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A Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) divulgou, nesta quinta-feira (24), o retorno das aulas no dia 17 de agosto para o período 2020.1 dos cursos na modalidade a distância. A decisão foi aprovada na reunião do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe), realizada por webconferência.

São cinco os cursos de EAD ofertados pela UFPE: o bacharelado em Ciências Contábeis e as licenciaturas em Geografia, Letras - Espanhol, Letras - Português e Matemática. A medida levou em consideração a vulnerabilidade socioeconômica e as diversas realidades existentes entre estudantes da modalidade EAD e os servidores da instituição, além do acesso aos polos de apoio presencial e uso de tecnologias digitais na comunidade acadêmica a distância, para garantia de inclusão digital.

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Os alunos que escolheram os componentes curriculares oferecidos no semestre 2020.1 poderão escolher novamente no processo de rematrícula. A UFPE informa que em virtude da impossibilidade temporária de atividades nos polos de apoio presencial, fica vedada a realização de avaliações presenciais, devendo essas serem realizadas de forma remota.

A instituição ainda reforça que os cursos da modalidade presencial ainda não têm data de retorno, mas contarão com o período letivo suplementar 2020.3, também iniciado a partir de 17 de agosto. As medidas discutidas na reunião serão publicadas no Boletim Oficial da UFPE e o edital de matrícula será divulgado no dia 3 de agosto.

A Prefeitura de Jaboatão dos Guararapes abre, nesta segunda-feira (20), inscrições para 1.250 vagas em cursos gratuitos Ensino a Distância (EAD). As aulas começam no dia 27 deste mês.

Os cursos abrangem diversas áreas: tecnologia, animação e design, ambiental, arquitetura, engenharia, artesanato, biomedicina, contabilidade, cerveja artesanal, decoração, consultoria em moda, gastronomia, educação, enfermagem, educação física, estética, eventos, turismo, farmácia, finanças, fisioterapia, fotografia, vídeo, gestão e liderança, idiomas, informática, iniciação profissional, logística, nutrição, psicologia, marketing, recursos humanos, vendas, veterinária, entre outras. 

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Os cursos gratuitos serão certificados pela Faculdade Elo com carga de até 80 horas. Um dos requisitos para os participantes é ser morador do município. Quem se inscrever receberá por e-mail um login e senha de acesso.

A Prefeitura disponibiliza telefones para contato com a Secretaria Executiva de Trabalho, Qualificação e Empreendedorismo, das 9h às 14h, caso existam dúvidas dos interessados: (81) 3482-1403 e 99975-6597.

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) está com 75 mil vagas abertas para os cursos de capacitação a distância em português, matemática e Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs). As inscrições foram prorrogadas e, agora, os candidatos podem realizá-las até o dia 24 de julho. As oportunidades são distribuídas em 25 mil vagas por curso.

Os cursos são gratuitos e destinados aos alunos de graduação, da Universidade Aberta do Brasil (UAB) e concluintes do ensino médio. Os conteúdos dos cursos foram revisados e atualizados por especialistas de cada área. Todas as capacitações têm duração de 60 horas e são certificadas pela Capes.

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Para se inscrever, os interessados devem preencher um cadastro na Plataforma Virtual de Aprendizagem do MEC (Avamec). "Os cursos são atualizados, com disciplinas fundamentais e trazem a abordagem das tecnologias no ensino e aprendizagem”, afirma Benedito Aguiar, presidente da Capes.

No curso de português, os estudantes poderão conferir conceitos básicos de texto, processos e desafios da leitura e da escrita, além de interpretação e de escrita no meio acadêmico. Os módulos e conteúdo podem ser conferidos na página virtual disponibilizada pela Capes.

Dividido em nove módulos, a capacitação em matemática é focada em questões fundamentais da disciplina e pretende dar apoio técnico aos alunos e desencadear reflexões que servirão de base e fundamentação tanto para aprendizagens subsequentes quanto para desenvolver as produções de pesquisa, ensino, extensão e inovação, segundo informações divulgadas pelo Ministério da Educação (MEC). Veja mais detalhes do curso aqui.

Já o curso de TCIs é composto por cinco módulos. São eles: O estudante de EaD: como se organizar para os estudos em ambiente virtual de aprendizagem, Sociedade em rede, Educação a Distância, Mídias na educação e Evolução tecnológica: computadores e dispositivos móveis. O conteúdo completo está disponível aqui.

O Instituto Federal do Espírito Santo abriu, na última terça-feira (23), as inscrições para o curso de pós-graduação ‘Aperfeiçoamento em Formação Docente para Educação a Distância’. Os professores interessados podem se candidatar até o dia 7 de julho por meio de um endereço eletrônico.

A oportunidade está ofertando 40 vagas para os servidores da instituição, além de mais 40 para o público externo. Para concorrer, o candidato deve ter o diploma de nível superior em mãos.

