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Alguns brasileiros almejam morar nos Estados Unidos, seja pelo desejo de fazer parte de uma cultura diferente ou em busca de melhores condições financeiras. Essa vontade costuma se intensificar nos momentos de crise econômica, onde diversas pessoas, de diferentes classes sociais, perdem a esperança de dias melhores no Brasil.

Na semana passada, a atriz e apresentadora Xuxa Meneguel anunciou sua saída da Record TV e o desejo de ir morar na Itália. Outros famosos já deixaram o país, como é o caso de Fernanda Lima, Wagner Moura e Carla Perez. Assim com eles, outros trabalhadores também buscam uma nova vida, fora do solo brasileiro. É o caso da advogada Roberta Minuzzo, 39 anos, de Winter Garden, na Flórida (EUA), que já tinha uma vida profissional estabelecida no Brasil. O maridodela trabalhava em uma multinacional há mais de 20 anos. "Achava que era hora de dar uma reviravolta na nossa vida pessoal e profissional, sair da nossa zona de conforto", lembra.

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A advogada Roberta Minuzzo, que mora na Flórida | Foto: Arquivo Pessoal

Roberta explica que morar fora do Brasil possui algumas desvantagens, como viver longe da família, além da carga horária de trabalho ser maior, já que nos Estados Unidos a vida é bem dinâmica. "Por outro lado, não convivemos com a violência, nossas filhas têm educação de qualidade, mesmo em escola pública. Podemos desfrutar da excelente estrutura e oportunidades que o país oferece, além das nossas filhas poderem se divertir ao lado de casa, já que moramos a 15 minutos da Disney", relata a advogada, que não planeja retornar ao país natal.

O que é necessário para conseguir o Green Card

Para sair do Brasil não basta mudar de endereço ou residência. Alguns procedimentos precisam ser cumpridos. Aqueles que pretendem morar nos Estados Unidos precisam ter o Green Card, documento que concede o direito de permanência no país.

Existem alguns tipos de vistos, como o E-2, uma modalidade que possibilita cidadãos de países com tratado de navegação e comércio com os Estados Unidos viverem no país com suas famílias. Para esse visto, é exigido que o solicitante disponha de US$ 120 a 150 mil, além de capital de giro e disposição para empreender e investir. "É temporário e concedido de dois ou até cinco anos. Depende da análise da imigração. Boa parte dos países da Europa fazem parte deste tratado, com exceção de Portugal", explica o advogado especialista em direito internacional Daniel Toledo.

Outro visto é o L1, voltado para empresários que desejam ampliar seus negócios no país norte-americano. Nesse caso, é preciso apresentar a saúde financeira da empresa por meio de impostos de renda e firma reconhecida. "Também é preciso demonstrar a folha de pagamento, balancete e extratos que comprovem a movimentação financeira. A documentação será analisada pelo profissional que vai auxiliar o processo no órgão Consular ou em um escritório da Imigração dos Estados Unidos", detalha Toledo.

Os investidores podem optar pelo visto EB-5, que concede ao empresário os mesmos direitos de um cidadão americano. "Para esse visto, além de pagar US$ 900 mil para o EB-5 indireto ou direto, que é feito por meio da criação do próprio projeto, também é preciso pagar uma taxa de US$ 1,8 milhão. Há também taxas de imigração. Outra exigência é a de criar pelo menos dez novos empregos que podem, em tese, receber a aplicação do EB-5", descreve o advogado.

No caso de um brasileiro que vai realizar um casamento com alguém natural dos Estados Unidos e deseja morar lá, é preciso a comprovação de que existe uma relação verdadeira entre o casal. "Deve ser provada a boa fé e consistência desse relacionamento. É necessário juntar fotos, demonstrar que ouve ligação com essa pessoa, emails que comprovam o histórico de troca de mensagens, conversas. Afinal de contas, não se casa com uma pessoa em que você conversa com ela uma vez por mês", explica o advogado.

O casal deve possuir coabitações, como morar junto da pessoa, ter seguro de saúde conjunto, além de referenciar o parceiro nas declarações de imposto de renda. "Demonstrar que essa pessoa faz parte do seu dia a dia, e que você possui algum tipo de patrimônio com ela, é essencial para esse tipo de processo", orienta Toledo. Além disso, o advogado lembra que o agente responsável pelo processo, ao perceber que as exigências não foram cumpridas, pode abrir uma investigação ou negar a validade do Green Card.

Para profissionais com curso de pós-graduação existe o visto EB-2, que, segundo o advogado, também podem ser valido para estrangeiros que possam beneficiar a economia nacional, os interesses culturais, educacionais ou o bem-estar dos Estados Unidos.

O golfista americano Tiger Woods, de 45 anos, anunciou nesta quarta-feira (20) em suas redes sociais que passou recentemente pela quinta cirurgia nas costas e por isso só vai voltar a jogar em abril, no Masters de Augusta, nos Estados Unidos. Com a nova operação, dificilmente vai conseguir pontos suficientes para vencer a forte disputa interna pelas vagas dos Estados Unidos nos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020, em julho, no Japão.

"Tiger passou recentemente por um procedimento de microdiscectomia para remover um fragmento de disco pressurizado que estava beliscando seu nervo depois de sentir desconforto após o Campeonato PNC (Desafio Pai e Filho, em inglês). Seus médicos e sua equipe afirmaram que o procedimento foi um sucesso e esperam que ele tenha uma recuperação completa", afirmou o comunicado divulgado pelo golfista no Twitter.

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Segundo maior vencedor de torneios Major da história com 15 títulos, Tiger Woods sofre com problemas nas costas desde 2015. As lesões o tiraram dos Jogos do Rio-2016, quando o golfe voltou a fazer parte do programa olímpico depois de décadas de ausência. O americano voltou ao circuito profissional em 2019 ao vencer o Masters e vislumbrava fazer a sua estreia em Olimpíadas.

Os Estados Unidos só podem levar até quatro golfistas para Tóquio-2020 e se classificam os melhores do ranking olímpico de 21 de junho. Bryson DeChambeau hoje fecha o quarteto americano na sexta posição, enquanto que Tiger Woods é apenas o 44.º colocado. "Estou ansioso para começar a treinar e estou focado em voltar ao Circuito Mundial", disse o golfista.

Emocionado, o presidente eleito dos EUA, Joe Biden, voou para Washington nesta terça-feira (19), véspera de sua posse, enquanto seu antecessor, Donald Trump - que vai ignorar a posse de Biden - pela primeira vez desejou sucesso ao novo governo.

Lágrimas rolaram pelo rosto do democrata em uma cerimônia de despedida em sua cidade natal, Wilmington, Delaware, onde ele homenageou seu falecido filho e político em ascensão Beau, antes de pegar um avião para a capital.

