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A Polícia Federal confirmou à CPI da Câmara que o óleo cru encontrado no litoral brasileiro é de origem venezuelana, provavelmente vazado de um navio da Grécia. Os deputados foram a Natal nesta quinta-feira (12) se reunir com a superintendente da Polícia Federal no Rio Grande do Norte, Tânia Fogaça, e o delegado regional de investigação e combate ao crime organizado, Agostinho Cascardo, além de representantes do Ministério Público.

O presidente da CPI do Óleo, deputado Herculano Passos (MDB-SP), disse que a informação é fundamental para o foco dos trabalhados da comissão e o descarte de outras hipóteses, como o vazamento de plataformas de petróleo ou de navios naufragados.

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“Não tem dúvida sobre a origem do óleo: é óleo venezuelano. E há uma chance muito grande de ter sido derramado de um navio grego a uma distância aproximadamente de 550 km das praias brasileiras. Disso tudo, eles têm informação por satélite da Nasa. E foi derramado aproximadamente um mês antes de chegar aqui na praia”, disse.

A principal suspeita recai sobre o petroleiro grego Bouboulina. A investigação, porém, enfrenta dificuldades porque o navio continua navegando em águas internacionais e atracando em países com os quais o Brasil não tem acordo internacional para diligências. Os deputados também não têm dúvidas de que se trata de um crime, inclusive pelo fato de o vazamento não ter sido comunicado a nenhuma autoridade. Falta saber se foi um crime intencional (doloso) ou não (culposo). Herculano Passos lembrou que as futuras investigações da Polícia Federal serão compartilhadas com a CPI.

“As investigações estão chegando ao autor. Espero que a gente consiga punir criminalmente. E nós, parlamentares, vamos procurar produzir leis que possam dar mais segurança à população brasileira em relação a acidentes que possam ocorrer futuramente”

Impacto

Também presente na reunião com a Polícia Federal e o Ministério Público em Natal, o deputado Rafael Motta (PSB-RN) lembrou que o óleo atingiu 49 pontos do litoral do estado. Também há dificuldade para o descarte das toneladas de material recolhido das praias. Motta explicou parte do impacto do vazamento de óleo na economia do estado.

“Está vindo agora a alta temporada e muitos operadores de turismo já estão recebendo ligações de turistas preocupados em saber se as manchas de óleo continuam a aparecer ou não", disse ele, que lembrou também dos pescadores. "Fora isso, existe toda uma cadeia de geração de emprego e renda como as dos pescadores, extrativistas e pescadores de lagosta, que têm tido um dano sensível na procura de seus produtos, porque o consumidor tem um certo receio em adquiri-los por não saber se estão ou não contaminados”.

O relator da CPI, deputado João H. Campos (PSB-PE), também participou da reunião dos deputados com os policiais federais em Natal. Essa foi a primeira visita externa da comissão. Também estão previstas diligências na Bahia, Pernambuco, Ceará e Rio de Janeiro, onde os deputados vão se reunir com dirigentes da Petrobras.

Agenda

Na manhã desta sexta-feira (13), a CPI do Óleo realizará uma audiência pública na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte. A intenção é discutir os efeitos do vazamento com moradores, ambientalistas, prefeitos e autoridades do estado.

*Da Agência Câmara Notícias

 

 

O deputado federal João Campos (PSB) disparou contra o tio e presidente da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), Antônio Campos (Podemos), durante a audiência da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados com o ministro da pasta, Abraham Weintraub, nessa quarta-feira (11). 

Ao expor argumentos analíticos sobre a forma como Abraham e o governo do presidente Jair Bolsonaro vêm conduzindo o setor no país, João disse que o ministro estava no cargo para “fazer o mal para juventude, para as crianças e para as universidades”, ou seja, mal para a educação. Abraham, por sua vez, pegou a deixa para negar ser uma pessoa maligna e alegar que prova disso era a presença de Antonio Campos no Ministério da Educação. 

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“Fazer o mal, não sou eu que faço mal. O Brasil já está numa situação que fizeram muito mal para as nossas famílias. Não sou um vetor do mal. É o oposto, meu passado corrobora essa frase. Inclusive, com a presença do seu tio no Ministério. Se eu sou uma pessoa tão maligna, porque ele trabalha comigo?”, questionou o auxiliar de Bolsonaro.

Após a indagação, João prontamente pegou o microfone para disparar sobre o irmão do seu pai: “Eu nem relação tenho com ele ministro. É um sujeito pior que você”. Neste momento, é possível ver uma agitação entre os parlamentares, que começam a defender João Campos dizendo que o ministro o agride ao usar relações familiares como argumento.

Que a relação entre o tio e o sobrinho é áspera, não é novidade nos bastidores da política. João, contudo, ainda não tinha sido visto expondo a falta de afeto pelo irmão do seu pai e ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos. 

Veja a cena:

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Antes disso, contudo, João Campos fez um discurso argumentativo sobre a educação superior no país, teceu elogios à Universidade Federal de Pernambuco, na qual estudou engenharia, salientou o fato do Estado ser destaque na implantação do ensino integral e disse que o ministro tinha medo do relatório que ele e outros deputados fizeram sobre a atuação do ministério. A fala do deputado pernambucano, inclusive, foi uma das mais aplaudidas pelos presentes.

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A CPI que investiga as causas do derramamento de óleo no Nordeste promoverá audiência pública na quarta-feira (11) para debater o tema com especialistas.

A iniciativa do encontro é dos deputados João Henrique Campos (PSB-PE) e Rodrigo Agostinho (PSB-SP).

