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O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) considerou válida negociações de honorários advocatícios por aplicativos de mensagens, como o WhatsApp. A decisão considerou que 'o direito não se pode colocar a par das vicissitudes do tempo' ao garantir que conversas virtuais podem garantir alterações contratuais, caso ambas as partes estejam de acordo.

O caso foi apresentado por uma construtora que contratou um advogado para representá-la em uma ação judicial que foi vitoriosa. Na hora do pagamento dos honorários, o advogado, segundo a empresa, teria adquirido 6% a mais do valor contratado.

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O advogado, contudo, mostrou à Justiça que havia informado a empresa, por WhatsApp, da necessidade da subcontratação de outro colega em Brasília. "Prezado amigo, nosso contato em Brasília pediu 6% (seis por cento) se e quando vc receber, para agilizar o julgamento. Podemos contratar? Assim, sua despesa com os advogados ficaria 20% comigo e 6% com Brasília, para pagamento quando vc receber", escreveu.

O representante da construtora, então, respondeu: "Ok. Confirmado. Pode agilizar. Se for preciso mande contrato para assinar".

No entendimento do desembargador Virgilio de Oliveira Júnior, a troca de mensagens deixa clara que a empresa 'foi informada do valor adicional ao contrato, anuindo de forma expressa, ainda que por aplicativo de mensagens'. Segundo ele, depois de vitoriosa na ação, a construtora 'não pode alegar a falta de um instrumento formal como forma de frustrar as expectativas' do advogado.

"Se aspectos administrativos e formais como intimações já são aceitas por via de aplicativos de mensagens, o que se dirá dos contratos que, em muitas das vezes, exigem velocidade e envolvem partes em locais distantes", afirmou o desembargador Virgilio de Oliveira Júnior, relator do recurso. "Ignorar as modificações sociais implementadas pela tecnologia é parar no tempo, e, no caso dos autos, permitir que o contratante falte com a boa-fé contratual".

O magistrado destacou que 'não se pode ignorar que as contratações, antes formais, tomaram outra forma com o surgimento de correspondências eletrônicas'. "E o direito não pode se colocar a par das vicissitudes do tempo", apontou.

O entendimento foi validado pelos desembargadores da 21ª Câmara de Direito Privado, que reformou a sentença em primeira instância que mandava o advogado devolver o valor adicional à construtora.

O Instagram ficou fora do ar nesta quinta-feira (17). A rede de compartilhamento de fotos parou de funcionar primeiro em aparelhos da Apple, mas logo a falha se estendeu nas versões Web e Android. Não é possível carregar o Feed, postar fotos ou acessar os stories. No Twitter, usuários aproveitam para postar memes ao reclamar da queda. 

De acordo com o site DownDetector, as falhas começaram por volta de 12h45 e acontecem principalmente nos Estados Unidos, em alguns países da Europa e em algumas localidades da América do Sul, como Brasil, Uruguai e Colômbia. Outros produtos da empresa de Mark Zuckerberg como o WhatsApp e o próprio Facebook também apresentam instabilidade. 

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O Whatsapp é, sem dúvidas, o serviço de mensagens mais usado pelos brasileiros. Você pode até preferir o Telegram, mas com certeza não é lá que está a maioria dos seus amigos e colegas de trabalho. Para ajudar a otimizar ainda mais o uso do mensageiro, separamos três novidades que ou já chegaram ou estão chegando no app. Confira:

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QR code para contatos

Já pensou em adicionar contatos sem precisar digitar o número no seu celular? O WhatsApp pensou. De acordo com a própria empresa de Mark Zuckerberg, digitar o número é coisa do passado, a moda agora é (ou deveria ser), escanear o QR Code. Basta entrar nas configurações do seu aparelho e clicar no ícone do recurso. Você poderá ter acesso ao seu próprio QR Code, ou - na aba ao lado - acessar a barra para escanear o novo contato. 

Pesquisa por categoria

Este recurso está disponível tanto para Android quanto para iOS e permite que você possa fazer pesquisas por categoria de assunto ou arquivo. Ao procurar por algo na aba em que ficam todas as conversas, o aplicativo apresenta categorias para agilizar a busca. Fotos, vídeos, links, Gifs, áudios e documentos podem ser encontrados separadamente, sem que o usuário precise primeiro pesquisar a conversa em que eles teriam sido enviados. A facilidade é justamente não precisar ir em cada conversa, individualmente, para achar algo no aplicativo.

Uso de armazenamento

Esta é uma opção que, por enquanto, está disponível apenas na versão beta do mensageiro, mas deve chegar, em breve, para todo mundo. Ela fica nas configurações e diz a quantidade de arquivos que foram compartilhados em um grupo ou conversa e o tamanho ocupado com eles. Isso serve para que você saiba o que o WhatsApp está armazenando, o tamanho desses arquivos e quantos tipos de informações foram compartilhadas ali.

Porém, este recurso não permite que você clique nessas categorias e seja direcionado para uma pasta ou algo do tipo. Ele funciona apenas em caráter informativo, dizendo o número de fotos e o tamanho total delas, o número de figurinhas, mensagens de áudio, vídeo, gifs, documentos e muito mais. Tudo isso ajuda você a ponderar o que vale a pena excluir para ganhar mais espaço de armazenamento, afinal, já diz o ditado informação é poder. 

