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A Justiça Federal condenou o dentista Temístocles Barbosa Freire a pagar R$ 429 mil pela caça e abate ilegal de animais silvestres, inclusive espécies ameaçadas de extinção, no Acre. A indenização é por dano moral e material coletivo. Ele está com imóveis e veículos bloqueados por ordem judicial. Cabe recurso.

A sentença também determina que, se voltar a caçar, o dentista terá que pagar multa de R$ 100 mil por vez. O dinheiro será revertido para o Fundo Nacional do Meio Ambiente.

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Freire foi alvo da Operação Mustache. A Polícia Federal chegou a fazer buscas no consultório do dentista. A investigação concluiu que ele seria o líder de um grupo de caça ilegal no Acre. Os investigadores descobriram armas, veículos adaptados e cachorros treinados para a caça de animais silvestres.

"A prática foi comprovada por meio de fotos, documentação, vídeos e mensagens de celular trocadas com outros integrantes do grupo", informou o Ministério Público Federal.

A Procuradoria no Acre afirma que 48 animais teriam sido abatidos pelo dentista e que ele praticaria a caça ilegal desde 1987. Os procuradores pediam que ele fosse condenado a pagar R$ 5 milhões. A defesa alegou no processo que os abates não foram comprovados e que o valor cobrado era "desproporcional".

A juíza Luzia Farias da Silva Mendonça, da 2.ª Vara Federal Cível do Acre, concluiu que ficaram provados os abates de 12 onças-pintadas, 14 capivaras, sete porcos-do-mato e dois veados-vermelhos.

"A autoria e materialidade dos referidos abates foi analisada de maneira pormenorizada, inclusive com oitiva de testemunhas e interrogatório dos envolvidos. Além disso, trata-se de critério aceito pelo próprio réu como correto", escreveu.

Além da ação cível, a investigação também deu origem a dois processos na esfera penal, que ainda não foram julgados.

Defesa

A reportagem entrou em contato com a defesa de Temístocles Freire e aguarda resposta. O espaço está aberto para manifestação.

A prefeitura de Rodrigues Alves, município do Acre localizado a cerca de 600 quilômetros da capital Rio Branco, na fronteira com o Peru, homologou uma licitação para a compra de mais de dez salgadinhos, fritos e assados, e outros quitutes para cada um de seus 19 mil habitantes. Ao todo, foram encomendados 187 mil pastéis, coxinhas e bolinhas de queijo para os rodriguesalvense.

O prefeito da cidade é Jailson Amorim, que se elegeu pelo PROS. Sua gestão chegou a entrar na mira do Ministério Público do Estado em abril, após a contratação de show do cantor sertanejo Amado Batista por R$ 310 mil.

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Às margens do rio Juruá, Rodrigues Alves ocupa o 4.903º do País no Índice de Desenvolvimento Humano, segundo o Atlas Brasil. A cidade, cujo IDH é de 0,567, está abaixo da média do Estado, de 0,663.

Segundo o edital da licitação, a compra visa 'atender as necessidades da Prefeitura Municipal de Rodrigues Alves, em seus eventos'. O documento cita 'sessões plenárias, seminários, cursos para servidores, reuniões de câmaras, assinatura de atos oficiais e posses'.

As encomendas de salgadinhos, fritos e assados, constam da edição na quarta-feira, 23, do Diário Oficial da cidade. O documento mostra que a prefeitura comprou também 7,5 mil cachorros-quentes, o suficiente para alimentar metade da população da cidade. Também foram encomendados doces e bebidas.

As compras são resultado de um pregão realizado no dia 31 de julho, com um único objeto: o 'fornecimento de coffee break, café da manhã e salgado'. O valor das contratações soma R$ 181 mil.

Quatro empresas saíram vencedoras, cada uma ficando responsável por um item previsto na licitação:

- Pacote de coffee break para 1,8 mil pessoas - com fornecimento, para cada uma, de pelo menos 250 ml de bebidas (sucos, refrigerantes), 12 unidades de salgadinhos (fritos e assados) , três unidades de doces (tortinhas, carolinas, bolos) fora café, chocolate quente e chá;

- Pacote de café da manhã para 1,5 mil pessoas - com fornecimento, para cada uma, de pelo menos 250 ml de bebidas e 500 gramas de comidas (salgados, doces, bolos, pães e frutas;

- Fornecimento de 750 centos de salgadinhos fritos variados - pastel de carne, coxinha de frango, quibe, canudinho, bolinha de queijo e presunto.

- Fornecimento de 750 centos de salgadinhos assados variados - esfirras, abertas e fechadas, pizza, saltenha, pão de queijo, torta de frango, carne ou presunto.

- Mil pacotes de kit lanches incluindo um salgado assado, ou um sanduíche, ou uma pizza individual, ou uma torta de frango, acompanhado de um suco ou refrigerante

- Fornecimento de 300 centos de mini doces variados - tortinhas, bolos em cubos e pães doces

- Fornecimento de 7,5 mil cachorros quentes, com salsicha, molho, milho e batata palha.

O edital indica que os alimentos serão entregues na data dos eventos realizados pela prefeitura, de forma parcelada e sob demanda. A 'estimativa de consumo' é de doze meses - os coffee breaks poderão ser realizados de segunda a sexta-feira e, 'excepcionalmente', aos sábados.

