Tópicos | Educação a distância

Há mais de dois meses com aulas presenciais suspensas, o Ministério da Educação (MEC) suspendeu, de despacho publicado no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira (1º), o trecho que tratava sobre os métodos avaliações e exames nacionais durante a pandemia. O parecer, que havia sido autorizado pelo Conselho Nacional de Educação (CNE), determinava regras para educação durante o período pandemia do novo coronavírus. 

Estudantes de todo País estão com sem aulas presenciais desde a suspensão em março. Passados mais de dois meses, por sua vez, o Brasil ainda não apresentou um plano de educação que estabeleça regras para determinar como os estudantes serão avaliados durante e depois da pandemia global, causada pela Covid-19.

##RECOMENDA##

O texto parcialmente homologado diz que “aprovou orientações com vistas à reorganização do calendário escolar e à possibilidade de cômputo de atividades não presenciais, para fins de cumprimento da carga horária mínima anual, em razão da pandemia do novo coronavírus - Covid-19”. 

No entanto, o mesmo documento diz que o MEC deixou de homologar o item 2.16, e submeteu para reexame do CNE, no referido parecer. O trecho detalha que “avaliações e exames deverão levar em conta "os conteúdos curriculares efetivamente oferecidos aos estudantes, considerando o contexto excepcional da pandemia, com o objetivo de evitar o aumento da reprovação e do abandono no ensino fundamental e médio”. 

Alguns estados e municípios, assim como sugere o CNE, têm realizado esforços em medidas que diminuam os efeitos da pandemia, através de aulas remotas, mas sem acompanhamento de nenhuma instância nacional que possa regulamentar as formas de realização dessas aulas.

O programa de aceleração Women in Digital (WiD) oferece bolsas de qualificação para mulheres na área de digital commerce. Ao total, serão concedidas 30 bolsas financiadas pela patrocinadora do programa, a  VTEX Cloud. As inscrições podem ser realizadas até 13 de junho, por meio da página da WiD.

As vagas são destinadas a mulheres universitárias, de qualquer curso e de qualquer instituição, que se interessam por tecnologia e mercado digital. Aegundo WiD, o setor “cresceu mais de 40% apenas nos últimos dois anos” em razão da mudanças de hábitos de consumo das pessoas, ocasionada pelos efeitos da pandemia do novo coronavírus. 

##RECOMENDA##

Para participar do programa, as interessadas devem preencher os requisitos exigidos, que são ter idade igual ou maior de 18 anos; ser do gênero feminino; ter graduação (com data de formação realizada ou prevista entre dezembro de 2019 e junho de 2021); acesso à internet e disponibilidade para participar. 

O processo contará com avaliações na primeira fase, programadas para o dia 14 de junho, e na segunda fase, reallizadas entre os dias 15 e 20 de junho. Os resultados serão divulgados pela plataforma no dia 22 de junho. As selecionadas participarão das aulas, ministradas de segunda a quinta-feira das 19h às 22h, entre os dias 29 junho e 6 de agosto. 

LeiaJá também

--> Programa terá inscrições para intercâmbio na Alemanha

--> Empresa abre vagas para pessoas demitidas na pandemia

A empresa Perestroika disponibilizou o curso on-line ‘Que droga é essa?’, para ensinar como realizar abordagens adequadas sobre o assunto. Um neurocientista, um historiador e um jornalista organizaram os conhecimentos para ajudar os interessados pelo tema.

As aulas e o curso são oferecidos gratuitamente, sendo destinado a mães, pais, professores, psicólogos, psiquiatras, advogados, políticos, policiais, usuários, farmacêuticos, médicos, enfermeiros, idosos, adolescentes, religiosos e ativistas, que desejam conhecer sobre o tema, com o objetivo de “combater a desinformação” sobre as drogas.

##RECOMENDA##

Não há data para encerramento das inscrições, que podem ser realizadas através deste link.

LeiaJá também

Aulão virtual e gratuito será realizado nesta segunda (25)

Uma portaria do Ministério da Saúde, publicada no “Diário Oficial da União” do último dia 13, prorrogou até 16 de junho a autorização para as instituições de ensino substituírem disciplinas presenciais por aulas remotas.  A medida é uma tentativa de reduzir prejuízos nos calendários acadêmicos, visto que os encontros presenciais estão suspensos em virtude da pandemia da Covid-19.

Toda essa situação trouxe adaptações para a rotina de professores e estudantes, além de diversas dúvidas. De acordo com Geisa Ferreira, coordenadora do curso de Pedagogia da UNINASSAU – Centro Universitário Maurício de Nassau Maceió é importante que, falando em ensino superior, todos entendam a diferença entre Educação a Distância (EAD) e ensino remoto.

##RECOMENDA##

“Ensino remoto e EAD não são a mesma coisa. Na literatura educacional não existe escritura sobre o "ensino remoto", uma vez que, diante do contexto de pandemia (Covid-19), é uma experiência extremamente nova. Para esclarecer o conceito de EAD, o artigo 80 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (9.394/96) nos diz, em seu inciso 4º, que: esta educação tem como pressuposto desenvolver-se a distância assíncrona, ou seja, que não ocorre ao mesmo tempo. Já a modalidade remota utiliza plataformas para adaptação da mediação didática e pedagógica de forma síncrona, que significa ao mesmo tempo”, esclarece Geisa.

Ainda de acordo com a coordenadora, não deve haver preocupação quanto à perda de qualidade no conteúdo preparado pelos professores. “Se o docente é empenhado e tem formação na área, não haverá prejuízos na qualidade em decorrência da modalidade, nem tampouco na mediação dos processos para o alcance da tríade ensino - desenvolvimento – aprendizagem”, afirma Geisa.

