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Dedicado às redes sociais, o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) não gostou dos comentários na foto do pai hospitalizado e criticou a falta de sensibilidade com o estado de saúde do presidente. Socorrido com dores no abdomên na madrugada desta segunda-feira (3), Jair Bolsonaro (PL) está internado em um hospital particular de São Paulo sem previsão de alta.

Alguns usuários comentaram declarações polêmicas ditas pelo próprio Bolsonaro, como quando afirmou que não era coveiro após ser questionado sobre a gravidade da pandemia no Brasil ou quando sugeriu fazer cocô dia sim, dia não para reduzir a poluição.

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O posicionamento de parte dos opositores irritou Carlos, que reclamou da 'invasão' na postagem.

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Na publicação, o chefe do Executivo informou que precisou interromper as férias e foi internado por conta de uma nova obstrução abdominal, que seria relacionada à facada sofrida em 2018. Ainda de acordo com Bolsonaro, uma nova cirurgia será necessária.

Ele espera a chegada do médico-cirurgião Antonio Luiz Macedo, responsável pela operação após o atentado e, caso seja confirmada a necessidade da nova intervenção, será a quinta relacionada ao ataque.

Socorrido com urgência após sentir dores abdominais na madrugada desta segunda-feira (3), Jair Bolsonaro (PL) indicou que deve passar por mais uma cirurgia de desobstrução intestinal. Apesar da falta de exames conclusivos e do diagnóstico do médico pessoal, o presidente garantiu que a nova internação ainda é consequência da facada sofrida na campanha de 2018.

Bolsonaro deixou o Litoral de Santa Catarina, onde passava as férias com a família desde o dia 27, e deu entrada no Hospital Nova Star, na Zona Sul de São Paulo, por volta das 3h.

Ele conta que começou a sentir o desconforto após o almoço do domingo (3) e segue internado com sonda nasogástrica na espera do médico-cirurgião Antônio Luiz Macedo.

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 O médico foi quem o operou após o atentado e teve que interromper a viagem as Bahamas para atender o presidente. A expectativa é que Macedo chego à unidade por volta das 15h.

Caso confirmada a necessidade da nova intervenção, será a quinta cirurgia relacionada ao atentado. De acordo com o boletim, seu quadro é estável e ainda não há previsão de alta.

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Segundo investigações da Polícia Civil de Minas Gerais, pelo menos dois adolescentes e uma mulher adulta planejavam invadir escolas e espaços públicos, utilizando-se de armas de fogo, com intuito de atentar contra a vida de outras pessoas. 

Nesta quinta-feira (02), a operação Escola Segura foi deflagrada pelas polícias civis de Minas, Pará e do Espírito Santo. Com o esforço integrado das forças de segurança dos três estados, foi possível identificar e localizar a casa dos suspeitos, onde foram cumpridos mandados de busca e apreensão.

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Em Minas Gerais, a ordem judicial foi cumprida na cidade de Conceição da Aparecida, Sul de Minas, em ação coordenada pelo delegado Roberto Fontes.

A operação, coordenada pela Secretaria de Operações Integradas do Ministério da Justiça e Segurança Pública (Seopi/MJSP), por meio do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), contou com o compartilhamento de informações e colaboração da Agência de Investigações de Segurança Interna (Homeland Security Investigations – HSI) e do Serviço Secreto, ambos da Embaixada dos Estados Unidos em Brasília.

Oito pessoas morreram nesta quinta-feira (25) e 17 ficaram feridas na explosão de um carro-bomba perto de uma escola na capital somali Mogadíscio.

O atentado foi reivindicado pelo grupo extremista Al Shabaab, informaram as forças de segurança.

O porta-voz da polícia somali, Abdifatah Adan, confirmou o balanço de oito mortos em um comunicado.

Outro oficial das forças de segurança, Mohamed Abdillahi, afirmou que a explosão deixou 11 estudantes feridos.

Testemunhas afirmaram à AFP que um comboio militar da AMISOM, a Missão da União Africana (UA) na Somália, passava pela área no momento da explosão.

O grupo Al Shabaab, vinculado à Al-Qaeda, reivindicou o ataque contra instrutores militares".

"O prédio da escola sofreu graves danos e os ônibus escolares também foram atingidos", declarou à AFP Ahmed Bare, segurança na área do ataque.

O diretor do serviço de ambulâncias Aamin da capital da Somália, Abdikadir Abdirahman, publicou no Twitter fotos do local da explosão e citou uma "tragédia".

Um atentado contra um ônibus militar em Damasco deixou pelo menos 14 mortos nesta quarta-feira (20), o ataque mais violento do tipo em vários anos na capital da Síria.

Uma hora depois, um bombardeio do exército matou 13 pessoas, incluindo 10 civis, na província de Idlib, o último grande reduto jihadista e rebelde da região noroeste do país, informou a ONG Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

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Às 6H45 (0H45 de Brasília), um ônibus militar que circulava perto de uma ponte estratégica da capital "foi alvo de um ataque terrorista com dois dispositivos explosivos fixados ao veículo, o que provocou as mortes de 14 pessoas e deixou vários feridos", informou a agência estatal SANA.

A agência oficial síria SANA informou "um atentado terrorista que utilizou dois dispositivos explosivos contra um ônibus sobre uma ponte na capital síria". O ataque também deixou três feridos.

As imagens divulgadas pela agência mostram um ônibus em chamas e uma equipe trabalhando para desativar um terceiro explosivo na mesma área.

Damasco não é tão afetada pela violência da guerra síria, especialmente desde que militares e milícias aliadas tomaram o controle em 2018 do último reduto rebelde perto da capital.

O ataque, que não foi reivindicado por nenhum grupo até o momento, é o mais violento na cidade desde o atentado executado pelo grupo extremista Estado Islâmico (EI) contra o Palácio de Justiça em março de 2017, que deixou pelo menos 30 mortos.

- Bombardeio em Idlib -

Quase uma hora depois da explosão, o exército bombardeou a cidade de Ariha, na província de Idlib, severamente castigada pela guerra.

A ação, que matou pelo menos 10 civis e um combatente, aconteceu em uma área movimentada da cidade no momento de entrada nas escolas, segundo o OSDH. Três vítimas eram crianças.

"À 8 da manhã, acordamos com os bombardeios. As crianças ficaram aterrorizadas e gritavam, não sabíamos o que fazer nem para onde ir", declarou à AFP Bilal Trissi, pai de duas crianças e que mora perto do local atacado.

