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As mantas para contenção do óleo que atinge o Litoral Sul de Pernambuco acabaram. Em entrevista ao LeiaJá, o secretário do Meio Ambiente do Estado José Bertotti afirmou que os últimos 200 metros foram destinados à proteção do Rio Sirinhaém. Boiando rumo ao Norte, no início da tarde desta sexta-feira (18), o resíduo foi registrado na praia de Aver o Mar. 

“O Governo Federal não está agindo de maneira coordenada” afirma o secretário. De acordo com Bertotti, o recebimento de novas mantas era aguardado por sua equipe no município de Rio Formoso, no entanto, não obtiveram êxito. 

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O requerimento foi feito através de um ofício enviado ao Ministério do Meio Ambiente, que também não chegou, apontou. Questionada pelo próprio secretário, a Marinha respondeu que não tem o retorno do Governo Federal de quando chegarão novas mantas. 

O gestor também relata que contatou a Aeronáutica para realizar o monitoramento aéreo do oceano. “Se você consegue identificar onde você encontra uma mancha, pelas correntes marítimas você vê para onde ela vai”, explica.

Ao secretário, a força militar destacou que teria condições de fornecer a ajuda. Porém, seria necessário um comando superior. O governador Paulo Câmara reforçou o pedido perante o Governo Federal, finalizou Bertotti.

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A Polícia Civil, através da Delegacia de Polícia do Meio Ambiente (Depoma), realizou uma operação de combate à comercialização irregular de orquídeas no bairro de Santo Amaro, no centro do Recife. Realizada na manhã desta sexta-feira (18), a Operação Cattleya conta com a parceria do Ibama.

Segundo a polícia, as orquídeas apreendidas foram coletadas indevidamente. “Essa fiscalização constatou orquídeas das matas silvestres”, resumiu o delegado Ademar Cândido, do Depoma.

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A ação deteve quatro pessoas por crime ambiental. Elas foram conduzidas à delegacia. As flores foram apreendidas e encaminhadas para perícia.

O secretário de meio ambiente do governo de Pernambuco, José Bertotti, classificou o Governo Federal como “absolutamente lento” nas ações para conter e investigar o petróleo na costa do Nordeste. Na manhã desta sexta-feira (18), o secretário confirmou fragmentos de manchas de óleo na Praia dos Carneiros, em Tamandaré, no Litoral Sul do estado. Na quinta-feira (17), uma força-tarefa coletou 1,2 mil litro de óleo em Alagoas, na divisa com o município pernambucano de São José da Coroa Grande.

“O governo federal foi absolutamente lento. Quando a gente fez o primeiro contato com o Ibama aqui em Pernambuco no dia 1º de setembro, a primeira tese era de uma mancha órfã”. Considerando a resposta insuficiente, o governo procurou a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). “No dia 1º de outubro ainda não tinha uma equipe organizada para identificação da fonte de vazamento”, critica o secretário.

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Ele acrescenta: “O governo federal ficou fazendo algumas ilações sobre de onde veio, de onde podia vir, mas não colocou a Polícia Federal para trabalhar”. O secretário destaca que foram as agências ambientais do Nordeste que se reuniram no dia 1º de outubro e decidiram acionar a Polícia Federal. “Só no dia 7 de outubro que o presidente da República criou uma portaria. Já fazia 38 dias que o óleo tinha tocado a praia em João Pessoa”.

Bertotti também chama a atenção para a ausência da convocação de universidades e institutos de pesquisa na portaria. “São aqueles que podem dar uma notícia mais abalizada, com informações de satélites, movimentação de maré e correntes marítimas.”. Nesta manhã, o secretário realiza novo voo de helicóptero no Litoral Sul de Pernambuco.

Pernambuco tem priorizado o fechamento dos estuários do Litoral Sul. As barreiras de contenção foram entregues à Marinha pela Petrobras, mas são consideradas insuficientes pelo governo estadual. Na quinta-feira (17), Pernambuco requisitou por ofício que o Ministério do Meio Ambiente disponibilize mais material “para que a gente não tenha o problema de ter condições de trabalho e não ter equipamento”, explica o secretário.

O petróleo tocou a costa do Nordeste no dia 30 de agosto. Segundo o último relatório do Ibama, da quinta-feira, 77 municípios de nove estados foram afetados. Foram identificados 29 animais afetados, sendo duas aves com óbito, uma ave viva, 11 tartarugas marinhas vivas e 15 tartarugas marinhas com óbito. Houve a captura preventiva de 486 filhotes de tartarugas marinhas.

Manchas de óleo alcançaram a Praia de Carneiros, em Tamandaré, no Litoral Sul de Pernambuco, informou o secretário de Meio Ambiente do estado, José Bertotti. Na quinta-feira (17), a força-tarefa de contenção coletou 1,2 mil litro de óleo no alto mar em Alagoas, próximo à divisa com São José da Coroa Grande, no Litoral Sul. Uma mancha de aproximadamente um metro de diâmetro também foi identificada na foz do Rio Una, em São José da Coroa Grande.

“A identificação que a gente fez [na Praia dos Carneiros] são fragmentos que provavelmente se desprenderam de alguma grande mancha, foram arrastadas pela maré e acabaram chegando na areia”, informou Bertotti. Equipes do governo já estão no local para iniciar a limpeza.

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O governo tem como trabalho prioritário a continuação do monitoramento em alto mar e o fechamento de todos os estuários no Litoral Sul. “Já fechamos ontem o estuário entre Alagoas e Pernambuco, fechamos o Rio Una e estamos trabalhando para fechar a entrada do Rio Formoso, que é um grande estuário, e também a entrada do Pontal de Maracaípe”, diz o secretário. Segundo Bertotti, as barreiras de contenção foram entregues à Marinha pela Petrobras, mas são insuficientes. O Governo de Pernambuco requisitou por ofício que o Ministério do Meio Ambiente disponibilize mais material.

Na noite da quinta-feira, o governador Paulo Câmara criou uma Sala de Situação para monitorar as manchas no litoral pernambucano. A Sala de Situação conta com representantes da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Estado, da Defesa Civil e da Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH).

O helicóptero da Secretaria de Defesa Social (SDS) decolou na manhã desta sexta-feira (18) para fazer novos monitoramentos na costa do litoral sul. No dia anterior, as equipes de contenção eram compostas por 70 pessoas ao todo. Parte da substância ainda alcançou a areia da praia, sendo retirada por voluntários e uma retroescavadeira. Uma ave foi encontrada com manchas de óleo. Nesta sexta, o trabalho envolverá cerca de 200 pessoas.

