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Cerca de 100 detentos estão algemados a 18 viaturas, alojadas em um terreno na Rua Salvador França, em Porto Alegre, capital gaúcha. Eles estão sob os cuidados de 33 policiais militares, que foram submetidos à condições insalubres para vigiá-los. Devido à falta de vagas no sistema prisional, anteriormente, os presos amontoavam-se no entorno do Palácio da Polícia.

"Estou implorando para ir para a cadeia. O Presídio Central é shopping center perto disso daqui", suplicou um detento. Até as próprias viaturas improvisadas como celas estão lotadas. Por isso, parte dos reclusos foi algemada nas portas dos veículos. 

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Limitados em sua condição, garrafas de plástico são compartilhadas como urinol, segundo a RBS."A gente usa uma garrafa comunitária para urinar. Quando enche, o soldado escolta e a gente vira no mictório. Fazer o número dois é uma vez por dia. Estou há 20 dias aqui", explicou um dos presos em um porta-malas.

O aperto também os impede de dormir com dignidade, a maioria descansa apoiada nos próprios joelhos. "Todo mundo fez um crime e todo mundo tem de pagar, mas isso aqui está desumano demais", declarou um preso há 31 dias.

“Todo mundo aqui põe o órgão genital no mesmo lugar. Muitos são soropositivo, outros têm hepatite, infecção. Colocaram um cara ali com tuberculose. Pode proliferar. É diferente estar em um presídio e estar aqui amarrado”, denunciou outro algemado.

“Foi um retrocesso ter presos em viaturas”- Nessa terça-feira (24), a juíza Sonáli Zluhan da 1ª Vara de Execuções Criminais da capital visitou o terreno que dá acesso ao Centro de Triagem de Presos de Porto Alegre. Ela deparou-se com 95 presos -número variável devido às detenções e liberações diárias- e pretende solucionar, ao menos, casos que envolvam graves problemas de saúde.

“Foi um retrocesso ter presos em viaturas. A gente conversa com os policiais, são obrigados a fazer um rodízio, e estão em situação precária, vocês viram, sentados nas pedras, comendo como podem. Esse preso em viatura não recupera de jeito nenhum. E está um clima tenso entre preso e brigadiano. É complicado. E no Centro de Triagem não são atendidos os requisitos mínimos da prisão”, pontuou a juíza.

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Insalubridade policial - Cerca de 33 militares de diversos batalhões são submetidos à falta de percepção do poder público. Alternados em turnos de 12 horas, têm como posto uma edificação inacabada com o teto infiltrado. O descaso prossegue diante da estrutura: cadeiras plásticas e mesas de madeira, são a ‘sala’ e o ‘refeitório’. No local, se alimentam enquanto evitam uma possível fuga.

Para espantar o frio, a opção é improvisar uma fogueira com pedaços de madeira.

“A gente poderia estar na rua, mas está aqui. Acabar com isso é bom para todo mundo. E o problema é que acaba sempre a culpa em cima da Brigada”, explicou um policial. Outro militar se queixa, “às vezes, em quatro brigadianos de um batalhão para quase 20 presos. Os presos ainda colaboram. A gente não "solta" muito eles, mas também não "aperta".

O que diz o Poder Público

Uma nota da Secretaria de Administração Penitenciária foi enviada a equipe de reportagem do GaúchaZH. Confira na íntegra:

“A Secretaria da Administração Penitenciária (SEAPEN) informa que continua envidando todos os esforços para resolver de forma definitiva a situação dos presos que são custodiados em viaturas e delegacias. Como já é de conhecimento da maior parte da sociedade gaúcha, trata-se de questão complexa, que não depende de vontade política, mas de uma série de fatores que estão sendo objeto da dedicação total da secretaria, criada exclusivamente para tratar da questão prisional. Para se ter uma ideia, até o momento, já foram encaminhados ao sistema mais de 12 mil pessoas presas, desde o início do ano, através do sistema Desep Vagas 24h. Mas a solução para o caso específico passa pela implementação do Nugesp (Núcleo de Gestão Estratégica do Sistema Prisional), cuja minuta se encontra em fase de análise dos diversos entes do sistema de Justiça para sua implantação ainda em 2019. Também a entrega do Presídio de Sapucaia, com suas 600 vagas vai contribuir para amenizar o problema. Com isso, teremos possibilidade de absorver a demanda de presos que hoje se encontram em DPs e viaturas. A ideia é que o novo núcleo seja instalado exatamente na mesma área onde hoje estão estes presos, no terreno junto ao IPF.”

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Um incêndio foi registrado no Presídio de Itaquitinga, localizado na Zona da Mata de Pernambuco, nesta quarta-feira (25). Alguns detentos aproveitaram a confusão para tentar matar outro preso. A prisão é tida como a mais moderna do Estado.

