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O Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República foi autorizado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) a usar bloqueadores de sinal de celular nos locais onde estiverem o presidente Jair Bolsonaro (PSL) e o vice, Hamilton Mourão (PRTB).  

O despacho da Anatel com a permissão foi publicado no Diário Oficial da União dessa segunda-feira (14). O documento, contudo, não traz detalhes sobre onde serão utilizados os bloqueadores. 

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Segundo informações do G1, na decisão a Anatel permite o uso dos bloqueadores em operações específicas, episódicas, urgentes e temporárias “em que se identifiquem evidências concretas de risco potencial ou iminente de ações necessárias à preservação da segurança” de Bolsonaro ou Mourão.

O bloqueio poderá ser feito onde o presidente e o vice “trabalham, residem, estejam ou haja a iminência de virem a estar” e até 200 metros de distância dos locais que estiverem.  

Depois de ter apresentado uma piora em seu quadro clínico, o assessor do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) general Eduardo Villas Bôas foi transferido no domingo (6) do Hospital das Forças Armadas para o Sírio Libanês, ambos em Brasília, para “fins de estabilização do quadro respiratório”.

Nesta segunda-feira (7) pela manhã Villas Bôas fez um novo procedimento de broncoscopia, uma espécie de endoscopia para se obter imagens do aparelho respiratório, visando melhoria da atelectasia – falta de expansão dos alvéolos de uma parte do pulmão ou do pulmão inteiro devida a uma ausência de ventilação consecutiva à obstrução total ou parcial de um brônquio.

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O GSI informou que os procedimentos feitos pela manhã apresentaram “resultados positivos”, e que o general já está se recuperando na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), “com boa ventilação e respiração assistida”, de onde deverá ter alta no período da tarde.

Villas Bôas tem uma disfunção degenerativa chamada de Esclerose Lateral Amiotrófica, motivo pelo qual não consegue mais caminhar.

 

Foram três minutos ininterruptos de tiros. De repente, Jair Bolsonaro aparece de colete vermelho e, protegido por uma pasta-escudo, é retirado de dentro de um carro do comboio presidencial, que sofreu uma emboscada. A cena até poderia ser real, mas o Bolsonaro dessa história não era o presidente e, sim, um dublê.

O "ataque", com disparos de fuzil 5.56 e pistolas 9 mm, fez parte de um treinamento de agentes a serviço do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), responsável pela proteção do presidente, do vice e de suas respectivas famílias. Convidados pelo ministro-chefe do GSI, general Augusto Heleno, jornalistas que cobrem o Palácio do Planalto presenciaram parte do treinamento dos agentes de segurança, da doutrina à simulação de emboscadas ao presidente.

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Além do tiroteio, a simulação também contou com granadas de fumaça roxa, vermelha e branca, em reação extrema a um ataque ao comboio presidencial. Virou piada entre os presentes, porém, o fato de o dublê de Bolsonaro vestir justamente colete vermelho - a cor do PT.

'Mistura'

Heleno disse que o segurança ideal é "uma mistura do Batman, Superman e Mandrake, um pouco de cada super-herói". Desde que Bolsonaro sofreu um atentado a faca, em setembro de 2018, o filho "zero dois" do presidente, o vereador licenciado Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), tem feito críticas ao que ele vê como falhas na segurança do pai - à época da campanha, a escolta do então candidato do PSL era feita pela Polícia Federal.

A pressão aumentou em junho, quando um militar da equipe de apoio à comitiva presidencial foi preso na Espanha, depois de tentar desembarcar no País com 39 quilos de cocaína na bagagem. O episódio ocorreu às vésperas do encontro do G-20, no Japão, e provocou constrangimento internacional. Logo depois, Carlos afirmou nas redes sociais que não anda com seguranças, "principalmente aqueles oferecidos pelo GSI".

Por conta de um entendimento do GSI com o Congresso Nacional, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), outros dois filhos do presidente, andam com escolta permanente de policiais legislativos.

O GSI exibiu nesta quinta-feira, 26, grande parte de seu poderio, mas não tudo. Lançadores de foguete, a popular "bazuca", não foram mostrados, mas fazem parte do equipamento disponível para os agentes da segurança de Bolsonaro. "Esse agente não é qualquer um. Ele é escolhido a dedo e treinado exaustivamente. Aqui, principalmente, não tem 'toma lá, dá cá'", afirmou Heleno, durante a visita ao Centro de Treinamentos no Setor Militar Urbano, em Brasília.

O general acrescentou que não havia qualquer recado por trás daquela demonstração. "Faz parte do novo Brasil mostrar como está sendo aplicado o recurso público na segurança do presidente e dar um pouco mais de detalhes sobre o treinamento dos agentes para (as pessoas) sentirem que não é uma atividade amadora", disse.

O GSI passou por expansão recente: contratou simuladores de direção e prepara a compra de um novo sistema para interceptar drones de pequeno porte nas imediações dos palácios e residências oficiais, em Brasília. O modelo do sonho deve ser capaz de forçar que os drones baixem, por meio de interferência no software controlador, ou mesmo lançar uma rede para derrubá-los. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O presidente Jair Bolsonaro conversou com jornalistas nesta terça-feira, 2, ao lado do ministro do GSI, o general Augusto Heleno, em uma sinalização de que não há mal-estar com um de seus principais aliados após críticas feitas por um de seus filhos, o vereador Carlos Bolsonaro, à atuação da pasta no episódio da prisão de um sargento com cocaína na Espanha.

Bolsonaro, no entanto, não quis comentar as declarações de Carlos. Ao ser indagado sobre os comentários do filho, o presidente encerrou a conversa com a imprensa após menos de 3 minutos de duração. Em seguida, jornalistas perguntaram se o próprio Heleno falaria sobre o assunto. "Eu não", reagiu o ministro enquanto deixava o local.

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Depois, ao chegar no Ministério da Defesa para um almoço, Bolsonaro também disse que não falaria sobre a publicação de Carlos. "Não, não, não. Pergunta pra ele", disse.

Na segunda-feira, 1, Carlos criou novo conflito com a ala militar do governo ao criticar a atuação do GSI. Em uma rede social, o parlamentar respondeu a uma publicação sobre a prisão de um militar da Aeronáutica com 39 kg de cocaína na Espanha, na semana passada. "Por que acha que não ando com seguranças? Principalmente oferecidos pelo GSI?", questionou Carlos. Sem citar diretamente o nome de Augusto Heleno, o vereador afirmou que a grande maioria dos integrantes do Gabinete de Segurança até pode ser bem intencionada, mas eles "estão subordinados a algo que não acredita".

