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O PT deve apresentar um plano substantivo de recuperação econômica do país. O líder do partido no Senado, Humberto Costa, afirma que com o aumento do preço da gasolina, do botijão de gás e da carne não é mais possível esperar. O parlamentar ressalta que 55 milhões de pessoas vivem na pobreza e a fome voltou em todo o Brasil, onde existe pessoas em situação de vulnerabilidade. 

"Lula conduzirá um grande encontro para discutir soluções à crise econômica. Uma pauta para gerar empregos, aumentar a renda e incluir um modelo solidário de Reforma Tributária no debate será anunciada em breve. O povo não é problema. É solução para ele. E é assim que a gente vai mudar o Brasil: a partir da construção de uma ampla frente que reúna todos aqueles com disposição de transformar o país e nos afastar desse caminho torto pelo qual hoje andamos”, declara Humberto.

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O senador avalia que Bolsonaro se mostrou "um fracasso antes mesmo do fim do primeiro ano". De acordo com Humberto, o PT vai apresentar uma pauta legislativa "consistente para sinalizar o caminho do Brasil construído junto com os brasileiros, longe do atraso e do retrocesso encarnado pela atual gestão", pontua.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta segunda-feira (9) que o governo tem acertado na agenda de reformas como a da Previdência para tirar o Brasil da crise. Segundo ele, somente a recuperação econômica vai permitir a retomada do emprego e de melhorias na área social.

Maia citou a reforma da Previdência como um exemplo para reduzir desigualdades. Para ele, a agenda econômica do governo tem contribuído para controlar o crescimento da rejeição ao presidente Jair Bolsonaro.

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“É bom para ele [Bolsonaro] compreender que essa é a agenda que vai tirar o Brasil da crise. Ninguém quer que o governo dê errado, queremos que o governo dê certo, independentemente de estarmos ou não no governo”, afirmou Maia.

Partidos de centro

Questionado sobre o movimento de partidos de centro que têm buscado se unir para uma atuação mais coesa no Legislativo, Maia afirmou o objetivo é mostrar que esses parlamentares têm atuado de forma decisiva para aprovar matérias importantes.

“É um movimento para mostrar nossas ideias de como ajudar o Brasil. Depois, cada partido cuida do seu projeto partidário na eleição seguinte, nosso projeto não é eleitoral”, disse o presidente da Câmara.

*Da Agência Câmara Notícias

 

O parlamentarismo vive uma crise, principalmente na Europa. Países como Espanha e Itália não conseguem formar governos estáveis, enquanto partidos tradicionais têm dificuldades para manter apoio popular, como no Reino Unido e na Alemanha. A turbulência, segundo especialistas, está ligada à polarização, à fragmentação política e ao declínio dos partidos tradicionais.

Noah Wanebo, consultor da firma Harwood Levitt, de Bruxelas, diz que a polarização aumentou a participação nas eleições, dando à democracia europeia mais legitimidade. No entanto, Parlamentos mais expostos ao extremismo, segundo ele, prejudicam a governabilidade. "A polarização entre nacionalistas e liberais, entre comunidades urbanas e rurais, entre Leste e Oeste, acabou com as forças centristas na Europa", afirma.

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De norte a sul na Europa, os partidos tradicionais vão lentamente se esfacelando. Em nenhum país isto é mais claro do que na Espanha. No dia 10 de novembro, os espanhóis foram às urnas pela quarta vez em quatro anos para tentar dar fim ao impasse político que se arrasta desde abril.

Os socialistas, liderados pelo primeiro-ministro Pedro Sánchez, foram os mais votados na eleição de novembro, mas não conseguiram maioria para governar sozinhos - nem um acordo com outro partido de esquerda, o Podemos, dirigido por Pablo Iglesias, foi capaz de dar solidez ao governo - Sánchez agora terá de buscar apoio dos partidos separatistas catalães.

A crise na Espanha passa pela falta de empatia com os dois partidos tradicionais: Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), de esquerda, e o Partido Popular (PP), de direita. O distanciamento causou a criação de partidos duplicados: o Podemos passou a disputar votos com o PSOE e o Ciudadanos a competir com o PP - mais tarde, o Vox, de extrema direita também atraiu eleitores conservadores. A fragmentação tem sido falta para a democracia espanhola.

Na Itália, a insatisfação com a política tradicional também cobrou um preço. O Movimento 5 Estrelas (M5S) se tornou o partido antiestablishment. A polarização se manteve entre esquerda, representada pelo Partido Democrático (PD), e a direita, encarnada pela Liga, que substituiu a liderança de Silvio Berlusconi. Com três forças antagônicas no Parlamento, a tarefa de formar um governo ficou ainda mais difícil - o país já teve 64 governos desde a 2.ª Guerra.

No Reino Unido - que vai às urnas nesta quinta-feira, o problema vai além da crise dos partidos tradicionais. A questão é a ausência de carisma dos líderes das duas maiores legendas. O premiê conservador, Boris Johnson, sofreu derrotas humilhantes no Parlamento e só não caiu porque seu rival, Jeremy Corbyn, do Partido Trabalhista, é ainda mais odiado.

Até a inabalável democracia alemã tem dado sinais de cansaço. Após as eleições de 2017, a União Democrata-Cristã (CDU), de Angela Merkel, levou 171 dias para formar uma coalizão com o Partido Social-Democrata (SPD). A aliança funcionou até que os social-democratas elegeram uma nova liderança: Norbert Walter-Borjans e Saskia Esken, a nova direção do SPD, levaram o partido mais para a esquerda, esticando a corda e ameaçando o acordo com a CDU.

"A falta de um líder forte, que atenda não só à agenda de uma corrente ideológica, somado a fatores históricos peculiares de cada um dos países, aumentam a fragmentação partidária", explica o professor e consultor internacional, Guilherme Athia, sócio da agência Atlântico.

João Paulo Carvalho, ESPECIAL PARA O ESTADO / MADRI, O Estado de S.Paulo

08 de dezembro de 2019 | 06h00

O parlamentarismo vive uma crise, principalmente na Europa. Países como Espanha e Itália não conseguem formar governos estáveis, enquanto partidos tradicionais têm dificuldades para manter apoio popular, como no Reino Unido e na Alemanha. A turbulência, segundo especialistas, está ligada à polarização, à fragmentação política e ao declínio dos partidos tradicionais.

Londres

Muitos britânicos esquecem ou não sabem que o Reino Unido após a guerra ficou com uma dívida gigantesca e precisava renovar sua base industrial, diz sociólogo Foto: Facundo Arrizabalaga / EFE

Noah Wanebo, consultor da firma Harwood Levitt, de Bruxelas, diz que a polarização aumentou a participação nas eleições, dando à democracia europeia mais legitimidade. No entanto, Parlamentos mais expostos ao extremismo, segundo ele, prejudicam a governabilidade. "A polarização entre nacionalistas e liberais, entre comunidades urbanas e rurais, entre Leste e Oeste, acabou com as forças centristas na Europa", afirma.

De norte a sul na Europa, os partidos tradicionais vão lentamente se esfacelando. Em nenhum país isto é mais claro do que na Espanha. No dia 10 de novembro, os espanhóis foram às urnas pela quarta vez em quatro anos para tentar dar fim ao impasse político que se arrasta desde abril.

 

Os socialistas, liderados pelo primeiro-ministro Pedro Sánchez, foram os mais votados na eleição de novembro, mas não conseguiram maioria para governar sozinhos - nem um acordo com outro partido de esquerda, o Podemos, dirigido por Pablo Iglesias, foi capaz de dar solidez ao governo - Sánchez agora terá de buscar apoio dos partidos separatistas catalães.

