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A agenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) neste domingo prevê compromissos públicos na Bahia. A previsão é de ele chegar em Salvador às 8h30 e, às 9h, participar da cerimônia de obliteração de selos comemorativos do Bicentenário da Independência do Brasil na Bahia.

O dia 2 de julho celebra a independência do Brasil na Bahia. A data em que as batalhas iniciadas em fevereiro de 1822 chegaram ao fim e as tropas portuguesas foram expulsas do Estado, consolidando o fim do domínio de Portugal, em 1823, ou seja, há 200 anos.

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Às 9h30, Lula participa de uma caminhada que parte do Largo da Soledade, no bairro da Liberdade. Depois, ao meio-dia, o presidente parte para Ilhéus, onde ele participa amanhã da cerimônia de início das obras da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL I).

"O ânimo que emana do 7 de setembro deve inspirar o trabalho do Congresso Nacional de maneira permanente, assim como o enfretamento aos retrocessos antidemocráticos e aos eventuais ataques ao Estado de Direito e à Democracia". A afirmativa é do presidente do Congresso Nacional e do Senado Federal, Rodrigo Pacheco, que nesta quinta-feira (8), abriu a sessão solene destinada a comemorar o bicentenário da Independência do Brasil.

"Celebramos hoje o bicentenário de nossa Independência, um dos eventos cívicos de maior significado político da nossa ainda jovem e promissora nação. Sem dúvida, o enredo que culminou no grito do Ipiranga é digno de orgulho para todo o país. Sua simbologia desperta algo de muito valioso em nosso espírito coletivo", afirmou Pacheco.

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Rodrigo Pacheco salientou que o bicentenário da Independência comemora o evento da ruptura com a antiga metrópole e destacou a parceira estratégica importantíssima entre o Brasil e Portugal.

"Sigamos as palavras de José Bonifácio, o Patriarca da Independência. Como escreveu o Andrada no seu livro Projetos para o Brasil, busquemos a 'sã política, causa a mais nobre e santa, que pode animar corações generosos e humanos'. Honremos, enfim, a coragem, o patriotismo e o espírito cívico que moveram Dom Pedro I a proferir o célebre grito do Ipiranga!", disse.

A cerimônia teve a participação do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira e do presidente da Comissão Especial Curadora do Senado para o Bicentenário da Independência, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP).

Como convidados, estiveram presentes os presidentes de Portugal, Marcelo Rebelo; de Cabo Verde, José Maria Neves; e de Guiné Bissau, Umaro El Mokhtar Sissoco, o representante da Comunidade de Países da Língua Portuguesa, secretário-executivo Zacarias da Costa, o deputado Sérgio José Camunga Pantie, representante da Presidência de Moçambique.

Também estiveram na cerimônia o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, o ministro do STF Dias Toffoli; o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moares; o procurador-geral da República, Augusto Aras; e os ex-presidentes da República José Sarney e Michel Temer.  Os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso; Luiz Inácio Lula da Silva; e Dilma Vana Rousseff  enviaram mensagens sobre o evento. O presidente da República, Jair Bolsonaro, cancelou sua participação na sessão solene.

A sessão solene foi prestigiada ainda representantes de embaixadas e demais representantes dos corpos diplomáticos da Alemanha, Argentina, Colômbia, Coreia, Equador, França, Gana, Índia, Irã, Indonésia, Marrocos, Noruega, Paraguai, Reino dos Países Baixos, Reino Unido, Sérvia, Timor Leste, Austrália, Canadá, Guatemala, El Salvador, Hungria, Japão, Jordânia, Tunísia, Trinidad e Tobago e Uruguai, Azerbaijão, Cuba, Espanha, Geórgia, Honduras, Mali, Nova Zelândia, Panamá, Quênia, Ucrânia e União Europeia.

Inauguração

Ladeados pelos Dragões da Independência, os chefes de Estado estrangeiros subiram a rampa do Congresso Nacional e foram recebidos pelos presidentes Pacheco e Lira no Salão Negro. Em seguida, foram conduzidos ao Salão Nobre, onde foi ofertado o café de boas-vindas e feita a foto oficial do evento.

