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O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), afirmou em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo que, após receberem ministérios, as bancadas do Progressistas e do Republicanos na Casa farão parte da base do governo. Ele também confirmou que as negociações envolvem a Caixa Econômica Federal, e que as 12 indicações políticas para as vice-presidências do banco passarão por ele.

O Progressistas e o Republicanos foram contemplados com dois ministérios - Esportes e Portos e Aeroportos, que foram respectivamente para os deputados federais André Fufuca (PP-MA) e Silvio Costa Filho (Republicanos-PE).

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Saíram dos cargos Ana Moser e Márcio França - este alocado em uma nova pasta, o Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte.

"É claro que, quando um partido indica um ministro que era líder de um partido na Câmara [caso de André Fufuca], a tendência natural é que esse partido passe a ser base de apoio ao governo na Câmara dos Deputados, como Republicanos, como outros partidos", disse o presidente da Câmara.

Falando pelo seu partido, o PP, Lira garantiu que a sigla agora faz parte da base, à revelia do líder da legenda, o ex-ministro da Casa Civil do governo Bolsonaro, senador Ciro Nogueira. "Estamos tratando de base de apoio. Não estamos tratando de outros tipos de projetos [políticos], por enquanto. Não quer dizer que [isso] não possa avançar, mas por enquanto nós estamos falando de apoio político no Congresso", explicou.

O presidente da Câmara, no entanto, fez questão de pontuar que fazer parte da base não garante que todos os filiados irão votar sempre com o Executivo. "Não [é possível], porque nenhum partido dá todos os votos. Mas eu acredito em uma base tranquila", afirmou. Com a nova configuração, Lira calcula que agora o governo tem entre 340 e 350 votos, que é suficiente para aprovação de Propostas de emenda à Constituição (PEC).

No que diz respeito às indicações para a Caixa, Lira afirmou que a ideia é contemplar diversas legendas de centro, como União Brasil, Republicanos e até parte do PL. "Ali as coisas têm que ser tratadas com muita transparência e vão ser tratadas com muita clareza. E vão ter, claro, indicações políticas que não serão criminalizadas por isso. A turma terá responsabilidade. A exoneração é o primeiro convite para quem não andar corretamente", disse.

Outra parte do acordo que ainda falta ser efetivado é que o Republicanos ficará com os cargos da Fundação Nacional de Saúde (Funasa).

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, afirmou nessa quarta-feira (9), que é contra o possível ingresso do Republicanos, seu partido, na base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

"Sou contra. Não gostaria de ver o meu partido fazendo parte da base do governo", respondeu, de forma sucinta, ao ser questionado por jornalistas sobre o assunto durante entrevista coletiva nesta noite. Tarcísio afirmou ainda que vai avaliar a questão junto ao partido.

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Afilhado político do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o governador é oposição ao governo Lula, embora mantenha relação cordial com o presidente. Tarcísio foi um dos principais articuladores do apoio à reforma tributária na Câmara dos Deputados, à revelia de Bolsonaro, em interlocução direta com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

Segundo o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, o presidente da República já decidiu incorporar PP e Republicanos ao governo. A expectativa é de que a escolha dos deputados federais André Fufuca (PP-MA) e Sílvio Costa Filho (Republicanos-PE) para assumir ministérios ajude na construção de uma base de apoio no Congresso. Lula deve retomar as conversas com o partido depois de voltar da viagem ao Norte do País.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva admitiu que fará ajustes nos ministérios, diante de conversas com partidos para que siglas do Centrão ocupem mais espaço na Esplanada. De acordo com ele, contudo, as pastas a serem mexidas ainda não estão definidas e, ao retornar de viagem ao Estado do Pará, na semana que vem, irá avançar nas conversas sobre o assunto.

"Vou fazer ajustes no governo porque nós temos interesse de construir uma maioria para que, até o final de 2026, a gente possa votar coisas importantes, de interesse do povo brasileiro. Por isso, a troca de ministros não pode ser vista como uma coisa absurda, uma coisa menor", afirmou, durante entrevista a pool de rádios da Amazônia nesta quinta-feira (3). Em meio à pressão de líderes partidários de uma reforma ministerial nos próximos dias, Lula disse não estar com pressa.

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"Temos partidos importantes que querem participar do governo, fazer parte da base do governo, então nós vamos conversar com esses partidos", declarou. "As pessoas sabem que vou fazer e sabem que o presidente da República tem que tomar muito cuidado, muita responsabilidade porque, quando você mexe no tabuleiro, você não pode mexer numa peça errada ou colocar uma peça errada", tranquilizou.

"É verdade que vou fazer mudanças no ministério, mas é verdade que isso ainda não está definido por mim aonde que vou mexer, que ministério que vou entregar, que Estado vai ser beneficiado", disse. "Quando eu voltar (de Belém, em participação da Cúpula da Amazônia), semana que vem, eu vou então definir o que eu vou fazer no governo."

Entidades do movimento negro divulgaram uma nota em defesa da permanência do ministro Silvio Almeida à frente da pasta dos Direitos Humanos e Cidadania. O comando do ministério é um dos interesses do Centrão, que espera ter mais espaço no governo em troca de apoio dos partidos do bloco a pautas importantes para o Planalto.

A nota foi liderada pelo Convergência Negra, que atua como uma articulação de diferentes entidades da causa afro-brasileira. O grupo cobrou do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a permanência do ministro, argumentando que a população negra foi uma base de apoio essencial para a vitória do petista nas eleições presidenciais do ano passado.

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"A população negra foi uma das principais bases de apoio na eleição do presidente Lula e também o principal segmento de apoio na luta contra o fascismo e a extrema-direita, por isso não pode ter sua representatividade ameaçada no governo. Votos negros importam!", afirmam as entidades, em nota publicada nesta quinta-feira, 20.

Na declaração, o movimento negro diz que compreende a necessidade de Lula montar uma base de apoio no Congresso Nacional. Porém, as entidades defendem que a pasta dos Direitos Humanos e Cidadania seja blindada na reforma ministerial do Executivo, que deve ocorrer a partir de agosto. O contrário, afirmam, significaria um desrespeito para a representatividade negra no governo, uma das promessas do petista na campanha eleitoral.

"A manutenção do ministro Silvio Almeida é uma sinalização de que o presidente Lula exerce um governo para todos os brasileiros e brasileiras, em especial aqueles que mais necessitam do Estado. (...) Compreendemos a necessidade da constituição de uma sólida base parlamentar para que o governo se desenvolva, mas esperamos que a nossa representatividade no governo seja respeitada", afirmam as organizações.

