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A China voltou a autorizar a importação de aves e produtos avícolas procedentes dos Estados Unidos, encerrando um embargo decretado em 2015, anunciou nesta segunda-feira (17) um comunicado do ministério chinês da Agricultura.

"As restrições (...) de importação de aves e produtos avícolas procedentes dos Estados Unidos são revogadas, após os resultados de uma avaliação dos riscos", afirma o documento com data de 14 de fevereiro e divulgado nesta segunda-feira.

O fim do embargo já havia sido antecipado em novembro do ano passado, como gesto de boa vontade nas difíceis negociações comerciais China-EUA.

A China havia proibido a importação de aves americanas em janeiro de 2015 devido a uma epidemia de gripe aviária que afetou os Estados Unidos em 2014. Washington anunciou o fim da epidemia em 2017, mas Pequim manteve o embargo das importações.

O governo dos Estados Unidos acredita que a médio prazo conseguirá exportar aves e produtos avícolas à China por um valor superior a um bilhão de dólares, segundo o representante americano do Comércio, Robert Lighthizer.

Os americanos estão em segundo lugar na lista de exportadores mundiais de aves, atrás do Brasil, que soube aproveitar o aumento da demanda chinesa e o embargo que afetava os Estados Unidos.

Noah Woods é só um garotinho de cinco anos, mas que já recebeu o título de bombeiro honorário e prêmio de salva-vidas. O motivo é que o menino salvou toda a família de um incêndio em sua casa. O caso aconteceu no Estado da Georgia, nos Estados Unidos. 

Ele se tornou um herói, pois, ao perceber que a casa estava em chamas, na madrugada de um domingo, a criança ajudou a retirar a irmã de apenas 2 anos da residência pela janela, conseguiu resgatar o cachorro da família e colocá-lo em um lugar seguro e, em seguida, foi à casa vizinha para pedir socorro pelos outros parentes adultos. 

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Em entrevista à CNN, o chefe de departamento de bombeiros do condado de Bartow, Dwayne Jamison, disse que é extraordinário para uma criança de 5 anos ter tido essa noção de alerta. "Já vimos crianças alertando suas famílias antes, mas para uma criança de 5 anos estar alerta o suficiente para fazer isso, é extraordinário", exaltou. 

Ainda segundo Dwayne Jamison, a causa do incêndio foi uma tomada elétrica que estava sobrecarregada no quarto de Noah.

O menino salvou um total de 9 vidas, incluindo a si próprio. Noah e mais 4 pessoas tiveram queimaduras leves e passam bem. Na cerimônia, realizada nessa sexta-feira (14), ele recebeu uma homenagem. Além das nomeações, foi proclamado pelo comissário Steve Taylor, o “Noah Woods Day” para lembrar o ato de coragem do garoto.

Foto: Reprodução/Facebook/Bartow County Fire Department

O dono do SBT e apresentador Silvio Santos determinou que a sua emissora volte a exibir o mini programa "Semana do Presidente" que foi criada durante o regime militar para destacar atos do governo federal em rede nacional. A ordem para a retomada do programa foi dada por Silvio Santos dos Estados Unidos.

De acordo com o site TV e Famosos, o empresário, que é próximo do presidente Jair Bolsonaro, entendeu ser necessário destacar o trabalho do atual governo federal - muito porque o SBT é um dos mais beneficiados pelas verbas federais. A retomada do programa seria uma espécie de 'uma mão lava a outra'.

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Com a repercussão da fala do ministro da Economia, Paulo Guedes, sobre a alta do dólar, a empresa Simplypag anunciou um sorteio e promete levar uma empregada doméstica de graça para a Disney. A empresa informou no Instagram que está organizando o sorteio de um cartão de R$ 7 mil para a doméstica viajar para a terra do Mickey. 

A Simplypag garante que o valor é suficiente para que a empregada doméstica sorteada vá e volte de Orlando de avião na baixa temporada, se hospedar em um hotel 3 estrelas durante quatro dias e visitar o parque da Disney - tudo isso com acompanhante.

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O sorteio só é permitido para quem está registrado de acordo com a PEC das domésticas, sendo possível as seguintes profissões: Acompanhante de Idosos, Assistente Pessoal, Babá, Caseiro, Cozinheira, Cuidador de Criança, Empregada Doméstica, Faxineira, Jardineiro, Mordomo, Motorista e Vigia. A carteira desses participantes devem ter sido assinada nos últimos 12 meses.

O ganhador, caso não tenha o sonho de ir para a Disney, pode utilizar os R$ 7 mil para outras compras. As inscrições já podem ser feitas através do site da empresa e ficarão abertas até o dia 31 de março. 

A Simplypag é uma empresa que utiliza a tecnologia para auxiliar empregados domésticos a administrar as finanças e documentos em relação a esse tipo de vínculo empregatício. 

Recentemente, Anitta viajou para Aspen, nos Estados Unidos, onde curtiu férias na neve! Além de sua família, a cantora também convidou sua amiga, Lexa, e parece que as duas viveram um romance por lá. Pois é, segundo informações do Extra, as duas funkeiras curtiram noites quentes juntas.

Além disso, há algumas publicações das amigas que deixam dúvidas no ar. No Twitter, a esposa de Mc Guimê postou o seguinte: "Gente, imagina eu sendo expulsa do BBB porque mordi alguém? Porque quando eu bebo é distribuição de selinho nas minhas amigas e talvez alguém leve uma leve pequena mordida. Socorro! Fora isso sou da paz, juro!"

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Como resposta, Anitta, que está solteira, publicou uma foto de uma parte de sua coxa que aparece com um machucado: "Oi migles... leve e pequena? Vai fazer dez dias e ainda tá desse jeitinho... foi pra eu não esquecer de você nunca mais, né? Pode falar!"

