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Mais de 38 milhões de eleitores voltam às urnas no domingo (29) para eleger os prefeitos das 57 cidades brasileiras em que a disputa será definida no segundo turno. São 18 capitais estaduais e outros 49 municípios com mais de 200 mil eleitores, onde nenhum dos candidatos obteve a maioria absoluta dos votos válidos para se eleger em primeiro turno.

As capitais onde a disputa será definida em segundo turno são as seguintes: Aracaju (SE), Belém (PA), Boa Vista (RR), Cuiabá (MT), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), João Pessoa (PB), Maceió (AL), Manaus (AM), Porto Alegre (RS), Porto Velho (RO), Recife (PE), Rio Branco (AC), Rio de Janeiro (RJ), São Luís (MA), São Paulo (SP), Teresina (PI) e Vitória (ES).

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O Brasil tem 95 cidades com mais de 200 mil eleitores. Em 37 delas, os prefeitos foram eleitos no último dia 15 de novembro. Depois de domingo, apenas um município brasileiro ficará com a escolha do prefeito ainda pendente: Macapá (AP), com mais de 292 mil eleitores. Prejudicada por um apagão elétrico que se estendeu por 22 dias, a cidade terá o primeiro turno das eleições no dia 6 de dezembro. A segunda fase da disputa está marcada para o dia 20.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu não fazer o primeiro turno em Macapá no próximo domingo devido a uma limitação técnica. Nas 57 cidades onde haverá segundo turno, o sistema de informática do órgão está preparado para apurar e totalizar os votos atribuídos a apenas dois candidatos. Na capital amapaense, dez postulantes disputam o primeiro turno das eleições.

Dos dois senadores que concorreram no último domingo, apenas um continua no páreo. Vanderlan Cardoso (PSD-GO), que obteve 24,67% dos votos no primeiro turno, disputa a prefeitura de Goiânia com o atual prefeito, Maguito Vilela (MDB), que ficou com 36,02% dos votos. Em Natal, onde o senador Jean Paul Prates (PT-RN) conquistou 14,38% dos votos, Alvaro Dias (PSDB) foi reeleito em primeiro turno, com 56,58%.

Calendário e pandemia

Nesta quinta-feira (26), termina o prazo para a realização de reuniões públicas ou comícios com sonorização fixa. Também a partir desta quinta, a Justiça Eleitoral pode expedir salvo-conduto para eleitores que sofrerem violência moral ou física que comprometa a liberdade de votar.

Desde terça-feira (24), os eleitores das 57 cidades onde haverá segundo turno não podem ser presos ou detidos. As exceções são para os casos de flagrante delito, desrespeito a salvo-conduto e sentença condenatória por crime inafiançável (racismo, tortura, tráfico de drogas, terrorismo, ação de grupos armados) ou hediondo.

O TSE manteve para o próximo domingo as mesmas orientações sanitárias contra o coronavírus recomendadas no primeiro turno das eleições. O uso da máscara é obrigatório, e todos devem higienizar as mãos antes e depois de digitar o número do candidato na urna eletrônica. Cada seção eleitoral vai contar com álcool em gel para eleitores e mesários.

Os eleitores devem respeitar a distância mínima de um metro para outras pessoas. Outra recomendação é que cada um leve a sua própria caneta para assinar o caderno de votação. O objetivo é evitar o compartilhamento de objetos e diminuir o contato dos eleitores com superfícies eventualmente infectadas. 

Com informações do Tribunal Superior Eleitoral e da Agência Senado

O Sindicato Municipal dos Profissionais de Ensino da Rede Oficial do Recife (Simpere) denuncia que a atual gestão da Prefeitura do Recife está pressionando gestores, professores e trabalhadores terceirizados da rede municipal de ensino para que votem e consigam votos para João Campos (PSB), apadrinhado pelo atual prefeito do Recife, Geraldo Julio.

O Simpere confirma que recebeu vários áudios, vídeos e prints dessas pressões sofridas pelos profissionais. O LeiaJá recebeu cópias desses arquivos. Em um deles, é possível ouvir um homem identificado como Fernando que, segundo apontado pelo sindicato, é o chefe do setor de terceirizados.

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No áudio ele chama os terceirizados para terem "um momento" com ele para o "fechamento de ciclo e agradecimento por todo ano trabalhado". Ele justifica que, com a chegada do final de ano, não teria como fazer depois e precisará se reunir com a galera nesse momento.

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Esse encontro aconteceu, segundo print enviado pelo Simpere, na última terça-feira (24), no NB Society, localizado no bairro da Bomba do Hemetério, Zona Norte do Recife. 

No entanto, onde deveria ser para confraternização acontece um ato de campanha onde um homem, que parece ser o chefe dos terceirizados Fernando, fala que "não vai perder o nosso espaço para ninguém". Com três bandeiras de João Campos (PSB) no palco, ele discursa: "aqui é o início de um novo começo". 

Ele pede explicitamente votos para o candidato do PSB, para que ele e seus companheiros possam garantir mais quatro anos trabalhando, mas não expressa se é com os cargos terceirizados pela Prefeitura do Recife. "Eu estou aqui por mim e por vocês e sei que a gente vai sair vitorioso no dia 29 (de novembro)", diz o homem. No final da reunião foram distribuídos kits com panfletos, bandeira e adesivos.