COM A PALAVRA, O PREFEITO JAILSON AMORIM

A reportagem do Estadão pediu manifestação do prefeito de Rodrigues Alves, Jailson Amorim, o que não ocorreu até a publicação deste texto. O espaço está aberto.

Um empresário investigado na Operação Ptolomeu teria tentado chantagear o então secretário da Fazenda do Acre, Rômulo Antônio de Oliveira Grandidier, para conseguir um cargo de confiança para a esposa no governo.

O empresário é Cícero Furtado. A Polícia Federal apreendeu o celular dele em março, na terceira fase da Operação Ptolomeu, e encontrou conversas descritas como ‘chocantes’ pelos investigadores.

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O Estadão teve acesso ao relatório parcial da investigação, enviado pela PF ao Superior Tribunal de Justiça nesta semana, com detalhes do andamento da perícia no material apreendido. As conversas estão detalhadas no documento.

O empresário começa pedindo uma ‘agenda’ com Grandidier. Depois de insistir e aparentemente não ser recebido pelo secretário, ele escreve: "Se quiser saber quem eu sou, é só perguntar pro Rodrigo em qual CPF foi mandado para Manaus o dinheiro da Murano".

A PF afirma que Furtado tentou usar as credenciais em ‘tom de ameaça velada’.

Cícero Furtado é dono da Seven Construções e Empreendimentos, empresa que, segundo a Polícia Federal, teria sido usada como ‘conta de passagem’ para remeter recursos supostamente desviados de contratos públicos ao governador do Acre, Gladson Cameli (PP), e a seus familiares. Cameli sempre negou irregularidades.

Em outra mensagem, o empresário afirma ter desistido da indicação. "Não quero mais a diretoria. Cansei de ser humilhado. Apenas lembre ao Gladson que eu não sou menino", avisa.

Na sequência, ele envia um comprovante de transferência, no valor de R$ 700 mil, da Murano Construções, empresa que fechou contratos milionários com o governo na administração de Gladson Cameli, para a Seven. Para a PF, foi uma ameaça.

Em depoimento, Furtado afirmou que, inicialmente, não ‘desconfiou’ que sua empresa estava sendo instrumentalizada para lavar dinheiro. A versão é que, quando ele percebeu que a Seven estava sendo usada como conta de passagem, pediu para deixar a sociedade.

COM A PALAVRA, O GOVERNO DO ACRE

O governador nega irregularidades. Quando a fase mais recente da Operação Ptolomeu foi deflagrada, em março, por meio de sua assessoria, ele rechaçou os crimes que a Polícia Federal lhe atribui. Em nota divulgada na ocasião, Gladson Camelli alegou:

"Com o andamento do processo, o governador confia que tudo será apurado e esclarecido;

Mais uma vez, o governador se coloca à disposição das autoridades, colaborando com mais essa etapa das investigações;

O governador reafirma o seu apoio e confiança na Justiça, para que a verdade sempre prevaleça."

COM A PALAVRA, CÍCERO FURTADO

A reportagem do Estadão busca contato com o empresário Cícero Furtado. O espaço está aberto para manifestação também do ex-secretário da Fazenda e todos os citados no relatório da investigação enviado ao STJ

(rayssa.motta@estadao.com e fausto.macedo@estadao.com)

O Conselho Regional de Medicina do Acre (CRM-AC) determinou nesta quarta-feira, 10, a abertura de uma sindicância para investigar a conduta ética de profissionais da saúde do Estado que debocharam do quadro clínico da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. Ela foi internada no sábado, 6, após testar positivo para covid-19, e recebeu já deixou o hospital.

Em nota divulgada à imprensa, o CRM afirmou que a apuração terá como parâmetro as normas e os critérios estabelecidos pelo Código de Processo Ético-Profissional e pelo Código de Ética Médica.

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O deboche, marcado por comentários de teor negacionista sobre o efeito das vacinas contra o coronavírus, consta em troca de mensagens que foram vazadas de um grupo de WhatsApp, nomeado "Médicos Unidos". Três profissionais de saúde do Acre ironizam o quadro da ministra. Na conversa, um dos participantes compartilhou a notícia sobre Marina questionando: "Ué, não era vacinada?". Outra profissional comenta: "Coisas da vida. É da vacinação!". Por fim, um terceiro médico ri da situação e diz: "Tomara que os vírus da covid estejam bem". A imagem foi divulgada pelo site local ContilNet.

A ginecologista Grace Monica Alvim Coelho é uma das participantes da conversa. Ex-secretária de Saúde do Estado do Acre, ela comandou a pasta na gestão petista de Jorge Viana (1999-2004). Ao Estadão, a médica defendeu a liberdade de expressão dos membros do grupo de WhatsApp e afirmou que "não crê em mentiras" ao ser questionada sobre a vacina. Entusiasta declarada de Jair Bolsonaro, Grace elogia o ex-presidente em suas redes sociais, chamando-o de "maior e melhor pai do mundo". Os outros dois profissionais da conversa são Nilton Torrez Chavez e Jorge Lucas da Fonseca.