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Entre outros, foram convidados para a discussão:

- o professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e integrante da Academia Brasileira de Ciência (ABC) Anderson Gomes;

- o oceanógrafo, especialista em manguezal e professor da Universidade de Pernambuco (UPE) Clemente Coelho;

- a advogada e consultora na área de Direito Ambiental Cristiane Jaccoud; e

- o professor da Universidade Federal da Bahia (UFBA) Francisco Kelmo.

O evento será realizado no plenário 9, a partir das 9h30.

*Da Agência Câmara Notícias

 

Foi instalada, há pouco, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara dos Deputados que vai investigar o derramamento de óleo cru no litoral brasileiro. Por unanimidade, após acordo partidário, o deputado Herculano Passos (MDB-SP) foi eleito presidente do colegiado, que indicou o deputado João H. Campos (PSB-PE) para a relatoria.

Também foram eleitos os deputados Adolfo Viana (PSDB-BA), Eduardo Bismarck (PDT-CE) e Leur Lomanto Júnior (DEM-BA), respectivamente, para as três vice-presidências.

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João H. Campos deve apresentar o roteiro de trabalho formalmente na próxima reunião da CPI, prevista para quinta-feira (28). Segundo ele, a intenção é investigar a origem do vazamento, analisar as medidas tomadas “e que deixaram de ser tomadas pelo governo”, punir os culpados e aperfeiçoar a legislação. Ele pretende ouvir as autoridades envolvidas na investigação, cientistas e “todos que militam na causa ambiental”.

Entenda o caso

As primeiras manchas de óleo apareceram no litoral da Paraíba no fim de agosto. Logo atingiriam trechos de praias nos nove estados do Nordeste. Hoje, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) já detectou a presença de fragmentos de óleo cru em quase 800 pontos do litoral, inclusive em praias dos estados do Espírito Santo e do Rio de Janeiro, na região Sudeste.

Até agora, a Marinha não identificou a origem do vazamento. Voluntários e uma força-tarefa de vários órgãos públicos trabalham no recolhimento do óleo. Alguns voluntários apresentaram problemas de saúde ao manter contato com o material. O impacto da contaminação para a saúde humana e a economia das cidades litorâneas ainda é incalculável.

*Da Agência Câmara Notícias 

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), criou a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a origem das manchas de óleo que se espalharam pelo litoral do Nordeste brasileira. O ato assinado pelo presidente atende requerimento do deputado João H. Campos (PSB-PE), que obteve o apoio de outros 267 deputados, superando o número mínimo de assinaturas exigido (171).

Campos argumenta que é importante que a Câmara coordene os esforços para investigar atos e omissões e apurar responsabilidades. Desde agosto, manchas de óleo apareceram em mais de 600 locais do litoral brasileiro, de acordo com dados atualizados até sexta-feira (15) pelo Ibama. Até hoje, não se sabe a origem nem os responsáveis pelos vazamentos de óleo.

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Composição

De acordo com o ato publicado nesta segunda-feira (18), a CPI será composta de 34 membros titulares e igual número de suplentes. O despacho que determina a criação da CPI ainda deve ser lido em Plenário. Cumprida esta etapa, abre-se prazo para que líderes façam a indicação de nomes para integrar o colegiado.

"Uma situação drástica como essa requer ação rápida, eficaz, eficiente e efetiva por parte do Estado", afirma Campos.

De acordo com o ato da presidência da Câmara, o colegiado também vai “avaliar as medidas que estão sendo tomadas pelos órgãos competentes, apurar responsabilidades pelo vazamento e propor ações que mitiguem ou cessem os atuais danos e a ocorrência de novos acidentes”, aponta o documento.

Criação de CPI

As comissões parlamentares de inquérito são criadas a requerimento de, pelo menos, 1/3 dos integrantes da Câmara. O objetivo das CPIs é investigar fato determinado, de relevante interesse para a vida pública e para a ordem constitucional, legal, econômica ou social do País. Essas comissões têm poderes de investigação equiparados aos das autoridades judiciais.

O prazo para conclusão dos trabalhos de uma CPI é de 120 dias, prorrogáveis por mais 60 dias, mediante deliberação do Plenário. Os trabalhos não precisam ser interrompidos durante o recesso parlamentar.

Só podem funcionar simultaneamente na Câmara cinco CPIs criadas a partir de requerimento. Atualmente, não há nenhuma CPI em funcionamento na Câmara.

*Da Agência Câmara Notícias

 

Um levantamento do Instituto Paraná Pesquisas, divulgado nesta terça-feira (29), aponta que o deputado federal Daniel Coelho (Cidadania) lidera as intenções de votos para o comando da Prefeitura do Recife. De acordo com os dados da sondagem, o parlamentar aparece com 20% da preferência dos entrevistados. Daniel já concorreu duas vezes ao comando da capital pernambucana e vem sendo cotado como prefeiturável em 2020.

Em segundo lugar, vem a deputada federal Marília Arraes (PT) com 15,9% das intenções e logo depois o ex-ministro da Educação Mendonça Filho (DEM) apontado como a opção de voto de 12,4% dos entrevistados.

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Cotado como o indicado do atual prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB), para a disputa, o deputado federal João Campos (PSB) aparece apenas em quarto lugar com 12,2%. João é filho do ex-governador Eduardo Campos (PSB) e é considerado a aposta pessebista para se manter no poder na capital pernambucana.

A delegada Patrícia Domingos (sem partido) também teve o nome aferido. Caso seja candidata, hoje ela receberia 9,3% da preferência dos eleitores. Patrícia era a titular da Delegacia de Combate ao Crime Organizado, extinta pelo Governo de Pernambuco. 

O deputado federal Túlio Gadêlha (PDT), que também é ventilado por aliados como opção do partido para a disputa municipal, tem, de acordo com o levantamento, 6,5%. O vereador do Recife, Ivan Moraes (PSOL), tem 2,1% e o deputado federal André de Paula (PSD) 1,7%.