O encontro com Heleno foi seguido de um almoço no Ministério da Defesa. Além Fernando Azevedo e Silva, ministro da Defesa, e Heleno, estiveram presentes representantes das Três Forças - Exército, Marinha e Aeronáutica.

Ao deixar o local, Jair Bolsonaro confirmou que eles conversaram sobre o sargento da Aeronáutica preso com 39 quilos de cocaína em Sevilla, na semana passada, e que as investigações estão em andamento. O militar fazia parte da comitiva de apoio presidencial que viajava a Osaka, no Japão, para o encontro G-20. Segundo o presidente, uma equipe da Aeronáutica vai até a Espanha interrogar o militar que foi preso. "Todos nós achamos que não é a primeira vez que esse militar mexeu com drogas", avaliou.

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do meio do presidente Jair Bolsonaro, saiu em defesa do irmão Carlos que, na segunda-feira (1°), abriu nova frente de ataques a alas militares do governo. Desta vez, o alvo do vereador carioca do PSC foi o Gabinete de Segurança Institucional (GSI), comandado pelo general Augusto Heleno.

"Ele não falou que desconfia do general Heleno", minimizou Eduardo Bolsonaro.

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Em suas redes sociais, o vereador do Rio, "filho 02" do presidente da República, criticou a segurança do presidente. O ataque de Carlos a militares não é inédito. O filho de Bolsonaro já criticou publicamente o vice-presidente Hamilton Mourão e o general Carlos Alberto dos Santos Cruz, que acabou demitido da Secretaria de Governo.

Sem citar o nome do ministro, Carlos levantou suspeitas sobre a conduta do GSI no episódio que levou à prisão o segundo-sargento da Aeronáutica Manoel Silva Rodrigues, flagrado na Espanha com 39 kg de cocaína em voo da Força Aérea Brasileira (FAB).

"Por que acha que não ando com seguranças? Principalmente aqueles oferecidos pelo GSI?", respondeu o vereador Carlos Bolsonaro em um comentário. "Sua grande maioria podem (sic) ser até homens bem intencionados e acredito que sejam (sic), mas estão subordinados a algo que não acredito. Tenho gritado em vão há meses internamente e infelizmente sou ignorado. Estou sozinho nessa, podendo a partir de agora ser alvo mais fácil ainda tanto pelos de fora tanto por outros."

Para Eduardo, as críticas foram "normais". "O Carlos só expressou uma desconfiança dele, pessoal e, mesmo assim, fazendo uma ressalva dizendo que a maioria dos funcionários, das pessoas que trabalham dentro do GSI ou fora, são pessoas que fazem um bom trabalho. Ele comentou em cima de um vídeo de uma jornalista desconfiada de alguns membros de forças armadas e etc. O recado que essa jornalista passou no vídeo é que não existe categoria 100% confiável. E ela está certa. Nem 100% dos políticos são honestos, 100% de qualquer categoria está acima do bem e do mal", afirmou o deputado.

Ontem, o governo tentou minimizar a fala de Carlos. O porta-voz da Presidência da República, Otávio do Rêgo Barros, afirmou a jornalistas em entrevista coletiva que o GSI possui qualificação "bastante extremada" e que seus recursos humanos "são preparados da melhor forma possível para promover segurança".

O vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (PSC), "filho 02" do presidente da República, usou suas redes sociais nesta segunda-feira, 1, para atacar mais um general do governo Jair Bolsonaro. Depois de Hamilton Mourão e Santos Cruz, o alvo da vez foi o ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República, general Augusto Heleno.

Sem citar o nome do ministro, Carlos levantou suspeitas sobre a conduta do GSI no episódio que levou à prisão o segundo-sargento da Aeronáutica Manoel Silva Rodrigues, flagrado na Espanha com 39 kg de cocaína em voo da Força Aérea Brasileira (FAB). O fato marca mais um capítulo dos ataques da ala ideológica contra a ala militar do governo.

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O comentário de Carlos foi feito nas redes sociais do vereador. Em um vídeo publicado por uma página de apoio a Bolsonaro, a candidata derrotada a deputada federal pelo PSL no Ceará, Regina Villela, diz que o presidente está "cercado de agentes do Foro de São Paulo". Nele, Regina afirma que integrantes do GSI estão envolvidos em um suposto complô contra o presidente.

"Toda viagem internacional é precedida por outra, que leva os agentes da Abin para sondagem do terreno. Ou seja, tem gente da FAB, da Abin, do GSI, do Cerimonial. Todo mundo está envolvido nessa história", diz a candidata derrotada no vídeo.

"Por que acha que não ando com seguranças? Principalmente aqueles oferecidos pelo GSI?", respondeu o vereador Carlos Bolsonaro em um comentário. "Sua grande maioria podem (sic) ser até homens bem intencionados e acredito que sejam (sic), mas estão subordinados a algo que não acredito. Tenho gritado em vão há meses internamente e infelizmente sou ignorado. Estou sozinho nessa, podendo a partir de agora ser alvo mais fácil ainda tanto pelos de fora tanto por outros."

Após o comentário do vereador ganhar repercussão nas redes - ele próprio o compartilhou no Twitter -, o porta-voz da Presidência da República, Otávio do Rêgo Barros, afirmou a jornalistas em entrevista coletiva que o GSI possui qualificação "bastante extremada" e que seus recursos humanos "são preparados da melhor forma possível para promover segurança".

O porta-voz informou aos jornalistas que não comentaria a publicação do filho do presidente. "Mas sabemos que é uma qualificação bastante extremada (a que o GSI possui), com profissionalismo, com treinamento nas mais diversas condições e já reconhecido, inclusive, por outros órgãos de segurança".

Procurado, o general Augusto Heleno não respondeu. Na semana passada, o Ministério da Defesa informou que o GSI não teve responsabilidade sobre o avião de apoio que o militar ocupava.

'Ímpeto contido'

No mês passado, Jair Bolsonaro disse que o "ímpeto" de seu filho Carlos foi contido e que "há mais de dois meses" não há influência dele nas "mídias digitais". O vereador cuidava das contas de Bolsonaro nas redes sociais durante a campanha e seguiu administrando a comunicação do pai após a posse como presidente.