Nascida em um seringal no Acre, Marina já foi senadora pelo Estado; é uma das principais personalidades políticas locais. Ex-filiada ao PT, ajudou a fundar a Rede Sustentabilidade. A vacina contra a covid não impede a infecção pelo vírus, sua principal função é evitar o agravamento da doença. No caso da ministra, que já enfrentou diversos problemas de saúde, isso é especialmente relevante. Segundo sua assessoria de imprensa, ela se vacinou com as quatro doses disponíveis.

Nota à imprensa e à sociedade

Diante da divulgação de informações pela imprensa sobre comentários feitos, supostamente, por médicos que atuam no Estado do Acre a respeito da internação da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, o Conselho Regional de Medicina do Acre (CRM-AC) determinou a abertura de sindicância para investigar os fatos.

A apuração terá como parâmetro as normas e os critérios estabelecidos pelo Código de Processo Ético-Profissional e pelo Código de Ética Médica.

O CRM-AC reitera sua missão de zelar pelo ético exercício da profissão, tendo como foco a valorização da relação médico-paciente, a defesa da autonomia de médicos e de pacientes e o respeito ao sigilo das informações.

Nesta oportunidade, o CRM-AC deseja também uma breve recuperação à ministra Marina Silva e a todos os pacientes acometidos pela covid-19.

Mensagens vazadas de um grupo de WhatsApp de profissionais da saúde do Estado do Acre mostram três médicos debochando do quadro clínico da ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, internada no sábado, 6, no Instituto do Coração do Hospital das Clínicas (InCor), em São Paulo, após testar positivo para covid-19.

No grupo de mensagens, nomeado "Médicos Unidos", um dos participantes compartilhou a notícia sobre a ministra questionando: "Ué, não era vacinada?". Outra profissional comenta: "coisas da vida. É da vacinação!". Por fim, um terceiro médico ri da situação e diz: "Tomara que os vírus da covid estejam bem". A imagem foi divulgada pelo portal local ContilNet.

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A vacina contra o coronavírus não impede a infecção pelo vírus, sua principal função é evitar o agravamento da doença. No caso da ministra, que já enfrentou diversos problemas de saúde, isso é especialmente relevante. Nascida em um seringal no Acre, Marina teve hepatite, malária, contaminação por mercúrio e leishmaniose. Segundo a assessoria do ministério, ela se vacinou com as quatro doses disponíveis contra a covid e, de acordo com o último boletim médico, divulgado domingo, 7, e se "mantém estável e com boa evolução".

A partir do vazamento das mensagens, a diretoria do Sindicato dos Médicos do Estado do Acre (Sindmed-AC) publicou uma nota afirmando que o grupo "Médicos Unidos" não é administrado pela entidade: "O único grupo oficial é chamado de 'Filiados', existindo regras claras que proíbem a manifestação política, permitindo apenas assuntos médicos, debates trabalhistas, sindicais e a divulgação de informações do sindicato. Os membros deste sindicato também prestam solidariedade à ministra do Meio Ambiente Marina Silva e desejam boa recuperação".

Marina Silva foi internada no sábado após receber a confirmação do teste. Orientada pelos médicos, a ministra se manteve no hospital para realizar um conjunto de exames. Ela apresentou sintomas gripais com um quadro de tosse, coriza e mal-estar.

Informações divulgadas pelo Sistema Eletrônico de Agendas do Poder Executivo Federal mostram que Marina não tem compromissos nesta semana. Ela era aguardada na próxima quarta-feira, 10, na Câmara dos Deputados, na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável para apresentar seu plano de trabalho na área da sustentabilidade.

Pronunciamento

No fim de semana, a ministra da Saúde, Nísia Trindade, fez um pronunciamento oficial para reforçar a importância de o País continuar a imunização contra o coronavírus, mesmo depois de a Organização Mundial da Saúde (OMS) ter declarado na última sexta-feira, 5, o fim da emergência internacional de saúde pela doença.

"Infecções pelo vírus Sars-Cov-2 vão continuar e devemos manter cuidados. Portanto, sistemas de vigilância, diagnóstico, redes de assistência e vacinação precisam ser fortalecidos", disse a ministra. "Neste cenário, entende-se que o momento indica uma transição do modo de emergência para um enfrentamento continuado, como parte da prevenção e controle de doenças infecciosas."

Uma mulher de 44 anos foi ameaçada com uma faca por um homem, levada para um motel, torturada e estuprada. O caso aconteceu em Rio Branco (AC), no último sábado (18), o criminoso já está preso.

A mototaxista estava em seu horário de trabalho quando aceitou fazer a corrida, do centro de Rio Branco até um motel na Via Chico Mendes, sem saber que viveria um pesadelo no local. Ao portal G1, a mulher contou que só quando chegou ao destino o passageiro a ameaçou com um objeto pontudo, dizendo que ela deveria entrar no quarto com ele, se não ele a mataria.

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A vítima foi amarrada na cama, violentada a socos e pontapés, e estuprada. A violência durou cerca de 40 minutos. Durante todos os momentos ela relata que pedia para que ele não a matasse, em nome de seu filho. Mãe de dois filhos, sendo um deles autista, ela é quem traz o sustento financeiro para a casa.

Em determinado momento, o criminoso se retirou do quarto, levando consigo o colete de mototaxista, uma quantia em dinheiro e a moto. A mulher conseguiu, então, ligar para a recepção do motel pedindo socorro. Ela foi levada para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), e também foi atendida na Maternidade Bárbara Heliodora e no Pronto Socorro. Lá ela soube que teve o nariz quebrado pela violência.

