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O governador Paulo Câmara votou, na manhã deste domingo (2), acompanhado da primeira-dama, Ana Luiza, e da filha mais velha, Clara, na Fundação Cecosne, no bairro da Madalena, no Recife. Após finalizar o voto, Paulo Câmara ressaltou a importância de exercer este dever cívico. 

“Após quase oito anos como governador, estou votando novamente muito animado com o futuro de Pernambuco, sabendo que o nosso Estado vai ser bem entregue ao próximo governador. Observamos muitas filas para votação, o que mostra que a população está vindo votar, ciente da responsabilidade que o dia de hoje representa para o futuro do Brasil e do nosso Estado. A democracia se faz a partir do voto”, destacou Paulo Câmara. 

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O gestor estadual apoia a candidatura de Danilo Cabral (PSB) para o comando do Palácio do Campo das Princesas. Dados da pesquisa Ipec desse sábado (1º) apontavam o candidato com 10% das intenções de votos. Apesar de ter indicado Danilo, Paulo Câmara quase não apareceu na campanha do aliado e termina a gestão mal avaliado.

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O candidato José Patriota, que disputa a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) pelo PSB, sofreu um acidente na BR-232 em Pernambuco, durante agenda de campanha realizada no interior do estado. O incidente aconteceu entre os municípios de Pesqueira e Arcoverde, na quarta-feira (28), enquanto o postulante migrava do Agreste para o Sertão, região onde tem intensificado seus discursos. 

Um dos pneus do veículo estourou e o motorista perdeu o controle e capotou. A causa do sinistro será investigada pela Polícia Civil. Após o susto, Patriota foi encaminhado ao Hospital Regional de Arcoverde junto à equipe, mas todos sofreram apenas escoriações e passam bem. O carro sofreu danos graves e a comitiva precisou aguardar por um novo veículo. De acordo com a assessoria do candidato, a agenda de campanha já foi retomada. 

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Mãe de Maria Isabel e Maria Barbara e grávida de Maria Magdalena, Marília Arraes, de 38 anos, foi vereadora do Recife por três mandatos, é a única mulher deputada federal por Pernambuco na atual Legislatura da Câmara dos Deputados e a segunda mulher da história a ocupar o cargo de Segunda Secretária da Mesa Diretora da Casa.

Marília iniciou sua militância ainda muito jovem, inspirada pelo seu avô, Miguel Arraes (ex-governador de Pernambuco, ex-prefeito do Recife, ex-deputado federal) e seguiu atuando no movimento estudantil, quando ainda cursava a Faculdade de Direito do Recife.

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Marília se filiou ao PSB em 2007, quando iniciou a sua trajetória política na Secretaria de Juventude e Emprego de Pernambuco, na gestão do seu tio, o governador Eduardo Campos (PSB). Em 2008, se candidatou a vereadora do Recife e foi eleita a parlamentar mais jovem daquele pleito, com 10 mil votos.

A neta de Arraes rompeu com o Partido Socialista Brasileiro em 2014, e oficializou a saída em 2016, quando se filiou ao PT e começou a fazer oposição ao governo. Naquele ano ela foi reeleita vereadora do Recife, desta vez, pelo Partido dos Trabalhadores, e teve uma das votações mais expressivas, que lhe rendeu a liderança da bancada de oposição na Casa de José Mariano, onde passou 10 anos da sua trajetória política.

No entanto, em 2018, no andamento do seu terceiro mandato no Recife, Marília foi eleita deputada federal por Pernambuco com 193.108 votos, sendo a segunda mais votada. A primeira deputada federal eleita pelo Estado e a única mulher.  

Como votou na Câmara dos Deputados

Em Brasília, mesmo estando no PT, Marília Arraes votou alinhada com a direita em algumas pautas importantes e, em outras, se absteve, como: o PL do porte de armas, a votação do Contrato Verde e Amarelo, que precariza as relações de trabalho, e o projeto de fura-filas de vacinas, a PEC 391, que ampliava o volume de recursos repassados às cidades pelo Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

Em agosto de 2022 surgiu uma fake news acerca do seu voto no Auxílio Brasil. A publicação afirmava que Marília havia sido contrária ao programa, no entanto, ela votou favorável à aprovação do benefício social. 

Candidatura rifada

Em 2020, depois de vários desgastes mesmo com a indicação nacional de Lula (PT), Marília Arraes foi candidata à Prefeitura do Recife pelo PT, tendo João Arnaldo (PSOL) como seu candidato a vice-prefeito. Ela foi a primeira mulher a disputar a vaga no 2º turno, contra o seu primo, o prefeito João Campos (PSB). Marília recebeu 348.126 votos, 43,73%. 

Naquele ano, recebeu o apoio no 2º turno do então prefeito de Jaboatão dos Guararapes, Anderson Ferreira (PL), que chegou a falar, que “eu vejo a candidata Marília Arraes como uma opção espetacular para o Recife”. 

Filiação ao Solidariedade

Após ter a candidatura rifada pelo Partido dos Trabalhadores mais de uma vez e muitos desgastes, Marília resolveu, então, deixar a sigla em março de 2022, no período da janela partidária, e filiar-se ao Solidariedade, onde recebeu apoio e autonomia para concorrer ao Governo de Pernambuco - o que não tinha no PT.

Através de Lula, o PT nacional firmou uma aliança com o PSB em troca do apoio do petista à candidatura de Danilo Cabral (PSB) ao governo, deixando de lado o projeto de Marília Arraes. 

