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Depois de receber muito apoio nas redes sociais, Vinicius Rodrigues não aguentou e é o 13º participante a deixar a Prova do Líder do BBB24.

O paratleta foi eliminado da prova de resistência e agora só Pipocas estão na disputa, já que ele era o último Camarote por lá.

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Alane, Deniziane, Marcus Vinicius, Matteus e Maycon seguem na prova, que começou na noite da última segunda-feira (8).

Durante toda a disputa, Vinicius recebeu apoio na web, que considerou a competição desigual para o atleta, que tem uma prótese na perna. O tempo em que estava na disputa, ele chegou a retirar a prótese, já que sentiu certa dificuldade em parte da competição.

Para quem não acompanhou, a prova consiste no seguinte: a cada rodada, o jogador tem uma bancada com botão. No telão, aparece a mensagem de início e o brother tem que apertar o botão assim que ouvir o sinal. Quem aperta antes é eliminado. O que aperta primeiro deve escolher um adversário para cumprir um desafio. O último a apertar também deve cumprir o mesmo desafio. Contudo, não se trata de uma disputa entre os dois. Basta cumprir a tarefa dentro do tempo determinado para continuar na prova, ou seja, apenas quem ultrapassa a contagem regressiva é eliminado. O último a deixar a prova... será o líder.

Na web, muitas pessoas se manifestaram: "Ei, Plin Plin, bora agilizar a acessibilidade nos estúdios do BBB", disse um. "Forte demais, deu seu nome", comemorou outro. "Parabéns Vini, você venceu muitos do que estão aí", apoiou mais um.

O paratenista brasileiro Daniel Rodrigues, número 21 do ranking mundial, acusa a companhia aérea Latam de quebrar a cadeira de rodas. O equipamento seria usado pelo atleta na competição que ele disputará na Suíça, semana que vem. Ele notou o problema quando desembarcou no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo.

O atleta postou a foto da cadeira quebrada nas suas redes sociais. Em entrevista ao site Brasil no Tênis, Daniel contou que chegou a reclamar junto ao balcão da empresa e que foi oferecido a ele uma quantia de 60 dólares, que foi prontamente recusado porque, segundo ele, a cadeira vale muito mais.

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Mesmo sem a cadeira, Daniel disse que optou por embarcar para competição na Suíça pelo fato de estar no início da preparação para as paralimpíadas de Paris em 2024. Ele disse que vai tentar uma outra cadeira emprestada ou até um “remendo” na que foi danificada.

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 A campeã paralímpica italiana Bebe Vio foi multada por ter violado as medidas restritivas contra a pandemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2).

De acordo com a imprensa local, a esgrimista foi flagrada dentro de um bar em Mogliano Veneto, na província de Treviso, que ainda estava aberto após o "toque de recolher" das 18h.

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A paratleta italiana estava no estabelecimento junto com uma amiga, mas foi encontrada pelos carabineiros por volta das 20h.

Vio recebeu uma multa avaliada em 400 euros (cerca de R$ 2,5 mil), que já foi paga pela multicampeã paralímpica. Já o bar precisará ficar fechado pelos próximos cinco dias.

"Eu errei, pois fui no local encontrar uma amiga de infância que trabalha lá como garçonete e fazia anos que não a via, porque dificilmente venho para minha cidade natal, e parei na hora que estava fechando e ela estava limpando as mesas. Eu não bebi e estava de máscara, só fui lá para conversar, como se fosse uma visita em família", disse Bebe Vio em entrevista à ANSA.

"Tudo bem, eu desrespeitei a lei, mas não havia outras pessoas onde eu estava. O mundo inteiro está me procurando, todo esse destaque, mas não matei ninguém", concluiu a paratleta.

Em 2016, nos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro, a italiana conquistou uma medalha de ouro e outra de bronze. Além disso, Vio soma três ouros em Mundiais e quatro em Europeus.

