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A Oktoberfest, a famosa festa da cerveja de Munique (sul da Alemanha), começou neste sábado após dois anos de cancelamento do evento devido à pandemia de Covid 19.

O retorno da festa acontece em um contexto de cerveja mais cara: a invasão da Ucrânia provocou a disparada dos preços das commodities agrícolas e da energia, o que obrigou muitas empresas do setor a repassar os custos para o preço da bebida.

Como é tradicional, o prefeito de Munique, Dieter Reiter, iniciou as festividades ao quebrar com um martelo o primeiro barril de cerveja e ofereceu a primeira jarra ao chefe de Estado regional da Baviera, Markus Söder.

A festa prosseguirá até 3 de outubro e nenhuma medida de restrição está prevista, nem o uso de máscara.

A Oktoberfest reunia antes da pandemia mais de cinco milhões de pessoas, um terço delas procedentes do exterior, da Ásia em particular. O evento gera 1,2 bilhão de euros para a economia da região.

O cancelamento em 2020 foi o primeiro desde a Segunda Guerra Mundial. Em 1854 e 1873 o evento não aconteceu devido a epidemias de cólera.

Os alemães estão entre os maiores consumidores de cerveja na Europa, com 84 litros por habitante em 2021.

Na sexta-feira, a Federação Alemã de Cervejarias (DBB) alertou o governo sobre as dificuldades do setor.

"Várias empresas chegaram ao limite para superar os choques provocados pelos aumentos excessivos dos preços do gás, combustível, energia elétrica ou produtos agrícolas. E a tudo isso se somam as crescentes interrupções nas cadeias de suprimentos", afirmou a DBB no em um comunicado.

"O governo deve atuar e não deixar as empresas sozinhas com seus problemas (...) caso não faça isso, centenas de empresas do setor alemão de bebidas vão desaparecer e milhares de trabalhadores ficarão sem emprego", adverte.

Uma bomba de 250 quilos, confeccionada na Segunda Guerra Mundial, explodiu próximo à estação central de trem de Munique, região sul da Alemanha, nesta quarta-feira (1º). Até o momento, quatro feridos foram confirmados, um deles em estado grave.

O explosivo foi perfurado acidentalmente no canteiro de obras da companhia ferroviária Deutsche Bahn, próximo à ponte Donnersbergerbrücke, explicou o ministro do Interior, Joachim Hermann, que foi ao local.

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O serviço ferroviário da estação foi suspenso e as viagens regionais e de longa distância precisaram ser desconectadas da central.

As autoridades foram informadas apenas de um forte barulho, seguido por uma coluna de fumaça a região, destacou a Deutsche Welle. Dois helicópteros e dezenas de bombeiros foram enviados para o resgate.

A Guerra acabou há 75 anos, mas é comum encontrar artefatos do conflito na Alemanha. Conforme a publicação, todos os anos, cerca de cinco mil bombas são desarmadas e toneladas de munições recolhidas.

Prevista para acontecer de 18 de setembro a 3 de outubro em Munique (sul da Alemanha), a Oktoberfest foi cancelada pelo segundo ano consecutivo pela pandemia de Covid-19 - anunciou o governo da região da Baviera nesta segunda-feira (3).

A situação sanitária continua sendo muito "incerta" para celebrar o evento, que reúne centenas de milhares de pessoas, afirmou o presidente bávaro, Markus Söder.

"Existe o risco de criar condições caóticas, pois nas tendas tradicionais a distância, a máscara e todas as medidas (sanitárias) são praticamente impossíveis de aplicar", disse.

Apesar de uma leve melhora da situação na Alemanha, os restaurantes, bares e locais culturais continuam fechados há quase seis meses. As aglomerações, inclusive ao ar livre, permanecem proibidas.

A Festa da Cerveja atrai mais de cinco milhões de pessoas, um terço delas procedentes do exterior, especialmente da Ásia, e gera habitualmente 1,2 bilhão de euros de lucro.

O cancelamento em 2020 foi o primeiro desde a Segunda Guerra Mundial. Em 1854 e em 1873, o evento não aconteceu por epidemias de cólera.

