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O juiz Raphael Ernane Neves, da 1ª Vara de Registro, no interior paulista, absolveu o procurador municipal Demétrius Oliveira de Macedo, que espancou a chefe Gabriela Samadello Monteiro dentro da Prefeitura de Registro em 20 junho de 2022. O magistrado reconheceu que Demétrius é inimputável - quando um investigado não pode ser responsabilizado pelo crime cometido - após ele ser diagnosticado com esquizofrenia paranoide.

Como 'medida de segurança', foi aplicada ao procurador uma internação em hospital de custódia por três anos. Demétrius já está internado provisoriamente. Na sentença assinada nesta quarta, 14, o juiz Raphael Ernane Neves destaca a 'periculosidade' do procurador e pondera sobre a necessidade de se manter Demétrius segregado para que continue seu tratamento 'em ambiente de custódia adequado'.

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Demétrius foi denunciado por tentativa de feminicídio, coação do curso do processo e injúria. O magistrado entendeu que o cometimento dos crimes era evidente - ponderou, por exemplo, que Demétrius 'tomou contra vítima comportamento que tendia a lhe ceifar a vida'. No entanto, o juiz destacou que, por mais que reconhecido o episódio, o procurador não pode ser responsabilizado penalmente, 'porque não é culpável'.

"O caso, então, é de absolvição imprópria, uma vez que o réu somente se defendeu argumentando não ser capaz de entender o caráter ilícito do fato, tendo efetivamente demonstrado, por perícia médica, que realmente não poderia ser responsabilizado com a resposta própria dos tipos legais que foram reconhecidos como por ele praticados", anotou o juiz.

Ao longo do processo o procurador municipal foi examinado por cinco médicos. Em março, peritos do Instituto de Medicina Social e Criminologia de São Paulo (Imesc) atestaram que o procurador apresenta quadro de esquizofrenia paranoide. O documento diz que a doença psiquiátrica que acomete Demétrius 'prejudica sua capacidade crítica e pragmatismo'. "Tais sintomas que estavam presentes à época dos fatos permitem concluir que a capacidade de entendimento encontrava-se prejudicada, enquanto a capacidade de determinação restava abolida", registra o texto.

A avaliação final foi a de que o procurador é inimputável. Os médicos responsáveis pela avaliação recomendaram que o procurador fosse internado por, no mínimo, três anos - sugestão encampada por Raphael Ernane Neves.

A inimputabilidade é prevista no Código Penal. "É isento de pena o agente que, por doença mental ou desenvolvimento mental incompleto ou retardado, era, ao tempo da ação ou da omissão, inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento", estabelece o texto.

As agressões cometidas por Demétrius se deram no dia 20 de junho de 2022 e foram registradas em vídeo. Ele derruba a procuradora-geral de Registro, dá socos e pontapés nela e ainda a chama de 'vagabunda' e 'puta'. Outras servidoras tentaram conter o procurador. Uma delas acabou empurrada com violência contra uma porta.

Demétrius foi preso dias depois, localizado em uma clínica de Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo. No mesmo dia, ele foi denunciado pelo Ministério Público estadual por tentativa de feminicídio, injúria e coação no curso do processo.

Os promotores de Justiça Ronaldo Pereira Muniz e Daniel Porto Godinho da Silva denunciaram o procurador, narrando que ele, com 'evidente intento homicida, tentou matar' Gabriela, 'por intermédio de violentos golpes desferidos principalmente contra a cabeça' da chefe, 'apenas não se consumando o delito por circunstâncias alheias à vontade do agente'.

COM A PALAVRA, O CRIMINALISTA ALBERTO ZACHARIAS TORON, QUE REPRESENTA A PROCURADORA ESPANCADA

"A absolvição do Procurador do Município de Registro que brutal e covardemente agrediu sua colega é, na verdade, o resultado do reconhecimento da sua inimputabilidade. Por isso, ele será submetido à internação em manicômio judiciário pelo prazo mínimo de 3 anos. Isso atende perfeitamente os reclamos da acusação e da própria vítima."

Os peritos do Instituto de Medicina Social e Criminologia de São Paulo (Imesc) atestaram que o procurador municipal Demétrius Oliveira de Macedo - que espancou a chefe Gabriela Samadello Monteiro dentro da Prefeitura de Registro em 20 junho de 2022 - apresenta quadro de esquizofrenia paranoide.

