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Pela primeira vez em 20 anos, cientistas norte-americanos descobriram um novo subtipo do vírus HIV, causador da Aids, que pode ajudar na criação de novas formas de tratamento para os portadores, além de prevenir futuros surtos da doença. O novo subtipo pertence ao grupo "M" do HIV, e é tido como a versão mais comum da doença em todo o mundo. Ele foi encontrado durante um estudo realizado por pesquisadores da farmacêutica Abbott e publicada na revista Journal of Acquired Immune Deficiency Syndromes nessa quarta-feira (6).

De acordo com os dados, o subtipo "L" foi coletado de três amostras, duas analisadas entre os anos de 1983 e 1990 e outra em 2001, mas que não possuíam vírus suficientes para ser encontrados usando as técnicas da época. Na ocasião, dois indivíduos da República Democrática do Congo foram identificados como portadores do vírus.

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"Essa descoberta nos lembra que, para poder erradicar a pandemia, devemos continuar a ser mais espertos que esse vírus que está constantemente mudando, usando as tecnologias mais recentes para monitorar sua evolução", explicou Mary Rodgers, responsável por dirigir o Programa Global de Vigilância Viral. "Identificar novos vírus como esse é como procurar uma agulha em um palheiro. Ao avançar nossas técnicas e usar a nova geração de tecnologia de sequenciamento, puxamos essa agulha com um ímã", acrescentou a cientista.

Os autores do estudo ainda ressaltam que, desde o início da pandemia, 75 milhões de pessoas foram infectadas e 37,9 milhões vivem com o vírus hoje. O diretor do Instituto Nacional Americano de Alergia e Doenças Infecciosas, Anthony Fauci, por sua vez, explicou à imprensa que, embora a descoberta seja importante, ela não é motivo de preocupação para a população.

"Os tratamentos atuais são eficazes contra esta e todas as outras cepas. Essa descoberta pode nos dar indicações úteis, no entanto, sobre como o vírus evolui", finalizou.

Da Ansa

Você sabe o que Alex Bledel, Sofie Turner, Jimmy Fallon e Lupita Nyong’o tem em comum? Eles estão na lista das 10 celebridades mais perigosas para dispositivos eletrônicos feita pela McAfee - empresa especializada em segurança digital. Pelo 13º ano seguido, a companhia pesquisa quais indivíduos famosos podem expor seus fãs a websites maliciosos e vírus.

O topo da lista foi ocupado pela eterna Rory, da série televisiva Gilmore Girls, Alex Bledel. Seu trabalho mais recente foi como Emily, em “The Handmaid’s Tale”, que já teve a quarta temporada confirmada. Ela é seguida pelo apresentador do talk show “Late Night”, James Corden, a atriz Sophie Turner (Game of Thrones e X-Men), Anna Kendrick e muitos outros. 

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De acordo com a empresa, os nomes das celebridades vêm - geralmente - ligados à procura de arquivos torrent, em que os usuários podem assistir por conteúdos “pirateados” de diferentes plataformas, gratuitamente. A companhia aconselha que, para evitar ser surpreendido por malware e vírus, os usuários aguardem os lançamentos oficiais de suas séries e filmes favoritos, e só façam downloads de conteúdos em sites confiáveis. 

Confira a lista completa das Celebridades Mais Perigosas de 2019:

1 - Alexis Bledel (Gilmore Girls e The Handmade’s Tale)

2 - James Corden (Late Night)

3 - Sophie Turner (Game of Thrones e X-Men)

4 - Anna Kendrick (Pitch Perfect)

5 - Lupita Nyong’o ((Nós, Pantera Negra)

6 - Jimmy Fallon (The Tonight Show com Jimmy Fallon)

7 - Jackie Chan (Karate Kid)

8 - Lil Wayne 

9 - Nicki Minaj

10 - Tessa Thompson (Cara Gente Branca, Thor)

Na semana passada, o Google publicou que diversos iPhones teriam falhas graves de segurança. Nesta sexta-feira (6), a Apple resolveu desmentir algumas das declarações feitas pela gigante da internet a respeito da segurança de seus telefones. O ataque teria dado a hackers acesso a conversas em aplicativos de mensagens e dados pessoais. 

Mesmo afirmando que as vulnerabilidades foram corrigidas em fevereiro, a Apple afirma ter recebido diversas mensagens de clientes preocupados com sua privacidade. A maçã decidiu negou algumas das afirmações feitas da empresa, inclusive, a que informava que a invasão teria sido feita em aparelhos em massa. 

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"A publicação do Google, feita seis meses após o lançamento dos patches para iOS, cria a falsa impressão de "exploração em massa" para "monitorar as atividades privadas de populações inteiras em tempo real", alimentando o medo, entre os usuários do iPhone, de que seus dispositivos haviam sido comprometidos. Este nunca foi o caso", garante a companhia.

De acordo com a Apple o ataque afetou menos de uma dúzia de sites que concentram conteúdo acessado por seus clientes. “Os ataques desses sites permaneceram operacionais apenas por um breve período, aproximadamente dois meses, e não ‘dois anos’, como o Google implica”, desmente a empresa. No comunicado, a Apple também afirma que todo o processo de correção foi feito em apenas 10 dias, após o conhecimento da vulnerabilidade e que, quando foram procurados pela gigante da internet, esses bugs já estavam sendo corrigidos. 

