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A falta de proteção dos eixos dos motores das embarcações tem provocado o escalpelamento e até a morte de mulheres e meninas ribeirinhas no norte do país. Só no Pará, foram mapeados mais de 400 casos. Para conscientizar a sociedade a respeito das medidas simples que podem evitar estas tragédias, o Ministério Público do Trabalho (MPT) realiza uma série de ações no Dia Nacional de Combate e Prevenção ao Escalpelamento, em 28 de agosto. Clique no ícone abaixo e ouça chamada para a campanha.

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"Trata-se, muitas vezes, de um acidente de trajeto, e portanto um acidente de trabalho, tipicamente amazônico, que preocupa o MPT e requer tanto ações de prevenção quanto de combate à discriminação sofrida pelas vítimas, num cuidadoso processo de reabilitação para inserção no mercado de trabalho, quando na idade e no momento apropriados para tanto", afirma a titular da Coordenadoria Nacional de Trabalho Portuário e Aquaviário (Contapa), do MPT, a procuradora Flávia Bauler.

Além de materiais informativos veiculados nas redes sociais do MPT, foi produzidoa uma edição especial do podcast Prosa de Trabalho sobre o tema e elaborados spots para rádio que foram distribuídos às emissoras de rádio da região.

Entre as entrevistas do podcast, você vai conhecer a história da diarista Ane Almeida, de 34 anos, moradora de Abaetetuba, no Pará, que foi vítima de escalpelamento quando tinha apenas 15 anos. “Fui secar a água do barco e na hora que eu me abaixei, o meu cabelo estava preso com rabo de cavalo e enrolou no eixo. Tive a perda total do couro cabeludo, parte do rosto e fratura em um dos braços”, relembra.

Segundo Jureuda Guerra, psicóloga da Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará e presidente do Conselho Regional de Psicologia do Pará e do Amapá, “muitas desenvolvem síndrome do pânico, de ansiedade, transtorno de angústia em relação ao acidente. O próprio desenvolvimento cognitivo das crianças, a aprendizagem, a memória recente, são afetadas”.

Até o momento, Ane Almeida já passou por 36 cirurgias. “Cada dia a gente supera um pouco, principalmente a autoestima, é uma coisa que vai se recuperando diariamente”, conta ela. Mas a psicóloga Jureuda reforça: as sequelas vão muito além. “Se olha muito do couro cabeludo para fora e a gente precisa olhar da caixa craniana para dentro. Tem áreas do cérebro que são atingidas e mexem com o sistema nervoso, com questões neurológicas”, diz.

Acidentes de trabalho e de gênero

“Os casos acontecem em embarcações familiares e muitas vezes quando estão em trânsito para os locais de trabalho”, acrescenta a coordenadora da Contapa do MPT. Para Flávia Bauler, é preciso fortalecer as iniciativas de prevenção e conscientização junto às comunidades ribeirinhas sobre os riscos do escalpelamento e ampliar a divulgação dos procedimentos de proteção.

A psicóloga Jureuda Guerra, que também integra o Comitê Estadual de Enfrentamento e Erradicação ao Escalpelamento, concorda com a coordenadora da Conatpa. Ela argumenta que “durante décadas só se falou do escalpelamento como uma questão estética e não é. Precisamos olhá-lo como uma questão de política pública, como um acidente de trabalho, e como um acidente de gênero, porque ele atinge mulheres de qualquer idade”.

Com o objetivo de erradicar o problema e combater a discriminação que as vítimas sofrem, o MPT criou o Grupo de Trabalho sobre Escalpelamento por Embarcações. “Fazemos articulação com vários órgãos para oferecer apoio do ponto de vista social, médico e do acesso a direitos, uma vez que as vítimas devem ser reconhecidas como pessoas com deficiência, com garantia de recebimento do Benefício de Prestação Continuada (BPC)”, esclarece a procuradora do MPT no Pará e Amapá Tatiana Amormino, que coordena o GT.

Para a promotora de Justiça Suely Catete, do Ministério Público do Pará, “os nossos rios são nossas ruas e, como tal, a gente tem que ter cuidado. Da mesma forma que tenho que olhar para os lados para saber se eu posso atravessar uma avenida, tenho que ter cuidados ao entrar numa embarcação, mesmo nas pequenas”, compara ela, que também possui intensa atuação no enfrentamento ao escalpelamento.