Carlos teve desentendimentos públicos com o ex-ministro Gustavo Bebianno, que acabou demitido da Secretaria-geral da Presidência. Também chegou a usar as redes sociais para criticar o ministro Carlos Alberto dos Santos Cruz, demitido no mês passado por Bolsonaro da Secretaria de Governo. O presidente negou, porém, que Carlos tenha tido influência na demissão do general. "Nada a ver. Há quanto tempo meu filho está sem tuitar?", disse.

Alvo de ataques do escritor Olavo de Carvalho e do vereador Carlos Bolsonaro, Santos Cruz integrava o núcleo duro do Palácio do Planalto e foi o primeiro ministro militar a cair. Santos Cruz deixou a equipe sob desgaste, após ser criticado pela rede bolsonarista, insuflada pelo "filho 02" do presidente.

O general tinha nas mãos a chave do cofre da Secom e era ele quem comandava a liberação dos recursos. Sua posição considerada "linha dura" com a distribuição da verba incomodava tanto os políticos como a equipe econômica. A última briga que ganhou os holofotes ocorreu em maio, quando Santos Cruz vetou parte do orçamento apresentado para a campanha publicitária da reforma da Previdência.

O vice-presidente Hamilton Mourão também é alvo frequente de ataques feitos por Carlos Bolsonaro. No dia 23 de abril, por exemplo, foram três tuítes com críticas ao vice do pai. À noite, ele resgatou uma declaração, feita em setembro de 2018, uma semana após o atentado a Bolsonaro. "Naquele fatídico dia em que meu pai foi esfaqueado por ex-integrante do PSOL e o tal de Mourão em uma de suas falas disse que aquilo tudo era vitimização", escreveu.

Na ocasião, Rêgo Barros afirmou a jornalistas que o presidente queria um ponto final na desavença pública. Segundo o porta-voz, Bolsonaro disse que Mourão terá o apreço do presidente, mas afirmou que estará "sempre ao lado" do filho.

Nesta segunda-feira, após o ataque indireto a Heleno, Carlos compartilhou em seu Twitter uma reportagem sobre a indicação de Antonio Hamilton Rossell Mourão, filho do vice-presidente da República, ao cargo de gerente executiva de Marketing e Comunicação do Banco do Brasil, na mais recente estocada em Mourão.

O ministro da Justiça, Sérgio Moro, autorizou o emprego da Força Nacional de Segurança na Praça dos Três Poderes e na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, a partir desta quarta-feira (17). A medida atendeu a um pedido do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), comandado pelo general Augusto Heleno, e seguirá por 33 dias. Manifestações agendadas para os próximos dias de movimentos sociais e uma marcha indígena teriam motivado a solicitação.

Em entrevista ao site UOL, Augusto Heleno disse que a medida foi para "desencorajar atos de violência". "Estamos tomando essa providência para desencorajar esse tipo de manifestação que não serve a muita coisa. Não queremos vandalismo, não queremos quebra-quebra, como já aconteceu em outras manifestações desse tipo. Estamos exatamente nos antecipando a esse problema", disse.

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A portaria assinada por Sérgio Moro diz que fica autorizado "emprego da Força Nacional de Segurança Pública nas ações de preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, na defesa dos bens e dos próprios da União".

A ação tem repercutido nas redes sociais. No Twitter, diversos parlamentares já se posicionaram contra a atitude. “Contra as manifestações legítimas do povo, cassetete. É assim que Jair Bolsonaro e Sérgio Moro querem recepcionar a marcha indígena”, disparou o senador Humberto Costa (PT).  

A deputada Sâmia Bomfim (PSOL) também usou a rede social para pedir explicações. “O objetivo é impedir manifestações. A medida é grave e autoritária. Exigimos explicações”, salientou.

"O ministro da Justiça, Sérgio Moro, do auto de seu autoritarismo baixou portaria hoje para liberar a atuação da Força Nacional na Esplanada dos Ministérios, em Brasília-DF, para reprimir manifestações contra o fim da aposentadoria, em análise, hoje na CCJ", observou, ainda, a deputada federal Erika Kokay (PT).

O Palácio do Planalto quer conter o que considera um avanço da Igreja Católica na liderança da oposição ao governo Jair Bolsonaro, no vácuo da derrota e perda de protagonismo dos partidos de esquerda. Na avaliação da equipe do presidente, a Igreja é uma tradicional aliada do PT e está se articulando para influenciar debates antes protagonizados pelo partido no interior do País e nas periferias.

O alerta ao governo veio de informes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e dos comandos militares. Os informes relatam recentes encontros de cardeais brasileiros com o papa Francisco, no Vaticano, para discutir a realização do Sínodo sobre Amazônia, que reunirá em Roma, em outubro, bispos de todos os continentes.

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Durante 23 dias, o Vaticano vai discutir a situação da Amazônia e tratar de temas considerados pelo governo brasileiro como uma "agenda da esquerda".

O debate irá abordar a situação de povos indígenas, mudanças climáticas provocadas por desmatamento e quilombolas. "Estamos preocupados e queremos neutralizar isso aí", disse o ministro chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, que comanda a contraofensiva.

Com base em documentos que circularam no Planalto, militares do GSI avaliaram que os setores da Igreja aliados a movimentos sociais e partidos de esquerda, integrantes do chamado "clero progressista", pretenderiam aproveitar o Sínodo para criticar o governo Bolsonaro e obter impacto internacional. "Achamos que isso é interferência em assunto interno do Brasil", disse Heleno.

Escritórios da Abin em Manaus, Belém, Marabá, no sudoeste paraense (epicentro de conflitos agrários), e Boa Vista (que monitora a presença de estrangeiros nas terras indígenas ianomâmi e Raposa Serra do Sol) estão sendo mobilizados para acompanhar reuniões preparatórias para o Sínodo em paróquias e dioceses.

O GSI também obteve informações do Comando Militar da Amazônia, com sede em Manaus, e do Comando Militar do Norte, em Belém. Com base nos relatórios de inteligência, o governo federal vai procurar governadores, prefeitos e até autoridades eclesiásticas que mantêm boas relações com os quartéis, especialmente nas regiões de fronteira, para reforçar sua tentativa de neutralizar o Sínodo.

O Estado apurou que o GSI planeja envolver ainda o Itamaraty, para monitorar discussões no exterior, e o Ministério do Meio Ambiente, para detectar a eventual participação de ONGs e ambientalistas. Com pedido de reserva, outro militar da equipe de Bolsonaro afirmou que o Sínodo é contra "toda" a política do governo para a Amazônia - que prega a defesa da "soberania" da região. "O encontro vai servir para recrudescer o discurso ideológico da esquerda", avaliou ele.