Além das dores físicas, as feridas emocionais ainda estão abertas. Apesar de não ter conseguido voltar a trabalhar, a vítima tem recebido apoio e acolhimento de amigos, familiares, e suporte psicológico.

Uma equipe da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Rio Branco encontrou o suspeito no bairro Castelo Branco, na quarta-feira (22). Ele foi levado para a Deam, onde confessou os crimes, e foi colocado à disposição da justiça.

Uma mulher pegou um carro por aplicativo no último domingo (19) e foi surpreendida ao encontrar um feto de cerca de 18 semanas no banco de trás do veículo. O caso aconteceu em Rio Branco (AC).

O motorista explicou que, no sábado (18), ele fez uma última corrida com uma mulher até a maternidade. Ela alegava que estava sentindo dores abdominais, mas que não sabia se estava grávida. Após o serviço, o condutor voltou para casa, e só saiu novamente com o veículo no dia seguinte.

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A mulher que encontrou o feto foi a terceira passageira do dia. A Polícia Militar foi chamada ao local, e acionou a perícia técnica para dar encaminhamento na investigação. O feto foi levado para o Instituto Médico Legal (IML) de Rio Branco.

Segundo o motorista, a mulher já estaria carregando o feto nas mãos, pois não havia marcas de sangue no banco do carro. Os peritos verificaram que a mulher não entrou em trabalho de parto no veículo. A Polícia Civil vai seguir com as investigações do caso.

O governador do Acre, Gladson Cameli (PP), que teve o passaporte e bens apreendidos na terceira etapa da Operação Ptolomeu III, nesta quinta-feira, 9, não é o único integrante do governo estadual alvo da ofensiva que apura supostos desvios no bojo de obras de infraestrutura de unidades de saúde e escolas.

A relatora da investigação no Superior Tribunal de Justiça, ministra Nancy Andrighi, também impôs medidas cautelares alternativas ao Secretário de Obras Públicas Cirleudo Alencar de Lima e o chefe da Representação do Governo em Brasília Ricardo Augusto França da Silva - eles foram afastados, não podem entrar em órgãos públicos do Estado em que trabalham e tampouco se comunicar com outros investigados.

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Ricardo Augusto França da Silva é aliado de longa data de Cameli. Entre 2015 e 2018 atuou como assessor parlamentar do hoje governador quando este era senador. Em 2019, o advogado assumiu o órgão acreano tido como 'braço do governo' em Brasília.

Em 2006, Ricardo França chegou a ser alvo da Operação Sanguessuga, que investigou uma quadrilha formada por ex-parlamentares, assessores, empresários e funcionários do Ministério da Saúde e acusada de vender ambulâncias superfaturadas por meio de licitações fraudadas para prefeituras de oito Estados.

O rombo aos cofres públicos foi de R$ 110 milhões do Orçamento Geral da União, conforme as investigações da Polícia Federal e Ministério Público Federal. Ao todo, 81 pessoas foram acusadas de pertencer à máfia, respondendo na Justiça às imputações de formação de quadrilha, corrupção e lavagem de dinheiro, entre outros crimes.

A Operação Sanguessuga foi aberta em maio de 2006 e seis meses depois estourou o caso dos 'aloprados do PT', quando integrantes do partido foram presos pela PF ao tentarem comprar um 'dossiê' contra o então candidato do PSDB ao governo de São Paulo, José Serra. Quando estourou o escândalo, Lula, que concorria à reeleição, chamou o grupo de "bando de aloprados". A Justiça rejeitou denúncia apresentada pela Procuradoria sobre os 'aloprados'.

Agora, Ricardo França é alvo de uma ofensiva que mira supostos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo a cúpula do Governo do Acre. Como mostrou o Estadão, entre os elementos que colocaram a PF no rastro do suposto esquema de desvios em contratações na Saúde e Infraestrutura está um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontando vinte comunicações de movimentações financeiras suspeitas envolvendo o governador do Acre. As transações notificadas ultrapassam a marca de R$ 828 milhões.

O ponto de partida das apurações foi uma gravação, obtida a partir de interceptação telefônica, que sugere que o governador teria sido destinatário de R$ 70 mil em propinas. Ao pedir autorização do STJ para fazer buscas contra o governador, a Polícia Federal chegou a levantar suspeitas sobre o uso de agentes das Forças de Segurança para movimentar valores em espécie com origem supostamente irregular.

Já entre as informações que deram fundamento para a segunda fase da operação está uma gravação feita por câmeras de segurança de um hotel em Cruzeiro do Sul, município a 636 quilômetros de Rio Branco. O vídeo mostra o momento em que assessores de Camelli escondem um celular para evitar que ele fosse apreendido durante buscas da primeira fase da Ptolomeu.

COM A PALAVRA, RICARDO FRANÇA

A reportagem entrou em contato com a Secretaria de Comunicação do governo do Acre em busca de posicionamento do chefe da Representação do Governo em Brasília. O espaço está aberto para manifestações.

