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Depois de uma forte recuperação em 2021, o crescimento das maiores economias da América Latina deve moderar para taxas de tendência, com a produção da maior parte dos países retornando aos níveis pré-pandemia ao fim de 2022, avalia a Moody's. Segundo a agência, a perspectiva de crédito para a região em 2022 é estável, representando uma melhora em relação à perspectiva negativa em 2021.

"Projetamos que os déficits fiscais irão diminuir e as taxas da dívida gradualmente ficarão estáveis, à medida que as medidas fiscais implementadas para conter os efeitos da pandemia sejam retiradas e o desempenho da receita melhore", diz o vice-presidente da agência de classificação de risco, Samar Maziad.

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Em relatório, a Moody's afirma que, apesar dos encargos mais elevados de dívidas para a maioria dos países latino-americanos, a expectativa é que as métricas de viabilidade da dívida continuem similares aos níveis observados antes da pandemia. Na projeção da agência, os países que enfrentam pressões de financiamento no curto prazo e onde os desequilíbrios permanecerão amplos serão exceções.

"A pandemia aumentou as tensões sociais e os riscos políticos na região, gerando pressões que complicarão a gestão fiscal e a formulação de políticas em geral", observa. Estruturas políticas mais fortes e redes de segurança social eficazes apoiarão os países a conter os riscos políticos e responder aos desafios de modo eficaz, diz a Moody's.

A agência de classificação de risco Moody's divulgou, nesta quinta-feira, 18, um relatório no qual afirma que o plano do governo brasileiro de privatizar a Eletrobras é positivo para o crédito da companhia, uma vez que a injeção de capital por meio de uma oferta de ações poderia melhorar o perfil de risco financeiro da estatal, especialmente em um momento no qual o governo enfrenta seus próprios problemas fiscais e tem capacidade reduzida de apoiar as necessidades financeiras da elétrica.

No entanto, a agência de classificação considera que a execução do plano de privatização pode se mostrar bastante difícil em 2018, por causa da evolução de processos políticos. A Moody's destaca incertezas relacionadas às exigências de reorganização de negócios, como a separação da Eletronuclear e de Itaipu do restante da companhia, e uma saída "bem sucedida" do negócio de distribuição.

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"As diretrizes preliminares contidas no plano de privatização do governo são construtivas para o perfil de crédito da Eletrobras porque ajudarão a companhia em sua estratégia de desalavacagem e fortalecerão sua capacidade de promover novos investimentos", afirma a vice-presidente e analista sênior da Moody's, Cristiane Spercel. O programa de investimentos da companhia totaliza R$ 20 bilhões até 2022.

De acordo com a análise de cenário da Moody's, se a privatização ocorrer conforme o planejado, a oferta de ações permitirá uma redução dos níveis de endividamento sobre patrimônio da companhia para o patamar de aproximadamente 40% a 45%, enquanto a relação dívida líquida sobre Ebitda (Lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) deverá cair para abaixo de 3,0 vezes em 2021, aproximando-se da média das pares regionais da Eletrobras.

A agência também destaca o plano de alterar as concessões de geração da estatal que hoje operam pelo sistema de cotas, argumentando que essa mudança, que permitiria à companhia vender a energia dessas usinas a preços de mercados, fará com que a Eletrobras fortaleça sua base de receitas em aproximadamente um terço de sua capacidade instalada. A Moody's pondera que os impactos positivos sobre o fluxo de caixa, porém, podem ser parcialmente compensados por fatores como adiamento da indenização para alguns ativos de transmissão, o aumento do risco hidrológico e encargos mais elevados para o setor.

A agência salienta também que, ao se transformar em uma corporação, com controle amplamente diluído, a Eletrobras também criaria condições para melhorar sua governança corporativa, mesmo que o governo mantenha, como planejado, uma "golden share". Para a Moody's, esta ação garantiria ao governo federal o poder de veto a algumas decisões de investimento, mas a interferência política, de um modo geral, provavelmente diminuiria.

A crise política foi um balde de água fria para o setor real da economia. Projetos que começavam a ser desengavetados pela retomada da atividade que estava se desenhando voltaram para a gaveta, à espera de qual será o encaminhamento das reformas. Enquanto isso, analistas começam a calcular as prováveis perdas no dia a dia das empresas e nos diversos setores.

Economistas já estão cortando as projeções de crescimento da economia este ano e no próximo. As estimativas preliminares sinalizam perdas para a atividade em 2017 entre R$ 25 bilhões, no cenário mais otimista, e R$ 170 bilhões, no mais pessimista, na comparação com que se esperava antes das denúncias envolvendo o presidente Michel Temer. É consenso entre os especialistas ouvidos pelo Broadcast/Estadão que o tamanho do estrago vai depender da duração da turbulência em Brasília e do desfecho da reforma da Previdência.