Conexão

Assim que os primeiros comunicados da Abin chegaram ao Planalto, os generais logo fizeram uma conexão com as críticas da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) a Bolsonaro durante a campanha eleitoral. Órgãos ligados à CNBB, como o Conselho Indigenista Missionário (CIMI) e a Comissão Pastoral da Terra (CPT), não economizaram ataques, que continuaram após a eleição e a posse de Bolsonaro na Presidência. Todos eles são aliados históricos do PT. A Pastoral Carcerária, por exemplo, distribuiu nota na semana passada em que critica o pacote anticrime do ministro da Justiça, Sérgio Moro, que, como juiz, condenou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Lava Jato.

Na campanha, a Pastoral da Terra divulgou relato do bispo André de Witte, da Bahia, que apontou Bolsonaro como um "perigo real". As redes de apoio a Bolsonaro contra-atacaram espalhando na internet que o papa Francisco era "comunista". Como resultado, Bolsonaro desistiu de vez da CNBB e investiu incessantemente no apoio dos evangélicos. A princípio, ele queria que o ex-senador e cantor gospel Magno Malta (PR-ES) fosse seu candidato a vice. Eleito, nomeou a pastora Damares Alves, assessora de Malta, para o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos.

Histórico

A relação tensa entre militares e Igreja Católica começou ainda em 1964 e se manteve mesmo nos governos de "distensão" dos generais Ernesto Geisel e João Figueiredo, último presidente do ciclo da ditadura. A CNBB manteve relações amistosas com governos democráticos, mas foi classificada pela gestão Fernando Henrique Cardoso como um braço do PT. A entidade criticou a política agrária do governo FHC e a decisão dos tucanos de acabar com o ensino religioso nas escolas públicas.

O governo do ex-presidente Lula, que era próximo de d. Cláudio Hummes, ex-cardeal de São Paulo, foi surpreendido, em 2005, pela greve de fome do bispo de Barra (BA), dom Luiz Cappio. O religioso se opôs à transposição do Rio São Francisco.

Com a chegada de Dilma Rousseff, a relação entre a CNBB e o PT sofreu abalos. A entidade fez uma série de eventos para criticar a presidente, especialmente por questões como aborto e reforma agrária. A CNBB, porém, se opôs ao processo de impeachment, alegando que "enfraqueceria" as instituições.

'Vamos entrar a fundo nisso'

O ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno Ribeiro, afirmou que há uma "preocupação" do Planalto com as reuniões e os encontros preparatórios do Sínodo sobre a Amazônia, que ocorrem nos Estados.

"Há muito tempo existe influência da Igreja e ONGs na floresta", disse. Mais próximo conselheiro do presidente Jair Bolsonaro, Heleno criticou a atuação da Igreja, mas relativizou sua capacidade de causar problemas para o governo.

"Não vai trazer problema. (O trabalho do governo de neutralizar impactos do encontro) vai apenas fortalecer a soberania brasileira e impedir que interesses estranhos acabem prevalecendo na Amazônia", afirmou. "A questão vai ser objeto de estudo cuidadoso pelo GSI. Vamos entrar a fundo nisso."

Tanto o ministro Augusto Heleno quanto o ex-comandante do Exército Eduardo Villas Bôas, hoje na assessoria do GSI e no comando do monitoramento do Sínodo, foram comandantes militares em Manaus. O vice-presidente Hamilton Mourão também atuou na região, à frente da 2.ª Brigada de Infantaria de Selva, em São Gabriel da Cachoeira. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O ex-comandante do Exército Eduardo Dias da Costa Villas Bôas foi nomeado nesta quarta-feira para o cargo de assessor especial do ministro do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência (GSI), general Augusto Heleno.

Quando deixou o comando do Exército, na segunda semana deste mês, a indicação de Villas Bôas para assessorar Heleno já havia sido cogitada. A formalização de sua nomeação está publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira.

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Villas Bôas ficou à frente do Exército por quase quatro anos e foi sucedido no posto pelo general Edson Leal Pujol. O ex-comandante deve iniciar o novo trabalho a partir de fevereiro, a convite do ministro Heleno, de quem é amigo.

O governo quer aproveitar a experiência de Villas Bôas como consultor de Heleno, que, por sua vez, é um dos principais conselheiros do presidente Jair Bolsonaro.

Tecnicamente, o GSI é responsável pela segurança do presidente e por ações de inteligência e estratégia do governo. Na prática, a pasta ganhou mais força na atual gestão, já que Heleno exerce influência em decisões estratégicas em diversas áreas.

Ao assumir nesta quarta-feira (2) o cargo de ministro-chefe do Gabinete Institucional (GSI), o general Augusto Heleno disse que a ex-presidente Dilma Rousseff, cassada após um processo de impeachment, em 2016, destruiu o sistema de inteligência no País. O novo titular do GSI afirmou, ainda, que o governo de Jair Bolsonaro terá um "trabalho penoso" pela frente.

"Esse sistema foi recuperado pelo general Etchegoyen e foi derretido pela senhora Rousseff, que não acreditava em inteligência", declarou Heleno, na solenidade de transmissão de cargo, ao elogiar o general Sérgio Etchegoyen, responsável pelo GSI no governo de Michel Temer.

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No Salão Nobre do Palácio do Planalto, houve burburinho na plateia. Muitos riram. Em seu rápido discurso, Heleno também disse estar integrado a uma "equipe excepcional" e unida. "Temos um trabalho que será penoso, mas que, tenho certeza, nos conduzirá a novo destino", comentou o novo ministro do GSI.

O agora ex-ministro general Etchegoyen destacou o trabalho feito durante o governo Temer. "Se o título do governo que se encerrou poderia ser crise, seu lema foi coragem", disse Etchegoyen. Segundo ele, a maior manifestação do governo Temer foi rejeitar a trilha percorrida tantas vezes do populismo irresponsável.

Etchegoyen também destacou que o presidente Jair Bolsonaro foi eleito por uma população que acredita em valores diferentes do que se apregoava e elogiou a escolha do general Heleno para o cargo.

O Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência estima que 115 mil pessoas acompanharam a cerimônia de posse do presidente Jair Bolsonaro na Esplanada dos Ministérios e na Praça dos Três Poderes na tarde desta terça-feira, 1º. A expectativa inicial era de que pelo menos 250 mil pessoas acompanhariam a posse e previsões mais otimistas citavam até a possibilidade de público de meio milhão de pessoas.

