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Evento do Google sempre gera uma fagulha de esperança de ver novidades realmente empolgantes. Nesta terça-feira (15), acontece o ‘Made by Google’, a mostra anual de hardware da companhia que, muito provavelmente, trará novidades a respeito do Pixel 4, além de um novo Pixelbook, novos dispositivos Nest e muito mais. Para ajudar você a se preparar para o que vem por aí, confira nossas expectativas:

Pixel 4 e Pixel 4 XL

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Um dos anúncios mais esperados do evento é com certeza o lançamento dos novos telefones da linha Pixel. Em julho, a empresa deu um gostinho do que virá em seus novos aparelhos ao divulgar um vídeo promocional é possível ver o Pixel 4 executando comandos sem que fosse preciso tocar na tela. O recurso é chamado Soli, e permitirá ações como pular músicas e silenciar chamadas telefônicas.

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Além dos comandos por gestos rumores indicam que a empresa pode apresentar os aparelhos com compatibilidade para redes 5G e desbloqueio facial, feito para competir com o Face ID da Apple. O design traseiro do telefone também lembra um pouco o novo iPhone 11 da companhia da maçã

Por fim, a famosa câmera Pixel deve receber um upgrade com uma segunda lente de câmera, uma teleobjetiva de 16 megapixels e novos modos como o de astrofotografia para fotografar as estrelas, além de melhorias em fotos com movimento em modo retrato e em ambientes com pouca luz.

Pixelbook Go

Originalmente lançada em 2017, a linha de laptops do Google parece ter um futuro um tanto incerto. Tanto que não se sabe muito sobre a nova versão batizada de Pixelbook Go, apenas que ela deverá vir tela touchscreen de 13,3 polegadas, com resolução em Full HD ou 4K. Ele também deve vir em um rosa coral, com capa ondulada com porta USB-C.

Google Nest  e Nest WiFi

O Google também pode ter um sucessor do Google Home Mini, o Nest Mini. Rumores indicam que você poderá pendurá-lo na parede e que ele poderia 'sentir a presença' do usuário, mostrando o volume das músicas para não prejudicar a audição de quem esteja usando o dispositivo para ouvir música, por exemplo. Será?

Outro dispositivo que deve ser anunciado durante o evento são os novos roteadores Nest WIFI, que assim como o Eero da Amazon, aumenta o alcance de seus comandos de voz ao mesmo tempo em que estende o alcance do seu Wi-Fi.  Eles poderão entender solicitações sobre sua rede Wi-Fi Nest, para desligar a Internet de algum cômodo, por exemplo, e pode vir em três cores diferentes.

Google Assistente 

Durante o Google I/O deste ano, algumas novidades do assistente já haviam sido anunciadas como, por exemplo, uma maior velocidade do assistente ao executar multitarefas feitas por comando de voz, em diferentes aplicativos. No vídeo é possível o assistente funcionando sem precisar do comando "ok, Google".

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Um usuário do aplicativo Google Maps encontrou no serviço a foto de um casal em um momento muito comprometedor, captada em uma estrada na floresta, em Taiwan.

Muito provavelmente, o usuário estava dando uma checada no caminho pela floresta, e não esperava encontrar a cena comprometedora para o casal.

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"Dei uma olhada no Google em busca de animais e inesperadamente encontrei essa maravilhosa vista. Google Maps é a maior invenção de todos os tempos, é maior do que Deus", comentou o usuário a descoberta desnuda.

O casal, que estava aparentemente nu e se abraçando, está se apoiando em um carro branco ao lado de uma rodovia de Shantian, em Taiwan. A localização entrou para a lista de locais mais buscados na região depois do bafafá da foto do casal.

Não está claro de quando é a imagem, já que o Google Maps leva anos buscando e eliminando fotos comprometedoras.

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Da Sputnik Brasil

Aqueçam seus motores e preparem suas bombinhas para dar a largada no novíssimo Mario Kart Tour. O game para mobile conquistou o pódio dos aplicativos para iOS mais baixados da semana trazendo a saudosa e popular corrida dos personagens da franquia Mario Bros. Na loja do Android, na aba de jogos, ele também é o mais requisitado.

Além do game e dos aplicativos de redes sociais, o ranking do iOS segue com o iFood em segundo lugar, o Adobe Lightroom em quinto e o app de compras Wish, na nona posição. Na Google Play Store, nos aplicativos gratuitos (que não incluem os jogos), o destaque fica para o TikTok, eleito o app mais baixado do mês de agosto.

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Confira todos:

Google Play

Apple Store

Apple antecipa vendas das três versões do iPhone 11 em terras brasileiras! Além das novidades da companhia da maçã, no Hi!Tech desta semana teremos, Nintendo confirmando presença na Brasil Game Show, trailer e novidades sobre The Last of Us parte II e lançamento do Google Play Pass. Quer saber detalhes sobre todos esses assuntos? Então, clica no vídeo e confere! 

