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Uma mulher, de 32 anos, identificada como Márcia Alves, morreu na noite desta última segunda-feira (17), em São Lourenço da Mata, ao tentar descer do ônibus e a sua bolsa ficar presa na porta do coletivo após o motorista fecha-la. Segundo informações repassadas ao LeiaJá, o condutor do transporte público não viu o momento que a mulher ficou presa e acabou arrastando a passageira por alguns quilômetros.

A Polícia Civil confirmou que está investigando o acidente de trânsito e assim deve seguir até "a completa elucidação do ocorrido". Nossa equipe de reportagem entrou em contato com o Sindicato dos Rodoviários, que informou não saber do acontecido.

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Até a publicação dessa matéria, o Grande Recife Consórcio de Transportes não retornou as demandas enviadas. 

Policiais civis que protestaram na manhã desta terça-feira (18) no Recife decidiram dar um “voto de confiança” ao governo de Pernambuco e vão manter as atividades durante o Carnaval, suspendendo uma possível greve no período.

Segundo Áureo Cisneiros, presidente do Sindicado dos Policiais Civis (Sinpol), está marcada para o dia 11 de março, às 14h30, uma reunião com representantes do governo. “Nos prometeram uma resposta concreta sobre o plano de cargos e carreiras. Sobre a nossa remuneração. No mesmo dia faremos uma assembleia para definir o rumo do movimento”, prometeu.

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A principal motivação para os policiais aceitarem a suspensão da greve, segundo Cisneiros, foi o entendimento da importância do Carnaval. “Vamos respeitar a principal festa do povo pernambucano. É mais pelo povo pernambucano, que está temeroso com a nossa paralisação. Vamos respeitar, mas continuam com a nossa pressão”, afirmou o líder sindical.

Com informações de Ruan Reis

Quatro jovens com idades entre 24 e 20 anos foram baleados em uma quadra poliesportiva do município de Lagoa de Itaenga, na Mata Norte de Pernambuco, na noite da sexta-feira (14). A suspeita é que o crime tenha sido cometido por três homens encapuzados.

Informações preliminares também apontam que o alvo seria um jovem de 21 anos. Ele tentou fugir ao ouvir os disparos, mas foi atingido. Ele e outros três rapazes foram encaminhados para unidades de saúde.

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Os criminosos teriam chegado ao local já atirando. Eles fugiram e até o momento não houve prisão. A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar o caso.

Uma ação da Polícia Civil de São Paulo na cidade de Jundiaí (55 km da capital), apreendeu 11 quilos de droga sintética pura utilizada para a produção de comprimidos de ecstasy. A carga, avaliada em R$ 2 milhões, estava armazenada em um apartamento junto a materiais e equipamentos aplicados na confecção das pílulas. Durante execução dos mandados de busca e apreensão quatro homens foram detidos, um brasileiro e três cidadãos mexicanos.

De acordo com as equipes da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) do município paulista, o brasileiro, que alegou ser gerente de um hotel em Goiânia (GO), era alvo de uma investigação há algum tempo. Já os mexicanos afirmaram que são comerciantes do ramo têxtil na cidade mexicana de Guadalajara.

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Um dos estrangeiros informou a polícia que a droga vinha do México até a capital goiana, passava por Jundiaí e era revendida na cidade de São Paulo. Na ação também foram apreendidos um automóvel Toyota Hylux, $ 1.470 pesos mexicanos (o equivalente a R$ 340), $ 30 mil pesos colombianos (R$ 38), ₲ 54 mil guaranis paraguaios (R$ 36) e notas de dinheiro oriundas de outros países.

Os detidos devem responder pelos crimes de associação criminosa e tráfico de drogas.