"Bombardearam o nosso bairro, o mercado. Crianças morreram. Não sabemos por quê, de que somos culpados?", questionou.

Este é um dos ataques mais violentos desde a entrada em vigor de uma trégua em Idlib, em março de 2020, mediada por Rússia e Turquia, os dois principais personagens estrangeiros no conflito sírio.

Muitos rebeldes e jihadistas procedentes de outras áreas se reagruparam nesta província, dominada pelo grupo extremista Hayat Tahrir Al Sham (HTS), integrado por líderes do ex-braço sírio da Al-Qaeda.

- Reconquista do regime -

Os dois eventos abalam as mensagens do governo de que os 10 anos de guerra no país ficaram para trás e a estabilidade está garantida para iniciar o mais rápido possível os projetos de reconstrução e investimento.

O regime do presidente Bashar al-Assad se esforça para sair do isolamento internacional e registrou alguns progressos recentemente.

Meio milhão de pessoas morreram no conflito, que começou com a brutal repressão dos protestos iniciados em 2011 no âmbito da Primavera Árabe, segundo os dados do OSDH.

A guerra também provocou o maior deslocamento forçado pela violência desde a Segunda Guerra Mundial. Metade dos 22 milhões de habitantes sírios de antes do conflito se viram forçados a deixar suas casas em algum momento.

A posição de Assad ficou por um fio quando suas forças controlavam apenas um quinto do território sírio, mas a intervenção militar da Rússia em 2015 permitiu o início de uma longa e violenta reconquista do país.

Apoiado ainda pelo Irã e por milícias aliadas, o exército recuperou quase todas as principais cidades da Síria, embora as forças curas apoiadas pelos Estados Unidas ainda controlem o nordeste.

O autoproclamado califado do Estado Islâmico, que impôs sua lei brutal em várias partes da Síria e Iraque, perdeu espaço até desaparecer no início de 2019.

O que restou do EI no leste da Síria passou à clandestinidade, mas continua atacando o governo e suas forças aliadas, especialmente em zonas desérticas.

Agora, o principal objetivo do governo é a região de Idlib. O regime de Assad insiste na intenção de reconquistar todo o território, incluindo esta província rebelde.

Pelo menos quatro pessoas ficaram feridas depois que alguém começou a atirar durante um jogo de futebol americano no estádio Ladd-Peebles, na cidade de Mobile, no estado do Alabama (EUA), conforme a mídia local.

Os vídeos do incidente, divulgados nas redes, mostram pessoas fugindo do local.

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O tiroteio ocorreu às 22h no horário local (0h no horário de Brasília) durante os minutos finais do jogo entre as equipes das escolas secundárias de Vigor e Williamson.

"Vários feridos foram relatados e as vítimas foram transferidas para um hospital. Um indivíduo foi hospitalizado com um ferimento potencialmente mortal", disse a Polícia de Mobile.

A identidade do atirador ou a motivação do ataque não são ainda conhecidas.

Devido ao incidente, a partida foi adiada. A data e o local do evento esportivo serão anunciados posteriormente. Em 2019, outro tiroteio ocorreu no mesmo estádio, que resultou em nove feridos. Após este ataque, detectores de metal foram instalados no local.

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Da Sputnik Brasil

Pelo menos cinco pessoas morreram, neste domingo (10), em um ataque com carro-bomba em Áden, no sul do Iêmen, contra um comboio de autoridades do governo, que sobreviveram ao atentado.

Segundo fontes da segurança, o governador de Áden, Ahmed Lamlas, o ministro da Agricultura, Salem al-Socotri, e outra autoridade cuja identidade não foi revelada estavam a bordo do comboio que passava por Áden.

Áden é a segunda maior cidade do país e a capital provisória do governo iemenita, que desde 2014 está em guerra contra os rebeldes houthis.

Segundo balanço provisório das fontes de segurança, o atentado, que por ora não foi reivindicado, causou cinco mortos e 11 feridos.

"O carro-bomba explodiu na rua Al-Moualla quando o comboio de altos funcionários passou. Estavam a bordo o governador de Áden, o ministro da Agricultura e outro", disse uma dessas fontes à AFP. Todos sobreviveram, segundo a agência de notícias estatal Saba.

O governador e o ministro da Agricultura são membros do Conselho de Transição do Sul (separatistas, STC) que participa no governo de união nacional juntamente com os apoiantes do presidente Abd Rabbo Mansur Hadi, reconhecido pela comunidade internacional. Este governo tem sua sede em Áden desde a queda da capital, Saana, para os rebeldes houthis.

O Iêmen do Sul era um Estado independente até a reunificação em 1990. No sul ainda há muito ressentimento contra os iemenitas do norte, a quem acusam de ter forçado a unificação do país.

Nos últimos anos, vários ataques antigovernamentais foram atribuídos aos rebeldes houthis. Outros foram reivindicados por grupos extremistas islâmicos.

Após o ataque deste domingo, o primeiro-ministro iemenita, Main Abdelmalek Said, pediu uma investigação e chamou-o de um atentado "terrorista covarde", de acordo com a agência de notícias Saba.

Por sua vez, o porta-voz do STC, Ali al-Kathiri, denunciou um "complô perigoso" contra o Sul, acrescentando que o ataque coincidiu com o avanço das forças "terroristas" houthis nas regiões de Marib (norte) e Chabwa (centro).

Os houthis intensificaram sua campanha nos últimos meses para tomar a cidade de Marib, que tentam conquistar desde fevereiro das forças pró-governo, avançando em várias frentes. Os combates causaram, desde então, centenas de mortes.

Na guerra do Iêmen, o governo conta com o apoio militar de uma coalizão liderada pela vizinha Arábia Saudita. Os houthis, por sua vez, têm apoio político do Irã, país xiita rival dos sauditas sunitas.

Os rebeldes houthis controlam grande parte do norte do país, incluindo a capital, Sanaa.

A comunidade internacional tenta, em vão, chegar a uma solução pacífica para este conflito que causou a pior crise humanitária do mundo, de acordo com a ONU.

Quase 80% da população iemenita depende da ajuda humanitária para sobreviver. De acordo com organizações internacionais, dezenas de milhares de pessoas morreram no conflito e milhões foram deslocados.

O atentado em Áden acontece quando o enviado dos Estados Unidos para o Iêmen, Tim Lenderking, lançou uma nova tentativa de encerrar a guerra com uma turnê regional que incluiu a Arábia Saudita, aliada dos Estados Unidos.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou o deputado federal bolsonarista Loester Trutis (PSL-MS) por comunicação falsa de crime, porte ilegal de arma e disparo de arma de fogo. Ele é acusado de forjar o próprio atentado.