As autoridades foram convidadas à inauguração oficial, no Salão Negro, da Exposição “200 anos de Cidadania – O Povo e o Parlamento”, em homenagem ao Bicentenário da Independência do Brasil.

A exposição foi aberta às 10h, com a fita descerrada pelos presidentes Pacheco e Lira. A mostra ficará aberta ao público de 10 de setembro a 1º de dezembro.

Após a cerimônia, os convidados foram conduzidos ao Plenário da Câmara dos Deputados para participar da sessão solene.

*Da Agência Senado

Sob os olhares e aplausos de milhares de pessoas na Esplanada dos Ministérios, tropas das Forças Armadas, Polícia Militar, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e o Corpo de Bombeiros Militar desfilaram na manhã de hoje (7) nas comemorações do Bicentenário da Independência do Brasil. O desfile ocorreu após um hiato de dois anos devido à pandemia de Covid-19.

O sol intenso, geralmente presente nos últimos meses em Brasília, na época de seca, não apareceu como se esperava neste feriado de Independência, fazendo com que o desfile ocorresse em um dia nublado e de vento frio na Esplanada.

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Perto das 9h, o presidente da República, Jair Bolsonaro, chegou. Antes de ir para a tribuna, o presidente quebrou o protocolo e decidiu caminhar pela pista, acenando para as arquibancadas, repletas de apoiadores. Nesse momento, paraquedistas do Exército desceram na Esplanada trazendo uma bandeira do Brasil. Em seguida, o presidente ocupou seu lugar na tribuna para o início do desfile, que foi marcado pela passagem da Esquadrilha da Fumaça. Os aviões cortaram o céu da Esplanada e deixaram um rastro de fumaça nas cores da Bandeira Nacional.

Entre os presentes na tribuna de honra, junto do presidente e da primeira-dama Michelle Bolsonaro, estavam os ministros da Economia, Paulo Guedes, do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno, e da Saúde, Marcelo Queiroga, além do vice-presidente Hamilton Mourão. O presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, também esteve no local. 

Uma diferença do desfile deste ano para os passados foi a presença de 27 tratores, cada um representando um estado brasileiro e o Distrito Federal. A presença desses veículos no desfile buscou representar a importância do setor agropecuário no país. 

Em campanha eleitoral, o presidente Jair Bolsonaro viu seus apoiadores na grande maioria do público presente. Pessoas com camisetas e bonés com o rosto e o nome do presidente gritavam seu nome a todo momento.

Uma multidão se espalhou pelo gramado da Esplanada durante o desfile, sem conseguir acessar as arquibancadas já lotadas. No meio do público, avistavam-se faixas com críticas a ministros do Supremo Tribunal Federal e ao comunismo.

Bolsonaro não discursou durante o desfile.

Na data que marca o Bicentenário de Independência do Brasil, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), celebrou a liberdade e a emancipação brasileira. Em publicação no Twitter, o parlamentar afirmou que "Brasil independente é sempre o que olha para frente".

Aliado do presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), Lira decidiu não comparecer ao desfile do 7 de setembro em Brasília.

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"Há 200 anos, começava a nascer o Brasil de hoje, com um futuro de desafios, decisões difíceis, mas necessárias e grandes conquistas a alcançar. O 7 de set de 200 anos atrás continua ecoando nas ações e nos compromissos de todos! O Brasil independente é sempre o q olha para frente.nossa história", declarou o presidente da Câmara, em publicação no Twitter. "Vamos em frente, com a mais profunda esperança de que encontraremos, juntos, um novo caminho", concluiu.

Além de Lira, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), também não participa das comemorações.

Autoridades de outros Poderes em Brasília estão evitando subir no palanque com Bolsonaro, temendo terem suas imagens vinculadas a do mandatário, sem saber qual será o tom de seu discurso na cerimônia.

Na imensa lista de acontecimentos inusitados que povoam nossa História, existe um que se destaca. O Brasil é o único país latino-americano que, um dia, foi Europa.

Isso ocorreu a partir de 1815, quando o rei d. João VI criou o Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves - e durou até 1822, data de nossa independência. D. João VI estava no Brasil desde 1808, quando se mudou para o Rio de Janeiro com a Corte para se proteger das guerras napoleônicas - 1815, o ano em que o Brasil virou Europa, foi precisamente aquele em que Napoleão foi derrotado em Waterloo.