O print em anexo mostra a forma sutil como a diretora executiva de gestão de rede da Secretaria de Educação do Recife, Maria Costa, em um grupo de gestores da rede, pede votos para o candidato pessebista.

O Simpere afirma que denunciou a situação ao TRE-PE. A Prefeitura do Recife e a campanha de João Campos foram procuradas, mas até a publicação da matéria nenhum lado se posicionou.

Confira a nota de posicionamento do sindicato na íntegra

Diversos relatos estão sendo averiguados sobre a pressão que a atual gestão da prefeitura do Recife vem realizando em cima de gestores, professores e trabalhadores de empresas terceirizadas. Estamos tornando pública essa denúncia que caracteriza, mais uma vez, a prática anti-ética e autoritária da PCR. Buscaremos todos os meios legais para que sejam tomadas as providências necessárias.

O SIMPERE sempre esteve na luta pelas eleições democráticas para gestão escolar, justamente para que não tenhamos esse tipo de prática de assédio moral tão lamentável e ilegal. Também nos solidarizamos com todos os funcionários terceirizados que não podem ser nem obrigados e nem vítimas dessa lógica perversa. 

Um torcedor do Sport entrou na premiação da FIFA e pode ser reconhecido como o principal fã do futebol de 2020. O resultado da disputa, que conta com mais dois concorrentes, será revelado na tradicional festa da entidade, marcada para o dia 17 de dezembro, em Zurique, na Suíça.

O rubro-negro Marivaldo da Silva, de 47 anos, foi catalogado pela FIFA após cruzar três cidades a pé para ver o Leão jogar. Desempregado, ele trava uma batalha contra o sol, a chuva e o cansaço, ao sair de Pombos, na Zona da Mata Norte, a passos largos pelas margens da BR-232 por 12 horas, até a Ilha do Retiro, na Zona Oeste do Recife.

A motivação que o impulsiona a ver o Sport impressiona, mas o pernambucano se arrisca durante o êxodo equivalente a 60 km. Quando não consegue carona para casa, Marivaldo dorme na rua e retorna no dia seguinte, caminhando pelo mesmo trajeto.

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A escolha do Torcedor de 2020 é feita através de votação popular no site da FIFA. Para turbinar a vitória do leonino, o Sport lançou campanha nas redes sociais. "Tem torcedor rubro-negro e apaixonado concorrendo ao prêmio FIFA dedicado a grandes histórias de amor ao seu time. Vamos votar em Marivaldo!", publicou o clube.

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O sistema de votação eletrônica no Brasil dispõe de mais de um mecanismo de monitoramento das eleições e de controle direto por parte da população. Além de acompanhar a apuração dos votos, há canais para apresentação de denúncias por pessoas comuns e verificação das investigações.

Qualquer cidadão pode monitorar os votos recebidos pelos candidatos nas urnas das seções eleitorais. Um aplicativo chamado “Boletim na Mão” possibilita ao eleitor ler uma cópia digital dos boletins de urna no próprio celular ou tablet. O app está disponível no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em versões Android e IOS.

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Como descreve a página da Justiça Eleitoral,  “com o celular aberto no aplicativo, o eleitor ‘escaneia’ o QR Code nas seções eleitorais de interesse e confere, posteriormente, se os dados coletados correspondem a aqueles totalizados e divulgados no site do TSE”.

Sem fraude comprovada

O Brasil iniciou o uso de urnas eletrônicas em caráter de teste nas eleições municipais de 1996. A partir das eleições de 2000, também municipais, o país inteiro passou a escolher prefeitos e vereadores por meio do voto eletrônico. Em 24 anos de uso dos equipamentos e sistemas eletrônicos, não houve nenhum caso identificado e comprovado de fraude.

A cada pleito, a Justiça Eleitoral faz testes públicos de segurança. Qualquer cidadão pode participar desses eventos que avaliam a inviolabilidade das urnas e dos sistemas que transmitem informações sobre os votos e sua totalização.

Além dos testes públicos, a Polícia Federal, o Ministério Público e universidade, como a Universidade de Campinas (Unicamp), realizaram ao longo desses anos perícias e auditorias para examinar a segurança do voto, o sigilo das escolhas de cada eleitor, a estabilidade e confiabilidade dos sistemas em uso.

Qualquer pessoa pode apresentar denúncias em tempo real pelo celular sobre práticas indevidas ou crimes eleitorais cometidos no dia da votação ou em outro momento. Um aplicativo para denúncias eleitorais está disponível em versões Android e IOS nesta página.

Os procedimentos de fiscalização e auditoria do sistema eletrônico de votação estão estabelecidos na Resolução nº 23.603/2019. Na internet, a Justiça Eleitoral detalha o passo a passo da votação e ainda responde às 20 perguntas mais frequentes sobre a segurança das eleições. Para saber mais, acesse aqui.

Das 173 mil mulheres aptas a disputar o cargo de vereador no domingo passado, 6.372 tiveram apenas um ou nenhum voto, segundo levantamento do Estadão. A ausência de votos e o fato de nem a candidata ter votado nela mesma provocaram suspeitas de que essas mulheres tenham sido usadas como "laranjas" para que partidos pudessem driblar a lei e cumprir a cota de 30% de candidaturas femininas. Parte delas recebeu R$ 877 mil do fundo eleitoral, dinheiro público usado para financiar gastos de campanha.