Pedro Sánchez

Pedro Sánchez é um economista madrilenho de 47 anos Foto: Emilio Morenatti / AP

A crise na Espanha passa pela falta de empatia com os dois partidos tradicionais: Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), de esquerda, e o Partido Popular (PP), de direita. O distanciamento causou a criação de partidos duplicados: o Podemos passou a disputar votos com o PSOE e o Ciudadanos a competir com o PP - mais tarde, o Vox, de extrema direita também atraiu eleitores conservadores. A fragmentação tem sido falta para a democracia espanhola.

Na Itália, a insatisfação com a política tradicional também cobrou um preço. O Movimento 5 Estrelas (M5S) se tornou o partido antiestablishment. A polarização se manteve entre esquerda, representada pelo Partido Democrático (PD), e a direita, encarnada pela Liga, que substituiu a liderança de Silvio Berlusconi. Com três forças antagônicas no Parlamento, a tarefa de formar um governo ficou ainda mais difícil - o país já teve 64 governos desde a 2.ª Guerra.

No Reino Unido - que vai às urnas nesta quinta-feira, o problema vai além da crise dos partidos tradicionais. A questão é a ausência de carisma dos líderes das duas maiores legendas. O premiê conservador, Boris Johnson, sofreu derrotas humilhantes no Parlamento e só não caiu porque seu rival, Jeremy Corbyn, do Partido Trabalhista, é ainda mais odiado.

Boris Johnson

Em um duro revés para Johnson, o Parlamento adiou de sábado para segunda-feira a votação sobre o acordo alcançado na quinta-feira entre Londres e a UE Foto: Jessica Taylor / Parlamento britânico / AFP

Até a inabalável democracia alemã tem dado sinais de cansaço. Após as eleições de 2017, a União Democrata-Cristã (CDU), de Angela Merkel, levou 171 dias para formar uma coalizão com o Partido Social-Democrata (SPD). A aliança funcionou até que os social-democratas elegeram uma nova liderança: Norbert Walter-Borjans e Saskia Esken, a nova direção do SPD, levaram o partido mais para a esquerda, esticando a corda e ameaçando o acordo com a CDU.

"A falta de um líder forte, que atenda não só à agenda de uma corrente ideológica, somado a fatores históricos peculiares de cada um dos países, aumentam a fragmentação partidária", explica o professor e consultor internacional, Guilherme Athia, sócio da agência Atlântico.

 

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Novo revés a Johnson

"Espanha e Itália têm dificuldade maior para escolher seus líderes, porque o regionalismo ainda é forte. Na Espanha, há o País Basco e a Catalunha. Na Itália, as diferenças entre o norte e o sul são gritantes", explica Athia. "O tempo de líderes históricos, como Winston Churchill (ex-premiê britânico), passou."

Miguel Anxo Bastos, da Universidade de Santiago de Compostela, acredita que o mesmo diagnóstico pode ser aplicado à Espanha. "Felipe González (PSOE) e José María Aznar (PP) foram excelentes líderes. Cada um à sua maneira e respeitando as diferentes ideologias, ambos conseguiram governar. Eles faziam discursos impactantes e conseguiam convencer as pessoas. Hoje, a Espanha está longe de ter bons líderes. Nenhum deles é convincente", afirma.

Jovens não se sentem representados por líderes

Em 1945, com o fim da 2.ª Guerra, os sistemas parlamentaristas europeus passaram, geralmente, a ter um modelo com dois partidos: centro-esquerda (social-democratas) e centro-direita (conservadores). As siglas menores formavam uma oposição quase inofensiva aos grandes partidos ou se uniam a eles em coalizões. Esse paradigma, porém, ruiu na mesma intensidade com que caiu a popularidade dos partidos tradicionais - e as legendas pequenas se fortaleceram, dificultando a formação de um governo.

Na Espanha, o grande símbolo da fragmentação partidária está entre as pessoas de 20 a 35 anos. Segundo dados oficiais, levando em conta apenas o eleitorado mais jovem, os resultados são apertados: PSOE (24%); PP (21%); Vox (17%); Podemos (15%); Ciudadanos (13%) e Más País (10%). "Eu sempre votei na esquerda, pois acredito que minhas convicções políticas estão mais alinhadas a ela. Mas não me sinto representado por Pedro Sánchez (PSOE) ou Pablo Iglesias (Podemos)", afirma a estudante Maria Hernandez, de 23 anos. Além da falta de líderes, a fragmentação, especialmente entre os mais jovens, também pode ser explicada pelas transformações sociais do mundo.

"Vivemos em um tempo onde tudo é efêmero. Estamos na época do imediatismo: aplicativos para relacionamento, comida, roupa e entretenimento. Tudo é para já. E com a política não poderia ser diferente. Todos querem um resultado imediato, um retorno rápido e sabemos que as esferas políticas são mais complexas que isso", afirma o professor e consultor internacional, Guilherme Athia. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, disse nesta sexta-feira (6) que o mundo atravessa uma fase conturbada, com o tradicional modelo político e econômico se rompendo e um novo modelo ainda não estabelecido.

“Estamos vivendo uma era de mares revoltos, de céus um tanto quanto cinzentos”, disse Mourão ao receber do governo do Paraná a comenda “Expoente da Defesa do Estado Democrático de Direito e da Constituição Federal”, concedida a várias autoridades por ocasião do Dia Nacional da Justiça e da Família, no próximo domingo (8).

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Ao defender a importância da preservação das instituições democráticas e de políticas públicas que busquem superar as desigualdades socioeconômicas que caracterizam a sociedade brasileira, Mourão citou vários exemplos que, para ele, revelam a instabilidade global.

“O mundo se encontra em um ponto de mutação. Está se rompendo o modelo político e econômico construído após o fim da Segunda Guerra Mundial, mas o outro modelo que vem surgindo ainda vai levar um tempo para se estabelecer”, declarou o vice-presidente.

Mourão frisou que, em meio a este cenário de mudanças tecnológicas e sociais, o eixo de poder econômico, político e militar estabelecido nas últimas décadas está se deslocando, com a disputa entre China e Estados Unidos.

“Vivemos uma guerra comercial e uma guerra tecnológica”, acrescentou Mourão, ao falar sobre os desafios não só para o Brasil, mas para a população global, já que, segundo ele, a “disrupção após disrupção [rompimento]” provocada pela velocidade das mudanças tecnológicas contribuem para aumentar a sensação de inquietação e de insegurança.

“Com a revolução tecnológica, a desigualdade tende a aumentar, pois está havendo uma acomodação no mercado e o modelo de produção em massa vai se transportar para o modelo da economia de conhecimento, no qual precisaremos ter gente qualificada para empregar a tecnologia”, pontuou o vice-presidente.

Mourão disse que é papel do Estado “fazer sua parte” para corrigir as distorções e impor políticas públicas capazes de romper com a “desigualdade estrutural”.

“Vivemos uma desigualdade estrutural neste país. Há milhões de brasileiros sem oportunidade de estudar; que não tem esgoto e água encanada em suas casas; não tem energia elétrica, atendimento básico de saúde”, disse o vice-presidente, apontando a necessidade de um trabalho conjunto, que mobilize esforços no âmbito federal, estadual e municipal para oferecer aos cidadãos brasileiros um mínimo de igualdade. “Temos que trabalhar para que os brasileiros estejam alinhados em condições de igualdade na linha de partida, no momento de começar suas vidas profissionais. A partir daí, uns progredirão mais, outros menos”, acrescentou Mourão.

Para Mourão, no Brasil, há três graves problemas estruturais a serem resolvidos. “Um é a questão das contas públicas, deterioradas a um tal nível que estamos no sexto ano no vermelho, [e ainda] gerando dívidas”, comentou, citando a dívida pública, que já chega a 78% do Produto Interno Bruto (PIB). “É algo em torno de R$ 4.5 trilhões. O que nos leva a pagar um Plano Marshall em juros, por ano. Temos que equilibrar nossas receitas e despesas.”

