Tópicos | Violência Contra Mulher

Um agente policial do Distrito Federal foi preso em flagrante, na madrugada desta quarta-feira (27), em Vicente Pires, a 20 km de Brasília, após agredir duas mulheres em um bar, tendo atirado no pé de uma delas. A vítima atingida é uma delegada da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). 

Rodrigo Rodrigues Dias foi flagrado pelas câmeras de segurança do bar em que estava puxando os cabelos da mulher que estava sentada a seu lado na mesa, acompanhado de um outro homem. A mulher, incomodada com o comportamento agressivo de Rodrigo, começa a bater nele, e depois de uma discussão, muda de lugar.  A discussão passa a ser, então, entre o agente policial e duas pessoas que estavam dentro do bar, uma delas, a delegada Karen Langkammer, que levou um tiro no pé. Ele portava uma pistola Glock 9 mm, além de oito munições e um carregador. A Polícia Militar foi acionada e prendeu Rodrigo em flagrante por disparo em via pública, lesão corporal e vias de fato.  Uma coluna do portal Metrópoles apurou que ele já foi autuado por agressão contra mulher, com base na Lei Maria da Penha. O caso aconteceu em 2018, com a então companheira do agressor, uma sargento do Corpo de Bombeiros do DF, com quem teve duas filhas. Ela teria sofrido violência física por não ter o acompanhado em uma confraternização em família, e a briga foi apartada com a chegada de uma das filhas do casal.

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Uma mulher foi agredida pelo namorado, nesta segunda-feira (18), no município de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro, por ela não ter visto a duas mensagens enviadas por ele. A Polícia Civil prendeu Cristiano Alves de Araújo, de 37 anos, em flagrante, e o encaminhou a uma unidade prisional. A vítima foi socorrida por uma amiga, que chamou a polícia ao ouvir a briga, quando chegava na casa dela. 

Segundo o relato da vítima, registrado na Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de Nova Iguaçu, o homem teria chegado em casa enfurecido pois ela não havia visto nem respondido a duas mensagens dele. Ele a teria socado no rosto, a jogou na cama e seguiu com as agressões até a chegada de uma amiga da mulher, que ameaçou chamar a polícia. 

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Vítima levou socos no rosto. Foto: Reprodução 

O agressor teria parado com a violência física, mas voltou a bater na namorada com um cabo de vassoura, e ainda quebrou móveis e aparelhos na casa. 

A vítima registrou boletim de ocorrência e foi encaminhada para realizar exame de corpo de delito. 

Após ter tido o mandado de prisão em flagrante cumprido, a polícia confirmou que ele já havia sido denunciado por agressão, em 2010, por outra ex-namorada, que teria tido um braço fraturado. Ele foi encaminhado ao sistema prisional e deverá responder por lesão corporal e dano. 

 

A Polícia Civil de São Paulo investiga o caso do corpo de uma mulher, que foi encontrado no último sábado (9), às margens da BR-262, no município de Castilho, próximo da divisa com o Mato Grosso do Sul. A vítima foi enforcada, e estava vestida de noiva. A Polícia Militar e a Brigada de Incêndio chegaram a ser acionadas para atender à ocorrência, além da Polícia do estado vizinho. 

A mulher foi identificada como residente da cidade de Três Lagoas, no MS, e seu corpo foi encontrado em estado de decomposição. O Instituto Médio Legal (IML) de Andradina, em São Paulo, investiga as causas da morte. 

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Um áudio, vazado e divulgado nesta segunda-feira (4), pelo portal UOL, mostra uma conversa entre Thiago Brennand, homem condenado e preso por estupro, com uma de suas vítimas, onde ele fala abertamente sobre os crimes que cometeu. A conversa é entre ele e uma modelo pernambucana, identificada na matéria como “K”. 

Brennand — Na hora que você disse “não”, eu te ameacei e disse que ia te quebrar? 

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Vítima — Não. 

Brennand — Outra coisa, por exemplo, eu botei uma arma na sua cabeça? 

Vítima — Não. 

Brennand — Pois é, mas fiz à força e com raiva, não fiz? 

Vítima — Fez. 

Brennand — E você dizendo “não, não”, eu fiz com raiva. Beleza. Tá certo. Eu assumo. 

Confissão de agressão 

Outro trecho mostra Brennand confessando que bateu na vítima: 

Vítima — Você promete nunca mais bater em mim? 

