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Neste final de semana, as comunidades da Bomba do Hemetério, na Zona Norte do Recife, e a Ilha de Deus, na Zona Sul, irão se unir no projeto intitulado "O Sertão Vai Virar Mar e o Mar Vai Virar Sertão". Esse intercâmbio entre os territórios acontecerá na sexta-feira (12), e sábado (13), através da cultura, arte e contação de histórias.

Na Ilha de Deus terá o roteiro turístico noturno começando a partir das 18h da sexta (12), com as lendas urbanas do Sertão e contos locais. O "Quem disse que o Sertão é Malassombrado", idealizado por Elis Almeida, faz parte do roteiro. 

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Já na comunidade da Bomba do Hemetério, a programação começa por volta das 19h ainda da sexta-feira (12), com uma "oficina de Cartonagem" oferecida pela Comissão CARTONERA, editora independente que trabalha com o reaproveitamento de papelão para a confecção de capas e livros. 

ÀS 20h do sábado (13), no Espetinho da Ceça, localizado na Bomba do Hemetério, será realizado o "Com Música e Poesia". De acordo com Elis Almeida, associada da Rede Nacional de Turismo Criativo (Recria), órgão idealizador do projeto, "o Turismo Criativo é possível da capital ao Sertão e esta união nos fortalece e desencadeia novas oportunidades e possibilidades de projetos que fomentam a economia das cidades, por meio do turismo de base comunitária", diz.

A Contação de Histórias na Ilha de Deus e o Recital na Bomba do Hemetério são abertos ao público. Os ingressos para Oficina de Cartonagem, que ocorre no Espetinho da Ceça, custam R$ 10,00 e estão disponíveis no local do evento. Reservas e outras informações através do telefone 9 9667-3393.

A Polícia Civil procura o pescador Damião Wilson Martins de Santana, de 31 anos, acusado de matar a companheira a facadas na comunidade Ilha de Deus, Zona Sul do Recife, na madrugada desta quinta-feira (18). O casal vivia junto há mais de 15 anos e tinha três filhos.

Conforme a polícia, Damião bebeu durante todo o dia e acordou Gleiciane Kassia da Silva, 36, de madrugada. Eles discutiram e o pescador desferiu vários golpes de faca na companheira.

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A mulher chegou a sair de casa para pedir socorro aos vizinhos. Ela foi socorrida à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Imbiribeira, mas não resistiu aos ferimentos.

Familiares relataram que as discussões e agressões praticadas por Damião eram constantes. A sogra do pescador alegou já ter sido agredida por ele e disse que a filha havia procurado a polícia diversas vezes. Existe um registro de lesão corporal praticado por Damião contra Gleiciane datado do ano de 2006. De acordo com a polícia, o inquérito foi remetido à Justiça. O caso será conduzido pela delegada Ana Luiza Mendonça, da delegacia do Ipsep.

A vida das mulheres que tiram seu sustento do trabalho na sua própria comunidade, a Ilha de Deus, é o fio condutor do curta pernambucano Entremarés, da cineasta Anna Andrade. O filme, o primeiro realizado por ela, estreia nesta quarta (15), no Cinema São Luiz; e no domingo (19), no Cine Teatro Bianor Mendonça Monteiro (Camaragibe), dentro da programação do festival FINCAR.

Filmado entre outubro e novembro de 2017, Entremarés é conduzido pelas histórias de Adriana, Alexandra e Rita de Cássia, três irmãs pescadoras. O documentário retrata sua realidade na comunidade pesqueira localizada na Imbiribeira, Zona Sul do Recife, além de, a partir de suas vivências e memórias, mostrar como o crescimento da cidade no entornou afetou suas vidas.

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Um dos objetivos da diretora é fazer com que o público perceba como aquela localidade, que já havia sido considerada como uma das mais violentas da Região Metropolitana do Recife, se transformou a partir da motivação dos seus próprios moradores, sobretudo das mulheres. No decorrer dos anos, a comunidade recebeu melhorias e consegiu mudar sua trajetória a partir dos esforços de quem nela vive. 

