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O Ministério da Infraestrutura quer implantar nos aeroportos do país uma nova tecnologia para o processo de embarque. O projeto, batizado de Embarque Seguro, permite o uso da tecnologia de reconhecimento facial para a realização do procedimento. Segundo a pasta, a iniciativa vai tornar mais eficiente o processo de embarque nos aeroportos e também dar mais segurança nas viagens aéreas.

O uso do reconhecimento facial para o procedimento de embarque começou a ser testado na última quinta-feira (8) no Aeroporto Internacional de Florianópolis (SC). Por enquanto, apenas voluntários vão testar a nova tecnologia. A intenção do governo federal é implantar o projeto paulatinamente nos principais aeroportos, quando a solução estiver aprovada.

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Sistema nacional unificado

De acordo com a assessoria do ministério, apesar de a tecnologia de reconhecimento facial para a identificação do passageiro e embarque automático nos portões eletrônicos (e-gates) já estar disponível no mercado, ainda não existia um sistema nacional unificado que possibilitasse checar e validar, com rapidez e segurança, a identidade do passageiro a partir do cruzamento com diferentes bases de dados governamentais.

“Com o desenvolvimento da solução conduzida pela Secretaria Nacional de Aviação Civil (SAC) do Ministério da Infraestrutura, as autoridades de segurança poderão utilizar inteligência na avaliação de risco antecipada dos viajantes por meio do Sistema Brasileiro de Informações de Passageiros (Sisbraip)”, informou a pasta.

Os testes do projeto-piloto do Embarque Seguro em Florianópolis serão realizados com passageiros voluntários da companhia aérea Latam. A conferência da identidade do viajante ocorrerá no momento do check-in eletrônico com a vinculação de uma foto ao bilhete aéreo, que permitirá o acesso facilitado do passageiro à sala de embarque. O embarque na aeronave ocorrerá por meio da biometria do viajante, sem a necessidade da apresentação de qualquer documento.

A tecnologia foi desenvolvida em parceria com o Serpro, empresa de tecnologia da informação do governo federal, que desenvolveu um aplicativo que permite o cadastramento da foto do passageiro, ficando vinculada ao seu CPF.

A verificação da identificação biométrica é feita por checagem junto ao banco de dados da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), no Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), que possui cerca de 56 milhões de registros ativos. A intenção é que, posteriormente, outros bancos governamentais sejam utilizados para ampliar o universo de dados que podem ser validados.

Cada estudante terá sua senha no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) Digital, segundo o Instituto de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeita (Inep). Esse método de segurança, segundo a autarquia, será por meio de reconhecimento facial do estudante. 

As instruções foram dadas em uma matéria publicada nesta segunda-feira (13), no site do Ministério da Educação (MEC), sobre um webniário que discutiu o papel da tecnologia da informação para garantir a realização e a segurança do Enem Digital.

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“Cada participante terá a sua senha específica, com reconhecimento facial, e a gente trabalha bastante com camadas de criptografia, além de vários certificados digitais. O desafio é grande, mas o que está sendo preparado é um exame muito seguro e diferente do que já se viu até hoje”, disse o diretor de Tecnologia da Informação e Disseminação de Informações Educacionais do Inep, Camilo Mussi, segundo informações divulgadas pela assessoria de imprensa do MEC.

Ainda de acordo com o texto, o Inep está tomando diversas medidas de segurança em relação à prova. “O participante quer ter a certeza de que, ao digitar as suas escolhas no gabarito, não haja alterações. Por isso, nós estamos trabalhando com tecnologias para que não aconteça nenhuma fraude”, explicou Mussi, de acordo com a matéria.

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Uma falha em um sistema de reconhecimento facial levou à prisão de um afro-americano em Detroit, segundo uma denúncia apresentada nesta quarta-feira (24) que destaca preocupações sobre o uso da tecnologia criticada por reforçar o preconceito racial.

A União Americana das Liberdades Civis (ACLU) afirmou que este é o primeiro caso conhecido de uma prisão ilegal baseada na tecnologia, que seus críticos consideram imprecisa na distinção entre rostos afro-americanos.