O levantamento foi às ruas entre os dias 25 a 29 de outubro, ouvindo 828 eleitores. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais. 

O estudo, segundo o Paraná Pesquisas, foi registrado no Conselho Regional de Estatística da 1ª, 2ª, 3ª, 4ª, 5ª, 6ª e 7ª Região sob o nº 3122/19.

O deputado federal João Campos (PSB-PE) anunciou que pretende protocolar um pedido de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), nesta terça-feira (22), para apurar o vazamento de óleo que atinge praias do litoral do Nordeste. O pessebista está coletando assinaturas de apoio entre outros parlamentares. 

“Na atuação falha e até omissa do Governo Federal, o trabalho do Parlamento se torna ainda mais importante e necessário. Temos que investigar a origem do óleo vazado nas praias do litoral nordestino e punir os culpados. Por isso, vou criar a CPI do Vazamento de Óleo”, informou o deputado, que esteve nesse domingo (20).

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Até a noite desse domingo, de acordo com dados do Governo de Pernambuco, foram atingidos praias e rios dos municípios de São José da Coroa Grande, Tamandaré, Sirinhaém, Barreiros, Rio Formoso, Ipojuca e do Cabo de Santo Agostinho. O Recife está em alerta para a eventual chegada da substância na capital pernambucana. Um total de 71 toneladas de óleo foram recolhidas das praias.

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Após uma eleição marcada pela renovação de 52% da Câmara, pelas críticas à "velha política" e pela força das redes sociais, o número de deputados com menos de 30 anos segue baixo: hoje eles são 14 dos 513 parlamentares e representam 2,7% do total. O número ficou estável nas últimas legislaturas.

A parcela da população que tem entre 20 e 29 anos, no entanto, é de 16,5%, aponta o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar da baixa presença, algumas práticas inovadoras adotadas pelos jovens parlamentares têm sido notadas: gabinetes compartilhados e projetos em conjunto. Para analistas, a presença de jovens é positiva ao contribuir para a diversidade do Parlamento, possibilitar inovações nas práticas parlamentares e "oxigenar" o sistema. No Brasil, a idade mínima para ser eleito deputado é 21 anos.

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"Se uma parcela da população tem sub-representação, qualquer matéria que impacta esse grupo não será tão bem discutida", avaliou o deputado Felipe Rigoni (PSB-ES), de 28 anos. "Porque quem vive a situação não está discutindo", disse ele, que é o primeiro deputado federal cego.

"Era fundamental que a gente tivesse mais mulheres, jovens, negros porque a sociedade tem mais destes grupos que aqui não tem. Isso faz falta", concorda o deputado João Campos (PSB-PE), de 26 anos, filho do ex-governador Eduardo Campos.

Mais jovem deputado, Kim Kataguiri (DEM-SP), 23 anos - relator do projeto que prevê mudanças na lei de licenciamento ambiental - não associa a idade a virtudes ou vícios. "Não acho que seja necessariamente ruim (a baixa presença de jovens). Você pode ser excelente político com muita idade e péssimo político com pouca idade", afirmou.

A maior parte dos jovens da Câmara possui características em comum: presença nas redes sociais, participação em movimentos de renovação política e o fato de terem nascido em uma "geração conectada". Inteligência artificial, segurança digital, economia do conhecimento e digitalização de serviços públicos foram assuntos tratados por eles nestes primeiros meses de mandato. Eles também se auxiliam e dizem ter uma boa relação e propostas em comum.

Um dos projetos, por exemplo, é feito em conjunto por Luisa Canziani (PTB-PR) e João Campos, e trata da prestação digital de serviços na administração pública. Outro, de autoria de Tabata Amaral (PDT-SP), 25 anos, Rigoni e outros parlamentares, prevê mudanças na Lei dos Partidos para assegurar mais democracia interna e transparência dentro das siglas.

Rigoni, Tabata e o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), de 44 anos, - todos em primeiro mandato - organizaram um gabinete compartilhado para dividir despesas de funcionários especializados em temas técnicos. Rigoni e Tabata também fizeram processos seletivos para contratar funcionários de gabinete - algo pouco comum, já que são cargos de livre indicação. Cada deputado tem direito a 25 empregados.

"A importância de ter jovens é mudar um pouco a perspectiva do debate, trazer discussões como modelos de ensino novos, educação com inovação, revolução 4.0", diz a deputada Luísa Canziani (PTB-PR), de 23 anos, que preside a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher.

"Se o jovem peca pela falta de experiência, ele impõe, por outro lado, uma exigência de mudança", disse o cientista político Carlos Melo, do Insper. O pesquisador Vitor Oliveira, da USP, foi no mesmo sentido: "A renovação é positiva, traz qualidade de representatividade e novas práticas políticas". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O quadro eleitoral para a disputa nos municípios pernambucanos em 2020 está começando a ser desenhado. Além das cidades com prefeitos que podem buscar a reeleição, o Estado tem entre os 184 municípios alguns estratégicos com gestores já no segundo mandato que alimentam a possibilidade de indicar sucessores para a disputa e, até mesmo, de elegê-los. 

Um dos exemplos com este perfil é o Recife, onde o prefeito Geraldo Julio (PSB) completa oito anos de gestão em dezembro de 2020. O pessebista, apesar de pontuar vez ou outra que a eleição ainda está longe e reforçar a máxima de que a discussão eleitoral será efetuada apenas no próximo ano, já tem se movimentado nos bastidores para tentar fazer seu sucessor. 