De acordo com o laudo, o procurador é considerado inimputável - ou seja, não pode ser responsabilizado pelo crime cometido. Os médicos responsáveis pela avaliação recomendam que ele seja internado por, no mínimo, três anos.

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Segundo o laudo de 17 páginas subscrito pelos peritos Luiz Felipe Rigonatti, Patricia A. P. Cardoso e Elcio Rodrigues da Silva, a doença psiquiátrica que acomete o procurador "prejudica sua capacidade crítica e pragmatismo'.

"Tais sintomas que estavam presentes à época dos fatos permitem concluir que a capacidade de entendimento encontrava-se prejudicada, enquanto a capacidade de determinação restava abolida", registra o texto.

O documento elaborado a pedido do juízo da 1ª Vara Judicial de Registro, no Vale do Ribeira, 190 quilômetros da capital paulista, foi juntado na terça-feira, 14, ao processo a que o procurador responde por tentativa de feminicídio. A perícia foi realizada no dia 12 de dezembro de 2022.

As agressões cometidas por Demétrius se deram no dia 20 de junho de 2022 e foram registradas em vídeo. Ele derruba a procuradora-geral de Registro, dá socos e pontapés nela e ainda a chama de 'vagabunda' e 'puta'. Outras servidoras tentaram conter o procurador. Uma delas acabou empurrada com violência contra uma porta.

Demétrius foi preso dias depois, localizado em uma clínica de Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo. No mesmo dia, ele foi denunciado pelo Ministério Público estadual por tentativa de feminicídio, injúria e coação no curso do processo.

Os promotores de Justiça Ronaldo Pereira Muniz e Daniel Porto Godinho da Silva narraram que o procurador, com 'evidente intento homicida, tentou matar' Gabriela, 'por intermédio de violentos golpes desferidos principalmente contra a cabeça' da chefe, 'apenas não se consumando o delito por circunstâncias alheias à vontade do agente'.

Aos médicos responsáveis pelo laudo psiquiátrico, Demétrius comentou sobre o dia do crime. Segundo ele, na ocasião, Gabriela estava conversando com um outro servidor, 'dizendo para prestar outros concursos'. O procurador disse ter achado 'que a conversa era para ele, que ele não era bem-vindo no ambiente'.

"Então sentiu muita raiva e a agrediu", descreve o laudo. "Uma outra funcionária os separou, mas ainda estava com muita raiva, se desvencilhou e a agrediu de novo. Parou de a agredir sozinho, não sabe o motivo. Começou a dizer palavrões."

Segue o laudo. "Acredita que estava sendo vítima de assédio moral. Já tinha feito denúncia ao prefeito, que não tomou nenhuma atitude. A noiva dizia para ele se concentrar no trabalho. Achou que a agressão seria uma forma de resolver o problema. Acredita que agiu de forma instintiva para se defender."

O procurador ainda disse aos médicos que agora "entende que foi um equívoco', 'mas não sente que deveria estar em tratamento médico, hoje ou à época". Atualmente, o procurador está custodiado no Centro de Detenção Provisória de Taiúva, no interior de São Paulo. Lá faz uso de medicações diariamente. Aos peritos que o avaliaram, o procurador disse "não ter nenhum transtorno mental".

O juiz Raphael Ernane Neves, da 1ª Vara de Registro, no Vale do Ribeira, em São Paulo, marcou para o dia 12 perícia psiquiátrica do procurador municipal Demétrius Oliveira de Macedo, réu por espancar a procuradora-chefe Gabriela Samadello Monteiro de Barros dentro da prefeitura em junho passado. O procedimento será realizado a pedido da defesa de Demétrius, que ingressou com um incidente de insanidade mental na Justiça. Os advogados do procurador de 34 anos sustentam que ele sofre de uma doença psiquiátrica, com surtos psicóticos, e precisa de tratamento.

Quando foi preso, três dias depois de agredir sua chefe na Procuradoria Municipal, Demétrius foi localizado em uma clínica médica em Itapecerica da Serra, região metropolitana de São Paulo. Alvo de prisão preventiva - sem data para acabar - o procurador está custodiado na Penitenciária de Tremembé, no interior paulista, enquanto responde à ação penal por tentativa de feminicídio, injúria e coação no curso do processo. O criminalista Alberto Zacharias Toron atua no processo como assistente da acusação.

