Tópicos | saída

Nesta terça-feira (27), Zeca Camargo anunciou sua saída da TV Globo. O apresentador publicou um vídeo para dizer que o ciclo na emissora chegou ao fim. "Você que me acompanha aqui [no Instagram] sabe que tudo que sempre busco são novos horizontes. Que agora, tenho a mais lúcida clareza, se abrem para mim. Coisas boas virão. Sempre", explicou.

Zeca afirmou que teve a chance de trabalhar em um lugar "aberto às boas ideias". Atualmente, ele comandava no canal o programa É de Casa. A atração exibida nas manhãs de sábado também era apresentada por Ana Furtado, André Marques, Cissa Guimarães e Patrícia Poeta.

##RECOMENDA##

Ao longo dos 24 anos de serviços prestados na Globo, Zeca Camargo esteve à frente do Fantástico, No Limite, Hipertensão, Vídeo Show, entre outros projetos.

Confira o pronunciamento:

[@#video#@]

O secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson Kleber de Oliveira, informou que vai deixar o cargo do Ministério da Saúde. Ele foi o braço direito de Luiz Henrique Mandetta, ex-ministro da pasta, durante a pandemia do novo coronavírus, chegando a pedir demissão em abril. Na época, Mandetta pediu para que Wanderson permanecesse exercendo a sua função.

De acordo com informações do G1, a saída do secretário do governo do presidente Jair Bolsonaro teria sido acordada na última quarta-feira (20), em conversa com o ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello. Wanderson de Oliveira está previsto para sair do cargo nesta segunda-feira (25). 

##RECOMENDA##

"Apesar de sair da função de Secretário de Vigilância em Saúde, continuarei ajudando ao Ministro Pazuello nas ações de resposta à pandemia. Somos da mesma instituição, Ministério da Defesa e conosco é missão dada, missão cumprida", informou Wanderson.

O presidente dos EUA, Donald Trump, decidiu nessa quinta-feira (21) se retirar de outro acordo importante de controle de armas, o Tratado de Céus Abertos, em vigor há 18 anos, que permite que seus integrantes realizem voos de reconhecimento sobre o território de outras nações para monitorar possíveis movimentos militares, com o objetivo de estabelecer uma relação de confiança entre os governos.

O governo russo deve ser informado oficialmente hoje do rompimento, segundo o secretário de Estado, Mike Pompeo. "A Rússia não aderiu ao tratado", disse Trump. "Até que eles se juntem, nós nos retiramos."

##RECOMENDA##

Este é o terceiro acordo de controle de armas do qual Trump decide retirar os EUA desde o início de seu governo. O primeiro pacto abandonado foi sobre o programa nuclear do Irã, em 2018. No ano seguinte, a Casa Branca deixou o Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário (INF), que limitava os arsenais atômicos dos dois países.

Autoridades americanas há muito reclamam que Moscou estava violando o Tratado de Céus Abertos ao não permitir voos sobre uma cidade onde a Rússia estaria construindo armas nucleares que poderiam alcançar a Europa, além de proibir o monitoramento sempre que os russos realizavam exercícios militares.

Em relatórios sigilosos, o Pentágono e as agências de inteligência americanas sustentaram que os russos também estão usando voos sobre os EUA para mapear a infraestrutura do país, que poderia ser atingida por ataques cibernéticos. Assessores dizem que Trump ficou irritado com um avião russo que sobrevoou seu campo de golfe em Bedminster, nos Estado de Nova York, em 2017.

A decisão do presidente dos EUA já é vista como mais uma evidência de que ele também pode estar pronto para abandonar o único tratado de armas que resta com a Rússia: o "New Start". Esse pacto limita os Estados Unidos e a Rússia a possuírem 1.550 mísseis nucleares cada. O acordo expira semanas após a próxima eleição presidencial, em novembro.

Ontem, a Rússia afirmou que a saída americana é um "golpe" para a segurança europeia. "A retirada dos EUA desse tratado significa não apenas um golpe nas bases da segurança europeia, mas também nos instrumentos militares existentes e nos interesses essenciais de segurança dos aliados dos EUA", disse o vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Alexandre Grouchko. "Não é um tratado bilateral, mas multilateral. E uma decisão tão brusca afetará os interesses de todos os participantes, sem exceção."

De acordo com Grouchko, "nada impedia uma discussão mais aprofundada sobre os problemas técnicos que os Estados Unidos estão apresentando hoje, como, por exemplo, violações da Rússia", acrescentou o vice-ministro, acusando Washington de ter eliminado um "instrumento que serviu aos interesses da paz e da segurança da Europa nos últimos 20 anos". (Com agências internacionais)

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Depois da saída de três ministros do governo em menos de um mês, o presidente Jair Bolsonaro minimizou as demissões e destacou nesta terça-feira (19) que "nenhum ministro saiu por corrupção".

Bolsonaro disse ainda que "governadores de esquerda estão liberando a cloroquina agora". A declaração irônica foi feita em resposta a uma apoiadora que comentou o diagnóstico positivo para Covid-19 do governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB).

##RECOMENDA##

Corrupção

"Nenhum ministro saiu por corrupção ou acomodação partidária. No passado, trocava centenas de ministros por ano e a imprensa falava nada. Agora trocam um aqui e eles...", afirmou Bolsonaro, sem completar a frase, para apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada.

