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Tradição cristã, o consumo de peixe durante a Semana Santa é uma hábito que muitos brasileiros preservam. Às vésperas da Sexta-feira da Paixão, o ato de comprar o alimento para manter a mesa farta e reunir a família ganhou outro significado. O pescado estará lá, mas a partilha terá de ficar para o próximo ano, por conta do isolamento social necessário no combate ao novo coronavírus. Pernambucanos arriscam-se em mercados, furando a quarentena para garantir a proteína, mas afirmam que - dessa vez - é para comer cada um em sua casa.

A prova disso é no popular Mercado da Carne, em Jaboatão dos Guararapes, Região metropolitana do Recife. Por lá, os comerciantes observam corredores vazios, mas não a falta de interesse dos clientes. Para não deixar de ganhar o peixe de cada dia, muita gente tem pedido para que as barracas façam entregas em casa. O delivery improvisado tem funcionado e aumentado a esperança de quem depende do feriado para garantir o sustento do mês.

“As vendas vêm crescendo. A gente pensava que ia ter uma caída, mas continua normal e teve um 'acrescimozinho' do ano passado para esse ano", afirma Adriano Lima, de 36 anos, que trabalha como vendedor no mercado.  "Algumas pessoas estão se resguardando. Quem é grupo de risco está ficando em casa. Estão mandando os mais novos. E a gente também está fazendo entregas", afirma.

Para ele, os preços têm ajudado. "O ano passado o camarão estava sendo vendido a R$ 40 e esse ano está R$ 20, R$ 25", diz comerciante, apontando uma queda de 50% no valor do insumo. E foi essa queda que chamou a atenção de seu Alfredo Clemente de Lima, de 66 anos. Aposentado, ele sabe dos riscos que enfrenta ao sair casa, principalmente, por fazer parte do grupo considerado de risco para a doença. 

“O valor para mim está bom e eu só saí porque era para comprar o peixe, mas não é para eu sair de casa não”, afirma. Sobre a reunião familiar o aposentado é taxativo. “Em casa sou só eu e a mulher. Aí só ficamos eu e ela e não vamos para casa de família, não. Só saí hoje porque foi o jeito. E saí com medo”, desabafa.

O peixe é garantido, a Páscoa, nem tanto

A auxiliar de serviços gerais, Gislene Tavares, de 45 anos, critica a saída de idosos, como seu Alfredo, durante a quarentena. “Tem pouca gente no mercado de peixe, mas o povo está saindo muito. O que eu vejo são os jovens tão dentro de casa e os idosos na rua. Muita gente está achando que é brincadeira [a quarentena], mas não é”, reclama. E afirma que, apesar de garantir o peixe, os ovos de chocolate terão que ficar para uma outra oportunidade. “Nada de visita, nada de comemoração. Ovo de Páscoa, esse ano eu acho que é zero”, diz.

Segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE), atualizados na manhã desta quinta-feira (9), os números relativos à pandemia do coronavírus no estado somam 555 infectados e 56 mortes em decorrência da Covid-19. Entre os últimos registros de falecidos, estão pacientes com idades entre 49 e 93 anos, sendo quatro mulheres e seis homens.

*Colaboração Arthur Souza

Marília Mendonça mobilizou muita gente na última quarta-feira, dia 8, ao fazer um show ao vivo com seus maiores sucessos. No entanto, nem todo mundo assistiu à live e esse foi o caso de Fernanda Paes Leme!

Recém recuperada após ter contraído o novo coronavírus, a atriz contou que segue isolada por conta da pandemia e, em seu Twitter, brincou que preferiu não ser alvo da sofrência com as canções românticas da sertaneja.

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"Gente, fiquei quase 30 dias em casa sozinha, fiquei doente, recuperei, sei nem o que é beijar na boca desde antes de me isolar e vocês me perguntam por que não to na live da Marília Mendonça?", escreveu ela.

Em suas redes sociais, Fernanda compartilhou com os seguidores seu processo de recuperação da doença. A atriz foi uma das primeiras celebridades brasileiras a testar positivo.

Assim como grande parte da população, Cleo está em quarentena em meio à pandemia do novo coronavírus. Ao passar mais tempo em casa, a atriz e cantora resolveu responder alguns de seus seguidores do Instagram e, de quebra, deu dicas de como paquerar a pessoa desejada, mesmo com o isolamento social.

Ao responder um seguidor sobre esse assunto, a filha de Gloria Pires disse:

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"Você fez o seu plantio de boy na quarentena? Se não, não dá para colher os boys, a não ser os velhos".

Ela ainda acrescentou e revelou que já teve um date por videochamada, mas com um cara que ela conhece já que, segundo ela, não plantei nada nessa quarentena.

Cleo ainda deu dicas de como aproveitar esses encontros virtuais:

"Manda umas fotos, marca um vinho, manda umas mensagens", disse, segundo informações da revista Glamour.

Além de garantir que é ruim em aplicativos para encontros, Cleo contou que encontrará os boys quando a quarentena acabar.