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E como era essa Europa na qual o Brasil havia acabado de entrar? "Era um continente assolado pelas revoluções e destruído pela guerra", diz o escritor Laurentino Gomes, autor de dois livros que retratam minuciosamente o período: 1808 e 1822.

"O mapa do continente havia sido retalhado de forma drástica durante as guerras napoleônicas, reis e rainhas tinham sido destronados e humilhados pelo imperador francês", afirma o escritor. Os países vencedores, no entanto, emergiram em situações diferentes. Uns poderosos, outros falidos.

DIVISÃO

A Inglaterra era a líder do primeiro grupo. A vitória em Waterloo a fez potência dominante. Já o outro Reino Unido - o de Portugal, Brasil e Algarves - era do time dos falidos. "Depois da ida da Corte para o Brasil, Portugal havia se tornado uma espécie de protetorado britânico", diz Laurentino.

Para contrabalançar a influência inglesa, d. João VI resolveu fazer uma aliança com outro integrante do time dos falidos nessa divisão histórica: a Áustria. Aliança, na era absolutista, era sinônimo de casamento. E a monarquia austríaca era uma afamada fábrica de princesas, cuidadosamente preparadas para exercer essa delicada função diplomática.

Foi assim que se acertou o casamento entre d. Pedro e Leopoldina, princesa de tino político e alto nível intelectual que teria papel fundamental na independência do Brasil.

Na Europa havia ainda outra disputa em curso. Ela se dava entre os reinos absolutistas e os países que, inspirados em Napoleão, vinham se tornando monarquias constitucionais.

A aliança entre a Áustria e o Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves seria, assim, a junção entre dois absolutismos decadentes. Em vários outros países da Europa, igualmente arrasados pelo furacão Bonaparte, a ebulição liberal se fazia sentir. Era questão de tempo que chegasse a Portugal.

REVOLUÇÃO DO PORTO

Pois chegou, em agosto de 1820, quando eclodiu a Revolução Liberal do Porto. Os portugueses tinham várias razões para estar desgostosos com a monarquia, mas uma se destacava: mesmo com a derrota de Napoleão, o rei D. João VI preferira ficar no Rio de Janeiro - que assim se tornou, na prática, a capital do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves.

A Corte estava aqui. A Biblioteca Nacional estava aqui - era a única com essas dimensões ao sul do Equador.

E, talvez o mais importante, as cortes jurídicas estavam aqui. Isso significava, na lógica absolutista, que alguém que abrisse um processo em Portugal teria que enviar toda a papelada burocrática para o Rio de Janeiro.

DECADÊNCIA

Enquanto isso, Portugal definhava, já que a maior parte de sua riqueza estava, já há muito tempo, no Brasil. "Entre 1807 e 1814, Portugal perdeu meio milhão de habitantes. Um sexto da população pereceu nos campos de batalha ou simplesmente fugiu do país", diz Laurentino. "O desemprego tomou conta de Lisboa. Famintos, os moradores migraram em bando para o interior do país, em busca do que comer. A capital ficou deserta."

A independência do Brasil se dá nesse contexto. A Revolução Liberal ganhou adeptos em Portugal, abrindo caminho para a instalação de uma monarquia constitucional naquele país.

Em 1821, d. João VI foi obrigado a abandonar seu amado Rio de Janeiro e voltar a Lisboa, voltar à Europa. Sua ideia mais criativa - o Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, que nos colocou dentro da Europa - estava seriamente ameaçada.

OPÇÕES NA MESA

Três alternativas estavam em cima da mesa. Portugal voltaria a ser metrópole, e o Brasil, colônia. O Brasil se separaria. Ou - a solução intermediária - o Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves seguiria existindo, mas comandado desde Lisboa.

Nas primeiras conversas, o rumo da prosa parecia se encaminhar para a terceira alternativa. A situação talvez fosse a mais confortável para o Brasil - que, apesar de tudo que d. João VI havia trazido para cá, não estava completamente aparelhado para caminhar sozinho.

Como Laurentino lembra no livro 1822, no entanto, houve inabilidade diplomática das cortes portuguesas. A ideia era que representantes de todas as partes do Reino Unido ajudassem a escrever a nova Constituição, inspirada nos ideais da Revolução do Porto.