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O curso visa oferecer aos docentes conhecimentos e condições para que possam planejar aulas, materiais e atividades a distância, além de utilizar as ferramentas tecnológicas, especialmente a plataforma Moodle. A seleção dos candidatos, caso o número de inscritos for maior que o quantitativo de vagas, se dará por sorteio.

Os pré-selecionados passarão pela análise das documentações; caso o candidato não tenha enviado a documentação completa e correta, terá sua inscrição indeferida, dando oportunidade para o próximo aluno da vez.

O curso está previsto para começar as aulas no dia 11 de agosto. Os selecionados terão as aulas a distância com uma carga de 180 horas. Quem deseja obter mais informações pode acessar o edital no site da instituição.

Estão abertas até esta sexta-feira (26) as inscrições para 25 mil vagas em cursos gratuitos com 60 horas de duração, de português, matemática e tecnologias da informação e comunicação em casa, ofertados pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), em parceria com o Ministério da Educação (MEC).

Podem se inscrever estudantes de graduação, concluintes do ensino médio e alunos matriculados na Universidade Aberta do Brasil (UAB) pela plataforma Avacapes.

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“A iniciativa é uma grande oportunidade para que os alunos se capacitem com conhecimentos complementares aos estudos regulares, sobretudo neste tempo de pandemia, onde muitos tiveram as aulas interrompidas”, afirma o presidente da Capes, Benedito Aguiar, em nota. 

Segundo Aguiar, a ação estimula o aprendizado, fortalece o ensino a distância e reforça o compromisso do governo federal com a educação e a qualificação de jovens.

Os cursos estão no ar desde abril e 45 mil pessoas já fizeram a qualificação pela internet.  Os conteúdos foram revisados e atualizados por especialistas das áreas. Ao concluir o curso, os estudantes receberão um certificado emitido pela Capes com a carga horária cumprida.

Instituições de ensino superior, públicas e privadas, de todo o Brasil, substituíram disciplinas presenciais por aulas no método remoto com o intuito de amenizar os prejuízos causados pela pandemia do novo coronavírus.

Não é de hoje que universidades já utilizam o método em seus cursos no formato de Ensino a Distância. Mas o novo formato é diferente pois a aula remota acontece ao vivo, nos mesmos horários que aconteceriam presencialmente.

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Na Universidade UNG, as aulas são ministradas utilizando a plataforma Teams, da Microsoft. Além disso, a Instituição investiu em equipamentos, sistemas e treinamento de professores. “A diferença é que hoje lecionamos as aulas ao vivo, frente a frente com os alunos, interagindo, tirando dúvidas e debatendo os temas já estabelecidos no conteúdo programático”, explica a coordenadora do curso de Pedagogia da UNG, Vanessa Angélica Patrício.

“As aulas remotas podem ser tão eficazes quanto as aulas presenciais na construção de conhecimento. Requer uma didática totalmente adaptada, pois as metodologias de alguns cursos on-line podem ser eficientes ou não, assim como nos modelos presenciais. Mais do que exposição do conteúdo, cabe o desafio de pensar em estratégias que permitirão a efetividade no processo de ensino-aprendizagem. Todas estas experiências precisam ser reavaliadas constantemente para que, de fato, tragam resultados significativos aos alunos”, explica.

Para o estudante do 9º semestre do curso de Engenharia Elétrica, Lucas de Melo Araújo, a UNG vem exercendo um excelente trabalho desde o início da quarentena. Adaptou-se extremamente rápido à nova necessidade, se preocupou em iniciar a nova modalidade de aula remota o quanto antes.

“Todos os professores do meu curso se adequaram tranquilamente, com qualidade e dedicação nas aulas de maneira excepcional. O mundo tecnológico melhora e se supera cada vez mais. Sábios são os que se adaptam, o restante vai ficando para trás. Além disso, alunos que não têm acesso presencial podem se beneficiar desta modalidade de ensino”, elogia o graduando.

Segundo Eloi Lago, reitor da Universidade UNG, “nesta nova realidade, o professor é o agente de transformação com o grande desafio em ser um docente investigativo e reflexivo que se utiliza das mudanças para se atualizar, romper paradigmas e proporcionar uma aula que inspire e instigue seus alunos a aprenderem cada vez mais e melhor. A educação não pode parar e não há mais como negarmos a existência da tecnologia educacional e enxergar todos os benefícios desta modalidade”, ressalta.

 

* Da Assessoria de Imprensa

Na manhã desta quinta-feira (18), a Academia Pernambucana de Ciências (APC) realizou um evento virtual reunindo os reitores Pedro Falcão, da Universidade de Pernambuco (UPE), Alfredo Gomes, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), e Marcelo Carneiro Leão, da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). Durante as discussões acerca das ações de enfrentamento à Covid-19 promovidas pelas instituições, entrou em pauta o retorno às aulas presenciais e foi mencionada a possibilidade de um modelo de ensino híbrido no pós-pandemia, com parte dos estudantes em sala de aula e os demais no ensino remoto. 

