Museu da Cidade reabriu para visitação de terça a sábado, das 10h às 16h, com controle de quantidade de visitantes, distanciamento social assegurado e obrigatoriedade de uso de máscara. Tomando os mesmos cuidados, o Murillo La Greca também retoma a visitação hoje. Abrirá de terça a sexta-feira, das 14h às 17h. Nesta quinta (24), feriado de São João, ambos estarão fechados.

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Embalado pelo forró, o Paço do Frevo vai aproveitar justamente o feriado junino desta quinta-feira (24) para reabrir as portas. Com protocolos sanitários semelhantes aos adotados pelos demais, o museu funcionará provisoriamente de quinta a domingo. Nas quintas e sextas, o espaço de salvaguarda do frevo funcionará das 10h às 16h. Nos finais de semana, abrirá das 11h às 17h, com última entrada meia hora antes do fechamento.

O MAMAM, a Galeria Janete Costa e demais espaços expositivos e de memória mantidos pela Prefeitura do Recife elaboram, coletivamente, um plano de reabertura e retomada gradual das atividades, para divulgação de calendários em breve.

Já os teatros Barreto Júnior, Hermilo Borba Filho, Apolo, Santa Isabel, Luiz Mendonça e Parque irão priorizar, nesta reabertura, o agendamento de pautas para produtores, grupos e artistas com demandas de lives, gravações e programações da Lei Aldir Blanc. O momento é também de construção de editais para ocupação das pautas destas casas de espetáculo.

*Via Assessoria de Imprensa

 

Sem poder colocar a população nas tradicionais atrações de rua para celebrar os 467 anos de existência, a cidade de São Paulo aposta nos eventos virtuais durante a comemoração de mais um aniversário. Entre os dias 22 e 25 de janeiro, os equipamentos públicos estaduais e municipais oferecem espetáculos teatrais, shows musicais, apresentações de dança, exposições, experiências digitais imersivas, projeções e saraus, todos sem a presença da platéia, mas transmitidos pela internet.

As atrações programadas pelos equipamentos culturais administrados pela Prefeitura de São Paulo terão como tema "Memória, Consciência e Esperança". Segundo a organização do evento, o mote recorda as memórias da cidade e, além de homenagear vítimas da Covid-19 e profissionais da saúde, vai reforçar as campanhas de conscientização relacionadas ao isolamento social e o uso constante da máscara e álcool em gel.

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De acordo com a Secretaria Municipal de Cultura (SMC), serão mais de 40 atividades culturais no ambiente virtual. Exibidas nas redes sociais de centros culturais, casas de cultura e bibliotecas, a cultura paulistana será representada em apresentações de MPB, rap, samba, rock, além de peças teatrais para todos os públicos, da contação de histórias e das intervenções culturais, como projeções em fachadas e exposições. A programação completa das atrações que ocorrem sob organização da SMC está no site www.prefeitura.sp.gov.br.

Museus e Fábricas de Cultura

Nos ambientes de responsabilidade da administração estadual, o aniversário da capital paulista também será comemorado com atrações apresentadas no ambiente virtual. Locais como Casa das Rosas, Casa Guilherme de Almeida, Casa Mário de Andrade, Oficina Cultural Maestro Juan Serrano e as Fábricas de Cultura oferecem diversas opções gratuitas, como debates, mostra de filmes, shows musicais, recital de poesia, gastronomia, grafite, entre outras.

Na Casa das Rosas, o professor Júlio Mendonça, coordenador do Centro de Referência Haroldo de Campos, comenta o cosmopolitismo do poeta paulistano atrelado ao fato dele ter residido durante toda a vida no mesmo bairro paulistano de Perdizes, na Zona Oeste da cidade. A atividade "De perdizes às galáxias – O cosmopolitismo de Haroldo de Campos" ocorre na próxima segunda-feira (25), das 19h até às 21h.

Já na Oficina Cultural Maestro Juan Serrano, as atrações são as mais variadas. A releitura do espetáculo teatral clássico "O Gato de Botas" (1697) é uma das primeiras atrações no dia do aniversário de São Paulo, às 11h. Já no período vespertino, o espetáculo musical da Banda NB traz o famoso repertório da Jovem Guarda e remete os espectadores a São Paulo da década de 1960. O show, que terá canções de ícones como Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Wanderléa, ocorre às 15h. Os eventos serão transmitidos ao vivo pelo Facebook das Oficinas Culturais na segunda-feira (25), entre 10h30 e 16h30.

Outro equipamento que abre as portas e transmite as apresentações pela internet é a Fábrica de Cultura Vila Nova Cachoeirinha. No local, a cantora Luana Bayô entoa canções com o tema "Palavras de afetos: músicas e poesias de amor à São Paulo". Já as poetas Mayana Vieira e Midria da Silva, além do poeta Igor Chico, mostram o que a arte da escrita traduz sobre as quatro regiões periféricas da cidade. O evento acontece domingo (24), às 19h, e será transmitido ao vivo pelo YouTube das Fábricas de Cultura.

Nas últimas semanas, um desafio divertido tomou conta das redes sociais, o #10YearChallenge. Nele, as pessoas teriam que publicar uma foto atual ao lado de uma tirada há 10 anos, para que os amigos pudessem ver a ação do tempo e comentá-la. A brincadeira se expandiu e o desafio foi aplicado para mostrar diversas situações, como de animais que acabaram entrando em extinção, áreas ambientais e outros temas.

Inspirado no desafio do momento, o LeiaJá resolveu fazer uma pequena retrospectiva da história de alguns equipamentos culturais do Recife e Olinda. O objetivo era averiguar como esses lugares vêm sendo tratados ao longo do tempo. O diagnóstico é assustador em alguns casos e bem positivo em outros. Confira.

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Clube Atlântico 

Em 2009, o Clube Atlântico de Olinda funcionava normalmente, recebendo shows e festas. Com o passar do tempo, o espaço amargou períodos em que precisou fechar as portas por conta de sua estrutura precária que não oferecia segurança aos frequentadores. Em 2017, o local foi fechado pelo risco de desabamento e, em 2018, passou por reformas emergenciais (ffoto à esquerda) sendo reaberto logo em seguida. Começou 2019 funcionando normalmente.