“A segurança do iOS é incomparável porque assumimos a responsabilidade total pela segurança do nosso hardware e software. Nossas equipes de segurança de produtos em todo o mundo estão constantemente interagindo para introduzir novas proteções e corrigir vulnerabilidades assim que são encontradas. Nunca interromperemos nosso trabalho incansável para manter nossos usuários seguros”, finaliza.

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Pesquisadores americanos conseguiram remover o vírus HIV - responsável pela Aids - do genoma de animais vivos. O estudo divulgado pela revista cientifica Nature, nessa terça-feira (2), traz esperança e indica uma possibilidade de cura para a doença.

 

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Cientistas da Escola de Medicina da Universidade Temple, na Pensilvânia, em parceria com o Centro Médico da Universidade do Nebraska, optaram em utilizar 29 roedores nos testes laboratoriais. Após técnicas utilizando medicamentos e edição das células infectadas, o vírus foi eliminado em 30% das cobaias.

Com a progressão, os responsáveis pelo estudo vão realizar testes em primatas. Caso tenham resultados satisfatórios, o processo poderá ser realizado em humanos. A pesquisa pode ser acessada através do portal da Nature.

Um jovem americano, de 18 anos, processou o colégio, no estado do Kentuchy, após ser suspenso por se recusar a tomar vacina contra catapora e acabou contraindo o vírus um mês depois.

Conforme divulgado pelo Extra, Jerome Kunkel não realizou a prevenção por questões religiosas e foi afastado pela instituição. Ele decidiu entrar com uma ação judicial contra a escola, mas perdeu o processo.

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Mesmo doente, nem o estudante, nem seus pais se arrependeram da recusa. "Essas são crenças religiosas extremamente enraizadas para a família. Do ponto de vista deles, eles sempre reconheceram que corriam esse risco e estavam bem com isso", declarou o advogado da família Christopher Wiest.

A expectativa é que o rapaz se recupere da catapora na próxima semana e retorne às aulas.

Um novo estudo, promovido pelo Instituto de Medicina Tropical da Universidade de São Paulo, sugere que a infecção pelo vírus Zika também possa trazer complicações para os homens. Segundo a pesquisa, liderada pela infectologista Vivian Avelino-Silva, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), o zika pode causar infertilidade.

Quatorze homens infectados pelo vírus em 2016 participaram do estudo. Cinco deles fizeram o exame de espermograma e, em quatro, os resultados ficaram fora dos parâmetros de normalidade estabelecidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

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“Observamos que, dentre os cinco homens em que fizemos a coleta de sêmen, quatro tinham o valor fora do normal, considerando a normalidade com referência da OMS. Isso sugere que pode existir um efeito de infecção por Zika que a gente ainda não conhecia, que é uma alteração prolongada, talvez até permanente, de infertilidade entre os homens”, disse Vivian em entrevista à Agência Brasil.

O estudo não é conclusivo e aponta a necessidade de que novas pesquisas sejam feitas. A pesquisadora destacou que a amostra era pequena e que a equipe não tinha exames desses cinco homens antes da infecção para comprovar que a alteração foi feita pelo zika.

“Não conseguimos provar, mas já existem estudos em animais que sugerem resultados semelhantes. Por isso achamos que o resultado é importante para que seja feito um estudo com um número maior de homens”, ressaltou a pesquisadora do Departamento de Moléstias Infecciosas e Parasitárias.

Desconcertados pelo aumento repentino do número de crianças com paralisia de braços ou pernas nos Estados Unidos, autoridades de saúde disseram nesta terça-feira que estão investigando se um vírus ou um trastorno autoimune podem ser as causas.

Um total de 252 casos do transtorno conhecido como mielite flácida aguda (MFA) estão sendo investigados em todo o país, com um aumento de 33 desde a semana passada, disse Nancy Messonnier, diretora do Centro Nacional de Imunização e Doenças Respiratórias dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC).

Com 80 casos confirmados neste ano, 2018 parece estar no mesmo ritmo de anos como 2014 (120 casos) e 2016 (149 casos), comparou Messonnier.

Desde 2014, ano em que a síndrome surgiu, mais de 400 casos foram confirmados através de exames.

Messonnier disse entender que os pais estejam alarmados, mas afirmou que o transtorno continua sendo raro.

A maioria dos casos ocorre em crianças de entre dois e oito anos. Quase todas apresentaram febre e doenças respiratórias de três a dez dias antes de experimentar paralisia repentina em seus braços ou pernas.

Em algumas crianças, a paralisia desapareceu posteriormente, mas pelo menos metade não se recuperou, disse Messonnier.

O centro analisou 125 amostras de líquido da medula espinhal e metade delas deu positivo para rinovírus ou enterovírus, que normalmente provoca sintomas como febre, secreção nasal, vômitos, diarreia e dores no corpo.

No entanto, os cientistas ainda estão desconcertados sobre a causa específica da paralisia repentina, já que estes vírus são comuns, mas a MFA não é.

