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Eduardo Cunha anunciou que vai se filiar ao PTB em São Paulo. Especulado para assumir o diretório paulista do Pros, os rumores sobre a chegada do ex-presidente da Câmara dos Deputados causou uma discussão entre as lideranças da sigla.

Aos 63 anos, o carioca trocou o MDB e chega ao partido de Roberto Jefferson com o desejo de voltar a disputar uma cadeira legislativa. Sua filiação foi anunciada nas redes sociais. Cunha disse que pretende disputar uma cadeira na Câmara.

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O Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB) fará um grande ato de filiação na segunda-feira (28), a partir das 18h, no Hotel Kastel Manibu, em Boa Viagem, Zona Sul do Recife. 

O ato de filiação vai contar com a presença dos influenciadores pernambucanos Charles e Tiringa e Mané Tikin, que irão sair como candidatos a deputados pelo partido, e o pré-candidato a governador pela sigla, o cantor Armando Filho. O projeto político do PRTB será apresentado no evento.

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A delegada Patrícia Domingos oficializou sua chegada ao PSDB em um evento realizado neste sábado (26) na sede pernambucana do partido, que fica no Derby, região central do Recife. A chefe de Polícia Civil já havia manifestado, em setembro do ano passado, o seu interesse em mudar de aposta e seguir para o Poder Legislativo, mas não confirmou, à época, o convite e nem a esfera política da futura candidatura. Com a filiação, no entanto, Domingos acaba de confirmar que irá disputar um assento na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe).

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A servidora, que é nova na política, e se considera uma “outsider” com aposta na ética e que se opõe ao projeto “personalista” que atualmente gere Pernambuco. “A gente vê na política o melhor dos instrumentos da transformação social, seja no Executivo ou no Legislativo, o político em si tem a oportunidade de mudar a vida das pessoas. Eu acredito muito nessa renovação da política e que as pessoas, os outsiders da política, pessoas bem intencionadas, que querem fazer política com seriedade e com coragem, precisam ocupar os espaços. Porque se a gente não ocupar os espaços, eles sempre serão ocupados por políticos que têm projetos pessoais cuja prioridade não é a população”, declarou a pré-candidata ao LeiaJá.

Chegada ao Podemos em fevereiro de 2020, Domingos passou aproximadamente dois anos junto no seu primeiro partido, que lhe ofereceu uma campanha junto ao deputado federal Ricardo Teobaldo. A delegada se desfiliou da sigla há menos de duas semanas, para seguir junto ao PSDB.

“Eu acredito muito no projeto de Raquel Lyra. O projeto dela é de propor reais mudanças pro estado de Pernambuco, gerar melhorias no serviço público, e tratar o dinheiro público com respeito. Priorizando a transformação da vida das pessoas. Não é um projeto personalista. Entrei também para fazer parte de uma chapa que tem uma forte presença feminina. Acredito não só que as mulheres precisam ocupar esse espaço na política. A mulher traz um olhar de sensibilidade”, continuou a servidora ao justificar a escolha da nova Casa.

Patrícia Domingos foi a candidata do presidente Jair Bolsonaro (PL) no Recife, nas últimas eleições, ocorridas em 2020. A delegada ficou em quarto lugar no primeiro turno, atrás de João Campos (PSB), hoje prefeito, com 29,17%; Marília Arraes (PT), com 27,95%; e Mendonça Filho (DEM), com 25,11%. Domingos angariou 112.296 votos ou 14,06%. Do pódio, ela era a única recém-chegada à política e disputava sua primeira eleição.

Quando perguntada pela reportagem sobre as lições deixadas pela primeira experiência, a tucana afirmou que passou a confiar mais no próprio projeto. “A gente conseguiu provar na prática que é possível fazer a boa política, de forma correta e honesta, com poucos recursos, mas muita força de vontade. Conseguimos para nossa campanha um grupo de pessoas que se uniram e se voluntariaram, não eram simplesmente eleitores, mas pessoas que eram multiplicadoras das nossas ideias. Conseguir numa primeira eleição aproximadamente 113 mil votos ideológicos, orgânicos, de pessoas que levantaram a sua bandeira por realmente acreditaram, é o que me move, hoje, a entrar na política”, completou.

Reunião de tucanos

O evento de filiação de Patrícia Domingos também acolheu duas novas figuras no partido: o professor e pesquisador Kenys Bonatti, indicação de Raquel Lyra para o “eixo acadêmico” da legenda; e a agora pré-candidata a deputada federal Ianny Carvalho, sertaneja de Mirandiba e filha do ex-prefeito do município, João Batista.

Também estiveram presentes os tucanos Armando Monteiro, ex-senador; a deputada estadual Priscila Krause; o vereador Alcides Cardoso; Dona Graça, prefeita de Catende; e a professora Elcione, prefeita de Igarassu.

