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A Polícia Federal (PF) vasculha, na manhã desta quarta-feira (24), três endereços de Barueri, na Grande São Paulo, no rastro de suspeitos de planejar, financiar e incitar os atos de 8 de janeiro. As diligências são um complemento da 23ª fase da Operação Lesa Pátria, aberta quando a intentona golpista completou um ano. Segundo a PF, os mandados foram cumpridos somente hoje "por conveniência investigativa".

A ofensiva apura possíveis crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, associação criminosa e incitação ao crime.

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Logo após a abertura da 23ª fase da Operação Lesa Pátria, no dia 8 passado, a PF divulgou um balanço da ofensiva: naquele momento, a corporação já havia prendido 97 investigados que não estavam entre os 1.393 capturados em flagrante na Praça dos Três Poderes.

Dez dias depois, a ofensiva fez buscas em endereços do deputado bolsonarista Carlos Jordy, o primeiro parlamentar federal a ser alvo da Lesa Pátria. As diligências contra o deputado foram motivadas por mensagens interceptadas trocadas com uma liderança de extrema-direita, responsável por organizar bloqueios de estradas após as eleições 2022.

No dia em que se completa um ano dos atos de 8 de janeiro, a Polícia Federal (PF) foi às ruas para vasculhar endereços de financiadores da intentona golpista que deixou rastro de destruição na Praça dos Três Poderes. Os gentes cumprem 46 mandados de busca e apreensão e uma ordem de prisão preventiva.

As diligências são realizadas nos Estados do Rio Grande do Sul, Bahia, Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, Maranhão, Paraná, Rondônia, São Paulo, Tocantins, Santa Catarina e no Distrito Federal.

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As ordens foram expedidas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que ainda determinou o bloqueio de bens e valores dos investigados no valor de até R$ 40 milhões - montante estimado do dano causado ao patrimônio público.

Trata-se da 23ª etapa da Operação Lesa Pátria, ofensiva permanente da PF que investiga os crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, associação criminosa, incitação ao crime, destruição e deterioração ou inutilização de bem especialmente protegido.

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta terça-feira, 28, mais uma fase da Operação Lesa Pátria. É a 21ª etapa da investigação, que faz um esforço para identificar todos os envolvidos nos atos golpistas do dia 8 de janeiro na Praça dos Três Poderes.

Os policiais federais tentam prender preventivamente um suspeito. A PF também cumpriu sete mandados de busca e apreensão Niquelândia (GO) e Teresina (PI).

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Os mandados foram expedidos pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que é o relator das investigações sobre os protestos do dia 8 de janeiro.

Os investigados podem responder pelos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, associação criminosa, incitação ao crime e destruição e deterioração ou inutilização de bem especialmente protegido.

Enquanto a investigação avança, o Supremo Tribunal Federal já começou a julgar os primeiros réus do 8 de janeiro. Até o momento, 25 bolsonaristas já foram condenados.

Em outra frente, a Procuradoria-Geral da República (PGR) enviou para homologação do STF 15 acordos não persecução penal fechados com os denunciados por crimes considerados menos graves.

Relembre as fases da Operação Lesa Pátria:

A primeira fase da Operação Lesa Pátria, no dia 20 de janeiro, prendeu cinco suspeitos de participação, incitação e financiamento nos atos golpistas. Entre eles "Ramiro dos Caminhoneiros", Randolfo Antonio Dias, Renan Silva Sena e Soraia Baccio.

Na segunda etapa da força-tarefa, policiais prenderam, em Uberlândia (MG), o extremista Antônio Cláudio Alves Ferreira, filmado destruindo um relógio histórico no Palácio do Planalto.

A terceira fase da operação prendeu cinco pessoas, incluindo a idosa Maria de Fátima Mendonça, de 67 anos, que viralizou ao dizer em um vídeo que ia "pegar o Xandão". Léo Índio foi alvo de buscas na mesma etapa.

No dia 3 de fevereiro, a PF abriu a quarta fase ostensiva da investigação e prendeu o empresário conhecido como Márcio Furacão, que se filmou ao participar da invasão ao Palácio do Planalto, e o sargento da Polícia Militar William Ferreira da Silva, conhecido como "Homem do Tempo", que fez vídeos subindo a rampa do Congresso Nacional e dentro do STF.

Quatro oficiais da cúpula da Polícia Militar do DF foram presos da etapa seguinte sob suspeita de omissão diante da ação dos radicais. Um deles é o coronel Jorge Eduardo Naime Barreto, que era chefe do Departamento Operacional da corporação, setor responsável pelo planejamento da operação de segurança para o 8 de janeiro. Ele estava de licença no dia do ataque e foi afastado do cargo pelo então interventor federal Ricardo Cappelli.

A sexta fase prendeu seis radicais e outros três foram presos na sétima etapa da Lesa Pátria.

A oitava etapa da ofensiva teve o maior número de mandados - ao todo, 32 investigados tiveram prisão decretada. A PF prendeu golpistas como a mulher responsável por pichar a estátua da Justiça, em frente ao Supremo Tribunal Federal, com a frase "perdeu, mané" e o homem que teria levado uma bola autografada pelo jogador Neymar da Câmara dos Deputados.