Para o vice-presidente, outro problema é como reduzir os entraves fiscais e burocráticos para permitir uma melhora da produtividade. “Temos o chamado Custo Brasil; a ineficiência burocrática; a infraestrutura logística deteriorada e um sistema tributário caótico, que ninguém consegue entender. É uma carga brutal de impostos que, na maioria das vezes, serve apenas para sustentar um Estado ineficiente e, muitas vezes, corrupto”, disse Mourão.

“Temos que fazer a Reforma Tributária para tornar o sistema de arrecadação mais justo. A própria Constituição determina a necessidade de se observar a capacidade contributiva do contribuinte. E aí, vamos tocar em outro aspecto da Justiça. A Justiça fiscal: quem ganha mais, paga mais; quem ganha menos, paga menos”, defendeu o vice-presidente.

 

A vitória por 3 a 0 sobre o CSA, na 37.ª e penúltima rodada do Campeonato Brasileiro, não foi suficiente para amenizar a pressão que o clube vem sofrendo com a crise financeira e a queda para a Série B do Campeonato Brasileiro. O lateral-direito Eduardo revelou que os salários estão atrasados e disparou contra a atual diretoria, que passará por mudanças visando a próxima temporada.

"Recusei um contrato com o Bahia que estava praticamente tudo certo para vir para cá por acreditar no projeto e naquilo tudo que a Chapecoense sempre apresentou. Me decepcionaram muito. Por mim, me sinto traído, me senti abandonado. Eu estou dando a cara para bater, estou falando tudo isso porque lá dentro não estão gritando o nome de quem saiu. Estão me xingando, chamando de mercenário. Mas como mercenário se não tem dinheiro. Nunca vi isso. Assim que o futebol é, infelizmente. É triste", disse o jogador à rádio Oeste Capital.

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"Vim aqui com o intuito de deixar a Chapecoense na Série A, como quando cheguei aqui. Se deixar os jogadores sozinhos fica muito mais difícil, qualquer apoio seria bom. Acho que a nova diretoria que vai entrar vai colocar a casa em ordem, espero que tratem melhor do que essa que saiu e recupere a alma da Chapecoense, o caráter, pois agora está abalado. Os jogadores conversam e todo mundo sabe que quando está com o salário atrasado ninguém quer vir. Esse é o grande trunfo para trazer jogadores aqui para a Chape. Esse trunfo se perdeu", completou.

A Chapecoense deve dois meses de salário (outubro e novembro) e não paga direito de imagem há oito. O clube tenta adiantar a cota da televisão da Série B do próximo ano, junto à CBF, para estabilizar as dívidas, além de buscar novas parcerias visando os próximos anos.

Eduardo tem contrato com o time catarinense até o final do ano e dificilmente seguirá na equipe para a próxima temporada. A Chapecoense deve passar por uma reformulação em seu elenco. Um dos poucos a permanecer tem tudo para ser o goleiro João Ricardo, que já demonstrou desejo de disputar a Série B pelo clube.

A Chapecoense está na vice-lanterna do Brasileirão com 31 pontos, contra 38 do Ceará, o primeiro time fora da zona de rebaixamento. O time catarinense fecha a sua participação no torneio frente ao Vasco neste domingo, às 16 horas, no Maracanã.

O Parlamento iraquiano aceitou, neste domingo (1º), a demissão do governo de Adel Abdel Mahdi, e o chefe da Assembleia anunciou que pedirá ao presidente da República que aponte um novo primeiro-ministro.

Esta votação acontece dois dias depois de Abdel Mahdi anunciar sua intenção de entregar o cargo. O anúncio veio logo depois de o grande aiatolá Ali Sistani, a maior autoridade xiita do país, exigir sua substituição após dois meses de manifestações. Os protestos prosseguiam neste domingo e já deixaram mais de 420 mortos.

A chilena Ana Tijoux confessa sentir pavor diante de uma câmera. Mas a timidez de um dos rappers mais reconhecidos da América Latina se torna fúria quando ela canta "Cacerolazo", seu mais recente sucesso que acompanha a revolta social em seu país.

Usando chapéu e vestida discretamente de preto, Tijoux enfrenta a sessão de fotos no estúdio da AFP em Paris com estoicismo.

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No braço, uma tatuagem com a data de 1977, ano de seu nascimento e o título de um de seus álbuns decisivos.

"Vou fazer uma décima tatuagem, uma gigantesca América Latina na minha perna", comenta ela com determinação, uma atitude que parece inata em Anamaria, seu verdadeiro nome.

A revista Rolling Stone a catapultou em 2014 como "a melhor rapper em espanhol por sua dicção precisa e ritmo infalível", e ela foi indicada a vários Grammy Awards e colocou uma canção na trilha sonora na série "Breaking Bad" e em um videogame da FIFA.

Mas desconfia do sucesso. "É preciso assumir responsabilidades e o anonimato... é muito mais confortável", diz ela.

Sua vida passa por etapas entre o Chile e a França, onde ela nasceu de pais exilados durante a ditadura.

Recentemente, fez as malas de novo e se estabeleceu com o marido e dois filhos em Paris.

À distância, a rapper, contestadora desde o início da carreira, tornou-se uma referência musical da crise social no Chile.

A artista, que afirma criar de uma maneira "bagunçada" e "instável", compôs "Cacerolazo" (panelaço), que, em um fundo de sons metálicos de panelas e colheres, reivindica a renúncia do presidente Sebastián Piñera e justifica a atual revolta no país, desencadeada após o aumento do preço da passagem do metrô.

"Não são 30 pesos, são 30 anos / A constituição e os perdões / Com punho e colher frente ao aparelho / E a todo o Estado, panelaço!", canta a rapper.

"Muitos esperavam isso" 

"Muitos esperavam essa união de forças e fúria não ouvida há anos", diz ela.

Mas "Cacerolazo" não pretende ser um hino ou um discuso. "São os jovens que discursam. São eles que acordam um país inteiro e os adultos os acompanham".

Para Tijoux, os estudantes, ponta de lança dessa revolta que eclodiu em 18 de outubro e ainda não se apaziguou, são muito mais politizados.

"Eles não estão contaminados pelo medo com o qual vivemos da ditadura", causada principalmente pela "impunidade", argumenta Tijoux, que vê a mesma resposta à desigualdade espalhada em outros países da América Latina, como Bolívia e Colômbia.

Para a rapper, que sempre ouviu falar que a música deveria ser apenas entretenimento enquanto ela já brandia o microfone como uma arma, esse é um ótimo momento.

"A posição política é a coisa mais bonita que pode acontecer a uma pessoa", enfatiza.

Nova onda de artistas

Tijoux fala pouco de seu trabalho e influência, buscando se fundir em algo maior.

"O 'euísmo' é muito perigoso", afirma.

Questionada sobre o poder do rap em uma revolta popular, ela defende que este "é apenas mais um ramo da árvore da música", que é rebelde por definição.

E a música não é a única tendência artística que desempenha um papel crucial agora no Chile.

"Uma nova onda de novos artistas aparecerá", e está traduzindo essa rebelião popular em "uma beleza que emociona às lágrimas", afirma, citando artistas, fotógrafos, artistas plásticos...

Enquanto isso, em Paris, Tijoux prepara um novo álbum. Ela não tem "ideia" quando será lançado.

Padre Fábio de Melo usou suas redes sociais para abrir o jogo sobre um recente ataque de pânico que sofreu antes de um show que iria realizar. No Instagram, ele postou uma sequência de fotos da apresentação e voltou a falar sobre sua saúde mental, que até mesmo o fez excluir sua conta no Twitter.