Em manifestação enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF), o vice-procurador-geral Humberto Jacques de Medeiros diz que 'robustos elementos' contradizem a versão do parlamentar.

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"Diversos Laudos Periciais, Relatórios e Informações Policiais, além de oitivas, revelaram a real dinâmica dos fatos e refutaram a versão inicialmente apresentada pelos denunciados à Polícia Federal", afirma a PGR.

O deputado bolsonarista alega ter sido vítima de um ataque a bala em fevereiro do ano passado na rodovia BR-060, entre Sidrolândia (MS) e Campo Grande (MS), e atribui a emboscada a uma disputa política no Mato Grosso do Sul.

A Procuradoria também chama atenção para o uso político do episódio. "Considerando que o porte de arma é uma pauta política defendida intensamente pelo Deputado Loester Trutis; o Parlamentar, ao noticiar o episódio, atribui ao porte de arma a ausência de lesões e, até mesmo, o escape da morte", destaca o vice-procurador.

Caberá à ministra Rosa Weber, relatora do caso no STF, decidir se aceita ou não a denúncia.

Ao concluir a investigação, em maio, a Polícia Federal apresentou um relatório de 105 páginas em que rebate a versão do deputado e do assessor dele, Ciro Nogueira Fidelis. Os investigadores disseram que ambos prestaram informações falsas para tentar inviabilizar as apurações.

"Na verdade, as informações recebidas, constantemente, serviram somente para que fossem empreendidos esforços em diligências desnecessárias, tirando os investigadores do foco", diz um trecho do documento. "As diligências que tomaram por base a versão trazida pelas supostas vítimas não eram corroboradas com nenhum dado, prova ou até mesmo indício e sempre levavam a investigação por caminhos que não traziam quaisquer resultados", acrescenta a PF.

Ao cruzar imagens de câmeras de segurança instaladas no trajeto e dados do GPS do carro do deputado, a Polícia Federal concluiu que não havia nenhum veículo perseguindo ou monitorando Trutis. A versão dos investigadores é que o parlamentar entrou em uma estrada secundária e atirou contra o próprio veículo.

"O veículo esteve parado no mesmo local por exatos 40 segundos, entre o horário das 05:29:02 às 05:29:42. E mais, por aproximadamente 24 segundos o automóvel esteve com a ignição desligada. Tempo suficiente para descer do veículo, efetuar vários disparos de arma de fogo e retomar para dentro do veículo", afirma a PF.

"Ao que tudo indica, planejaram de madrugada o plano e pela manhã cedo foram executá-lo, sem antes ter estudado a localidade. Essa escolha ocorreu ali mesmo na rodovia BR-060. É possível constatar pelos dados do rastreador veicular como o Toyota Corolla trafegou na rodovia, nos mais diversos sentidos em velocidades baixas, pois os atores da tragicomédia estavam procurando o lugar para encenarem a sua peça", diz outro trecho do relatório.

COM A PALAVRA, O DEPUTADO

"Confio no poder da verdade. Sou vítima de um refinado conluio de autoridades locais, que induziram o PGR e a ministra a erro. Testemunhas essenciais não foram ouvidas, e provas foram destruídas ou manipuladas, como por exemplo o GPS do carro que eu ocupava, que foi formatado pela locadora. Ou mesmo o veículo alvejado, que não foi preservado pela polícia técnica, tendo sido devolvido à locadora, reformado e vendido. Em ambos os casos me foi cerceada qualquer possibilidade de proceder perícia complementar e independente. Tudo isso foi feito com a autorização da Polícia Federal do Mato Grosso do Sul, um verdadeiro absurdo jurídico.

Desde o primeiro dia, meu mandato se pautou no combate ao crime organizado e no fortalecimento das Instituições de Segurança Pública que combatem quadrilhas que assolam o Estado do Mato Grosso do Sul há mais de 30 anos.

Por fim, espero ansiosamente que as provas possam ser analisadas fora do MS, e os atos ilícitos dessa investigação - que nunca teve o intuito de apontar o autor da tentativa de assassinato que sofri, e sim tenta promover um assassinato de reputação e da minha vida política - sejam finalmente demonstrados."

O Consulado da China no Rio de Janeiro publicou nota oficial neste sábado (18) sobre o atentado sofrido na última quinta-feira (16), quando um homem jogou uma bomba intencionalmente no local. A sede diplomática considera o incidente como “grave ato de violência”, e pede que as autoridades brasileiras realizem uma “investigação minuciosa” para encontrar os responsáveis.

No texto, o órgão esclarece que o ocorrido não causa perigo para as relações entre Brasil e China. “O desenvolvimento sem sobressalto das relações sino-brasileiras corresponde aos interesses essenciais dos dois países. Não terá sucesso qualquer conspiração de pouquíssimas pessoas em destruir a amizade China-Brasil”, lê-se.

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A Ordem dos Advogados do Brasil do Rio de Janeiro (OAB-RJ) publicou uma nota de repúdio ao ato e prestando solidariedade e apoio ao país. “Tais condutas são inadmissíveis e podem macular as relações diplomáticas entre o Brasil e a China, cuja parceria mostra-se profícua e extremamente importante para o desenvolvimento de ambos os países e para o estreitamento de laços respeitosos de amizade que ultrapassam os contextos culturais e econômicos”, diz texto, assinado pelo Conselho Federal da OAB, presidida pelo advogado Felipe de Santa Cruz Oliveira Scaletsky.

Confira abaixo as notas do Consulado da China e da OAB-RJ, respectivamente, na íntegra:

Declaração do Consulado Geral da China no Rio de Janeiro sobre o ataque do dia 16 de setembro

Em 16 de setembro à noite, um homem não identificado lançou um explosivo ao Consulado Geral da China no Rio de Janeiro, causando danos no edifício. Foi um grave ato de violência ao qual o Consulado Geral da China manifesta veemente condenação. Mantendo estreita comunicação com as autoridades brasileiras, esta missão consular pede a investigação minuciosa sobre o ataque, a punição do culpado nos termos da lei e medidas cabíveis para evitar que incidentes similares voltem a ocorrer.

