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A UNAMA - Universidade da Amazônia, por meio do curso de Licenciatura em Ciências Biológicas, realiza a ação “Pegadas de um Biólogo na Amazônia”, nos dias 25 e 26 de setembro, às 8 horas. O projeto é voltado para acadêmicos do curso de biológicas e Engenharia Ambiental e Sanitária, docentes e pesquisadores da área. A ação ocorre em parceria com “Amazon Kite e SUP” e “Caruanasvaa”, além do apoio logístico com um caminhão de coleta de lixo e de uma lancha da Guarda Municipal.

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O evento é coordenado pela professora Ana Carla Feio, do curso de Licenciatura em Ciências Biológicas da UNAMA. A intenção do projeto é promover práticas interdisciplinares com temáticas sobre educação ambiental e mostrar a importância da manutenção dos rios amazônicos, por meio de conhecimento científico.

A coordenadora do “Pegadas de um Biólogo na Amazônia” explica que o projeto foi idealizado para propor integração entre alunos, docentes e pesquisadores com a sociedade. O objetivo é formar agentes reflexivos e críticos quanto às problemáticas sociais.

Por meio de práticas educativas, o grupo pretende sensibilizar e conscientizar a população sobre o descarte irregular de resíduos sólidos e responsabilização pelo ato. “É uma problemática persistente na nossa região e no país. Precisamos urgentemente nos responsabilizar por aquilo que consumimos e lançamos no ambiente”, afirma Ana Carla Feio sobre o abandono de lixo irregular.

As ações do projeto foram modificadas para cumprir todos os métodos de prevenção ao coronavírus. A coordenadora explica que o evento será em um ambiente aberto justamente para oferecer o distanciamento necessário entre os participantes e o ar circular de forma mais fácil. 

“Todos os participantes estarão de máscara, com material higienizado e álcool em gel. Eles estão orientados a manter certo distanciamento. Além, de estarem protegidos com luva de borracha”, explica Ana Carla Feio.

A ação terá dois momentos importantes e conta com a participação de 28 acadêmicos dos cursos de Ciências Biológicas e Engenharia Ambiental e Sanitária. No primeiro dia, sexta-feira (25), será realizada a coleta ativa, no rio Maguari, utilizando a prática de stand up paddle e canoagem em canoa havaiana. 

Já no segundo dia, sábado (26),  o foco será a coleta no rio Guamá, Complexo Ver-o-Rio. Contudo, a ação de coleta de resíduos também será estendida à "prainha", local em que a problemática é mais visível devido à recreação local na orla da capital, o que gera um impacto visual dos resultados da ação e com isso  a reflexão dos espectadores.

Para o coordenador do curso de Licenciatura em Ciências Biológicas, Luís Gustavo, o “Pegadas de um Biólogo pela Amazônia” faz com que a UNAMA, por meio dos acadêmicos, consiga difundir conhecimentos em relação à educação e à consciência ambiental na comunidade. 

“Agregar conhecimento aos alunos na medida em que proporciona a eles práticas interdisciplinares faz com que consigam socializar e divulgar o conhecimento científico como forma de  despertar a curiosidade de discente e, automaticamente da população que ele trabalha”, afirma Luís Gustavo.

A universitária e bolsista do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic) cadastrado no projeto, Edwanda Fontineli, conta que é a primeira vez que participa de uma ação prática. Para ela, é muito importante poder ter o contato mais próximo com a natureza e colocar em prática toda a teoria que aprendeu em sala de aula. 

“Nós vamos ter muito trabalho para fazer durante a execução da ação, mas será divertido. Tudo o que mais quero é fazer a minha contribuição para termos um mundo mais limpo”, diz a universitária.

Edwanda Fontineli desenvolve um plano de trabalho, por meio do Pibic, sobre a importância da interação do inseto-planta voltado para o Ensino Básico. Ela conta que um dos intuitos do projeto é desenvolver tecnologias acessíveis para todas as idades e públicos. A universitária reforça que a equipe tem trabalhado bastante na questão do lúdico e diminuir a cegueira botânica, ou seja, fazer com que as pessoas entendam a importância de cuidar do meio ambiente.

O universitário e voluntário do projeto Jair Filho afirma que quando se escolhe a área de biologia, automaticamente, vem a vontade de colocar a mão na massa. Ele conta que, quando surgiu a oportunidade de participar da ação, pensou que aquilo poderia ajudá-lo profissionalmente e faria bem para a sociedade. 

“Na produção do Pibic, desenvolvo um projeto sobre a interação do animal com a vegetação e como ocorre a troca. Minha intenção é  levar o conhecimento de forma clara e lúdica sobre o assunto. Quero ressaltar a importância de cuidar do meio ambiente”, afirma Jair Filho.

Por Amanda Martins.

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A falta de proteção dos eixos dos motores das embarcações tem provocado o escalpelamento e até a morte de mulheres e meninas ribeirinhas no norte do país. Só no Pará, foram mapeados mais de 400 casos. Para conscientizar a sociedade a respeito das medidas simples que podem evitar estas tragédias, o Ministério Público do Trabalho (MPT) realiza uma série de ações no Dia Nacional de Combate e Prevenção ao Escalpelamento, em 28 de agosto. Clique no ícone abaixo e ouça chamada para a campanha.

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"Trata-se, muitas vezes, de um acidente de trajeto, e portanto um acidente de trabalho, tipicamente amazônico, que preocupa o MPT e requer tanto ações de prevenção quanto de combate à discriminação sofrida pelas vítimas, num cuidadoso processo de reabilitação para inserção no mercado de trabalho, quando na idade e no momento apropriados para tanto", afirma a titular da Coordenadoria Nacional de Trabalho Portuário e Aquaviário (Contapa), do MPT, a procuradora Flávia Bauler.

Além de materiais informativos veiculados nas redes sociais do MPT, foi produzidoa uma edição especial do podcast Prosa de Trabalho sobre o tema e elaborados spots para rádio que foram distribuídos às emissoras de rádio da região.