Medidas preventivas 

Na pele de quem já viveu essa tragédia, a vítima de escalpelamento Ane Almeida avisa que todo o cuidado é pouco para uma prevenção efetiva. “É prender o cabelo, colocar touca, boné e não se aproximar do motor, porque por qualquer descuido, acaba acontecendo”, ressalta.

Uma medida preventiva muito simples pode evitar esse tipo de acidente: a Marinha realiza a instalação gratuita do material para a cobertura de eixo dos motores das embarcações. No entanto, ainda há muitas embarcações que não são inscritas na Capitania dos Portos, seja por questões culturais ou até mesmo pela distância, como relatou o capitão dos portos da Amazônia Oriental, Manoel Oliveira Filho.

“Nosso desafio maior é chegar a estas pessoas e passar as orientações para uma navegação segura. É importante que os proprietários de barcos tenham essa preocupação, uma simples cobertura de eixo salva vidas e protege sua família, suas pessoas queridas. Procurem, levem suas embarcações para instalar a cobertura e dar segurança a estas pessoas”, afirma o capitão.

Em caso de emergência, entre em contato pelo Disque 185. Violações relacionadas às medidas preventivas ou situações de discriminação no trabalho sofridas pelas vítimas de escalpelamento também podem ser denunciadas pelo aplicativo MPT Pardal ou pelo site mpt.mp.br.

Da assessoria do MPT.

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Ação ajuda na autoestima de vítimas do escalpelamento

O governo canadense anunciou nesta sexta-feira (29) que prorrogará por três meses a entrada de cruzeiros em águas canadenses por causa da pandemia do novo coronavírus.

A suspensão da circulação, que iniciou em abril e agora durará até outubro, incluirá barcos com passageiros e outros meios de transporte na água com mais de 100 passageiros e tripulação, informou o Ministério do Transporte em comunicado.

A medida valerá para várias cidades canadenses como Vancouver, Quebec e Montreal, onde os cruzeiros são muito importantes para a economia.

Em 2019, o Canadá recebeu 140 cruzeiros vindos de uma dezena de países, alguns deles com dois milhões de turistas a bordo, segundo o ministério.

Pequenos barcos para excursões de curta duração, como para observar as baleias, poderão retomar suas atividades a partir de 1º de julho, de acordo com as autoridades locais.

No entanto, a circulação de embarcações com capacidade superior a 12 pessoas será proibido nas águas costeiras do Ártico até 31 de outubro.

Essas regras não se aplicam a pequenas embarcações usadas pelas comunidades locais para transporte ou pesca.

As balsas, consideradas serviços essenciais, poderão continuar operando, mas terão que implementar medidas de segurança para conter a propagação da doença.

Qualquer pessoa flagrada violando a proibição enfrenta uma multa de Can$ 5.000 (US$ 3.600) por dia para indivíduos e Can$ 25.000 para empresas.

O presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Alberto Beltrame, titular de Saúde do Pará, disse que no Estado foi criado um comitê técnico, no fim de janeiro para avaliar os impactos do novo coronavírus. "Estamos trabalhando integradamente há um mês, preparando o sistema para dar respostas rápidas, eficientes e eficazes para uma eventual epidemia", afirma. Ele lembra que, além do aeroporto de Belém, "o Estado tem um porto importante, em Barcarena, por onde chegam navios para buscar minério".

O secretário afirma ainda que há um acordo com a Vigilância Sanitária para que, na chegada dos navios, uma equipe vá a bordo para obter o diário da embarcação e ter acesso ao relatório médico da tripulação. "Assim, podemos preparar atendimento sem a necessidade de impedir qualquer desembarque. Não há restrição, mas acompanhamos tudo", diz.

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Beltrame recorda que, em seu Estado, foram identificados um homem e uma mulher, que chegaram da Itália e viajaram no mesmo voo do primeiro paciente de São Paulo com o coronavírus. "Estão sendo monitorados, por telefone, estão bem, sem sintomas, em casa", afirma. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Sete pessoas ficaram feridas em um acidente envolvendo duas embarcações na noite desta sexta-feira (4) no litoral sul fluminense. De acordo com a Marinha do Brasil, a traineira Mestre Zeus e a lancha Biel e Gui se chocaram no Canal de Itacuruçá, no município de Mangaratiba.

Segundo nota divulgada pelo órgão, assim que foi informada sobre o acidente, a Delegacia da Capitania dos Portos de Itacuruçá enviou uma equipe de busca e salvamento ao local. As vítimas com ferimentos mais graves foram encaminhadas para o Hospital Municipal de Mangaratiba. O comunicado não detalha, entretanto, o número de pessoas nessa condição.