Da Ansa

Superação, determinação, força de vontade e garra são sinônimos e pode parecer até mesmo redundante utilizar todos esses adjetivos para definir alguém. Mas no caso de Deyvison Gonçalves, 33 anos, ainda é pouco. As mãos calejadas podem despertar curiosidade sobre qual a profissão do recifense, mas nem de longe revela o que o tatuador, paratleta e ex-professor de capoeira foi capaz de fazer ao transformar um acidente de trânsito, em exemplo de vida. 

Era manhã de uma sexta-feira do ano 2013. Deyvison não pretendia ir trabalhar nesse dia, mas de última hora decidiu atender um cliente no estúdio de tatuagem no qual era proprietário. Ele não imaginava que a decisão repentina iria transformar, em questão de segundos, a sua vida. Quando de deslocava à empresa, um carro desgovernado invadiu a contramão, nas proximidades do bairro de Afogados, e se chocou na sua moto. Ele perdeu uma parte da perna direita na mesma hora. Ali, no chão, em meio ao desespero, teve que lutar pela própria vida. “Pensei que estava tudo acabado quando me vi no chão, pensei que já era e de imediato pensei em minha família”.

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Já no hospital, o estado de Deyvison era grave por ter perdido muito sangue. Teve três paradas cardíacas e pegou duas bactérias no hospital. Não morreu por muito pouco, segundo os médicos. O tatuador ficou internado durante um mês e 15 dias. Apaixonado por corrida e ao se ver sem uma das pernas, veio a depressão. Mas, tinha de reagir. Poucos meses depois, incentivado pelo amigo, voltou a tatuar, mas seria o esporte que daria a reviravolta em sua vida.

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Em julho de 2017, após participar de uma trilha, percebeu que era capaz de fazer muito mais coisas do que imaginava. Em dezembro, ele contou que brincando falou aos amigos que participaria de uma corrida e pediu para a organização separar seu kit. “Recebi uma ligação para ir pegar o kit, fui buscar sem ter muita noção do que estava acontecendo. Foram seis quilômetros correndo de muleta, que finalizei em duas horas e meia, eu não sei como consegui. Só sei quando eu vi as pessoas aplaudindo e incentivando, eu senti uma sensação única. Eu não imaginava que a corrida iria trazer uma emoção tão grande. Eu pensei então que poderia treinar e fazer muito melhor na próxima corrida”, relembrou animado. 

Começaria uma nova etapa na vida de Deyvison até se tornar profissional. O trauma foi transformado em vontade de vencer. Hoje, atleta do Sport na modalidade atletismo, no qual reúne salto em altura, salto a distância, lançamento de dardo e de disco. O pernambucano é o terceiro colocado em Pernambuco em lançamento de dardo em sua categoria.

O paratleta sabe que, sozinho, nada se consegue. Nessa jornada, conta com o apoio fundamental dos treinadores Daniel Gonçalves, do Sport Club, e de Herbert, da assessoria esportiva HB Running. A rotina é puxada e precisa de disciplina e muita persistência. Pela parte da manha e tarde, Deyvison se dedica ao estúdio de tatuagem, localizado na avenida Recife. À noite, na maioria vezes, se desloca de bicicleta de sua residência, também nas mediações do estúdio, até o Colégio Santos Dumont, onde treina, no bairro de Boa Viagem. 

Deyvison é, hoje, considerado uma promessa. Se antes finalizava de muleta, uma corrida de 6 km em duas horas e meia, o tempo passou para 50 minutos. Neste ano, na famosa Corrida das Pontes, ele foi o único de sua categoria a concluir a prova de 10 km.

O paratleta quer passar os próprios recordes. Na Maratona da Uninassau, que acontece no próximo dia 30, ele se prepara para correr 21 km em um tempo estimado de cinco horas. Ele diz que o foco é conseguir concluir a prova. “Essa é a minha meta. Vou concluir a prova motivada por todos que me tem como um exemplo. São muitas as pessoas que se espelham em mim”. Ele parece não ter limites. Garante que vai chegar aos 41 km e a meta, no futuro, é se tornar um ultramaratonista e também cursar a faculdade de educação física.