Mesmo estando em um partido à direita, Marília Arraes demonstra ter eleitores fiéis a ela, por isso, vem liderando todas as pesquisas ao Governo de Pernambuco com mais de 30% das intenções de voto, com um percentual de aproximadamente 15% à frente dos seus adversários.

A pesquisa divulgada pelo Ipec na noite dessa terça-feira (28) apontou que mais da metade dos pernambucanos reprovam a gestão do governador Paulo Câmara (PSB). Com 56% dos entrevistados contrários ao executivo estadual, Câmara encerra o ciclo de dois mandatos consecutivos com avaliação negativa. 

O desempenho se manteve em relação ao levantamento publicado no último dia 6. Por outro lado, a aprovação do governador subiu um ponto percentual e alcançou 13%. 

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A gestão de Câmara foi qualificada como regular por 26%, um aumento de dois pontos percentuais comparado a última pesquisa. Outros 5% não souberam responder, uma queda de um ponto. 

O Ipec informou que ouviu 1.504 eleitores, 57 municípios do estado, entre os dias 24 e 26 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o protocolo BR-02828/2022. 

A direção do Partido Liberal (PL) se reuniu, na sexta-feira (23), com a presença de Anderson Ferreira, candidato ao Governo de Pernambuco e Gilson Machado, candidato ao Senado, e decidiu solicitar à Justiça Eleitoral a impugnação da candidaturas de Danilo Cabral (PSB) ao Governo e de Teresa Leitão (PT) ao Senado, por uso político da estrutura do estado e abuso de poder econômico.

A decisão do Partido Liberal tem como base uma planilha que detalha o quantitativo de eleitores de 11 zonas eleitorais do Recife e onde secretarias estadual, municipal e estatais ligadas ao PSB iriam disponibilizar, no próximo domingo (2), data do pleito, três mil voluntários para atuar em prol das campanhas de Danilo e Teresa.

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“Essa é uma velha prática do PSB, mas que vai ter consequência nessas eleições”, disse Anderson Ferreira. “Estamos diante de fortes indícios de crime eleitoral e isso é algo inaceitável”, acrescentou Gilson Machado.

Da assessoria

A coordenação jurídica da campanha de Raquel Lyra (PSDB- Cidadania)  deu entrada neste sábado, 24, numa representação junto ao Ministério Público Eleitoral de Pernambuco {MPE) solicitando apuração de possível abuso de poder político e de cometimento de crimes eleitorais por parte da campanha da Frente Popular. 

 A representação denuncia possível esquema orquestrado pela campanha do candidato do PSB com o intuito de utilizar servidores  do Governo do Estado e da Prefeitura do Recife no dia das eleições de 2022, mediante pressão em favor da candidatura de Danilo Cabral.  “Desde que a lista foi divulgada na imprensa entramos em contato com as autoridades competentes. 

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 A apuração deste possível esquema, que revela a divisão de “voluntários” que ocupam cargos comissionados para atuar na campanha do candidato governista deve ser rigorosa e exemplar”, destaca o advogado Yuri Coriolano, da coordenação jurídica da coligação Pernambuco quer Mudar.   

De acordo com planilha vazada nas redes sociais, há divisão de tarefas para o dia da eleição entre cargos comissionados do governo de Pernambuco vinculados ao PSB, inclusive nominando autoridades do primeiro escalão da gestão Paulo Câmara.  A representação junto ao Ministério Público Eleitoral também é dirigida ao governador Paulo Câmara e ao prefeito do Recife, João Campos.

*Da assessoria 

A coordenação jurídica da campanha do candidato a governador Miguel Coelho decidiu protocolar na Polícia Federal e em diversas instâncias da Justiça pedidos para investigação e fiscalização do uso da máquina estatal comandada pelo PSB no Governo do Estado e na Prefeitura do Recife para influenciar as eleições de 2022.

A decisão foi estabelecida logo após vir a público um documento enviado a secretários, gestores estaduais e municipais exigindo participação no dia das eleições de milhares de cargos comissionados. 

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A operação politica chamada “Dia D Proposta Voluntários” vazou nas redes sociais nesta sexta-feira (23), gerando indignação não apenas no meio político, como também, na sociedade que deseja eleições limpas. As medidas judiciais serão protocoladas pela coordenação jurídica da coligação Pernambuco com força de novo neste sábado (24), no Recife. 

 Confira a nota oficial da coligação sobre o caso: 

 A coligação Pernambuco Com Força de Novo, composta pelos partidos União Brasil, Podemos, PSC e Patriotas, está surpresa e irresignada com a notícia de que estão sendo orquestrados uma operação e um plano de atuação organizada com um exército de cargos comissionados do Governo do Estado de Pernambuco em conluio com a Prefeitura do Recife para influenciar as eleições. 

Não há outra alternativa senão de enveredarmos todos os esforços para combatermos esse projeto criminoso de uso da máquina intitulado “Dia D Proposta Voluntários”. Entraremos com pedidos de providências em todas as esferas competentes dentre elas, a Superintendência da Polícia Federal, Procuradoria-Geral Eleitoral e o Tribunal Regional Eleitoral. 

O famigerado “Dia D” do PSB está contido em uma apresentação enviada para todos os secretários de Estado e da Prefeitura do Recife sobre uma a mobilização que precisa ser feita no dia 02 de outubro, solicitando a mobilização de todos os cargos comissionados e terceirizados, que serão “obrigados” a serem voluntários no dia da votação. Tudo isso, para tentar não caracterizar o descarado uso da máquina pública. O material vazou nas redes sociais e gerou revolta da sociedade.   