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A Marinha informou ainda que vai abrir inquérito administrativo para apurar causas e responsabilidades pelo acidente.

Sete pessoas ficaram feridas em um acidente envolvendo duas embarcações na noite desta sexta-feira (4) no litoral sul fluminense. De acordo com a Marinha do Brasil, a traineira Mestre Zeus e a lancha Biel e Gui se chocaram no Canal de Itacuruçá, no município de Mangaratiba.

Segundo nota divulgada pelo órgão, assim que foi informada sobre o acidente, a Delegacia da Capitania dos Portos de Itacuruçá enviou uma equipe de busca e salvamento ao local. As vítimas com ferimentos mais graves foram encaminhadas para o Hospital Municipal de Mangaratiba. O comunicado não detalha, entretanto, o número de pessoas nessa condição.

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A Marinha informou ainda que vai abrir inquérito administrativo para apurar causas e responsabilidades pelo acidente.

Quatro embarcações pegaram fogo nesta quinta-feira (1º) em uma região conhecida como Igarapé da Fortaleza, no município de Santana, no Amapá. Dois homens ficaram feridos. O incêndio teria ocorrido depois que o motor de um dos barcos explodiu ao ser acionado.

Dois homens, de 18 e 39 anos, tiveram cerca de 80% do corpo atingido pelo fogo. Eles receberam os primeiros socorros no Hospital de Emergência de Santana e depois foram levados ao Centro de Tratamento de Queimados (CTQ), do Hospital de Emergência de Macapá.

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Mergulhadores também foram ao local, após receberem a informação de que uma terceira vítima teria afundado com uma das embarcações, mas essa possibilidade foi descartada por testemunhas.

Segundo o Corpo de Bombeiros, o motor que explodiu pertencia a uma embarcação de pequeno porte que estava navegando. O vento teria levado as faíscas até as demais embarcações, que estavam por perto.

O casco de um barco viking foi encontrado enterrado em um parque no sudeste de Oslo, anunciou nesta segunda-feira um grupo de arqueólogos.

Os restos foram encontrados com a ajuda de um radar de penetração no solo, dentro de um túmulo em um parque do condado de Vestfold, um lugar onde vestígios vikings são encontrados regularmente.

Existem sete cascos conhecidos de barcos da época viking na Europa, três deles nesta região.

"As imagens mostram uma forma de barco (...) É impossível neste estágio determinar o estado de conservação do casco", explicou em um comunicado Terje Gansum, diretor do patrimônio de Vestfold.

Os arqueólogos realizarão exames suplementares antes de eventualmente escavarem o local.

Fora dos planos de Mano Menezes para a temporada, o atacante Hernán Barcos acertou sua saída do Cruzeiro nesta terça-feira. Clube e jogador chegaram a um acordo para a rescisão contratual, que foi oficializada pelo time celeste em comunicado, junto a uma carta de agradecimento.

"A diretoria celeste externa seu agradecimento ao atleta pelo compromisso, profissionalismo e dedicação na defesa de nossa camisa e deseja a Barcos sorte e felicidade na sequência de sua carreira. Obrigado, Pirata!", escreveu o clube na nota.

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Barcos tinha contrato até o meio do ano, mas diante da perda de espaço para esta temporada, chegou a um acordo com o Cruzeiro para sua saída. Ele teria despertado o interesse de clubes da Argentina e do Brasil e agora terá mais facilidade para definir seu futuro.

O atacante de 34 anos chegou ao Cruzeiro no meio da temporada passada, quando o time celeste sofria com a falta de opções para o setor por causa das lesões de Fred, Raniel e Sassá. Foram apenas três gols em 24 partidas, mas o argentino foi decisivo na conquista celeste na Copa do Brasil, principalmente nas semifinais diante do Palmeiras.

A cidade italiana de Trieste, capital de Friuli Veneza Giulia, realizou neste domingo (14) a 50ª edição da histórica regata Barcolana, considerada a maior do mundo por causa do elevado número de participantes profissionais e amadores.

A competição contou com a participação de 2.689 barcos - um recorde - e terminou com a vitória do "Spirit of Portopiccolo", comandado pelos irmãos Furio e Gabriele Benussi, que chegaram a seu terceiro triunfo consecutivo.

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A dupla terminou o percurso em 57 minutos e dois segundos, à frente do barco "Ottica Inn-Tempus Fugit", de Mitja Kosmina. Segundo os organizadores, 300 mil pessoas acompanharam a regata em terra.