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Aos olhos dos investidores internacionais, o Brasil ficou mais arriscado, o que pode ser percebido na forte alta nas taxas do CDS (Credit Default Swap), uma espécie de seguro de crédito contra calotes. Esse papel chegou, no pior momento, a subir mais de 30%. Ontem, estava em 240 pontos base, alta de 21% comparado a um dia antes da delação da JBS.

Risco. A crise também acendeu o sinal de alerta nas agências de classificação de risco. A Standard & Poor’s (S&P) já colocou o País em observação para possível rebaixamento da nota soberana, por causa das "dinâmicas políticas mais estressadas", que podem afetar as reformas e o PIB. Ontem, a Moody’s alterou ontem a perspectiva do rating brasileiro de "estável" para "negativa", indicando que aumentou a chance de a nota ser rebaixada (ver box).

Os primeiros impactos da crise apareceram nos indicadores financeiros. Em apenas uma semana, as empresas brasileiras perderam R$ 161 bilhões em valor de mercado, segundo a Economática. Já as companhias com dívidas em dólar viram seus passivos aumentarem em R$ 7,2 bilhões. É claro que estes números podem ser revertidos se a situação se resolver, mas a deterioração do cenário econômico por causa da turbulência política já fez empresas adiarem planos de captação de recursos. A Log Commercial, do setor de logística e controlada pela MRV Engenharia, e a Ser Educacional, por exemplo, desistiram de ofertas de ações. Por sua vez, o IRB Brasil Re decidiu adiar sua aguardada abertura de capital.

A paralisia nas empresas já sinaliza impacto negativo para o PIB. A LCA Consultores acha pouco provável a manutenção da sua estimativa inicial de um crescimento de 0,9% este ano. O economista Francisco Pessoa Faria acredita que o mais provável é que a crise tenha um impacto de 0,4 ponto porcentual no PIB deste ano, trazendo a expansão para 0,5% e ocasionando perdas de R$ 25 bilhões, em um cenário mais favorável. Em um caso mais adverso e menos factível, a consultoria estima uma retração de 1,1% no PIB, com uma perda de R$ 127 bilhões. "Ainda existe muita fragilidade em todas as projeções, porque a conjuntura é muito incerta", pondera.

A contração econômica brasileira poderá chegar ao fim em 2016 e a perspectiva é de haver crescimento de 0,5% a 1% em 2017, afirmou nesta terça-feira (27) o analista sênior do grupo de risco soberano da Moody's, Samar Maziad, em conferência que ocorre em São Paulo. "Há sinais de que a contração chegou ao fim", afirmou, citando o sentimento do consumidor e dos investidores, além dos números da produção industrial.

Samar avalia que talvez o pior já tenha passado para o Brasil, especialmente em termos de crescimento, e considera que há ainda possibilidade de haver expansão superior a 1%, embora tenha ponderado que, por conservadorismo, a expectativa da agência de risco é de que o PIB tenha expansão inferior a 1%. Para este ano, Samar vê a economia com contração de 3,5%.

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Ela relembrou que o rebaixamento do Brasil de Baa3 para Ba2 foi motivado pelas incertezas políticas e a perspectiva de deterioração das métricas de dívida, para acima de 80% do PIB. "Hoje, estamos em uma situação diferente em relação a fevereiro, quando o rating foi alterado", afirmou.

Samar frisou ainda que no aspecto monetário, a inflação está convergindo para a meta, assim como as expectativas, o que pode causar efeito positivo sobre o juro e sobre o ciclo de crescimento, trazendo, por fim, implicações positivas para o aspecto fiscal.

A economia da Argentina deve contrair 1,5% este ano e a inflação ficará acima dos 30%, afirmou hoje a agência de classificação de risco Moody's.

Em relatório, a Moody's afirmou que o retorno da Argentina aos mercados de capitais internacionais é um feito significativo do governo do presidente Mauricio Macri. No entanto, maiores esforços para a correção dos desequilíbrios macroeconômicos serão necessários para que a perspectiva da nota de crédito do país apresente alguma melhora.

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"Esperamos que a nova abordagem do governo argentino não irá mostrar resultados positivos até o começo do próximo ano', afirmou, em nota, o analista da Moody's, Gabriel Torres.

A agência de rating acredita também que a recessão econômica deste ano irá criar desafios de curto prazo para consumidores, empresas e o governo. (Marcelo Osakabe - marcelo.osakabe@estadao.com)

A agência de classificação de risco Moody’s colocou a nota do Brasil em revisão para rebaixamento. Hoje, a nota está no nível Baa3, último degrau do grau de investimento, considerado referência de bom pagador para o mercado. Em até três meses, a Moody’s decidirá se rebaixa o Brasil para o grau especulativo.