A verba na conta de mais de 500 candidatas causa estranheza, já que todas tiveram desempenho pífio nas urnas, e pode ser mais um indício do "laranjal partidário", com o lançamento de concorrentes "de fachada". Desde 2018, partidos devem destinar, no mínimo, 30% do fundo eleitoral para campanhas femininas. Quem não cumprir a regra pode ter as contas rejeitadas, os repasses suspensos e ser obrigado a devolver o dinheiro.

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Em Vargem Grande Paulista, interior de São Paulo, a candidata Marjory Piva teve apenas um voto, mas recebeu R$ 17 mil do Republicanos. Não declarou nenhuma receita à Justiça Eleitoral. O presidente municipal da legenda, vereador Zezinho Tapeceiro, disse que Marjory teve um problema pessoal e desistiu de concorrer. "Ela não é candidata laranja, porém ela teve de desistir e esse recurso dela está sendo todo devolvido", afirmou.

Em Santa Rita, na Paraíba, Edivania Carneiro viveu situação semelhante: recebeu R$ 15 mil do fundo eleitoral do PSL, mas obteve apenas um voto. Marjory e Edivania foram as mulheres que mais ganharam verba do fundo eleitoral de seus partidos. Há indícios de que as duas tenham sido "laranjas".

Francielle Avila (PSD), candidata em Espigão Alto do Sul (PR), conseguiu R$ 10 mil do partido e, segundo sua prestação de contas, gastou R$ 7 mil com material de campanha. Em sua página do Facebook, no entanto, não há qualquer menção à candidatura, mas, sim, à do postulante a prefeito pelo PSDB, Hilário Czechowski. A reportagem não conseguiu contato com a candidata ou com a direção municipal do PSD.

Em Cabo Frio, no Rio, a comerciante Rita das Empadas (PSL) recebeu R$ 10 mil do fundo eleitoral na disputa por uma cadeira na Câmara Municipal, mas teve um voto. "Todo mundo me conhece em Cabo Frio, muita gente falou que ia votar em mim. Mas, na hora, só tive um voto", disse Rita ao Estadão. O comando nacional do PSL informou que cada candidato teve de emitir um recibo, comprovando o recebimento dos recursos. "No caso das candidatas mulheres, estas ainda tiveram que assinar uma carta, de próprio punho, afirmando que estavam se candidatando por livre e espontânea vontade", declarou o partido, em nota.

Questionada se foi "candidata laranja", Rita respondeu: "Tá ficando doido? Eu sou uma mulher responsável, não sou candidata laranja, não. Tive vários santinhos, eu panfletei. Não tenho culpa se meus votos sumiram ou não votaram em mim".

O mapeamento do Estadão também identificou que, na lista de mulheres com nenhum ou apenas um voto, predominam candidaturas de pretas ou pardas (59%), enquanto brancas representam 39% e indígenas, 1%.

Raça

 

O fato vem na esteira de decisão do Supremo Tribunal Federal, que determinou o critério racial na destinação de recursos para financiar candidaturas. Os partidos são obrigados a dividir os recursos do fundo eleitoral, que alcançou R$ 2 bilhões, segundo a proporção de negros e brancos de cada sigla.

"O expressivo número de candidaturas femininas sob suspeita de serem fictícias revela que ainda há nas estruturas partidárias resistência à inclusão das mulheres", disse a advogada Maria Claudia Bucchianeri, da Comissão de Direito Eleitoral do Conselho Federal da OAB. "As eleições de 2020 ainda trazem outro número preocupante, a sensível concentração dessas supostas candidaturas fake entre negras. Há, portanto, dupla recusa de inclusão: a de gênero e a de raça", completou ela. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O projeto de lei aprovado por uma Casa será revisto pela outra, em um só turno de discussão e votação, e enviado à sanção ou promulgação, se a Casa revisora o aprovar, ou arquivado, se o rejeitar”.

O artigo 65 da Constituição é claro ao estabelecer as regras do processo legislativo (lembrando que o parágrafo único desse artigo determina que, "sendo o projeto emendado, voltará à Casa iniciadora"). Na prática, porém, a demora da Câmara em examinar matérias já aprovadas no Senado tem levado os senadores a cobrar dos deputados a votação de projetos importantes encaminhados àquela Casa, como a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 199/2019, que permite o cumprimento da pena após condenação em segunda instância, e a PEC 10/2013 (PEC 333/2017, na Câmara), que restringe o foro privilegiado.

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Na sessão remota de quinta-feira (19), o senador Oriovisto Guimarães (Podemos-PR) afirmou que a Câmara “sistematicamente desrespeita o Senado e efetivamente tolhe a nossa possibilidade de contribuir com matérias relevantes pela exiguidade do prazo”.

"Fica muito claro que muitos dos projetos aprovados no Senado vão para a Câmara dos Deputados e lá morrem, não são votados. Eu não poderia deixar de citar o fim do foro privilegiado, a prisão em segunda instância e a pauta ética, que se encerrou por completo durante a pandemia. Se nós tivéssemos um plebiscito, eu tenho certeza que mais de 90% da população brasileira aprovaria, sim, a prisão em segunda instância. Aliás, não a segunda, mas a prisão já em primeira instância. Aprovariam também o fim do foro privilegiado, que o Senado já aprovou, na legislatura anterior', afirmou Oriovisto.