Assinaram a nota as seguintes entidades: Agentes de Pastoral Negros (APNs), Associação Brasileira de Pesquisadores Negros (ABPN), Coletivo de Entidades Negras (Cen), Círculo Palmarino, Coordenação Nacional de Entidades Negras (Conen), Fórum Nacional de Mulheres Negras (FMMN), Instituto Nacional Afro-Origem (Inaô), Movimento Raiz da Liberdade, Movimento Negro Unificado (MNU), Rede Quilombação, União Nacional LGBT (UNALGBT) e a União de Negros e Negras pela Igualdade (Unegro).

"A manutenção do Dr. Silvio Almeida no Ministério dos Direitos Humanos é fundamental para a promoção dos Direitos Humanos no Brasil. Nós da Unegro não aceitamos mudanças no Ministério dos Direitos Humanos", disse Conceição Silva, uma das diretoras da entidade.

O ministério dos Direitos Humanos e Cidadania não comentou a possibilidade de mudança na pasta.

Xadrez pode tirar Silvio Almeida da Esplanada

Silvio Almeida é um dos ministros mais populares do governo e reconhecido pela luta contra o racismo. No entanto, pode ficar sem cargo na Esplanada para o Planato acomodar os interesses do Centrão.

Descrito por acadêmicos como um dos grandes estudiosos da atual geração, Almeida é autor do livro Racismo Estrutural, publicado em 2019. Ele é doutor em Direito pela Universidade de São Paulo (USP) e presidente do Instituto Luiz Gama e do Centro de Estudos Brasileiros do Instituto para Reforma das Relações entre Estado e Empresa (IREE).

Confira a ìntegra da nota do Convergência Negra:

A Convergência Negra, articulação que reúne a maioria das entidades nacionais do movimento negro brasileiro, vem a público manifestar seu apoio a gestão do Ministro Silvio Almeida a frente do Ministério dos Direitos Humanos pelos motivos expostos a seguir:

1. O ministro Silvio Almeida representa a parcela majoritária da população brasileira - negras e negros - e tem feito uma gestão a frente da sua pasta em defesa dos direitos desta maioria;

2. O ministro Silvio Almeida tem enfrentado com competência, habilidade e inteligência a direita nazifascista que se caracteriza pelos ataques as direitos humanos em especial das maiorias oprimidas, como negras e negros, mulheres, LGBTs, pessoas pobres e das periferias;

3. O ministro Silvio Almeida tem retomado e fortalecendo os conselhos de políticas públicas (criança e adolescente, idoso, pessoa com deficiência, DH), com isso aproximando a sociedade civil da gestão pública ao tempo que valoriza a democracia participativa, garantido in loco atendimento a famílias vítimas da crise climáticas;

4. O ministro Silvio Almeida é um quadro capacitado na luta contra as injustiças, tomamos como exemplo a gestação da política de enfrentamento à violência patrimonial contra pessoa idosa, o programa de acesso à moradia para população em situação de rua e o projeto nacional de reparação e memória da escravidão. É reconhecido mundialmente e representa o segmento populacional que mais necessita do Estado brasileiro na promoção dos direitos humanos;

5. A manutenção do ministro Silvio Almeida é uma sinalização de que o presidente Lula exerce um governo para todos os brasileiros e brasileiras, em especial aqueles que mais necessitam do Estado.

6. A população negra foi uma das principais bases de apoio na eleição do presidente Lula e também o principal segmento de apoio na luta contra o fascismo e a extrema-direita, por isso não pode ter sua representatividade ameaçada no governo. Votos negros importam!!!

Reiteramos nosso apoio ao governo do presidente Lula em defesa de uma vida mais digna para todo o povo brasileiro, em particular a população negra. Compreendemos a necessidade da constituição de uma sólida base parlamentar para que o governo se desenvolva, mas esperamos que a nossa representatividade no governo seja respeitada.

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou, nesta quarta-feira (19), que é preciso "punir severamente o cidadão que agrediu" o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes no Aeroporto de Roma, na sexta-feira (14).

"Um cidadão desse é um animal selvagem, não é um ser humano." O presidente afirmou que "essa gente que renasceu no neofascimo, colocado em prática no Brasil, tem que ser extirpada, e nós vamos ser muito duros com essa gente, pra eles aprenderem a ser civilizados", disse durante entrevista coletiva concedida em Bruxelas, após a reunião de cúpula da Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) com a União Europeia (UE).

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Centrão

O presdiente também negou a possibilidade de deslocar o ministro da Casa Civil, Rui Costa, para a presidência da Petrobras, como forma de abrir espaço para o PL e o Republicanos no governo. "Não existe. Estou te dizendo com todas as palavras, não existe a possibilidade", disse Lula.

O presidente confirmou que tem interesse em trazer os partidos do Centrão para a base aliada do governo, mas pediu calma nas negociações aos líderes partidários, para que seja construído um acordo "maduro, que seja duradouro". "Quem discute ministro é o presidente da República, não é o partido que pede ministério", afirmou o presidente. "No momento adequado, quando terminar as férias dos deputados, sem a pressa dos líderes, mas com a tranquilidade de quem tem a responsabilidade de presidir um País importante como o Brasil, eu chamarei as pessoas pra conversar. Então irei oferecer aquilo que eu acho que é necessário oferecer pra construir a tranquilidade no Congresso Nacional que nós precisamos." Lula disse que abrirá diálogo "com todas as forças políticas" para fazer as "mudanças legislativas que o Brasil precisa".

Ao comemorar vitórias recentes na Câmara dos Deputados, Lula disse ter sentido uma mudança de clima no mundo político, de "volta à civilização". "O que está parecendo é que existe uma vontade majoritária das pessoas de que o ódio surgido durante o processo eleitoral tem que ser extirpado. Ninguém consegue viver azedo todo dia, ninguém consegue viver amargurado todo dia", afirmou.

Lula declarou ainda 

Após a coletiva, Lula embarcaria para Praia, capital de Cabo Verde, onde será recebido ainda nesta quarta pelo presidente do país, José Maria Neves. Logo após o encontro, o presidente retorna a Brasília.

Um dia depois de confirmar a troca de Daniela Carneiro (Republicanos-RJ) por Celso Sabino (União Brasil-PA) no Ministério do Turismo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a marcar o Ministério da Saúde como território invulnerável à cobiça de grupos políticos. "A Nísia não é ministra do Brasil, ela é minha ministra", disse Lula, referindo-se a Nísia Trindade, titular da Saúde.

Depois da troca no Turismo, Lula precisa fazer novos movimentos para acomodar o PP e o Republicanos e, assim, fortalecer sua base no Congresso. Uma das negociações envolve o Desenvolvimento Social, comandado por Wellington Dias, mas o PT e o próprio Lula resistem a abrir mão da pasta responsável pelo Bolsa Família. O impasse deve ser resolvido somente em agosto, após o recesso parlamentar.