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Até o momento, o mais cotado como o candidato da chamada “Frente Popular”, chapa majoritária liderada pelo PSB nos últimos pleitos, é o deputado federal João Campos. Eleito para a Câmara dos Deputados com mais de 460 mil votos, João ainda não admite a participação na disputa municipal, mas vem dando sinais através das constantes agendas que cumpre na capital pernambucana, visitando das periferias às áreas consideradas mais nobres. 

A considerável votação para deputado pode ser uma  vantagem para João na corrida municipal. Além disso, se os índices de aprovação da gestão de Geraldo Julio continuarem maiores do que os de reprovação, ter o prefeito como cabo eleitoral pode alavancar seu nome na cidade. Uma pesquisa recente do Instituto Opinião, divulgada pelo site do jornalista Magno Martins, aponta que Geraldo é aprovado por 52,6% dos recifenses. 

Em 2016, o prefeito do Recife foi reeleito no segundo turno, após uma disputa contra o ex-prefeito da capital João Paulo. Na ocasião, Geraldo recebeu 528,3 mil votos. 

Em outro campo político, mas também seguindo a mesma linha em busca da eleição de um sucessor indicado por ele, o prefeito de Garanhuns, no Agreste do Estado, Izaías Régis (PTB), disse que pretende decidir, até dezembro, quem será o seu candidato. O petebista adiantou ao LeiaJá que está entre o seu vice-prefeito Haroldo Vicente e o ex-prefeito da cidade Silvino Duarte, ambos do PTB.

Izaías tem a vantagem da gestão avaliada positivamente pelos garanhuenses e, em 2016, ele foi reeleito com 44,2 mil votos, mais que o dobro do segundo colocado na disputa, o deputado estadual Sivaldo Albino (PSB) - que também deve ser candidato em 2020. 

“Todos os prefeitos que estão bem avaliados e fizeram um trabalho que a população reconhece, tem o direito de escolher um nome para disputar a eleição e fazer o possível para que esse nome se elega. O trabalho de um prefeito que deu certo, se o próximo que entrar for a oposição, pode destruir. Por exemplo, o maior Natal do Nordeste é em Garanhuns, se a oposição entrar vai dizer que o Natal é de Izaías e não vai querer fazer com a mesma estrutura atrativa”, considerou o petebista.

A viabilidade turista tem tornado o comando de Garanhuns um dos mais cobiçado por diversos partidos. “Estamos trabalhando sim para fazer o nosso sucessor, não é o interesse de mandar na prefeitura, mas continuar. De que o próximo prefeito administre Garanhuns como uma empresa, como eu fiz. Com toda a crise que nós temos, todos os desastres, estamos muito bem avaliados”, declarou Izaías Régis. 

Quais fatores pesam mais?

Na avaliação do cientista político Elton Gomes, o sucesso de um indicado do atual prefeito na disputa municipal é rodeado de diversos fatores, entre eles, os aspectos de avaliação pessoal, político e econômico.

“Se tratando de política municipal, o que pesa muito são as qualidades do serviço público, como a conservação dos espaços, garantia da saúde, educação. Conta muito a situação fiscal e econômica também, pois quando se fala, por exemplo, em cidades do interior muitos eleitores dizem que vão votar no indicado porque o prefeito pagou os salários em dia. Além do alinhamento com o Governo do Estado e federal”, salientou o estudioso. 

No aspecto mais pessoal, o carisma do político também é levado em consideração, de acordo com o analista. “O carisma joga um papel de grande relevância na disputa municipal. A figura do líder carismático, uma espécie de pai dos pobres ou homem providencial é um fator muito importante”, reforçou. 

Contudo, segundo Elton Gomes, a ciência política aponta que é mais fácil para um prefeito ser reeleito do que eleger um sucessor. 

“Enquanto a reeleição é dada basicamente como certa, a sucessão costuma ser mais complexa, depende de transferir popularidade, convencer a população que não é mais do mesmo ou uma perpetuação de projeto de poder. Em geral, isso se deve a uma série de razões e também tem muito haver com o que chamamos de fadiga do material político decorrido de oitos anos seguidos de mandato”, observou o cientista. 

“A menos que o prefeito tenha construído uma excelente base de poder, a tendência é que seja eleito o grupo rival. Em geral, acontece o fenômeno de elitismo competitivo. Duas oligarquias, duas elites, seja o município pequeno, ou com mais de 200 mil habitantes, que mais ou menos se revezam no poder”, acrescentou. 

Outro aspecto que, na ótica de Gomes, pesa na disputa municipal é o chamado ‘mandonismo local’. “No interior, sobretudo do Nordeste brasileiro e do Centro-oeste, acontece o fenômeno que chamamos de ‘mandonismo local’, da lógica que se tem um chefe político que estabelece a política dinástica onde a sucessão vai passando de pai para filho. Os coronéis vão se alternando, passam o poder para seus filhos, netos, sobrinhos genros e enteados. Aí a sucessão é bastante observada”, considerou o estudioso.

O dia 10 de agosto de 2014 foi marcado por uma comemoração dupla para o ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB). O socialista celebrava, simultaneamente, o Dia dos Pais e o seu aniversário de 49 anos. Em uma rotina atipicamente acelerada, pois ele naquele momento fazia campanha para sua eleição à Presidência da República, Campos conseguiu um tempo para estar com a família naquele domingo.

O que ninguém podia prever é que três dias depois, na quarta-feira, dia 13 de agosto, o destino embaralharia todas as peças de um quebra-cabeça que tinha sua montagem de modo contínuo e organizado. No fatídico dia de sua morte, Campos entrou em um avião modelo Cessna 560XL com outros quatro assessores, além dos dois pilotos. O embarque foi no aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, e o destino final era o Guarujá, em São Paulo.

