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A Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco detalhou, nesta segunda-feira (5), o passo a passo para baixar o aplicativo de celular “Carteira de Trabalho Digital”. Por meio do documento virtual, os trabalhadores podem ter acesso às vagas de emprego oferecidas pelas Agências do Trabalho do Estado, sem precisar se deslocar, assim como retirar o 'Seguro Desemprego' ou ajustar informações incorretas.

Primeiramente, os interessados devem procurar e baixar a Carteira de Trabalho Digital na loja de aplicativos do celular. Para criar uma conta, basta informar o CPF, nome completo, telefone e e-mail. Em seguida, clicar na proteção contra spam (não sou um robô), ler e aceitar os termos de usos e política de privacidade.

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“É importante prestar atenção no próximo passo. O trabalhador ou trabalhadora precisa responder a algumas perguntas para comprovar a própria identidade. Isso é uma forma de preservar a segurança no fornecimento dos seus dados”, informou a Secretaria.

Dentro do aplicativo, os trabalhadores vão encontrar as três últimas movimentações do seu último vínculo empregatício. Também serão revelados os dados pessoais referentes à base de dados do CPF. No entanto, se for o primeiro acesso, o trabalhador terá que detalhar seus vínculos de trabalho através de um questionário sobre sua vida profissional. “Esta fase também ajuda a garantir a segurança das informações mais profundas, como salários e detalhes de seus contratos de trabalhos", acrescentou a pasta.

Quem deseja solicitar o Seguro Desemprego pelo aplicativo basta selecionar a opção “Requerer o Seguro-desemprego” e, logo em seguida, clicar em “Solicitar Seguro-desemprego”, informando o número do requerimento. “Esse número está disponível no alto do formulário entregue pelo empregador após a demissão sem justa causa. O número do requerimento é formado por dez números”, comunicou a Secretaria.

Após digitar o número do requerimento, o trabalhador precisa clicar em “localizar”. Neste momento, a Secretaria ressalta que é necessário ter bastante atenção às informações e às regras de habilitação do benefício. Em seguida, basta clicar em “concluir” e aceitar a solicitação do benefício.

O aplicativo enviará uma mensagem informando que a “solicitação do benefício foi realizada com sucesso”, junto com os dados. Isso irá permitir que os trabalhadores saibam a quantidade e o valor das parcelas a serem recebidas. O sistema ainda vai apresentar as respectivas datas de pagamento previstas para saque nos canais de pagamento.

A Secretaria ainda reforça que os profissionais com a Carteira do Trabalho impressa não devem descartá-la, pois alguns órgãos públicos ainda usam apenas o documento em papel. Confira mais informações por meio do site da Carteira. Também é possível cadastrar seu currículo.

Nesta quarta-feira (23), as agências do trabalho de Pernambuco oferecem 281 vagas de emprego nas unidades de Camaragibe, Bezerros, Cabo de Santo Agostinho, Caruaru, Paudalho, Igarassu, Garanhuns, Ipojuca, Recife, Santa Cruz do Capibaribe, Salgueiro, Serra Talhada e Vitória de Santo Antão. 

Os atendimentos para seguro desemprego e oportunidades de trabalho devem ser agendados através do site da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco (Seteq). Para consultar a lista de vagas disponíveis, os interessados devem entrar em contato com a Seteq. 

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Jovem Aprendiz 

No Recife, há vagas para Jovem Aprendiz na Agência do Trabalho da Rua da Aurora, nº 425. De acordo com a Seteq, há 50 vagas por semana, o que resulta em uma distribuição de 10 por dia, de segunda a sexta-feira.

Para se candidatar a vagas de aprendiz, é preciso ter de 14 a 24 anos de idade e estar cursando o Ensino Fundamental, o Ensino Médio ou o Ensino Técnico. É preciso agendar o atendimento no site da Seteq ou no Portal PE Cidadão

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As Agências do Trabalho do Estado retomam, a partir desta terça-feira (14), os atendimentos presenciais, exclusivamente para pessoas que precisam acessar o seguro desemprego. A medida foi tomada para beneficiar os trabalhadores que não estão conseguindo requerer o procedimento através da internet.