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"Embora Robert Williams possa ser o primeiro caso conhecido, ele certamente não é a primeira pessoa a ser detida e interrogada erroneamente com base em uma descoberta falsa de reconhecimento facial", disse a ACLU no Twitter.

Williams escreveu no The Washington Post que foi preso fora de sua casa em janeiro e detido por 30 horas, antes de descobrir que havia sido identificado erroneamente por imagens feitas por câmeras de vigilância durante um assalto a uma relojoaria.

"Eu nunca pensei que teria que explicar para minhas filhas por que papai foi preso", escreveu Williams.

"Como explicar a duas meninas que um computador errou, mas que a polícia acreditou mesmo assim?"

A notícia é divulgada em meio a protestos contra o racismo e a brutalidade policial após mortes de afro-americanos por agentes brancos e à preocupação de que estas tecnologias possam acentuar a discriminação.

Vários estudos indicaram que os sistemas de identificação utilizados nos Estados Unidos podem dar resultados absolutamente errados quando aplicados em afro-americanos.

Nesse contexto, empresas como IBM, Amazon e Microsoft anunciaram que não venderiam estes sistemas a departamentos de polícia. Mas sistemas de outras empresas são usados em grande escala no país.

A prefeitura de Boston aprovou nesta quarta-feira a proibição da utilização da tecnologia por autoridades municipais, tornando-se a segunda maior cidade do mundo, depois de San Francisco a tomar essa decisão.

Desculpas e limpeza de registros

Em uma queixa formal ao departamento de polícia, o advogado da ACLU, Phil Mayor, solicitou a retirada das acusações e do registro de prisão, além de um pedido público de desculpas a Williams.

O defensor informou ainda que Williams tem o direito de entrar com uma ação judicial.

A ACLU também afirmou que a polícia deveria abandonar o uso da tecnologia de reconhecimento facial como ferramenta em suas investigações e que todas as imagens de Williams deveriam ser removidas de seus bancos de dados.

Williams relatou no The Washington Post a experiência de ser algemado diante de sua família e a noite que passou "no chão de uma cela suja e superlotada".

"Como qualquer outra pessoa, fiquei com raiva por estar acontecendo comigo", disse ele.

"Como qualquer outro homem negro, eu tinha que considerar o que poderia acontecer se eu fizesse muitas perguntas ou demonstrasse abertamente minha raiva, mesmo sabendo que não havia feito nada errado".

A Microsoft se uniu nesta quinta-feira (11) a outros gigantes tecnológicos da concorrência ao anunciar que proibirá a polícia de usar suas ferramentas de reconhecimento facial, devido à ausência de regulamentação governamental.

"Não venderemos tecnologia de reconhecimento facial aos departamentos de políca dos Estados Unidos até que tenhamos uma lei nacional, baseada nos direitos humanos, que regirá esta tecnologia", disse o presidente da Microsoft, Brad Smith, ao jornal The Washington Post.

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Os comentários seguem decisões semelhantes das concorrentes Amazon e IBM, em meio à pressão exercida por ativistas diante das grandes empresas tecnológicas com o objetivo de restringir o desenvolvimento de ferramentas criadas por estas empresas, que poderiam ser utilizadas para discriminar as minorias.

"A conclusão que chegamos é proteger os direitos humanos das pessoas à medida em que se implementa esta tecnologia", afirmou Smith.

Em 2018, a Microsoft anunciou que implementaria uma série de princípios antes de lançar a tecnologia de reconhecimento facial, incluindo a "justiça", a não discriminação e a vigilância legal.

Os movimentos das empresas de tecnologia ocorrem em meio aos protestos generalizados pela violência policial e a preocupação de que os sistemas de reconhecimento facial sejam falhos, especialmente ao analisar as características dos afroamericanos.

Os ativistas também afirmam que as ferramentas tecnológicas podem usar algorítmos que discriminam, intencionalmente ou não, contra os negros.