O petróleo tocou a costa do Nordeste no dia 30 de agosto. Segundo o último relatório do Ibama, da quinta-feira, 77 municípios de nove estados foram afetados. Foram identificados 29 animais afetados, sendo duas aves com óbito, uma ave viva, 11 tartarugas marinhas vivas e 15 tartarugas marinhas com óbito. Houve a captura preventiva de 486 filhotes de tartarugas marinhas.

Até o início da tarde desta sexta-feira (11), a Prefeitura de Salvador, Bahia, constatou fragmentos de petróleo em seis praias da cidade: a do Flamengo, Jardim de Alah, Jardim dos Namorados, Piatã, Itapuã e Buracão (Rio Vermelho). Equipes de limpeza estão atuando e monitoramento as manchas de óleo em todas as praias da capital baiana. Cerca de 20 quilos do material, que vem atingindo o litoral do Nordeste desde o fim de agosto, foram retirados das praias de Salvador. 

Marcus Passos, presidente da Empresa de Limpeza Urbana de Salvador (Limpurb), diz que os números de praias atingidas pode aumentar durante o dia e que todo o material recolhido está sendo guardado em locais isolados, ficando para análise de órgãos ambientais federais e estaduais. "É um dos maiores danos ecológicos em extensão do Brasil. Estamos falando de aproximadamente 2.400 quilômetros de litoral, ou seja, mais de 130 praias atingidas”, acentua Marcos. 

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Investigação 

O resultado conclusivo das amostras de petróleo encontradas no Nordeste, solicitadas pelo Ibama e pela Capitania dos Portos, e cuja análise foi feita pela Marinha e pela Petrobras, apontou que a substância encontrada nos litorais trata-se de petróleo cru.

Em análise feita pela Petrobras, a empresa informou que o óleo encontrado não é produzido pelo Brasil. A investigação da origem das manchas de óleo está sendo conduzida pela Marinha, enquanto a investigação criminal é objeto da Polícia Federal.

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Nesta quarta-feira (9), enquanto participava da audiência pública na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, na Câmara dos Deputados, o ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles recebeu o ‘Prêmio Exterminador do Futuro’, entregue por um jovem - ainda não identificado.

Ao pegar a estatueta do 'prêmio', que é um desenho representando Salles em cima de uma tora de uma árvore, o ministro a colocou embaixo da mesa e o rapaz foi retirado do local pelos seguranças. Confira o momento da entrega do ‘prêmio’.

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O ministro do Meio Ambiente (MMA), Ricardo Salles, nomeou o produtor rural Antonio Carlos Tinoco Cabral para ocupar o cargo comissionado de assessor técnico na Secretaria Executiva de seu gabinete.

Cabral, de 32 anos, é da região de Barretos (SP), ligado ao setor ruralista e à criação de gado e cavalos. Sob o ponto de vista financeiro, o cargo comissionado que será ocupado por Cabral está longe de ser o mais atrativo do serviço público.

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Trata-se de um "DAS 3", cujo salário é de, no máximo, R$ 5.685,55, e sem direito a imóvel pago pelo governo, mesmo vindo de outra cidade.

O ministro Ricardo Salles mantém aproximação com o setor do agronegócio. Questionado sobre os critérios técnicos que analisou para a escolha do novo assessor técnico do gabinete do Ministério do meio Ambiente, Ricardo Salles não se manifestou até o fechamento deste texto. Antonio Carlos Tinoco Cabral não foi encontrado pela reportagem.

A maior parte dos cargos de chefia e coordenação do MMA passou a ser ocupada por pessoas ligadas à Polícia Militar. O mesmo movimento de militarização ocorre no Ibama e no Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio).

Críticas a jovem ativista Greta Thunberg de 16 anos fizeram com que o técnico Tommaso Casalini, da equipe juvenil do Grosseto, da quarta divisão italiana, fosse demitido pelo clube italiano.

Casalini fez uma publicação em seu Facebook criticando Greta: “Essa aí tem 16 anos, já dá para bater. Idade para apanhar ela já tem", afirmou.

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O clube repudiou a atitude do treinador por meio de uma nota: "Após tomar conhecimento de sua postagem na rede social, o Grosseto comunicou que ao treinador do Juvenil, Tommaso Casalini, que ele estava liberado de sua função. Nossa equipe não compactua com esse tipo de comportamento, e prezamos sempre pelos valores morais juntamente aos valores técnicos".

Arrependido, o treinador voltou a fazer uma publicação, mas desta vez se redimiu: "Quero pedir desculpas publicamente a Greta Thunberg pelo post que escrevi no Facebook na semana passada. Foi um desabafo escrito em momento de raiva contra a jovem ativista sueca, utilizando linguagem totalmente equivocada e com um conteúdo do qual me arrependo".

A sueca Greta Thunberg voltou a pedir nesta sexta-feira (27), em Montreal, ao primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, e a outros líderes mundiais que façam mais pelo meio ambiente, antes de liderar um novo protesto do movimento "greve mundial pelo clima".

Em meio a uma atmosfera festiva, a enorme passeata começou no início da tarde, no centro da capital de Quebec. O primeiro-ministro também acompanhou o evento misturado na multidão.

"Somos pelo menos 500 mil", disse a ativista de 16 anos para os participantes. "Vocês podem se orgulhar de vocês!"

Thunberg estimou que "milhões" de pessoas se reuniram em todo o mundo nesta sexta-feira para exigir ações efetivas para conter o aquecimento global. "Continuaremos a fazê-lo até que eles nos escutem", alertou sob os aplausos.

"Por que estudar em um mundo sem futuro?", indicava um cartaz levado por um dos manifestantes citando a greve escolar iniciada por Thunberg.

A polícia não forneceu um número oficial de participantes.

A jovem que lidera a luta global contra a inação frente ao aquecimento do planeta considerou que, como a maioria dos dirigentes políticos, o primeiro-ministro canadense "não fez o suficiente" pelo meio ambiente, ao ser consultada a respeito durante uma breve coletiva de imprensa antes da manifestação.

No entanto, diante da pergunta, enfatizou que preferia não "apontar indivíduos, mas se concentrar em uma visão coletiva".

"Minha mensagem para os políticos de todo o mundo é a mesma: escutem e ajam em função do que diz a Ciência", exortou a ativista de 16 anos.

Recém-chegada de Nova York, onde discursou na cúpula do clima na ONU, Thunberg se reuniu com Trudeau nas primeiras horas da manhã.

- Trudeau criticado -

Poucos dias depois de disparar um contundente "Como se atrevem?" a dezenas de chefes de Estado e governo nas Nações Unidas, Thunberg vai liderar nesta sexta uma manifestação que deve ser uma das mais importantes da história do Canadá.

Em plena campanha para sua reeleição nas legislativas, Trudeau pretende se somar ao protesto.