Além de Gabriel David, filho do presidente da escola de samba Beija-Flor, o Extra ainda apontou outro contatinho de Anitta: Raphael Machado, estudante de Direito do Rio de Janeiro, que é chamado de Deus grego do Méier pela cantora.

Anitta se revolta com notícia - Em seu stories, a funkeira mostrou revolta com a notícia e disse que não há verdade na matéria. Segundo ela, a história é "fantasiosa e não tem fundamento lógico". Confira o textão que Anitta postou no Instagram:

A França afirmou nesta quinta-feira (13) que a empresa chinesa de telecomunicações Huawei não será excluída do mercado 5G na França, mas pode sofrer "restrições" para proteger os "interesses soberanos" franceses.

"Huawei não será excluída do 5G na França", afirmou o ministro da Economia e Finanças, Bruno Le Maire, ao canal BFM TV, mas acrescentou que "o Estado francês tomará precauções para proteger seus interesses soberanos", especialmente perto das instalações nucleares e militares.

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"É perfeitamente compreensível que em um momento ou outro demos prioridade a uma operadora europeia, como Nokia ou Ericsson, mas se a Huawei apresentar uma oferta melhor do ponto de vista técnico, do ponto de vista dos preços, poderá ter acesso ao 5G na França", disse o ministro.

O governo dos Estados Unidos pressiona seus aliados para que excluam a empresa chinesa do desenvolvimento do 5G, acusando a Huawei de espionar para Pequim.

A Huawei, número dois no mercado de smartphones, lidera o desenvolvimento da internet móvel ultrarrápida, à frente de rivais como a sueca Ericsson, a finlandesa Nokia e a sul-coreana Samsung.

O 5G, uma nova etapa da comunicação móvel, permitirá conectar tudo o que atualmente não está conectado, principalmente objetos, em indústrias, cidades ou no âmbito da saúde.

A seleção brasileira de futebol feminino está com o calendário cheio em sua preparação para os Jogos Olímpicos de Tóquio-2020. Nesta quarta-feira, a CBF anunciou mais um amistoso do time comandado pela técnica Pia Sundhage de olho na Olimpíada. Será contra os Estados Unidos, atuais campeões mundiais e primeiros do ranking da Fifa, no dia 14 de abril, às 23 horas (de Brasília).

O duelo contra as norte-americanas, que no último final de semana conquistaram a vaga para os Jogos Olímpicos, acontecerá no Earthquakes Stadium, na cidade de San Jose, na Califórnia, e completará a Data Fifa de abril, que também terá o amistoso diante da Costa Rica, no dia 8, no estádio Nacional, em San José, a capital costa-riquenha.

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A programação da seleção brasileira para a Olimpíada de Tóquio também contará com a participação no Torneio Internacional da França. Na primeira Data Fifa do ano, em março, entre os dias 2 e 11, o Brasil enfrentará Canadá, Holanda e a seleção anfitriã nas cidades de Calais e Valenciennes. A convocação para essa competição amistosa será feita na próxima terça-feira.

No comando do Brasil, será a primeira vez que Pia Sundhage enfrentará os Estados Unidos. A treinadora sueca liderou as atuais campeãs mundiais na conquista da medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Londres-2012. Na seleção brasileira, soma seis vitórias e dois empates. O bom início de trabalho culminou com a volta do País ao Top 10 do ranking da Fifa, atualmente na nona posição.

Bernie Sanders venceu na terça-feira (11) à noite a crucial primária democrata de New Hampshire, de acordo com as projeções da imprensa, em uma péssima noite para o ex-vice-presidente Joe Biden, por meses apontado como o favorito e que ficou apenas em quinto no estado, o segundo a votar para definir o rival de Donald Trump nas eleições de novembro.

Sanders, líder da ala progressista do partido, liderava com 26% dos votos após a apuração quase total em New Hampshires, estado em que derrotou Hillary Clinton em 2016.

"Esta vitória aqui é o início do fim para Donald Trump", afirmou Sanders a seus eufóricos seguidores, em uma campanha na qual defende impostos mais justos e a reforma do sistema de saúde.

Dois moderados ficaram em segundo e terceiro lugar: Pete Buttigieg, ex-prefeito de South Bend, Indiana, registrava 24,3% dos votos e senadora Amy Klobuchar, de Minnesota, 19,9%. Em quarto lugar ficou a senadora progressista de Massachusetts, Elizabeth Warren (9,3%).

"Tantos de vocês participaram. Democratas de pura estirpe. Independentes dispostos a permanecer à margem. E até alguns novos ex-republicanos. Prontos para votar por algo novo", disse Buttigieg, antes de anunciar que sua campanha seguirá para Nevada e Carolina do Sul, os próximos estados a votar nas primárias, em 22 e 29 de fevereiro.

Os aspirantes democratas à Casa Branca buscam afinar a disputa após o início caótico do processo de indicação partidária na semana passada nos "caucus" (assembleias cidadãs) de Iowa, onde Buttigieg e Sanders terminaram praticamente empatados após uma contagem de votos que demorou vários dias.

Para alguns, os resultados New Hampshire representaram o fim da linha, o que deixou o número de pré-candidatos democratas em nove.

Andrew Yang, empresário do setor de tecnologia e novato no cenário político, e o senador Michael Bennet, do Colorado, anunciaram a retirada de suas candidaturas após a primeira disputa com voto secreto nas primárias. O processo partidário prosseguirá até a convenção democrata em julho.

- Biden aposta nas próximas etapas -

Biden, que terminou em quarto lugar em Iowa e acaba de perder a liderança nas pesquisas nacionais, recebeu um novo golpe em New Hampshire, com apenas 8,4% dos votos. Já prevendo que a noite seria ruim, o ex-vice-presidente de Barack Obama viajou para a Carolina do Sul, donde espera reverter a tendência graças ao importante apoio da população negra.

Mas ele não parece disposto a jogar a toalha.

"Acabamos de escutar os dois primeiros dos 50 estados. Dois. Não toda a nação, nem metade da nação, nem um quarto da nação", afirmou.