Pelo segundo dia seguido, Bolsonaro evitou falar com a imprensa. Em resposta a um apoiador que reclamava das notícias sobre a pandemia do novo coronavírus, o chefe do Executivo recomendou: "É só você não ouvir a mídia, pô. Não ouve a mídia, não".

"Parece que só querem o caos no Brasil, né?", disse o presidente depois de ouvir críticas do apoiador relacionas às orientações veiculadas na imprensa para que a população fique em casa.

Cloroquina

O uso da cloroquina em pacientes com Covid-19 foi uma das divergências que levaram à saída de Nelson Teich do Ministério da Saúde. Nesta terça-feira, Bolsonaro se reúne com o ministro interino da pasta, Eduardo Pazuello.

A expectativa é que o presidente discuta o novo protocolo para o uso da cloroquina em casos leves da covid-19. O encontro ocorre em meio a dúvida de quem assumirá a pasta permanentemente depois da saída de Teich.

Agenda

Nesta terça, o presidente também se reúne com o ministro da Economia, Paulo Guedes, o secretário especial de Desestatização, Desinvestimento e Mercados, Salim Mattar, e o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Marco Pontes. O ministro e o secretário da Economia também participam de outro encontro com o presidente incluindo o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque.

À tarde, Bolsonaro recebe os ministros da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, da Cidadania, Onyx Lorenzoni, e o ministro do Tribunal de Contas da União Augusto Nardes.

Nesta terça-feira (5), parlamentares do PSB apresentaram um projeto para alterar o regimento interno da Câmara dos Deputados e, assim, dar ao presidente da casa, Rodrigo Maia (DEM), 30 dias para analisar o pedido de impeachment feito contra Jair Bolsonaro (sem partido).

A iniciativa foi tomada pelo deputado Denis Bezerra (PSB). Outros 14 deputados pessebistas assinaram o projeto, que tramita na Comissão de Constituição e Justiça e deve seguir em seguida para o plenário da Câmara dos Deputados para poder ser votada.

##RECOMENDA##

A revista Época aponta que a mudança seria definitiva e, por tanto, não seria exclusiva para o caso de Bolsonaro - que já tem dezenas de pedidos protocolados. Essa mudança não precisaria passar pelo Senado, já que trata exclusivamente de uma mudança regimental na Câmara.

 

O presidente da Republica, Jair Bolsonaro, acenou para o ministro Paulo Guedes na manhã desta segunda-feira  (27) e afirmou que o economista é o único homem que decide sobre a economia do País no governo de Bolsonaro. A declaração, feita ao lado de Guedes, ocorreu depois de crescer no mercado financeiro e no governo rumores sobre a permanência ou não do chefe da Economia na equipe.

As especulações de que Guedes seria agora "a bola da vez" aumentaram nos últimos dias após a demissão de Sérgio Moro do Ministério da Justiça.

##RECOMENDA##

"O homem que decide economia no Brasil é um só, chama-se Paulo Guedes. Ele nos dá o norte, nos dá recomendações e o que nós realmente devemos seguir", disse Bolsonaro na saída do Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República.

Na manhã desta segunda-feira, o presidente recebeu ministros para café da manhã. O encontro não estava previsto na agenda.

Em resposta, Guedes agradeceu diversas vezes a confiança que Bolsonaro põe em seu trabalho e no programa apresentado para a economia. O ministro afirmou que o Brasil seguirá a mesma política econômica, com reformas estruturantes e investimentos bilionários nas áreas de saneamento, infraestrutura, óleo e gás e setor elétrico.

"O presidente deixou muito claro desde o início que nós íamos preservar vidas e preservar empregos, estamos desde o início dessa crise do coronavírus, nós estamos justamente lançando uma camada de proteção para os mais frágeis e mais vulneráveis. Nós fizemos um ajuste da nossa política, passamos de reformas estruturantes para medidas emergenciais", disse Guedes.

O ministro afirmou que o Executivo e o presidente já está olhando para o futuro e pediu para que ministros preparassem estudos para a retomada.

Segundo ele, os documentos foram coletados pelo ministro-chefe da Casa Civil, general Walter Braga Netto. "Ele é o coordenador das ações. Ele coordena as ações e integra as ações dos diversos ministérios", disse.

A ausência de Guedes no lançamento do programa Pró-Brasil, coordenado pela Casa Civil, repercutiu negativamente.

Ao lado de Bolsonaro, o ministro se mostrou confiante e disse que o País voltará para a curva de retomada da economia que estava antes da crise causada pelo novo coronavírus. "Queremos reafirmar justamente a todos que acreditam na política econômica, que ela segue, é a mesma política econômica, nós vamos prosseguir com as nossas reformas estruturantes vamos trazer bilhões em investimento em saneamento e infraestrutura", afirmou.

Congresso

O presidente Jair Bolsonaro moderou o tom de suas falas sobre o Congresso Nacional e afirmou que o parlamento "é bastante sensível e simpático às casas voltadas para a economia". Nas últimas semanas, diversas declarações de Bolsonaro, em especial a participação em ato a favor da ditadura e do AI-5 (dia 19/4), desgastaram a relação com parlamentares.

Durante entrevista na saída do Palácio da Alvorada, Bolsonaro citou as reformas estruturais e medidas fiscais que tramitam na Casa.

"Há uma preocupação muito grande nossa de total responsabilidade com os gastos públicos. Temos algumas reformas pela frente, que brevemente estarão sendo discutidas e votadas. Temos o problema do coronavírus ainda, mas o Ministério da Economia continua alerta e trabalhando para que o Brasil realmente vença este obstáculo agora e volte para o caminho da prosperidade", disse o presidente.