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Você pode nem se dar conta, mas se acessa a internet com certa frequência é bem possível que o Google esteja presente na sua vida. Seja no sistema operacional do seu telefone ou até na forma em que você procura informações, a empresa - que celebra seu 21º aniversário nesta sexta-feira (27) - conseguiu virar parte indispensável da vida de quem procura estar conectado. 

A missão inicial do Google era algo como "organizar a informação mundial para torná-la acessível e útil para todos". Seus fundadores, Larry Page e Sergey Brin, conseguiram mais do que criar uma grande biblioteca virtual da informação: criaram ferramentas e serviços para facilitar a vida das pessoas do mundo todo.

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O mais recente serviço criado pela companhia é o Google Play Pass, que oferece exclusividade em jogos e aplicativos feitos para dar aquela “mãozinha” no dia a dia. Se você tem alguma dúvida da presença da gigante, confira nossa lista de ferramentas da empresa que, com certeza, fazem parte do seu cotidiano.

O buscador 

O buscador do Google é - sem dúvidas - o motor de pesquisa na web mais popular da internet, além de ser o principal produto da companhia. Ele foi a primeira criação da empresa, saindo na versão beta em 21 de setembro de 1999. Vinte anos depois continua sendo o mais utilizado, presente em diferentes idiomas. 

Google Maps

Depois que inventaram o Google Maps, se você tiver um celular com internet, é praticamente impossível que consiga se perder por aí. O serviço de pesquisa e visualização de mapas e imagens funciona, inclusive, com fotos de satélite e realidade aumentada, trazendo informações sobre ruas, rotas e estabelecimentos. O Maps é um dos aplicativos pré-instalados nos celulares Android e, atualmente, disponibiliza suas funções em cidades dos Estados Unidos, Canadá, União Europeia, Austrália e Brasil, entre outros.

YouTube

Se você vai procurar assistir um vídeo na internet, qual o primeiro site que lhe vem à cabeça? Provavelmente, YouTube. Ele não foi originalmente criado pela companhia, mas passou a fazer parte dos serviços oferecidos pelo Google em 2006. Seja para criar conteúdo ou para assisti-los, aprender a fazer uma receita ou consertar uma pia de macarrão instantâneo, a rede de compartilhamento de vídeos é uma das melhores formas de entretenimento estilo “faça você mesmo”.

Gmail

No começo dos anos 2000, com a popularização da internet, muita gente passou a usar e-mails para se comunicar (e mandar correntes para os amigos). No Brasil, os usuários alternavam entre domínios de sites como Bol, Uol, Hotmail e Yahoo. Com a chegada do Gmail, em 2004, as pessoas começaram a migrar, principalmente pela capacidade de armazenamento, interface de busca  - mais intuitiva e, após alguns anos, conectividades com outros serviços.

Google Chrome

Outro que tomou conta da preferência da maioria dos usuários da internet foi o Google Chrome. O navegador chegou para competir com o - atualmente - odiado Internet Explorer e com o então queridinho Mozilla Firefox. Em menos de dois anos de uso, o Chrome já era o terceiro browser mais usado do mundo, ele foi lançado pela primeira vez em setembro de 2008, para o Microsoft Windows, e mais tarde foi atualizado para rodar em aparelhos  com Linux, Mac, iOS e Android. 

Google tradutor

Imagine viajar pelo mundo e poder se comunicar em diversos idiomas, ou até traduzir automaticamente sites de outros países. É para isso que serve o Google Tradutor, serviço de tradução instantânea de textos e sites ofertado pelo Google. A empresa introduziu o software de tradução em 2007 e ele vem integrado tanto ao Chorme quanto aos aparelhos Android.

O Google anunciou na última quarta-feira (25) uma nova versão da edição Go do Android. A plataforma é pensada para celulares mais básicos, com menos memória dos que os smartphones top de linha, e tem ferramentas exclusivas para funcionar sem exigir muito do aparelho.

A nova versão ajuda a alternar entre aplicativos mais rapidamente e de maneira eficiente em termos de memória. De acordo com a empresa, os aplicativos são lançados 10% mais rápido do que no Android 9 (edição Go). Ela também inclui uma nova forma de criptografia, criada pelo Google para smartphones de nível básico, chamada Adiantum.

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O Android 10 (edição Go) vem com menos apps pré-instalados e outros muito mais leves, ideias para smartphones com menos de 1,5 GB de memória. Ele suporta a maioria das versões lite de aplicativos como Uber, Facebook, Messenger, Twitter e Spotify. Entre os aparelhos que são compatíveis com novo Android estão Samsung A2, o Xiaomi Redmi Go, o Tecno Spark 2 e o Nokia 1. A plataforma deve ser lançada em novembro.