Os agendamentos devem ser realizados através do site do PE cidadão e haverá limitação de fichas. Além disso, o teleatendimento continua para esclarecer dúvidas.

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A reabertura das agências contará com cuidados extras de higienização. Além disso, os trabalhadores receberão álcool 70% nas mãos, nas entradas de todas as unidades. Os atendentes irão utilizar máscaras e terão à sua disposição álcool 70%, além de atender de forma alternada, respeitando a distância de dois metros de um guichê para outro.

De acordo com o secretário executivo do Trabalho, Álvaro Jordão, os atendimentos on-line realizados pelo Núcleo de Atendimento continuarão sendo oferecidos aos trabalhadores, através dos telefones, e-mails das Agências do Trabalho e WhatsApp em conjunto com a Superintendência Regional do Trabalho. “Desde que começamos com os atendimentos online, temos auxiliado mais de mil trabalhadores. A ideia é seguir com os atendimentos e potencializar os números de atendentes”, destacou.  

Mesmo com a disponibilização do atendimento on-line, muitos trabalhadores possuem dificuldade em acessar ao Seguro Desemprego. Para fortalecer a rede de atendimento das Agências do Trabalho, o secretário do Trabalho, Emprego e Qualificação, Alberes Lopes, está estudando um novo canal. “Estamos trabalhando com a nossa equipe para oferecer aos trabalhadores mais caminhos para a viabilização dos atendimentos, principalmente nesse momento de combate à pandemia”, afirmou.

O deputado federal Danilo Cabral (PSB) apresentará duas emendas à medida provisória 927/2020, publicada na noite desse domingo (22), para garantir mais renda aos trabalhadores nesse período de crise sanitária. Elas garantirão acesso dos empregados ao seguro desemprego para recompensar as perdas com a nova proposta do governo federal. O texto da MP autoriza a suspensão do contrato de trabalho por até quatro meses, permitindo que o empregador não pague o salário enquanto o empregado estiver em casa. 

“Medidas trabalhistas de Bolsonaro de combate ao novo coronavírus são desequilibradas. Precisamos proteger os dois lados, empregados e empregador. Suspender contrato de trabalho sem garantir renda mínima é lançar na miséria milhões de brasileiros”, critica Danilo Cabral. Além disso, segundo o parlamentar, o texto é pior do que o que vinha sendo discutido, o qual permitiria a redução salarial a partir da redução de jornada. Agora, mantém-se a jornada, mas com corte de salário”, critica. 

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Danilo Cabral destaca ser preciso assegurar os empregos e elaborar medidas para atender os trabalhadores informais e os desempregados. “Sabemos que a crise provocará uma forte desaceleração na economia, mas não é autorizando a suspensão de salários que o governo irá garantir o funcionamento de empresas, a manutenção dos empregos e, consequentemente, a arrecadação de impostos”, diz. 

Para o deputado, o governo tem atuado na contramão dos outros países, que têm adotado medidas de apoio financeiro aos trabalhadores, aos autônomos e desempregados. “O cenário que se desenha é devastador e nós temos que trabalhar para minimizar os efeitos da crise, principalmente assegurando os direitos dos mais vulneráveis. Ele cita a pesquisa da XP Investimentos, que prevê a possibilidade de o Brasil chegar a 40 milhões de desempregados por causa da pandemia do novo coronavírus. 

De acordo com a MP 927/2020, a empresa é obrigada a oferecer curso de qualificação, além de manter benefícios, como plano de saúde. O texto diz que o empregador poderá conceder uma ajuda compensatória mensal, "sem natureza salarial", "com valor definido livremente entre empregado e empregador, via negociação individual”.