"Desculpe a emoção, mas quando eu morrer, Delaware estará escrito em meu coração", disse Biden. "Só lamento que ele não esteja aqui". Trump, que não aparecia em público havia uma semana, quebrou seus dias de silêncio com um discurso de despedida em vídeo.

Pela primeira vez, Trump pediu aos americanos que "rezem" pelo sucesso do novo governo de Biden - uma mudança de tom após semanas tentando persuadir seus seguidores de que o democrata trapaceou na eleição.

O republicano, porém, ainda não parabenizou Biden pessoalmente nem o convidou para o tradicional chá no Salão Oval.

Em um de seus últimos atos, Trump deve emitir dezenas de perdões, com muitas especulações sobre quem pode entrar na lista.

Do lado de fora da cerca da Casa Branca, o centro de Washington assumiu um visual distópico antes da posse, lotado de tropas da Guarda Nacional, barreiras de concreto e arame farpado, e praticamente sem a presença de pessoas comuns.

Para aumentar a tensão, espera-se que o Senado julgue Trump em breve, após seu histórico segundo impeachment pela Câmara dos Representantes por causa do ataque ao Capitólio.

- Biden chega à capital -

Biden partiu com sua esposa, Jill, para Washington, onde, à noite, fez um homenagem aos mortos pela covid-19 ao lado da nova vice-presidente, Kamala Harris.

Mais de 400 mil pessoas já morreram pelo coronavírus nos EUA. "Para curar, devemos lembrar. Às vezes é difícil lembrar, mas é assim que nos curamos. É importante fazer isso como uma nação", declarou Biden.

Na capital, o vasto gramado do National Mall, fechado ao público, foi preenchido com cerca de 200 mil bandeiras dos Estados Unidos para representar a multidão que, em outro contexto, participaria da posse.

Enquanto isso, mais de 20 mil soldados da Guarda Nacional estão em serviço, muitos carregando rifles automáticos e vestidos com equipamentos de combate completos.

Biden está chegando com uma forte mensagem de unidade, insistindo que pode trazer um país dividido de volta ao centro e, juntos, enfrentar suas múltiplas crises.

O discurso inaugural durará entre 20 e 30 minutos, de acordo com uma fonte familiarizada com os preparativos.

Para simbolizar o novo espírito, Biden convidou os dois principais senadores - o democrata Chuck Schumer e o republicano Mitch McConnell - e outros líderes do Congresso para participar de uma missa com ele na quarta-feira, antes da posse.

- Perdões -

Para Trump, a principal pendência agora é a esperada onda de perdões que ele está preparando. Segundo a imprensa americana, há cerca de 100 pessoas na lista.

O enorme indulto presidencial deve incluir uma mistura de criminosos de colarinho branco e pessoas cujos casos foram defendidos por ativistas da justiça criminal.

Os nomes mais controversos que têm sido alvo de especulações são Edward Snowden, Julian Assange e o influente conselheiro de Trump, Stephen Bannon.

Porém, Trump, segundo os últimos relatos da mídia dos EUA, se afastou da tentação de conceder a si mesmo um perdão preventivo. Isso irritaria seus apoiadores republicanos no Senado momentos antes do início do julgamento de impeachment.

Ao chegar a Washington na véspera de sua posse, o presidente eleito dos Estado Unidos, Joe Biden, prestou uma breve homenagem aos mais de 400.000 americanos que perderam a vida para o novo coronavírus.

"Às vezes é difícil recordar, mas é assim que curamos. É importante fazer isso como nação", disse Biden em declarações em torno do espelho d'água em frente ao Lincoln Memorial.

"Vamos acender as luzes na escuridão da fonte sagrada da reflexão e lembrar de todos que perdemos", disse Biden, o democrata de 78 anos enquanto 400 lâmpadas foram acesas em torno do espelho d'água em um memorial aos que morreram.

Os sinos das igrejas tocaram em Washington, enquanto as luzes do Empire State Building de Nova York brilhavam em vermelho, como um coração pulsante.

Biden, que também sofreu uma profunda tragédia pessoal e é conhecido por sua empatia, destacou a necessidade de unir a nação após o caos dos quatro anos de governo do presidente em fim de mandato, Donald Trump.

A véspera da inauguração é normalmente uma data de grandes multidões em Washington. Mas Biden, acompanhado pela vice-presidente eleita Kamala Harris, visitou o espelho d'água sob a visão extraordinária de um National Mall deserto, devido às restrições de reuniões sociais relacionadas à covid-19 e aos alertas de segurança reforçados após o ataque mortal ao Capitólio em 6 de janeiro.

No extenso gramado do Mall, no lugar de multidões de simpatizantes, foram colocadas milhares de bandeiras do país e dos seus 50 estados para representar as pessoas que não puderam estar em Washington para a posse.

"Por muitos meses, sofremos sozinhos. Esta noite, sofremos e começamos a nos curar juntos", disse Harris - que faz história como a primeira vice-presidente do país - na breve cerimônia do espelho d'água.

"Embora possamos estar fisicamente separados, nós, o povo americano, estamos unidos em espírito."

No início da tarde, Biden fez uma despedida emocionada dos residentes de seu estado natal, Delaware, antes de voar para a cidade onde serviu por décadas como senador e depois por oito anos como vice-presidente.

Joe Biden tomará posse como 46º presidente dos Estados Unidos nesta quarta-feira (20), em Washington, um dia histórico com um protocolo rígido, que terá seu auge ao meio-dia, quando ele fará seu juramento no Capitólio.

- Noite na Blair House -

O presidente eleito, de 78 anos, e sua esposa, Jill, vão passar a noite de terça-feira na Blair House, a residência oficial para convidados estrangeiros do presidente dos Estados Unidos, localizada em frente à Casa Branca, próximo à Lafayette Square.

- Missa -

Na manhã do dia 20 de janeiro, Biden participará de uma missa na Catedral de São Mateus, o padroeiro das autoridades, em Washington.

Católico praticante, o presidente eleito convidou os líderes do Congresso a se juntarem a ele.

Estarão presentes então a presidente da Câmara dos Representantes, a democrata Nancy Pelosi, o líder democrata no Senado, Chuck Schumer, e os líderes republicanos de ambas as casas, Kevin McCarthy e Mitch McConnell.

Essa missa "é uma parte importante do respeito à tradição", explicou o senador Chris Coons, próximo a Biden, à CNN.

- Juramento -

O presidente eleito chegará em caravana ao Capitólio para a cerimônia de posse que terá início às 11h locais (13h no horário de Brasília) em um palco montado em frente à vasta esplanada do Passeio Nacional.

A estrela do pop Lady Gaga cantará o hino nacional e sua colega Jennifer Lopez fará um uma apresentação musical.

Biden e sua vice-presidente Kamala Harris farão o juramento às 12h e então o já presidente realizará seu discurso inaugural, no qual expressará sua perspectiva de "derrotar a pandemia, reconstruir, unificar e curar a nação", de acordo com o comitê organizador.

