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De 2006 a 2017, a população de jumentos no Brasil caiu de 600 mil para menos de 300 mil, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Considerado símbolo de resistência e trabalho duro nas regiões áridas, sobretudo no Nordeste, o equídeo foi aos poucos sendo substituído pela motocicleta nos trabalhos do campo.

Também contribuiu para a drástica redução o aumento no abate desse animal para exportar sobretudo a pele. Conforme dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), somente no ano passado foram abatidos em matadouros autorizados 123.669 equídeos - jumentos, burros e cavalos. O número é praticamente o dobro do total abatido em 2020, de 64.714 animais.

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Prevendo a completa extinção dos jumentos no Brasil, a The Donkey Sanctuary - uma organização internacional que há mais de 50 anos luta para que os jumentos do mundo recebam cuidados e bem-estar - acaba de lançar uma campanha nacional pedindo o fim do abate desse animal.

A campanha #salvejegue recolhe assinaturas em uma petição que será levada às autoridades brasileiras. "A campanha quer mostrar que a sociedade brasileira se importa com o jumento nordestino, também conhecido como jegue. A ideia é obter o maior número possível de assinaturas", disse Patrícia Tatemoto, representante da organização na América do Sul.

Conforme dados do The Donkey Sanctuary, aproximadamente 4,8 milhões de jumentos são abatidos anualmente em todo o mundo. Só no Brasil, em 2021, foram cerca de 64 mil. "Estimamos que uma média de 1.200 estão sendo mortos a cada semana (62.400 por ano), mesmo com a existência de uma liminar que proíbe efetivamente a prática. As evidências mostram que até 20% dos jumentos morrem antes de chegar ao matadouro, portanto, o número dos que morrem neste comércio é maior do que os números oficiais de abate sugerem", disse.

Pele para a China

O Brasil tem seis abatedouros autorizados para jegues na Bahia e um em Minas Gerais. O comércio, que levou a uma queda dramática na população de jumentos do Brasil, ocorre para atender à demanda chinesa pela pele do animal - que é cozida para produzir o ejiao, produto que se acredita ter propriedades medicinais.

Em fevereiro deste ano, a Corte Especial do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), em Brasília, decidiu suspender o abate de jumentos no Brasil para exportação. No entanto, o Ministério da Agricultura informou, no último dia 3, não ter sido notificado da decisão judicial.

"A natureza insustentável desse comércio é inaceitável, principalmente devido ao extenso sofrimento experimentado pelos jumentos, um importante símbolo da história e da cultura do Brasil", disse Patrícia.

Ela lembra que esse comércio não apenas ameaça a sobrevivência dos jumentos no Brasil, mas também resulta em um risco de biossegurança para populações humanas e animais. "Não existem fazendas de criação de jumentos e eles são capturados e comprados em vários locais antes de serem misturados e transportados por longas distâncias, muitas vezes através das fronteiras do Estado e sem documentação. Os animais são frequentemente privados de comida, água, descanso e assistência veterinária durante a viagem. Um surto de doença em jumentos pode afetar a exportação de outras carnes brasileiras."

Conforme Patrícia, apesar da longa história de convivência entre o jegue e o brasileiro, principalmente no Nordeste, praticamente não há estudos sobre o papel desse animais em ecossistemas como a Caatinga, o Cerrado e a Mata Atlântica. "Estamos em tratativas para realizar esse estudo. Já mapeamos os cientistas interessados e esse trabalho deve ser iniciado brevemente. Sabemos que em alguns países, como o Chile, o jumento se adaptou à vida selvagem, em ambientes naturais", afirmou.

Além de um site (www.salvejegue.com.br) que apresenta dados e fatos sobre a situação dos jumentos no País, a campanha está centrada em uma petição online, hospedada no site de mobilização social Avaaz, que irá coletar assinaturas pedindo a intervenção do governo brasileiro para banir permanentemente o abate. As assinaturas serão encaminhadas também ao Senado e à Câmara dos Deputados.

Controle

O Ministério da Agricultura informou que o abate de jumentos somente é realizado após os animais chegarem ao abatedouro com a Guia de Trânsito Animal (GTA), que atesta o controle de saúde do animal. Essa guia é emitida pela Secretaria da Agricultura do Estado de origem dos animais.

A partir da chegada, a empresa faz uma verificação da origem e das condições de transporte e o auditor fiscal federal agropecuário, que é médico veterinário, realiza os procedimentos de inspeção antes e após a morte desses animais.

A Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) fechou um abatedouro clandestino em São Lourenço da Mata, na Região Metropolitana do Recife (RMR), na sexta-feira (11). Os fiscais localizaram o abatedouro após denúncia anônima.

No local, havia diversas irregularidades ambientais, como ausência de licença ambiental ou alvará de funcionamento, maus tratos a animais e despejo irregular de efluentes em riacho. Segundo a CPRH, foi encontrada uma situação de total ausência de condições sanitárias durante o abate, corte e armazenamento do produto de origem animal.

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Os fiscais apreenderam oito animais vivos, sendo seis bovinos, um equino e um suíno. Também foram recolhidos veículos e ferramentas usadas para sacrificar os animais. 

Os infratores conseguiram fugir, deixando no local alguns pertences. Não foi possível quantificar o volume da carne abatida e de carcaças porque não houve condições de pesagem. O local deverá ser embargado e o proprietário multado.