O Google anunciou nesta quarta-feira que intensificou esforços para combater os "deepfakes", publicando novos dados para ajudar os investigadores a detectar vídeos manipulados por inteligência artificial (IA).

Para isso, a empresa anunciou o lançamento de um "conjunto de dados de deepfakes visuais que produzimos" e que pode ser usado como ponto de referência para determinar se um vídeo foi alterado artificialmente.

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"A detecção de deepfakes é um dos desafios mais importantes que temos pela frente", afirmou o CEO do Google, Sundar Pichai, numa mensagem publicada no Twitter.

A iniciativa surge em meio à crescente preocupação de que o "deepfake" (falsificações quase perfeitas) possa ser usado para semear discórdia ou manipular campanhas eleitorais.

Alguns analistas apontam que esperam que falsificações realistas sejam usadas para distorcer as eleições de 2020 nos Estados Unidos.

"Para preparar esse pacote de dados, durante o ano passado, trabalhamos com atores pagos e com o consentimento para gravar centenas de vídeos", informaram Nick Dufour, do Google Research, e Andrew Gully, do Jigsaw, uma unidade de pesquisa independente da Alphabet, que pertence ao Google.

"Usando os métodos de geração de deepfake disponíveis ao público, criamos milhares de deepfakes a partir desses vídeos. Os vídeos resultantes, reais e falsos, constituem nossa contribuição, que criamos para apoiar diretamente os esforços de detecção do deepfake".

No início deste ano, o Google divulgou dados de áudio sintético (recurso que consegue imitar a voz humana) com o mesmo objetivo e vem trabalhando com parceiros do setor para detectar e impedir falsificações.

A Santa Casa de Misericórdia em parceria com o programa nacional Ela Pode, realizado pelo Instituto Mulher Empreendedora (IRME), com apoio do Google, promove capacitação que tem como objetivo resgatar mulheres em situação de vulnerabilidade social. O primeiro encontro será realizado no dia 25 de setembro, no Educandário Santa Tereza, localizado no município de Olinda, região metropolitana do Recife, das 8h às 17h. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas de forma presencial ou através  do e-mail pe@elapode.com.br. As vagas são limitadas.

Durante o evento, que será conduzido pelas comunicadores sociais Sandra Nunes Lorenzato e Patrícia dos Reis, multiplicadoras do Ela Pode, serão abordados conteúdos como comunicação, finanças, empreendedorismo, negociação, empoderamento feminino, entre outros. “A gente acredita muito no poder da mulher para melhorar a sociedade e o entorno onde elas vivem”, destaca Ana Fontes, idealizadora do programa que pretende capacitar 135 mil mulheres brasileiras em dois anos.

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De acordo com a gerente de Educação e Assistência Social da Santa Casa Recife, Esmeralda Moura, o encontro tem a finalidade de causar um impacto social positivo que seja sustentável e gere frutos. “Não é coerente gerar expectativas nas pessoas se não oferecermos ações de acompanhamento e suporte necessários que permitam as mudanças que queremos ver”, afirma.

Segundo a gerente, o público atendido pelo Educandário Santa Tereza são das comunidades do V8, V9, Ilha do Maruim e Ponte Preta, consideradas áreas com altos índices de vulnerabilidade social e carentes de programas de capacitação. “Esperamos que este seja o início de uma boa transformação”, conclui. Mais informações por meio do (81) 98837-5405.

Serviço:

Programa Ela Pode - Com apoio do Google

Data:  25 de setembro de 2019 (quarta-feira)

Horário: das 8h às 17h

Local: Educandário Santa Tereza (Avenida Olinda, nº 750, Santa Tereza, Olinda)

Inscrições gratuitas no local ou pelo e-mail pe@elapode.com.br

Mais informações pelo Whatsapp (81) 9 8837-5405   

*Com informações da assessoria

A gigante de telefonia chinesa Huawei confirmou nesta quinta-feira em Munique (sul da Alemanha) que seu novo smartphone de última geração será comercializado sem os aplicativos do Google pré-instalados devido a sanções dos Estados Unidos.

"Devido à proibição dos Estados Unidos não podemos pré-instalar os aplicativos do Google", afirmou Richard Yu, gerente de serviços ao consumidor da Huawei.

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Apesar disso, ressaltou, a marca chinesa oferecerá acesso a outros 45.000 aplicativos por meio de sua plataforma.

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) das Fake News aprovou nessa terça-feira (10) a convocação de representantes no Brasil das empresas WhatsApp, Google, Twitter, Youtube, Instagram, Facebook, The Intercept Brasil e Telegram para prestar depoimento, além da professora feminista Dolores Aronovich (Lola) que sofreu cyberbullying recebendo até ameaças de morte em seu blog. Os requerimentos foram iniciativa da deputada Luizianne Lins (PT-CE).

O objetivo é ouvir os representantes dessas empresas para que eles possam se manifestar sobre o problema das fake news nas redes sociais, visto que é principalmente nestes sites que elas se proliferam.