"De onde eu venho, este é o sino de abertura, não o sino de encerramento", disse Biden, que no final de semana visitará Nevada.

No Twitter, Trump ironizou a disputa democrata, com farpas direcionadas em particular a Warren. "Acredito que está enviando sinais de que deseja sair da campanha", disse.

Warren admitiu a MSNBC que o resultado era decepcionante, mas insistiu: "Este será um processo longo".

Trump também aproveitou para celebrar seu esperado triunfo nas primárias republicanas de New Hampshire e destacou que recebeu mais votos no estado que qualquer outro presidente, independente do partido, nas últimas quatro décadas.

"Não é um fato insignificante!", tuitou.

- Bloomberg avança -

New Hampshire, um estado do nordeste do país com apenas 1,3 milhão de habitantes, tem 24 delegados na convenção democrata, menos de 1% do necessário para a indicação, mas funciona como um trampolim.

Sanders, 78 anos, confiava na vitória. Buttigieg, 38, se consolida como um sério rival após a vitória por estreita margem em Iowa.

Mas o destaque de New Hampshire foi o terceiro lugar de Klobuchar, 59 anos, que viu sua popularidade crescer após um debate na sexta-feira.

"Não posso esperar para vencer a indicação e construir um movimento de democratas empolgados, de republicanos independentes e moderados", afirmou.

Ansiosos por recuperar a Casa Branca, os democratas acompanham debates entre "revolução política" proposta por Sanders, que se define como um "socialista democrático", e o realismo de moderados como Buttigieg e Klobuchar, que prometem renovação e unidade, respectivamente.

A nível nacional, no que analistas consideram uma "mudança dramática", Sanders lidera com 23%, seguido de Biden com 20,4%. O bilionário Michael Bloomberg (13,6%) já está em terceiro depois de entrar na disputa em novembro, superando Warren (13%), Buttigieg (10,4%) e Klobuchar (4,4%), de acordo com o site RealClearPolitics.

O ex-prefeito de Nova York decidiu não competir em Iowa e New Hamphire, assim como em Nevada ou Carolina do Sul. Com um discurso de centro e muito dinheiro para gastar, Bloomberg aposta tudo na batalha da "Super Terça-Feira" de 3 de março, quando 14 estados organizarão suas disputas, incluindo Califórnia, Texas, Virginia e Carolina do Norte.

Os Estados Unidos não quer repetir o fiasco do Mundial da China nos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020. A USA Basketball divulgou nesta segunda-feira uma lista prévia de 44 jogadores com todos os principais nomes da NBA como LeBron James, Kawhi Leonard, Anthony Davis, James Harden e Stephen Curry. Até Kevin Durant, que ainda não jogou nesta temporada pelo Brooklyn Nets, foi pré-selecionado.

A convocação tem 19 jogadores que conquistaram um total de 31 medalhas de ouro, incluindo Olimpíadas e Mundiais. São nove representantes da conquista nos Jogos do Rio de Janeiro, há quatro anos, e sete do título em Londres, em 2012, além de Dwight Howard, que subiu no lugar mais alto do pódio em Pequim-2008.

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O técnico Gregg Popovich incluiu ainda todos os jogadores que disputaram o Mundial da China, no ano passado. Sem os principais astros, os Estados Unidos ficaram apenas na sétima posição, pior colocação em sua história. A Espanha conquistou o título.

Agora Popovich não pretende passar por outro vexame. A seleção norte-americana não perde em uma edição dos Jogos Olímpicos desde o dia 27 de agosto de 2004, quando foi superada pela Argentina, em Atenas. São três ouros olímpicos consecutivos.

"A justiça é importante neste processo. Eles conquistaram o direito de estarem nesta lista. É um ótimo grupo, com os melhores jogadores à disposição e, o mais importante, é que todos eles já manifestaram o desejo de participar", afirmou Jerry Colangelo, presidente da USA Basketball.

Diferentemente dos últimos torneios não haverá uma fase de testes com boa parte do grupo. Popovich deve anunciar os 12 escolhidos no início de junho e começar os treinos para disputar os Jogos de Tóquio pouco depois das finais da NBA, em julho. A Olimpíada começa no dia 24 de julho.

Os Estados Unidos vão oferecer até 100 milhões de dólares à China e a outros países no combate à epidemia do novo coronavírus, disse nesta sexta-feira (7) o secretário de Estado americano, Mike Pompeo.

Washington "está preparado para gastar até 100 milhões de dólares dos fundos existentes para ajudar a China e outros países afetados, tanto diretamente como através de organizações multilaterais, para conter e combater o novo coronavírus" , escreveu o chefe da diplomacia americana em um comunicado de imprensa.

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"Este compromisso, juntamente com centenas de milhões [de dólares] generosamente doados pelo setor privado americano, demonstra a forte liderança dos Estados Unidos em resposta à epidemia", acrescentou Pompeo, crítico habitual de Pequim em temas de direitos humanos.

O Secretário de Estado lembrou que seu país havia "facilitado o transporte de aproximadamente 16 toneladas de equipamentos médicos doados ao povo chinês, incluindo máscaras, uniformes e gases". "Um testemunho da generosidade do povo americano", disse.

O presidente Donald Trump havia afirmado mais cedo que a China estava fazendo um "trabalho muito profissional" na luta contra a epidemia, que infectou mais de 30.000 pessoas na China continental. Delas, 636 morreram, segundo o último informe oficial.

A indicação do diplomata Nestor Forster para o cargo de embaixador do Brasil nos Estados Unidos avançou mais um passo nesta quinta-feira (6). O presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE), Nelsinho Trad (PSD-MS), leu o relatório sobre a mensagem da Presidência da República que submete o nome de Forster à apreciação do Senado Federal. Após a leitura, foi concedida vista coletiva.