Tentando proteger o dinheiro da chuva enquanto cuidava da roça, um agricultor, que não teve o nome revelado, resolveu pendurar R$ 1.500 dentro de um saco em uma árvore. Um dos seus bois, que pastava no lugar, acabou comendo as cédulas. Quando viu o que havia acontecido, o homem resolveu levar o animal para o frigorífico do seu amigo, conhecido como Duda de Elpídio. O fato aconteceu na cidade de Francisco Santos, no Piauí

Ao G1, o açougueiro disse: "ele (o agricultor) viu quando o boi estava mastigando o dinheiro, correu, mas não conseguir impedir. Foi necessário a gente abater o boi". Depois que abriram o animal os homens conseguiram recuperar R$ 1.330, com as notas intactas. Confira o vídeo compartilhado nas redes.

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O PROS ajuizou no Supremo a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 640, em que tem por objeto dispositivos da Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605/1998) e Decreto 6.514/2008 relativos à destinação de animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos apreendidos em decorrência de abuso e maus tratos. A legenda pede que o Supremo 'exclua qualquer interpretação da lei e do decreto que autorize o abate desses animais, a fim de resguardar o direito fundamental ao meio ambiente ecologicamente equilibrado e à proteção da fauna e da flora'.

Os dispositivos questionados estabelecem que 'os animais serão prioritariamente libertados em seu habitat ou, caso essa medida seja inviável ou não recomendável por questões sanitárias, entregues a jardins zoológicos, fundações ou entidades assemelhadas para guarda e cuidados sob a responsabilidade de técnicos habilitados'.

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Segundo o PROS, no entanto, 'em diversas situações a Justiça tem autorizado o sacrifício dos animais apreendidos'.

"Em nenhuma hipótese a lei permite o abate ou o sacrifício dos animais, mas, ao contrário, zela por sua integridade e proteção", ressalta o partido na ação perante o Supremo.

O PROS sustenta que a administração pública tem recorrido ao sacrifício dos animais 'sem maiores constrangimentos, falhando fatalmente na proteção que, nos termos da Constituição, deveria exercer'.

Como exemplo, a agremiação cita decisões dos Juizados Especiais de Luís Eduardo Magalhães (BA) e de Patrocínio (MG), 'que autorizaram o abate de galos utilizados em rinhas'.

A ação traz pedido de concessão de liminar para evitar 'medidas ou atos inconstitucionais' que possam resultar no abate dos animais.

Depois de comer a carne de seu próprio cavalo e postar a 'iguaria' no Facebook, uma jovem identificada como Pia Olden recebeu várias ameaças, inclusive de morte, por conta dos 2,7 quilos consumidos pela família. "Meu coração chef disse que eu precisava", escreveu Pia que é estudante de culinária.

Foi a própria jovem quem compartilhou a foto da comida em seu Facebook. Isso foi o suficiente para que outras pessoas copiassem a publicação e reverberasse em grupos fora da rede social. 'Atraídos' por esses compartilhamentos, alguns defensores dos animais comentaram as revoltas no compartilhamento. 

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O animal havia sido abatido por problemas de saúde em 2018. No entanto, os pais da jovem resolveram congelar alguns pedaços, consumidos tempo depois.

"Oh, meu Deus. Não tenho palavras. Isso é realmente horrível de fazer. Você provavelmente não come seu melhor amigo?", foi um dos muitos comentários deixados no Facebook da jovem. Em entrevista ao site Dagbladet, Olden disse que muitas pessoas escreveram que ela deveria ser morta assim como o cavalo. 

Por conta das reações, a jovem revela que se sentiu acuada e resolveu apagar a publicação e as fotos.

O abate de bovinos cresceu 1,4% no primeiro trimestre deste ano, na comparação com o mesmo período de 2017, atingindo 7,50 milhões de cabeças. No mesmo período foram abatidas 10,53 milhões de cabeças de suínos, representando uma queda de 4,7% em relação ao trimestre anterior e um aumento de 0,5% na comparação com 2017.

 No primeiro trimestre também foram abatidas 1,47 bilhão de cabeças de frangos, uma queda de 2% na comparação com o mesmo período de 1017.  Os primeiros resultados das pesquisas trimestrais foram divulgadas hoje (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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 Já a aquisição de leite chegou a 6,1 bilhões de litros: melhor resultado para o período desde 2016, representando uma alta de 4,1% em relação ao primeiro trimestre do ano passado. Com relação ao trimestre anterior, a redução foi de 6,9%.

Os dados indicam que de janeiro a março, a produção de peças de couro cresceu 1,4% frente ao mesmo período do ano passado, mas recuou 3,3% em relação ao trimestre imediatamente anterior.

A produção de ovos subiu 5,2% comparada a primeiro trimestre de 2017, totalizando 831,31 milhões de dúzias, e recuou 2,6% em relação ao trimestre anterior. Segundo o IBGE, o volume é recorde para um 1º trimestre desde 1987.

O País registrou avanços no abate de bovinos e suínos em 2017, mas queda no de frangos. Os dados são das Pesquisas Trimestrais do Abate de Animais, divulgadas nesta quarta-feira (21) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2017, foram abatidas 30,83 milhões de cabeças de bovinos sob algum tipo de inspeção sanitária, o equivalente a um aumento de 3,8% em relação a 2016, ou 1,13 milhão de cabeças a mais. O resultado representa o primeiro crescimento anual após três anos consecutivos de quedas.

Houve elevação no abate em 16 das 27 Unidades da Federação. Os principais aumentos ocorreram em Goiás (+355,50 mil cabeças), Minas Gerais (+297,03 mil cabeças), Mato Grosso (+227,15 mil cabeças), Mato Grosso do Sul (+144,61 mil cabeças), Paraná (+85,65 mil cabeças), Rondônia (+68,36 mil cabeças), Bahia (+34,92 mil cabeças), Rio Grande do Sul (+31,34 mil cabeças) e Santa Catarina (+23,95 mil cabeças).