Entre a última semana de março e os primeiros dias de abril, a diminuição no isolamento da população foi o padrão para todas as capitais brasileiras. Mesmo em casos onde a variação foi pequena, houve algum aumento na circulação de pessoas. Nenhuma capital viu suas ruas ficarem mais vazias durante a semana passada.

A variação foi identificada com base na localização de 60 milhões de telefones celulares no País, compilada pela empresa In Loco, e tem sido analisada por pesquisadores brasileiros para determinar a relação do movimento nas ruas com o grau de contágio pelo novo coronavírus. A equipe de cientistas - que reúne representantes de Ministério da Saúde, Universidade de Brasília (UnB), Universidade de São Paulo (USP) e Instituto Oswaldo Cruz - já confirmou que o aumento da reclusão no fim de março evitou infecções e internações. Resta saber o quanto a queda recente do isolamento vai influenciar no número de casos nas próximas semanas.

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Entre as dez maiores capitais do País, a que apresentou maior proporção de pessoas circulando nas últimas semanas foi Manaus. A capital do Amazonas é uma das mais atingidas do País pela covid-19. Menos da metade da população se manteve em casa durante a última semana - a média nos dias de semana ficou abaixo dos 48% de isolamento. Anteontem, a Secretaria de Saúde amazonense admitiu que espera um colapso no sistema de saúde para os próximos dias, considerando intensidade do contágio e o número reduzido de leitos na cidade.

Os pesquisadores acreditam que a movimentação identificada pela base de geolocalização, com os celulares, é muito próxima da movimentação real dos 220 milhões de brasileiros. "Como estamos trabalhando com uma base de 60 milhões de usuários, provavelmente essa queda que você está vendo de 2%, 3% (entre uma semana e outra ) é uma queda real", diz o pesquisador Júlio Croda, que participou do estudo.

No Rio, por exemplo, a diferença de quatro pontos porcentuais de uma semana para outra pode significar, portanto, ao menos 252 mil pessoas a mais nas ruas. Em Manaus, a variação pode significar um aumento de apenas 17 mil, mas o que preocupa especialistas é que a cidade manteve um patamar baixo de isolamento em relação ao restante do País, além da baixa quantidade de leitos em relação à população. Manaus é a única metrópole que se manteve com mais da metade da população circulando na rua mesmo quando considerados os índices do último fim de semana, período em que a reclusão tende a aumentar.

Entre as cidades mais atingidas, um dos maiores aumentos na circulação de pessoas ocorreu na capital do Ceará, Fortaleza. Cerca de 59% da população manteve-se em casa durante a última semana de março. Na semana passada o índice caiu seis pontos porcentuais, para 53%. Isso pode representar cerca de 158 mil pessoas a mais nas ruas.

Entre as maiores capitais do País, Goiânia, Belém, Salvador e Curitiba vêm logo em seguida, com os menores níveis de isolamento. O motivo pode estar nas alternativas de renda para a população mais pobre. "Para conseguir segurar essas pessoas em casa, precisaríamos de acesso à renda. É nisso que demoramos muito (para fazer)", diz o infectologista Eliseu Waldman, professor da Faculdade de Saúde Pública da USP. "Ficar dentro de uma casa nessas condições em Manaus, na temperatura e umidade que têm na cidade, é muito difícil."

Variação

Variações maiores ocorreram em capitais com populações menores. Florianópolis, em Santa Catarina, foi o local com o maior aumento na circulação de pessoas. Durante os dias de semana, entre 23 e 27 de março, a cidade chegou a ter 65% da população dentro de casa. Na semana seguinte, a média caiu para 55%.

Mas há quem se mantenha confinado. Faz 21 dias que o aposentado Sebastião França, de 61 anos, não encontra os amigos nas mesas de dominós, antes disputadas, no centro de Florianópolis. "Eu não aguento, preciso sair, falar com as pessoas, mas não aparece ninguém. Todos estão confinados", contou.

Na terça-feira, a prefeitura de Florianópolis emitiu as duas primeiras multas por descumprimento do isolamento social na cidade. As duas pessoas estão entre os casos considerados suspeitos e, segundo informou o município, um deles se recusou a assinar termo de isolamento domiciliar e outro se recusou a coletar exames. A multa para cada um foi de R$ 500. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Diante da irresponsabilidade e falta de prevenção do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), um dos médicos mais respeitados do Brasil, urologista Miguel Srougi, afirmou que sua postura é "absolutamente incorreta". Para o professor da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), o contexto pandêmico “requer um governo forte”, porém Bolsonaro não se importa com a quantidade de vítimas fatais da pandemia.

Ele avaliou as ações restritivas tomadas por Estados e Prefeituras, e elogiou a condução do ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, que tenta combater a disseminação mesmo sem o aval do presidente. "Tecnicamente, o que está sendo feito no Brasil é correto graças a governadores e a um ministro competente. Já a postura do presidente é absolutamente incorreta. Ele se sensibilizou com o apelo de grandes empresas de que não podiam parar e menosprezou vidas. Para ele, não faz diferença se vão morrer mais ou menos pessoas", disparou.