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"Existe hoje um processo de fake news em todas as redes sociais. É impossível a gente começar a investigar qualquer coisa se a gente não ouvir as próprias empresas que hoje são responsáveis pela constituição desses compartilhamento, digamos assim, do ponto de vista do que a sociologia chama de fala pública", explicou Luizianne.

A deputada Lídice da Mata (PSB-BA), relatora da comissão, apresentou o plano de trabalho do colegiado que, no entanto, não foi votado. Ela propõe a realização de quatro audiências públicas, sendo a primeira focada em conceituar as fake news com a presença de acadêmicos e especialistas no tema.

Já a segunda e a terceira audiências seriam realizadas com a presença dos representantes das empresas de redes sociais, incorporando os requerimentos da deputada Luizianne Lins. A quarta audiência seria focada nas leis de proteção de dados.

"A nossa proposta é também que a gente possa estabelecer pelo menos mais duas sub-relatorias sobre o crime envolvendo crianças e adolescentes, sobre cyberbullying e sobre a privacidade de dados. Nós poderíamos ter essas três sub-relatorias trazendo a esta comissão geral duas ou três audiências públicas sobre esses temas específicos, para que depois pudéssemos incorporar todos ao nosso relatório geral",  acrescentou a relatora.

Presidida pelo senador Ângelo Coronel (PSD-BA), a CPI mista tem 180 dias para investigar a criação de perfis falsos e ataques cibernéticos nas diversas redes sociais, com possível influência no processo eleitoral e debate público. A prática de cyberbullying contra autoridades e cidadãos vulneráveis também será investigada pelo colegiado, assim como o aliciamento de crianças para o cometimento de crimes de ódio e suicídio.

Debate entre os parlamentares

Alguns parlamentares do Partido Social Liberal (PSL) questionaram os motivos para se ouvir representantes das redes sociais. Também pediram para que a votação dos requerimentos fosse nominal e, por fim, que fosse adiada. Para o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), a oitiva dos representantes das redes sociais poderia ser uma tática para se questionar as eleições de 2018.

"Não existe um fato determinado. Está claramente visto por qualquer um, que vão trazer aqueles que instrumentalizam as redes sociais para começar a buscar um fato determinado que não está configurado aqui. Não existe razão específica para essa convocação. Temos de tomar muito cuidado com os procedimentos desta comissão para que não estejamos perdendo nosso tempo e que não esteja havendo um direcionamento muito claro nos embates aqui, com alvos predeterminados", alertou.

O deputado Rui Falcão (PT-SP) explicou que a ideia de convocar as plataformas é justamente não ter nenhum preconceito.

"Nós queremos conceituar o que são fake news e como que essas plataformas funcionam. Nós não estamos preocupados com o processo eleitoral de 2018, que é um dos pontos, há muitas outras coisas", explicou o deputado.

A votação do requerimento que pedia o adiantamento, no entanto, foi encerrada devido à ausência do autor.

*Da Agência Senado

O Departamento de Defesa do Consumidor da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacom), do Ministério da Justiça, abriu uma investigação contra o Google por “suposta coleta de dados de crianças e adolescentes, usuários do Youtube, sem o conhecimento dos pais". Segundo o órgão, essas informações estariam sendo usadas "para autorizar publicidade dirigida”.

Os registros coletados envolveriam a localização dos usuários, o tipo de aparelho utilizado e o número do telefone. O Google tem até 10 dias para responder ao requerimento. Consultado pela Agência Brasil, a empresa respondeu que não tem “nada a declarar”.

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A secretaria informou também ter tomado conhecimento da multa de US$ 170 milhões aplicada pela Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos (FTC, na sigla em inglês) por violação da privacidade de crianças usuárias do serviço de vídeo Youtube, uma subsidiária do conglomerado, bem como do acordo firmado com o Google para mudança de normas da plataforma.

Em agosto, a Senacom notificou o Google pela suspeita de outras violações de privacidade. A secretaria investiga uma “possível captura indevida de dados de usuários sobre geolocalização”. A intenção é apurar se a coleta dos registros das localizações e dos deslocamentos dos usuários de serviços do Google ocorreu sem o consentimento dessas pessoas.

Multa e medidas

Nesta semana, a Comissão Federal de Comércio (FTC, na sigla em inglês) do governo dos Estados Unidos multou o Youtube em US$ 170 milhões (R$ 690 milhões) por violações à privacidade de crianças. A plataforma estava utilizando dados desses usuários para o encaminhamento de publicidade direcionada, o que é proibido pela legislação do país.

Além disso, o órgão fechou um acordo no qual a plataforma de vídeos, uma subsidiária do conglomerado Google, comprometeu-se a adotar uma série de medidas para reduzir o uso abusivo de informações deste público e que valerão para todo o mundo. Criadores de vídeos terão até 4 meses para se adaptarem.