"Estamos tentando averiguar quais são os fatores desencadeadores que poderiam fazer com que alguém desenvolva MFA", disse Messonnier a jornalistas.

"Pode ser um dos vírus que já detectamos. Pode ser um vírus que ainda não detectamos. Ou pode ser que o vírus esteja desencadeando outro processo que na verdade esteja ativando a MFA, através de um processo autoimune", afirmou.

Uma criança com MFA morreu em 2017, diz o relatório.

Um estudo feito por pesquisadores do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP), com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), mostra que um fármaco usado no tratamento contra hepatite C crônica é capaz de eliminar o vírus da chikungunya e da febre amarela. Todos os testes para uso humano do Sofosbuvir já foram realizados e com isso é possível que a substância seja empregada em uma eventual epidemia de Chikungunya.

Segundo a pesquisa, as células humanas infectadas in vitro com Chikungunya foram tratadas com o fármaco, que eliminou o vírus sem danificar as células e se mostrou 11 vezes mais efetivo contra o vírus do que contra as células.

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Para um dos pesquisadores, o professor Lúcio Freitas-Junior, a utilização do Sofosbuvir para o tratamento da chikungunya é interessante porque o processo para a obtenção de um novo fármaco é demorado, levando em torno de 12 anos, e caro, podendo chegar a R$ 1,5 bilhão.

"O Sofosbuvir é uma droga que passou por todo o processo de aprovação para uso humano. Isso possibilita que ela venha a ser utilizada contra a chikungunya em um ou três anos. O custo seria muito menor, estimado em cerca de US$ 500 mil”, disse.

Explicou que a chikungunya é grave não só por ser uma doença aguda, apresentando quadro semelhante ao da dengue, mas porque pode provocar sequela, dores articulares altamente debilitantes, que se estendem por meses ou anos.

Essas sequelas podem também incapacitar a pessoa a exercer sua atividade profissional e até mesmo a sair da cama.

“Não há vacina desenvolvida e as ferramentas para diagnóstico ainda precisam ser otimizadas. O Sofosbuvir é algo concreto que pode se tornar uma ferramenta poderosa para lutar contra esse vírus. Os resultados de nossa pesquisa possibilitam que as instituições eventualmente interessadas deem início aos ensaios clínicos”, disse Freitas-Junior.

Afirmou que a estratégia de utilizar um medicamento já conhecido para uma outra doença é chamada de reposicionamento de fármacos. Foram testados vários remédios conhecidos, prescritos não só antivirais, mas para outras doenças e condições e o considerado melhor foi o Sofosbuvir.

"Com essa informação, médicos em hospitais podem organizar pequenos protocolos para testar isso em humanos", disse.

Campanha

A prefeitura de São Paulo anunciou que antecipará para a próxima semana o lançamento do plano de combate ao mosquito Aedes aegypti e reforçará o efetivo de agentes de saúde envolvidos na ação.

Normalmente as campanhas são lançadas em janeiro. Segundo a prefeitura, este ano o combate ao mosquito terá um plano que abrange várias secretarias. Haverá ainda uma sala de situação, comandada pelo infectologista David Uip, que vai monitorar as doenças transmitidas pelo mosquito.

Segundo dados da prefeitura, até outubro deste ano foram registrados 505 casos de dengue no município. No ano passado, foram confirmados 866 casos. Já com relação à febre amarela, este ano foram 13 casos autóctones (adquiridos no próprio município), 107 casos importados e seis mortes. Em 2017 não houve nenhum caso autóctone e foram 28 casos importados.

Foram confirmados ainda 24 casos de chikungunya autóctones e 30 importados este ano. Em 2017, foram três autóctones e um importado. Em 2018, não foram registrados casos autóctones de zika e houve apenas um importado. No ano anterior foram 3 autóctones e um importado.

A prefeitura informou também que, além dos postos de saúde, a vacina contra a febre amarela também será aplicada em estações de trem, Metrô e terminais de ônibus. A meta é imunizar 95% da população em 2019. De setembro do ano passado, quando começou a imunização, até outubro de 2018, foram vacinadas 6,8 milhões de pessoas, o que representa 58,5% da cobertura vacinal.

Imagine se o vírus da zika, além de ser transmitido entre pessoas por mosquitos urbanos, como ocorre com a dengue, também pudesse infectar macacos selvagens e se tornar endêmico na natureza, como acontece com a febre amarela. Esse é o panorama contemplado por um estudo publicado nesta terça-feira, 30, na revista Scientific Reports.

A pesquisa identificou o vírus da zika em dezenas de micos e saguis mortos em São José do Rio Preto (SP) e na região metropolitana de Belo Horizonte (MG). Os animais foram mortos por pessoas durante a epidemia de febre amarela no Sudeste, no início de 2017, quando havia o medo - injustificado - de que eles fossem os responsáveis por disseminar o vírus.

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Os cientistas resolveram investigar as carcaças para ver se os animais estavam mesmo infectados e não encontraram o vírus da febre amarela, mas o da zika, que é um parente próximo. Dos 82 macacos analisados, 32 tinham o vírus. "O vírus saiu dos seres humanos e passou para os macacos", diz o pesquisador Maurício Nogueira, da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp), que coordena o estudo.