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As reduções mais relevantes foram no Pará (-86,95 mil cabeças), Tocantins (-42,46 mil cabeças), Maranhão (-38,23 mil cabeças) e Acre (-25,67 mil cabeças).

Mato Grosso manteve a liderança do ranking do abate de bovinos em 2017, com 15,6% da participação nacional, seguido pelo Mato Grosso do Sul (11,1%) e Goiás (10,3%).

No quarto trimestre de 2017, foram abatidas 8,02 milhões de cabeças de bovinos, alta de 0,4% ante o trimestre imediatamente anterior. Na comparação com o mesmo trimestre de 2016, o avanço foi de 8,3%.

Suínos

O País registrou um abate recorde de 43,19 milhões de cabeças de suínos em 2017, um aumento de 2,0% em relação a 2016, que significa 865,59 mil cabeças a mais.

Houve elevação no abate em 12 das 25 Unidades da Federação participantes da pesquisa. Os principais aumentos ocorreram em Santa Catarina (+772,49 mil cabeças), Paraná (+322,56 mil cabeças), Mato Grosso do Sul (+128,18 mil cabeças), Minas Gerais (+100,06 mil cabeças) e Mato Grosso (+75,78 mil cabeças). Na direção oposta, as quedas mais relevantes foram registradas no Rio Grande do Sul (-334,55 mil cabeças), São Paulo (-81,87 mil cabeças) e Goiás (-69,77 mil cabeças).

Santa Catarina manteve a liderança no abate de suínos em 2017,, segundo o IBGE, com participação de 26,6% do abate nacional, seguido por Paraná (21,3%) e Rio Grande do Sul (18,6%).

No quarto trimestre de 2017, houve abate recorde de 11,05 milhões de cabeças de suínos, um aumento de 0,2% em relação ao terceiro trimestre. Na comparação com o quarto trimestre de 2016, o crescimento foi de 2,2%.

Frangos

Foram abatidos no Brasil 5,84 bilhões de cabeças de frango em 2017, uma queda de 0,3% em relação a 2016, que significa 18,54 milhões de cabeças a menos. O resultado interrompe quatro anos consecutivos de avanços.

A região Sul respondeu por 60,8% do abate nacional de frangos no ano passado, seguida pelas Regiões Sudeste (19,9%), Centro-Oeste (13,9%), Nordeste (3,8%) e Norte (1,6%). O Paraná manteve a liderança do ranking, com 31,5% de participação nacional, seguido por Santa Catarina (14,7%) e Rio Grande do Sul (14,5).

Houve reduções em nove das 24 Unidades da Federação que participaram da pesquisa. As quedas mais relevantes ocorreram em Mato Grosso (-40,23 milhões de cabeças), Minas Gerais (-39,78 milhões de cabeças), Distrito Federal (-13,72 milhões de cabeças) e Santa Catarina (-11,07 milhões de cabeças).

Entretanto, houve aumentos em São Paulo (+26,05 milhões de cabeças), Goiás (+20,20 milhões de cabeças), Rio Grande do Sul (+15,42 milhões de cabeças), Bahia (+9,62 milhões de cabeças), Paraná (+9,51 milhões de cabeças) e Mato Grosso do Sul (+6,34 mil cabeças).

No quarto trimestre de 2017, foram abatidas 1,43 bilhão de cabeças de frangos, uma queda de 3,7% em relação ao terceiro trimestre. Na comparação ao quarto trimestre de 2016, houve aumento de 1,1%.

Leite

Os dados são das Pesquisas Trimestrais do Abate de Animais do IBGE revelam, ainda, que o Brasil registrou um crescimento de 4,1% na aquisição de leite em 2017, depois de dois anos seguidos de quedas. Os laticínios sob serviço de inspeção sanitária captaram 24,12 bilhões de litros, o equivalente a 947,29 milhões de litros de leite a mais que no ano anterior.

Houve aumento no volume captado em 18 das 26 Unidades da Federação participantes da pesquisa. Os principais aumentos ocorreram em São Paulo (+313,05 milhões de litros), Santa Catarina (+319,16 milhões de litros), Rio Grande do Sul (+169,40 milhões de litros) e Goiás (+151,95 milhões de litros). A queda mais expressiva foi registrada em Minas Gerais (-116,07 milhões de litros), mas o Estado manteve a liderança no ranking da aquisição de leite, com 24,8% de participação nacional, seguido por Rio Grande do Sul (14,8%) e São Paulo (11,9%).

No quarto trimestre de 2017, a aquisição de leite cru feita pelos estabelecimentos que atuam sob inspeção sanitária foi de 6,44 bilhões de litros, o melhor resultado para um quarto trimestre desde 2014. Em relação ao trimestre imediatamente anterior, o volume representou um aumento de 4,2%. Na comparação com o quarto trimestre de 2016, o avanço foi de 3,2%.

Segundo dados divulgados hoje (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o abate de bovinos, suínos e frangos cresceu no terceiro trimestre de 2017, tanto em comparação com o segundo trimestre quanto em relação ao mesmo período de 2016.

O abate de bovinos alcançou a marca de 7,98 milhões de cabeças no terceiro trimestre, ou seja, 7,6% a mais do que no segundo trimestre e 9% a mais do que no mesmo período do ano anterior. De acordo com o IBGE, foram abatidos 11,03 milhões de cabeças de suínos, o que representa aumentos de 3,9% em relação ao segundo trimestre e de 2,9% na comparação com o terceiro trimestre do ano passado. Já o número de frangos chegou a 1,47 bilhão de cabeças e se manteve estável em comparação ao mesmo período do ano passado, mas cresceu 3,3% se comparado ao segundo trimestre de 2017.

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Além disso, durante período analisado foram produzidas 839,4 milhões de dúzias de ovos; 6,16 bilhões de litros de leite ; e  8,7 milhões de unidades de couro.