- Homenagem em Arlington -

No início da tarde, Biden viajará para o Cemitério Nacional de Arlington, não muito longe do Capitólio, para deixar uma coroa de flores no Túmulo do Soldado Desconhecido, junto com os ex-presidentes Barack Obama, George W. Bush e Bill Clinton e suas respectivas esposas. Ele retornará em caravana à Casa Branca.

- Entrada a pé -

O comboio deve parar a algumas dezenas de metros da Casa Branca para que Biden entre a pé, cercado por uma escolta militar.

Ele deve assinar seus primeiros decretos presidenciais logo em seguida.

- Especial de TV -

Biden e Harris falarão à nação durante um especial de televisão que será apresentado pelo ator Tom Hanks e transmitido nos principais canais dos Estados Unidos a partir das 20h30 (22h30 no horário de Brasília).

Intitulado "Celebrando a América", o programa terá muitos convidados musicais, incluindo Jon Bon Jovi, Foo Fighters, John Legend, Demi Lovato, Bruce Springsteen, Justin Timberlake e Luis Fonsi, entre outros.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, começou nesta terça-feira (19) seu último dia completo na Casa Branca, com uma longa lista de indultos em mãos, horas antes de se ausentar da cerimônia de posse de seu sucessor, o democrata Joe Biden, e partir para a Flórida.

Biden será empossado na quarta-feira (20) ao meio-dia, o que marcará o fim da presidência de Trump e fará os Estados Unidos virarem a página de alguns dos anos mais perturbadores e divisivos já vividos pelo país desde a década de 1960.

Biden, um veterano senador democrata que foi vice-presidente de Barack Obama, deve viajar para Washington nesta terça-feira com sua esposa, Jill, saindo de sua cidade natal, Wilmington, no estado de Delaware.

Junto com quem será sua vice-presidente, Kamala Harris, a primeira mulher a ocupar o cargo, Biden também deve pronunciar um discurso à tarde sobre a crise da covid-19 no Memorial Lincoln.

Trump permanece em silêncio, enquanto o relógio avança para sua partida rumo a uma nova vida em sua residência do clube de golfe Mar-a-Lago, em Palm Beach.

Desde que o Twitter o vetou por suas constantes mensagens incendiárias e de desinformação, o presidente praticamente não se comunicou mais com os cidadãos.

Apesar disso, ainda teria de parabenizar Biden, ou convidá-lo para a tradicional xícara de chá no Salão Oval antes da posse.

Em vez disso, Trump passou esses últimos dias se reunindo com um círculo cada vez menor de nomes leais que o apoiaram por dois meses em seu esforço inútil de anular os resultados das eleições de novembro.

Esse esforço acabou em 6 de janeiro, com Trump incentivando uma multidão a marchar para o Congresso.

Depois que a multidão rompeu a barreira policial, agrediu um policial que morreu horas depois e danificou o interior do Capitólio, a Câmara de Representantes abriu um novo processo de impeachment contra Trump. Este é o segundo em um único mandato, o que nunca aconteceu antes.

A última pesquisa do Gallup revelou na segunda-feira (18) que o presidente tem uma aprovação de apenas 34%, seu nível mais baixo. Ao longo do mandato, Trump manteve uma aprovação média de 41%, a mais baixa de todos os governantes desde que o Gallup começou a fazer esta sondagem, em 1938.

Enquanto isso, Biden dá os toques finais para uma cerimônia de posse que contará com uma pequena multidão e um forte esquema de segurança, outra das consequências do motim pró-Trump, além das preocupações existentes pela covid-19.

- Indultos -

Trump emitiu uma série de ordens de última hora na segunda-feira, principalmente o levantamento das proibições de viagens impostas devido ao coronavírus à maior parte da Europa e ao Brasil.

Segundo a ordem do ainda presidente, as fronteiras devem reabrir a partir de 26 de janeiro, quase uma semana depois de deixar o cargo.

Quase imediatamente depois, a porta-voz de Biden, Jen Psaki, anunciou que a medida não será mantida.

Para Trump, o principal assunto pendente é a lista de indultos que, conforme informado, ele está preparando.

Segundo a CNN e outros veículos americanos, Trump tem uma lista de aproximadamente 100 pessoas a serem indultadas.

Nessa lista devem estar, segundo o jornal The New York Times, uma mistura de criminosos de colarinho branco e pessoas cujos casos foram defendidos por ativistas da justiça.

Os indultos mais polêmicos estimados são para pessoas como Edward Snowden, Julian Assange e Steve Bannon - o influente conselheiro de Trump.

Se Trump chegar a indultar a si mesmo, ou sua família, o que não se espera que aconteça de acordo com as últimas informações da mídia local, é provável que aumente a ira entre os republicanos que o apoiaram no primeiro impeachment no Senado, onde em breve voltarão a votar um novo julgamento político contra o presidente.

- Unidade e medo -

O discurso de posse de Biden deve se concentrar em seus apelos para os americanos voltarem à unidade e encararem a pandemia da covid-19 de uma perspectiva mais séria.

Ele também está pronto para anunciar uma mudança radical na política do país, afastando-se da "Estados Unidos Primeiro" ("America First", no original) de Trump.

A primeira coisa será voltar à tradicional construção de alianças. Essa política começará com o retorno dos Estados Unidos ao Acordo de Paris sobre o clima desde "o primeiro dia de mandato".

Os apelos para o otimismo do democrata de 78 anos colidem, no entanto, com a dura realidade de múltiplas crises.

A pandemia está fora de controle; a distribuição de vacinas, prejudicada; e a recuperação econômica, na corda bamba. E, depois da rejeição de Trump de aceitar os resultados das eleições presidenciais de novembro, boa parte do país está furiosa.

Biden prestará juramento nas escadas do Capitólio, sob a vigilância de mais de 20.000 soldados da Guarda Nacional. Os postos de controle e as grandes áreas fechadas para os cidadãos apontam que, no ato, haverá apenas alguns poucos convidados.

O secretário da Defesa interino disse na segunda-feira que o Exército e o FBI investigam cada um dos soldados da Guarda Nacional, que portam armas automáticas, para averiguar se algum deles representa uma ameaça.

- Até o último minuto -

Trump, o primeiro presidente a perder a reeleição desde que George H.W. Bush foi substituído por Bill Clinton em 1993, também será o primeiro ex-presidente a rejeitar a cerimônia de posse de seu sucessor em um século e meio.

Na quarta-feira, ele partirá cedo para a Flórida, beneficiando-se dos privilégios das viagens presidenciais até o último minuto.

O Marine One o levará da Casa Branca até a Base Conjunta Andrews para embarcar no Air Force One, o avião presidencial. A partir do meio-dia, ele não poderá mais usar a aeronave.

Segundo uma informação da Bloomberg, Trump está organizando uma despedida militar para si mesmo em Andrews, que será acompanhada por uma multidão de convidados.