Júlio Gomes/LeiaJáImagens

O sonho da Prótese    

Deyvison tem um sonho e luta para alcançá-lo: conseguir arrecadar o valor total para a compra de uma prótese específica para corrida de longas distâncias com encaixe externo em fibra de carbono e encaixe interno em silicone com anel móvel. 

O valor no mercado desse tipo de prótese pode chegar até R$ 360 mil. Para alcançar o objetivo, ele precisa de R$ 37 mil. Para isso, foi criado uma vaquinha virtual no site www.vakinha.com.br. Uma corrida, a da superação, que será realizada no dia 28 de outubro, também será realizada em solidariedade. Todo o valor arrecadado será revertido para a compra da prótese.

Ele luta contra o tempo para adquirí-la até, no máximo, em dezembro. O objetivo: treinar com ela para atingir os índices necessários para participar do Campeonato Brasileiro Paraolímpico. Ele precisa conseguir os índices, após a adaptação que pretende conseguir em dois meses, até julho de 2019, para ser convocado. Deyvison está confiante. “Eu creio que a gente vai chegar no valor”.

Não para por aí. Também pretende chegar à Paraolimpiada, em 2020, que será realizado em Tóquio. “Depois que comecei a correr, a minha vida melhorou muito. Não vivia tão bem quanto vivo hoje. Ninguém é melhor do que ninguém, a vontade que eu tenho é de me superar, de ir além e ver todas as pessoas me incentivando e agradecendo vem alimentando o meu sonho”.

No final da entrevista, ele mostrou com orgulho as inúmeras medalhas, oito pódios e troféus que já vem conquistando. Apenas o início. “Hoje sei que nada estava perdido. Eu acho que tudo tem dois olhares, algo para ser extraído, um propósito maior, precisamos ver além. Ser cristão também me ajudou muito, a saber, qual era o meu propósito”.

Ele encoraja as pessoas. “Desistir da vida, jamais. Eu poderia ter desistido de tudo, mesmo assim não desisti porque aprendi que a vida é feita de momentos bons e ruins e hoje tenho uma visão totalmente diferente. Além disso, esse sonho já não é só meu, muitos sonham comigo. Sempre vai ter um caminho”.

Júlio Gomes/LeiaJáImagens

Andar, correr, nadar e até pedalar são atividades comuns às pessoas da sociedade. Mas e se você não tivesse uma das pernas? Será que a prática dessas ações seria realizada do mesmo jeito, ainda que com um membro do corpo a menos? Para o mecânico e estudante de psicologia Allan Jackson, de 39 anos, natural de Caruaru, Agreste de Pernambuco, nada o impede. No dia 12 de dezembro de 2012, ele sofreu um acidente de moto e teve a sua perna direita amputada devido à gravidade da lesão.

Em uma entrevista exclusiva ao LeiaJa.com, Allan contou como aconteceu o acidente e revelou como se sentiu após ter a notícia de que não tinha mais a sua perna direita. O estudante de psicologia também falou de seu amor pelos esportes e de como encontrou nele, uma forma de superar seu caso e ultrapassar todos e qualquer tipo de limite ou obstáculo que a vida lhe colocava pela frente.

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Sempre apaixonado pelos esportes, Allan, que hoje usa uma prótese, revelou que sempre praticou atividades esportivas e explicou como foi o seu processo de adaptação. Ele também revelou que sonha em se tornar um paratleta do triatlo – esporte composto por natação, atletismo e ciclismo. “No hospital, quando eu tive a certeza que a minha vida dali para frente seria só com uma perna, eu vi que tinha que mudar essa questão do ciclismo, mas não desisti. Esperei só o tempo pós-cirúrgico e comecei a pedalar com uma perna só”, disse.