 

Cine Duarte Coelho

No ano de 2009, a situação do Cine Duarte Coelho era igual a que se via em 1980: fechado. Outros 10 anos se passaram e o local continua na mesma. Em 2016, o coletivo Brigada da Hora, proposto pelos artistas Raúl Córdola e Amélia Couto, promoveu intervenções artísticas no local com a finalidade de chamar atenção para sua situação. Segundo a Prefeitura de Olinda informou, através de nota, “há um projeto de revitalização para o Cine Duarte Coelho, porém está no aguardo do apoio financeiro do Governo Federal”.

 

Mercado Eufrásio Barbosa

O Eufrásio Barbosa tem uma história de idas e vindas. Chegou a ser fechado em 2006, pelo risco do desabamento do teto; e, em 2015 foi prometida uma grande reforma e remodelação do equipamento. Com um atraso de cerca de três anos, o Eufrásio foi entregue à população, em 2018, com nova estrutura. O espaço está funcionando e recebendo, eventualmente, eventos como a última edição do MIMO e festivais de cerveja e gastronomia.

 

Teatro do Bonsucesso

Em 2009, o Teatro do Bonsucesso completava um ano fechado. Anos depois, o equipamento passou por reformas e foi entregue novamente à população olindense em janeiro de 2018. O espaço tem sido usado, aos poucos. Neste sábado (26), haverá a apresentação do espetáculo 'Sangrando', às 20h.

 

Cine Olinda

No ano de 2009, as pessoas se perguntavam quando o Cine Olinda, fechado, então há várias décadas, voltaria à cena cultural da cidade. O cenário, e o questionamento, continuam os mesmos até hoje. Nesse meio tempo de mais de meio século, a população promoveu diversos movimentos, como o Ocupe Cine Olinda, para reclamar a restauração e volta do equipamento. No início de 2018, foi publicado edital para licitar a empresa que ficaria responsável pela reforma do espaço que, até agora, não começou.

 

Teatro do Parque

Um dos mais célebres espaços culturais do Recife - e, talvez, um dos mais queridos pelos recifenses -, estava prestes a entrar em uma jornada quase sem fim em 2009. No ano seguinte, o Cine Teatro do Parque foi fechado para reformas que não aconteceram até hoje, quase uma década depois. De lá para cá, foram feitas muitas promessas, atos, protestos, mas nada que tenha mudado, de fato, a situação do Parque.

Em meados de 2018, a Prefeitura do Recife prometeu retomar as reformas. Procurada pelo LeiaJá, a PCR informou que essas já começaram efetivamente: “As obras de reforma e restauro da edificação do Teatro do Parque foram retomadas no início de maio/2018. Trata-se de uma obra delicada que envolve não só a reforma, mas, também, o restauro de toda a estrutura predial”.

A nota mencionou os primeiros reparos feitos no equipamento: “Todo o madeiramento, além de telhas, calhas e rufo do telhado tiveram que ser substituídos. Tubulações e fiações das instalações elétricas também precisaram ser completamente refeitas, além das instalações hidrossanitárias e do sistema de drenagem do teatro”. O órgão não informou qual a previsão de entrega do Teatro do Parque à população.

 

Museu da Imagem e do Som de Pernambuco - Mispe (Fundarpe)

Em 2009, o Mispe estava como hoje: fechado. O Museu da Imagem e do Som de Pernambuco foi desativado em 2008, por conta de problemas na estrutura do prédio histórico que o abrigava. Em 2014, uma promessa de reabertura não foi cumprida. O acervo do Mispe está disponível apenas para pesquisadores em uma sala localizada na Casa da Cultura, enquanto aguarda a realização de um projeto de revitalização do imóvel da Rua da Aurora destinado a ele.

 

Cinema São Luiz

O São Luiz, uma das últimas salas de cinema de rua do Recife, é um dos equipamentos culturais mais prestigiados da cidade. Por lá passam os mais importantes festivais de cinema, como o Cine PE, Animage e Janela de Cinema, além de fazer parte da memória afetiva de muitos recifenses. Em 2009, o lugar estava fechado há cerca de três anos, para reformas que custaram a acontecer. No derradeiro mês daquele ano, um investimento milionário foi aplicado na reestruturação do cinema e ele voltou a abrir as portas.

Em 2015, um novo aporte possibilitou a digitalização do maquinário do São Luiz. A novidade também trouxe alguns problemas, entre sua instalação até o ano de 2018, o cinema teve que ser fechado por várias vezes em virtude de equipamentos que quebravam e precisavam ser consertados em São Paulo. Mas, de maneira geral, a sala vem funcionando a contento com uma diversificada programação e o glamour habitual.

*Fotos: Paulo Uchôa/Rafael Bandeira/Júlio Gomes/LeiaJáImagens

 

O TREMA! Festival divulgou, na última quarta-feira (16), a programação completa do evento, que inicia no dia 26 de maio e segue até 3 de junho. O projeto, produzido por Pedro Vilela, Mariana Rusu e Thiago Liberdade, traz como tema 'Narrativas para uma humanidade em extinção'. Na programação, montagens locais e de várias partes do Brasil. Além de oficinas, debates e lançamentos de livros.  Os ingressos, à venda pela internet, variam entre R$ 120 (passaporte TREMA!) e R$ 10.

Integram a programação do festival as peças 'Mata teu pai', 'A Invenção do Nordeste', 'DNA de DAN' e 'O Evangelho Segundo Jesus Cristo, Rainha do Céu'. Estas últimas estiveram no centro de polêmicas. Em julho de 2017, a montagem DNA de DAN, de Maikon K, foi acusada de ato obsceno e o ator foi preso por policiais militares durante a performance em Brasília.  

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O monólogo 'Evangelho Segundo Jesus Cristo, Rainha do Céu' traz a atriz trans Renata Carvalho no papel de Jesus Cristo. Após ser alvo de denúncias e protestos, a peça foi cancelada em setembro de 2017. Confira a programação completa:  

26 de maio (sábado)
MATA TEU PAI | Teatro Apolo | 20h
27 de maio (domingo)
O PEQUENO PRÍNCIPE PRETO | Teatro Marco Camarotti | 16h
MATA TEU PAI | Teatro Apolo | 19h
28 de maio (segunda)
SOLO DE GUERRA | Teatro Marco Camarotti | 19h30
30 de maio (quarta)
ALTÍSSIMO | Teatro Hermilo Borba Filho | 19h30
31 de maio (quinta)
LUZIR É NEGRO | Teatro Marco Camarotti | 19h30
01 de junho (sexta)
ALGUÉM PRA FUGIR COMIGO | Teatro Arraial | 19h30
A INVENÇÃO DO NORDESTE | Teatro Hermilo Borba Filho | 21h
02 de junho (sábado)
ALGUÉM PRA FUGIR COMIGO | Teatro Arraial | 19h30
03 de junho (domingo)
DNA DE DAN | Centro Cultural Benfica | 15h
O EVANGELHO SEGUNDO JESUS, RAINHA DO CÉU | Teatro Apolo | 19h

Nesta sexta (29), a presidente da Fundarpe, Márcia Souto, falou ao LeiaJa sobre a atual situação o Museu de Arte Contemporânea de Olinda e o Cine Olinda. Fechados há bastante tempo, os equipamentos culturais - sob responsabilidade da instituição - ainda aguardam reformas, sem previsão concreta de reabertura de suas portas.