Pelo acordo, conteúdos voltados a crianças deverão ser identificados enquanto tal e respeitar a legislação, como a exigência de obtenção de consentimento dos pais para a coleta de dados de pessoas de até 13 anos.

Na avaliação da advogada do Programa Criança e Consumo do Instituto Alana, Lívia Cattaruzzi, o acordo foi importante, mas ele apenas garantiu o cumprimento da lei que já deveria ser uma prática na plataforma. A despeito de fixar o respeito à lei, a advogada alerta que continuam problemas no serviço de vídeos, como o fato das crianças estarem expostas a conteúdos impróprios e a existência de publicidade velada.

“A plataforma não é feita para criança, mas elas usam indiscriminadamente e vão continuar expostas a anúncios. O que vai mudar é que não vai mais ter monetização de conteúdos infantis. A criança vai continuar se deparando com conteúdos impróprios e vai continuar expostas a vídeos patrocinados por empresa, especialmente nos canais kids. No meio dos vídeos seguirão inserindo publicidade de forma velada”, disse.

Domínio

O Google é um dos maiores conglomerados de tecnologia do mundo. O grupo controla o mais popular sistema de buscas do planeta, de mesmo nome, além do sistema operacional líder em smartphones, Android, em mais de 2,5 bilhões de aparelhos.

É prática comum a pré-instalação do aplicativo de localização, o Google Maps, nos aparelhos com o sistema operacional Android. Contudo, a localização de um smartphone pode ser configurada por seu dono nas propriedades do aparelho, em configurações do Android e do Google Maps. Além do Google Maps, a companhia também é proprietária do Waze, outro aplicativo popular de localização.

 

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Fake News se reúne nesta terça-feira (10), às 14h30, para votar seus primeiros requerimentos. Entre eles estão a convocação dos representantes legais no Brasil do Whatsapp, Google, Instagram, Youtube, Twitter e Telegram — empresas responsáveis por redes sociais, meios de distribuição de notícias entre a população —, além dos responsáveis pelo site noticioso The Intercept Brasil.

“Em busca de informações que elucidem fatos sobre o objeto determinado pela CPMI, é imprescindível contar com aquelas advindas de pessoas que ocupam funções importantes nas empresas que, por sua posição dentro do fluxo comunicacional, podem conter elementos que colaborem com as investigações”, explicou a deputada Luiziane Lins (PT-CE), autora dos requerimentos na comissão mista.

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Também há pedido para que seja ouvida a professora universitária e blogueira feminista Lola Aronovich, alvo de uma campanha cibernética difamatória e perseguição física no Ceará.

A CPI das Fake News vai investigar a criação de perfis falsos e ataques cibernéticos nas diversas redes sociais, com possível influência no processo eleitoral e debate público. A prática de cyberbullying contra autoridades e cidadãos vulneráveis também será investigada pelo colegiado, assim como o aliciamento de crianças para o cometimento de crimes de ódio e suicídio.

A comissão parlamentar de inquérito é presidida pelo senador Ângelo Coronel (PSD-BA) e tem como relatora a deputada Lídice da Mata (PSB-BA).

A reunião está marcada para o Plenário 19 da Ala Alexandre Costa.

*Da Agência Senado

 

Para fechar a semana um banho de Nostalgia e empolgação com Nintendo anunciando 20 jogos clássicos do Super Nintendo para o Switch, Google liberando versão final do Android 10, Facebook pensando em dar adeus ao número de likes e muito mais. Ficou curioso? Então clica no vídeo e aproveita!

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O Google anunciou na última quinta-feira (5), novidades de compatibilidade para o seu assistente. Além da da sincronização com diversos novos modelos de aparelhos, a principal novidade é a possibilidade do usuário pedir, sem qualquer toque, que o assistente inicie uma chamada de áudio ou vídeo, via WhatsApp, com qualquer um de seus contatos. A novidade foi apresentada durante o painel da empresa na IFA 2019, na Alemanha.

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“Agora você pode fazer chamadas de áudio e vídeo em viva-voz com o Assistente iniciando no aplicativo WhatsApp Android. Basta dizer: "Ei, Google, vídeo do WhatsApp, John", afirma Chris Turkstra, Diretor de gerenciamento de produtos, assistente do Google. Antes, assistente só funcionava dessa forma com os aplicativos da própria empresa como Hangouts ou o Duo.

Outra novidade é o Modo Ambiente do Assistente do Google que vai facilitar que o usuário veja notificações e lembretes, fotos, além de controlar dispositivos domésticos inteligentes na tela de bloqueio do dispositivo. O Modo Ambiente estará disponível no próximo Lenovo Smart Tab M8 HD (quando colocado em sua estação de carregamento inteligente) e no Lenovo Yoga Smart Tab. Além disso deve ser compatível com Sonos Move, o Bose Portable Home Speaker e o JBL Link Portable. 