O deputado federal Paulinho da Força, presidente nacional do Solidariedade, referiu-se à deputada Marília Arraes como um “símbolo da luta da mulher brasileira” e disse que a parlamentar se livrou da “amarra” que antes a prendia, referindo-se à saída de Arraes do Partido dos Trabalhadores. A pré-candidata ao Governo de Pernambuco oficializou sua filiação ao Solidariedade em evento na manhã desta sexta-feira (25), ao lado de Paulinho, que afirmou que Marília agora “começa a comandar o partido no Estado”. 

O presidente da legenda também reafirmou que o Solidariedade não fará federação com outros partidos, mas que segue firme na luta “contra o bolsonarismo que destruiu o país” e no apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na campanha do evento de filiação, foi utilizada uma foto de Marília Arraes e Lula, o que enfatiza que não há rompimento na perspectiva majoritária nacional. 

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"Só tem um jeito de derrotar o bolsonarismo: é o presidente Lula. Tenho certeza de que Lula vai ganhar as próximas eleições e reconstruir o Brasil", completou Paulinho da Força, que disse que Lula não é “propriedade” de partido nenhum. 

A filiação põe fim às especulações sobre o futuro da legislativa, que passa pelo seu terceiro partido em 14 anos de política. Nos próximos dias, a candidatura de Arraes deve ser lançada pela sigla, o que descarta a possibilidade, até o momento, de uma candidatura ao Senado. 

“Hoje é um dia importante para o estado de Pernambuco, porque a gente entra, de verdade, com a segurança que um partido oferece, no jogo para discutir um projeto para Pernambuco. Um projeto que muitas vezes me fez abrir mão da minha vida pessoal. Eu poderia muito bem estar na zona de conforto, mas minha história de vida mostra que a zona de conforto não me encanta, diferente de muitos outros, que preferem o caminho mais fácil”, disse Marília em coletiva. 

A deputada continuou: “A gente acredita que o caminho mais difícil, se é pra estar do lado certo da história, do lado dos que sempre perderam, e fazer que esses que sempre perderam passem a ganhar, a gente acredita que vale muito mais a pena; as renúncias, os esforços, os embates”. 

*Com informações de Victor Gouveia

No ato de sua filiação ao PSB, o ex-governador Geraldo Alckmin saudou o partido por apoiar a pré-candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Presidência, disse que o petista representa a democracia e afirmou que, se eleito, Lula irá reinserir o País no cenário mundial. Ao ingressar na nova legenda, o ex-tucano abriu caminho para concorrer como vice na chapa de Lula ao Planalto e o chamou de "presidente".

"Eu quero cumprimentar, Carlos Siqueira, o PSB pela decisão de apoiar o presidente Lula para presidente da República. É ele. Nós temos que ter os olhos abertos para enxergar, a humildade para entender que ele é hoje aquele que melhor reflete e interpreta o sentimento de esperança do povo brasileiro", afirmou Alckmin, em discurso após assinar a ficha de filiação. "Aliás, ele representa a própria democracia, porque ele é fruto da democracia. Ele não chegaria lá (na Presidência) do berço humilde que sempre foi se não fosse o processo democrático", acrescentou.

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O ex-governador fez críticas veladas ao presidente Jair Bolsonaro (PL) ao citar ameaças ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao sistema eleitoral - o chefe do Executivo levanta dúvidas sobre a lisura das urnas eletrônicas, sem apresentar provas. Alckmin disse ainda que política exige "coragem" e que, apesar de ter disputado eleições contra Lula, os dois nunca colocaram a democracia em risco. "Não tenho dúvida de que o presidente Lula, se Deus quiser, eleito, vai reinserir o Brasil no cenário mundial", declarou.

Responsabilidade fiscal

Alckmin também disse que o governo do ex-presidente Lula foi um exemplo de responsabilidade fiscal. "Eu não posso falar em nome do presidente Lula, mas posso dizer que a história dele é a história do debate, da busca de entendimento, de buscar conciliação. Isso é história, não tenho dúvidas de que ele, sempre nas grandes decisões, vai ouvir, dialogar", disse Alckmin, ao ser questionado sobre críticas do petista à reforma trabalhista de 2017. "Sobre a questão fiscal, a dívida PIB quando o presidente Lula entrou e quando ele saiu você vai ver que era muito menor. Na verdade, isso é um exemplo de responsabilidade fiscal", acrescentou.

Atuação

Ao ser questionado sobre o papel que espera exercer num eventual novo governo Lula, caso seja eleito vice-presidente, Alckmin respondeu que a disposição é de "ajudar". "Eu acho que reunir experiência executiva e legislativa. Eu fui vereador, deputado estadual e deputado federal constituinte, prefeito, vice e governador", disse. O ex-governador também declarou que Lula tem "o pé no chão" e tem defendido uma aliança para vencer a eleição e governar.

No ato de filiação do ex-governador Geraldo Alckmin ao PSB, o presidente nacional do partido, Carlos Siqueira, disse que é preciso agregar forças para derrotar o presidente Jair Bolsonaro (PL) na eleição de outubro. Ao ingressar na nova legenda, o ex-tucano abriu caminho para concorrer como vice na chapa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Presidência.