Segundo Márcia, em janeiro de 2018 deverá ser publicado um edital para licitar a empresa que realizará a reforma do Cine Olinda. “O projeto estava pensado para equipamentos não digitais então, precisamos adequar tudo isso”, disse a presidente. O especialista em equipamentos audiovisuais, Oswaldo Emerino, foi chamado para redesenhar o antigo projeto para o cinema olindense, fechado há mais de meio século. Os recursos estaduais reservados para esta reforma são de R$ 2 milhões.

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Já o Museu de Arte Contemporânea de Olinda, o MAC, já teve alguns reparos feitos como revisão telhado, banheiros, concerto de escadaria e aquisição de armários para guarda do acervo. Porém, o prédio principal do equipamento permanece fechado por conta de problemas estruturais maiores. “Nós fizemos quatro licitações para essa reforma da parte estrutural. As licitações não prosperaram nem deram deserta. Por não ter dado deserta, não podemos fazer contratação direta. Então estamos chamando, agora, o terceiro colocado desta quarta licitação para ver se conseguimos realizar o projeto.”, explicou Márcia.

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Começa na próxima quinta (5), no Espaço O Poste, a Outubro ou Nada - Segunda Mostra de Teatro Alternativo do Recife. A abertura traz a exibição do documentário Henrique, o que faz Celibi, que conta a história do ator pernambucano Henrique Celibi, homenageado da mostra e falecido em maio deste ano. Com 29 minutos de duração, o filme narra a história de vida e resistência do artista dentro e fora dos palcos.  

Serviço

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Abertura da Outubro ou Nada - Segunda mostra de teatro alternativo do Recife

Quinta (5) | 21h

Espaço O Poste (Rua da Aurora, 529 - Boa Vista)

Gratuito

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Equipamentos culturais em São Paulo consumidos por incêndios, de modo geral, passam anos como escombros, à espera da ressurreição. Foi assim, por exemplo, com o Teatro Cultura Artística, destruído em 17 de agosto de 2008, e também com o Auditório Simón Bolívar, no Memorial da América Latina, que pegou fogo no dia 29 de novembro de 2013 e, dois anos depois, ainda não tem previsão de reabertura.

Entre os exemplos de espaços históricos afetados por incêndios, dois apenas estão em funcionamento: o Teatro Oficina, destruído em 1966, que adotou novo endereço, no bairro da Bela Vista, e o Cine Belas Artes, que teve a Sala Cândido Portinari consumida pelo fogo em abril de 2004.

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Na segunda-feira, 21, dois terços da Estação da Luz, patrimônio histórico do centro de São Paulo, onde funcionava o Museu da Língua Portuguesa, foram destruídos. O governador Geraldo Alckmin, que esteve no local, prometeu reconstruir o museu, cujo projeto, assinado pelo arquiteto Paulo Mendes da Rocha e seu filho Pedro, deve orientar a reforma, que Alckmin espera ter participação da iniciativa privada.

O dinheiro, como se sabe, anda curto. Desde 2008 a Sociedade de Cultura Artística tenta levantar recursos financeiros para construir um novo teatro no lugar daquele que foi destruído. Do incêndio restou apenas o painel de Di Cavalcanti (Alegoria das Artes) que ornamenta a fachada, também preservada, ambos declarados patrimônio histórico municipal há cinco anos.

O projeto do novo Teatro Cultura Artística está a cargo do arquiteto Paulo Bruna, que trabalhou no escritório de Rino Levi, responsável pelo prédio original, inaugurado em 1950. O novo teatro vai ter três vezes o tamanho da área do destruído. A obra está aprovada e o alvará de execução foi emitido em junho deste ano.

Caso igualmente dramático é o do Memorial da América Latina, projeto de Oscar Niemeyer. Dois anos após o incêndio no Auditório Simon Bolívar, o cimento da edificação continua chamuscado. A tapeçaria da pintora Tomie Ohtake, morta em fevereiro, foi totalmente consumida pelo fogo, mas pode ser fielmente reconstituída, segundo seu filho Ricardo Ohtake.

Nesta segunda (18) é celebrado o Dia Internacional de Museus e para comemorar começa hoje a 13ª Semana Nacional de Museus. O evento é realizado anualmente, em todo o Brasil, e agrega diversos museus e instituições culturais com atividades especiais, nesta edição com o tema Museu para uma sociedade sustentável.

Confira um roteiro de exposições, oficinas e apresentações culturais que ocorrem nos museus da Região Metropolitana do Recife até o próximo domingo (24). A programação completa pode ser vista no site oficial da Semana de Museus.

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Instituto Ricardo Brennand

Abrindo a programação no Instituto, na terça (19), haverá uma oficina gratuita para profissionais da área Turismo Cultural Sustentável, às 15h. As inscrições odem ser feitas pelo e-mail formação.oficina@institutoricardobennand.org.br. Na quinta (21), a palestra Viajando sem sair do lugar mostra ao público um roteiro de países que realizam práticas sustentáveis, através das coleções do Instituto. No programa serão abordados a criação de micro ambientes, hortas urbanas e jardins e a produção de um jardim de inverno no ateliê orientado pelo setor Educativo. Na sexta (22), o CiME - Cinema, Educação e Museu, leva o curta Ilhas das Flores, para a Praça da Várzea, às 17h. Após a exibição haverá um debate sobre obras selecionadas do acervo que abordem a temática da sustentablidade. Já no domingo (24), será o dia do Domingo Social IRB, no qual a entrada poderá ser revertida por dois quilos de alimentos não perecíveis que serão doados a instituições de assistência social.