O juiz federal Sérgio Moro mandou soltar o ex-deputado federal Cândido Vaccarezza nesta terça-feira, 22. O magistrado impôs fiança de R$ 1.522.700,00, a ser paga em dez dias, e cinco medidas cautelares.

"Proibição do exercício de cargo ou função pública na Administração Pública direta ou indireta; compromisso de comparecimento a todos os atos do processo; proibição de deixar o país, com a entrega do passaporte a este Juízo em 48 horas; proibição de contatos com os demais investigados, salvo familiares e proibição de mudança de endereço sem autorização do Juízo", determinou o juiz da Lava Jato.

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A defesa de Vaccarezza havia informado à Lava Jato que o ex-deputado tinha agendado para a segunda-feira, 21, "uma biópsia de próstata diante da constatação de uma alteração na glândula". O advogado Marcellus Ferreira Pinto junto aos autos o agendamento do exame.

Moro anotou que nem a Polícia Federal e nem o Ministério Público Federal "questionaram a autenticidade desses documentos relativos ao exame, nem se manifestaram a esse respeito".

"No contexto do agendamento referido exame, este Juízo reputa, por ora, mais adequado impor medidas cautelares alternativas ao invés da prisão preventiva requerida. As medidas alternativas propiciarão tempo para o esclarecimento da situação de saúde do investigado, para o aprofundamento das investigações, inclusive quanto à origem do dinheiro em espécie encontrado e quanto ao eventual envolvimento do investigado em outros crimes contra a Petrobras", decidiu Moro.

Investigação

A Abate apontou que Cândido Vaccarezza, líder do PT na Câmara, entre janeiro de 2010 e março de 2012, usou "a influência decorrente do cargo em favor da contratação da Sargeant Marine pela Petrobras, o que culminou na celebração de doze contratos, entre 2010 e 2013, no valor de aproximadamente US$ 180 milhões". O ex-deputado teria recebido propina de US$ 500 mil.

Segundo Moro, é "forçoso reconhecer" que "salvo o episódio envolvendo a Sargeant Marine, as investigações relacionadas aos outros fatos ainda nem se iniciaram e as provas pertinentes ainda são limitadas".

Durante buscas da Abate, foram encontrados R$ 122 mil na casa de Vaccarezza. O juiz afirmou que o fato "não favorece" Vaccarezza.

"Embora não seja ilegal a posse de quantidade expressiva de dinheiro em espécie, trata-se de um elemento indiciário do envolvimento atual do investigado em crimes, já que é comum, na atividade criminal, a realização de transações vultosas em espécie, a fim de evitar rastreamento", afirmou o juiz da Lava Jato.

"É certo que o investigado apresentou uma explicação para o fato, mas ela precisar ser melhor analisada na investigação."

O magistrado relatou que Vaccarezza não foi reeleito em 2014 e, por isso, "sua influência política deveria ter sofrido alguma diminuição".

"Entretanto, constam notícias na rede mundial de computadores de que ele seria presidente regional de uma nova agremiação política. Ainda que sem mandato parlamentar, o ex-deputado ainda tem alguma influência política e que, infelizmente, pode ser indevidamente utilizada para a prática de crimes contra a Administração Pública."

Defesa

A defesa de Cândido Vaccarezza, por meio do advogado Marcellus Ferreira Pinto, afirma que "a decisão de soltura não surpreende. Confiamos na inocência de Vaccarezza, que teve seu nome indevidamente incluído nos fatos investigados no processo."

O juiz federal Sérgio Moro mandou soltar nesta terça-feira, 22, o operador Henry Hoyer de Carvalho. Alvo da Operação Sem Fronteiras, 43.ª fase da Lava Jato, Henry Hoyer estava em prisão temporária desde sexta-feira, 18, quando foi capturado.

Segundo a investigação, o operador teria intermediado vantagem indevida para o diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa em contratos de afretamento. Ao mandar soltar Hoyer, o juiz da Lava Jato afirmou que o operador "teria se afastado de tal atividade específica há algum tempo".

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Moro impôs cinco medidas cautelares a Henry Hoyer diante da "fundada suspeita do envolvimento do investigado em crimes contra a Administração Pública".

"Proibição de que contrate com a Administração Pública direta ou indireta ou de intermediar, de qualquer forma, direta ou indiretamente, contratos com a Administração Pública direta ou indireta; compromisso de comparecimento a todos os atos do processo; proibição de deixar o País, com a entrega do passaporte a este Juízo em 48 horas; proibição de contatos com os demais investigados, salvo familiares e proibição de mudança de endereço sem autorização do Juízo", determinou o magistrado.

O juiz da Lava Jato mandou oficiar a Delegacia de Fronteiras da Polícia Federal "solicitando a anotação da proibição para que Henry Hoyer de Carvalho deixe o País e para que seja proibida a emissão de novos passaportes em seu nome".

A Polícia Federal pediu nesta terça-feira, 22, ao juiz federal Sérgio Moro conversão da prisão temporária do ex-deputado Cândido Vaccarezza em custódia preventiva. A PF alegou "garantia da ordem pública e da conveniência da instrução criminal".

A PF requereu ainda a preventiva de Luiz Eduardo Loureiro Andrade "para garantia da aplicação da lei penal e da conveniência da instrução criminal, com a autorização para inclusão de seu nome na Difusão Vermelha da Interpol".

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Vaccarezza foi preso em São Paulo na Operação Abate, desdobramento da Lava Jato, na sexta-feira, 18. Com ele foram apreendidos ao menos R$ 122 mil. Para a PF, o ex-parlamentar já disse que uma parte do dinheiro vivo apreendido pela operação em sua casa é "empréstimo de um amigo" e a outra foi declarada à Receita.