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No último dia 23, a Justiça negou um pedido da Ordem dos Advogados do Brasil para que Demétrius, que é advogado, fosse transferido para sala de Estado Maior da Polícia Militar em São Paulo. A avaliação do juiz Raphael Ernane Neves foi a de que a transferência não é necessária, uma vez que o procurador está em ala separada e "em instalações condignas com sua condição de advogado".

"A despeito de habitar com frequência o isolamento, em razão de seu comportamento arredio também amplamente noticiado, consoante também relatou a autoridade do estabelecimento, o demandado de regra permanece detido em local diferenciado, como lhe garante a distinção decorrente de seu grau como causídico. Nessa linha, sendo garantida a permanência em local condigno e separado, como no caso, tenho que respeitada a regra do art. 7º, V da lei 8.906/94, não havendo necessidade de se efetuar transferência de estabelecimento, menos ainda, de concessão de prisão domiciliar", ressaltou o magistrado no despacho de 23 de novembro.

Um dia antes, Demétrius teve um ataque de fúria na cela de isolamento do presídio, quebrando um lavatório e pratos de material plástico usados para sua alimentação. Com o estrado da cama ele quebrou o vidro da cela.

Segundo a Secretaria de Administração Penitenciária, o advogado responde a procedimentos apuratórios disciplinares "em razão de desobediência à ordem de servidor, falta de urbanidade com os colegas de cela, e por descumprir os deveres referentes à manutenção de higiene pessoal e da cela".

A defesa apresentou à Justiça laudo do famoso psiquiatra forense Guido Palomba indicando que Demétrius sofre de esquizofrenia paranóide, estando sujeito a surtos psicóticos e alucinações. Ao Estadão, o advogado do procurador chegou a sustentar que Demétrius possui doença psiquiátrica grave e incurável, que é causadora dos distúrbios que o levaram à prisão e que continuam se manifestando devido à falta de tratamento adequado.

A Justiça de São Paulo aceitou nesta terça-feira, 28, a denúncia do Ministério Público do Estado contra o procurador municipal de Registro, no Vale do Ribeira, Demétrius Oliveira de Macedo, que espancou a procuradora-chefe Gabriela Samadello Monteiro de Barros dentro da prefeitura.

A decisão é do juiz Raphael Ernane Neves, da 1ª Vara de Registro, e torna o procurador réu por tentativa de feminicídio. Macedo foi preso preventivamente após um vídeo com as agressões vir a público. Ele terá dez dias para apresentar sua defesa prévia.

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"O Ministério Público apresentou descrição suficiente dos fatos criminosos relacionados à ofensa à integridade corporal", diz um trecho da decisão.

As agressões ocorreram no último dia 20, após a abertura de um processo disciplinar contra o procurador motivado pela agressividade no trabalho.

O episódio foi registrado em vídeo. Após derrubar Gabriela, ele dá socos e pontapés na procuradora, a quem é subordinado. Também a chama de "vagabunda" e "puta". Outras duas servidoras tentam conter Macedo. Uma delas é empurrada com violência contra uma porta fechada. A outra arrasta Gabriela para tentar afastá-la do agressor. O procurador só foi contido após a intervenção de outros funcionários que ouviram os gritos de socorro.

A procuradora registrou um boletim de ocorrência. Em um primeiro momento, o delegado Fernando Carvalho Gregório, do 1º Distrito Policial de Registro, não prendeu Macedo em flagrante. Com a repercussão do caso, a Polícia Civil pediu a prisão preventiva do procurador. Ele foi encontrado em um hospital psiquiátrico, em Itapecerica da Serra, na região metropolitana de São Paulo.

Antes de espancar a procuradora-geral de Registro, no Vale do Ribeira, Gabriela Samadello Monteiro de Barros, o também procurador municipal Demétrius Oliveira de Macedo vinha mostrando um comportamento violento no trabalho. Ele foi preso preventivamente após as agressões.

Mensagens trocadas entre Gabriela e a agente administrativa Thainan Maria Tanaka, que também trabalha na Secretaria Municipal de Negócios Jurídicos e Segurança Pública, indicam que os funcionários do setor tinham medo do procurador. Segundo as conversas, reveladas pelo G1, os servidores evitavam ficar sozinhos com Macedo.