A última festa que rolou no Big Brother Brasil 20 rendeu ainda mais polêmicas. No evento, que aconteceu no último sábado, dia 8, Pyong Lee foi acusado pelos internautas de supostamente assediar as participantes Marcela e Flayslane. Muita gente pediu pela expulsão do hipnólogo no Twitter - e até mesmo uma comissária de bordo resolveu expor uma história de chantagem que teria vivido com o youtuber. E depois de começar uma investigação contra Petrix Barbosa, também do BBB20, a Polícia Civil do Rio de Janeiro resolveu abrir um inquérito contra Pyong e os supostos assédios que ele cometeu no programa.

Segundo informações do jornal Extra, as redes sociais foram essenciais para que a polícia tivesse conhecimento do caso.

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- Nós tomamos conhecimento por meio das redes sociais e da TV de que o Pyong teria tido atitudes durante a última festa que aconteceu dentro do reality que podem ser consideradas como assédio sexual. Não estou afirmando que isso aconteceu, mas vamos apurar tudo. Esse tipo de comportamento de alisar as moças sem o consentimento delas deve ser combatido dentro e fora do programa, afirmou a delegada Catarina Noble, titular da Delegacia de Atendimento à Mulher (DEAM - Jacarepaguá).

Ainda de acordo com Noble, todos os envolvidos serão ouvidos assim que forem eliminados do reality.

- Nós entendemos que essa espera para ouvir tanto o Pyong como as moças envolvidas não afetará a investigação. Imagino que no prazo de três meses, que é o tempo de terminar o programa, todos sejam ouvidos e a investigação seja concluída.

A delegada ainda mandou um recado para todas as mulheres.

- Quando um homem passa as mãos ou as partes íntimas dele em uma outra mulher, sem que ela tenha consentido, ele pode ser enquadrado na lei de assédio sexual. Com pena prevista de um a cinco anos de prisão.

Um vídeo de câmera de segurança mostra um gari riscando um carro estacionado em uma rua de Maceió, Alagoas. O fato ocorreu em janeiro e a Polícia Civil de Alagoas confirmou na última sexta-feira (7) ter identificado o suspeito. A polícia investiga se foram praticados mais crimes de dano em outros veículos.

As imagens mostram dois garis fazendo a coleta de lixo na madrugada do dia 15 de janeiro. Ao desembarcarem do caminhão e se aproximarem da lixeira de um edifício residencial, um deles observa o ambiente enquanto o outro risca o lado direito do veículo estacionado com uma chave.

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Os dois garis admitiram o crime em depoimento à polícia. Quando questionado sobre a motivação para danificar o carro, o suspeito disse ter agido por "instinto". 

A empresa terceirizada informou os dados necessários para identificação dos suspeitos. A polícia relatou que o homem que risca o carro foi desligado da empresa. A dupla responderá pelo crime de dano.

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A Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Cuiabá prendeu, na manhã desta quinta-feira (6), um homem acusado de expor fotos íntimas da ex-namorada nas redes sociais. O suspeito estava foragido desde dezembro.

Segundo a Polícia Civil, o suspeito publicou nas redes sociais fotos e vídeos da ex-companheira nua. Ele não aceitava o fim do relacionamento com a vítima. 

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Além dos crimes de divulgação de cenas de sexo e pornografia, ameaça e injúria, o homem também responde a outro inquérito por supostamente ter incendiado o veículo da ex-namorada.

O acusado estava foragido desde dezembro, após a Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher determinar sua prisão preventiva. De acordo com a polícia, o homem se deslocou para diversas cidades do Mato Grosso para não ser localizado.  

Uma ação do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) da Polícia Civil de São Paulo, realizada na noite da última terça-feira (28), deteve três acusados de envolvimento com fraudes bancárias. De acordo com a investigação, a sede da quadrilha funcionava em um apartamento localizado no Jardim Aricanduva, zona leste da capital. O trio deve responder por integrar organização criminosa e furto qualificado.

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Apartamento em que a quadrilha foi presa funcionava como uma central especializada na prática de fraudes bancárias. Foto: Polícia Civil

Segundo as investigações, o imóvel era utilizado como uma central equipada com aparelhos preparados para facilitação da prática dos golpes. Por meio de documentos, o bando tinha acesso a informações privilegiadas de clientes cadastrados em diferentes instituições financeiras. Durante as buscas realizadas pelas equipes do Deic, foram encontrados computadores e folhas com dados bancários de milhares de pessoas que já tinham sido vítimas ou se tornariam alvos da quadrilha.