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Entre partidos aliados do governo, é dado como certo que algumas mudanças precisam ocorrer. O líder do PSB na Câmara, Felipe Carreras (PE), disse que a entrada de legendas do Centrão na Esplanada é decisiva para a governabilidade. "A Câmara é formada, em sua maioria, por deputados de centro-direita", declarou Carreras em entrevista ao Estadão/Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado. "Nós temos apenas 136 parlamentares do nosso campo de esquerda. O centro fazer parte do governo eu não acho só justo, acho decisivo para a governabilidade. Acho uma jogada política muito inteligente do presidente."

Na avaliação de Carreras, no entanto, seu partido deve permanecer no governo. O PSB tem hoje três pastas: Justiça e Segurança Pública, comandada por Flávio Dino, Portos e Aeroportos, sob Márcio França, e Indústria e Comércio, dirigida pelo vice-presidente, Geraldo Alckmin. "Não acho que vão mexer no PSB."

Alckmin

Diante da possibilidade de as mudanças na Esplanada desagradarem a partidos aliados ao Palácio do Planalto, atores políticos consideram que Alckmin poderia, em último caso, perder o comando do ministério em prol da governabilidade, já que ainda exerceria o cargo de vice-presidente. "Eu acho que ele está comandando muito bem a área no ministério. Eu não acho uma jogada no tabuleiro de xadrez inteligente do presidente Lula mexer no vice-presidente Alckmin", disse Carreras.

Alckmin, por sua vez, disse ontem que a mudança no primeiro escalão do governo será pontual. "Em relação a ministérios, isso é cargo de confiança do presidente. O representante do partido indica [O MINISTRO]e o presidente escolhe", afirmou o vice após evento em São Bernardo do Campo (SP)[/O MINISTRO].

Emendas

Na avaliação do líder do PSB, a ida de Sabino para o Ministério do Turismo ainda não resolve a formação da base aliada de Lula. Ele defendeu mais espaço no Executivo para o PP e o Republicanos. Além disso, declarou que a demora na liberação de emendas e de cargos regionais ainda não foi resolvida pelo governo.

"Eu imagino que ainda não há clareza de uma base sólida do governo. Agora, deu uma arrumada, com essa questão do deputado Celso Sabino, na bancada do União Brasil, mas não resolveu", declarou Carreras. "O União Brasil, pela sua expressão, pelo seu tamanho, a terceira maior bancada, eu acho que precisa ocupar outros espaços, assim como, eu imagino, o próprio PP e o Republicanos, de alguma forma. Eu torço por isso, trabalho por isso, faço interlocução, como aliado de primeiro hora do presidente Lula", emendou.

'Trocáveis'

As declarações de Lula foram dadas na cerimônia de sanção do novo programa Mais Médicos, ontem, em Brasília. O chefe do Executivo citou o diálogo com o Congresso e a negociação para o Centrão ter mais espaços no governo. "Tem ministros que não são trocáveis", disse Lula, sobre os ministérios cobiçados pelo bloco partidário. Ele também afirmou que lê notícias todos os dias sobre mudanças na Esplanada, e brincou que só faltaria ele próprio "se trocar".

Nísia foi uma das ministras que participaram da cerimônia, realizada no Planalto. Ao ser anunciada, ela foi ovacionada pela plateia sob o coro de "Mulher guerreira do povo brasileiro". Com a sanção do novo Mais Médicos, fica instituída a Estratégia Nacional de Formação de Especialistas para a Saúde, que deve incluir mais 15 mil profissionais na atenção básica do SUS em 2023. A prioridade do programa é para regiões com maior vulnerabilidade socioeconômica.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Em meio ao rearranjo de forças nos ministérios, o líder do PSB na Câmara, Felipe Carreras (PE), afirmou que a entrada de partidos do Centrão na Esplanada é decisiva para a governabilidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O deputado disse, no entanto, que "não seria inteligente" tirar de Geraldo Alckmin, seu correligionário, a pasta do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, movimento que é especulado nos bastidores.

Depois de oficializar a troca no Ministério do Turismo a pedido do União Brasil, com a saída de Daniela Carneiro e a entrada de Celso Sabino, Lula precisa fazer novos movimentos para acomodar o PP e o Republicanos. Uma das negociações envolve o Desenvolvimento Social, comandado pelo petista Wellington Dias, mas o PT e o próprio Lula resistem a abrir mão da pasta responsável pelo Bolsa Família. O impasse deve ser resolvido somente em agosto, após o recesso do Congresso.

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"Democraticamente, a Câmara é formada, em sua maioria, por deputados de centro-direita", declarou Carreras. "Nós temos apenas 136 parlamentares do nosso campo de esquerda. O centro fazer parte do governo eu não acho só justo, acho inteligente, decisivo para a governabilidade. Eu acho uma jogada política muito inteligente do presidente Lula", emendou o líder do PSB.

Diante da possibilidade de as mudanças na Esplanada desagradarem partidos aliados ao Palácio do Planalto, atores políticos consideram que Alckmin poderia, em último caso, perder o comando do ministério em prol da governabilidade, já que ainda exerceria o cargo de vice-presidente. "Não acho que vão mexer no PSB", respondeu Carreras, ao ser questionado sobre a especulação em torno do MDIC. Ele ressaltou que seu partido faz parte também do maior bloco partidário da Câmara, junto com o União Brasil e o PP do presidente da Casa, Arthur Lira (AL).

"O vice-presidente Geraldo Alckmin foi decisivo para uma eleição tão apertada para o presidente Lula, justamente pelo seu perfil, foi governador de São Paulo durante quatro mandatos. Ele empresta uma imagem de muito equilíbrio, de centro-direita. Foi estratégico para a composição da chapa", argumentou Carreras. "Eu acho que ele está comandando muito bem a área no ministério. Eu não acho uma jogada no tabuleiro de xadrez inteligente do presidente Lula mexer no vice-presidente Alckmin", disse. Ele defendeu ainda os ministros Flávio Dino (Justiça e Segurança Pública) e Márcio França (Portos e Aeroportos), ambos também do PSB.

Apenas Sabino no Turismo não resolve

Na avaliação de Carreras, a ida de Celso Sabino (União Brasil-PA) para o Ministério do Turismo ainda não resolve a formação da base aliada de Lula. Ele defendeu que mais espaços no Executivo sejam dados ao PP e ao Republicanos. Além disso, declarou que a demora na liberação de emendas e de cargos regionais ainda não foi resolvida pelo governo.

"Eu imagino que ainda não há clareza de uma base sólida do governo. Agora, deu uma arrumada, com essa questão do deputado Celso Sabino, na bancada do União Brasil, mas não resolveu", declarou Carreras. "O União Brasil, pela sua expressão, pelo seu tamanho, a terceira maior bancada, eu acho que precisa ocupar outros espaços, assim como, eu imagino, o próprio PP e o Republicanos, de alguma forma. Eu torço por isso, trabalho por isso, faço interlocução, como aliado de primeiro hora do presidente Lula", emendou.