Durante a manhã desta terça-feira, o tempo não ajudou muito e choveu na região da Esplanada dos Ministérios. À tarde, apesar das nuvens carregadas, o clima melhorou gradativamente e o sol saiu durante a cerimônia de posse de Bolsonaro.

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A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal não divulgou nenhuma estimativa de público durante o dia. Segundo o governo distrital, números só seriam anunciados após o fim da cerimônia na região central de Brasília.

O futuro chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, disse ao Estado que deve manter a atual direção da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), comandada por Janer Tesch Alvarenga - oficial de inteligência há 34 anos e no comando do órgão desde setembro de 2016. O general disse que quer a Abin sem viés ideológico e integrada aos demais órgãos de inteligência para atuar no combate ao crime organizado.

Ao ser questionado se pretendia retomar características do extinto Serviço Nacional de Informações (SNI), contestou: "Isso é uma bobagem. Não há ideia de resgatar nada. Não estamos olhando para o retrovisor. Estamos olhando para a frente". Segundo ele, "a Abin é um órgão de Estado", "não faz bisbilhotagem" e "não fará nada fora da lei".

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A seguir, os principais trechos da entrevista concedida na sexta-feira passada (21).

O sr. vai manter o atual diretor da Abin no cargo?

Essa decisão não está tomada, mas tudo se encaminha para manter o Janer. Não tenho razão para retirá-lo, mas ainda não consegui ir à Abin, nem conversei com ele. Pretendo manter a estrutura atual. É o mais certo.

Qual será o modelo de inteligência da Abin do governo Jair Bolsonaro?

A ideia é ser o mais inteligente possível (risos). É uma assessoria muito importante para o presidente e para todos os membros do governo. O principal cliente da Abin é o presidente. Mas a Abin trabalha em melhor proveito do Estado, não é do governo. O objetivo é buscar o máximo de eficiência, a maior integração possível entre os diferentes integrantes do Sistema Brasileiro de Inteligência, criar um clima de absoluta confiança com os demais órgãos. A Abin tem um papel bastante relevante e definido dentro do Estado brasileiro. Existe uma política de inteligência que dá as normas e princípios de forma didática, servindo de orientação para todas as atividades.

A Abin vai bisbilhotar a vida dos opositores?

De jeito nenhum. A Abin é um órgão do sistema brasileiro de inteligência. Inteligência não é bisbilhotar a vida de ninguém. Inteligência é fundamental em todos os governos do planeta e trabalha em cima de estudos, análises, coleta de informações. São coisas científicas. Não tem nada a ver com bisbilhotar a vida de ninguém. A Abin não faz isso, não fará nada fora da lei. Existem limites legais muito bem definidos e ela vai se ater a isso.

Qual avaliação o sr. faz da estrutura da Abin?

A ideia é manter a estrutura. Foi feito um excelente trabalho nessa retomada da existência do Gabinete de Segurança Institucional, que tinha sido dissolvido pela ex-presidente Dilma Rousseff. A partir daí, a ideia foi manter o que existia e fazer um grande aperfeiçoamento do sistema de inteligência, inclusive com a aprovação da política que dá os parâmetros do setor. Hoje, temos um compromisso com a modernidade e isso é muito difícil porque há uma evolução constante de tudo, principalmente de tecnologia. Temos de acompanhar as técnicas mais avançadas de produção de informações, com respeito absoluto às normas legais e democráticas.

O fato de o governo Jair Bolsonaro ter um grande número de militares significa que a Abin pode voltar a retomar o antigo Serviço Nacional de Inteligência(SNI) dos governos militares?

Isso é uma bobagem. Um absurdo dizer isso. Não há ideia de resgatar nada. A ideia é de partir para um Brasil novo. Não estamos olhando para o retrovisor. Estamos olhando para a frente.

A Polícia Federal fez na sexta-feira passada (21) buscas na casa do advogado Zanone Oliveira Júnior, defensor de Adélio Bispo de Oliveira, que cometeu atentado contra Bolsonaro. O GSI vai trabalhar nisso?

É uma investigação a cargo da PF. Confiamos plenamente que ela fará, como sempre, um ótimo trabalho.

A Abin pode ajudar a investigar quem cometeu atentado contra Bolsonaro?

Isso não é com a Abin. Isso é questão de investigação policial, a cargo da PF.

Há temor de novo atentado ao presidente eleito, seja na posse ou depois?

As informações sobre isso, o próprio general Sérgio Etchegoyen, atual ministro do GSI, já disse que existem informações que essa possibilidade (de atentado contra Bolsonaro) continua. Mas nós temos absoluta confiança no dispositivo de segurança que está sendo montado para a posse e depois.

A Abin pode trabalhar no mapeamento para ajudar no combate ao crime organizado?

A Abin não só pode, como tem de ajudar. A Abin é um dos elementos mais importantes do Sisbin. Claro que a Abin vai ajudar não só a mapear o crime, trabalho que não é só dela, mas continuar a ir atrás de informações buscando, o mais rápido possível, diminuir a atuação do crime organizado e, se possível, neutralizá-lo. É complicado, mas precisamos perseguir isso. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O general da reserva Augusto Heleno Ribeiro Pereira, futuro ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), isentou o presidente eleito Jair Bolsonaro de responsabilidade no caso das movimentações financeiras "atípicas" de um ex-assessor do deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ). "O presidente tá isento disso aí porque não teve participação. O que apareceu dele é irrisório, uma quantia pequena, e ele mesmo já explicou. Acredito que não vá atingi-lo", disse Heleno em entrevista exibida na madrugada desta quinta-feira, 13, pelo programa Conversa com o Bial, da TV Globo.

O jornal O Estado de S.Paulo revelou, há uma semana, que Fabrício de Queiroz movimentou R$ 1,2 milhão no período de um ano, enquanto servia como assessor e motorista no gabinete de Flávio Bolsonaro, filho do presidente eleito, na Assembleia Legislativa do Rio. A movimentação na conta de Queiroz foi considerada "atípica" pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Na entrevista, Heleno ironizou a participação do órgão no caso. "Eu fico muito feliz que o Coaf tenha se manifestado, porque ficou em silêncio durante muitos anos, né. Tomara que ele seja mais ativo, que não deixe sair bilhões de dólares do país sem ninguém saber."