Entre as entrevistas do podcast, você vai conhecer a história da diarista Ane Almeida, de 34 anos, moradora de Abaetetuba, no Pará, que foi vítima de escalpelamento quando tinha apenas 15 anos. “Fui secar a água do barco e na hora que eu me abaixei, o meu cabelo estava preso com rabo de cavalo e enrolou no eixo. Tive a perda total do couro cabeludo, parte do rosto e fratura em um dos braços”, relembra.

Segundo Jureuda Guerra, psicóloga da Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará e presidente do Conselho Regional de Psicologia do Pará e do Amapá, “muitas desenvolvem síndrome do pânico, de ansiedade, transtorno de angústia em relação ao acidente. O próprio desenvolvimento cognitivo das crianças, a aprendizagem, a memória recente, são afetadas”.

Até o momento, Ane Almeida já passou por 36 cirurgias. “Cada dia a gente supera um pouco, principalmente a autoestima, é uma coisa que vai se recuperando diariamente”, conta ela. Mas a psicóloga Jureuda reforça: as sequelas vão muito além. “Se olha muito do couro cabeludo para fora e a gente precisa olhar da caixa craniana para dentro. Tem áreas do cérebro que são atingidas e mexem com o sistema nervoso, com questões neurológicas”, diz.

Acidentes de trabalho e de gênero

“Os casos acontecem em embarcações familiares e muitas vezes quando estão em trânsito para os locais de trabalho”, acrescenta a coordenadora da Contapa do MPT. Para Flávia Bauler, é preciso fortalecer as iniciativas de prevenção e conscientização junto às comunidades ribeirinhas sobre os riscos do escalpelamento e ampliar a divulgação dos procedimentos de proteção.

A psicóloga Jureuda Guerra, que também integra o Comitê Estadual de Enfrentamento e Erradicação ao Escalpelamento, concorda com a coordenadora da Conatpa. Ela argumenta que “durante décadas só se falou do escalpelamento como uma questão estética e não é. Precisamos olhá-lo como uma questão de política pública, como um acidente de trabalho, e como um acidente de gênero, porque ele atinge mulheres de qualquer idade”.

Com o objetivo de erradicar o problema e combater a discriminação que as vítimas sofrem, o MPT criou o Grupo de Trabalho sobre Escalpelamento por Embarcações. “Fazemos articulação com vários órgãos para oferecer apoio do ponto de vista social, médico e do acesso a direitos, uma vez que as vítimas devem ser reconhecidas como pessoas com deficiência, com garantia de recebimento do Benefício de Prestação Continuada (BPC)”, esclarece a procuradora do MPT no Pará e Amapá Tatiana Amormino, que coordena o GT.

Para a promotora de Justiça Suely Catete, do Ministério Público do Pará, “os nossos rios são nossas ruas e, como tal, a gente tem que ter cuidado. Da mesma forma que tenho que olhar para os lados para saber se eu posso atravessar uma avenida, tenho que ter cuidados ao entrar numa embarcação, mesmo nas pequenas”, compara ela, que também possui intensa atuação no enfrentamento ao escalpelamento.

Medidas preventivas 

Na pele de quem já viveu essa tragédia, a vítima de escalpelamento Ane Almeida avisa que todo o cuidado é pouco para uma prevenção efetiva. “É prender o cabelo, colocar touca, boné e não se aproximar do motor, porque por qualquer descuido, acaba acontecendo”, ressalta.

Uma medida preventiva muito simples pode evitar esse tipo de acidente: a Marinha realiza a instalação gratuita do material para a cobertura de eixo dos motores das embarcações. No entanto, ainda há muitas embarcações que não são inscritas na Capitania dos Portos, seja por questões culturais ou até mesmo pela distância, como relatou o capitão dos portos da Amazônia Oriental, Manoel Oliveira Filho.

“Nosso desafio maior é chegar a estas pessoas e passar as orientações para uma navegação segura. É importante que os proprietários de barcos tenham essa preocupação, uma simples cobertura de eixo salva vidas e protege sua família, suas pessoas queridas. Procurem, levem suas embarcações para instalar a cobertura e dar segurança a estas pessoas”, afirma o capitão.

Em caso de emergência, entre em contato pelo Disque 185. Violações relacionadas às medidas preventivas ou situações de discriminação no trabalho sofridas pelas vítimas de escalpelamento também podem ser denunciadas pelo aplicativo MPT Pardal ou pelo site mpt.mp.br.

Da assessoria do MPT.

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Ação ajuda na autoestima de vítimas do escalpelamento

O ex-ministro e juiz da Operação Lava-Jato, Sergio Moro, conta com uma curiosa aliança para tentar articular suas acusações de que o presidente Jair Bolsonaro cometeu crimes por interferência na Polícia Federal. Moro compareceu à PF de Curitiba, no Paraná, na tarde deste sábado (2), ao lado do advogado Rodrigo Sánchez Rios, que já defendeu alguns dos principais alvos da Operação Lava Jato, como Eduardo Cunha, Marcelo Odebrecht e a empresa Engevix.

Tido como próximo de Moro há muito tempo, Rios é secretário-geral da OAB Paraná. Graduado em Direito pela Universidade Federal do Paraná, o advogado de Moro concilia o escritório com as salas de aulas, sendo professor de Direito Penal da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, tanto no curso de graduação quanto no programa de pós-graduação.

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Engajar a população no projeto Novo Rio Pinheiros é um dos principais desafios do governo do Estado para cumprir a meta de despoluí-lo até 2022. Além de investir em campanhas de educação sanitária, especialistas sugerem a abertura de dados sobre o projeto para tentar atrair contribuições e a confiança da população.

O assunto foi tema do seminário A despoluição dos Rios, parceria entre a Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) e o Estado, realizado nesta quarta-feira, 9. Embora façam elogios a aspectos do projeto de despoluição, lançado pela gestão João Doria (PSDB), participantes também mantêm desconfiança em relação ao prazo - visto por parte deles como "irrealista".

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Para Marcelo Reis, do movimento Volta Pinheiros, fracassos no passado dificultam a participação. "A gente precisa de um projeto sério para que a cidade abrace", disse. Reis afirma ser favorável às soluções, mas cobra maior transparência e acesso ao cronograma do projeto e questiona o prazo. "O site disponível deveria ter dados abertos, sinalizações de fases da execução em verde, amarelo e vermelho, por exemplo."