Diante de uma postura ilegal e antidemocrática desta monta, a coligação Pernambuco com Força de Novo irá combater duramente o uso da máquina do PSB sem descanso. Nenhum partido ou grupo político se perpetuará pelo abuso de poder ou constrangendo servidores públicos. Desejamos uma eleição limpa e democrática, que respeite acima de tudo a vontade soberana do povo pernambucano.

*Da assessoria 

Raquel: “Serei governadora do povo de Pernambuco para tirar o PSB dessa história”  Continuando o extenso giro pelo Sertão, a candidata ao governo de Pernambuco,  Raquel Lyra (PSDB), participou, nesta segunda-feira (19), de uma sabatina na Rádio Cultura FM, em Serra Talhada. 

Raquel enfatizou que após ter construído um currículo sólido e com entrega de resultados por onde passou, quer ser o instrumento de mudança que Pernambuco precisa. 

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 “O que eu quero é mudar Pernambuco de verdade e ser esse instrumento de mudança que nossa gente precisa. O povo de Pernambuco vencerá essas eleições para tirar o PSB dessa história”, declarou Raquel.   “Nunca me escorei num sobrenome, nem em uma candidatura nacional. Pernambuco vive o pior momento da sua história. Somos campeões de desemprego. E o povo enxerga na gente a possibilidade de ter um rumo diferente para o nosso estado”, acrescentou.  Raquel também reforçou que conhece cada canto do estado, lembrando que neste final de semana fez um verdadeiro mergulho no Sertão, conversando com a população e recebendo apoios importantes por onde passou. “Serei a primeira governadora eleita do interior do estado de Pernambuco, a primeira mulher representante do interior do estado. Que sabe das suas dores, da falta de acesso à água, à estrada, à saúde. Dos que não são enxergados - a não ser no momento eleitoral, de quem vem aqui, bota a bandeira de alguma cor, fica brigando, oprimindo, sufocando, e exigindo que se dê um voto”, frisou.

  Propostas

Raquel falou ainda sobre propostas para mudar Pernambuco. Falando especialmente da Região de Serra Talhada, a candidata destacou as ações para levar água para a população. “Nós vamos fazer um programa de acesso a água. Água para beber, água para cozinhar, água para se banhar. E a gente trabalhar em perfuração de poços, micro sistemas de abastecimento de água, barreiro, barragem, a gente conseguir chegar à vida do pequeno produtor familiar. E também trabalhar o Canal do Sertão para o Araripe, que vai permitir também a gente poder estender perímetros irrigados, para que a gente possa fortalecer a agricultura. E aí a possibilidade de deixar de ser agricultura familiar e passar a ser uma agricultura mais forte, com capacidade de gerar mais emprego, mais renda e até exportar”, ressaltou. 

Além disso, Raquel reforçou o compromisso para construção da Delegacia da Mulher e do Instituto de Medicina Legal (IML) de Serra Talhada.  

*Da assessoria 

O candidato a governador Miguel Coelho esteve em Jataúba na manhã desta segunda-feira (19). Acompanhado da vice Alessandra Vieira e do ex-prefeito Antônio de Roque, Miguel afirmou que Marília Arraes representa o mesmo projeto do PSB, rejeitado por 70% dos pernambucanos. O candidato do União Brasil ainda disse que tirar os socialistas para colocar a adversária do Solidariedade, Marília Arraes é apenas uma troca de conveniência para os interesses de um grupo que governa há mais de uma década. 

“Pernambuco não é capitania dos Campos Arraes. Tem candidata aí que foi eleita a pior deputada federal de Pernambuco, que tem medo de um simples debate, mas que fala ser algo novo. É tudo a mesma coisa, tirar o PSB para colocar Marília é trocar seis por meia dúzia”, disse Miguel.

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“O vice dela era secretário até outro dia, deixou as estradas esburacadas. O senador dela estava também com Paulo Câmara até maio passado e dizia que Danilo era melhor que Marília. Então, percebam, é tudo a mesma coisa. O pernambucano quer mudar e essa turma não tem nada de novo”, acrescentou o candidato do União Brasil. 

Em Jataúba, Miguel ainda se comprometeu a investir em abastecimento de água e melhorar as estradas do Agreste. O candidato a governador pelo União Brasil garantiu que vai encerrar o tempo de perseguição a quem produz. “A politica dessa turma do PSB e agregados é de tomar a moto do trabalhador, de arrochar imposto no empreendedor. Isso vai acabar em 2023, vamos ter um governo para trabalhar pelo povo e não para dificultar a vida de quem mais precisa”, assegurou Miguel.

*Da assessoria 

A candidata ao Governo de Pernambuco, Marília Arraes (SD), iniciou as agendas desta quinta-feira (15) na Zona da Mata Sul do Estado em Ribeirão. Estiveram com Marília as candidatas a deputada federal, Maria Arraes e Fabíola Cabral (que atualmente é deputada estadual) e o deputado estadual e candidato a reeleição, Wanderson Florêncio.

Os candidatos participaram de uma caminhada pelas ruas do centro do município e, em seguida, tiveram um momento para discursar para a população. "Os nossos adversários começaram a se desesperar porque Pernambuco está dizendo sim a uma mudança alinhada ao presidente Lula."

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"Nosso compromisso é com a mudança de Pernambuco e com a vitória do presidente Lula. Inclusive, eles estão falando muito em orçamento secreto, mas secreto de verdade é o governador deles que destruiu Pernambuco e eles escondem", emendou Marília fazendo referência ao governador Paulo Câmara (PSB).