Recentemente o nome da cantora Perlla foi envolvido em algumas polêmicas após a separação do ex-marido, Cássio Castilhol. Entre elas, Cássio acusou a cantora de vender nudes em uma rede social. Nesta semana, diversas fotos íntimas de Perlla foram vazadas e começaram a se propagar em grupos no Whatsapp.  

A cantora faz parte do aplicativo Bigo Live e em uma das imagens é possível ver a tarja do App. Perlla, faz lives na plataforma e possui cerca de 260 mil seguidores na rede. Além disso, ela é diretora da Perlla Agency, que recruta influenciadores para a rede social. 

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Segundo o jornal Extra, as fotos já rodam diversos grupos no Whatsapp e nas imagens vazadas, a cantora mostra parte dos seios, por baixo de uma camiseta e também aparece usando filtros disponíveis no aplicativo. 

Na plataforma, é possível ganhar dinheiro convertendo os diamantes da em dólar e, de acordo com o jornal, um fã da cantora chegou a enviá-la  cerca de 137.088 "beans" (moeda do jogo), que convertido chega a 653 dólares, o equivalente a quase R$ 3,5 mil.  

Para o Extra, Perlla não quis se manifestar sobre o assunto e pediu que o veículo entrasse em contato com a sua assessoria que apenas informou que a cantora está gravando um trabalho em São Paulo e não tem conhecimento sobre o vazamento das imagens.

Uma imagem da “Turma da Mônica” (Mauricio de Sousa) em formato fanfic, que são histórias criadas por fãs, viralizou na internet nos últimos dias. Nela, é possível ver o WhatsApp do personagem Cascão e possíveis conversas com seus amigos.

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Internet se divertiu com a fanfic. Imagem: Reprodução Twitter

O que mais chamou atenção dos usuários foram os apelidos dados para os personagens, como o da Mônica, que é referida como “gordola”. Outro ponto que se destacou foram os trechos de conversas exibidos na imagem.

A Mônica por exemplo, pergunta ao Cascão por que tem um agiota na porta de sua casa e, abaixo, é constatado que se trata de mais um dos “planos infalíveis” do Cebolinha. Na conversa com o Cebolinha é possível ver, “o plano, nós roubamos um agiota e culp...”.

Até o momento, a imagem conta com mais de 88,1 mil curtidas, 23,1 mil retweets e 1,3 mil comentários.

Um grupo de hackers está se passando por funcionários do Facebook para tentar roubar dados de usuários do Instagram. Os cibercriminosos têm enviado mensagens no WhatsApp das vítimas dizendo que a conta na rede de compartilhamento de fotos violou direitos autorais e será permanentemente deletada em 48 horas, caso o usuário não acesse o perfil pelo link disponibilizado pelos golpistas. 

O golpe acontece todo em inglês, mas chegou a atingir contas de perfis brasileiros como o do "Vagas em Jornalismo", com grande número de seguidores. Felizmente, as moderadoras da página suspeitaram da mensagem e conseguiram driblar os cibercriminosos. 

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A mensagem enviada para as vítimas em potencial diz o seguinte:

"Olá, usuário do Instagram. Parece que sua conta está violando nossos direitos autorais.  Sua conta será permanentemente deletada de nossos servidores em 48 horas, a menos que você nos dê um feedback. Se você acha que nós estamos removendo sua conta acidentalmente, clique no link e verifique sua conta do Instagram e preste atenção nas infrações de licenças e privacidade de usuário". Em baixo da mensagem o link falso e a assinatura, com endereço, do Facebook.

Ao clicar no link ele não abre o aplicativo, mas vai para uma página adicional que pede o login e a senha e assim faz com que os cibercriminosos tenham todas as informações para roubar seus dados.  O golpe é chamado de phishing e é uma prática comum usada por cibercriminosos para roubar dados pessoais de usuários, geralmente feita via e-mail, mas que também pode ser encontrada em redes sociais e consiste no envio do link falso para roubar dados.  Confira dicas para se proteger

Depois de roubado não é possível recuperar a conta do Instagram. Por isso, para evitar esse tipo de cilada, uma das dicas que pode ajudar é a autenticação em duas etapas ou, até mesmo, evitar entrar na rede social por links dados por terceiros. 

Usuários do WhatsApp, tanto em telefones Android quanto iOS, podem testar um novo recurso que categoriza as buscas dentro do mensageiro. Ao procurar por algo na aba em que ficam todas as conversas, o aplicativo apresenta categorias para agilizar a busca. Fotos, vídeos, links, Gifs, áudios e documentos podem ser encontrados separadamente, sem que o usuário precise primeiro pesquisar a conversa em que eles teriam sido enviados. 

Para encontrar os arquivos, basta clicar na lupa ao lado no nome “WhatsApp’ e, em seguida, em uma das categorias apresentadas. Todos os documentos no formato clicado aparecerão em forma de lista, mostrando também as conversas em que foram compartilhados. O novo recurso de busca chega aos poucos para os usuários e aparece apenas na aba "conversas". 

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Na semana passada, o WhatsApp começou a exibir uma mensagem dentro do aplicativo informando sobre as novas regras da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que começou a valer oficialmente no último dia 14 de agosto. O aviso, que é exibido acima das conversas, acabou assustando alguns usuários que passaram a avisar seus contatos de que o anúncio se trataria de um golpe para clonar o telefone. 