"Tem de parar de sujar, senão é dinheiro jogado fora", disse Paulo Skaf, presidente da Fiesp.

Em nota, a Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente informou que as ações podem ser acompanhadas no site novoriopinheiros.sp.gov.br. "Os 14 editais para obras de saneamento são públicos e estão disponíveis para consulta." Segundo a pasta, que reafirmou a meta de 2022, o objetivo é "encaminhar à Estação de Tratamento de Esgoto Barueri 2.800 litros por segundo e universalizar a bacia".

"Por meio de investimentos do Projeto Tietê, a ETE ampliou em 2017 a capacidade de tratamento para 12 mil litros por segundo. Em 2018, houve um salto para 16 mil litros por segundo. Paralelamente ocorrem as ações de desassoreamento que deverão retirar 500 mil m³ de resíduos do Rio Pinheiros." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Um estudo da Confederação Nacional do Transporte (CNT) divulgado hoje (2) mostra que o Brasil utiliza um terço dos 63 mil quilômetros navegáveis dos rios. Atualmente, o país utiliza 19 mil km, ou seja, 30,9% da malha hidroviária para o transporte comercial (de cargas e passageiros). Com isso, apenas 5% da movimentação de cargas é feita pelos rios.

De acordo com a entidade, o Brasil dispõe de 2,3 km de vias interiores economicamente utilizáveis para cada 1 mil km² de área, enquanto países como China e Estados Unidos, possuem, respectivamente, 11,5 km e 4,2 km por 1 mil km² de área. Caso o país aproveitasse todo o potencial desse modelo de transporte, a densidade aumentaria para 7,4 km por 1 mil km² de área

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Ainda de acordo com a CNT, outro motivo é a ausência de hidrovias no país, sendo o transporte feito devido a características naturais dos rios que facilita a navegabilidade. O único sistema que se aproxima de uma hidrovia, de acordo com o estudo, é o sistema Tietê-Paraná.

No Brasil, as maiores extensões navegáveis estão localizadas nas regiões hidrográficas Amazônica (cerca de 16 mil km) e Tocantins/Araguaia (aproximadamente 1,4 mil km). Embora seja bastante utilizadas, elas estão longe de atingir seu potencial de transporte.

“Em relação ao transporte de passageiros, em 2017 (última informação disponível) foi estimado um total de 9,8 milhões de passageiros transportados na Amazônia (nos estados do Amapá, Amazonas, Pará e Rondônia). Em algumas localidades, os rios são o principal meio de transporte, sendo cruciais para o deslocamento e o abastecimento das comunidades ribeirinhas”, diz o estudo.

Investimentos

A entidade aponta como causas do baixo uso da matriz fluvial entraves de infraestrutura, a burocracia, a pouca atenção dada ao segmento nas políticas públicas e também o reduzido volume de recursos investidos no setor ao longo dos anos.

Segundo o estudo, entre 2011 e 2018, os investimentos na navegação interior do país representaram, em média, 10,6% do valor estimado nos principais planos de governo para o setor no âmbito federal.

Ainda, de acordo com a CNT, além do baixo investimento, o valor efetivamente aplicado é baixo também quando comparado ao montante autorizado. Segundo o estudo, 52,9%, em média, do orçamento autorizado para a navegação interior foi executado de 2001 a 2018.

“Na análise dos recursos investidos em hidrovias, de 2001 a 2018, o valor máximo foi aplicado em 2009: R$ 831,79 milhões (em valores atualizados pelo IPCA para jun/2018). Mas, de 2009 a 2018, houve uma queda, e o investimento efetivamente pago diminuiu quase 80%. Em 2018, chegou a R$ 173,70 milhões”, diz o estudo.

Volume de cargas

A CNT diz, que apesar dos poucos recursos investidos, o volume de cargas transportadas pelo modal hidroviário cresceu 34,8% entre 2010 e 2018, passando de 75,3 milhões de toneladas para cerca de 101,5 milhões de toneladas. O levantamento diz que o volume pode ser maior, uma vez que a Agência Nacional de Transporte Aquático (Antaq) não contabiliza a movimentação da totalidade das instalações portuárias.

Segundo a CNT, o aumento na capacidade do transporte fluvial reduziria a pressão existente sobre as rodovias, responsáveis pela maior parte do transporte de carga no país. A medida também reduziria o custo do transporte, uma vez que um comboio de barcaças é capaz de transportar carga equivalente ao carregado por 172 carretas, fazendo com que a estimativa de preço do frete hidroviário seja 60% menor que o rodoviário.

“O transporte hidroviário possui grande capacidade de movimentação de carga, baixo custo da tonelada transportada e reduzidas emissões de poluentes que, entre outros, fazem dele um modal muito adequado à movimentação de grandes volumes de mercadorias de baixo valor agregado (commodities) por grandes distâncias”, diz o estudo.

De acordo com a entidade, um modelo ideal de matriz de transporte para um país com as dimensões do Brasil deve considerar um maior equilíbrio dos modos disponíveis. “Só assim seria possível aumentar a eficiência e a competitividade nas movimentações. E o transporte fluvial – em um sistema integrado – tem a capacidade de reduzir a pressão sobre as rodovias”, diz o estudo.

O naufrágio do navio Capitão Ribeiro, na última quarta-feira (23), na Ponta Grande do Xingu, em Porto de Moz, reabre a discussão sobre a segurança da navegação na Amazônia. O acidente ocorreu na área de comando do 4º Distrito Naval. A embarcação saiu de Santarém, município localizado no oeste do Pará, às 18 horas de segunda-feira (21), e tinha escala nos municípios de Prainha, Monte Alegre e destino final em Vitória do Xingu. Segundo a Marinha do Brasil, o naufrágio foi o sexto ocorrido no Pará em 2017.