A fase 9 prendeu preventivamente um major da Polícia Militar do Distrito Federal da reserva suspeito de incitar os atos golpistas e de administrar recursos que financiaram ações antidemocráticas. Claudio Mendes dos Santos teria ensinado táticas de guerrilha para os bolsonaristas acampados em frente ao QG do Exército, em Brasília.

A décima Operação Lesa Pátria prendeu 13 pessoas. Entre os presos estavam o tenente-coronel da reserva da Aeronáutica Euro Brasílico Vieira Magalhães; a professora Claudebir Beatriz da Silva Campos, suplente do PL na Assembleia Legislativa do Pará; e o empresário Leandro Muniz Ribeiro, que se candidatou a uma vaga na Assembleia Legislativa de Goiás pelo Democracia Cristã nas eleições 2022.

A etapa seguinte mirou endereços ligados a empresários, produtores rurais e colecionadores de armas, atiradores e caçadores esportivos (CACs), suspeitos de financiarem os protestos golpistas.

Na 12.ª fase, a PF prendeu o major Flávio Silvestre de Alencar, suspeito de ter orientado a desmobilização da barreira montada no topo da rampa que faz a ligação entre o Congresso e o Supremo, o que impedia o acesso dos extremistas à Praça dos Três Poderes.

A 13.ª Operação Lesa Pátria fez buscas contra o empresário Milton de Oliveira Júnior em Itapetininga, a 170 quilômetros da capital paulista. A PF investiga se ele financiou a ida de extremistas a Brasília. Em entrevista, o empresário chegou a dizer que "ajudou patriotas" a viajarem ao DF.

Em agosto, a Polícia Federal prendeu mais oito bolsonaristas. A lista inclui o pastor Dirlei Paz, que nas redes sociais se identifica como "patriota" e aparece em foto pedindo "intervenção federal"; a cantora gospel Fernanda Ôliver; e os influenciadores Isac Ferreira e Rodrigo Lima.

O deputado estadual de Goiás Amauri Ribeiro (União Brasil) que, em sessão da Assembleia Legislativa afirmou ter "ajudado a bancar" o acampamento golpista montado em frente ao QG do Exército, foi alvo de buscas na fase seguinte da Operação Lesa Pátria.

A 16.ª etapa mirou, novamente, os financiadores aos atos do dia 8 de janeiro. A PF fez buscas em 53 endereços. Foram alvos Rodrigo Borini, filho do ex-prefeito de Birigui (SP) Wilson Borini; Rodrigo de Souza Lins, deputado estadual suplente do MS pelo PRTB; e uma socialite de São Paulo chamada Marici Bernardes.

A fase 17, aberta em setembro, mirou três investigados - Aildo Francisco Lima, que fez uma live sentado na cadeira do ministro Alexandre de Moraes; Basília Batista, que teria invadido o Congresso; e a advogada Margarida Marinalva de Jesus Brito.

A PF fez buscas na casa do general da reserva do Exército Ridauto Lúcio Fernandes, ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde no governo Bolsonaro, que participou dos atos do dia 8, na fase seguinte.

A 19.ª etapa da investigação fez novas buscas em endereço ligado a Léo Índio.

O desdobramento mais recente da investigação envolveu a prisão de um homem que teria gravado vídeos durante a invasão do Palácio do Planalto e incentivado outros a "participarem do ataque às instituições" nos atos de 8 de janeiro.

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta terça-feira (21), a 20ª etapa da Operação Lesa Pátria e prendeu, em Mato Grosso, um investigado que teria gravado vídeos durante a invasão do Palácio do Planalto, incentivando outros a "participarem do ataque às instituições" nos atos de 8 de janeiro.

Nas gravações, também foi incitado o "enfrentamento aos policiais que buscavam impedir a entrada dos invasores". Os investigadores ainda procuram um segundo alvo de ordem de prisão preventiva. Ele também teria gravado vídeos com o mesmo teor.

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Agentes ainda cumprem dez mandados de busca e apreensão expedidos pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF. As diligências são realizadas em João Pessoa, Cabedelo, Bayeux (PB) Mirassol do Oeste e Cáceres (MT).

A ofensiva investiga supostos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, associação criminosa, incitação ao crime, destruição e deterioração ou inutilização de bem especialmente protegido e crimes da lei de terrorismo.

A Polícia Federal prendeu na manhã desta quinta-feira, 9, em Engenheiro Beltrão (Paraná), um investigado por participação nos atos golpistas de 8 de janeiro. Ele foi identificado após suas impressões digitais serem localizadas nas vidraças do Supremo Tribunal Federal.

Ao longo das investigações, a PF encontrou vídeos que mostram o alvo invadindo o prédio da Corte máxima. As gravações registraram o momento em que ele senta na cadeira de um dos ministros. O nome do preso não foi divulgado.

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A ordem de prisão cumprida contra o investigado tem caráter preventivo - não há data para a detenção terminar. Ele ainda foi alvo de um mandado de busca e apreensão. Os investigadores buscam provas da extensão de sua participação nos atos golpistas de 8 de janeiro.