“Se aparecer isso no celular de vcs não clique pois isso ‘clona’ o celular. É um novo golpe cuidado”, diz a mensagem compartilhada com uma foto de onde estaria o anúncio. O alerta, porém, é falso. Apesar de, muitas vezes, cibercriminosos tentarem utilizar as redes sociais para roubar dados, desta vez a mensagem é realmente dada pelo WhatsApp e informa sobre uma pequena mudança na política de privacidade da empresa para se adequar a legislação brasileira. 

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Ao clicar no anúncio - que aparece apenas uma vez - o usuário é redirecionado para uma página do próprio mensageiro explicando a mudança. Não há risco de clonagem, vírus ou outro tipo de golpe. "De acordo com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) do Brasil, você tem o direito de acessar, corrigir, portar, eliminar seus dados, além de confirmar que tratamos seus dados. Saiba mais sobre seus direitos e como você pode exercê-los acessando nossos artigos de ajuda para iPhone, Android e KaiOS”, diz parte da mensagem enviada pelo WhatsApp.  

Um novo recurso de sincronização de mensagens está sendo testado para o WhatsApp. Em breve, além da versão web, os usuários do mensageiro poderão utilizar o aplicativo em outros dispositivos, sem necessariamente ter o telefone conectado à internet. De acordo com o WeBetaInfo, a novidade permitirá a sincronização do chat em até quatro aparelhos distintos. 

Segundo a publicação, quando o WhatsApp tiver copiado o histórico de conversas para o segundo dispositivo, o usuário poderá utilizá-lo livremente. Uma mudança na chave de criptografia será feita ao remover ou adicionar um aparelho. 

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O site também afirma que o mensageiro estaria desenvolvendo uma versão para iPad, para os usuários dos dispostivos da Apple possam utilizar o serviço tanto no iPhone, quanto no tablet. Apesar dos testes ainda não há informações sobre quando a novidade será implementada oficialmente.

O WhatsApp anunciou na última segunda-feira (3) um novo recurso para garantir a confiabilidade das informações compartilhadas no aplicativo. O mensageiro agora possui uma etiqueta especial de setas duplas que indica aos usuários quando uma mensagem recebida não foi originalmente criada por quem a enviou. Porém, o recurso não apenas indica que a mensagem foi encaminhada, mas também permite ao usuário pesquisar mais sobre o assunto na Web. 

A novidade está sendo disponibilizada aos poucos e permite facilmente verificar no navegador do telefone ou do computador o conteúdo das mensagens. Basta tocar ou clicar no botão de lupa que passou a ser exibido ao lado da mensagem e ser redirecionado a um buscador, como o Google, em telefones Android. 

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Ao optar pela pesquisa, um aviso pergunta "Deseja pesquisar mais sobre este assunto na internet? A mensagem será carregada para o Google". O recurso está disponível para os usuários no Brasil, Espanha, Estados Unidos, Irlanda, Itália, México e Reino Unido que usam a versão atualizada do WhatsApp para Android e iOS, e do WhatsApp Web.

A Polícia Federal em Pernambuco (PF) emitiu um alerta sobre um novo golpe para clonagem de WhatsApp. Segundo a instituição, o golpista finge estar fazendo uma pesquisa para o Datafolha sobre a Covid-19.

Ao final da pesquisa por telefone, o criminoso informa que foi enviado ao celular via SMS um código com seis dígitos. Quando a pessoa repassa os números, o WhatsApp é clonado. 

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De acordo com a PF, após isso, os bandidos passam a aplicar golpes financeiros acessando a agenda telefônica das vítimas para entrar em contato com pessoas próximas e solicitar dinheiro emprestado. As desculpas são diversas e vão desde que o limite de transferência acabou ao carro quebrou e precisa de dinheiro urgente.

A PF alerta que o Datafolha tem realizado algumas pesquisas por telefone, mas em nenhum momento são enviadas mensagens de confirmação para o celular. 

No golpe, o criminoso cadastra indevidamente o número de telefone do usuário em outro celular e, após esse processo, um SMS contendo um código de liberação de acesso é enviado ao celular da vítima, que é induzida a fornecer o número.

A PF recomenda que o usuário faça a ativação de confirmação em duas etapas, nas configurações do próprio aplicativo; nunca forneça ou envie o código de ativação sob nenhuma hipótese; e leiam as mensagens que recebem, pois quando o código é enviado o texto diz que se trata de uma autenticação de segurança.

Caso o WhatsApp tenha sido clonado, a polícia recomenda: instalar o aplicativo o mais rápido possível, pois é possível que o golpista ainda não tenha colocado a senha enviada pela vítima; enviar um email para support@whatsapp.com informando seu número no formato internacional (+55 9 xxxx xxxx) solicitando bloquear o WhatsApp ou relatando o ocorrido na opção de ajuda no app; entrar em contato com a operadora do celular e solicitar a suspensão temporária da linha telefônica e, em seguida, ir em uma loja autorizada e pedir transferência do número para outro chip; informar nas redes sociais que sua conta foi clonada; e ir em uma delegacia fazer o Boletim de Ocorrência.

Abaixo uma das tentativas de golpe divulgada pela polícia:

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Texto: Ethel Rudnitzki, Laura Scofield | Infográficos: Bruno Fonseca, Larissa Fernandes

A foto de uma reunião do governador de São Paulo, João Doria, com o embaixador da China no Brasil, Yang Wanming, ocorrida no dia 29 de maio de 2019, foi a imagem mais compartilhada em centenas de grupos de WhatsApp entre março e junho de 2020, durante o avanço da pandemia de Covid-19 no Brasil.