Brennand — Prometo. Dou minha palavra. Dou minha palavra. Na frente de quem quiser aí. 

Vítima — Não, não quero que ninguém fique sabendo que você bateu em mim. 

A conversa aconteceu em setembro de 2021. A vítima da conversa foi colocada em cárcere privado quando havia ido à casa de Thiago em Porto Feliz, em São Paulo. Ele foi acusado e condenado, em outubro de 2023, após ter agredido uma mulher em uma academia em São Paulo, além de outra condenação por estupro. Brennand cumpre uma pena de mais de 11 anos no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Pinheiros, na capital paulista. 

As defesas da vítima e do réu afirmaram que o áudio está sob segredo de justiça, e que não poderiam comentar sobre o conteúdo. No entanto, a defesa de Thiago chegou a afirmar que o áudio “está fora de contexto”, e que o caso teria sido arquivado. 

 

Um homem foi agredido por transeuntes na portaria de um edifício na Avenida Boa Viagem, zona sul do Recife, no último domingo (26), após ele ter batido em sua namorada. O suspeito é investigado por violência psicológica e ameaça. 

Segundo testemunhas no local, o homem teria batido na namorada quando foi advertido por uma pessoa que passava pela calçada e viu a cena. Ele chegou a agredir essa outra pessoa e diversos comerciantes da praia se aproximaram do local. Em um vídeo que circula nas redes sociais é possível ver quando um grupo de mais de dez pessoas invade a área do prédio residencial para bater no agressor. 

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Segundo a Polícia Militar, uma equipe foi acionada para atender à ocorrência. O homem foi levado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Imbiribeira, também na zona sul, e depois encaminhado à Delegacia da Mulher de Santo Amaro, no centro da cidade. A Polícia Civil informou que duas ocorrências foram registradas, uma de violência psicológica e outra de ameaça. 

Outra ocorrência foi registrada, na Delegacia de Boa Viagem, contra as pessoas que invadiram o prédio e agrediram o homem. Não há informações se algum dos transeuntes chegou a ser detido. 

 

Uma mulher reagiu à tentativa de estupro que sofreu enquanto trabalhava em uma loja, na região de Interlagos, zona sul de São Paulo, na tarde do último sábado (18). Imagens da câmera de vigilância do estabelecimento registraram o momento em que um homem entra na loja enquanto ela está distraída no celular. Ele a agarra por trás e tenta arrastá-la para a parte dos fundos, onde tenta cometer o crime. 

A vítima reage e começa a se debater para se desvencilhar do agressor. A ação durou cerca de 30 segundos, quando ele aparenta desistir e foge correndo do local. 

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Imagens da câmera de segurança da loja começaram a circular na internet durante a semana. Ainda não há informação se o suspeito foi localizado e preso. 

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Em quase metade (46%) das discussões sobre mulheres em fóruns anônimos de internet, os participantes usam termos violentos para se referir a elas. Em discussões sobre pornografia, o índice sobe para 69%. Os dados fazem parte da pesquisa Misoginia e Violência contra Mulheres na Internet: Um Levantamento sobre Fóruns Anônimos, feita pela consultoria de dados digitais Timelens, por encomenda do Instituto Avon.

Foram analisados 9,5 milhões de posts, em 10 chans (fóruns anônimos) e 47 aplicativos de mensagens. Em geral, os chans não permitem a participação de mulheres. Apenas 0,3% dos posts examinados tinham como origem chans que permitem a presença de mulheres.

Nas discussões que envolvem pornografia, outro dado chama a atenção: foram mapeados quase 18 mil comentários sobre vazamentos ou pedidos de vazamento de fotos de pessoas sem roupa, os chamados nudes. Foram analisadas discussões ocorridas entre junho de 2021 e junho de 2023. Em entrevista à Agência Brasil, a diretora executiva do Instituto Avon, Daniela Grelin, chamou a atenção para o aumento do volume de mensagens de fóruns anônimos, que têm como regra básica a proibição da participação de mulheres. O total de mensagens evoluiu de 19 por semana para 228 por hora entre 2021 e 2023, o que corresponde a 38,3 mil posts por semana. “É alarmante a expansão desse fenômeno.”

Abreviação de channels (canais), os chans são espaços anônimos de comunicação, disponíveis em páginas da internet que os mecanismos de pesquisa não conseguem identificar. E estão se tornando cada vez mais populares no Brasil. Os frequentadores organizam ataques tendo como principais vítimas influenciadoras, celebridades e pessoas com maior visibilidade no meio virtual. Algumas chegam a receber ameaças de morte.