O preso é investigado por supostos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, associação criminosa, incitação ao crime, destruição e deterioração ou inutilização de bem especialmente protegido.

No final de setembro, na 17ª etapa da Lesa Pátria, a PF prendeu Aildo Lima, investigado por fazer uma transmissão ao vivo do levante antidemocrático a partir da cadeira do ministro Alexandre de Moraes.

A Polícia Federal (PF) cumpre mandados de busca e apreensão nesta quarta-feira, 25, contra Leonardo Rodrigues de Jesus, o Léo Índio, primo dos filhos mais velhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Um dos auxiliares do vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) na estratégia de redes sociais da campanha eleitoral de 2018, Léo Índio é investigado por participação nos atos golpistas do dia 8 de janeiro na Praça dos Três Poderes em mais uma fase da Operação Lesa Pátria.

Léo Índio participou dos protestos golpistas. Ainda nas primeiras horas após os atos de vandalismo em Brasília, ele publicou imagens em uma rede social em cima do Congresso Nacional e próximo ao Supremo Tribunal Federal (STF). Em uma das postagens, o primo dos Bolsonaro aparece com os olhos vermelhos, segundo ele devido ao gás lacrimogêneo usado pela Polícia Militar.

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Em outro post, após a repercussão e em um ambiente que não parece ser a área central de Brasília, ele escreveu: "Muitos feridos, muitos socorridos. Patriotas não cometem vandalismo".

Léo Índio, que se descreve em suas redes sociais como sobrinho de Bolsonaro, foi candidato pelo PL à Câmara Legislativa do Distrito Federal em 2022, mas não foi eleito.

O primo Carlos se tornou uma figura pública em Brasília após virar uma espécie de representante no Palácio do Planalto do vereador da capital fluminense, onde despachava Gustavo Bebianno, então ministro da Secretaria-Geral da Presidência, e que se tornou um desafeto do "02".

Desde que Bolsonaro foi eleito, Léo Índio passou a circular pelos gabinetes do Palácio do Planalto com livre acesso, mesmo sem ter cargo na Presidência.

Ele é filho de uma irmã de Rogéria Nantes, uma das ex-mulheres de Bolsonaro. A proximidade com a família presidencial fez com que transitasse sempre muito próximo do tio, chegando a ser confundido como um dos agentes da escolta de Bolsonaro.

À época do primeiro ano de mandato de Bolsonaro, a Secretaria de Comunicação Social (Secom) afirmou que ele "não ocupava cargo em nenhum órgão da Presidência da República". Apesar disso, ostentava um crachá amarelo da Presidência para livre acesso às dependências do Planalto, em locais de acesso restrito.

Somente nos primeiros 45 dias de governo do tio, Léo Índio foi 58 vezes ao Planalto. Uma frequência maior que a do próprio presidente. No mesmo período, desde que assumiu, Bolsonaro despachou no Planalto por 16 dias, de 1º de janeiro a 14 de fevereiro.

Léo Índio, o 'caçador e comunistas'

Léo Índio era uma espécie de "espião voluntário" do governo. Nos primeiros quatro meses da gestão do tio, ele elaborou dossiês informais de "infiltrados e comunistas" nas estruturas federais nos Estados.

Os relatórios começaram a ser feitos de maneira unilateral, sem nenhum pedido oficial do Palácio do Planalto ou da família Bolsonaro, quase sempre de maneira amadora. Léo Índio cruzou dados abertos da estrutura federal nos Estados com notícias de jornais e de colunas, para tentar identificar a quem servidor comissionado estava ligado.

O primo de Flávio, Carlos e Eduarado viajou a três Estados - Maranhão, Bahia e Minas - nos primeiros meses do governo Bolsonaro catalogando "alvos incompatíveis" com a administração federal. Coincidentemente, três Estados que estão ou estiveram sob comando do PT e do PCdoB. Durante as viagens, ele dedicou parte do seu tempo a reuniões políticas com militantes do PSL, então partido de Bolsonaro, e apoiadores do presidente.

Cargo no Senado

Após vir à tona o trânsito livre de Léo Índio no Planalto, o primo dos filhos do presidente ganhou um cargo de confiança no Senado. Foi nomeado no posto de assessor parlamentar do senador Chico Rodrigues (DEM-RR), com o salário de R$ 22.943,73. Questionado à época sobre sua atuação no governo, limitou-se a dizer que estava "focado nas missões que o senador (Chico Rodrigues) designou".

O senador que empregou Léo Índio foi flagrado tentando ocultar dinheiro na cueca durante uma operação da Polícia Federal. Rodrigues passou 20 anos consecutivos na Câmara dos Deputados e chegou a assumir o governo de Roraima, tendo seu mandato cassado.

Após o escândalo, Léo Índio foi exonerado do cargo, em agosto de 2020. Ele foi orientado por aliados do governo a deixar a função de assessor de Chico Rodrigues. O movimento fez parte da estratégia de blindar o presidente Bolsonaro no caso.

A interlocutores, Léo demonstrou preocupação com a repercussão do episódio e fez consultas sobre como proceder, se deveria ou não esperar a conclusão da investigação. Foi aconselhado a se antecipar e se desvincular de Chico Rodrigues.