Serviço

Instituto Ricardo Brennand

Alameda Antônio Brennand, s/n - Várzea

Terça a domingo | 13h às 17h

(81) 2121 0349

 

Cais do Sertão

O Cais realiza o Seminário Museus para uma Sociedade Sustentável, na terça (19) e quarta (20) para discutir economia criativa e a transposição do Rio São Francisco. Durante a Semana Nacional dos Museus, a Praça do Juazeiro do Cais revebe artesãos da comunidade Ilha de Deus expondo seus trabalhos, inclusive com a venda de artigos da culinária produzida na Ilha como a mariscada. 

Serviço

Cais do Sertão 

Av. Alfredo Lisboa, s/n - Bairro do Recife, (antigo Armazém 10 do Porto do Recife)

Terça | 9h às 21h

Quarta a sexta | 9h às 17h

Sábado | 13h às 19h

Domingo | 11h às 19h

(81) 3089 2974

 

Museu da Cidade do Recife

A partir desta terça (19), o Museu da Cidade do Recife oferece atividade de contação de história, para as crianças, comandada pela contadora Lilian Azevedo. Ela mostra aos pequenos o cordel Rio das Capivaras. Interessados em participar podem fazer o agendamento pelo telefone (81) 3355 9558. Também está em cartaz a exposição Capibaribe meu rio, que reúne fotografias do rio desde a década de 1940 até os dias atuais, áudio de poetas que citam o Capibaribe em suas obras, imagens cartográficas e curtas-metragens.

Serviço

Museu da Cidade do Recife

Forte das Cinco Pontas, s/n - Bairro de São José

Terça a sábado | 9h às 17h

(81) 3355 3106

 

Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães - MAMAM

O MAMAM realiza, na próxima quarta (20), das 14h às 18h, a Oficina de Tinta e Papel Sustentável. Interessados podem se inscrever pelo e-mail educativo@mamam.art.br. No sábado (23), o evento Antena Paraurora Sustentável terá exposição de trabalhos, apresentação musical, brechó e barracas de alimentação, das 14h às 20h. 

Serviço 

Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães - MAMAM

Rua da União, 88 - Boa Vista

Terça a sábado | 13h às 18h

Domingos | 13h às 17h

(81) 3355 6870

 

Espaço Ciência

O Epaço Ciência também particia da 13ª Semana Nacional dos Museus com contação de histórias, oficinas e sessão de vídeos sobre sustentabilidade. Serão abordados temas como energia dos astros, poluição das águas, fabricação de pilhas, e vegetação de manguezal. Interessados podem agendar uma visita através do telefone (81) 3183 5531

Serviço

Espaço Ciência

Parque Memorial Arcoverde, Parque 2, sem número - Complexo de Salgadinho

Segunda a sexta | 8h às 17h

Sábado e domingo | 13h30 às 17h

(81) 3183 5531

 

Museu do Estado

No Museu do Estado o público poderá realizar visitas guiadas além de conferir a exposição O Casarão e a Cidade - usos e costumes

Serviço

Museu do Estado

Av. Rui Barbosa, 960 - Graças

Segunda a sexta | 9h às 17h

Sábado e domingo | 14h às 17h

(81) 3184 3170

 

Museu Regional de Olinda - MUREO

No MUREO estarão em cartaz as exposições Maestria Duplicada, com peças de Leonardo Filho e Bian Di Phá e uma mostra com peças do século 19. 

Serviço

Museu Regional de Olinda 

Rua do Amparo, 128 - Amparo

Segunda a sexta | 9h às 17h

(81) 3184 3159

 

Museu de Arte Contemporânea de Olinda - MAC

No MAC estão em cartaz as exposições Sete Luas de Sangue, de Tereza Costa Rêgo, Coleção Portinari, com obras de releituras dos membros da Academa de Artes e Letras de Pernambuco (ALANE) e a Coleção de Haikais, de Tânia Carneior Leão. 

Serviço

Museu de Arte Contemporânea de Olinda - MAC

Rua do Amparo, 128 - Amparo

Segunda a sexta | 9h às 17h

Sábado e domingo | 14h às 17h

(81) 3184 3159

 

Paço do Frevo

No Paço a vivência Vamos cair no Passo leva visitante experimentar 10 passos básicos do frevo e encerra com um jogo de improvisos, de 10h às 12h e das 15h às 17h. Também haverá contação de histórias, o livro Frevolina conta a história de uma sombrinha de frevo esquecida no armário e que está cheia de vontade de dançar, às 10h, 11h, 15h e 16h. Haverá ainda visitas guiadas para o público em geral. 

Serviço

Paço do Frevo

Praça do Arsenal da Marinha, s/n - Bairro do Recife

Terças, quartas e sextas | 9h às 18h

Quintas | 9h às 21h

Sábados e domingos | 12h às 19h

(81) 3355 9500

Pernambuco sempre foi celeiro de grandes nomes do audiovisual, música, teatro e literatura.  São inúmeros os exemplos de artistas, pensadores, escritores que fizeram e fazem de Pernambuco uma força cultural. Foi com o intuito de resgatar e documentar a tão rica história cultural do Estado que nasceu, em outubro de 1970, o Museu da Imagem e do Som de Pernambuco (MISPE). Na época foram registrados em áudio entrevistas com personalidades da política, arte e cultura pernambucana das décadas de 70 e 80, como Cícero Dias.

Durante as décadas seguintes, o MISPE se consolidou como o principal espaço voltado à guarda, restauração, manutenção, catalogação, divulgação da música, fotografia e audiovisual no Estado. Tornou-se o guardião de um acervo composto por mais de seis mil peças, entre filmes em película, partitura, discos, literatura, audiovisual, livros, cordéis e jornais. Em 2006, a TV Universitária doou todo o material jornalístico da emissora ao museu. Outra importante doação ao MISPE foi o acervo particular do fotógrafo e cineasta pernambucano Firmo Neto. Atitude semelhante foi tomada pela Rádio Clube, que entregou aos cuidados do museu mais de duas mil horas de gravação desde 1960.

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Durante 12 anos, o Museu da Imagem e do Som de Pernambuco funcionou na Casa da Cultura. Em 1992, passou para o casarão que fica na rua da Aurora. Em 2008, o tempo foi cruel com o MISPE, que por razões estruturais do prédio, voltou a funcionar temporariamente na Casa da Cultura. A reforma no antigo casarão começou em 2011 e se arrasta até os dias de hoje. O diretor do MISPE, Geraldo Pinto, em entrevista recente à imprensa, explicou que a demora em reformar o casarão se deve a problemas estruturais que demandam tempo, como a reforma no telhado e partes elétrica e hidráulica, além de diversas exigências de órgãos como o Corpo de Bombeiros.