Segundo a agência, a revisão se deve à rápida deterioração da economia e das tendências das contas públicas, além da reduzida chance de reversão desses problemas nos próximos dois a três anos. Em comunicado, a Moody’s citou a paralisia política como um dos entraves à melhora da economia.

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Caso o rebaixamento seja confirmado, a Moody’s será a segunda das três grandes agências de classificação de risco a tirar do Brasil o grau de investimento - a Standard & Poor’s já havia rebaixado o País em setembro. Como muitos fundos de investimentos internacionais só fazem aplicações em países que tenham o aval de bom pagador de pelo menos duas agências, pode haver uma forte saída de dólares do País.

Piora dos indicadores

O vice-presidente da Moody’s, Mauro Leos, informou ao Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, que a revisão da nota brasileira será concluída em até três meses. Antes disso, os técnicos da agência deverão fazer nova visita ao País.

"Queremos ver se nossa avaliação não está pessimista ou otimista demais", disse Leos, acrescentando que desde agosto os indicadores econômicos apresentaram piora. "Não é só o desempenho de 2015 que está sendo afetado. A evolução a médio prazo também."

Entre os pontos mais preocupantes, estão a perspectiva de forte contração da economia por dois anos seguidos e a tendência de crescimento do tamanho da dívida em relação ao Produto Interno Bruto (PIB). Pelos cálculos da Moody’s, a economia deverá encolher 3,5% neste ano e 3,0% em 2016. Já a dívida deve ficar em 68,5% do PIB em 2015 e avançar para 71,2% em 2016.

A expectativa é de que o resultado primário (receitas do governo menos despesas, sem contar os gastos com juros) seja de um déficit de 1% do PIB em 2015 e também em 2016. O déficit total, incluindo os gastos com juros, deve ficar em 9,9% do PIB em 2015 e 9,4% em 2016.

Ainda é esperado que a inflação feche este ano em 10% e desacelere para 6,5% em 2016, com a taxa básica de juros (Selic) se mantendo no atual patamar de 14,25%.

Sem reformas nem confiança. A crise política, na avaliação de Leos, dificulta o acerto das contas públicas. "É difícil esperar que haja reformas estruturais nesse contexto", afirmou. "É preciso ter a capacidade de se estabelecer acordos políticos para recuperar a confiança e os investimentos."

Em relatório, a Moody’s informou que "o crescimento da economia e superávits fiscais de pelo menos 2% do PIB são necessários para estabilizar os índices de dívida e assegurar sustentabilidade fiscal nos próximos anos, ainda mais se a carga de juros sobre a dívida do governo aumentar".

Petrobras rebaixada

Ainda nesta quarta-feira, 9, a Moody’s cortou a nota da Petrobras de Ba2 para Ba3 e a colocou em revisão para possível novo rebaixamento. O perfil de risco da empresa foi reduzido de b2 para b3.

Em comunicado, a agência informou que o rebaixamento reflete o elevado risco de refinanciamento da Petrobras, dada a deterioração das condições do setor, que torna ainda mais difícil levantar caixa por meio da venda de ativos. O aperto nas condições de crédito a empresas no Brasil e para a indústria do petróleo e a magnitude das necessidades de financiamento da companhia também contribuem para esse cenário. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A deterioração da situação fiscal, a instabilidade política e a investigação da Lava Jato vão continuar afetando negativamente a qualidade do crédito de emissores dos setores público e privado do Brasil ao longo de 2016, segundo relatório da agência de classificação de risco Moody's.

Esses fatores levaram à queda dos níveis de emprego e de consumo e dos salários reais, o que motivou a Moody's a prever que a economia brasileira terá contração de 3% em 2015 e de 1% em 2016.

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"Não vemos como a posição fiscal do Brasil pode melhorar no curto prazo devido à falta de consenso político, que tem impedido a administração atual de gerar superávits primários suficientemente grandes para conter o avanço do nível de endividamento", afirma Mauro Leos, vice-presidente e analista sênior da Moody's. "Não acreditamos que o Brasil possa alcançar crescimento real de 2% e superávits primários de pelo menos 2% do PIB até 2017-2018, o que é necessário para estabilizar a relação dívida/PIB."

Como resultado, o perfil de crédito de emissores da maioria dos setores no Brasil será pressionado pela demanda mais fraca, aumento nos custos de empréstimos, elevação da inadimplência e investimentos menores, de acordo com o relatório.

Embora a maioria dos emissores não-financeiros com grau de investimento que a Moody's avalia no Brasil tenha posição de liquidez adequada até pelo menos meados de 2016, o acesso aos mercados internacionais ficará mais caro para que os que não possuem grau de investimento, afetando seus planos de expansão e de melhoria de capital, diz o relatório.