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"Existe uma disfunção política em um momento muito difícil para o Brasil e para o mundo na área de saúde. A simples ideia [de Bolsonaro] de não agir, sem isolamento social para impedir aglomerações de pessoas, pode ser preponderante para sabermos se vamos ter mil ou 10 mil mortes", declarou Srougi.

Desde o início do surto no Brasil, o presidente tentou minimizar os efeitos na Saúde e afirmou em mais de uma oportunidade que a Covid-19 não passava de uma “gripezinha”. Ele chegou a convocar uma manifestação nacional contra o Congresso, o que resultou em aglomerações ao redor do país. "Se seguíssemos o que Bolsonaro sugere, surgiria um pico incontrolável, irreversível, e as pessoas morreriam nas calçadas. Ele entende que esse é um preço que a sociedade tem que pagar para salvar a estrutura empresarial. Há pessoas no governo que estão flertando com as trevas, com a morte, com tudo o que há de ruim", avaliou o médico, que já cuidou do mandatário após uma cirurgia para correção de uma hérnia em setembro do ano passado, no Hospital Vila Nova Star.

Ainda que critique o presidente, o médico enfatiza a importância da Política para controlar do número de infectados, visto que os interesses da classe empresarial se afastam da integridade da população. "O estado vai voltar a ter um papel muito grande, porque nessas horas é o governo que atua. Se dependêssemos das grandes empresas neste momento, todos nós iríamos morrer. Os ricos têm que ajudar os pobres, ou todos vão morrer", e acrescentou, “falta sentimento e dignidade a quem desconsidera quarentena”.

O urologista ainda discorreu sobre a característica socioeconômica da proliferação. "É uma doença importada. Sem dúvida, pegou a classe dos afortunados, que viajam mais. Agora já está comunitária, e aí atinge todo mundo. É triste saber que as pessoas mais simples são as que menos conseguem se isolar, com trabalhos informais, manuais e presenciais, e que não podem trabalhar com computador. Essas pessoas serão as mais atingidas", afirmou.

Ele entende que, em países democráticos, a restrição da liberdade é complicada de ser mantida. Por isso, os efeitos do novo coronavírus também serão refletidos no âmbito psicológico da sociedade. Ainda assim, explicou a necessidade da quarentena. "O isolamento social reduz o pico inicial de casos de infecção e faz com que a curva de casos seja mais lenta. Como 5% dos doentes vão precisar de UTI, serão necessários mais leitos, caso não reduza a marcha", apontou.

Entretanto, o professor defende a flexibilização do isolamento, mas pede orientação e compromisso com a testagem da população. "Seria necessário isolar o estado e testar a população com o estado isolado. [...] após os resultados, apenas os doentes seguem isolados e vigiados. Isso até que chegue a uma solução, que é uma vacina ou um remédio", propõe.

“As [pessoas] que não estiverem com coronavírus, liberadas para trabalhar. Mas isso com extrema organização, para que um infectado não transmita o vírus a um não infectado", finalizou Srougi.

Para conscientizar os populares que ainda teimam em descumprir a determinação de isolamento social, um indiano adaptou uma moto de 100 cilindradas em um "coronamóvel" e percorre o sul do país alertando sobre os riscos da doença. Para reproduzir o vírus ampliado em um microscópio, Sudhakar Yadav utilizou fibra esverdeada e criou um veículo irreverente reforçando o pedido para que todos fiquem em casa.

"As pessoas não têm medo e ainda estão ... nas ruas, apesar do claro perigo", afirmou o indiano, de 67 anos, à AFP. Mesmo inserido no grupo de risco, Sudhakar ainda vaga com o "coronamóvel" pelas ruas de Hyderabad, no estado de Telangana.

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Contudo, garante que tem o propósito de alertar aos demais e evitar a proliferação na região. "Minha mensagem através da arte do carro é fazê-los entender que é perigoso estar nas ruas e o lugar mais seguro agora é o lar", reforçou.

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Apaixonado por arte e modificação de veículos, Sudakhar também adaptou seu nome para criar a oficina Sudha Car, na qual adapta o visual dos automóveis nos mais diversos objetos como cigarro, salto alto, e agora, na doença que se espalha rápido e já contaminou cerca de um milhão e meio de pessoas.

Ele explica que foi inspirado por policiais indianos que confeccionaram capacetes com a aparência parecida com a Covid-19. Com mais de 5.700 infectados, eles criaram moda no país e também caminham nas ruas da Índia de olho no cumprimento da quarentena.

Após as listas de comédias, suspenses e terror, o LeiaJá separou os 10 melhores filmes de ação disponíveis no catálogo da Netflix. Sem mais delongas, confira.

O Profissional (1994)

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Longa que lançou nossa querida Natalie Portman ao estrelato, conta a história de um assassino de aluguel que se vê na obrigação de cuidar de uma criança cuja família foi morta por mafiosos. Um clássico.

Missão: Impossível – Nação Secreta (2015)

Um dos filmes mais mentirosos da franquia estrelada por Tom Cruise. Precisa mais?