Também estiveram na agenda o vereador de Ribeirão, Milson do Caldinho; os vereadores de Escada, Irmão Luciano e Pedro Jorge; o vereador de Cortês, Nidinho da Saúde; a prefeita de Sirinhaém, Camila Machado; e o ex-prefeito de Água Preta, Eduardo Coutinho.

*Com informações da assessoria de imprensa

 

O mapa das votações no Congresso Nacional, em Brasília, revela que, enquanto deputada federal, a candidata ao governo pelo Solidariedade (Marília Arraes) esteve alinhada muitas vezes à base política bolsonarista. As ausências de Marília em decisões sobre matérias importantes para a vida das pessoas, em certas ocasiões mesmo estando em Plenário no dia da votação, se assemelha às posturas do candidato ao Senado, André de Paula (PSD), e do candidato a vice-governador, Sebastião Oliveira (Avante). Também consolidam uma imagem de ausente dela, pelas recusas a participações em debates televisivos com os demais concorrentes. 

 Entre as ausências da candidata do Solidariedade na Câmara, menciona-se a votação do PL do porte de armas (principal bandeira bolsonarista), a votação do Contrato Verde Amarelo (ideia bolsonarista que precarizava as relações de trabalho) e a votação do projeto de fura-filas de vacinas. “A frequente ausência de Marília nessas votações fundamentais para a vida das pessoas é muito conveniente para ela. Serve para evitar o julgamento da opinião pública e tentar enganar o eleitor com uma imagem falsa”, afirmou o candidato ao governo Danilo Cabral (Frente Popular). “Política se faz com tomada de posições. Política se faz com coragem”, enfatizou Danilo. 

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  Na votação do Projeto de Lei 3.723/2019, que estabelecia regras sobre o uso de armas por caçadores, colecionadores e atiradores, os chamados CACs, Marília registrou presença naquela sessão, mas não votou. O texto do PL definiu os procedimentos para o registro das armas e para a obtenção do certificado de capacidade técnica dos atiradores. Os companheiros de chapa da candidata também adotaram postura favorável ao governo Bolsonaro. 

André votou “sim” ao PL das armas; Sebastião Oliveira se ausentou da sessão, portanto não votou. Esse projeto foi uma das maiores bandeiras de campanha do presidente Jair Bolsonaro; acabou aprovada na Câmara. O também deputado federal e candidato a governador Danilo Cabral estava presente e votou “não” ao Projeto de Lei das armas. 

 Quando teve oportunidades de contestar a tentativa de retirada de direitos trabalhistas, Marília marcou presença na sessão e outra vez se ausentou na votação da Medida provisória nº 905/2019, relativa ao Contrato Verde e Amarelo, programa do governo federal e de Bolsonaro sobre o qual se discutia o incentivo à precarização das condições de trabalho dos brasileiros. O partido Solidariedade, atual sigla de Marília, liberou a bancada para o voto dessa MP; a maioria seguiu uma postura governista e a tendência de votar majoritariamente em defesa dos patrões, virando as costas para os trabalhadores. André de Paula votou “sim”, assim como Sebastião Oliveira votou “sim”, apoiando o projeto do Contrato Verde e Amarelo. Danilo esteve presente na sessão que analisou esta MP nº 905 e votou “não” ao Contrato Verde e Amarelo. A MP foi aprovada pelos deputados, mas o Senado barrou. Depois, teve seus efeitos sustados pela Medida provisória nº 955 de 2020, publicada por Bolsonaro em 20 de abril de 2020.   

A candidata do Solidariedade se absteve (neste caso, Marília estava na sessão, segundo o registro, e teclou a opção da “abstenção”) sobre o Projeto de Lei nº 948/2021, que autorizava empresas privadas a comprarem vacina contra a Covid-19 para imunizarem funcionários. A principal mudança prevista pelo texto era a retirada da exigência, prevista em lei, de que as empresas só poderiam começar a vacinação própria após a imunização dos grupos prioritários pelo SUS. Na prática, significaria permitir que essas empresas furassem a fila da vacina oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Danilo votou “não”.   

Em conduta que parece ser costumeira em pautas decisivas ou polêmicas, a então deputada e agora candidata ao governo Marília estava na sessão de 17 de dezembro de 2019 e voltou a se ausentar na votação do primeiro turno da PEC 391/ 2017, que ampliava o volume de recursos repassados às cidades via Fundo de Participação dos Municípios (FPM). André de Paula, idem; ele estava presente na sessão, mas não votou. A proposta determinava que o aumento fosse escalonado pelos quatro anos seguintes, a partir de 2020 - saindo de 0,25% e chegando a 1% em 2025. 

  Recentemente, em 12 de julho deste ano, Marília votou “não” em análise de importante destaque à Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 15/2022, que excluiria a expressão “estado de emergência” do texto. A PEC permitia que o governo pudesse executar gastos indiscriminadamente, burlando a Lei de Responsabilidade Fiscal e todo o regramento existente para o controle e bom uso de recursos públicos. De outro modo, a exclusão da expressão reduzia a liberdade para a execução de gastos do governo, sem atender às regras fiscais. Danilo votou “sim” à proposta de exclusão da expressão nesta PEC.

*Da assessoria 

O quinto debate entre os candidatos ao Governo de Pernambuco aconteceu na manhã desta terça-feira (13), promovido pela Rádio Jornal. Aproximando-se da etapa final para as eleições de outubro, os postulantes foram mais incisivos ao apresentar suas propostas e ao direcionar críticas aos adversários. Novamente, a rodada foi marcada por fortes críticas ao grupo político de Danilo Cabral, que representa a Frente Popular, encabeçada pelo PSB, e alvo de oposição de todos os demais candidatos. 