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Sobre a resolução do caso, o general disse estar "aguardando os acontecimentos" e os esclarecimentos dos "personagens principais" envolvidos. "Os responsáveis vão ter que assumir a culpa. Se houver alguma penalidade, vão ser submetidos a essa penalidade", afirmou Heleno. Dentre os depósitos realizados por Queiroz está um de R$ 24 mil para a futura primeira-dama, Michelle Bolsonaro. O presidente eleito afirmou que o repasse se deve ao pagamento de um empréstimo que fez ao ex-assessor, no valor total de R$ 40 mil.

Direitos Humanos

Na entrevista à TV Globo, Heleno também comentou uma declaração recente sua, de que "direitos humanos são basicamente para humanos direitos": "Se eu tenho limitação em proporcionar direitos humanos, e temos essas limitações, porque somos um país ainda economicamente enfraquecido, moralmente enfraquecido, socialmente enfraquecido. Se eu tiver que canalizar o meu esforço de proporcionar direitos humanos pra alguém, entre o cidadão que trabalha, sai de casa às seis horas da manhã, volta às dez da noite, encara um transporte público terrível, sofre todos os tipos de limitações na sua vida diária... Ele tem muito mais direito a ser pleno de direitos humanos do que um sujeito que é bandido, que está assaltando esse sujeito o meio da rua", disse Heleno. "O que a gente reclama é que muitas organizações de direitos humanos não vão no enterro do policial e vão chorar no enterro do bandido. Isso é uma distorção dos direitos humanos."

Violência

Heleno ainda defendeu a proposta do governador eleito do Rio, Wilson Witzel (PSC), de "abater" com tiros disparados por atiradores de elite traficantes que estiverem portando fuzis. "A ideia dessa regra de engajamento é dissuasória. Ou seja: eu quero desencorajar o sujeito de andar no meio de uma população inocente, onde há crianças, senhoras. Com que direito ele porta esse fuzil, debocha das forças legais, quando aquilo é um alto risco para inocentes?"

Desarmamento

Sobre a proposta da gestão Bolsonaro de facilitar o acesso da população às armas de fogo, Heleno disse que a restrição ao porte "não tem levado a nada", já que ocorrem mais de 60 mil homicídios no Brasil por ano. O general ainda fez uma analogia das armas com os automóveis, que também provocam milhares de mortes todos os anos. "Automóvel é uma arma na mão de quem não está habilitado. Vamos proibir o automóvel?"

Para Heleno, possuir uma arma em casa é uma atitude dissuasória, que pode desencorajar os crimes. "Esse é um tema polêmico, eu concordo que é polêmico. Se levar pra um extremo, o cara vai dizer que vai sair todo mundo atirando em todo mundo. Então marido e mulher vão se matar em casa, qualquer briguinha... O cara vai pegar a arma e matar. Pô, então não vai ter faca mais em casa. Vamos dar dentada na maminha?"

Sobre a carnificina ocorrida na Catedral de Campinas (SP) na terça-feira, 11, quando um homem abriu fogo e matou cinco pessoas, Heleno afirmou se tratar de uma "situação extraordinária". "É o caso típico: a arma tava raspada. (...) Ele não comprou essa arma legalmente. O porte ilegal é muito mais perigoso que o legal."

Transição

O futuro ministro-chefe do GSI revelou que está ansioso para tomar posse, em 1º de janeiro: "Nunca esperava que uma transição fosse tão demorada e tão difícil de acontecer. Eu achava que a gente ia entrar no vestiário, trocar de roupa, ia ter a preleção do técnico e vamos entrar em campo. Mas demora pra caramba pra entrar em campo. E é chorado. Todo dia os problemas meio que se renovam. Acho que todos que estão vivendo essa fase estão loucos pro governo começar".

Heleno disse ainda que vai ter certa dificuldade, como chefe da inteligência, de manter sigilo sobre as informações: "O GSI, por ser a cabeça do sistema brasileiro de inteligência, por tradição, por doutrina, todos aqueles (que fazem parte dessa estrutura) são soldados do silêncio. É uma coisa que eu não estou muito habituado. Eu tenho que fazer força pra ser soldado do silêncio. Eu gosto de falar. Acho importante a gente trocar ideia, nunca tive preconceito contra a imprensa".

Ainda sobre a imprensa, o futuro ministro disse que havia uma "torcida", no Brasil e no exterior, contra Bolsonaro. "A imprensa precisa voltar a ser um instrumento de informação, mais do que uma torcida por alguém. Toda a campanha do presidente eleito foi caracterizada por uma enorme torcida contra ele. Isso acabou prejudicando a visão do que estava acontecendo. Aconteceu também com o Trump."

A intervenção federal no estado de Roraima passa a valer a partir de amanhã (10) até 31 de dezembro, quando for publicado no Diário Oficial da União o decreto com a medida. A informação é do ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Sergio Etchegoyen, que participou de reunião, em Brasília, com o presidente Michel Temer, os conselhos de Segurança Nacional e Defesa Nacional.

Neste período a governadora Suely Campos (PP) ficará afastada do cargo e assume como interventor, o governador eleito, Antonio Denarium (PSL). Denarium pediu prorrogação da intervenção por mais 60 dias (até fevereiro de 2019) no sistema prisional do estado.

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Após se reunir ontem (8) com sua equipe de transição, Denarium anunciou as ações que vai apresentar a Temer, em Brasília, na terça-feira (11). A prioridade, segundo ele, é pagar os salários atrasados dos servidores, alguns há três meses, e pedir antecipação de repasse financeiro da União para Roraima.

Segundo Denarium, Temer indicou dois nomes para este período como parte da equipe de intervenção: o general Eduardo Pazuello, como secretário da Fazenda, e Paulo Costa, secretário da Segurança Pública.

Redes sociais

Nas redes sociais, o governador eleito sintetizou as ações que pretende implementar, após apresentação para o presidente da República. Segundo Denarium, foi iniciado o processo de levantamento de informações que vão subsidiar a elaboração de um Plano de Recuperação Fiscal.

No Plano de Recuperação Fiscal, será informado o total de dívidas correntes do estado, entre elas, dívidas com fornecedores e com o pagamento de salários de servidores, que, para algumas categorias, vai completar quatro meses.

Também está no plano, no esforço de reduzir os custos do executivo, a reforma administrativa, incluindo a extinção de cargos e secretarias, além da fusão de pastas. “[Para que] beneficiem o princípio da otimização de serviços e economicidade, fiscalização todos contratos vigentes, além de economia com gastos com telefone, água e energia”, disse o governador eleito nas redes sociais.