"Uma fantástica celebração de esporte e amizade da Itália", elogiou o presidente da Uefa, Aleksander Ceferin, um dos convidados da Barcolana.

Da Ansa

RIO DE JANEIRO - A Marinha concluiu na tarde de segunda-feira (11) as buscas pelas vítimas dos naufrágios de dois barcos pesqueiros na Baía de Sepetiba, próximo ao Porto de Itaguaí. Depois de quatro dias de buscas, o último corpo foi encontrado nas proximidades da Reserva Ecológica Sahy, distante cerca de 23 km do local dos acidentes. 

Nove pessoas sobreviveram e 12 morreram nos naufrágios das embarcações Lucas Mar e Milemar, que ocorreram na madrugada de sexta-feira (8). O resgate foi realizado com bombeiros do Grupamento Marítimo de Sepetiba, dos quartéis de Angra dos Reis e do grupo de Busca e Salvamento da Barra da Tijuca, militares da Marinha e Capitania dos Portos, além de familiares que ajudaram nas buscas. 

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Até o momento foram identificados os corpos de Eliezer de Lima Barreto, Nilson Moura, Wanderley Batista dos Santos, Júlio Cesar Braz de Mesquita, Augusto Nery de Faria, Milton Pereira da Silva e Neilton de Souza.

Segundo o capitão de mar e guerra da Capitania dos Portos do Rio, a Marinha abriu um inquérito para apurar as causas do acidente. "O fator meteorológico pode ter contribuído. Há outros fatores também, materiais, operacionais, que também deverão ser considerados na investigação. Nós vamos identificar todas as causas e as responsabilidades", explicou.   

A Capitania dos Portos confirmou que o alerta sobre as condições do mar foi repassado muito antes dos acidentes, por meio do aviso aos navegantes e reforçado por e-mail encaminhado pela Delegacia de Itacuruçá, vinculada à Marinha.

"Não existe impedimento do barco ir para água, da mesma maneira que um carro não é impedido de sair do seu prédio quando o tempo está ruim. Cabe a cada comandante de embarcação avaliar. A Marinha divulga o seu alerta de mau tempo justamente para se evitar que se exponha a vida humana a um perigo no mar que já é previsível", esclareceu o capitão.

RIO DE JANEIRO - Pelo menos seis pescadores morreram nos dois naufrágios de barcos pesqueiros que ocorreram na madrugada desta sexta-feira (8), na Baía de Sepetiba, região oeste do Rio. Segundo a Capitania dos Portos do Rio, os acidentes deixaram 21 vítimas, todos pescadores, sendo que dez foram resgatados com vidas e seis ainda estão desaparecidos. 

Até às 15h não havia informação sobre o estado de saúde dos sobreviventes, que foram levados para unidades de saúde em Santa Cruz, na Zona Oeste. Dois corpos foram localizados nesta tarde, por volta das 14h e 16h. 

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Os trabalhos de resgate estão sendo realizados com bombeiros do Grupamento Marítimo de Sepetiba, dos quartéis de Angra dos Reis e do grupo de Busca e Salvamento da Barra da Tijuca, além de militares da Marinha e Capitania dos Portos.

Alguns pescadores e um mergulhador profissional, Jeferson Barbosa, parente de uma das vítimas está ajudando nas buscas. Ele é primo de Lucas da Silva Barbosa, 22 anos, comandante do barco Lucas Mar, que ainda está desaparecido. O responsável pela outra embarcação, Milemar, não sobreviveu. O capitão de mar e guerra da Capitania dos Portos do Rio, Sérgio Salgueirinho, explicou que o mau tempo dificulta a operação.

"É o que mais interfere, porque a gente não consegue trazer meios maiores para cá e também a condição de busca por aeronaves fica prejudicada. Mas, independente disso, nosso esforço é o máximo, com todas as embarcações possíveis da Marinha e também dos bombeiros empregadas aqui, para que a gente aumente as nossas chances de busca. Quanto antes a gente encontrar os desaparecidos, maior chance deles estarem vivos". 

Segundo o capitão, os sobreviventes apresentavam sinais de desorientação e hipotermia. A Marinha abriu um inquérito para apurar as causas do acidente. "O fator meteorológico pode ter contribuído. Há outros fatores também, materiais, operacionais, que também deverão ser considerados na investigação. Nós vamos identificar todas as causas e as responsabilidades. Agora o que mais interessa é buscar os desaparecidos", afirma.   