"Temos que reconhecer que essa figura nefasta que governa o nosso país é resultado da falência do sistema político", afirmou Siqueira nesta quarta-feira, ao defender que a disputa eleitoral não será entre esquerda e direita. "Se trata de uma disputa entre a democracia e o arbítrio, entre a civilização e a barbárie", acrescentou.

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A esquerda sozinha não consegue ganhar a eleição, na visão de Siqueira. "Esta anomalia precisa ser encerrada, e esta anomalia só será encerrada se nós tivermos a grandeza e a capacidade de alargar os nossos horizontes", declarou o dirigente partidário, numa crítica a Bolsonaro. Durante o ato de filiação, Siqueira disse que Alckmin é uma figura "excepcional" da vida política do País.

PT e PSB 'farão história novamente'-

Durante o ato de filiação de Alckmin, a presidente nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PR), disse que os dois partidos "farão história juntos novamente". Ao ingressar no PSB, o ex-governador abriu caminho para concorrer como vice na chapa do ex-presidente Lula.

"Este ato de filiação tem um imenso significado para o futuro do Brasil. Nunca foi tão necessário somar forças e mobilizar energias em defesa do nosso país", afirmou Gleisi, que representou o PT na cerimônia. "Juntos fizemos história no nosso país e juntos vamos fazer história novamente", acrescentou a parlamentar, ao destacar a "trajetória comum" de petistas e socialistas no Brasil.

A menos de sete meses do primeiro turno das eleições, o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin assinou, nesta quarta-feira (23), sua filiação ao PSB e abriu caminho para concorrer como vice na chapa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Presidência. Figura simbólica do PSDB, o ex-tucano tem histórico de divergências com o petista, mas, ao anunciar a decisão de ingressar no novo partido, afirmou que o momento exige "grandeza política, espírito público e união", numa referência ao objetivo de derrotar o presidente Jair Bolsonaro nas urnas (PL).

A articulação da chapa Lula-Alckmin foi capitaneada pelo ex-governador Márcio França (PSB) e o ex-ministro Fernando Haddad (PT). Para se colocar no cenário político nacional, o ex-tucano abriu mão de disputar o Governo de São Paulo, Estado que já governou por três mandatos, mesmo na liderança das pesquisas de intenção de voto. O convite para concorrer novamente ao Palácio dos Bandeirantes havia sido feito pelo ex-ministro Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD.

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Alckmin anunciou sua saída do PSDB em dezembro. Ele estava insatisfeito no partido desde as eleições de 2018 e se sentia traído pelo atual governador de São Paulo, João Doria (PSDB), que se elegeu colando sua imagem na de Bolsonaro, apesar de Alckmin ter sido o candidato tucano ao Palácio do Planalto quatro anos atrás. Para a eleição deste ano, Doria foi escolhido pré-candidato do PSDB a presidente.

O ato de filiação de Alckmin ocorreu em Brasília, na sede da Fundação João Mangabeira. Estiveram presentes o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, o governador do Maranhão, Flávio Dino (PSB), França e outras lideranças nacionais do partido.

Polarização

PT e PSDB polarizaram quase todas as eleições presidenciais desde a redemocratização do País. Os tucanos governaram o Brasil por oito anos, de 1995 a 2002, com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC), e os petistas estiveram no poder de 2003 até 2016, no impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Em 2006, quando Lula conquistou a reeleição, seu adversário nas urnas foi Alckmin. Na eleição de 2018, contudo, o segundo turno foi entre Haddad e Bolsonaro, que saiu vitorioso - Alckmin, que foi o candidato tucano, obteve 4,7% dos votos.

Em 19 de dezembro, Lula e Alckmin estiveram em um jantar organizado pelo grupo de advogados Prerrogativas em São Paulo e posaram para uma foto juntos. Foi o primeiro sinal público da aliança. O "Jantar pela Democracia" reuniu, na ocasião, mais de 500 pessoas. Em 19 de janeiro, o petista disse que não teria "nenhum problema" em construir uma chapa com Alckmin, apesar do histórico de antagonismo entre os dois. "Governar significa que você tem que adquirir possibilidade muito grande de conversar com as pessoas", afirmou Lula, que lidera as pesquisas de intenção de voto.

O ex-presidente da Câmara Rodrigo Maia (RJ) decidiu se filiar ao PSDB. O deputado licenciado e secretário de Projetos e Ações Estratégicas do governo de São Paulo estava sem partido desde junho do ano passado, quando saiu do DEM.

A informação foi confirmada pelo Estadão com o próprio Maia e com o presidente do PSDB, Bruno Araújo. De acordo com Araújo, Maia será o presidente estadual do PSDB no Rio e também vai comandar a federação do partido com o Cidadania. O ex-presidente da Câmara é aliado do presidenciável e governador de São Paulo, João Doria, e coordena o plano de governo do pré-candidato.