O PicPay resolveu dar um passo a mais na forma como seus clientes fazem as compras. A empresa anunciou que, após a quarentena, além do uso do QR Code para transações financeiras começara a trabalhar com o reconhecimento facial para finalizar pagamentos. A iniciativa deve ser inaugurada primeiro na cidade de São Paulo, em parceria com o banco Original.

De acordo com a empresa, a novidade vem em um momento que o contato entre pessoas e objetos ainda precisa ser feito com cuidado. "Desde que a quarentena foi estabelecida, o uso de carteiras digitais e transações eletrônicas têm crescido no País, acelerando a mudança de hábitos da população. Já o reconhecimento facial representa a nova fronteira dessa transformação digital em pagamentos, que continuará acentuada no mundo pós-coronavírus", explica a empresa, em comunicado.

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Como funciona o pagamento

Por conta das diretrizes da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), em que o reconhecimento facial só pode ser utilizado apenas com o consentimento do usuário, o PicPay vai cadastrar o rosto dos colaboradores do Banco Original. Consentida a autorização a dinâmica é simples, o usuário PicPay se posicionar na frente de um tablet ou smartphone para ter sua identidade confirmada. Em seguida, o atendente libera a cobrança direto para o aplicativo do cliente, que recebe uma notificação e precisa verificar o valor para confirmar a compra. 

A Polícia Civil de São Paulo passará a utilizar uma tecnologia de reconhecimento facial para identificar suspeitos de crimes, foragidos e até pessoas desaparecidas. O recurso foi testado durante jogos da Copa América na capital paulista e terá uma base de dados de 30 milhões de biometrias faciais e digitais, majoritariamente da população que emitiu documento de identidade no Estado.

O sistema passa a funcionar nesta terça-feira, 28. Ele não funcionará em tempo real, isto é, as imagens de um local em que ocorreu um crime deverão ser enviadas para a equipe especializada, que submeterá o material à análise da nova tecnologia.

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O início do uso do sistema foi anunciado em evento na manhã desta terça, com a presença do governador João Doria (PSDB) e outras autoridades. Tecnologias semelhantes são utilizadas em Estados como Bahia e Rio de Janeiro, além de outros países, e já foram alvo de críticas por erros e identificar majoritariamente pessoas negras.

De acordo com Doria, a tecnologia terá supervisão humana "constante". "Aqui o procedimento é para que seja correto e permanentemente avaliado. A tecnologia é o estado mais puro da arte para a identificação do que quer que seja, no âmbito do estudo, acadêmico, da segurança pública, da ciência, mas também falha. Temos que ter cuidado no acompanhamento da própria tecnologia e ter um grupo de trabalho, como há, de supervisão permanente para que nenhuma falha ocorra e, se ocorrer, ser suprimida rapidamente", disse em coletiva de imprensa.

"O reconhecimento facial não vai ser utilizado isoladamente como meio de prova, nós vamos 'linkar' a outros procedimentos da Polícia Civil, que vão formar um conjunto e que vão aí determinar se esse sujeito, que é o suspeito, praticou o delito ou não", completou o delegado-geral da Polícia Civil, Ruy Ferraz Fontes.

Segundo o delegado Mitiake Yamamoto, diretor do Instituto de identificação da Polícia Civil (IIRGD), a base de dados deverá ser ampliado para 45 milhões de identidades. "Já foi usado na Copa América. Uma 'blacklist' foi inserida e identificou torcedores do Chile que tinham alguma restrição, na hora", comenta ele, que ressaltou que, embora o recurso possa ser utilizado em tempo real, a princípio, não será aplicado dessa forma em São Paulo.

Os sistemas de reconhecimento facial podem produzir resultados extremamente imprecisos, especialmente para não-brancos, de acordo com um estudo do governo dos Estados Unidos publicado nesta quinta-feira (19) que provavelmente suscita novas dúvidas sobre a implantação da tecnologia de inteligência artificial.

O estudo de dezenas de algoritmos de reconhecimento facial mostrou taxas de "falso positivo" para asiáticos e afro-americanos até 100 vezes mais altos do que para brancos.