Apenas o barco Milemar havia sido encontrado até o início da tarde, a cerca de sete metros de profundidade. As equipes de resgate acreditam que os desparecidos estejam presos na embarcação ou que teriam sido levados pela correnteza. 

Familiares do comandante Lucas Barbosa, desaparecido, esperam por notícias. Foto: Mellyna Reis/LeiaJáImagensFamílias aguardam notícias

A base das equipes de resgate está montada na Ilha da Madeira, localizada no Porto de Itaguaí. Muitas famílias da região vivem da pesca, entre elas, a de Lucas Barbosa, um dos comadantes. "Ele foi criado no mar. Desde novinho ele já trabalhava, já ia pescar. É uma pessoa muito dedicada", desabafou a tia da vítima, Eliana Barbosa, que foi acordada com a notícia do acidente. 

Foi o tio, marido de Eliana, quem vendeu o barco ao jovem, há cerca de quatro anos. A mãe e o pai do pescador, que é filho único e tem uma filha de cinco meses, estão em choque e não tiveram condições de ir ao local. 

"Ele saiu às 18h com o grupo e essa tempestade pegou ele aí na frente. O pessoal [sobrevivente] disse que foi um tornado. Primeiro veio um estrondo muito forte, depois veio uma onda muito gigantesca, que virou o barco de proa à popa", contou.  

A Capitania dos Portos confirmou que o alerta sobre as condições do mar foi dado há mais de 24h, por meio do aviso aos navegantes e reforçado por e-mail encaminhado pela Delegacia de Itacuruçá, vinculada à Marinha.

"Não existe impedimento do barco ir para água, da mesma maneira que um carro não é impedido de sair do seu prédio quando o tempo está ruim. Cabe a cada comandante de embarcação avaliar. A Marinha divulga o seu alerta de mau tempo justamente para se evitar que se exponha a vida humana a um perigo no mar que já é previsível", esclareceu o capitão Sérgio Salgueirinho.

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Nome especulado como possível reforço de clubes brasileiros para a temporada 2018, Hernán Barcos vai permanecer no futebol equatoriano em 2018. Nesta quarta-feira, a LDU anunciou que acertou a permanência do atacante argentino para o próximo ano, frustrando o interesse de times do País.

Barcos está em sua segunda passagem pela LDU, tendo retornado em janeiro de 2017 ao time de Quito. "O pirata goleador permanece em casa. Renovamos sua permanência na Liga e seguimos preparando grandes coisas para este 2018", anunciou o clube equatoriano em seu perfil no Twitter.

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O Santos foi o clube que mais teve o seu nome ligado a Barcos nas últimas semanas. O clube da Vila Belmiro está em busca de um centroavante para o seu elenco após a saída de Ricardo Oliveira, que não teve o contrato renovado e acertou a sua transferência para o Atlético Mineiro. Agora, porém, a nova direção do time terá que buscar outras opções no mercado.

Além do Santos, o Botafogo foi outro time que estaria interessado em se reforçar com Barcos, mesmo que sofra com restrições financeiras. Afinal, o time perdeu peças do seu setor ofensivo, como Roger, que se transferiu ao Internacional, e Guilherme, com o fim do seu contrato de empréstimo junto ao Grêmio.

Barcos, de 33 anos, teve passagens pelo futebol do País, atuando pelo Palmeiras, onde foi campeão da Copa do Brasil, em 2012, e o Grêmio. O argentino, porém, é um grande ídolo da LDU, sendo que a sua primeira passagem pelo clube foi entre 2010 e 2011. Agora, então, permanecerá em 2018 no time de Quito.

Na Itália, a questão de se os navios particulares de resgate de migrantes estão agindo em parceria com os traficantes desatou um agitado debate, alimentado pelas polêmicas declarações de um magistrado e pelas reações dos políticos.

A polêmica vem se desenrolado há varias semanas, quando o procurador de Catania, Carmelo Zuccaro, se questionou em fevereiro sobre a atuação dos barcos privados que resgatam migrantes na costa da Líbia, junto com a Guarda Costeira italiana e os navios militares ativos na zona.

Segundo a Guarda Costeira, as ONGs resgataram 26% dos migrantes em 2016, sem contar as de menor porte, que distribuem coletes salva-vidas, acalmam os resgatados e oferecem atenção médica de urgência.

Na prática, as ONGs ocuparam, com meios e formas para agir, o lugar dos navios de carga, que passaram a se encarregar de 24% dos regastes em 2014 para 8% em 2016.