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Investigações

Daniela destacou a necessidade de investigações científicas para entender o funcionamento desses fóruns anônimos e como eles têm potencial de levar a violência que, nesses chans, fica em um grupo restrito, para um mundo concreto, real. “A gente vê em casos recentes no Brasil, em alguns ataques em escolas, como a de Suzano (em São Paulo), que esses jovens eram frequentadores de chans, que acabam por se tornar verdadeiras oficinas de radicalização e que começam a banalizar a violência e desumanizar as mulheres”.  Segundo Daniela, não é mera coincidência que muitos desses atiradores tenham tido como alvo meninas, “que eles consideravam que não eram virgens, por exemplo”.

Há uma transformação cultural que precede o ato violento em si e que passa pela desumanização da mulher, sustentou. Algumas letras de funk falam em bater, estuprar. “E isso vai se banalizando”. Acaba gerando uma cultura em que, ou as meninas aderem, ou acabam sendo excluídas.

O objetivo da pesquisa foi mapear discursos misóginos e práticas de violência contra mulheres dentro dos chans. O sentimento de ódio à mulher vem sendo nutrido e multiplicado nesses fóruns anônimos, nos quais não há responsabilização, nem personalização. “É como se fosse um local que gera e nutre conteúdos ilícitos, que vai radicalizando os jovens que, depois, criam as circunstâncias para que essas coisas migrem para o mundo real de forma muito violenta.”

Leis

Daniela sugeriu que, para coibir esse tipo de violência contra o sexo feminino, o Brasil deve olhar o que outros países estão fazendo e ver que medidas podem ser adaptadas aqui. “Porque isso não é uma questão só do Brasil”. Na França, por exemplo, foram implementadas leis e regulamentos para coibir esse tipo de dinâmica. Para Daniela, as plataformas acabam sendo arenas de propagação desses conteúdos e precisam ser responsabilizadas também, para que reduzam esse tipo de conteúdo misógino que banalize a mulher.

Misoginia é o ódio, desprezo ou preconceito contra mulheres ou meninas. A misoginia pode se manifestar de várias maneiras, incluindo exclusão social, discriminação sexual, hostilidade, patriarcado, ideias de privilégio masculino, depreciação das mulheres, violência contra as mulheres e objetificação sexual. Nesses fóruns, as mulheres são retratadas como objetos para satisfação sexual e denominadas como “depósito” (de esperma).

Pornografia

A diretora executiva do Instituto Avon destacou que a indústria da pornografia não é anônima. “Ela atua meio na penumbra, mas existem grupos trilionários, que produzem mais conteúdo e têm mais acessos do que o YouTube, do que o Facebook. É uma indústria de bilhões de dólares e de reais que destrói ao mesmo tempo as meninas e promove a cultura de desumanizar a mulher, enquanto prega a violência.“ E essa indústria vai produzindo cada vez mais conteúdos radicais, violentos e não consentidos, para se manter lucrativa, nova, e para continuar alimentando esse ciclo de vícios que tem consequências muito danosas para as mulheres em todo o mundo, acrescentou.

Os fóruns anônimos têm um grau de sofisticação extrema, de tal modo que, quando se elimina um, aparecem outros. Segundo Daniela, o importante é que as forças de investigação de polícia científica entendam a dinâmica do funcionamento desses chans e comecem a identificar ali oportunidades de intervenção direcionada e sistêmica. Em paralelo, Daniela sugeriu que seja feito um trabalho de responsabilização calcada em ciência de dados, inclusive, com sofisticação tecnológica. “Ao mesmo tempo, é preciso que haja um esforço educativo dos jovens para dissipar os efeitos danosos dessas práticas no mundo concreto, buscando, realmente, um trabalho da reconscientização moral.”

Frequentadores

Embora sejam anônimos, a pesquisa conseguiu mapear algumas características dos frequentadores dos chans analisados. Em sua maioria, são homens heterossexuais, na faixa etária de 14 a 40 anos, com maior incidência de jovens com idade entre 20 e 24 anos. Os frequentadores se identificam como conservadores politicamente, manifestam grandes dificuldades socioafetivas, sentimentos de fracasso e rejeição, em especial em relação às mulheres, e fazem uso de expressões racistas e machistas. Em seu vocabulário, evidenciam posicionamentos misóginos e de incitação à violência. Termos como churrascar, que significa morrer, e raid, que significa expor intimidades, são usados com frequência.