Naufrágios são muito frequentes no Estado do Pará, principalmente da região do Xingu. No dia 2 de agosto deste ano, um navio empurrador de balsas afundou próximo ao município de Óbidos, no oeste do Pará. Nove das 11 pessoas que estavam na embarcação no momento do acidente permanecem desaparecidas. É possível que elas não tenham conseguido sair do compartimento fechado da embarcação.

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O professor de Engenharia Naval Hito Braga de Morais, da Universidade Federal do Pará (UFPA), explica que para melhorar as condições de navegação na Amazônia é preciso que o governo do Estado do Pará invista em conscientizar a população sobre os cuidados necessários ao embarcar e na fiscalização dos portos. "É preciso que tenha um controle do embarque de pessoas. Acontece de passageiros embarcarem no meio da viagem. Essa embarcação clandestina pode acontecer à noite também, porque não tem nenhum fiscal, e o certo em uma situação de rio agitado, tempestades e ondas grandes era o passageiro já ser orientado para colocar o colete de segurança", afirma o professor.

Hito explica que a qualidade das embarcações, muita das vezes, não é boa e com a falta de opção, a população mais humilde acaba tendo que se arriscar em embarcações que não são seguras. "A comunidade ribeirinha da Amazônia é uma comunidade sem recursos que não pode pagar um transporte rápido e eficiente", diz. 

O professor acredita que um investimento do governo estadual em embarcações de aço ajudaria na diminuição dos acidentes. "Tirar a embarcação de madeira eu não concordo. O que eu concordo é o governo ter um programa para a construção de embarcações em aço mais baratas, tirar os impostos do aço, e quando for para navegação de passageiro, ele subsidia o aço da construção", explica.

As equipes de busca que trabalham na localização dos desaparecidos no naufrágio da embarcação Capitão Ribeiro encontraram, na manhã de sexta-feira (25), mais dois corpos, de duas crianças. Segundo as primeiras informações, elas estavam no porão do barco e foram localizadas no momento em que foram retiradas as mercadorias estocadas no local.

Os corpos, de uma menina de oito a 10 anos de idade, e de um menino, de um a três anos, foram levados para o município de Porto de Moz, onde está concentrada a estrutura montada pelo governo do Estado e onde será realizada a perícia médica. Com isso, são 23 mortos, 27 sobreviventes e dois desaparecidos os números do acidente que abalou o Pará. As buscas continuarão até que sejam localizadas todas as vítimas do naufrágio, que aconteceu na noite de terça-feira (22).

Por Letícia Aleixo e Geovana Mourão.

Um mês e meio de estiagem foi suficiente para mudar o cenário dos rios que abastecem cidades no interior de São Paulo. Importantes rios paulistas que, entre o fim de maio e o início de junho chegaram a transbordar, estão agora mostrando o leito com pedras e bancos de areia. Córregos e ribeirões também já são afetados pela falta de chuvas. Desde o início de julho não chove de forma expressiva no interior; em algumas regiões houve chuvas esparsas há 27 dias.

Em Altinópolis, na região de Ribeirão Preto, a Cachoeira do Itambé, principal atração turística do município, deixou de existir. A queda-d'água de 60 metros no paredão de arenito desapareceu porque o ribeirão que a formava secou. Na cidade, os moradores convivem com a falta de água. A prefeitura informou que o desabastecimento é pontual e decorre de quebras em equipamentos de captação, que abastece 40% da cidade.

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O Rio Pardo, na região de Ribeirão Preto, estava com 72 centímetros de água na quinta-feira passada, em contraste com a forte vazão do início de junho, quando as réguas de medição registravam quase dois metros. O nível atual está próximo da vazão mais baixa já registrada, de 42 centímetros, em 1969.

Contrastando com o transbordamento no início de junho, o Rio Piracicaba exibia bancos de areia ontem no trecho final da Avenida Beira-Rio, área urbana de Piracicaba. Na cachoeira, atração turística da região, as pedras emergiam, ocupando porção maior do que a água. Quando o rio encheu, na primeira semana de junho, a vazão chegou a 669 metros cúbicos por segundo. Ontem, a medição do Departamento de Água e Energia Elétrica (DAEE) registrava 46 metros cúbicos por segundo.

A água que, em junho, cobria toda a extensão da Cachoeira das Emas, no Rio Mogi-Guaçu, em Pirassununga, virou um filete com menos de dois metros de largura. As pedras do leito do rio, normalmente cobertas, voltaram a aparecer.

O Rio Tietê também baixou drasticamente em Salto e Porto Feliz. Nas duas cidades, moradores dos bairros ribeirinhos reclamam da volta do cheio ruim, causado pela concentração de poluentes nas águas.

 

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Um mês e meio de estiagem foi suficiente para mudar o cenário dos rios que abastecem cidades no interior de São Paulo. Importantes rios paulistas que, entre o fim de maio e o início de junho chegaram a transbordar, estão agora mostrando o leito com pedras e bancos de areia. Córregos e ribeirões também já são afetados pela falta de chuvas. Desde o início de julho não chove de forma expressiva no interior; em algumas regiões houve chuvas esparsas há 27 dias.

Em Altinópolis, na região de Ribeirão Preto, a Cachoeira do Itambé, principal atração turística do município, deixou de existir. A queda-d’água de 60 metros no paredão de arenito desapareceu porque o ribeirão que a formava secou. Na cidade, os moradores convivem com a falta de água. A prefeitura informou que o desabastecimento é pontual e decorre de quebras em equipamentos de captação, que abastece 40% da cidade.

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Contrastando com o transbordamento no início de junho, o Rio Piracicaba exibia bancos de areia ontem no trecho final da Avenida Beira-Rio, área urbana de Piracicaba. Na cachoeira, atração turística da região, as pedras emergiam, ocupando porção maior do que a água. Quando o rio encheu, na primeira semana de junho, a vazão chegou a 669 metros cúbicos por segundo. Ontem, a medição do Departamento de Água e Energia Elétrica (DAEE) registrava 46 metros cúbicos por segundo.

A água que, em junho, cobria toda a extensão da Cachoeira das Emas, no Rio Mogi-Guaçu, em Pirassununga, virou um filete com menos de dois metros de largura. As pedras do leito do rio, normalmente cobertas, voltaram a aparecer.