A Moody's prevê que os preços fracos do petróleo, metais e produtos agrícolas vão prejudicar o desempenho operacional da Petrobras, da Vale e de outros produtores de commodities. Além disso, a recessão brasileira e o baixo nível de confiança dos consumidores devem pressionar a demanda nos setores de telecomunicações, construção e de empresas aéreas, mas a fraqueza do real deverá beneficiar exportadores de proteína e de produtos florestais, segundo a agência.

"E mesmo companhias de infraestrutura não associadas à Petrobras enfrentarão custos mais elevados de financiamento, uma vez que a alta dos juros nos mercados global e doméstico, aliada à preocupação dos investidores com a posição fiscal do país, limita o acesso aos mercados internacionais", diz a Moody's.

A agência também avalia que os riscos também estão aumentando para os bancos brasileiros, diante da alta nas taxas de inadimplência e da rentabilidade pressionada, embora o setor bancário esteja adequadamente capitalizado e deva ser capaz de absorver eventuais perdas.

A Moody's também espera que as companhias de distribuição de eletricidade continuem recorrendo aos mercados domésticos para financiar suas necessidades de capital e prevê que a demanda menor por energia beneficiará as geradoras hidrelétricas.

Há obstáculos "significativos" no Brasil que continuam a atrapalhar o crescimento das Parcerias Público-Privadas (PPPs) e o novo programa de infraestrutura do País não deve superá-los, afirma a agência de classificação de risco Moody's em relatório intitulado "Brazil's New Infrastructure Program Unlikely to Stimulate P3 Market" [Novo Programa de Infraestrutura do Brasil não deve estimular mercado de PPPs].

A Moody's cita o Programa de Investimento em Logística (PIL), que inclui US$ 66 bilhões em investimentos para atrair o setor privado para a construção de rodovias com pedágio, ferrovias, portos e aeroportos. Segundo a agência, a iniciativa tem como objetivo reverter o "grande fosso" entre o desenvolvimento de infraestrutura do Brasil em comparação a seus pares.

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"Nós não esperamos que este programa estimule significativamente o mercado de PPPs no Brasil no curto a médio prazos, como iniciativas anteriores de investimento em infraestrutura fizeram pouco para encorajar as PPPs de maneira sustentável", afirmou Alexandre De Almeida Leite, um dos vice-presidentes da Moody's.

A agência cita "vários desafios" para o avanço das PPPs no Brasil, entre eles o escândalo de corrupção revelado pela Operação Lava Jato e as investigações sobre 29 empreiteiras, o que dificulta a obtenção de financiamento para as companhias, aumentando seus custos para isso. Além disso, a Moody's diz que o setor público brasileiro não conseguiu identificar e estruturar oportunidades em PPPs de maneira adequada e geralmente não tem a expertise necessária para conduzir estudos de viabilidade dessas iniciativas, deixando isso nas mãos do setor privado.

"Há ainda considerações de prazo mais longo (leia-se, estruturais) também retardando o mercado de PPPs, como a burocracia legal do país, que retarda os prazos dos projetos e torna as PPPs menos atraentes tanto para o setor público quanto para o privado", acredita a Moody's. Ainda assim, a opção é atraente para governos estaduais e municipais, diz a Moody's, pois não entram no balanço dessas administrações. "Como resultado, os governos regionais e locais podem continuar a investir em setores intensivos em trabalho, como educação e saúde, sem violar os limites de dívida impostos pela Lei de Responsabilidade Fiscal do Brasil", diz De Almeida Leite.

A agência lembra ainda que o Brasil ficou na 65ª posição, em uma lista de 160 países, no índice de desempenho em logística do Banco Mundial. Entre os países do grupo de emergentes Brics, o País é o penúltimo na lista, atrás apenas da Rússia.

Em meio à visita de sua equipe ao Brasil, para analisar o rating soberano do País, a agência de classificação de risco Moody's divulgou nesta quinta-feira (16), relatório no qual afirma que a atividade econômica fraca continuará sendo um desafio para as empresas brasileiras pelo menos até meados de 2016. No texto, a Moody's diz que o PIB brasileiro deve recuar 1,8% este ano, em meio a incertezas políticas, inflação elevada e deterioração na confiança dos investidores. Já para 2016 é esperado um crescimento de 1,0%.

"A economia do Brasil encolheu 1,6% no primeiro trimestre de 2015, comparado com o mesmo período do ano anterior - pior do que a queda de 0,2% no quarto trimestre do ano passado", diz no documento o vice-presidente e analista sênior da Moody's, Marcos Schmidt. "As investigações de corrupção têm limitado significativamente a economia brasileira, pesando sobre os setores de construção e energia, com efeitos de contágio nas indústrias de aço e materiais de construção", acrescenta.

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A Moody's afirma que a operação Lava Jato, da Polícia Federal, tem deixado os investidores cautelosos sobre as empresas brasileiras não financeiras, limitando o acesso dessas companhias aos mercados globais de dívida. Além disso, a confiança de empresas e famílias tem se deteriorado, em função do aumento no endividamento dos consumidores, altas taxas de juros, crescente inflação e desemprego. A agência diz que os consumidores brasileiros cortaram gastos em bens duráveis e mesmo em itens não discricionários, como produtos farmacêuticos.