A pesquisa mostra que, apesar da imposição da regra de não compartilhar conteúdos sobre pornografia infantil dentro dos chans, existe uma alta demanda pelos usuários por conteúdos de meninas menores de idade, chamadas de novinhas e jail bait (isca de cadeia, em tradução livre). Nos grupos de aplicativos de mensagens monitorados pela pesquisa, 36% traziam como temática “vazamento” no próprio título, muitas vezes seguido pelo termo “novinhas”.

 

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quinta-feira (14), projeto que autoriza o monitoramento por tornozeleira eletrônica de acusados de violência doméstica.

O texto estabelece que, para a execução da medida, o poder público deverá garantir à mulher ofendida acesso a dispositivo que permita o acionamento imediato da polícia em caso de ameaça.  A relatora, deputada Enfermeira Ana Paula (PDT-CE), apresentou parecer pela aprovação de substitutivo da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher ao Projeto de Lei 2748/21, do deputado Aluisio Mendes (Republicanos-MA).

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Segundo Ana Paula, a proposta fortalece o sistema de proteção à mulher vítima de violência doméstica e familiar. “Diariamente, são noticiados casos de mulheres agredidas mesmo após a imposição de medidas protetivas de urgência aos agressores, o que evidencia a necessidade de maior fiscalização do cumprimento dessas determinações”, afirmou.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei  O texto foi analisado em caráter conclusivo e poderá seguir direto para o Senado, a menos que haja recurso para votação pelo Plenário da Câmara. 

*Da Agência Câmara de Notícias

Um taxista de 65 anos foi preso, na última quarta-feira (12), por se masturbar na rua. O crime aconteceu próximo à delegacia de Boa Viagem, na zona sul do Recife. Uma mulher que passava no local viu o momento em que o homem expôs sua genitália enquanto olhava para ela. 

A vítima correu até a delegacia para procurar ajuda, e um homem que estava próximo do criminoso o segurou até a chegada dos policiais. De acordo com a Polícia Civil, ele foi autuado por importunação sexual e deverá passar por uma audiência de custódia. 

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Segundo o Código Penal, a pena por importunação sexual varia de um a cinco anos de prisão. 

 

A Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) investiga o caso de três mulheres, duas de 23 e uma de 37 anos, que foram estupradas em uma sala do Aeroporto Internacional do Recife Guararapes - Gilberto Freyre, na zona sul do Recife. Elas teriam sido chamadas para uma entrevista de emprego, e foram violentadas no local. A denúncia foi feita no dia 30 de junho na Delegacia de Boa Viagem, um dia após os crimes.

Segundo nota enviada pela PCPE, um inquérito policial foi instaurado “e as diligências estão em andamento com todo empenho necessário”. O delegado Augusto de Castro, da delegacia de Boa Viagem, está à frente das investigações.

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A PCPE informa ainda que, “caso existam mais vítimas, elas devem procurar a Delegacia de Boa Viagem para registrar a ocorrência.”

A empresa responsável pelo uso das salas do Aeroporto é a Aena Brasil. O LeiaJá tentou contato para esclarecimentos acerca do caso, mas não houve resposta até o fechamento da matéria.

Apesar de sempre ter sido herdeiro de um império no ramo da medicina, fundado pelo pai, no Recife, Thiago Antônio Brennand Fernandes Vieira, 42 anos, ganhou maior notoriedade na mídia local após ter protagonizado cenas de violência em uma academia de ginástica de luxo em São Paulo, no início de agosto do ano passado. Câmeras de segurança flagram o momento em que ele agride a modelo Helena Gomes, de 37 anos. Ela teria recusado sair com ele em um encontro romântico, e ele acabou partindo para a violência física depois de discutir. A partir daquele dia, o quadro de horrores dos crimes cometidos por Thiago vieram à tona, o transformando em um foragido da justiça e com diversas prisões preventivas decretadas contra ele.