Serviço

Estreia do curta Entremarés no FINCAR

Quarta (15) | 18h30

Cinema São Luiz: R. da Aurora, 175 - Boa Vista, Recife - PE |

R$ 3

Domingo (19) | 15h

Cine Teatro Bianor M. Monteiro:  S/N,, Av. Dr. Pierre Collier - Vila da Fabrica, Camaragibe 

Gratuito

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Se você fizer uma pesquisa rápida na internet, procurando pelas ilhas que existem em Pernambuco, é possível encontrar o seguinte resultado: Arquipélago de São Pedro e São Paulo, Fernando de Noronha, Ilha de Santo Aleixo, Ilha de Itamaracá, Ilha do Massangano, Ilhota da Coroa do Avião. Todas elas separadas do Recife; ou melhor, quase todas. Localizada na Imbiribeira, zona sul da capital, existe uma ilha que é cercada pelos rios Beberibe, Tejipió e o Jordão. É a Ilha de Deus.

Uma ilha que até o ano de 2007, além dos rios, era cercada por muita miséria, palafitas, falta de saneamento básico e - claro - por um povo trabalhador. Com aproximadamente 2 mil moradores, essa comunidade pesqueira hoje investe e é banhada pelo  chamado Turismo de Base Comunitária. Diferente do que se conhece por “turismo tradicional”, o de base comunitária é “um modelo alternativo ao modelo de massa. Geralmente é promovido em áreas com certo índice de vulnerabilidade. Valorizando a participação popular, os processos de autogestão, a cultura e os recursos locais. Com a finalidade de desenvolver o território (comunidade)”, explica João Paulo, doutorando em Desenvolvimento Humano.

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A entidade por trás dessa implementação turística, e por muitas conquistas sociais dentro da Ilha, é a Saber Viver. A ONG atua na comunidade há trinta anos. Para se ter uma dimensão da atuação do grupo no local, a Saber Viver foi responsável pela alfabetização de maior parte das crianças da comunidade e pela conscientização de preservação do mangue. Tendo como gestora a Josenilda Pedro da Silva, mais conhecida como Nalvinha, filha da Ilha.

Nesse mundo de coalizão entre o que é bom e o que é ruim, a Ilha se mostra aberta para que as pessoas tenham uma vivência diferente daquilo que se costuma consumir no turismo. "Hoje a ilha tem uma estrutura muito boa. Nós temos o grupo de dança Nativos, as mulheres artesãs e o seu centro de artes, as marisqueiras e a Negra Linda (conhecida pelo seu tempero) e o nosso Marco Zero. Se a pessoa vier aqui e não for no Marco Zero, precisa voltar porque não conheceu a Ilha”, explanou Edy Rocha, coordenador dos projetos sociais na comunidade.

Com uma história de inovação, se comparada ao que se foi implementado nas outras comunidades do Recife - sendo a Bomba do Hemetério, localizada na zona norte do recife, única comunidade que desenvolve essa forma de turismo além da Ilha -, os "Ilhéus" só conseguiram acesso ao “básico” depois de muita luta. A única ponte existente no local, que permite o ir e vir dos moradores, foi entregue em 2009 e, não por acaso, tem o nome “Vitória das mulheres”. “Quando os alemães chegaram na Ilha de Deus, eles foram um dos responsáveis por incentivar as mulheres para que elas lutassem e conseguissem os seus objetivos. A comunidade era muito sofrida mas o povo era muito feliz. Vivíamos como índios”, lembrou Nalvinha.

“O movimento turístico na Ilha de Deus melhorou a imagem dela mediante a sociedade. Um local que era conhecido como violento e hoje é um lugar turístico. Além dos benefícios sociais como a autoestima das pessoas que cresce, porque o turista está indo conhecer a história dela. Sem falar das questões de emprego e renda que são oferecidos através desse Turismo de Base Comunitária”, afirmou João Paulo, que também é coordenador voluntário na Ilha.

Com Nalvinha, Edy e João à frente do projeto turístico, a comunidade, hoje estruturada, tem até um hostel, com um valor base de R$ 30 a diária. O espaço comporta até 50 turistas do país e do mundo, que se propõem a conhecer a cidade em troca de trabalhos comunitário. E não apenas isso, a Ilha também tem roteiro garantido no Catamarã desde o ano passado. Com um guia explicando a história do local, meio ambiente e cultura. O passeio custa hoje R$ 50 por pessoa.

Mesmo com as conquistas, eles ainda enfrentam algumas dificuldades para manter esse projeto. "As dificuldades que temos é por conta da atuação do poder público na garantia do básico. Falta também uma sensibilidade do mercado local para entender que essa forma de turismo é bacana e que o turista quer. As empresas do Brasil estão muito focadas ainda no turismo convencional, de sol e mar. Elas têm muitas dificuldades de se abrir para novos produtos como Bomba e Ilha”, finalizou João Paulo.