“O governo tem atendido às demandas dos empresários, pois várias das medidas anunciadas fazem parte de um documento da CNI (Confederação Nacional da Indústria), que trata sobre flexibilização nas leis trabalhistas, mas não tem um viés social”, critica Danilo Cabral. O governo poderia se inspirar em Portugal e trabalhar para que os bancos promovam moratórias de um ano para pagamentos de dívidas pequenas e médias de empresas e indivíduos. Os bancos lucraram mais de R$ 80 bilhões em 2019 no Brasil. 

A medida valerá durante o estado de calamidade pública em razão do coronavírus, com prazo definido até o fim deste ano. Uma medida provisória tem força de lei pelo período de 60 dias, prorrogáveis pelo mesmo prazo, até que seja apreciada pelo Congresso Nacional. Se não for votada, perde a validade.

*Da assessoria de imprensa

Após um pedido enviado pelo Ministério Público Federal (MPF), a quarta turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), que fica em Porto Alegre, decretou a ilegalidade do prazo de 90 a 120 dias após a rescisão do contrato de trabalho (ou resgate do trabalhador em situação análoga à escravidão) para dar entrada no pedido do Seguro Desemprego. A decisão já está em vigor e se estende para todo o Brasil.

A ação que o MPF ajuizou em 2014 considerou ilegais os prazos estabelecidos pelo Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat), segundo o ministério, “Porque a lei do seguro-desemprego nunca instituiu tais limites” e “ao impor tempo para requerer o seguro-desemprego, as resoluções restringiram direito dos cidadãos”.

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A União recorreu da decisão, mas a 4ª Turma do TRF4 aprovou com unanimidade o parecer do MPF dizendo que o Codefat pode explicar condições para concessão do benefício de acordo com os preceitos já estabelecidos em lei, porém, em conformidade com conteúdo legal, e que isso não acontecia no caso. 

De acordo com o MPF, ainda cabe recurso contra a decisão a entidades superiores. O ministério também afirma que o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), órgão responsável pela concessão dos benefícios, pode recorrer da aplicação da decisão. O LeiaJá entrou em contato com o INSS para obter um posicionamento sobre a mudança nas regras do Seguro Desemprego, mas não obteve resposta. 

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O substitutivo à proposta de reforma trabalhista (PL 6787/16) do deputado Rogério Marinho (PSDB-RN) incluiu a previsão de demissão em comum acordo. A alteração permite que empregador e empregado, em decisão consensual, possam extinguir o contrato de trabalho.

A medida gera a obrigação ao empregador de pagar metade do aviso prévio, quando indenizado, além de indenização sobre o saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Neste caso, o trabalhador poderá movimentar 80% do FGTS depositado na sua conta e não terá direito ao Programa do Seguro-Desemprego.

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Atualmente, a CLT prevê o pedido de demissão pelo empregado, demissão por justa causa ou desligamento sem justa causa. Apenas nesta última forma, o trabalhador tem acesso aos recursos do FGTS, mais multa de 40% em seu saldo e direito ao seguro-desemprego, caso tenha tempo de trabalho suficiente para receber o benefício. Dessa forma, é comum o desligamento do trabalhador em um acordo informal com o empregador para acessar os benefícios concedidos a quem é demitido sem justa. 

Segundo o relator Rogério Marinho, autor da sugestão, “a medida visa a coibir o costumeiro acordo informal, pelo qual é feita a demissão sem justa causa para que o empregado possa receber o seguro-desemprego e o saldo depositado em sua conta no FGTS, com a posterior devolução do valor correspondente à multa do Fundo de Garantia ao empregador”.

Marinho apresentou parecer sobre a reforma trabalhista na última quarta-feira (12). O deputado consolidou em 132 páginas as sugestões e contribuições ao texto enviado pelo governo federal. O documento reúne parte das 842 emendas propostas pelos parlamentares. A medida vai modificar a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), em vigor desde 1943.

Ao todo, a proposta recebeu 850 sugestões dos deputados. Destas, oito foram retiradas pelos próprios autores. Um grupo de parlamentares do PT, PSOL e PCdoB decidiu não apresentar emendas ao PL por não concordar com praticamente a totalidade das novas regras.