A produção de lúpulo e de cerveja é uma tradição na Alemanha, sobretudo na Baviera. Em 2018, os alemães consumiram em média 102 litros de cerveja por pessoa, superados na Europa apenas por austríacos e tchecos.

Em uma clínica de Munique, Franzi faz um trabalho impecável ao limpar o chão. Mas. em plena pandemia de coronavírus, este robô falante encontrou outra função: arrancar um sorriso dos pacientes e dos profissionais de saúde.

"Pode se afastar, por favor? Tenho que limpar", afirma a máquina, com uma voz aguda em alemão, a todos que aparecem em seu caminho programado com antecedência.

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E, para os que não atendem o pedido, Franzi insiste com voz mais determinada: "Você tem que sair, quero limpar". E se isto não for suficiente, o robô derrama algumas lágrimas digitais de seus olhos representados por dois LEDs que mudam de cor.

"Com a pandemia, as visitas estão proibidas. Franzi distrai os pacientes", afirma Constance Rettler, da empresa Dr. Rettler, responsável pela limpeza da clínica Neuperlach e que forneceu o robô.

Três vezes por dia, Franzi percorre a entrada do hospital para fazer a limpeza. Os pacientes, encantados, fazem diversas fotos. Outros "conversam" com o aparelho de menos de um metro de altura.

"Ah, aqui está meu amigo", afirma uma idosa ao observar o robô. "Recentemente, uma de nossas pacientes descia três vezes ao dia para falar com ele", recorda Tanja Zacherl, diretora de limpeza da clínica.

Criada em uma empresa de Singapura, Franzi era chamada Ella e falava inglês antes de chegara Munique no início do ano. Mas seu alemão é perfeito quando conta aos interlocutores que "não deseja crescer" e que a limpeza é sua paixão.

Quando solicitada, pode cantar um rap, ou alguns clássicos alemães. Aos que temem que Franzi roube o emprego de várias pessoas, Rettler afirma que este não é o objetivo.

O robô será destinado a "apoiar" os colegas humanos, sobretudo em um período de pandemia do coronavírus. "Com a pandemia, temos que fazer muitos trabalhos de desinfecção nos hospitais", conta. "Nossos funcionários podem se concentrar nas partes elevadas, enquanto Franzi se encarrega do chão".

De fato, o robô tem limites: não consegue contornar os cantos e, se encontra um obstáculo, fica quieto e começa a chorar. Apenas um humano pode ajudá-lo.

Após um período de testes de várias semanas, o hospital adotou Franzi. A empresa Rettler decidiu mantê-lo, apesar dos custos de 40.000 euros.

O maestro britânico Simon Rattle deixará a direção musical da Orquestra Sinfônica de Londres para assumir a direção da Orquestra Sinfônica da Rádio Bávara (BRSO) a partir da temporada 2023/2024, anunciou esta última.

O mais famoso dos maestros britânicos, que se opôs ao Brexit, assinou um contrato de cinco anos com a BRSO de Munique.

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Rattle dirigia a prestigiosa Orquestra Sinfônica de Londres (LSO) desde 2017, tendo regido anteriormente a Orquestra Sinfônica de Birmingham e a Orquestra Filarmônica de Berlim.

O músico de 65 anos será o sucessor do letão Mariss Jansons, que comandava o conjunto bávaro desde 2003 e que morreu no final de 2019 aos 76 anos.

"É uma honra suceder Mariss Jansons, e estou ansioso para liderar esses músicos maravilhosos nos anos que virão", disse Rattle no comunicado de imprensa.

"Com sua paixão, versatilidade artística e carisma, ele será um sucessor digno de Mariss Janons", disse o diretor da BRSO, Ulrich Wilhelm.

O maestro, que tem um forte compromisso com a Europa, foi um dos signatários de uma carta anti-Brexit enviada em 2018 por representantes da indústria musical à ex-primeira-ministra Theresa May.

Em entrevista à AFP em 2020, ele descreveu o divórcio com a União Europeia como um "erro terrível" que poderia transformar seu país em uma "prisão cultural".