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Pesquisadores do Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia (NIST), um centro de pesquisa do governo, também descobriram que dois algoritmos atribuíam o sexo errado às mulheres negras quase 35% das vezes.

O estudo foi realizado em meio à aplicação generalizada do reconhecimento facial em aeroportos, segurança nas fronteiras, bancos, lojas comerciais, escolas e tecnologia pessoal, assim como para desbloquear smartphones.

Alguns ativistas e pesquisadores afirmam que o potencial de erros é muito grande, que isso pode resultar na prisão de pessoas inocentes e que a tecnologia pode ser usada para criar bancos de dados que podem ser invadidos ou usados incorretamente.

O estudo do NIST encontrou tanto "falsos positivos", nos quais um indivíduo é identificado erroneamente, como "falsos negativos", nos quais os algoritmos não conseguem definir com precisão a identidade de uma pessoa a partir de uma base de dados.

"Um falso negativo poderia ser simplesmente um inconveniente. A pessoa não pode acessar seu telefone, por exemplo, mas o problema geralmente pode ser contornado com uma segunda tentativa", disse o pesquisador Patrick Grother.

"Mas um falso positivo justifica uma maior análise", destacou.

O estudo constatou que os sistemas de reconhecimento facial desenvolvidos nos Estados Unidos apresentam taxas de erro mais altas para asiáticos, negros e nativos americanos.

O grupo demográfico de indígenas americanos apresentou as maiores taxas de falsos positivos.

No entanto, alguns algoritmos desenvolvidos em países asiáticos produziram taxas de precisão semelhantes para a coincidência entre rostos asiáticos e caucasianos, que segundo os pesquisadores sugere que essas disparidades podem ser corrigidas.

Jay Stanley, da União das Liberdades Civis dos Estados Unidos, disse que o novo estudo mostra que a tecnologia não está pronta para ampla implantação.

"Inclusive os cientistas do governo agora estão confirmando que esta tecnologia de vigilância é defeituosa e parcial", destacou Stanley num comunicado.

"Uma coincidência falsa pode levar uma pessoa a perder seu voo, seja submetida a longos interrogatórios, colocada em listas de vigilância, seja detida por motivos errados ou algo pior".

Se você usa o Facebook já deve ter visto a rede social sugerir a marcação de fotos em que você aparece. A partir dessa semana, esse recurso - de reconhecimento facial - não será mais ativado automaticamente. 

Desde 2017, o Facebook usa a tecnologia de reconhecimento de rosto em fotos para sugerir tags, inclusive permitir que pessoas que estejam adicionadas em um mesmo perfil possam marcar outros "amigos" em imagens. 

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A plataforma anunciou que seus usuários que quiserem continuar com a sugestão de marcação automática terão que ativá-la nas configurações de privacidade. A decisão vem após a empresa de Mark Zuckerberg perder um recurso que pode custar milhões, em um processo relacionado ao uso de dados biométricos. Mesma tecnologia usada na hora de colocar tags nas fotos de seus usuários.

Para ativar as notificações será preciso passar por etapas mais claras para a ativação. Se o usuário não fizer nada, o reconhecimento de rosto permanecerá desativado.

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O Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), abriu um processo contra uma loja conceito da Hering, em São Paulo. A suspeita é de uso indevido de dados. Na última segunda-feira (2), o órgão instaurou um processo para investigar indícios de coleta de informações dos clientes sem o consentimento prévio.

A Hering Experience, localizada no Morumbi Shopping, faz uso de uma tecnologia específica para melhorar a experiência do usuário. A loja possui câmeras de reconhecimento facial que, além de identificar quais lugares com maior circulação de pessoas, também captam as reações dos consumidores às peças em exposição. Dessa forma é possível saber se determinado conjunto de roupas está sendo mais aceito ou não desperta tanto interesse. 