Em sua fala, reproduzida no Twitter, Oriovisto Guimarães afirma que, “por omissão, a Câmara dos Deputados está legislando não representando o povo, mas contra a vontade do povo, representando interesses escusos daqueles que querem se esconder atrás das facilidades da lei para poder cometer falcatruas e desvio de dinheiro público”.

"É escandaloso que isso aconteça, é uma tristeza que isso aconteça”, disse o senador.

A PEC 10/2013, que restringe o foro privilegiado, foi aprovada em 2017 pelos senadores e ainda aguarda decisão do Plenário da Câmara. Estima-se que mais de 50 mil pessoas têm direito a julgamento especial hoje no Brasil. Essa proposta reserva a prerrogativa de função apenas para os presidentes da República, da Câmara, do Senado e do Supremo Tribunal Federal (STF).

O senador Alvaro Dias (Podemos-PR) também cobra agilidade da Câmara dos Deputados na votação da PEC que restringe o foro privilegiado. Na quinta (19), ele publicou no Twitter a seguinte mensagem: “O Forômetro cobra todos os dias para que o projeto que acaba com o foro privilegiado saia da gaveta e entre em votação. Se cobrando está assim, imagine se ficássemos calados? Os conformados não mudam a historia!”

Além disso, Alvaro Dias cobra a votação do Projeto de Lei (PL) 1.166/2020, de sua autoria, que limita as taxas de juro do cartão de crédito e do cheque especial em até 30% ao ano para todas as dívidas contraídas entre março de 2020 e julho de 2021. Esse projeto foi aprovado no início de agosto pelo Senado.

"Aproveito para solicitar agilidade e presteza da Câmara em relação aos projetos aprovados com origem no Senado. Há projetos que ficam por muito tempo nas gavetas da presidência da Câmara dos Deputados. Eu poderia citar vários deles", declarou Alvaro Dias em entrevista à Rádio Senado.

Na avaliação do senador Lasier Martins (Podemos-RS), a soltura de André do Rap, acusado de traficar drogas e de chefiar uma organização criminosa, por uma decisão do ministro Marco Aurélio, do STF, não teria ocorrido se estivesse valendo a prisão em segunda instância. O senador destaca que a prisão em segunda instância vigorou por 21 anos depois da promulgação da Constituição de 1988 e foi derrubada pelo STF quando começaram a ser presos políticos e grandes empresários.

"Foi necessário um caso emblemático de enorme repercussão para reacender esse caso, que deveria ter sido resolvido há muitos anos. Eu arrisco dizer: é um projeto para não deixar acontecer, como não querem muitos parlamentares que estão ameaçados, estão com processo em andamento. O Brasil sabe que tem vários e vários parlamentares no Congresso Nacional que estão implicados em processos criminais, que estão parados porque o Supremo [Tribunal Federal] não dá andamento. Tem parlamentares ameaçados de serem condenados logo ali adiante. Aí é prisão neles. Então, não querem andar com esses projetos", criticou Lasier Martins em entrevista à Rádio Senado.

Fonte: Agência Senado

Por 82 votos a favor, 18 contra e 7 abstenções, os senadores mexicanos aprovaram a ampla legalização da erva nessa quinta-feira (19). A decisão histórica visa os lucros do mercado bilionário da maconha e a redução da criminalidade imposta pelos cartéis do narcotráfico.

Após passar pelo Senado, a Lei Geral para Regulamentação da Cannabis ainda precisa da aprovação da Câmara dos Deputados para entrar em vigor. A votação deve ocorrer antes do término da atual legislatura, no dia 15 de dezembro. Caso aprovada, o México se une ao Uruguai e Canadá em relação a legislação para o uso da planta.

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A expectativa é que êxito se repita e a lei também seja bem recebida no Plenário mexicano. Isso porque o Movimento para Regeneração Nacional (Morena) e seus aliados são maioria nas duas Casas. A frente que compõe o governo ainda propôs incluir pontos como a criação do instituto Mexicano para a Regulação e Controle da Cannabis, que seria à parte da Secretaria da Saúde do país.

Na proposta, a entidade emitiria cinco tipos de autorizações para controlar as atividades relacionadas ao cultivo, a transformação, venda, pesquisa, exportação e importação do produto. "Finalmente chegou a hora de um tema vital para o desenvolvimento do país", comemorou o senador independente Emilio Álvares Icaza.

Desde o início do mandato, em dezembro de 2018, o presidente Andrés Manuel López Obrador levantou o debate sobre a descriminalização da maconha e outras drogas, como estratégia para enfraquecer o crime organizado.

Sem Mendonça (DEM) e Delegada Patrícia (Podemos) na disputa pela Prefeitura do Recife, o Datafolha perguntou aos eleitores, que declaram ter votado nesses políticos no primeiro turno, em quem eles pretendem votar no segundo turno.

28% do eleitorado de Mendonça agora preferem Marília e 27% pretendem votar em João Campos; 40% dos que votaram no democrata não querem PT nem PSB e afirmam que vão votar em branco ou nulo.