Habilitado como 'sir' em 1995 pela rainha, Rattle tornou-se famoso aos 25 anos quando impulsionou a Orquestra Sinfônica de Birmingham a um nível internacional.

Durante 16 anos foi diretor musical da prestigiosa Orquestra Filarmônica de Berlim, onde seus antecessores foram os lendários Claudio Abbado e Herbert von Karajan.

Prevista para acontecer de 19 de setembro a 4 de outubro, a Oktoberfest de Munique foi anulada, devido à pandemia do novo coronavírus - anunciaram autoridades locais nesta terça-feira (21).

A prefeitura de Munique e o governo da região da Baviera (sul) "concordaram na avaliação de que os riscos são simplesmente muito elevados", com mais de seis milhões de visitantes esperados - entre eles um terço do exterior e, particularmente, da Ásia, disse o chefe de governo do Estado da Baviera, Markus Söder.

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"Foi por isso que decidimos que a Oktoberfest não vai acontecer este ano", acrescentou.

Söder deu a entender que o evento poderia ser realizado apenas no caso da descoberta de uma vacina contra o coronavírus, já que é impossível estabelecer regras de distanciamento social em um dos maiores eventos do mundo.

O prefeito de Munique, Dieter Reiter, disse que é "um dia triste" e um "remédio amargo" para a capital bávara perder a receita gerada com a Oktoberfest.

Com seus pinguins, girafas e leões, o zoo de Munique participa da semana do Orgulho Gay, explicando a seus visitantes que o amor entre indivíduos do mesmo sexo também existe no reino animal.

Na iniciativa, o zoo da cidade destaca a vida íntima de todas as criaturas, grandes e pequenas, para promover a tolerância entre os seres humanos.

"Para nós, é importante falar" da homossexualidade no reino animal e mostrar que o amor entre sujeitos do mesmo sexo ocorre na natureza, afirmou o porta-voz do zoológico de Munique, Dennis Spaeth.

"Infelizmente, cada vez mais vemos mais gente na Alemanha da direita reacionária que ataca os direitos do [coletivo] LGTBQI [lésbicas, gays, transsexuais, bissexuais, queer, intersexuais]", completou.

Embora na Baviera, uma região da Alemanha majoritariamente católica, a aceitação dos homossexuais tenha crescido muito e apesar de ter sido aprovado, em 2017, o casamento entre pessoas do mesmo sexo, os gays continuam sendo alvo de ataques violentos.

No ano passado, a polícia registrou 91 ataques motivados pela orientação sexual da vítima.

Dentro do zoo, a primeira parada do tour do Orgulho Gay é a área das girafas, onde os animais dedicam aos visitantes tímidos olhares furtivos, enquanto desfrutam de seu almoço à base de feno.

"As girafas são bissexuais. Em alguns grupos, 90% dos atos observados são, de fato, homossexuais na natureza", explica o biólogo Günter Strauss.

Um pouco mais à frente, vê-se um casal de pinguins Humboldt, ambos machos, em uma rocha, separados de seus companheiros.

Isso não é uma relação pontual, porque "a conduta homossexual nas relações entre pinguins pode durar toda uma vida, algo muito raro dentro do reino animal", indica Strauss.

De fato, centenas de espécies animais, dos elefantes às serpentes, ou às aves, agem com um certo comportamento homossexual. É incomum, porém, que os bichos, peludos ou com asas, comportem-se igual aos casais humanos do mesmo sexo.

"As pessoas crescem com uma orientação sexual específica. Isso, às vezes, não acontece desse jeito com os animais", afirma Strauss. "Na verdade, eles são bissexuais. Adotam um determinado comportamento sexual em momentos específicos", explica.

Um caso deste tipo é o dos leões. De acordo com Strauss, "8% dos atos sexuais entre os leões são homossexuais. E as leoas se comportam como lésbicas apenas quando estão em cativeiro".

Também por ocasião da Semana do Orgulho Gay, o zoo de Londres pendurou um cartaz em sua área reservada para os pinguins, dizendo: "Alguns pinguins são gays. Supere isso".