O diretor do museu também informou que as mudanças estão em curso e que as obras devem ser terminadas em 2014. André Arararipe – diretor de gestão de equipamentos da Fundarpe, explicou que o projeto é utilizar os quatro andares do prédio, com exposições permanentes e sessões de cinema. Enquanto as obras não são concluídas, o diretor explica que o Mispe continua funcionando na Casa da Cultura do Recife, aberto apenas à pesquisadores, e que os funcionários estão trabalhando normalmente no acervo.

Procurada pelo LeiaJá, a Secult-PE/  Fundarpe não enviou resposta sobre a reforma do MISPE até o fechamento desta matéria.

*Edição: Felipe Mendes

O Cine Teatro Samuel Campelo, em Jaboatão dos Guararapes, foi inaugurado em setembro de 1947 com a exibição do filme O Canto do Mar, que contava com a atriz Yara Lins no elenco. Foi um momento importante para os moradores da cidade, que estava em plena expansão. “O cinema foi inaugurado com Jaboatão em pleno crescimento. Aqui passavam filmes muitos bons. Tinha aqueles românticos, faroeste, era uma época muito boa”, lembra com saudade José Luis Ferreira, de 77 anos.

O cinema fica na Praça Nossa senhora do Rosário, principal local de encontro de muitos moradores do centro do município. Em  2013, a prefeitura deixou de realizar o carnaval na cidade e prometeu que o dinheiro que originalmente seria gasto na folia de momo, cerca de R$ 500 mil, serviria para reformar o Cine Teatro Samuel Campelo.

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A demora na entrega do equipamento cultural vem deixando os moradores revoltados. “Venho aqui todos os dias. Encontro os amigos, jogo conversa fora e olho com saudade o cinema que frequentei. Era o único local de lazer da população. Tem muito tempo que está fechado. Fico triste com tudo isso”, diz Edson Carneiro de Almeida, morador.

A indignação fica explícita nas conversas em torno do cine teatro. “Como é possível ter um cinema como este, com uma obra que nunca termina”, comenta Antônio Santos. Palavras que são endossadas por quem passa em frente ao prédio, como o aposentado José Honésio. Ele vai à praça todos os dias encontrar os amigos. “Isso é uma vergonha, Jaboatão não merece que o Samuel Campelo fique sem funcionar tanto tempo, até quando isso vai continuar?”, desabafa.

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Felipe Bernardo, estudante que faz parte do cine clube Moscouzinho, também faz coro para a reabertura imediata do cinema. “A juventude precisa de lazer, de um cinema. A violência na cidade é muito grande. Quando falamos com os jovens, a grande maioria quer o cinema funcionando. Enquanto isso não acontece, passamos curtas e longas brasileiros nas praças”, explica Felipe.

Desde de Julho de 2011, jovens do movimento social Núcleo Educacionista de Jaboatão como Gérson Vicente, vêm acompanhando o andamento das obras. Os jovens não ficaram apenas no protesto, partiram para descobrir porque a reforma do Cine Teatro Samuel Campelo se arrasta por tanto tempo. O Ministério da Cultura repassou à Prefeitura cerca de R$ 500 mil. O restante não foi liberado por falta de documentos, como por exemplo o acervo fotográfico com a situação da obra e os últimos boletins de medições. Os documentos são do Portal Transparência Brasil”, diz Gerson Vicente, um dos líderes do movimento. Veja os documentos na galeria de imagens.

A prefeitura rebate as informações do grupo e afirma que não há pendências documentais em relação à obra do Cine Teatro Samuel Campelo. Leia a íntegra da nota oficial:

"A Prefeitura do Jaboatão dos Guararapes informa que o valor total da construção do Teatro Samuel Campelo é de R$ 5,6 milhões (infraestrututura e equipamentos), verbas do Ministério da Cultura e município. A previsão é de que as obras sejam concluídas até dezembro deste ano. Em relação às documentações o Governo Municipal esclarece que não há pendências e foi distribuída uma cópia aos integrantes do grupo Educacionista de Jaboatão, durante reunião realizada nesta terça-feira (15/10), na Casa da Cultura, em Jaboatão Centro.

O Samuel Campelo terá com capacidade para mais de 500 expectadores, além de contar com lugares preferenciais para pessoas com deficiência e também para obesas. Além disso, programações cinematográficas e apresentações teatrais variadas farão parte do cotidiano do espaço, transformando-o em ponto de formação e educação de jovens por meio de oficinas culturais."

*Edição: Felipe Mendes

Um dos patrimônios culturais de Pernambuco, o Teatro do Parque tem o título de Imóvel Especial de Preservação. O teatro - que também abriga exibições de cinema, espaço para aulas e jardim com café - está com as portas fechadas desde 2010, e continua abandonado. Segundo informações divulgadas em agosto deste ano pela Fundação de Cultura Cidade do Recife (FCCR), a reforma está próxima e o teatro será entregue à população em agosto de 2015, quando completa 100 anos.

"Esperamos gastar cerca de R$ 1 milhão, em duas parcelas de R$ 500 mil, na reforma, já que as vistorias iniciais realizadas por arquitetos constataram que o local apresenta estrutura bem sólida, não sendo necessárias grandes intervenções '' disse, na época, o presidente da FCCR, Roberto Lessa. Contactada pelo LeiaJá, a Prefeitura do Recife reafirmou a entrega do Teatro do Parque para agosto de 2015 e  que não há nenhuma informação nova. As obras ainda não foram iniciadas.

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Construído pelo comerciante português Bento de Aguiar, com o projeto de decoração dos pintores Henrique Elliot e Mário Nunes, o prédio que abriga o Parque tem arquitetura em art nouveau e foi inaugurado em 24 de agosto de 1915 com uma apresentação da Companhia Portuguesa de Operetas e Revistas. Grandes companhias brasileiras passaram pelo palco do teatro, como as de Vicente Celestino e Alda Garrido. No palco foram encenadas as primeiras peças em parceria entre Samuel Campelo e Valdemar de Oliveira.

O teatro passou pela primeira reforma em 1929, na gestão de Pelópidas da Silveira. Em 1995 foi novamente reformado. Nada foi feito em 18 anos, e o velho e bom teatro novamente pede socorro. No dia 24 de agosto desse ano, dia que marcou o 98º aniversário do Teatro do Parque, artistas se mobilizaram em protesto chamado de Ocuparque pedindo urgência na reforma.