“Vamos fazer o esforço para retomar as atividades de forma remota. Isso requer planejamento para ser sincronizada e harmonizada com atividades presenciais e aí o ensino híbrido passa a entrar na pauta. Estamos trabalhando com a ideia de semestre suplementar, que deve acontecer por mais ou menos dois meses, com poucas disciplinas para estudantes e professores experimentarem essas atividades”, explicou o reitor da UFPE, Alfredo Gomes. 

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Na mesma linha, o reitor da UPE, Pedro Falcão, conta que além de a universidade ter mantido ativos os cursos de seus polos EAD, a instituição também avalia a implementação do ensino híbrido. “Foi montada uma proposta de ensino híbrido para que a gente consiga chegar a uma proposta nesse pós pandemia”, disse ele. 

Marcelo Carneiro Falcão, reitor da UFRPE, explica que a universidade prevê a instituição de um semestre emergencial com a oferta de disciplinas remotas e não-obrigatórias enquanto os estudantes aguardam a entrada do semestre 2021, como forma de reduzir o número de alunos em sala de aula no momento da retomada das atividades presenciais e evitar a exclusão de estudantes sem acesso à internet e equipamentos eletrônicos. 

“As pessoas que conseguem o acesso remoto poderão realizar e no retorno presencial a gente não vai ter condição de colocar 60, 70 pessoas numa sala. O que a gente vem trabalhando é um semestre emergencial na execução e oferta, as disciplinas vão ter que ter características possíveis de serem feitas remotamente, não obrigatoriedade para que o aluno que não tiver condições não se prejudique e possa fazer no retorno presencial e reduza o quantitativo de alunos”, declarou o reitor. 

Propostas de retomada de atividades

Ao analisar a conjuntura da pandemia no país e no Estado, o reitor Marcelo Carneiro Leão, da UFRPE, avalia que as aulas presenciais não devem ser retomadas até o final de 2020. “A volta às atividades presenciais seria uma irresponsabilidade tremenda. Acredito que não teremos um retorno de atividade presencial pelo menos até o final deste ano. Na pós-graduação a gente tem uma outra dinâmica, o número de alunos é menor, existe possibilidade de criar outras dinâmicas. Na graduação é diferente”, afirmou ele.  

Segundo Marcelo, a UFRPE instituiu vários grupos de trabalho que têm a missão de elaborar uma proposta para retomada de atividades que vai ser apresentada e discutida com a comunidade acadêmica da universidade. Sugestões estão sendo recebidas por e-mail e uma primeira proposta será sistematizada para posteriormente ficar 10 dias aberta a críticas e sugestões.

“Uma comissão refinará essa minuta. Reuniremos conselhos para que possamos tomar uma decisão conjunta com olhar para ensino pesquisa extensão e esperamos votar essa proposta e voltar no dia 15 de agosto um novo funcionamento da UFRPE. Pedi que em todas as discussões duas variáveis estivessem presentes: preservação da vida humana e animal tem que estar presente, e que as discussões sejam inclusivas”, disse o reitor da UFRPE. 

Alfredo Gomes, da UFPE, vai no mesmo sentido e afirma buscar soluções remotas não só no âmbito da universidade, mas em consonância com outras instituições de ensino pernambucanas.  “No meu entendimento, atividades presenciais não devem acontecer esse ano, claro que temos que avaliar esse processo, mas isso está sendo baseado no Grupo de Trabalho Covid e as atividades de aulas de forma remota estão na nossa pauta, porque vivemos um contexto de imprevisibilidade e não temos como anunciar outra situação. Espero fazer isso se for viável, construir junto com a universitas, de forma harmônica com o estado e pensar nisso talvez para o início de agosta e não podemos fazer de forma que prejudique estudantes professores ou técnicos”, declarou o Alfredo. 

O reitor também destacou que o Colégio de Aplicação da UFPE (Cap) seguirá o mesmo caminho de ensino remoto que o restante da Universidade no momento em que essa decisão for tomada para os cursos de graduação. “O Cap vai retornar concomitantemente com a graduação de forma remota tão logo a gente aprove essa questão com o conselho e os estudantes terceiranistas não vão perder o ano. Enem e Sisu é uma questão mais ampla, o calendário é puxado para frente, porque tem a ver com a retomada dos cursos e semestres”, afirmou ele.

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O Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) em Pernambuco está disponibilizando 700 vagas em cursos gratuitos a distância, através do Programa Senac de Gratuidade (PSG). Há opções nas áreas de comércio, informática, social e cursos de idiomas, com duração de 40 até 240 horas.

Algumas formações têm como requisito que os estudantes tenham, no mínimo, 14 anos de idade. Além dos critérios do curso, há um requisito do Senac Gratuidade, que é possuir renda familiar per capita de até dois salários mínimos.