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Porém, por volta das 10h, quando o avião se preparava para o pouso, problemas técnicos aconteceram e levaram à queda do meio de transporte. As sete pessoas que estavam a bordo morreram no acidente que comoveu o Brasil e influenciou nas eleições federais e estaduais que aconteciam naquele momento. Em um dos seus melhores momentos políticos, saindo do maior poder executivo pernambucano com ótimas avaliações, Eduardo Campos deixou o cenário de forma drástica no mesmo dia da morte do seu avô, Miguel Arraes, que faleceu no dia 13 de agosto de 2005.

A tragédia aconteceu menos de dois meses antes das eleições que aconteceram em outubro. Marina Silva (Rede), então candidata à vice-presidência na chapa de Campos, assumiu o posto de candidata oficial e trouxe Beto Albuquerque (PSB) para ocupar o lugar como seu vice. Entretanto, o nome de Eduardo Campos, que era um forte candidato e possivelmente daria dor de cabeça à reeleição da então presidente Dilma Rousseff (PT), não conseguiu transferir todas suas intenções de votos para Marina e a ambientalista viu sua popularidade cair com força na corrida presidencial, mesmo com toda comoção causada devido ao acidente.

“Muito se acreditou que Marina alavancaria na disputa pelo Planalto após a morte de Eduardo, mas as pesquisas não foram mostrando essa realidade. Isso aconteceu porque, na verdade, o candidato popular e que falava com o povo era Eduardo. Marina continuou tentando a presidência em 2018, mas o desempenho foi ainda menos favorável do que em 2014. O segundo turno daquelas eleições, entre Dilma e Aécio (Neves, pelo PSDB), foi potencializado após a morte do pernambucano. Muitos votos deles foram transferidos para a petista e, ainda assim, ela ganhou por pouca diferença. Essas perspectivas nos levam a crer que, se estivesse vivo, Eduardo faria acontecer um segundo turno diferente”, analisa a cientista política Sofia Trajano.

Eduardo Campos, que deixou cinco filhos - entre eles o atual deputado federal João Campos (PSB) - e a viúva Renata Campos, fez uma participação na noite anterior ao seu acidente no Jornal Nacional, da TV Globo. O noticiário fazia uma rodada de entrevistas com os candidatos à Presidência e a vez do pernambucano foi exatamente um dia antes de sua morte.

Esse fato isoladamente pode não significar muita coisa, mas o fato dele ter dado uma entrevista nacional ao telejornal de maior audiência no país horas antes de morrer causou uma repercussão considerável. Incrédula, a população não acreditava que aquele homem, que há pouco tempo estava ao vivo sendo entrevistado na televisão, estava, agora, morto após seu avião cair.

“É válido ressaltar que não foi só na eleição para presidente que Eduardo participava em 2014. Recém-saído do cargo de governador de Pernambuco para disputar o Planalto, Campos também trabalhava duramente, mesmo que de forma mais passiva, na campanha do seu sucessor, o atual governador Paulo Câmara (PSB). Naquela altura Campos tinha um árduo trabalho: transferir sua popularidade para um candidato que nunca havia ocupado cargo político e era pouco conhecido no estado”, detalha Trajano.

Diferentemente das eleições para Presidente, onde a morte de Eduardo mudou todo um cenário que vinha se desenhando. No âmbito estadual o acidente não trouxe grandes mudanças, só reforçou o nome do candidato socialista. Por ser o escolhido para suceder o neto de Arraes, Paulo Câmara já liderava as pesquisas de intenção de voto. A dúvida seria se ele já ganharia no primeiro turno ou se iria disputar o segundo com Armando Monteiro (PTB).

Após o falecimento de Eduardo, a vitória de Paulo Câmara praticamente se deu como certa. Ele crescia vertiginosamente nas pesquisas e o resultado não saiu do esperado: venceu no primeiro turno com 68% dos votos. A partir daí, assumiu o comando do executivo estadual com Raul Henry (MDB) como seu vice e, mesmo não sendo a ‘versão 2.0’ de Eduardo Campos, se reelegeu em 2018. Desta vez, com Luciana Santos (PCdoB) ocupando a posição de vice-governadora.

“Eduardo morreu de forma muito precoce. Ele tinha uma ambição do bem e se não ganhasse as eleições de 2014, certamente seria um dos principais nomes para 2018, principalmente porque provavelmente ele teria o apoio direto do ex-presidente Lula (PT). Mas não foi só a política que perdeu com sua partida, foi também toda uma legião de pernambucanos que acreditavam piamente em seu trabalho. Ele se despediu do governo de Pernambuco com um elevado índice de aprovação e satisfação. Ele era um bom articulador e sabia fazer bem o jogo da política”, comenta a cientista política Sofia Trajano.

Enterrado ao lado do seu avô no cemitério de Santo Amaro, no Recife, o corpo de Eduardo Campos arrastou milhares de pernambucanos até os últimos minutos de sua despedida. Entre choros de incertezas futuras e de gratidão pelo o que foi feito, o ex-governador de Pernambuco se despediu muito antes do esperado, mas deixou um legado vivo na memória de todos que o admiravam e seguiam seus passos. 

A onda hacker que parece assolar membros do alto escalão do governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL) parece ter começado a chegar na oposição. Desta vez a vítima de invasões foi o deputado federal pernambucano João Campos (PSB), filho do ex-governador Eduardo Campos.

Um aparelho celular utilizado pela equipe do parlamentar foi invadido e a conta do Whatsapp vinculada ao telefone passou a ser gerida pelos hackers. A assessoria do deputado afirmou que um boletim de ocorrência foi registrado na Polícia Civil de Pernambuco (PCPE).

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De acordo com a PCPE, inquéritos policiais vão investigar o caso. “As investigações serão presididas pelas delegacias onde foram registrados os casos. Os métodos de investigação são confidenciais. Foram instaurados inquéritos policiais para apurar cada caso e identificar os autores”, diz a polícia.