O Rio Tietê também baixou drasticamente em Salto e Porto Feliz. Nas duas cidades, moradores dos bairros ribeirinhos reclamam da volta do cheio ruim, causado pela concentração de poluentes nas águas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Nicolás García Uriburu, o artista plástico argentino de vanguarda que tingiu de verde o Grande Canal de Veneza, o rio Sena de Paris e o East River de Nova York, morreu na segunda-feira aos 78 anos em Buenos Aires, de acordo com fontes sanitárias.

O pintor e defensor do meio ambiente faleceu no Hospital Rivadavia, que não informou a causa da morte. García Uriburu foi um dos pioneiros da chamada 'land art', movimento destinado a criar consciência sobre os estragos da poluição.

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Na Bienal de Veneza de 1968, Uriburu tingiu o Grande Canal com um corante verde fosforescente. Foi preso pela ação, mas o libertaram pouco depois, quando se comprovou que a substância não era tóxica.

Durante sua rica trajetória, presidiu em Buenos Aires uma fundação dedicada ao estudo da arte dos povos originários da América.

Como parte da sua cruzada a favor do meio ambiente, também tingiu de verde as águas no porto belga de Amberes e no francês de Nice.

Em 1981, junto com o artista Joseph Beuys, coloriu o rio Rhin e plantou cerca de 7.000 carvalhos na Alemanha. Para comemorar o regresso da democracia na Argentina, em 1983, tingiu as águas das fontes do Monumento de los Españoles e da Plaza de los Dos Congresos.

"Tento lançar um alarme contra a poluição de rios e mares, e foi através das minhas ações artísticas em pontos distintos do planeta que transformei minha obra em uma espécie de alerta contestatário globalizador", declarou em certa ocasião à imprensa.

Em 2010, durante as festividades do Bicentenário da patriótica Revolução de Maio, coloriu o Riachuelo em Buenos Aires, um dos cursos fluviais mais poluídos do mundo.

O oeste do Saara, hoje coberto de areia, foi no passado uma imensa área verdejante coberta por uma vasta rede de rios. A conclusão é de um novo estudo publicado nesta terça-feira (10) na revista Nature Communications.

Há anos os cientistas descobriram no Oceano Atlântico, na costa da Mauritânia, a oeste do deserto, resíduos e canais submarinos que indicavam a existência, em algum momento do passado, de grandes rios desaguando na região.

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Agora, usando uma técnica de imageamento por satélite capaz de detectar o que há no subsolo, pesquisadores conseguiram a primeira prova direta de que havia mesmo uma bacia de rios de 520 quilômetros de extensão onde hoje só existe deserto.

De acordo com a autora principal do estudo, Charlotte Skonieczny, do Instituto Francês de Pesquisa sobre Exploração do Mar (Ifremer, na sigla em francês), a vasta rede de rios do Saara existiu - e voltou a desaparecer - em vários períodos ao longo dos últimos 245 mil anos.

As imagens de radar obtidas com um satélite japonês revelou partes do antigo sistema fluvial em camadas rasas da superfície arenosa da Mauritânia.

Esses canais enterrados, entretanto, provavelmente faziam parte do Tamanrasett, um rio hipotético que os cientistas acreditam ter se estendido por 500 quilômetros através do Saara ocidental, com nascente nas montanhas Atlas e no planalto de Hoggar, na atual Argélia.

Segundo os pesquisadores, o sistema fluvial era reativado a cada vez que ocorria um dos chamados Períodos Úmidos Africanos. Nesses períodos, todo o norte da África - atualmente desértico - adquiria um clima semelhante ao do Quênia atual, com zebras, leões e girafas circulando por savanas e pastagens.

De acordo com os cientistas, a água deve ter corrido pelo rio Tamanrasett pela última vez há cerca de 5 mil anos. "Se ainda existisse atualmente, o rio Tamanrasett seria o 12º maior da Terra", escreveram os cientistas.

Os leitos de rios localizados pelos satélites sob as dunas do deserto alinham-se quase perfeitamente com um grande cânion submarino - descoberto em 2003 e batizado de Cânion do Cabo Timiris -, que se estende a partir da costa da Mauritânia por três quilômetros oceano adentro, com cerca de 2,5 quilômetros de largura e um quilômetro de profundidade em alguns pontos.

Os cientistas também haviam descoberto no oceano profundo, na região do Cânion do Cabo Timiris, a presença de material granulado fino, provavelmente originário de rios, além de um grande canal submarino escavado na plataforma continental da costa do Saara Ocidental.

Tudo levava a crer que já houve uma rede fluvial considerável desaguando na região, mas até agora não havia nenhuma prova direta de sua existência. O alinhamento dos antigos leitos de rios sob a areia com a região do cânion demonstra pela primeira vez que o Tamanrasett não era só uma especulação.

Boletim publicado na manhã deste sábado (17) pelo governo do Rio Grande do Sul mostra que as tempestades que atingem o Estado mantém quatro rios em níveis acima dos níveis de alerta e são responsáveis pelo desalojamento de 5,3 mil famílais - das quais 1,7 mil estão desabrigadas.

O Rio Guaiba, que corta Porto Alegre, passa pela segunda maior cheia já registrada na história: atingiu 2,93 metros, segundo informações da TV Globo. O recorde é de 1941, quando superou os 3 metros.

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Ao todo, 100 cidades foram atingidas por enchentes no RS. A estimativa do governo é que até 34,9 mil residências tenham sido atingidas pelas cheias, que tiveram início no começo da semana.

Além do Guaíba, estão acima dos níveis de alerta os Rios Sinos, Gravataí e Uruguai.

O governo montou um esquema para recebimento de doações de mantimentos para os desalojados em Porto Alegre.

Beneficiados pelas chuvas, os rios Atibaia, Camanducaia e Jaguari, que estão sob a influência do Sistema Cantareira, registraram nesta segunda-feira (9) o melhor conjunto de vazões desde fevereiro de 2014, na fase inicial da crise hídrica. A vazão média, conforme a Sala de Situação do Consórcio PCJ, chegou a 26 metros cúbicos por segundo nos cinco pontos de medição espalhados pelos três rios. No final de janeiro, quando foram estabelecidas as novas regras de operação das vazões, a média era de 6 metros cúbicos por segundo.