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Já entre as pessoas que votaram na Delegada Patrícia, 24% declaram que irão votar em João Campos e 17 garantem que vão votar em Marília. No entanto, maioria do eleitorado da delegada - assim como os de Mendonça - declara que vai votar em branco ou nulo (57%).

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Segundo a pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (19), Marília Arraes está em primeiro lugar nas intenções de voto com 41%; João Campos tem 34% das intenções de voto no Recife. O levantamento, encomendado pela TV Globo e Folha de São Paulo, foi feito nos dias 17 e 18 de novembro e tem margem de erro de 3 pontos percentuais para mais ou para menos.

A pesquisa Datafolha confirma o que foi divulgado pelo levantamento feito pelo Ibope na quarta-feira (18), onde a petista aparece com 45% das intenções de voto e o pessebista com 39%. Claro que, se comparado as duas pesquisas, o percentual de votos é diferente.

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No entanto, Marília oscilou dentro da margem de erro, que é de 3 pontos percentuais nas duas pesquisas. João também oscilou negativamente, mas bem mais do que a petista, 'perdendo' 5 pontos percentuais - o que é mais do que a margem de erro.

O prefeito reeleito de Petrolina, no Sertão de Pernambuco, Miguel Coelho (MDB) teve uma das votações mais expressivas do país, ele foi reeleito com 76,19% dos votos válidos, o que representou a preferência de 121.300 eleitores. Com o feito, o emedebista obteve o maior percentual entre os candidatos que disputaram eleições nas grandes cidades (com mais de 200 mil eleitores) do Norte e Nordeste

Nas duas regiões nenhum outro candidato obteve mais de 70% nos colégios eleitorais de maior porte. No Brasil, Miguel teve o oitavo desempenho proporcional entre os 95 municípios com possibilidade de segundo turno.

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Pela primeira vez Petrolina poderia ter um segundo turno para definir a disputa, contudo Miguel Coelho teve o mandato renovado após abrir uma largar vantagem diante dos seus adversários. O segundo colocado, Julio Lossio Filho (PSD) conqustou 15.567 votos.  

Para Miguel, a votação expressiva aumenta a responsabilidade do seu grupo político. "A população de Petrolina nos proporcionou uma eleição histórica, que nos dá muito orgulho e motivação para seguir trabalhando. Nos últimos anos, nossa cidade passou a vivenciar um momento especial com a chegada de muitos investimentos e desenvolvimento. Temos consciência que essa mesma população que nos honrou com 121 mil votos, vai exigir muito mais no segundo mandato. Estamos prontos para corresponder ao desafio de manter Petrolina como referência no Brasil", afirmou.

O presidente estadual do Podemos, partido que apostou na Delegada Patrícia Domingos como candidata à Prefeitura do Recife, Ricardo Teobaldo, declarou apoio à Marília Arraes (PT) no segundo turno. Em comunicado emitido nesta terça-feira (17), o deputado reafirmou a oposição ao PSB e o objetivo de evitar a vitória de João Campos.

"Nestas eleições fizemos uma dura oposição ao PSB e enxergamos que esta oposição está representada de forma muito clara na candidatura de Marília, que é um quadro de renovação dentro de seu partido e, há muitos anos, faz oposição ao PSB, a despeito de posicionamentos divergentes de seus correligionários", explicou o presidente em nota.

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Teobaldo ainda deixou claro que os eleitores do partido têm liberdade para escolher entre os dois concorrentes. Ele ainda lembrou que a Delegada Patrícia preferiu não apoiar nenhum dos dois vitoriosos no primeiro turno. "Mesmo respeitando a posição da candidata, o Podemos vem a público, e de forma institucional, declarar o seu apoio a Marília Arraes", cravou.

A representante do Podemos recebeu apoio do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), mas conseguiu apenas 112.296 votos, equivalente a 14% do eleitorado. Ela amargou a quarta posição na corrida pela Prefeitura do Recife. 

Segundo Turno

Marília já havia recebido o apoio formal do presidente do PTB, Armando Monteiro, e chega ao segundo turno após cativar 27,95% dos eleitores do Recife, descritos em 223.248 votos. 

No próximo dia 29, a disputa entre os herdeiros do ex-governador Miguel Arraes ganha um novo episódio, que ainda está distante de um desfecho. A candidata vai enfrentar nas urnas o primo João Campos (PSB), que liderou a votação e obeteve 233.028 votos, correspondente a 29,17% dos eleitores.

Foi por unanimidade de votos que os rodoviários da Região Metropolitana do Recife (RMR) aprovaram uma nova greve da classe, prevista para acontecer na próxima terça-feira (24). A decisão é parcial e foi tomada no primeiro turno da assembleia realizada na manhã desta terça (17), na sede do sindicato da categoria, em Santo Amaro, no centro do Recife. O segundo turno para votação começa às 15h.

Os votos de ambas as sessões serão somados para a conclusão da assembleia. Em pauta, está a retomada das negociações da campanha salarial, a suspensão das demissões na categoria e estabilidade de um ano de trabalho. Além disso, os trabalhadores também reivindicam a adequação à Lei 18.761/20, antes PLO 05/19, que proíbe a dupla função no Recife, ou seja, motoristas acumularem a função de cobrador. Após ambas as votações, caso as solicitações em pauta não sejam atendidas, a greve estará garantida.