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A saída de Maia do DEM foi articulada ainda em fevereiro de 2021, logo após ele ver a maioria da bancada do partido na Câmara apoiar o deputado Arthur Lira (Progressistas-AL) para comandar a Casa, e não Baleia Rossi (MDB-SP), que era o seu candidato à própria sucessão.

O deputado chegou a criticar duramente o então presidente do DEM, ACM Neto. Não apenas o chamou de "malandro baiano" como o acusou de ter um acordo com o governo federal para eleger Lira.

Antes de optar pelo PSDB, o deputado do Rio negociou com o PSD, para onde foram alguns de seus aliados, como o prefeito do Rio, Eduardo Paes, e o secretário municipal de Fazenda do Rio, Pedro Paulo. Após uma reaproximação com ACM Neto, Maia também considerou ir para o União Brasil, nova legenda que nasceu da fusão do DEM com o PSL.

Uma articulação comandada pelo deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) tentou colocar Maia no comando do diretório estadual do União, mas não obteve sucesso. No Rio, a nova sigla é comandada pelo prefeito de Belford Roxo (RJ), Wagner dos Santos Carneiro, conhecido como "Waguinho". Com o fracasso da operação, Sóstenes, que também era do DEM, foi outro a se desfiliar e entrou no PL, partido do presidente Jair Bolsonaro.

No ano passado, antes do surgimento do União Brasil, o DEM perdeu outros quadros relevantes. Além de Eduardo Paes integra essa lista o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (MG), que também trocou a legenda pelo PSD. No DEM, Maia assumiu cargos de destaque, como a própria presidência nacional do partido. Foi durante a gestão do deputado que a sigla deixou de se chamar PFL e passou adotar o nome Democratas.

A professora Lucinha Mota, mãe da menina Beatriz, acaba de se filiar ao PSDB Pernambuco, após receber um convite da presidente da sigla no estado e também prefeita de Caruaru, Raquel Lyra. O ato solene foi realizado no Recife na noite da segunda-feira (21), dois dias após a desfiliação de Lucinha do PSOL Pernambuco. Agora tucana, a recém-filiada deverá disputar as eleições para o cargo de deputada estadual.

Em 2018, Mota foi candidata ao mesmo cargo nas eleições, mas não obteve sucesso. Em Petrolina, ela foi suplente de vereadora e militante ativa contra a violência no município, em especial pelas famílias cujas perdas ainda não foram devidamente justificadas diante da lei.

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Lucinha ficou conhecida nacionalmente ao longo dos anos, após um esforço intenso para tornar o caso que envolve o assassinato da sua filha, Beatriz Angelica, morta em 2015, aos sete anos de idade, conhecido pela mídia e população. Entre dezembro de 2021 e janeiro deste ano, a mãe de Beatriz completou uma peregrinação de mais de 700 quilômetros para chegar a Recife, capital de Pernambuco, e se encontrar com o governador do estado, Paulo Câmara. Ela deixou Petrolina, no Sertão pernambucano, no dia 5 de dezembro.

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O deputado federal Eduardo Bolsonaro (SP) e a deputada federal Bia Kicis (DF) assinaram neste sábado, 19, suas filiações ao PL, partido escolhido pelo presidente Jair Bolsonaro para disputar a reeleição ao Planalto neste ano. O presidente acompanhou o evento de filiação na sede do PL, em Brasília.

Ambos deixaram o União Brasil, sigla que uniu o PSL e o DEM, além do deputado Coronel Armando (SC). O lançamento da pré-candidatura de Bolsonaro ao Palácio do Planalto será no próximo domingo, 27.

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"Esse é um novo movimento que está surgindo no DF. Muitas pessoas ligadas a outros partidos abandonaram para vir para o PL, porque querem apoiar a pauta conservadora e o presidente Jair Bolsonaro. Estaremos todos juntos no lançamento da pré-campanha dele", disse Bia Kicis.

Segundo a deputada, com os últimos mutirões de candidatura ao PL, o partido já teria a maior bancada no Congresso, com mais de 60 parlamentares. "O União, que começou grande, acho que já perdeu mais de 20 e o PL deve chegar a 68."

Bia Kicis disse que não sente nenhum constrangimento ao se filiar ao partido, cujo presidente, Waldemar da Costa Neto, foi condenado por corrupção no esquema do mensalão. "Não temos partido ideal, conservador. Tentamos muito criar o Aliança do Brasil. Todo mundo precisa de partido estruturado e forte", disse. "Estou muito feliz de vir para o PL. Vai dar estrutura para mim e toda turma que quer mudar o Brasil."

A parlamentar comentou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, de bloquear o aplicativo Telegrama, e disse que há censura a conservadores no País. "É muito mais que o Telegram. Todas as plataformas nos calam. Temos inquéritos absolutamente inconstitucionais, ilegais, perseguindo pessoas simplesmente porque apoiam o presidente Bolsonaro."