Tramitação

O substitutivo do PL 6787/16 será apreciado pela comissão especial que analisa a matéria, na próxima terça-feira (18). A agenda de tramitação da proposta depende ainda de definição de pedido de urgência pelo plenário da Casa. Caso seja aprovado, a primeira reunião deliberativa sobre o relatório deve ocorrer ainda na terça-feira e o texto já poderia ser votado na comissão no mesmo dia ou na quarta-feira (19).

Sem a urgência, a comissão deve esperar o prazo de cinco sessões para se reunir, o que deve ocorrer em, pelo menos, duas semanas. O texto atualmente tramita em caráter conclusivo. Isso quer dizer que, caso aprovado na comissão, seguiria direto para o Senado Federal, sem necessidade de passar pelo plenário da Câmara. No entanto, acordo entre os parlamentares definiu que a medida será apreciada pelos parlamentares no plenário antes de seguir a tramitação.

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), cobrou do governo negociação em torno das medidas provisórias do ajuste fiscal que dificultam a concessão de seguro-desemprego e pensão por morte. O governo considera que as duas medidas representarão economia de R$ 18 bilhões.

Segundo Calheiros, o governo precisa entender que a conta não pode ser paga só pelos mais pobres. "Não conversamos ainda (sobre as MPs). A conta do ajuste não pode passar só para a população mais pobre. Mas nós vamos conversar sobre qualquer medida provisória", afirmou o senador. Ele já disse que se o Congresso estivesse em funcionamento quando as MPs foram editadas, os parlamentares as teriam devolvido.

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O presidente do Senado pregou humildade ao governo daqui para a frente depois das grandes manifestações de domingo, quando houve muito clamor pelo "fora Dilma, fora Lula, fora PT". "Nós achamos que o governo tem de ter muita humildade para se reencontrar com as ruas. Precisa ter uma agenda econômica, um plano econômico que garanta desenvolvimento com crescimento."

Para o presidente do Senado, o ajuste é importante, mas é uma preliminar, uma pré-condição. "Portanto, é preciso que nós tenhamos para após os ajustes um plano de desenvolvimento econômica. E, paralelamente, vamos fazer a reforma política e vamos combater a corrupção. Aliás, o Senado já fez isso depois das manifestações de junho de 2013."

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, procurou Calheiros hoje para tratar do pacote anticorrupção que o governo pretende enviar ao Congresso. Segundo Calheiros, o Senado já aprovou leis importantes, que estão paradas na Câmara. "É importante o protagonismo do governo para que esse pacote ande na Câmara dos Deputados", disse o senador.

Quanto às medidas provisórias 664 e 665, que tratam de reformas no seguro-desemprego e na Previdência, Calheiros disse que por enquanto não foram iniciadas as negociações. Afirmou que o diálogo deve sempre ocorrer. "Você não deve recusar o diálogo. Conversar não arranca pedaço. Democracia não arranca pedaço. Até para divergir é importante conversar."

Em discurso no plenário, o senador Douglas Cintra (PTB-PE) defendeu as mudanças feitas nas regras de concessão de seguro-desemprego e abono salarial. Contrariando as críticas da oposição, que acusa o governo de estar tirando direitos dos trabalhadores, ele disse que as adequações seguem as mudanças no mercado de trabalho.

“Parece-nos evidente que tão importante quanto a criação de um programa ou de uma política pública é o seu redesenho em função das mudanças econômicas e sociais que ocorrem ao longo do tempo. Afinal de contas, a sua própria efetividade é determinante para que o público-alvo seja revisto”, frisou.

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O senador explicou que houve aumento nos gastos com o seguro-desemprego, apesar da queda no índice de desempregados. “Isso se deve ao fortalecimento do mercado de trabalho no Brasil, com o aumento no número de trabalhadores formais e o crescimento do salário real, através da política de valorização do salário mínimo”, ressaltou.