No Alto Atibaia, a vazão nesta segunda-feira era de 19,12 metros cúbicos por segundo, mas subia para 31,84 metros cúbicos por segundo no Baixo Atibaia, próximo da captação de Campinas. O Rio Camanducaia estava com 13,49 metros cúbicos por segundo no ponto de medição, enquanto o Rio Jaguari tinha vazão recorde de 42,74 metros por segundo. À montante do Cantareira, a vazão medida era de 23,41 metros cúbicos por segundo.

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Apesar da boa situação dos rios, a crise hídrica não está afastada, segundo o secretário executivo do Consórcio PCJ, Francisco Lahóz. Ele alertou para o fato de que os institutos especializados em clima e recursos hídricos estão prevendo que o Sistema Cantareira estará exaurido entre abril e junto de 2015, devido à ocorrência de chuvas no sistema de alimentação manter-se em 50% das médias históricas, enquanto a retirada de água continua elevada.

Para Lahóz, as chuvas que estão ocorrendo podem levar a comunidade a acreditar que a crise hídrica está resolvida, relaxando nas ações de racionalização do uso e de reservação de água. Tem ocorrido, segundo ele, que as vazões aumentam muito quando chove, porém, 48 horas depois baixam demais, voltando a causar problema às captações. Lahóz defende iniciativas como a de produtores rurais de Holambra e Atibaia, que estão investindo na construção de açudes impermeabilizados com mantas para reservar a água das chuvas que devem cair até o final de março.

O nível dos rios que abastecem as regiões de Campinas e Piracicaba, no interior de São Paulo, subiu com as últimas chuvas, mas ainda está abaixo da média para o mês de dezembro. Como a volta das chuvas ocorre após um longo período de estiagem na região, a vazão dos rios oscila como ondas, conforme o volume das precipitações. O fenômeno é bem visível no Rio Piracicaba que, de uma vazão de 12,6 metros cúbicos por segundo na sexta-feira, subiu para 214 m3/s no sábado, após chuvas torrenciais ocorridas à noite.

No domingo, a vazão havia baixado para 80,88 m3/s e nesta segunda-feira (22), caiu ainda mais, para 51,23 m3/s no trecho que corta a área urbana, segundo a rede de telemetria do Consórcio das Bacias do Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ). Mesmo assim, o volume de água ainda era suficiente para cobrir as pedras que antes estavam à mostra e atrair turistas ao mirante do salto e à Avenida Beira Rio, o complexo turístico da cidade. A vazão média do Piracicaba este mês está em 38,2 m3/s, bem abaixo da média histórica para dezembro, de 129 m3/s.

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Outros rios que abastecem cidades da região de Campinas ainda têm vazões inconstantes. Apesar das chuvas, o Rio Atibaia, que fornece água para quase 1 milhão de pessoas em Campinas, estava nesta segunda-feira com vazão de 5,21 metros cúbicos por segundo em Valinhos. Pelas novas regras da Agência Nacional de Águas (ANA) e Departamento de Água e Energia Elétrica (DAEE) que entram em vigor no início de janeiro, vazão abaixo de 5 metros nesse ponto significa estado de alerta e, abaixo de 4 m3/s, torna obrigatória a redução na captação em 20%.

Já os rios Camanducaia e Jaguari, que também têm a vazão regulada pelo Sistema Cantareira e abastecem a região, tinham nesta segunda-feira vazões mais confortáveis, segundo a rede de telemetria. Na foz em Limeira, o Jaguari estava com 9,16 m3/s, quase o dobro da vazão inicial do estado de alerta, de 5 m3/s. O Camanducaia tinha vazão de 7,19 m3/s, quando o valor considerado para a restrição na captação é abaixo de 1,5 m3/s.

A demora para que os rios atinjam vazões sustentáveis preocupam os associados do Consórcio PCJ. Estudos divulgados este mês mostram que os efeitos da estiagem de 2014 podem transpor a temporada de chuvas e causar reflexos no segundo semestre de 2015. De acordo com o estudo, os 5,5 milhões de habitantes das bacias PCJ possuem disponibilidade hídrica muito crítica, de apenas 408 mil litros por habitante a cada ano.

Para se ter uma ideia, no Oriente Médio, uma das regiões com maior escassez de água do mundo, a disponibilidade hídrica é de 450 mil litros por habitante/ano. Em termos de escassez de água, a região do PCJ só perde para a do Sistema Cantareira, que abastece 10 milhões de habitantes da Grande São Paulo e tem disponibilidade hídrica de apenas 250 mil litros de água por habitante/ano.

As chuvas elevaram também o nível do Rio Mogi-Guaçu, importante pela forte presença da piracema - a subida dos peixes para reprodução próximo das nascentes. Na Cachoeira das Emas, em Pirassununga, as águas voltaram a cobrir o paredão de uma usina e reativaram a escada de peixes que, durante a estiagem, estava seca. Os peixes que estiveram ausentes na Festa da Piracema, realizado no dia 7 de dezembro, estavam de volta neste final de semana para a alegria dos turistas.

Cerca de 310 mil pessoas foram afetadas pela cheia dos rios do Amazonas, de acordo com a Defesa Civil do Estado. Agora, são 39 cidades afetadas, sendo que 37 cidades estão em situação de emergência e duas, Boca do Acre e Humaitá, no sul do Amazonas, em estado de calamidade pública.

Nos últimos dias, cinco cidades entraram na lista da Defesa Civil, são: Autazes, Itacoatiara, Anori, Careiro Castanho e Codajás. Além dos municípios de Borba, Apuí, Envira, Guajará, Ipixuna, Lábrea, Novo Aripuanã, Manicoré, Nova Olinda do Norte, Tapauá, Anamã, Barreirinha, Beruri, Boa Vista do Ramos, Caapiranga, Canutama, Careiro, Careiro da Várzea, Coari, Fonte Boa, Iranduba, Jutaí, Manacapuru, Manaquiri, Maraã, Maués, Nhamundá, Parintins,Pauini, Silves, Tefé, Itamarati, Urucará e Urucurituba.