Na madrugada deste sábado, a Advocacia-Geral da União pediu ao Supremo Tribunal Federal que determine que as penalidades previstas no Marco Civil da Internet - norma que fundamentou a decisão de suspensão do Telegram - não possam ser impostas por "inobservância de ordem judicial", como ocorreu no caso do aplicativo russo.

O senador Alessandro Vieira (SE) anunciou nesta sexta-feira, 18, que irá se filiar ao PSDB. Vieira, que era o pré-candidato à Presidência pelo Cidadania, deixou o partido após divergências com o comando da sigla. As duas legendas negociam federação, mecanismo que garante "fusão" de pelo menos quatro anos.

Em nota, Vieira afirmou que reconhece no PSDB "democracia interna, compromisso com a renovação política, e sensibilidade popular, equivalentes ao meu propósito na política". O ato de filiação está marcado para segunda-feira, 21, em São Paulo, com a presença do governador João Doria (PSDB).

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No último sábado (12), o senador se desfiliou do Cidadania alegando que a manutenção de Roberto Freire no comando da legenda, após 34 anos na presidência, era "absolutamente inviável". A sua pré-candidatura pela corrida ao Planalto ficou comprometida após o partido aprovar federação com o PSDB. O prazo final para registro da fusão no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é até o fim de maio.

'Saiu, mas vamos ficar juntos'

Nesta quinta-feira (18), em entrevista ao Papo com Editor, do Broadcast Político, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado. Freire comentou sobre a saída de Vieira do Cidadania. "Tínhamos um candidato que resolveu sair e que pode ser candidato ao Senado pelo Sergipe pelo PSDB. Saiu, mas vamos ficar juntos", disse. Freire afirmou que até semana que vem haverá definição mais concreta sobre as negociações com os tucanos. O Cidadania apoiará Doria, pré-candidato à Presidência pelo PSDB.

A frente ampla proposta pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para enfrentar Jair Bolsonaro (PL) nas presidenciais deste ano acaba de ter um avanço importante. O ex-governador Geraldo Alckmin confirmou que vai se filiar ao PSB, proposta que está pendente desde que as discussões sobre a chapa iniciaram, após Alckmin deixar o PSDB, onde esteve por 33 anos. 

O anúncio foi feito em publicação nas redes sociais nesta sexta-feira (18), sob a campanha “Geraldo tá On”. “O tempo da mudança chegou! Depois de conversar muito e ouvir muito eu decidi caminhar com o Partido Socialista Brasileiro - PSB. O momento exige grandeza política, espírito público e união”, escreveu o ex-tucano. 

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Ao compartilhar a notícia da filiação, Alckmin citou o pernambucano Eduardo Campos, candidato ao Planalto pelo PSB em 2014, morto em um acidente de avião em Santos, São Paulo. “Não vamos desistir do Brasil”, diz a frase exposta na publicação, utilizada como tema de campanha. 

"A política precisa enxergar as pessoas. Não vamos deixar ninguém para trás. Nosso trabalho para ajudar a construir um país mais justo e pronto para o enfrentamento dos desafios que estão postos está só começando", completou. Agora, a expectativa no PT é que Lula oficialize sua pré-candidatura à Presidência. 

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A filiação deve ser oficializada através da assinatura de ficha, no próximo dia 23 de março. O ex-tucano levará ex-secretários e aliados para o ato. Entre as lideranças que vão dividir o palanque com Alckmin e também assinarão a filiação ao PSB estão o presidente da Aliança Nacional LGBTQIA+, Toni Reis; o vice-governador do Maranhão, Carlos Brandão, que deixou o PSDB; o advogado e influencer Augusto de Arruda Botelho; e o senador Dario Berger (SC), que deixou o MDB; além do núcleo de aliados mais próximos do ex-governador paulista. A lista foi antecipada pelo Estadão. 

Tucanos aliados de Alckmin também devem migrar para o PSB. São o ex-deputado estadual e ex-presidente do PSDB Pedro Tobias, os ex-deputados federais Silvio Torres e Floriano Pesaro e o ex-prefeito de Sorocaba Antonio Carlos Pannunzio. Outro ex-tucano que está no núcleo duro do ex-governador é o sociólogo Fernando Guimarães, que liderou a corrente Esquerda para Valer no PSDB. 

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) retorna nesta sexta-feira (18) a Curitiba, pela primeira vez desde que deixou a prisão. A visita acontece dois anos e quatro meses depois do petista deixar a carceragem da Polícia Federal em Curitiba, onde permaneceu 580 dias em uma sala especial da Superintendência, cumprindo pena na Lava Jato. O presidenciável deve participar de evento de filiação do ex-senador Roberto Requião, que será candidato ao governo do Paraná. Depois do evento, o ex-presidente deve se encontrar com líderes partidários. 

Requião estava sem partido desde o ano passado e chega ao PT para disputar o quarto mandato no Executivo. A candidatura deverá abrir espaço eleitoral para Lula, que junto ao Partido dos Trabalhadores, não têm boa avaliação no Paraná e nem nos demais estados sulistas do país. Nas últimas eleições presidenciais, o petista Fernando Haddad foi um exemplo da rejeição da legenda da região. 