A única fonte de renda fixa da ONG Saber Viver vem da instituição alemã Aktionskreis Peter Beda, que são mantenedores há mais de 30 anos do projeto Semear e Colher - voltado para a educação ambiental e recuperação do mangue. Além disso, a Saber Viver é uma extensão do Porto Social, mantendo uma parceria.

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Mesmo com todo o trabalho de conscientização que há na comunidade, muitas pessoas ainda não respeitam o mangue, responsável pela filtração do rio. Por conta disso, e de lixos que são jogados em todo o rio - não apenas pelo povo da Ilha, mas por quem também tem acesso aos rios e mangues no Recife - a pesca de peixes é quase nenhuma na localidade. Muitos peixes foram encontrados mortos, flutuando no rio. Confira o depoimento de Fábio Pereira de Lima, 32 anos, morador da ilha. 

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Neste mês de agosto, o Grupo Nativos da Ilha de Deus - formado por moradores da comunidade que lhe batiza - sairá em turnê pela Europa levando na bagagem a história de seu lugar e uma mensagem sobre preservação ambiental. Mas antes, sobe ao palco do Teatro Luiz Mendonça, no Recife, para apresentar o espetáculo Rios Mortos, mangue sem vida, povo com fome, nesta terça (9).

São nove bailarinos e bailarinas, com idades entre 14 e 19 anos, todos moradores da Ilha de Deus e participantes de projetos direcionados para a conscientização ambiental desenvolvidos pelo Centro Saber Viver. No espetáculo, eles contam a história da sua comunidade, falando sobre os problemas oriundos da ocupação desordenada e mostrando soluções para eles como o trabalho de replantio do mangue. A proposta é, além de apresentar a Ilha, localizada no bairro do Pina, reforçar a importância da preservação ambiental e promover a cultura popular do lugar. 

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A direção da montagem é de Edy Rocha, coreografia de Mika Silva e trilha sonora de Acácio Jamaica. O espetáculo também está na programação internacional do grupo e será apresentado durante sua passagem pela Europa. 

Confira este e muito mais eventos na Agenda LeiaJá.

Serviço

Rios mortos, mangue sem vida, povo com fome

Terça (9) | 19h

Teatro Luiz Mendonça (Av. Boa Viagem, s/n - Boa Viagem - Parque Dona Lindu)

R$ 5

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Um incêndio destruiu um barraco situado na comunidade da Ilha de Deus, no bairro do Pina, Zona Sul do Recife. Segundo populares, o fogo teve início no final da manhã deste domingo (12) e o dono do espaço, uma criador de camarões, não estava no local na hora do incêndio.

Segundo a assessoria de imprensa dos Bombeiros, nenhuma equipe foi chamada para controlar o fogo. Os populares garantem que não existem feridos. Ainda não há informações concretas sobre a causa do fogo.

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Com informações de Chico Peixoto

 

A comunidade Ilha de Deus, localizada no município da Imbiribeira, Zona Sul do Recife, ganhou uma nova cobertura vegetal. O solo foi examinado para saber quais tipos de plantas poderiam ser colocadas no local. Entre elas estavam: frutíferas, medicinais e ornamentais. 

Alguns tipos de plantas foram acerola, pitanga, manga, coco, caju, cidreira, capim santo, manjericão, pingo de ouro, margarida, orquídea, hortência, entre outras. O plantio contou com 40 crianças, além de jovens e adultos da comunidade. A ideia é que cada criança adote uma planta para poder conscientizar a preservação ambiental.

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Técnicos Agrículas acompanharam a movimentação para auxiliar os pequenos na hora de plantar as mudas.

Com informações da assessoria 

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Longe da rotina de perseguir e prender bandidos, dois soldados da Polícia Militar de Pernambuco (PM-PE) e um tenente vivem uma realidade diferente, graças ao propósito de educar e tornar crianças de 8 a 12 anos cidadãs. Se o dia a dia de um policial é marcado por trocas de tiros e risco de morte a todo o momento, a atual situação dos soldados Jozivan Albuquerque (terceiro da foto) e Edson Junior das Chagas (de colete preto na foto), e do tenente José Charles da Silva (centro da foto), é educar meninos e meninas carentes da Ilha de Deus, uma comunidade localizada no bairro da Imbiribeira, na Zona Sul do Recife.