A sabatina está marcada para a próxima quinta-feira (13). Se for aprovada pela CRE, a indicação ainda dependerá da confirmação do Plenário do Senado.

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O presidente Jair Bolsonaro formalizou o nome de Nestor Forster no fim de outubro, após o deputado federal e filho do presidente, Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), desistir do cargo. A indicação de Eduardo enfrentou resistência de parlamentares e levantou a discussão sobre um possível caso de nepotismo.

Interlocução Brasil-EUA

Nascido em 1963 em Porto Alegre (RS), Nestor José Forster Junior ingressou na carreira diplomática em 1986. Desempenhou funções como a de chefe do Setor de Política Comercial da embaixada em Washington (1992–1995); chefe do Setor Econômico da embaixada em Ottawa (1995–1998); e chefe do Setor Financeiro da embaixada em Washington (2003–2006). Mais recentemente, passou a ser o encarregado de Negócios da mesma embaixada.

O relator ressaltou a importância do relacionamento do Brasil com os Estados Unidos. Para o senador, o ambiente favorável na relação bilateral só é possível graças à vigorosa interlocução entre os respectivos governos que, em sua avaliação, adquiriu novo impulso com a posse do presidente Jair Bolsonaro.

“A circunstância de ambos os chefes de Estado compartilharem semelhante pauta de valores favorece a possibilidade de se revigorar o diálogo bilateral, bem como inaugurar novas iniciativas entre Brasília e Washington. Essa aliança está amparada em uma agenda de longo prazo, traduzida em arrojada integração econômica, comercial e energética”, afirma Nelsinho Trad.

Beirute

Durante a reunião desta quinta-feira, também foi lido o relatório sobre a indicação de Hermano Telles Ribeiro para a embaixada em Beirute, no Líbano. A sabatina também ocorrerá na próxima quinta-feira (13).

Relator da Mensagem 87/2019, o senador Esperidião Amin (PP-SC) destacou que o Brasil tem a maior comunidade mundial de libaneses e descendentes do mundo, estimada entre 7 milhões e 11 milhões de pessoas. Já a atual comunidade de brasileiros no Líbano conta com mais de 17 mil pessoas.

Esperidião Amin menciona ainda, no parecer, a existência de tratativas entre os dois países para a celebração de um futuro Acordo de Livre Comércio Mercosul-Líbano. Documento enviado pelo Ministério das Relações Exteriores ao Senado classificou o acordo como “de baixa sensibilidade interna e com boas perspectivas de aumento das exportações brasileiras”. Em dezembro de 2019, Brasil e Líbano também assinaram um acordo de cooperação na área de defesa.

Biografia

Hermano Telles Ribeiro nasceu em Berna, na Suíça. Ele atuou em missões no Exterior, como cônsul-geral adjunto em Paris (1992-1994) e serviu nas embaixadas em Caracas (1995-1996), Tóquio (2001-2005) e Paris (2005-2008). Foi cônsul-geral em Atlanta (2011-2016) e, a partir de 2016, passou a chefiar a Representação Permanente do Brasil junto aos Organismos Internacionais em Londres.

*Da Agência Senado

 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recebeu nesta quarta-feira (5) na Casa Branca Juan Guaidó mas, um ano depois de o líder parlamentar se autoproclamar presidente interino, num encontro que foi ofuscado pelo julgamento do processo de impeachment do americano.

A reunião carregada de simbolismos aconteceu às 14h15 (horário local), quando Guaidó foi recebido por Trump na porta da Casa Branca, escoltado por uma guarda de honra.

É um incentivo importante para o líder da oposição, que Washington e mais de cinquenta governos reconhecem como presidente interino de seu país, e que também está hospedado na residência de líderes estrangeiros localizada em frente à Casa Branca, onde a bandeira venezuelana agora tremula.

"A visita é uma oportunidade para reafirmar o compromisso dos Estados Unidos com o povo da Venezuela e discutir como trabalhar com o presidente Guaidó para acelerar uma transição democrática", afirmou a Casa Branca em comunicado, no dia em que Trump foi absolvido do impeachment.

A Casa Branca cancelou abruptamente o acesso à reunião no Salão Oval, que estava agendada um pouco antes da votação no Senado.

Guaidó participou na noite de terça-feira como convidado no discurso anual sobre o Estado da União no Capitólio, durante o qual Trump o apresentou como "o presidente verdadeiro e legítimo" da Venezuela e prometeu "esmagar" a tirania do governo de Nicolás Maduro.

Trump descreveu Guaidó, um engenheiro de 36 anos que se tornou político, como "um homem muito corajoso que carrega consigo as esperanças, sonhos e aspirações de todos os venezuelanos".

Guaidó foi aplaudido de pé de republicanos e democratas, numa época em que o clima político em Washington é marcado por divisão.

Para Guaidó, o convite é um incentivo que encerra sua viagem ao exterior, iniciada há duas semanas com uma reunião com o chefe da diplomacia americana, Mike Pompeo.

Ele também foi a Davos, na Suíça, sede do Fórum Econômico Mundial, e para a França, onde foi recebido pelo presidente Emmanuel Macron. Depois, visitou o primeiro-ministro Justin Trudeau, no Canadá, e neste fim de semana realizou uma manifestação com venezuelanos que moram em Miami.

"Continuaremos a trabalhar com nossos parceiros na região para enfrentar a ditadura ilegítima na Venezuela", afirmou a Casa Branca.

- Com Almagro na OEA -

Depois, Guaidó visitou o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), a única organização financeira multilateral que o reconhece.

"Estamos trabalhando há muito tempo para estarmos prontos para dia em que o presidente Guaidó tiver todos os instrumentos de poder", disse o presidente do BID, Luis Alberto Moreno.

Guaidó, que na quinta-feira será recebido na Organização dos Estados Americanos (OEA) pelo seu secretário da entidade, Luis Almagro, às 15H30, horário local (12H30 de Brasília), disse que está procurando "as ferramentas e oportunidades para desenvolver um país novamente".