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Técnicos da Defesa Civil do Amazonas, juntamente com militares do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas, realizaram no último sábado, uma ação emergencial com entrega de kits de ajuda humanitária no município de Careiro Castanho (distante 88 quilômetros de Manaus), uma das cidades afetadas pela cheia do rio. O Estado e o Governo Federal, tem auxiliado as 63.212 famílias atingidas.

Os kits entregues na operação, coordenada pela Defesa Civil do estado, foram: de limpeza, dormitório e higiene, além de cesta básica e distribuição de combustível para as comunidades Tupaninha, São Francisco II P.A. Panelão, Araça (sede), Paraná do Araça, Purupurú e demais.

Até o final do mês de junho de 2014, o Governo de Pernambuco promete o recebimento de novos equipamentos para monitorar a qualidade dos rios do Estado. Anunciada pela Agência Nacional de Águas (ANA), a medida tem por objetivo identificar áreas críticas de poluição e apoiar ações de planejamento, licenciamento e fiscalização de recursos hídricos. 

A informação foi divulgada nesta segunda-feira (24), pela Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH). No total, a ANA vai investir R$ 9,5 milhões para a compra do material. Além de Pernambuco, outros 14 estados deverão receber os novos equipamentos de controle ambiental. 

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Segundo a CPRH, há 103 estações de monitoramento em 15 rios pernambucanos e no Canal de Santa Cruz, entre os municípios de Itapissuma e Itamaracá. Entre as ferramentas de monitoramento adquiridas estarão barcos com motor de popa, sondas multiparamétricas, caminhonetes com baús adaptados e medidores acústicos de vazão. 

Limpeza fluvial – No dia 11 de março, a Empresa de Manutenção e Limpeza Urbana (Emlurb) iniciou o procedimento bimensal de higienização das margens do Rio Capibaribe. A ação se restringiu ao trecho da Rua da Imperatriz, no bairro da Boa Vista, e a Avenida Norte, na Zona Norte da cidade. 

As atividades duraram cerca de cinco dias e, segundo a Emlurb, a cada dois meses da ação, aproximadamente 20 toneladas de lixo são recolhidas. 

Com informações da assessoria

O vereador oposicionista Raul Jungmann (PPS) deu entrada em um Projeto de Lei na Câmara Municipal do Recife, que prevê punição para pessoas ou empresas que sujarem o Recife. O Projeto tem até 60 dias para entrar em votação no plenário.

Os infratores estarão sujeitos a multas em valores que variam de R$ 20,00 a R$ 80,00. O valor das multas será duplicado se o descarte do lixo for realizado em sarjetas, canais, córregos, cursos d’água, rios, lagos ou lagoas. O dinheiro arrecadado com as infrações será revertido em favor do Fundo Municipal do Meio Ambiente — FMMA.

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“Não é correto que o pedestre, ou o motorista, que utilize logradouros públicos, jogue lixo no chão, em bueiros, em sarjetas, causando transtornos e levando a coletividade a gastar recursos para sua limpeza”, justifica Raul Jungmann. Para facilitar o controle pela população, o Projeto obriga a atualização da planilha de controle da coleta de lixo no Portal da Transparência da Prefeitura do Recife.

Vários bairros da Zona da Mata Norte de Pernambuco estão sem água. O problema na rede de abastecimento da região foi causado pela elevação do nível dos rios nos últimos dias. Quatro sistemas foram desativados em caráter emergencial neste final de semana. 

De acordo com a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), três dessas redes tiveram as estações elevatórias inundadas e, por isso, foi necessário interromper o fornecimento de água.

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O primeiro a ser desativado foi o sistema Vicência, que desde às 17h do último sábado (13) deixou de abastecer parte da cidade. O problema foi causado pela elevação do riacho Coitadinha. A previsão é de que a partir das 17h dessa terça (16) a estação elevatória já possa voltar a funcionar.

Já em Itaquitinga, o Rio Caraú também subiu, forçando o desligamento da unidade a partir das 13h do domingo (14). A cidade inteira teve o abastecimento comprometido e a estimativa é de que os moradores voltem a ter água nas torneiras a partir das 12h da quarta-feira (17).

O distrito de Caueiras, em Aliança, foi afetado desde as 17h de ontem com a subida do Rio Sirigi. Além de inundar a estação de bombeamento, a água danificou a tubulação. Segundo a Compesa, os reparos serão providenciados até às 17h da quarta.

Em Timbaúba, parte da cidade ficou sem água devido a uma falta de energia ocorrida às 11h de ontem. O problema levou a uma falha mecânica na estação elevatória de Traz dos Montes. A previsão é de que o sistema volte a operar às 12h da quarta-feira.

Com informações da assessoria

O navegador Dan Robson vai percorrer 9.070 quilômetros de caiaque para avaliar a qualidade das águas dos principais rios usados para abastecimento no Brasil. A expedição "Águas do Amanhã" teve início sábado, 4, na nascente do rio Sorocaba, em Ibiúna (SP), e os 200 km até a foz desse afluente do rio Tietê serão percorridos até o dia 13. O próximo a ser navegado será o rio Piracicaba/Atibaia, numa extensão de 350 km. O caiaque de Robson está equipado com sondas para medir parâmetros como a quantidade de oxigênio, temperatura, acidez e existência de oxidação da água, além da presença de poluentes e matéria orgânica.

O navegador, que se tornou conhecido por ter executado o projeto Flutuador para a Rede Globo, no rio Tietê, também fará contato com as populações ribeirinhas e postará o diário da viagem na internet. No rio Sorocaba, a navegação tem apoio da Prefeitura de Sorocaba e da Fundação SOS Mata Atlântica. A terceira etapa será em 2,8 mil quilômetros do rio São Francisco. Em seguida, Robson voltará a percorrer o rio Tietê em toda a sua extensão - 1,2 mil km -, para seguir depois para o rio Iguaçu, no Paraná, com mil quilômetros. Outros grandes rios, como o Paraíba do Sul (Rio de Janeiro), Rio das Velhas (Minas Gerais), Rio Doce (Espírito Santo) e Rio Caí (Rio Grande do Sul), estão incluídos no projeto.