O receio é de que os macacos se tornem reservatórios selvagens do vírus da zika, o que tornaria a erradicação dele praticamente impossível. Os cientistas ainda coletaram mosquitos Aedes aegypti das mesmas regiões em que os macacos viviam e verificaram que muitos deles tinham o vírus da zika. Por enquanto não há evidências de que tenha havido transmissão de macacos para seres humanos.

"Não sabemos ainda a quantidade de vírus que os macacos podem produzir, e se isso é suficiente para infectar o mosquito de volta", diz Nogueira. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Um estudo desenvolvido na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em Pernambuco traçou a rota da chegada do vírus zika ao Brasil. De acordo com a pesquisa, o vírus pode ter entrado no Brasil vindo de países da América Central e do Caribe, principalmente do Haiti. Em todos os casos brasileiros estudados, o ancestral em comum dos vírus é uma cepa do país, que é afetado pela tripla epidemia de zika, dengue e chikungunya.

O estudo aponta, também, que o vírus zika, originário da Polinésia Francesa, não veio de lá diretamente para o Brasil. Antes, ele migrou para a Oceania, depois para a Ilha de Páscoa - de onde foi para a região da América Central e Caribe-  e só então chegou ao Brasil, no final de 2013. “Isso coincide com o caminho percorrido pelos vírus dengue e chikungunya”, afirmou um dos investigadores, o pesquisador Lindomar Pena. 

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O resultado destaca o fato de que a América Central e Caribe são importantes rotas de entrada para arbovírus na América do Sul. A informação acaba sendo estratégica para a vigilância epidemiológica e para adoção de medidas de controle e monitoramento dessas doenças, especialmente em regiões de fronteira com outros países, portos e aeroportos.

O estudo indica, ainda, que imigrantes ilegais vindos do Haiti e militares brasileiros em missão de paz naquele país podem ter trazido o vírus Zika para o Brasil. Estudos anteriores já haviam confirmado casos de chikungunya no Brasil importados do Haiti e da República Dominicana, destacando a América Central e Caribe como rotas importantes para a introdução desse arbovírus no Brasil.

Outra conclusão do estudo é que houve múltiplas introduções, independentes entre si, do vírus Zika no Brasil. Isso muda a crença anterior de que um único paciente poderia ter trazido a doença, que depois teria se espalhado pelo país. As análises se basearam num total de 4.035 amostras de genomas completos dos três vírus disponíveis em bancos de dados públicos. 

A fabricante de chips Taiwan Semiconductor Manufacturing Co. fechou várias de suas fábricas na última sexta-feira (3), depois que seus sistemas foram atingidos por um vírus de computador, informou a Bloomberg. A TSMC é a maior fornecedora de semicondutores do mundo e produz componentes para empresas como AMD, Apple, Nvidia e Qualcomm.

A empresa disse à Bloomberg que esta é a primeira vez que um ataque de vírus afeta suas linhas de produção e que grau de infecção variou em cada unidade fabril. A companhia, porém, não revelou se as máquinas afetadas estavam produzindo processadores para a Apple, nem que receita foi perdida como resultado.

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A desaceleração chega em um momento crítico para a empresa, já que muitas empresas de tecnologia estão trabalhando para lançar sua próxima geração de produtos. Em maio, a TSMC começou a fabricar o chip A12 da Apple, que deve ser usado na linha de iPhones que será lançada em setembro. Os novos chips devem ser menores, mais rápidos e eficientes.

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Balanço divulgado na tarde de hoje (18) pelo Ministério da Saúde mostra que o Brasil tem 677 casos confirmados de sarampo. Segundo a pasta, atualmente, o país enfrenta dois surtos de sarampo – em Roraima e no Amazonas. Até terça-feira (17), foram confirmados 444 casos de sarampo no Amazonas, e 2.529 permanecem em investigação. Roraima confirmou 216 casos da doença e 160 continuam em investigação.

O ministério informou que, desde fevereiro, quando começaram a surgir os casos de sarampo, foram registradas três mortes: duas em Roraima e uma no Amazonas. Em Roraima, um caso suspeito de morte pela doença ainda está em investigação.

De acordo com o balanço, os surtos estão relacionados à importação. “Isso ficou comprovado pelo genótipo do vírus (D8) que foi identificado, que é o mesmo que circula na Venezuela”, diz a nota.

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Ainda segundo a pasta, alguns casos isolados e relacionados à importação foram identificados nos estados de São Paulo (um), Rio Grande do Sul (oito); e Rondônia (um). Até o momento, o Rio de Janeiro informou ao Ministério da Saúde, oficialmente, sete casos confirmados.

“Cabe esclarecer que as medidas de bloqueio de vacinação, mesmo em casos suspeitos, estão sendo realizadas em todos os estados”, diz o ministério.

 Em 2016, o Brasil recebeu da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) o certificado de eliminação da circulação do vírus do sarampo. Segundo o ministério, o Brasil está empreendendo esforços para interromper a transmissão dos surtos e impedir que se estabeleça a transmissão sustentada. “Para ser considerada transmissão sustentada, seria preciso a ocorrência do mesmo surto por mais de 12 meses", diz a pasta.