O pedido de demissão de Sérgio Moro do comando da pasta da Justiça e Segurança Pública tem causado repercussão em todos os setores. Apontado como eventual presidenciável em 2022, o apresentador global Luciano Huck afirmou, nesta sexta-feira (24), que a saída do ex-juiz do governo gera “uma enorme frustração”. Para Huck, pautas como o combate à corrupção e as milícias ficam adiadas sem Moro.

“A saída de Moro gera uma enorme frustração. Tudo indica que as mudanças tão defendidas pela população ficam adiadas. Em especial a agenda anticorrupção e o combate firme ao crime organizado e às milícias”, escreveu no Twitter.

##RECOMENDA##

O apresentador acrescentou que com a pandemia do novo coronavírus, os esforços do presidente Jair Bolsonaro, apesar de não citá-lo nominalmente, deveriam estar na saúde e não na politicagem por interesses pessoais. “Além disso, o Brasil deveria estar focado agora na superação desta pandemia. Gastar tempo com polticagem, e ainda pior com interesses pessoais e não coletivos, é desperdiçar oportunidade preciosas de salvar vidas”, disse.

Na avaliação de Luciano Huck, agora “infelizmente desponta uma crise política, institucional e jurídica em meio a uma pandemia. E com o enorme desafio de encaramos o uma possível depressão econômica pela frente. O momento é grave e exige patriotismo, acima de qualquer divergência.”

O ministro da Justiça, Sergio Moro, fará um pronunciamento às 11h desta sexta-feira (24) na sede do ministério. A expectativa é que Moro anuncie sua saída do governo. O presidente Jair Bolsonaro exonerou o diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, em publicação no Diário Oficial da União desta sexta. 

 Moro teria pedido demissão na manhã da quinta-feira (23) após ser informado pelo presidente da intenção de exonerar Valeixo. O ministro teria dito que não permaneceria no governo caso a direção-geral da PF fosse trocada.

##RECOMENDA##

 A exoneração foi publicada como "a pedido" de Valeixo e com assinaturas eletrônicas de Bolsonaro e Moro. A assinatura de Moro é apenas formalidade já que a PF é subordinada ao seu ministério. O ministro não teria sido avisado oficialmente da publicação.

Mais de uma vez, Bolsonaro demonstrou interesse em mudar o comando da PF. O presidente estaria buscando ter mais controle sobre a instituição. 

A Polícia Federal está investigando suposto esquema de fake news para atacar autoridades, entre elas adversários políticos do presidente. A investigação foi aberta pelo STF e mira, entre outros, o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos) e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL), que estariam por trás do gabinete do ódio.

A PF também investigará as manifestações a favor do golpe militar promovida por bolsonaristas e com participação do presidente no domingo (19). A apuração foi aberta a pedido do procurador-geral da República, Augusto Aras. Entre os alvos estão empresários e deputados federais bolsonaristas.

O ex-decano da força-tarefa da Operação Lava Jato, em Curitiba, Carlos Fernando dos Santos Lima saiu em defesa do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, e atacou o presidente Jair Bolsonaro em post no Facebook nesta quinta-feira, 23, logo após notícia sobre a possível interferência na troca no comando da Polícia Federal. "Moro deve sair. Bolsonaro não é correto, não tem palavra, deixou o ministro sem qualquer apoio no Congresso tanto nas medidas contra a corrupção quanto durante o episódio criminoso da Intercept, e nunca foi um real apoiador do combate à corrupção", escreveu Carlos Lima., defendeu o ex-procurador.

O ministro e ex-juiz da Lava Jato, em Curitiba avisou que deixará o governo caso o presidente imponha um novo nome para comandar a PF, atualmente ocupada por Maurício Valeixo. O Estadão/Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) apurou que o ministro não aceita que essa troca venha de "cima para baixo", e defende o direito de fazer a escolha.

##RECOMENDA##

A saída de Valeixo do cargo de diretor-geral da corporação já estava sendo tratada por Moro, que tentava encontrar um nome de sua confiança para o cargo. Bolsonaro, no entanto, avisou que nomearia um substituto. É a segunda vez que o presidente ameaça trocar a cúpula do órgão.

Desde o ano passado, Carlos Lima acusa as tentativas de Bolsonaro de tentar "subordinar" a PF e o Ministério Público Federal para salvar "os seus". Aposentado desde 2019, ele virou consultor de compliance e especialista em combate à corrupção.

O ministro da Saúde Luís Henrique Mandetta, que já vinha sofrendo uma longa fritura no governo por desentendimentos com o presidente Jair Messias Bolsonaro (sem partido), acaba de anunciar sua demissão no meio da crise de saúde causada pela Covid-19 e para assumir o cargo, o presidente convidou o médico oncologista Nelson Teich. 

Por meio de sua conta no Twitter, o agora ex-ministro diz que acabou de receber a notícia do próprio Bolsonaro e agradeceu pelo período à frente da pasta.

##RECOMENDA##

Confira:

[@#video#@]

O clima entre o ex-ministro e o presidente já não era dos melhores a algum tempo devido a divergências de opinião a respeito de como lidar com o desafio que é conter a Covid-19. Enquanto Bolsonaro defende isolar apenas pessoas dos grupos de risco e a reabertura de empresas com volta ao trabalho, Mandetta, que é médico, é a favor da quarentena voluntária para toda a população que não presta serviços essenciais.