Além de João Campos, outros parlamentares disseram ter os celulares invadidos a mesma forma. Doriel Barros (PT), Joaquim Lira (PSD), Paulo Dutra (PSB) e Sivaldo Albino (PSB) afirmaram terem sido vítimas de hackers.

É certo que falta mais de um ano para as eleições municipais de 2020, mas os partidos já começam a dar sinais de movimentações em prol das disputas nas 185 cidades pernambucanas. Ainda que seja apenas nos bastidores e o discurso oficial expresse máxima conhecida: “2020 só em 2020”, diversas legendas começaram a colocar em prática um plano para angariar mais filiados e encorpar o quadro interno visando futuras candidaturas e eventuais alianças políticas.

Presidente do MDB em Pernambuco, o deputado Raul Henry detalhou ao LeiaJá que a estratégia de novas filiações para a corrida municipal deu certo no último pleito municipal e fez com que o partido crescesse no Estado. Agora, eles pretendem repetir a medida para preparar o MDB para em 2020 ter um grande número de postulantes.

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“Primeiro a gente vai ter uma estratégia para o próximo ano que é lançar candidatos a prefeitos no maior número possível de municípios, foi assim que a gente fez em 2016 e deu certo. Tivemos muitos candidatos que nunca tinham disputado eleições, entraram no partido, e pela representatividade que tinham nas cidades se elegeram prefeitos”, afirmou. 

O PSDB é outro partido que vem se articulando. De acordo com a presidente da legenda em Pernambuco, a deputada estadual Alessandra Vieira, os tucanos pretendem “apresentar à sociedade um número recorde de candidaturas investindo também em renovação, novos quadros para o partido”.

“Vamos apoiar prioritariamente os prefeitos que decidirem concorrer à reeleição e também apoiar novos nomes para ampliar a presença do partido em todas as regiões do Estado, sem esquecer do fortalecimento da participação feminina na disputa municipal”, detalhou Alessandra.

O fortalecimento interno do partido também é um discurso que vem sendo utilizado constantemente pelo presidente estadual do PSB, Sileno Guedes. Segundo ele, a discussão efetiva sobre a disputa se dará apenas no próximo ano. “O PSB é um partido que tem uma presença no Estado como um todo e esse ano é um ano de planejamento. A gente está sim falando de eleição, mas como forma de fortalecer o partido para o ano que vem”, frisou.

As candidaturas

Em Pernambuco, a 'menina dos olhos' de diversas siglas é a capital Recife, mas não só ela, outras cidades estratégicas como Jaboatão dos Guararapes, Caruaru, Olinda e Petrolina são vistas como prioridades pelas siglas, mas pouco se fala sobre as postulações. 

No Recife, em dezembro de 2020, o PSB completará oito anos à frente da prefeitura e, apesar de não assumir oficialmente, eventuais sucessores do prefeito Geraldo Julio (PSB) atuam para viabilizar suas candidaturas. Até o momento, o principal prefeiturável pessebista é o deputado federal João Campos, filho do ex-governador Eduardo Campos, que já se tornou, inclusive, alvo da oposição. 

Sobre a eventual postulação, João Campos desconversa sempre que questionado e ressalta que este ano vai dar conta do seu mandato federal. “Próximo ano também. O debate eleitoral o PSB faz em ano de eleição. Esse ano é de trabalho. E no debate eleitoral não vou pensar em mim”.

Atual aliado do PSB no Recife, o MDB também pode concorrer ao comando da capital. Há rumores de que Raul Henry dispute o cargo, mas sobre isso ele disse que vai fazer o debate na “hora oportuna”. “Se o meu nome for convocado para uma missão em nome de um conjunto amplo de forças políticas, não descarto essa possibilidade. Mas o momento de discutir isso não é esse. O Brasil está vivendo um momento de muita dinâmica, não sabemos o que vai acontecer no dia seguinte. É até uma falta de respeito com a sociedade estarmos discutindo candidaturas em uma hora como essa”, ponderou.

Dentro do MDB, inclusive, há quem torça pela quebra da aliança com o PSB, como o senador Fernando Bezerra Coelho, mas ele argumenta que “quem vai definir a política de alianças e onde terá ou não candidatos é a Executiva e o deputado Raul Henry conduzirá esses trabalhos”. 

Também da lista de aliados, o PDT é outro que tem ventilado um nome para a disputa. O presidente nacional, Carlos Lupi, já declarou o desejo de que o deputado federal Túlio Gadêlha postule o cargo. No Estado, Túlio descarta a candidatura, e, apesar de considerar Recife prioridade, o presidente local da sigla, deputado Wolney Queiroz, diz que está cedo para debater sobre o assunto.

Ainda no campo das alianças oficiais do PSB, o PT deve avaliar a participação na corrida municipal. Em balanço feito em junho pelo Grupo de Trabalho Eleitoral do partido, apontou a deputada federal Marília Arraes como alguém com grandes chances de vencer o pleito e fazer com que a legenda retomasse o protagonismo no Executivo da capital, que administrou por 12 anos com os ex-prefeitos João Paulo e João da Costa. Marília já chegou a dizer que está disponível para concorrer. 

Já na oposição, o PSDB admitiu que quer ter candidatura própria. “A nossa intenção é ter em Recife candidatura própria. O PSDB tem história e muitos serviços prestados ao Brasil e a Pernambuco e, com certeza, apresentará ao Recife um modelo de gestão eficiente e voltado para as pessoas”, adiantou a presidente Alessandra Vieira.

Quando questionada sobre nomes, ela alega que “o momento agora é de definir as propostas e projetos que serão apresentados aos recifenses”. Se não for protagonista de uma chapa, o PSDB pode integrar um grande bloco de oposição, como vem sendo defendido por lideranças municipais, para desbancar o PSB.