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"Se não tiver ninguém na fala, a gente sai. E também para sempre ter testemunhas das coisas", sugere a procuradora-chefe. "Ficar depois do horário é perigoso também", acrescenta Thainan.

Em outro trecho, as duas relatam "ansiedade" e "pesadelos". "Hoje estou bem ansiosa. Eu estava com tremedeira", conta Gabriela.

As mensagens foram trocadas entre os dias 27 e 30 de maio. As agressões contra Gabriela ocorreram na segunda-feira, 20, após a abertura de um processo disciplinar contra o procurador motivado pela agressividade contra os colegas.

O episódio foi registrado em vídeo. Após derrubar Gabriela, ele dá socos e pontapés na procuradora, a quem é subordinado. Também a chama de "vagabunda" e "puta". Outras duas servidoras tentam conter Macedo. Uma delas é empurrada com violência contra uma porta fechada. A outra arrasta Gabriela para tentar afastá-la do agressor. O procurador só foi contido após a intervenção de outros funcionários que ouviram os gritos de socorro.

A procuradora registrou um boletim de ocorrência. Em um primeiro momento, o delegado Fernando Carvalho Gregório, do 1º Distrito Policial de Registro, não prendeu Macedo em flagrante. Com a repercussão do caso, a Polícia Civil pediu a prisão preventiva do procurador. Ele foi encontrado em um hospital psiquiátrico, em Itapecerica da Serra, na região metropolitana de São Paulo. O Ministério Público do Estado também entrou com uma denúncia contra o procurador municipal por tentativa de feminicídio.

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--> Procurador que espancou a chefe é preso em SP

A Polícia Civil de São Paulo pediu à Justiça nesta quarta-feira, 22, a prisão preventiva do procurador Demétrius Oliveira de Macedo, que agrediu brutalmente na segunda-feira, 20, a procuradora-geral da Prefeitura de Registro, Gabriela Samadello Monteiro de Barros, de 39 anos, na segunda-feira, 20. Segundo o governo estadual, o delegado Daniel Vaz Rocha, do 1º Distrito Policial de Registro, solicitou a prisão na 1ª Vara Criminal do município, do interior paulista.

O caso foi registrado em um boletim de ocorrência ainda na segunda, como lesão corporal e desacato, mas não ocorreu prisão em flagrante na data. No momento, a procuradora ainda apresentava ferimentos e sangramento no rosto após os repetidos chutes, cotoveladas, socos e empurrões. Parte das agressões físicas e verbais foi registrada em vídeos por testemunhas.

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Dois dias após as agressões, o delegado identificou que o procurado "vem tendo sérios problemas de relacionamento com mulheres no ambiente de trabalho, sendo que, em liberdade, expõe a perigo a vida delas, e consequentemente, a ordem pública", segundo informações do governo. Os vídeos da agressão e o depoimento da procuradora-geral foram utilizados para fundamentar o pedido de prisão preventiva.

O governador Rodrigo Garcia (PSDB) anunciou o pedido de prisão nas redes sociais. "A agressão do procurador de Registro a uma colega não ficará impune. A Polícia Civil acaba de pedir a prisão do agressor Demétrius Macedo. Que a Justiça faça a sua parte e puna todo e qualquer covarde que agrida uma mulher", publicou.

Em depoimento à polícia, Gabriela contou acreditar que as agressões ocorreram por ter aberto uma proposta de procedimento administrativo contra Macedo, encaminhada à Secretaria de Administração, após ser procurada por uma funcionária sobre atitudes hostis no ambiente de trabalho. Na segunda-feira, horas antes do episódio de violência, uma publicação do Diário Oficial determinou a criação de uma comissão para apurar a situação.

Segundo o depoimento, o espancamento ocorreu no ambiente de trabalho por volta das 16h50 de segunda-feira. Primeiro, ela foi atingida por uma cotovelada e, mesmo após cair no chão, foi agredida em diversas partes do corpo, principalmente na região do rosto e da cabeça.

Na sequência, uma funcionária tentou conter as agressões e foi também empurrada e atingida. Outra procuradora chegou a intervir, enquanto a violência e insultos verbais seguiram, até que conseguiu resgatar Gabriela. Outros servidores teriam chegado ao local e conseguiram conter Macedo.