O Regresso (2015)

A obra que deu o Oscar a Leonardo DiCaprio é muito mais do que a ‘cena do urso’. Veja com atenção.

Caça aos Gângsteres (2013)

Um elenco desse, bicho? Ryan Gosling, Josh Brolin, Emma Stone e Sean Penn.

Caçadores de Emoção (1991)

Clássico da Sessão da Tarde cheio de cenas radicais. Com Keanu Reeves e o saudoso Patrick Swayze.

O Exterminador do Futuro: Gênesis (2015)

Quinto filme da franquia, com Arnold Schwarzenegger mais porradeiro do que nunca.

Rápida e Mortal (1995)

Sharon Stone em busca de vingança contra o assassino do seu pai, em um torneio de duelos. Faroeste moderno que tem ainda Leonardo DiCaprio, Russell Crowe e Gene Hackman.

Bad Boys 2 (2003)

Will Smith e Martin Lawrence encaram uma gang cubana e tocam o terror em Miami.

Três Reis (1999)

George Clooney lideram um grupo de soldados americanos que querem voltar do Iraque com o ouro de Saddam Hussein.

Dia de Treinamento (2001)

Filme que deu o Oscar de Melhor Ator a Denzel Washington, interpretando um policial corrupto que precisa passar o dia com seu novo aprendiz.

Nessa quarta-feira (8), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, concedeu uma liminar que proíbe o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), de suspender o isolamento social imposto pelos governadores para conter o novo coronavírus. No início do mês, o presidente ameaçou pôr fim à quarentena ao garantir que tinha um ato “pronto” para a retomada do comércio.

Na decisão, o ministro lamentou a "grande divergência de posicionamentos" entre Bolsonaro, governadores e prefeitos. Em seu entendimento, tal impasse acaba "acarretando insegurança, intranquilidade e justificado receio em toda a sociedade". O magistrado também ressaltou a autonomia dos Estados e determinou a continuidade das medidas restritivas "independentemente de superveniência de ato federal em sentido contrário“.

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Para o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz, Bolsonaro atua como “agente agravador da crise”, pois o “governo nem sempre tem feito uso adequado das prerrogativas que detém para enfrentar a emergência de saúde pública, atuando constantemente de forma insuficiente e precária”. O requerente explica que, de modo irresponsável, as ações propostas vão na contramão das recomendações aprovadas pela comunidade científica e aplicados pelos Chefes de Estado em todo mundo.

Ao reafirmar a separação dos três poderes, o ministro lembrou que o pedido da OAB é "incabível", visto que o Judiciário não pode substituir o Executivo. Ele lembrou que cabe a Bolsonaro escolher "dentre as hipóteses legais e moralmente admissíveis", para que "as melhores [medidas] para o interesse público no âmbito da saúde, da assistência e da econômica" sejam tomadas.

De mãos atadas após mais uma derrota, o presidente da República recorreu a Advocacia Geral da União (AGU) para rebater as alegações do OAB. Ele garante que seu governo "vem adotando todas as providências possíveis para o combate ao novo coronavírus".

Felipe Santa Cruz usou o Twitter para comemorar a deliberação do STF. "Vitória da Constituição e do bom senso", publicou.

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O presidente Jair Bolsonaro voltou a dizer que "está havendo a destruição de empregos no Brasil" por causa das políticas de isolamento social para conter a disseminação do novo coronavírus e defendeu o abrandamento da quarentena. "Chuva está aí e nós vamos nos molhar", afirmou o presidente. "Mesmo assim, alguns vão morrer afogados".

Em entrevista ao programa Brasil Urgente, o presidente disse que cogita enviar ao Congresso Nacional uma proposta para reduzir o isolamento nos Estados brasileiros. Segundo Bolsonaro, diante das notícias de que a proposta poderia sofrer impedimentos e ações judiciais, o Executivo cogita "transformar em projeto de lei e mandar para o Parlamento decidir".

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Segundo disse Bolsonaro: "Temos que nos preocupar (com óbitos pela doença)". Mas completou que "não adianta ficar dentro de casa reclamando". De acordo com Bolsonaro, "quem tem abaixo de 40 anos não tem que se preocupar" com a doença.

Apesar de a terça-feira (7) ter marcado o início de novos horários de funcionamento para indústria e comércio autorizado, como supermercados, determinado pelo prefeito Marcelo Crivella (Republicanos), as ruas do Rio estavam visivelmente mais movimentadas ontem - fenômeno que já vem sendo observado a cada dia. Passageiros foram vistos viajando em pé nos ônibus, o que viola as regras da quarentena. Houve ainda aglomerações nas estações do BRT, cujos veículos só estão autorizados a sair com os passageiros sentados. A nova determinação do prefeito impõe que o setor industrial comece os turnos antes das 6 horas, e o comércio, a partir das 9 horas.