A candidata Marília Arraes (SD) esteve ausente mais uma vez, sendo essa a sua quarta falta consecutiva a um confronto. Alguns minutos depois, Arraes compareceu a uma sabatina no NE1, da TV Globo. Anderson Ferreira (PL) também não compareceu, faltando a um debate pela terceira vez. 

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O debate foi aberto por Miguel Coelho (União Brasil), que direcionou a primeira pergunta a Danilo, no tópico mobilidade urbana. Segundo Miguel, as intervenções prometidas pelo PSB poderiam contribuir para desafogar o trânsito na Região Metropolitana, mas, passados 16 anos das gestões do partido no governo e na prefeitura, o trânsito e o transporte público continuam sendo um dos maiores problemas para a população. 

“A gente percebe que Danilo tem dificuldade de explicar o inexplicável. Só no Rio Capibaribe foram desperdiçados mais de R$ 100 milhões e, tirando a parte ambiental, a gente não viu as estações, não viu a ajuda para a população que precisa de um novo modal.” 

Miguel também falou sobre as promessas de redução da tarifa de ônibus e as obras inacabadas de mobilidade, que refletem hoje na Região Metropolitana do Recife, cujo trânsito é considerado o pior do Brasil, de acordo com o ranking internacional TomTom. “Danilo fala de um plano de 10 anos atrás, já se passaram 16 anos do governo do PSB que ele representa, e o povo continua sofrendo. Eles prometeram tarifa a R$ 2,10, e a população paga R$ 4,10”, disse Miguel. 

Raquel Lyra (PSDB), ex-prefeita e única mulher no debate, também direcionou críticas a Danilo Cabral e rebateu quando foi questionada sobre já ter apoiado a Frente Popular no passado. Ela reiterou que Cabral representa a continuidade do governo de Paulo Câmara, tido pelos pernambucanos como o pior da história, em sua avaliação. 

Ao responder ao candidato do PSB sobre combate à pobreza, a candidata disse: “Esse é o principal desafio do próximo governante. Superar a desigualdade e a pobreza. Agora, o que me surpreende, é que o senhor (Danilo) representa a continuidade do governo de Paulo Câmara, mas insiste em retirá-lo das suas propagandas de TV”, sublinhou. 

Raquel lembrou ainda que Danilo foi o secretário de Planejamento responsável pelo fechamento de 60 mil postos de trabalho no estado, no primeiro ano da gestão de Paulo Câmara.  

“Vamos construir uma estratégia para superar a fome, criando o programa Mães de Pernambuco, que dará um auxílio de R$ 300 para mães de crianças de zero a seis anos”, acrescentou a postulante. 

Críticas a Marília Arraes 

Pela segunda vez, Danilo Cabral dedicou um tempo de pergunta a outro candidato para questionar Marília sobre o suposto uso de recursos das emendas de relator. A questão foi levantada durante um momento de pergunta a João Arnaldo (Psol), que já foi candidato a vice-prefeito na chapa de Arraes, em 2020. 

“Eu estou como deputado lá (no Congresso Nacional) esse tempo todo e nunca acessei esse Orçamento Secreto por ter críticas a ele. Na verdade, é uma apropriação de um recurso que pertence ao povo brasileiro e está sendo distribuído de forma questionável para atender interesses de deputados. Há denúncias de uso para cooptação de parlamentares para aprovar propostas que são contra o povo brasileiro”, afirmou Danilo.  

E questionou: “Eu fico indagando se foi por isso que Marília deixou de participar da votação do fura-fila da vacina, da votação do projeto de liberação de armas, a principal pauta do bolsonarismo, e do projeto de refinanciamento das dívidas do FIES dos estudantes. Ou seja, será que foi por isso que Marília deixou de votar tudo isso?". 

O candidato João Arnaldo destacou no debate que, em função da liberação de recursos no Orçamento Secreto, diversas políticas públicas federais estão sofrendo cortes no financiamento, a exemplo da Farmácia Popular e custeio da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). “Eu lamento a ausência dos candidatos aqui, seja o candidato de Bolsonaro, seja de Marília, que, nessa eleição, abandonou as origens da esquerda e se juntou com que tem de pior na direita bolsonarista”, disse. 

 

No segundo confronto entre postulantes na TV aberta, nesta esxta-feira (9), o candidato ao governo de Pernambuco Danilo Cabral (PSB) garantiu que, a partir de 2023, se eleito, vai construir um novo hospital de trauma e reformar os existentes, ajudar as pessoas a limparem o nome no Serasa, subsidiar a compra da casa própria dos pernambucanos, além de outras iniciativas. Ele alertou que, juntas, essas ações vão permitir gerar emprego e renda, combater as desigualdades e preparar um novo ciclo de desenvolvimento econômico no estado.

“Eu estou preparado para este salto de qualidade que Pernambuco vai dar a partir de 2023. Lula será presidente e eu estarei junto com ele. É chegada hora de um novo tempo em Pernambuco”, disse o socialista.

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Na habitação, Danilo afirmou que, ao lado do presidente Lula, vai retomar os investimentos federais para construir casas populares em Pernambuco, com a volta do programa Minha Casa Minha Vida. Para isso, ele explicou que o seu governo vai criar um fundo específico para destinar recursos e garantir um programa de subsídio para moradia popular para quem recebe de um a três salários mínimos por mês. “O presidente Lula já anunciou que vai retomar o Minha Casa Minha Vida e a gente vai subsidiar a compra da casa e deixar a parcela no limite de R$ 300 por mês para que as pessoas possam pagar”, detalhou.