"Hoje, mais uma vez, minutos antes de subir ao palco, o fantasma do pânico me revisitou. Mas Deus me reergueu através do povo de São Benedito, Ceará. Obrigado!", escreveu.

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Nos comentários de seu desabafo, ele recebeu o apoio de diversos famosos, como Evaristo Costa, que disse: "Amém". Já Eri Johnson comentou: "Um homem de Deus como você é, tenho certeza que irás vencer, eu tenho fé."

Lembrando que ele foi diagnosticado com a Síndrome do Pânico e vez ou outra abre o jogo sobre o assunto por meio de entrevistas ou em posts nas redes sociais.

A marca de lingerie americana Victoria's Secret anunciou que seu emblemático desfile que atrai milhões de espectadores não acontecerá este ano, após polêmicas e resultados financeiros decepcionantes.

"Vamos nos comunicar com nossos clientes, mas não será tão importante quanto o desfile", disse Stuart Burgdoerfer, diretor financeiro da controladora L Brands, em teleconferência com analistas financeiros sobre os resultados do terceiro trimestre.

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As vendas da Victoria's Secret continuam baixas após um 2018 já difícil. Elas afundaram os resultados do terceiro trimestre da L Brands, que aponta um prejuízo líquido de 252 milhões de dólares, contra um prejuízo de 43 milhões em relação ao mesmo período do ano passado.

"Vemos um impacto específico nas vendas logo após a transmissão do desfile? A resposta a essa pergunta é não", disse Burgdoerfer.

"É importante desenvolver o marketing da Victoria's Secret", acrescentou ele, confirmando que o desfile que acontece desde 1995 não teria uma edição este ano.

O boato já circulava desde que a modelo australiana Shanina Shaik disse à imprensa britânica que o desfile de 2019 seria cancelado.

No ano passado, o desfile teve uma pegada mais cosmopolita do que o habitual para uma marca criticada regularmente pela falta de diversidade de seus modelos.

Mas poucos dias depois, o diretor de marketing da marca Ed Razek rejeitou categoricamente a possibilidade de incorporar modelos transgêneros e mulheres acima do peso no desfile.

Diante da polêmica nascida nas redes sociais, Razek teve que se desculpar publicamente.

Foi nesse contexto, juntamente com a difícil situação econômica da marca, que o CEO Jan Singer renunciou.

Desde a renúncia de Evo Morales no dia 9, a cidade de Yapacaní, no Departamento de Santa Cruz, tem sido alvo de confrontos entre cocaleiros apoiadores do ex-presidente e moradores locais. Um jovem de 20 anos morreu, vítima de arma de fogo, e várias casas e instalações públicas, entre elas a única rádio local e o posto da Polícia Nacional, foram incendiadas. Vinte e oito pessoas estão presas.

Os cocaleiros vindos de Chapare, no Departamento de Cochabamba, estavam acampados no entorno da cidade e bloquearam a ponte que dá acesso a Yacapaní duas semanas atrás, mas não havia registro de incidentes violentos até que no dia 10 adversários de Evo distribuíram via WhatsApp um vídeo no qual comemoravam efusivamente a renúncia do ex-presidente. A postagem desencadeou a onda de violência que levou à morte do jovem.

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Segundo fontes da polícia, o caso de Yapacaní é um exemplo de como as redes sociais têm sido usadas para incitar a violência entre grupos políticos opositores. "Estamos com muita dificuldade para lidar com isso. As pessoas não conseguem distinguir o que é verdade do que é mentira", disse um oficial. Segundo ele, uma das condições colocadas pelos cocaleiros para desarmar o bloqueio foi um pedido de desculpas formal pelo vídeo postado.

"Nossa gente se sentiu extremamente ofendida com aquele vídeo. Aquilo é uma provocação", disse ao jornal O Estado de S. Paulo o cocaleiro Hugo Casas, que ajuda a manter o bloqueio em Yapacaní.

Uma tentativa de acordo mediada ontem pela polícia fracassou e o bloqueio continua, ameaçando a cidade de desabastecimento de comida e outros itens básicos.

Ontem, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) divulgou um balanço de 23 mortos desde o início da crise boliviana, no dia 21, e classificou como "grave" um decreto assinado pela autoproclamada presidente interina da Bolívia, Jeanine Añez, que autoriza as Forças Armadas a usarem "todos os recursos" para controlar distúrbios de ordem política e isenta militares de responsabilidade penal em casos de "cumprimento de suas funções Constitucionais, ataque em legítima defesa ou estado de necessidade".

O decreto foi assinado um dia antes de 9 cocaleiros serem mortos a tiros pela polícia de Cochabamba quando tentavam furar um bloqueio. Ontem, o ministro da Presidência, Jerjes Justiniano, negou que o documento seja um estímulo à violência. "De nenhuma maneira o decreto é uma licença para matar. É um elemento dissuasivo. O que o governo pretende é evitar os confrontos que podem levar a mais mortes", afirmou.

Desde o início da crise uma avalanche de notícias falsas tem invadido as redes sociais bolivianas. Uma delas dava conta da queda de um avião com um ex-ministro de Evo com dólares e armas na fronteira com o Brasil. Outras citavam uma conta falsa de Jeanine, que também foi alvo de montagens em vídeo. No início da semana passada, imagens de opositores de Evo queimando uma wiphala (a bandeira multicolorida que representa o orgulho indígena) provocou protestos violentos em La Paz. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Os países do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) não chegaram a um consenso e ignoraram o tema das agitações políticas e sociais na América Latina, após a 11ª reunião de cúpula. A Declaração de Brasília, mensagem formal negociada entre os cinco líderes do bloco e suas delegações diplomáticas, contém um capítulo de "conjunturas regionais", onde teria sido possível incluir a questão. O posicionamento comum sobre os conflitos políticos foi antecipado pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Apesar de esforços do governo Jair Bolsonaro para sensibilizar Xi Jinping (China), Vladimir Putin (Rússia), Narendra Modi (Índia) e Cyril Ramaphosa (África do Sul), aproveitando a presença deles no continente, há divergência aberta entre a política externa brasileira e as demais no caso da Venezuela. Já em relação à Bolívia, Rússia e China seguem caminhos diferentes dos demais integrantes do Brics.

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"Reafirmamos nosso compromisso com os esforços coletivos para a solução pacífica de controvérsias por meios políticos e diplomáticos e reconhecemos o papel do Conselho de Segurança da ONU como principal responsável pela manutenção da paz e segurança internacionais", afirmaram os países na Declaração.

São dedicados parágrafos inteiros para tratar dos conflitos no Oriente Médio, Ásia e África, entre eles, no Iêmen, Golfo, Afeganistão, Península Coreana, Síria, Líbia e Sudão. Em geral, os países do Brics apoiam esforços de ajuda humanitária e rechaçam intervenções militares.

O Brics trata, como de costume, da questão entre Israel e Palestina e opina que a solução é a constituição de dois Estados. Os cinco países pedem esforços diplomáticos "novos e criativos". Com aval do Brasil, foram retirados os trechos que mencionavam, na declaração do ano passado, o apoio à Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina e o que travava o status de Jerusalém - cidade disputada por israelenses e palestinos - como última das questões a ser negociada entre os dois lados. Bolsonaro chegou a prometer a transferência da embaixada do Brasil de Tel-Aviv para Jerusalém, num sinal de alinhamento com Israel e Estados Unidos, mas recuou em meio a receio de retaliações dos países árabes.

Assim como apareceu no discurso dos líderes, o combate ao terrorismo é um destaque da declaração, que também expressa "preocupação com o sofrimento de comunidades e minorias vulneráveis étnicas e religiosas". Por pressão de parlamentares e igrejas evangélicas, a política externa brasileira adotou como bandeira no governo Bolsonaro a defesa da liberdade religiosa e da não perseguição a cristãos em países onde são minoria.