O tom ameno do texto traz uma mensagem séria. O lema "Supere isso" (do inglês "Get over it") é um dos usados pelo movimento a favor dos direitos da comunidade LGTBQI.

A polícia alemã diz não ter dúvidas de que um homem de 33 anos, preso há pouco, seja o agressor que atacou oito pessoas a faca em Munique neste sábado (21). O suspeito ainda não deu qualquer tipo de informação que revelaria o motivo do ataque, mas policiais praticamente descartaram a hipótese de terrorismo.

De acordo com o chefe de polícia de Munique, Hubertus Andrae, não há indícios de motivação extremista, política ou religiosa no ataque. Ele disse que os policiais acreditam que o suspeito sofra de problemas psicológicos.

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O suspeito foi preso cerca de três horas depois de oito pessoas serem atacadas. 500 policiais foram deslocados para procurar o agressor. Nenhuma das vítimas teve lesões graves. Fonte: Associated Press.

A polícia alemã diz ter prendido um suspeito de ter conduzido um ataque com faca em Munique que deixou quatro pessoas levemente feridas.

De acordo com o porta-voz da polícia, Marcus da Gloria Martins, o homem foi preso cerca de três horas depois do incidente numa área próxima do centro de Munique. Ele disse que a aparência do suspeito condiz com a descrição que testemunhas relataram sobre o agressor.

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Da Gloria Martins informou que seis pessoas foram atacadas em diferentes locais, mas só quatro ficaram feridas. Ainda não há informações sobre o motivo do ataque. Fonte: Associated Press.

A imprensa europeia destaca na manhã deste sábado que várias pessoas foram levemente feridas por um homem com uma faca na cidade alemã de Munique. Citando fontes da polícia, mas ainda sem dados precisos sobre números de atingidos, a informação até agora é a de que os oficiais procuram um suspeito de cerca de 40 anos que estava usando calça cinza, jaqueta verde e carregando uma mochila e uma esteira para dormir. Ele teria fugido do local do crime com uma bicicleta preta.

O motivo do ataque ainda é desconhecido, conforme um comunicado da polícia alemã. Os moradores próximos da região onde ocorreu o ataque foram orientados para ficarem em casa, enquanto o suspeito não é capturado. Nenhuma das vítimas sofreu lesões que possam levar à morte, de acordo com a imprensa da região. (Célia Froufe, correspondente - celia.froufe@estadao.com)

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O grupo francês Airbus vai começar os primeiros testes de carros voadores até o final de 2017. O anúncio foi feito esta segunda-feira (16) pelo presidente executivo da companhia, Tom Enders. O objetivo seria que as pessoas reservassem o veículo usando um aplicativo, semelhante aos sistemas de partilha de automóveis.

A Airbus prevê pequenas aeronaves autônomas como forma de evitar o engarrafamento nas cidades no futuro, à medida que as populações das áreas urbanas aumentam. A empresa formou no ano passado uma nova divisão chamada Urban Air Mobility, encarregada de desenvolver novos serviços de transporte baseados em smartphones. Um dos conceitos imaginados inclui um novo helicóptero capaz de transportar vários passageiros.

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"Cem anos atrás, o transporte urbano foi subterrâneo, agora temos os meios tecnológicos para ir acima do solo", disse o presidente-executivo da Airbus, Tom Enders, na conferência de tecnologia digital DLD em Munique, acrescentando que sua empresa deve fazer voar um veículo de demonstração para transporte de uma pessoa até o final do ano.

O executivo informa que a Airbus planeja utilizar tecnologias limpas para evitar mais poluição nas cidades congestionadas. Ele disse que usar os céus também poderia reduzir os custos para os planejadores de infraestrutura das cidades. "Com o voo, você não precisa colocar bilhões em pontes e estradas concretas," pontuou.

A tradicional festa da cerveja de Munique começou, neste sábado, com um reforço da proteção policial após os três ataques ocorridos na Baviera em julho, dois reivindicados por extremistas e um provocado por um adolescente com problemas mentais.