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A foto foi enviada nada menos que 874 vezes a 152 grupos diferentes, sendo 80% delas entre os dias 3 e 5 de abril. Ela vinha acompanhada de diferentes versões sobre os acontecimentos – e nenhuma delas era verdadeira.

Um texto dizia que o governador havia firmado contrato com uma farmacêutica chinesa para a produção de vacina contra o coronavírus ainda em 2019, ou seja, de alguma maneira o governador teria informações “privilegiadas” sobre a pandemia mesmo antes de ela ter acontecido; a foto seria prova desse acordo. A informação é falsa, conforme checado pelo G1.

Outra mensagem, também falsa, dizia que o homem ao lado de João Doria seria um “chinês preso com carga roubada de material para tratamento de Covid-19”. A imagem sugeria uma ligação entre o governador e um roubo de máscaras e testes de Covid do aeroporto de Guarulhos, feito, segundo a polícia, por uma quadrilha de chineses. A corrente diz que o homem do lado de Doria faria parte dessa quadrilha, quando na verdade se trata do embaixador da China no Brasil.

Ao longo da evolução da epidemia, o governador paulista tornou-se um dos maiores opositores do governo Bolsonaro; os dois chegaram a bater boca durante uma reunião virtual entre governadores e o presidente. Não por acaso, Doria foi alvo de mensagens falsas ligando-o a uma conspiração chinesa relacionada ao vírus. Como a Agência Pública já demonstrou, influenciadores bolsonaristas, incluindo os filhos do presidente, usando até mesmo robôs, espalharam em março uma hashtag que ligava o vírus ao governo chinês.

Outros políticos que antagonizaram com o presidente foram alvo da mesma fake news. Os governadores do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), e do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), que adotaram medidas de isolamento social criticadas por Jair Bolsonaro como prejudiciais à economia, também tiveram suas fotos ao lado do embaixador chinês circulando com o mesmo boato. Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados que impôs diversas derrotas políticas ao governo, estampou algumas fotos com a mesma história, assim como o ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso, que chegou a pedir a renúncia de Jair Bolsonaro em meio à crise.

Essas fotos fora de contexto, espalhando a mesma fake news, foram cinco das dez imagens mais compartilhadas no período, segundo levantamento da Pública.

A reportagem analisou as cem imagens mais compartilhadas entre 1o de março de 2020 e 30 de junho de 2020 na base de grupos de WhatsApp do projeto Eleições sem Fake, do Departamento de Ciência da Computação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A amostra inclui 522 grupos públicos de WhatsApp relacionados à política – de diferentes espectros – e mais de 18 mil usuários ativos.

“É a maior coleta de grupos públicos”, explica Fabrício Benevenuto, pesquisador responsável pelo projeto. Embora a amostra seja robusta, não é possível saber quanto ela representa do total, por causa da falta de transparência da plataforma. “O WhatsApp não libera números, nem de quantos grupos públicos existem, ou números de usuários, quantas mensagens acontecem”, diz ele.

Benevenuto afirma que “há uma máquina de desinformação em operação dentro do WhatsApp”. Mensagens com “fator bombástico, revoltante, algo divisível, repugnante ou que colocam o outro como inimigo têm um poder de espalhamento muito mais forte”. Por isso, ele explica, as notícias falsas são mais compartilhadas que as verdadeiras.

A reportagem concluiu que das dez imagens mais compartilhadas no período analisado, sete continham informações falsas ou foram usadas para disseminar desinformação.

Entre elas, apenas uma não tinha a ver com a China. A segunda imagem mais compartilhada foi a de um atestado de óbito constando “coronavírus” como causa de morte de um homem no dia 23 de março de 2020. A foto do documento foi enviada 757 vezes a 189 grupos diferentes, e 94% desses envios foram feitos nos dias 28 e 29 de março.

A imagem foi utilizada em diferentes redes sociais para desacreditar o número oficial de vítimas por Covid-19, que até então tinha tirado 114 vidas no Brasil (hoje já são mais de 87 mil mortos). Textos e áudios compartilhados junto com o atestado de óbito afirmavam que se tratava de uma morte causada por explosão de pneu, ou outras fatalidades, e que teria sido registrada como morte por coronavírus por decisão dos governos municipais ou estaduais para inflar os números.

Políticos e influenciadores também compartilharam a história em suas redes sociais. “Neste link, a verdadeira história da morte do borracheiro que não morreu de coronavírus mas cujo atestado de óbito afirma que sim”, publicou a deputada federal governista Bia Kicis (PSL-DF). “A quem interessa que um hospital coloque uma causa da morte falsa?”, insinuou a parlamentar investigada nos inquéritos do Supremo Tribunal Federal (STF) que apuram a disseminação de notícias falsas e a organização de atos antidemocráticos.

De fato, o documento foi preenchido com erro, conforme esclareceu a Secretaria Estadual de Pernambuco, mas a morte jamais foi contabilizada nos números oficiais de mortes por coronavírus no estado. O homem faleceu de influenza A, e não de acidente. Trata-se de uma história deturpada, conforme checou o Uol no dia 29 de março. Depois disso, a imagem ainda circulou pelo menos outras 41 vezes pelos grupos de WhatsApp.

“A mentira continua acontecendo, independente de se foi checado. Não acabou o problema”, diz Benevenuto.