Na semana passada, o Google publicou que diversos iPhones teriam falhas graves de segurança. Nesta sexta-feira (6), a Apple resolveu desmentir algumas das declarações feitas pela gigante da internet a respeito da segurança de seus telefones. O ataque teria dado a hackers acesso a conversas em aplicativos de mensagens e dados pessoais. 

Mesmo afirmando que as vulnerabilidades foram corrigidas em fevereiro, a Apple afirma ter recebido diversas mensagens de clientes preocupados com sua privacidade. A maçã decidiu negou algumas das afirmações feitas da empresa, inclusive, a que informava que a invasão teria sido feita em aparelhos em massa. 

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"A publicação do Google, feita seis meses após o lançamento dos patches para iOS, cria a falsa impressão de "exploração em massa" para "monitorar as atividades privadas de populações inteiras em tempo real", alimentando o medo, entre os usuários do iPhone, de que seus dispositivos haviam sido comprometidos. Este nunca foi o caso", garante a companhia.

De acordo com a Apple o ataque afetou menos de uma dúzia de sites que concentram conteúdo acessado por seus clientes. “Os ataques desses sites permaneceram operacionais apenas por um breve período, aproximadamente dois meses, e não ‘dois anos’, como o Google implica”, desmente a empresa. No comunicado, a Apple também afirma que todo o processo de correção foi feito em apenas 10 dias, após o conhecimento da vulnerabilidade e que, quando foram procurados pela gigante da internet, esses bugs já estavam sendo corrigidos. 

“A segurança do iOS é incomparável porque assumimos a responsabilidade total pela segurança do nosso hardware e software. Nossas equipes de segurança de produtos em todo o mundo estão constantemente interagindo para introduzir novas proteções e corrigir vulnerabilidades assim que são encontradas. Nunca interromperemos nosso trabalho incansável para manter nossos usuários seguros”, finaliza.

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O Google liberou a versão final do Android 10 ou Q, para os usuários da linha de telefones Pixel, na última terça-feira (3). Depois de anunciar o fim dos nomes de sobremesa para seu sistema operacional, as novidades disponibilizadas pela empresa não poderiam ser mais doces. O novo Android chega ao mercado pronto para funcionar em smartphones dobráveis, com compatibilidade para 5G, quase 50 alterações relacionadas à privacidade e segurança e muito mais. 

Uma das primeiras preocupações da empresa foi em relação ao compartilhamento de dados dos seus usuários. Agora é possível escolher como e o que dividir com os aplicativos instalados no seu telefone. Por exemplo, você vai poder escolher compartilhar os dados de localização com os aplicativos apenas enquanto os estiver usando. Alertas sobre apps tentando acessar sua localização quando não estão sendo utilizados serão enviados para que você decida se deseja ou não continuar dividindo aquele dado. 

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Além disso, uma nova seção de privacidade na aba de configurações do telefone estará disponível para que você possa controlar melhor suas atividades na Web, em aplicativos e também configurar os anúncios que devem aparecer no seu aparelho.

Compatibilidade

Pensando na compatibilidade com os aparelhos de telefonia que vem por aí, como os smartphones dobráveis, o novo sistema operacional terá suporte a novas tecnologias para os foldables (como o Galaxy Fold) e outros que já estiverem utilizando a rede 5G. Mas pensando além do encaixe com todos as marcas parceiras está uma atualização realmente inovadora: a navegação por gestos.

Antes vista apenas em filmes de ficção, agora será possível voltar a aba ou tarefa anterior, abrir a tela inicial e mover-se entre tarefas com a fluidez dos movimentos das mãos, sem a necessidade de que um botão específico esteja visível para realizar a ação. Em uma aba especial o Google estimula que seus desenvolvedores pensem em atualizações para que seus aplicativos sejam cada vez mais responsivos a esse tipo de comando.

Apertando a tecla SAP

Legendas automáticas para vídeos, podcasts e mensagens de áudio em qualquer conteúdo reproduzido no aparelho poderão ser acionadas com apenas um gesto. Esse recurso fará a tradução ao vivo, inclusive, de conteúdo gerado pelo próprio usuário. 

Para os aplicativos o Smart Reply - que faz com que vídeos do YouTube ou rotas do Google Maps funcionem enquanto você realiza outras tarefas - poderá ser usado em todos os seus apps de mensagens. O Dark Mode estará em todo o telefone, podendo ser usado todo de uma vez ou apenas em algumas ferramentas. 

Notificações

Quem não gosta de ser incomodado por notificações específicas poderá escolher as que devem ficar "silenciosas". Elas não farão barulho ou aparecerão na tela de bloqueio a escolha do usuário. Além disso, o modo Foco vai ajudar a ter essas escolhas salvas, para que - durante determinado período em que estiver ativado - seja possível realizar outras atividades em ser interrompido por mensagens. 