Ainda de acordo com as equipes da polícia, o levantamento está sendo realizado e não há exatidão do valor movimentado pela quadrilha. Segundo as investigações, a estimativa é de que o bando pode ter lucrado milhões de reais com a prática ilícita.

A Polícia Civil de São Paulo passará a utilizar uma tecnologia de reconhecimento facial para identificar suspeitos de crimes, foragidos e até pessoas desaparecidas. O recurso foi testado durante jogos da Copa América na capital paulista e terá uma base de dados de 30 milhões de biometrias faciais e digitais, majoritariamente da população que emitiu documento de identidade no Estado.

O sistema passa a funcionar nesta terça-feira, 28. Ele não funcionará em tempo real, isto é, as imagens de um local em que ocorreu um crime deverão ser enviadas para a equipe especializada, que submeterá o material à análise da nova tecnologia.

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O início do uso do sistema foi anunciado em evento na manhã desta terça, com a presença do governador João Doria (PSDB) e outras autoridades. Tecnologias semelhantes são utilizadas em Estados como Bahia e Rio de Janeiro, além de outros países, e já foram alvo de críticas por erros e identificar majoritariamente pessoas negras.

De acordo com Doria, a tecnologia terá supervisão humana "constante". "Aqui o procedimento é para que seja correto e permanentemente avaliado. A tecnologia é o estado mais puro da arte para a identificação do que quer que seja, no âmbito do estudo, acadêmico, da segurança pública, da ciência, mas também falha. Temos que ter cuidado no acompanhamento da própria tecnologia e ter um grupo de trabalho, como há, de supervisão permanente para que nenhuma falha ocorra e, se ocorrer, ser suprimida rapidamente", disse em coletiva de imprensa.

"O reconhecimento facial não vai ser utilizado isoladamente como meio de prova, nós vamos 'linkar' a outros procedimentos da Polícia Civil, que vão formar um conjunto e que vão aí determinar se esse sujeito, que é o suspeito, praticou o delito ou não", completou o delegado-geral da Polícia Civil, Ruy Ferraz Fontes.

Segundo o delegado Mitiake Yamamoto, diretor do Instituto de identificação da Polícia Civil (IIRGD), a base de dados deverá ser ampliado para 45 milhões de identidades. "Já foi usado na Copa América. Uma 'blacklist' foi inserida e identificou torcedores do Chile que tinham alguma restrição, na hora", comenta ele, que ressaltou que, embora o recurso possa ser utilizado em tempo real, a princípio, não será aplicado dessa forma em São Paulo.

Um homem acusado de agredir a ex-namorada com golpes de chave de fenda foi preso em Várzea Grande, no Estado do Mato Grosso. Ele havia agredido a mulher em janeiro de 2019. Neste mês, após sair da prisão, o acusado rompeu a tornozeleira para praticar nova agressão. 

O crime ocorreu em 10 de janeiro em uma residência em Várzea Grande. Segundo a Polícia Civil, o homem não aceitava o fim do relacionamento. Ele pulou o muro da casa em que estava a vítima e a agrediu usando uma chave de fenda, atingindo a  mulher na barriga, nas costas, nuca, tórax e rosto.

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Enquanto agredia, ele xingava, ameaça de morte e também pedia perdão à ex-namorada, de acordo com a polícia. Após o crime, ele foi embora, mas voltou a passar no local apontando uma arma de fogo e fazendo ameaças.

A Polícia Civil representou pela prisão preventiva do suspeito, deferida pela Justiça. A prisão ocorreu na quarta-feira (22).