Em nota, a prefeitura manifestou "o mais absoluto e profundo repúdio aos brutais atos de violência realizados pelo procurador municipal contra a servidora"."A administração municipal está tomando as providências necessárias", destacou. "Os servidores da Procuradoria Geral Municipal e da Secretaria de Negócios Jurídicos receberão todo apoio necessário, inclusive acompanhamento psicológico."

A prefeitura de Registro determinou a suspensão preventiva por 30 dias do procurador. A decisão foi publicada no Diário Oficial da cidade na terça-feira, 21, e prevê ainda a suspensão do pagamento de vencimentos durante o período.

Segundo a legislação municipal, a suspensão pode ser prorrogada por mais 30 dias, se "houver necessidade de seu afastamento para apuração da falta a ele imputada". Em vídeo, o prefeito Nilton Hirota (PSDB) manifestou indignação com a agressão, que chamou de "execrável", e disse que vai tomar todas as providências necessárias, respeitando as orientações legais. "Vamos tomar todas as medidas dentro dos trâmites da lei, observando o Estatuto do Servidor."

A OAB/SP também anunciou ter determinado a instauração de ofício de representação contra o procurador e o início dos trâmites processuais "necessários à suspensão preventiva do acusado" do exercício da advocacia. Segundo a instituição, ele será notificado a comparecer e "manifestar-se a respeito dos fatos para deliberação pela Turma do TED competente, que deverá concluir o processo disciplinar no prazo máximo de 90 dias".

Já o Ministério Público de São Paulo designou dois promotores de Justiça para apurar o caso. "Os promotores contataram a vítima para orientá-la e colher os primeiros subsídios para a apuração dos fatos logo depois do episódio, que também é acompanhado pelo Núcleo de Gênero do Centro de Apoio Operacional Criminal (CAOCrim)", informou em nota.

O Estadão não conseguiu contato com o procurador.

A prefeitura de Registro, no interior de São Paulo, determinou a suspensão preventiva por 30 dias do procurador Demétrius Oliveira de Macedo, que agrediu brutalmente a colega de trabalho Gabriela Samadello Monteiro de Barros, de 39 anos, procuradora-geral do município. A decisão foi publicada no Diário Oficial da cidade na terça-feira, 21, e prevê ainda a suspensão do pagamento de vencimentos durante o período.

O caso também foi registrado em um boletim de ocorrência na segunda-feira, 20, como lesão corporal e desacato. No momento, a procuradora ainda apresentava ferimentos e sangramento no rosto após os repetidos chutes, cotoveladas, socos e empurrões. Parte das agressões físicas e verbais foi registrada em vídeos por uma testemunha.

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Já a OAB/SP anunciou, em nota, que "tomou as providências disciplinares cabíveis, enfatizando que seguirá seu firme propósito no combate à violência contra a mulher, seja doméstica, seja em seu local de trabalho".

Segundo a legislação municipal, a suspensão pode ser prorrogada por mais 30 dias, se "houver necessidade de seu afastamento para apuração da falta a ele imputada". Em vídeo, o prefeito Nilton Hirota (PSDB) manifestou indignação com a agressão, que chamou de "execrável", e disse que vai tomar todas as providências necessárias, respeitando as orientações legais. "Vamos tomar todas as medidas dentro dos trâmites da lei, observando o Estatuto do Servidor."

Em depoimento à polícia, Gabriela contou acreditar que as agressões ocorreram por ter aberto uma proposta de procedimento administrativo contra Macedo, encaminhada à Secretaria de Administração, após ser procurada por uma funcionária sobre atitudes hostis do colega no ambiente de trabalho. Na segunda-feira, horas antes do episódio de violência, uma publicação do Diário Oficial determinou a criação de uma comissão para apurar a situação.

Segundo o depoimento, o espancamento ocorreu no ambiente de trabalho por volta das 16h50 de segunda-feira. Primeiro, ela foi atingida por uma cotovelada e, mesmo após cair no chão, foi atingida em diversas partes do corpo, principalmente na região do rosto e da cabeça.

Na sequência, uma funcionária tentou conter as agressões e foi também empurrada e atingida. Outra procuradora chegou a intervir, enquanto a violência e insultos verbais seguiram, até que conseguiu resgatar Gabriela. Outros servidores teriam chegado ao local e conseguiram conter Macedo.