''Não gostaria de receber um teatro maquiado, com obras por fazer, como já aconteceu com o Santa Isabel. É melhor que a reforma passe dois anos e saia bem feita, do que na pressa e cheia de problemas”, opina Leidson Ferraz, jornalista, escritor e pesquisador na área de teatro.

Joaquim Argemiro - Seu Miro, como é conhecido - tem há 36 anos um bar em frente ao Teatro do Parque. Ele lembra com saudade dos grandes espetáculos. “Aqui já foram encenadas grandes peças teatrais. Me lembro que Chico Anysio esteve no teatro e veio ao meu bar tomar um café. Ficamos batendo papo umas duas horas”, conta o comerciante. Seu Miro desconfia que a promessa da prefeitura de reabrir o teatro em agosto de 2015 não seja cumprida: “Teve um povo pedindo a reabertura do espaço. Logo, a prefeitura colocou uma placa dizendo que o teatro estava em obras. Só que até agora nenhuma telha entrou no prédio, sei não”, diz, descrente.

O LeiaJá teve acesso às dependências do Teatro do Parque, confira imagens exclusivas:

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*Edição: Felipe Mendes

A população precisa de locais em que possa exercer seu direito de acesso a bens culturais. Teatros, cinemas, museus, são espaços de encontro das pessoas com outras e com a cultura. Além da questão artística, os equipamentos culturais públicos, ao atrair um grande número de pessoas, também têm impacto na economia do entorno. Muitos são também patrimônio histórico e arquitetônico, trazendo mais uma dimensão para sua importância na vida da cidade.

O Recife e sua Região Metropolitana vêm sofrendo com casos crônicos de abandono de equipamentos culturais geridos pelo poder público. Alguns dos mais importantes espaços culturais - muitas vezes única opção de lazer e acesso à cultura da sua região - estão fechados há anos, quando não décadas, e alguns não têm sequer data para início das obras necessárias ao seu funcionamento. O LeiaJá foi ao Recife, Olinda e Jaboatão dos Guararapes procurar saber como estão alguns dos mais importantes e simbólicos equipamentos culturais da Região Metropolitana.

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E o que encontrou foi espaços abandonados, obras que se arrastam há anos e promessas repetidas do poder público de entrega destes equipamentos culturais à população, que até agora não se concretizaram. Confira nesta reportagem especial como estão o Teatro do Parque e o Museu da Imagem e do Som - MISPE, no Recife, o Cine Teatro Samuel Campelo, em Jaboatão, e os cinemas Olinda e Duarte Coelho, em Olinda. Navegue pelos links para conferir as reportagens completas sobre todos estes espaços fechados para o acesso do público.

Em agosto deste ano, o Governo Federal contemplou o Estado de Pernambuco com R$ 171 milhões do Programa de Aceleração do Crescimento – PAC Cidades Históricas para restauração e manutenção de patrimônios históricos. Recife ficou com R$ 78,4 milhões, Olinda com R$ 61,8 milhões e Fernando de Noronha com R$ 30,8 milhões. Confira a lista completa neste link.

A lista de obras no Recife contempla mercados, igrejas e museus. Fernando de Noronha se resumiu à restauração, conservação e revitalização de fortes, ruínas e pátios seculares. Olinda foi a maior beneficiada, com um total de 14 projetos aprovados. Estão contemplados casarões, igrejas, praças, bicas, ruas, mosteiros, o Palácio dos Governadores e o Cine Duarte Coelho, no bairro do Varadouro.

Olinda

O LeiaJá visitou as obras do Cine Olinda, no Carmo, e descobriu que estão adiantadas. Segundo o mestre de obras Marcolino da Silva, 80% da reforma está terminada, faltando detalhes de acabamento. ''Concluímos a parte mais pesada, como paredes e as partes hidráulica e elétrica. Esperamos entregar até o final de novembro'', afirmou Marcolino da Silva. As obras do Cine Olinda são de responsabilidade do IPHAN e não estão incluídas no PAC - Cidades Históricas. Segundo Fernando Medeiros, responsável pela obra, ela estará concluída até o final de dezembro deste ano.

Já o Cine Duarte Coelho está totalmente abandonado. Sem ninguém trabalhando, entregue à própria sorte. Nossa equipe esteve no local e encontrou um prédio destruído pelo tempo, tomado pelo mato e cheio de pichações. “Aguardávamos ansiosos pelos filmes. Assisti muitos de humor e bang bang. Era muito bom. Fico triste quando vejo o estado do Cine Duarte Coelho. O que não pode é ficar do jeito que está. É uma vergonha'', lamenta José Laurentino Ferreira, de 73 anos. A Prefeitura de Olinda, através de nota, informou que o projeto está em fase de licitação e que após a aprovação do plano de execução pelo IPHAN, a obra levará 12 meses para ser concluída, sem informar o prazo para ter início.

Confira a matéria completa sobre os cinemas Olinda e Duarte Coelho

Recife

Apesar do clamor da classe artística, o Teatro do Parque - fechado desde 2010 - não foi contemplado com a verba do PAC - Cidades Históricas. A Prefeitura do Recife, no entanto, pretende investir cerca de R$ 1 milhão na reforma do prédio. O dinheiro é suficiente, garantiu o presidente da FCCR, Roberto Lessa, já que a estrutura do teatro está sólida e não precisa de grandes intervenções.

Até agora, a obra não teve início, o que gera desconfiança por parte dos comerciantes próximos ao teatro. ''Não vi até agora nem uma telha entrando no local. Lamento que ele fique parado, já que ganhamos um dinheirinho maior quando ele funciona”, diz Joaquim Argemiro, que há 36 anos tem um bar na frente do Teatro do Parque. “É muito estranho só ter uma placa de obras na porta e nenhum operário'', diz, desconfiado, o comerciante. A Prefeitura do Recife promete entregar o Teatro do Parque à população em agosto de 2015, quando completa 100 anos.

Confira a matéria completa sobre o Parque

Jaboatão

O Cine Teatro Samuel Campelo é outro exemplo na demora em entregar equipamentos fechados de volta ao uso da população. Já são duas décadas fechado. A Prefeitura de Jaboatão dos Guararapes promete entregar o espaço cultural em dezembro deste ano e a reforma tem um custo total de R$ 5,6 milhões. O dinheiro vem do Ministério da Cultura, com contrapartida de R$ 500 mil da prefeitura.