Um helicóptero foi recuperado pela Polícia Civil de São Paulo na última segunda-feira (20). A aeronave estava em um galpão na BR-040, rodovia que liga o Rio de Janeiro (RJ) a Brasília (DF), na altura do município mineiro de Congonhas (MG), a 82 km de Belo Horizonte. O veículo aéreo pertencia a uma empresa localizada na região leste da capital paulista que teve este e outros bens roubados em maio de 2019.

De acordo com a apuração do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) de São Paulo, o crime foi chefiado por uma quadrilha ligada ao tráfico de drogas. Ainda segundo a corporação, os traficantes usariam o helicóptero para o transporte de entorpecentes.

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O registro da recuperação e a apreensão da aeronave foram feitos na cidade mineira. A polícia segue com as investigações para identificar outros envolvidos no crime.

Um homem foi preso em flagrante por fazer apologia ao nazismo ao pendurar uma camiseta com o símbolo nazista na porta de sua casa. O caso aconteceu no último domingo (19), em São José, na Grande Florianópolis, Santa Catarina. Cumprindo mandado de busca e apreensão, a Polícia Civil encontrou materiais com a suástica do movimento liderado por Adolf Hitler.

A polícia confirma que, ao ser questionado sobre a camiseta, o homem disse que tinha "liberdade de expressão e usava e pendurava o que bem entendesse". O  caso foi encaminhado ao Judiciário e o nome do acusado não foi divulgado oficialmente. 

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O site NSC lembra que, pela lei 7.716, o ato de fabricar, comercializar, distribuir ou veicular símbolos, emblemas, ornamentos, distintivos ou propaganda que utilizem a cruz suástica ou gamada, para fins de divulgação do nazismo é crime. A pena é de dois a cinco anos de prisão e multa.

Uma ação da Polícia Civil de São Paulo realizada na madrugada do último domingo (19), no Centro da capital paulista, deteve um dos assaltantes de banco mais procurados do Nordeste brasileiro. O homem de 37 anos, que ainda não teve o nome divulgado pelas autoridades, era procurado pela Justiça dos estados de Alagoas, Pernambuco e Rio Grande do Norte. A suspeita é de que o acusado faz parte de uma quadrilha que realizou assaltos em diversas agências bancárias da região.

De acordo com as informações da Polícia, o suspeito foi localizado em um hotel de médio padrão. Ao ser abordado, apresentou um documento de identidade falso. Durante o procedimento de averiguação minuciosa, o homem confessou ser procurado pela Justiça.

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Segundo o delegado titular da 3ª Delegacia Seccional Oeste, Márcio Fruet Ferreira de Araújo, o acusado vinha sendo acompanhado pela Equipe de Intervenção Estratégica (EIE). "Nós fazemos monitoramento dos possíveis alvos de investigações importantes e que merecem maior atenção, recebemos informações de movimentação atípica de um indivíduo muito conhecido por diversos roubos a instituições bancárias e intensificamos os trabalhos", explica. Ainda segundo Araújo, é possível que o homem estivesse hospedado em São Paulo para participar de outros crimes.

O suspeito foi encaminhado à audiência de Custódia e levado a um Centro de Detenção Provisória (CDP). A polícia ainda investiga pessoas que mantiveram contato com o acusado durante o tempo em que esteve na capital paulista.

A Polícia Civil de Minas Gerais está analisando o conteúdo de um vídeo entregue pela cervejaria mineira Backer e que pode reforçar a hipótese de que a empresa tenha sido alvo de sabotagem.

A corporação disse que não pode dar detalhes sobre o vídeo para não atrapalhar as investigações sobre a contaminação de 22 lotes de oito diferentes rótulos de cervejas produzidas pelas Backer: Belorizontina, Capixaba, Capitão Senra, Pele Vermelha, Fargo 46, Backer Pilsen, Brown e Backer D2.

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A cervejaria, no entanto, confirma que teve acesso e repassou imediatamente à Polícia Civil “um vídeo cujo conteúdo pode estar relacionado com as investigações em curso”. O vídeo, de acordo com a empresa, foi entregue às autoridades nesta quinta-feira (16).