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A prática acabou não sendo vista com bons olhos pelo DPDC, que pediu explicações sobre o destino dos dados coletados. O órgão do Ministério da Justiça quer entender com quem seriam compartilhadas essas informações. Uma das preocupações do órgão do governo é que, no futuro, esses dados sejam usados para a criação de algum tipo de publicidade personalizada sem o consentimento dos analisados.

Além do DPDC, o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) também alerta para um risco à privacidade dos clientes que frequentam a loja. Se for considerada culpada, a Hering poderá ser multada em até R$ 97 milhões.

O que diz a empresa

Ao ser procurada para prestar esclarecimentos, a Cia Hering, responsável pela gestão da marca, afirmou que "diferentemente do que foi apontado, (a Hering) não realiza reconhecimento facial, mas, sim, detecção facial, por meio do qual estima apenas o gênero, a faixa etária e o humor dos consumidores, de forma anônima". 

De acordo com o jornal O Globo, a empresa afirma que esses dados  "não são tratados, armazenados ou compartilhados com terceiros", e que as informações são usadas apenas para gerar estatísticas que ajudem a entender os padrões de consumo da loja. "Sendo assim, não é necessário que se obtenha consentimento prévio do consumidor, assim como também afirma não haver violação dos direitos dos seus clientes", afirma a Hering.

Na última segunda-feira (13), a 99, aplicativo de transporte urbano, anunciou que toda a sua frota de motoristas passou a utilizar uma ferramenta de reconhecimento facial. Desenvolvido por engenheiros e programadores de três países distintos o sistema identifica automaticamente o rosto dos condutores antes deles se conectarem ao app. A iniciativa vem para aumentar a segurança das corridas da plataforma.

Periodicamente aos motoristas cadastrados no aplicativo deverão confirmar suas identidades através do reconhecimento facial. A imagem coletada é comparada com a do banco de dados do Denatran (Departamento Nacional de Trânsito). De acordo com a empresa, atualmente, todos os condutores já passaram pela confirmação de identidade.

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Além das checagens periódicas a ferramenta pode identificar padrões de uso dos motoristas e solicitar checagens adicionais. Verificações randômicas também são realizadas.

Recentemente, quem também passou a fazer o procedimento de reconhecimento facial foi a Amazon. A gigante passou a exigir de seus motoristas entregadores que tirem uma selfie antes de continuar o serviço, para evitar fraude nas entregas.

No último Carnaval, as polícias do Rio de Janeiro e de Salvador do Rio de Janeiro detectaram e prenderam criminosos com a ajuda de câmeras equipadas com sistemas de reconhecimento facial. O uso dessa tecnologia em esquemas de segurança no Brasil ainda é incipiente, mas os players do setor relatam uma procura cada vez maior por soluções de biometria.

James Miranda, consultor especializado em reconhecimento facial, diz que é possível verificar um crescimento "de 20% a 30%" por ano nesse mercado, que também encontra espaço para expansão em condomínios residenciais e corporativos, além de atividades comerciais.

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"Independentemente da necessidade, verifica-se, nos últimos quatro anos, um aumento considerável na procura por essa tecnologia", acrescenta o especialista. Os sistemas se dividem basicamente em dois tipos: equipamentos que já contam com a tecnologia de biometria facial embarcada e softwares analíticos que utilizam outros aparelhos, como câmeras e celulares, para realizar sua tarefa.

"É exponencial o crescimento da utilização dessa tecnologia", conta Fernando Terzian, diretor da empresa Terzian, que fornece soluções de biometria facial. Ele aponta dois fatores para explicar o "aumento gigantesco" na demanda: a evolução da qualidade da avaliação facial, o que exige poder de processamento e algoritmos cada vez melhores, e a queda dos preços.

"Todos os softwares analíticos, principalmente de reconhecimento facial, possibilitam um controle melhor, realizado por menos gente. Isso não vai parar de crescer, será igual smartphone, uma coisa absurda", prevê Terzian.

A empresa apresentará no próximo mês de maio, em São Paulo, durante a Exposec, feira internacional organizada pela Cipa Fiera Milano e pela Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança (Abese), câmeras de biometria facial com pontos de acesso à internet, além de outro modelo alimentado por energia solar e capaz de distribuir o sinal de wi-fi.