A futura porta-voz da Casa Branca afirmou nesta segunda-feira (18) que o governo de Joe Biden não prevê o levantamento das restrições a viagens impostas a grande parte da Europa e ao Brasil devido à pandemia, contradizendo uma medida anunciada pouco antes pelo presidente Donald Trump.

"Seguindo a recomendação de nossa equipe médica, a administração não tem a intenção de levantar essas restrições em 26 de janeiro. Planejamos reforçar as medidas de saúde pública em torno das viagens internacionais, para mitigar ainda mais a propagação da Covid-19", tuitou Jen Psaki. "Com a piora da pandemia e o surgimento de variantes mais contagiosas em todo o mundo, este não é o momento de levantar as restrições a viagens internacionais."

Jen se pronunciou minutos após Trump anunciar a reabertura de fronteiras com parte da Europa e o Brasil a partir do próximo dia 26, levantando as restrições impostas em março passado. "Esta ação é a melhor forma de proteger os americanos da Covid-19, permitindo, ao mesmo tempo, uma retomada segura das viagens", declarou o presidente em comunicado divulgado pela Casa Branca.

O Centros para o Controle e Prevenção de Enfermidades (CDC) americano emitiu no último dia 12 uma ordem a partir da qual se requer que todos os passageiros que entrarem no país por via aérea apresentem um teste negativo para a Covid-19. Essa decisão entrará em vigor no dia 26 e amplia uma limitação vigente desde dezembro para o Reino Unido, imposta após o surgimento de uma variante do novo coronavírus naquele país.

Em um de seus últimos atos, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, retirou na noite desta segunda-feira (18) as restrições de viagens por conta da pandemia de Covid-19 do Brasil, União Europeia, da Área Schengen e do Reino Unido a partir do dia 26 de janeiro - uma semana após deixar o cargo. As proibições permanecem apenas para China e Irã.

No entanto, Jen Psaki, a porta-voz do presidente eleito, Joe Biden, informou que o novo governo vai vetar a medida por conta do andamento da crise sanitária mundial.

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"Com a piora da pandemia, e mais variantes contagiosas aparecendo em todo o mundo, essa não é a hora de suspender restrições sobre viagens internacionais", escreveu em sua conta no Twitter.

A nota oficial assinada por Trump e pelo secretário de Saúde e Serviços Humanos, Alex Azar, traz que a decisão para retirar as restrições desses países é motivada por eles serem de "alta confiança" para aplicar a nova regulamentação sanitária imposta nos Estados Unidos a partir do dia 26 de janeiro.

As novas regras, entre outros pontos, exigem um teste negativo para o coronavírus Sars-CoV-2 realizado em até três dias antes da viagem e um outro feito em até cinco dias após a chegada ao território norte-americano.

A proibição para visitantes brasileiros irem aos EUA por motivos não essenciais entrou em vigor em maio - apenas residentes ou pessoas com motivo comprovado de trabalho podem entrar. Já os países europeus ainda vetam a entrada de norte-americanos por motivos não essenciais.

Os Estados Unidos são os mais afetados pela pandemia de Covid-19 no mundo, com mais de 24 milhões de casos confirmados e quase 400 mil mortes.

Da Ansa

A dois dias de se tornar o 46º presidente dos Estados Unidos, Joe Biden incentivou nesta segunda-feira (18) a união nacional com trabalhos de voluntariado, enquanto o presidente Trump continua entrincheirado na Casa Branca em uma capital repleta de militares e barreiras de segurança.

No Dia de Martin Luther King Jr., feriado que os americanos tradicionalmente dedicam ao serviço comunitário, o futuro presidente democrata viajou de sua casa, em Delaware, para o estado vizinho da Pensilvânia para participar da distribuição de alimentos para uma organização beneficente na Filadélfia.

"O serviço é uma forma adequada de começar a curar, unir e reconstruir este país que amamos", disse Biden em um vídeo postado no Twitter.

Mas este gesto do democrata de 78 anos, que simboliza seus pedidos de reconciliação após quatro anos de polarização política, enfrenta a dura realidade de múltiplas crises.

A pandemia de covid-19 castiga sem trégua os americanos, a distribuição de vacinas claudica e a recuperação econômica continua incerta.

E após a recusa de Trump em aceitar sua derrota eleitoral em novembro, o país está mais dividido e exasperado do que nunca.

- Alarme falso -

Washington segue em choque pelo ataque ao Capitólio em 6 de janeiro, quando uma multidão de simpatizantes de Trump invadiu a sede do Congresso na tentativa de invalidar a certificação da vitória de Biden.

A invasão deixou cinco mortos e provocou a segunda acusação de Trump pela Câmara de Representantes, desta vez por "incitar a insurreição", depois de ter sido absolvido pelo Senado em outro processo de impeachment no ano passado.

Quando Biden for empossado na quarta-feira, em uma plataforma montada na ala oeste do Capitólio, até 25.000 efetivos da Guarda Nacional vão patrulhar a cidade.

A enorme explanada do "National Mall", onde os americanos costumam ir em massa para assistir à cerimônia a cada quatro anos, também ficará fechada.

Postos de controle e grandes áreas de acesso bloqueado significam que haverá apenas poucos convidados. Medidas similares foram implementadas nos Capitólios estaduais de todo o país, onde as autoridades locais temem provocações de grupos de direita.

Quase 70 manifestantes foram acusados de participar da invasão ao Capitólio e centenas de pessoas estão sendo investigadas, entre elas legisladores e ex-membros ou membros ativos da polícia.

Para garantir que a própria Guarda Nacional não represente um risco para a segurança, o FBI informou que está verificando os antecedentes dos reservistas.

"Queremos nos assegurar de que temos as pessoas adequadas", disse à Fox News o general William Walker, chefe da Guarda Nacional de Washington.

Um ensaio da cerimônia de posse foi interrompido na manhã da segunda-feira e os participantes foram levados a um local seguro devido a uma "ameaça externa", informou a Polícia sobre o incidente, que se revelou um alarme falso.

- Trump avalia indultos -

Trump, que ainda não cumprimentou Biden nem o convidou a tomar chá no Salão Oval, como é tradição, esteve em grande parte ausente do cenário político nos últimos dias.

O presidente republicano prevê partir cedo na quarta-feira à sua residência em Mar-a-Lago, na Flórida. Ele será, assim, o primeiro presidente a não assistir à posse de seu sucessor desde Andrew Johnson, em 1869.

O helicóptero Marine One o levará da Casa Branca à Base Conjunta Andrews para embarcar no Air Force One, o avião presidencial que não poderá usar a partir do meio-dia. E segundo informações da Bloomberg, ele estaria organizando uma despedida militar para si próprio.

Mas antes de deixar o cargo, o bilionário se prepara para indultar ou comutar as penas de prisão de uma centena de pessoas.