Esta série de apoio é importante após ter passado mais de um ano desde que Guaidó se autoproclamou presidente interino, depois que Maduro assumiu um segundo mandato questionado após irregularidades nas eleições de 2018.

O sucessor de Hugo Chávez permanece no poder, apesar das sanções dos Estados Unidos, incluindo um embargo de fato ao petróleo bruto da Venezuela que é crucial para sua economia, em forte recessão desde 2013.

Maduro conta com o apoio da China e Rússia.

Um funcionário do governo americano expressou nesta quarta-feira "preocupação" com o papel da petrolífera russa Rosneft como parceira comercial da Venezuela.

"Estamos muito preocupados com o comportamento da Rosneft", disse a autoridade a repórteres sob condição de anonimato. O ministro do Exterior da Rússia, Sergey Lavrov, visitará Caracas esta semana.

- "Um fracasso" da política contra Maduro -

O tratamento de Guaidó durante o discurso presidencial sobre o Estado da Nação gerou rejeição em Caracas. O governo Maduro denunciou as "ameaças violentas" de Trump após o presidente Trump prometer "esmagar" a "tirania" na Venezuela.

O convite da visita de Guaidó aos Estados também gerou críticas de parlamentares norte-americanos que desejam que o apoio se traduza em benefícios migratórios para os venezuelanos.

"Um convite é fácil. Garantir a proteção do TPS para quem foge da Venezuela exige que Trump desafie sua base xenofóbica", disse a congressista Debbie Wasserman Schultz no Twitter, referindo-se ao Estatuto de Proteção Temporária (TPS), que os Estados Unidos concedem a países cujas circunstâncias isentam seus cidadãos de deportação.

Trump promove uma política de imigração dura, que foi a base de sua campanha, enquanto vários congressistas buscam pressionar as leis para proteger os migrantes venezuelanos.

O chefe da minoria democrata do Senado, Chuck Schumer, disse que a política de Trump sobre a Venezuela "fracassou".

"Se a política estivesse funcionando, Juan Guaidó não estaria na galeria, ele estaria na Venezuela, ele estaria sentado no palácio presidencial", disse o líder democrata.

Em meio à situação caótica da economia venezuelana caracterizada por recessão aguda e hiperinflação, 4,7 milhões de pessoas fugiram do país, segundo dados da ONU.

Uma eleitora que apoiou Pete Buttigieg como candidato a presidente na tumultuada prévia democrata no estado de Iowa, nos Estados Unidos, pediu para mudar seu voto quando soube que ele é gay, informou nesta terça-feira (4) a imprensa local.

Como justificativa, ela citou suas crenças religiosas: "Você está dizendo que tem um parceiro do mesmo sexo? Está brincando?" perguntou a mulher, que usava um adesivo "Pete 2020", a uma mesária do "caucus" na zona rural de Iowa.

"Bem, então eu não quero ninguém assim na Casa Branca. Posso retirar meu cartão (de votação)?", disse.

A conversa foi registrada em um vídeo que viralizou rapidamente nesta terça-feira, quando Buttigieg surpreedeu por liderar nos resultados parciais da primeira etapa do processo de escolha do partido Democrata de seu candidato à presidência.

A mesária que ouviu o comentário da indignada eleitora em Cresco, Iowa, recebeu elogios por sua reação ponderada, na qual tentou tranquilizar a mulher dizendo que a sexualidade de um candidato não era uma preocupação séria que deveria influenciar nos resultados.

Buttigieg, de 38 anos, ex-prefeito de South Bend, Indiana, e considerado um político moderado. Desconhecido do grande público há menos de um ano, é assumidamente gay e um ex-militar que serviu no Afeganistão.

No ano passado, seu casamento com Chasten Glezman foi amplamente abordado pela mídia local, pois muitos americanos refletiram sobre a possibilidade da chegada de um casal do mesmo sexo à Casa Branca.

Na apuração atrasada dos votos distribuídos na segunda-feira, Buttigieg está um pouco à frente do progressivo Bernie Sanders e bem acima do ex-vice-presidente Joe Biden.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta terça-feira (4) no discurso anual perante o Congresso sobre o Estado da União que a "tirania" do governo de Nicolás Maduro na Venezuela será "esmagada".

"O domínio da tirania de Maduro será esmagado e destruído", declarou Trump em um discurso para qual foi convidado o líder do Parlamento venezuelano, Juan Guaidó, que os Estados Unidos e mais de cinquenta países reconhecem como presidente interino por considerar que houve irregularidades nas eleições de 2018.

Guaidó luta desde janeiro de 2019 para chefiar um governo de transição e organizar novas eleições na Venezuela. Mas seus esforços não deram resultado, apesar da pressão internacional liderada pelo governo Trump e sua bateria de sanções econômicas.

Depois de ser reeleito líder da Assembleia Nacional em 5 de janeiro, Guaidó desafiou a proibição de deixar o país emitido pelas autoridades leais a Maduro, e duas semanas atrás iniciou uma jornada internacional que o levou à Colômbia, Europa, Canadá e Estados Unidos na busca de apoio para relançar sua ofensiva contra o dirigente chavista.

Em seu discurso, Trump disse que "Maduro é um governante ilegítimo que brutaliza seu povo" e, em comunicado divulgado nesta terça, a Casa Branca enfatizou que o governo está pressionando sanções "devastadoras" contra Maduro.

A China criticou duramente nesta segunda-feira (3) o governo dos Estados Unidos por ter iniciado restrições contra cidadãos chineses em consequência da epidemia do novo coronavírus, acusando Washington de "criar e espalhar o pânico".

O governo americano "foi o primeiro a retirar os funcionários do consulado em Wuhan, a mencionar a retirada parcial dos funcionários da embaixada e a impor uma proibição de entrada no território aos visitantes chineses", disse Hua Chunying, porta-voz da diplomacia de Pequim.