O parlamentar destacou também fatores negativos para o aumento dos gastos. “Primeiro, um elevado índice de rotatividade no mercado de trabalho, que se concentra na população mais jovem. Outro determinante reside no aumento do número de fraudes no seguro desemprego, identificadas em várias partes do país, sob as mais variadas formas, desde a utilização do CNPJ de empresas fantasmas até o uso do banco de dados do Sine para gerar encerramentos dos vínculos trabalhistas falsos”.

O Sistema Nacional de Emprego (Sine) é uma iniciativa do Ministério do Trabalho e Emprego que visa promover a intermediação de mão de obra, implantando serviços e agências de colocação em todo o País, e organizar uma série de informações sobre o mercado de trabalho.

Para o senador, as mudanças no seguro-desemprego não são um ajuste fiscal para resolver um problema de curto prazo, mas medidas que podem garantir o fortalecimento das políticas ativas de emprego, como a intermediação de mão de obra feita pelo Sine e a qualificação dos trabalhadores. Atualmente, segundo Cintra, os recursos estão concentrados nas políticas passivas de emprego, que são justamente o seguro-desemprego e o abono salarial.

As medidas de aperto nas concessões de benefícios trabalhistas, como o seguro-desemprego e o abono salarial, anunciadas nesta segunda-feira, 29, pelo governo Dilma Rousseff inflamaram importantes lideranças sindicais. Um cabo de força pode ter se formado hoje entre o governo e os sindicalistas. O secretário-geral da segunda maior central do País, a Força Sindical, João Carlos Gonçalves, afirmou ao jornal "O Estado de S. Paulo" que, diferente do que foi anunciado pelo ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, as medidas não foram discutidas com as centrais.

"As centrais não participaram de nenhuma negociação. Teve uma reunião com o Mantega (ministro da Fazenda, Guido Mantega), no início do ano, sobre o assunto e depois nada mais. Mantega ainda marcou uma reunião em Brasília e outra em São Paulo, há 20 dias, mas as duas foram desmarcadas. Agora essas medidas são anunciadas. Nós somos contrários a elas", disse Gonçalves. Segundo ele, o presidente da Força, Miguel Torres, foi convidado para o anúncio das medidas de hoje, mas não conseguiu chegar em Brasília.

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De acordo com o líder da Força Sindical, as cinco maiores centrais do País (CUT, Força, UGT, NCST e CTB) vão se reunir, em janeiro, para determinar uma agenda de lutas para 2015. "Essas medidas de hoje serão tema central da reunião", afirmou Gonçalves.

Pouco depois da entrevista, Gonçalves escreveu em sua conta de rede social uma mensagem de oposição às medidas. "Não! As centrais sindicais não foram ouvidas sobre as mudanças anunciadas pelo governo. Iniciou-se negociação com Mantega. Nada foi acertado. Iniciar o governo com medidas que prejudicam os trabalhadores não é um bom sinal. Vai taxar as grandes fortunas quando?", escreveu.

Governo

O ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, negou que as mudanças apresentadas hoje pelo governo federal nas regras do abono salarial, seguro-desemprego, seguro defeso, pensão por morte e auxílio-doença sejam impopulares. "Não acho que necessariamente são medidas impopulares", disse.

A afirmação foi dada após o ministro ser questionado, durante entrevista coletiva, se o governo não estaria mexendo em direitos trabalhistas defendidos pela presidente Dilma Rousseff durante a campanha de reeleição. "Os direitos trabalhistas, sociais e previdenciários estão garantidos", disse. "Todos os direitos estão garantidos", ressaltou, defendendo que o governo estaria apenas "mudando regras".

As mudanças apresentadas faltando apenas dois dias para o fim do primeiro mandato da presidente Dilma, como mais uma das ações do ajuste fiscal prometido pelo Palácio do Planalto, foram defendidas pelo ministro como ações de longo prazo para garantir a "sustentabilidade" da Previdência Social. "Se não tivermos sustentabilidade (nos gastos da Previdência), as futuras gerações pagarão preço caro", defendeu.