Na quinta-feira (16), policiais mineiros cumpriram mandados de busca e apreensão em uma empresa distribuidora que fornece a Backer insumos usados na produção de cerveja. A distribuidora, cujo nome não foi divulgado, fica em Contagem, na região metropolitana da capital mineira.

Depoimentos

Mais duas pessoas prestaram depoimento na 4ª Delegacia de Polícia, na quinta-feira (16), em Belo Horizonte, onde um inquérito policial foi instaurado para apurar a suposta contaminação das cervejas da Backer por duas substâncias tóxicas usadas em sistemas de refrigeração por suas propriedades anticongelantes, o monoetilenoglicol e o dietilenoglicol.

De acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, exames periciais demonstram a presença das duas substâncias nos 22 lotes dos oito rótulos de cerveja considerados contaminados. No último dia 13, quando a contaminação pelos anticongelantes ainda era uma suspeita, o ministério intimou a empresa a recolher dos estabelecimentos comerciais toda a bebida produzida a partir de outubro de 2019. Além disso, lacrou tanques e demais equipamentos de produção e determinou a apreensão de 139 mil litros de cerveja engarrafada e 8.480 litros de chope.

Até o momento, quatro mortes estão sendo atribuídas à intoxicação pelo consumo da cerveja Backer, particularmente da Belorizontina. A primeira morte, de uma mulher, ocorreu em Pompéu, a cerca de 170 quilômetros da capital mineira. Embora a vítima tenha falecido em 28 de dezembro, só ontem (16) a Secretaria estadual de Saúde confirmou que o caso pode estar associado à síndrome nefroneural provocado pela intoxicação. As outras três vítimas fatais são do sexo masculino e vieram a óbito em 7, 15 e 16 de janeiro, em Juiz de Fora e Belo Horizonte, respectivamente.

Outros 14 pacientes continuam internados em estabelecimentos de saúde mineiros. Dos 18 casos registrados até hoje, apenas quatro já têm laudos atestando a presença de dietilenoglicol no sangue, incluído o homem que faleceu no último dia 7. Doze das vítimas residem ou residiam em Belo Horizonte e seis moram ou moravam em Nova Lima, Pompéu, São João Del Rei, São Lourenço, Ubá e Viçosa.

Todas as pessoas internadas devido à suspeita de terem desenvolvido a síndrome nefroneural apresentaram sintomas semelhantes - insuficiência renal aguda de evolução rápida (ou seja, que levou a pessoa a ser internada em até 72 horas após o surgimento dos primeiros sintomas) e alterações neurológicas centrais e periféricas que podem ter provocado paralisia facial, embaçamento ou perda da visão, alteração sensório, paralisia, entre outros sintomas.

Em nota, a Backer diz que contribui com as autoridades sem restrições e reforça que é a principal interessada na apuração e elucidação dos fatos.

 

Uma mulher, de 69 anos, morreu na manhã desta quinta-feira (16), vítima de maus-tratos. Segundo a Polícia Civil, há 10 anos que a vítima vivia em estado vegetativo, enquanto a filha omitia socorro e se apropriava da aposentadoria de R$ 3.900 da própria mãe. Ainda com vida, a mulher foi levada para o Hospital Regional de Taguatinga (HRT) sem os dentes e desnutrida. Caso aconteceu em Taguatinga Sul, Distrito Federal.

A idosa foi encontrada acamada, usando apenas uma fralda que estava suja de fezes e urina. No corpo da vítima haviam diversas feridas abertas - uma delas com exposição do pulmão. A delegada informou ao Correio Braziliense que ainda não é possível confirmar se a morte da mulher foi causada pelos maus-tratos.

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Flávia Cristina Marçal, 38 anos, filha da vítima, relatou à polícia que como a mãe era alimentada por sonda, não tinha muitos gastos com ela. Disse também que quando a idosa sofreu o acidente que a deixou no estado vegetativo, abriu mão do ensino superior para cuidar de sua mãe. A filha chegou a ser presa, mais foi liberada depois de pagar uma fiança de R$ 2.500.