"Não param de criar e espalhar o pânico, o que dá um exemplo muito ruim", completou, durante uma apresentação na rede social chinesa WeChat.

Washington proibiu a entrada em território americano de todos os não residentes procedentes da China e recomendou a seus cidadãos que evitem viajar ao país asiático ou abandonem o país. A medida afeta muitos chineses e estrangeiros, que estão impossibilitados de voltar a seus postos de trabalho, a suas universidades ou de fazer turismo nos Estados Unidos.

"O governo americano não nos deu até agora nenhuma ajuda substancial", disse Hua, antes de acrescentar que a China já recebeu insumos médicos de vários países, como França, Japão, Turquia, Paquistão, Irã, Rússia e Reino Unido.

A China precisa de maneira urgente de máscara e outros produtos médicos, como óculos e trajes de proteção, para enfrentar a epidemia do novo coronavírus, destacou a porta-voz.

A epidemia na China já provocou a morte de mais de 360 pessoas e o contágio de mais de 17.000, de acordo com o balanço atualizado divulgado nesta segunda-feira pelas autoridades do país.

No país mais próspero do mundo, há pessoas que não são ricas, nem pobres, fazendo trocas sorrateiras de insulina em estacionamentos. O medicamento é quase tão importante quanto o oxigênio para os diabéticos, mas seu preço nas farmácias é cada vez mais exorbitante.

Em uma fria manhã de janeiro, em um subúrbio de Minneapolis, Abigail Hansmeyer desce do carro e entrega a uma mulher uma sacola de papel com sete canetas de aplicação e uma ampola de insulina.

"Muitíssimo obrigada", disse a mulher, Annette Gentile, de 52 anos, enquanto revisa marcas e doses de conteúdos do pacote. "Esses últimos dias foram uma montanha-russa".

Annette, mãe de um adolescente de 17 anos, não é pobre. Ela tem uma pensão por deficiência de 1.200 dólares e tem acesso à cobertura pública de saúde, mas ela não cobre o custo dos medicamentos. A bolsa que recebeu, suficiente para quase um mês, custaria cerca de mil dólares em uma farmácia. "Dependo exclusivamente das doações", diz Annette.

Abigail, que lhe entregou a insulina, está desempregada e também tem diabetes do tipo 1. Esta doença autoimune obriga os afetados por ela a injetarem insulina várias vezes ao dia, pelo resto da vida.

Ela faz parte de uma rede informal de diabéticos que se contactam por Facebook. Abigail troca a insulina vinda, quase toda, de pessoas que morreram e não utilizaram, doada por seus familiares.

Para os rivais democratas de Donald Trump, em campanha pelas primárias que começam nesta segunda-feira, em Iowa, existem poucos escândalos piores que o preço da insulina - simbólica da desigualdade no sistema de saúde americano.

"Não somos pobres", explica Abigail. Seu marido trabalha e fundou uma microempresa. O casal mora numa casa, tem carro, cachorros e coelhos.

Mas o empregador de seu marido não oferece cobertura médica. Essa situação lhes deixa em uma espécie de vácuo: não são pobres o bastante para ter a cobertura pública, nem ricos o suficiente para pagar um plano privado.

"Durante toda minha vida adulta, em um momento ou outro, racionei insulina", conta Abigail, de 29 anos, em sua sala de estar.

Há alguns anos, após uma batalha com seu seguro da época, Abigail recebeu uma bomba de insulina, um dispositivo portátil que administra a substância ao paciente de forma contínua. Nesse dia, se lembra, chorou de emoção.

- Perder um filho -

Em Minneapolis, se Abigail é uma "dealer" (ou traficante), Nicole Smith-Holt é varejista. No subsolo de sua casa, abre um refrigerador com dezenas de frascos de insulina. Segundo seus cálculos, esses frascos e as provisões como seringas, gaze e aparatos para medir a glicose, devem valer o equivalente a 50.000 dólares.

"É rigorosamente ilegal", diz Nicole sobre seu esconderijo.

Questionada sobre os motivos para fazer isso, sua resposta é simples: "Porque estou salvando vidas".

Ela poderia sorrir, se não tivesse vivido uma tragédia. "Não precisamos de outro Alex", afirma Nicole, que perdeu seu filho Alec Raeshawn Smith em 2017.

"Não tinha nenhuma gota de insulina no seu apartamento", lembra a mãe de outros três filhos.

A reforma do governo de Barack Obama, conhecida como Obamacare, concedia a Alec cobertura pelo plano de sua mãe até os 26 anos.

Mas, depois de chegar a essa idade, com o salário baixo de funcionário de um restaurante, não conseguia pagar seu próprio seguro de saúde. Nicole está convencida de que, pouco antes de morrer, seu filho não conseguiu pagar os 1.300 dólares que a insulina que precisava custava.

À época, ele estava há cerca de 27 dias sem seguro. Causa da morte: cetoacidose diabética por falta de insulina.

"Até o dia da minha morte vou sentir culpa", lamenta. "Talvez, se tivesse insistido, se tivesse feito as perguntas certas, talvez se tivesse pedido ajuda".

A morte de Alec, que tinha um filho, transformou Nicole em militante. Num dia, aparece na televisão, no outro está com autoridades locais, ou diante de um grande laboratório. Os diabéticos da região podem entrar em contato pelo Facebook, e ela responde rapidamente.

- Passando a fronteira -

Mais ao norte, os diabéticos têm acesso a seus medicamentos dentro da lei, mas fora das fronteiras, nas farmácias do Canadá.

Diferentemente dos Estados Unidos, ali o preço da insulina é regulado. A cada três ou quatro meses, Travis Paulson, de 47 anos, dirige por duas horas de Eveleth, Minnesota, até Fort Frances, na província de Ontario. Ali, compra sua insulina sem receita. Os inspetores na fronteira não implicam, desde que as doses não superem o necessário para três meses.