O futuro ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, estimou em R$ 18 bilhões a economia que o governo fará em 2015 com as novas regras de concessão do abono salarial, seguro desemprego, seguro defeso, pensão por morte e auxílio-doença.

As mudanças serão enviadas ao Congresso Nacional para serem aprovadas. Mercadante afirmou que o governo está confiante na aprovação delas, mesmo diante da base de apoio do governo mais fragmentada e a oposição fortalecida. "Acho que teremos apoio para essas medidas", pontuou.

O ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, disse nesta segunda-feira, 29, que o objetivo do Palácio do Planalto com o anúncio hoje de ajustes nas despesas do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e da Previdência Social é se "adaptar à nova realidade do mercado de trabalho brasileiro", reduzir a rotatividade, buscar um alinhamento com padrões internacionais e eliminar excessos. O ministro negou que as medidas anunciadas sejam impopulares.

"O objetivo é mais transparência, que ajuda no controle social dos programas", observou o ministro. "Não concordo que necessariamente são medidas impopulares. Todos os programas estão sendo mantidos, estamos mudando regras. Os direitos trabalhistas, sociais e previdenciários estão garantidos."

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De acordo com o ministro, a maioria das medidas será publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira, 30, por meio de medidas provisórias. "Acho que teremos apoio para essas medidas", comentou Mercadante, ao ser questionado sobre a posição do Congresso Nacional na aprovação das MPs.

Segundo o futuro ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, a expectativa preliminar é de que as medidas gerem uma redução de R$ 18 bilhões por ano. "Essa redução vai aumentando ao longo do tempo", disse Barbosa.

Ao final da coletiva, Mercadante garantiu que a relação dos benefícios concedidos e dos beneficiários será disponibilizada na internet.

A Polícia Federal divulgou nesta quarta-feira (8) a prisão de uma mulher, suspeita de sacar dinheiro de seguro desemprego no lugar de outra pessoa. Maria Auxiliadora da Silva, de 28 anos, portava documentos falsos e conseguiu tirar cerca de R$ 8,3 mil em dinheiro na Caixa Econômica de Caruaru, no Agreste de Pernambuco.

De acordo com a polícia, a suspeita foi presa dentro da agência usando o nome de Ana Maria dos Santos após investigações. Maria Auxiliadora confessou o crime e informou ainda que ficaria com R$ 4 mil do dinheiro. O restante do valor sacado seria para outra parte da quadrilha, que ela afirmou não saber ao certo quem eram as pessoas. 

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A suspeita foi autuada por falsidade ideológica e uso de economia e beneficiência popular e encaminhada para a Colônia Penal Feminina Bom Pastor, também em Caruaru à disposição da justiça. A polícia ainda continua as investigações para encontrar os outros envolvidos no crime.

 

A postergação do repasse de verba para pagamento de benefícios trabalhistas, como seguro desemprego e abono salarial, ampliou as incertezas quanto ao desempenho fiscal dos próximos meses. A queda repentina nas despesas do Tesouro Nacional com o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) em abril levantou desconfiança e um temor de aceleração perigosa dos gastos mais à frente, num cenário de fraco crescimento da economia e menor arrecadação.

A diminuição dos gastos chamou a atenção porque a necessidade de pagamento aos trabalhadores que têm direito ao benefício, ao contrário disso, não teve redução. Isso significa, portanto, que o Tesouro Nacional não repassa os recursos no ritmo que o pagamento de seguro desemprego e abono salarial exigem. No primeiro quadrimestre, para atingir a meta estabelecida para o período, a equipe econômica colocou o pé no freio nas despesas, Mas, mas esses gastos terão que entrar nas contas em algum momento.

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Em entrevista ao Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, o diretor do Departamento de Emprego e Salário do Ministério do Trabalho e Emprego, Rodolfo Torelly, garantiu que não há redução no pagamento dos benefícios aos trabalhadores, apesar do atraso no repasse do Tesouro Nacional para o FAT. "A despesa com seguro desemprego não caiu, mas há um retardo no repasse do recurso", disse.