Desde julho de 2011, jovens do Centro do Movimento Social Núcleo Educacionista de Jaboatão vêm acompanhando o andamento das obras e do processo de liberação dos recursos. "As obras estão devagar, não andam. Tem muito tempo que a população reclama que não existe lazer na cidade. Constatamos que a prefeitura não entregou documentos essenciais ao Governo Federal. Diante disso, só foi liberada uma parcela de R$ 500 mil para o teatro”, informa Gérson Vicente, líder do Grupo. A prefeitura rebate a informação.

Confira a matéria completa sobre o Samuel Campelo

Imagem e som

Outro exemplo de espaço público importante para a cultura fechado há muitos anos é o Museu da Imagem e do Som de Pernambuco (MISPE). Desde 2007, o MISPE não está acessível à população. O casarão do início do século 19, que fica na Rua da Aurora, no centro do Recife, está abandonado e o acervo do museu abrigado na Casa da Cultura.

O LeiaJá esteve no local e não havia nenhuma pessoa trabalhando. A diretoria de gestão de equipamentos da Fundarpe informou à imprensa, em agosto desse ano, que a obra estava em curso, e que o prazo de entrega seria em 2014. Atualmente, o acervo do museu - que conta com mais de 6 mil peças - está disponível apenas a pesquisadores. E a situação não tem data para mudar.

Confira a matéria completa sobre o MISPE

*Edição: Felipe Mendes

O Cine Teatro Olinda, localizado em frente à Praça do Carmo, em Olinda, recebeu recursos de R$ 1,3 milhões. Mas este dinheiro não faz parte do PAC – Cidades Históricas, e sim de verbas do IPHAN. Promessa antiga da Prefeitura de Olinda, o cinema já teve diversas datas de inauguração, mas ainda está fechado. E a cidade patrimônio histórico e cultural continua sem ter nenhum cinema em funcionamento no seu território.

Ao visitar o local, o LeiaJá encontrou um canteiro de obras em pleno funcionamento. Segundo o mestre de obras Marcolino da Silva, 80% da restauração já está concluída, e o que falta agora é o acabamento. ''Toda parte hidráulica já está pronta, o telhado e tubulações de energia também. Faltam pintura e detalhes que devem levar ainda dois meses”, explica Marcolino. “Até o final de novembro vamos entregar o teatro”, afirma.

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Segundo o projeto de restauração, o Cine Olinda Convenções contará com uma sala de cinema e teatro-convenções, com capacidade máxima de 320 lugares, um auditório, sala multifuncional no piso inferior com capacidade de 80 lugares, uma sala multimídia, sala de reunião no piso superior com capacidade para 30 pessoas, uma cabine de projeção, sala para administração e um depósito, além de uma copa - lanchonete.

O mestre de obras tem uma relação pessoal com o Cine Teatro Olinda. ''Eu era pequeno, mas assistia a filmes infantis na matinê. Era muito bom”, recorda Marcolino. O Cinema também é parte da vida de José Laurentino de Brito, de 73 anos. Ele mora em Olinda desde 1957, no Bairro do Carmo, próximo ao Cine Olinda, local que utilizou várias vezes para se “divertir, levar a namorada e assistir bons filmes”. “No cinema passavam filmes românticos, de faroeste e humor, como os de Mazzaropi. Levei a namorada várias vezes ao cinema, tudo com muito respeito, lógico. Um lugar desses não merecia ficar tanto tempo parado. Será que desta vez sai mesmo?'', indaga o aposentado.

Um dos cinemas mais movimentados do Estado entre as décadas de 1930 e 1970, O imóvel estava em ruínas desde o início da década de 1970. Situado na avenida Sigismundo Gonçalves, bairro do Carmo – foi alvo de constante invasões. Após décadas de abandono, o equipamento cultural pode finalmente ter um final feliz e ressurgir majestoso. Segundo informou a Prefeitura de Olinda, a obra do Cine Olinda está sendo executada pelo IPHAN e que todas as informações deveriam ser obtidas junto ao órgão. O IPHAN que confirmou a informação da Prefeitura de Olinda, informou segundo Fernando Medeiros, responsável pela fiscalização da obra, que o prazo de entrega da obra está previsto para Dezembro deste ano.

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Cine Duarte Coelho: O abandono continua

Ainda em Olinda, outro cine teatro sofre com o completo abandono. A situação do Cine Duarte Coelho, que funcionava em um prédio histórico localizado na praça da Lapa, no Varadouro, é crítica. O espaço foi inaugurado em 1942 e funcionou como cinema até a década de 1980. Em 1998, a Prefeitura de Olinda anunciou R$ 800 mil para a reforma do cinema.

“No prédio tinha poltronas, carpetes e móveis. Começaram a reforma, mas depois ela foi abandonada. Roubaram tudo e o local virou ruínas”, diz, com tristeza, o Jornalista José Ataíde. Quem lembra com saudade do Cine Duarte Coelho é Mauro de Barros, 76 anos, morador da cidade histórica de Olinda desde 1936. O aposentado acompanhou a inauguração do cinema em 1942, quando foi exibido o filme Uma Noite no Rio, protagonizado por Carmem Miranda. “Assisti a vários filmes. Era muito bom. Bang bang, filmes românticos, de humor... Aqui frequentava a alta sociedade olindense”, relembra Mauro.

O Duarte Coelho pertencia às Empresas de Cinemas Reunidos, dirigidas por Benjamim Ramos. A sala de projeção funcionou ativamente durante as décadas de 1950 e 1960. No início da década de 80, o prêdio foi desapropriada pela Prefeitura de Olinda. Hoje a construção está na lista dos 14 projetos que receberam dinheiro do PAC - Cidades Históricas para obras de restauração.

Em entrevista à imprensa em agosto deste ano, o Secretário Municipal de Patrimônio de Olinda, Lucílio Varejão, informou que a reforma espera por licitação, e assim que a obra estiver pronta, abrigará uma escola de cineanimação com capacidade para 267 pessoas. Na época, o Secretário não informou quando a obra seria entregue à população.

Em nota enviada ao LeiaJá, a Prefeitura de Olinda informa que a Secretaria de Patrimônio e Cultura está encaminhando ao IPHAN o termo de referência para contratação da obra e que existe o prazo necessário para procedimento de licitação. A previsão de duração da obra é de 12 meses. A nota enviada pela Prefeitura não informa quando as intervenções terão início.

