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O deputado federal Deltan Dellagnol (Podemos-PR) fez avaliações sobre o caso das luxuosas joias sauditas do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Um fato que chama atenção na análise, é o de que o ex-procurador da Operação Lava Jato em Curitiba cita mais vezes os presidentes petistas Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Dilma Rousseff (PT), do que o ex-presidente, protagonista da acusação.

A análise foi publicada através do site Gazeta do Povo nesta sexta-feira (10). Com o título "As joias de Bolsonaro e a gritaria seletiva da esquerda", a publicação ao longo do texto, faz 14 menções ao atual presidente e 8 à ex-mandatária, que não são envolvidos no caso.

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Bolsonaro é citado em nove trechos e Michelle Bolsonaro, outra protagonista da acusação, aparece apenas na legenda da imagem usada para ilustração da coluna. O texto é composto por várias afirmações sobre supostos desvios de patrimônio que teriam, segundo Dellagnol, sido cometidos pelos petistas. O aliado do ex-presidente também diz que faltam comprovações para acusar Bolsonaro, mesmo o ex-presidente tendo tentado usar de sua influência e do seu governo para tentar conseguir resgatar as joias.

“Em relação a Bolsonaro, o episódio das joias depende ainda de uma investigação para que os fatos restem completamente esclarecidos”, escreve o ex-procurador.

Dellagnol também utilizou a publicação para fazer críticas aos apoiadores do PT, pois para ele existe uma "seletividade" na esquerda ao repercutir de forma negativa a polêmica das joias de Bolsonaro e sua esposa.

“É, portanto, uma hipocrisia que petistas defensores e aliados de Lula fechem os olhos para os desvios comprovados praticados por Lula, para atacar fatos ainda não completamente esclarecidos que, na pior das hipóteses, são igualmente repreensíveis, relacionados a Bolsonaro", afirma o deputado federal.

Por: Guilherme Gusmão

Outro trecho de conversas entre o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, e o procurador Deltan Dallagnol mostra que o apresentador Fausto Silva deu conselhos para a força-tarefa da Lava Jato e cumprimentou o trabalho dos procuradores.  É o que diz reportagem publicada pela revista Veja, nesta sexta-feira (5), em parceria com o jornal The Intercept, que iniciou a divulgação das conversas no último dia 9. 

Segundo a matéria, Moro fez um relato a Dallagnol pontuando que Faustão recomendou que os procuradores usassem uma linguagem mais simples nas entrevistas. 

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“Ele disse que vcs [sic] nas entrevistas ou nas coletivas precisam usar uma linguagem mais simples. Para todo mundo entender. Para o povão. Conselho de quem está há 28 anos na TV”, escreveu para Deltan Dallagnol o atual ministro da Justiça e Segurança Pública. Questionado pela revista, Fausto Silva confirmou o teor da conversa.

Já o ministério da Justiça e Segurança Pública disse, em nota, que Sérgio Moro "não reconhece a autenticidade de supostas mensagens obtidas por meios criminosos, que podem ter sido adulteradas total ou parcialmente e que configuram violação da privacidade de agentes da lei com o objetivo de anular condenações criminais e impedir novas investigações”. 

Ainda de acordo com a reportagem, Moro também recomendou que o Ministério Público Federal (MPF) não fechasse um acordo de delação premiada com o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (MDB), preso desde 2016.

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O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, adiou para a próxima semana a sua ida à Câmara dos Deputados. Ele havia sido convidado por quatro comissões da Casa para prestar esclarecimentos na próxima quarta-feira, 26, em uma sessão conjunta, sobre supostas mensagens trocadas com o procurador da República Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, revelados pelo site The Intercept Brasil. As conversas sugerem atuação conjunta quando o ministro era juiz federal.

Moro viajou aos Estados Unidos neste sábado e só retorna ao Brasil na quarta-feira, 26, segundo sua assessoria. Ele visitará órgãos de segurança e inteligência dos americanos com o intuito de fortalecer operações integradas com o Brasil. De acordo com a vice-presidente da Comissão de Constituição e Justiça, Bia Kicis (PSL-DF), a audiência com Moro deve ser remarcada para o dia 2 ou 3 de julho.

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Na semana passada, o ministro esteve por quase 9 horas no Senado dando explicações sobre o mesmo caso. Moro afirmou pela primeira vez não ter apego ao cargo e admitiu a possibilidade de deixar o governo caso seja constatada ilegalidade. Ele também voltou a dizer que agiu de acordo com a lei e cobrou que o The Intercept Brasil divulgue todo o conteúdo a que teve acesso.

A expectativa, porém, é que o ambiente seja mais hostil ao ministro na Câmara, onde os partidos da base do governo, principalmente o PSL, não têm conseguido blindar os integrantes do Executivo. Moro foi convidado pelas comissões de Direitos Humanos e Minorias, Trabalho, Administração e Serviços Públicos, Fiscalização Financeira e Controle e Constituição e Justiça da Casa.