O desenvolvimento sem sobressalto das relações sino-brasileiras corresponde aos interesses essenciais dos dois países. Não terá sucesso qualquer conspiração de pouquíssimas pessoas em destruir a amizade China-Brasil. Esperamos e temos a convicção de que o governo brasileiro tomará medidas concretas para proteger esta missão consular e seu pessoal, como prevê a Convenção de Viena sobre Relações Consulares, garantindo a segurança e a integridade das instalações e de seu pessoal.

Nota da OAB

“O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, por intermédio de sua Coordenação Nacional das Relações Brasil-China e de sua Comissão Especial Brasil/ONU de Integração Jurídica e Diplomacia Cidadã, e o Conselho Seccional da OAB/Rio de Janeiro, por intermédio de sua Coordenação Estadual das Relações Brasil-China, repudiam o atentado explosivo perpetrado na noite do dia 16 de setembro de 2021 contra o Consulado Geral da República Popular da China, localizado na cidade do Rio de Janeiro.

O ato representa uma agressão ao Estado chinês, o qual se faz presente também em outros estados brasileiros por meio de suas missões estrangeiras no Distrito Federal, em São Paulo e em Pernambuco, que igualmente se tornaram alvos de ameaças e atitudes xenofóbicas, sobretudo após o advento da pandemia da covid-19.

Tais condutas são inadmissíveis e podem macular as relações diplomáticas entre o Brasil e a China, cuja parceria mostra-se profícua e extremamente importante para o desenvolvimento de ambos os países e para o estreitamento de laços respeitosos de amizade que ultrapassam os contextos culturais e econômicos.

A OAB acredita que as autoridades brasileiras conduzirão investigações com a devida seriedade exigida pelo caso, sobretudo em atenção às Convenções de Viena sobre Relações Diplomáticas e sobre Relações Consulares. Da mesma forma, espera que as autoridades brasileiras empenhem esforços e realizem ações preventivas para inibir que tais atos sejam repetidos.

A OAB presta solidariedade à Embaixada da República Popular da China no Brasil, aos Consulados Gerais no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Recife, a todos os diplomatas acreditados e seus familiares, bem como à toda comunidade chinesa no Brasil e seus descendentes.

 

George W. Bush, que era presidente dos Estados Unidos quando ocorreram os ataques de 11 de setembro de 2001, lamentou a divisão do país neste sábado (11) durante uma cerimônia em Shanksville, onde caiu um dos quatro aviões lançados por terroristas contra alvos norte-americanos.

“Nas semanas e meses que se seguiram aos ataques de 11 de setembro, tive orgulho de liderar um grupo impressionante, resiliente e unido”, disse o ex-presidente.

“Se falamos da unidade dos Estados Unidos, esses dias parecem distantes”, lamentou. “Muitas de nossas políticas se tornaram um apelo à raiva, ao medo e ao ressentimento. Isso é preocupante para nossa nação e nosso futuro”, advertiu.

Quarenta pessoas, além dos quatro sequestradores, morreram no voo 93 da United Airlines, que cobria a rota entre Newark, Nova Jersey, e San Francisco, que caiu em Shanksville e seria suspostamente dirigido contra o Capitólio, a sede do Congresso americano, em Washington.

Os Estados Unidos marcam, neste sábado (11), o vigésimo aniversário do 11 de Setembro, com cerimônias para homenagear os cerca de 3.000 mortos nos ataques da Al-Qaeda, em uma atmosfera tensa pela caótica retirada americana do Afeganistão.

Um minuto de silêncio foi observado às 8h46 (9h46 de Brasília) no memorial de Manhattan (Nova York), onde ficavam as torres gêmeas do World Trade Center (WTC), exatamente vinte anos após o primeiro avião sequestrado pelos terroristas ter atingido a Torre Norte.

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, preside a homenagem aos 2.977 mortos (incluindo 2.753 em Nova York) no "Marco Zero" ao lado de antecessores, incluindo Barack Obama e Bill Clinton.

Em duas décadas, o tempo de uma geração, os ataques terroristas mais mortais da História agora estão bem ancorados na história política e na memória coletiva dos Estados Unidos, mas a dor das famílias das vítimas e sobreviventes continua extremamente viva.

- Pearl Harbor -

Mais cinco minutos de silêncio e homenagens musicais se seguirão até as 12h30 (13h30 de Brasília) para marcar a trágica manhã daquela terça-feira de 11 de setembro de 2001: o colapso das torres de Nova York, o ataque ao Pentágono perto de Washington e a queda de um dos aviões em Shanksville, Pensilvânia.

Como todo 11 de setembro, durante três horas, os nomes das quase 3.000 vítimas serão lidos no memorial de Nova York. Enormes feixes de luz verticais saem das duas enormes bacias pretas que substituíram a base das torres.

Na Times Square, no centro de Manhattan, coração econômico da maior potência mundial, onde tradicionalmente se comemora as vitórias do país, também estão previstos uma mobilização e momentos de contemplação.

Todo americano, vítima ou testemunha do 11 de Setembro, se prepara para homenagear um ente querido perdido.

Frank Siller foi mais longe. Irmão de um bombeiro do Brooklyn que morreu no WTC, ele "caminhou 537 milhas (864 km entre Washington e Nova York) do Pentágono, em Shanksville, até o Marco Zero", e está levantando fundos para apoiar as famílias das vítimas.

"A América nunca se esqueceu de Pearl Harbor, e nunca se esquecerá do 11 de Setembro", disse Siller à AFP.

De fato, segundo pesquisadores, o cataclismo do 11 de Setembro mudou a sociedade e a política americanas e, em uma geração, tornou-se um capítulo da história inscrito na memória do país. Como Pearl Harbor, o Desembarque na Normandia ou o assassinato do presidente Kennedy.

Este aniversário do 11 de Setembro, Joe Biden, de 78 anos, sem dúvida preparou muitas vezes desde sua vitória em novembro contra Donald Trump, a quem acusou de ter enfraquecido e fragmentado os Estados Unidos.

Em uma mensagem de vídeo transmitida na sexta-feira à noite, o presidente democrata pediu "união, nossa maior força".

Mas depois de oito meses no cargo, ele é amplamente criticado pelo desastre do fim da intervenção militar no Afeganistão, com Washington sendo pego de surpresa pelo avanço meteórico do Talibã.

Em 20 anos, os Estados Unidos perderam 2.500 soldados e gastaram mais de US $ 2 trilhões no Afeganistão.

No final de agosto, abandonaram o país às mãos dos fundamentalistas islâmicos que haviam expulsado de Cabul no final de 2001, acusando-os de abrigar o líder da Al-Qaeda Osama bin Laden, que finalmente foi morto em 2011 no Paquistão.