A Abate apontou que Cândido Vaccarezza, líder do PT na Câmara, entre janeiro de 2010 e março de 2012, usou "a influência decorrente do cargo em favor da contratação da Sargeant Marine pela Petrobras, o que culminou na celebração de doze contratos, entre 2010 e 2013, no valor de aproximadamente US$ 180 milhões".

O ex-deputado teria recebido propina de US$ 500 mil. O advogado dele já disse que "não há provas de participação de Vaccarezza no esquema que vitimou a Petrobras".

No relatório que pede a conversão da prisão de Vaccarezza, o delegado Filipe Hille Pace afirma que a atuação do ex-parlamentar não se resumiu a este contrato.

"Existem indícios, assim, de atuação de Cândido Elpídio de Souza Vaccarezza em outros assuntos na Petrobras nos quais, conforme registros apresentados, havia explícita previsão de contrapartidas financeiras indevidas para o Partido dos Trabalhadores", anotou o delegado. "Existem robustos elementos probatórios de que a atuação criminosa de Cândido Elpídio de Souza Vaccarezza na Petrobras não se limitou ao seu suporte político para a contratação da empresa Sargeant Marine pela estatal."

O parecer da PF afirma ainda que a quebra telemática de Vaccarezza apontou "novas provas acercas de outros crimes supostamente praticados" pelo ex-deputado.

"Observou-se que o investigado, possivelmente para apagar registros de conversas não republicanas mantidas por aparelho celular, utilizava-se de aplicativo confidencial de mensagens com criptografia e programação de auto-destruição", observou o delegado. "As mensagens existentes sugerem que Candido Vaccarezza utilizava referido aplicativo para se comunicar, havendo menção aos seguintes usuários: 'Vadao Gomes', 'Manoel Cantoara', 'Ivan Azevedo', 'João Locco', 'Francisco Thomaz', 'Edmilson Valentim', 'Henrique De bastos Malta', 'Afonso Coelho', 'Henrique Malta', 'Edson Campos', 'Rodrigo Loures', 'Ma No', 'Luciana Muller', 'Bruno Araujo', 'Chico Campos'."

Para a PF, "Rodrigo Loures" é o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures, o "homem da mala". Loures foi filmado, em abril deste ano, em ação controlada da Federal, andando apressado em São Paulo com uma mala com R$ 500 mil em propina.

A Polícia Federal deverá interrogar o ex-deputado federal Cândido Vaccarezza na tarde desta segunda-feira, 21. O ex-líder dos governos Lula e Dilma, na Câmara, foi preso sexta-feira, 18, na Operação Abate, 44.ª fase da Lava Jato, sob suspeita de receber US$ 500 mil em propinas para abrir as portas na Petrobras para empresas estrangeiras.

A PF quer saber de Vaccarezza a origem de R$ 122 mil em dinheiro vivo encontrados em sua casa, no bairro da Mooca, em São Paulo, durante buscas da Operação Abate.

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A Abate investiga contratação do fornecimento de asfalto pela empresa estrangeira Sargeant Marine à estatal petrolífera, mediante o pagamento de propinas a funcionários públicos e agentes políticos. Um grupo apadrinhado por Vaccarezza teria usado a influência do ex-deputado para obter contratos da estatal com a empresa estrangeira. Recursos teriam sido direcionados para pagamentos indevidos a executivos da estatal e agentes públicos e políticos, além do próprio ex-parlamentar.

Esta investigação teve início a partir de relato da delação premiada do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, em acordo de colaboração celebrado com o Ministério Público Federal.

Foram colhidas provas adicionais a partir de buscas e apreensões da 1ª e da 16ª fases da Lava Jato, além de resultados de quebra de sigilo bancário, fiscal e telemático e de pedidos de cooperação internacional.

"As provas colhidas apontam que Cândido Vaccarezza, líder do Partido dos Trabalhadores na Câmara dos Deputados entre janeiro de 2010 e março de 2012, utilizou a influência decorrente do cargo em favor da contratação da Sargeant Marine pela Petrobras, o que culminou na celebração de doze contratos, entre 2010 e 2013, no valor de aproximadamente US$ 180 milhões", afirma o Ministério Público Federal.

"As evidências indicam ainda que sua atuação ocorreu no contexto do esquema político-partidário que drenou a Petrobras, agindo em nome do Partido dos Trabalhadores. Na divisão de valores das propinas, há documentos indicando seu direcionamento tanto para a "casa" (funcionários da Petrobras) como para o "PT".

Segundo a Procuradoria da República, "as provas indicam ainda que também foram beneficiados pelo pagamento de propina o diretor de Abastecimento da petrolífera, Paulo Roberto Costa, e outros dois gerentes da Petrobras com prisão temporária decretada nesta fase da operação".

"Os valores então devidos ao partido, totalizando propinas de pelo menos cerca de US$ 500 mil, foram destinados em grande parte a Vaccarezza, sendo possível que a investigação venha a revelar outros destinatários das vantagens ilícitas", de acordo com o MPF.

A Justiça Federal determinou a prisão temporária do ex-deputado. Foi também decretada a prisão temporária do representante da Sargeant Marine no Brasil. São investigados os crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

Também foi apurado o envolvimento de Vaccarezza em "esquema criminoso que beneficiaria a empresa Quimbra na comercialização de tolueno, mediante possível recebimento de vantagens indevidas e fornecimento de informações confidenciais da petrolífera para o grupo empresarial".

O cônsul honorário da Grécia no Rio, Konstantinos Georgios Kotronakis, dois alvos da Operação Sem Fronteiras - deflagrada nesta sexta-feira, 18 -, e sete empresas estão com seus ativos bloqueados em até R$ 5 milhões por ordem do juiz federal Sérgio Moro. O magistrado confiscou ainda R$ 420 mil de um outro investigado e sua empresa.