Para ajudar as pessoas a limparem o nome em serviços de proteção ao crédito, Danilo detalhou que vai implantar o programa Desenrola PE. A iniciativa, segundo o candidato, vai ajudar as pessoas que ganham até um salário mínimo e tenham dívidas de até R$ 3 mil a renegociar débitos com até 70% de desconto.

“A gente vai, a partir do ano que vem, limpar quem tá com o nome sujo no cadastro do Serasa, essa que é uma consequência do governo Bolsonaro. Mais de 80% dos pernambucanos estão com o nome sujo no Serasa e algum tipo de endividamento. E nós estamos anunciando um programa de parceria com instituições financeiras para limpar os cadastros dessas pessoas e dar a oportunidade para elas tenham acesso, inclusive, à casa”, anunciou.

Já na saúde, anunciou um robusto pacote de ações, envolvendo a construção de um novo hospital de trauma no estado, reforma dos hospitais da Restauração, Getúlio Vargas, Agamenon Magalhães e outros já existentes, além de concluir as obras das unidades em execução, além de implantar a Telemedicina em Pernambuco.

*Da assessoria

Os candidatos da coligação PERNAMBUCO NA VEIA ao Governo de Pernambuco e ao Senado, Marília Arraes e André de Paula, respectivamente, cumpriram agenda de campanha em São Joaquim do Monte, na tarde desta sexta-feira (9).

A cidade recebeu a chapa majoritária com uma carreata e um ato político no Sindicato dos Trabalhadores Rurais. Carlinhos de Chico, uma das principais lideranças políticas da cidade, esteve presente. 

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Marília iniciou seu discurso enaltecendo André de Paula como candidato. "André tem experiência no Congresso Nacional. Afinal, tem seis mandatos de deputado federal e conhece bem Brasília. André é a melhor opção para senador", afirmou. 

PSB 

A candidata também foi enfática sobre a incoerência política do PSB de Paulo Câmara e Danilo Cabral. "Me deixa muito triste saber que eles insistem em usar a imagem de Arraes e, ao mesmo tempo, fazem o homem do campo sofrer e massacram o trabalhador", observou.

Ela também ironizou a situação calamitosa das estradas de Pernambuco. "Não conheço a Ucrânia, mas sei que lá está em guerra. Tenho certeza, porém, que as estradas de lá não estão tão horríveis como as do nosso Estado, como as daqui da região e as que chegam até São Joaquim do Monte. Esse governo não tem compromisso e é desorganizado", reforçou.

André de Paula, por sua vez, agradeceu a recepção calorosa que recebeu no STR. "Eu fico muito feliz com o carinho que recebi aqui no sindicato de São Joaquim do Monte. Nosso compromisso é com a vida das pessoas e com os trabalhadores", assegurou. 

O presidente do STR, Mano do Sindicato, fez questão de elogiar Marília e lembrar das ações de Miguel Arraes para o homem do campo. "Espero que você faça a mesma coisa que seu avô fez pelo nosso Estado. Seu avô foi uma grande pessoa e você está seguindo o mesmo caminho", disse.

*Da assessoria 

O candidato a governador Danilo Cabral (PSB) prometeu construir três novos centros regionais de desportos, semelhante ao Centro Esportivo Santos Dumont, localizado no bairro de Boa Viagem, no Recife. Os equipamentos, que segundo ele serão instalados na Zona da Mata, Agreste e Sertão, caso vença o pleito, devem custar R$ 21 milhões em investimentos.

Em paralelo, Danilo disse que também pretende fortalecer o programa Ganhe o Mundo Esportivo, garantindo a oportunidade para que atletas da rede pública de ensino possam fazer intercâmbio fora do país e aperfeiçoem nas modalidades.

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“Nós queremos universalizar a presença de quadras de esportes em todas as escolas do estado de Pernambuco e fazer a interiorização de equipamentos como esse que temos no Santos Dumont, que serve para não só a prática de esportes, mas para a formação de atletas. Nós vamos fazer chegar três equipamentos como esse a cada região do estado, na Zona da Mata, no Agreste e no Sertão”, afirmou Danilo Cabral. 

Danilo assegurou que há recursos no orçamento do Governo do Estado para construir os centros. “A Educação tem recursos para isso. Cada centro regional de desportos custa em torno de R$ 7 milhões. Ou seja, são R$ 21 milhões que serão executados através de recursos do próprio Governo do Estado”, explicou o socialista.

Durante caminhada na feira de João Alfredo, interior de Pernambuco, nesta segunda-feira (5), o candidato ao Governo de Pernambuco, Miguel Coelho (União Brasil), afirmou que o governo do PSB persegue motoristas que dirigem motocicletas e toyotas no interior. Ele também apontou que os adversários copiam as propostas da coligação “Pernambuco com Força de Novo”.

Acompanhado da candidata a vice Alessandra Vieira e do senador Fernando Bezerra, Miguel foi recebido em João Alfredo pelo prefeito Zé Martins e diversos vereadores. Nas conversas durante a caminhada, Miguel falou sobre o seu plano de governo e reafirmou o compromisso de zerar o IPVA de motos até 160 cilindradas e dos carros com mais de dez anos de fabricação.

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"Os toyoteiros são perseguidos e não podem trabalhar. Quem tem uma moto, se esconde porque não sabe se estão atrás de bandido ou da moto do trabalhador. É isso que o atual governador faz, cobrar imposto e perseguir as pessoas. Vamos acabar com isso, e mais, vamos zerar o IPVA de motos até 160 cilindradas e de carros acima de dez anos", disse Miguel.