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Para participar dos cursos, os interessados devem se inscrever através do site do Programa Senac Gratuidade. As vagas estão disponíveis para todo o estado de Pernambuco e ficarão disponíveis até seu total preenchimento.

Mais detalhes podem ser obtidos através do site de ensino EAD do Senac, do e-mail  ead@pe.senac.br e dos telefones 0800.081.1688, (81) 3413.6728/6729/6730. 

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Visando entender as características e dificuldades sofridas por quem está na linha de frente do segmento de educação neste período da pandemia do novo coronavírus, a ONG de educação empreendedora para jovens e crianças Junior Achievement está fazendo uma pesquisa por meio de um formulário on-line. O levantamento pretende avaliar o grau de dificuldade que alunos e professores têm para acessar conteúdos digitais.

O intuito é entender quais fatores externos podem causar impacto na entrega da educação de qualidade no país e apontar, a partir da experiência de quem usa o ensino público no Brasil, as reais necessidades para que haja melhoria no segmento e os essenciais passos a serem dados. O estudo começou a partir da observação dos problemas para acessar as aulas a distância, que vão além da falta de acesso à internet: utilização de equipamentos inadequados, restrição de sinal de internet e também docentes sem capacitação para realizar aulas a distância.

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Segundo a Junior Achievement, os problemas de acesso à educação básica podem gerar uma grande evasão escolar na rede pública de ensino durante e depois da pandemia. “A sensação de um ano perdido e a necessidade de trabalhar para ajudar na renda familiar são fatores que impactam diretamente no desempenho escolar”, alega a presidente da Junior Achievement Rio de Janeiro, Graziella Castilho.

De acordo com Graziella, a partir dos resultados do levantamento, a Junior Achievement, em parceria com a ONG Parceiros da Educação, desenvolverá um plano de ação chamado de “@educação+digital – reduzindo desigualdades”, com o objetivo de assegurar que 15 mil alunos da rede pública de ensino consigam dar seguimento aos estudos e que docentes estejam adequadamente qualificados para o modelo digital de ensino.

“Nós nos tornamos digitais de um dia para o outro com a chegada da pandemia, mas o processo de digitalização é muito longo e complicado, pois não houve uma preparação para isso. Os alunos não sabem estudar totalmente on-line, mesmo que tenham todos os recursos para isso, pois estão acostumados a estudar uma vida inteira presencialmente. Além disso, o educador está há décadas ensinando dentro de sala de aula e também não está habituado com o universo digital. Mesmo considerando esses fatores, observamos que os problemas educacionais vão muito além da acessibilidade digital e queremos fomentar esta lacuna. Ajudar a preparar um setor que precisa de auxílio urgentemente, afinal as crianças e jovens de hoje serão nossos trabalhadores de amanhã e eles precisam estar preparados. Sem uma boa educação de base, eles terão ainda mais dificuldades no futuro”, finaliza Graziella.

O ambiente virtual do Serviço Nacional da Indústria (Senai), oferece 12 cursos gratuitos no esquema Ensino a Distância (EAD). A plataforma de qualificação contempla pessoas que tenham, no mínimo, 14 anos de idade e comprovem a conclusão do sexto ano do Ensino Fundamental.

Entre as aulas, estão disponíveis lições em áreas de atuação como Tecnologia, Mecânica, Segurança do Trabalho, Finanças, Arquitetura, Educação Ambiental, entre outros.

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As inscrições estão abertas no site do Senai. As lições aplicadas no Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) permitem que os alunos desenvolvam competências que podem estar inseridas no cotidiano do futuro profissional.

Para participar, é preciso ter acesso a microcomputadores conectados à Internet, ser dono de um endereço de e-mail pessoal, além de ter conhecimentos básicos em Windows e na própria Internet.

Todos os cursos garantem certificado aos estudantes que completarem a carga horária das aulas.

Confira a lista dos cursos oferecidos pela plataforma EaD do Senai:

- Consumo Consciente de Energia;

- Desenho Arquitetônico;

- Educação Ambiental;

- Empreendedorismo; 

- Finanças Pessoais;

- Fundamentos de Logística;

- Lógica de Programação;

- Metrologia;

- Noções básicas de Mecânica Automotiva;

- Propriedade Intelectual;

- Segurança do Trabalho;

- Tecnologia da Informação e Comunicação.

Depois de selecionar o curso de preferência, o aluno poderá acessar todas as informações sobre carga horária, conteúdo das aulas e informações sobre data de início. 

O Senai alerta para que os estudantes fiquem atentos às correspondências por e-mail pois esse é o método utilizado pela instituição de ensino para se comunicar com os inscritos.