Mantendo a qualidade do aprendizado

De acordo com a pedagoga, a principal dica para manter a qualidade do aprendizado é evitar a procrastinação. “É ideal que o estudante não perca o ritmo de estudo iniciado com o ano letivo antes da pandemia. O que pode ser realizado é, por exemplo, um plano de estudos organizado, para que se preserve o desenvolvimento da aprendizagem. Planners, aplicativos de tarefas, alertas, entre outros meios, permitem que a tecnologia auxilie na mediação da vida de estudos, sem cair na dispersão”, aconselha Geisa.

Outro fator que deve ser levando em consideração, segundo a profissional, é o ambiente de estudos. O local não deve ser nem muito confortável, nem desconfortável, além de contar com uma boa luz e com adequação postural. “Tenha um material organizado antes de iniciar o tempo de estudo. Esquecer um lápis, uma caneta, um livro ou qualquer outra tecnologia, pode fazer com que o estudante perca o foco”, orienta.

Da assessoria da UNINASSAU

Para quem deseja aprofundar os conhecimentos em período de quarentena, o Serviço Social da Indústria (Sesi) oferecerá novos cursos gratuitos na modalidade de Educação a Distância (EAD). As inscrições devem ser realizadas no período de 1º a 15 de abril, através do site oficial da unidade, clicando na seção de Educação a Distância, depois em “registro”, no canto superior direito, e seguir o passo a passo indicado pela plataforma.

Os cursos que serão disponibilizados são comunicação escrita, ética e sustentabilidade, matemática básica e entendendo a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA). 

##RECOMENDA##

Para se inscrever em um dos cursos, é necessários que os candidatos possuam e-mail e tenham noções básicas de informática. 

Vale ressaltar que todos os conteúdos estarão disponíveis online, 24 horas por dia, durante todos os dias da semana. Além disso, ficará por responsabilidade do aluno a administração do ritmo de estudos e aprendizagem. 

Após cumprir a carga horária total do curso, o estudante participará de uma avaliação no ambiente virtual e  caso alcance 70 pontos no exame, terá direito a certificado de conclusão.

Para mais informações sobre os cursos que serão oferecidos, os interessados devem entrar em contato através do e-mail: educacao.distancia@pe.sesi.org.br

A Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) anunciou, na última terça-feira (24), a suspensão das atividades acadêmicas nas modalidades presenciais e a distância. A medida foi tomada por causa da pandemia do novo coronavírus e levando em consideração que boa parte dos estudantes não teriam como ter acesso às aulas virtualmente. 

Mesmo com o pronunciamento do Ministério de Educação (MEC), informando que as aulas presenciais devem ser substituídas por aulas on-lines, a universidade resolveu não aderir à substituição. A decisão foi tomada levando em consideração a situação de boa parte dos alunos. A análise foi feita partindo de um pressuposto de que a UFPE tem, aproximadamente, 35% do seu corpo discente oriundo de famílias com renda igual ou inferior a um salário mínimo e meio per capita. 

##RECOMENDA##

A instituição ainda diz que a decisão institucional também reflete a preocupação com a manutenção de qualidade dos cursos da universidade, pois, as disciplinas em formato EaD exigem planejamento, formação, capacitação e uniformização dos meios digitais, o que fica comprometido na atual conjuntura de urgência em razão da pandemia da Covid-19. 

“Aos alunos e alunas que não disponham dessa estrutura e conexão, restaria, portanto, a buscar apoio junto a familiares e colegas, ou mesmo se dirigir a ‘lan houses’ e estabelecimentos similares, o que violaria as regras de isolamento social determinadas pelas autoridades públicas, além de expô-los à desnecessário risco, na contramão das medidas adotadas para combate à crise causada pela Covid-19”, diz a nota publicada pela universidade.

Nesta terça-feira (24), o Google for Education realizará um seminário online sobre estratégias de educação a distância para líderes educacionais. A transmissão é aberta para os internautas que quiserem participar. Os interessados podem realizar as inscrições gratuitamente através do site Google for Education. A webinar será iniciada a partir das 11h.

Na transmissão serão dadas dicas de como desenvolver estratégias para permitir o ensino a distância com o uso da tecnologia e como ativar o EAD com o G Suite e Chrome. O momento será administrado por Marici Marchini, líder de educação pública e Giselle Santos, inovadora certificada e expert de produtos do Google for Education. Vale ressaltar que o vídeo ficará disponível para as pessoas que não poderão participar do seminário em tempo real. 

##RECOMENDA##

“Criamos e disponibilizamos um centro de recursos com diversos materiais e treinamentos sobre o ensino a distância, com o objetivo de que educadores, pais e alunos conheçam as ferramentas disponíveis e saibam como utilizá-las de maneira segura, estimulante e criativa”, informa o Google for Education.

Além disso, para as escolas que já usam Chromebooks, o Google já oferece dicas de como os alunos podem aprender em casa com Chromebooks, com uma orientação especial aos pais e responsáveis explicando como esses dispositivos funcionam e como ajudar os alunos em casa com o Guia de Chromebooks para Pais .





 

Por meio de uma portaria publicada no Diário Oficial da União na manhã desta quarta-feira (18), o Ministério da Educação (MEC) anuncia que as instituições de ensino superior do sistema federal passarão a substituir as aulas presenciais pela modalidade à distância  por um período de 30 dias, podendo ser prorrogada de acordo com a situação da pandemia do novo coronavírus.