A líder canadense dos verdes, Elizabeth May, muito criticada pela gestão governamental do meio ambiente, também participará do ato, enquanto o principal adversário de Trudeau, o conservador Andrew Scheer, recusou o convite e indicou um deputado local para comparecer em seu nome.

Trudeau corre o risco de ser interpelado pelos manifestantes com relação a suas políticas ambientais, em especial sua decisão de nacionalizar o oleoduto Trans Mountain, que leva petróleo de Alberta até a costa da Colúmbia Britânica, provocou o repúdio de grupos ambientalistas e algumas comunidades aborígenes.

Em parte graças ao "efeito Greta", os organizadores esperam mais de 400.000 pessoas nas ruas de Montreal. Outras manifestações estão previstas também nas principais cidades do Canadá.

Espera-se que Thunberg discurse no meio da tarde em frente à Organização de Aviação Civil Internacional (OACI, na sigla em inglês), uma entidade da ONU com sede em pleno centro da cidade.

Por mera coincidência, os dirigentes da entidade, frequentemente criticados pelo ativismo ambiental por sua contribuição às emissões mundiais de carbono, estão reunidos em Montreal desde a terça-feira e até a próxima sexta por ocasião de sua reunião trienal.

Reduzir a pegada de carbono do setor aéreo é um dos temas centrais desta reunião.

Na sexta-feira passada, mais de quatro milhões de pessoas, sobretudo jovens, se manifestaram em todo o mundo para celebrar um novo "Friday for Future", a ação de protesto iniciada há um ano pela jovem sueca.

Uma semana depois, a mobilização global começou em frente ao Parlamento da Nova Zelândia com mais de 40.000 participantes, e se seguiu com uma demonstração contundente na Itália, onde, segundo os organizadores, um milhão de pessoas marchou em diferentes cidades do país.

Depois de dizer ao vivo que a ativista Greta Thunberg "precisa de sexo" e que era "histérica", o jornalista Gustavo Negreiros foi demitido da rádio 96 FM de Natal, Rio Grande do Norte, onde apresentava o programa 96 minutos. O desligamento aconteceu nesta última quarta-feira (25), depois que o locutor voltou para pedir desculpas pelo que disse contra a garota que tem apenas 16 anos.

Ênio Sinedino, diretor da 96 FM, pediu desculpas pelo discurso de seu empregado e afirmou que a empresa é "radicalmente contra qualquer forma de discriminação - seja ideológica, machista, homofóbica ou ambientalista."

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A repercussão do discurso do jornalista Gustavo Negreiros foi tão grande que, das cinco empresas que patrocinavam o programa, quatro retiraram o investimento, restando apenas uma - até a publicação dessa matéria. A Unimed, uma das principais patrocinadoras do 96 Minutos, revelou que não dá para manter a imagem da empresa atrelada ao discurso do jornalista.

De acordo com a agência de notícias Saiba Mais, Gustavo ainda foi afastado do programa Radar da Notícia, da TV Tropicana, afiliada da Rede Record no Rio Grande do Norte. O jornalista ficará afastado temporariamente, sendo substituído na bancada do programa pela jornalista Suzy Noronha. A agência revela que ainda tentou entrar em contato com o superintendente da TV, mas ele não quis se pronunciar sobre o caso.

A Rádio 96 FM, do Rio Grande do Norte, está sentindo no bolso o resultado das declarações do apresentador Gustavo Negreiro. Durante o programa '96 minutos', Negreiro disse que a adolescente Greta Thunberg, de 16 anos, ativista pelas causas climáticas do mundo, "precisa de sexo" e que é "histérica". Não compactuando com as coisas ditas, algumas empresas - antes parceiras -, anunciaram nessa quarta-feira (25), que não vão mais patrocinar o programa.

As declarações do Gustavo, que também é advogado, foram dadas ao vivo nesta última terça-feira (24), depois que Greta participou do encontro promovido pela Organização das Nações Unidas em Nova York. 

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Por meio de sua conta no facebook, a Oral Sin Implantes lançou nota dizendo que não compactua com a opinião do jornalista. "Nós, inclusive, retiramos o patrocínio do programa", afirma. Procurada pelo LeiaJá, a Comjol construções também confirmou que não mais vai patrocinar o '96 minutos' "por não compactuar com as declarações do jornalista."

Ao site Saiba Mais, a Unimed Natal garantiu que suspendeu o testemunhal do programa. Em nota, a empresa disse que entender que o questionamento foi "muito forte". "Estamos trabalhando na expansão do hospital e não há como alinhar as duas imagens", acentuou a Unimed. A Unique Tecnologia e Segurança declarou que não investirá mais no programa por conta dos comentários que classificou como "machista, misógino e preconceituosos".

Arrependido

No programa desta quarta-feira (25), o apresentador mudou o tom e pediu perdão pelo que disse sobre a adolescente. Confira o vídeo

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Com um tom duro, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) usou o discurso na abertura da assembleia geral da Organização das Nações Unidas, em Nova York, para proferir ataques contra o líder indígena Raoni Metuktire, reconhecido internacionalmente por sua luta pela preservação da Amazônia e dos povos indígenas. 

Ao falar das terras e lideranças indígenas do Brasil, o presidente disse a visão de um líder não representa todos os índios brasileiros e salientou que eles são usados como peça de manobra pelos países estrangeiros.  

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“A visão de um líder indígena não representa a de todos os índios brasileiros. Muitas vezes alguns desses líderes, como o Cacique Raoni, são usados como peça de manobra por governos estrangeiros na sua guerra informacional para avançar seus interesses na Amazônia”, disse o presidente. 

Raoni é um dos líderes da etnia caiapó e, recentemente, esteve em périplo por países do mundo e se reuniu com líderes europeus como o presidente da França,  Emmanuel Macron - que também foi alvo de ataques de Jair Bolsonaro.

Bolsonaro foi até a reunião da cúpula da ONU acompanhado da índia Ysani Kalapalo e leu uma carta que, segundo ele, foi elaborada por um grupo de agricultores indígenas do Brasil que endossava apoio a Ysani e, após destrinchar o texto, o presidente disparou: “acabou o monopólio do senhor Raoni”.

Ainda sobre as terras indígenas, Bolsonaro disse que que não pretende ampliar o território que hoje é de 14% para 20%. Além disso, o presidente citou que índios também são responsáveis por queimadas na Amazônia. 

 

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) afirmou, nesta terça-feira (24), durante a abertura da 74ª reunião de cúpula assembleia geral da Organização das Nações Unidas (ONU) que acontece em Nova York que rechaçava os ataques que o país vinha sofrendo diante do que chamou de “mentiras” sobre a floresta amazônica e convidou os líderes mundiais presentes no encontro para visitarem o país e constarem a manutenção da preservação ambiental. 