Mandetta sofreu ameaças de demissão que não se concretizaram diversas vezes nas últimas semanas e chegou até mesmo a ser alvo de conversas entre o deputado federal Osmar Terra com ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, que afirmou categoricamente que no lugar do presidente “teria cortado a cabeça dele (Mandetta)” em uma chamada acidentalmente ouvida por um repórter do canal de notícias CNN. 

No entanto, parece ter sido uma entrevista ao Fantástico, da TV Globo, que é frequentemente atacada pelo presidente, a gota d’água para Bolsonaro mandar Mandetta, que perdeu nesse momento o apoio da ala militar do governo, embora. No último domingo, Mandetta fez várias críticas veladas à postura do presidente, que frequentemente descumpre medidas de prevenção à COVID-19, o que levou a reações internas no governo e, ao que tudo indica, à perda de apoio e sua consequente demissão.

Substituto

Mandetta será substituído no cargo pelo médico oncologista Nelson Teich, que esteve reunido com o presidente na manhã desta quinta-feira (16). Teich foi consultor da área da saúde durante a campanha de Bolsonaro e fundou, no ano de 2018, o Instituto COI, que realiza pesquisas sobre o câncer.

Em currículo publicado nas redes sociais, o oncologista e novo ministro afirma ter sido consultor do secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Denizar Vianna, entre setembro de 2019 e março deste ano. Ambos foram sócios no Midi Instituto de Educação e Pesquisa, empresa fechada em fevereiro de 2019.

A página de Teich no LinkedIn no dia 3 de abril traz uma postagem sobre o enfrentamento à crise de saúde causada pela Covid-19. No texto, o médico e agora ministro critica as “discussões polarizadas entre saúde e economia”.

“Esse tipo de problema é desastroso porque trata estratégias complementares e sinérgicas como se fossem antagônicas. A situação foi conduzida de uma forma inadequada, como se tivéssemos que fazer escolhas entre pessoas e dinheiro, entre pacientes e empresas, entre o bem e o mal”, afirmou ele no post.

LeiaJá também

--> Pesquisa: demissão de Mandetta é rejeitada por 76,2%

--> 'Mandetta fez uma falta grave. Merecia cartão', diz Mourão

--> Bolsonaro já prepara a substituição de Mandetta

--> ONU: "Só vacina para Covid-19 recuperará a normalidade"

 

 

A crise do coronavírus não impediu que a comissão de frente do bolsonarismo nas redes sociais montasse um cronograma de celebrações para o segundo semestre. Nenhuma das datas ali citadas, porém, tem vínculo com qualquer previsão para o fim da pandemia. A "folhinha bolsonarista" compartilhada em grupos de WhatsApp por integrantes da ala ideológica do governo traz três efemérides para 2020.

No calendário de "datas comemorativas", seguidores do escritor Olavo de Carvalho citam o último dia de mandato do presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, em 30 de setembro, e a aposentadoria compulsória do decano da Corte, Celso de Mello, que completa 75 anos em 1.º de novembro.

##RECOMENDA##

Além disso, no afã de ver mudança no comando do Congresso, o grupo errou a data de término da gestão de Rodrigo Maia (DEM-RJ) como presidente da Câmara e de Davi Alcolumbre (DEM-AP) à frente do Senado ao mencionar o terceiro dia memorável de 2020. A presidência de Maia termina no fim de janeiro de 2021, assim como a de Alcolumbre. Mas, para o almanaque do bolsonarismo, o "último dia de mandato presidencial" dos dois é 31 de dezembro.

Nas mídias digitais, Maia apanha dia e noite de bolsonaristas. Também atacado pelo líder do governo, deputado Vitor Hugo (PSL-GO), o presidente da Câmara se queixou da forma como tem sido tratado pelo Planalto. "Você entra por uma porta e, quando sai, leva um coice." Maia ainda criticou a postura do governo em relação à China. "Não entendo como o governo brasileiro, nesse momento de crise, desqualifica a China." Para o chamado "gabinete do ódio", capitaneado pelo vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), o coronavírus foi "plantado" pelos chineses para causar pânico nos mercados globais e fortalecer a economia do país asiático. O próprio presidente Jair Bolsonaro tem essa teoria, externada pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e pelo ministro da Educação, Abraham Weintraub.

Diante de tantas crises, por que mesmo bolsonaristas/olavistas contam os dias para a saída de Toffoli da presidência do Supremo e para a aposentadoria de Celso de Mello? A ala ideológica do governo nunca perdoou Toffoli por dar o voto de minerva que derrubou a prisão após condenação em segunda instância, em novembro, abrindo caminho para a soltura do ex-presidente Lula.

Com Celso de Mello foram muitos os embates, mas basta lembrar o sucinto comentário feito pelo magistrado quando o jornal O Estado de S. Paulo revelou, em fevereiro, que Bolsonaro havia compartilhado vídeo convocando atos contra o Congresso e o Supremo. À época, o decano disse que Bolsonaro demonstrava hostilidade aos demais Poderes da República e uma visão indigna de quem não está "à altura do cargo". 

O secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, o epidemiologista Wanderson de Oliveira, pediu demissão na manhã desta quarta (15). A informação foi divulgada em nota oficial do ministério.

Wanderson - apontado como um dos principais formuladores da estratégia do Ministério da Saúde para enfrentar a Covid-19 - era uma das autoridades que mais participavam das entrevistas e ações da pasta no enfrentamento à pandemia. Ele, assim como o ministro, Luiz Henrique Mandetta, era favorável ao isolamento social como uma das mais fortes estratégias de contenção ao vírus. 