A decisão foi tomada a partir da reunião realizada pelo Comitê de Emergência do Ministério da Educação, na última segunda-feira (16). A ação tem caráter excepcional e valerá enquanto durar a situação de emergência de saúde pública por conta do Covid-19. A portaria ainda ressalta que as instituições poderão alterar o calendário de férias, desde que cumpram os dias letivos e horas-aulas estabelecidas na legislação em vigor. 

##RECOMENDA##

“Autorizar, em caráter excepcional, a substituição das disciplinas presenciais, em andamento, por aulas que utilizem meios e tecnologias de informação e comunicação, nos limites estabelecidos pela legislação em vigor, por instituição de educação superior integrante do sistema federal de ensino, de que trata o art. 2º do Decreto nº 9.235, de 15 de dezembro de 2017”, diz o primeiro parágrafo da portaria.

A UNINASSAU – Centro Universitário Maurício de Nassau irá inaugurar um super polo de educação a distância na cidade Aliança, em Pernambuco. O lançamento será nos próximos dias 11 e 12 de março e contará com atrações culturais e serviços gratuitos para a população, como orientação de carreiras, aferição de pressão, teste de glicose, entre outros.

O super polo EAD contará com estrutura diferenciada, com capacidade para receber até 1000 alunos. No local, serão oferecidas diversas opções de cursos de graduação e pós-graduação, em diversas áreas do conhecimento, todos com a qualidade de um dos maiores grupos de ensino superior do país, o Ser Educacional.

##RECOMENDA##

“A cidade de Aliança reúne diariamente centenas de estudantes que precisam se deslocar até à capital para ter acesso ao ensino superior. A chegada de um super polo da UNINASSAU vai diminuir esta distância e proporcionar à população local uma oportunidade de acesso a uma instituição de ensino renomada e com qualidade reconhecida”, destaca o presidente do grupo Ser Educacional, mantenedor da UNINASSAU, Jânyo Diniz.

O evento de inauguração acontece a partir das 9h, na unidade, que fica na Unidade Educacional da Prefeitura de Aliança – UEPA, localizada na Av. Dr. Genésio Gomes de Morais. Para saber mais sobre os cursos disponíveis em cidade, os interessados podem obter informações diretamente no local ou acessar o site vestibular.uninassau.edu.br e pos.uninassau.edu.br.

*Da assessoria

LeiaJá também

--> UNINASSAU abre inscrições para o Gastronomia em Pauta

--> UNINASSAU promove evento Painel da Trabalhabilidade

Terminam nesta quarta-feira (12) as inscrições para cursos de educação a distância (EaD), por meio das notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), da Universidade Federal do Piauí (UFPI). As candidaturas podem ser realizadas pela internet de forma gratuita. 

Os interessados podem utilizar qualquer edição do Enem entre 2014 e 2019, desde que a nota mínima seja de 300 pontos nas provas objetivas e na redação. O resultado está previsto para ser divulgado em 5 de março e pode ser consultado no site da UFPI e do Centro de Educação a Distância (CEAD). As matrículas serão realizadas entre os dias 11 e 13 do mesmo mês. Uma segunda chamada está planejada para 18 março. 

##RECOMENDA##

A instituição visa preencher 2.146 vagas oferecidas em oito cursos da UFPI na modalidade a distância. O candidato ainda pode optar entre os 41 polos da Universidade Aberta do Brasil (UAB), situadas em 40 municípios do estado do Piauí e um município da Bahia. Veja abaixo a lista de cursos oferecidos no processo seletivo. Para mais informações basta acessar o edital da seleção.

- Bacharelado em Administração Pública

- Bacharelado em Ciências Contábeis

- Bacharelado em Turismo

- Licenciatura em Ciências da Natureza

- Licenciatura em Geografia

- Licenciatura em Letras-Inglês

- Licenciatura em Matemática

- Licenciatura em Letras-Português

Seis de cada dez ingressantes em cursos de formação inicial de novos professores estudam por meio de educação a distância (EAD). A maioria dos futuros docentes fazem esses cursos em redes privadas de ensino (53%). Entre 2010 e 2017, o crescimento do número de alunos de magistério com formação não presencial em faculdades particulares cresceu 162%.

Esses dados foram contabilizados pela organização não governamental (ONG) Todos pela Educação, no estudo “Estatísticas de ensino superior sobre formação inicial de professores no Brasil”, a partir dos registros do Censo de Educação Superior, apurados pelo Inep/MEC em 2017.

##RECOMENDA##

Conforme a análise, em oito anos, a quantidade de ingressantes em cursos voltados à docência reverteu entre as modalidades presencial e a distância. Em 2010, 151 mil alunos iniciantes eram de cursos EAD (34% do total). Em 2017, o volume era de 387 mil (61%). Já na modalidade presencial, a queda foi de 292 mil em 2010 ingressantes (66% do total) para 251 mil ingressantes (39%).

No mesmo período, o crescimento do número de alunos de curso de formação de professores em educação a distância é maior do que o verificado nos demais cursos. Em 2010, 13% dos alunos de cursos superiores (excetuados os de formação em magistério) faziam na modalidade a distância. Em 2017, a proporção era menos de um terço (27%), trinta e quatro pontos percentuais abaixo do verificado nos cursos de formação de professores. 

Concluintes e qualidade dos cursos

Setenta e dois por cento dos concluintes dos cursos de formação de professores são da rede privada e 28% da rede pública de ensino superior. A maioria dos formados ainda são da modalidade presencial (57%). Quarenta e três por cento dos concluintes fizeram cursos EAD. De cada 100 alunos formandos em magistério de cursos a distância, 93 estudaram em instituições privadas.

Além de matrículas e de formandos, a ONG avaliou os dados sobre o desempenho dos formados em cursos voltados à docência no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), também do Inep/MEC. De acordo com a análise, os ex-alunos de formação a distância se saem pior do que seus colegas de formação presencial.