O deputado disse que tanto na bancada do PSB quanto em outros partidos ainda há muitas críticas sobre o ritmo de liberação de emendas e de nomeação de aliados em cargos regionais. De acordo com ele, "não há gratidão" dos parlamentares apenas com o pagamento das emendas impositivas, que são obrigatórias. "A gente espera que no segundo semestre, logo em agosto, as coisas deslanchem."

"É muito ruim quando você gera uma expectativa na classe política e ela não é concretizada. A gente teve um ambiente, no primeiro semestre, muitas vezes, de fragilização dos líderes. Na medida em que tinha possibilidade de emendas extras para novos parlamentares, na medida em que era sinalizado um espaço regional para quem compunha a base, e isso não deslancha, recai sobre o líder, que tem obrigação de fazer gestão junto com o Palácio do Planalto", explicou.

Na avaliação de Carreras, o que foi decisivo para a aprovação da reforma tributária e do projeto que retoma o voto de desempate a favor do governo no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) foi a atuação do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, junto ao Congresso. Ele também elogiou a "largueza política" do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que acabou apoiando a reforma, mesmo sendo ex-ministro do governo Bolsonaro.

O Centrão ganhou mais espaço no governo Lula nesta quinta-feira, 13, com a indicação do deputado federal Celso Sabino (União Brasil-PA) para o comando do Ministério do Turismo. Conhecido por apoiar o governo de ocasião em troca de cargos e emendas, o bloco está longe de se dar por satisfeito e almeja novos cargos. Lula tenta blindar pastas que são caras ao PT, como a Saúde e o Desenvolvimento Social, e afirmou que novas trocas na Esplanada só serão discutidas em agosto, após o recesso parlamentar.

Na mira do Centrão estão a chefia de outros ministérios e de empresas públicas, provocando pressão por uma reforma ministerial. O Planalto, com problemas de articulação no Congresso, precisa do apoio de parlamentares do bloco para aprovar projetos de seu interesse.

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Confira outros ministérios e empresas públicas que podem sofrer mudanças:

Ministério da Saúde

Comandado pela ex-presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Nísia Trindade, a Saúde tem orçamento atual de R$ 189 bilhões. O Centrão pressiona pela substituição da chefe da pasta, mas, até o momento, a ministra está blindada pela estrutura do governo, que não quer abrir mão de ter uma liderança técnica no ministério.

O presidente Lula afirmou, no último dia 5, que a ministra permanece no posto e pode "dormir tranquila". "Na semana passada, tinha visto uma pequena nota num jornal com alguém reivindicando o Ministério da Saúde. Fiz questão de ligar pra Nísia e dizer: Nísia, vá dormir e acorde tranquila, porque o Ministério da Saúde é do SUS", disse Lula.

O ministério que abriga programas sociais como o Bolsa Família foi colocado estrategicamente sob o controle de Wellington Dias, quadro histórico do Partido dos Trabalhadores. A pasta é alvo de pressão do Progressistas, partido do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), que busca emplacar seu líder, o deputado André Fufuca (PP-MA), no cargo.

Em entrevista concedida para a TV Record nesta quinta, o presidente da República negou a possibilidade de mudança. "Esse ministério é meu, não sai do PT", disse Lula. No último dia 7, a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, também defendeu a permanência de Dias, chamando a pasta de "coração do governo, a menina dos olhos de Lula", por abrigar as políticas públicas mais caras ao PT.

Uma alternativa cogitada pelo Centrão é divisão da pasta. Com isso, seriam criados os ministérios do Desenvolvimento Social, mantido com Wellington Dias, e do Combate à Fome, com indicação do PP.

Ministério dos Esportes

O Republicanos, que não possui nenhum ministério no governo Lula, também quer emplacar um nome na Esplanada. A tentativa do partido é convencer o governo a nomear o deputado pernambucano Silvio Costa Filho para o lugar de Ana Beatriz Moser, ex-jogadora de vôlei e empreendedora social que lidera a área do esporte desde a transição de governo, em 2022.

Embratur

Presidida por Marcelo Freixo (PSB-RJ), a Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo é ligada ao ministério que agora vai para as mãos de Celso Sabino. A pressão é para que o comando da Embratur também passe para o União Brasil, que deseja um ministério "completo", como afirmado pelo líder do partido na Câmara, Elmar Nascimento (União Brasil-BA).

Funasa

No começo do ano, o governo editou uma Medida Provisória para extinguir a Fundação Nacional da Saúde, órgão ligado ao Ministério da Saúde, que foi controlado pelo Centrão durante o governo Bolsonaro. Contudo, a MP não foi votada pelo Congresso e perdeu a validade.

Agora, segundo o deputado Danilo Forte (União-CE), o governo deve publicar um decreto estruturando uma comissão provisória para a reestruturação da Funasa. Embora o Planalto queira mover o órgão para o Ministério das Cidades, o Centrão briga para que ele seja mantido sob o guarda-chuva da Saúde, para ser turbinado com emendas parlamentares devido ao orçamento da pasta.

Correios

Outro alvo do União Brasil são os Correios. Hoje, a empresa pública é presidida pelo advogado Fabiano Silva. Contudo, o governo tem sido firme na defesa da manutenção da estatal sob o comando do PT, pois, além de bem avaliado pela cúpula do Planalto, Silva foi uma indicação pessoal de Lula e pertence ao grupo de advogados Prerrogativas, que atuou na defesa do presidente durante a Lava Jato.

Caixa Econômica Federal

Presidida atualmente por Rita Serrano, a Caixa está na mira do PP, que quer indicar Gilberto Occhi, ex-ministro dos governos de Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (MDB), que já presidiu o banco, também no governo do emedebista.

Turismo é segunda troca na Esplanada

A troca no Turismo foi a segunda mudança ministerial de Lula em 193 dias, desde o início da atual gestão. Em 19 de abril, o general Gonçalves Dias pediu demissão do cargo de ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), após o vazamento de um vídeo que mostrava o ex-ministro circulando entre golpistas durante a invasão ao Palácio do Planalto em 8 de janeiro.

O líder do PT na Câmara, Zeca Dirceu (PR), disse que defenderá a manutenção dos espaços do partido no Poder Executivo. A declaração vem em meio a negociações para PP e Republicanos entrarem na aliança de governo, possivelmente em cargos ocupados por petistas. Veja a seguir os principais trechos da entrevista:

Chegou a hora de o Centrão entrar no governo?

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A decisão de fazer um governo muito amplo foi tomada em dezembro pelo presidente Lula. Sou a favor de que a gente tenha uma base parlamentar de partidos dentro do governo o maior possível. Obviamente, como líder do PT, é minha obrigação defender que os espaços que são de direito do PT sejam mantidos e preservados.