O general da reserva Augusto Heleno Ribeiro confirmou nesta quarta-feira, 7, que assumirá a chefia do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência. "Eu vou para o GSI", disse Heleno, acrescentando que "é isso que ele (o presidente eleito, Jair Bolsonaro) quer". A decisão de ficar à frente do GSI e não mais do Ministério da Defesa, como inicialmente previsto, foi antecipada pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Bolsonaro deixou para o próprio general a escolha de qual pasta comandar. As declarações de Heleno nesta manhã foram dadas ao deixar o Comando da Aeronáutica, onde estava reunido com Bolsonaro e outros integrantes do futuro governo em café da manhã.

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O Gabinete de Segurança Institucional (GSI) instalou um equipamento no gabinete presidencial, no terceiro andar do Palácio do Planalto, para evitar que Michel Temer seja grampeado em sua sala de trabalho. O aparelho estimado em US$ 7 mil está em fase de teste. O "misturador de voz", que pode ser ligado e desligado manualmente, provoca ruídos que impedem que seja entendido o que se fala em gravações sem autorização.

No fim do ano passado, o presidente foi gravado pelo então ministro da Cultura, Marcelo Calero, em seu gabinete, quando veio à tona o escândalo com o ex-ministro da Secretaria de Governo Geddel Vieira Lima, que exigia a liberação de um empreendimento em área tombada em Salvador. Temer foi grampeado também, no Palácio do Jaburu, pelo empresário Joesley Batista, do Grupo JBS.

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O aparelho poderá ser instalado em outros ambientes de autoridades do governo federal. Primeiramente, o equipamento foi testado no gabinete do ministro-chefe do GSI, general Sérgio Etchegoyen, durante um mês. Depois, foi providenciada a sua instalação na sala de Temer e também na do ministro-chefe da Secretaria de Governo, Antonio Imbassahy. Etchegoyen não comenta a decisão de segurança, mas a reportagem apurou que o testo foi considerado um "sucesso".

O sistema de misturador de voz não emite sinal sonoro capaz de ser captado pelas pessoas. Na gravação, no entanto, ela se sobrepõe as vozes das conversas, dificultando a compreensão do que está sendo falado. O equipamento em teste está verificando se funciona com gravações comuns, gravações de celulares ou de algum tipo mais sofisticado.

O misturador de voz também será instalado no Palácio do Jaburu, onde o presidente Temer foi grampeado por Joesley, abrindo a maior crise de seu governo e levou à denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) por corrupção passiva. No Jaburu, o equipamento deverá ser distribuído por mais de um ambiente, a ser definido pelo presidente. Na sequência, o Palácio do Alvorada também deverá receber a proteção. No caso da proteção que será instalada no Jaburu, por exemplo, o presidente terá de levar o convidado para o ambiente com o equipamento já que ele não funcionará em todos os ambientes.

'Eficiência'

O misturador de voz é apenas um dos itens que estão sendo instalados no Planalto como parte do Programa de Proteção de Instalações da Presidência da República. Paralelamente ao equipamento, começarão a ser fixadas as câmeras de vigilância em todos os palácios. No Planalto, todos os corredores terão vigilância, até mesmo no terceiro andar, que dá acesso ao gabinete presidencial.

Este pacote de proteção não existia durante os governos petistas. Depois de fazer a reforma nos palácios, todas as câmeras foram retiradas e nunca mais foram recolocadas. Os equipamentos, que poderão começar a funcionar ainda no mês que vem, serão de vários tipos, até mesmo com visão noturna e inteligente, capaz de acompanhar os alvos em movimentos. Uma câmera deste tipo custa em torno de R$ 22 mil. Todos esse sistema de proteção está estimado em R$ 15 milhões.

Além das câmeras, o programa de proteção dos palácios inclui ainda a instalação de cancelas, pórticos, raio X, bloqueadores de gravação, os chamados "telefones seguros", com criptografia. O sistema é integrado entre todos os palácios e o controle é feito por um único setor, com um banco de dados, um video-wall, que já estava em funcionamento.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República confirmou que o ataque cibernético ocorrido nesta sexta-feira (12) em 74 países provocou “incidentes pontuais” em computadores de servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), mas nega comprometimento de dados da administração pública brasileira. Conforme explicou o GSI, o ataque foi feito com um programa de computador que sequestra dados para que os hackers exijam resgate.

“Em relação às notícias veiculadas pela mídia sobre o ciberataque ocorrido em alguns países e os reflexos no Brasil […] Trata-se de um programa que sequestra dados de computadores para, em seguida, exigir resgate; o ataque também ocorreu no Brasil em grande quantidade por meio de e-mails com arquivos infectados; até o momento, não há registros e evidências de que a estrutura de arquivos dos órgãos da administração pública federal (APF) tenha sido afetada”, disse o GSI, em nota.

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Ransomware

O GSI, que é responsável por monitorar assuntos militares, de segurança nacional e potencial risco à estabilidade institucional, divulgou orientações aos órgãos da administração pública federal sobre o ataque, identificado como um ransomware. “O atacante explora vulnerabilidades dos sistemas Windows, [...] bloqueando acesso aos arquivos e cobrando o 'resgate'”, informou o órgão de segurança.

O ransomware pode ser entendido como um código malicioso que infecta dispositivos computacionais com o objetivo de sequestrar, capturar ou limitar o acesso aos dados ou informações de um sistema, "geralmente através da utilização de algoritimos de encriptação (crypto-ransoware), para fins de extorsão. Para obtenção da chave de decriptação, geralmente é exigido o pagamento (ransom) através de métodos online, tipo 'Bitcoins' [moedas virtuais]”, completa o GSI.

Dentre as medidas para reduzir o dano do ataque, o GSI recomendou aos usuários manter os sistemas atualizados para a versão mais recente e isolar da rede máquina infectada, além de realizar campanhas internas, alertando usuários a não clicar em links ou baixar arquivos de e-mail suspeitos ou não reconhecidos como de origem esperada.

O ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general José Elito Siqueira, que teve o seu cargo extinto nesta sexta-feira, 2, durante o anúncio da reforma ministerial pela presidente Dilma Rousseff distribuiu nota oficial criticando a decisão presidencial.