Os últimos dois dias também foram de filas nas agências bancárias, onde muita gente se amontoou para retirar dinheiro de salários a aposentadorias. Elas se estendiam até as ruas e compunham um cenário de pequenas aglomerações pela cidade. Em Copacabana, bairro da zona sul conhecido pela forte presença de idosos, o Estado viu cenas como essa em pelo menos três bancos na manhã desta terça-feira. Na calçadas junto às agências, muita gente de cabeça branca - e sem máscara.

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As ruas do bairro também aparentam estar mais movimentadas, principalmente de carros. O trânsito livre dos primeiros dias de isolamento, que transformava os sinais em mera formalidade, já começa a ser ocupado por grupos maiores de veículos.

Segundo um levantamento da CyberLabs, a semana passada já tinha um aumento de circulação na cidade, em comparação com a semana anterior. No fim de semana de sol, muitas pessoas foram vistas passeando na orla da capital fluminense, o que já criou preocupação no gabinete de crise do governo estadual. Ontem, o secretário de Saúde, Edmar Santos, afirmou que, apesar de a curva de casos estar perto do ideal, ainda não é hora de voltar às ruas.

Flexibilização

O governo de Wilson Witzel (PSC) anunciou ontem medidas que flexibilizam o isolamento social no interior do Estado. Em 28 municípios que não apresentaram ainda casos confirmados do novo coronavírus, o comércio poderá ser reaberto, se os prefeitos optarem por fazê-lo. A ideia é dar "fôlego econômico" a essas pequenas cidades, segundo o governador.

A iniciativa é controversa, dado que, como ainda não há testagem em massa, a chance de subnotificação nesses locais é grande. Em âmbito estadual, o governador adotou uma medida que, segundo ele, não representa uma flexibilização do isolamento: permitiu que o comércio passe a atuar por meio de delivery, o que já estava liberado apenas para restaurantes.

Ao afirmar que não estava "flexibilizando nada", o governador mostrou insatisfação com a presença de pessoas na rua durante o fim de semana. Afirmou que vai conversar com a Assembleia Legislativa (Alerj) sobre uma proposta para aplicar multas a cidadãos que estejam fora de casa sem ser para cumprir funções essenciais. O Estado confirmou nesta terça mais 18 mortes. Agora são, ao todo, 89 óbitos, em meio a 1.688 casos confirmados. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Na manhã desta quarta-feira (8), o governador do estado da Bahia, Rui Costa, publicou em seu perfil do Instagram e também no Twitter uma mensagem de apelo, reforçando a importância de se manter em isolamento social e pedindo para que a população do estado se mantenha em quarentena.

Na publicação, o governador relata que a quarentena não é fácil, mas é pior ‘chorar a morte de tanta gente’.

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Além disso, Rui ainda faz um apelo para que a população baiana compartilhe a importância de permanecer em quarentena. “Precisamos estar juntos nesta guerra. Me ajude, ajude a Bahia, ajude o Brasil. Fique em casa. Peça ao seu amigo, a sua amiga, ao seu vizinho, a sua vizinha. Fique em casa. Estamos apenas no início de uma guerra que já matou centenas de brasileiros e brasileiras. Sei que não é fácil, mas temos que fazer o melhor para evitar mais sofrimento, para evitar mais mortes, para evitar o colapso na saúde. Vamos juntos evitar o caos social.” disse.

Alguns dos internautas reagiram bem com a publicação, relatando que estão seguindo as devidas orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS).

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Entre os dois grupos de artistas que se formaram nesses tempos de quarentena - os que fazem lives e os que não fazem -, Zeca Pagodinho está neste segundo. Apesar dos muitos pedidos dos fãs, o sambista prefere não se apresentar online durante seu recolhimento e publicou um vídeo explicando ao público os seus motivos. Ele também contou o que tem feito durante esses dias e recomendou aos seguidores que fizessem o mesmo: ouvir sambas antigos.

Na postagem, a equipe do cantor brinca dizendo que ele está “com saudade do botequim”, Já no vídeo, Zeca aparece ao lado do neto e explica: “Queria poder tocar um samba, mas não sei tocar, não tem quem toque... Tô aqui nessa quarentena, mas estou respeitando, esperando que todo mundo também respeite para que isso daqui a pouco passe, e eu volte aos palcos para a gente cantar nosso samba com palmas, drinks, brindes". 

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O sambista também contou como tem passado o tempo durante a reclusão e sugeriu que os fãs fizessem o mesmo. “Estou aqui ouvindo Beth Carvalho, Aniceto, Fundo de Quintal, Zeca Pagodinho.... Escutando fitas K-7 que achei do passado, e rezando bastante para que tudo passe. Confira e se puderem, fiquem em casa!".

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Durante pronunciamento na Câmara Municipal de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, na terça-feira (7), o vereador delegado Wellington de Oliveira (PSDB) disse que "mulher sem fazer sobrancelha, fazer unha, fazer cabelo, não tem marido nesse mundo que vai aguentar", ao defender a abertura dos estabelecimentos do comércio, entre eles, os salões de beleza.

No fim da sessão que discutia a flexibilização das regras de isolamento, o parlamentar argumentou que todos os serviços são essenciais e que precisa haver a abertura com estabelecimento de regras. "Salão de cabeleireiro é importante. Então tem que ir, fazer lá, tratar da autoestima", disse.