Atenuando a gravidade da crise

Entre as cem imagens analisadas, 40 trataram da crise da Covid-19 e foram responsáveis por 56,5% dos compartilhamentos. Destas, 14 eram imagens que tentavam negar a gravidade da pandemia no Brasil, insinuando que a taxa de mortes estava inflada ou comemorando o número de curados, sem contextualizar a curva de crescimento da doença.

Juntas, as imagens que disseminaram esse discurso foram encaminhadas 3.345 vezes – 20% do total de compartilhamentos.

A disseminação no WhatsApp de conteúdos que tentam negar a gravidade da pandemia de Covid-19 também foi monitorada em uma parceira do Eleições sem Fake com o Monitor do Debate Político no Meio Digital, da Universidade de São Paulo (USP). Os grupos analisaram áudios que circularam entre os dias 24 e 28 de março e constataram que, entre os 20 áudios com maior circulação, cinco negavam a gravidade da pandemia.

O sexto áudio mais compartilhado trata do mesmo caso do borracheiro que teria sido contabilizado como vítima de coronavírus. Outro áudio, o quarto mais compartilhado no período, nega o número de mortes e diz que sobram caixões na cidade de Lindoeste (PR), já que está morrendo menos gente do que antes – o que não é verdade.

As conversas em grupos de WhatsApp durante a pandemia falaram também muito sobre as manifestações ocorridas entre março e junho pelo país. Das cem imagens mais compartilhadas, 29 tinham como tema principal algumas dessas manifestações – desde os panelaços, passando pelas carreatas pela reabertura do comércio em cidades pequenas, até os atos antidemocráticos em Brasília, investigados pelo STF.

Uma corrente de imagens chamava para manifestações em pelo menos 14 cidades do Brasil nos dias 31 de maio e 7 de junho. Nessas datas, apoiadores do presidente saíram às ruas contra inquéritos no STF que investigavam a disseminação de notícias falsas e pedindo por intervenção militar. “Apoio ao presidente Bolsonaro e às FFAA, Fora Congresso Nacional e STF, Diga não ao comunismo” eram as pautas dos atos listadas nas imagens mais compartilhadas nos grupos.

Ataques e críticas ao STF e ao Congresso foram tema de 12 das cem imagens mais populares. Entre elas, algumas disseminavam informações falsas a respeito de ministros. “Contra fotos (ops) fatos, não há argumentos… Juiz Marco Aurélio e seu amigo Fidel. #foramarcoaurelio #forastf”, dizia uma corrente acompanhada de foto de Fidel Castro com um jovem com traços parecidos aos do ministro Marco Aurélio. Na verdade, se trata do jornalista Ricardo Noblat, conforme checado pelo Fato ou Fake.

Apesar de falsa, a imagem foi encaminhada 138 vezes a 87 grupos de WhatsApp entre março e junho de 2020.

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), que rompeu com o presidente em 25 de março, foi identificado falsamente como o agressor de um idoso em uma foto compartilhada em grupos de WhatsApp. A imagem foi compartilhada cem vezes em 54 grupos.

Outros políticos da oposição e de esquerda foram atacados em 12 das cem imagens mais compartilhadas pelo WhatsApp, que chegaram juntas a um total de 1.846 compartilhamentos.

Uma das mais difundidas, com um total de 154 compartilhamentos em 84 grupos, é um print de um suposto grupo chamado “RESISTÊNCIA PARÁ”, em que participantes com nomes como Psol Uepa ou #LulaLivre bolam um plano para infectar outras pessoas e “mostrar que Bolsonaro é genocida”. A imagem foi checada pelo Boatos.org e desmentida pelo Psol no estado.

Jornalistas e veículos de imprensa também foram alvos de ataques em quatro das cem imagens mais populares.

A 12ª imagem mais compartilhada no WhatsApp entre 1o de março e 30 de junho de 2020 trazia uma manchete do site bolsonarista Senso Incomum. “Esperança: Quatro pacientes foram curados em SP com o uso da hidroxicloroquina”, dizia o texto compartilhado 290 vezes para 95 grupos distintos.

A hidroxicloroquina, ou cloroquina, também foi apresentada como possível cura para o coronavírus em outras duas das cem imagens mais compartilhadas no período, mesmo sem haver nenhuma comprovação científica da eficácia do medicamento para o tratamento da doença.

Também estiveram entre as cem mais compartilhadas imagens que visavam defender o presidente Bolsonaro (3) e a reabertura da economia (6). “Fique em casa e assista de camarote seu país ruir”, dizia uma das mais compartilhadas, que anunciava a falência da empresa de transporte Itapemirim. Como revelado pelo Fato ou Fake, a empresa não faliu e está em processo de recuperação judicial desde 2016. A imagem chegou a 95 compartilhamentos em 67 grupos, envolvendo 80 usuários.

Grupos de WhatsApp seguem ações do presidente

Os 522 grupos de WhatsApp analisados tiveram mais atividade em dias nos quais a Presidência da República também marcou presença nas redes sociais. O dia mais ativo foi 28 de março – logo após a divulgação da campanha “O Brasil não Pode Parar”, pela Secretaria de Comunicação do governo.

Um segundo pico ocorreu entre 3 e 5 de abril, com o compartilhamento das imagens que associam falsamente governadores e políticos da oposição a suposto criminoso chinês. No dia 2 de abril, o presidente havia compartilhado um vídeo no qual uma apoiadora sua critica os governadores pelas medidas de isolamento adotadas no combate ao coronavírus.