“Eu gosto muito de esportes, e eu também nadava quando tinha as duas pernas. Perder a perna é perder um membro. Numa linguagem mais simples, uma lancha tem dois motores, mas existe a lancha que só tem um motor. Ou mesmo se ela tiver dois, quando dá problema em um, ela vai com o outro. Uma vez que eu perdi uma perna, a outra vai servir.  Ela fica sobrecarregada, mas eu, simplesmente, resolvi não parar”, completou. Para se tornar um atleta, Allan tem uma rotina de treinamentos de três vezes na semana e que, segundo ele, é seguida à risca.

Além do sonho de virar um paratleta, Allan quer utilizar a psicologia como um meio para ajudar a outras pessoas com as mesmas condições dele. “Tenho uma vontade devtrabalhar na área hospitalar, no setor de traumas. Onde eu vou poder ajudar as pessoas lesionadas, recém-amputadas e dizer para eles que eu consegui e que eles também conseguem”, disse. 

Allan Jackson também contou como é a reação das pessoas ao vê-lo andando de bicicleta pelas ruas do Recife e de Olinda. “Isso chama a atenção e eu percebo que, no mínimo, aquele que está cabisbaixo ou triste por algum motivo, pode ver que não existe, necessariamente, um motivo para parar a nossa vida ou ficar reclamando. Eu percebo, principalmente, por aqueles que falam que eu sou exemplo para eles por estar pedalando com apenas uma das pernas. Já aconteceu de um cidadão parar o carro do meu lado, em um semáforo, e fez: ‘você é meu novo super-herói’”.

 

 

Mesmo utilizando uma prótese na perna direita, Allan precisa de uma prótese específica para continuar com seus treinamentos e, futuramente, competir como um paratleta no triatlo. “De uma maneira simples: assim como você, quando vai para uma festa formal, coloca um sapato social e quando vai para a academia coloca um tênis, e não dá para inverter porque não funcionam, as próteses também são assim”, explica.

De acordo com Allan, sua prótese atual serve apenas para o seu dia a dia, mas na hora do treino ele acaba sofrendo uma queda de rendimento, além de se machucar por não usar o equipamento correto. “Eu preciso de uma perna em que eu possa correr, uma vez que eu quero participar do triatlo, onde são três modalidades diferentes. Nós iniciamos nadando, depois percorremos certa distância de bicicleta e depois correndo. As duas primeiras eu posso fazer, mas a terceira eu não. Porque não tenho uma perna que me ajude a correr”, completa.

Um paratleta foi atropelado enquanto treinava às margens da Praia Grande, litoral de São Paulo, neste domingo (8). Tiago Oliveira ainda foi socorrido com vida, sendo levado para o Hospital Irmã Dulce, mas já chegou morto à unidade de saúde.

Tiago, que tinha uma deficiência no braço e na perna esquerda, mantinha o hábito de correr na Avenida Roberto Almeida Vinhas, no bairro Aviação, que fica às margens da Via Expressa Sul, uma das mais movimentadas da cidade.

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O paratleta corria desde 2008 e acumulava várias conquistas. O caso foi registrado na Delegacia sede da cidade, mas ainda não há detalhes sobre as circunstâncias do acidente. Imagens das câmeras de monitoramento podem ter flagrado o ocorrido.

O corpo de Tiago Oliveira será sepultado na manhã desta segunda (9).

Nas piscinas, Pernambuco conquistou sua primeira medalha nas Paralimpíadas Escolares, em São Paulo. Nos 100m nado costas classe S8 da categoria B (15 a 17 anos), Olga Gomes completou com o tempo de 2min05s93. Carpinense, a estudante do Colégio Santa Clara chegou a sua terceira conquista seguida na competição nacional.

Olga já havia conquistado o ouro em 2014 e o bronze em 2015, na mesma prova. A partir desta quinta, a pernambucana volta a disputar medalhas nos 50m e 100m nado livre. Curioso que a irmã mais nova dela, Ana Beatriz Gomes, também irá disputar estes pódios, além do nado peito classe S9, categoria A.