Apenas 19 dias após pedir demissão do gabinete de Chico Rodrigues, flagrado com dinheiro na cueca, ele ganhou um novo cargo no Senado. Foi nomeado assessor parlamentar da Primeira Secretaria da Casa, comandada pelo senador Sérgio Petecão (PSD-AC), aliado do governo, com salário de R$ 17.319,31. O novo cargo foi entregue a Léo a pedido do senador Carlos Viana (PSD-MG). Foi exonerado em junho de 2022.

Rachadinha na Alerj

Léo Índio também foi citado entre os ex-funcionários do gabinete do atual senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) alvo de quebra de sigilo bancário por suspeitas de participação no escândalo que ficou conhecido como "rachadinha". Ele foi assessor de Flávio, entre novembro de 2006 e janeiro de 2012.

O Estadão procurou Léo Índio, mas não obteve retorno até a publicação deste texto.

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (25), mais uma fase da Operação Lesa Pátria. É a 19ª etapa da investigação que faz um esforço para identificar todos os envolvidos nos atos golpistas do dia 8 de janeiro na Praça dos Três Poderes.

Os policiais federais tentam prender preventivamente cinco suspeitos. A PF também cumpre 13 mandados de busca e apreensão em Cuiabá (MT), Cáceres (MT), Santos (SP), São Gonçalo (RJ) e em Brasília (DF).

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O Estadão apurou que endereço ligado a Léo Índio, primo de três dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro, é alvo de buscas. Ele já havia sido alvo da terceira fase da operação.

Os mandados foram expedidos pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que é o relator das investigações sobre os protestos do dia 8 de janeiro.

Os investigados podem responder pelos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, associação criminosa, incitação ao crime e destruição e deterioração ou inutilização de bem especialmente protegido.

Relembre as fases da Operação Lesa Pátria

A primeira fase da Operação Lesa Pátria, no dia 20 de janeiro, prendeu cinco suspeitos de participação, incitação e financiamento nos atos golpistas. Entre eles "Ramiro dos Caminhoneiros", Randolfo Antonio Dias, Renan Silva Sena e Soraia Baccio.

Na segunda etapa da força-tarefa, policiais prenderam, em Uberlândia (MG), o extremista Antônio Cláudio Alves Ferreira, filmado destruindo um relógio histórico no Palácio do Planalto.

A terceira fase da operação prendeu cinco pessoas, incluindo a idosa Maria de Fátima Mendonça, de 67 anos, que viralizou ao dizer em um vídeo que ia "pegar o Xandão". Léo Índio foi alvo de buscas na mesma etapa.

No dia 3 de fevereiro, a PF abriu a quarta fase ostensiva da investigação e prendeu o empresário conhecido como Márcio Furacão, que se filmou ao participar da invasão ao Palácio do Planalto, e o sargento da Polícia Militar William Ferreira da Silva, conhecido como "Homem do Tempo", que fez vídeos subindo a rampa do Congresso Nacional e dentro do STF.

A oitava etapa da ofensiva teve o maior número de mandados - ao todo, 32 investigados tiveram prisão decretada. A PF prendeu golpistas como a mulher responsável por pichar a estátua da Justiça, em frente ao Supremo Tribunal Federal, com a frase "perdeu, mané" e o homem que teria levado uma bola autografada pelo jogador Neymar da Câmara dos Deputados.

A fase 9 prendeu preventivamente um major da Polícia Militar do Distrito Federal da reserva suspeito de incitar os atos golpistas e de administrar recursos que financiaram ações antidemocráticas. Claudio Mendes dos Santos teria ensinado táticas de guerrilha para os bolsonaristas acampados em frente ao QG do Exército, em Brasília.

A décima Operação Lesa Pátria prendeu 13 pessoas. Entre os presos estavam o tenente-coronel da reserva da Aeronáutica Euro Brasílico Vieira Magalhães; a professora Claudebir Beatriz da Silva Campos, suplente do PL na Assembleia Legislativa do Pará; e o empresário Leandro Muniz Ribeiro, que se candidatou a uma vaga na Assembleia Legislativa de Goiás pelo Democracia Cristã nas eleições 2022.

A etapa seguinte mirou endereços ligados a empresários, produtores rurais e colecionadores de armas, atiradores e caçadores esportivos (CACs), suspeitos de financiarem os protestos golpistas.

Na 12.ª fase, a PF prendeu o major Flávio Silvestre de Alencar, suspeito de ter orientado a desmobilização da barreira montada no topo da rampa que faz a ligação entre o Congresso e o Supremo, o que impedia o acesso dos extremistas à Praça dos Três Poderes.

A 13.ª Operação Lesa Pátria fez buscas contra o empresário Milton de Oliveira Júnior em Itapetininga, a 170 quilômetros da capital paulista. A PF investiga se ele financiou a ida de extremistas a Brasília. Em entrevista, o empresário chegou a dizer que "ajudou patriotas" a viajarem ao DF.