Com essa intenção, o Brasil escolheu seus representantes e os enviou a Portugal. Quando eles lá chegaram, no entanto, as principais decisões já haviam sido tomadas.

Ficou claro que o sentimento dos portugueses se inclinava pela alternativa 1, a restauração do tempo em que eram metrópole e exploravam as riquezas da colônia.

PERSONAGENS DA INDEPENDÊNCIA

Entraram em ação, neste momento, os três personagens centrais da independência do Brasil: José Bonifácio de Andrada e Silva, a princesa Leopoldina e, claro, D. Pedro, que havia ficado no Brasil como príncipe regente. Os portugueses queriam a volta do filho de d. João VI, que hesitou até o último momento. Em janeiro de 1822, foi obrigado a tomar uma decisão.

DUAS VERSÕES

D. Pedro se pronunciou de forma bastante evasiva: "Convencido de que a presença de minha pessoa no Brasil interessa ao bem de toda a nação portuguesa, e conhecido que a vontade de algumas províncias assim o requer, demorarei a minha saída até as cortes e meu augusto pai se decidirem a esse respeito".

No dia seguinte, no entanto, os jornais "melhoraram" a declaração de D. Pedro: "Como é para o bem de todos, e felicidade geral da nação, estou pronto. Diga ao povo que fico". A frase "editada" foi a que entrou para a história, sacramentando a data de 9 de janeiro de 1822 como o "Dia do Fico".

PROJETO DE PAÍS

De representantes de absolutismos decadentes da Europa, os príncipes Pedro e Leopoldina se viram engolfados pelos novos tempos liberais. José Bonifácio de Andrada e Silva - um intelectual nascido em Santos que foi ministro de D. Pedro e que, em seus textos, se tornou o primeiro a desenhar um projeto de país para o Brasil - os aproximou, aos poucos, do novo ideário.

Andrada tinha ideias modernas como abolição da escravatura, ensino público e garantia de cidadania para os povos originários. Se suas ideias, apoiadas pela princesa Leopoldina, tivessem prevalecido, talvez o Brasil tivesse nascido como um país moderno.

"O Brasil que surgiu em 1822 era moderno só nas aparências. Nas leis, no funcionamento das instituições, na arquitetura, nas artes, nas festas e nos saraus da corte do Rio de Janeiro, aparentava ser uma terra civilizada, rica, elegante e educada. Como se fosse mesmo uma extensão da Europa nos trópicos", diz Laurentino.

"A realidade nas ruas, lavouras e fazendas das regiões ermas do país era, no entanto, de escravidão, pobreza e analfabetismo, além do tráfico ilegal e clandestino de africanos."

DEMOCRACIA

Passaram-se duzentos anos do tempo em que o Brasil foi Europa. Evoluímos em várias áreas, e realizamos a grande obra de construir uma democracia numa nação extremamente e complexa. Temos, no entanto, um imenso caminho a percorrer para cumprir nosso destino: ser uma nação moderna, diversa, inclusiva - e não apenas parecer ser.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O presidente Jair Bolsonaro (PL) recebeu nesta terça-feira, 23, o coração de Dom Pedro I em cerimônia no Palácio do Planalto. A relíquia ficará exposta para visitação no Palácio do Itamaraty, entre 25 de agosto e 5 de setembro, antes de ser levada de volta à Europa.

A solenidade faz parte das comemorações dos 200 anos da Independência do Brasil. "Dois países unidos pela História e ligados pelo coração", disse o presidente, em rápido discurso, ao lado da primeira-dama Michelle. Candidato à reeleição, Bolsonaro também aproveitou para bradar o lema de sua campanha: "Deus, Pátria, Família".

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O coração foi carregado pela rampa do Planalto, com honrarias militares, presença de Dragões da Independência e performance do Esquadrão de Demonstração Aérea, que formou um coração com fumaça em frente ao Palácio. A relíquia foi trazida ontem da cidade de Porto, em Portugal, para o País em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB). A recepção ocorreu na Base Aérea de Brasília, com honrarias de chefe de Estado.