Torelly afirmou que o valor pago aos beneficiários independe do repasse do Tesouro no mês em questão. "Teoricamente tem de estar casado. Mas, eventualmente, se o Tesouro não repassa, a Caixa continua pagando com recursos da conta do FAT", relatou.

Nos dados fiscais de abril, o relatório do Tesouro aponta redução de 5% das despesas do FAT em relação a março e recuo ainda maior, de 7,4%, na comparação com o mesmo mês de 2013. O gasto, que vinha registrando alta constante, foi de R$ 3,2 bilhões em abril do ano passado e de R$ 3,1 bilhões em março deste ano, mas caiu para R$ 2,9 bilhões em abril de 2014.

CARRO DESACELERADO

Na avaliação do economista Felipe Salto, da consultoria Tendências, não há explicação para a queda. "Só pode estar acontecendo a postergação da contabilização dessas despesas", afirmou. "Se o carro está acelerando a 180km/h em um momento, não pode no momento imediatamente seguinte estar a 60km/h. A conta não fecha", comparou.

O problema, segundo ele, é que essa despesa terá que aparecer nos próximos meses. "Aparecerá até o fim do ano, porque não é uma despesa como investimento ou custeio, que dá pra usar restos a pagar para adiar", apontou. Para Salto, o Tesouro deve repassar um volume maior de recursos para a o FAT em meses nos quais os cofres públicos receberem o reforço de entrada de receitas extras, como Refis e dividendos.

O economista aponta, ainda, que a diminuição dos gastos do FAT e de outras despesas tiveram o papel de fechar a meta do primeiro quadrimestre. "Isso só piora a falta de credibilidade", afirmou. Na semana passada, o Ministério da Fazenda divulgou que o governo central - que reúne Tesouro, Banco Central e INSS - teve superávit de R$ 29,6 bilhões nos primeiros quatro meses do ano e conseguiu superar a meta de R$ 28 bilhões para o período.

Para isso, a equipe econômica colocou o pé no freio nas despesas. O bom desempenho foi garantido graças à economia feita em abril, de R$ 16,6 bilhões, superior a todo o superávit obtido no primeiro trimestre de 2014, de R$ 13 bilhões.

Na avaliação do economista-chefe de Tullett Prebon, Fernando Montero, os gastos do Tesouro com o FAT têm mostrado uma volatilidade estranha. "É uma taquicardia. Tem meses que sobe muito e depois cai bastante. Vai estourar mais à frente", afirmou. "Eles estão segurando a respiração. Cada mês eles têm de fazer uma reprogramação para ver se conseguem empurrar despesas para o próximo mês."

O Ministério do Trabalho informou que foram pagos R$ 1,99 bilhão em seguro desemprego só no mês de abril. No ano, de janeiro a abril de 2014, o valor chega a R$ 9,5 bilhões. Nos primeiros quatro meses do ano passado, o valor pago somou R$ 9,2 bilhões.

Procurada, a assessoria de imprensa do Ministério da Fazenda informou que o Tesouro Nacional não detalharia as despesas do FAT contidas no relatório fiscal de abril e tampouco comentaria os motivos que levaram à queda.

O governo derrotou os trabalhadores em relação ao reajuste do seguro-desemprego com base no aumento do salário mínimo no Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat), segundo o presidente da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas e Farmacêuticas do Estado de São Paulo (Fequimfar), Sergio Leite, que também é primeiro secretário-geral da Força Sindical. Segundo o sindicalista, o placar foi de 9 a 7 para o governo. Assim, o reajuste terá como base o INPC, como queria o governo.

No total, o conselho tripartite é formado por 18 membros - dois do setor patronal estavam ausentes. Do lado do governo, os seis votos foram pelo uso do INPC para reajustar o seguro-desemprego. Dos trabalhadores, também houve unanimidade, mas pelo aumento vinculado ao do salário mínimo. O primeiro, representa uma taxa de reajuste 6,2% e o segundo, de 9%.