Em nota, a prefeitura manifestou "o mais absoluto e profundo repúdio aos brutais atos de violência realizados pelo procurador municipal contra a servidora". "A administração municipal está tomando as providências necessárias", destacou. "Os servidores da Procuradoria Geral Municipal e da Secretaria de Negócios Jurídicos receberão todo apoio necessário, inclusive acompanhamento psicológico."

O Estadão não conseguiu contato com o procurador.

A procuradora-geral do município de Registro, no interior de São Paulo, foi agredida nesta segunda-feira (20), por um outro procurador, Demétrius Oliveira Macedo, de 34 anos, dentro da própria prefeitura e ficou com o rosto ensanguentado. A agressão foi filmada por uma outra funcionária e mostra quando Demétrius deu chutes e murros na colega de trabalho. 

De acordo com o g1, a motivação da agressão foi a abertura de um processo administrativo contra o agressor por conta da sua postura no ambiente de trabalho. Um Boletim de Ocorrência sobre o caso foi registrado no 1º Distrito Policial (DP) do município. 

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Gabriela Samadello Monteiro de Barros, de 39 anos, estava trabalhando quando foi surpreendida com os ataques de Demétrius. De acordo com o B.O, ele a agrediu primeiro dando uma cotovelada na cabeça e continuou com socos no rosto. 

A procuradora disse ter tentado se defender e até recebeu ajuda de uma funcionária, que foi empurrada contra a porta e bateu as costas na maçaneta. Macedo continuou com os socos e chutes mesmo com outras duas funcionárias tentando contê-lo. Além de agredir, ele também ofende Gabriela verbalmente várias vezes. 

Processo disciplinar

A procuradora informou a polícia que Demétrius apresentava comportamento suspeito e já havia sido grosseiro com outra funcionária do setor, que cobrou providências porque estava com medo de trabalhar no mesmo ambiente que ele. 

Diante da solicitação, Samadello decidiu informá-lo que enviou um memorando à Secretaria Administrativa com uma proposta de procedimento administrativo. A criação de uma comissão para apurar os fatos foi publicada em Diário Oficial na segunda-feira (20) e, segundo a vítima, motivou as agressões. 

Em nota, a Prefeitura de Registro demonstrou o “mais absoluto e profundo repudio aos brutais atos de violência realizados pelo procurador municipal contra a servidora municipal, mulher que exerce a função de procuradora-geral do município”. 

“A administração municipal está tomando as providências necessárias e já determinou, de imediato, que o agressor seja suspenso, nos termos do art. 179, c/c inc. III do art. 180, ambos da Lei Complementar nº 034/2008 - Estatuto dos Servidores Públicos do Município de Registro, com prejuízo de seus vencimentos, a partir de 21 de junho”.

A prefeitura reafirmou o compromisso com a “prevenção e enfrentamento a todas as formas de violência, principalmente aquelas que vitimizam mulheres. Os servidores da Procuradoria-Geral Municipal e da Secretaria de Negócios Jurídicos receberão todo apoio necessário, inclusive acompanhamento psicológico”, continuou, em nota. 

ATENÇÃO: CONTEÚDO DELICADO 

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O governo dos Estados Unidos revogou o visto da procuradora-geral do Tribunal Penal Internacional (TPI), Fatou Bensouda, de nacionalidade gambiana, motivado por uma possível investigação sobre operações de soldados americanos no Afeganistão.

A procuradora-geral do TPI prosseguirá cumprindo seu trabalho "sem medo ou favorecimento", apesar da revogação do visto, afirma um comunicado divulgado pelo gabinete de Bensouda.

Fatou Bensouda anunciou em novembro de 2017 que pretendia iniciar uma investigação formal sobre os supostos crimes de guerra cometidos no Afeganistão, inclusive pelo exército dos Estados Unidos.

As relações entre Washington e o TPI sempre foram complicadas. O governo dos Estados Unidos se negou a aderir ao tratado que estabelece o TPI, o Estatuto de Roma, que entrou em vigor em 2002 e foi ratificado por 123 países.

Washington faz todo o possível para evitar que americanos sejam investigados pelo TPI. A administração de Donald Trump levou ao extremo a desconfiança na instituição.

Em meados de março, o governo dos Estados Unidos anunciou as primeiras sanções contra o TPI, negando vistos a qualquer pessoa envolvida na investigação das ações das tropas americanas no Afeganistão ou em outros países.