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Há alguns anos o que reinavam na Ilha eram palafitas em péssimas condições e uma situação deplorável de pobreza. Atualmente, como um dos focos dos trabalhos sociais de maior intensidade do Governo de Pernambuco, a localidade tem moradias mais dignas e as pessoas continuam se sustentando da pesca de caranguejo e outros animais marítimos, na maré que passa curiosamente por trás de um grande centro de compras, gerando um cenário de contraste social.

Desde agosto do ano passado, os policiais retomaram um projeto chamado “Patrulheiros Mirins da Ilha de Deus”. O objetivo da iniciativa é promover aulas de cidadania sobre vários temas, como educação, meio ambiente, mundo do crime, drogas, relacionamento familiar, bullying, respeito ao próximo, entre outros. O projeto não possui investimento de nenhum órgão público ou de instituição privada, e tudo é bancado pelos policiais envolvidos, do 19º Batalhão da PM-PE.

“Hoje nós atendemos 30 crianças, mas, o trabalho vem sendo muito bem feito e muitas outras querem entrar. Compramos o fardamento e investimos nas aulas práticas, levando os meninos para vários passeios e mostrando como a cidadania deve ser aplicada”, explica um dos organizadores, o soldado Jozivan.

De acordo com ele, existe uma metodologia a ser seguida. “Na primeira fase, a gente faz uma interação educacional nas salas da Ilha e depois levamos os meninos para a prática. Falamos sobre vandalismo, a diferença entre pichar e grafitar, bem como sobre a importância de estudar para ter um futuro digno. Com este trabalho, tenho certeza que mais na frente a polícia não terá que trocar tiros com essas pessoas. Eles estão longe da criminalidade e vivem em pleno desenvolvimento educacional. Eu quero chegar primeiro que os traficantes”, diz o organizador.

Segundo o soldado Ebson, a Ilha de Deus já foi um lugar marcado pela criminalidade, uma vez que lá já aconteceram diversos crimes. “Depois que o projeto começou, não registramos homicídios na Ilha. Eu acredito que isso seja reflexo do nosso trabalho. Por ser uma comunidade muito fechada, onde antigamente a polícia nem entrava direito, por causa dos criminosos, atualmente, sempre somos muito bem recebidos por todos. É uma festa quando a gente chega, tanto dos pais, quanto das crianças”, conta.

Os patrulheiros da cidadania

O sorriso no rosto de Keila Gomes da Silva, de 8 anos, logo se tornou timidez ao avistar a nossa reportagem. Não precisou muito tempo para a menina se soltar, uma vez que, uma simples brincadeira e uma pergunta sobre os Patrulheiros Mirins a fez conversar com uma imensa alegria.

“Eu gosto de tudo. O professor ensina a não usar drogas, a não brigar e a respeitar o meio ambiente. A hora mais divertida é a do lanche”, conta Keila, aos risos. A irmã dela, Emilly Martins, 10, também participa do projeto e gosta das atividades. “Prefiro o momento do exercício físico. O professor (o soldado Jozivan) sempre pede para a gente estudar muito e ficar bem na escola”, comenta a garota.

Para a mãe das meninas, Ana Martins da Silva, o projeto ajuda na educação familiar dos alunos. “O comportamento das meninas melhorou muito. É um trabalho importante e que afasta esses meninos da criminalidade. As crianças de hoje, são os adultos de amanhã”, diz.

Uma rápida caminhada entre as casas e os moradores da Ilha de Deus mostra como a comunidade aceita o projeto. Basta os soldados serem avistados na entrada da ponte que dá acesso ao local, e as notícias se espalham. A todo instante, os pais que ainda não têm os filhos participando do projeto pedem para que os soldados os incluam. “É muita gente querendo entrar, mas, não dá para todos. A princípio, nossa proposta era realizar o projeto em seis meses, porém, o resultado está tão positivo que não temos mais previsão de finalizá-lo”, afirma Jozivan.

Na insistente luta pela cidadania e contra o mundo do crime, os policiais afirmam que o projeto é renovador. “Às vezes a agente chega na Ilha cansado, após um dia imenso de trabalho, mas, ao percebemos a alegria daquelas crianças, o nosso espírito e a mente se renovam. É uma experiência que vai ficar para sempre na minha vida. Só abordar uma criança ou um jovem é muito fácil. Porém, a polícia tem também o dever de educar”, explica o outro organizador do projeto, o tenente José Charles.