Schmidt aponta que as fracas condições econômicas e a reduzida demanda de passageiros vai limitar o crescimento da receita e das margens para as companhias aéreas brasileiras pelo menos até meados de 2016. O mesmo deve acontecer com as empresas de telecomunicação, com queda na base de consumidores e nas receitas, enquanto as mineradoras sofrem com a demanda global frágil e os preços baixos do minério de ferro e outros metais básicos. Já as fabricantes de celulose devem se beneficiar da queda do real. Ainda assim, a inflação, o desemprego e a retração na confiança dos consumidores deve impedir que essas empresas elevem preços.

Os fluxos líquidos para fundos mútuos e fundos de pensão no Brasil foram fracos no primeiro trimestre deste ano, comentou a agência de classificação de risco Moody's em relatório. Segundo a Moody's, a elevada volatilidade resultante da desaceleração da economia, da desvalorização do real e de acontecimentos relacionados à investigação da Petrobras se traduziram no segundo trimestre consecutivo de fluxos de saída de capital.

Os segmentos mais atingidos foram fundos de ações e multimercados, à medida que os investidores se tornaram mais avessos ao risco. "Essas duas classes de ativos provavelmente permanecerão sob pressão, tendo em vista as elevadas taxas de juros", afirmou a Moody's.

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A agência observou que veículos isentos de impostos também perderam ritmo, embora tenham continuado sendo uma importante alternativa de investimento. "Produtos substitutos aos fundos de investimento, como poupanças e LCI2/LCI3 perderam terreno no começo do ano em relação ao trimestre imediatamente anterior. No entanto, tendo em vista o benefício fiscal estendido fornecido pela renovada regulação, LCI/LCA continuarão sendo um importante concorrente para os fundos tradicionais enquanto as taxas de juros permanecerem altas", comentou a Moody's.

As contas de poupança, diz a Moody's, podem não se sair bem também, enquanto investidores de varejo enfrentam aumento da inflação e pressões de endividamento, bem como menores retornos reais.

Segundo a Moody's, grandes gerentes de ativos continuam se beneficiando das atuais condições do mercado. "Esses gerentes, muitos dos quais são afiliados de bancos, continuam se beneficiando do ambiente atual tendo em vista sua significativa oferta de produtos de renda fixa", observou a agência. "Por outro lado, gerentes de ativos independentes, que tendem a ser mais focados em fundos de ações e multimercados, terão mais dificuldades para aumentar seus ativos sob gerenciamento", acrescentou.

O analista sênior para rating soberano da Moody’s, Mauro Leos, manifestou em nota ontem que, nos vários cenários traçados para a economia do Brasil, mesmo o que considera algum apoio financeiro do governo à Petrobras, a dívida pública bruta não vai superar 70% do PIB.

"Esse nível (de dívida) continuará compatível com o rating atual do Brasil", que é de Baa2 - o segundo menor dentro da escala de grau de investimento da agência. "E isso nos manterá confiantes de que o governo vai responder com um plano crível para atingir a consolidação fiscal, a melhora das métricas da dívida e o fortalecimento dos investimentos e do crescimento", afirmou.

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De acordo com Leos, caso ocorresse um choque que elevasse os níveis da dívida para acima de 70% do PIB, isso poderia "certamente colocar pressão significativa" sobre o atual rating soberano. "Mas nossa avaliação sobre a força do crédito do Brasil poderá continuar sendo guiada pela nossa avaliação da credibilidade dos planos do governo e das perspectivas econômicas e fiscais do País para o médio prazo", completou.

Apesar de acreditar que, mesmo com um eventual apoio financeiro à Petrobras, a dívida do Brasil continuará num nível compatível com o rating atual, Leos havia dito, na semana passada, que há uma "interconectividade" alta da petroleira com a economia - ou seja, que uma piora na empresa poderia afetar a atividade do País, com consequente impacto na nota.

Ele havia ressaltado que as previsões para o Brasil este ano não eram nada animadoras, variando de estabilidade a queda de 1% no Produto Interno Bruto.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A agência de classificação de risco Moody's espera que o Produto Interno Bruto (PIB) real da Argentina deva contrair 1% em 2015, e que a inflação do país supere os 30%.

Em relatório divulgado hoje, a agência afirma que o país sofre por causa da alta e persistente inflação, da depreciação contínua das taxas de câmbio oficial e paralela e das políticas heterodoxas implantadas pelo governo. "Estes fatores já se traduziram em queda do investimento privado, e a situação deve piorar este ano", afirmou Valeria Azconegui, analista da Moody's.