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“A Beatriz é nova, mas já pode conquistar pelo menos duas medalhas pelo desempenho que vem demonstrando. Quanto à Olga, esperávamos que ela conquistasse essa medalha nos 100 metros costas, é a principal prova dela. Agora estamos trabalhando para que ela conquiste o índice nacional e entre cada vez mais forte na categoria adulto”, afirmou a treinadora das meninas, Sandra Costa.

Confira a relação dos atletas de Pernambuco que competem nesta quinta-feira (24):

ATLETISMO - Anirelly Lima, Jeohsah Bezerra, José Ricardo Bezerra, Marcelo Barbosa, Maria Gabrielle Ramos, William Silva (atleta guia), Raí Galindo 

BOCHA - Andreza Oliveira, Letícia Santos

GOALBALL - Alesson Soares, Diógenes Gonçalves, Edval Freitas, Lucas Silva, Marcos Antônio Cabral

NATAÇÃO - Ana Beatriz Gomes, Fábio do Carmo, Gerson de Andrade, Olga Gomes

TÊNIS DE MESA - Maria Raiane da Silva 

Realizado desde o dia (14) no Centro Esportivo Santos Dumont, em Boa Viagem, Zona Sul do Recife, o Campeonato Brasileiro de Parabadminton teve um pernambucano como campeão, nesse domingo (18). O gravatense Leonardo Douglas, de 17 anos, conquistou o título da classe SL4, diante do atual campeão da categoria, o paranaense Breno Johan. Após sair perdendo, ele teve uma bela recuperação no segundo set da partida e conquistou o seu primeiro título nacional de virada.

Emocionado, o jovem atleta garante que não imaginava terminar a competição com um título desbancando o favorito ao troféu. “Sinceramente, eu não esperava chegar até o primeiro lugar. É uma grande alegria para mim desbancar um adversário do nível do Breno, que é o atual campeão brasileiro. Acho que consegui fazer tudo certo em quadra e agora vou continuar focado no esporte para trazer mais um título para Pernambuco”, declarou Leonardo, que agora irá representar o país no Pan-Americano de Medellín, na Colômbia, e no Mundial da categoria.

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Além do título do pernambucano, as quadras do Santos Dumont também receberam outras finais do Brasileiro de Badminton e de Parabadminton. Um dos destaques foi o carioca Eduardo Oliveira, que conquistou o heptacampeonato na disputa simples e nas duplas. “Estou me sentindo bem demais após ter conquistado esses dois ouros aqui em Pernambuco, mais uma vez demonstrando a força da nossa dupla. Desde que comecei a jogar com o Ricardo Cavalli nunca perdemos uma final. Esse título representa a consolidação da nossa dedicação e parceria, além de ser muito importante, pois o foco agora é o Pan-Americano, em dezembro”, comentou o para atleta.

As competições que se encerraram neste final de semana reuniram cerca de 600 atletas e paratletas de 18 estados do Brasil. Os campeonatos foram organizados pela Confederação Brasileira de Badminton (CBBd) e Federação Pernambucana de Badminton (FPBd). 

Quando o esporte se torna a única "razão de ser", mas já não é possível praticá-lo, vale a pena seguir vivendo? A atleta paralímpica belga Marieke Vervoort decidiu que não, e já tem em mãos uma autorização para recorrer à eutanásia quando seu corpo lhe proporcionar "mais dias ruins do que bons".

A belga, de 37 anos e de cabelo curto e platinado, posou no domingo fazendo o "V" de vitória com os dedos depois de conquistar uma medalha de prata na prova dos 400 m em cadeira de roda dos Jogos Paralímpicos Rio-2016.

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Vítima de uma doença degenerativa rara que a privou do uso das pernas, Vervoort se consagrou de corpo e alma ao esporte e conheceu a glória dos pódios: foi campeã paralímpica dos 100 m em cadeira de rodas em Londres-2012 e conquistou o tricampeonato do mundo (100 m, 200 m e 400 m) em 2015.

Ela sabe que no Rio disputará seus últimos Jogos Paralímpicos.