O prefeito da capital da Baviera, Dieter Reite, inaugurou às 12H00 (07H00 Brasília) a 183ª edição da Oktoberfest, a maior festa dedicada à cerveja do mundo.

Pela primeira vez, a esplanada de Theresienwiese, que acolhe a festa até 3 de outubro, foi rodeada por uma cerca. Além disso, foi proibida a entrada com grandes bolsas no recinto, foram mobilizados 600 policiais permanentes, em vez 500, e a videovigilância foi reforçada.

"Constatamos que a sensação de segurança da população se deteriorou. Queremos mostrar, com mais policiais, que estamos preparados", disse neste sábado Werner Feiler, vice-presidente da Polícia de Munique.

Os organizadores temem uma diminuição na afluência devido às preocupações pela segurança. No ano passado, a afluência foi menor coincidindo com a chegada de refugiados à Baviera no momento de auge da crise migratória.

A Oktoberfest registrou então 5,9 milhões de visitantes, 400.000 a menos que no ano anterior.

Em julho, um adolescente germano-iraniano com problemas mentais matou nove pessoas em Munique e depois se suicidou.

No mesmo mês, o grupo extremista Estado Islâmico (EI) realizou dois ataques no sul da Alemanha: um atentado com um artefato explosivo realizado por um sírio de 27 anos, que deixou 15 feridos, e um ataque com machado em um trem, realizado por um solicitante de asilo afegão, que deixou cinco feridos.

Após o ataque em um shopping e um restaurante de fast food de Munique, que matou nove pessoas e feriu otras 16, os líderes da Alemanha tentam acalmar os ânimos da população. O tiroteio marcou uma noite de pânico na cidade, à medida de falsos rumores de novos ataques apareciam nas redes sociais.

O número de emergência a polícia recebeu 4.310 ligações em seis horas - mais de quatro vezes a média de ligações por dia. As autoridades haviam alertado, de acordo com relatos de testemunhas, que outros atiradores poderiam estar soltos.

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"Nós não podemos permitir que a insegurança e o medo tomem as nossas vidas", disse a autoridade do estado da Bavária, Horst Seehofer, neste sábado. "Nós devemos continuar vivendo as nossas vidas e os nossos valores".

A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, afirmou que Munique passou por "uma tarde e uma noite de terror". Ela disse que entendia a ansiedade dos alemães quanto a segurança após este e mais dois ataques, um no qual um imigrante afegão atacou pessoas com um machado em o atentado de Nice na última semana.

"Eu posso entender qualquer um que chega perto de uma multidão com medo, se questionando se está seguro", disse Merkel. "O Estado e as agências de segurança irão continuar fazendo de tudo para proteger a liberdade e a segurança das pessoas na Alemanha", acrescentou. Fonte: Dow Jones Newswires.

Um rapaz prestativo, reservado e fã de videogames de guerra: para os vizinhos do atirador do shopping de Munique, todos agora sob choque total, nada pode explicar a chacina desencadeada por David Ali Sonboly.

Com dupla nacionalidade, alemã e iraniana, o rapaz de 18 anos vivia com sua família em um conjunto de moradias sociais moderno e discreto, localizado no bairro de Maxvorstadt, não muito longe do centro da capital da Bavária.

Na entrada do edifício, situado entre uma concessionária de carros de luxo Mazerati e uma loja de vestidos de noiva, Delfye Dalbi tenta decifrar o mistério envolvendo seu jovem vizinho. "Nunca o vi chateado, nunca soube que tivesse problemas com a polícia ou com algum vizinho", comenta esta mãe de família de origem macedônia.

O autor da chacina vivia com seus pais e seu irmão em um apartamento de três cômodos e frequentava a escola do bairro. "Ele era muito gentil, prestativo. Ria como qualquer pessoa normal. Alguma coisa aconteceu na cabeça dele", especula Dalbi.

Os pais são iranianos, segundo a vizinha. O pai é motorista de taxi e a mãe empregada de uma cadeia de lojas conhecida, a Karstadt. "Estou morrendo de pena da família, até mesmo do menino... As pessas dizem que isso tem a ver com o fato dele ser muçulmano, mas nada disso tem a ver com a religião muçulmana”, enfatiza Dalbi.