Quais são os espaços de direito do PT?

Todos (os ocupados hoje). Não há como eu, como líder do PT, ser a favor de que alguém deixe de ocupar um espaço importante. Esse é o papel de quem quer entrar. Agora, não acho que as coisas são contraditórias.

A relação melhorou por causa do espaço que o Centrão ganhará no governo?

Há outros fatores que melhoraram. Sempre teve uma queixa muito grande de os ministros tomarem iniciativa e não comunicarem o Congresso e a gente ser pego aqui de surpresa. Isso mudou muito. Tinha uma queixa muito grande de os ministros irem aos Estados e não avisarem, muitas vezes desconsiderarem a participação dos deputados. Isso não resolveu 100%, mas já melhorou muito. Tinha uma queixa, que também não resolveu 100%, mas já melhorou muito, da execução orçamentária, com previsibilidade, com ritmo, com clareza do que vai ser feito e do que não vai ser feito.

O presidente da Câmara sempre diz que o Congresso é de centro-direita e que o governo precisa entender isso. Nesse contexto, há espaço para pautas do PT?

Acredito que sim. Para nós, do ponto de vista social, o Desenrola acaba tendo um papel importante. Não tenho dúvida de que o Congresso vai aprovar. Vencida a reforma tributária no Senado, vamos insistir para que outros aspectos tributários e de justiça social sejam tratados no segundo semestre. Taxar mega-herança, megafortuna, tributação de lucros e dividendos. É bandeira nossa.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Após mais de um mês de indefinição, o Palácio do Planalto oficializou ontem o deputado Celso Sabino (União Brasil-PA) como novo ministro do Turismo. A substituição de Daniela Carneiro pelo parlamentar atende a uma das muitas demandas do Centrão, mas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o PT já agem para tentar impor limites ao avanço do bloco partidário no governo.

No mesmo dia em que Sabino foi confirmado no comando do Turismo, Lula afirmou que não abre mão de algumas pastas - como Saúde e Desenvolvimento Social - e deixou claro que "é o governo que oferece ministério", não contrário. "Esse ministério (Desenvolvimento Social) é ministério meu, não sai do PT; Saúde não sai. Não é o partido que quer vir para o governo que pede ministério, é o governo que oferece ministério", declarou o presidente durante entrevista concedida à TV Record.

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A pasta do Desenvolvimento Social, sob o comando de Wellington Dias, é responsável pelo Bolsa Família; já a Saúde, de Nísia Trindade, tem orçamento de R$ 189 bilhões e virou alvo do desejo do Centrão, que vislumbra emendas, cargos e projeção eleitoral.

Lula afirmou ainda na entrevista que, na volta do recesso parlamentar, em 1.º de agosto, conversará com líderes para novas trocas em pastas "à luz do dia". "A hora que voltar o Congresso, vou conversar e toda a imprensa vai ficar sabendo do que foi ofertado", disse.

Cargos em disputa

Para tentar melhorar a relação com a Câmara, o presidente prometeu cargos ao PP e ao Republicanos, mas petistas resistem a ceder espaços considerados "de direito" do partido. O líder do PT na Câmara, Zeca Dirceu (PR), disse que defenderá a manutenção dos espaços da legenda no Executivo (mais informações na página ao lado).

Mesmo com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e o líder do União Brasil na Casa, Elmar Nascimento (BA), em férias, as negociações para a entrada do Centrão na Esplanada continuam. Ontem, o governo acertou os termos da recriação da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), um dos pleitos do bloco. O decreto para oficializar a estrutura do órgão deve sair até este sábado, 15, segundo o deputado Danilo Forte (União Brasil-CE).

Além da Funasa, cujo comando deve ficar com o Centrão, a entrega da Caixa Econômica ao PP é considerada "quase certa". O nome do ex-ministro Gilberto Occhi é um dos nomes mais fortes para substituir Rita Serrano, atual presidente da instituição.

Há, ainda, um pedido do Centrão para assumir a Embratur, vinculada ao Turismo. Nesse caso, o governo resiste a ceder a agência presidida por Marcelo Freixo (PT). Também está na mira do bloco o Ministério do Esporte, de Ana Moser. Um dos nomes cogitados para a pasta é o do deputado Silvio Costa Filho (PE), do Republicanos, que tem proximidade com Lula.

Bancada

A mudança no Turismo ocorre depois da pressão do Centrão por mais espaço na atual gestão em troca de apoio a projetos de interesse do Planalto no Congresso. Daniela Carneiro ficou no cargo por pouco mais de seis meses e foi alvo de fritura enquanto a negociação com o União Brasil não era concluída. Como mostrou o Estadão/Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, após atritos internos na cúpula da sigla que atrasaram a nomeação de Sabino, o senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) reiterou ontem a Lula que o deputado é o nome de consenso na legenda.

A substituição na pasta virou uma meta da articulação do governo depois de derrotas em votações na Câmara. Com uma bancada de 59 deputados, o União Brasil foi cobrado a entregar mais votos para pautas de interesse do Executivo, porque já tinha sido contemplado com três ministérios.

A bancada do União Brasil na Câmara, porém, se disse sub-representada na Esplanada. Os ministros Waldez Góes (Integração) e Juscelino Filho (Comunicações), da cota do partido, são considerados indicações de Alcolumbre. Daniela, por sua vez, pediu desfiliação da sigla após se desentender com a cúpula da legenda.

Na Câmara, prioridade de novo ministro era a defesa dos animais

Anunciado como novo ministro do Turismo, o deputado Celso Sabino (União Brasil-PA) apresentou apenas quatro projetos de lei relacionados à área que vai comandar desde que assumiu o primeiro mandato na Câmara, em 2019. Na Casa, o parlamentar priorizou temas como a defesa da causa animal e a área da saúde nos 60 projetos de lei em que é autor.

Dos quatro projetos de Sabino que tratam sobre o Turismo, dois foram protocolados na Câmara menos de duas semanas antes das primeiras especulações sobre a troca ministerial. Os textos apresentados em maio conferem aos municípios de Moju e Igarapé-Mirim, no Pará, os títulos de capitais nacionais do dendê e do açaí, respectivamente.

Em relação à causa animal, Sabino é autor de 14 projetos, que abordam desde a proibição de homenagem de órgãos públicos a condenados por maus-tratos até a tipificação criminal de abandono de animais. O deputado de 44 anos e graduado em Direito e Administração é ainda autor de dez propostas na área da Saúde e seis sobre energia elétrica.

Ex-tucano

Eleito pelo PSDB em 2018, o evangélico Sabino deixou a legenda após se alinhar ao governo de Jair Bolsonaro e defender apoio a Arthur Lira (PP-AL) em vez de Baleia Rossi (MDB-SP) na disputa ao comando da Câmara. A decisão resultou na abertura de processo de expulsão da sigla.