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 As informações do sistema penitenciário apontam que os próprios detentos provocaram o incêndio entre as celas 20 e 24 da ala C. O fogo teria sido uma forma de chamar atenção para solicitar "regalias" e denunciar o "controle rígido" da unidade.

Nenhum óbito foi registrado.

Acompanhe:

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Um detento que cumpria prisão perpétua foi morto após ser atacado por uma cobra que invadiu a penitenciária do estado de Uttar Pradesh, na Índia. Além de Babbu, outros dois reclusos foram atacados, na última segunda-feira (12). Encantadores de serpentes foram chamados e capturaram quatro animais nas instalações.

A prisão é envolvida por campos e acredita-se que os répteis invadiram o local para abrigar-se das fortes chuvas que atingem a região. Um dos agentes penitenciários informou que 12 encantadores de serpentes foram acionados e conseguiram capturar as cobras, de acordo com o India Today.

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Um detento foi morto e dois ficaram feridos após uma briga na manhã desta quarta-feira (26), na Penitenciária Professor Barreto Campelo, localizada em Itamaracá, Região Metropolitana do Recife (RMR). As informações preliminares da Secretaria Executiva de Ressocialização (Seres), revelam que a confusão envolveu uma arma de fogo. O suspeito dos disparos foi identificado.

De acordo com a Seres, a confusão foi controlada por agentes penitenciários, e os feridos seguiram para o Hospital Miguel Arraes, em Paulista, Grande Recife. Eles apresentam um quadro de saúde estável. Segundo a entidade, uma revista ocorrerá nesta tarde.

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Um detento da Penitenciária Professor Barreto Campelo, em Itamaracá, Região Metropolitana do Recife (RMR), foi assassinado a tiros dentro da unidade por volta das 17h desse domingo (28). As informações iniciais apontam que a motivação foi um desentendimento entre detentos.

De acordo com a Secretaria Executiva de Ressocialização (Seres), Gilberto José da Silva, de 37 anos, conhecido como Angolano, cumpria pena por homicídio e tráfico de drogas. Ele foi morto no pavilhão B do presídio e já chegou sem vida à unidade hospitalar. A Polícia Civil vai investigar o caso para identificar os autores do assassinato.  

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Com informações da assessoria

O lendário e misterioso escritor americano J.D. Salinger deixou instruções em seu testamento para a publicação de cinco novos livros, alguns inéditos, segundo o autor de um documentário sobre o autor de O Apanhador no Campo de Centeio. O filme Salinger, do cineasta Shane Salerno, estreará no dia 6 de setembro e será acompanhado da publicação, três dias antes, de um livro de mesmo nome que o diretor escreveu com David Shields.

Na última parte da extensa biografía de 700 páginas, Salerno e Shields revelam um suposto sumário com os planos de publicação que Salinger teria deixado. O autor morreu em 2010, aos 91 anos. Salerno cita duas fontes "independentes e separadas" para mencionar a decisão de Salinger de planejar o lançamento de cinco novos livros, o primeiro deles em 2015, afirma o jornal New York Times.

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Entre o material desconhecido está uma coleção com o título The Family Glass, com cinco novas histórias sobre a fictícia família Glass, que aparece no livro Franny and Zooey (1961). O documentário e o livro são baseados em oito anos de exaustiva investigação e entrevistas exclusivas com mais de 200 pessoas, afirma a editora Simon and Schuster.

Segundo a editora, esta é a "biografía definitiva de uma dos figuras mais amadas e misteriosas do século XX". Shields e Salerno oferecem na biografia "aceso a fotografias, diários, cartas, documentos legais e documentos secretos nunca antes vistos".

O filme Salinger tenta esclarecer os últimos 56 anos de vida do escritor, "um período que até agora havia permanecido completamente obscuro para os biógrafos". Após o grande sucesso obtido em 1951 com O Apanhador no Campo de Centeio, livro sobre a rebelião adolescente e um dos 25 best-sellers da literatura norte-americana, Salinger não publicou mais nada após 1965 e não concedeu entrevistas nos últimos 28 anos. No entanto, continuava escrevendo em seu refúgio em uma casa situada sobre uma de Cornish, pequena localidade de New Hampshire (nordeste dos Estados Unidos).

Nascido em Manhattan em 1919 em uma família rica, Jerome David Salinger participou na Segunda Guerra Mundial, experiência traumática que pode ser observada em alguns de seus contos. Em 1955, após um primeiro e curto casamento com a alemça Sylvia Welter, Salinger se casou com a estudante Claire Douglas, com quem teve dois filhos, e de quem também se separou, o que aumentou o seu isolamento.

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