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Na sua fala, o vereador também defendeu a abertura das igrejas: "Se a pessoa quiser matar a mulher, matar os filhos, ele bate na igreja e a igreja está fechada, ele fala assim 'é um aviso de Deus pra eu voltar lá e matar'."

O pronunciamento do político gerou críticas e uma nota de repúdio da Associação Brasileira de Mulheres de Carreiras Jurídicas. Segundo o grupo, o vereador usou falas machistas e preconceituosas para defender o relaxamento nas regras de isolamento social. "Os comentários absurdos e desrespeitosos feitos pelo vereador, que tem formação jurídica e é delegado de polícia, devem ser expressamente repreendidos pela Casa de leis, inclusive com abertura de processo administrativo disciplinar", diz a nota.

Após a repercussão, o delegado Wellington emitiu uma nota de esclarecimento em que disse manter compromisso na luta pelos direitos da mulher e no combate ao feminicídio e à violência doméstica. "(...) minha fala foi interpretada como machismo, ao invés de somente exaltar a mulher, as profissionais da área estética e a importância da autoestima feminina", escreveu. O vereador disse que vai pedir a retirada da fala da ata da sessão.

O discurso do delegado pode ser conferido abaixo na marca de 1h13m20s.

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Britney Spears adaptou um de seus maiores sucessos para mandar um recado aos fãs. Ela publicou em seu Instagram uma paródia de Baby one more time, música que a apresentou ao mundo no fim da década de 1990, com uma mensagem de encorajamento para quem está cumprindo a quarentena. A cantora aproveitou, também, para agradecer aos profissionais que estão na linha de frente de combate ao coronavírus. 

Em Baby, one more time, Britney cantava que, longe do amado, a solidão estava lhe “matando”. Na adaptação, ela afirma justamente o contrário: “Minha solidão está me salvando”, em uma alusão ao confinamento que quase todo o mundo está fazendo para tentar frear a disseminação da covid-19. Junto com a adaptação, a cantora publicou um cartoon dela própria segurando uma garrafa de álcool em gel,abaixo do desenho a hashtag #ficaemcasa. 

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Na legenda, ela reforçou a importância de se manter em casa nesse momento e agradeceu aos profissionais que estão atuando no combate ao vírus. “Está dito. E obrigada a todos os profissionais da saúde que trabalham incansavelmente para nos deixar seguros durante esse período”. 

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Em período de quarentena, as famílias buscam maneiras de se distrair. Diante disso, a família Taylor, de Twicknham, na Inglaterra, iniciou uma brincadeira diferenciada. Os parentes se vestem todas as tardes de personagens de filme para que seus entes adivinhem.

Inicialmente, as fotos eram enviadas apenas para parentes e amigos, mas logo foram convencidos a compartilhar com toda a web, com isso foi criado uma conta no instagram, @Guessthemovie8 para que os internautas possam interagir e participar da diversão. 

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A família é formada por 5 membros: Steph de 36 anos de idade, e Matt de 37, são os pais de Edith de 7 anos, Artnur de 2, e da bebê Olive. As fantasias são produzidas com roupas e acessórios que eles já tem em casa.

Para garantir que a população permaneça em casa, a prefeitura de Tuchín, em Córdoba, na Colômbia, adotou uma medida polêmica e repaginou um castigo dos antigos povos indígenas da região. Com o aumento da rigidez para quem furar o isolamento, populares que estão nas ruas sem motivo estão sendo presos pelos pés em praças públicas.

"Aumentamos a base de força no município, juntamente com a guarda Indígena, o Exército e a Polícia. Pessoas que não estão cumprindo as medidas obrigatórias de isolamento estão sendo punidas", informou o prefeito Alexis Salgado.

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Salgado explica que, mesmo sem ser utilizada há anos, a prática é prevista em lei e faz parte da cultura do povo indígena Zenú - ancestrais da região. Em seu entendimento, tal punição permite que a determinação seja cumprida. "Se impusermos uma sanção econômica, a grande maioria não terá como pagá-la, mas se recorrermos a essas práticas típicas de sua cultura, mas estamos fazendo com que cumpram as leis e mantenham vivas suas tradições", contou.

"Para preservar a estrutura institucional e respeitar os usos e costumes do povo Zenú, essa articulação está sendo realizada. Queremos ser um exemplo de respeito e demonstrar que, apesar da diversidade existente em nosso território, as instituições estão se unindo para proteger a saúde de todos", relatou ao El Tiempo.

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Valentina ainda não tem 3 anos, é uma menina ativa e adora brincar e se divertir numa rede. Nestes dias de quarentena da família, sem poder descer para brincar no prédio onde moram, os pais dela, Murillo Barcellos Lopes, de 38 anos, e Jesiane, de 34, transformaram a sacada do apartamento em zona de distração para a filha - e armaram a rede. Se arrependeram. Valentina caiu e bateu a cabeça no piso duro. Teve de ir para o hospital.