A atitude do general Elito, que nunca teve qualquer proximidade com a presidente Dilma, apesar de ter gabinete do Palácio do Planalto, foi considerada "ridícula" não só por assessores de Dilma e até mesmo pela área militar. Na carta, Elito ainda deseja à presidente Dilma "que o seu governo saiba conduzir nosso País e seu povo ao destino que merecem". Em outro trecho, o general Elito, pediu ainda que medida possa ser retificada rapidamente pelo governo.

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"Ao saber no dia de hoje do conteúdo da reforma, cumpre-me, por um dever de lealdade e em memória aos que me antecederam, lamentar a decisão tomada que, no mais curto prazo, desejo que seja retificada para o bem da sociedade e do BRASIL", desabafou o general Elito.

A nota distribuída à imprensa, criticando a decisão presidencial, não passou pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom).

Em seu pronunciamento, Dilma anunciou a extinção do GSI e informou que a segurança presidencial, sob o comando do general Marcos Antonio Amaro, ficará em uma espécie de gabinete militar, vinculado diretamente a ela.

As demais atribuições do extinto GSI, que têm na sua estrutura a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), passarão para a nova Secretaria de Governo, que nascerá da atual Secretaria-Geral a ser comandada por ministro Ricardo Berzoini. No mesmo guarda-chuva, ao lado da Abin, estarão as secretarias de micro e pequenas empresas e de relações institucionais.

Esta decisão de subordinar a Abin à nova Secretaria de Governo foi criticada por diversos setores, que lamentam o fato de a presidente Dilma não dar a devida importância a este "importante e imprescindível órgão de Estado a qualquer governo".

Na tarde desta sexta-feira, depois de ver concretizada sua demissão e a extinção de sua pasta, o general Elito foi à Abin se despedir e voltou a tecer críticas à decisão da presidente sobre o fim do GSI, repetindo os termos usados em sua carta divulgada à imprensa.

O piloto oficial da presidente Dilma Rousseff, tenente-brigadeiro do ar Joseli Camelo, foi convidado e recusou assumir o cargo de ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) no lugar do general José Elito Siqueira, segundo apurou reportagem do jornal O Estado de S. Paulo. O tenente-brigadeiro Joseli Camelo, que também foi cotado para assumir o Comando da Aeronáutica, será nomeado pela presidente Dilma ministro no Superior Tribunal Militar (STM), na vaga que será aberta com a aposentadoria do tenente-brigadeiro José Américo, dia 13 de janeiro. O novo piloto oficial da presidente será o brigadeiro Luiz Alberto Bianchi, que está no Planalto desde o início do governo Dilma e é especializado em voos do Airbus A-319.

Em governos anteriores, o ministro-chefe do GSI era um cargo próximo do presidente da República e constantemente ouvido por ele. Por isso mesmo, ocupa um gabinete Palácio do Planalto, já que é responsável por toda a segurança da presidente e sua família, das suas residências e de seus deslocamentos. O GSI tem ainda sob seu comando a Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

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O general Elito nunca teve qualquer proximidade com a presidente. Ao nomear Joseli, Dilma queria resolver uma questão que a incomoda há tempos e ainda agradaria as Forças Armadas, que defende rodízio neste cargo, que sempre foi ocupado pelo Exército. Apesar do convite recusado, Dilma não irá sair agora em busca de outro nome para o GSI. Deixará como está, até que resolva outros problemas considerados mais urgentes e alvos de disputa política entre partidos, como a nomeação do segundo escalão do governo.

Na tarde desta sexta-feira, 9, Dilma, emocionada, se despediu de Joseli. O tenente-brigadeiro, que é piloto de Boeing, e também acompanhou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em seus oito anos de governo, preferiu ir para o STM. Estar na Presidência da República há 12 anos, na mesma função, foi decisivo tanto para ele não ir para o comando da Aeronáutica, quanto para não querer assumir o GSI.

"Eu estou sendo indicado para o STM e vou ser sabatinado no Senado. E depois, se os senadores me aprovarem, eu estarei lá (no tribunal). Vou virar um juiz e espero que seja um juiz justo", disse ele, que defendeu a importância da manutenção da Justiça Militar, que vem sofrendo alguns ataques e até propostas de extingui-la. "É o foro mais antigo e tem uma importância fundamental. Eu vou aprender muito lá", emendou ele, depois de lembrar que esteve por 92 países nestes 12 anos com os presidentes, completando cerca de 10 mil horas de voo.

Questionado sobre o temor da presidente Dilma Rousseff em voar, Joseli respondeu: "Eu também prefiro voar em céu de brigadeiro". Para ele, o fundamental nesta função de piloto de presidente é conseguir aliar "conforto à segurança". Segundo ele, "quando dá, a gente desvia (das turbulências)". E emendou: "a presidente Dilma é uma pessoa muito afável e sempre nos trata muito bem".

O novo piloto, brigadeiro Bianchi, acompanha a presidente desde o início do seu primeiro mandato, quando ainda era coronel. Piloto de Airbus, ele já voou mais de quatro mil horas ao lado da presidente Dilma e confidenciou que ela costuma ir à cabine do avião para ter conhecimento da rota e gosta muito de ler durante os voos. "Ela vai sempre na cabine para conversar com a gente, para ver o que estamos fazendo. Isso é bom e acho que isso a acalma. E é bom também conversar", contou ele, que agora assume a Secretaria de Coordenação de Assuntos Militares, e passará a acompanhar a presidente em todos os voos, como fazia Joseli, sendo o responsável por todas as operações aéreas que Dilma fizer, planejando e coordenando todos os voos.

O ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência, José Elito Siqueira, negou que haja operação especial de monitoramento do Porto de Suape, em Pernambuco. Em audiência pública conjunta da Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência e da Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público da Câmara, ele afirmou que estão sendo realizadas apenas ações de rotina.

"Acompanhamos 21 portos rotineiramente. Encaminhamos memorando a 15 estados informando sobre a possibilidade de greves, assunto que já era noticiado nos meios de comunicação, e solicitando informações sobre a necessidade de tomar providências", explicou. Segundo ele, entre as finalidades do Sistema Nacional de Segurança está o fornecimento de subsídios ao presidente da República em assuntos de interesse nacional. "Nós não podemos improvisar, temos que observar o País permanentemente", ressaltou.

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O convite para o comparecimento ao Congresso Nacional veio depois de uma matéria publicada no jornal Estado de S.Paulo, que afirmou que os sindicatos dos portuários estariam sendo monitorados pelo GSI e pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Em nota, o governo federal já negou qualquer operação.

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