Três quartos dos formados por EAD (75%) têm notas inferiores a 50 (valor máximo de 100). Entre os formados em educação presencial, os percentuais de baixo desempenho é dez pontos percentuais menor (65%).

A apresentação da avaliação da pesquisa assinala que “a grande maioria dos cursos de formação inicial para professores precisa de melhorias significativas. Ainda assim, é possível notar que os cursos da modalidade EAD possuem indicadores de qualidade pior”.

As inscrições para cursos técnicos na modalidade a distância do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) em Pernambuco já estão abertas. Há vagas em dez formações no Recife, quatro em Petrolina e uma em Vitória de Santo Antão e Garanhuns.

Os cursos oferecidos abrangem as áreas de Gestão, Informática, Design e Meio Ambiente. Os interessados podem se inscrever gratuitamente na página de capacitações técnicas do site do Senac, até o dia 27 de maio. Além do conteúdo online, como videoaulas, o aluno, a depender do curso escolhido, pode ter encontros presenciais para realização de atividades. Confira a lista dos cursos ofertados em cada polo do Estado:

##RECOMENDA##

Polo Recife

Téc. em Administração

Téc. em Design de Interiores

Téc. em Logística

Téc. em Meio Ambiente

Téc. em Qualidade

Téc. em RH

Téc. em Segurança do Trabalho

Téc. em Transações Imobiliárias

Téc. em Informática

Téc. em Programação de Jogos Digitais

Polo Petrolina

Téc. em Design de Interiores

Téc. em Logística

Téc. em Meio Ambiente

Téc. em Transações Imobiliárias

Polo Vitória de Santo Antão

Téc. em Administração

Polo Garanhuns

Téc. em Administração

Mais informações podem ser obtidas através dos telefones 0800 642 1606 ou 4090 1606 (capitais).

Há quase 300 anos, em 1728, um anúncio da Gazeta de Boston, nos Estados Unidos, veiculava aulas de taquigrafia por correspondência. De acordo com os registros históricos na literatura, provavelmente esse curso foi o primeiro a ser realizado a distância. Segundo o estudioso Lobo Neto (1995), o responsável pelas aulas foi o professor Cauleb Phillips: "Toda pessoa da região, desejosa de aprender esta arte, pode receber em sua casa várias lições semanalmente e ser perfeitamente instruída, como as pessoas que vivem em Boston", dizia parte do anúncio.

Cem anos depois, em 1833, um anúncio publicado na Suécia já se referia ao ensino por correspondência, e na Inglaterra, em 1840, Isaac Pitman sintetizou os princípios da taquigrafia em cartões postais que trocava com seus alunos. Em 1856, em Berlim, Charles Toussaint e Gustav Langenscheidt fundaram a primeira escola por correspondência destinada ao ensino de línguas. Em 1891, a administração da Universidade de Wisconsin aceitou a proposta de seus professores para organizar cursos por correspondência nos serviços de extensão universitária.

##RECOMENDA##

Após as décadas de 1960 e 1970, o ensino a distância, embora tenha mantido os materiais escritos como base, passou a incorporar também o áudio e o videocassete, as transmissões de rádio e televisão, o videotexto, o computador e, mais recentemente, a tecnologia como um todo. Atualmente, a Educação a Distância ficou popularmente conhecida como EAD, utilizando dos ambientes interativos para se fortalecer cada dia mais no setor da educacional. Fóruns de discussão, chat, blogs, plataformas virtuais, vídeo, redes sociais e uma série de espaços acadêmicos na web foram criados para serem armazenados e acessados em tempos diferentes sem perder a interatividade.

De acordo com dados do Censo da Educação Superior de 2016, o mais recente, do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), enquanto o ensino presencial teve queda anual de 0,08% nas matrículas, o ensino a distância (EAD) teve expansão de 7,2%. Ainda de acordo com o estudo, há 1.473 cursos superiores a distância no país, com um crescimento de 10% ao ano, desde 2010. Atualmente, são mais de 1,3 milhão de estudantes matriculados na modalidade, com expansão de 50% entre 2010 e 2015.

Na EAD, as mensalidades geralmente são mais baratas que os cursos presenciais, e é possível atender a um número maior de estudantes. A modalidade também possui relevância social por permitir o acesso daqueles que têm dificuldades em se inserir no ensino superior. Pessoas que não têm condições de pagar uma mensalidade muito alta, moram distantes das universidades, tem indisponibilidade de tempo, também são o público-alvo das instituições.

De acordo com dados das pesquisas feitas pela consultoria Educa Insights, a previsão é que os cursos a distância ultrapassem o número de 9,2 milhões de estudantes até 2026. Um dos motivos desse maior interesse é flexibilidade que o método permite, muitas vezes com o apoio da tecnologia.

Segundo o pesquisador Lars Janér, diretor da Instructure para América Latina, os provedores brasileiros de cursos que não oferecem ensino a distância estão perdendo e muito. “Os dados sugerem que eles poderiam estar aumentando o número de alunos que possuem, suas receitas e qualificando a maneira como ensinam profissionais interessados em continuar aprendendo. Alguns podem se preocupar com o fato de os profissionais mais antigos preferirem técnicas de aprendizado tradicionais, mas nossa pesquisa sugere que muitos prefeririam se envolver com tecnologias de ensino a distância”, afirmou em entrevista à revista Exame.

Nesse contexto de novas tecnologias e modernização do ensino, a performance do professor, antes só em sala de aula, também teve que passar por mudanças. O profissional para conseguir se manter no mercado das principais instituições de ensino do país buscaram alternativas para melhorar o engajamento e ultrapassar desafios e barreiras da nova modalidade a distância.