O Palácio do Planalto informou nesta segunda-feira (10) que o presidente Jair Bolsonaro não vai comentar o vazamento de supostas conversas entre o ministro Sergio Moro e procuradores da Lava Jato, divulgadas pelo The Intercept Brasil. Uma reportagem publicada pelo site de notícias revelou trechos de mensagens atribuídas a Moro e a membros da força-tarefa da operação que apontariam para uma suposta “colaboração proibida” entre o então juiz federal da 13ª Vara Criminal Federal de Curitiba e os procuradores. Bolsonaro e Moro deverão se reunir amanhã (11), no Palácio do Planalto, para tratar do assunto.

 "Em relação às notícias referentes ao vazamento de informações sobre a Operação Lava Jato, o presidente da República não se pronunciará a respeito do conteúdo de mensagens e aguardará o retorno do ministro Moro para conversar pessoalmente, em princípio amanhã", informou o porta-voz da Presidência da República, Octávio Rêgo Barros.

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Segundo o porta-voz, só a partir da conversa com Moro é que o presidente deverá definir o que fazer em relação ao caso, para que o episódio não atrapalhe os planos do governo para retomar a economia do país.

"A importância [dessa reunião] é o presidente conhecer, do próprio ministro Sérgio Moro, sua percepção e, a partir dessa conversa, traçar linhas de ação e estratégias para avançar no sentido de que tenhamos o país no rumo certo, em particular, no tema economia e, obviamente, outros temas que possam estar tangenciando esse tema e precisam ser solucionados o mais rapidamente possível", disse.

Questionado sobre eventual possibilidade de afastamento de Moro do cargo, Rêgo Barros foi taxativo: "jamais foi tocado neste assunto".

Pacto entre Poderes

O porta-voz do governo informou que representantes dos três Poderes da República deverão assinar, na semana que vem, um pacto de entendimento com metas e ações que as instituições vão buscar, em conjunto, em favor da retomada do crescimento do país. A carta-conjunta estava prevista para ser assinada essa semana, mas Otávio Rêgo Barros disse que o texto ainda passa por ajustes.

"O presidente e ministros do governo, em especial, o ministro Onyx Lorenzoni, mantém um intento de buscar um pacto para que as principais necessidades da população brasileira sejam colocadas em prioridade nas discussões e decisões dos três Poderes nacionais. Em relação ao prazo, nós temos uma previsão, ainda a confirmar-se, de que na semana que vem, a efetivação desse pacto se faça por meio da firma do documento", informou.

 

O coordenador da Lava Jato em Curitiba, procurador Deltan Dellagnol gravou publicou um vídeo em sua conta no Twitter, na tarde desta segunda-feira (10), para “prestar esclarecimentos à sociedade sobre os recentes ataques à força-tarefa” da Lava Jato sobre a reportagem do site The Intercept Brasil.

Logo no início do vídeo, Dellagnol classificou a divulgação da troca de mensagens entre ele e o ex-juiz Sérgio Moro, então juiz da Lava Jato, de ataque gravíssimo feito por parte de um criminoso. “Que invadiu telefones celulares, que sequestrou contas de aplicativos de trocas de mensagens, que se fez passar por jornalistas e procuradores”, explicou. “Nosso receio é que a atividade criminosa avance agora para falsear e deturpar fatos, nesse imenso ataque contra a Operação Lava Jato”, argumentou.

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O procurador também diz haver um equívoco de acusações feitas a Lava Jato. “Em primeiro lugar é muito natural, é normal que procuradores e advogados conversem com o juiz, mesmo sem a presença da outra parte”.

Dellagnol fez questão de frisar que não reconhece a fidedignidade das mensagens publicadas pela imprensa e diz que há um desconforto no caso.  

“Nós da Lava Jato nunca caminhamos com a lógica que os fins justificam os meios. Não, essas acusações feitas não procedem e a origem delas está ligada ao ataque criminoso realizado. Mesmo não reconhecendo fidedignidade dessas mensagens que foram espalhadas, nós reconhecemos que elas podem criar um desconforto para alguém. A gente lamenta profundamente por isso”, garantiu.

Confira o vídeo:

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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta terça-feira (14), que não é contra a Operação Lava Jato e ponderou estar sendo “vítima de um massacre” nos últimos dois anos. As declarações do petista foram expostas durante o depoimento à Justiça Federal em Brasília durante a manhã de hoje. Ele é acusado de tentar comprar o silêncio do ex-diretor da Área Internacional da Petrobras, Nestor Cerveró.

Durante a oitiva, além de negar participação nas articulações para obstruir a Lava Jato, Lula disse que duvida ter algum “empresário que vai dizer que eu pedi 10 centavos para ele”. “Não porque sou melhor que os outros. É que eu sabia que não podia errar. Eu não… Eu tô cansado de ouvir procurador falando que não tem prova. Só tem convicção. Eu estou cansado. Eu sempre valorizei o Ministério Público. Sempre fiz a indicações de forma republicana. E nunca pedi nenhum favor. Nunca”, salientou em depoimento ao juiz federal Ricardo Augusto Soares Leite.