Presidente estadual do PRB, o deputado federal Silvio Costa Filho, que concorreu em 2014 à vice-prefeito do Recife, disse que vai começar, a partir de agosto, a conversar sobre 2020 com PSDB, DEM, PSC, Podemos, PSL e outros partidos, inclusive, que hoje compõem a base governista. “Eu quero disputar, mas não quero fazer disso uma decisão pessoal”, admitiu Silvio Filho nesta semana ao tratar do assunto em entrevista a uma rádio local.

Outros partidos como o Cidadania, de Daniel Coelho, o PSOL, de Ivan Moraes, o DEM, de Priscila Krause, e o PSC, de Renato Antunes e Wanderson Florêncio, ainda integram de eventuais prefeituráveis na capital Pernambucana. O detalhamento dessas articulações e as confirmações, ou não, as legendas têm até junho de 2020 para definir. O primeiro turno das eleições municipais está marcado para 4 de outubro do próximo ano. 

O deputado federal João Campos (PSB) afirmou, nesta quarta-feira (10), que o texto da reforma da Previdência em análise na Câmara dos Deputados é uma “covardia” com a população mais carente. Além disso, para o parlamentar pernambucano a proposta “já nasceu de forma errada”. 

“Não estamos falando que punir apenas o aposentado, vamos criar uma catastrofe economica, o dinheiro vai circular de maneira reduzida nos municípios. O governo erra ao vincular essa reforma ao emprego. Não vai gerar emprego, muito pelo contrário. Fazem isso para tentar ter apoio popular, usando os mais de 15 milhões de desempregados do país. Isso é covardia”, observou João, em discurso na Câmara. 

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Filho do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, falecido em 2014, João também mencionou o pai e o avô durante a fala para endossar o fechamento de questão do PSB contra a reforma. 

“Como é que Miguel Arraes e Eduardo Campos votariam se estivessem aqui? Ao lado do povo. Nosso partido nunca negou a necessidade de se fazer uma reforma no sistema previdenciário, mas essa reforma esta errada. O governo equivocou, colocou demais aonde não precisava. Nós não vamos cometer o equívoco de colocar nossa digital nessa reforma”, afirmou.

O nome da viúva do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, Renata Campos, é cotado para ocupar o lugar deixado pelo conselheiro João Campos no Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE).

João Campos faleceu no último sábado (22) vítima de um infarto fulminante na véspera de completar 50 anos. O Governo do Estado decretou luto de três dias pela morte do conselheiro.

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Renata e João tinham uma amizade próxima, ela inclusive foi uma das primeiras amigas a chegar no velório dele. Agora, cabe ao governador Paulo Câmara (PSB) a definir a pessoa que ficará no lugar do conselheiro falecido e o nome de Renata figura como um dos favoritos.

A possibilidade de Renata ocupar a vaga é motivada pelo fato de que é preciso encontrar uma unanimidade para evitar conflitos com os demais postulantes, desta forma o nome da ex-primeira dama de Pernambuco aparece como uma boa solução para Câmara.

Se for escolhida, Renata será a segunda mulher no Tribunal de Contas do Estado. Teresa Dueire é a única na côrte até então. Ainda não há uma previsão exata para a definição, mas a expectativa é de que a escolha seja feita em breve.

O governador Paulo Câmara decretou luto oficial de três dias em Pernambuco, em razão do falecimento do conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), João Carneiro Campos, ocorrido na manhã deste sábado (22).

"Expresso aqui, com extremo pesar, minha dor pelo falecimento do amigo e conselheiro do Tribunal de Contas do Estado João Carneiro Campos. Um profissional dedicado, jurista de renome e, acima de tudo, um grande ser humano. Toda a minha solidariedade e carinho à sua esposa Rosana e aos filhos João Pedro, José Henrique e Luiza", afirmou Paulo Câmara. 

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Formado em direito pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), João Campos foi nomeado para o cargo de conselheiro do TCE-PE em março de 2011, pelo então governador Eduardo Campos. Foi também diretor jurídico da Fundação de Desenvolvimento Municipal do Interior de Pernambuco (Fiam) e vice-presidente da Escola de Direito Eleitoral do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE), onde também atuou como desembargador, na classe de jurista.

*Da Assessoria de Imprensa do Governo de Pernambuco

Os rumores de que o deputado federal João Campos (PSB) será o candidato indicado pelo prefeito Geraldo Julio (PSB) à sucessão têm crescido e junto com eles também aumentaram as críticas ao parlamentar. Em reação, o filho do ex-governador Eduardo Campos disse que parte da oposição fica “incomodada” com a forma dele fazer política.

“Já disse várias vezes que faço política nas ruas… Então vou trabalhar com o povo e prestar contas do meu mandato. Agora a gente só conhece a realidade do nosso município e do Estado se andar. Isso incomoda muita gente da oposição que não é acostumado a fazer política dessa maneira”, declarou.

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Uma das alfinetadas mais recentes contra o pessebista partiu do deputado estadual Wanderson Florêncio (PSC) que deixou a base governista estadual sob a justificativa de que o PSB estaria agindo em função de cacifar o nome de João para a disputa.

Florêncio, que também é apontado como um eventual candidato ao comando da prefeitura do Recife, chegou a dizer que “o 11º andar da Prefeitura virou um comitê eleitoral de uma campanha antecipada, onde todos os despachos só têm o sentido de pavimentar a candidatura de João Campos”.