O seguro de saúde de Travis conta com médicos excelentes, mas só cobre 50% do preço dos medicamentos.

Sobre uma mesa, Travis apoia dois frascos praticamente idênticos de insulina: um é da NovoLog, vendido nos Estados Unidos a 345 dólares; o outro é da NovoRapid, que no Canadá custa 25 dólares.

"Se tivesse que trazer de mochila em uma canoa, faria isso", afirma Travis. "Simplesmente não vou pagar o que estão pedindo. É ganância farmacêutica".

Sobre sua geladeira, um adesivo do candidato Bernie Sanders lembra da revolução prometida pelo senador socialista, que pretende reduzir à metade os preços dos medicamentos.

Uma mulher fantasiada da ratinha Minnie causou uma confusão em Las Vegas, nos Estados Unidos, durante um passeio com mais duas pessoas, também fantasiadas de Mickey e Pateta. No momento em que uma segurança se aproximou para retirá-la do local, a mulher vestida da famosa ratinha ficou enfurecida e partiu para as vias de fato, com socos e puxões de cabelo. 

Durante o momento de fúria registrado em vídeo, “Mickey” e “Pateta” tentaram, com pouco sucesso, conter a agressão, enquanto a segurança pouco reagia às agressões sofridas. Ao final de tudo, os três deixam o local. As imagens foram divulgadas e viralizaram nas redes sociais. Confira:

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As autoridades de saúde do Estado de Massachusetts, no nordeste dos Estados Unidos, confirmaram um novo caso de infecção por coronavírus, o oitavo no país. De acordo com o Departamento de Saúde Pública de Massachusetts, o novo caso é de um homem na casa dos 20 anos e vive na cidade de Boston. O cidadão americano viajou recentemente para Wuhan, na China, epicentro da doença, e sentiu sintomas da doença pouco depois de voltar aos EUA.

"Estamos gratos que esse jovem está se recuperando e procurou ajuda médica imediatamente", diz Monica Bharel, comissária de Saúde Pública de Massachusetts. "O Estados estava preparado para atender um possível caso de coronavírus, e temos sorte que nosso médicos agiram rápido", completou, dizendo que o risco de uma epidemia do coronavírus em Massachusetts é baixo.

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Com a Espanha, que confirmou na noite de ontem registro do novo vírus no país, a lista de países afetadas pelo coronavírus subiu para 23, além da China. O número de mortos está em 259, e ao menos 11.792 casos já foram confirmados.

Em parceria com universidades estrangeiras, instituições de ensino superior brasileiras desenvolvem projetos junto a comunidades locais. Em Maringá (PR), o trabalho conjunto fez com que pequenos produtores de café do estado acessassem mercados internacionais como os da Coreia do Sul e da Austrália. Já em Manaus (AM), a parceria levou luz para uma comunidade indígena. 

“Questões teóricas que a gente estuda, levamos para a prática. Ao mesmo tempo, com a prática, o pesquisador melhora a teoria. Trabalhar com universidades estrangeiras acaba sendo uma oportunidade para melhorarmos em termos de pesquisa”, diz a coordenadora do projeto de extensão Agricultura familiar e agrossistemas sustentáveis: ações para fortalecimento da cafeicultura no Paraná da Universidade Estadual de Maringá, Sandra Schiavi. 

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Com foco econômico, o projeto incentiva arranjos contratuais e transações entre agricultores familiares do Paraná e compradores de cafés especiais, tanto no Brasil quanto no exterior. O trabalho é feito em parceria com a Universidade Estadual do Kansas, nos Estados Unidos; com a Escola de Engenheiros de Purpan, na França; e com o Instituto Nacional para Pesquisas em Agricultura e a Associação Internacional de Trabalho na Agricultura, ambos na França. 

“Os pequenos produtores não conseguem competir em escala, não têm volume, então, precisam ter qualidade para entrar no mercado. A ideia é que a gente consiga levar para produtores informações não só técnicas e agronômicas, de como produzir um café com qualidade superior, mas informações sobre mercado e comercialização”, explica Sandra. 

Ela conta que, com as parcerias internacionais, foi possível, por exemplo, entender o que os compradores consideravam valioso no café especial, que tipo de prática seria capaz de fazer com que o café valesse mais. “Não é só a qualidade da bebida, mas, por exemplo, a questão de gênero, se é um café produzido por mulheres, questões sociais, de local, e outros aspectos são colocados como valor”, diz. “O comprador acaba levando em conta a história da produção, que é um atributo de valor para esse mercado”. 

Hoje, uma parceria com a Capricorn Coffees, empresa que comercializa cafés especiais, possibilitou que o produto desses agricultores brasileiros chegasse à Europa, Austrália e Coreia do Sul. O projeto, que conta também com o apoio de agências de fomento brasileiras, foi um dos citados no seminário UK-BR sobre internacionalização e políticas linguísticas na educação superior, que ocorreu esta semana em Londres. 

Energia elétrica 

A Universidade Federal do Amazonas (Ufam) levou energia elétrica, por meio de energia solar fotovoltaica, para casas da comunidade indígena Nova Esperança, na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Puranga Conquista. A comunidade fica à margem do Rio Cuieiras, a cerca de duas horas, em uma lancha rápida, de Manaus.

“Não tem para onde fugir, a demanda por eletrificação rural não é pouca, tem interesse e esse viés faz parte de uma das áreas de atuação do nosso departamento”, diz o professor do departamento de Eletricidade da Ufam, Alessandro Trindade. 

O projeto, que contou com o financiamento do Fundo Newton, através do British Council, e com apoio da Fundação Amazonas Sustentável (FAS) e da Schneider Electric, foi desenvolvido em parceria com a Universidade de Coventry, no Reino Unido.