Terzian acredita que, em um primeiro momento, a demanda maior deve chegar do setor público, para depois se estender para o privado, como empresas e shoppings centers, por exemplo.

Miranda, por sua vez, ressalta que a simples instalação e divulgação de um sistema de reconhecimento facial em estabelecimentos comerciais já se torna "automaticamente um agente inibidor de roubos e assaltos".

Rio - O monitoramento realizado pela PM do Rio de Janeiro ocorreu de 1º a 6 de março, e as imagens das câmeras eram transmitidas para o Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), onde um sistema biométrico comparava os rostos filmados com fotos de foragidos. Em caso de compatibilidade, o software disparava um alarme.

O sistema foi testado durante o Carnaval de Copacabana, em 28 câmeras instaladas em pontos estratégicos. "As câmeras possibilitaram a captura de quatro criminosos com mandados de prisão em aberto, a apreensão de um adolescente que deveria estar cumprindo medida socioeducativa e a recuperação de um veículo roubado", diz uma nota da Polícia Militar.

"Mais importante do que o resultado numérico foi o aprendizado da equipe envolvida no projeto e a aplicabilidade do sistema.

Assim como havia sido planejado, o software só congelou a imagem e acionou o alarme quando as câmeras capturaram a fisionomia de pessoas procuradas pela Justiça ou a placa de veículo roubado, tendo com base os bancos de dados da Polícia Civil e do Detran", acrescenta o comunicado.

Da Ansa

Os usuários do WhatsApp que possuem dispositivos com iOS agora podem proteger o aplicativo usando a segurança biométrica do seu telefone. Dependendo do modelo do iPhone, é possível até usar a tecnologia de reconhecimento facial (FaceID) para restringir o acesso à plataforma de mensagens. O recurso foi disponibilizado com a versão 2.19.20 do WhatsApp e pode ser ativado no menu privacidade do WhatsApp.

A novidade funciona de maneira simples. Ao ativar a proteção biométrica, será solicitado ao usuário que ele insira sua digital ou ative o reconhecimento facial do iPhone para, só então, ter acesso à sua lista de chats e grupos. Também é possível bloquear as notificações do WhatsApp por meio do recurso.

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Para responder às chamadas de áudio e vídeo, porém, não é necessário desbloquear o aplicativo primeiro. No momento, o recurso só está oficialmente disponível na versão para iOS do aplicativo, mas testes recentes notados pela WABetaInfo no mês passado sugerem que os dispositivos Android também terão acesso à ferramenta.

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A Polícia Militar (PM) do Rio de Janeiro anunciou que vai experimentar novas tecnologias para reforçar a segurança no estado durante o Carnaval. Entre as iniciativas está a implantação do programa de reconhecimento facial e de placas de veículos, que começará a ser testado este ano, em Copacabana, um dos principais pontos turísticos da capital.

O sistema usará um software da empresa de telefonia Oi e as imagens serão transmitidas diretamente para o Centro Integrado de Comando e Controle (CICC). As imagens faciais e das placas dos veículos serão analisadas por operadores que utilizarão os bancos de dados da polícia e do Detran. A gestão operacional do sistema ficará restrita ao Estado, que terá o controle do banco de dados.

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O programa vai usar câmeras que já operam nas ruas da região, mas haverá a instalação de novos equipamentos. "Em uma blitz ou mesmo em um bloco de Carnaval, podemos detectar de forma imediata a presença de um criminoso ou de um carro roubado", explicou o secretário de Polícia Militar (PM), coronel Rogério Figueredo de Lacerda, ressaltando que o programa será implantado praticamente a custo zero para o governo do Rio.

Nos casos de menores gravidades, como pequenos furtos e desentendimento entre vizinhos, os policiais militares não precisarão mais conduzir os envolvidos à delegacia e ficar à espera do registro. Eles enviarão a documentação através de uma plataforma digital, que estará interligada ao batalhão da área. O projeto-piloto acontecerá na Ilha do Governador, Zona Norte do Rio. O tempo para registro atual, que é de duas horas, deverá ser reduzido para 30 minutos.