Além da proximidade com bolsonaristas, Sabino tem um histórico de críticas a Lula. Em 2016, quando o presidente foi indicado para a Casa Civil no governo Dilma, o parlamentar protestou nas redes. "A chefa do Executivo aceitou a manobra do seu partido para garantir foro privilegiado ao homem que poderia ser preso por crimes como lavagem de dinheiro. Assim caminha a atual conjuntura política brasileira", escreveu no Facebook. Em junho, questionado pela reportagem, ele apagou a postagem.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O deputado federal Celso Sabino (União Brasil-PA) será o novo ministro do Turismo do governo Lula. O anúncio foi feito nesta quinta-feira, 13, após a novela da saída de Daniela Carneiro da pasta que se alonga por mais de um mês. A mudança ocorre depois da pressão do Centrão por mais espaço na atual gestão em troca de apoio a projetos no Congresso.

Em nota, o Planalto informou que Lula teve reunião com Sabino e a nomeação para o Turismo sairá no Diário Oficial nos próximos dias.

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Daniela ficou no cargo por pouco mais de seis meses e ganhou duas sobrevidas à frente do ministério enquanto o governo não fechava a negociação com o União Brasil. Na última sexta-feira, 7, ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, informou que há expectativa de a ex-chefe do Turismo assumir a vice-liderança do governo na Câmara dos Deputados.

Eleito pelo PSDB em 2018, Sabino deixou a legenda após se alinhar ao governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e defender que o partido apoiasse Arthur Lira (PP-AL) em vez de Baleia Rossi (MDB-SP), então candidato de Rodrigo Maia. A decisão do deputado de apoiar o candidato do governo à Presidência da Câmara culminou com a abertura de um processo de expulsão da sigla.

A troca no Ministério do Turismo virou uma meta da articulação do governo depois de derrotas e riscos para o Planalto em votações na Câmara. Com uma bancada de 59 deputados, o União Brasil foi cobrado a entregar mais votos para pautas de interesse do Executivo, porque já tinha sido contemplado com três ministérios na formação do governo: Turismo, Comunicações e Desenvolvimento Regional. Mas a bancada do União na Câmara respondeu aos articuladores do presidente que não tinha sido responsável pela indicação de nenhum desses ministros.

Daniela era tratada como uma escolha pessoal de Lula, enquanto Desenvolvimento Regional é considerado uma indicação do senador Davi Alcolumbre (União-AP). Só a pasta de Comunicações é vista como uma premiação aos deputados do União.

Como Daniela recorreu à Justiça Eleitoral para deixar o União Brasil, o partido passou a pressionar o Planalto para trocá-la por Sabino. Padilha chegou a prometer que Lula faria essa mudança até o dia 21 de julho, mas a ministra conseguiu adiar o desembarque e negociar recompensas para uma espécie de "saída honrosa".

A presidente da Caixa Econômica Federal, Rita Serrano, disse, nesta quinta-feira (13), que as especulações sobre sua saída são apenas para causar instabilidade no governo e que não houve nenhuma conversa sobre essa possibilidade.

"Primeiro, quero dizer que estou aqui, então estou trabalhando", afirmou Serrano, em coletiva de imprensa nesta quinta-feira, 13. "Sabemos que todos os nossos cargos são do presidente da República e ele que avalia com relação a se fica, se sai, o que faz", esclareceu.

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De acordo com ela, não existe "absolutamente nada de concreto" em relação a uma possível mudança no comando.

"Não houve nenhuma conversa sobre essa possibilidade. O que nós temos visto é uma especulação muito grande da imprensa que não envolve só meu nome, mas vários nomes", declarou.

"No caso da Caixa, estamos trabalhando inclusive o dobro", destacou.

Ao comentar sobre a aprovação da reforma tributária na Câmara, na semana passada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e os líderes do governo no Congresso souberam negociar a pauta com o Parlamento com muita persistência e habilidade.

"Quando o governo manda um projeto de lei ao Congresso Nacional ou uma medida provisória, essa medida provisória, necessariamente, não tem que ser aprovada tal como o governo quer", disse, durante transmissão semanal ao vivo nas redes sociais, denominada de Conversa com o Presidente. "É normal que você negocie", acrescentou, citando que parlamentares podem sugerir ideias melhores do que as que o governo apresentou.

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Para chegar à maioria na governabilidade, Lula destacou ser preciso negociar para chegar a um acordo. "Foi o que aconteceu com muita persistência e habilidade do nosso ministro da Fazenda, companheiro Haddad, do nosso líder Jaques Wagner, no Senado, do nosso líder na Câmara, José Guimarães, do nosso ministro Padilha, da negociação", declarou.

Na fala, Lula criticou que, muitas vezes, a negociação é tratada de forma pejorativa pela imprensa. "Não é a política do ‘é dando, que se recebe’ que todo mundo fala", disse.

"A gente não negocia com o Centrão, o Centrão não é um partido político, o Centrão se junta em função de determinadas coisas, mas habitualmente você negocia com o partido", declarou. "Então, precisamos construir essa governabilidade." Durante a entrevista, Lula também elogiou o trabalho do relator da matéria, deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PP-PB). (Aguinaldo) Teve um comportamento exemplar, não brincou com a reforma tributária, levou a sério", disse.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse, em entrevista ao podcast O Assunto, que a relação que construiu com o Congresso, especialmente o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), é a volta da política com 'P' maiúsculo.

"É a volta da política com 'P' maiúsculo para produzir os melhores resultados. Eu nunca desrespeitei a institucionalidade da Câmara e Senado. A seriedade com que tratamos os assuntos gerou um ambiente de confiança", disse.

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Questionado sobre se sua relação com Lira se tornou uma ponte para o governo trafegar com mais facilidade pelo Legislativo, Haddad disse que vislumbrou a possibilidade de aproximar as pessoas. "Eu não dou murro em ponta de faca, mas quando vejo que as pessoas querem conversar, se eu puder aproximá-las eu faço", disse.

Questão socioambiental

O ministro da Fazenda disse apostar que a marca deste novo governo Lula será a questão socioambiental. "Na minha opinião, a questão socioambiental será a grande marca deste governo", disse o ministro, reiterando que a apresentação do plano de transição ecológica agradou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva - e é uma grande aposta do governo para o segundo semestre.

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e líderes partidários deixaram o Palácio da Alvorada, residência oficial da presidência da República, após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nesta sexta-feira, 7. O encontro foi um gesto de agradecimento do chefe do Executivo aos congressistas, após a aprovação da reforma tributária na Casa.