COM A PALAVRA, O GOVERNADOR DO ACRE

A respeito das ações da Operação Ptolomeu, promovida pela Polícia Federal, o governador do Acre, Gladson Cameli, tem a declarar que:

a. Essa é mais uma etapa da operação de mesmo nome. Com o andamento do processo, o governador confia que tudo será apurado e esclarecido;

b. Mais uma vez, o governador se coloca à disposição das autoridades, colaborando com mais essa etapa das investigações;

O governador reafirma o seu apoio e confiança na Justiça, para que a verdade sempre prevaleça.

A Polícia Federal abriu na manhã desta quinta-feira, 9, a terceira etapa da Operação Ptolomeu - investigação sobre supostos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo a cúpula do Governo do Acre. Um dos alvos da investigação é o chefe do Executivo estadual Gladson Cameli (PP) - ele não é alvo de buscas no bojo da ofensiva, mas o Superior Tribunal de Justiça mandou apreender o passaporte do mandatário.

Cameli também está na lista de investigados que teve bens bloqueados a mando da Corte superior. Ao todo, o STJ determinou a indisponibilidade de R$ 120 milhões. A ordem atinge mansões, apartamentos, carros e até aeronaves. Em nota, o governador afirmou que está 'à disposição das autoridades'.

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A nova fase ostensiva da Ptolomeu mobilizou cerca de 300 agentes para cumprir 89 mandados de busca e apreensão em endereços do Acre, Piauí, Goiás, Paraná, Amazonas, Rondônia e Distrito Federal. As diligências são executadas nas cidades de Rio Branco, Cruzeiro do Sul, Brasiléia (AC), Manaus, Porto Velho, Brasília, Teresina, São Paulo, Curitiba, Chapadão do Céu e Luziânia (GO).

As imagens das diligências mostram viaturas da PF em frente a órgãos como a Secretaria de Estado de Obras Públicas, a Casa Militar e o Departamento Nacional Estradas Rodagem do Acre. Segundo a Polícia Federal, a operação 'busca o ressarcimento de parte dos valores desviados dos cofres públicos'. A Controladoria-Geral da União ressalta que os desvios se deram no bojo de obras de infraestrutura e manutenção de unidades de saúde e escolas.

A ministra Nancy Andrighi, relatora do inquérito no STJ, também determinou a suspensão de atividades econômicas de 15 empresas sob suspeita e impôs medidas cautelares diversas da prisão - suspensão do exercício da função pública, proibição de acesso a órgãos públicos, impedimento de contato entre investigados e proibição de se ausentar do país, com a entrega de passaportes no prazo de 24 horas.

De acordo com a CGU, as ordens decretadas incluem: 21 sequestro de bens; 31 afastamentos de cargo ou função pública; 57 proibições de contato e acesso à órgão público; 57 entregas de passaportes; 70 quebras de sigilo bancário e fiscal.

A ofensiva é um desdobramento das primeiras duas fases da investigação, nas quais a PF identificou 'organização criminosa, controlada por agentes políticos e empresários ligados ao Poder Executivo estadual acreano, que atuavam no desvio de recursos públicos, bem como na realização de atos de ocultação da origem e destino dos valores subtraídos'.

Segundo a CGU, a quadrilha sob suspeita fraudava contratações públicas no Acre com recursos da saúde, da educação e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), relacionadas à execução de obras de infraestrutura e serviços de manutenção predial. Os investigadores apuram supostas fraudes em contratações, superfaturamento de contratos, pagamento vantagens indevidas e lavagem de capitais para promover o enriquecimento ilícito de servidores públicos.

A Controladoria aponta que análises realizadas em parceria com a PF identificaram 'superfaturamento e inexecução contratual' em pelo menos quatro contratos com empresas da área de construção civil. De acordo com o órgão, o governo do Acre fez pagamentos no valor total de R$ 286.603.478,42, a partir de janeiro de 2019, em benefício das empresas sob suspeita.

"As evidências apontam que as empresas envolvidas utilizaram sócios ocultos, a fim de permitir que indivíduos com conexões próximas a servidores públicos obtivessem vantagens em contratações direcionadas pelo Governo do Acre. Também foi detectada a prática constante movimentações de altos valores em espécie entre os investigados e operação de smurfing, prática na qual os valores financeiros são divididos em quantias menores e depositados em contas correntes para não alertar os órgãos de controle", indicou a CGU.

A Ptolomeu foi inicialmente aberta no dia 16 de dezembro de 2021, ocasião na qual a Polícia Federal fez buscas em endereços ligados a Camelli. A ofensiva também contava com ordem de bloqueio de valores dos investigados, no valor de R$ 7 milhões.

A segunda etapa ostensiva do inquérito foi deflagrada dias depois, em 22 de dezembro de 2021, e prendeu preventivamente a então chefe de gabinete de Camelli, Rosângela Gama. A operação mirou suposto conluio entre servidores, que, depois da primeira fase da operação teriam praticado atos voltados à obstrução das apurações, 'na tentativa de destruição de provas essenciais para a continuidade' das investigações.

O nome da ofensiva faz referência ao apelido utilizado por um dos principais operadores do esquema suspeita e à cidade natal de grande parte dos investigados. "Ptolomeu foi um cientista, astrônomo e geógrafo de origem grega, que primeiro catalogou a Constelação do Cruzeiro do Sul em seu livro Almagesto, produzido no século II", explicou a corporação.