A polêmica ganhou força nos últimos dias, depois que Zuccaro assegurou à imprensa que tinha "provas" de contatos ente traficantes e ONGs, deixando de lado organizações mais conhecidas como Médicos Sem Fronteiras (MSF) e Save the Children.

O ministro da Justiça, Andrea Orlando, pediu ao procurador que se expresse, antes de tudo, "por meio de suas investigações", enquanto o Conselho Superior da Magistratura terá que verificar se Zuccaro foi longe demais. No sábado, o ministro das Relações Exteriores, Angelino Alfano, declarou estar "100% de acordo" com o procurador "porque ele levantou uma verdadeira questão".

O chefe de governo, Paolo Gentiloni, afirmou que "se a magistratura tem informações que possam utilizar e que sejam críveis", o Executivo as acatará. "Dito isto, para nós, a atividades das organizações de voluntários é valiosa e bem-vinda", acrescentou.

As ONGs, por sua vez, reagiram de forma furiosa, afirmando que atuam unicamente para salvar vidas em uma rota migratória que deixou 4.500 mortos no ano passado e 1.000 ao longo de 2017.

"É uma polêmica estéril. A verdade é que ninguém quer ajudar essas pessoas. Querem criminalizar a solidariedade", declarou Regina Catambrone, cofundador da Moas, à agência de notícias católica SIR. "As ONGs de resgate, cúmplices dos traficantes? É como dizer que os remédios são cúmplices das doenças", reagiu o escritor Erri de Luca, que passou duas semanas em um barco do MSF.

Entretanto, em um país onde já desembarcaram mais de 500.000 pessoas em três anos, sem que pareça que o fluxo irá diminuir, as dúvidas do procurador têm grande importância.

O Serviço Marítimo da Espanha procura hoje (3) uma embarcação com 62 imigrantes subsaarianos que partiu do Saara Ocidental rumo às Ilhas Canárias, no Atlântico. A informação é da Agência EFE.

Na embarcação viajavam 21 mulheres, 39 homens e duas crianças, que se comunicaram pela última vez por telefone no domingo com um parente, ao qual disseram que continuavam navegando.

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Um avião e uma embarcação de Salvamento Marítimo iniciaram a busca pelos imigrantes no domingo à tarde, após serem alertados pelas forças de segurança espanholas e por uma Organização Não Governamental.

O Círio de Nazaré está na porta e Belém se enfeita para reverenciar Nossa Senhora. Uma das tradicionais homenagens pode ser vista no prédio do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PA), na avenida Nazaré com Quintino Bocaiúva: a exposição “Canoa de Promesseiros”.

Centenas de barquinhos e cenários do Círio feitos de miriti tomam conta dos lagos em frente à Corte de Contas e simulam a Romaria Fluvial, uma das mais tradicionais e belas procissões da festa paraense. Todos os objetos são confeccionados por artesãos de Abaetetuba. A novidade deste ano na exposição é a criação da casinha de palha, que retrata a vida dos ribeirinhos e artesãos de Abaetetuba.

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“Agradeço pela honra de poder criar essa cenografia. Sou de Marabá e pude retratar aqui um pouco da vida do ribeirinho, e esse ano quis trazer um pouco dessa rotina. Todo ano o público já espera pela montagem da ‘Canoas de Promesseiros’. Agradeço também pela parceria com o Tribunal, pois sou apenas o divulgador desse trabalho desenvolvido pelos artesãos. Espero que continue por muito anos, pois precisamos devolver pra Belém a alegria que recebemos”, disse Kiko, o responsável pela montagem da exposição.

Com informações da assessoria do TCE-PA.

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Trabalhadores de embarcações que transportam materiais e mercadorias para o Arquipélago de Fernando de Noronha, em Pernambuco, foram flagrados em péssimas condições de trabalho nos próprios barcos. A identificação das irregularidades trabalhistas foi feita por auditores-fiscais do Trabalho, a partir de uma investida em seis embarcações atracadas no Porto do Recife.

De acordo com o Ministério do Trabalho em Pernambuco, a fiscalização foi feita pela Coordenação de Trabalho Portuário e Aquaviário (CORITPA) da SRTE/PE. Na ocasião, foram encontrados vários tripulantes em condições precárias de trabalho, resultando em 45 autos de infração por irregularidades, como falta de acesso seguro às embarcações atracadas, instalações sanitárias em péssimas condições de higiene e limpeza, e cabines sujas e com excesso de tripulantes.