##RECOMENDA##

A saída de Wanderson, no meio à pandemia reforça o sinal de alerta instaurado pelas rusgas no relacionamento do presidente Jair Bolsonaro e o ministro Mandetta. Funcionários da pasta acreditam que a demissão de seu gestor pode acontecer ainda nesta quarta (15).

 

O secretário de Saúde do Distrito Federal, Osnei Okumoto, pediu exoneração do cargo nesta segunda-feira (16) no momento em que os casos do novo coronavírus avançam no País. A dispensa de Okumoto, "a pedido", foi publicada em edição extra do Diário Oficial local de ontem. Para o lugar dele foi nomeado Francisco Araújo Filho, que hoje preside o Instituto de Gestão Estratégica da Saúde. Araújo vai acumular as duas funções.

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, exonerou também Fabiana Loureiro Binda do Vale do cargo de diretora do Hospital Regional da Asa Norte (HRAN), unidade de referência para atendimento e tratamento de coronavírus na capital federal. Ela havia assumido o cargo há apenas cinco dias. Até a publicação desta matéria, não havia sido anunciado o nome para substituí-la.

##RECOMENDA##

De acordo com a última atualização do Ministério da Saúde, há em todo o Brasil 234 casos confirmados para a doença e 2.064 pacientes suspeitos. Pela plataforma federal, o DF registra 13 casos confirmados. Mas, segundo a Secretaria de Saúde local, já são 19 pacientes confirmados com a doença. São Paulo é o Estado com o maior número de infectados (152) e registrou nesta terça-feira a primeira morte decorrente da covid-19.

O vice-governador de Minas Gerais, Paulo Brant, anunciou nesta quarta-feira (11) que deixou o partido Novo. Brant compôs a chapa eleitoral de Romeu Zema, o único governador eleito pelo Novo nas eleições de 2018.

Em nota, o vice-governador disse que "o povo de Minas não votou no programa e na plataforma política do Partido Novo". Ele ressaltou o fato de, apesar de a chapa vencedora ter recebido 72% dos votos válidos no segundo turno, o partido ter conquistado 3,7% dos votos para a Assembleia Legislativa mineira e 4,6% dos votos para a Câmara dos Deputados.

##RECOMENDA##

Brant defendeu, ainda, que sua saída do partido ajudaria o governo Zema a conquistar maioria parlamentar na Assembleia, e que facilitaria a governabilidade e o avanço do plano de governo em Minas. "O Partido Novo no Brasil tem escolhido manter-se à margem das coalizões, com o intuito principal de zelar pelo seu programa partidário, deixando em segundo plano as exigências da responsabilidade política que priorizam a governabilidade e o funcionamento do Estado", ele escreveu.

Críticas

Zema foi alvo de críticas públicas do próprio partido no mês passado. O Novo divulgou uma nota em que desaprova o aumento de 41,7% no salário de bombeiros e policiais.

O aumento para servidores do setor de segurança foi enviado à Assembleia num projeto do próprio governador. "O partido entende o direito dos servidores de pleitearem reajustes, mas a situação fiscal atual de Minas, que herdou uma condição de calamidade financeira, não permite qualquer gasto adicional", disse o partido na ocasião, em nota.

A saída do vice-governador do partido ocorre seis dias após a troca de gestão na sigla. O empresário João Amôedo, que fundou o partido e concorreu à Presidência da República em 2018, anunciou na quinta-feira passada, 5, que havia deixado o cargo de presidente nacional do Novo.

Leia a íntegra da carta divulgada por Paulo Brant sobre sua saída do Novo:

No sistema constitucional brasileiro, baseado num irrestrito pluripartidarismo, o principal dever de um governante democrático é a construção de uma maioria parlamentar que permita o funcionamento do governo.

Em Minas o governo eleito recebeu 43% dos votos no primeiro turno e 72% dos votos no segundo, elegendo-se com a mais ampla maioria. O Partido Novo, legenda do Governador e do Vice-Governador, na mesma eleição obteve apenas 3,7% dos votos para a Assembléia Legislativa e 4,6% dos votos para a Câmara Federal.

Os resultados eleitorais revelaram claramente que o povo de Minas não votou no programa e na plataforma política do Partido Novo, mas sim em uma chapa que lhe pareceu capaz de renovar as práticas políticas tradicionais e, principalmente, resolver os problemas da população que estão no âmbito das competências dos Estados federados.

O Estado de Minas precisa de grandes reformas para sair da crise que todos conhecem. Para isto é preciso que o governo articule uma ampla coalizão política que permita a aprovação das legislações necessárias.

O Partido Novo no Brasil tem escolhido manter-se à margem das coalizões, com o intuito principal de zelar pelo seu programa partidário, deixando em segundo plano as exigências da responsabilidade política que priorizam a governabilidade e o funcionamento do Estado em benefício dos seus cidadãos.

Por entender que nosso compromisso essencial é governar o Estado e resolver os problemas reais que afligem nossa população, decidi deixar o Partido Novo para poder cumprir na sua integridade os meus deveres políticos e constitucionais, colocando o meu Estado acima de tudo.

Reafirmo a minha lealdade e meu apoio a este Governo, composto por homens de bem e liderado por um mineiro exemplar, na conduta ética, no compromisso com o bem comum e na competência de gestão. Romeu Zema!