Já o dia menos ativo – 23 de abril – ocorreu na véspera da saída de Sergio Moro do Ministério da Justiça, apontado como o ministro mais popular do governo. “Moro já é comunista na Austrália”, ironizava a imagem mais compartilhada na data, encaminhada apenas cinco vezes entre os grupos analisados.

Apesar de o dia menos ativo ter ocorrido em abril, esse foi o mês de maior atividade nos grupos de WhatsApp. Foi também nesse período que manifestações a favor do governo, contra as medidas de isolamento social e contra as instituições democráticas começaram a se espalhar pelo país. Bolsonaro esteve presente nos dias 19 de abril, 3 de maio e 31 de maio.

Já o mês de menor atividade nos grupos foi junho, quando aliados do governo começaram a ser investigados pelo STF nos inquéritos que apuram a disseminação de notícias falsas e organização de atos antidemocráticos. Ainda em 27 de maio, políticos e influenciadores ligados a Bolsonaro foram alvos de operação da Polícia Federal. Em 16 de junho, outra operação mirou empresários governistas suspeitos de financiar manifestações que pediam o fechamento do Congresso e do STF.

Da Agência Pública

O Salgueiro se posicionou oficialmente, por meio de nota, na noite desta quarta-feira (29), a respeito da ação criminosa de um homem que tem se passado por um dirigente do clube sertanense para aliciar jogadores pedindo dinheiro em troca de um contrato com o clube na Série D do Campeonato Brasileiro.

A abordagem tem sido feita através de uma conta de WhatsApp, em que  o acusado se passa por um diretor de futebol do clube. O golpista cobra uma taxa para poder registrar possíveis contratos de atletas. 

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O clube afirmou que não age dessa forma enquanto negocia contratos e que o caso se trata de uma fraude. O Salgueiro também declarou que já levou a situação às autoridades competentes com o registro de um Boletim de Ocorrência e pediu para que as pessoas denunciem o responsável pela ação.

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Em uma atualização da versão de testes do WhatsApp, foi adicionado um recurso que permite utilizar o mesmo número em mais de um aparelho. Essa função já era solicitada pelos usuários há algum tempo.

De acordo com o site WABetaInfo, com a nova funcionalidade, será possível logar no WhatsApp em até quatro dispositivos de forma simultânea. Além disso, o usuário vai poder gerenciar os aparelhos através da nova interface.

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Será possível verificar o momento em que foi realizado o login em cada um dos dispositivos compatíveis, que podem ser celulares, tablets, computadores ou o smart display “Portal”, que pertence à equipe do Facebook.

O novo recurso, que ainda está em fase de testes, segue sem previsão de lançamento para os usuários finais do WhatsApp.

O aplicativo de mensagens WhatsApp é muito conhecido e nos dá a possibilidade de saber muitas coisas sobre o que seu interlocutor está fazendo. Isto ocorre graças ao acesso que o aplicativo concede sobre dados, como hora da última conexão, confirmação de leitura ou status "escrevendo".

Contudo, todas estas opções constituem uma faca de dois gumes, já que os outros contatos receberam a mesma informação sobre sua atividade.

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Felizmente, há uma série de funções ocultas, como a que permite esconder esta informação ao contato a que se escreve em um dado momento. Isto pode ser feito de uma maneira mais simples do que se imagina, dispensando a instalação de outros aplicativos.

É tão fácil como desativar sua conexão com a Internet. Se seu celular estiver desconectado da rede, não há maneira de o aplicativo repassar a informação de que o usuário está ativo ou escrevendo.

Simplesmente é necessário ativar o modo avião antes de entrar no aplicativo para, então, abrir a conversa desejada, escrever e enviar a mensagem. Uma vez enviada, deve desativar o modo avião para restabelecer a conexão, fazendo com que a mensagem chegue ao destinatário sem que se conheça o status do usuário.

Esta pequena artimanha pode causar um certo alívio em um mundo em que estamos cada vez mais interconectados e em que parece que a privacidade é um luxo. Somente é necessário encontrá-la.

Da Sputnik Brasil

Quem precisou usar o WhatsApp, no final da tarde desta terça-feira (14), teve que enfrentar uma instabilidade do aplicativo. A plataforma ficou fora do ar por quase uma hora, deixando diversos usuários impossibilitados de enviar qualquer tipo de mensagem.

Internautas usaram as redes sociais para repercutir a falha do WhatsApp. "O WhatsApp caiu e eu que nem um retardado reiniciando o roteador", comentou uma pessoa no Twitter. Os atores Bruno Gagliasso e Fernanda Paes Leme também repercutiram o assunto.

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Confira algumas reações dos internautas:

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Dez canais administrados pelo Partido dos Trabalhadores (PT) no aplicativo WhatsApp estão bloqueados há duas semanas. Segundo a empresa, os bloqueios ocorreram após envio de "mensagens em massa ou automatizadas", que violam os termos de serviço. O partido diz que as contas desativadas são restritas a pessoas cadastradas para divulgar informações institucionais, e que não foi informado sobre os motivos do bloqueio.