- Geração 11 de Setembro -

E o ataque de 26 de agosto, reivindicado pelo braço afegão do grupo Estado Islâmico, que matou 13 jovens soldados americanos no aeroporto de Cabul - em meio a uma operação de evacuação - revoltou parte da opinião pública.

Esses jovens militares eram, em sua maioria, crianças em 11 de setembro de 2001.

A morte deles é um lembrete de uma dolorosa cicatriz nos Estados Unidos: entre a memória ainda viva para dezenas de milhões de adultos americanos e uma consciência histórica mais parcial para os jovens nascidos desde os anos 1990.

É "importante que saibam o que aconteceu naquele dia, porque há toda uma geração que não entende bem", defende Monica Iken-Murphy, viúva de um operador do mercado financeiro que trabalhava na Torre Sul do WTC.

A rainha Elizabeth II prestou homenagem neste sábado às vítimas do 11 de Setembro, bem como à "resistência e determinação das comunidades que se uniram para reconstruir" após os ataques.

Em 11 de setembro de 2001, os Estados Unidos sofreram um ataque terrorista que impactaria para sempre a história do mundo. Neste dia, às 9h46 do horário de Brasília, terroristas ligados à Al Qaeda, lançaram dois aviões sequestrados contra as Torres Gêmeas do World Trade Center, localizado em Nova Iorque, o que resultou no desmoronamento do complexo.

Mesmo 20 anos após o ocorrido, ainda não foi possível identificar o total de pessoas atingidas pelo atentado. Na última quarta-feira (8), O Departamento de Perícia Médica de Nova York conseguiu identificar mais duas vítimas do ataque terrorista, que somam um total de 1.647 mortos identificados. Saiba mais: https://www.leiaja.com/noticias/2021/09/09/vitimas-do-11-de-setembro-sao-identificadas-apos-20-anos/

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O evento chocou o mundo e as consequências geraram uma guerra contra o terrorismo que duraria por anos. Durante esse período, muitas mudanças foram realizadas, não apenas na esfera política, mas também nos processos de imigração.

Segundo o advogado especialista em Direito Internacional Daniel Toledo, os que participaram do atentado já se encontravam dentro dos Estados Unidos, alguns já haviam tirado suas cidadanias e outros eram estudantes universitários. “Além disso, tinham participado de curso de pilotagem, inclusive feito dentro dos Estados Unidos, ou seja, era uma preparação que já acontecia há muito tempo", observa.

Conforme seguiam as investigações do atentado, Toledo lembra que os Estados Unidos passaram a focar em possíveis suspeitos que já estavam em território americano, além de monitorar os que entravam no país.

Por estarem fragilizados, o advogado lembra que nessa época iniciaram-se os debates sobre invasão de privacidade, que envolviam o aumento das câmeras de vigilância, dispositivos de reconhecimento facial nos aeroportos e diversos outros assuntos.

Outro reflexo do atentado segundo Toledo, foram alguns procedimentos criados pela Transportation Security Administration (TSA), departamento responsável pela segurança em transportes nos Estados Unidos, que dificultaram a entrada de pessoas no país, entre eles, a melhoria da precisão dos equipamentos e a exigência de retirada dos calçados para passar pelos scanners de segurança. “Isso aumentou bastante a segurança, mas não quer dizer que é totalmente à prova de falhas”, aponta.

Toledo explica que o triste evento abalou a confiança que os Estados Unidos tinham com o mundo, que vai desde o aumento de segurança em aeroportos, além de um controle mais acirrado das fronteiras, as quais recebem voos de países atrelados a determinados radicalismos.

Atualmente, os Estados Unidos também trabalham com campanhas de conscientização, as quais visam esclarecer e apresentar as consequências do atentado para jovens que não viveram essa época. “As escolas a partir do 9º ano começaram a debater sobre como reagir em situações de risco, como informar a polícia e como se afastar de grupos que eventualmente começam a pregar esse tipo de atitude”, descreve o advogado.

De acordo com Toledo, o atentado colocou o país em estado de alerta e, hoje, o debate sobre o assunto visa a prevenção. “Com certeza isso impacta na vida de todos nós, principalmente para as pessoas que tentam entrar nos Estados Unidos, seja para turismo ou passeio, pois precisarão passar pelos mesmos procedimentos de segurança”, define.

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) lançou nota na tarde desta quinta-feira (09), dizendo que nunca teve a intenção de agredir quaisquer poderes. "A harmonia entre eles não é vontade minha, mas determinação constitucional que todos, sem exceção, devem respeitar", disse.

O posicionamento oficial do presidente acontece após as manifestações do 7 de setembro em todo o país, agitadas por ele, atacarem o Supremo Tribunal Federal e a democracia. O próprio Bolsonaro, inclusive, disse em seus discursos em Brasília e em São Paulo que as eleições são uma farsa e afirmou que só sai da presidência "preso ou morto" - exaltando ainda a desobediência à Justiça.

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Dois dias depois, o presidente aponta que boa parte das divergências entre os poderes "decorrem de conflitos de entendimento acerca das decisões adotadas pelo Ministro Alexandre de Moraes no âmbito do inquérito das fake news".

O chefe do executivo aponta que "pessoas que exercem o poder, não têm direito de 'esticar a corda' a ponto de prejudicar a vida dos brasileiros e sua economia".

Confira a nota na íntegra

Declaração à Nação

No instante em que o país se encontra dividido entre instituições é meu dever, como Presidente da República, vir a público para dizer:

1. Nunca tive nenhuma intenção de agredir quaisquer dos Poderes. A harmonia entre eles não é vontade minha, mas determinação constitucional que todos, sem exceção, devem respeitar.

2. Sei que boa parte dessas divergências decorrem de conflitos de entendimento acerca das decisões adotadas pelo Ministro Alexandre de Moraes no âmbito do inquérito das fake news.

3. Mas na vida pública as pessoas que exercem o poder, não têm o direito de “esticar a corda”, a ponto de prejudicar a vida dos brasileiros e sua economia.

4. Por isso quero declarar que minhas palavras, por vezes contundentes, decorreram do calor do momento e dos embates que sempre visaram o bem comum.

5. Em que pesem suas qualidades como jurista e professor, existem naturais divergências em algumas decisões do Ministro Alexandre de Moraes.

6. Sendo assim, essas questões devem ser resolvidas por medidas judiciais que serão tomadas de forma a assegurar a observância dos direitos e garantias fundamentais previsto no Art 5º da Constituição Federal.