A facção carioca Comando Vermelho (CV) fez uma ameaça em vídeo à procuradora-geral do Paraguai, Sandra Quiñonez, forçando o Ministério do Interior a montar uma operação para protegê-la. O grupo criminoso está com o seu líder, Marcelo Pinheiro Veiga, conhecido como Piloto, preso no país desde dezembro. Ao longo dos últimos anos, o CV tem tentado expandir a sua atuação no país vizinho, disputando com o Primeiro Comando da Capital (PCC), além de traficantes locais, rotas importantes para o comércio de armas e cocaína no continente.

A existência do vídeo foi divulgada pelo Ministério do Interior paraguaio. O governo reforçou a segurança da procuradora enquanto investiga a origem das imagens. As facções brasileiras têm conseguido ganhar força em territórios vizinhos. Além do Paraguai, a forte presença dos grupos é também notada na Bolívia, e em menor grau, na Colômbia, no Peru e na Guiana.

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Na gravação, em que falam português, cinco homens aparecem encapuzados e armados enquanto um deles segura uma fotografia de Sandra. "Temos um recadinho para você. Hoje aqui no Paraguai, nosso objetivo é você. Então, presta bem atenção que o papo é reto: muita gente não está gostando da pilantragem que você está fazendo com o sistema. Como você está vendo, sua cabeça já está a prêmio. Não viemos para pagar comédia. Caso nossa equipe não conclua a missão, outras equipes vão concluir, entendeu?".

Outro homem do grupo continua: "Pode abandonar seu cargo que a gente vai atrás de você igual. Você já é o nosso troféu. Estamos atrás de você, doutora. Fica ligeira. Estamos te procurando e a gente vai te achar". Na sequência, os criminosos engatilham as armas.

O governo paraguaio acredita que pelo menos três dos bandidos que aparecem na gravação tenham sido mortos durante uma operação realizada no fim de outubro; outros dois permanecem sendo procurados.

Em uma casa na cidade de Presidente Franco, a 300 quilômetros de Assunção e na Tríplice Fronteira, uma cópia do vídeo foi achada. No mesmo local, as autoridades localizaram um carro-bomba, que seria usado para resgatar Marcelo Piloto, hoje preso no Agrupamento Especializado da Polícia, na capital. O veículo foi detonado de forma controlada pela polícia.

Terrorismo

A divulgação do vídeo ocorreu um dia depois de Piloto ter concedido uma entrevista, de dentro da prisão, à imprensa paraguaia, em que nega a acusação de terrorismo, imposta a ele pelas autoridades policiais. "Não estou dizendo que sou inocente. Mas não sou terrorista, nunca fui. Jogaram coisas em cima de mim que não são verdadeiras", alegou.

"Todo mundo sabe que me dedico ao comércio de armas e drogas. Compro aqui em Assunção e vendo em Ciudad del Este, Pedro Juan Caballero, em Salto del Guairá. Compro e vendo", acrescentou, de acordo com jornais paraguaios.

Ele foi preso em dezembro passado em Encarnación após uma operação que mobilizou agências antidrogas do Paraguai, Brasil e Estados Unidos. O governo brasileiro busca a sua extradição, que está sob análise da Justiça do país vizinho.

Na entrevista, Piloto disse ainda que pagava muito dinheiro para que um comissário da Polícia Nacional o protegesse de investigações no Brasil. O ministério ordenou uma apuração após essa declaração.

Nesta quinta-feira (8), ao jornal O Estado de S. Paulo, o Ministério da Segurança Pública do Brasil disse não ter sido comunicado pelo Paraguai sobre o vídeo.

Após voltar de viagem, o presidente paraguaio Mario Abdo Benítez afirmou que tinha conhecimento da gravação "há tempos". A própria procuradora-geral disse que há semanas soube da ameaça. "Fui convocada pelo ministério e advertida para tomar todas as precauções quanto a minha segurança." Sandra recebeu também o apoio do embaixador americano no Paraguai, Lee McClenny.

De acordo com Sandra, o vídeo não havia sido divulgado antes pois causaria "impacto de terror". Ela revelou que, além dela, outros promotores que atuam contra o narcotráfico foram ameaçados, mas não deu detalhes. (Com agências internacionais, colaboração de Bruno Ribeiro)

A União Europeia criticou a destituição da procuradora-geral da Venezuela, Luisa Ortega, pela recém-instalada Assembleia Constituinte, que tem autoridade quase ilimitada para governar e reescrever a Constituição venezuelana.