As aulas em formato de Ensino à Distância  (EaD) dos alunos da Rede de Ensino do Recife começaram nesta segunda-feira (8). As primeiras dez turmas do 9º ano iniciam as aulas remotas por meio de uma plataforma virtual, mas nem todo mundo tem as ferramentas necessárias para conseguir acessar o sistema. Buscando acelerar a inserção dos alunos neste novo modelo, a Prefeitura do Recife (PCR) lançou uma campanha para arrecadar smartphones para os estudantes.

De acordo com a PCR, "Para que as aulas remotas aconteçam, os alunos precisam ter acesso a um aparelho celular com especificações mínimas, que suporte o funcionamento da plataforma, e pacote de dados". Para garantir que isso aconteça foi lançado o Escola do Futuro em Casa, que tenta estimular a doação smartphones através do programa Quero Impactar ou na própria Secretaria de Educação. 

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Com os telefones em mãos, a Secretaria instala a plataforma EaD nos aparelhos e disponibiliza um chip com pacote de dados para que os estudantes possam assistir às aulas. O objetivo é beneficiar todos os 12.500 alunos que compõem os chamados "anos finais" (do 6º ao 9º ano), mas a meta inicial são os 2.500 matriculados do 9º ano.

As "vagas" são preenchidas em ordem de séries decrescente. Conforme os celulares forem sendo arrecadados, as turmas são formadas para iniciarem as aulas. Até o momento, foram arrecadados equipamentos para atender cerca de 20% das escolas do 9º ano. As doações podem ser realizadas tanto por pessoas físicas como jurídicas, sendo celulares novos ou usados para os alunos que não possuem condições financeiras de ter o equipamento. 

Como vai funcionar

Os alunos que já receberam os celulares estão participando de encontros online de ambientação e acolhimento. Na prática, os estudantes do ensino regular terão três interações diárias com os professores, com intervalo de 30 minutos entre elas e os das escolas integrais terão quatro interações diárias, com o mesmo intervalo de tempo. Todos no horário do turno em que estão matriculados. 

De acordo com a prefeitura, o Plano de Estudo online irá compor a carga horária, que será monitorada por meio da plataforma. A aprendizagem será avaliada pela Atividade Semanal Digital, o livro didático de atividades que será entregue preenchido no retorno das aulas, além da avaliação que cada professor fará em sala de aula. 

Especificações para doação

Os celulares precisam ter especificações técnicas mínimas para que a plataforma EaD funcione adequadamente. As características mínimas são: processador de 1,5 GHz, Quad-Core, 2GB de RAM, 16GB de armazenamento, display de pelo menos 5 polegadas, conectividade 4G e sistema operacional compatível com Android 9.0 ou superior. 

Além do site (https://queroimpactar.com.br/projeto/programa-escola-do-futuro-em-casa/), as pessoas podem doar os aparelhos na própria Secretaria de Educação, que fica no 4º andar do edifício sede da Prefeitura, na Avenida Cais do Apolo, Bairro do Recife, das 10h às 17h. Ou podem ainda solicitar transporte para buscar o equipamento, por meio dos telefones (81) 3355.9133, (81) 9.9299.9892 ou pelo e-mail doacao@educ.rec.br.

Devido à pandemia do coronavírus, o Detran-PE publicou portaria que autoriza os Centros de Formação de Condutores (CFC) a realizarem aulas através do ensino remoto. A mudança foi publicada nesta terça-feira (2) no Diário Oficial do Estado de Pernambuco.

Vale ressaltar que a mudança é válida apenas para as aulas técnico-teóricas e apenas enquanto durar a emergência de saúde pública que está sendo enfrentada em todo o mundo. O conteúdo, carga-horária e duração das aulas seguiram os mesmos critérios das aulas presenciais.

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A novidade fica por conta do sistema de identificação dos alunos, que será feito através de um sistema eletrônico de biometria facial, que irá identificar o aluno e o instrutor do curso para que a aula aplicada seja validada.

Para iniciar com o curso a distância, os alunos que pretendem tirar a habilitação precisão expressar que optam pela modalidade a distância nos Centros de Formação de Condutores (CFC).

Com informações de assessoria

O número de matriculados em instituições de ensino superior público na modalidade a distância aumentou 45% entre 2016 e 2018. A taxa de matrícula alcançou 173 mil estudantes, segundo informações do Censo da Educação Superior de 2018. 

Os dados foram levantados pela plataforma interativa Quero Bolsa, criada para estudantes buscarem auxílio e descontos para inscrição em faculdades particulares.

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Esse aumento ocorre depois de anos consecutivos de queda constante. Em 2010, o número de estudantes matriculados no ensino público a distância era de 182 mil, representando queda de 34%. 

São Paulo é o estado com maior número de matriculados, com mais de 42 mil alunos. Em último lugar, aparece o Distrito Federal, com apenas 4. Confira os cinco estados com maior número de inscritos: São Paulo - 42.787; Rio de Janeiro - 35.226; Piauí - 11.928; Paraná - 10.349 e Maranhão - 8.306. 