"Esta medalha tem dois lados: de um lado a felicidade, do outro a dor e o adeus", admite a atleta, que sabe que terá que abandonar a cadeira de rodas de competição.

"Preciso abandonar o esporte, porque a doença está piorando. Está ficando mais difícil participar de corridas do que há quatro anos", explica.

No mês passado, Vervoort anunciou que possuía todas as autorizações necessárias para submeter-se à eutanásia, uma prática legalizada na Bélgica. "Sofro muito", explicou, e a prática de esporte, sua "razão de ser", vem resultado em cada vez mais sofrimento.

Suas declarações geraram compaixão, mas também questionamento.

"É verdade que esta é minha última competição e que os documentos estão prontos desde 2008 para recorrer à eutanásia, mas não quero morrer de imediato", afirmou em coletiva de imprensa no Rio.

"Eu gosto de aproveitar cada momento", continuou. "Estou em paz e ainda quero aproveitar meus amigos, minha família", mas "chegará um dia em que os dias "serão mais ruins do que bons".

Essa "tranquilidade", como ela mesmo denomina, deve-se principalmente ao fato de ter recebido a autorização para recorrer ao suicídio assistido.

- Tema "tabu" -

A Bélgica permite a eutanásia, mas "não é fácil" obter a permissão. "O processo é longo, é difícil conseguir os papéis. Tive que provar que minha doença avança e que não há possibilidade de melhora. Três médicos tiveram que certificar isso", explicou.

Vervoort tinha 14 anos quando foi diagnosticada com "tetraplegia progressiva". Passou a adolescência consultando especialistas "que não não sabiam o que eu tinha e me davam má notícias", lembrou.

"Estava muito deprimida e um dia decidi que bastava, que tinha que voltar a viver", continuou a atleta, que tentou o suicídio.

O sucesso esportivo representou um combate contra as dores cada vez mais insuportáveis. Vervoort gosta de escutar música a todo volume e até o ano passado desenhava com desenvoltura, mas subitamente começou a perder a visão.

"Nas crises de dor, chego a desmaiar. Algumas noites não durmo mais que dez minutos. É difícil comer", descreveu. "A maior parte dos atletas aqui nasceu com uma doença ou sofreram um acidente. Podem descansar ou treinar quando querem. Eu preciso me adaptar a meu estado de saúde".

Marleke Vervoort quer que sua história "inspire" outros países a abrir o debate para que o suicídio assistido deixe de ser um "tabu". "A eutanásia não significa assassinato, para mim significa descanso", afirmou.

"Eu não tenho medo de morrer", garantiu a belga, que quer ser lembrada como "uma mulher que gostava de rir e que só via o lado bom da vida, sem se queixar".

A lista de coisas que ainda quer realizar em vida é grande: gostaria de voltar a praticar acrobacia aérea, viajar ao Japão e organizar um museu consagrado a sua memória.

"Colecionei tudo: os artigos, as reportagens na televisão, as cartas de apoio, meu material esportivo. Esse é meu maior sonho, ter toda minha carreira em um museu".

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Desde o início da tarde desta terça-feira (31), o Recife se mobiliza e volta os olhares para o desfile da Tocha Olímpica que corta a cidade de norte a sul. Dentre os personagens que participaram do desfile, muitos atletas, funcionários de empresas e blogueira. No entanto, um dos destaques foi a pernambucana Suely Guimarrães, medalhista no paratletismo nos Jogos Paralímpicos, conquistando ouro em Barcelona e Atenas, e bronze em Atlanta. 

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“Toda essa emoção de estar levando a tocha dá esperança, vontade, garra e determinação que todo atleta precisa”, conta emocionada a paratleta consagrada, que fez seu percurso de 200 metros na Avenida Jean Emile Favre, no bairro do Ipsep, Zona Sul do Recife. 

O orgulho de participar do momento foi exaltado por Jeziel Bezerra, paraplégico escolhido para conduzir o símbolo olímpico pelas ruas. “Estou muito feliz por fazer parte dessa celebração com a tocha olímpica no Recife. Para mim, isso era algo inimaginável!”, detalha. 