Entre as contas bloqueadas estão um canal administrado pelo gabinete da presidente do PT, a deputada Gleisi Hoffmann (PR), e o principal grupo de divulgação de notícias do partido no aplicativo, o "Zap do PT". O partido estuda tomar medidas judiciais cabíveis para reverter a decisão e, além disso, anunciou a migração do canal para o aplicativo Telegram. Em nota, o PT disse que não divulga desinformação em seus canais e nem faz disparos em massa.

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Gleisi gravou um vídeo nas redes sociais em que diz ter seguido tanto as regras do WhatsApp quanto da Câmara dos Deputados ao contratar o serviço que faz os disparos de mensagens em seu grupo. Ela diz que o canal servia para divulgar ações de seu mandato de deputada e informações de interesse do partido.

"Essas pessoas estão cadastradas por livre e espontânea vontade. Os números não são aleatórios, são números de apoiadores, seguidores, meus eleitores", disse a deputada no vídeo. "Para realizar esse trabalho, eu contratei um serviço que segue as regras do WhatsApp, exatamente as recomendações, e fiz isso através do meu mandato, o que é autorizado pela Mesa Diretora da Câmara."

Segundo o partido, uma notificação sobre o bloqueio foi feita por e-mail e informou que a desativação ocorreu após "reclamações". No vídeo, Gleisi diz que a suspeita é que oponentes políticos tenham se infiltrado e feito reclamações em massa para provocar os bloqueios.

O PT diz que o lançamento do canal foi divulgado publicamente, inclusive por meio de outros canais oficiais de WhatsApp. "Só recebe mensagens quem se cadastrou voluntariamente para ter informações oficiais do partido e de seus dirigentes", diz o partido. "O bloqueio das contas desde 25 de junho foi feito sem informar qual seria o motivo. Mesmo tendo solicitado informações diretamente aos administradores do aplicativo, não recebemos nenhuma resposta. O PT não tem nada a esconder e aguarda o restabelecimento das contas do Whatsapp."

Em nota, o WhatsApp disse que os produtos "não foram projetados para enviar mensagens em massa ou automatizadas, que violam nossos termos de serviço", e que essas atividades são identificadas automaticamente. Segundo a empresa, mais de 2 milhões de contas são banidas por mês em todo mundo por desrespeitar essas regras.

"Estamos comprometidos em reforçar a natureza privada do serviço e manter os usuários protegidos contra abusos", diz o WhatsApp. "Continuaremos a banir contas usadas para enviar mensagens em massa ou automatizadas e avaliaremos mais profundamente as nossas opções legais contra empresas que oferecem esses serviços, como fizemos no passado no Brasil."

A Gol Linhas Aéreas começou a oferecer aos seus clientes a opção de fazer o check-in por WhatsApp. Com essa medida, a companhia pretende diminuir as aglomerações nos aeroportos para proteger seus clientes e funcionários do Covid-19.

No aplicativo os clientes recebem auxílio da assistente virtual Gal, que os ajuda a confirmar os seus voos e os assentos. A ferramenta ainda está em fase de testes e encontra-se disponível apenas para clientes de viagens próximas.

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A empresa já havia tomado outras medidas em relação à pandemia, como orientar seus passageiros sobre o uso de máscaras e sobre as regras de distanciamento. Os clientes que precisarem de atendimento físico ainda poderão fazê-lo até três horas antes do embarque ou uma hora antes da decolagem.

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O novo golpe no WhatsApp usa a marca de refrigerantes para obter dados pessoais das vítimas. Um link é enviado com a promessa de um frigobar, mas na verdade trata-se de um vírus que colhe informações sigilosas dos celulares e bloqueia o aparelho. Para evitar cair em golpes virtuais, as autoridades elencaram uma série de medidas de precaução.

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O link de domínio russo começou a circular na semana passada, aponta da Polícia Federal (PF). O golpe informa que para ganhar o frigobar é necessário responder três perguntas simples: Qual Coca-Cola prefere? Onde irá colocar o seu frigobar? Qual dessas bebidas é a sua preferida? Após as respostas, uma mensagem informa que o prêmio será entregue em quatro dias, mediante o compartilhamento do link malicioso com demais contatos da lista da vítima.

Quando a barra de preenchimento é finalizada, o aparelho é infectado por um programa, que começa a capturar fotos, vídeos, mensagens, senhas de contas bancárias e cartões de crédito, e outros dados pessoais, antes de bloquear o celular. Para que o código de liberação seja repassado, os bandidos cobram um depósito de bitcoin, uma moeda virtual difícil de ser rastreada.

Os usuários do app de troca de mensagens devem ficar atentos, pois não é a primeira vez que a Coca-Cola é envolvida em falsas promoções. Anteriormente, já foram ofertadas bolsas térmicas, prêmios da copa e até mesmo promessas de emprego. A PF listou medidas para se proteger contra ataques dessa natureza. Acompanhe:

1. Ao receber uma mensagem deste tipo, desconfie sempre antes de clicar nos links compartilhados no WhatsApp ou nas redes sociais, melhor apagar;

2. Não compartilhe links duvidosos com seus contatos sem antes saber se são autênticos – você pode estar sendo usado por bandidos para espalhar o golpe e prejudicar outras pessoas, inclusive seus parentes;

3. Cuidado com o imediatismo de mensagens tais como: último dia, promoção vai até hoje! Urgente, não perca essa oportunidade, quase sempre tais conteúdos querem fazer com que as pessoas não pesquisem a veracidade da promoção na página da empresa ou órgãos oficiais;