Acompanhado pela índia Ysani Kalapalo, o presidente fez questão de ressaltar a presença dela na delegação brasileira ao abrir sua fala sobre o assunto e  observar que o seu governo “tem o compromisso solene com a preservação do meio ambiente”. “Nossa Amazônia é maior que toda a europa ocidental e permanece intocável. Prova que somos um dos países que mais protege o meio ambiente”, salientou o presidente. 

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No discurso, Bolsonaro alfinetou líderes estrangeiros que, segundo ele, promovem um ataque à soberania do Brasil. “Nesta época do ano o clima seco favorece as queimadas naturais e criminosas,  existe queimadas praticadas por índios e suas populações locais. Contudo, os ataques sensacionalistas que sofremos despertaram nosso sentimento patriota”, argumentou. 

"É uma falácia dizer que a Amazônia é um patrimônio da humanidade e um equívoco, como atestam os cientistas, afirmar que a Amazônia, a nossa floresta, é o pulmão do mundo. Valendo-se dessas falácias um ou outro país, em vez de ajudar, embarcou nas mentiras da mídia e se portou de forma desrespeitosa e com espírito colonialista. Questionaram aquilo que nos é mais sagrado, a nossa soberania", acrescentou Bolsonaro.

Sem citar o nome do presidente da França, Emmanuel Macron, mas deixando claro que era dele que ele estava falando, o presidente também disse que “de forma desrespeitosa e com espírito colonialista, questionaram aquilo que é mais sagrado” para o Brasil e, no G7, quiseram aplicar sanções ao país sem que ele fosse ouvido. Neste momento, Bolsonaro aproveitou para afagar o presidente americano, Donald Trump, a quem agradeceu por “respeitar a liberdade a soberania”. 

Terras indígenas

Jair Bolsonaro também passou boa parte da sua intervenção na assembleia da ONU falando sobre as terras indígenas no Brasil. O presidente salientou que 14% do território nacional pertence às etnias e não pretende ampliar para 20% como defendem líderes estrangeiros.  

“Nossos nativos são seres humanos, exatamente como qualquer um de nós. Eles querem e merecem usufruir dos mesmos direitos de que todos nós. Quero deixar claro: o Brasil não vai aumentar para 20% sua área já demarcada como terra indígena, como alguns chefes de Estados gostariam que acontecesse”, esclareceu.

Além disso, Bolsonaro também disse que a visão de um líder indígena não representa todos os índios brasileiros e mencionou como tal, o Cacique Raoni. 

“Existem, no Brasil, 225 povos indígenas, além de referências de 70 tribos vivendo em locais isolados. Cada povo ou tribo com seu cacique, sua cultura, suas tradições, seus costumes e principalmente sua forma de ver o mundo”, disse. “A visão de um líder indígena não representa a de todos os índios brasileiros. Muitas vezes alguns desses líderes, como o Cacique Raoni, são usados como peça de manobra por governos estrangeiros na sua guerra informacional para avançar seus interesses na Amazônia”, emendou.

De acordo com o chefe do Executivo brasileiro, dentro e fora do Brasil há quem queira manter os “índios como verdadeiros homens das cavernas”, mas agora o país tem um presidente que “se preocupa com aqueles que lá estavam antes da chegada dos portugueses”. 

Na fala aos líderes mundiais na assembleia da ONU, o presidente também citou que há interesses “especialmente das terras mais ricas do mundo” que, segundo ele, estão, por exemplo, nas reservas Ianomâmi e Raposa Serra do Sol onde existe “grande abundância de ouro, diamante, urânio, nióbio e terras raras, entre outros”.

“Isso demonstra que os que nos atacam não estão preocupados com o ser humano índio, mas sim com as riquezas minerais e a biodiversidade existentes nessas áreas”, cravou.

Histórico

Desde 1949, o Brasil abre o debate central da assembleia da ONU, mas nem sempre os discursos foram feitos pelos presidentes. De acordo com dados da Fundação Alexandre de Gusmão (Funag), Bolsonaro foi o oitavo chefe de Estado brasileiro a discursar. O primeiro foi João Baptista Figueiredo, em 1982. Até hoje, foram 20 discursos presidenciais no evento. 

Respeitando a tradição, também há a previsão de outros 37 pronunciamentos da reunião com os líderes dos países que integram a ONU. Além dele, também é esperado os discursos do presidente dos EUA, Donald Trump. da França, Emmanuel Macron; e da Argentina, Maurício Macri.

Jair Bolsonaro retorna ao Brasil ainda nesta terça-feira. 

O Brasil tem mais a perder do que ganhar ao adotar uma postura diferente em relação ao meio ambiente, pauta cuja defesa consolidou a imagem do País como um dos líderes globais dessa discussão nas últimas décadas, em especial em foros internacionais. "Houve a ruptura de um equilíbrio", afirmou o diplomata Marcos Azambuja ao jornal O Estado de S. Paulo.

Azambuja coordenou a Conferência da ONU sobre Ambiente e Desenvolvimento, a Eco-92, realizada no Rio, com 108 chefes de Estado para conciliar desenvolvimento econômico com conservação dos recursos naturais, há 27 anos. "O Brasil era visto como um sócio necessário e natural de uma causa comum e, agora, inspira desconfiança. O País não está sendo coerente com sua política ambiental desde a Eco-92", disse o diplomata.

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O Brasil se consolidou como protagonista, nos últimos anos, da defesa do meio ambiente e do desenvolvimento sustentável. O País estará agora diante do mundo na tribuna das Nações Unidas e enfrenta questionamentos por causa dos incêndios na Amazônia e da política ambiental. Como chegamos até aqui?

Houve a ruptura de um equilíbrio. Há muitos anos, o Brasil não era mais alvo de nenhuma reação mundial. Pelo contrário, era parte de um consenso. Agora, passamos a ter um comportamento permissivo demais e acusamos ONGs e países de conspiração. Depois de tantos anos de harmonia, temos uma relação conflituosa. O Brasil era visto como um sócio necessário e natural de uma causa comum, mas agora inspira desconfiança. Resolveu se distanciar de um consenso sobre meio ambiente e direitos humanos. Ainda que o Brasil tivesse suas especificidades, estava de acordo com o ideário global, tinha uma ideia de atenção sustentada sobre desenvolvimento sustentável. O mundo aceitava que o Brasil estava agindo com prudência, embora quisessem que fôssemos mais velozes.

O que fazer para mitigar possíveis danos na Assembleia-Geral das Nações Unidas?

No momento, desconfio da filosofia do nosso representante. Em condições normais, o objetivo seria restabelecer a confiança, já que a política externa é construída sobre confiança recíproca. Há uma repartição de responsabilidades, por isso é preciso diálogo e entendimento. Mas não vejo esses ingredientes. Minha impressão é de que a situação, diplomaticamente, tende a piorar antes de melhorar.