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Aldo Lima, presidente do Sindicato dos Rodoviários do Recife e RMR, cobra que as empresas se adequem à lei em vigor, que já foi sancionada. “Acredito que, na reunião à tarde, os rodoviários também aprovem a greve. A unanimidade dos votos prova a insatisfação da categoria. Internamente, nos nossos grupos, todos estão bem dispostos. Já demos o indicativo de greve, mas estamos abertos a discutir até lá com os patrões esse impasse. Se for possível diálogo, convocamos uma nova assembleia e pautamos a deliberação da greve novamente”, destacou o líder sindical.

Sobre a adesão dos consórcios de transportes do Recife à lei de proibição da dupla função, Aldo diz que a demanda por uma resposta é ainda mais urgente. “Queremos que o Governo do Estado de Pernambuco, órgão gestor, atue de acordo com o Art. 167 da resolução regulamentadora do transporte público. A retirada de trabalhadores da categoria deve ser expressa para o conhecimento de todos, de forma justa e de acordo com a lei”, finalizou.

Pela primeira vez, São Paulo elegeu duas pessoas trans entre as mais votadas da cidade. Em sexto lugar, Erika Hilton (PSOL), uma mulher trans e preta, recebeu mais de 50.508 votos. Thammy Miranda (PL), homem trans e filho da cantora Gretchen, ficou em nono lugar entre os mais votados com 43.231.

Vale salientar que Erika foi a mulher mais votada nas eleições 2020 da cidade de São Paulo. Através de sua conta no Twitter, a vereadora eleita (2021 a 2024) festejou: "Mulher preta e trans eleita a vereadora mais votada da cidade. Primeira da história".

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Thammy postou um vídeo agradecendo. "Eu sabia que o desafio era grande e um caminho longo para conquistar as pessoas, que querem um representante na câmara municipal com garra e coragem. Hoje eu posso dizer que tudo valeu a pena", disse.

Com 63,62% dos votos válidos, o professor Lupércio (Solidariedade) conseguiu se reeleger em Olinda, Região Metropolitana do Recife. João Paulo (PCdoB) ficou em segundo lugar com 23,32% dos votos olindenses.

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Celso Muniz (MDB) teve 6,02%; Jorge Federal (PSL) 3,07%; Guto Santa Cruz (PDT) 1,40%; Armando Sergio (Avante) 0,85%; André Azevedo (DC) 0,76%; Tota do V-8 e V-9 (PMN) 0,68%; Marcos Freire JR (REDE) 0,22% e Marina Dias (PCO) fecha com 0,06%.

Cerca de cinquenta prefeitos já foram eleitos em municípios do Interior de Pernambuco, neste domingo (15). Em três cidades, a eleição foi 'entregue' aos candidatos, pois não havia concorrentes no páreo.

Em Alagoinha, Terezinha e Jupi, não houve oposição para Uilas Leal (PSB), Matheus Martins (PSB), Marcos Patriota (DEM), que foram eleitos sem esforço, mesmo antes do fim da contagem de votos.

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Os demais municípios de Pernambuco com prefeitos eleitos antecipadamente foram:

Solidão, com Djalma da Padaria (PSB), que conquistou 3.029 votos, equivalente ao índice de 66,21%;

Ibirajuba, com Izalta (Republicanos), que conquistou 3.396 votos, equivalente ao índice de 58,8%;

São Benedito do Sul, com Juninho Amorim (AVANTE), que conseguiu 3.789 votos, equivalente a 64,47%;

*Moreilândia, com Teto Teixeira (PDT), que conquistou 4.074, equivalente a 56,85%;

Angelim, com Douglas Duarte (PSB), que conquistou 3.983 votos, correspondente a 54,7%;

*Betânia, com Mário Flor (Republicanos), que conseguiu 4.141 votos, equivalente a 56,73%;

*Primavera, com Dayse Juliana (PSB), que obteve 4.514 votos, correspondente a 60,66%

Santa Cruz da Baixa Verde, com Irlando Parabolica (PP), que registrou 3.818 votos, equivalente a 51,92%;

Curamaru, com Mariana Medeiros (PP), que conseguiu 5.025 votos, correspondente a  42,26%;

*Santa Cruz, com Eliane Soares (Avante), que conquistou 6.248 votos, equivalente a 77,62%;

Lagoa do Ouro, com Edson Quebra Santo (PP), que atingiu 4.415 votos, correspondente a 54,76%;

Tacaimbó, com Alvaro Marques (PT), que conquistou 4.315, equivalente a 53,33%;

Macaparana, com Paquinha (PP), que conquistou 7.436 votos, correspondente a 50,2%;

*Jurema, com Branco de Geraldo (PDT), que somou 5.080 votos, correspondente a 57,93%;

Machados, com Juarez da Banana (PSB), que atingiu 4.429 votos, equivalente a 52,11%

Triunfo, com Luciano Bonfim (Avante), que registrou 6.082 votos, equivalente a 73,45%;

*Buenos Aires, com Fabinho Queiroz (PSD), que recebeu 5.527 votos, correspondente a 62,64%;

Lagoa dos Gatos, com Stênio (PP), que obteve 4.594 votos, equivalente a 50,32%;