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A situação da economia deve prejudicar a performance bancos do país. "Embora os bancos argentinos venham registrando alta lucratividade, os lucros reais são menores, às vezes negativos, depois de ajustados à inflação", diz a nota.

A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta quarta-feira, 25, que o rebaixamento da nota de crédito da Petrobras é "uma falta de conhecimento" do que está acontecendo na empresa, mas disse que a estatal tem "grande capacidade de se recuperar sem grandes consequências".

A presidente disse ainda que o governo sempre tenta evitar este tipo de rebaixamento, mas lamentou que não tenha ocorrido "correspondência" por parte agência. Questionada, a petista disse não acreditar que o downgrade sofrido pela Petrobras afete a nota de risco do País.

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O presidente nacional do PSDB, o senador Aécio Neves (MG), divulgou nota, nesta quarta-feira, 25, na qual diz que a retirada do grau de investimento da Petrobras, divulgada na terça-feira, 24, à noite pela agência internacional de risco Moody's, "é um desastre provocado pela incompetência do governo". "Uma empresa que até poucos anos era a que mais investia, hoje é a que tem o maior endividamento do mundo. Isso ocorreu pelo excessivo intervencionismo do governo e pelo aparelhamento da empresa, culminando com o maior escândalo de corrupção de nossa história", criticou o ex-presidenciável.

Para o tucano, o rebaixamento da estatal prejudica não somente a empresa petrolífera, uma vez que o custo de capitalização de todas as empresas brasileiras será, a partir de agora, maior. "É uma péssima sinalização", afirmou.

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Aécio avaliou ainda que, se o governo decidir socorrer a Petrobras, ajudando a pagar a dívida da empresa, o ajuste fiscal do País ficará ainda mais prejudicado. O senador mineiro concluiu a nota dizendo que uma empresa com um "corpo técnico competente, que é a empresa que mais investe em inovação, não merecia uma condução tão desastrosa, o que é exclusiva responsabilidade dos governos do PT".

Em linha com o comportamento dos demais ativos domésticos, a Bolsa brasileira opera em baixa de mais de 1%, refletindo a decisão da Moody's de rebaixar o rating de crédito corporativo da Petrobras para grau especulativo. Às 10h20, o Ibovespa cedia 1,32%, aos 51.188,57 pontos. As ações da estatal mostravam perdas em torno de 7%. Outros papéis de peso do índice também recuam, mas bem menos, como Vale ON (-0,14%) e Vale PNA (-0,31%). No setor financeiro, Itaú Unibanco PN caía 1,64%; BM&FBovespa ON, -1,31%; e Bradesco PN, -1,46%.

A Moody's rebaixou na terça-feira, 24, o rating de crédito corporativo da Petrobras em dois graus, de uma só vez, com a nota indo de Baa3 para Ba2, e passando a ser considerada grau especulativo, além de cortar todas as outras notas da empresa. Entre as preocupações dos investidores e do governo estão os possíveis reflexos na nota soberana do Brasil, uma vez que o próprio vice-presidente da Moody's, Mauro Leos, admitiu que há uma "interconectividade" alta da petroleira com a economia doméstica. E, ainda, a decisão coloca os holofotes sobre as demais agências de risco, que podem optar pelo mesmo caminho da Moody's.

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O rebaixamento gerou surpresa ao BTG Pactual, que esperava que o governo pudesse impedir o movimento, mesmo que com um aumento de capital. Em breve comentário a clientes, o banco justifica que não acreditava que a Petrobras fosse rebaixada, levando-se em consideração que o governo poderia usar a cartada do aumento de capital. "Agora temos receio de que o aumento de capital venha por necessidade", afirma a instituição, que mantém visão cautelosa para a estatal.

As ações preferenciais da Telefônica/Vivo sobem e estão entre as maiores valorizações do Ibovespa, com ganhos de 1,27%. A empresa anunciou ontem à noite que encerrou o quarto trimestre do ano com lucro líquido de R$ 1,260 bilhão, o que representa uma alta de 2,4% na comparação com o mesmo período do ano anterior.

No exterior, as bolsas europeias preservam o sinal negativo, em movimento de realização de lucros, enquanto os índices de ações futuros em Wall Street estão perto da estabilidade. O mercado aguarda a divulgação, às 12 horas, das vendas de moradias novas em janeiro. Neste mesmo horário, tem início o depoimento da presidente do Federal Reserve, Janet Yellen, desta vez, na Câmara dos Deputados.

As denúncias de corrupção envolvendo a Petrobras já afetam a avaliação de risco da estatal. Nesta quarta-feira (3), a agência de classificação Moody's decidiu rebaixar a nota que mede a gestão da estatal sem o suporte do governo. O pano de fundo é a fragilidade da governança corporativa da petroleira e sua capacidade de evitar prejuízo aos investidores causados por fraudes.