O curso com maior número de matriculados é o de pedagogia, com 37.475 alunos. Também se destacam engenharias e cursos de formação de professores. Confira os 10 primeiros colocados: pedagogia - 37.475; formação de professor em matemática - 16.570; administração pública - 13.286; engenharia de produção - 11.582; formação de professor em letras/português - 10.014; formação de professor em biologia - 9.136; engenharia de computação - 7.599; administração - 7.469; formação de professor em geografia - 6.752; formação de professor em história - 5.037. 

Sisu

A partir do segundo semestre deste ano, o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) também disponibilizará vagas de cursos a distância. O Sisu oferta vagas em instituições públicas de ensino superior com base nas notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).  

Segundo Ministério da Educação (MEC), as instituições de ensino superior deverão oferecer um meio digital para que o estudante entregue a documentação necessária à matrícula. Além disso, as instituições devem publicar na internet a lista de espera por curso, turno e modalidade de concorrência, assim como a sistemática adotada para convocação dos candidatos.

Apesar da nova oferta no Sisu, um em cada três estudantes (33,5%) que tentaram vaga no curso superior, nos últimos cinco anos, por meio do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), não tem acesso à internet e a dispositivos como computador ou celular, que permitam, por exemplo, aprender por meio da educação a distância.

Conforme análise dos dados colhidos nas respostas do questionário socioeconômico aplicado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), na inscrição para o Enem nos últimos cinco anos, 65,9% dos egressos desse nível de ensino declararam acessar internet e celular; 61,9% tinham computador e celular; e 54,81% tinham os dois dispositivos e acessavam a rede mundial de computadores. Quase 98% declararam ter celular. Os dados também foram compilados pela plataforma Quero Bolsa. 

Buscando capacitar professores para a nova realidade de aulas remotas, pela internet, o Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam) abriu vagas para dois cursos de formação de professores na modalidade educação à distância (EAD). As inscrições começam nesta terça-feira (26), e seguem abertas até atingir o limite de inscritos.

Segundo a Cetam, serão 400 vagas para os cursos de 'Formação continuada de tutores' e 300 vagas para 'Criação e organização de sala de aula pelo Moodle'.  As qualificações tem carga horária de 100 horas e serão realizadas entre os dias 8 de junho e 6 de agosto.

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Para participar, interessados deverão realizar o preenchimento do formulário de inscrições on-line, que se encontra no site. Entre os dias 27 de maio a 1º de junho, os profissionais inscritos deverão enviar cópias de seu RG e do diploma de graduação para o endereço de e-mail indicado na confirmação da inscrição. As inscrições são gratuitas, assim como o curso.

Com informações de assessoria

O Ministério da Educação (MEC) anunciou, nesta segunda-feira (25), que o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) começará a permitir o oferecimento de vagas no modelo de Ensino a Distância (EaD).

Além da autorização para aumentar os modelos de cursos ofertados no Sisu, o MEC também estabeleceu mudanças para as entidades de educação superior públicas que oferecem vagas pelo programa. 

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Entre as mudanças, estão a liberação de meio digital para que o estudante possa enviar a documentação digitalizada solicitada para a matrícula; e a divulgação, em seus sites, da lista de espera por curso, turno e modalidade de concorrência, como também a sistemática escolhida para a convocação dos candidatos.

A medida está em portaria divulgada na edição desta segunda-feira (25) do Diário Oficial da União (DOU). As mudanças começam a valer já para o processo seletivo do segundo semestre do Sisu.

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Inscrições para o Enem seguem abertas até quarta

A Coordenação da Universidade Aberta do Brasil (UAB), na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), está com inscrições abertas para o processo seletivo simplificado destinado ao preenchimento de 39 vagas para o cargo de professor conteudista. Os interessados devem se inscrever até o dia 22 de junho exclusivamente pelo e-mail coord.ead@ufpe.br. A seleção não possui taxa de inscrição. 

A oportunidade visa contratar docentes que atuem nas atividades de elaboração de material didático para a Educação a Distância (EAD) relacionadas aos cursos de ciências contábeis, licenciatura em espanhol, licenciatura em geografia, licenciatura em matemática, licenciatura em português e equipe multidisciplinar. Além disso, para os programas implantados no âmbito do sistema UAB, para o período de julho a setembro deste ano.

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Segundo a UFPE, o candidato deverá atender aos requisitos da Portaria nº 102/2019 da Capes, no parágrafo 4º, que define que “os processos seletivos deverão ser realizados com participação restrita aos docentes concursados do quadro da instituição, sendo excepcionalmente admitida a participação de professores externos nos casos de não preenchimento das vagas”; ter titulação mínima de mestrado; experiência na elaboração de material didático; atuar ou ter atuado como docente em instituição de ensino na área do curso a que estiver se candidatando.