Konstantinos é investigado na Operação Lava Jato. A força-tarefa apura uma suposta facilitação da contratação de armadores gregos para o fretamento de navios, tendo como contrapartida o pagamento de propinas.

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A Operação Sem Fronteiras teve início a partir da delação do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa e se desenvolveu com a análise de materiais apreendidos na 13ª fase da Lava Jato, de provas obtidas mediante a realização de quebras de sigilo bancário, fiscal, de dados telemáticos e registros telefônicos e de cooperação jurídica internacional.

Segundo o Ministério Público Federal, as apurações apontam que Paulo Roberto ajustou com o cônsul um esquema de facilitação de contratação de navios gregos, mediante o fornecimento de informações privilegiadas e o pagamento de propinas.

Esse esquema, afirma a força-tarefa, era efetivado, num primeiro momento (2008 a 2010), pela intermediação do operador Henry Hoyer de Carvalho, que já havia sido alvo da 13ª fase da Lava Jato, e, posteriormente, por intermédio de uma empresa de brokeragem constituída na Inglaterra e pertencente a Georgios Kotronakis, filho de Konstantinos.

Os grupos Tsakos e Aegean, dos quais Konstantinos Kotronakis é, respectivamente, diretor e sócio-administrador, além das empresas Dynacom Tankers Management, Galbraiths e Dorian Hellas, com as quais o cônsul grego ostenta vínculos indiretos, formalizaram contratos de afretamento com a Petrobras, entre os anos de 2009 a 2013, em valores que superam US$ 500 milhões.

De acordo com a investigação da Lava Jato, ao menos 2% desses valores eram destinados ao pagamento de propina a funcionários públicos corrompidos, operadores financeiros e agentes políticos.

Os investigadores alegam que há provas de que o pagamento de propinas era operacionalizado mediante depósitos em contas offshores controladas por Konstantinos Kotronakis, Georgio Kotronakis, Henry Hoyer de Carvalho, Humberto Mesquita e Paulo Roberto Costa.

No mesmo contexto, foram colhidos fortes indícios do envolvimento de um ex-gerente da Petrobras ligado à área de afretamento de navios, no esquema de corrupção que visava favorecer armadores gregos.

Também foi possível verificar o recebimento de vantagens indevidas, em benefício dele, em contas ocultas no exterior, titularizadas por empresas offshores registradas em nome de terceiros. Há, ainda, evidências concretas de que esse ex-gerente também beneficiou as empresas Olympic Agencies e Perosea Shipping Co em contratos com a Petrobras.

O juiz federal Sérgio Moro proibiu o cônsul honorário da Grécia no Rio, Konstantinos Georgios Kotronakis, alvo da Operação Sem Fronteiras, deflagrada nesta sexta-feira, 18, de deixar o País. O magistrado determinou que a Delegacia da Polícia Federal de Fronteiras anote a proibição imposta a Konstantinos.

O cônsul é investigado na Operação Lava Jato. A força-tarefa apura uma suposta facilitação da contratação de armadores gregos para o fretamento de navios, tendo como contrapartida o pagamento de propinas.

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O Ministério Público Federal havia pedido a prisão preventiva do cônsul. Moro afirmou que eram "cabíveis tanto a prisão preventiva como a temporária", mas decidiu substituir "as medidas mais drásticas por cautelares alternativas".

"Apesar da viabilidade jurídica da medida, em virtude da condição do investigado, de cônsul honorário, em deferência ao país que lhe outorgou tal título, bem como o disposto no artigo 63 do referido Decreto nº 61.078/1967, resolvo nesse primeiro momento, impor, ao invés de decretar a preventiva ou temporária, medidas cautelares alternativas, com base no art. 282 do CPP, de: proibição de deixar o país e a cidade de sua residência; e entrega dos passaportes", decidiu o magistrado.

"Expeça-se portanto mandado para intimação de Konstantinos Georgios Kotronakis acerca desta decisão, para que entregue de imediato o passaporte ao portador do mandado. Encarrego a autoridade policial de cumprir o mandado juntamente com as buscas. Concomitantemente, oficie-se à Delegacia da Polícia Federal de Fronteiras solicitando a anotação da proibição de que Konstantinos Georgios Kotronakis deixe o país."

Moro determinou que fosse encaminhada à Embaixada da Grécia em Brasília uma cópia da decisão "para ciência da restrição, ainda que limitada, imposta ao cônsul honorário".

O magistrado não autorizou buscas no Consulado da Grécia no Rio de Janeiro, "local de trabalho de Konstantinos". O juiz da Lava Jato expediu ordens judiciais para duas residências do cônsul, em São Paulo e no Rio, e outros quatro endereços ligados ao grego.

"Os mandados a serem expedidos nos endereços residenciais e profissionais de Konstantinos Georgios Kotronakis devem conter a ressalva de inviolabilidade dos arquivos e documentos consulares", alertou Moro.

Investigação

A Sem Fronteiras teve início a partir da delação do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa e se desenvolveu com a análise de materiais apreendidos na 13ª fase da Lava Jato, de provas obtidas mediante a realização de quebras de sigilo bancário, fiscal, de dados telemáticos e registros telefônicos e de cooperação jurídica internacional.

Segundo o Ministério Público Federal, as apurações apontam que Paulo Roberto ajustou com o cônsul um esquema de facilitação de contratação de navios gregos, mediante o fornecimento de informações privilegiadas e o pagamento de propinas.