Esta é a primeira vez que Lula se reúne com líderes e parlamentares da Câmara. Até então, o chefe do Executivo vinha resistindo a participar ativamente da articulação política. Após o Centrão ameaçar derrubar a estrutura ministerial do governo na votação da medida provisória da Esplanada, no final de maio, Lula tentou marcar um encontro para apaziguar a relação

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Os líderes, no entanto, resistiram a "posar para foto" com o presidente naquele momento, quando havia grande insatisfação. Eles se queixavam da demora na liberação de cargos e emendas, além do tratamento dado por ministros aos parlamentares. A tese na ocasião era de que se reunir com Lula seria dar uma sinalização de "apaziguamento", sem terem seus pleitos atendidos.

Em 28 de junho, o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), disse que Lula havia pedido reuniões semanais ou a cada 15 dias com os líderes partidários da Câmara. Ao fazer um balanço de sua atuação no cargo durante os seis primeiros meses do governo, nesta o deputado reconheceu que o impasse na votação da MP dos Ministérios foi grave. "Parecia que o teto do plenário Ulysses Guimarães ia cair na nossa cabeça", brincou, na ocasião.

O encontro de hoje não constava na agenda do presidente. Além de líderes partidários, também participaram personagens que foram importantes para a aprovação da reforma tributária, como o relator do texto, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), e a deputada Tabata Amaral (PSB-SP), que participou do Grupo de Trabalho que se dedicou a debater a proposta na Câmara nos últimos meses. O ministro da Casa Civil, Rui Costa, e o titular da pasta das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, também estiveram presentes.

Na noite de quinta-feira, 6, a Câmara aprovou a reforma tributária em dois turnos. No primeiro turno foram 382 votos a favor, 118 contra e três abstenções. Já no segundo, foram 375 votos a favor, 113 contra e 3 abstenções. Era necessário o apoio de no mínimo 308 deputados, nos dois turnos. O texto aprovado na Câmara cria o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), que substituirá o ICMS estadual e o ISS municipal, e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), que ficará no lugar de tributos federais, como o PIS e a Cofins.

Nesta tarde, a Câmara também deu uma outra vitória ao governo e aprovou o projeto de lei que retoma o chamado "voto de qualidade" no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf). A matéria, que é um dos trunfos da equipe econômica para aumentar a arrecadação e cumprir as metas de resultado primário do arcabouço fiscal, virou barganha política nos últimos dias.

O ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Paulo Pimenta, mudou o tom e afirmou que a ministra do Turismo, Daniela Carneiro, já colocou seu cargo à disposição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. De acordo com o ministro, o anúncio oficializando quem ficará à frente da Pasta ocorrerá só depois que conversas com o União Brasil forem concluídas.

"Não tem carta de demissão, mas a ministra já colocou o cargo à disposição", afirmou o ministro a jornalistas, no Palácio do Planalto. "Na realidade, é só o anúncio de quem ficará no lugar dela que ocorrerá depois que as conversas forem concluídas."

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Segundo Pimenta, Daniela "já tem conhecimento que será indicado um outro nome para ocupar a função que ela tem hoje". Questionado se o nome ainda não estaria fechado, o ministro confirmou que a pessoa para chefiar o Turismo "é o nome que as pessoas têm comentado", em referência ao deputado federal Celso Sabino (União Brasil-PA).

Mais cedo, o ministro comunicou à imprensa que Daniela havia ganhado uma sobrevida, após reunião nesta tarde com Lula e o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha. A justificativa dada por ele é que o governo quer focar a atenção nesta semana para acompanhar votações importantes no Congresso para, semana que vem, se debruçar nas organizações dentro do governo.

A ministra do Turismo, Daniela Carneiro, se comprometeu a apresentar sua carta de demissão do cargo nesta quinta-feira (6), em uma reunião de despedida com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, segundo fontes do Palácio do Planalto informaram ao Estadão. O compromisso foi assumido pelo marido de Daniela e prefeito de Belford Roxo (RJ), Wagner "Waguinho" Carneiro, em reunião com o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, na noite desta quarta-feira, 5. Para o lugar de Daniela está prevista a nomeação do deputado Celso Sabino (União-PA).

A saída de Daniela tinha virado uma novela no governo, após quase um mês de negociação. A articulação política do Planalto queria fazer a troca para melhorar a votação de projetos na Câmara, mas o desfecho demorou por conta de uma lenta negociação com o marido da ministra. Para que Daniela deixe o cargo, Padilha teve que atender a pedidos de verbas e obras feitos por Waguinho.

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Essa troca no Ministério do Turismo virou meta da articulação do governo depois de derrotas e riscos para o Planalto em votações na Câmara dos Deputados. Com uma bancada de 59 deputados, o União Brasil foi cobrado a entregar mais votos para pautas de interesse do Executivo, porque já tinha sido contemplado com três ministérios na formação do governo: Turismo, Comunicações e Desenvolvimento Regional. Mas a bancada do União na Câmara respondeu aos articuladores de Lula que não tinha sido responsável pela indicação de nenhum desses ministros.

Daniela era tratada como uma escolha pessoal de Lula, enquanto Desenvolvimento Regional é considerada uma indicação do senador Davi Alcolumbre (União-AP). Só a pasta de Comunicações é capitalizada como uma premiação aos deputados do União, embora dividida e bancada pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).

Como Daniela recorreu à Justiça Eleitoral para deixar o União Brasil, o partido vinha desde o começo de junho pressionando o Planalto para trocá-la por Sabino. Padilha chegou a prometer que Lula faria essa mudança até o dia 21 de julho, mas a ministra conseguiu adiar o desembarque e negociar recompensas em uma espécie de "saída honrosa".

Para deixar o cargo, o marido da ministra obteve do Planalto a promessa de que o governo federal vai financiar um hospital oncológico e um instituto federal de educação em Belford Roxo.

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), disse nesta quarta-feira, 28, que não existem problemas para o governo no Congresso. Ele mencionou projetos do Executivo que foram aprovados ou estão avançando, como a nova regra fiscal e a reforma tributária.

"Uma demonstração muito clara de que essa suposta dificuldade do governo no âmbito do Congresso Nacional, em especial do Senado Federal, ela inexiste", declarou o Pacheco.

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"O exercício de poder feito exclusivamente para poder se ter mais poder, sem pensar no coletivo, e sem pensar na evolução do nosso país seria muito egoísta, e muito antirrepublicano, para não dizer outra coisa, nesse momento no país", disse o presidente do Senado.

Pacheco falou em Lisboa, em Portugal, onde é realizado o Fórum Jurídico do Instituto de Direito Público (IDP). A instituição é ligada ao ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes.

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, almoçou neste sábado (17) com o deputado Celso Sabino (União Brasil-PA), em Belém, após compromissos do petista na capital paraense. O parlamentar é cotado para assumir o Ministério do Turismo em substituição a Daniela Carneiro, a Daniela do Waguinho, esposa do prefeito de Belford Roxo (RJ), Waguinho Carneiro (Republicanos).