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No segundo turno de 2018, Jair Bolsonaro (PL) venceu em 307 das 399 cidades paranaenses, angariando 68,4% dos votos válidos, contra 31,6% de Haddad, que foi o mais votado nos outros 92 municípios.  

No sábado (19), Lula vai a Londrina, também no estado, onde visitará um assentamento do Movimento dos Sem-Terra (MST), uma área que ele mesmo criou em 2009, quando estava no segundo mandato na Presidência da República, e também a maior área de reforma agrária inserida em região metropolitana do Brasil. Lá, o ex-presidente deve reencontrar parte do grupo que participou da chamada Vigília Lula Livre, que pediu por sua liberdade durante a prisão em Curitiba. 

Londrina é o segundo maior polo eleitoral do Paraná. A rejeição ao petista é maior que a média estadual: em 2018, por exemplo, 80,1% dos votos válidos para presidente no segundo turno foram para Bolsonaro, contra 19,6% para Haddad. 

O ex-governador Geraldo Alckmin deve assinar sua ficha de filiação ao PSB na próxima quarta-feira (23), em Brasília, em um evento que está sendo formatado para apresentá-lo como um político progressista e no qual lideranças históricas de outros partidos também vão ingressar na legenda. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de quem o ex-tucano deve ser candidato a vice, ainda não confirmou presença no ato de filiação, mas dirigentes pessebistas dizem que o presidenciável sinalizou que vai participar do evento.

Entre as lideranças que vão dividir o palanque com Alckmin e também assinarão a filiação ao PSB estão o presidente da Aliança Nacional LGBTQIA+, Toni Reis; o vice-governador do Maranhão, Carlos Brandão, que deixou o PSDB; o advogado e influencer Augusto de Arruda Botelho; e o senador Dario Berger (SC), que deixou o MDB; além do núcleo de aliados mais próximos do ex-governador paulista.

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Núcleo

A lista de tucanos do entorno de Alckmin que vai se filiar ao PSB tem o ex-deputado estadual e ex-presidente do PSDB Pedro Tobias, os ex-deputados federais Silvio Torres e Floriano Pesaro e o ex-prefeito de Sorocaba Antonio Carlos Pannunzio. Outro ex-tucano que está no núcleo duro do ex-governador é o sociólogo Fernando Guimarães, que liderou a corrente Esquerda para Valer no PSDB. Guimarães, que entrou na executiva estadual do PSB paulista recentemente, é também coordenador do movimento Direitos Já e tem feito a interlocução entre o ex-governador e líderes de movimentos da sociedade civil.

Em outra frente, Alckmin tem mantido diálogo com tucanos históricos, mas que, pelo menos por ora, não mudarão de partido. O ex-governador esteve com os ex-senadores paulistas Aloysio Nunes Ferreira e José Aníbal - que integra o grupo de dissidentes do governador e presidenciável tucano, João Doria. "Tenho conversado com Geraldo sobre política. Ele recebeu um tratamento muito aquém do seu tamanho no PSDB. Não critico a decisão (de ser candidato a vice do Lula)", disse Aníbal. Sobre a possibilidade de mudar de partido, o ex-senador afirmou que ainda está fazendo um trabalho dentro da legenda.

Ausência

Apesar da estratégia de Alckmin de se aproximar de movimentos sociais progressistas, o ex-governador enfrenta resistências no PT e é alvo de críticas no campo da esquerda. "A direção do PSB foi gentil ao nos convidar para o ato. Assim, evitamos o constrangimento de declinar", disse o presidente do PSOL, Juliano Medeiros. "Vamos ver quanto tempo ele vai demorar para fazer a autocrítica de suas posições neoliberais", declarou o dirigente.

No PT, a ala que é contrária à escolha de Alckmin como vice de Lula é integrada pelo ex-presidente do partido Rui Falcão, pelo ex-deputado José Genoino e por correntes mais à esquerda da legenda. Segundo petistas, uma opção ventilada é que o ex-presidente mande uma mensagem gravada no evento de filiação de Alckmin.

O ex-governador anunciou sua saída do PSDB - partido do qual foi um dos fundadores e onde estava havia 33 anos - em 15 de dezembro, após romper com Doria, seu ex-afilhado político. Alckmin, que foi a sétima assinatura na lista de presença dos fundadores do partido, disputou duas vezes o Palácio do Planalto, em 2006 e 2018, com uma agenda conservadora e discurso antipetista.

Em discurso durante ato de filiação ao Republicanos, na noite dessa quarta-feira (16), o vice-presidente Hamilton Mourão garantiu que será leal ao presidente Jair Bolsonaro (PL) e ao projeto de reeleição. O general assumiu sua pré-candidatura ao Senado pelo Rio Grande do Sul.