7. Reitero meu respeito pelas instituições da República, forças motoras que ajudam a governar o país.

8. Democracia é isso: Executivo, Legislativo e Judiciário trabalhando juntos em favor do povo e todos respeitando a Constituição.

9. Sempre estive disposto a manter diálogo permanente com os demais Poderes pela manutenção da harmonia e independência entre eles.

10. Finalmente, quero registrar e agradecer o extraordinário apoio do povo brasileiro, com quem alinho meus princípios e valores, e conduzo os destinos do nosso Brasil.

O processo contra o homem acusado de ser o autor intelectual dos atentados de 11 de setembro, Khalid Sheikh Mohammed, e outros quatro acusados foi retomado nesta terça-feira (7), mas a conclusão parece distante, na véspera do 20º aniversário dos ataques.

Mohammed, com uma grande barba, e os outros réus compareceram ao tribunal na base naval dos Estados Unidos na Baía de Guantánamo, Cuba, para a retomada do processo, após uma pausa de 18 meses provocada pela pandemia de covid-19.

O tribunal militar estava repleto de promotores, intérpretes e cinco equipes de defesa para Mohammed e os supostos cúmplices Ammar al-Baluchi, Walid bin Attash, Ramzi bin al-Shibh e Mustafa al-Hawsawi.

Entre o público, atrás de espessa proteção de vidro, estavam parentes das 2.976 pessoas que morreram nos ataques de 2001, assim como repórteres para acompanhar a audiência, a poucos dias do sombrio aniversário dos atentados, que acontecerá no próximo sábado.

Os cinco acusados, que estão detidos na prisão militar americana há quase 15 anos, podem ser condenados à pena de morte por acusações de assassinato e terrorismo no tribunal de crimes de guerra.

Mas, com o processo ainda em sua fase de prévia ao julgamento nove anos após o início, e marcado pela questão central do momento, a de que as provas do governo estão contaminadas pela tortura que os réus sofreram sob a custódia da CIA, não se vislumbra um fim imediato.

O processo é presidido por um novo juiz militar, o coronel da Força Aérea Matthew McCall, o oitavo do caso.

O oficial decidiu que a audiência de terça-feira seria consagrada a suas próprias qualificações. O restante da semana será marcado principalmente por reuniões com os procuradores militares e as equipes de defesa.

E a fase prévia ao julgamento pode demorar mais um ano, o que adiaria o aguardado veredicto.

Ao ser questionado se o caso poderia finalmente chegar a este ponto, um advogado de defesa, James Connell, respondeu: "Não sei".

- Impacto duradouro da tortura -

Os advogados afirmam que os cinco homens estão fisicamente debilitados pelos efeitos duradouros das graves torturas que sofreram nos centros clandestinos de detenção da CIA entre 2002 e 2006.

Além disso, deve ser adicionado o impacto acumulativo de 15 anos passados em condições duras e de isolamento.

Os réus são representados por advogados designados pelo exército, assim como advogados 'pro bono' do setor privado e de organizações não governamentais.

- Caso encerrado? -

Desde o início do caso, os promotores o consideram encerrado, inclusive sem as informações contaminadas obtidas nos brutais interrogatórios da CIA.

Eles afirmam que apresentaram provas sólidas contra os acusados dos ataques de 11 de setembro durante os chamados interrogatórios de "equipe limpa", organizados pelo FBI em 2007, depois que os cinco chegaram a Guantánamo.

Mas os advogados de defesa argumentam que os interrogatórios de 2007 dificilmente foram "limpos" porque o FBI também foi parte das torturas organizadas pela CIA.

Os acusados falaram com os interrogadores do FBI porque temiam ser martirizados novamente, afirmaram.

"Não se enganem, acobertar a tortura é a razão pela qual estes homens foram levados a Guantánamo", e não apresentados a um juiz federal em território americano, disse Connell, advogado de Baluchi.

- Atrasos -

Para provar seu caso, a defesa exige enormes quantidades de material confidencial que o governo resiste a entregar, que vão do programa de tortura original até as condições que imperavam em Guantánamo e as avaliações do estado de saúde dos detentos.

Os advogados pretendem ainda entrevistar dezenas de testemunhas adicionais, depois que 12 já compareceram ao tribunal, incluindo dois homens que supervisionaram o programa da CIA.

As demandas atrasaram o julgamento, mas a defesa culpa o governo por esconder de maneira ativa materiais relevantes para o caso.

Alka Pradhan, outro advogado de defesa, destacou que o governo demorou seis anos para admitir que o FBI participou no programa de tortura da CIA.

"Este caso é exaustivo", disse. "Estão retendo coisas que são procedimentos normais nos tribunais".

A Rússia condenou, nesta sexta-feira (27), "nos mais duros termos", o atentado suicida reivindicado pelo grupo Estado Islâmico (EI), cometido ontem nos arredores do aeroporto de Cabul e que deixou 85 mortos - declarou o porta-voz do Kremlin, Dimitri Peskov.

"Infelizmente, as pessimistas previsões que antecipavam que grupos terroristas, em especial o EI, iriam se aproveitar do caos do Afeganistão se confirmaram", disse Peskov à imprensa.

"O perigo é muito grande para todos (...)", acrescentou o porta-voz, que classificou como uma "notícia muito triste" o número de mortos.

Pelo menos 85 pessoas morreram, incluindo 13 soldados americanos, e mais de 160 ficaram feridas no atentado cometido ontem no aeroporto de Cabul.

Tudo isso, completou Peskov, "soma tensões" no Afeganistão, país onde os talibãs recuperaram o poder em 15 de agosto, após uma meteórica campanha militar.

A Rússia tem-se posicionado com cautela em relação ao novo governo talibã. Nesse sentido, ao contrário de outras nações ocidentais, não esvaziou sua embaixada no Afeganistão.

O presidente Joe Biden prometeu nesta quinta-feira (26) represálias contra os autores dos atentados suicidas que mataram 13 militares americanos em Cabul e disse que os Estados Unidos não serão dissuadidos de sua missão de evacuar milhares de civis do Afeganistão até 31 de agosto.

"Para aqueles que realizaram este ataque, bem como para qualquer pessoa que deseja mal aos Estados Unidos, saibma disso: Não vamos perdoar. Não vamos esquecer. Vamos caçá-los e fazê-los pagar", declarou Biden.

Os Estados Unidos vão responder "com força e precisão", continuou Biden, depois que o grupo jihadista Estado Islâmico (EI) assumiu a responsabilidade pelo ataque mortal perto do aeroporto de Cabul.