É a primeira vez em 187 anos que o coração do primeiro imperador do Brasil sai de Portugal para outros países. A relíquia fica exposta na Igreja da Irmandade da Lapa, na cidade do Porto. Antes de retornar à Europa, o órgão fará parte dos eventos oficiais do 7 de Setembro, quando se comemora o Bicentenário da Independência.

Participaram da cerimônia de hoje no Planalto os ministros Célio Faria Júnior (Secretaria de Governo), Luiz Eduardo Ramos (Secretaria-Geral da Presidência), Paulo Sérgio Nogueira (Defesa), Ciro Nogueira (Casa Civil), Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), Carlos França (Relações Exteriores) e Fábio Faria (Comunicações). Além disso, compareceram à solenidade descendentes da família real, como o deputado Luiz Philippe de Orléans e Bragança (PL-RJ) e o chefe da Casa Imperial do Brasil, Bertrand de Orléans e Bragança.

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A Marinha do Brasil, em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc), promoveu no dia 11 de maio, na Escola Estadual Almirante Guillobel, em Belém, Ação Cívico-Social alusiva ao Bicentenário da Independência do Brasil. O evento contou com a presença dos docentes, corpo técnico-pedagógico, demais servidores da unidade escolar e familiares dos alunos, além da gestora da USE 1, Juliana Lourinho, na ocasião representando a secretária de Educação, professora Elieth Braga.

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A diretora do Almirante Guillobel, Keit Santos, recepcionou o comandante do 4° Distrito Naval, vice-Almirante Edgar Siqueira Barbosa, os diretores do Hospital Naval de Belém, capitães Carlos Eduardo Marsico e Beatriz de Aguiar Campos, acompanhados da guarnição naval, da qual fizeram parte os profissionais da saúde responsáveis pelas dos serviços ofertados.

Os participantes do evento, após cantarem o Hino Nacional, ouviram o pronunciamento das autoridades. O comandante Edgar Siqueira Barbosa ressaltou a alegria de ser vizinho da Escola Almirante Guillobel e de estar representando a Marinha do Brasil na continuidade dessa parceria pela educação de crianças e jovens que estudam no local. Destacou, também, a união e compreensão para o fortalecimento das ações educacionais.

A gestora Juliana Lourinho externou gratidão à comunidade escolar por somar esforços em benefício de uma educação saudável. “A educação também é saúde”, afirmou.

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Em companhia de seus familiares, os alunos participaram de oficinas, palestras e atendimentos nas áreas de oftalmologia, odontologia, fonoaudiologia, nutrição e psicologia. Foram abordados temas como inclusão, bullying, comportamentos e respeito.

Antes do dia 11 de maio, os discentes já haviam recebido orientação e medicamentos indicados na profilaxia da pediculose, trabalho realizado pela tenente Caroline, do setor de Farmácia da organização naval.

As odontopediatras tenentes Thamires Medeiros e Uchôa enfatizaram a importância das atividades e referenciaram, em particular, a importância da saúde bucal na vida escolar e interpessoal dos alunos.

Outro importante serviço ofertado foi o de vacinação. A médica Tânia Almeida, tenente da Marinha à frente desse trabalho, ressaltou a importância de cumprimento do calendário preventivo contra as epidemias. “Graças a Deus, observamos número satisfatório de atendidos na vacinação contra os vírus da covid-19, HPV e meningite, nessa Ação Cívico-Social realizada por ocasião do Bicentenário da Independência do Brasil, aqui na Escola Almirante Guillobel", assinalou.

Na quadra da escola houve brincadeiras educativas com a presença do grupo teatral Folhas de Papel. O aluno Luís Felipe Alcântara da Costa falou que gostou muito da interação com os palhacinhos e estava contente por também ter ido à oficina de odontologia, na qual aprendeu a escovar os dentes bem melhor. “A gente escova a gengiva e faz igual a um trenzinho para alcançar a parte de trás”, disse.

A Marinha do Brasil presenteou com kits odontológicos e educacionais as crianças dos 1° e 2° anos do ensino fundamental menor. Máscara de proteção e álcool em gel compuseram o material recebido pelas crianças, como forma de alertá-las aos cuidados a serem ainda mantidos no ambiente escolar.