Em agosto, a Polícia Federal prendeu mais oito bolsonaristas. A lista inclui o pastor Dirlei Paz, que nas redes sociais se identifica como "patriota" e aparece em foto pedindo "intervenção federal"; a cantora gospel Fernanda Ôliver; e os influenciadores Isac Ferreira e Rodrigo Lima.

O deputado estadual de Goiás Amauri Ribeiro (União Brasil) que, em sessão da Assembleia Legislativa afirmou ter "ajudado a bancar" o acampamento golpista montado em frente ao QG do Exército, foi alvo de buscas na fase seguinte da Operação Lesa Pátria.

A 16.ª etapa mirou, novamente, os financiadores aos atos do dia 8 de janeiro. A PF fez buscas em 53 endereços. Foram alvo Rodrigo Borini, filho do ex-prefeito de Birigui (SP) Wilson Borini; Rodrigo de Souza Lins, deputado estadual suplente do MS pelo PRTB; e uma socialite de São Paulo chamada Marici Bernardes.

A fase 17, aberta em setembro, mirou três investigados - Aildo Francisco Lima, que fez uma live sentado na cadeira do ministro Alexandre de Moraes; Basília Batista, que teria invadido o Congresso; e a advogada Margarida Marinalva de Jesus Brito.

O desdobramento mais recente da investigação envolveu buscas na casa do general da reserva do Exército Ridauto Lúcio Fernandes, ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde no governo Bolsonaro, que participou dos atos do dia 8.

A Polícia Federal abriu, na manhã desta sexta-feira (29), a 18ª fase da Operação Lesa Pátria para cumprir um mandado de busca e apreensão contra o general da reserva Ridauto Lúcio Fernandes, investigado por suposto envolvimento com os atos golpistas de 8 de janeiro.

Agentes vasculham um endereço do militar em Brasília. A ordem foi expedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que ainda determinou o bloqueio de ativos e valores do investigado.

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Sr Charles/Exército Brasileiro

Ridauto foi diretor de Logística do Ministério da Saúde durante o governo Jair Bolsonaro. Foi nomeado pelo deputado federal Eduardo Pazuello em janeiro de 2021. Em meio à pandemia de covid-19, o militar defendeu medidas como "intervenção federal" e de "Defesa ou de Sítio".

O militar é investigado em uma das linhas da apuração da PF que visa identificar suposta atuação de militares no início das invasões às sedes dos Três Poderes.

Os investigadores suspeitam que ele pode ter sido um dos idealizadores da ofensiva antidemocrática.

Permanente, a Operação Lesa Pátria apura crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, associação criminosa, incitação ao crime, destruição e deterioração ou inutilização de bem especialmente protegido.

O ministro da Justiça, Flávio Dino (PSB), mandou um recado aos envolvidos com os atos golpistas do 8 de janeiro. Nesta terça-feira (5), em publicação no X, antigo Twitter, o ministro disse que o trabalho em defesa da Pátria continua e desejou que ninguém mais queira "rasgar a Constituição". 

Nesta terça, a Polícia Federal (PF) cumpre mais uma fase da Operação Lesa Pátria e mira nos eventuais financiadores das ações que depredaram os prédios dos Três Poderes, em Brasília. Flávio Dino disse que a operação policial na semana do 7 de Setembro é simbólica.

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"Sobre os atos golpistas de 8 de janeiro, Polícia Federal cumpre hoje mais 53 mandados judiciais, com busca e apreensão, além de indisponibilidade de bens. O trabalho continua em defesa da nossa Pátria, em semana tão simbólica. Que nunca mais queiram rasgar a nossa Constituição e destruir o Estado Democrático de Direito", escreveu o ministro.

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A nova investida da PF diante dos atos golpistas de janeiro durante esta semana não é considerada coincidência, mas uma espécie de recado aos bolsonaristas para que não se repitam as ações vistas no início do ano. 

A Polícia Federal (PF) vasculha 53 endereços em sete Estados no bojo na 16ª etapa da Operação Lesa Pátria, que investiga financiadores e fomentadores dos atos golpistas de 8 de janeiro, que deixaram um rastro de destruição na Praça dos Três Poderes, em Brasília.

As diligências são cumpridas em São Paulo (12), Mato Grosso do Sul (2), Paraná (6), Santa Catarina (3) Tocantins (2), Ceará (2) e Minas Gerais (26), por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

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O ministro determinou o bloqueio de bens, ativos e valores dos investigados, ressaltando que os danos causados ao patrimônio público possam chegar à R$ 40 milhões, segundo as estimativas de investigadores.

A Operação Lesa Pátria investiga supostos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, associação criminosa, incitação ao crime, destruição e deterioração ou inutilização de bem especialmente protegido.

Na manhã desta terça (29), a Polícia Federal cumpriu dois mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao deputado estadual Amauri Ribeiro (UNIÃO), em Goiás. A atuação é referente a 15ª fase da Operação Lesa Pátria, que apura os envolvidos nos ataques à Praça dos Três Poderes em 8 de janeiro.

O deputado admitiu que doou dinheiro e mantimentos à acampamentos antidemocráticos em Brasília e que teria chegado a acampar no local. "Mandem me prender, eu sou um bandido, um terrorista, um canalha, na visão de vocês", afirmou na tribuna da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego).