Segundo a CNN e outros veículos, Trump tem uma lista de umas cem pessoas às quais concederá clemência. Os possíveis indultos mais polêmicos seriam para Edward Snowden, Julian Assange e o ex-assessor ultradireitista de Trump, Stephen Bannon.

Nos últimos meses, Trump indultou colaboradores e familiares condenados na investigação de um possível conluio entre a Rússia e sua equipe de campanha em 2016. Todos tinham em comum sua falta de cooperação com a justiça.

"E se Trump perdoar os terroristas que invadiram o Capitólio?", perguntou-se inclusive a líder dos democratas na Câmara de Representantes, Nancy Pelosi.

Aumenta também a especulação sobre se Trump dará o passo sem precedentes e legalmente nebuloso de outorgar indultos preventivos a si próprio e seus filhos, que foram assessores de campanha e da Casa Branca.

Se o fizer, seria um fim politicamente explosivo para seu já tumultuado mandato e poderia gerar revolta entre os republicanos do Senado, que deve iniciar em breve um julgamento político contra ele.

O Ministério britânico das Relações Exteriores manifestou, nesta segunda-feira (18), sua "profunda preocupação" com a detenção do opositor russo Alexei Navalny, preso no domingo (17) ao desembarcar em Moscou procedente da Alemanha.

"É assombroso que Alexei Navalny, vítima de um crime hediondo, seja detido pelas autoridades russas", tuitou o titular da pasta, Dominic Raab.

A Rússia deve investigar "o uso de uma arma química" em seu território, em vez de "perseguir Navalny", acrescentou o ministro, referindo-se ao envenenamento do opositor russo. Raab também pediu sua "libertação imediata".

Mais cedo, o ministro alemão das Relações Exteriores, Heiko Maas, já havia se pronunciado nessa mesma direção.

Navalny "tomou a decisão consciente de voltar para a Rússia, que considera sua casa pessoal e política", e o fato de que tenha sido detido pelas autoridades russas logo ao chegar "é totalmente incompreensível", afirmou Maas.

Lembrando que a Rússia está vinculada por sua própria Constituição e por suas obrigações internacionais ao Estado de direito e à proteção dos direitos civis, o ministro acrescentou: "certamente, estes princípios também devem ser aplicados" a Navalny, que "deve ser libertado imediatamente".

Depois que o opositor, um carismático ativista anticorrupção e inimigo do Kremlin, foi vítima de "um grave ataque de envenenamento" em território russo, a Alemanha pede à Rússia que "investigue a fundo este ataque e leve os autores à Justiça", insistiu Maas.

Ainda nesta segunda, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, também pediu sua "libertação imediata".

No domingo (17), o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, também reagiu à prisão de Alexei Navalny, detido ao retornar à Rússia pela primeira vez desde seu envenenamento no verão passado.

"Os Estados Unidos condenam veementemente a decisão da Rússia de prender Alexei Navalny", afirmou Pompeo em um comunicado.

"Notamos com grande preocupação que sua detenção é a última de uma série de tentativas de silenciar Navalny e outras figuras da oposição e vozes independentes que criticam as autoridades russas", completou.

Navalny foi detido no aeroporto de Sheremetyevo, em Moscou, menos de uma hora depois de chegar da Alemanha, onde estava se recuperando do envenenamento por uma substância neurotóxica que, segundo ele, foi encomendado pelo presidente Vladimir Putin.

Os EUA se uniram à União Europeia para condenar a medida, com Pompeo dizendo que "Navalny não é o problema. Exigimos sua libertação imediata e incondicional".

"Os líderes políticos confiantes não temem vozes concorrentes, nem cometem violência, nem detêm oponentes políticos injustamente", acrescentou.

- Sem acesso a advogados

De acordo com o Fundo da Luta contra a Corrupção, a organização fundada por Navalny, ele está sem acesso a seus advogados desde sua detenção "ilegal" ontem.

"Está detido ilegalmente, impedem que seus advogados o vejam", afirmou o Fundo.

Dois advogados conseguiram entrar na delegacia de Khimki, onde Navalny está, mas não puderam se reunir com ele, disse sua porta-voz Kira Yarmysh.

"Não lhes permitem ver Alexei", tuitou a porta-voz.

Em entrevista à Rádio Eco, de Moscou, uma de suas advogadas, Olga Mikhailova, afirmou que a polícia "viola a lei ao impedir a defesa" de se reunir com Navalny.

Extremistas de direita e supremacistas brancos trabalharam para atrair membros do exército dos Estados Unidos e ganharam apoio no ano passado, anunciou nesta quinta-feira (14) o Departamento da Defesa.

Uma semana após o ataque ao Capitólio por partidários do presidente Donald Trump, o Pentágono informou que iniciará uma investigação sobre a extensão do extremismo nas fileiras militares.

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Um alto funcionário da defesa, que pediu anonimato, disse à imprensa que houve um aumento das atividades de extrema direita entre os militares no ano passado, embora ele tenha observado que isso ocorre em paralelo em toda a sociedade.

“Sabemos que alguns grupos estão tentando ativamente atrair nossas equipes para suas causas, ou encorajar seus membros a se alistarem para adquirirem habilidades e experiência em nossa força”, explicou ele.

"Reconhecemos que essas habilidades são altamente valorizadas por alguns desses grupos, não apenas pela capacidade que lhes conferem, mas também porque dá uma pintura de legitimidade ao seu pensamento", acrescentou.

Os militares estão cientes do problema há muito tempo. Mas o assunto tomou novo rumo devido à participação de militares e policiais da ativa e aposentados no ataque ao Capitólio em 6 de janeiro.

Um capitão, especialista em operações psicológicas na Carolina do Norte, organizou um grupo de 100 pessoas para participar do protesto. Desde então, pediu para sair.

“No Departamento de Defesa, estamos fazendo tudo o que podemos para eliminar o extremismo”, disse Garry Reid, que supervisiona a Inteligência e a aplicação da lei no gabinete do secretário.

“A política do Departamento de Defesa proíbe expressamente os militares de defender causas supremacistas, extremistas ou ideologias de gangues criminosas”, disse Reid.

O gabinete do inspetor-geral independente do Pentágono anunciou nesta quinta-feira a abertura de uma investigação para analisar a eficácia de programas que buscam prevenir o crescimento do extremismo e o apoio a gangues em uma força militar de dois milhões de efetivos.

Mas até agora não foram divulgados números sobre a magnitude do problema.

Um total de 14 senadores pediram ao Pentágono nesta quinta-feira para examinar o assunto mais de perto.

“A questão da supremacia branca e da ideologia extremista não é nova entre nossos militares, mas o ataque ao Capitólio deixou claro que essa tendência alarmante deve ser tratada imediatamente”, disseram eles.