"Agora ela está bem", contou Jesiane Nunes de Souza ao Estado. Ela explicou que costuma usar almofadas no chão para proteção da filha. "Desta vez não tinha e ela caiu feio", disse a mãe. O casal ficou em dúvida sobre levar a menina ao hospital. Mas, com o ferimento atrás da cabeça, correram para o pronto-socorro que fica próximo da residência da família, na região oeste de São Paulo.

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Acidentes domésticos como o de Valentina são perigosos e anualmente provocam até mortes, além de sequelas na população infantil. De acordo com Eduarda Marsili, da ONG Criança Segura, os pais devem ter cuidados extras nestes dias de quarentena em casa, já que as crianças não têm para onde ir e suas ações são limitadas pelo espaço dos cômodos.

Ela disse que ainda é cedo para avaliar a extensão do problema em um mês de crise do novo coronavírus, com as crianças em tempo integral em casa. Mas afirmou que as estatísticas mostram que nos últimos dez anos "acidentes domésticos foram a principal causa de morte de crianças de 1 a 14 anos no Brasil". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) está ofertando 64 mil vagas em 20 cursos a distância entre extensão universitária e livres, durante durante o isolamento devido à pandemia do novo coronavírus (Covid-19). Os cursos possuem certificados válidos em todo o país.

O projeto ressalta que a educação é umas das formas mais importantes de para o desenvolvimento da população e que tem que ser ininterrupta, ainda que seja em casa, tendo em vista a realidade atual de quarentena. Os cursos estão divididos em três áreas: educação, gestão e saúde para o formato extensão universitária. Os cursos livres são diversos e alguns dos temas são administração do tempo, desenvolvimento de equipe, estilo e imagem pessoal e aproveitamento integral de alimentos.

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A abordagem didática possui ferramentas multimídia em diferentes modelos e textos liberados tanto offline quanto para impressão, videoaulas, entre outros. As inscrições podem ser feitas pelo portal Senac EAD. Confira os cursos disponíveis:

Educação

Docência e mediação pedagógica online

Elaboração de materiais didáticos com recursos tecnológicos

Produção de Conteúdos para EAD

Gestão

Estratégias de Negociação Internacional

Gestão das Potencialidades Humanas e Avaliação de Desempenho

Logística Internacional e Operações Globais

Primeiros Passos para empreender

Planejamento Estratégico Orientado ao Setor Público

Supply Chain Management

Saúde

Envelhecimento Cerebral e Saúde Mental na Velhice

Cursos Livres

Administração do Tempo

Aproveitamento Integral de Alimentos

Congelamento de Alimentos

Desenvolvimento de Equipe

Estilo e Imagem Pessoal

Finanças Pessoais – planejamento e controle

Fundamentos para o Relacionamento Interpessoal

Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais

Líder Coach

Planejamento e Organização de Eventos Sociais

Para mais formações o interessado deve entrar em contato por meio do e-mail ead@pe.senac.br ou pelos telefones (81) 3413.6728/6729/6730.

*Com informações da assessoria

Uma ilha privada e lutadores hospedados lutando toda semana. Essa é a proposta idealizada pelo presidente do UFC, Dana White, em entrevista para o site TMZ para manter o evento durante a pandemia. Caso confirme o UFC 249 deve ser o primeiro evento.

Apesar de já saber a localização da ilha, o local ainda é mantido em segredo. O acordo para a realização das lutas, segundo Dana,e ainda não foi selado, mas as conversas estão adiantadas. 

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A confirmação foi feita após a divulgação do card completo do UFC 249. O evento com data marcada para o dia 18 de abril pode ser a estreia da 'Ilha do UFC'.

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Por Aliny Bueno

Diante da crise instaurada pela pandemia de Covid-19, como se manter emocionalmente saudável? Além dos fatores estressantes já presentes no cotidiano das grandes cidades, agora a preocupação com a pandemia e com seus impactos podem contribuir para desencadear ou agravar transtornos psicológicos como o estresse e a ansiedade. É um momento desafiador para todos. Sair de casa envolve o risco de se infectar. Por outro lado, passar semanas em isolamento e enfrentar uma quarentena também pode causar impactos na saúde mental do indivíduo.

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A psicóloga Alessandra Dinelli explica que a mudança repentina na rotina social e pessoal pode provocar sentimentos como medo, ansiedade e fobia. Ela esclarece que o fenômeno do isolamento social ocorre por diversas situações, podendo ser voluntário ou involuntário. “Trazendo um pouco mais para o contexto que estamos vivendo, por ser uma situação atípica, esse isolamento faz com que a gente fique mais ansioso, ocioso também, e perca um pouco da noção de pertencimento, principalmente porque se vê em um cenário onde toda a sua rotina é mudada de forma repentina e não pode fazer nada”, diz.

Adaptação: difícil porém necessária

Encontrar maneiras de se adaptar à nova rotina e não criar pânico contribui para tornar o período de quarentena menos penoso. O universitário Gustavo Laia, 20 anos, diz que sua rotina mudou completamente, pois sempre teve uma vida muito ativa. “Meus dias vêm sendo um teste. Sou muito ativo e gosto de sair com meus amigos e conviver, como qualquer outro. Estudava antes de a quarentena chegar, não é fácil, porém, necessário”, comenta.