Como mostrou o Estadão, entre os elementos que colocaram Camelli na mira da investigação sobre suposto esquema de desvios em contratações na Saúde e Infraestrutura está um recebeu um relatório do antigo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontando vinte comunicações de movimentações financeiras suspeitas envolvendo o governador. As transações notificadas ultrapassam a marca de R$ 828 milhões.

O ponto de partida das apurações foi uma gravação, obtida a partir de interceptação telefônica, que sugere que o governador teria sido destinatário de R$ 70 mil em propinas. Ao pedir autorização do STJ para fazer buscas contra o governador, a Polícia Federal chegou a levantar suspeitas sobre o uso de agentes das Forças de Segurança para movimentar valores em espécie com origem supostamente irregular.

Já entre as informações que deram fundamento para a segunda fase da operação está uma gravação feita por câmeras de segurança de um hotel em Cruzeiro do Sul, município a 636 quilômetros de Rio Branco. O vídeo mostra o momento em que assessores de Camelli escondem um celular para evitar que ele fosse apreendido durante buscas da primeira fase da Ptolomeu.

COM A PALAVRA, O GOVERNADOR DO ACRE

A respeito das ações da Operação Ptolomeu, promovida pela Polícia Federal, o governador do Acre, Gladson Cameli, tem a declarar que:

a. Essa é mais uma etapa da operação de mesmo nome. Com o andamento do processo, o governador confia que tudo será apurado e esclarecido;

b. Mais uma vez, o governador se coloca à disposição das autoridades, colaborando com mais essa etapa das investigações;

O governador reafirma o seu apoio e confiança na Justiça, para que a verdade sempre prevaleça.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, atendeu um pedido do Ministério Público do Acre e determinou que a Polícia Militar desobstrua as ruas no entorno do quartel do Exército em Rio Branco, bloqueadas por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro mesmo após ordem emanada pela Corte máxima.

O magistrado ainda impôs multa a dois homens apontados pela Promotoria como 'financiadores dos atos antidemocráticos' no Estado: os fazendeiros Jorge José de Moura e Henrique Luis Cardoso Neto. Segundo o MP, duas fazendas do pecuarista Jorge Moura forneciam 'alimentação, churrasco e água' aos apoiadores do presidente Jair Bolsonaro que bloqueavam vias em frente às instalações do Exército na capital acreana. A Promotoria ainda apontou vídeo em que outro fazendeiro 'admite que bloqueou a estrada em frente a sua fazenda' alegando 'fraude eleitoral'.

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A decisão foi assinada neste domingo, 6, após um pedido feito pelo Ministério Público no Acre na mesma data. A Promotoria relatou que, desde a quinta-feira, 3, as vias em torno do quartel do Exército do 4º Batalhão de Infantaria e Selva (BIS), 'no período vespertino até o noturno, têm sido ocupadas por manifestantes que pedem intervenção militar'.

Segundo o MP, os participantes de tais atos 'alegam fraude nas eleições e se opõem ao resultado legítimo das urnas sem qualquer fundamentação jurídica válida, obstruindo o trânsito de veículos, o regular acesso ao quartel e causando incontáveis transtornos à vizinhança do local, com uso de carro de som, buzinaço, fogos de artifício, poluição sonora, dificuldade de acesso às residências, colocação de tendas no leito carroçável, aglomerações'.

O órgão chegou a acionar a Justiça estadual, mas o magistrado plantonista acabou por 'redimensionar' a decisão dada por Alexandre de Moraes - e confirmada por unanimidade pelo plenário do STF - no sentido de impor multa de R$ 100 mil por descumprimento da ordem de desbloqueio de vias em todo País. O juiz de 1º grau fixou multa de R$ 1 mil por hora de descumprimento.

Tal despacho chegou a ser alvo de recurso, sendo que desembargador do Tribunal de Justiça do Acre acabou por reduzir a multa para R$ 5 mil por dia. A avaliação do Ministério Público estadual é a de que o 'poder coercitivo da decisão tornou-se inócuo, ou seja, com pouco efeito dissuasório, considerando que os movimentos antidemocráticos e golpistas estão sendo financiados pelos grandes pecuaristas e empresários do agronegócio'.

A decisão atendeu um pedido de um homem identificado como Francisco da Silva, 'sem qualquer outro dado de qualificação, sem RG, sem CPF, sem endereço, sem procuração', diz o MP. Segundo a Promotoria, o homem que recorreu da decisão de 1º grau se intitula 'representante de um movimento antidemocrático denominado de "manifestantes patriotas"'.

Ainda de acordo com o Ministério Público, a decisão local ainda vem sendo 'sistematicamente desobedecida' pela Polícia Militar do Acre, o que levou o procurador-geral de Justiça do Estado a instaurar um procedimento investigatório criminal contra o Comandante-geral da corporação, coronel Luciano Dias Fonseca, para apurar eventual cometimento de crime de desobediência ou prevaricação.

O governador do Acre, Gladson Cameli (PP), foi reeleito ao cargo neste domingo, 2. Com 92% das seções totalizadas, ele tem 56,69% dos votos válidos. Na sequência, Jorge Viana (PT) tem 24,16%; Mara Rocha (MDB), 11,16%; Petecão (PSD), 6,41%; Marcio Bittar (União), 1,11%; Professor Nilson (PSOL), 0,28%; e David Hall (Agir), 0,19%.