Em um discurso solene à nação da Casa Branca, Biden chamou os militares americanos abatidos de "heróis" e disse que a missão de evacuação de Cabul continuará até a próxima terça-feira, prazo final para a retirada das tropas militares americanas.

“Não seremos dissuadidos por terroristas. Não permitiremos que interrompam nossa missão. Continuaremos a evacuação”, garantiu o presidente democrata.

Biden também reconfirmou que não mudará o prazo de 31 de agosto para concluir a saída do Afeganistão após duas décadas de guerra.

Ainda há uma "chance nos próximos dias, entre agora e 31, de conseguir retirá-los", declarou sobre os cidadãos americanos e afegãos considerados vulneráveis depois que o Talibã tomou o poder no Afeganistão em 15 de agosto.

“Conhecendo a ameaça, sabendo que é muito possível que tenhamos outro ataque, os militares chegaram à conclusão de que é isso que devemos fazer. Acho que eles estão certos”, completou.

Biden também disse não ter nenhuma indicação de que o Talibã tenha conspirado com militantes do EI para realizar o ataque mortal em Cabul.

"Até o momento, não há evidência dada por nenhum dos comandantes no terreno de que houve conluio entre o Talibã e o EI para o ocorrido hoje", disse.

Duas explosões atingiram a área próxima ao aeroporto de Cabul, de acordo com o Pentágono. Uma explosão ocorreu próximo ao Abbey Gate, um dos portões de acesso ao aeroporto, o outro próximo ao Hotel Baron, a 200 metros de distância.

Entre os militares mortos, de acordo com relatos da mídia americana, estavam 12 fuzileiros navais e um médico da Marinha.

Os militares americanos mortos são os primeiros a perder a vida no Afeganistão desde que Washington assinou um acordo com o Talibã em fevereiro de 2020 para se retirar do país.

Em troca do compromisso de saída, o Talibã concordou em não realizar ataques contra soldados americanos ou da Otan.

Ao menos 85 pessoas morreram, incluindo 13 soldados americanos, no atentado reivindicado pelo grupo extremista Estado Islâmico (EI) no aeroporto de Cabul, um ataque que aumentou a angústia a poucos dias do fim das operações de retirada de milhares de estrangeiros e afegãos que desejam fugir do novo regime talibã.

O atentado, que também deixou mais de 160 feridos, provocou o sentimento de caos e desolação entre milhares de afegãos reunidos nas imediações do aeroporto, única porta de saída do país, com a esperança de embarcar em um dos voos com destino aos países ocidentais.

Vídeos divulgados nas redes sociais mostram o pânico: dezenas de vítimas, mortas ou feridas, deitadas nas águas sujas de um canal de drenagem e cercadas por socorridas à beira do colapso. Homens, mulheres e crianças correram em todas as direções, apavorados, para tentar fugir do local das explosões.

"Há muitas mulheres e crianças entre as vítimas. A maioria das pessoas se encontra em estado de choque, traumatizada", afirmou à AFP nesta sexta-feira uma fonte do governo deposto em meados de agosto pelos talibãs.

Pelo menos 72 civis morreram e mais de 150 ficaram feridos nos ataques, de acordo com informações compiladas nos hospitais locais.

Além disso, 13 militares americanos faleceram e 18 ficaram feridos, o balanço mais grave para o exército dos Estados Unidos no Afeganistão desde 2011.

No pior momento desde o início de seu mandato, o presidente Joe Biden prometeu "perseguir" os autores do ataque e fazer com que "paguem" as consequências.

"Estados Unidos não se deixarão intimidar", disse o presidente.

Com lágrimas nos olhos, Biden prestou homenagem emocionada aos soldados mortos, que chamou de "heróis comprometidos em uma missão perigosa e altruísta para salvar as vidas de outros".

- Condenação e medo de novos ataques -

O governo dos Estados Unidos, que espera que os atentados do EI "continuem", explicou que os ataques de quinta-feira foram executados por dois homens-bomba do grupo extremista e que também aconteceu um tiroteio.

O atentado, que provocou uma condenação mundial unânime, também confirmou os temores expressados por vários países ocidentais, que haviam recomendado a seus cidadãos que se afastassem do aeroporto.

O Talibã, por meio do porta-voz Zabihullah Mujahid, condenou de maneira veemente o ataque, mas afirmou que "aconteceu em uma área onde as forças americanas são responsáveis pela segurança".

O aeroporto é o último lugar do país com a presença de tropas estrangeiras, coordenadas pelos Estados Unidos, desde que os talibãs entraram em Cabul em 15 de agosto e retomaram o poder.

Sob o nome de EI-K (Estado Islâmico Khorasan), o grupo extremista reivindicou alguns dos ataques mais violentos executados no Afeganistão nos últimos anos, que deixaram dezenas de mortos, especialmente entre os muçulmanos xiitas.

Embora os dois grupos sejam sunitas radicais, EI e o Talibã são inimigos e expressam um ódio visceral mútuo.

Quando Estados Unidos e os talibãs assinaram em 2020 um acordo para estabelecer as diretrizes da retirada das tropas estrangeiras, o EI os acusou de abandonar a causa jihadista.

- "Pânico total" -

"Quando as pessoas ouviram a explosão, o pânico foi total. Os talibãs começaram a atirar para o alto, para dispersar as pessoas", declarou à AFP uma testemunha dos ataques, que se identificou apenas como Milad.

"Havia muitos mortos e feridos", completou o homem, que no meio da confusão perdeu os documentos que pretendia usar para embarcar em um avião com a mulher e os três filhos.

"Não quero nunca mais ir (ao aeroporto). Morte à América, a sua retirada e seus vistos", disse.

Nesta sexta-feira, uma calma estranha era observada em Cabul, sobretudo nas imediações do aeroporto, onde os talibãs reforçaram os controles e a multidão parecia ter desaparecido em alguns pontos.

O governo dos Estados Unidos prevê o fim de sua presença no Afeganistão e, portanto, das operações de retirada para 31 de agosto.

Mais de 100.000 pessoas foram retiradas do país desde meados de agosto.

Com a aproximação da data-limite, vários países já determinaram o fim de seus voos de repatriação. A Espanha anunciou nesta sexta-feira o fim das operações, assim como já haviam feito Alemanha, Holanda, Canadá e Austrália.

O governo do Reino Unido afirmou que as operações devem continuar por "algumas horas".