Que ganhos e prejuízos essa mudança em relação ao meio ambiente pode trazer?

Os prejuízos são mais fáceis de antever. Ganhos, não vejo nenhum. Vejo perdas na confiança internacional e na credibilidade. O Brasil deveria oferecer credibilidade para ter acesso a órgãos mais importantes e a mais mercados. A desconfiança é terrível, afeta investimentos, o turismo, a parte cultural. É bom ser visto como pacífico, construtivo, como um país que contribui para a criação de um consenso internacional. O Brasil é naturalmente um país multilateralista, tem dez vizinhos. Nossa vocação é o convívio, o diálogo, a integração, e temos de manter isso. Então, em termos de política externa, não é um bom momento.

Um dos marcos do País na defesa ambiental foi a Eco-92, da qual o sr. foi coordenador.

O mérito da Rio-92 foi encontrar no desenvolvimento sustentável uma fórmula salvadora. Ela foi marcada por grande otimismo. E dali surgiram muitos instrumentos que consagraram a ideia do desenvolvimento sustentável. Ela leva ao Protocolo de Kyoto, ao Acordo de Paris. Era uma fórmula que parecia boa para todos. O que não se imaginou é que a degradação do meio ambiente fosse ser potencialmente tão veloz e tão ameaçadora. Depois de Kyoto, há uma divisão: aqueles que pensavam que alterações climáticas tinham poucos anos para serem remediadas e os que acham essa visão um imenso exagero.

E no Brasil, o que mudou?

O País incorporou no seu ideário nacional a proteção do meio ambiente. Deixou de ser uma 'ideia estrangeira' para ser uma causa nacional. O Brasil começou a cuidar do meio ambiente não porque fosse bom para a Dinamarca, mas porque uma floresta queimada é ruim para nós. Então, se alinha com uma boa causa, participa de todas as COPs, da Rio +10, da Rio+20, até que assinamos as convenções do Acordo de Paris. O País ia navegando de maneira tranquila em harmonia com o mundo. Mas, agora, o Brasil não está sendo coerente com a sua política ambiental desde a Eco-92.

*O repórter viajou a convite da Organização das Nações Unidas

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, afirmou que o Brasil está indo "muito bem" nos compromissos firmados no Acordo de Paris, pacto mundial que prevê reduzir gradualmente a emissão de gases que causam o efeito estufa.

Em entrevista à emissora americana CNN, Salles defendeu que os números sobre o desmatamento na Amazônia precisam ser confirmados. "As queimadas não estão fora de controle", defendeu o ministro, que se esquivou de algumas perguntas da entrevistadora. Ele evitou esclarecer os planos concretos de sua pasta para o combate ao desmatamento e às queimadas.

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Ricardo Salles voltou a defender que proteção ao meio ambiente e desenvolvimento econômico para os povos da Amazônia são prioridades indissociáveis para o governo brasileiro.

O ministro do Meio Ambiente está nos Estados Unidos desde a última quinta-feira, reunido com investidores e autoridades locais, às vésperas da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Para Salles, o evento será uma oportunidade do presidente Jair Bolsonaro esclarecer "desinformações" sobre o desmatamento e a onda de queimadas na Amazônia.

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, afirmou que o Brasil quer "desmistificar" para a comunidade internacional, durante a Assembleia-Geral das Nações Unidas (ONU), que houve uma flexibilização da legislação ambiental durante o governo Bolsonaro. Segundo ele, é preciso esclarecer a situação da Amazônia e exaltar as oportunidades de investimento no País.

"(Queremos) Desmistificar essa falsa ideia de que houve um desmonte do sistema ambiental, de que houve flexibilização da legislação ou da fiscalização, de que o Brasil não se importa com meio ambiente. Não é verdade. Temos que esclarecer tudo isso para que essas mentiras ou desinformações não continuem a ser repetidas", disse o ministro, que recebeu o jornal O Estado de S. Paulo em um café no hotel onde está hospedado em Nova York.

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A presença do ministro coincide com a greve do clima, que mobilizou milhares de jovens em 130 países na sexta-feira, e permeia a Cúpula do Clima, que acontece nesta segunda-feira, 23, e a Assembleia-Geral das Nações Unidas, que será aberta na terça-feira, 24, com discurso do presidente Jair Bolsonaro.

Neste domingo, 22, um grupo de empresários brasileiros e organizações não governamentais promoveram em Nova York um evento no qual lançaram um desafio para construir o que chamam de "Amazônia Possível". O evento, voltado para pedir que o setor empresarial se comprometa a combater crimes ambientais em suas cadeias - a fim de conter o desmatamento na Amazônia - teve a presença de Salles. O ministro pediu para participar da discussão.

A presença do governo federal não estava prevista, mas Salles pediu para participar. Por uma hora e meia, escutou e tomou notas do que disseram pessoas como o empresário Guilherme Leal, cofundador da Natura e integrante do Conselho do Pacto Global da ONU, Marcello Brito, presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), e o cientista Carlos Nobre, da USP.

'Monalisa'. Ao final do evento, Salles foi convidado a se pronunciar. André Guimarães, do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia e facilitador da Coalizão Brasil Clima Florestas e Agricultura, que mediou o diálogo, pediu mensagens "inspiradoras" do ministro. Salles lembrou declarações dos participantes, mas não chegou a se comprometer com soluções.

"Vamos salvar a Monalisa como fazer mais, melhor", disse em referência a uma fala de Denise Hills, diretora de Sustentabilidade da Natura. Ela afirmou que o País está "queimando" sua "Monalisa", ao dizer que a Amazônia é o tesouro do Brasil. O ministro também disse que a chave é conseguir ambas as coisas: proteção do ambiente com desenvolvimento.

Durante sua manifestação, alguns participantes chegaram a sair da sala em protesto e dois jovens da organização Engajamundo fizeram uma manifestação silenciosa com máscaras no rosto que diziam: "Salles, ecocida".

Salles disse ao Estado que se tivesse espaço, gostaria de poder falar na Cúpula do Clima da ONU. O programa não inclui o Brasil entre os países que terão direito a discursar. A cúpula foi convocada pelo secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, para que os países sejam mais ambiciosos nos projetos de preservação.

O presidente Jair Bolsonaro desembarca na segunda-feira às 16h40 (horário de Brasília) em Nova York. Até o momento, a agenda do presidente está limitada à realização do discurso, marcado para as 10h de terça. A indígena Ysani Kalapalo, moradora de uma aldeia no Parque Indígena do Xingu, no Mato Grosso, irá acompanhar a comitiva brasileira. Ela foi convidada pelo presidente para viajar com a comitiva do governo aos EUA.

De acordo com o Itamaraty, ainda não está na agenda oficial um jantar com o presidente americano, Donald Trump, anunciado por Bolsonaro. O americano receberá chefes de Estado em um jantar na noite de segunda-feira.