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Os dados diários serão enviados para estudos na Universidade de São Paulo (USP). Ao final de cada etapa, o navegador enviará um relatório para as prefeituras e a Organização Mundial de Saúde (OMS). Na segunda fase do projeto, até 2022, o navegador brasileiro vai percorrer alguns dos maiores e mais importantes rios do mundo, como o Amarelo, com 5.654 km, e o Songhua (1.920), na China; o Ganges (2.500 km) e o Yamanara (1.370), na Índia; o Reno (1.230) na Europa; o Sena (772) na França; o Han (514) na Coreia do Sul, e o Tâmisa (356) na Inglaterra.

Doze rios do estado do Rio de Janeiro, que cortam oito municípios, estão em alerta máximo devido às chuvas que começaram no final da tarde deste domingo (17). O alerta máximo é o nível mais grave entre os quatro usados pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea) para medir o risco de cheia dos rios do estado.

O alerta máximo significa que o rio já atingiu 80% do seu nível de transbordamento. Alguns rios, como o Quintandinha e o Piabanha, que cortam a cidade de Petrópolis, já transbordaram, de acordo com o secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc.

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Segundo a prefeitura de Petrópolis, o bairro da Quintandinha foi um dos mais afetados. O município decretou ponto facultativo nas escolas municipais, para receber pessoas que precisarem sair de suas casas. Ainda chove na cidade e as equipes da Defesa Civil estão com dificuldade para chegar aos locais afetados. 

 

A disposição de rejeitos da sociedade em ambientes aquáticos é antiga, pois se acreditava que era uma maneira fácil de se destinar o lixo produzido. Rejeitos lançados em rios e mares eram “facilmente assimilados” pois desapareciam facilmente da visão humana, criando o mito da capacidade assimilativa infinita desses ambientes. O aumento da população mundial, o surgimento de materiais sintéticos persistentes e o consumo excessivo da sociedade alteraram ao longo dos anos tanto a natureza quanto a quantidade e a distribuição dos rejeitos na superfície do planeta. Uma simples contemplação a uma praia ou um rio é possível observar objetos flutuando descaracterizando a unidade natural. Quando o lixo não é destinado corretamente, acaba por chegar aos rios e praias, deixando-as sujas, feias e atraindo vetores que podem vir a transmitir doenças ao homem, além de ser risco eminente aos animais que vivem nos ecossistemas aquáticos.  Desta forma, pode-se concluir que os ecossistemas aquáticos foram os mais afetados e é errada a ideia de assimilação dos rejeitos por esses ambientes. 

O levantamento da situação atual da poluição por resíduos sólidos em ambientes aquáticos em todo o mundo revela a necessidade de ações de intervenção, monitoramento e limpeza. Algumas políticas têm sido adotadas em todo mundo para tentar minimizar os impactos antrópicos nesses ambientes e garantir a qualidade da água, principalmente da água doce para as próximas gerações.

O Dia Mundial de Limpeza de Rios e praias acontece todo terceiro sábado de setembro, desde 1989. Os primeiros esforços para realização dessa iniciativa aconteceram na Austrália, mas logo encontraram apoio nos Estados Unidos através da organização Ocean Conservancy – OC (www.oceanconservancy.org). Hoje, ocorre em quase todos os países do mundo.

O fundador da iniciativa de conservação dos ambientes aquáticos foi o ambientalista Ian Kiernan, que durante uma volta ao mundo em um iate ficou horrorizado com a quantidade de lixo sufocando os oceanos do mundo. Com o apoio de uma comissão de amigos, ele organizou um evento da comunidade - Clean Up Sydney Harbour, onde aproximadamente 40.000 voluntários se reuniram para ajudar a limpar os oceanos. A iniciativa deu certo e até hoje esse ato é realizado.

Segundo Ian Kiernan, através da economia de água e da reciclagem de lixo, milhões de pessoas podem ajudar a proteger o planeta. A ação, antes solitária, conta hoje com a participação de pelos menos 125 países e mais de 35 milhões de pessoas. Várias empresas, entidades governamentais e não governamentais entraram nessa luta de combate à poluição dos ecossistemas aquáticos e promovem de 15 a 22 de setembro mutirões para limpeza desses ambientes.

Entre as ações previstas para o dia, está a divulgação da necessidade de preservação dos ambientes aquáticos, ampliando a conscientização ambiental da população, principalmente em relação ao descarte inadequado de lixo. Você pode fazer sua parte participando dessa ação! Alguns dos principais locais onde ocorrerão os mutirões de limpeza em todo o país estão citados abaixo. Encontre o mais próximo da sua casa e entre na luta pela cidadania e respeito ao meio ambiente.  

Estados

Concentração

Praia

Promoter:

Pernambuco- Tamandaré

15 de setembro- 7h40

Praia dos Carneiros

Universidade Federal de Pernambuco-Departamento de Oceanografia

Pernambuco-

Recife

15 de setembro- 8h30

praias de Piedade e Gaibú

Coca-Cola Guararapes

Pernambuco- Petrolina

15 de setembro- 8h30

Rio São Francisco

Coca-Cola Guararapes

São Paulo –Ubatuba-SP

15 de setembro- 9h

Pereque-Açu

ONG SOS Praias do Brasil

Rio de Janeiro-RJ

15 de setembro – 10h

Barra da Tijuca

SABB- Sistema de Alimentos e Bebidas do Brasil

São Paulo – Americana- SP

16 de setembro- 10h30

Praia dos Namorados

SABB- Sistema de Alimentos e Bebidas do Brasil

Linhares- ES

16 de setembro-  9h

Praia da Povoação

SABB- Sistema de Alimentos e Bebidas do Brasil

Fazenda Rio Grande-PR

22 de setembro-10h

Córrego do Mascate

SABB- Sistema de Alimentos e Bebidas do Brasil

 

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