A França sugeriu que pode continuar retirando pessoas do Afeganistão depois de sexta-feira, mas destacou que deve adotar a prudência sobre o tema.

O chefe da diplomacia dos Estados Unidos, Antony Blinken, afirmou durante a semana que os talibãs se comprometeram a permitir que americanos e afegãos sob sua proteção deixassem o país depois 31 de agosto.

Mas os anúncios sobre o fim dos voos para vários países provocam o temor de que muitos afegãos que trabalharam para governos e empresas estrangeiras, ou para o governo deposto, não consigam sair do país.

Os talibãs prometeram que não adotarão represálias contra seus críticos e garantem que seu governo não será igual ao do período 1996-2001, quando o grupo impôs uma interpretação extremamente rigorosa e radical da lei islâmica que penalizava especialmente as mulheres e as minorias.

Na última semana de julho, a deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP) relatou publicamente ter sofrido um “apagão” de memória e acordado com fraturas e hematomas pelo corpo, sem saber se as lesões teriam origem acidental ou seriam fruto de agressão física. Após as declarações, diversos relatos de pessoas que utilizam o medicamento Stilnox, substância hipnótica usada para induzir o sono e à base de zolpidem, ganharam espaço na mídia por darem luz a experiências similares à da parlamentar, que também faz uso do fármaco há cerca de 20 anos. As histórias foram publicadas pelo jornal Folha de S. Paulo.

Cerca de 5% dos pacientes que fazem uso do hipnótico estão sujeitos a diminuição ou perda total da memória (amnésia), especialmente nas quatro primeiras horas após a ingestão, quando a medicação ainda está na corrente sanguínea. Desenvolvida há 30 anos, de início para regular o jet lag de pessoas que fazem viagens internacionais, a substância é considerada segura pelos médicos desde que usada de acordo com as indicações da bula, na dose certa e por tempo adequado.

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"A pessoa pode fazer e vivenciar coisas, que não ficam retidas na memória", afirma o psiquiatra Mauro Aranha. Nessa situação, mesmo parecendo estar acordado, o indivíduo não tem os mesmos reflexos nem o mesmo raciocínio.

Segundo o psiquiatra, se a pessoa acordar durante as quatro horas em que o fármaco circula na corrente sanguínea, ela pode não se lembrar do que fez. "Mas, se despertar quando a substância não está mais circulando no corpo, provavelmente já estará consciente dos próprios atos", explica.

A bula do medicamento alerta sobre "as propriedades farmacológicas do zolpidem, que podem causar sonolência, diminuição dos níveis de consciência —levando a quedas e, consequentemente, a lesões severas—, sonambulismo ou outros comportamentos incomuns (como dormir na direção e durante a refeição), acompanhado de amnésia".

Um advogado que também toma Stilnox, remédio usado pela deputada, e que pediu à reportagem para não ter o nome revelado disse que relacionou o cenário narrado por Joice a possíveis reações colaterais da substância antes mesmo de ela citar que faz uso do medicamento para dormir.

Nas palavras do advogado, "esse é um remédio que precisa ser tomado na cama e com a luz apagada", já que há riscos de a pessoa "se levantar no meio da noite e fazer coisas das quais não vai se lembrar no dia seguinte".

O advogado relata episódios malucos e até perigosos que vivenciou sob efeito do medicamento, como fazer macarrão em uma frigideira, deixar o gás aberto por sete horas e cair no banheiro. Ele diz que só descobriu os fatos no dia seguinte, ao ver indícios como a cozinha revirada e escoriações pelo corpo.

Apesar das experiências serem prescritas em bula, Joice Hasselmann não descarta a possibilidade de atentado. Segundo sua assessoria de imprensa, "os médicos descartaram a possibilidade de uma queda acidental" ter provocado as escoriações.

A deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP) afirmou, em entrevista à colunista Bela Megale nesta quinta-feira (22), do 'O Globo', que foi vítima de um atentado. O caso, segundo a parlamentar, aconteceu na noite do último sábado (17), em seu apartamento funcional, localizado em Brasília.

Na entrevista, a deputada diz que estava assistindo a um episódio de uma série. Depois, contou que só lembra de ter acordado em meio a uma poça de sangue no piso, com o rosto machuado com cinco fraturas, além de uma na costela. Joice relata, também, que teve um dente quebrado e o queixo cortado.

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Antes de suspeitar de um atentado, a deputada acreditou que sofreu um desmaio, no enquanto, ao identificar as fratuitas, mudou de ideia. A colunista informa que viu os exames apresentados por Joice, comprovando as lesões. "É improvável que eu tenha conseguido cair de jeitos diferentes para lesionar tantas partes do meu corpo. Um dos médicos que me atendeu perguntou se eu levei chutes. Mas não posso acusar sem provas. Não me lembro de nada", disse à colunista.

A deputada relata que foi socorrida pelo seu marido, o neurocirurgião Daniel França. Segundo a reportagem, ele dormia em outro quarto do apartamento, por apresentar problemas com ronco. Daniel, de acordo com Joice, fez curativos e a deu remédios.

A parlamentar afirma também que na terça-feira (20) passou por exames no Hospital Sírio-Libanês, em Brasília. No mesmo dia, ela conta que relatou o caso ao presidente da Câmara, Arthur Lira.

A deputada disse que mantém contato com a Polícia Legislativa para que as investigações sejam realizadas. Até o momento, ela não citou suspeitos. Nesta noite, em postagem no Instagram, ela escreveu, ao exibir uma imagem do rosto machucado: "Não se assustem pois o pior já passou.Estou bem e medicada".

A mulher trans Roberta Silva, 40 anos, que teve 40% do corpo queimado por um adolescente durante a madrugada de quinta-feira (26), no Cais de Santa Rita, área central do Recife, apresentou piora no quadro de saúde neste sábado (26). Internada na Unidade de Tratamento de Queimados (UTQ) do Hospital da Restauração (HR), a vítima precisou ser intubada. 

De acordo com o boletim médico divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), Roberta “apresentou instabilidade hemodinâmica (pressão arterial instável)”. A SES informou ainda que a paciente “está realizando exames e sendo acompanhada pelas equipes médicas para novos procedimentos”.

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Na sexta-feira (25), a co-deputada estadual Robeyoncé Lima (PSOL-PE), que está acompanhando o caso, usou sua conta no Twitter para denunciar o desrespeito ao nome social de Roberta, que, segundo a parlamentar, “estava na ala masculina” do Hospital da Restauração (HR). A co-deputada afirmou que a situação foi corrigida após sua intervenção.

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