Soberania nacional e a Amazônia

O bloco também se posicionou de forma inédita em defesa do princípio da soberania nacional. Além de uma menção conceitual ao tema, vinculada ao "respeito mútuo e igualdade", os Brics afirmaram a necessidade de os países respeitarem a soberania nos esforços internacionais para preservação ambiental, tema caro ao Brasil por causa das recentes queimadas na Amazônia.

Embora tenha sido um dos motivos para o Brics abordar o assunto, os incêndios florestais na Amazônia brasileira não foram expressamente citados no texto. As queimadas desgastaram a imagem do governo Bolsonaro e provocaram um debate, proposto pela França de Emmauel Macron, sobre definir um status internacional da Amazônia. Bolsonaro reagiu acusando o francês de ingerência externa.

País anfitrião da cúpula, o Brasil levou o assunto às rodadas finais de negociação do texto, que duraram cinco dias, e obteve aval dos demais. A China já havia defendido a posição brasileira. A Índia, do primeiro-ministro Narendra Modi, havia proposto o debate sobre "desafios e oportunidades" para o exercício da soberania nacional atualmente. A Rússia enfrenta incêndios ambientais semelhantes na Sibéria. E a África do Sul, problemas para proteger seus parques nacionais de savana.

"Expressamos nosso compromisso com o desenvolvimento sustentável em suas três dimensões - econômica, social e ambiental - de maneira equilibrada e integrada. Todos os nossos cidadãos, em todas as partes de nossos respectivos territórios, incluindo áreas remotas, merecem desfrutar plenamente dos benefícios do desenvolvimento sustentável. A cooperação internacional neste campo, como em todos os outros, deve respeitar a soberania nacional e os regulamentos e disposições legais e institucionais nacionais, bem como práticas e procedimentos", diz trecho da declaração comum.

No documento de Brasília, o princípio da soberania é associado à construção de um mundo "pacífico, estável e próspero". Nas últimas duas declarações conjuntas, em Joanesburgo-2018 e em Xiamen-2017, a palavra soberania aparecia apenas quando os líderes tratavam de conflitos armados no Oriente Médio.

Ainda no tópico ambiental, os líderes reafirmaram compromisso com a implementação do Acordo de Paris, do qual os Estados Unidos saíram. Bolsonaro já fez ressalvas ao esforço comum sobre mudanças climáticas e havia ameaçado abandonar o acordo antes de tomar posse como presidente da República.

O Brics ressaltou que as responsabilidades no acordo de Paris devem ser adequadas às respectivas capacidades dos países e cobrou uma ampliação no financiamento e ajuda tecnológica por parte de nações desenvolvidas. Pediu ainda mais doações ao Fundo Verde para o Clima, que banca ações de mitigação de impactos ambientais.

O bloco também disse apoiar a realização e trabalhar por resultados equilibrados na Conferência Mundial do Clima, a COP-25, transferida do Chile para a Espanha por causa de protestos de rua que tomaram o país sul-americano, emparedaram o governo Sebastián Piñera nos últimos meses e ameaçaram o encontro. Em esforços de cooperação, os países focam agora em melhorar a qualidade de vida nas cidades e na limpeza de rios e mares.

Economia

O documento reproduziu o "comprometimento" das cinco economias emergentes com o sistema multilateral para resolução de conflitos internacionais e destacou o papel central da Organização das Nações Unidas (ONU) e da Organização Mundial do Comércio (OMC) diante de uma denúncia que os líderes fizeram, em discursos, de aumento do protecionismo.

"É essencial que todos os membros da OMC evitem medidas unilaterais e protecionistas, que são contrárias ao espírito e às regras da OMC", anotaram.

Os países do Brics reforçaram, por exemplo, a importância da "base científica" nas negociações, uma resposta ao descontentamento com barreiras sanitárias impostas sem comprovação técnica contra produtos agrícolas.

Os países do bloco falaram na necessidade de reformar urgentemente e de forma "equilibrada" o sistema multilateral - incluídos a ONU e seu Conselho de Segurança, a OMC e o Fundo Monetário Internacional (FMI), onde dizem estar sub-representados. O Brics pressiona mais uma vez para que o órgão de apelação seja recomposto, com nomeação dos membros com urgência, para evitar uma paralisia em dezembro. Eles pedem uma revisão das cotas do FMI "com seriedade e em um curto espaço de tempo".

"Desde nossa última reunião, o crescimento econômico global enfraqueceu e os riscos negativos aumentaram. As tensões comerciais e a incerteza política afetaram a confiança, o comércio, os investimentos e o crescimento. Nesse contexto, lembramos a importância de mercados abertos, de um ambiente de negócios e comércio justo, imparcial e não-discriminatório, de reformas estruturais, de concorrência efetiva e justa, promovendo o investimento e a inovação, além de financiamento para infraestrutura e desenvolvimento. Ressaltamos a necessidade de maior participação dos países em desenvolvimento nas cadeias globais de valor. Continuaremos a cooperar no G20 e a promover os interesses dos mercados emergentes (EMEs) e dos países em desenvolvimento", justificaram.

Terrorismo

Em matéria de segurança, a principal preocupação da cúpula foi o avanço do terrorismo e do uso associado de tecnologias de informação e comunicação para cometer crimes. Os países querem trocar experiências no combate a crimes transnacionais, corrupção e meios de recuperação de ativos.

"Condenamos o terrorismo em todas as suas formas e manifestações, que não devem ser associadas a qualquer religião, nacionalidade ou civilização, e reconhecemos os atos terroristas como criminosos e injustificáveis, independentemente de suas motivações, em qualquer momento, em qualquer lugar e por quem quer que os tenha cometido", disseram.

Eles ressaltaram a importância da proibição de armas biológicas e químicas e manifestaram "séria preocupação com a possibilidade de uma corrida armamentista no espaço exterior".

Para evitar possíveis retaliações de chavistas na Venezuela, o Ministério das Relações Exteriores (MRE) determinou que as representações diplomáticas do Brasil no país permanecessem fechadas nesta quarta-feira, dia 13, em virtude do incidente registrado na embaixada venezuelana em Brasília.

A reportagem apurou que a ordem valeu para todas as sedes da diplomacia brasileira em território venezuelano. Em regime de plantão, os servidores do Itamaraty mantiveram as portas fechadas e trabalharam de casa, em constante contato telefônico com Brasília, onde o chanceler Ernesto Araújo monitorava a situação. Eles também passaram informes sobre a fronteira, ante um receio de que a passagem pudesse ser bloqueada.

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O Brasil tem uma embaixada em Caracas, onde também funciona o consulado-geral, um consulado em Ciudad Guayana e dois vice-consulados em Puerto Ayacucho e Santa Elena do Uairén. Não há embaixador brasileiro na Venezuela atualmente - o chefe no local é o encarregado de negócios Rodolfo Braga.

Na madrugada desta quarta-feira, um grupo de apoiadores de Juan Guaidó, liderado pelo ministro-conselheiro Tomás Silva, acreditado no MRE, entrou na embaixada. Ele afirmou que assumiu o local com a conivência de alguns funcionários enviados pelo presidente Nicolás Maduro, que teriam passado a apoiar o opositor Guaidó, reconhecido como presidente legítimo pelo Brasil. O governo Maduro protestou e denunciou uma invasão violenta. Durante todo dia, permaneceu um impasse sobre quem tinha o controle real da sede, até que os opositores aceitaram abandonar a embaixada, após a reprovação do governo Jair Bolsonaro, e enfrentamentos do lado de fora, com troca de agressões. Alguns dos nomes envolvidos no incidente diplomático de hoje estavam também coordenando ações de protesto e a tentativa frustrada de atravessar caminhões com ajuda humanitária, em fevereiro, em Pacaraima (RR), entre eles o próprio ministro-conselheiro Tomás Silva e o colaborador venezuelano radicado em Brasília Alberto J. Palombo.