A Microsoft disse nesta quinta-feira (6) que está adotando um conjunto de princípios éticos para a implantação da tecnologia de reconhecimento facial. A empresa também pediu que seus concorrentes do setor sigam o exemplo e adotem novas leis para evitar um futuro distópico.

O presidente da Microsoft, Brad Smith, fez o anúncio em um discurso na Brookings Institution e em um post no blog, no qual destaca que é urgente começar a colocar limites no reconhecimento facial para evitar um estado de vigilância como o descrito em "1984" por George Orwell.

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"Temos que ter certeza de que o ano de 2024 não se parecerá com uma página do romance de 1984", disse Smith.

"Um princípio democrático indispensável sempre foi o de que nenhum governo está acima da lei, e hoje isso requer que nos certifiquemos de que o uso governamental da tecnologia facial continua sujeito ao estado de direito. Uma nova legislação pode nos levar a este caminho".

No começo deste ano, a Microsoft expressou que achava necessário algum tipo de regulação de reconhecimento facial, e nesta quinta-feira Smith destacou os princípios que a companhia considera importantes.

Smith disse que a empresa de tecnologia vai pressionar para que a legislação seja aprovada a partir de 2019, o que exigirá transparência, revisão humana e proteção de privacidade para qualquer exibição de reconhecimento facial.

Ele disse que a Microsoft começará a adotar esses princípios ao mesmo tempo em que vai incentivar outras empresas de tecnologia a fazer o mesmo. "Este é um problema global e a indústria precisa enfrentar esses problemas de frente", disse ele.

Um dos jogos para smartphones mais populares da China vai começar a testar o uso da tecnologia de reconhecimento facial para verificar as idades dos usuários. A empresa Tencent, editora de "Honour of Kings", anunciou a mudança no fim de semana.

Sob pressão dos reguladores locais, a Tencent introduziu em 2017 restrições para limitar os menores de 12 anos a uma hora de jogo por dia e de 13 a 18 anos a um máximo de duas horas. O teste de reconhecimento facial parece ser mais um esforço para desencorajar os jovens a tentar contornar os limites de tempo.

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No mês passado, a empresa adicionou um sistema de registro de nomes reais para encorajar os usuários a cumprir as regras. O aplicativo móvel se assemelha ao também popular game "League of Legends" e coloca os jogadores uns contra os outros em batalhas online.

O estado chinês está atualmente envolvido em uma campanha mais ampla para controlar os videogames. Além das preocupações com o vício, houve advertências de que a atividade poderia estar ligada ao aumento dos níveis de miopia entre jovens.

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Uma nova tecnologia de reconhecimento facial foi responsável por flagrar um homem tentando entrar nos EUA usando um passaporte pertencente a outra pessoa, disseram autoridades norte-americanas. O suspeito estava viajando para os EUA de São Paulo. Seu nome não foi revelado.

Agentes do Serviço de Controle Alfandegário e de Fronteiras dos EUA (CBP) interceptaram um homem de 26 anos, que supostamente tentou usar um passaporte francês pertencente a outra pessoa para entrar em território norte-americano pelo Aeroporto Internacional Washington Dulles, em Washington.

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"O oficial utilizou a nova tecnologia biométrica de comparação facial da CBP, que confirmou que o homem não era compatível com o passaporte que apresentava", diz o comunicado divulgado à imprensa. O documento de identidade verdadeiro do suspeito estava escondido em seu sapato.

A CBP disse que o aeroporto da região de Washington é um dos 14 primeiros a adotar a nova tecnologia biométrica de comparação facial, que foi implementada no terminal apenas três dias antes de as autoridades flagrarem o homem.

Usar o documento de identidade de outra pessoa é uma violação grave das leis de imigração dos EUA. A agência norte-americana também afirmou que está avaliando a possibilidade de usar a tecnologia nos processos de check-in até a partida, substituindo o uso de documentos de identidade e cartões de embarque.