Eles observaram que uma pesquisa conduzida pela publicação Military Times no ano passado revelou que um terço dos militares na ativa entrevistados percebiam sinais de supremacia ou ideologia racista entre as tropas.

O presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, revelará nesta quinta-feira (14) seus planos para lutar contra a Covid-19 e injetar 1,9 trilhão de dólares na economia, mas a agenda de seus 100 primeiros dias de governo será ofuscada pelo julgamento político do atual presidente, Donald Trump.

Um dia após Trump ser acusado na Câmara dos Representantes, Biden espera aproveitar seu discurso, pronunciado no horário nobre, para dar esperança aos americanos. Com os companheiros democratas no controle de ambas as câmaras do Congresso, o futuro presidente terá a chance de aprovar o que seria o terceiro pacote de ajuda em massa para uma pandemia.

O democrata tomará posse em 20 de janeiro, numa Washington transformada em um campo entrincheirado desde o ataque ao Capitólio na semana passada por partidários do presidente republicano. Agora é urgente que Joe Biden volte ao seu programa, depois de uma semana que abalou a maior potência mundial.

Ele deve apresentar uma série de "projetos legislativos para financiar vacinas e prestar ajuda imediata e direta às famílias", em face da pandemia e da crise econômica, segundo sua equipe de transição. Biden deve aproveitar a oportunidade para lançar "um apelo" ao seu campo democrata e aos seus adversários republicanos para "adotar suas propostas rapidamente no Congresso".

A proposta do democrata, chamada Plano de Resgate Americano, incluirá uma série de medidas destinadas a revitalizar a maior economia do mundo, informaram membros do alto escalão do próximo governo. A iniciativa inclui o aumento do salário mínimo em nível federal para 15 dólares a hora, ajuda aos governos estaduais e municipais, a reabertura de escolas de forma segura, a implementação de uma campanha de imunização em massa contra a Covid-19 e o aumento do pacote de estímulo que o Congresso aprovou no mês passado.

A presidente da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi, e o líder dos democratas no Senado, Chuck Schumer, disseram que começariam a trabalhar para garantir o êxito do plano. "Colocaremos mãos à obra para converter a visão do presidente eleito em uma lei que seja aprovada por ambas as câmaras e promulgada", assinalaram em declaração conjunta.

- Promessa de 'reconciliação' -

Nesta quarta-feira à noite, após a votação que rendeu a Donald Trump o título inglório de primeiro presidente americano alvo de um segundo "impeachment", Joe Biden pediu ao Senado que conciliasse "o processo de impeachment" e o avanço de "assuntos urgentes da nação".

"Esta nação permanece sob a ameaça de um vírus mortal e uma economia vacilante", alertou, enquanto o país continua a bater recordes de mortes diárias por Covid-19 e pode superar até sua posse os 400.000 mortos.

O futuro presidente também deixou transparecer sua preocupação em ver um Congresso monopolizado pelo julgamento de Donald Trump por "incitamento à insurgência", relegando para segundo plano as audiências de confirmação de membros de seu governo, essenciais para permitir que passe rapidamente para a ação.

E o clima de confronto partidário que poderia acompanhar os debates também ameaça a promessa de "reconciliação" e "união" do candidato Biden.

Porque agora que o "impeachment" foi votado na Câmara de Representantes pelos democratas, mas também, notadamente, por dez republicanos, a continuação do procedimento permanece muito incerta.

Nancy Pelosi, ainda não disse quando pretende encaminhar a acusação à Câmara Alta, que é constitucionalmente responsável pelo julgamento. E o Senado, que passará em 20 de janeiro para o controle democrata, não se reunirá até o dia anterior. A data do julgamento não foi definida.

- Campo republicano rachado -

Mesmo que o acusado seja posteriormente um ex-presidente e que, portanto, a aposta de destituí-lo do poder tenha desaparecido, tal julgamento corre o risco de capturar toda a atenção da mídia.

Por um lado, porque "se o presidente for considerado culpado, haverá outra votação para proibi-lo de ser candidatar novamente", advertiu na quarta-feira Chuck Schumer, que se prepara para assumir as rédeas da maioria democrata no Senado.

Por outro lado, porque ao contrário do julgamento de impeachment há um ano no caso ucraniano, quando os republicanos se uniram em apoio ao seu presidente, desta vez a unidade da direita já está rompida - muitos de seus representantes viraram as costas ao ex-empresário desde a violência no Capitólio, que deixou cinco mortos. A tal ponto que uma condenação de Donald Trump, embora longe de ser garantida, não parece mais impossível.

O influente líder dos senadores republicanos, Mitch McConnell, tornou público que não descarta votar a favor da condenação. O estrategista sabe que um sinal de sua parte nessa direção poderia ajudar o partido Republicano a virar definitivamente a página de Trump.

O presidente cessante, que obstinadamente se recusava até o caos da semana passada reconhecer que Joe Biden ocuparia a Casa Branca em 20 de janeiro, sonhava em continuar a ter peso na formação, ou mesmo concorrer à reeleição em 2024.

Cada vez mais isolado enquanto se prepara para se retirar em sua propriedade em Mar-a-Lago, Flórida, ele tem tentado nos últimos dias tranquilizar pedindo calma e se distanciando de seus apoiadores na origem da violência de 6 de janeiro.

Principalmente porque os serviços de segurança estão a ponto de enfrentar a ameaça de novas manifestações em Washington e outras cidades do país, neste final de semana e durante a tomada de posse do democrata, nos degraus de um Capitólio reforçado em termos de segurança.

Os senadores terão que fazer malabarismo para julgar um ex-presidente republicano enquanto cooperam com uma agenda enviada por um presidente democrata. Biden tenta persuadir a câmara alta a administrar os dois temas de forma organizada e eficaz, ocupando-se "metade do dia do julgamento político e na outra metade, de que minha gente seja nomeada e confirmada no Senado, além de tratar do pacote".

Oito países das Américas registraram a variante do novo coronavírus detectada no Reino Unido em meados de dezembro, enquanto dois relataram ter identificado a mutação localizada na África do Sul também no mês passado, disse a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) na quarta-feira (13).

Até as 12h de Brasília desta quarta, 13 de janeiro, Brasil, Canadá, Chile, Equador, Jamaica, México, Peru e Estados Unidos relataram a variante britânica, enquanto Brasil e Canadá encontraram a da África do Sul em suas amostras de laboratório, disse Sylvain Aldighieri , gerente de incidentes para covid-19 na OPAS, a repórteres.

“Queremos encorajar os países a aumentarem seu nível de alerta”, disse Aldighieri, pedindo a “implementação estrita” das medidas de saúde pública recomendadas.

Na mesma coletiva de imprensa, a Diretora da OPAS, Carissa Etienne, destacou que até agora não há evidências de que essas variantes afetem os pacientes de maneira diferente, mas sugerem que o vírus pode se espalhar mais facilmente, colocando em risco a resposta dos sistemas de saúde.