Vacina

Oferecidas gratuitamente pelo Ministério da Saúde para todos os estados, as vacinas tríplice viral (sarampo, rubéola e caxumba) e tetra viral (sarampo, rubéola, caxumba e varicela) fazem parte do Calendário Nacional de Vacinação e estão disponíveis ao longo de todo o ano nos postos de saúde em todo o país.

“É importante ressaltar que não há necessidade de corrida aos postos de saúde, já que as ações para controle do surto da doença, como bloqueio vacinal, nas localidades acometidas por casos de sarampo estão sendo realizadas com rigor”, diz  nota divulgada pela pasta.

Neste momento, o Ministério da Saúde está intensificando a vacinação das crianças, público mais suscetível à doença. “Entretanto, adultos não vacinados devem receber a vacina prioritariamente em locais onde há surto da doença, como em Roraima e Manaus (AM). Pessoas que já completaram o esquema, conforme preconizado para sua faixa etária, não precisam novamente receber a vacina”, acrescenta o ministério.

Crianças de 12 meses a menores de 5 anos de idade têm que receber uma dose aos 12 meses (tríplice viral) e outra aos 15 meses de idade (tetra viral). Crianças entre 5 anos e 9 anos de idade que não foram vacinadas anteriormente devem receber duas doses da vacina tríplice com intervalo de 30 dias entre as doses.

A campanha nacional de vacinação será realizada entre 6 e 31 de agosto, sendo o dia D no sábado (18). O público-alvo dessa estratégia são crianças de 1 ano a menores de 5 anos.

 

Segundo o ministério, a meta de vacinação contra o sarampo é de 95%. Dados preliminares referentes ao ano passado indicam que a cobertura no Brasil foi de 85,21% na primeira dose (tríplice viral) e de 69,95% na segunda dose (tetra viral).

Uma pesquisa desenvolvida por cientistas de Madri, na Espanha, descobriu que os sobreviventes do ebola geram anticorpos capazes de identificar as partes vulneráveis do vírus e neutralizá-lo. A descoberta é considerada um primeiro passo para a produção de uma vacina eficaz para todas as variantes do ebola.

O pesquisador do Serviço de Microbiologia e do Instituto de Pesquisa do Hospital Universitário 12 de Outubro, Rafael Delgado, explica que o estudo faz parte de uma nova estratégia chamada "vacinologia reversa" que busca identificar antígenos vacinais contra alguns agentes. A estratégia consiste em descobrir quais são as áreas mais vulneráveis dos vírus, que geralmente estão na superfície – nas proteínas que o envolvem – e conseguir vacinas capazes de induzir os anticorpos a identificarem essas áreas.

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Dessa forma, os pesquisadores demonstraram que em pacientes sobreviventes de ebola existem anticorpos especiais em proporção muito pequena, mas que reconhecem essas áreas escondidas e mais vulneráveis do vírus, presentes em todas as cinco variedades do ebola.

A expectativa é conseguir desenvolver uma vacina eficaz mas, segundo Delgado, os pesquisadores ainda estão nos primeiros passos, já que antes é necessário realizar pesquisas em ratos. A estimativa é de que os resultados fiquem prontos em um ano.

A estratégia está sendo utilizada também para avançar no desenvolvimento de uma vacina com eficácia mais prolongada para o vírus da gripe, e para outra contra o HIV, já que se demonstrou a existência de anticorpos igualmente protetores que reconhecem as regiões mais vulneráveis e escondidas do vírus. "Induzir a produção desses anticorpos mediante vacinas é agora o desafio da vacinologia no futuro", afirma Delgado.

A maioria das vacinas funcionam por sua capacidade de induzir a produção de anticorpos que reconhecem e neutralizam a superfície dos vírus, como é o caso das de sarampo e hepatite B. No caso do ebola, da gripe e do HIV, uma de suas barreiras é a variabilidade e a capacidade desses vírus para esconder as áreas mais vulneráveis de seu revestimento.

Em tempos de Copa do Mundo, algum desavisado poderia até pensar que se trata de uma bola de futebol. Na verdade, é a imagem tridimensional mais detalhada já feita do vírus da zika. O conhecimento cada vez mais profundo da estrutura desse flavivírus é essencial para o diagnóstico, para o desenvolvimento de remédios contra a doença e até para a criação de uma vacina.

Pesquisadores da Universidade de Purdue, nos EUA, foram os primeiros a revelar a estrutura do vírus da zika, em 2016, depois de o Brasil ter enfrentado uma epidemia de bebês nascidos com microcefalia porque suas mães tinham sido expostas ao vírus durante a gravidez.

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Agora, eles conseguiram uma nova imagem, com uma resolução ainda maior; equivalente, para se ter uma ideia, ao tamanho de dois átomos. É o maior zoom já feito em um vírus desse tipo. A descoberta foi publicada na edição online desta terça-feira da revista "Structure".

"Esta é a imagem mais precisa que temos do vírus até hoje", afirmou Michael Rossmann, professor de ciências biológicas da universidade. "O resultado nos dá novas formas de desenvolver compostos antivirais e nos dá também a base para a estrutura de uma vacina."