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Ao g1, o advogado Demóstenes Torres informou que as ordens judiciais foram cumpridas em Goiânia e Piracanjuba e que celular de Amauri foi apreendido.

"A defesa pedirá acesso aos autos que originaram a medida cautelar de busca e apreensão", disse.

Em nota, a Polícia Federal resumiu o objeto da investigação: “Os fatos investigados constituem, em tese, os crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, associação criminosa, incitação ao crime, destruição e deterioração ou inutilização de bem especialmente protegido e crimes da lei de terrorismo”.

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quinta-feira (17), a nova fase da operação Lesa Pátria, que investiga os atos golpistas de 8 de janeiro e busca identificar e prender os financiadores da mobilização criminosa. Na nova investida, os agentes cumprem 16 mandados de busca e apreensão e 10 mandados de prisão preventiva. Segundo a PF, há mandados em Goiás, Paraíba, Paraná, Santa Catarina, Bahia e no Distrito Federal. As ações foram autorizadas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. 

No começo da manhã desta quinta-feira, oito dos 10 alvos de prisão preventiva já tinham sido detidos – dois no Distrito Federal, dois em Goiás, dois em Santa Catarina, um na Paraíba e um no Paraná. Os nomes dos alvos não foram sido divulgados. De acordo com a TV Globo, um dos presos é o pastor Dirlei Paiz, natural de Blumenau, em Santa Catarina. Em uma foto antes publicada no Instagram, ele aparece em fotos ao lado de Jair Renan, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e com placas pedindo "intervenção federal". 

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"Polícia Federal executando hoje mais mandados judiciais relativos às investigações sobre os atos golpistas perpetrados em 8 de janeiro. Justiça necessária para que atuem as funções repressivas e preventivas que o Direito Penal exerce", escreveu o ministro da Justiça, Flávio Dino (PSB), em uma rede social. 

Festa da Selma 

Segundo a Polícia Federal, o grupo alvo dos mandados desta quinta é suspeito de ter fomentado o movimento violento chamado "Festa da Selma" – um codinome usado pelos golpistas para se referir aos atos terroristas. 

"O termo 'Festa da Selma' utilizado para convidar e organizar transporte para as invasões, além de compartilhar coordenadas e instruções detalhadas para a invasão aos prédios públicos", diz a PF.  

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A Polícia Federal (PF) faz buscas, na manhã desta terça-feira (27), contra um suposto financiador do 8 de janeiro - quando radicais invadiram e depredaram as dependências dos três Poderes em Brasília. A diligência faz parte da 13ª fase da Operação Lesa Pátria e é cumprida em Itapetininga, a 170 quilômetros da capital paulista.

A ordem de busca e apreensão foi expedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A Operação Lesa Pátria é uma investigação permanente da PF que mira crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, associação criminosa, incitação ao crime, destruição e deterioração ou inutilização de bem especialmente protegido.

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A Polícia Federal (PF) abriu, na manhã desta sexta-feira (17), a oitava fase da Operação Lesa Pátria, com o objetivo de prender 32 investigados pelos atos golpistas do dia 8 de janeiro, quando as sedes dos três Poderes foram invadidas e depredadas. Agentes ainda vasculham 46 endereços de nove Estados e do Distrito Federal.

Entre os alvos da nova etapa ostensiva das investigações está uma mulher apontada como responsável por pichar a estátua da Justiça localizada em frente ao Supremo Tribunal com a frase 'perdeu, mané'. A inscrição faz referência à resposta do ministro Luís Roberto Barroso a bolsonaristas que o hostilizaram durante viagem aos Estados Unidos.

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Ela foi alvo de mandado de prisão, assim como um homem apontado como responsável por levar, da Câmara dos Deputados, a bola assinada pelo jogador Neymar.

É a maior etapa ostensiva do inquérito, em volume de mandados.

As ordens de prisão e autorizações de busca e apreensão foram expedidas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A operação acontece simultaneamente nos Estados da Bahia, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Paraná, Rondônia, Rio Grande do Sul e São Paulo e no Distrito Federal.

Os investigados podem responder pelos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, associação criminosa, incitação ao crime, destruição e deterioração ou inutilização de bem especialmente protegido.

Relembre as fases da Operação Lesa Pátria

A primeira fase da Operação Lesa Pátria, no dia 20 de janeiro, prendeu cinco suspeitos de participação, incitação e financiamento nos atos golpistas. Entre eles 'Ramiro dos Caminhoneiros', Randolfo Antonio Dias, Renan Silva Sena e Soraia Baccio.

Na segunda etapa da força-tarefa, policiais prenderam, em Uberlândia (MG), o extremista Antônio Cláudio Alves Ferreira, filmado destruindo um relógio histórico no Palácio do Planalto.

A terceira fase da operação prendeu cinco pessoas, incluindo a idosa Maria de Fátima Mendonça, de 67 anos, que viralizou ao dizer em um vídeo que ia 'pegar o Xandão'. O sobrinho do ex-presidente Jair Bolsonaro, conhecido como Léo Índio, foi alvo de buscas na mesma etapa.