Esse esquema, afirma a força-tarefa, era efetivado, num primeiro momento (2008 a 2010), pela intermediação do operador Henry Hoyer de Carvalho, que já havia sido alvo da 13ª fase da Lava Jato, e, posteriormente, por intermédio de uma empresa de brokeragem constituída na Inglaterra e pertencente a Georgios Kotronakis, filho de Konstantinos.

Os grupos Tsakos e Aegean, dos quais Konstantinos Kotronakis é, respectivamente, diretor e sócio-administrador, além das empresas Dynacom Tankers Management, Galbraiths e Dorian Hellas, com as quais o cônsul grego ostenta vínculos indiretos, formalizaram contratos de afretamento com a Petrobras, entre os anos de 2009 a 2013, em valores que superam US$ 500 milhões.

De acordo com a investigação da Lava Jato, ao menos 2% desses valores era destinado ao pagamento de propina a funcionários públicos corrompidos, operadores financeiros e agentes políticos.

Os investigadores alegam que há provas de que o pagamento de propinas era operacionalizado mediante depósitos em contas offshores controladas por Konstantinos Kotronakis, Georgio Kotronakis, Henry Hoyer de Carvalho, Humberto Mesquita e Paulo Roberto Costa.

No mesmo contexto, foram colhidos fortes indícios do envolvimento de um ex-gerente da Petrobras ligado à área de afretamento de navios, no esquema de corrupção que visava favorecer armadores gregos.

Também foi possível verificar o recebimento de vantagens indevidas, em benefício dele, em contas ocultas no exterior, titularizadas por empresas offshores registradas em nome de terceiros. Há, ainda, evidências concretas de que esse ex-gerente também beneficiou as empresas Olympic Agencies e Perosea Shipping Co em contratos com a Petrobras.

A Polícia Federal (PF) cumpre nesta sexta-feira, 18, mandados das fases 43 e 44 da Operação Lava Jato. De forma inédita, as duas etapas da investigação foram deflagradas simultaneamente. O ex-deputado Cândido Vaccarezza, alvo de mandado de prisão expedido pelo juiz federal Sérgio Moro, foi detido em São Paulo.

Agentes cumprem 46 ordens judiciais - seis prisões temporárias, 29 buscas e apreensões e 11 conduções coercitivas. As operações desta sexta foram denominadas Sem fronteiras e Abate. A investigação mira desvios de contratos de navios da Petrobras.

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Após ter sido preso em flagrante por crimes ambientais e posse ilegal de armas, o caçador Júlio César da Silva foi multado em R$ 494 mil pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). As buscas de policiais militares e agentes ambientais resultaram na maior quantidade de grandes felinos já encontrada em uma operação, de acordo com o órgão.

Júlio César da Silva e mais duas pessoas foram presas no último dia 26 em Curionópolis (PA), que fica na Amazônia Legal, durante uma investigação que apurava a posse ilegal de armas. O acusado armazenava cabeças, crânios, couros e patas de onças, jaguatirica e um jacaré, e mantinha sob cativeiro sete aves silvestres, que levaram à aplicação da multa.

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Os agentes ambientais suspeitam de que o crime esteja relacionado ao tráfico de fauna, mas a polícia também investiga outras atividades irregulares, já que nas residências localizadas atrás de uma serralheria foram encontrados materiais ilegais, como 50 espingardas e munições.

Júlio César da Silva foi autuado por ter cometido as infrações de matar, mutilar e manter animais silvestres em depósito. De acordo com o Ibama, pelo menos 20 animais foram abatidos: "16 onças (Panthera onca), duas suçuaranas (Puma concolor), uma jaguatirica (Leopardus pardalis) e um jacaré (Caimam sp.)".

Nos próximos dias, exames genéticos serão feitos nos corpos dos animais para determinar as espécies e, após a perícia, a destinação final das apreensões será definida.

O abate de bovinos no Brasil deve fechar 2015 em 22,6 milhões de cabeças, considerados os estabelecimentos cadastrados no Serviço de Inspeção Federal (SIF), estima a Associação Brasileira da Indústria Exportadora de Carne (Abiec). O volume representa uma queda de 11% na comparação com as 25,5 milhões de cabeças abatidas em 2014.

Segundo o presidente da associação, Antônio Jorge Camardelli, o mercado interno foi prejudicado pela situação econômica do País, com retração do consumo. Em compensação, ele espera que o cenário seja mais positivo em 2016, principalmente, com o auxílio do mercado externo, com a recuperação das exportações.

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Exportações

As exportações brasileiras de carne bovina devem bater um recorde em 2016, afirmou Camardelli. Segundo estimativas da entidade, o faturamento das vendas externas da proteína deve somar US$ 7,5 bilhões, o que representa um avanço de 25% na comparação com a projeção para este ano, que é de US$ 6 bilhões.

Para o volume, a perspectiva da associação é de que os embarques totalizem 1,76 milhão de toneladas, com avanço de 25,7% na comparação com a expectativa de 1,4 milhão de toneladas este ano. A Abiec aposta, principalmente, na abertura de novos mercados para impulsionar os embarques e também na recuperação do cenário econômico de países importadores. "Este número não é ambição, estamos também recuperando um pouco do que foi perdido em 2015", disse.

Segundo Camardelli, o Brasil deve conseguir a habilitação para exportar carne in natura para os Estados Unidos no primeiro semestre do ano que vem, o que poderá gerar uma receita de US$ 102 milhões no segundo semestre. Recentemente, o governo brasileiro anunciou a suspensão do embargo japonês à carne brasileira processada, com isso, o Brasil está retomando seus embarques para o país com uma expectativa de gerar uma receita de US$ 19 milhões no próximo ano.