4. Certifique-se no site oficial da empresa sobre o está sendo oferecido, principalmente quando se tratar de supostas promoções, ofertas de dinheiro, brindes, descontos ou até promessas de emprego. Nesse caso, não existe essa promoção no site da empresa que já esclareceu e alertou que são falsas as informações do link acerca da distribuição gratuita de um frigobar;

5. Nunca preencha nenhum cadastro, formulário ou pesquisa fornecendo seus dados financeiros ou pessoais através de links enviados pelo WhatsApp, tais como: senha de bancos, cartão de crédito, conta corrente, benefícios, dentre outros;

6. Ao entrar em qualquer página verifique se existe um cadeado cinza no canto superior esquerdo da página – isso atesta que sua conexão não foi interceptada e que o site está criptografado para impedir golpes;

7. Links que levem direito ao cadastro tem que haver o HTTPS onde o “S” corresponde a uma camada extra de segurança;

8. Não marque nenhum agendamento para que pessoas compareçam em sua residência sob o pretexto de fazer uma consulta presencial, bandidos podem se aproveitar dessa situação para se passar agentes de saúde e realizar assaltos;

9. Nunca baixe programas piratas para o celular ou computador, tais sites costumam ter a maior concentração de vírus;

10. Instale um bom antivírus em seu celular ou computador e tenha o sistema operacional do seu celular e computador atualizados.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, defendeu a necessidade de um marco legal que permita a responsabilização das plataformas de internet e a identificação e punição de quem financia a propagação de notícias falsas (fake news), fenômeno que, segundo ele, é articulado no mundo todo com o objetivo de fragilizar a democracia por meio de ataques às instituições.

Maia participou neste sábado (4) de evento na internet promovido pelo grupo Prerrogativas, composto por advogados de todo o País. Além do presidente da Câmara, participaram da live os deputados Orlando Silva (PCdoB-SP) e Paulo Pimenta (PT-RS).

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A discussão sobre o marco legal para evitar a propagação de notícias falsas decorre da chegada, à Câmara, do Projeto de Lei 2630/20, do Senado, que institui a Lei Brasileira de Liberdade, Responsabilidade e Transparência na Internet. A proposta deve ser discutida a partir desta segunda-feira (6).

Para Maia, responsabilizar propagadores de notícias falsas é uma maneira de proteger o regime democrático. “Qualquer um de nós responde por nossos atos, e as plataformas não querem ter responsabilidade. Precisamos ter um marco legal que permita investigar e chegar aos financiadores desses esquemas que usam de forma radical e equivocada as redes sociais”, disse.

Segundo o presidente da Câmara, permitir que se investigue a propagação de notícias falsas com ataques à democracia não afeta a liberdade de expressão ou de imprensa. “Nós não vamos enfraquecer a liberdade de expressão. Nós vamos fortalecer a liberdade de expressão correta. Essas redes sociais politizadas querem gerar o medo. Se nós não tivermos a coragem de organizar um texto que dê limites e punição, vamos ter problemas mais graves no futuro”, disse.

O projeto aprovado no Senado contém normas para as redes sociais e serviços de mensagem como WhatsApp e Telegram. Entre as medidas previstas estão regras para coibir contas falsas e robôs, facilitar o rastreamento do envio de mensagens em massa e garantir a exclusão imediata de conteúdos classificados como impróprios.

A proposta exige ainda que os provedores mantenham à disposição do Judiciário, por três meses, os registros dos encaminhamentos das mensagens em massa, com a identificação dos remetentes, a data e a hora dos envios e o número total dos que as receberam. Prevê ainda a possibilidade de as plataformas atuarem como moderadoras e excluírem conteúdos considerados impróprios. Maia disse que a proposta será amplamente discutida na Câmara, com a participação da sociedade.

O deputado Orlando Silva, relator da Comissão Especial sobre Dados Pessoais (PEC 17/19), manifestou preocupação em relação a alguns pontos do projeto em discussão.

“A rastreabilidade dos serviços de mensagem é assunto muito delicado e pode impactar na presunção de inocência. E tenho muita cautela também em relação à moderação por parte das plataformas, que podem retirar conteúdo, mas isso é dar poder demais a elas”, disse.

Para Orlando Silva, qualquer alteração na Câmara tem que ser feita por meio do diálogo com os senadores, já que a proposta, se alterada, volta para o Senado.

Prisão após segunda instância

Durante a live do grupo Prerrogativas, ao responder perguntas de advogados, Rodrigo Maia disse que a proposta que prevê prisão após condenação em segunda instância (PEC 199/19) deve ser debatida pela Câmara em agosto.

O presidente da Câmara defendeu que o debate sobre a medida se dê no Parlamento, conforme entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF), e não por meio de projeto de lei ou por meio de interpretação constitucional do Judiciário. “Temos que fazer um debate profundo sobre isso, respeitando a vontade de parte grande da sociedade, mas no rito certo e da forma correta”, disse.

Ele deu como exemplo as discussões a respeito do chamado Pacote Anticrime, sugerido pelo então ministro da Justiça, Sérgio Moro, e das Dez Medidas contra a corrupção, sugeridas pelos procuradores encarregados da Operação Lava Jato. “O então ministro queria aprovar a prisão em segunda instância por meio de projeto de lei, o que é inconstitucional, e as dez medidas continham retrocessos, acabavam até com habeas corpus, por isso é importante o debate no Parlamento”, disse.

Da Agência Câmara de Notícias

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