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Sem citar diretamente a acusação do procurador da República e coordenador da Força Tarefa da Lava Jato, Deltan Dallagnol, Lula disparou contra a atuação da Justiça nas investigações do esquema de corrupção. Dellagnol chegou a dizer que Lula era o “comandante máximo” do esquema de corrupção da Petrobras. “Eu não sou contra a Lava Jato. Sou contra tentar criminalizar a pessoa pela imprensa e não pelos autos… Juiz, delegado, procurador não devem ficar fazendo pirotecnia com a vida das pessoas. Provem, condenem e ponham na cadeia. Fazer isso não dá. Eu vou defender a minha honra, que é a coisa mais importante da minha vida”, declarou.

Lembrando ter deixado o governo com uma aprovação de 80%, Lula também destacou que fica ofendido com a classificação que a imprensa e setores do judiciário têm feito do PT. “Me ofende profundamente dizerem que o PT é uma organização criminosa… O que incomodou muita gente no mundo inteiro é este país, que tinha complexo de vira-lata, virar dono de seu próprio nariz. Nós fizemos a maior política de inclusão deste país, 36 milhões de pessoas saíram da pobreza”, enumerou. 

Em passagem pela capital gaúcha na semana passada, o procurador da República Deltan Dallagnol, um dos principais integrantes da força-tarefa da Operação Lava Jato, fez questão de destacar que o Ministério Público Federal (MPF) não tem nenhuma ligação com as manifestações populares ocorridas em 16 de agosto, que pediram o impeachment da presidente Dilma Rousseff em todo o Brasil. Ele preferiu não comentar as mostras de apoio tanto à Lava Jato como à atuação do juiz Sérgio Moro, ocorridas durante os protestos.

"Não tivemos uma relação com essas manifestações como Ministério Público Federal, porque nós não queremos correr um risco de má interpretação do nosso trabalho, de que o nosso trabalho seja (considerado) político-partidário", disse a jornalistas. "É claro que a nossa posição do MPF e da sociedade é contra a corrupção. Mas digo novamente, nós não temos relação, o Ministério, com essas manifestações do dia 16."

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Dallagnol esteve em Porto Alegre para promover uma ação do MPF que pretende recolher 1,5 milhão de assinaturas para levar ao Congresso Nacional um projeto de lei de iniciativa popular com 10 medidas contra a corrupção. Na página oficial do projeto, onde os cidadãos podem entender melhor as ideias propostas e imprimir uma ficha de assinatura, também consta um aviso dizendo que o MPF não tem qualquer envolvimento com os movimentos populares de 16 de agosto. De acordo com o texto, a campanha objetiva incentivar a sociedade civil para que as medidas apresentadas se tornem projeto de lei e "promovam as mudanças necessárias ao aperfeiçoamento do sistema penal brasileiro".

Na entrevista concedida em Porto Alegre, Dallagnol avisou que só trataria do projeto "Dez Medidas contra a Corrupção" e, portanto, não falaria de assuntos relativos à Lava Jato. Ele se limitou a dizer que a operação revelou uma "corrupção bilionária" envolvendo a elite econômica e política do País. "Por isso ela nos tornou sensíveis ao problema da corrupção. Esta sensibilidade nos traz uma janela de oportunidade para mudanças", falou.

Seguindo o tom de declarações recentes, ele defendeu os acordos de colaboração premiada. "(Os acordos) não são o ponto de chegada, mas sim o ponto de partida das investigações, a partir do que conseguimos desenvolver investigações mais profundas e produzir provas materiais dos crimes", avaliou. Segundo ele, o alto índice de impunidade no Brasil tradicionalmente diminui o interesse por esse tipo de colaboração dos investigados. "A Lava Jato, que tem uma série de características próprias, como o Mensalão, é um ponto fora da curva em que nós, a população e essas pessoas que estão sendo processadas acreditam numa perspectiva de efetiva punição. Isso faz com que (os suspeitos) busquem uma solução negociada, que é a colaboração premiada, e isso permite a alavancagem das investigações."

Sistema

De acordo com procurador, se o Brasil tivesse uma "legislação melhor", haveria no momento outras Lava Jato pelo País, daí a importância de trabalhar pela proposição e aprovação das medidas contra a corrupção. Uma das propostas, por exemplo, é responsabilizar partidos políticos em casos de atos ilícitos, bem como criminalizar o caixa 2. Outra prevê o aumento das penas para a corrupção de altos valores.

Na apresentação do projeto na capital gaúcha, Dallagnol disse que a corrupção não é um problema "de partido A ou B". Para combater o problema, segundo ele, é preciso mudar as condições do sistema. "A Lava Jato traz esperança, mas a notícia ruim é que não muda o nosso País. Tem o condão, se for um caso de sucesso, de produzir punição em relação às pessoas que praticaram determinados crimes, e eventualmente recuperar parte dos valores desviados. Mas não tem o condão mágico de mudar a realidade ao redor dela. Ela trata de um tumor, mas o nosso problema é que o sistema é cancerígeno", falou. "Não tenho dúvida de que existem outros sistemas de corrupção surgindo a cada momento em nosso País." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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