"O ambiente virutal é o futuro", aponta o professor Fernando Salvino - Foto: Rafael Bandeira/LeiaJáImagens

Fernando Salvino, 30, professor do Grupo Ser Educacional, recebeu há dois anos o convite para participar da seleção de professores no projeto de Educação a Distância da instituição e foi aprovado. Habituado ao modelo tradicional das salas de aula, o professor teve de enfrentar barreiras e alguns desafios para alavancar a carreira. “No início foi meio impactante porque é uma mudança disruptiva, uma vez que estamos acostumados a trabalhar diretamente com os alunos em salas de aulas e seguir um padrão que já temos desde o início da educação moderna e tradicional. Mas, não podemos esquecer que vivemos uma série de revoluções e estamos na era pós-digital e por isso há essa necessidade de engajamento dos docentes para trabalhar cada vez mais com a Internet”, contou Salvino.

Para o professor de ciências contábeis, a educação a distância não é uma mudança apenas para os alunos. A adaptação do professor também precisa estar na pauta do projeto das instituições que investem no segmento. “Hoje nós temos uma mudança de comportamento. A minha geração tinha a figura do professor como o indivíduo que trazia o conhecimento e na época, o acesso à internet era limitado. Atualmente, o cenário é diferente. Temos alunos que têm acesso à informação 24 horas a partir de uma telefone e um pacote de dados. O professor se tornou mais um curador do conhecimento, porque o acesso à rede é muito grande e as informações são amplas. Mas ainda existe a necessidade dessa curadoria, que é onde o profissional faz o direcionamento do aluno para que ele tenha o conhecimento mais precioso e correto e não se perca no tornado de informações”, complementou.

[@#video#@]

A flexibilidade dos dias de estudo e dos horários na EAD é uma vantagem para os alunos, mas pode transformar-se em desvantagem caso falte disciplina por parte do educando. Uma das principais problemáticas a serem superadas pela modalidade é a evasão dos estudantes durante o curso. De acordo com o Sindicato das Mantenedoras de Ensino Superior (Semesp), 33,7% dos alunos abandonaram uma graduação EAD em 2015 – taxa que é 22,8% maior que a dos cursos presenciais.

O Censo EAD Brasil, divulgado pela Abed, listou quatro fatores fundamentais que estimulam essa desistência. Falta de tempo; questões financeiras; falta de adaptação à modalidade EAD ou à metodologia do curso e escolha errada.

A Educação a Distância foi conceituada no Brasil por meio do citado Decreto nº 5.622 (Brasil, 2005):

Art. 1º: Para os fins deste Decreto, caracteriza a Educação a Distância como modalidade educacional na qual a mediação didático-pedagógica nos processos de ensino e aprendizagem ocorre com a utilização de meios e tecnologias de informação e comunicação, com estudantes e professores desenvolvendo atividades educativas em lugares ou tempos diversos.  

De acordo com dados das pesquisas feitas pela consultoria Educa Insights, a previsão é que os cursos a distância ultrapassem o número de 9,2 milhões de estudantes até 2026 - Foto: Divulgação/QueroBolsa

Para entender as perspectivas de futuro do modelo a distância no Brasil, o LeiaJa.com entrevistou Flávio Murilo de Gouvêa, diretor acadêmico de EAD do grupo Estácio.

Como enxergas o EAD no Brasil hoje?

O EAD, apesar de não seguir o formato tradicional, já se apresenta como uma opção de ensino e aprendizagem há muito tempo. Já temos 12 anos de experiência nessa desafiadora metodologia. A EAD hoje aponta para uma solução, capaz de aliar dois pontos. Qualidade e baixo preço, porque nesse aspecto é acessível a vários jovens de baixa renda que conseguem chegar à universidade atualmente. É socialmente acessível e também consegue oferecer educação a milhares de municípios onde o ensino presencial não seria capaz de chegar. Chegamos nessas cidades e ofertamos a um preço justo nossas aulas.

Atualmente, os profissionais de educação estão preparados para o EAD?

Eles estão se preparando rápido e de forma ampla, é uma mudança importante na metodologia de ensino a forma como a EAD se caracteriza. É claro que não tem o contato direto em sala de aula, mas o aluno assiste a uma aula como se estivesse em um local coletivo. É um modelo de internet em que a gente disponibiliza um objeto de aprendizagem e o aluno vai se apropriando desse conteúdo para concretizar seu sonho. As instituições de ensino devem se apresentar como um local de aprendizado, não só de ensino. A gente entende que todo mundo aprende ao seu tempo e a sua forma. Existem várias formas de aprender e para isso é preciso que tenham vários modelos de aprendizagem. Procuramos ofertar a maior quantidade possível de formas diferentes para entregar o mesmo conteúdo. Cabe ao aluno escolher a melhor metodologia, podendo ser por áudio, vídeo, respostas de questões, entre outras. Os professores terão que ser mais multifacetados, naturalmente. O papel dele é colocar o seu conhecimento no sistema da acadêmico, através do ambiente virtual de aprendizagem, e uma única aula pode ser vista por mais de 100 mil pessoas.

Quais os desafios do EAD?