Controle parental

Buscando uma integração ainda mais familiar, tanto o Android Q quanto o Pie receberão uma atualização para que os pais possam usar ferramentas para definir regras básicas digitais. Limites diários de tela, hora de dormir do dispositivo, limites de tempo em aplicativos específicos, entre outras ações de uso poderão ser impostas às crianças.

Corporativo 

Por fim, a gigante da internet quis mostrar que, apesar de pensar em soluções individuais e até familiares, entende que há mudanças necessárias para seus clientes do meio corporativo. Clientes que usam seus smartphones para fins comerciais poderão usar teclados diferentes para seus perfis pessoais e profissionais, temporizadores de aplicativos para sites específicos, ajudando a otimizar o tempo gasto com redes sociais, por exemplo,  novo emoji com inclusão de gênero e suporte direto para streaming de áudio em aparelhos auditivos. 

Mesmo com toda as novidades apresentadas pela empresa ainda não há previsão de quando aparelhos da Motorola, LG, Asus, Samsung e outros parceiros receberão o novo Android. A atualização dos dispositivos deve ser feita aos poucos pela companhia.

Já pensou em estagiar na Google? A empresa está oferecendo oportunidades para estudantes de todos os cursos de nível superior para o Programa de Estágio no escritório da Google, em São Paulo. Interessados em se candidatar, podem fazer a inscrição até 2 de outubro. O período de vigência previsto para o estágio será de julho a dezembro de 2020.

Dentre os requisitos, é necessário que o estudante tenha fluência em inglês e que esteja matriculado em qualquer instituição de ensino superior do país, com data para formação entre dezembro de 2020 a março de 2021. Também é preciso ter disponibilidade para estagiar na cidade de São Paulo.

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O número de vagas e o valor da remuneração não foram divulgados. Segundo a empresa, os novos estagiários irão atuar nos setores de marketing, vendas, finanças, Recursos Humanos, Jurídico e ainda vão poder participar de projetos de negócios importantes para a corporação. 

Após o cadastro, os candidatos terão seus currículos avaliados e em seguida, serão marcadas as enrevistas presenciais com o RH. A última etapa será a entrevista com gestores de cada área de atuação. Clique aqui para realizar o cadastro.

 

Já faz algum tempo que o YouTube resolveu acirrar a fiscalização de conteúdos que violam suas políticas, principalmente, quando se trata da propagação de discurso de ódio dentro da plataforma. Nesta terça-feira (3), a rede de vídeos do Google divulgou o resultado dessa fiscalização e explicou um pouco do trabalho desenvolvido pelos seus colaboradores para manter sua premissa de plataforma aberta ainda verídica. 

A empresa divulgou que, desde 2016, funcionários da companhia trabalham em ações para manter o ambiente virtual seguro e saudável. Nos últimos 18 meses, as ações foram intensificadas com a diminuição e depois remoção de 80% dos conteúdos que violavam as diretrizes da plataforma. Em junho deste ano, a última mudança significativa feita pela YouTube foi justamente contra conteúdos nocivos, carregados de discursos que incitam ódio à diferentes indivíduos.

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Foram mais de 100 mil vídeos removidos por conta de discursos de ódio, cerca de 17 mil canais banidos da plataforma e 500 milhões de comentários excluídos pelo mesmo motivo.O número alto é reflexo da remoção de conteúdo antigo, que haviam sido permitidos pela companhia em anos anteriores. 

“Antes de fazermos o trabalho de remover o conteúdo que viola nossas políticas, precisamos garantir que a linha entre o que removemos e o que permitimos seja traçada no lugar certo - com o objetivo de preservar a liberdade de expressão e, ao mesmo tempo, proteger e promover um ambiente vibrante", afirma a empresa.

Além da campanha contra discursos de ódio, o YouTube afirmou que desde abril, trabalha para atualizar sua política de assédio, incluindo assédio de criador contra criador. Esses dados devem ser compartilhados nos próximos meses.

Tecnologia de aprendizado de máquina

A companhia também informou que - para realizar o combate de conteúdo faz uso desde 2017, de tecnologias de aprendizado de máquinas, que sinalizam os vídeos que podem ser considerados nocivos para análise humana, antes mesmo de serem vistos por algum usuário. "Esforçamo-nos ao máximo para garantir que o conteúdo que viole nossas regras não seja amplamente exibido ou mesmo visualizado antes de ser removido", afirma a companhia.

O Procon-SP multou o Google e a Apple, no Brasil, por conta do aplicativo FaceApp. A ferramenta, que virou febre entre os brasileiros mês passado, deixava as pessoas mais velhas ou com  sorriso no rosto através da manipulação das fotos cedidas pelos usuários. As empresas já haviam sido notificadas pelo órgão para esclarecer informações sobre as políticas de coleta, armazenamento e uso dos dados dos consumidores que acessavam o aplicativo, principalmente, pela falta de explicações em português, sobre o uso de imagem. 