China

A Abiec pretende investir na abertura de novos mercados, como México e países da Ásia. Além disso, há planos de ampliar os embarques para China que, atualmente, compra apenas carne sem osso do Brasil. "O Brasil é o único player no mercado que pode fazer oferta com preço competitivo, quantidade e qualidade. Podemos ofertar qualquer tipo de corte", afirmou.

De acordo com a Abiec, as vendas brasileiras de carne bovina para a China devem registrar um faturamento de US$ 1,3 bilhão em 2016.

Camardelli afirmou que os embarques devem ser impulsionados pela habilitação de três novas unidades em novembro deste ano e pela expectativa de outras três novas plantas até janeiro. "É um mercado de todas as carnes, ingredientes, culinária e gourmet. Devemos entender como é que vamos participar melhor deste cenário", afirmou, sobre as oportunidades que a região oferece.

Ele disse ainda que, por questões burocráticas e de calendário, os embarques em janeiro ainda devem ser tímidos, mas que deverá haver avanço após este período.

Ainda para 2016, a Abiec espera faturar US$ 230 milhões com vendas para o Oriente Médio, US$ 19 milhões para o Japão e US$ 16 milhões para África do Sul.

OIE

Os Estados de Rondônia e Tocantins e o Distrito Federal devem receber a visita da Organização Mundial da Saúde Animal (OIE na sigla em inglês) em fevereiro para a habilitação como regiões livres da febre aftosa afirmou o diretor-executivo da Associação Brasileira da Indústria Exportadora de Carne (Abiec), Fernando Sampaio.

Segundo Sampaio, uma das principais dificuldades de se exportar para a União Europeia é a falta de áreas certificadas no País. "Temos sofrido com os filtros impostos pela Europa que restringem nossa capacidade de oferecer carne para lá", disse. "Os animais precisam estar, no mínimo, 40 dias nas áreas livre de aftosa, 40 dias na propriedade certificada e, na hora que chega ao frigorífico, é preciso passar por um processo de maturação e higienização."

Atualmente, são cerca de 1.600 propriedades habilitadas para vender para os países europeus e um dos objetivos da Abiec é ampliar este número.

Uma ação realizada pela Estadual de Meio Ambiente (CPRH) flagrou a caça ilegal de arribaçãs (Zenaida auriculata) no Sitio Agreste, zona rural do município de Gravatá, Agreste do Estado. A investida desta quarta-feira (23) foi a segunda realizada no período de duas semanas.

Na ocasião, a equipe encontrou 175 arribaçãs, também conhecidas como rolinhas migratórias, abatidas e já prontas para a venda e o consumo além de outras 300 aves vivas e já engaioladas. Também foram apreendidas lanternas, uma espingarda de chumbinho e muitas pedras – usadas para abater as aves. 

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“Por serem animais que formam os seus ninhos no chão, formando um tipo de pombal, ficam fáceis de serem encontradas e caçadas”, explicou o chefe de fiscalização de fauna da CPRH, Gleydson castelo Branco. As aves encontradas vivas foram soltas no local.  

“Com o auxilio de lanternas (para encandear os bichos), paus, pedras e estilingues, é feita a captura e morte das aves”, explicou Castelo Branco. Uma pessoa foi identificada e responderá a um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), além de levar uma multa que pode chegar até R$ 500 por animal contabilizado.

Com informações da assessoria

O abate de bovinos no terceiro trimestre de 2014 atingiu 8,457 milhões de cabeças sob inspeção sanitária, uma redução de 4,5% em relação a igual trimestre de 2013. O resultado, divulgado nesta quinta-feira, 11, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), interrompeu uma sequência de 11 aumentos consecutivos na comparação anual de trimestres iguais. Em relação ao segundo trimestre deste ano, também houve queda de abates, de 1,0%.

O peso acumulado de carcaças no terceiro trimestre de 2014 (2,037 milhões de toneladas) foi 1,3% maior ante o trimestre imediatamente anterior, mas 4,1% menor do que o registrado no terceiro trimestre de 2013.

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Na comparação do terceiro trimestre deste ano com igual período de 2013, o abate de 402.579 cabeças de bovinos a menos foi puxada pelas regiões de Mato Grosso (-217.187 cabeças), Rondônia (-114.723), Mato Grosso do Sul (-102.922) e Goiás (-86.349). Entretanto, parte da diminuição foi compensada por aumentos em outros Estados, como Paraná (+30.392), Minas Gerais (+28.727) e São Paulo (+16.315)

No ranking nacional do abate de bovinos, Mato Grosso continua na liderança, a despeito da queda nos abates. Já São Paulo assume a segunda posição com as reduções em Mato Grosso do Sul e Goiás.

O artista Sérgio Vasconcelos realiza a exposição da mostra Trofologia no Instituto de Arte Contemporânea da UFPE (IAC). A mostra é composta por quatro vídeos performances e os registros fotográficos dessas ações. 

O objetivo da exposição é celebrar a vida em aspectos mais primitivos , o ato de comer por exemplo. Os quatro primeiros vídeos registrados trazem quatro animais: vaca, porco, carneiro e galinha e galo – que servem como alimento para o homem, contracenando com quatro figuras humanas.

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Na ocasião, Sérgio convicou dois esportistas de MMA para participar do evento, entretanto, o artista não quis revelar o que será realizado. Mas garante que a ideia central é trazer a agressividade, que ronda o universo da luta, que se manifesta na carne, na forma como o animal é abatido na hora da morte.

Serviço

Trofologia  - Sérgio Vasconcelos

Sábado | 15h

Performance às 16h30

Visitação de 13 de outubro a 11 de novembro de 2014

Instituto de Arte Contemporânea (Rua Benfica, 127 - Madalena)

De segunda a sexta das 8h às 12h e das 14h às 18h 

Entrada gratuita 

(81) 3227 0657

 

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