Ao ser questionado sobre a crítica, João foi irônico. “Fiz a minha pré-campanha andando pelo Estado e depois da eleição talvez eu tenha sido o único que saiu percorrendo o Estado para agradecer. Mais uma vez estou na rua e vou continuar na rua. Se tem gente que prefere fazer seu mandato no gabinete ou só sabe falar na tribuna, eu vou fazer na rua; quem me colocou lá como o mais votado da história de Pernambuco foi o povo”, reforçou.

Já sobre a eventual candidatura municipal, o deputado pessebista ressaltou que este ano vai dar conta do seu mandato federal. “Próximo ano também. O debate eleitoral o PSB faz em ano de eleição. Esse ano é de trabalho. E no debate eleitoral não vou pensar em mim”, disse João Campos.

O deputado federal João Campos (PSB) avaliou que “falta foco” do governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL) diante de assuntos que promovam o fortalecimento da educação, combatam o desemprego e reduzam os índices de violência no país.

“O governo é completamente perdido. E só lança cortina de fumaça. Vou dar um exemplo na educação, temos um déficit de creche de 1,7 milhão de vagas, temos 38 milhões de analfabetos funcionais no país, 10 milhões de analfabetos, um desemprego que passa de 25% entre os jovens e a gente não vê o governo enfrentando isso”, considerou, em conversa com jornalistas na última segunda-feira (13), após participar de um encontro da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe).

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“[O governo] prefere falar de escola sem partido, do terraplanismo ou sobre ser olavista ou não, são debates que não resolvem nenhum dos problemas do povo brasileiro. Debates superficiais, que parece mais uma briga de torcida, e não enfrenta nenhum problema estruturador da educação brasileira”, acrescentou o parlamentar.

João Campos, juntamente com a deputada federal Tabata Amaral (PDT-SP) e outros, integram uma comissão externa lançada na Câmara dos Deputados nessa terça (14) para acompanhar as ações do Ministério da Educação. O pernambucano também já se mostrou contra o corte de verbas para o ensino superior.  

“Tive a oportunidade de fazer uma série de conversas com os reitores muito antes da divulgação dos bloqueios e a gente tem que lutar para proibir isso. Fui estudante de universidade federal e sei quando elas são importantes para o nosso país”, argumentou.

O deputado federal e filho do ex-governador de Pernambuco, João Campos (PSB), se posicionou nesta terça-feira (14) sobre a invasão por hackers que o site oficial do PSB sofreu na manhã desta terça.

 “Quem não aceita o contraditório, não aceita a democracia! Gestos lamentáveis como esse não nos intimidam. Vamos seguir o caminho que o povo nos apontou! Somos uma oposição programática, propositiva e com conteúdo”, garantiu o parlamentar.

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 Os hackers tomaram posse do site do PSB e colocaram uma foto do presidente Jair Bolsonaro (PSL) na tela principal da página. Além disso, os invasores escreveram um texto em tom de ironia.

 “este site foi ocupado pacificamente pela Pryzraky, e a gente não tem culpa pois não sabemos o que fazemos e somos vítimas da sociedade opressora, fascista, analfabeta e bla bla”, dizia a mensagem.

 Líderes do PSB acreditam que a invasão hacker aconteceu devido à posição dos parlamentares com relação ao projeto de reforma da Previdência. De acordo com o partido, medidas judiciais serão tomadas.

Deputados federais se reuniram nesta segunda-feira (13) para debater os impactos educacionais causados pelo corte de verbas aplicados pelo Ministério da Educação (MEC) às universidades e institutos federais. A reunião foi realizada na Universidade Federal de Pernambuco (UFRPE) e contou com a presença de parlamentares e reitores federais.

Segundo o deputado Túlio Gadelha, é preciso que haja uma ocupação das ruas por parte de estudantes e profissionais da educação, como também da sociedade como um todo. "Mas é fundamental, também, pactuar uma emenda de bancada para que possamos conseguir R$ 10 milhões usados a fim de dar segurança às universidades", disse o parlamentar.

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Também presente na reunião, a deputada Marília Arraes ressaltou a importância da participação popular. "Precisamos da legitimidade das ruas para que nossa votação seja validada", garantiu. Além disso, a parlamentar explicou que a universidade mudou ao longo dos anos. "Eu fui estudante da federal durante a transição de Fernando Henrique Cardoso para Lula e a diferença é enorme em questão de acesso à educação", relembrou Arraes.

O deputado João Campos (PSB) também esteve presente no encontro e alegou que a população precisa se mobilizar para reverter a situação dos cortes. "Essa não pode ser uma luta de governo contra oposição porque o governo vai destruir a oposição. Essa tem que ser uma disputa de povo contra o governo; por isso temos que colocar a população contra esse governo", afirmou Campos.

Durante a ocasião, o parlamentar também explicou que irá propor uma emenda para a educação. "Irei propor uma emenda que irá vetar o corte de gastos na educação no teto de gastos porque não deve cortes na educação", disse.

Políticos condenados por agressão à mulher podem perder o mandato. A medida passará a valer caso um projeto de lei do deputado federal João Campos (PSB) seja aprovado pelo Congresso Nacional.

Além disso, a proposta também prevê que pessoas com histórico de violência contra o gênero sejam impedidas de ocupar qualquer cargo público, até os livres de nomeação, como os comissionados. A matéria foi apresentada nessa terça-feira (29).  

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Na justificativa, João Campos alega que “a violência contra a mulher é uma chaga aberta na sociedade brasileira e precisa ser combatida de todas as formas”.

“Uma das possibilidades que deve se tornar exemplar e extremamente educativa é fazer com que condenados pelos crimes da Lei Maria da Penha não possam ser nomeados para cargos em comissão, bem como percam os cargos públicos de que forem detentores. O Estado merece que a seu serviço estejam pessoas idôneas e probas, e não agressores de mulheres”, argumenta.

O deputado também divulgou nas redes sociais que havia protocolado a proposta.

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