Os candidatos deverão enviar a seguinte documentação, indicando no assunto da mensagem “Seleção para Professor Conteudista UAB/UFPE”: o curriculum lattes atualizado; e a ficha de inscrição devidamente preenchida, dentro do cronograma que consta no edital

O processo seletivo será composto pela análise curricular e entrevista virtual realizado pela Comissão de especialistas em EAD. Os aprovados terão uma remuneração de R$ 1.100 a R$ 1.300. Para mais informações acesse o edital da seleção simplificada.

Uma portaria do Ministério da Saúde, publicada no “Diário Oficial da União” do último dia 13, prorrogou até 16 de junho a autorização para as instituições de ensino substituírem disciplinas presenciais por aulas remotas.  A medida é uma tentativa de reduzir prejuízos nos calendários acadêmicos, visto que os encontros presenciais estão suspensos em virtude da pandemia da Covid-19.

Toda essa situação trouxe adaptações para a rotina de professores e estudantes, além de diversas dúvidas. De acordo com Geisa Ferreira, coordenadora do curso de Pedagogia da UNINASSAU – Centro Universitário Maurício de Nassau Maceió é importante que, falando em ensino superior, todos entendam a diferença entre Educação a Distância (EAD) e ensino remoto.

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“Ensino remoto e EAD não são a mesma coisa. Na literatura educacional não existe escritura sobre o "ensino remoto", uma vez que, diante do contexto de pandemia (Covid-19), é uma experiência extremamente nova. Para esclarecer o conceito de EAD, o artigo 80 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (9.394/96) nos diz, em seu inciso 4º, que: esta educação tem como pressuposto desenvolver-se a distância assíncrona, ou seja, que não ocorre ao mesmo tempo. Já a modalidade remota utiliza plataformas para adaptação da mediação didática e pedagógica de forma síncrona, que significa ao mesmo tempo”, esclarece Geisa.

Ainda de acordo com a coordenadora, não deve haver preocupação quanto à perda de qualidade no conteúdo preparado pelos professores. “Se o docente é empenhado e tem formação na área, não haverá prejuízos na qualidade em decorrência da modalidade, nem tampouco na mediação dos processos para o alcance da tríade ensino - desenvolvimento – aprendizagem”, afirma Geisa.

Mantendo a qualidade do aprendizado

De acordo com a pedagoga, a principal dica para manter a qualidade do aprendizado é evitar a procrastinação. “É ideal que o estudante não perca o ritmo de estudo iniciado com o ano letivo antes da pandemia. O que pode ser realizado é, por exemplo, um plano de estudos organizado, para que se preserve o desenvolvimento da aprendizagem. Planners, aplicativos de tarefas, alertas, entre outros meios, permitem que a tecnologia auxilie na mediação da vida de estudos, sem cair na dispersão”, aconselha Geisa.

Outro fator que deve ser levando em consideração, segundo a profissional, é o ambiente de estudos. O local não deve ser nem muito confortável, nem desconfortável, além de contar com uma boa luz e com adequação postural. “Tenha um material organizado antes de iniciar o tempo de estudo. Esquecer um lápis, uma caneta, um livro ou qualquer outra tecnologia, pode fazer com que o estudante perca o foco”, orienta.

Da assessoria da UNINASSAU

Depois de anunciar que vai liberar o Meet gratuitamente ao longo das próximas semanas, o Google também resolveu dar algumas dicas para que professores possam integrar a ferramenta ao 'Sala de Aula'. Agora, os educadores podem criar um link exclusivo no app para cada turma, que fica exibido nas páginas "Mural" e "Atividades". 

O link funciona como um espaço de reunião dedicado para cada turma, facilitando a participação de professores e alunos e somente os profissionais da educação é que podem acessar as configurações para criar o link do Meet. Os alunos só podem participar com o professor presente.

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Confira dicas do Meet para professores:

1. Nas contas de instituições educacionais, só o criador da reunião, o proprietário do evento da agenda ou a pessoa que configura a reunião em um dispositivo de hardware na sala podem desativar o som ou remover os participantes da videochamada. Isso impede que os alunos desativem o som ou removam outros alunos ou o professor. Essa restrição automática está sendo aplicada a todas as contas de instituições educacionais desde 19 de março de 2020.

2. Ao usar o Meet, os participantes podem desativar a câmera para mostrar apenas a foto do perfil. Isso melhora a qualidade da reunião quando a velocidade da Internet está lenta. Se a qualidade do áudio estiver ruim, use um telefone para ouvir o áudio.

3. Para turmas maiores, use uma transmissão ao vivo em vez de fazer os alunos participarem de uma videochamada interativa. Para envolver os alunos durante a transmissão, use o recurso de perguntas e respostas do Apresentações Google. Também é possível gravar uma aula para compartilhá-la posteriormente.