Jeziel contou que o convite foi feito há dois meses e desde então estava ansioso para que essa terça-feira chegasse. Além disso, destacou que, a contar desta data, faltam apenas 100 dias para o início das Paralimpíadas Rio 2016. "É muito representativo participar deste evento faltando apenas 100 dias para os Jogos, na minha cidade e com toda essa importância que tem as Olimpíadas”, declarou Jeziel.

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Com informações de Lívio Angelim 

Ekton Damasceno segue em busca do sonho de disputar os Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro, em setembro deste ano. Mas para garantir presença, o atleta precisa conquistar a marca de 7,10m no salto duplo, nesta quarta-feira (18), durante o Open Internacional Caixa Loterias, no Engenhão, também no estado carioca.

O atleta de 23 anos, morador de Tamandaré, na Mata Sul de Pernambuco, venceu o Norte-Nordeste do Circuito Caixa Loterias de Atletismo e garantiu presença na seleção brasileira. Atualmente, a marca do saltador, que treina em uma pista de vaquejada em Santa Cruz do Capibaribe, é de 6,98m.

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Ultimamente, entretanto, o saltador, que é até apelidado como Ekton 'Bolt' (por conta do corredor jamaicano Usain) tem se preparado em São Paulo, na cidade de São Caetano, no centro de treinamento do Comitê Paralímpico Brasileiro. O Open Internacional Caixa Loterias contará com competidores do mundo, porque o torneio serve de evento-teste para as Paralimpíadas.

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No primeiro programa de 2014, o jornalista James Alcides conversa com o paralela da UNINASSAU José Wellington, único pernambucano que venceu a tradicional corrida de São Silvestre que é realizada todos os anos em São Paulo. O atleta possui uma deficiência nos membros superiores causados pela substância talidomida, indicada por um médico à sua mãe durante a gravidez, e que hoje deve deve ser evitada pelas mulheres grávidas por causa das má-formações que ela pode ocasionar nos bebês. O maratonista também conta como é a sua preparação, que é formada por treinos diários.

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O Vencer também vai mostrar alguns quadros que fizeram sucesso no ano anterior. No Direito de Vencer, Márcio Mário fala sobre o Convênio 38, parceria entre os Governos Estadual e Federal que dá a isenção do ICMS para a compra de automóveis pelas pessoas com necessidade específica. No Karras Komenta, Alfredo Karras denuncia o preconceito que ainda existe em relação aos deficientes e que prejudica a interação deles em vários ambientes. Já as meninas do INperfeitas comentam sobre a vaidade feminina.

Toda sexta-feira, você confere um novo programa Vencer, aqui no Portal LeiaJá.

A partir desta quinta-feira (12) a cidade de Pesqueira recebe, a fase Regional do Circuito Pernambucano de Paraesporte 2013. Mais de 250 paratletas já confirmaram presença no evento. Eles vão disputar medalhas em provas de atletismo, natação, tênis de mesa, bocha e futsal. Os campeões da fase garantem vaga de forma automática para a final, marcada para o início de outubro, no Centro de Esportes Santos Dumont, no Recife.

As duas cidades com mais destaques é Pesqueira e Sertânia. Os dois municípios vêm dominando os pódios desde a primeira edição do Circuito. Neste ano, a história deve se repetir. Com uma leve vantagem para Pesqueira, porque estará atuando em casa, com o apoio da torcida, que deve encher os locais de prova. Além disso, a cidade conta com dois dos principais paratletas do Estado, os corredores José Ricardo e Jeohsah Santos, ambos campeões paraolímpicos escolares.

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IV Etapa 

Esta é a quarta etapa regional realizada pela Secretaria de Esportes do Estado neste ano. Antes, já foram promovidas competições no Recife, em Joaquim Nabuco e Petrolina. Os campeões de cada fase vão para a disputa final, no Santos Dumont.

Com informações da assessoria

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