Em uma live realizada nessa quinta-feira (6) em suas redes socais, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a criticar a imprensa brasileira. Desta vez, ele chamou o Jornal Nacional, noticiário exibido pela Rede Globo, de “lixo”, e disse ainda que prefere assistir ao seriado mexicano  “Chaves”.

Ainda durante a exibição, Bolsonaro destacou sua presença na inauguração da ponte Abunã, evento que será realizado nesta sexta-feira (7), para apresentar a construção que liga o Acre e Rondônia, localizados na região norte do país. “Você sabe o que o JN vai dar? Isso aí é um lixo, eu não assisto essa porcaria. Prefiro assistir ao Chaves. Muito melhor. [A Globo] Vai dizer que o presidente, sem máscara, estava na ponte. Já não encheu o saco falar isso aí?” declarou.

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Em seguida, o presidente relembrou a cobertura da imprensa do seu comportamento durante a pandemia. “Eu estava no final do ano em São Paulo, fui passear de jet ski e mergulhei. Depois fui falar com o povo. E o Estadão publicou: Bolsonaro nada sem máscara na Praia Grande. Para fazer piadas, essa imprensa é boa”, criticou, citando o episódio no qual foi acusado de incitar aglomeração no litoral paulista.

Bolsonaro e a imprensa brasileira

De acordo com um levantamento realizado pela organização não-governamental (ONG) Repórteres Sem Fronteiras, o presidente Jair Bolsonaro e os filhos, também parlamentares, fizeram juntos 469 ataques a jornalistas e veículos de imprensa em 2020. O estudo foi divulgado em janeiro deste ano.

O Ministério da Saúde autorizou a ampliação "emergencial e temporária" de 14 vagas para profissionais do Programa Mais Médicos em Rio Branco, capital do Acre. Portaria publicada no Diário Oficial da União (DOU) estabelece que a ampliação das vagas se dará pelo período improrrogável de um ano para atender ao município no combate da pandemia do novo coronavírus.

O Acre vem enfrentando desde o mês passado situação de emergência, decretada em virtude do avanço da pandemia no Estado e também de destruição provocada com enchentes, surto de dengue e crise migratória na fronteira com o Peru.

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Em janeiro, a pasta da Saúde já havia reforçado as equipes de médicos no Estado do Amazonas, que também começou o ano com o agravamento da crise sanitária de covid-19. Além da capital Manaus, outros nove municípios amazonenses tiveram aval para ampliar as vagas do Mais Médicos, todos pelo prazo improrrogável de um ano.

O aumento no número de mortes pela covid-19 obrigou a prefeitura de Porto Velho a abrir licitação emergencial para comprar gavetas em cemitérios particulares da cidade. Não há mais espaço para abertura de novas covas nos cemitérios públicos da capital rondoniense.

De janeiro a fevereiro deste ano, houve aumento de 78% no número de sepultamentos de vítimas da covid-19. A informação foi divulgada pelo gerente da Divisão de Cemitérios, Gilbson Moraes. "Aproximadamente mil covas foram abertas de março do ano passado para cá."

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A prefeitura de Porto Velho acredita que até a próxima semana a licitação já deverá estar finalizada, possibilitando a contratação das novas sepulturas. Enquanto isso, o sistema de saúde do Estado segue em situação crítica, operando com 100% da capacidade. Não há mais leitos de UTI disponíveis.

A Secretaria de Saúde de Rondônia informou que há, nesta quinta-feira, 4, 86 pessoas aguardando a liberação de leitos de terapia intensiva. Isso porque todos os 322 leitos disponíveis na rede pública e privada estão ocupados. Diante disso, haverá toque de recolher em todo o Estado, diariamente, das 21h às 6h. Nos finais de semana, haverá lockdown.

"Começamos anteontem (terça, 2) com 60 pessoas aguardando leitos de UTI, amanhecemos ontem (quarta, 3) com pouco mais de 90 pessoas aguardando leitos e quando eram 17h, já tínhamos 102 pessoas esperando. Quando olhamos as redes sociais, parece um obituário", desabafou o governador Marcos Rocha (PSL).

A situação do sistema de saúde também é crítica em outros Estados brasileiros. No Rio Grande do Sul, a ocupação de leitos chegou a 100% da capacidade, e há 288 pessoas aguardando por leito de terapia intensiva. Em Goiás, há fila de 300 pessoas esperando vaga. Em Santa Catarina,outros 251 pacientes internados aguardam UTI.

Estão abertas as inscrições para o concurso público da Prefeitura de Tarauacá, localizada no Estado do Acre, que visa contratar 195 profissionais com níveis fundamental, médio, técnico e superior. As inscrições seguem até o dia 14 de setembro por meio do site da banca organizadora do certame.

O concurso está ofertando vagas para os cargos de merendeira, auxiliar administrativo, auxiliar de saúde bucal, técnico em análises clínicas, técnico em enfermagem, engenheiro civil, fiscal sanitário, médico clínico geral, entre outros. Para confirmar a inscrição, os candidatos devem custear uma taxa de R$ 60 a R$ 300.

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O processo seletivo será composto por uma prova objetiva, de títulos e discursiva. Ao serem contratados, os profissionais trabalharão 40 horas semanais e terão um salário que varia de R$ 1.045 a R$ 8 mil, a depender do cargo escolhido. Mais informações podem ser obtidas através do edital do certame.