O ex-prefeito de Petrolina também ironizou os adversários que têm copiado a proposta de combater os altos impostos cobrados, criar vagas de creches, entre outras iniciativas. “As pessoas já começam a comparar quem tem trabalho, quem realmente conseguiu mudar a vida das pessoas e quem tem o que oferecer. A população vai saber diferenciar”. 

“Tem candidato copiando nossas propostas, mas o povo não é besta, não. Vamos seguir caminhando todo o estado, mostrando o que fizemos e o que desejamos fazer para transformar Pernambuco num lugar que todos os pernambucanos tenham orgulho de morar", declarou.

Da assessoria

Para o ex-deputado federal Silvio Costa (Avante), por Danilo Cabral (PSB) nunca ter disputado uma majoritária, não tem o seu nome lembrado pelos pernambucanos e isso, na sua avaliação, explica o motivo pelo qual o pessebista ainda não deslanchou nas pesquisas de intenção de voto ao governo estadual, estando em 5º lugar.

Dos cinco candidatos mais bem colocados em Pernambuco, Anderson Ferreira (PL), Miguel Coelho (União Brasil), Raquel Lyra (PSDB) já foram prefeitos. Marília Arraes disputou em 2020, mas perdeu a prefeitura do Recife para João Campos (PSB). 

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“Todos eles trazem consigo o recall de disputas anteriores”, frisa Silvio. Para ele, a constatação sobre o recall indica que, como ainda resta um mês até a eleição, marcada para 2 de outubro, Danilo tem espaço para crescer junto ao eleitorado até o encontro com a urna no primeiro turno.

O ex-deputado salienta que a adesão ao nome de Cabral será resultado das mobilizações de ruas, do impacto do início da propaganda eleitoral de rádio e televisão e do reconhecimento do eleitor de que Danilo é o candidato do ex-presidente Lula (PT) em Pernambuco. 

Silvio, que disputa o cargo de suplente da candidata ao Senado Teresa Leitão (PT), destacou que também é importante que os apoiadores do candidato ao governo façam a "pedagogia" da conquista do voto. “Do mesmo jeito que tem risco ao pilotar um avião, há risco para pilotar o grande estado de Pernambuco, o grande Leão do Norte”, pontua.

O candidato ao Governo de Pernambuco pela Frente Popular, Danilo Cabral (PSB), fez um novo aceno ao eleitorado cristão em uma nova sabatina à Rádio Maranata, nesta sexta-feira (2). Tradicional no estado, o veículo tem como público-alvo a população cristã, em especial a evangélica. Na entrevista, o socialista disse que, caso vença as eleições, o seu governo deve estreitar a relação com as igrejas. 

Em sua fala, o postulante declarou que reconhece o papel de atuação social exercido pelas instituições religiosas, e admitiu que os governos falham em chegar nas localidades e populações que o trabalho de evangelização chega. Cabral demonstrou interesse em construir parcerias com as igrejas, em prol do trabalho social, da educação, saúde e geração de oportunidades. 

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“O estado brasileiro tem um raio de atuação que muitas vezes não consegue chegar em todos os lugares. Essas parcerias serão feitas em meu governo para nos ajudar a chegar aonde o estado não chega. A igreja cumpre esse papel por sua capilaridade. Elas estão presentes em lugares onde, inclusive, estão as pessoas mais necessitadas e tem o princípio e os valores cristãos de prestar solidariedade, de estar junto de quem mais precisa, de dar um apoio espiritual e confortar as pessoas”, destacou Danilo. 

Em um discurso similar aos dos seus opositores, Danilo, que é católico, também aderiu ao discurso dos “valores da família”, mas destacando os aspectos positivos dos ensinamentos cristãos. “Nós queremos reafirmar os valores da família. Eu sou casado há 32 anos, tenho dois filhos e esses valores estão presentes na minha vida e são necessários para esse momento da vida brasileira. A gente está vivendo um momento de desintegração dos valores da família, daí a importância do respeito ao próximo, da fraternidade, do amor. É isso que é necessário nesse momento", colocou. 

 

O segundo debate entre os candidatos do Governo de Pernambuco aconteceu na noite dessa quinta-feira (1º) em Caruaru, no Agreste de Pernambuco. O embate foi direto e não teve temas pré-definidos, com livre escolha para os postulantes. A abertura do bloco foi feita por Miguel Coelho (União Brasil), que perguntou a Danilo Cabral (PSB), em ordem definida por sorteio. O debate foi promovido pelo Diario de Pernambuco, Rádio Clube, Rádio Cultura e TV Nova.  

Desta vez, o candidato do PL, Anderson Ferreira, não compareceu. Marília Arraes (Solidariedade) também faltou ao debate, pela segunda vez seguida. O primeiro foi o promovido pela Rádio Liberdade de Caruaru, no último dia 26. Apesar de dois dos maiores opositores de Danilo Cabral terem faltado a discussão, a troca foi marcada por fortes críticas ao PSB e ao projeto de continuidade do poder da legenda através da candidatura de Cabral. 

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A continuidade da ordem de perguntas foi a seguinte: João Arnaldo (PSOL) pôde indagar Raquel Lyra (PSDB); na terceira oportunidade, o pastor Wellington Carneiro (PTB) perguntou a Miguel; depois, o candidato do PSB questionou João Arnaldo; e, por último, a candidata tucana indagou o petebista. 