Berlan dos Santos Monteiro, mãe do aluno Iury Monteiro Paulo, do 5° ano, deu nota dez ao mutirão, no qual seu filho teve a oportunidade de receber consulta oftalmológica. “Todos estão de parabéns”, disse.

Por Rosângela Machado (sob a supervisão do editor prof. Antonio Carlos Pimentel).

 

O governador Paulo Câmara participou, na manhã desta segunda-feira (08.02), da solenidade de comemoração aos 200 anos de criação do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), inicialmente chamado de Tribunal da Relação. Durante a solenidade – que aconteceu na Sala de Sessões do Pleno Desembargador Antônio de Brito Alves, no Palácio da Justiça, no Recife –  o governador foi agraciado com a Medalha Comemorativa do Mérito Judiciário 200 Anos e, em seu discurso, destacou a importância dos serviços prestados pelo Judiciário pernambucano, que conquistou notório grau e excelência na realização de sua nobre missão.

“Me sinto honrado e privilegiado em ser contemporâneo nas homenagens pelos dois séculos do Tribunal de Justiça de Pernambuco. Um órgão constitucional e essencial para o funcionamento do Estado e para a existência de uma sociedade civilizada e pacífica”, enfatizou Paulo Câmara. O Tribunal da Relação foi criado em 6 de fevereiro de 1821, por Alvará Régio. O seu bicentenário foi celebrado com a exposição da cópia do documento, cedida pelo Arquivo Nacional.

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Segundo o presidente do TJPE, desembargador Fernando Cerqueira, o Tribunal é fruto de uma construção coletiva, e a celebração do seu bicentenário é um momento histórico. “O Tribunal resistiu aos desgastes do tempo e continuará a se projetar no futuro, desafiando turbulências e instabilidades sociais e econômicas”, salientou Cerqueira.

Também participaram da solenidade o secretário da Fazenda, Décio Padilha; o presidente da Assembleia Legislativa (Alepe), deputado Eriberto Medeiros; o procurador-geral do Estado, Ernani Médicis; o procurador-geral de Justiça do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), Paulo Augusto de Freitas Oliveira; e o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil - Pernambuco (OAB-PE), Bruno Baptista.

TRIBUNAL – O TJPE foi o quarto tribunal a ser criado no Brasil, e o último do período colonial. Antes da sua concepção, o Tribunal da Bahia, o primeiro do País, tinha jurisdição sobre Pernambuco. Originado antes da Independência do Brasil, assim como os anteriores, o Tribunal de Relação de Pernambuco era subordinado ao governo do Reino de Portugal, e possuía como principais competências tratar das leis da administração da Justiça e de questões referentes à segurança pessoal e aos direitos de propriedade.

No Alvará Régio, foram explicitadas justificativas para a criação de uma Corte Recursal em Pernambuco, inclusive indicando ter sido motivada em atendimento a um pleito da Câmara de Olinda. Alegou-se que os habitantes da região passavam por muitas dificuldades ao terem que recorrer das decisões de primeira instância ao Tribunal na Bahia, pois havia o incômodo causado pela grande distância, bem como as despesas com deslocamento e, ainda, a separação de suas famílias e a interrupção dos trabalhos, dos quais tiravam a sua subsistência.

*Da Secretaria de Imprensa de PE

 

O governo de São Paulo lançou hoje (4) o projeto “Aliança Solidária” com o objetivo de reformar o Museu do Ipiranga até 2022. A reunião foi realizada na manhã desta segunda-feira no Palácio dos Bandeirantes.

De acordo com o governador do estado de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), a restauração será possível com o auxílio da iniciativa privada. “Tivemos aqui uma reunião muito proveitosa. Nós vamos ter em 2022 o bicentenário da independência, e no Museu do Ipiranga faremos um grande trabalho junto à sociedade civil para o seu restauro, a sua recuperação. Teremos um museu muito interativo para as famílias, para os jovens, para os estudantes”, disse o governador.

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Localizado no Parque da Independência, o Museu do Ipiranga é o mais antigo museu de São Paulo. O local está fechado ao público desde 2013.

Em comemoração aos 199 anos da criação do Museu Nacional – no dia 6 de junho de 1818, na Quinta da Boa Vista, zona norte do Rio de Janeiro – uma programação especial de aniversário foi aberta na última terça-feira (6) e se estenderá até o próximo domingo (11). Exposições, oficinas e visitas guiadas integram as atividades que permitirão aos visitantes fazer uma viagem pela ciência, pela história e pela cultura.