A declaração foi feita na sede do Republicanos, em Brasília, e vem no momento em que o partido do Centrão se distancia gradativamente do governo, diante da falta de espaço no Executivo. Ligado à Igreja Universal do Reino de Deus, o Republicanos considera até mesmo não fechar aliança com o PL de Bolsonaro nas eleições de outubro, liberando o voto de diretórios regionais.

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"Presidente Bolsonaro sabe perfeitamente que tem toda minha lealdade e apoio irrestrito ao seu projeto de reeleição, que considero fundamental para dar rumo às soluções, para que o Brasil atinja seu destino manifesto, que é sermos a maior e mais próspera democracia liberal abaixo do Equador", disse Mourão, que vive uma relação tensa com Bolsonaro.

O general afirmou, ainda, que não chegou o momento de encerrar sua participação na vida política do País. "Não posso me dar ao luxo de abandonar o campo de batalha", comentou.

O ex-ministro da Saúde e general da reserva, Eduardo Pazuello, vai se filiar ao PL para concorrer ao cargo de deputado federal pelo Rio de Janeiro. A informação foi publicada pela colunista Juliana Dal Piva. Segundo a publicação, Pazuello chegou a cogitar o ingresso no PP, mas aliados dele confirmam que o general optou pelo partido do presidente Jair Bolsonaro.

Pazuello pediu para ir para a reserva no Exército, visando planos eleitorais. No início de março, ele fez a solicitação e prontamente foi atendido.

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Pazuello foi ministro da Saúde de maio de 2020 até março de 2021, quando a pandemia da Covid-19 viveu o seu auge no Brasil. A gestão dele foi marcada pel defesa da cloroquina como remédio para tratar a Covid - contudo o medicamento é ineficaz -, a crise do oxigênio em Manaus e pela morosidade na aquisição de vacinas.

 

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-governador Geraldo Alckmin, antes do PSDB, preparam o anúncio da chapa presidencial para meados de abril. O anúncio deverá ser feito em São Paulo, de acordo com a comentarista de política e economia da GloboNews, Natuza Nery. A aliança está sob diálogo desde o ano passado e causou reações adversas em ambos os espectros da esquerda e da direita. 

Diversos aliados do PT, como integrantes do PCdoB e do PSOL, não veem a chapa com “bons olhos”. Ainda de acordo com Nery, o ex-tucano deve assinar sua ficha de filiação ao PSB no fim deste mês. Dentro do PSB, os líderes deverão prosseguir na busca pela frente ampla nacional. No entanto, além de uma antipatia por Alckmin, petistas também acreditam que o político não faz o perfil de vice para Lula, por causa do seu histórico político mais voltado à direita liberal. 

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A coluna diz, também, que Lula tem reagido “de forma mais dura” e que essa oposição é “uma das razões pelas quais deseja liquidar esse assunto anunciando sua dobradinha com Alckmin”. 

 

Aos 81 anos, o ex-governador do Paraná Roberto Requião anunciou neste domingo, 13, que vai se filiar ao PT para apoiar a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência. Requião deve subir no palanque do petista para tentar o governo do Estado, disputando com Ratinho Jr (PSD), que buscará a reeleição.

Em vídeo publicado nas redes sociais, o ex-governador mencionou o preço dos combustíveis para justificar sua oposição ao presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo Requião, a situação econômica do País chegou ao "limite do que uma pessoa sã pode tolerar". "Eu acredito firmemente que o Lula, com um programa bem definido e factível, sem extremismos, (...) terá sucesso na campanha presidencial", afirmou.

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"Aqui no Paraná, levo à frente a minha pré-candidatura ao governo do Estado para pôr ordem na casa e acabar com os erros todos", completou. O ex-governador passou toda a sua carreira política no MDB, partido pelo qual se elegeu para três mandatos. Ele também já foi senador duas vezes pela mesma legenda.

Com a filiação de Requião ao partido de Lula, as peças começam a se organizar no jogo eleitoral paranaense para este ano. A disputa no Estado promete ser acirrada, e, no momento, está tripartida: de um lado, Bolsonaro poderá contar com o apoio do atual governador, um de seus poucos aliados nos governos estaduais; de outro, o PT terá o ex-governador, que já foi eleito três vezes no Estado; por fim, Sérgio Moro (Podemos) deve explorar o fato de o Paraná ser seu Estado natal - ele nasceu no município de Maringá.

A disputa no Paraná também será marcada pela tentativa de conciliação entre planos estaduais e nacionais do PSD. A nível estadual, o governo de Ratinho Jr conta com o Podemos, partido do presidenciável Sérgio Moro, em sua base de apoio. O governador, contudo, pretende estar no palanque de Bolsonaro, que é do PL. Mas vale frisar que o próprio PSD também se prepara para ter um pré-candidato ao Planalto. Após a desistência do senador Rodrigo Pacheco (MG), a sigla tenta tirar o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, do PSDB para que ele a represente na corrida presidencial.

Segundo Requião, seu ato de filiação ao Partido dos Trabalhadores deve ocorrer na próxima sexta-feira, 18.