A agência rebaixou em um degrau a classificação do risco individual de baa3 para ba1. Apesar da queda, a nota ainda mantém a Petrobras no seleto grupo de empresas com selo de grau de investimento, ou seja, com maior acesso a crédito de grandes investidores internacionais. A Moody's, porém, não mexeu na nota global da Petrobras, que permanece em baa2, com perspectiva negativa.

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A decisão de hoje pode ser uma indicação de que a Petrobras corre o risco de ter sua nota global rebaixada em breve. Mas, segundo fontes, a chance da petroleira perder o grau de investimento é mínima.

Para que isso aconteça, a Moody's teria que rebaixar em mais dois níveis a classificação da Petrobras. O que tem sustentado a nota global da companhia é a certeza de que a estatal poderá sempre contar com o apoio do Tesouro Nacional.

A Moody's já havia demonstrado confiança no governo ao justificar a manutenção do grau de investimento da petroleira em outubro. Naquela ocasião, a agência já havia rebaixado a nota global da petroleira, de Baa1 para Baa2. A decisão foi justificada pelo alto grau de endividamento da empresa.

Apesar de o mercado ainda não conhecer os resultados da companhia no terceiro trimestre, que teve a divulgação suspensa após a auditoria externa Pricewaterhouse Coopers (PwC) se recusar a revisar os números sem um aprofundamento das investigações de corrupção, o rebaixamento expressa o pessimismo com o cenário econômico da companhia. A avaliação é que pesou na decisão da Moody's, além do cenário de incertezas diante do impacto contábil da corrupção no caixa da empresa, a possibilidade de a Petrobras ter suas dívidas cobradas antecipadamente pelos credores.

Fator que pesa sobre essa avaliação é a alavancagem da companhia, medida pelo ela relação entre endividamento líquido e patrimônio líquido. No segundo trimestre, a alavancagem ficou em 40%, acima do patamar de 35% desejado pela estatal. A perspectiva da Petrobras é que o indicador só volte aos níveis desejados após 2018. Atualmente, a companhia possui mais de R$ 308 bilhões em endividamento bruto.

Parte deste valor é em moeda estrangeira, o que expõe a companhia às oscilações e pressões do câmbio. O que preocupa a companhia e os investidores é que parte desses títulos de dívidas condiciona o prazo de vencimento à apresentação atualizada das informações financeiras. Como não houve o balanço do último trimestre, poderia acontecer uma corrida de antecipação de resgate dos títulos, ampliando o custo para a empresa.

Até junho, a companhia registrou em caixa operacional de R$ 30,5 bilhões e investimentos de R$ 41,499 bilhões. No acumulado do primeiro semestre, o lucro da estatal somou R$ 10,352 bilhões, retração de 25% em relação ao mesmo período do ano passado.

O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) global não deve se recuperar de forma significativa nos próximos dois anos, uma vez que a gradual desaceleração na China e impedimentos estruturais à expansão na zona do euro, no Brasil e na África do Sul continuam pesando na atividade econômica, avaliou a Moody's em relatório sobre a perspectiva econômica mundial.

Para os países que integram o G-20, a agência de classificação de risco prevê crescimento em torno de 3% em 2015 e 2016, após um avanço estimado de 2,8% em 2014.

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"A maioria dos fatores que têm pesado no crescimento do PIB global em 2014 continuará nos próximos dois anos, incluindo a desaceleração gradual na China", prevê Marie Diron, vice-presidente sênior da Moody's e autora do relatório. "Além disso, deficiências estruturais em alguns países e regiões - incluindo a zona do euro, o Brasil e a África do Sul - também previnem uma recuperação significativa do crescimento", diz ela.

Diante da fraqueza de indicadores econômicos recentes, a Moody's prevê que o PIB da Europa crescerá menos de 1% em 2015 e 1,3% em 2016, após expandir 0,7% neste ano. Até 2019, a agência prevê que a economia da zona do euro será 17% - ou 1,7 trilhão de euros - menor que seria se a tendência de crescimento anterior à crise financeira tivesse se mantido.

Em meio às denúncias de corrupção, rebaixamento da nota de classificação de risco pela Moody's e desvalorização das ações, a Petrobras lançou uma pesquisa entre os seus acionistas para avaliar o interesse em seus papéis. O Departamento de Relações com Investidores da petroleira informou que o trabalho não tem relação com os "problemas" pelos quais a companhia vem passando, mas funcionará como um termômetro da sua imagem.

Mensagem enviada pelo RI da Petrobras aos acionistas relata que a Checon Pesquisa foi contratada para ouvir a opinião sobre os investimentos da petroleira. Diz ainda que o grupo de acionistas que participará da pesquisa será escolhido por sorteio e contatado pela Checon para confirmar o interesse em participar da pesquisa.