A programação dá início ao calendário oficial de comemorações do bicentenário da instituição, que ocorrerá em 2018, disse Cláudia Rodrigues Ferreira de Carvalho, diretora do Museu Nacional, vinculado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

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As atividades são destinadas a visitantes de todas as idades. Os ingressos custam R$ 6 (inteira) e R$ 3 (meia). Para menores de 5 anos e pessoas com deficiência, a entrada é gratuita. Nos dias 9, 10 e 11, a entrada será franca para todas as pessoas.

Período geológico

Destaque na programação, a exposição permanente No tempo em que o Brasil era mar: o mundo há 400 milhões de anos, visto a partir dos fósseis das coleções do Museu Nacional foi aberta na terça à tarde, com enfoque no período geológico devoniano, situado no intervalo de tempo entre 420 milhões e 360 milhões de anos.

“Nesse período, aproximadamente 50% do território brasileiro estavam debaixo de grandes mares rasos, sobre as placas continentais. Boa parte do Brasil, nesse momento, era mar, e a vida proliferava no ambiente marinho. Eram os invertebrados marinhos os seres mais abundantes no país”, disse o curador da mostra, Sandro Marcelo Scheffler, professor do Departamento de Geologia e Paleontologia do Museu Nacional.

O foco da exposição são os invertebrados marinhos e seus grupos mais comuns e familiares, como estrelas do mar e conchas de caramujo, e outros mais estranhos, como os trilobitas, que constituem um grupo inteiro de artrópodes que se extinguiu há mais de 200 milhões de anos.

Na exposição, com cerca de 80 amostras de invertebrados fósseis nunca expostas, os visitantes poderão apreciar uma reconstituição de 1 metro de comprimento de um trilobita, cuja espécie tinha originalmente entre 5 e 10 centímetros. “Para o público poder olhar como era esse bicho, pouco familiar à maioria das pessoas”, disse o curador.

A maioria das peças de organismos invertebrados marinhos foi coletada em estados brasileiros como Pará, Piauí, Tocantins, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Paraná. Elas compõem o acervo do Museu Nacional, mais antiga coleção do gênero da América do Sul.

“Nós temos fósseis de coleções históricas, como a coleção da Comissão Geológica do Império, coletada há mais de 140 anos, no século 19; da Coleção Caster, que representa o maior processo de repatriação já feito de fósseis do Brasil. Voltaram ao Museu Nacional uma tonelada de fósseis, coletados na década de 40 por um professor da Universidade de Cincinnati, nos Estados Unidos, e que agora estão retornando ao Brasil por doação”, citou.

Segundo Sandro Scheffler, esta é uma boa oportunidade de os visitantes conhecerem como era o Brasil em épocas muito antigas. “Só para ter uma ideia, era (uma época) muito antes do surgimento dos dinossauros, quase 200 milhões de anos antes dos dinossauros.”

Amigos do Museu

Outra exposição inaugurada também, desta vez de caráter temporário, é a Amigos d'O Museu: 80 anos, que marca a trajetória da Associação Amigos do Museu Nacional, organização não governamental (ONG) sem fins lucrativos, fundada em 1937. “Talvez seja uma das ONGs mais antigas do Brasil e a primeira associação de amigos do país, da primeira casa de ciência e primeira instituição museológica do Brasil”, destacou a curadora da mostra, Débora de Oliveira Pires.

Após uma trajetória inconstante, a Associação de Amigos do Museu Nacional “reergueu- se, profissionalizou-se e expandiu-se”, disse Débora.

A exposição está dividida em partes. Uma delas apresenta uma grande mesa central, em altura acessível para crianças e cadeirantes, onde os visitantes podem interagir, por meio de toque em uma tela interativa, com todo o acervo do museu. Destaque para um crânio de jacaré-açu(Melanosuchus niger), espécie conhecida por sua mordida mortífera, que foi coletado no Rio Guaporé, em Rondônia.

Já a vida marinha pode ser apreciada por meio do Projeto Coral Vivo, voltado para a conservação e o uso sustentável dos recifes de coral.