Outra vizinha confirma: a família não era particularmente religiosa. Para Sedik Ali, um afegão de 29 anos, o atirador, um jovem grande e robusto, era uma pessoa muito solitária.

"É estranho, mas ele nunca falava com a gente", comenta o vizinho, que conta que sempre jogou bola com o irmão mais novo dele em um parque do bairro.

- 'Não quero falar com ninguém' -

Segundo Stephan, atendente de uma cafeteria "Treemans", Sonboly era visivelmente sinônimo de 'não quero falar com ninguém'" "Ele não era como os jovens da idade dele, alegre, moderno, usando o cabelo da moda. Ele era mais calmo. Era um garoto tímido", acrescentou.

Como a maioria dos moradores locais, de origem estrangeira, o rapaz sempre passava diante do bar, mas não parava. "Eu dizia 'olá'. Ele respondia 'olá', mas como aqui é uma cafeteria americana, ele não costumava frequentar", contou ainda.

O autor do tiroteio sofria de "uma forma de depressão", afirmou neste sábado o procurador de Munique, descrevendo sua atitude como a de um "desequilibrado", sem ligações com o grupo Estado Islâmico (EI).

Em um vídeo amador difundido nas redes sociais na noite de sexta e autentificado pela polícia, é possível ver no telhado do shopping um homem insultando outro, vestido de negro e com uma pistola na mão.

Em resposta aos insultos do outro indivíduo, o agressor responde: "Sou alemão, nasci aqui. Em um bairro do Hartz IV", nome do auxílio desemprego recebido por muitos beneficiários. "Estava em tratamento hospitalar", disse ainda.

Segundo uma fonte policial citada pela agência DPA, Sonboly era fã de games de guerra e, mais sintomático ainda, admirador do jovem alemão de 17 que cometeu um massacre na escola perto de Stuttgart, em 2009.

A polícia também achou indícios de que o jovem sentia grande fascínio pelos assassinatos em massa e que juntava informações sobre pessoas desequilibradas e autoras de chacinas, como livros e artigos de jornais.

Os investigadores disseram existir um vínculo "evidente" entre este tiroteio e o assassino supremacista norueguês Anders Behring Breivik. O tiroteio em Munique aconteceu justamente no dia em que o massacre de 77 pessoas cometido pelo radical de direita norueguês completava 5 anos.

O chefe da polícia de Munique, Hubertus Andraes, disse que o suspeito do ataque a um shopping da cidade, que deixou pelo menos 10 mortos e 21 feridos, é um alemão-iraniano, de 18 anos, de Munique.

Andreas disse em uma coletiva de imprensa que o corpo do suposto atirador foi encontrado cerca de duas horas e meia após o ataque e que a polícia se baseou na avaliação de declarações de testemunhas e do circuito interno de vídeo. A motivação para o crime é incerta, segundo o porta-voz.

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Os investigadores acreditam que o atirador tirou a própria vida e que ele agiu sozinho. Dois outros indivíduos que teriam fugido da área do ataque foram rapidamente investigados, mas não tinham "nada a ver com o incidente".

A polícia disse que dez pessoas foram mortas, incluindo o suspeito, e entre os feridos estão jovens e crianças. A cidade no sul da Alemanha ficou "bloqueada" durante uma perseguição de quase oito horas. E o sistema de transporte, que teve as atividades suspensas, voltou ao normal.

A chanceler Angela Merkel estava de férias nesta sexta-feira, e seu paradeiro era desconhecido até o momento do ataque. Já o presidente Joachim Gauck, afirmou estar escandalizado pelo "ataque mortífero" em Munique. "Meus pensamentos estão com todas as vítimas e aqueles que sofrem ou temem por seus entes queridos", disse.

O tiroteio acontece apenas quatro dias após um refugiado atacar pessoas com um machado em um trem nos arredores de Würzburg, deixando cinco pessoas severamente machucadas. O homem, que foi morto a tiros pela polícia, estava registrado como refugiado afegão no país, e vivia com uma família alemã na região.