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“Nenhuma das cabines das embarcações atendem aos requisitos de conforto e bem estar elencados pela Norma Regulamentadora 30, que trata de Segurança e Saúde no Trabalho Aquaviário”, comentou o coordenador da CORITPA, Igor Guimarães, conforme informações da assessoria de imprensa. Ainda segundo as investigações, os barcos não ofereciam armário para os trabalhadores guardarem roupas e nem havia espaço adequado de descanso.

Para a auditora-fiscal Soraya Silveira, é inaceitável que os trabalhadores vivam em meio a essas irregularidades. “Eles precisam do mínimo de bem estar no seu momento de repouso para que possam estar alertas e prontos para desenvolverem suas atividades a bordo”, destacou.

Ao menos 21 imigrantes morreram, incluindo nove crianças, em dois incidentes separados depois que os barcos onde eles estavam afundaram no Mar Egeu, na Grécia, durante a madrugada desta sexta-feira (22), disse a guarda costeira do país.

Um barco de madeira que transportava 48 pessoas virou perto da pequena ilha de Farmakonisi. Ao todo, 41 passageiros foram resgatados, mas sete corpos, sendo seis de crianças, foram recuperados do mar.

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No segundo incidente, um veleiro afundou na ilha de Kalymnos e 14 corpos foram encontrados até agora, sendo três de crianças. As autoridades gregas disseram ter resgatado 26 pessoas, mas as equipes de emergência ainda estão à procura de mais imigrantes. O número total de pessoas que estavam a bordo não está claro.

A Grécia tem sido a principal porta de entrada para a Europa para milhares de imigrantes e refugiados que partem da Turquia com o objetivo de chegarem em suas ilhas.

Apenas em 2015, cerca de 857 mil imigrantes entraram na União Europeia através da Grécia, arriscando uma travessia marítima perigosa que levou a afogamentos quase que diariamente.

De acordo com dados do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, apenas neste mês, pouco mais de 35 mil imigrantes já chegaram na Europa. Desde o início do ano, 36 pessoas perderam a vida nas águas territoriais gregas, excluindo as últimas mortes relatadas hoje. Fonte: Associated Press.

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No passado, ter um carro era um privilégio de poucos. Hoje, qualquer trabalhador assalariado consegue comprar um. Mas e um barco? Será que é possível que a classe média adentre no mercado náutico? Ao que tudo indica sim. Apesar de ainda ser considerado um luxo ter a sua própria embarcação, há quem acredite que as classes “B” e “C” vêm galgando seu espaço também nas águas.

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A fatia do mercado já chega a pelo menos 30% em Pernambuco. É o que revela José Pinteiro Júnior, diretor do estaleiro Ecomariner, empresa pernambucana que está há 20 anos no mercado e é a quarta maior do ramo no Brasil. “Os barcos grandes que vêm à cabeça quando se fala em mercado náutico podem aparecer na televisão e na posse de celebridades, mas representam apenas 3% do total vendido no país. Por isso, cada vez mais, a economia náutica deixa de vender a ideia de um mercado de posses e passa a investir na infinidade de opções de lazer”, revela o empresário.

Os altos valores que imaginamos quando o assunto é barco são mesmo verdade, mas há opções e formas de pagamento para todos os gostos e bolsos. “Temos barcos com a entrada de 30% a 40% do valor (cerca de R$38 mil) e mais cinco parcelas, aqui na fábrica. Mas temos bancos credenciados, onde o consumidor pode dar um valor menor de entrada e parcelar em mais vezes, similar a um financiamento de veículo”, explica Pinteiro Jr.

Até mesmo sem dinheiro é possível conseguir comprar um barco. “Aqui nós sempre queremos fechar negócio. A pessoa que está interessada em adquirir um barco, e estiver sem recurso, pode trazer uma proposta de troca, seja por um imóvel, carro ou um barco usado. Avaliamos o preço do que é oferecido e fechamos os valores, assim como acontece quando a pessoa vai trocar de carro”, afirma o diretor da Ecomariner.

Então vale a pena comprar barcos como forma de investimento? Depende de que investimento a pessoa está falando. “Como no caso dos automóveis há uma depreciação no valor do barco durante 10 anos. Depois disso, o preço permanece inalterado, desde que o proprietário faça a revisão e manutenção regularmente”, diz o empresário.