No dia 3 de fevereiro, a PF abriu a quarta fase ostensiva da investigação e prendeu o empresário conhecido como Márcio Furacão, que se filmou ao participar da invasão ao Palácio do Planalto, e o sargento da Polícia Militar William Ferreira da Silva, conhecido como 'Homem do Tempo', que fez vídeos subindo a rampa do Congresso Nacional e dentro do STF.

Na quinta etapa da operação, quatro oficiais da Polícia Militar do Distrito Federal foram presos suspeitos de convivência com os bolsonaristas radicais que invadiram os prédios do Planalto, Congresso e STF. Um deles é o coronel Jorge Eduardo Naime Barreto, que era chefe do Departamento Operacional da corporação, setor responsável pelo planejamento da operação de segurança para o 8 de janeiro. Ele estava de licença no dia do ataque e foi afastado do cargo pelo então interventor federal Ricardo Cappelli.

A sexta fase da ofensiva foi aberta no último dia 14 e prendeu preventivamente seis radicais, além de vasculhar 13 endereços de Goiás, Minas Gerais, Paraná, Sergipe e São Paulo.

A sétima fase foi no dia 7 de março e prendeu três radicais: Edmar Miguel, o 'Miguel da Laranja' que se filmou subindo no teto do Congresso nacional durante a ofensiva antidemocrática; Kennedy de Oliveira Alves, que fez um vídeo enquanto invadia o prédio do Supremo Tribunal Federal; e a Aline Cristina Monteiro Roque, que também se gravou invadindo a Praça dos Três Poderes durante os atos golpistas.

A Polícia Federal (PF) cumpre novos mandados de busca e apreensão contra suspeitos de participar do ato golpista que destruiu a Praça dos Três Poderes, no dia 8 de janeiro. A 7ª fase da Operação Lesa Pátria foi deflagrada na manhã desta terça-feira (7), nos estados de Minas Gerais e Paraná. 

Oito mandados de busca e apreensão e três de prisão foram expedidos pela Justiça Federal com o objetivo de identificar e capturar participantes, financiadores e mentores da manifestação violenta que pediu um novo golpe de Estado.

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Na véspera dos dois meses do atentado, a Operação Lesa Pátria deve prosseguir com outras fases, já que é encarada como permanente pela Polícia Federal.

Os suspeitos podem ser autuados pelos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, associação criminosa, incitação ao crime, destruição e deterioração ou inutilização de bem especialmente protegido.

A Polícia Federal (PF) abriu nesta terça-feira, 14, mais uma fase da Operação Lesa Pátria, que investiga os atos golpistas na Praça dos Três Poderes.

É a sexta etapa da operação. Os policiais prenderam preventivamente cinco radicais e buscam outros três. Também cumprem 13 mandados de busca e apreensão em Goiás, Minas Gerais, Paraná, Sergipe e São Paulo.

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As ordens foram expedidas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que é o relator das investigações.

A PF diz ver indícios de que os investigados cometeram os crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, associação criminosa, incitação ao crime e destruição e deterioração ou inutilização de bem especialmente protegido.

A Polícia Federal abriu um canal de denúncias e tornou a Operação Lesa Pátria permanente. Novas fases têm sido abertas quase semanalmente.

Relembre as fases da Operação Lesa Pátria:

A primeira fase da Operação Lesa Pátria, no dia 20 de janeiro, prendeu cinco suspeitos de participação, incitação e financiamento nos atos golpistas. Entre eles 'Ramiro dos Caminhoneiros', Randolfo Antonio Dias, Renan Silva Sena e Soraia Baccio.

Na segunda etapa da força-tarefa, policiais prenderam, em Uberlândia (MG), o extremista Antônio Cláudio Alves Ferreira, filmado destruindo um relógio histórico no Palácio do Planalto.

A terceira fase da operação prendeu cinco pessoas, incluindo a idosa Maria de Fátima Mendonça, de 67 anos, que viralizou ao dizer em um vídeo que ia 'pegar o Xandão'. O sobrinho do ex-presidente Jair Bolsonaro, conhecido como Léo Índio, foi alvo de buscas na mesma etapa.

No último dia 3, a PF abriu a quarta fase ostensiva da investigação e prendeu o empresário conhecido como Márcio Furacão, que se filmou ao participar da invasão ao Palácio do Planalto, e o sargento da Polícia Militar William Ferreira da Silva, conhecido como 'Homem do Tempo', que fez vídeos subindo a rampa do Congresso Nacional e dentro do STF.

Na etapa mais recente, quatro oficiais da Polícia Militar do Distrito Federal foram presos suspeitos de convivência com os bolsonaristas radicais que invadiram os prédios do Planalto, Congresso e STF. Um deles é o coronel Jorge Eduardo Naime Barreto, que era chefe do Departamento Operacional da corporação, setor responsável pelo planejamento da operação de segurança para o 8 de janeiro. Ele estava de licença no dia do ataque e foi afastado do cargo pelo então interventor federal Ricardo Cappelli.

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta terça-feira (6), a quinta fase da Operação Lesa Pátria, que investiga os protestos golpistas do dia 8 de janeiro em Brasília. Os alvos nesta etapa são pessoas que participaram, financiaram, se omitiram ou fomentaram os atos de vandalismo na Praça dos Três Poderes.