O estudante conta que tem buscado no entretenimento uma forma de evitar pensamentos negativos, sem deixar de lado a preocupação com a atual situação: “Fico imaginando como está o mundo e o que eu poderia fazer para ajudar. Aí penso que o melhor é ficar em casa, sendo distraído pelos filmes”, reflete. Um dos fatores que prejudicam a mente é a incerteza de não saber o que vai acontecer. A adaptação a uma nova forma de viver pode complicada, especialmente para pessoas que já sofriam com algum distúrbio psicológico antes de a pandemia se instalar.

Ansiedade 

A psicóloga alerta que a mudança de rotina repentina e forçada, a que toda a população está exposta, pode provocar diversos sentimentos, principalmente de ansiedade. “As pessoas se sentem presas e, por estarem acostumadas a viver em uma rotina corrida e ativa, pensar e ficar em casa sem nada aparentemente para fazer, sem saber exatamente o que fazer e quando tudo vai acabar, aumenta muito o nível de ansiedade, pensamentos negativos, preocupações e sentimento de tédio. A rotina em casa de repente se torna algo massivo e difícil”, descreve.

Alessandra explica que o período de quarentena pode desencadear um quadro de ansiedade em pessoas que não apresentavam o distúrbio antes da epidemia. “Estamos vendo um número alarmante de pessoas com quadros de ansiedade. Tanto pessoas que já lidavam com isso quanto pessoas que nunca passaram por nada do tipo. A quarentena e toda a situação relacionada à pandemia têm gerado também um sentimento de pânico. Muitas pessoas têm apresentado crises de ansiedade e ataques de pânico também, com sintomas como falta de ar, insônia, tremores, medo constante de que algo ruim está para acontecer”, diz a psicóloga.

"Tortura"

A universitária Juliana Macedo tem 21 anos e sofre de ansiedade há quatro. Com as rotinas profissional e de estudos suspensas, ela agora passa a maior parte do dia sozinha em casa, o que considera quase “uma tortura”. “É complicado porque a ansiedade para ser amenizada exige o contato, o convívio. A ansiedade é não conseguir ficar sozinha e em silêncio”, conta.

Segundo Juliana, a abundância de tempo livre desperta nela uma sensação de desespero. “No meu caso, eu me ocupo até não poder mais, para não ficar em silêncio. Estou sendo obrigada a me ouvir”, relata.

Estratégias

Criar uma rotina com afazeres foi a estratégia adotada pelo auxiliar de escritório Bruno Oliveira, 25 anos. Ele conta que tem buscado praticar atividades que preencham o tempo, como forma de não pensar tanto na pandemia e para manter mente saudável: “O primeiro dia de quarentena foi tranquilo, assistindo ao noticiário e me mantendo informado sobre os casos. Já no segundo e no terceiro dias, a mente já pede convivência com outras pessoas. A leitura e as séries têm sido importantes para manter a mente oxigenada”, afirma.

Para Bruno, limitar a busca por notícias sobre a pandemia ajuda a manter a calma. “Acho que ao mesmo tempo em que é importante, também se torna prejudicial, porque acaba submergindo demais as pessoas no assunto e acho que isso pode causar um ‘parafuso’ na mente”, conta.

Infodemia: um mal contemporâneo

Televisão, sites de notícias, redes sociais e até grupos de Whatsapp trazem constantemente uma avalanche de informações e notícias sobre a pandemia. A abundância de informação, que a princípio poderia ser uma coisa boa, pode acabar se tornando prejudicial à saúde mental das pessoas.

O excesso de informação sobre algum assunto pode deixar as pessoas aflitas, em pânico e confusas sobre as atitudes que devem tomar. Esse fenômeno recebe o nome de infodemia, termo que mistura “informação” e “epidemia”.

Formada em Gestão de Recursos Humanos, Jéssica Dallo, de 24 anos, afirma que o intenso fluxo de informações sobre a nova doença tem prejudicado o seu discernimento quanto ao que acreditar. “As informações me afetam, pois às vezes nem é caso para tanto, mas a quantidade de informações que você absorve acaba te colocando na dúvida. Será que estou me preocupando demais? Será que estou me preocupando pouco? Será que eu já estou com o vírus e estou espalhando? São muitos ‘se’”, desabafa.

Dicas

A psicóloga Alessandra Dinelli dá algumas dicas para se cuidar durante o período de isolamento social. Estabelecer uma rotina, evitar o bombardeio de informações, utilizar a tecnologia para manter contato com as pessoas e fazer terapia online. Ela também recomenda que as pessoas aproveitem a quarentena para se dedicar a alguma atividade que gostem de fazer. “As pessoas podem começar a melhorar a qualidade da rotina durante a própria quarentena e saber a lidar melhor com ansiedade e com o tempo durante o período de quarentena”, aponta.

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