O ataque chocou o país, que até o momento tinha sido poupado de atentados como os que ocorreram em Paris ou Bruxelas.

Após o ataque que deixou pelo menos nove mortos em Munique, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nesta sexta-feira (22) que seu país condena a ação “nos termos mais fortes” e que vai colocar à disposição da Alemanha “quaisquer recursos que possam auxiliar a investigação”.

“Ainda não sabemos todos os fatos, mas sabemos que este ato hediondo já matou e feriu várias pessoas no coração de uma das cidades mais vibrantes da Europa”, disse Obama em declaração divulgada pela Casa Branca.

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“Nossos pensamentos e orações estão com as famílias e entes queridos dos falecidos, assim como nós desejamos aos feridos uma recuperação completa”, acrescentou o presidente norte-americano.

Na declaração, o governo dos EUA destaca que o país vai trabalhar em estreita colaboração com a Alemanha e que a determinação dos dois países e da comunidade internacional “permanecerá inabalável em face de atos de violência desprezível como este”.

A polícia alemã elevou para oito o número de pessoas mortas em um tiroteio no shopping Olympia Einkaufszentrum, na zona norte de Munique. Um nono corpo foi confirmado, mas as autoridades não disseram onde ele foi encontrado.

Diversos civis também ficaram feridos no incidente, que pode ter sido causado por terroristas. A porta-voz da polícia local afirmou que as autoridades procuram por até três suspeitos, que continuam foragidos. As buscas ocorrem em toda a cidade.

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Segundo a polícia, a primeira ocorrência foi registrada em um McDonald's ao lado do shopping. Testemunhas relataram ter visto três homens carregando armas longas.

Quando questionado se a polícia acredita que este pode ser um ataque terrorista, outro porta-voz da corporação afirmou que sim. "Este é um dos maiores desafios que a polícia local enfrenta nos últimos anos', disse.

A agência de trânsito da cidade afirmou que o metrô, as linhas de ônibus e bondes deixaram de circular na cidade. Apenas algumas linhas interurbanas circulam, mas não passam pela estação central, que foi esvaziada. Os hospitais da cidade estão em alerta de emergência.

A chanceler Angela Merkel estava de férias nesta sexta-feira, e seu paradeiro era desconhecido até o momento do ataque. Já o presidente Joachim Gauck, afirmou estar escandalizado pelo "ataque mortífero em Munique."

"Meus pensamentos estão com todas as vítimas e aqueles que sofrem ou temem por seus entes queridos", disse.

O tiroteio acontece apenas quatro dias após um refugiado atacar pessoas com um machado em um trem nos arredores de Würzburg, deixando cinco pessoas severamente machucadas. O homem, que foi morto a tiros pela polícia, estava registrado como refugiado afegão no país, e vivia com uma família alemã na região.

O ataque chocou o país, que até o momento tinha sido poupado de atentados como os que ocorreram em Paris ou Bruxelas. Fonte: Dow Jones Newswires.

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Um tiroteio dentro do Olympia Shopping Mall, em Munique, na Alemanha, terminou com mortos e feridos. Segundo a polícia, testemunhas relataram a presença de três homens armados. À rede alemão NTV, o secretário do Interior da Baviera, Joachim Herrmann, afirmou que há pelo menos três mortos. Já uma porta-voz da polícia de Munique falou em vários mortos e feridos.

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Nenhum dos suspeitos foi localizado ainda e a polícia pedia, por volta das 15h, horário de Brasília, que as pessoas não ficassem em lugares públicos e nem postassem fotos e vídeos da ação policial. "Não ajudem os criminosos", postou o twitter oficial da polícia alemã.

Ainda de acordo com a polícia, houve relatos não confirmados de mais violência e possível tiroteio no centro da cidade, o que provocou a interrupção do serviço de transporte público. "Os suspeitos ainda estão foragidos, não saiam de suas casas", alertou a polícia alemã.

Mais informações em instantes

Um comprador anônimo, que se apresentou como argentino, comprou no sábado a maioria dos pertences nazistas leiloados em um polêmico leilão organizado em Munique (sul), desembolsando mais de 600.000 euros, informou nesta segunda-feira a imprensa alemã.