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Dos quatro empresários presentes, 3 votaram com o governo e apenas um com os trabalhadores. "A pressão do governo sobre os empresários foi fundamental para o resultado. Fomos derrotados e o governo vai economizar cerca de R$ 700 milhões", avaliou Leite.

Antes da reunião desta quinta-feira, 15, empresários informaram ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, que receberam ligações do Ministério da Fazenda com argumentos para que votassem junto com o governo. Dois deles disseram, porém, que os argumentos não convenceram.

O único empresário a votar ao lado dos trabalhadores, no entanto, foi Luifi Nese, da Confederação Nacional de Serviços (CNS). "Os demais que estavam aqui não eram presidentes da entidade e, tenho certeza, não votaram com o coração", disse Luifi.

Mantega vitorioso

Com o resultado, sai vitorioso o ministro da Fazenda, Guido Mantega. No final do mês passado, Mantega disse em entrevista ao Broadcast que a posição do governo para a reunião do Codefat seria contrária à elevação do seguro-desemprego a benefícios atrelada ao mínimo. Mantega afirmou que a mudança na fórmula de cálculo do reajuste foi definida no início deste ano e permaneceria assim. Ele temia o aumento de gastos em um momento de contenção de despesas.

A abertura da posição de Mantega foi feita dias após o Ministério do Trabalho informar que o conselho deveria aprovar um reajuste do seguro-desemprego até o final do ano.

A Força Sindical avaliará com seu departamento jurídico a possibilidade de entrar contra o governo no Supremo Tribunal Federal (STF). "Não nos demos por vencidos", disse Leite. Os trabalhadores voltarão a colocar o tema em pauta em setembro, segundo o sindicalista. Ele admitiu que dificilmente haverá mudança no resultado, mas quer manter o assunto em dia para não deixar "esfriar". Com isso, a intenção é evitar que o governo use novo ad referendum para decidir sobre o critério de reajuste do benefício. "A estratégia das centrais é a de que o assunto volte ao tema."

O governo vai mudar a fórmula de correção do seguro-desemprego a partir de agosto, de acordo com o secretário de Políticas Públicas e Emprego do Ministério do Trabalho, Sérgio Vidigal. Segundo ele, a mudança deve ser aprovada na reunião do Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat), marcada para quarta-feira da próxima semana, 31. O secretário informou que a mudança custará R$ 250 milhões até dezembro. O seguro-desemprego voltará a ser corrigido pela mesma fórmula aplicada ao salário mínimo, que leva em conta a inflação passada e o crescimento da economia.

A fórmula deixou de ser usada no início deste ano para os benefícios acima de um salário mínimo e o governo passou a reajustar as faixas superiores com base apenas na variação de preços registrada pelo INPC. Isso significou uma correção de cerca de 6,2%, em vez dos 9% que estariam garantidos pelo modelo de correção igual ao do salário mínimo. Vidigal explicou que a mudança valerá até dezembro. A continuidade no ano que vem dependerá de nova aprovação pelo Codefat.

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O secretário esclareceu que um grupo de trabalho irá propor ações para o seguro-desemprego, não só quanto à fórmula de reajuste mas também de redução às fraudes nos pagamentos. Vidigal disse que houve uma reunião na Casa Civil há cerca de três semanas, com representantes de seis ministérios, na qual ficou acertada a mudança de correção.

Ele disse que o Ministério da Fazenda demonstrou preocupação, mas acabou dando sinal verde para a medida. "Lógico que a Fazenda resistiu. A orientação é cortar", destacou.

O secretário disse que o Tesouro não deve ter que fazer novo aporte para cobrir os R$ 250 milhões. Segundo ele, está prevista uma transferência ao Ministério do Trabalho de R$ 7 bilhões este ano, como compensação das desonerações de PIS/Pasep para várias setores. Ele acredita que o montante será suficiente para cobrir a nova despesa com o reajuste do seguro-desemprego.

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