4. Para capturar as respostas dos alunos em uma aula gravada, use as Perguntas e respostas do Apresentações Google.

Durante o período de isolamento social devido ao surto causado pelo novo coronavírus (Covid 19), o roteiro profissional dos educadores foi alterado. Para transmitir o conteúdo das aulas aos estudantes, muitos professores enfrentam dificuldades com a adaptação ao modelo de ensino a distância (EaD). Além da falta de estrutura para lecionar em casa, a falta de prática com equipamentos tecnológicos pode fazer com que o ensino essencial não chegue aos alunos como os mestres assim desejam.

Outro aspecto observado por alguns educadores não é relacionado apenas à distância imposta pelo período pandêmico. Para a pedagoga Eliana Soares, 51 anos, o afastamento dos alunos pode interferir em questões identificadas apenas de modo presencial. "Além de transmitir conhecimento, às vezes, fazemos o papel de mãe e pai. A distância nos permite usar a tecnologia, mas nos afasta emocionalmente, e essa é minha preocupação", comenta.

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As educadoras Eliana Soares (á esq.) e Rita Panzolini | Foto: arquivo pessoal

Professora há 12 anos em um colégio particular na cidade de Santo André (SP), Eliana não esconde a frustração com o momento, mas afirma que tem se dedicado ao novo método. "Preparo todas as aulas com muito carinho, passo horas para gravar os videos e estar presente na vida dos meus alunos, mesmo que seja a distância", declara.

Já para a professora de ciências Graziella Colucci, 49 anos, um dos grandes empecilhos da educação a distância é a ausência da participação dos estudantes em aulas e atividades. "Tenho aproximadamente 150 alunos, e recebi cerca de 30 atividades. Em uma das salas com 28 alunos, apenas sete fizeram", lamenta. Atuante no ensino municipal de São Caetano do Sul (SP), ela afirma ter respaldo estrutural do poder público, mas entende que o problema possa estar relacionado à questão social e disciplinar dos aprendizes. "Além de serem muito jovens e não terem desenvolvido o empenho necessário para o EAD, as famílias têm dificuldades particulares que impedem o bom andamento", complementa.

A professora Graziella Colucci durante uma aula de ciências | Foto: arquivo pessoal

Profisisonal da rede privada de ensino, o professor de geografia Andre Rubinho, 46 anos, não sentiu dificuldade com o uso da tecnologia em suas aulas. Segundo ele, a formação como jornalista colaborou para sua adaptação. "O colégio disponibilizou um treinamento na ferramenta Zoom que foi rápido, mas bem produtivo", considera. Para Rubinho, os alunos estão preparados com recursos da modernidade, mas o que o preocupa são os demais colegas de trabalho. "Acredito que 80% deles estejam enfrentando dificuldades por não conhecerem todas as ferramentas e equipamentos, pois não são todos que podem ter recurso de ponta que permita a realização do trabalho", comenta.

Ainda segundo Rubinho, o módulo EaD também requer mais tempo de trabalho na rotina dos professores. Para elaborar um material que prenda a atenção do aluno, o profissional tem dobrado a jornada. "Fico a tarde inteira fazendo aula para apresentar aos alunos pela manhã. Descanso um pouco depois do almoço e volto a preparar conteúdo do dia seguinte", detalha. Apesar do volume maior de trabalho, ele está satisfeito com o rendimento dos alunos. "A adesão deles foi muito rápida. Na mesma semana, todos estavam adaptados", complementa.

O professor de geografia André Rubinho | Foto: arquivo pessoal

A preocupação do professor é ainda maior com o abismo social que pode se aprofundar mais após a pandemia. Para Rubinho, os colégios particulares saíram na frente, mas o poder público demorou para se adaptar à educação no isolamento social. "No colégio em que dou aula ninguém reclamou por não ter celular, internet, notebook, mas não dá para exigir dos pais de alunos de escola pública que tenham a mesma estrutura que os do ensino privado", afirma. "É mais uma mostra de aumento da desigualdade social e nunca evoluiremos como nação sem combater a desigualdade", finaliza.

O secretário Estadual do Trabalho, Emprego e Qualificação (Seteq) de Pernambuco, Alberes Lopes, anunciou, nesta quarta-feira (29), a abertura de 3 mil vagas para cursos profissionalizantes no formato de Educação a Distância (EaD). As oportunidades são para os cursos de edição e processamento de imagens, técnica de vendas, informática básica e técnicas de atendimento ao público.

As inscrições devem ser realizadas até o dia 7 de maio através do site da secretaria. Os cursos contam com até 240 horas-aulas. Caso cumpram a carga horária, os participantes receberão certificado. 

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As oportunidades fazem parte do programa da Seteq, Novos Talentos (EaD), em parceria com a Secretaria de Educação e Esporte de Pernambuco (SEE). A plataforma oferece cursos de aperfeiçoamento em destaque no Estado.

O objetivo do programa é oferecer oportunidades de qualificação aos trabalhadores e jovens, que neste período de isolamento social em decorrência do novo coronavírus desejam aumentar as suas chances de ingresso no mercado de trabalho.

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