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Depois da denúncia feita pela modelo, www.leiaja.com/noticias/2022/09/16/ao-menos-10-mulheres-acusam-thiago-br...">https://www.leiaja.com/noticias/2022/09/16/ao-menos-10-mulheres-acusam-t...">outros casos surgiram, onde as vítimas alegam terem sido agredidas, estupradas, mantidas em cárcere privado, e até terem sido tatuadas com as iniciais de Thiago à força. Uma das vítimas que realizou a denúncia ao Ministério Público de São Paulo (MP-SP), www.leiaja.com/noticias/2022/12/19/thiago-brennand-e-denunciado-pela-6a-...">https://www.leiaja.com/noticias/2022/12/19/thiago-brennand-e-denunciado-...">uma estudante de medicina, declarou ter sido dopada durante um encontro com ele, e levada para um hotel, onde foi violada. No dia seguinte, ao tentar escapar, ela deparou com um segurança armado na porta do quarto, e ainda foi submetida a uma sessão de tatuagem forçada, na qual teve as letras “TFV” (Thiago Fernandes Vieira) marcadas na pele.

Além das agressões contra mulheres, Thiago também foi denunciado por corrupção de menores, agressão contra o garçom de um condomínio, e contra o caseiro de sua propriedade.

Posição política

Apesar de não ter se enveredado no ramo da política no Brasil, Thiago já chegou a declarar apoio ao ex-presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), chegando a se comparar a ele, por ambos serem www.leiaja.com/noticias/2022/10/11/thiago-brennand-elogia-bolsonaro-e-se...">https://www.leiaja.com/noticias/2022/10/11/thiago-brennand-elogia-bolson...">“perseguidos” pela justiça brasileira. Quando publicou o vídeo em questão, ele já era foragido, e estava em Dubai, nos Emirados Árabes. Dias depois, ele foi capturado pela polícia e ficou www.leiaja.com/noticias/2022/10/14/foragido-das-autoridades-thiago-brenn...">https://www.leiaja.com/noticias/2022/10/14/foragido-das-autoridades-thia...">encarcerado por um tempo.

Durante uma ação realizada pela Polícia em sua fazenda no Brasil, divulgada por uma reportagem no programa Fantástico, foram encontrados equipamentos para armas escondidos no estábulo, lugar incomum e minimamente suspeito para se manter tais objetos, segundo os agentes.

Prisão

Depois de mais de sete meses vivendo nos Emirados Árabes (ele ficou preso temporariamente, pagou fiança, mas foi proibido de mudar de moradia), Thiago teve www.leiaja.com/noticias/2023/04/27/pf-chega-aos-emirados-arabes-para-tra...">https://www.leiaja.com/noticias/2023/04/27/pf-chega-aos-emirados-arabes-...">a extradição autorizada na manhã da última quarta-feira (26). Agentes federais embarcaram no início da noite em um voo para Abu Dhabi para trazê-lo ao Brasil, onde responderá pelos crimes dos quais é acusado, além dos cinco mandados de prisão.

O governo árabe autorizou a extradição do brasileiro por ter recebido informações de uma possível fuga para a Rússia, onde tem amigos.

Thiago Brennand ainda não tem previsão de data para retornar ao Brasil, mas já é sabido que ele deverá ser algemado pelos pés e pelas mãos, pelo seu histórico de violência, e será encaminhado para um presídio de crimes sexuais.

Fotos: Reprodução

O juiz da 5ª Vara Cível de Guarulhos, Valmir Murici Junior, acusado de espancar e ameaçar a própria esposa, está sendo investigado por tirar fotos íntimas de outras mulheres sem autorização. A denúncia foi feita pela companheira, com apresentação de imagens do celular do acusado.

No aparelho foram encontradas imagens com foco nas pernas de mulheres, e outras imagens delas dormindo. Segundo as investigações, a prática já vinha sendo feita na última década. Algumas imagens chegaram a ser compartilhadas em grupos de WhatsApp, com teor pejorativo.

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Entre outras provas apresentadas pela vítima está um áudio do juiz ameaçando e proferindo ameaças de violência. “Quer morrer? Vai, frouxa. Vira para cá. Olha pra mim! Olha pra mim agora. Vai, senão vou dar na sua cara! Olha pra mim. Olha pra mim”, ele diz. Ele também é acusado de violência psicológica.

O caso está sob acompanhamento do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) no âmbito administrativo. Até esta quarta-feira (5) Valmir está de férias da sua função.

A Prefeitura de Caruaru, por meio da Secretaria de Políticas para Mulheres (SPM), em parceria com a Associação Comercial e Empresarial de Caruaru - Acic Mulher, lançou, nesta terça-feira (28), o projeto “Rainhas”.