Uma cobra sucuri de aproximadamente seis metros foi capturada em uma propriedade rural em Sena Madureira-AC na sexta-feira (28). O animal pesava 100 quilos, de acordo com o Corpo de Bombeiros.

O réptil foi encontrado pelo dono da propriedade, que conseguiu imobilizá-lo com uma corda e acionar os bombeiros. A cobra foi localizada perto de um açude e um curral.

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O proprietário relatou que a sucuri não comeu nenhum animal do local. O animal não estava machucado e foi levado para o Centro de Triagem de Animais Silvestres do Acre (Cetas).

A Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag) e a Secretaria de Estado de Educação, Cultura e Esportes do Estado do Acre finalizam inscrições nesta sexta-feira (17), para o processo seletivo destinado ao preenchimento de 392 vagas temporárias para os níveis fundamental, médio e superior. Os interessados podem se candidatar por meio do site da banca organizadora do certame.

A oportunidade é voltada para professores da educação infantil, fundamental do primeiro ao quinto ano, fundamental do sexto ao nono ano e ensino médio nas escolar indígena das cidades de Assis Brasil, Cruzeiro do Sul, Feijó, Jordão, Marechal Thaumaturgo, Mâncio Lima, Manoel Urbano, Porto Walter, Rodrigues Alves, S. R. Purus, Sena Madureira e Tarauacá. O processo seletivo não terá taxa de inscrição.

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O certame é composto por análise curricular, de títulos e experiência na área de atuação. A seleção será realizada no Departamento Estadual de Educação Escolar Indígena em Rio Branco, situado na Rua Rio Grande do Sul, 109, Centro, por meio de sessão pública, aberta aos interessados.

Os aprovados trabalharão de 25 a 30 horas semanais e terão remuneração de R$ 1.045,00 a R$ 2.164,67, a depender do cargo escolhido. Outras informações podem obtidas por meio do site da seleção ou através do edital de abertura do certame.

Viralizou nas redes sociais um vídeo de uma mulher levando as roupas do marido até o trabalho dele, em uma agência bancária, após descobrir que estava sendo traída. O caso ocorreu no município de Rio Branco, no Acre.

No vídeo, a mulher, que é lavadeira, diz ter descoberto que o companheiro, com quem estava casada há quinze anos, mantinha um relacionamento extraconjugal com uma colega de trabalho. "Eu, como sou uma boa dona de casa, uma boa mãe e uma boa corna vim devolver para ela as roupinhas", diz a mulher, em tom de deboche. As roupas foram levadas em dois sacos de lixo.

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Ela acrescenta: "Eu disse para ela que iria vir entregar e eu estou fazendo o que prometi. As roupinhas do 'princeso' dela, do príncipe encantado, estão tudo aqui. A partir de hoje, ele é dela, não é meu".

A mulher contou ao G1 que descobriu a traição através de e-mails no celular do marido. Em um deles, havia a promessa de amor eterno e o marido teria dito que o único motivo de não estarem juntos era o casamento.

A lavadeira chegou a ser levada para a delegacia, mas apenas foi orientada a recomeçar a vida. Ela tem três filhos com o homem.

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Na madrugada desta segunda-feira (10), uma mulher foi atingida por cinco golpes de facão ao ter a casa invadida por três homens encapuzados, em Cruzeiro do Sul, interior do Acre. A polícia está investigando a tentativa de homicídio. a vítima teve ferimentos nas costas e nos braços. Aldenízia Silva de Araújo, 44 anos, foi socorrida e levada ao Pronto-Socorro do Hospital do Juruá, onde permanece internada.

Os suspeitos já foram identificados. Segundo a polícia, a vítima foi atacada dentro de casa por três indivíduos que são usuários de drogas; dois dos suspeitos seguraram a mulher enquanto o outro desferia os golpes. A polícia está trabalhando na tentativa de fazer as prisões em flagrante.

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Por Jéssika Tenório

 

Uma criança de 5 anos foi estuprada na madrugada dessa terça-feira (30) após ser levada como pagamento de uma dívida da mãe com o tráfico de drogas. A mulher e o homem responsável pelo rapto foram presos e indiciados por estupro de vulnerável.

O delegado responsável pelo caso informou que o sequestro seguido de estupro aconteceu após o homem de 24 anos ir até a casa da mãe da menina para cobrar uma dívida de R$ 2 mil. Como a mulher afirmou que não tinha dinheiro para realizar o pagamento, ele levou a criança. A polícia foi acionada pela tia da criança.

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“Esse homem teria levado a criança para poder pressionar a mãe para pagar essa dívida de droga, mas em seguida voltou e deixou a menina em casa. Ela estava sangrando bastante, uma tia viu e chamou a polícia. Na delegacia, a menina contou o que o homem fez com ela”, disse o delegado Marcos Frank em entrevista ao G1.

O delegado disse, ainda, que o suspeito negou o estupro, mas um exame confirmou a denúncia. “A mãe também vai ser indiciada por estupro porque viu a criança sendo levada e não chamou a polícia. Inicialmente, ela se fez de demente, como se não tivesse noção do que tinha acontecido, mas contou que estava consumindo droga por volta das 3h e que a garotinha estava lá e que, em um dado momento, o rapaz pegou e levou”, afirmou Frank.

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