Leia a nota na íntegra:

"CINE DUARTE COELHO

1 - A Prefeitura de Olinda explica que o Cine Duarte Coelho foi inscrito no PAC das Cidades Históricas e está contemplado entre os 14 projetos que serão realizados no município.

2 - Com relação ao Cine Duarte Coelho ter sido retirado do PAC, a Prefeitura informa que a informação não procede.

3 -  Para as obras do Cine Duarte Coelho, a Secretaria de Patrimônio e Cultura esclarece que está encaminhando ao IPHAN o Termo de Referência para contração da obra de intervenção, conforme modelo de formatação estabelecido pelo PAC.  Após aprovação do IPHAN e prazo necessário para o procedimento licitatório, a previsão de duração da obra é de 12 meses.

CINE OLINDA

1- A Prefeitura esclarece que a obra do Cine Olinda está sendo executada pelo IPHAN e todas as informações sobre a obra, incluindo prazos, devem ser obtidas junto ao órgão.

2 - Não houve substituição de obras do Cine Duarte Coelho para o Cine Olinda. O primeiro foi contemplado pelo PAC e o segundo foi licitado pelo IPHAN em outro tipo de financiamento.

3 - O projeto de reconstrução do Cine Olinda prevê, além de cinema, espaço para funcionamento de um Centro de Convenções."

*Edição: Felipe Mendes

A partir desta segunda-feira (19), o Governo do Estado através da Secretaria de Cultura e Fundarpe, promove a Semana da Consciência Negra, que ocupa 11 equipamentos culturais ligados ao Governo com atividades gratuitas.

O Museu do Estado de Pernambuco, Museu de Arte Contemporânea, Museu de Arte Sacra de Pernambuco, Museu Regional de Olinda, Museu do Barro de Caruaru, Cinema São Luiz, Teatro Arraial, Espaço Pasárgada, Torre Malakoff, Casa da Cultura e Centro de Artesanato de Pernambuco recebem uma programação que abrange várias linguagens, passando tanto pela tradição quanto pela contemporaneidade, sempre buscando difundir a cultura negra como base para a descoberta da consciência e da identidade cultural do povo.

O evento é uma iniciativa da Diretoria de Equipamentos Culturais em parceria com a Coordenação para Povos Tradicionais e Populações Rurais e visa, ainda, promover um debate sobre o fortalecimento das memórias, histórias e identidades culturais desse povo.

Confira a programação completa:

Centro de Artesanato
19/11/2012 – 14h - Abertura da Semana da Consciência Negra - Debate:  ESPECIFICIDADE E DIVERSIDADE CULTURAL - Um debate necessário com representantes do Museu do Homem do Nordeste e do Museu da Abolição, da Sociedade das Mulheres Negras de Pernambuco e Aparecida Mendes, liderança do Movimento Quilombola.

Teatro Arraial
19/11/2012 – 19h – Cine Cabeça temático

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21/11/2012 – 20h – Espetáculo Negro de Estimação, do Visível Núcleo de Criação

22/11/2012 – 20h – Espetáculo Memórias, do Grupo Bacnaré (Balé de Cultura Negra do Recife)

Cinema São Luiz
20/11/2012 – 19h – Lançamento do documentário Malunguinho - Direção de Felipe Peres / Mesa de debate com diretor e entrevistado do filme;
Apresentação do resultado do projeto "Tem Preto na Tela" / Exibição do curta Um dia de Bêji, direção coletiva Quilombolas da Xambá / Mesa de debate com Guitinho, do Coco Bongar e Terreiro Xambá

21/11/2012 – 19h - Exibição dos filmes Uma história de futebol, de Paulo Machline e Moro no Brasil, de Mika Kaurismäki, com debatedores convidados.

22/11/2012 – 19h – Exibição dos Filmes Carolina, de Jeferson De e Vida de menina, de Helena Solberg, com debatedores convidados

Espaço Pasárgada
20/11/2012 – 18h – Sarau + Vídeo Poeminflamado , de Mario Pickman, sobre o poeta França com recital

22/11/2012 – 19h – Cine Pasárgada Notas sobre uma oréstia africana, de Pasolini; Palestrante José Luiz Soares; Documentário Terra deu, Terra come sobre comunidade quilombola, de Rodrigo Siqueira. Curadores do Cine Pasárgada: Fernando Mendonça e Raquel do Monte

Museu de Arte Contemporânea (MAC)
20 a 24/11/2012 – 14h às 19h – COZINHA: Laboratório de vivências em arte contemporânea, tecnologias e culturas livres.

Museu Regional de Olinda – Mureo
20/11/2012 – 15h - Debate com Patrimônio Vivo: Maracatu Leão Coroado / Exposição Fotográfica Um outro olhar sobre Olinda

Casa da Cultura
20 a 28/11/2012 – Mostra de Artesanato

20/11/2012 –   10h - Celebração AFROINCULTURADA; Coral dos Arautos

                         14h30  - Maracatu Tambores d'Olorum

                         16h00 - Afoxé Nação Ilê Xambá

21/11/2012 - 10h00 -  Palestra: A origem da cultura pernambucana e a influência afro com o pesquisador Roberto da Silva

                      11h00 - Recital de Poesia (Poetas negros: Catro Alves e Solano   Trindade), Canutilho Produções

                      15h30 - Apresentação de Capoeira, parceria UNICAP

Museu do Estado de Pernambuco (Mepe)
20 a 25/11/2012 – 09h às 17h (Domingo – 14h às 17h) – Visitação temática abordando o tema da Consciência Negra, a partir do acervo do Museu. Parceria com a Diretoria de Patrimônio da FUNDARPE.

24/11/2012 – 15h – Show do grupo musical Lepê e Alguns

Museu de Arte Sacra de Pernambuco (Maspe)
20 a 25/11/2012 – 09h às 17h - Visitação temática abordando o tema da Consciência Negra, a partir do acervo do Museu. Parceria com a Diretoria de Patrimônio da FUNDARPE.

25/11/2012 – 10h – Show do grupo musical Lepê e Alguns

Torre Malakoff
25/11/2012 – 15h às 21h – Ações de Literatura e atrações musicais (Soltura de livros, Contação de histórias, Banda de pífanos de Conceição das Crioulas, Coco Bongar)

Museu do Barro de Caruaru (Mubac)
20 a 24/11/2012 – 09h às 17h – Exposição O santo é de barro

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