“A parte de eletrificação rural não era expertise dos pesquisadores internacionais, mas eles trabalham com monitoramento remoto por minicomputadores, que faziam a coleta de dados de como a energia estava sendo consumida na comunidade”, explica Trindade. Como a comunidade é isolada, as visitas eram feitas apenas a cada mês ou a cada dois meses. O monitoramento a distância possibilitou a coleta mais detalhada dos dados. 

O projeto Star, que é a sigla para Sistema de energia renovável, sustentável e replicável para comunidades ribeirinhas na Amazônia, teve vários desdobramentos além da chegada de energia elétrica. Houve grande envolvimento dos alunos na instalação e no monitoramento dos sistemas, a realização de treinamento e workshops e a produção de uma cartilha sobre energia solar e conservação de energia. 

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, poderá ser absolvido nesta sexta-feira (31) à noite em seu julgamento político se o Senado rejeitar a possibilidade de convocar testemunhas, abrindo caminho para o veredicto do processo.

Muito provavelmente, Trump, o terceiro presidente da história do país que enfrenta um processo de impeachment, será declarado inocente das acusações de abuso de poder e obstrução do Congresso que a Câmara dos Deputados, a maioria democrata, o acusou.

A Constituição dos EUA exige uma maioria de dois terços, 67 dos 100 senadores, para destituir um presidente. A oposição democrata, entretanto, conta somente com 47 assentos no Senado.

A única questão agora é saber quando Trump pode fechar esse episódio que divide a classe política e os cidadãos.

O bilionário, que lançou sua campanha à reeleição, tem pressa para se livrar do julgamento. Segundo seus parentes, ele espera ser absolvido antes de fazer seu discurso tradicional sobre o estado da União, na terça-feira à noite antes do Congresso.

Talvez ele espere o julgamento terminar antes de domingo, quando planeja dar uma entrevista ao canal conservador Fox News antes do Super Bowl, a final do campeonato de futebol americano, um evento que normalmente reúne cerca de 100 milhões de espectadores e durante o qual será feito o anúncio da campanha presidencial.

A menos de 300 dias das eleições presidenciais de novembro, os democratas tentam obter novas informações comprometedoras do presidente republicanos.

Nessa sexta-feira, eles apresentarão uma moção para obter o direito de convocar testemunhas. Se obtiverem os 51 votos necessários, o que significa convencer quatro senadores republicanos a se unirem a eles, o julgamento será prolongado.

- Uma votação importante sobre as testemunhas -

A aposta democrata parece complicada. Quatro senadores republicanos mostraram nos últimos dias, após declarações do ex-conselheiro de Segurança Nacional John Bolton, seu interesse em vê-lo testemunhar na Câmara Alta.

Entretanto, um deles, Lamar Alexander, disse na noite de quinta-feira que finalmente votaria contra a convocação de testemunhas. "Não precisamos de provas adicionais" para provar as acusações, disse ele em comunicado.

"Foi inapropriado o presidente pedir a um líder estrangeiro que investigasse seu rival político e reter a ajuda dos EUA para levá-lo a investigar", acrescentou Alexander. "Mas a Constituição não dá ao Senado o poder de destituir o presidente e vetá-lo simplesmente por ações que não são apropriadas".

A republicana moderada Susan Collins decidiu, no entanto, votar a favor da convocação de testemunhas, e seus colegas Mitt Romney e Lisa Murkowski poderiam fazer o mesmo.

Se a votação for resolvida com um empate (50-50), os democratas planejam pedir ao chefe da Suprema Corte, John Roberts, que preside o julgamento, para votar a favor de sua moção.

O magistrado, que geralmente é meticuloso em relação à independência da justiça, poderia, no entanto, recusar-se a entrar na disputa partidária, e a moção não teria efeito.

Os 100 senadores poderiam então votar rapidamente no veredicto, talvez nesta sexta-feira à noite ou sábado. Uma absolvição seria "a melhor do país", disse o advogado da Casa Branca Pat Cipollone na quinta-feira.

Os democratas "tentam retirar o nome do presidente das cédulas de votação poucos meses após as eleições", lamentou.

Segundo o jornal The New York Times, citando um livro ainda não publicado de Bolton, Trump ordenou que seu então assessor organizasse uma reunión entre o presidente ucraniano Volodimir Zelenski e seu advogado privado, Rudy Giuliani.

A ordem, não divulgada anteriormente, foi dada em maio de 2019, dois meses antes do telefonema feito em julho por Trump a Zelenski. O presidente americano negou nesta sexta-feira ter ordenado que Bolton se envolvesse no suposto complô secreto.

"Nunca disse a John Bolton que organizasse uma reunião para Rudy Giuliani, um dos maiores lutadores contra a corrupção nos Estados Unidos e o maior prefeito da história de Nova York, para se reunir com o presidente Zelenski", disse Trump em comunicado. "Essa reunião nunca aconteceu", acrescentou.

- "Insignificante" -

Para o líder da minoria democrata no Senado, Chuck Schumer, um processo sem testemunhas não faz sentido.

"Se meus colegas republicanos se recusarem a considerar testemunhas e documentos, uma absolvição seria insignificante porque seria o resultado de uma farsa de julgamento", disse ele a repórteres na sexta-feira.

Aproveitando a maioria na Câmara dos Deputados, os democratas acusaram Trump em 18 de dezembro, iniciando seu processo de impeachment.

A investigação foi realizada em um clima severo e resultou em trocas muito tensas entre os representantes democratas e republicanos.

A estrutura do julgamento no Senado, muito mais rigorosa e formal, baixou o tom das discussões sem impedir o surgimento de dois discursos conflitantes.

Os democratas acusam Trump de abuso de poder e obstrução do Congresso por pedir à Ucrânia que investigue Joe Biden, seu possível rival nas eleições presidenciais de novembro, e até mesmo congelar uma ajuda militar a Kiev para obter apoio.

Após o escândalo vir à tona por uma denúncia anônima, o presidente fez o possível para bloquear a investigação do Congresso, o que, segundo a acusação, violaria a Constituição.

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