Mas se a classe média tem acesso aos barcos mais em conta, a classe dita “A”, passa a investir mais pesado no setor. Segundo a SummerTag, empresa de consultoria de marketing, o luxo inacessível - seja de embarcações enormes ou interiores sofisticados (fotos à esquerda) - tenderá a se tornar ainda mais seleto, o que seria uma oportunidade para o segmento de luxo. “Haverá uma demanda nova e maior por produtos que satisfaçam o desejo da classe A de se deslocarem de uma classe C, ávida por consumo”, diz o comunicado da empresa.

Manutenção – Engana-se quem pensa que pode comprar um barco e simplesmente só olhar para ele na hora de usar. O proprietário tem que se preocupar também com os valores pagos para manter o barco. Dependendo do tamanho – que é medido em pés (1 pé = 0,3048 metros) – o custo pode ser bem alto. Uma marina costuma cobrar 25 reais/mês por pé. Ou seja, uma embarcação pequena, de 14 pés, custaria 350 reais só para ficar guardada, fora manutenção e combustível (gasolina e diesel). Em um barco grande, de 65 pés, por exemplo, o valor subiria para R$ 2.275 por mês.

Cultura que eleva o custo – Se o custo já começa a ficar assustador, uma outra cifra deve ser contabilizada por conta de uma cultura brasileira: o marinheiro. Ao invés de se prepararem ou realizar o treinamento necessário para pilotar suas próprias lanchas e barcos, os brasileiros que tem barco preferem contratar alguém para fazer isso. Pelo menos nas águas, a figura do “chofer” ainda tem muita força. “Nos Estados Unidos os proprietários conduzem as embarcações, mas aqui eu diria que 99% das pessoas que tem barco pagam um marinheiro que faz isso. É um costume aqui”, conta Pinteiro Jr.

Economia – A crise econômica do País também afetou o ramo náutico. Além disso, a falta de incentivos do governo de Pernambuco fez com que a empresa deslocasse boa parte de sua estrutura para outro estado. “Em um bom ano vendemos 130 embarcações. Em 2014 foram 86. Toda a nossa linha de fabricação e montagem ficava aqui, mas como não obtivemos nenhum incentivo fiscal, há três anos montamos a nossa fábrica em João Pessoa (na Paraíba)”, reclama José Pinteiro Jr, cuja empresa emprega cerca de 150 funcionários e vende para todo o Brasil.

As autoridades italianas resgataram mais de 900 pessoas no mar nas últimas 24 horas, apesar da expectativa de que a proximidade do inverno reduziria o fluxo de migrantes que tentam cruzar o Mediterrâneo.

A maioria das pessoas resgatadas viajavam a bordo de embarcações quando tiveram problemas em mar aberto, no canal entre a Líbia e a Sicília, uma passagem estreita e traiçoeira no qual milhares de migrantes já se afogaram nos últimos anos na tentativa de chegar ao continente europeu.

Um total de 477 migrantes chegaram a Porto Empedocle, na costa meridional da Sicília, depois de terem sido resgatados por um navio de transporte de metano durante a noite. Outras 354 pessoas, recolhidas por um navio de patrulhamento italiano, desembarcarão nas próximas horas na cidade de Pozzallo.

A polícia costeira também interceptou um iate com 80 supostos migrantes a bordo perto do porto de Crotone, no sudeste da Itália.

A embarcação lotada havia navegado desde a Turquia durante seis dias com uma identificação italiana falsa e tinha crianças a bordo. Quatro delas tiveram que ser hospitalizadas após o desembarque.

A polícia deteve o capitão da embarcação, acusado por tráfico de pessoas.

Mais de 3.300 pessoas morreram no último ano ao tentar alcançar as costas europeias, segundo agências para os refugiados.

Policiais do Grupo Tático de Apoio Itinerante (GATI), do 17º Batalhão de Policia Militar, prenderam em flagrante três homens após assaltarem um bar, na praia de Atapuz, em Goiana, na Mata Norte de Pernambuco. O trio vinha realizando assaltos na região há alguns meses. Depois de cada investida, eles fugiam de barco.

De acordo com o soldado Ronaldo, comandante da operação que prendeu os suspeitos, o trio saía de um barco em direção a Itapissuma com um aparelho de som, um aparelho de DVD, moedas, bebidas alcoólicas, energéticos e um celular quando foram abordados. 

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Os três foram levados para a Delegacia de Itamaracá. Eles confessaram o crime, foram autuados por assalto qualificado e em seguida encaminhados ao Centro de Triagem Professor Everaldo Luna, em Abreu e Lima. 

 

 

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