Reafirmo também os meus valores e princípios que me conduziram ao Partido Novo. E também as minhas ideias, aqui me distanciando do Partido no que tange ao meu entendimento de que as nossas ideias devem ser contextualizadas e contrapostas às ideias diversas, num diálogo aberto e democrático, essência da boa política, e não serem alçadas à condição de dogmas irrenunciáveis, o que fecha as portas à política.

Não tenho dúvidas de que o processo de regaste da grandeza e da dignidade de Minas Gerais terá de ser o resultado de uma grande construção política, incluindo todos os mineiros de bem. Não será obra de um partido único.

Paulo Eduardo Rocha Brant

Vice Governador do Estado de Minas Gerais

O procurador-geral da República, Augusto Aras, dispensou do cargo o seu vice José Bonifácio Borges de Andrada nesta segunda-feira (9). Aras disse se tratar de uma "movimentação normal". Para o lugar de Andrada, ele nomeou o vice-procurador-geral eleitoral Humberto Jacques de Medeiros.

Em decisão publicada no Diário Oficial da União, Aras diz que tomou a decisão "a pedido". Andrada estava no cargo desde 26 de setembro de 2019, quando o recém-empossado PGR nomeou sua equipe de trabalho. Ele já havia ocupado a função de vice-procurador-geral da República no segundo mandato de Rodrigo Janot. Também foi Advogado-Geral da União durante o último ano do governo Fernando Henrique Cardoso, em 2002.

##RECOMENDA##

Humberto Jacques, por sua vez, estava na lista da equipe de trabalho de Aras. Ele é o vice-procurador-geral eleitoral. Em novembro do ano passado, Jacques buscou uma saída alternativa que previa a manutenção dos mandatos dos deputados "infieis" de PSB e PDT que votaram favoravelmente à Reforma da Previdência mesmo após seus partidos fecharem questão pelo voto contrário.

Em parecer enviado no mesmo mês ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Jacques se manifestou contra a coleta de assinaturas digitais para a criação de partidos. A medida ajudaria o Aliança, partido do presidente Jair Bolsonaro, a sair do papel. À época, o vice-procurador-geral eleitoral disse que todo o esforço na Justiça Eleitoral "é devotado ao tratamento dos documentos em papel".

O ministro-chefe da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, classificou como "maior mentira" a história de que o ministro da Economia, Paulo Guedes, teria pedido para sair do cargo. "Maior mentira", disse ao ser questionado em rápida conversa com a imprensa no evento de lançamento do novo crédito imobiliário da Caixa nesta quinta-feira, 20.

Nesta semana, sem que tivesse vindo à tona ruído sobre eventual saída do titular da Economia do governo, o presidente Jair Bolsonaro disse ter certeza de que Guedes "vai continuar conosco até o último dia".

##RECOMENDA##

Fora da União Europeia (UE) pela primeira vez em quase 47 anos, o Reino Unido iniciou neste sábado uma "nova era" em que deverá superar as divisões e redefinir seu lugar no mundo, negociando a nova relação comercial com Bruxelas, mas também com Washington.

"A cortina se abre para um novo ato em nosso grande drama nacional", disse o primeiro-ministro Boris Johnson em uma mensagem à nação, quando o país deixou oficialmente o bloco europeu, para celebração de alguns e lágrimas de tristeza de outros.

"Despedida da UE" (The Times), "O dia em que dizemos adeus" (The Guardian) ou "O Reino Unido corta finalmente laços com a UE" (Financial Times): a imprensa recebeu o dia como uma nova página do futuro do país. "Agora a construir o Reino Unido que nos prometeram", pediu o jornal The Mirror.

Porém, graças a um período de transição que vai até o fim de dezembro, pouco ou nada mudou na realidade para a maioria.

Agora sozinhos, os britânicos devem "usar os novos poderes, a soberania recuperada, para conquistar as mudanças pelas quais as pessoas votaram", disse Johnson.

O resultado do referendo de 2016, quando 52% dos britânicos votaram a favor do Brexit, foi explicado por muitos como uma reação desesperada da parte do país - principalmente o norte da Inglaterra - esquecida por uma globalização que enriqueceu Londres e aumentou as desigualdades.

O conservador Johnson conseguiu acabar com anos de bloqueio político em eleições antecipadas em dezembro, nas quais seduziu várias circunscrições de trabalhadores que desejavam o Brexit. Com o resultado, ele prometeu reunificar o país e investir, em educação e saúde, para reduzir as desigualdades.

"Há muito em jogo" 

"O Brexit está longe de ter acabado. A batalha sobre a UE pode ter acabado, a batalha pelo Reino Unido está a ponto de começar", afirmou neste sábado o lobby pró-Brexit da indústria pesqueira, que espera recuperar a prosperidade com o gim das cotas e a presença de barcos europeus.

Na segunda-feira, Johnson fará um discurso para apresentar suas metas para os britânicos e o papel do Reino Unido no mundo.

No momento, porém, precisa lidar com o descontentamento de uma parte importante do país, a Escócia, uma nação semiautônoma de 5,4 milhões de pessoas em sua maioria contrárias ao Brexit que, em uma tentativa de retornar à UE, parece cada vez mais tentada por uma eventual independência.

Uma grande manifestação para pedir um segundo referendo de autodeterminação, após a vitória do não em uma consulta em 2014, estava prevista para este sábado em Edimburgo.

Entre as poucas mudanças visíveis de maneira imediata, a missão diplomática britânica em Bruxelas, até agora denominada "Representação do Reino Unido ante a UE", enviou um funcionário durante a manhã para mudar a placa de seu edifício, que agora diz "Missão do Reino Unido ante a União Europeia", o que significa que não é mais um país membro.