No encontro, o presidente confirmou que Sabino será ministro, segundo aliados do parlamentar.

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Celso Sabino é aliado do presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (PP-AL), que busca mais espaço na Esplanada. Lula é pressionado por Lira e pelo Centrão para trocar a ministra.

O Ministério do Turismo é da cota que o presidente cedeu ao União Brasil. A ministra Daniela Carneiro era filiada, mas deixou o partido.

O almoço foi intermediado pelo governador do Pará, Helder Barbalho (MDB). Em discurso, o emedebista reforçou o interesse em ter Celso Sabino no primeiro escalão do governo. "Celso representará todos nós, para que o Pará possa estar fortalecido", disse. Lula ouviu e ignorou a menção ao discursar.

Procurado, o deputado não quis falar sobre o encontro. Apesar da sinalização da troca, interlocutores do petista dizem que Lula não deve solucionar o impasse no Turismo antes de viajar para agendas na Itália e no Vaticano. O presidente embarca na segunda-feira, 19.

Ex-integrante do PSDB e evangélico, Sabino é considerado um nome capaz de acomodar os interesses de Arthur Lira na Esplanada. E a decisão de Lula por um parlamentar do União com boas relações internas poderia garantir apoio mais coeso da base do partido às propostas do governo na Câmara.

Em 2016, o deputado condenou a indicação de Lula para ministro da Casa Civil da então presidente Dilma Rousseff (PT). Na época, afirmou que a nomeação do petista era uma estratégia do Partido dos Trabalhadores para garantir foro privilegiado a Lula.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai abrir espaço para o grupo de Arthur Lira (PP-AL) no primeiro escalão do governo. A garantia foi dada ontem por Lula, em reunião com o presidente da Câmara, no Palácio da Alvorada. Na conversa, Lula se comprometeu a tratar do assunto no retorno de sua viagem internacional.

Como mostrou o Estadão, uma ala do PP, partido de Lira, quer comandar o Ministério da Saúde. Lula resiste a entregar a pasta, hoje ocupada por Nísia Trindade, mas admite ceder cargos nessa estrutura. Além disso, o presidente decidiu substituir a ministra do Turismo, Daniela Carneiro (União-RJ) pelo deputado Celso Sabino (União-PA), aliado de Lira. Lula e Sabino vão se encontrar hoje em Belém (PA).

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Para justificar a troca, o governo usa o argumento de que Daniela já pediu a desfiliação do União Brasil, partido que hoje comanda três ministérios. Aliados de Lira observam, no entanto, que a mudança envolve uma pasta com orçamento pequeno, o Turismo, e cobiçam espaço maior no primeiro escalão.

Em mensagens no Twitter após o encontro de ontem, Lira afirmou que esteve no Palácio da Alvorada, a convite de Lula, para discutir pautas destinadas ao crescimento do País, especialmente a reforma tributária e o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf). "Não se falou de mudanças no Ministério do presidente Lula", escreveu o presidente da Câmara.

MEDIDAS PROVISÓRIAS

Lira disse ter ouvido de Lula a intenção de reduzir o envio de Medidas Provisórias, definidas por ele como "um anseio do Congresso Nacional". Foi o segundo encontro entre os dois en 11 dias. Após ameaçar não pautar projetos de interesse do Palácio do Planalto enquanto o governo não resolvesse o problema da articulação política, Lira adotou tom conciliador no Twitter. Disse que a reunião entre ele e Lula ocorreu agora porque os dois vão viajar e ficariam cerca de 15 dias sem se encontrar. O presidente tem compromissos na Itália e na França, na próxima semana, e Lira estará em Portugal, a partir de quarta-feira.

"Tratamos do bom momento da economia brasileira, a intenção de trabalharmos juntos pelo país, e as recentes aprovações de matérias pela Câmara dos Deputados com esse objetivo", destacou o deputado.

Horas antes, o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, disse que o governo fará uma força-tarefa com o objetivo de destravar nomeações para cargos nos Estados e monitoramento semanal. Pelos seus cálculos, há 403 indicações pendentes, feitas por partidos, que não foram nem inseridas pelos ministérios no Sistema Integrado de Nomeações e Consultas (Sinc).

Padilha e Rui Costa, ministro da Casa Civil, vêm disputando influência sobre as nomeações políticas. No Congresso, a culpa pela demora nas indicações é atribuída a Costa.

O ministro das Relações Institucionais disse que esse foi um encaminhamento da reunião ministerial de anteontem. Segundo ele, a coordenação desse esforço será de seu ministério.

"Mas a composição partidária não está em discussão em relação ao Ministério da Saúde", destacou ele. "Há outros ministérios que foram discutidos com a composição partidária, que é parte da democracia. O Ministério do Turismo é um exemplo disso", completou Padilha, um dos fiadores de Nísia Trindade no governo.

BEIJA-MÃO

Ainda ontem, o ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom), Paulo Pimenta, visitou Lira na residência oficial da Câmara. Anteontem, foi a vez de Rui Costa, conversar com o presidente da Câmara.

O "beija-mão" não foi à toa. Em seis meses de gestão, Lira conseguiu transformar Lula em refém de sua agenda. Com apenas 140 votos da esquerda e o espectro político de centro dividido, sem dar segurança nas votações, o governo não consegue aprovar nenhum projeto de lei se não tiver apoio do Centrão.

Em conversa com Rui Costa, na quarta-feira, o líder do União Brasil, Elmar Nascimento, disse que o governo precisa atender o chamado "blocão" nas trocas ministeriais para ampliar sua base de sustentação na Câmara. Ao Estadão/Broadcast, Elmar afirmou apenas ter relatado ao ministro a necessidade de o governo corrigir falhas na articulação política. "Para bom entendedor, meia palavra basta", disse ele.

O Centrão liderado por Lira se movimenta há algumas semanas para controlar o Ministério da Saúde, que foi por muito tempo feudo político do PP e tem um orçamento de R$ 188,3 bilhões neste ano.

Na prática, o PP mudou de estratégia para conseguir o comando da Saúde. O partido fez chegar ao governo que poderia apadrinhar um nome "técnico" para a pasta. A ideia é indicar alguém do setor, e não mais um político, como forma de reduzir a resistência de Lula. Uma ala da bancada, porém, defende a nomeação do deputado Dr. Luizinho (PP-RJ), que também é médico.

A atual ministra Nísia Trindade, ex-presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), não é ligada a nenhum partido e deputados têm reclamado da falta de interlocução com ela, até mesmo do PT. Há queixas, ainda, de demora na liberação de emendas parlamentares por parte do Ministério da Saúde.

 

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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