O presidente do PL, o ex-deputado federal Valdemar Costa Neto, marcou para o dia 26 de março, um sábado, o ato de lançamento da pré-candidatura de Jair Bolsonaro (PL) à reeleição para a presidência da República. A solenidade acontecerá em Brasília, mas o horário e o local ainda não estão definidos.

O anúncio foi feito no começo da tarde deste sábado (12), durante um evento de filiação de deputados federais ao Partido Liberal em Brasília, com a presença de Bolsonaro. Segundo a assessoria do PL, o lançamento está "agendado", mas ainda pode mudar a depender de compromissos do presidente da República.

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Bolsonaro se filiou ao PL em novembro passado, depois de dois anos sem partido. Em novembro de 2019, Bolsonaro deixou o antigo PSL, hoje União Brasil, sigla pela qual se elegeu em 2018.

No evento deste sábado, ao menos 14 deputados federais se filiaram ao PL - o movimento tem causado incômodo a outros partidos do Centrão, que reclamam do fato de Bolsonaro ter priorizado seu próprio partido. Ingressaram no PL Sóstenes Cavalcante (RJ); Coronel Chrisóstomo (RO); Cabo Junio Amaral (MG); Márcio Labre (RJ); Bibo Nunes (RS); Carlos Jordy (RJ); Loester Trutis (MS); Sanderson (RS), Daniel Freitas (RJ); Luiz Lima (RJ); Marcelo Álvaro Antônio (MG); Éder Mauro (PA) e Alberto Neto (AM).

Durante o evento, Bolsonaro assinou fichas de filiação e posou para fotos com os deputados, mas não discursou. Um novo evento para filiação de deputados bolsonaristas ao PL deve acontecer nos próximos dias, mas a presença do presidente da República é incerta.

A ministra da Secretaria de Governo, Flávia Arruda, minimizou, na manhã deste sábado (12), as críticas de políticos do chamado centrão ao suposto excesso de filiações de aliados do presidente Jair Bolsonaro ao PL, sigla na qual o presidente entrou em novembro passado. Segundo a ministra, que também é do PL, é "natural" que mais políticos decidam ir para o mesmo partido de Bolsonaro.

Ela ponderou que outros partidos do centrão também estão recebendo adesões. "Está tendo muita filiação nos outros partidos também. O próprio ministro Ciro (Nogueira, ministro da Casa Civil) tem viajado muito com as filiações (ao Progressistas) nos Estados. O Republicanos também (está recebendo filiações)", disse Flávia Arruda.

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A declaração de Flávia Arruda foi feita na chegada de um evento de filiação de deputados federais e candidatos ao PL, na sede do partido em Brasília. Jair Bolsonaro e outras autoridades do governo também estão presentes no encontro, que é fechado à imprensa.

Segundo participantes, Bolsonaro não discursou na reunião, e se limitou a assinar as fichas de filiação de deputados federais que aproveitaram a janela partidária para migrar para o PL. O presidente da República acessou o prédio pela garagem, sem falar com a imprensa.

A ministra também negou rumores de que Bolsonaro esteja tentando trazer para o PL o ministro da Cidadania, João Roma, hoje filiado ao Republicanos. Nos últimos dias, o ministro tem sinalizado que pode ir para o PL para disputar o governo do Estado da Bahia.

"Isso filiação de Roma ao PL eu não sei ainda. Isso é uma política muito voltada para a Bahia. Ele (Roma) está lá agora fazendo as entregas e a política local. Então é uma decisão muito, mesmo, do ministro João Roma", disse ela.

Nos últimos dias, políticos do centrão têm expressado preocupação com um suposto "excesso" de filiações de aliados de Bolsonaro ao PL - o presidente nacional do Republicanos, o deputado Marcos Pereira (SP), disse a jornalistas que Bolsonaro "só atrapalhou" o crescimento do partido durante a chamada janela partidária.

A janela é o período entre 3 de março e 1º de abril no qual os deputados federais podem mudar de partido sem perder o mandato por infidelidade partidária. Procurado pelo Estadão/Broadcast, Pereira não quis comentar as declarações de Flávia Arruda. "Sem comentários", disse.

O evento deste sábado acontece na sede do PL em Brasília, no centro de convenções Brasil 21. Além do presidente da República e de Flávia Arruda, também estão presentes o secretário especial de Cultura, Mário Frias; o advogado Frederick Wasseff, que representa Bolsonaro em processos na Justiça; e os deputados Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ); Giovani Cherini (PL-RS) e Nelson Barbudo (PSL-MT), entre outros.

Barbudo aproveitou a janela e se filiou na manhã deste sábado ao PL. "Eu sempre disse ao Mato Grosso que iria apoiar o governo Bolsonaro no Congresso. Estou indo para o partido que ele foi também. Simples assim", disse. Sóstenes Cavalcante também se filiou ao PL. "Assinado hoje", disse. "Com o presidente Jair Bolsonaro abonando a minha ficha". Outros deputados que migraram também tiveram as fichas assinadas pelo presidente da República.

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