Dos Estados Unidos, a embaixadora Maria Teresa Belandria, que tem oficialmente a credencial reconhecida pelo governo brasileiro, disse que mandou que sua equipe se retirasse por não conseguir garantir a segurança deles e por causa dos episódios de violência.

"Agradecemos ao governo Jair Bolsonaro pelo todo seu respaldo nessas difíceis circunstâncias. Atuando com esse apoio (do governo Bolsonaro) e em respeito ao ordenamento jurídico do Brasil, saímos pacificamente da mesma forma como chegamos à sede da embaixada. Sabemos de onde vem a violência e quem a provocou, as evidências demonstram. Confiamos nas investigações para que se apliquem sanções legais e diplomáticas", cobrou ela. "A partir de agora, iniciamos com autoridades do Brasil um processo de negociação para que, conforme seus interesses e nossos direitos legítimos, possamos acessar no menor prazo possível a nossa sede diplomática."

Insatisfação

Fazia meses que a equipe de Belandria reclamava em não ter acesso à embaixada e ter de trabalhar de improviso, num flat na capital federal. No Brasil desde fevereiro, ela teve as credenciais aceitas pelo presidente em junho. Assessores da embaixadora afirmam que ela já havia comunicado a autoridades do Itamaraty que uma parte dos funcionários da diplomacia chavista, que ocupa a embaixada e responde a Maduro, estava com credenciais vencidas. A falta de acesso teve uma mensagem de apoio hoje do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente.

Na semana passada, o chanceler de Guaidó, Julio Borges, se reuniu no País com o Grupo de Lima, que anunciou mais pressões alternativas políticas e diplomáticas. Borges queria que o Brasil tentasse sensibilizar Rússia e China, principais potências que apoiam Maduro e injetam dinheiro em Caracas, a rever sua posição.

O episódio de não conseguir garantir a inviolabilidade da embaixada constrangeu diplomatas brasileiros, que haviam se preparado para receber na 11ª cúpula dos BRICS, os presidentes da China, Xi Jinping, da Rússia, Vladimir Putin, da África do Sul, Cyril Ramaphosa, e o premiê da Índia, Narendra Modi. Ao contrário do Brasil, esses países reconhecem apenas o governo Nicolás Maduro.

Desde cedo, o MRE destacou o ministro Maurício Correia, coordenador de Privilégios e Imunidades, para fazer a negociação com os dois lados, tentando uma saída. Ele também mobilizou a equipe de policiais militares do Batalhão Barão do Rio Branco, responsável pelo setor de embaixadas, para tentar solucionar o caso pacificamente. O maior temor era de que um confronto entre os dois lados fizesse vítimas.

Episódios de "tomada" de embaixadas e outras sedes do governo venezuelano pela diplomacia de Guaidó, sobretudo na madrugada, já haviam ocorrido em outros países como a Costa Rica e nos Estados Unidos. Enfrentamentos entre apoiadores de Maduro e Guaidó já ocorreram no Chile e na Argentina, e também houve invasão na Bolívia.

Após mais de 12 horas, um grupo ligado ao autoproclamado presidente venezuelano, Juan Guaidó, deixou a embaixada da Venezuela em Brasília. Na madrugada desta quarta-feira, 13, representantes de Guaidó tiveram acesso às instalações da representação diplomática e enfrentaram uma reação de funcionários da embaixada e de parlamentares brasileiros de oposição.

O grupo de Guaidó deixou o local pelos fundos por volta das 17h30, saindo por um portão atrás do prédio administrativo e entrando em um ônibus. Eles foram escoltados pela Polícia Militar. Em frente à embaixada, militantes de partidos e movimentos de esquerda cobravam a saída e punição jurídica do grupo.

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O Itamaraty garantiu aos apoiadores de Guaidó que eles poderiam sair em segurança e sem punições, como prisão ou detenção policial. No local, o coordenador de Privilégios e Imunidades do Itamaraty, Maurício Corrêia, negociou a saída com o ministro-conselheiro acreditado pelo Brasil, Tomas Silva, representante de Guaidó. A manifestação do presidente Jair Bolsonaro repudiando a interferência e a pressão contra a ocupação foram apontados como determinantes para a resolução do impasse.

Em meio ao impasse na embaixada venezuelana, a Polícia Militar do Distrito Federal entrou no prédio da representação diplomática e passou a proibir a entrada e saída de pessoas do local. Os deputados do PSOL e do PT, que acompanham a crise, afirmam que a atitude é "ilegal" e fere os tratados diplomáticos assinados pelo Brasil.

"Toda a ação que não siga em respeito ao escritório de negócio do senhor Freddy Meregote (encarregado de Negócios da Venezuela no Brasil) é uma ação ilegal atuando dentro de um espaço que não é brasileiro", afirmou o deputado Glauber Braga (PSOL-RJ), que está dentro da embaixada e acompanha a crise ao lado de outros parlamentares brasileiros.

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Os primeiros policiais brasileiros entraram no prédio da embaixada por volta das 7h30. De acordo com relatos obtidos pelo jornal O Estado de S. Paulo, assessores do encarregado de negócios da Venezuela no Brasil convidaram os militares a entrarem para ajudar na remoção dos cerca de 20 invasores que ocuparam a embaixada na madrugada desta quarta-feira, 13.

Os policiais restringiram o acesso e a saída de pessoas na entrada principal da embaixada às 8h30, quando os primeiros grupos se formaram para protestar a favor e contra a tomada do prédio. Contudo, os convidados autorizados por Meregote e outros membros do corpo diplomático venezuelano podiam usar a entrada lateral.

Às 11h30, por ordem do major da Polícia Militar Rodrigo Campos, que comanda a operação, o acesso auxiliar também foi fechado.

De acordo com o Glauber Braga, o militar comunicou que estava "respondendo a ordens do governo brasileiro" e que "não sabia dizer quem era o embaixador venezuelano no momento".

"Aqui, quem tem que dar orientação daquilo do que deve ou não deve ser feito, ou de que pode ou não pode, não são as autoridades brasileiras. Quem tem que fazê-lo é o encarregado de negócios, que é o principal representante diplomático do governo brasileiro na embaixada. É ele que determina, orienta. Está havendo um desrespeito flagrante por parte de autoridades brasileiras a esse que é um princípio que rege as relações internacionais", afirmou Braga.

O Brasil é signatário de tratados diplomáticos que garantem a inviolabilidade das missões diplomáticas, de repartições consulares e representações de Organismos Internacionais e de seus arquivos e funcionários. Apesar de estar em Brasília, a área da embaixada é considerada território venezuelano e a polícia militar ou nenhuma outra força de segurança do País pode agir no local sem autorização do corpo diplomático.

A regra foi estabelecida na Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas de 1961, que afirma que são "prerrogativas especiais" para que esses consigam exercer plena e livremente suas funções no país em que cumprem missão, sem a interferência indevida do "país receptor", no caso, o Brasil.

Em nota, o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República afirmou que o presidente Jair Bolsonaro "jamais tomou conhecimento" ou incentivou a invasão da embaixada. A nota diz ainda que, "como sempre", "indivíduos inescrupulosos e levianos que querem tirar proveito dos acontecimentos para gerar desordem e instabilidade". O texto diz ainda que as forças de segurança, da União e do Distrito Federal estão tomando providências para que a situação se resolva "pacificamente".

Procurada, a Polícia Militar ainda não se manifestou.