Mirandiba, com Dr. Evaldo Bezerra (PSB), que conseguiu 4.901 votos, equivalente a 54,72%;

Itapetim, com Andelmo Moura (PSB), que registrou 5.356 votos, equivalente a 57,07%;

Joaquim Nabuco, com Neto Barreto (PTB), que somou 5.498 votos, equivalente a 52,32%

São Vicente Férrer, com Marcone (PP), que obteve 6.897 votos, correspondente a 64,01%;

Cachoeirinha, com Ivaldo (PSB), que somou 7.209 votos, equivalente a 68,87%;

Camocim de São Félix, com Giorge de Neno (PSD), que conquistou 6.781 votos, equivalente a 59,59%;

Gameleira, com Dr. Leandro (PL), que conseguiu 6.356 votos, equivalente a 53,83%

*Dormentes, com Josimara Cavalcanti (PSB), que obteve 6.810 votos, correspondente a 57,9%

Quipapá, com Alvinho Porto (DEM), que conquistou 6.438 votos, correspondente a 54,48%;

Aliança, com Xisto Freitas (PSD), que recebeu 11.585 votos, correspondente a 70,68%;

Sanharó, com Cesar Freitas (PCdoB), que alcançou 6.770 votos, correspondente 53,7% (6.770)

Altinho, com Orlando José (PSB), que registrou 7.508 votos, equivalente a 61,8%;

Vertentes, com Romero Leal (PSDB), que conquistou 6.650 votos, correspondente 51,63%;

*Amaraji, com Aline Gouveia (PSB), que obteve 6.481 votos, correspondente a 50,7%;

*Afrânio, com Rafael (PSB), que recebeu 8.476 votos, equivalente a 62,87%;

*Vicência, com Guiga (Cidadania), que registrou 11.986 votos, equivalente a 84,52%;

*Panelas, com Ruben (PSB), que atingiu 8.550 votos, equivalente a 56,09%;

*São José do Belmonte, com Romonilson Mariano (PSB), que recebeu 12.087 votos, correspondente a 81%;

Taquaritinga do Norte, com Lero (PSB), que recebeu 7.778 votos, equivalente a 47,63%;

Tabira, com Nicinha de Dinca (MDB), que obteve 8.203 votos, correspondente 50,65%;

*Glória do Goitá, com Adriana Paes (PSD), que conquistou 9.940 votos, equivalente a 63,01%;

Sertânia, com Ângelo Ferreira (PSB), que recebeu 11.854 votos, equivalente a 68,61%;

*Custódia, com Manuca de Zé do Povo (PSD), que somou 11.570 votos, correspondente a 64,94%;

Catende, com Dona Graça (PTB), que totalizou 6.790 votos, equivalente a 36,91%;

*Bom Jardim, com Janjão (PL), que conquistou 11.663 votos, equivalente a 60,11%;

*Barreiros, com Carlinhos da Pedreira (PP), que obteve 10.012 votos, correspondente a 51,03%;

São Bento do Una, com Alexandre Batité (MDB), que somou 11.198 votos, equivalente a 43,45%.

*Cidades que, mesmo com a vitória dos respectivos candidatos, ainda não haviam apurado todas as urnas no momento da reportagem

A preferência pelo candidato da situação, João Campos (PSB), foi correspondida nas urnas, neste domingo (15). Com 29,17% dos votos válidos, o deputado federal vai disputar a Prefeitura do Recife com Marília Arraes (PT), que conquistou 27,95%. O resultado para o segundo turno acirrou ainda mais a já tradicional competição familiar. O candidato do DEM, Mendonça Filho ficou na terceira posição, com 25,11% dos votos. 

As pesquisas do Datafolha e IBOPE, divulgadas um dia antes do pleito, nesse sábado (14), já indicavam a ampla vantagem de João. O representante do PSB alcançou 34% e 39% nas intenções de voto dos entrevistados pelas respectivas empresas. Desde o início da campanha, ele não perdeu a liderança nas projeções da eleição no Recife.

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Já Marília, reverteu a desconfiança nacional que recai sobre o PT e constatou o tradicional alinhamento dos recifenses com o partido. Durante a campanha, a candidata passou de desacreditada à papel destaque e foi crescendo nas pesquisas. No último levantamento referente às intenções de voto, a deputada federal assumia 25% e 26%, respectivamente, e já era esperada como a adversária com o primo no segundo turno.

Mais próximos do cobiçado cargo de gestor municipal, os candidatos deixaram para trás Mendonça Filho (DEM), Delegada Patrícia (Podemos), 14,06%; Carlos Andrade Lima (PSL), 1,74%; Charbel Maroun (Novo), 0,48%; Coronel Feitosa (PSC), 0,18%; Cláudia Ribeiro (PSTU), 0,15% e Thiago Santos (UP), 0,15%. 

O que esperar do Segundo Turno

Agendado para o dia 29 de novembro, o segundo turno que define o futuro Prefeito de Recife segue em aberto. No entanto, os índices de rejeição contra os postulantes à disputa, também apresentados pelo IBOPE, dão uma pequena vantagem à candidata do PT.