Para além das interações químicas entre remédios e vírus, existe uma questão estrutural, mais mecânica mesmo. Imagine esta imagem do vírus como uma estrutura formada de peças de lego.

Neste elevado grau de detalhamento, é possível enxergar "janelas" para a entrada de remédios e imunizantes. É possível também investir no design desses compostos para facilitar sua entrada no vírus. Dá para estudar também as partes da estrutura do vírus que se liga às células sadias para infectá-las.

"Estamos aprendendo como o vírus funciona para poder manipulá-lo e evitar a doença", explicou Rossmann.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o vírus está presente hoje em 86 países. Este ano, no Brasil, foram registrados cerca de 3 mil casos da doença, a maioria no Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste. Apenas uma morte foi confirmada.

Pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) estudam uma nova técnica baseada em análises químicas por raios infravermelhos para agilizar em até 18 vezes e de baratear em até 116 vezes o monitoramento da presença do zika em mosquitos Aedes aegypti. Segundo a Fiocruz, a técnica, conhecida como 'espectroscopia no infravermelho próximo', é simples, tem alta taxa de precisão e dispensa uso de reagentes, o que a torna uma alternativa potencial ao tradicional método de análise genética chamado 'qPCR'.

O infravermelho é largamento usado pela indústria farmacêutica, na agricultura e na medicina. Ele tem sido alvo de estudos de cientistas da Fiocruz, da Austrália e Estados Unidos. Os resultados preliminares são considerados animadores e acabam de ser publicados na revista científica Science Advances.

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A primeira etapa do estudo exigiu a calibração do equipamento de infravermelho para que fosse capaz de distinguir mosquitos Aedes infectados de mosquitos não infectados com o vírus. Foram utilizadas 275 fêmeas criadas em laboratório, com metade sendo alimentada com sangue com zika – proveniente da linhagem circulante no Brasil, isolada, em 2015, pelo Laboratório de Biologia Molecular de Flavivírus do IOC/Fiocruz. A outra metade das fêmeas, que funcionou como grupo controle, recebeu sangue não infectado.

A tecnologia de infravermelho foi usada para captar a intensidade de radiação da região do tórax e da cabeça dos mosquitos. “É no tórax que estão localizadas as glândulas salivares do Aedes. A verificação da cabeça permite constatar se ocorreu disseminação do vírus no corpo do mosquito depois da ingestão do sangue infectado. Isso é importante porque o Aedes apenas transmite o vírus na medida em que é capaz de liberá-lo na saliva durante a picada”, explica Rafael Freitas, pesquisador do Laboratório de Mosquitos Transmissores de Hematozoários do IOC/Fiocruz e coordenador da participação brasileira no estudo. Neste teste, a precisão do infravermelho ultrapassou 95%.

Na segunda etapa, foram utilizadas outras 412 fêmeas de Aedes. Enquanto metade recebeu sangue com zika, a outra metade cumpriu o papel de grupo controle. Neste segundo teste, além da análise na cabeça e tórax, também foi examinado o abdômen do inseto aos 4, aos 7 e aos 10 dias após a infecção. A verificação do abdômen é considerada importante visto que o intestino médio é o primeiro órgão do mosquito a entrar em contato com o vírus após sua ingestão durante a alimentação do inseto. Novamente, resultados positivos: a taxa de acurácia em relação à cabeça e ao tórax alcançou 97%; para o abdômen, 88%. “Notavelmente, a sensibilidade do ensaio é alta. O índice do abdômen pode ter apresentado uma taxa menor de acurácia, no entanto, precisamos levar em conta que esta parte do inseto não foi analisada no primeiro teste”, salienta Márcio Galvão Pavan, pós-doutorando do Programa de Pós-Graduação em Biologia Parasitária que atua no mesmo Laboratório.

 Custo

  Em comparação ao método tradicional, considerado de alto custo, demorado e invasivo, a nova técnica apresenta características proporcionalmente opostas. Considerando o custo dos reagentes utilizados no RT-qPCR e a remuneração paga a um profissional que precise analisar, por exemplo, 100 amostras, a técnica de infravermelho – que dispensa o uso de reagentes – apresenta um custo 116 vezes menor. Ainda, o novo método pode processar o mesmo número de exemplares em apenas 50 minutos, contra 900 minutos do método tradicional, sendo assim, 18 vezes mais rápido.

 Futuro

 Antes da implantação da técnica na rotina de análises, os cientistas precisarão incluir testes em mosquitos Aedes aegypti coletados na natureza já que, até o momento, foram realizados testes em condições artificiais, com a infecção do mosquito provocada em laboratório. A previsão é de que a técnica também seja avaliada para outros vírus, como dengue e chikungunya, assim como para a detecção do parasito causador da malária. As mudanças químicas que influenciam as diferenças observadas em insetos infectados e não infectados é outro ponto a ser compreendido.

O trabalho foi financiado pela Agência para o Desenvolvimento Internacional dos Estados Unidos; programa Stars in Global Health, do Canadá; Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq); e Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj).

 Com informações da assessoria

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) emitiu um alerta nesta semana orientando que os brasileiros reiniciem os roteadores de internet, tanto os domésticos, quanto os usados em escritórios. O objetivo é tentar barrar o ciberataque de um vírus russo que copia e rouba dados pessoais.