Representantes do opositor Juan Guaidó, reconhecido como presidente da Venezuela pelo Brasil, conseguiram pela primeira vez acesso à embaixada do país em Brasília, na madrugada desta quarta-feira (13), horas antes do início das atividades da 11ª Cúpula do BRICS, que reúne os líderes de Rússia, India, China e África do Sul, países que apoiam a permanência de Nicolás Maduro no poder.

Segundo a equipe de Guaidó, funcionários da embaixada permitiram o acesso ao local de Tomas Silva, ministro-conselheiro acreditado pelo Brasil. A embaixadora Maria Teresa Belandria não está no País.

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Segundo comunicado dela, um grupo de funcionários decidiu abrir as portas e entregar as chaves da embaixada voluntariamente, bem como reconhecer Guaidó como legítimo presidente.

Leal a Maduro, adido militar fica do lado de fora da embaixada

Houve um princípio de confusão e a polícia militar foi acionado. O adido militar chavista, leal ao regime, ficou do lado de fora.

É a primeira vez que eles entraram na sede, ainda controlada pelo chavistas, desde que presidente Jair Bolsonaro aceitou as credenciais da equipe de Guaidó, no início do ano.

A diplomacia de Guaidó vinha tentando tomar o prédio e desalojar os funcionários enviados por Maduro - que não tem mais relacionamento diplomático com o Brasil.

Agora, eles pedem que os servidores de sete consulados venezuelanos no País façam o mesmo e garantem ajuda para deixar o Brasil, caso desejem.

A Bolívia vive uma conflagração social desde o pleito de 20 de outubro, que deu vitória a Evo para exercer um novo mandato de 6 anos. Para a oposição, o processo foi fraudado. Uma auditoria da OEA defendeu uma investigação isenta sobre o processo por parte de órgãos do Estado boliviano, diante de "registros com alterações e assinaturas falsificadas". A OEA ainda apontou "manipulações ao sistema de computação de votos".

Condenação à violência

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Para o líder do PT, senador Humberto Costa (PE), a direita "não sabe conviver com a democracia". O senador defende a tese de que Evo preferiu renunciar "para evitar um derramamento de sangue ainda maior", e que o ex-presidente agiu como um pacifista durante a crise, ao propor a realização de novas eleições. Mas nem isso impediu o que define como "um golpe militar". Ele ainda condena a invasão de uma casa do ex-presidente por parte de um grupo paramilitar, ações de violência contra partidários de Evo, e reencaminhou uma mensagem do próprio Evo, afirmando que "estão destruindo o Estado de direito" no país.

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) também definiu a queda de Evo como um golpe de Estado, e condenou duramente a violência. No twitter, publicou fotos de ex-prefeitos e ex-dirigentes do antigo governo amarrados a árvores, enquanto sofriam ameaças em plena rua.

O senador Fabiano Contarato (Rede-ES) afirmou que a convulsão na Bolívia tem "elementos de ódio". Ele lamentou que indígenas, lideranças de movimentos sociais e jornalistas venham sendo perseguidos desde a renúncia de Evo.

A senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) ainda opina que os problemas da democracia "não se resolvem com a intervenção das Forças Armadas". Ele pede que a comunidade internacional esteja atenta quanto às violações de direitos humanos, e que um novo processo eleitoral seja realizado.

Fraude e novas eleições

Em áudio enviado à redação da Agência Senado de Notícias, o presidente da Comissão de Relações Exteriores (CRE), senador Nelsinho Trad (PSD-MS), aponta que Evo caiu após a constatação de que sua última vitória teria sido obtida através de fraude.

“Serve de lição, para que testemunhemos que toda ação que arranha a vontade democrática de uma sociedade leva a desdobramentos inimagináveis. Foi o que ocorreu na Bolívia. A OEA constatou fraudes evidentes no processo eleitoral, que são o pilar, o esteio de qualquer democracia. Quando o esteio é abalado, tudo cai por terra. Rogo para que o povo da Bolívia, de forma livre, soberana e democrática, determine um novo destino ao país”, declarou Trad.

A vice-líder do PSL, senadora Soraya Thronicke (MS), reproduziu uma mensagem do chanceler Ernesto Araujo, para quem "a tentativa de fraude deslegitimou Evo Morales". O comentário ainda defende que "não há nenhum golpe na Bolívia, e que esta narrativa só serve para gerar mais violência". Aponta que o Brasil apoiará a transição "democrática e constitucional", e que a renúncia "foi um gesto acertado, diante do clamor popular". Num comentário próprio, Soraya roga para que "logo a Venezuela tenha a mesma sorte que a Bolívia".

Para a senadora Juíza Selma (Podemos-MT), "graças a Deus a Bolívia acordou". Ela refuta a tese de que o país sofre um golpe de Estado, e que quem tentou dar um golpe foi Evo Morales, "que fracassou".

O senador Alvaro Dias (Podemos-PR) é outro que diz que o ex-presidente revoltou a população ao fraudar o pleito, e que após perder o apoio dos militares e policiais, não restou outra saída além de renunciar.

Além de Evo, o vice-presidente Alvaro Linera e as cúpulas da Câmara e do Senado também renunciaram. A senadora Jeanine Añez (opositora de Evo) anunciou que assumiria a presidência interinamente, na condição de vice-presidente do Senado. Em entrevista à mídia boliviana, garantiu que assumirá "com a única intenção de convocar novas eleições num prazo de 90 dias", como determina a Constituição daquele país em casos de vácuo no poder.

*Da Agência Senado

 

Após pedido das Forças Armadas e protestos no país, Evo Morales anunciou neste domingo a renúncia à Presidência da Bolívia.

"Estou renunciando, apenas para que meus irmãos, líderes, autoridades do MAS não sejam perseguidos, perseguidos e ameaçados", disse Morales em uma transmissão de vídeo no canal estadual.

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A renúncia vem em meio a uma crise política e revolta social após o relatório preliminar da OEA que apontou possíveis irregularidades e fraudes nas Eleições Gerais de 20 de outubro.

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Às vésperas das eleições, a Espanha vive um momento delicado em relação à independência da Catalunha. A questão é crucial para definir a votação do dia 10. Desde o início dos protestos em Barcelona - após a condenação de nove líderes separatistas por uma fracassada tentativa de secessão em 2017 - o primeiro-ministro socialista Pedro Sánchez tem adotado uma estratégia cautelosa.

Na semana passada, Sánchez fez uma aparição-relâmpago em Barcelona para visitar os policiais feridos em confrontos contra manifestantes. O tão esperado encontro com Quim Torra, presidente regional da Catalunha, não ocorreu.

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Na quinta-feira, no entanto, Sánchez mudou o discurso e foi mais contundente. "Assistimos hoje ao fracasso do movimento independentista do ponto de vista político. A Catalunha não tem uma lei eleitoral própria e não possui maioria absoluta para modificá-la. Eles querem perpetuar a crise, mas somos mais persistentes. Radicais e violentos não transformarão Barcelona no palco da barbárie", declarou o premiê.

O outro candidato da esquerda, Pablo Iglesias, do Partido Podemos, fez duras críticas à posição de Sánchez e disse acreditar que o Partido Socialista (PSOE) deve estar mais aberto a dialogar com os independentistas. Iglesias propôs um pacto entre a Catalunha e o governo espanhol e disse que é favorável a indultos para os nove condenados pelo Tribunal Supremo da Espanha. "A situação dos presos políticos não ajuda em nada a sairmos do conflito que foi instalado na região", afirmou.

Em setembro, após um longo período de negociações, Sánchez e Iglesias não chegaram a um acordo para formar um governo e a Espanha foi obrigada a convocar a quarta eleição em quatro anos. Segundo analistas ouvidos pelo jornal O Estado de S. Paulo, embora o PSOE lidere as pesquisas, a esquerda chega fragilizada às eleições.