A chefe de política externa da UE, Federica Mogherini, disse nesta segunda-feira (7) que as ações da Assembleia e a remoção de Luisa Ortega "enfraqueceram ainda mais as perspectivas de um retorno pacífico à ordem democrática" na Venezuela. Em uma declaração, Mogherini comentou que essas ações "aumentaram a polarização de uma sociedade já dividida".

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A UE pediu que o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, liberte todos os presos políticos e garanta o respeito aos direitos humanos e ao Estado de direito. Ortega era aliada ao governo de Maduro, mas passou a criticar a administração após a convocação de uma eleição para a Assembleia Constituinte. Ortega se recusou a reconhecer a decisão da Constituinte para removê-la do cargo. Fonte: Associated Press.

A nova Assembleia Constituinte da Venezuela destituiu há pouco a procuradora-geral da Venezuela, Luisa Ortega. A medida sinaliza a intenção do presidente do país, Nicolas Maduro, de avançar rapidamente contra seus opositores e consolidar seu poder em meio à grave crise política do país.

Durante a votação unânime pela saída de Ortega, gritos de "traidora" e "a justiça chegou" irromperam dos 545 delegados pró-governo. Eles declararam que a medida é uma reposta à decisão do Supremo Tribunal do país, que apoia o governo e ontem votou a favor de suspender a procuradora-geral. Ortega apoiou Maduro por muitos anos, mas rompeu com o presidente em meio à escalada dos protestos contra o governo em abril, que ela qualificou como a ruptura do mandatário com a ordem constitucional do país.

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A oposição venezuelana diz que a Constituinte foi lançada por Maduro apenas para retirar poder da Assembleia Nacional, dominada pelos oposicionistas, e para perseguir quem é contra o governo.

Na manhã de hoje, Ortega divulgou que foi impedida de entrar na sede da Procuradoria-Geral por dezenas de guardas da força nacional. Ela alegou que integrantes do governo estavam desesperados para ter acesso a dossiês com informações sobre negócios ilegais realizados por funcionários do alto escalão do governo, incluindo detalhes sobre milhões de dólares pagos em subornos pela empreiteira brasileira Odebrecht. "Sabe o que eles querem com isso? Querem esconder a corrupção e a violação de direitos humanos na Venezuela, que eu vou continuar a denunciar", disse Ortega a jornalistas, fora do prédio da Procuradoria.

Os delegados da Assembleia Constituinte votaram no nome de Tarek William Saab para substituir Ortega. Saab foi recentemente criticado pela administração Trump por não cumprir seu papel como principal representante da defesa dos direitos humanos na Venezuela, após não ter defendido manifestantes contra abusos do governo de Maduro. Fonte: Associated Press.

O embaixador da Venezuela junto à Organização das Nações Unidas (ONU), Jorge Valero, rejeitou as críticas do porta-voz do Escritório do Alto Comissariado para os Direitos Humanos Rupert Colville e exigiu respeito ao Estado de direito e de justiça no país, informou a rede de televisão venezuelana Globovision. Segundo Valero, há uma tentativa de questionar as decisões do Supremo Tribunal de Justiça concedidos pela Constituição da Venezuela. Ele disse ainda que o alto comissariado ignora "ações de vandalismo e terrorismo" executadas desde o início de abril.

Na sexta-feira, Colville havia divulgado nota dizendo que a decisão da Suprema Corte venezuelana de 28 de junho de iniciar processos de remoção contra a procuradora-geral do país, Luisa Ortega, de congelar seus bens e proibi-la de sair do país é "profundamente preocupante", assim como a violência em curso no país. Ele criticou ainda a decisão de 27 de junho da Câmara Constitucional do Supremo Tribunal de Justiça de declarar a nulidade da nomeação de um vice-procurador-geral e de nomear, em vez disso, um vice temporário, como uma violação do procedimento de nomeação nos termos da legislação venezuelana.

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"É lamentável que o porta-voz do Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos Rupert Colville nunca manifeste 'preocupações' com a conduta terrorista de alguns setores e atores da oposição venezuelana", disse Valero, de acordo com a Globovision. Ele também expressou preocupação de que as declarações de Colville contribuam para desacreditar as instituições venezuelanas, conforme a reportagem.

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