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) identificou a presença de monoetilenoglicol e de dietilenoglicol em mais seis marcas de cervejas produzidas pela mineira Backer, totalizando oito rótulos contaminados da mesma fabricante. Além dos já divulgados três lotes de Belorizontina, que no Espírito Santo é comercializada com o rótulo de Capixaba, foram encontrados vestígios das substâncias tóxicas nas marcas Capitão Senra, Pele Vermelha, Fargo 46, Backer Pilsen, Brown e Backer D2.

Em nota divulgada na tarde desta quinta-feira (16), o ministério informou que as análises realizadas por laboratórios federais de defesa agropecuária identificaram 21 lotes contaminados das oito cervejas produzidas pela Backer. Além desses, a Polícia Civil identificou mais um lote contaminado.

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Operação

Também esta tarde, policiais civis mineiros cumpriram mandados de busca e apreensão em uma empresa que, segundo a instituição, fornece monoetilenoglicol para a cervejaria Backer, de Belo Horizonte. Segundo a assessoria da corporação, a distribuidora, cujo nome não foi oficialmente divulgado, fica em Contagem, na região metropolitana da capital mineira.

Devido a suas propriedades anticongelantes, o monoetilenoglicol e o dietilenoglicol costumam ser usados em sistemas de refrigeração. A Backer, no entanto, tem negado empregar as duas substâncias em sua linha de produção. Procurada, a cervejaria não se pronunciou sobre as novas conclusões do Mapa, nem sobre o cumprimento dos mandados de busca e apreensão na distribuidora que lhe fornece insumos.

Investigação

O Ministério da Agricultura afirma “seguir atuando nas apurações administrativas para identificar as circunstâncias em que os fatos ocorreram e tomando as medidas necessárias para mitigar o risco apresentado pelas cervejas contaminadas”. No último dia 13, a pasta intimou a empresa a recolher dos estabelecimentos comerciais toda a sua produção vendida a partir de outubro de 2019 até a presente data. Antes disso, o ministério já havia lacrado tanques e demais equipamentos de produção e apreendido 139 mil litros de cerveja engarrafada e 8.480 litros de chope.

Na manhã desta quinta, a Polícia Civil, que apura as circunstâncias e as responsabilidades pela intoxicação de ao menos 18 pessoas, confirmou a terceira morte em consequência da síndrome nefroneural, associada ao consumo das cervejas Backer. Um quarto caso fatal, envolvendo o óbito de uma moradora da cidade de Pompéu, a cerca de 170 quilômetros de Belo Horizonte, foi confirmado no começo da noite.

Até a quarta-feira (15), exames realizados por peritos da Polícia Civil atestavam a intoxicação por dietilenoglicol de ao menos quatro dos 18 pacientes já identificados. Todos as pessoas internadas devido à suspeita de terem desenvolvido a síndrome nefroneural apresentaram sintomas semelhantes - insuficiência renal aguda de evolução rápida (ou seja, que levou a pessoa a ser internada em até 72 horas após o surgimento dos primeiros sintomas) e alterações neurológicas centrais e periféricas que podem ter provocado paralisia facial, embaçamento ou perda da visão, alteração sensório, paralisia, entre outros sintomas.

 

O presidente da Associação Brasileira das Cervejarias Artesanais (Abracerva), Carlo Lapolli, disse nesta sexta-feira (10), que a substância dietilenoglicol raramente é usada na produção de cervejas. Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais, exames laboratoriais realizados em amostras de dois lotes da cerveja Belorizontina, da fabricante catarinense Backer, indicam que o produto pode ter sido contaminado pelo anticongelante, causando a morte de uma pessoa e a internação de outras sete, em Minas Gerais.

Lapolli observou que, devido a suas propriedades anticongelantes, o dietilenoglicol costuma ser empregado em sistemas de refrigeração, por vários segmentos produtivos. E que também pode ser encontrado em radiadores de veículos. No entanto, segundo o dirigente da entidade que representa parte dos fabricantes de cerveja, dos fornecedores de matéria-prima e de pontos de venda da bebida, a indústria cervejeira costuma optar por outros produtos.