A PF cumpre três mandados de prisão temporária, um mandado de prisão preventiva e seis mandados de busca e apreensão no Distrito Federal. Todas as ordens foram expedidas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que é o relator das investigações sobre os atos do dia 8.

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Os alvos nesta etapa são investigados por seis crimes:

- Abolição violenta do Estado Democrático de Direito;

- Golpe de Estado;

- Dano qualificado;

- Associação criminosa;

- Incitação ao crime;

- Destruição e deterioração ou inutilização de bem especialmente protegido.

A primeira fase da Operação Lesa Pátria, no dia 20 de janeiro, prendeu cinco suspeitos de participação, incitação e financiamento nos atos golpistas. Na semana passada, a PF abriu a etapa mais recente da investigação e prendeu o empresário conhecido como Márcio Furacão, que se filmou ao participar da invasão ao Palácio do Planalto, e o sargento da Polícia Militar William Ferreira da Silva, conhecido como "Homem do Tempo", que fez vídeos subindo a rampa do Congresso Nacional e dentro do STF.

A idosa Maria de Fátima Mendonça, de 67 anos, que viralizou ao dizer em um vídeo que ia "pegar o Xandão", também foi presa na Lesa Prática. O sobrinho do ex-presidente Jair Bolsonaro, conhecido como Léo Índio, foi alvo de buscas na mesma operação.

A Operação Lesa Pátria se tornou permanente, com desdobramentos periódicos. Até o momento, 16 pessoas foram presas preventivamente. A PF também cumpriu 31 mandados de busca e apreensão nas etapas anteriores da investigação.

A Polícia Federal (PF) colocou nas ruas, nesta sexta-feira (3), uma nova fase da Operação Lesa Pátria. A investigação se debruça sobre os atos golpistas do dia 8 de janeiro. Esta é a quarta etapa da operação.

Os policiais federais fazem buscas em 14 endereços e tentam prender preventivamente três pessoas. Armas e aparelhos eletrônicos foram apreendidos. Um dos mandados de prisão também já foi cumprido.

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Os mandados foram expedidos pelo Supremo Tribunal (STF) e são cumpridos em Rondônia, Goiás, Espírito Santo, São Paulo, Mato Grosso e no Distrito Federal.

Um dos alvos da operação é o empresário conhecido como Márcio Furacão, que se filmou ao participar da invasão ao Palácio do Planalto. "O povo não vai deixar ladrão governar o País", afirmou no vídeo.

Os alvos da operação são investigados por seis crimes:

- Abolição violenta do Estado Democrático de Direito;

- Golpe de Estado;

- Dano qualificado;

- Associação criminosa;

- Incitação ao crime;

- Destruição e deterioração ou inutilização de bem especialmente protegido.

Na manhã desta sexta-feira (27), a Polícia Federal (PF) cumpre 11 mandados de prisão preventiva e 27 mandados de busca e apreensão contra suspeitos de depredar a Praça dos Três Poderes no último dia 8. A terceira fase da Operação Lesa Pátria ocorre em cinco estados e no Distrito Federal.

A PF explicou que os envolvidos são suspeitos dos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado,  dano qualificado, associação criminosa, incitação ao crime, destruição e deterioração ou inutilização de bem especialmente protegido.

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Com a continuidade das investigações, a operação se tornou permanente e será atualizada conforme novas pessoas forem presas ou consideradas foragidas, bem como quando novos mandados judiciais foram expedidos.

Denúncias

As autoridades pedem ajuda para identificar os golpistas que participaram de alguma forma ou financiaram o episódio considerado um ataque direto à democracia. O e-mail denuncia8janeiro@pf.gov.br está disponível para denúncias.

Um empresário que financiou os atos terroristas de 8 de janeiro pulou da janela de casa para fugir da Polícia Federal durante a Operação Lesa Pátria nesta sexta-feira (20), no Rio de Janeiro. O foragido é o sócio-administrador do restaurante Rústico Premium, Raif Jibran Filho.

De acordo com a PF, Raif fugiu de Goiás para o Rio de Janeiro depois dos atos golpistas em Brasília. Os agentes foram ao condomínio onde ele estava, na Barra da Tijuca, mas o empresário conseguiu pular a janela de casa e escapar.  Raif chegou a publicar fotos e vídeos nas redes sociais instigando a participação dos seguidores nos atos terroristas na Praça dos Três Poderes, em Brasília.

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A Polícia Federal tenta cumprir o mandado de prisão preventiva de pelo menos um dos oito procurados no Rio de Janeiro. Os alvos são financiadores e participantes dos atos terroristas.

A Operação Lesa Pátria foi ordenada pelo Supremo Tribunal Federal, que expediu mandados de prisão preventiva e 16 buscas e apreensão. As ordens são cumpridas no Distrito Federal e nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso do Sul.

Os alvos são investigados pelos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito; dano qualificado; golpe de Estado; associação criminosa; destruição; incitação ao crime; deterioração ou inutilização de bem especialmente protegido.

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