O principal desafio é que a experiência é um pouco solitária, é o aluno enfrentando a si próprio. Ele tem que ter uma autodisciplina muito forte. O que temos feito é investido em polos de ensino para que os alunos possam trocar experiências pessoalmente com outros. A gente entende que é preciso o contato para o aprendizado. Por isso, investimos no modelo em que o aluno precisa ir ao polo pelo menos uma vez por semana para participar de atividades em grupo com os colegas de turma e um tutor presencial. Isso faz com que o aluno crie laços sociais e permaneça estudando. Um problema é que a gente ainda sofre algumas barreiras em vários cursos de saúde. O pessoal resiste muito à educação a distância e é natural, faz parte da evolução dos aspectos educacionais e naturalmente da tecnologia. Se pararmos para pensar, os hospitais fazem o exame presencialmente, mas quem vai fazer o laudo está a quilômetros de distância. Aos poucos a modalidade vai ganhando mais espaço. Todos nós tivemos a experiência presencial, então há dificuldades em entender a distância

Como estão as políticas governamentais e a legislação em EAD no Brasil?

A EAD tem pouca regulamentação comparativamente com o ensino presencial. Quando não há regulação a gente impõe limites mais rígidos. Em 2017, as instituições ganharam liberdade de criação de polos de educação a distância. A estácio tem conceito “quatro”, então podemos ofertar 250 polos por ano. Em 2018, pretendemos fechar o ano com 600 polos no Brasil inteiro. A gente já está avançando muito nas engenharias. O MEC hoje permite laboratórios de simulações virtuais e isso vai fazer com que alunos tenham perto de sua casa a oportunidade de crescer profissionalmente com um bom curso de educação superior.

O Tim Tec, plataforma de cursos livres a distância do Instituto Tim, lançou novos cursos gratuitos sobre empreendedorismo para pessoas que desejam abrir ou aprimorar o próprio negócio. Ao final das capacitações, os participantes recebem um atestado de que cumpriram 40 horas de atividades. 

O desenvolvimento do curso foi realizado em parceria com a Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação (Setec/MEC). Quatro especialistas na área foram recrutados pelo instituto para ministrar os cursos, que são divididos em três módulos, intitulados “Empreender com propósito”, “Como planejar seu negócio” e “Como evoluir seu negócio”. Todo o conteúdo pode ser acessado a qualquer hora através da plataforma do Tim Tec.  

##RECOMENDA##

LeiaJá também 

--> Prefeitura oferece mais de 2,8 mil vagas em 52 cursos

--> Centro de Valorização da Vida abre curso para voluntários

O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) de Pernambuco está oferecendo 1200 vagas em cursos gratuitos de Educação a Distância (EAD) gratuitos. Ao longo do período de aulas haverá também alguns encontros presenciais Areias e Santo Amaro, no Recife, em Paulista, Jaboatão dos Guararapes e em Caruaru, no Agreste do Estado, a depender do curso.

Os interessados podem escolher entre os cursos de auxiliar administrativo, auxiliar de recursos humanos, operador de computador, montador e reparador de microcomputadores e mecânico de manutenção em motores Ciclo Otto. As aulas têm início previsto para o dia 22 de janeiro. 

##RECOMENDA##

Para se matricular, os interessados devem preencher um formulário de inscrição no site da instituição, ter no mínimo 16 anos, Ensino Médio completo, noções básicas de informática e disponibilidade para participar de possíveis aulas práticas, avaliações em laboratório e aulas presenciais uma vez por semana.  

LeiaJá também 

--> Senai abre cursos de férias em Pernambuco

--> UFPE oferta 6.952 vagas em 102 cursos no Sisu 2018

No mercado de trabalho, a busca por profissionais cada vez mais qualificados é extremamente rígida. Além do ensino superior, hoje são cobradas dos candidatos outras capacitações e vivência na área de atuação. Em busca de auxiliar os profissionais e estudantes, os cursos livres se tornaram uma ótima estratégia para quem quer se dar bem na carreira profissional. Online ou não, as atividades vivenciadas durante as aulas podem ajudar a melhorar o currículo. 

De acordo com o Decreto Presidencial N° 5.154, de 23 de julho de 2004, "o curso livre a distância é uma modalidade de educação não-formal de duração variável, destinada a proporcionar aos estudantes e trabalhadores conhecimentos que lhe permitam profissionalizar-se, qualificar-se e atualizar-se para o trabalho".  Além disso, "a categoria Curso Livre atende a população com objetivo de oferecer profissionalização rápida para diversas áreas de atuação no mercado de trabalho". 

##RECOMENDA##

Perante a lei, essas capacitações não necessitam de uma autorização para funcionamento e não existe legislação específica que as regulamente. Além disso, as atividades não precisam ser reconhecidas pelo Ministério da Educação (MEC) e qualquer unidade de ensino educacional pode oferecê-las.  

As instituições que oferecem este tipo de curso possuem o direito de emitir certificado ao aluno com validade legal para diversos fins. O candidato, por sua vez, não é obrigado a ter algum tipo de escolaridade. Também não há obrigatoriedade de carga horária podendo variar entre algumas horas ou vários meses de duração, disciplinas, tempo de duração e diploma anterior. 

Em algumas cituações, os cursos livres são chamados também de profissionalizantes. "Os cursos livres são importantes para o direcionamento de algumas ações que você busca. Eles ajudam na motivação e complementação de determinados conteúdos. Podendo ser ligados ao curso de origem, mas também servem para melhorias individuais, como o marketing pessoal, por exemplo", comenta a diretora acadêmica do Grupo Ser Educacional, Simone Bérgamo. 

Entre as instituições de ensino que oferecem cursos livres está a UNINASSAU - Centro Universitário Maurício de Nassau. A instituição oferece mais de 1.500 cursos livres em diversas áreas do conhecimento. Dependendo da quantidade de horas, as capacitações podem variar de R$ 11 a R$ 839. Um dos cursos mais procurados é o de Primeiros Socorros. Durante as aulas, os participantes aprendem os conceitos básicos em primeiros socorros, aspectos legais, atendimento pré-hospitalar, suporte para a vida e equipamentos de proteção. A capacitação tem duração de 80 horas e custa R$ 34,74. Saiba mais clicando aqui. 