"O problema do PSOE é que o partido não tem uma estratégia para o que está ocorrendo na Catalunha. Sánchez busca apenas um acordo de médio prazo com os independentistas e propõe um novo estatuto. Mas Iglesias quer dialogar, como já afirmou em várias oportunidades. Tal descompasso, somado ao fato de os dois partidos não terem conseguido chegar a um acordo para formar um governo, mostra que a esquerda está fragmentada e pouco coesa", afirma o professor do Departamento de Ciência Política da Universidade Nacional de Madri, Jaime Pastor Verdú.

Enquanto a esquerda patina, a direita tenta se reestruturar para se apresentar com mais força. Depois de obter o pior desempenho desde a redemocratização da Espanha - a partir de novembro de 1975 -, elegendo apenas 66 deputados nas eleições de 28 de abril, o Partido Popular (PP), de Pablo Casado, optou por discursos mais duros contra a situação política na Catalunha.

Casado exigiu que Sánchez corte o diálogo com os separatistas e pediu que o governo acione a lei de segurança nacional para conter as violentas manifestações em Barcelona, que deixaram mais de 600 feridos. "Se Sánchez quer ter alguma credibilidade na sociedade espanhola e contar com o apoio do PP, precisa romper com a Esquerda Republicana da Catalunha (ERC) e outros partidos independentistas", disse o líder conservador.

Já o partido de extrema direita Vox, liderado por Santiago Abascal, foi ainda mais incisivo. Ele defendeu que Sánchez acione o estado de exceção para controlar os atos de violência em Barcelona. Abascal também quer que os líderes catalães tenham penas mais duras. "Torra não quis condenar a violência dos protestos e também deveria ser preso", afirmou.

O discurso anti-independentista parece ter surtido efeito imediato. Segundo a última pesquisa da empresa Sigma Dos, uma das mais importantes da Espanha, publicada na quinta-feira pelo jornal El Mundo, o PP deve aumentar sua bancada de 66 para 94 deputados.

O Vox, que na votação de abril conquistou 24 cadeiras, poderia obter 44 no dia 10. O PSOE, de Sánchez, seguiria na liderança com 120 assentos, 3 a menos do que nas últimas eleições. Já o Podemos elegeria 42 deputados - 6 a menos.

O centrista Partido Ciudadanos, de Albert Rivera, seria o que mais perderia assentos, baixando de 57 para 16. Muito desta queda tem relação direta com o posicionamento pouco expressivo do partido sobre a questão da Catalunha, explica o professor de Ciências Políticas e Sociais da Universidade de Santiago de Compostela, Miguel Anxo Bastos.

"Os eleitores do Ciudadanos certamente transferiram seus votos para o PP ou para o Vox. Rivera, no início, preferiu usar a mesma estratégia de Sánchez, de ficar em cima do muro, e acabou perdendo a confiança do eleitor. Está claro que os espanhóis não votam somente pensando na Catalunha. Mas hoje a questão da independência tem um peso muito maior e reflete diretamente na decisão de cada um."

Ainda segundo a pesquisa, a centro-direita (PP, Vox e Ciudadanos) estaria tecnicamente empatada com a centro-esquerda (PSOE, Podemos e Más País) na soma dos dois blocos mais importantes. Seriam, 159 votos para a esquerda e 154 para a direita. Para governar, é preciso ter 176 cadeiras de um total de 350.

O desempate está nas mãos dos 34% de eleitores que podem mudar de opinião. "É nítido que a direita avançou em razão da posição mais agressiva sobre a Catalunha. O Vox, por exemplo, pode ter um aumento expressivo no Congresso. O discurso extremista conseguiu persuadir muita gente", diz Bastos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Em meio a uma crise financeira que já se arrasta há anos, ao menos seis Estados brasileiros, que juntos empregam 1,3 milhão de servidores, enfrentam dificuldades para pagar seus funcionários atualmente. Os pagamentos têm sido feitos de forma parcelada. E, com a chegada do fim do ano, cinco deles agora ainda terão de recorrer a operações extraordinárias na tentativa de quitar o 13.º salário dentro do prazo legal, até 20 de dezembro.

Com dificuldade de arrecadação, Mato Grosso, Minas Gerais, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Sergipe já vêm escalonando o pagamento dos salários - normalmente, em até três vezes. Nos primeiros dias do mês, recebem apenas os trabalhadores com remunerações mais baixas. Na metade do mês, os que têm salários intermediários e, só depois, os que recebem mais.

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No Rio Grande do Sul, além de o pagamento ser escalonado desde 2015, também está atrasado. A prática de retardar o pagamento se tornou constante em fevereiro de 2016 e atingiu seu nível mais grave em agosto deste ano, quando o Estado quitou a folha com 41 dias de atraso.

Um dos compromissos de campanha do governador Eduardo Leite (PSDB) era pôr o salário do funcionalismo em dia ainda no primeiro ano de gestão. Passados dez meses da posse, porém, ainda não há sinais de que isso será possível no curto prazo.

O secretário da Fazenda do Estado, Marco Aurélio Cardoso, diz não saber como será feito o pagamento do 13.º salário este ano. No Rio Grande do Sul, as contas para dezembro são longas: além do salário e do 13.º, também é preciso quitar a última parcela do 13.º de 2018. Nos últimos três anos, o salário extra de fim de ano do Executivo foi parcelado em 12 vezes.

Assim como o governo do Rio Grande do Sul, o de Sergipe disse ainda não ter uma estratégia para levantar recursos para o 13.º Nos últimos anos, o Estado, que escalona o pagamento mensal em dois grupos, recorreu a uma linha de crédito.

Em Mato Grosso, mais um Estado onde há escalonamento desde 2015, o governo promete acabar com a prática ainda neste ano e afirma que o 13.º será quitado no prazo. O de 2018 foi pago apenas em abril. Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria da Fazenda, um contingenciamento e negociações com grandes devedores estão em curso para garantir a receita do salário extra deste ano.

No Piauí, o escalonamento dos pagamentos de salários também ocorre desde 2015. Mas o governo informou que, para o 13.º, tem sido feito um contingenciamento ao longo do ano e o montante suficiente para o pagamento já estaria garantido. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

<p>No podcast desta sexta-feira (01), o cientista político Adriano Oliveira destaca temas ligados ao governo Bolsonaro. Segundo ele, o presidente precisa ser chamado de &quot;Bolsocrise&quot;, pelo fato de provocar crises sistematicamente. Para Adriano, questões que nos últimos dias envolveram o nome do Presidente da República, em relação ao assassinato da vereadora Marielle Franco, ocorrido no ano passado, precisam ser esclarecidas pelo Ministério Público do Rio De Janeiro.&nbsp;</p><p>Adriano Oliveira destaca ainda a forte reação do Presidente Jair Bolsonaro contra a emissora TV Globo, que destacou o depoimento do porteiro, que envolveu o nome da família Bolsonaro. Esta reação, segundo o cientista, teria causado uma nova crise. Ele complementa que um político que pretende permanecer no poder, com tranquilidade, precisa sempre manter um bom diálogo com veículos de comunicação.&nbsp;</p><p>&nbsp;</p><p>Adriano destaca ainda a declaração do Deputado Eduardo Bolsonaro(PSL), filho do Presidente, em realação à democracia brasileira. Segundo ele, não é a primeira vez que a família Bolsonaro, demonstra aptdão para a ditadura.</p><p>O programa Descomplicando a política é exibido na fanpage do LeiaJá, em vídeo, toda terça-feira, a partir das 15h. Além disso, também é apresentado em duas edições no formato de podcast, as segundas e sextas-feiras.</p><p>&nbsp;</p><p>Confira mais uma análise a seguir:</p><p>
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