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“Quase a totalidade das cervejarias artesanais utiliza álcool etílico [como anticongelante], ou seja, o álcool puro, que não oferece nenhum tipo de risco de contaminação caso entre em contato com a cerveja”, explicou Lapolli.

Ainda de acordo com Lapolli, as investigações sobre as causas da contaminação, que levou oito pessoas a serem internadas em hospitais da região metropolitana de Belo Horizonte e de Juiz de Fora, com insuficiência renal aguda e alterações neurológicas centrais e periféricas, terão que apontar como e em que momento as cervejas da Backer foram contaminadas pelo dietilenoglicol.

“Essa é uma pergunta que terá que ser respondida, já que a própria cervejaria Backer afirma que não utiliza o dietilenoglicol em sua fábrica”, disse Lapolli.

Em duas notas já divulgadas à imprensa, a Backer assegurou que a substância não faz parte de seus processos de produção. Ainda assim, por precaução, a empresa acatou a decisão de recolher os lotes L1 1348 e L2 1348, dos quais faziam parte as amostras testadas pela Polícia Civil.

Segundo Lapolli, em todo o mundo, cervejarias utilizam um sistema de refrigeração parecido, empregando tanques duplos, encapsulados, que evitam o contato da cerveja armazenada com o produto usado no sistema de refrigeração.

“O sistema de resfriamento de uma cervejaria serve para manter a cerveja gelada nos tanques. A cerveja fica armazenada em tanques revestidos internamente por inox. Ao redor destes há uma serpentina que fica protegida por uma outra placa de inox, que forma a camada que vemos por fora”, explicou Lapolli.

“Esse sistema de tanques encamisados é utilizado no mundo inteiro e não temos notícias desse tipo de contaminação em nenhuma cervejaria do mundo. Seria um fato inédito. Eu, particularmente, não tenho notícias de vazamentos desse tipo na indústria [mundial]”, comentou Lapolli, ao considerar a hipótese de que o dietilenoglicol tenha contaminado parte da produção da Backer.

Mesmo apontando a necessidade de aprofundamento das investigações, o presidente da Abracerva considerou acertada a decisão da Backer de recolher os dois lotes de cerveja. “Há algumas perguntas que teremos que aguardar para ver respondidas. Acho que temos que aprofundar a investigação e realmente saber a origem desta contaminação, a causa desta síndrome e se, realmente, ela está ligada ao dietilenoglicol e não a nenhum outro tipo de agente [contaminante] externo”, disse Lapolli.

 

Nesta quinta-feira (9), aconteceu o primeiro assalto a carro-forte em Pernambuco. O registro foi na BR-316, em Ouricuri, no Sertão do estado. O grupo de assaltantes, que estava fortemente armado, conseguiu fugir do local com o dinheiro (a quantia não foi informada). 

Dois vigilantes ficaram levemente feridos por conta da explosão. De acordo com a Polícia Civil de Pernambuco, uma equipe da Força-tarefa Bancos da PCPE, coordenada pelo Delegado Dark Blacker, encontra-se no local. Não foram divulgados mais pela polícia.

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Processos na Corregedoria Geral da Secretaria de Defesa Social (SDS) de Pernambuco resultaram em 62 desligamentos na Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Polícia Civil em 2019. Entre os excluídos ou demitidos estão pessoas acusadas de tráfico, homicídio e facilitação de fuga de preso.

De acordo com a SDS, foram 38 exclusões, 12 demissões e 12 licenciamentos a bem da disciplina (modalidade de exclusão para praças) no ano anterior. Considerando apenas a Polícia Militar, foram 35 exclusões, 12 licenciamentos a bem da disciplina e duas demissões. No Corpo de Bombeiros, houve três exclusões. Já na Polícia Civil, ocorreram 10 demissões.