João Campos sofre as consequências dos erros da gestão do PSB e 26% dos eleitores abordados afirmaram que não votaria nele. Enquanto Marília Arraes possui uma pequena diferença, com 23% da rejeição. Em relação ao quarteto destaque da Eleição do Recife, a dupla assumiu as posições mais inferiores. Atrás da Delegada Patrícia (Podemos), com 42%, e Mendonça Filho (DEM), com 27%.

Com fé no eleitorado de Gravatá, no Agreste pernambucano, o Padre Joselito (PSB) vem desbancando os adversários e é o candidato que lidera a votação a prefeito. De acordo com a parcial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o religioso já soma 10.436 votos, do total de 20.764 analisados.

Até o momento, o padre recebeu apoio de 54,61% dos eleitores da cidade. O segundo colocado é Joaquim Neto (PSDB), que computou 7.962 votos, equivalente a 41,66%, e espera por uma reviravolta até o fim da apuração.

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Em Gravatá, brancos representam 2,48% (514 votos) e nulos 5,49%% (1.140). Abstenções equivalem a 21,48% (5.679).

 

Em tempo real e com 33,81% das seções totalizadas pelo Tribunal Superior Eleitoral, Professor Lupércio (Solidariedade) lidera com 61,80% dos votos em Olinda, na Região Metropolitana do Recife. João Paulo (PCdoB) é o candidato que aparece em segundo lugar com 25,72% dos votos.

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Celso Muniz (MDB) aparece com 5,13% dos votos, seguido por Jorge Federal (PSL) com 3,72%, Guto Santa Cruz (PDT) com 1,13%, Armando Sérgio (Avante) com 0,81%, Tota do V-8 e V-9 (PMN) com 0,80%, André Azevedo (DC) com 0,67% e Marcos Freire JR (Rede), que fecha a lista com 0,16% dos votos.

Se a totalização dos votos continuar nessa tendência, o atual prefeito de Olinda pode se reeleger já no primeiro turno.

Com 30,25% das urnas do Recife apuradas, Marília Arraes (PT) assume a liderança da disputa com 29,05% dos votos, equivalente a 69.723. Até o momento, ela vai disputar o segundo turno com João Campos, que conquistou 27,09% dos votos, correspondente a 65.020 eleitores.

Cerca de 240 mil votos válidos já foram computados. Mendonça Filho (DEM) conquistou 26,63% da escolha dos eleitores, o que representa 63.920 votos. Já a Delegada Patrícia (Podemos) está na última posição dos candidatos em maior destaque durante a campanha e só alcançou 13,62%, divididos em 32.693 votos.

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Até a última atualização do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), foram registrados 12.684 brancos (4,60%) e 22.604 nulos (8,20%).

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As alegações de fraude eleitoral feitas pelo presidente americano, Donald Trump têm como alvo a empresa Dominion Voting Systems, que ele afirma ter adulterado milhões de cédulas eletrônicas. Segue abaixo o que sabemos sobre este caso:

- Quem é a Dominion? -

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A Dominion Voting Systems é uma empresa canadense fundada em 2003, que tem sua sede americana em Denver, Colorado. Especializada em tecnologia eleitoral, proporciona a autoridades as máquinas e o software associado que muitos americanos usam para votar.

Segundo um estudo da Wharton School, da Universidade da Pensilvânia, a tecnologia da empresa foi usada por mais de 71 milhões de eleitores americanos nas eleições de 2016, em 1.635 localidades, o que a converte no segundo maior provedor do país - atrás da Election Systems & Software - no mercado de tecnologia de votação americano.

- O que Trump alega? -

O presidente americano tuitou esta semana uma informação da rede conservadora One America News Network (OANN) segundo a qual o software da Dominion teria "apagado 2,7 milhões de votos para Trump em todo o país", e que centenas de milhares de votos destinados a ele teriam sido desviados para seu rival, Joe Biden, nos estados que usam a tecnologia da Dominion.

Desde então, apoiadores de Trump se baseiam nessa informação para reforçar o discurso de fraude eleitoral em larga escala que denunciam sem provas, a começar pelo advogado pessoal do presidente, Rudy Giuliani, que declarou neste domingo à rede conservadora Fox News que a Dominion "é uma empresa da esquerda radical".

"Uma empresa estrangeira, que tem vínculos estreitos com a Venezuela e, portanto, com a China, e que utiliza um software de uma empresa venezuelana usado para fraudar eleições em outros países", afirmou Giuliani, entre outras acusações com conotação conspiratória.

- O que aconteceu? -

A OANN não publicou uma versão digital de sua reportagem sobre a Dominion que Trump citou no Twitter na última quinta-feira. O presidente da emissora informou à rede de TV CNN que a mesma apareceria em uma investigação que seria divulgada nos próximos dias 21 e 22, sem mencionar as provas em que se baseava.

A Dominion Voting Systems negou que seu sistema de votação tenha sido usado de forma fraudulenta, apontando "falhas humanas" no processamento dos dados de "certos condados", em particular no Michigan, e assinalando que esses incidentes isolados foram rapidamente resolvidos.

Autoridades eleitorais locais e nacionais, entre elas a Agência de Segurança Cibernética e de Infraestrutura (Cisa), que faz parte do Departamento de Segurança Nacional, descartaram na última quinta-feira a possibilidade de manipulação dos votos através das máquinas.

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