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O Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) anunciou o lançamento da tecnologia de reconhecimento facial nos processos de concessão de crédito de todo o país. O recurso, que já é adotado no check-in de companhias aéreas e em dispositivos celulares, analisará o rosto de um consumidor para prevenir fraudes e até ceder empréstimos.

Segundo o SPC, as lojas poderão acessar informações do cliente ao realizar varredura do rosto dele para uma análise mais completa de crédito. Por meio da face de uma pessoa, o comerciante poderá ter acesso a dados cadastrais, informação de inadimplência, histórico de consultas realizadas e score.

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A ideia é que uma câmera instalada no estabelecimento comercial capture o rosto do cliente e o registro seja enviado ao sistema de reconhecimento facial da SPC Brasil, que fará a leitura detalhada e codificará essas informações em uma sequência numérica digital. Esse dado é anexado ao cadastro do indivíduo e arquivado para posteriores consultas.

Depois, caso um lojista queira verificar a identidade de um cliente, bastaria consultar o cadastro biométrico para que o sistema cruze os dados em busca dos padrões registrados para confirmar sua autenticidade. A expectativa é de que já no primeiro ano de operação três milhões de faces sejam cadastradas na base do SPC Brasil.

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O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) instaurou um inquérito civil público para analisar a legalidade da tecnologia de reconhecimento facial usada pelo Facebook para reconhecer os usuários. A ferramenta é usada de forma automática pela rede social desde 2017.

"Pesquisas indicam que a tecnologia atual de reconhecimento facial pode identificar a orientação sexual das pessoas. Além disso, consegue obter um alto grau de precisão em relação às pessoas de pele branca, mas não é eficiente em relação às de pele negra", diz o comunicado do MPDFT.

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"Dessa forma, é possível que essas informações sejam usadas para fins de discriminações veladas ou expressas para recrutamento de candidatos para vagas de emprego, filiação a entidades, participação em organizações religiosas, entre outros", continua.

A portaria que instaura o inquérito considera que a face humana, quando mapeada tecnologicamente, é considerada um dado pessoal sensível na modalidade dado biométrico.

O promotor responsável pelo inquérito, Frederico Meinberg, destaca entre suas preocupações o fato de as tecnologias de reconhecimento conseguirem atualmente, inclusive, gerar informações sobre as pessoas, como sua orientação sexual.

As agências de segurança estatais ao redor do mundo já estão utilizando o reconhecimento facial para identificação e vigilância dos cidadãos. Por conta disso, a International Committe for Robot Arms Control (Icrac) produziu uma carta aberta repudiando o uso dessas ferramentas.

Na China, a polícia já conseguiu capturar supostos criminosos usando sistemas de reconhecimento facial implantados em óculos usados por agentes. Mas alguns temem que o país use essas tecnologias para seguir dissidentes políticos ou determinadas minorias étnicas.

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Vários passageiros da empresa aérea australiana Qantas começaram a usar a tecnologia de reconhecimento facial no Aeroporto de Sidney. O sistema, que está em fase de testes, permite que os clientes embarquem para uma viagem usando apenas o rosto como identificação.

A Qantas está atuando como a primeira empresa parceira de lançamento do teste, com alguns passageiros de voos internacionais sendo convidados a participar. A ideia é automatizar todo o processo de embarque no futuro, excluindo o uso de passaportes ou cartões de embarque.

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"Seu rosto será seu passaporte e seu cartão de embarque em todas as etapas do processo", informou o CEO do Aeroporto de Sidney, Geoff Culbert, em comunicado. O terminal de passageiros disse ainda que seguirá os mais rígidos padrões de privacidade e cumpriria toda a legislação durante o processo.

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A Universidade de São Paulo (USP) utilizará a tecnologia de reconhecimento facial no vestibular Fuvest 2019 para aumentar o controle de segurança do exame e acelerar a identificação dos vestibulandos - que, até agora, era por impressão digital. Será ainda exigido do candidato documento oficial e assinatura. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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