O presidente brasileiro ainda se recupera de uma cirurgia feita no último dia 9. A equipe médica do Planalto acompanhará Bolsonaro na viagem. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Um filtro que purifica a água usando apenas a luz solar rendeu à empreendedora social baiana, Anna Luisa Beserra, 21 anos, o prêmio Jovens Campeões da Terra, da Organização das Nações Unidas (ONU) Meio Ambiente. É a primeira vez que uma brasileira recebe o prêmio.

A ideia do projeto, chamado Aqualuz, surgiu quando Anna Luisa ainda cursava o ensino médio, e viu um cartaz do Prêmio Jovem Cientista do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), que tem uma categoria voltada para a etapa escolar. Naquele ano, o tema foi Água - Desafios da Sociedade. “Eu quis pensar em algum projeto para participar que pudesse resolver uma das maiores problemáticas do Semiárido”, disse.

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Na época, a estudante não ganhou a premiação. Quando ingressou na Universidade Federal da Bahia, no curso de biotecnologia, decidiu tirar a ideia do papel. “Comecei a conhecer o empreendedorismo e a ver o potencial da ideia.”

O Aqualuz foi desenvolvido junto com outros estudantes da Universidade Federal da Bahia e da Universidade Federal do Ceará. Hoje, distribui água potável para 265 pessoas e alcançará mais 700 ainda neste ano.

Projeto Aqualuz

O Aqualuz funciona da seguinte forma: o filtro purifica a água da chuva coletada por cisternas de áreas rurais por meio de raios solares e um indicador muda de cor quando o consumo é seguro. A água é desinfetada sem o uso de substâncias nocivas como o cloro, por exemplo.

Para aqueles que pretendem seguir o caminho da ciência, Anna Luisa tem conselhos. “Eu diria que o primeiro passo é começar. Muitas pessoas têm ideias, mas não passam para a execução. Um fator que faz as pessoas desistirem é errar, achar que não vai dar certo. Isso é super normal, o Aqualuz está na versão 10, o que significa que erramos em pelo menos nove versões até chegar a um modelo funcional”.

O prêmio será entregue a Anna Luisa e outros seis vencedores durante a 74ª Sessão da Assembleia Geral da ONU, em 26 de setembro, em Nova York.

Jovens Campeões da Terra

O prêmio Jovens Campeões da Terra é inspirado no prêmio Campeões da Terra, que é o principal prêmio da ONU para pessoas cujas ações tiveram um impacto positivo e transformador no meio ambiente. Criado em 2017, o prêmio é voltado para jovens de 18 a 30 anos.

Neste ano, cada jovem vencedor receberá 15 mil dólares em capital para investir em seu projeto e US$ 9 mil para investimento em comunicação e marketing, além de mentorias e convites para participação em eventos globais.

O Brasil nunca havia sido destaque na premiação até este ano. Em 2019, das quase mil inscrições recebidas em todo o mundo, 158 foram do Brasil. Além de Anna Luisa, três jovens brasileiros estão entre os 35 finalistas globais.

De acordo com a representante da ONU Meio Ambiente no Brasil, Denise Hamú, a intenção é atrair cada vez mais jovens para o prêmio, estimulando o desenvolvam projetos voltados para o meio ambiente. “Os jovens, muitas vezes estão conectados com tecnologias e estão vendo problemas que são absolutamente invisíveis para todo mundo, mas que eles percebem”, disse.

Sobre as iniciativas contempladas na premiação, Denise afirmou que são multifacetadas, com elementos de mudança climática, envolvimento das comunidades, são aplicáveis e são replicáveis, são de baixo custo, simples. "O que a gente percebe é que as mudanças não precisam ser complicadas. Uma ideia simples pode achar soluções impressionantes”, afirmou.

Brasileiros finalistas

Bárbara Schorchit é formada em engenharia química, e natural do Rio de Janeiro. Ela fundou a empresa Genecoin, que utiliza tecnologias de blockchain - tecnologia por trás, por exemplo, das chamadas criptomoedas como o Bitcoin - para rastrear o uso da biodiversidade em toda a cadeia de valor de um produto.

Bernardo Andrade é cearense, formado em arquitetura e desenvolveu o projeto Casa do Seminárido, que oferece um modelo de arquitetura e engenharia domiciliar sustentável para lidar com a falta de água e o calor intenso da região. O projeto tem custo acessível, trabalha com economia circular, reciclagem e adaptação a mudanças do clima.

Felipe Villela é natural do Rio Grande do Sul, formado em agricultura sustentável. Ele fundou a empresa reNature, que utiliza técnicas agroflorestais para enfrentar desafios do desmatamento, degradação dos solos e recursos hídricos, ineficácia econômica e aumento de emissões causados por práticas agrícolas insustentáveis. A empresa aproxima especialistas e produtores.

 

No verso do bilhete da companhia de trem italiana, um quadro informa a quantidade emitida de dióxido de carbono por passageiro em viagem, conforme o meio adotado. De Roma a Veneza, são 17 quilos por pessoa a bordo de trem, 57 quilos de carro e 81 quilos de avião. Em Bled, na Eslovênia, cartazes deixam claro: há torneiras de água potável por toda a parte - não compre garrafas plásticas. Em pequenas cidades alemãs, o reúso de produtos é institucionalizado pela vizinhança, que organiza bazares de doação.

A preocupação com o consumo sustentável está por toda a Europa. Levantamento do Eurobarômetro, instrumento de pesquisas da Comissão Europeia, perguntou a jovens de 15 a 24 anos dos 28 países membros da União Europeia qual deveria ser a prioridade máxima do continente. Em 20 países, a maioria respondeu: combater a crise climática. Consciência, discurso e ações começam a andar juntos. E isso se reflete em novos hábitos. "A crise climática é a questão mais importante para o europeu médio hoje", diz Tiago Reis, pesquisador de meio ambiente na Universidade Católica de Louvain, Bélgica. "E a primeira coisa que qualquer um pode mexer é no que consome. Muitos já optam por soluções mais sustentáveis, mesmo quando custam um pouco mais."

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Isso é visível nas prateleiras do supermercado, é claro, cada vez mais dominadas por alimentos orgânicos e sempre com informações sobre quem produziu, onde e como. Mas também está na outra ponta, quando o descarte é feito de forma mais responsável. "Minha máquina de lavar louças, por exemplo, é de segunda mão e eu peguei em uma calçada", conta o artista plástico alemão Dieter Roos, morador do povoado de Münsingen, região de Stuttgart, no sudoeste da Alemanha.