Outra capacitação de fácil acesso para os profissionais é o curso "Redação Oficial: Princípios e Normas Básicas", que por meio da Educação a Distância oferece ao participante o conhecimento sobre as normas de redações oficiais. Pelo valor de R$ 11,94, a aula de uma hora ensina as regras de linguagem; pronomes de tratamento; colocação pronominal; concordância; ortografia; fechos para comunicações; e exercícios comentados. 

Já para quem almeja aprender algum idioma, há o curso de 12 meses de espanhol com conversação. Ao todo, são 240 horas, seis níveis e 26 unidades, por R$ 839,40. Todas as capacitações da UNINASSAU aceitam cartão de crédito e as mensalidades podem ser divididas em até 12 vezes. Os cursos disponíveis podem ser consultados site da instituição, assim como as inscrições para participação estão disponíveis no mesmo endereço eletrônico. 

LeiaJá também

--> Ser Educacional e Uol lançam ferramenta para cursos livres 

Com horários mais flexíveis e mensalidades mais acessíveis, o ensino a distância (EaD) tem crescido bastante no Brasil. Em 2015, esta modalidade possuía 1,4 milhão de estudantes matriculados, segundo dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Texeira (Inep). No entanto, mesmo com essa flexibilidade, o aluno deve manter a disciplina e a organização para cumprir as atividades e não se atrapalhar durante o curso.

A Diretora Acadêmica do Grupo Ser Educacional, Simone Bérgamo, salienta que os alunos devem encarar o EaD com compromisso e não se acomodar diante da maleabilidade. “O estudante do EaD precisa ter uma disciplina maior que o aluno de um curso presencial. Muitos ainda têm a ideia que esta modalidade é mais fácil de cursar, mas isso não significa que ele não precise se dedicar”, pontua.

##RECOMENDA##

Simone ressalta que o estudante precisa criar uma rotina e escolher um horário diário de estudo e execução das atividades que se ajuste as suas necessidades. Segundo ela, o êxito em uma disciplina ou curso superior a distância está na disciplina e na maneira como o aluno organiza sua rotina.

“Os discentes devem ter o mesmo compromisso que teriam em curso presencial. Criar hábitos. Preparar o espaço com todos os materiais que precisam e manter o foco. O ato de parar para executar outra atividade causa quebra de raciocínio e atrapalha na hora do estudo”, destaca.

Confira no vídeos mais dicas para não se enrolar em cursos de EaD:

LeiaJá Também

--> Crise pode aumentar a procura por Ensino a Distância

--> MEC permite instituições oferecerem só cursos EaD

--> MEC oferece 500 mil vagas gratuitas em cursos EAD

--> 7 razões para cursar EAD 

Cursos na modalidade presencial são custeados pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Entretanto, um projeto de lei idealizado pelo deputado Damião Feliciano (PDT-PB), em tramitação na Câmara, promete estender o benefício para qualificações no modelo de ensino a distância. 

De acordo com informações publicadas na Agência Câmara de Notícias, o deputado argumenta que o Fies precisa ser ampliado para a modalidade EAD, porque é um dos modelos de ensino que mais crescem no Brasil. Além disso, Feliciano diz que o Plano Nacional de Educação (PNE) tem como meta oferecer financiamento também via educação a distância.

##RECOMENDA##

Pela proposta, apenas poderão ser financiados pelo programa federal os cursos com avaliação positiva do Ministério da Educação (MEC). Caso a proposta seja aprovada, os critérios de qualidade seriam definidos pelo Instituto Nacional de Supervisão e Avaliação da Educação Superior (Insaes), órgão previsto no Projeto de Lei 4372/12.

De acordo com o MEC, atualmente são financiados “cursos de graduação presenciais ofertados com conceito maior ou igual a 03 (três) no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES), das instituições de ensino superior participantes do Fies”. A proposta do deputado Damião Feliciano tramita em caráter de conclusão nas comissões de Educação; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

O Ministério da Educação abriu as inscrições para a modalidade de Ensino a Distância (EAD) de cursos de qualificação profissional oferecidos pelo Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego, o Pronatec Oferta Voluntária. Ao todo há 500 mil vagas distribuídas em 80 cursos. 

 “O Pronatec Oferta Voluntária é tanto para quem está no ensino médio como para quem já concluiu ou até para quem já está no mercado e quer uma qualificação complementar”, explica o diretor de Articulação e Expansão das Redes de Educação Profissional e Tecnológica da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec), Geraldo Andrade de Oliveira.

##RECOMENDA##

De acordo com ele, há ainda a previsão de abertura de 500 mil vagas em agosto e mais 500 mil em outubro. “Nós conseguimos capitalizar mais de 2 milhões de vagas gratuitas. A maioria é na tecnologia EAD, o que propicia que essas ofertas cheguem aos lugares mais remotos, mesmo que não haja uma escola presencial”, explica o diretor.

Os cursos têm duração de 160 horas com aulas que serão ministradas totalmente online entre os meses de julho e novembro. Para participar os alunos devem ter no mínimo 15 anos de idade e realizar a inscrição no Sistema Nacional de Informações da Educação Profissional e Tecnológica (Sistec)

LeiaJá também

--> Senai abre 360 vagas em cursos técnicos no Recife

--> SESC-BA oferece 11 mil vagas em cursos gratuitos

--> Universidade em SP abre inscrições para cursos gratuitos

--> MedioTec oferece cursos na área de turismo em Pernambuco

A educação superior a distância cresce no país em ritmo mais acelerado que a educação presencial. Os dados do último Censo da Educação Superior – de 2015 – mostram que enquanto o ensino presencial teve um crescimento de 2,3% nas matrículas em 2015 em relação a 2014, o ensino a distância (EaD) teve expansão de 3,9%. O ensino, no entanto, ainda não é o ideal.