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Nesta terça-feira (4), dia em que comunicou ao mercado a intenção de ouvir os acionistas sobre os seus investimentos, a Petrobras acumula perdas, em um mês, de 20%, no caso das ações preferenciais, e de 19%, das ordinárias.

A agência de classificação de risco Moody's divulgou nesta quarta-feira (8), um comentário sobre a situação brasileira após o primeiro turno das eleições presidenciais. O texto, intitulado "Brasil vai para o segundo turno em meio a crescentes desafios econômicos e fiscais", não é uma decisão sobre a nota soberana, cuja perspectiva foi rebaixada para negativa no mês passado.

Segundo a agência, o rating do Brasil não depende de quem vencer a eleição e sim da capacidade do novo governo de reverter a deterioração que tem sido observada nas métricas de dívida, na política fiscal e na situação econômica. A Moody's diz que há pouca clareza nas propostas apresentadas até agora por Aécio Neves (PSDB) e Dilma Rousseff (PT), o que pode ser uma estratégia política. "Entretanto, de agora em diante, eles terão de deixar mais claro quais serão suas prioridades", diz o texto.

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A Moody's avalia que o debate econômico deve se focar na oposição entre crescimento e inflação e na gestão das políticas fiscal e monetária. "Com base em ações e declarações anteriores, nós acreditamos que a mensagem econômica de Dilma provavelmente enfatizará o crescimento e programas sociais, enquanto Aécio deve focar mais na estabilidade macroeconômica e a necessidade de reformas."

A agência afirma que a reação positiva dos mercados financeiros brasileiros após o bom desempenho de Aécio no primeiro turno reflete o que os investidores veem agora como uma disputa apertada entre ele e Dilma e, consequentemente, "uma maior probabilidade de medidas políticas que poderiam aliviar as tendências negativas econômicas e fiscais atuais".

A Moody's afirma que a tendência dos investidores preferirem Aécio ressalta os desafios que Dilma teria em um segundo mandato. Mesmo assim, isso só afetaria o rating do Brasil se a confiança dos investidores no começo do próximo governo aumentasse a probabilidade de mudanças substancias e sustentáveis no perfil de crédito do País.

A Moody's explica que, independentemente de quem ganhar, o ambiente recessivo e a deterioração das métricas fiscais sugere que o próximo governo vai enfrentar desafios significativos. A agência aponta que, até recentemente, o governo era capaz de conter o impacto negativo do fraco crescimento econômico nas contas públicas, contando com elementos que davam espaço de manobra, apesar de limitado. "Nós acreditamos que esse espaço basicamente acabou e que a próxima administração terá de operar em um ambiente caracterizado pela limitada flexibilidade fiscal".

A agência de classificação de risco Moody's alterou a perspectiva para o sistema bancário brasileiro de "estável" para "negativa", citando as "dificuldades crescentes no ambiente operacional do País". Segundo a Moody's, isso deverá restringir os volumes de negócios, prejudicar a qualidade dos ativos e reduzir a rentabilidade.

"Esperamos que a economia brasileira cresça menos de 1% neste ano e apenas 1% no próximo", afirmou Ceres Lisboa, vice-presidente da Moody's e coautora do relatório Perspectiva do Sistema Bancário Brasileiro, acrescentando que "inflação persistentemente elevada, um abrandamento do mercado de trabalho e declínio da confiança dos consumidores e do empresariado vão prejudicar tanto a demanda por crédito como os lucros dos bancos".

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No relatório a Moody's comenta que o crescimento econômico nos últimos três anos tem sido "opaco", elevando o risco de crédito para as empresas. "Além disso, as políticas intervencionistas do governo continuam minando o sentimento do investidor e obstruindo investimento", diz o documento. "E, com o ciclo de expansão conduzido por consumo exaurido em grande medida, qualquer crescimento econômico dependerá de um reequilíbrio das políticas do governo para restaurar a confiança."

"As políticas fiscal e monetária divergentes no país e as próximas eleições adicionaram ainda mais incerteza entre os investidores, o que deverá pesar ainda mais sobre a capacidade dos bancos para gerar capital", afirmou Lisboa.

O relatório observa, por outro lado, que a liquidez está forte, especialmente para os maiores bancos, e uma desaceleração na concessão de empréstimos deverá reduzir as necessidades de financiamento e melhorar os níveis de capitalização das instituições. Outro ponto positivo é que as amplas reservas e capital devem permitir que os bancos absorvam grandes perdas no caso de dificuldades, segundo a Moody's.

"Ainda assumimos que instituições sistemicamente importantes receberão suporte no caso de necessidade, mas, diante da escala crescente do sistema e das condições fiscais enfraquecidas do governo, fornecer suporte suficiente irá se tornar mais difícil e os reguladores no Brasil agora estão considerando regimes de resolução que até mesmo poderiam eliminar o suporte do governo para algumas classes de dívida dos bancos", afirmou Lisboa.

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