Ele conta ser comum por lá colocar na frente de casa eletrodomésticos, livros e outros objetos que não queiram mais. E uma plaquinha, onde se lê zu verschenken, algo como "para doar". Pega quem quer. O que sobra, alguns dias depois, aí sim vai para o lixo. "Quem tem plantas no quintal põe até frutas e verduras, na época da produção. Cestos com maçãs, peras, cerejas", enumera Roos, enaltecendo a iniciativa comunitária que abomina desperdícios.

Transporte. Mas um dos principais vilões ambientais do dia a dia são os ires e vires motorizados. A ativista sueca Greta Thunberg, de16 anos, deixou em evidência o termo flygskam, expressão que significa "vergonha de voar". É um fenômeno de gente que não quer mais andar de avião por causa do impacto ambiental. Para dar um radical exemplo, ela cruzou o Atlântico a bordo de um iate movido só com energia limpa até Nova York, onde participará da Cúpula do Clima das Nações Unidas (ONU), que começa amanhã. "Não uso avião por razões climáticas", costuma dizer Greta, que opta pela malha ferroviária.

Na carona de outro termo que está ficando popular na Suécia - tagskryt ou "orgulho de andar de trem" - Greta já comentou que a decisão de cruzar o Atlântico em barco havia sido tomada porque "infelizmente não há uma linha de trem" capaz de ligar os continentes. Ontem, ela participou na ONU da primeira Cúpula Jovem do Clima, que reuniu ativistas de vários países.

Pesquisas. O meio acadêmico também segue o trilho. Pesquisadores da Universidade Chalmers de Tecnologia e da Universidade de Gotemburgo, ambas da Suécia, lançaram uma plataforma online para que o turista avalie as opções de deslocamento conforme o meio adotado em cada viagem: o site travelandclimate.org.

A plataforma considera cálculos da Agência Ambiental Europeia, que aponta que a emissão de dióxido de carbono por quilômetro é de 14 gramas por passageiro de trem - ante 285 gramas de quem vai de avião. E soma a isso o impacto ambiental estimado conforme a acomodação escolhida. Por fim, situa a viagem em uma escala de verde a vermelho, para alívio ou peso na consciência do turista.

Uma versão beta do sistema, em sueco, funcionou por cerca de um ano, antes de a plataforma ser lançada, e registrou mais de 50 mil usuários. Um dos pesquisadores que desenvolveu o sistema, o cientista Jörgen Larsson disse, no lançamento, que espera que a ferramenta auxilie a diminuir os impactos ambientais causados pelo ser humano. "Nossos estudos apontam que as emissões causadas pela aviação sueca é de cerca de uma tonelada de dióxido de carbono por cidadão. Isso é cinco vezes mais do que a média global", pontuou ele, com base em análise de banco de dados de 1990 a 2017.

Além do transporte em si, viagens também são uma oportunidade para pensar de modo sustentável por meio de ações menores. É o caso das garrafas plásticas. Durante o verão, Bled insiste nos avisos para que turistas não comprem água - tomem de suas torneiras públicas. "Acho muito bom que seja feita essa conscientização", diz a funcionária pública Francesca Meneghini, moradora de Lucca, na Toscana.

Ela passou férias na Eslovênia em agosto. "Na Itália também é comum ter fontes públicas de água. Mas nunca havia visto uma campanha enfática como a de Bled", afirma. "A consciência ecológica está também nas pequenas coisas."

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Apesar da promessa de um discurso "conciliatório", o presidente Jair Bolsonaro deve aproveitar sua fala na abertura da Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), na terça-feira, 24, para enviar recados à comunidade internacional. A estreia do brasileiro na organização terá respostas às críticas - na visão do governo, indevidas - feitas à política ambiental de Bolsonaro e à condução do combate às queimadas na Amazônia.

Desde a campanha eleitoral Bolsonaro foi classificado pela imprensa estrangeira como um populista de extrema-direita, com descrição dos episódios de retórica do brasileiro e sua visão a respeito de proteção ambiental. A pressão se intensificou em agosto, com a divulgação de dados sobre aumento do desmatamento e das queimadas na Amazônia no ano de 2019, e levou a um embate público entre Bolsonaro e o presidente francês, Emmanuel Mácron.

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Itamaraty e militares sabem que o momento é de "baixar a poeira" e, portanto, evitar novas polêmicas. Por isso, a linha a ser seguida pelo presidente será a adotada no pronunciamento na TV feito após a intensificação dos protestos internacionais sobre a Amazônia. A previsão é de que Bolsonaro repita que o governo brasileiro não tolera crimes ambientais, defenda a soberania no País, envie recados a Macron e indique que as queimadas na floresta tropical não atraíram a atenção da comunidade internacional em governos anteriores - sugerindo que há má vontade com sua gestão. O governo também deve trazer dados para repetir o argumento de que as queimadas estão na média de anos anteriores.

A ideia é tentar reverter a imagem de que as queimadas foram produzidas pelo governo Bolsonaro, segundo um diplomata, e abrir caminho para oportunidades econômicas na região. No discurso, o presidente deve indicar que o conceito de desenvolvimento sustentável existe com a contribuição do Brasil e que o País está aberto a iniciativas de desenvolvimento da região com cooperação do setor privado.

Bolsonaro vai citar no discurso a Operação Acolhida, de recebimento de refugiados venezuelanos. O programa, encabeçado pelos militares, tem boa recepção na comunidade internacional. Uma ala do governo trabalhava para que o foco do discurso fosse esse, com ideia de virar a apresentação para uma pauta positiva - mas o predomínio da fala será sobre a nova gestão de Bolsonaro e as respostas sobre a situação ambiental.

O presidente já afirmou que não pretende "apontar o dedo" para outros chefes de Estado em sua fala na ONU. "Nós temos que falar do patriotismo nosso, da questão da soberania, do que o Brasil representa para o mundo, sempre aberto, um país cujo povo é bem recebido em qualquer lugar. Aqui também tem formação de gente do mundo todo", disse Bolsonaro anteontem, a jornalistas. "A ideia é fazer um pronunciamento falando de quem nós somos, nossas potencialidades, o que mudou também. Não tem mais aquela questão ideológica."

Em paralelo, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, tem feito um périplo por redações de veículos de imprensa estrangeira, em Washington e Nova York, e representará o País na Cúpula do Clima, na qual o Brasil não terá direito a discurso. O governo quer ocupar todos os espaços em que o tema da Amazônia puder ser levantado, para tentar rebater críticos.

O texto a ser lido por Bolsonaro foi discutido pelo presidente com o chanceler Ernesto Araújo, o general Augusto Heleno, ministro do Gabinete de Segurança Institucional, e Eduardo Bolsonaro, filho do presidente. O assessor para assuntos internacionais do Planalto, Filipe Martins, também participou da elaboração do discurso.