O alerta reforça um comunicado do FBI, que divulgou um relatório em maio informando que hackers russos comprometeram centenas de milhares de roteadores domésticos e de escritórios, e que poderiam coletar informações do usuário ou desligar o tráfego da rede. O problema foi detectado em mais de 50 países.

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"O MPDFT recomenda, ainda, a desativação das configurações de gerenciamento remoto e o uso de senhas fortes. Também é importante atualizar o software (firmware) do roteador. Os aparelhos infectados podem coletar dados pessoais, bloquear o tráfego de internet e direcionar os usuários para sites falsos de instituições bancárias e de e-commerce", informou o MPDFT, em comunicado.

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A fabricante de antivírus McAfee emitiu um alerta sobre um novo malware do Facebook Messenger que pode ser instalado sem que o usuário perceba para roubar as senhas dele. Segundo o comunicado, a ameaça virtual está sendo usada por criminosos virtuais para enganar as pessoas desavisadas com seu mais recente esquema de phishing.

"O FacexWorm é uma tendência desagradável que direciona as vítimas a falsas versões de sites, como o YouTube, e solicita que baixem uma extensão do Chrome para reproduzir o conteúdo de um vídeo", disse o principal defensor de segurança do consumidor da McAfee, Gary Davis, em entrevista ao The Sun.

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Ao instalar a extensão para supostamente assistir a um vídeo, o usuário, na verdade, está permitindo que o vírus se infiltre na sua máquina para roubar credenciais de alguns sites, incluindo o Google, por exemplo. Outro grande problema atrelado ao malware é que ele pode migrar de um dispositivo para outro.

Segundo o especialista, o vírus se aproveita um servidor de comando e controle para acessar o Facebook de um usuário infectado e multiplicar a quantidade de links falsos do YouTube. "Esses links são enviados para os contatos do usuário para disseminar ainda mais o FacexWorm", explicou.

Para evitar que o FacexWorm se infiltre na sua conta do Facebook, a McAfee oferece três conselhos. O primeiro deles é ter cuidado com os links enviados por mensagens. Mesmo se a URL for compartilhada por um amigo, o usuário deve se certificar que a fonte é confiável. Segundo a McAfee, é melhor permanecer cauteloso.

Em segundo lugar, o usuário pode alterar suas informações de login para garantir sua segurança. "Certifique-se de tornar sua próxima senha forte e complexa, por isso será difícil para os cibercriminosos violarem", diz  Gary Davis.

E por último, mas não menos importante, a McAfee recomenda ao usuário adicionar uma camada extra de segurança aos seus navegadores. Estima-se que mais de 1,2 bilhão de pessoas usem o Facebook Messenger atualmente.

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Teve início na manhã desta segunda-feira (23) a Campanha Nacional de Vacinação contra a gripe H1N1 em mais de 170 postos de saúde da capital pernambucana. Os locais específicos para os interessados em tomar a dose ficarão abertos das 8h da manhã às 17h. A campanha segue até o dia 1º de junho, sendo o Dia D em 12 de maio. 

A expectativa do Sistema Único de Saúde (SUS) é imunizar 90% dos 2,3 milhões de pessoas do grupo prioritário no Estado como crianças de seis meses a cinco anos, gestantes e mulheres no período pós-parto. Também devem se vacinar os maiores de 60 anos e profissionais das redes pública e privada de educação e de saúde.

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A campanha também contempla pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais: doença respiratória crônica, cardíaca crônica, renal crônica, hepática crônica, neurológica crônica; diabetes, imunossupressão, obesos, transplantados e portadores de trissomias.

Até o fim do mês de março, Pernambuco registrou 232 casos de síndrome respiratória aguda grave (Srag), que é quando há necessidade de internação de pacientes com febre, tosse ou dor de garganta associado à dispneia ou desconforto respiratório. Desses casos, apenas um foi confirmado por influenza A(H1N1), vírus que não foi identificado laboratorialmente no Estado no ano de 2017.

Com informações da assessoria

A influenza, comumente conhecida como gripe, figura entre as viroses mais frequentes no mundo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que cerca de 10% da população seja infectada anualmente por algum tipo de vírus influenza e que 1,2 bilhão de pessoas apresentem risco elevado para complicações relacionadas à doença. Entre elas, 385 milhões de idosos acima de 65 anos, 140 milhões de crianças e 700 milhões de pessoas com doenças crônicas.

Causada por mais de um tipo de vírus, classificados como A e B, a influenza tem diversos subtipos. Os subtipos A que mais frequentemente infectam humanos são H1N1 e H3N2, ambos com casos já notificados este ano no Brasil. Os subtipos B, por sua vez, são classificados como de linhagem Victoria e Yamagata. As informações são da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) que publicou uma série de perguntas e respostas sobre os diferentes tipos vacina utilizadas no país.