As aulas do projeto são realizadas sempre as quintas-feiras, durante o dia ou à tarde. Outras informações sobre o “Patrulheiros Mirins” podem ser encontradas no blog de ações comunitárias do 19º Batalhão.

Contemplada com o ProaC de Montagem Teatral em 2011, prêmio concedido pelo Governo do Estado de São Paulo para fomentar a arte e a discussão, a montagem do romance homônimo do geógrafo pernambucano Josué de Castro, Homens e Caranguejos, chega ao Recife nos próximos dias 16 e 17 no Sesc Santo Amaro. O espetáculo, inédito, é uma parceria da Cia Duas de Criação (PE) com o Coletivo Cênico Joanas Incendeiam (SP).

Escrito em 1966, o romance foi traduzido em várias línguas e adaptado para o teatro pela francesa Gabriele Cousin em 1969, mas nunca encenado em âmbito nacional. Com dramaturgia e encenação de Luciana Lyra, a montagem que chega ao Recife enfatiza a atualidade das questões abordadas por Josué de Castro.

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O espetáculo é permeado de histórias tocantes e cômicas que analisam o fenômeno social da miséria e da fome em todas as suas contradições e consequencias. Recife e São Paulo são as cidades escolhidas como cenário da narrativa.

As comunidades do Boqueirão, na Zona Sul da capital paulista e a Ilha de Deus, na capital pernambucana, constituem o recorte escolhido pelas criadoras para ambientar a montagem, que cria fricções entre o universo constituído por Josué e o cotidiano dessas comunidades, ao invés de fazer uma transposição literal do romance. Ambas as comunidades foram pesquisadas durante dois anos e identificadas como locais que reproduzem a vulnerabilidade da população denunciada por Josué.

A trama do espetáculo gira em torno de um menino, que chegou à cidade e aos mangues com seu pai, fugindo da seca, depois da morte do irmão mais velho. Sua vida se divide entre trabalhar para o padre, como catador de caranguejos, a vontade de brincar e a amizade com um homem sábio que vive em um mocambo com as pernas imóveis e se torna responsável por fomentar no menino certa consciência política, além de estimulá-lo a lutar contra um rei pelo direito a terras.

A rota Sertão/Zona da Mata/ mangue recifense/periferia paulistana é metaforizada nesta montagem. Destaque para a direção musical de Nilton Jr. e produção musical de Buguinha Dub e Paulo Torres. A entrada é gratuita.

SERVIÇO
Espetáculo: Homens e Caranguejos
Sábado (16), às 19h e Domingo (17), às 17h
SESC Santo Amaro – Teatro Marco Camarotti (Rua do Pombal, s/nº - Santo Amaro / Recife - PE)
Gratuito
Classificação etária: 16 anos
Capacidade para 100 lugares
Informações: (81) 3216-1713 / 3216-1714 / 3216-1715

Moradoras da comunidade da Ilha de Deus, no bairro da Imbiribeira, Zona Sul do Recife, poderão realizar exames de mamografia neste sábado (28). Das 8h às 17h uma unidade móvel, localizada na rua São José, estará disponível para atender as mulheres da comunidade. A iniciativa da Secretaria de Saúde do Recife tem por objetivo acelerar a realização de uma avaliação muito importante na prevenção do câncer de mama, responsável por elevar os índices de morte na população feminina em todo o país.

Para a realização dos exames, dois caminhões chamados de mamógrafos itinerantes estarão no local. Neles, as pacientes são atendidas com toda a infraestritura necessária para a realização do procedimento. Além dos exames, serão oferecidos outros serviços como prevenção do câncer do colo do útero e palestras educativas.

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O resultado do atendimento sairá em até uma semana, e a partir do diagnóstico, as mulheres que apresentarem alguma anormalidade serão encaminhadas para as três unidades de referência na rede municipal (policlínicas Professor Bandeira Filho e Arnaldo Marques; Ambulatório Especializado em Saúde da Mulher), além do hospital Maria Lucinda para os exames mais específicos.

Já os casos que precisarem realizar punção para biópsia serão levados para o hospital Maria Lucinda – também conveniado à rede -, localizado no bairro do Parnamirim. Caso o resultado seja positivo, as pacientes serão encaminhadas para os seguintes hospitais da rede estadual: Oswaldo Cruz, Imip, Barão de Lucena, das Clínicas e do Câncer.





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