Preocupados com o tom que o presidente adotará perante à comunidade internacional, a bancada ruralista enviou o senador Luis Carlos Heinze (PP-RS) como um emissário na interlocução com o Planalto, para assegurar que o presidente não criará novos atritos que possam ficar no caminho das negociações comerciais do País.

Discurso de Bolsonaro deve conter críticas à esquerda

O presidente pretende fazer críticas a Cuba e Venezuela durante sua fala, com a visão de que governos de esquerda nesses países levaram à corrupção e ao sofrimento da população. Um dia antes da abertura da Assembleia-Geral, Araújo irá representar o Brasil em encontro do Grupo de Lima e em reunião que poderá ativar o Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (Tiar).

O pacto, da época da Guerra Fria, pode permitir, no limite, uma intervenção militar na Venezuela. Militares e diplomatas brasileiros, no entanto, concordaram que o País seguirá se opondo ao uso de força. Há previsão, no entanto, de que, junto com Colômbia, o Brasil proponha a criação de uma estrutura formal para liberar a aplicação de sanções políticas e econômicas ao chavismo por parte dos países signatários do Tiar.

Durante os últimos dias, assessores discutiram também a duração do discurso, considerando que a fala não pode ser tão curta como o pronunciamento feito no Fórum Econômico de Davos, na Suíça, mas também que o presidente não se sai bem em discursos lidos.

Após cirurgia, Bolsonaro terá agenda restrita

Em recuperação após passar por uma cirurgia, o presidente terá agenda restrita durante a passagem de três dias pelos Estados Unidos, mas vai se reunir com o presidente americano Donald Trump para um jantar. Não há expectativa de outros encontros bilaterais na viagem.

Bolsonaro escolheu alguns dos ministros mais próximos para acompanhá-lo na viagem. Entre eles, o general Heleno, considerado um de seus principais conselheiros, e o chefe da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos. A primeira-dama Michelle Bolsonaro integrará a comitiva, além de Eduardo Bolsonaro, filho do presidente e indicado para assumir a embaixada do Brasil em Washington. O senador Nelsinho Trad (PSD-MS) também estará na viagem.

Passagem pela Assembleia deve ser marcada por protestos

A previsão de protestos e boicotes já dissuadiu Bolsonaro da ideia de visitar Nova York em maio. Agora, em meio a uma crise de imagem considerada nos bastidores por diplomatas como uma das mais sérias dos tempos recentes, Bolsonaro aceitou enfrentar os manifestantes para fazer o discurso de abertura da Assembleia-Geral da ONU.

Pelo menos dois protestos de rua estão convocados para recepcionar o presidente do Brasil em Nova York. O primeiro está previsto para a segunda-feira à tarde, quando Bolsonaro desembarca nos Estados Unidos. O ato "cancele, Bolsonaro" deve acontecer a partir das 18h (horário de Brasília), no Bryant Park, próximo aos hotéis onde as delegações estrangeiras se hospedam durante a Assembleia.

A manifestação está sendo convocada pelos movimentos Defend Democracy in Brazil, New York Climate Save Movement e Climate Save Movement. Na manhã do dia seguinte, ativistas também ligados à defesa da causa ambiental organizam protestos nas ruas próximas à sede da ONU, onde Bolsonaro estará discursando.

Dentro do plenário da Assembleia-Geral, Bolsonaro deve ser alvo de boicote de delegações como a cubana. Diplomatas do país discutiram nos últimos dias a possibilidade de a missão de Cuba na ONU não compareça no momento do discurso de Bolsonaro.

Não seria a primeira vez que isso aconteceria durante discurso do Brasil. Quando o ex-presidente Michel Temer abriu a Assembleia-Geral da ONU logo após o impeachment da presidente Dilma Rousseff, países da América Latina protestaram: chefes de Estado da Costa Rica, Venezuela, Equador e Nicarágua saíram do recinto quando o presidente brasileiro começava seu discurso. Representantes de Cuba e Bolívia nem chegaram a entrar no local. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O presidente Jair Bolsonaro está acertando os últimos detalhes do discurso que fará na 74ª Assembleia Geral das Nações Unidas, no próximo dia 24 de setembro, em Nova York, nos Estados Unidos. De acordo com o porta-voz do Palácio do Planalto, Otávio Rêgo Barros, um dos objetivos do governo brasileiro é desconstruir a imagem do país no exterior, após a repercussão negativa dos incêndios na Floresta Amazônia, nas últimas semanas.

"É um discurso de coração, onde ele vai defender as potencialidades do país e vai fazer uma defesa enfática daquilo que nós estamos realizando no tocante à questão do meio ambiente, ligada ao desenvolvimento sustentável, um pouco para desconstruir essa narrativa, particularmente no ambiente externo, de o Brasil não cuida da Amazônia, não cuida do meio ambiente, não está muito interessado nisso", afirmou Rêgo Barros, em entrevista à imprensa na noite desta quarta-feira (18), no Palácio do Planalto.

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Pela manhã, no Palácio do Alvorada, de onde despachou ao longo do dia, Bolsonaro se reuniu com o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, para tratar do discurso presidencial. Tradicionalmente, cabe ao presidente brasileiro fazer o primeiro pronunciamento na Assembleia Geral da ONU.

Viagem confirmada

A viagem do presidente, que até ontem estava condicionada ao aval da equipe médica, passou a ser tratada como agenda confirmada pelo Palácio do Planalto. "Hoje, o sentimento, a partir das análises da equipe médica do presidente, é de que não há mais dúvida com relação à confirmação da ida dele a Nova York", disse o porta-voz. Rêgo Barros chegou a dar 100% de garantia de que Bolsonaro vai embarcar para os EUA.

A previsão é que o presidente faça exames no início da manhã de sexta (20) e seja avaliado, em seguida, pelo médico Antonio Macedo, responsável pelas últimas três cirurgias de Bolsonaro. Ele virá especialmente de São Paulo para isso. Os procedimentos ocorrerão no Hospital DF Star, em Brasília, filial do mesmo hospital que o presidente ficou internado nos últimos dias, o Vila Nova Star, na capital paulista. Ele deve seguir despachando do Palácio do Alvorada, residência oficial, onde também tem realizado caminhadas e sessões de fisioterapia. No Twitter, o presidente postou hoje duas fotos tiradas no Alvorada:

O Palácio do Planalto também informou sobre uma alteração na agenda de viagem de Bolsonaro. A escala no estado norte-americano do Texas, que estava programada para o dia 25, durante o retorno do presidente ao Brasil, foi cancelada. Ele se reuniria, na cidade de Dallas, com empresários do setor de tecnologia. Em Nova York, aonde chega no dia 23, Bolsonaro tem encontro confirmado com o secretário-geral da ONU, António Gutérrez. Não estão previstos encontros bilaterais com outros chefes de Estado.

 

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