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As causas mais frequentes de exclusão ou demissão de servidores e militares das operativas da SDS foram: peculato (11 casos), roubo (10), tráfico (10), homicídio (8), associação criminosa (3), facilitar fuga de preso (3) e valer-se do cargo para obter vantagem (3).

Entre as exclusões do último ano está a de um cabo da Polícia Militar acusado de matar um lojista após discussão em partida de dominó em um bar de Camaragibe, na Região Metropolitana do Recife. Também foi excluído um soldado acusado de roubos e estupros e que foi preso portando uma arma de sua propriedade e com uma moto sem placa.

Ainda em 2019, a Corregedoria decidiu pela exclusão de um soldado acusado de furtar R$ 500 em espécie de uma casa que ele vistoriou. Um cabo foi desligado da corporação após ter sido alvo de operação da Polícia Civil, que encontrou 16 armas de fogo em sua casa.

Enquanto as demissões são oriundas de 38 processos, outros 201 resultaram em absolvição. Entre essas absolvições estão casos de policiais acusados de violência durante as abordagens. Um cabo do município de Aliança, Mata Norte de Pernambuco, foi absolvido em dezembro de 2019 após ser acusado de agredir as vítimas e fazer buscas domiciliares sem mandado judicial. Um sargento e um soldado também foram absolvidos por insuficiência de provas. Os dois eram acusados de praticar tortura, ameaça, extorsão e invasão de domicílio em Olinda, no Grande Recife.

Segundo a SDS, a Polícia Militar conta, atualmente, com cerca de 18 mil policiais na ativa. Até o fim deste mês, serão nomeados mais 511 soldados e 55 oficiais aprovados no último concurso público da corporação. Na Polícia Civil, são 5.577 servidores, o que aumentará com a chegada de mais 500 agentes em janeiro de 2020. No Corpo de Bombeiros, o efetivo é de 2.657 bombeiros.

A Polícia Civil de Pernambuco está investigando uma denúncia de estupro coletivo de uma criança de nove anos em uma escola municipal de Garanhuns, no Agreste de Pernambuco. A menina teria sido abusada por pelo menos dois jovens em um vestiário da Escola Municipal Professor Antônio Gonçalves Dias em setembro de 2019. 

Apesar de ter ocorrido meses atrás, o caso só ganhou repercussão agora. Na tarde desta terça-feira (7), a Prefeitura de Garanhuns realizará uma coletiva sobre o tema. A Secretaria Municipal de Educação informou ter tomado conhecimento do caso na noite do último sábado (4) e entrado em contato com os órgãos competentes de imediato.

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O caso está na 9ª Delegacia de Polícia da Mulher, com a delegada Graça Canuto. Por nota, a Polícia Civil informou que todos os procedimentos foram adotados: além da instauração de inquérito, a vítima foi encaminhada para exames periciais no IML, o Conselho Tutelar foi acionado - e acompanhou a criança nos exames, e diligências e ouvidas estão em curso.

Em entrevista a um blog local, a mãe da criança diz ter notado que a filha passou a não querer tomar banho nem estudar. Percebendo o comportamento estranho da filha, a mulher conseguiu convencê-la a relatar o que ocorria. 

A vítima teria sido convidada para o vestiário por três meninos e duas meninas. Segundo o relato da mãe, o grupo ofereceu um cigarro de maconha a menor, que tragou, mas se engasgou. Em seguida, ela teria sido abusada por dois rapazes.

A suspeita é que o crime tenha ocorrido outras vezes. A menina disse ter sido ameaçada e forçada pelo grupo a cometer roubos.

De acordo com a Polícia Civil, a mãe da criança faltou a dois depoimentos alegando problemas durante gravidez de alto risco. "Mas, logo que o contato com a denunciante foi restabelecido, as apurações voltaram a avançar", afirma a corporação. A genitora argumenta que a polícia exigiu que a mulher levasse duas testemunhas, o que ela não conseguiu.

Após o ocorrido, a vítima foi transferida de escola. A mãe solicita que o município ofereça atendimento psicológico à criança.

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