O evento ocorreu no Auditório Antonieta de Barros e contou com representantes da prefeitura e da Acic, além da imprensa. “Rainhas” é um programa de enfrentamento a violência contra mulheres que visa atuar em bares, cafés, quiosques, centros gastronômicos e restaurantes.

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O objetivo é ajudar o empresariado a adotar medidas de auxílio e proteção a mulher em situação de risco ou assédio, nas dependências desses estabelecimentos.

A presidente da Acic Mulher, Carolina Miranda, uma das idealizadoras do projeto, disse que viu, em uma reportagem, um projeto similar, adotado em um restaurante de Belo Horizonte (MG). “Convidei Luana Marabuco para tratarmos desse tema. Agora, a gente tem a certeza de que bares e restaurantes possam ter essa formação com profissionais capacitados, para ajudar as mulheres no enfrentamento contra a violência.”

Serão oferecidos aos estabelecimentos treinamento para as suas equipes, além de instruções para a criação de um drink que funcione como código para a mulher pedir ajuda. As empresas que adotarem o programa “Rainhas” vão receber o selo “Grande Mestra”, que as identificarão como parceiras da rede de enfrentamento à violência.     

O coordenador da Câmara de Gastronomia da Acic, Jósimo Soares, informou que Caruaru será pioneira no Estado ao adotar uma medida tão importante. “Com a criação dos drinks, as mulheres estarão mais protegidas. Vai ser um sucesso, pois todo o núcleo gastronômico vai abraçar essa ideia.”

De acordo com a secretária de Políticas para Mulheres, Luana Marabuco, a primeira etapa será de formação. “Os funcionários ficarão aptos a acessarem a rede de enfrentamento a violência contra a mulher, através do treinamento intitulado de “Coroação”. É uma forma de garantir que as mulheres de Caruaru se sintam mais seguras e que a cidade seja mais justa para nossas mulheres", comentou.

Prêmio

Para os estabelecimentos que se interessarem pela ação, serão ofertadas orientações sobre os Princípios de Empoderamento das Mulheres. Essas orientações visam fazer com que o empreendimento melhore suas práticas para igualdade de gênero e se torne apto a participar do prêmio Empresa Amiga da Mulher.

Para se inscrever no projeto “Rainhas”, o interessado deve acessar o link: https://forms.gle/7EXGXpQf5YeACBrs9.

*Da assessoria 

Somente no primeiro mês da nova legislatura (fevereiro), 42 projetos de lei foram apresentados na Câmara dos Deputados sobre o combate à violência contra a mulher. Vários se referem à proteção da mulher em estabelecimentos noturnos após o caso envolvendo o jogador de futebol Daniel Alves, na Espanha. Já são 16 projetos tramitando em conjunto sobre o tema.

A autora de um desses projetos (PL 4/23), deputada Dandara (PT-MG), explica que a ideia é criar um selo “não é não” para que as mulheres possam identificar estabelecimentos que seguem protocolos em caso de assédio e importunação sexual. “O primeiro passo é acolher a vítima, é apartar dos demais, é preservar as imagens, é identificar o suspeito, é acionar a polícia”, lista Dandara.

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Aumento da violência Estudo recente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública também mostrou um aumento geral de casos de violência contra mulheres em 2022. Segundo Isabela Sobral, coordenadora do núcleo de dados da entidade, um terço das mulheres já sofreu violência por parte de seus companheiros.

Entre as que sofreram abuso, 45% não denunciaram. Um dos motivos citados por elas para não fazer a denúncia é a descrença na adoção de medidas por parte das autoridades.

Transexuais

Isabela Sobral pontua ainda que o Congresso também deve estar atento para a violência contra mulheres transexuais. Ela diz que o aumento do número de projetos de lei que visam combater a violência contra a mulher é positivo, mas ressalta que também é importante que essas propostas tenham um viés também para mulheres transexuais.

"São mulheres que sofrem uma violência que muitas vezes é invisibilizada, tanto nos projetos quanto nas políticas públicas de enfrentamento à violência contra a mulher”, afirma. 

A deputada Sâmia Bomfim (Psol-SP) apresentou um projeto (PL 128/23) para mudar a lei de combate à violência política de gênero (Lei 14.192/21) e incluir as mulheres transexuais e travestis.

Segundo a parlamentar, se a mulher eleita desiste de participar da vida política "porque fica com medo, ou porque tem a sua família, ou porque foi exaustivo mentalmente, politicamente, uma série de elementos... Isso tem um impacto gigantesco sobre o seu eleitorado e sobre as demais mulheres brasileiras”.