Destaques 

O ex-prefeito de Petrolina, que foi o primeiro a falar, abordou questões de infraestrutura e voltou a focar na duplicação da BR-232, que é uma promessa unânime entre os candidatos. Ele relembrou que, há oito anos, quando o governador Paulo Câmara assumiu o Executivo estadual, a mesma promessa eleitoral havia sido feita. Miguel ainda criticou Danilo por “esconder o governador” e por tentar nacionalizar a campanha estadual. Danilo é o candidato apoiado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). 

"Danilo, muito oportuna a tua pergunta para a gente poder falar para todo pernambucano que está cansado de andar nas piores estradas do Brasil, que é fruto da omissão e da incompetência do governo de Paulo Câmara, que é o governo que você representa. A nossa proposta é poder duplicar a 232 até Custódia, porque é o que dá pra fazer com o dinheiro do estado, e não a gente fazer promessa com dinheiro dos outros, que é como você está fazendo. Vamos terminar a BR-104 para poder potencializar o Polo das Confecções, puxar a BR-423 de São Caetano até Garanhuns, duplicar as nossas estradas estaduais como a PE-90, a PE-60 e a PE-45”, respondeu Miguel. 

Raquel Lyra, pela segunda vez, debateu em um polo eleitoral que tem dominado há quase uma década. A aprovação da candidata em Caruaru, onde governou por quase dois mandatos completos, chegou a 80%. "É muito bom participar desse debate em Caruaru, minha terra. Tenho muito orgulho da mudança que iniciei aqui como prefeita. O que começamos em Caruaru tem que continuar e chegar em mais cidades", afirmou Raquel. 

A ex-prefeita também lembrou que o estado tem a Região Metropolitana mais pobre do Brasil: "Há cerca de 15 meses venho andando pelo estado todo e é impressionante a quantidade de gente que não tem o que comer. No meu governo, vamos garantir comida na mesa com o Mães de Pernambuco, que atenderá mães de crianças de até seis anos e que estão na linha de pobreza, para que possam receber R$ 300 por mês, e o Bom Prato, que oferecerá restaurantes fixos e móveis com refeição de qualidade a preço simbólico." 

Quanto ao abastecimento de água, Raquel apresentou projetos que prometem garantir água na torneira em todo o estado. Na área da educação, ratificou a criação de 60 mil novas vagas de creche e, em relação à saúde, reforçou a construção de cinco maternidades. Já na questão da mobilidade, ela se comprometeu em mudar a realidade de quem precisa utilizar o transporte público, principalmente o metrô do Recife. 

Já Danilo Cabral, que foi o alvo de todos os candidatos presentes, deu continuidade às ideias apresentadas no primeiro debate e também na primeira apresentação das diretrizes de governo. O socialista enfatizou que, com o Comida na Mesa, Pernambuco terá a maior rede de proteção social do Nordeste, em parceria com as prefeituras e os pequenos agricultores. Ele também repetiu sobre as cozinhas comunitários em todos os 184 municípios pernambucanos. 

Para induzir a interiorização do desenvolvimento, Danilo garantiu um grande pacote de obras viárias. Junto a um possível mandato de Lula, o socialista prometeu duplicar a BR-232 até Serra Talhada, construindo uma terceira faixa até Salgueiro, integrando o Sertão ao restante do estado.  

“Eu represento a Frente Popular e tenho o apoio do presidente Lula para que, juntos, possamos construir um novo tempo em Pernambuco. A gente viveu o melhor momento com Lula presidente e Eduardo governador e tivemos a honra de fazer parte dessa história, como secretário de Educação, e de ter iniciado uma revolução na educação do estado, que hoje é uma referência no Brasil”, afirmou Danilo. 

 

Candidato ao Governo do Estado pelo Partido Liberal (PL), Anderson Ferreira participou de uma caminhada em Jaboatão dos Guararapes, ao lado de Gilson Machado Neto (PL), candidato ao Senado, nessa quinta-feira (25). Ex-prefeito do município, Anderson disse que a gestão foi responsável pela execução do maior programa habitacional da história da cidade e por políticas públicas voltadas à redução do déficit qualitativo e quantitativo de moradias. Aliado do presidente Jair Bolsonaro (PL), o liberal reforçou a importância da parceria e o diálogo com o Governo Federal.

“Em apenas cinco anos e três meses conseguimos entregar 2.224 unidades habitacionais à população, um compromisso que beneficiou mais de seis mil famílias que deixaram de viver em áreas de risco e hoje contam com a segurança de um teto. Implementamos ainda políticas de regularização fundiária e entregamos 519 títulos de legitimação a famílias que, agora, podem contar o sossego de ter a posse dos imóveis que habitam”, disse Anderson.

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Um levantamento feito pelo pela Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias, em parceria com a Ecconit Consultoria Econômica, aponta que o déficit habitacional no estado supera a marca de 325 mil unidades. A capital pernambucana, segundo o levantamento, registra saldo negativo de aproximadamente 75 mil moradias.

“Essa falta de sensibilidade e de políticas públicas assertivas acabou forçando, ao longo dos anos, uma migração da população de baixa renda e em situação de vulnerabilidade social a buscar alternativas, como no caso das palafitas e áreas de morro. E a realidade é que, com o passar dos anos, esse cenário continua sem uma solução a curto e médio prazo por parte do governador Paulo Câmara (PSB) e do candidato Danilo Cabral (PSB), que isolaram Pernambuco e não buscaram o diálogo com o Governo Federal”, pontuou Anderson Ferreira.

*Da assessoria de imprensa

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