A associação conta atualmente com 70 membros. Todos trabalham de maneira voluntária para ajudar a captar recursos para o museu. A entidade tenta obter recursos com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para revitalização do Museu Nacional e organização das comemorações do bicentenário.

A mostra ficará à disposição do público até o dia 6 de junho de 2018, quando dará lugar a outra exposição, já dentro da programação do bicentenário.

Carnaval

A Escola de Samba Imperatriz Leopoldinense lança hoje à noite, oficialmente, seu enredo para o próximo carnaval, que homenageará os 200 anos do Museu Nacional. A solenidade contará com a presença de componentes e integrantes da bateria da escola verde, branco e ouro de Ramos, zona norte carioca.

“Essa participação é um presente que a escola dá também ao museu de a gente poder, de certa forma, ser representado em uma das maiores festas populares do Brasil”, disse Claudia Carvalho.

“A gente entende que exaltar uma instituição como essa, através do desfile de uma escola de samba, é resgatar a cultura nacional, é mostrar o valor do conteúdo histórico do acervo desse museu, por conta da influência da própria imperatriz Leopoldina na formação do Museu Nacional”, disse o carnavalesco da Imperatriz, Cahê Rodrigues.

Para quem quiser ir visitar, o Museu Nacional fica localizado na Quinta da Boa Vista, São Cristóvão, no Rio de Janeiro.

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O belga Adolphe Sax deu seu nome ao saxofone, uma invenção que revolucionou a música, em particular o jazz e o blues, mas é um desconhecido do público. Agora, uma exposição o homenageia nos 200 anos de seu nascimento.

Nascido em Dinant, às margens do rio Meuse, em 5 de novembro de 1814, o jovem Adolphe, que se mudou com seus pais para Bruxelas, escapou de morrer afogado, de uma violenta queda de escada e de uma ingestão do verniz utilizado por sua mãe, ebanista e fabricante de instrumentos musicais famosa na Bélgica.

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Se Adolphe não tivesse tido tanta sorte, John Coltrane, Dexter Gordon, Maceo Parker, Charlie "Bird" Parker, Sonny Rollins e Stan Getz não teriam se destacado em sua arte e a história da cultura popular musical do século XX seria diferente.

O saxofone ficou conhecido longe dos clubes do Harlem americano. Foi na França, em meados do século XIX, e graças a uma grande ajuda do exército.

Em 1842, quando gozava em Bruxelas de uma boa reputação como fabricante de instrumentos e com uma patente registrada para aperfeiçoar o clarinete, Sax se instala em Paris, onde cria uma oficina para produzir instrumentos e estudar cientificamente a acústica.

Em 1845, o exército, que quer reformar sua música, organiza um grande concurso ao ar livre em Paris. Os instrumentos de Adolphe Sax, que têm uma potência sonora e uma precisão inigualáveis, se impõem frente ao projeto de seu competidor, o compositor italiano Michele Carafa.

O concurso é realizado diante de 20.000 espectadores e consolida a reputação do inventor belga, que obtém em licitação um quase monopólio da fabricação de instrumentos para as bandas militares.

Em 1846, Adolphe Sax patenteia um "sistema de instrumentos a vento, chamados saxofones".

Mas o começo do saxofone e de outros metais criados pelo belga é difícil. Pouco a pouco encontram um lugar nas orquestras de ópera, como trompete imaginada para a criação de Aída de Verdi em 1880.

O sax de Bill Clinton

O saxofone sofre também a rejeição dos músicos de orquestra, contrários a trocar este novo instrumento e à imagem muito "popular" associada aos músicos de jazz negros dos Estados Unidos, que o adotam e darão a ele fama internacional.

A história fora do comum de Adolphe Sax e de seus múltiplos invetnos é relatada na exposição "Sax200", que abriu suas portas na semana passada no Museu de Instrumentos Musicais () situado desde 2000 em um dos mais belos prédios art nouveau da capital belga.

Lá estão exibidos cerca de 200 exemplares assinados por Sax, entre eles o sax mais antigo já fabricado, um barítono de 1846 e um tenor com as cores da bandeira americana presenteado ao presidente Bill Clinton em 1994.

A exposição "Sax200" ficará aberta até 11 de janeiro de 2015.

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