De acordo com o Procon-SP, as multas foram estipuladas por haver desrespeito a regras previstas no Código de Defesa do Consumidor (CDC), uma vez que as duas empresas são fornecedoras do aplicativo em suas plataformas e têm que ser responsabilizadas sobre dados essenciais dos produtos e serviços que ofertam. 

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Para o órgão, disponibilizar informações somente em língua estrangeira impossibilitaria que vários usuários tivessem conhecimento do conteúdo. “As informações em língua inglesa impossibilitam que muitos consumidores tenham conhecimento do conteúdo e contraria a legislação, artigo 31 do CDC. A informação adequada, clara e em língua portuguesa é direito básico”, afirma o órgão.

De acordo com o Procon-SP uma das cláusulas descritas no aplicativo prevê a possibilidade de compartilhamento dos dados do consumidor – “o conteúdo do usuário e suas informações” – com as empresas que fazem parte do mesmo grupo, prestadoras de serviços e organizações terceirizadas, violando o direito de não fornecimento a terceiros de seus dados pessoais e infringindo também o Marco Civil da Internet (artigo 7º, VII, Lei 12.965/14).

Além disso, há uma outra cláusula "que prevê que os dados do consumidor podem ser transferidos para outros países que não tenham as mesmas leis de proteção de dados que as do país de origem, o que implica em renúncia de direitos dos consumidores", o que seria uma atitude abusiva, segundo o órgão.

As penalidades aplicadas ficaram entre R$ 9.964.615,77, valor máximo estipulado pelo CDC, para o Google e R$ 7.744.320,00, para a empresa da maçã. As companhias informaram que não vão se pronunciar sobre o caso, que ainda cabe recurso. 

O termo “hiperconectividade” se refere a uma realidade do tempo em que vivemos. Muitas pessoas passam boa parte ou mesmo todo o dia conectadas à internet, onde quer que estejam. Somado a isso, com o uso constante de diversos aplicativos para celular, passa despercebido que cedemos dados pessoais, geográficos e mesmo de hábitos. Uma pesquisa no Google já diz muito sobre o seu perfil. Os locais que você visita, também. Há como preservar certa privacidade, mesmo dentro dessa realidade?

Do mesmo modo que a internet abriu um sem número de possibilidades, oportunidades e facilitou diversos aspectos da vida cotidiana, com o tempo surgiu uma série de riscos à privacidade – embora seja sempre importante destacar que, sozinha, ela não é culpada por isso. Para registrar um endereço de e-mail, por exemplo, ou realizar um cadastro em um site de compras, é comum termos que ceder algum tipo de informação pessoal como CPF, RG, etc., e, nem sempre nos preocupamos ou temos a garantia de que nossos dados serão guardados de forma segura. Mais que isso, muitos dados são coletados pelos aplicativos para “oferecer uma melhor experiência” – sempre com nossa permissão.

Quem nunca se pegou, por exemplo, momentos depois de uma conversa com amigos em uma mesa de bar, recebendo notificações ou ofertas sobre o tema discutido, mesmo que não tenha tocado no smartphone? As grandes empresas como a Google negam que coletam informações pelo microfone do aparelho, mas, para nós, já ficou bem claro que esse tipo de ação é realizada. É preciso saber lidar com essa situação, tornando-a um fato da vida. Hoje, ninguém que tem um smartphone consegue “se esconder” totalmente – a não ser que entre em uma caverna, sem nenhum tipo de conexão, e que não seja visto no caminho.

Creio que não devemos mais nos preocupar tanto com esse tipo de uso de nossas informações. Parece invasivo – e, de fato, não deixa de ser. Porém, acontece e dificilmente se pode fazer algo a respeito. De outro lado, é também preciso tomar cuidado com o que mostramos na web. O simples ato de ficar conectado o tempo todo nos expõe até a riscos físicos. Não é incomum acontecerem sequestros, invasões a residências e assaltos a pessoas que expõem suas vidas nas redes sociais. Não bastassem esses crimes, os internautas também estão sujeitos aos crimes virtuais como roubo de dados confidenciais e o monitoramento de conversas.

O Brasil já possui legislação que versa sobre o desenvolvimento do ambiente virtual, o Marco Civil da Internet, mas este não abarca todas as possibilidades que não param de aparecer a todo tempo – uma característica da internet, que se expande e reinventa constantemente. Necessário se faz que o Poder Legislativo mantenha-se atualizado com as inovações que surgem, a fim de garantir um nível razoável de privacidade à população. Se precisamos utilizar a internet para quase tudo na vida, é também preciso que tenhamos segurança, inclusive jurídica, para isso. O progresso é necessário, mas deve ser acompanhado dos contrapesos adequados.

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