“Manter o distanciamento social, usar máscaras faciais em público e lavar as mãos com frequência ainda são nossa melhor opção para ajudar a controlar o vírus neste momento, em todas as suas formas”, disse ele.

- 2021 será pior que 2020? -

A Opas, escritório regional da Organização Mundial da Saúde (OMS), informou que a região das Américas registrou um recorde de infecções na semana passada desde o primeiro caso identificado no continente há quase um ano.

"Só na última semana, 2,5 milhões de pessoas foram infectadas com covid-19 em nossa região, o maior número de casos semanais desde que o vírus chegou à nossa costa", disse ele.

“Praticamente todos os países das Américas estão experimentando uma aceleração na disseminação do vírus”, acrescentou.

A expansão é mais expressiva nos Estados Unidos, país mais afetado pela pandemia no mundo, com picos também no Canadá e no México. Na América Central, as infecções aumentaram na Costa Rica e Belize, enquanto houve um rápido aumento de casos em muitas ilhas do Caribe.

Na América do Sul, onde o verão meridional causa mais viagens e reuniões, todos os países relataram mais casos, mesmo aqueles como Chile e Argentina em que as infecções diminuíram.

Etienne disse que a trajetória do vírus depende da capacidade coletiva de cumprir as medidas para contê-lo.

“Se relaxarmos, não se engane: 2021 será muito pior do que 2020”, alertou.

- Politizar "poderia custar vidas" -

Diante dos desafios colocados pelo novo coronavírus, e enquanto a região inicia suas campanhas de vacinação, a OPAS pediu aos governos que atuem de maneira transparente e com base científica para controlar a pandemia, alertando que colocar a política acima do interesse público "pode custar vidas".

“Politizar vacinas e outras medidas de controle não é apenas inútil, mas pode alimentar o vírus e custar vidas”, disse Etienne. "Esta pandemia nos ensinou repetidamente que a liderança determina a eficácia da resposta de um país."

A organização Human Rights Watch denunciou nesta quarta-feira que no Brasil, segundo país do mundo mais atingido pelo covid-19, o presidente Jair Bolsonaro tentou "sabotar" medidas sanitárias para conter a pandemia, divulgando "informações erradas" ou tentando "Impedir que os estados imponham regras de distanciamento social".

Embora otimista sobre a disponibilidade de vacinas contra covid-19, Etienne pediu acesso equitativo aos recursos, priorizando os mais vulneráveis e defendendo a solidariedade entre os países.

“Os próximos dois anos serão críticos, visto que a vacinação da maioria da população não será realizada da noite para o dia”, afirmou.

O vice-diretor da Opas, Jarbas Barbosa, disse que seis países americanos já começaram a distribuir vacinas a partir de acordos bilaterais com laboratórios produtores: Argentina, Canadá, Costa Rica, Chile, Estados Unidos e México.

Mas ele ressaltou que a imunização ainda não é massiva: os Estados Unidos, que lideram os esforços até agora, vacinaram 3% de sua população, disse ele, enquanto o resto dos países estão abaixo de 1%.

Os Estados Unidos passarão a exigir um teste negativo para o coronavírus Sars-CoV-2 para todos os viajantes internacionais a partir do dia 26 de janeiro, informou o Centro para o Controle e Prevenção de Doenças (CDC) no fim da noite desta terça-feira (12).

O passageiro deverá ter realizado o teste em até três dias antes da partida de país de origem e depois precisará repetir o exame em um prazo de três a cinco dias após a chegada. As companhias aéreas serão as responsáveis por garantir que só embarquem pessoas com testes negativos.

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Se a pessoa não quiser apresentar o teste negativo ou documento que comprove que ele se curou da Covid-19, ou não quiser fazer um exame rápido no aeroporto, ele será impedido de embarcar.

"Os testes não eliminam todos os riscos, mas unidos a um período de isolamento e às precauções de todos os dias, como o uso de máscaras e distanciamento social, deverão tornar mais seguras as viagens e reduzir a difusão do vírus nos aviões, nos aeroportos e na chegada ao destino", disse o diretor do CDC, Robert R. Redfield.

As novas regras não alteram os passageiros que são permitidos nos Estados Unidos para viagens não essenciais. Por isso, os brasileiros continuam proibidos de entrar no país.

Da Ansa

Em meio a uma crise política que pode culminar no impeachment de Donald Trump, os Estados Unidos registraram nesta terça-feira (12) um novo recorde diário de mortes causadas pelo coronavírus Sars-CoV-2.

Segundo o monitoramento da Universidade Johns Hopkins, foram contabilizados 4.327 óbitos em 24 horas, maior número para um dia em um único país desde o início da pandemia.

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Até o momento, os EUA somam 22,85 milhões de casos e 380.821 mortes por Covid-19, o que significa 25% de todos os contágios e 20% das mortes em todo o planeta. 

Da Ansa

O YouTube informou nesta terça-feira (12) que removeu um vídeo e suspendeu o canal do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por ter violado suas políticas de incitação à violência.

Em um comunicado, a plataforma anunciou que o republicano não poderá enviar novos vídeos ou fazer transmissões ao vivo por pelo menos sete dias. A empresa também destacou que a punição pode ser prorrogada.

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"Após uma análise cuidadosa, removemos o novo conteúdo enviado para o canal de Donald Trump no YouTube e emitimos um aviso ao canal por violar nossas políticas de incitamento à violência. O canal não será capaz de enviar novos vídeos ou fazer transmissões ao vivo por pelo menos 7 dias, potencialmente extensíveis. O YouTube também desativou permanentemente os comentários dos vídeos", informou um porta-voz do Google, que chefia o YouTube.

A medida do YouTube chega alguns dias depois da invasão do Capitólio, que foi estimulada por Trump no dia 6 de janeiro e que resultou, além dos atos de vandalismo, em cinco pessoas mortas.

Além do YouTube, o Twitter baniu o perfil do magnata de forma permanente. Já o Facebook e o Instagram suspenderam as contas do presidente até o dia da posse do democrata Joe Biden, agendada para 20 de janeiro. 

Da Ansa

Os Estados Unidos executaram, nesta quarta-feira (13), uma mulher que assassinou uma grávida para roubar seu feto, a primeira execução federal de uma mulher em quase 70 anos, em um dos últimos atos da presidência de Donald Trump.

"Lisa Montgomery, de 52 anos, foi executada na Penitenciária Federal de Terre Haute", no estado de Indiana, às 01h31 (3h31 de Brasília), anunciou o Departamento de Justiça em um comunicado.

Montgomery, que em 2004 matou uma mulher grávida para ficar com seu feto, recebeu uma injeção letal "de acordo com a pena capital recomendada por unanimidade por um júri federal e imposta pela Corte Distrital" do Missouri, continua o texto.

Pouco antes, a Suprema Corte havia rejeitado os últimos recursos interpostos pelos advogados da mulher, apesar da discordância de seus três magistrados progressistas.