Também assumiu o posto o novo embaixador da UE em Londres, o português João Vale de Almeida, que afirmou no Twitter que deseja "trabalhar de maneira construtiva com as autoridades britânicas e povo britânico, estabelecendo as bases para uma sólida relação".

Nos próximos meses, Londres terá que negociar a futura relação com Bruxelas, ao mesmo tempo que tentará alcançar um ambicioso tratado de livre comércio com os Estados Unidos, sua principal aposta para substituir o sócio europeu.

"Há muitas coisas em jogo", declarou à AFP Jill Rutter, do centro de pesquisa 'UK in a Changing Europe'.

Johnson disse que não deseja ficar alinhado com as normas europeias, o que preocupa os ex-sócios.

"Não podemos permitir que se estabeleça uma concorrência nefasta entre nós", advertiu o presidente francês, Emmanuel Macron, em uma carta aos britânicos publicada no jornal The Times.

O esvaziamento das funções da Casa Civil e a demissão de assessores da pasta, anunciados nesta quinta-feira (30), pelo presidente Jair Bolsonaro, foram vistos por integrantes do governo como o "fim da linha" para o ministro Onyx Lorenzoni, destaca o jornal O Estado de S. Paulo.

O comportamento do ministro tem incomodado não apenas o presidente, mas seus colegas de Esplanada, que o acusam de fazer a velha política, ao usá-los para atender a demandas do baixo clero do Congresso, e de ter indicado para o governo nomes que viraram dor de cabeça para seu chefe, como o ministro da Educação, Abraham Weintraub.

##RECOMENDA##

Bolsonaro decidiu nesta quinta tirar das mãos de Onyx o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), que cuida das privatizações de estatais e concessões, uma das grandes vitrines do governo. O programa havia migrado para o guarda-chuva da Casa Civil em julho do ano passado, como uma espécie de "prêmio de consolação" após Onyx perder a articulação política do Planalto. Agora, foi transferido para o Ministério da Economia, comandado por Paulo Guedes.

Sem o PPI e sem a articulação política, Bolsonaro deixou a Casa Civil totalmente esvaziada.

A situação se agravou após o vai e vem envolvendo o agora ex-secretário executivo da pasta, Vicente Santini, braço direito de Onyx. Ele havia sido demitido publicamente por Bolsonaro na terça-feira após ter utilizado um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) para ir à Europa e à Ásia. Na quarta-feira, foi readmitido em outra função. Nesta quinta, voltou a ser exonerado.

A segunda demissão de Santini ocorreu após críticas que Bolsonaro recebeu nas redes sociais e foi decidida após Bolsonaro receber a informação de que o assessor de Onyx usou o nome do ministro Paulo Guedes para justificar sua polêmica ida a Davos num avião oficial, o que custou aos cofres públicos ao menos R$ 740 mil. Ao checar a história, o presidente descobriu que foi enganado.

Para Bolsonaro, Santini disse que foi a Davos, a pedido de Guedes, ajudar na defesa do PPI. Para Guedes, o assessor afirmou que viajou a mando do presidente. Ao saber das versões, Bolsonaro teria ficado possesso: "Mentiroso!". O que nenhum interlocutor explica é por que, mesmo assim, Santini foi recontratado na quarta-feira.

Um dos primeiros apoiadores de Bolsonaro antes da eleição, Onyx coordenou a transição do governo no fim de 2018. Depois, na Casa Civil, acumulava a articulação política e a Subchefia de Assuntos Jurídicos (SAJ), por onde passam as principais decisões do governo.

Na metade do ano passado, Bolsonaro tirou a articulação de Onyx e a passou para a Secretaria de Governo. Já a SAJ foi transferida para a Secretaria-Geral da Presidência. Considerado um "prêmio de consolação", Onyx ganhou o PPI, que agora foi para a Economia. A secretária especial do PPI, Martha Seillier, também está na corda bamba, embora tenha apoio do ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, para se manter no cargo.

Coordenação

Em outro foco de desgaste, o ministro da Casa Civil tem recebido críticas nos bastidores por não coordenar a atuação de todas as pastas da Esplanada, o que também seria sua função. Um sinal de que Bolsonaro está insatisfeito com o trabalho foi o fato de ter passado o Conselho da Amazônia, no início do mês, para o vice-presidente Hamilton Mourão.

Para integrantes do governo, apesar de a situação de Onyx ser a mais grave, as mudanças na Casa Civil anunciadas nesta quinta por Bolsonaro são vistas como um prenúncio de uma possível minirreforma ministerial.

Diante do esvaziamento de sua pasta, Onyx decidiu antecipar seu retorno ao Brasil e, segundo apurou o Estado, tem a expectativa de se reunir ainda hoje com Bolsonaro. Oficialmente, o ministro só voltaria ao trabalho na segunda-feira, após duas semanas nos Estados Unidos. Procurados, Onyx e Santini não responderam. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Responsável pelo funcionamento da plataforma do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), o Ministério da Educação (MEC) perdeu no ano passado 50 consultores que atuavam na área de tecnologia da informação (TI). Neste mês, estudantes relataram instabilidade e falhas na plataforma. Servidores ouvidos pelo jornal O Estado de S. Paulo disseram que o déficit de funcionários contribui paras dificuldades de manutenção do Sisu, que chegou a ser suspenso por decisão judicial. Já o MEC diz que o sistema funciona "normalmente".