Um dos aspectos que mais pesam na permanência dos alunos, segundo o fundador da Educa Insights, que trabalha com pesquisas de mercado, Luiz Trivelato, é o relacionamento com estudantes. A Educa Insights fez uma pesquisa para ver como agiam as instituições que ofertam EaD. "Houve instituições que durante o ciclo que experimentamos estar com eles, durante quatro meses não nos procuraram nenhuma vez. A gente não ia às aulas e simulava não fazer as atividades e não éramos procurados", disse.

##RECOMENDA##

A falta de contato, segundo ele, é um dos fatores que leva à evasão dos estudantes. "Aquelas instituições que conseguiram manter uma proximidade com os alunos, foram as que obtiveram êxito na pesquisa. "Foram aquelas que provocaram, que buscaram, que reforçaram para o aluno a importância de estudar, que ofereceram opções de estudo", afirmou Trivelato.

Outra questão apontada por Trivelato é a infraestrutura do polo, que ajuda no encantamento do estudante e dá condições de aprendizado. Ele mostrou casos em que o polo tinha ar condicionados que não funcionavam e laboratórios de informática "claramente improvisados".

A rede privada concentra a maior parte das matrículas na modalidade – 1.265.359 – o representa 90,8% do total de 1.393.752 registradas em 2015. Apesar do aumento do número de concluintes, que cresceu 23,1%, índice maior que nos presenciais, que foi de 9,4%, muitos estudantes ainda deixam o curso sem concluí-lo. Nas instituições privadas, a taxa de evasão nos cursos a distância é 35,2%, superior à evasão nos cursos presenciais, que é 27,9%.

Crescimento

O ensino superior privado tem apostado na EaD, que permite uma flexibilidade maior de preço. As mensalidades geralmente são mais baratas que os cursos presenciais, e é possível atender a um número maior de estudantes. A expectativa, segundo Trivelato, é de expansão. Ele acredita que, em cinco anos, o número de vagas em EaD poderá ultrapassar o presencial. O ensino a distância foi amplamente discutido no 10º Congresso Brasileiro de Educação Superior Particular (Cbesp). O assunto ganhou detaque também após a publicação de decreto na sexta-feira (26), que flexibiliza as regras para a abertura de cursos a distância.

Segundo o analista de investimentos do Santanter, Bruno Giardino, o mercado de EaD é muito concentrado no país, e a tendência com as mudanças anunciadas é que outras instituições, principalmente pequenas e médias, que tenham bons indicadores de qualidade, consigam se inserir mais facilmente. "Pequenas e médias devem despontar, mas terão que ter um bom produto, não basta apenas ter EaD, senão não decola, não têm sucesso", ressaltou.

De acordo com levantamento apresentado por Giardino, o mercado hoje é concentrado em cinco grupos, sendo Kroton o principal, com uma fatia de 37%. Os cinco detêm 72%. Nos últimos anos, houve uma maior entrada de instituições locais. No entanto, apenas 43% foram bem sucedidas e conseguiram se estabelecer no mercado.

Para o presidente da Anima Educação, grupo de educação de capital aberto, Daniel Castanho, o ensino a distancia é o caminho para onde a educação está caminhando. "Não tem diferença entre [o ensino superior] presencial e a distância em relação ao produto que a gente entrega. Eu costumo dizer: quantos por cento do seu tempo são presenciais e quantos são a distancia. Você não sabe. Hoje a questão nao é só se tem presencial ou distância, mas como a tencologia vai impactar professores e alunos e como vai fazer com que, na sala de aula, aqueles momentos sejam mais valiosos", afirmou.

Castanho acredita que a educação será híbrida, a distância e presencial. O grupo fez uma pesquisa comparando o desempenho dos estudantes de diferentes modalidades na mesma disciplina. Os estudantes presenciais conseguiram um desempenho 37% acima dos estudantes exclusivamente a distância. Os estudantes de modelo híbrido, com 50 a 70% das aulas presenciais, tiveram o melhor desempenho, 16% acima do presencial.

"Daqui a alguns anos, não se vai mais saber o que é ensino presencial ou a distância. O modelo do Brasil será híbrido, o uso da tecnologia será feito em casa. O tempo com o professor será mais rico, com outras metodologias".

Acesso

Uma das apostas, principalmente do governo, na educação a distância é levar o ensino para regiões onde o acesso presencial é dificultado. A EaD tem tido papel importante na formação de professores. O número de cursos de licenciatura a distância cresceu 5,04% em 2015 em relação a 2014. Já as licenciaturas presenciais, que vinham aumentando até 2012, registram quedas constantes desde 2013.

Na avaliação do secretário de Regulação e Supervisão da Educação Superior do MEC, Henrique Sartori, haverá uma interiorização da EaD. "As pequenas e médias instituições vão poder entrar em um sistema em que antes demorariam para encontrar um ideal de competição". Atualmente, a EaD está concentrada em São Paulo, Paraná e Minas Gerais.

Para além da permissão de expansão, o ensino a distância demanda também tecnologia. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no ano passado, o percentual de pessoas que acessaram a internet alcançou 57,5% da população de 10 anos ou mais de idade, o que corresponde a 102,1 milhões de pessoas.

LeiaJá também

--> MEC suspende ensino EAD em escolas

Páginas

Leianas redes sociaisAcompanhe-nos!

Facebook

Carregando