Segundo a defesa, sua cliente sofria graves transtornos mentais em decorrência de agressões e estupros coletivos que sofreu na infância e não compreendia o significado de sua sentença, condição essencial para sua execução.

Um juiz federal ordenou a suspensão da execução na segunda-feira (11) a pedido da defesa, mas o Departamento de Justiça apelou da decisão e um tribunal de apelação anulou a decisão na terça-feira (12).

A Suprema Corte dos Estados Unidos, perante a qual dois recursos diferentes foram apresentados, deu razão em ambos os casos aos advogados da administração Trump.

Em 2004, Montgomery, incapaz de ter um novo filho, identificou sua vítima - uma criadora de cães - na internet e foi até sua casa no Missouri com a desculpa de comprar um terrier.

Em vez disso, ela a estrangulou, abriu seu útero, pegou o bebê - que sobreviveu - e deixou o jovem de 23 anos em uma poça de sangue.

Trump, um defensor ferrenho da pena de morte, ignorou uma petição de clemência apresentada por apoiadores de Montgomery.

- 10 homens executados -

Desde a retomada, em julho, das execuções federais nos Estados Unidos, após um hiato de 17 anos, 10 homens receberam a pena de morte.

E além de Montgomery, o governo Trump planeja executar dois afro-americanos esta semana: Corey Johnson na quinta-feira e Dustin Higgs na sexta.

Mas, nesses casos, há incerteza após a decisão de um tribunal federal de bloquear suas execuções. Os dois condenados à morte contraíram recentemente covid-19 e a injeção letal poderia lhes causar sofrimento ilegal, consideraram os juízes.

Ex-agentes penitenciários de Terre Haute, por sua vez, escreveram ao secretário de Justiça interino, Jeffrey Rosen, pedindo-lhe que adiasse essas execuções "até que os funcionários da prisão sejam vacinados contra a covid-19".

Uma execução exige que dezenas de pessoas permaneçam em um ambiente fechado, um ambiente propício à disseminação do vírus. Por esse motivo, os estados suspenderam as execuções por meses.

A postura do governo Trump vai no sentido contrário, desejando prosseguir com as execuções o mais rápido possível antes de deixar o poder.

"Nas últimas horas da presidência de Trump, há uma corrida para executar pessoas que estão no corredor da morte há anos ou mesmo décadas. É uma loucura", denunciou o senador democrata Dick Durbin na rádio NPR na segunda-feira.

O vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, informou aos líderes da Câmara nesta terça-feira (12) que não apoiará a invocação da 25ª Emenda para destituir Donald Trump, o que praticamente garante uma votação iminente de impeachment contra o presidente no Congresso.

"Faltando apenas oito dias para o mandato do presidente, você e o Caucus Democrata estão exigindo que o Gabinete e eu invoquemos a 25ª Emenda", escreveu Pence à presidente da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi, referindo-se ao processo que declararia Trump incapaz de cumprir suas obrigações e colocaria Pence como presidente interino pelo restante do mandato.

"Não acredito que tal curso de ação seja no melhor interesse de nossa nação ou seja consistente com nossa Constituição", continuou Pence.

Os democratas se mobilizaram rapidamente para iniciar o processo de destituição de Trump, depois que ele encorajou seus partidários na última quarta-feira (6) a "marchar" ao Capitólio e "lutar".

Em uma violenta insurreição, os manifestantes superaram a barreira policial, invadiram e saquearam o prédio e interromperam a sessão de certificação da vitória de Joe Biden nas eleições.

Pence, que presidia a votação, assim como Pelosi e outros legisladores, foram forçados a procurar abrigo.

Cinco pessoas morreram durante os distúrbios, incluindo um oficial da Polícia do Capitólio.

A carta do vice-presidente veio poucas horas antes da Câmara dos Representantes votar uma resolução que exige que Pence invoque a 25ª Emenda e "declare o que é óbvio para uma nação horrorizada: que o presidente é incapaz de cumprir com as funções e poderes de seu cargo".

Pelosi disse que o fracasso de Pence em dar início ao processo levaria a uma votação de impeachment de Trump na quarta-feira. Ela descreveu Trump como sendo "desequilibrado".

Mas Pence respondeu a Pelosi que seu pedido para invocar a 25ª Emenda foi equivocado, dizendo que foi projetado para "lidar com a incapacidade ou deficiência presidencial", não como um "meio de punição ou usurpação".

O vice-presidente também destacou que, apesar da intensa pressão de seu partido para invalidar os votos eleitorais dos estados indecisos conquistados por Biden, ele cumpriu seu dever constitucional de certificar os resultados.

“Não vou ceder agora aos esforços da Câmara dos Representantes para jogar jogos políticos em um momento tão sério na vida de nossa nação”, escreveu.

No início do dia, Trump disse não temer a invocação da 25ª Emenda.

Anitta vai comandar em breve um programa nos Estados Unidos. Intitulado Anitta and Friends, o podcast terá 12 episódios com assuntos do universo do entretetimento. De acordo com informações da Billboard, a cantora fechou uma parceria com a plataforma PodcastOne, idealizadora do projeto.

"A adição do talento de classe mundial e da querida estrela da música Anitta à família de programação PodcastOne é uma emoção para nós. Com o aumento de vozes femininas poderosas, sabemos que somos o lar perfeito para o podcast de Anitta", explicou Kit Gray, presidente da PodcastOne.

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Recebendo diversos convidados, o programa da artista está previsto para estrear ainda neste ano. Aqui no Brasil, Anitta já fez a alegria dos fãs quando estrelou produções no canal de TV por assinatura Multishow. Ela esteve à frente das atrações Anitta Entrou no Grupo, Anitta Dentro da Casinha e também Música Boa Ao Vivo.

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o vice, Mike Pence, reuniram-se nesta segunda-feira (11) na Casa Branca, informou um funcionário do alto escalão, e sinalizaram uma frente comum contra os democratas, que pressionam Pence a destituir Trump.

"Eles tiveram uma boa conversa", disse o funcionário sobre o primeiro encontro entre os dois desde a invasão à sede do Congresso por apoiadores de Trump, na última quarta-feira, e após os democratas pedirem que Pence invocasse a 25ª Emenda da Constituição para destituir o presidente.

De acordo com a fonte, Trump e Pence "reiteraram que aqueles que infringiram a lei e invadiram o Capitólio na semana passada não representam o movimento 'America First', apoiado por 75 milhões de americanos, e prometeram continuar seu trabalho pelo país até o fim de seus mandatos".

A Câmara dos Representantes votará na noite desta terça-feira (12) uma resolução para que Pence invoque a 25ª emenda, e Nancy Pelosi lhe dará 24 horas para responder. Depois disso, os democratas seguiriam adiante com o processo de destituição de Trump por "incitação à insurreição".

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