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Confira abaixo os principais trechos da nota técnica divulgada pela entidade:

Como funcionam as vacinas contra a influenza usadas no Brasil?
As vacinas influenza disponíveis no Brasil são todas inativadas (feitas com vírus morto), portanto, sem a capacidade de causar doenças. Até 2014, estavam disponíveis no país apenas as vacinas trivalentes, contendo uma cepa A/H1N1, uma cepa A/H3N2 e uma cepa B (linhagem Yamagata ou Victoria). As novas vacinas quadrivalentes, licenciadas desde 2015, contemplam, além dessas três, uma segunda cepa B, contendo em sua composição, as duas linhagens de Influenza B: Victoria e Yamagata. Em 2018, as vacinas trivalente e quadrivalente terão uma nova cepa A/H3N2 (Singapore), que substituirá a cepa A/H3N2 (Hong Kong) presente no ano anterior.

Qual vacina será utilizada na campanha deste ano feita pelo Ministério da Saúde?
Em 2018, a vacina utilizada na Campanha de Vacinação contra a Gripe do Ministério da Saúde será a trivalente, contendo uma cepa A/H1N1, uma cepa A/H3N2 e uma cepa B linhagem Victoria.

Este ano, teremos então vacinas tri e quadrivalentes disponíveis no país?
Sim, por alguns anos, deveremos conviver com as duas vacinas. Como ocorreu no passado em que, de acordo com a epidemiologia, vacinas monovalentes foram substituídas por bivalentes que, por sua vez, foram substituídas por trivalentes. A tendência para os próximos anos é a produção apenas de vacinas quadrivalentes.

As vacinas influenza podem ser utilizadas na gestação?
Sim, gestantes constituem grupo prioritário para a vacinação, pelo maior risco de desenvolverem complicações e pela transferência de anticorpos ao bebê, protegendo contra a doença nos primeiros meses de vida.

Pacientes alérgicos ao ovo de galinha podem receber a vacina?
Sim, esses pacientes podem receber a vacina influenza. Alergias a ovo, mesmo graves como a anafilaxia, não são mais contraindicação nem precaução.

Quais as reações adversas esperadas após a aplicação da vacina?
Os eventos adversos mais frequentes ocorrem no local da aplicação: dor, vermelhidão e endurecimento em 15% a 20% dos vacinados. Essas reações costumam ser leves e desaparecem em até 48 horas. Manifestações sistêmicas são mais raras, benignas e breves. Febre, mal-estar e dor muscular acometem 1% a 2% dos vacinados de 6 a 12 horas após a vacinação e persistem por um a dois dias, sendo mais comuns na primeira vez em que tomam a vacina.
Reações anafiláticas são extremamente raras. Em caso de sintomas não esperados (febre muito alta, reação exagerada, irritabilidade extrema, sinais de dor abdominal, recusa alimentar e sangue nas fezes, entre outros), é recomendado procurar imediatamente o médico ou serviço de emergência para atendimento e para que sejam descartadas outras causas.

Crianças que receberam duas doses da vacina em anos anteriores deverão receber duas doses da quadrivalente este ano?
Não é necessário. A regra geral, tanto para as vacinas quadrivalentes quanto para as trivalentes, é que crianças que receberam duas doses na primeira vacinação recebam, nos anos seguintes, somente uma dose.

As vacinas influenza podem ser aplicadas simultaneamente com outras vacinas?
As vacinas trivalente e quadrivalente contra a influenza podem ser aplicadas simultaneamente com as demais vacinas do calendário da criança, do adolescente, do adulto ou do idoso.

Pessoas imunodeprimidas podem tomar as vacinas contra influenza?
Tratam-se de vacinas inativadas, portanto, sem restrições de uso em populações imunocomprometidas, que têm indicação de vacinação especialmente reforçada.

A entidade tem alguma recomendação com relação às vacinas?
A Sociedade Brasileira de Imunizações recomenda o uso preferencial, sempre que disponível, da vacina quadrivalente, pelo seu maior espectro de proteção. Porém, a entidade reforça que, na indisponibilidade do produto, a vacina trivalente deve ser utilizada de maneira rotineira, especialmente em grupos de maior risco para o desenvolvimento de formas graves da doença.

A fabricante de aeronaves Boeing foi atingida pelo ataque cibernético WannaCry na quarta-feira (28), de acordo com um relatório do jornal Seattle Times. Embora a tentativa de invasão tenha desencadeado um alarme generalizado na empresa, executivos informaram que a investida foi controlada com danos mínimos.

O ataque ocorreu na fábrica localizada em Charleston, na Carolina do Sul (EUA). "Nosso centro de operações de segurança cibernética detectou uma intrusão limitada de malware que afetou um pequeno número de sistemas", afirmou a Boeing, acrescentando que a investida foi limitada aos computadores da sua divisão comercial e que as unidades militares não foram afetadas.

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O vírus WannaCry, que a administração do presidente Donald Trump atribui à unidade de ciberterrorismo da Coréia do Norte, explora uma falha no software do Windows para obter acesso a uma rede. Em 2017, sua disseminação causou um pânico generalizado e afetou hospitais, aeroportos e outros estabelecimentos em todo o mundo.

O WannaCry operava bloqueando as máquinas, obrigando os proprietários a pagar uma quantia em dinheiro para resolver o problema. A Microsoft mais tarde liberou atualizações para limitar a propagação do malware.

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