O Sisu é o sistema online em que universidades públicas oferecem vagas para quem fez o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Só este ano houve 1,8 milhão inscritos, para 237 mil vagas. O banco de dados para a operação do sistema é um dos maiores sob responsabilidade direta do MEC.

##RECOMENDA##

Há anos o sistema enfrenta instabilidades e servidores alertam sobre a necessidade de desenvolver uma plataforma mais robusta, que suporte receber a quantidade de acessos simultâneos dos estudantes. Mas, segundo os servidores, com a redução do quadro de consultores da área este ano, a manutenção foi ainda mais precária, dificultando a detecção de falhas.

Além da instabilidade, como registrado em anos anteriores, estudantes relataram o vazamento da lista de aprovados - quando a publicação ainda estava vedada pela Justiça -, e problemas para participar da lista de espera. Conforme os relatos, candidatos foram inscritos em uma segunda opção de curso diferente da que escolheram.

Segundo os servidores, os 50 consultores representavam cerca de um terço da força de trabalho de tecnologia da informação do MEC. O grupo de 50 consultores deixou de atuar no MEC em julho de 2019, quando o ministro Abraham Weintraub anulou acordo de assistência técnica com a Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI), em vigor desde 2008, após suspeita de irregularidades. Os consultores tinham como atribuição a manutenção e desenvolvimento de sistemas de informação do MEC, entre eles o Sisu.

À época, o MEC disse ter identificado supostas irregularidades formais no vínculo jurídico dos consultores. Procurado ontem, o MEC não se posicionou sobre a perda de funcionários nem informou o atual número de técnicos. Sobre as falhas, disse que o Sisu está "funcionando normalmente".

Problema

O sistema de informática do MEC é considerado frágil e historicamente operado por número de técnicos menor do que o necessário. Auditoria da Controladoria Geral da União, publicada em julho de 2018, alertou para a necessidade de melhorar os sistemas informatizados da pasta. Isso porque eles guardam dados e organizam políticas educacionais que alcançam milhões de brasileiros - entre alunos da rede básica, superior e docentes.

Este ano, o Enem teve erro na correção de 5.974 provas. Segundo o MEC, a culpa foi da gráfica que imprimiu os testes e não há prejuízo aos demais alunos. 

Milhares de simpatizantes do líder xiita Muqtada al-Sadr protestaram ontem em Bagdá para pedir a expulsão das tropas americanas do Iraque, onde o sentimento antiamericano vem aumentando nas últimas semanas. Após Sadr convocar "uma manifestação pacífica de um milhão de pessoas contra a presença americana", postos de controle foram estabelecidos para garantir a segurança da marcha.

Desde as primeiras horas de ontem, um dia de oração no mundo muçulmano, milhares de fiéis se reuniram no bairro de Khadriya aos gritos de "Fora ocupante" e "Sim à soberania". Em comunicado lido por um porta-voz, Sadr pediu a retirada das forças americanas, a anulação dos acordos de segurança entre Bagdá e Washington e o fechamento do espaço aéreo iraquiano aos aviões militares americanos. O líder xiita também pediu ao presidente americano, Donald Trump, que não seja "arrogante". Várias facções paramilitares iraquianas, como as milícias pró-Irã Hashd al-Shaabi, geralmente rivais de Sadr, apoiaram a manifestação.

##RECOMENDA##

Ao mesmo tempo, o movimento de protesto contra o governo iraquiano, iniciado em 1º de outubro, foi retomado nos últimos dias. Os atos haviam perdido fôlego diante do ressurgimento das tensões entre Teerã e Washington, após o assassinato do general iraniano Qassim Suleimani, no dia 3, ordenado por Trump.

O episódio reavivou o sentimento "antiamericano". Dois dias depois, o Parlamento iraquiano votou a favor da expulsão das tropas estrangeiras, incluindo os 5,2 mil militares americanos enviados para ajudar os iraquianos na luta contra o extremismo islâmico.

As operações da coalizão internacional contra os jihadistas, liderada pelos EUA, foram suspensas após a morte de Suleimani, e as discussões com Bagdá sobre o futuro das tropas americanas ainda não começaram, segundo o coordenador americano da coalizão, James Jeffrey.

Nos últimos dias, milhares de apoiadores de Sadr chegaram a Bagdá de ônibus, procedentes de todo o Iraque. O bairro de Khadriya está localizado em frente à Zona Verde, na outra margem do Rio Tigre. Nesta área de segurança máxima estão localizadas as embaixadas, incluindo a dos EUA, e a sede do governo iraquiano.

Um opositor de longa data da presença americana no Iraque, Sadr reativou sua milícia, o Exército Mehdi, após a morte do general Suleimani. Este grupo lutou contra os soldados americanos durante a ocupação do Iraque, entre 2003 e 2011. Autoproclamado "reformista" depois de apoiar o movimento de contestação, ele também lidera o maior bloco parlamentar e vários de seus aliados ocupam posições ministeriais.

Esta semana, 12 manifestantes morreram em confrontos com as forças de segurança, somando 480 mortos desde o início dos protestos contra o governo, no ano passado. Sob pressão das ruas, o primeiro-ministro iraquiano, Adel Abdel Mahdi, renunciou. No entanto, ele ainda continua no cargo, já que os partidos políticos não chegaram a um acordo para designar seu sucessor. (Com agências internacionais)

Páginas

Leianas redes sociaisAcompanhe-nos!

Facebook

Carregando