Todo vestido de preto - botas, calça jeans, camisa pólo e boné - "o comprador da segunda fila" gastou, entre outros, 275.000 euros no último casaco do uniforme de Adolf Hitler e 3.000 euros pelas roupas de baixo "parcialmente mofadas" de Herman Göring, mas desprezou um par de meias de Hitler vendida por 18.000 euros, segundo o jornal Bild.

O tabloide enviou um repórter entre os compradores, "casais jovens, homens idosos e homens de cabeças raspadas musculosos com tatuagens tribais", para acompanhar durante três horas um leilão dominado pelo "número de licitante 888" - recordando o número "88" adorado pelos neonazistas por representar as primeiras letras de "Heil Hitler".

Com duas palavras ao Bild em um inglês carregado de um sotaque espanhol, o comprador afirmou vir de Argentina e explicou que destinaria as peças compradas "a um museu", sem revelar mais detalhes. "Seria um homem a serviço de um colecionador particular?", questionou o jornal, lembrando a fuga para a Argentina de muitos nazistas após a Segunda Guerra Mundial.

O jornal bávaro Süddeutsche Zeitung afirmou, por sua vez, que dois homens vestidos de preto se revezaram com a placa 888, vestidos de forma idêntica e falando com o mesmo sotaque sul-americano. O Conselho Central dos Judeus da Alemanha havia expressado na quinta-feira sua indignação com o leilão, descrito como "escandaloso e desprezível". O prefeito de Munique também expressou seu descontentamento.

Entre os objetos pessoais do ditador nazista figuravam na leilão pares de meias e gravatas, toalhas de mesa ou o seu certificado de imposto de renda relativo a taxas sobre cães, de acordo com a imprensa alemã. Todos os objetos eram de propriedade do ex-médico do Exército dos Estados Unidos John K. Lattimer, responsável pela saúde dos acusados durante o julgamento de Nuremberg de líderes do regime nazista.

A casa de leilões Hermann Historica, que fornece acesso ao catálogo de leilão apenas aos seus clientes e que proibiu a imprensa de assistir à venda, assegurou em um comunicado que não tinha como objetivo era incomodar a paz social ou ferir sentimentos e afirmou que estava "bem ciente da sombria história alemã entre 1933 e 1945".

Em abril de 2014, na França, a venda de 40 objetos nazistas que pertenciam aos dois líderes do 3º Reich, incluindo passaportes e pratos, foi cancelada após a intervenção do ministro francês da Cultura junto a casa de leilões Vermot de Pas.

Um homem morreu e três outros ficaram feridos, em um ataque com faca ocorrido em uma estação ferroviária de uma cidade próxima de Munique, no início desta terça-feira (10), segundo a polícia. O ataque foi cometido por um cidadão alemão de 27 anos, pouco depois das 5h (hora local), na estação de Grafing, uma pequena cidade cerca de 30 quilômetros a sudeste de Munique.

A imprensa alemã informou que, segundo testemunhas, o homem com a faca gritou "Allahu akbar" (Deus é grande) antes dos ataques. A polícia não confirmou essa versão. "O homem fez declarações durante o ataque que implicavam uma motivação política", disse apenas a polícia.

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"Nós estamos analisando se há um motivo islâmico para o ataque", afirmou uma porta-voz do escritório regional de crimes em Munique. A polícia prendeu um suspeito pelo ataque e as investigações continuam, de acordo com a porta-voz da polícia.

Um porta-voz da Deutsche Bahn, que opera o serviço de trem S-Bahn que serve a estação, afirmou que o ataque ocorreu sobre a plataforma no momento em que um trem chegava. "O homem estava na estação e na plataforma quando o trem parou", relatou o funcionário. Um membro da unidade de segurança DB Security deixou o trem e prestou os primeiros socorros em uma das vítimas, disse um porta-voz.O único morto no ataque tinha 50 anos e morreu no hospital, segundo a polícia. Os feridos eram todos homens, com idades de 58, 43 e 55 anos. Fonte: Dow Jones Newswires.

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