Já o deputado Rubens Otoni (PT-GO) propôs projeto (PL 115/23) que veda a nomeação para cargos em comissão de pessoas que tenham sido condenadas pela Lei Maria da Penha.

Todos os projetos de lei serão despachados para análise das comissões da Casa.

*Da Agência Câmara de Notícias

A 1ª Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) de Goiânia, Goiás, prendeu de maneira preventiva, na última terça-feira (14), um pastor acusado de violação sexual mediante fraude contra mulheres que frequentavam a igreja onde ele congregava. O caso aconteceu em janeiro deste ano, na capital.

Segundo laudo da Polícia Civil, o homem se aproveitou da confiança depositada nele pelas vítimas, e levou uma delas para um hotel na cidade para praticar atos sexuais com a intenção de "salvar sua alma e de seu marido". Após o ocorrido, o então líder religioso, que atuava há sete anos em uma igreja evangélica, passou a ameaçá-la por mensagens no whatsapp.

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De acordo com registros de conversas apuradas pela polícia, ele praticava terror psicológico contra a vítima. Nas mensagens, ele dizia que seu marido seria morto a mando de Deus, e afirmava que ela deveria “se entregar”.

Assustada, a mulher, de 20 anos, contou o ocorrido para familiares, e descobriu que sua cunhada também havia sido vítima do pastor. Juntas, elas procuraram as autoridades para denunciar o caso. 

Uma casa foi incendiada no último domingo (12), no município de Igarassu, na Região Metropolitana do Recife. Segundo um dos moradores da residência, Isaías Santana da Silva, filho da proprietária, Noêmia, o principal suspeito é seu próprio pai.

Ele conta que não havia ninguém em casa no momento em que seu pai invadiu o terreno e ateou fogo no local. Em entrevista a um portal de notícias local, Isaias disse que o homem chegou a ligar para Noêmia ameaçando que as próximas vítimas seriam eles dois.

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Ainda segundo Isaias, o seu pai nunca aceitou o divórcio pedido por Noêmia, mesmo já estando separados desde 2016. Ela não quis continuar com o casamento por ter sofrido violência doméstica.

A deputada estadual e delegada Gleide Ângelo (PSB/PE) publicou, nesta segunda-feira (13), em sua página no instagram, a denúncia do ocorrido, configurando a ação como violência patrimonial contra mulher.

“Estou sendo marcada em diversas mensagens nas redes sociais na postagem do caso de Noêmia de Igarassu. Ela teve a casa incendiada e o suspeito do crime é o ex-marido. Informo que eu e minha equipe já estamos em contato com a vítima.”, diz a legenda do vídeo.

A gravação, feita por parentes da vítima, mostra a casa pegando fogo, com forte fumaça saindo dela. Noêmia chora do lado de fora, vendo seu imóvel ser destruído pelas chamas.

A publicação destaca ainda que a rede de proteção à mulher e Polícia Civil foram acionadas para dar continuidade às investigações.

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Para defender a mãe, uma jovem de 22 anos anos é suspeita de matar o próprio pai a facadas, em Coari (a 363 km de Manaus), na terça-feira (29). Segundo testemunhas, o homem teria agredido a esposa quando a jovem interviu para salvar a mulher.

De acordo com  as investigações iniciais, o crime aconteceu quando a família voltava de uma festa, durante a noite, em uma casa na comunidade ribeirinha Divino do Espirito Santo do Izidorio.  No local, o homem teria iniciado uma discussão com a esposa e começou a agredi-la. Vendo a situação, a filha teria intervindo para defender a mãe, e atingiu o pai com golpes de facão na região da barriga. Ele teve órgãos perfurados, e não resistiu aos ferimentos.

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O caso está sendo investigado pela Delegacia Interativa de Polícia de Coari e até o momento a Polícia Civil não confirmou nenhuma prisão.   

Ao menos 4.473 mulheres foram vítimas de feminicídio na América Latina em 2021, informou a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) nesta sexta-feira (25), o Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher.

O número representa uma média de 12 mortes violentas de mulheres por razão de gênero por dia na região, segundo um relatório do Observatório de Igualdade de Gênero de América Latina e do Caribe (OIG) da Cepal.

"O feminicídio persiste como uma realidade e não há sinais claros de que o