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O ex-ministro da Fazendo Henrique Meirelles afirmou que o governo do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva deveria usar uma licença para gastar, o chamado waiver, no ano de 2023, mas voltar a uma âncora fiscal em 2024.

"O governo Lula deveria usar waiver em 2023 e, então, cortar despesas não necessárias para retomar ao teto em 2024", avaliou, durante o CEO Forum Conference, promovido pelo Bradesco BBI, em Nova York.

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Ele lembrou que a criação do teto de gastos foi justamente para definir as prioridades de gastos. Neste momento, em que é preciso acomodar gastos sociais como, por exemplo, a manutenção do Auxílio Brasil - que voltará a ser chamado de Bolsa Família - em R$ 600, o governo Lula deve usar um waiver, mas ele não deve ser mantido por anos. "Isso não é um waiver", disse Meirelles mais cedo.

Ele criticou ainda o tamanho da equipe de transição. Segundo ele é um pouco grande demais. A lei prevê 50 cargos oficiais, mas, para acomodar todos os partidos que apoiaram o presidente Lula, o time deve superar 150 pessoas.

Questionado sobre a arrecadação do governo, Meirelles defendeu uma simplificação de impostos, o que contribuiria para elevar a produtividade no País. Afirmou ainda que o tema é um "pesadelo" no País, com diferentes tributos cobrados.

Meirelles também disse que o Brasil é hoje um país muito polarizado e mencionou os episódios envolvendo os ministros da Suprema Corte, que foram hostilizados durante passagem por Nova York. "O País está muito polarizado", avaliou.

Desde quando o ex-ministro da Fazenda no governo de Michel Temer (MDB), Henrique Meirelles declarou apoio ao presidente eleito Lula (PT) durante a campanha presidencial que o seu nome é especulado para retornar ao cargo. Nesta quinta-feira (3), Meirelles confirmou ao UOL que ainda não recebeu nenhum convite do líder petista para comandar a economia brasileira.

As especulações ganharam mais força hoje, depois que o site Antagonista informou que o ex-ministro teria sido convidado por Lula para ocupar o Ministério da Economia, e, para aceitar, deveria indicar os presidentes da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil. "Essa notícia não procede", assegura o economista.

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Henrique Meirelles presidiu o Banco Central durante os dois mandatos de Lula, entre 2003 e 2010. Ele mantém uma boa relação com o presidente, mas, por enquanto, nada ainda foi definido.

A campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva realizou um ato para marcar o apoio público ao petista de oito ex-candidatos a presidente. A novidade foi a aparição do ex-ministro da Fazenda e ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles.

Atualmente no União Brasil, Meirelles concorreu à Presidência da República pelo MDB na eleição de 2018. A presença de Meirelles é também um aceno ao mercado financeiro e ao empresariado, que tem mantido contato com a campanha petista, e levanta especulações sobre a possível presença do ex-ministro em um futuro governo Lula. Durante o governo Temer, Meirelles foi o pai do teto de gastos, que a campanha petista diz que irá revogar.

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Diferentemente dos demais, que declararam apoio a Lula com forte discurso sobre riscos à democracia sob Bolsonaro, Meirelles concentrou seu pronunciamento nas conquistas econômicas durante os mandatos do ex-presidente. "Quero me ater a fatos específicos e que mostram a comparação brutal. Quando trabalhamos juntos no governo, trabalhamos oito anos. Nesse período, mais de dez milhões de empregos foram criados, isso é um fato, não é questionável", disse Meirelles, que seguiu elencando dados sobre crescimento médio do PIB e retirada das pessoas da pobreza. "Vamos fazer uma comparação. Está havendo uma injeção eleitoreira de dinheiro, que é possível de resolver mas é uma coisa que vai dar trabalho", afirmou Meirelles.

"Durante aquele período, além de um crescimento forte, inflação na meta", ressaltou Meirelles, antes de criticar o cenário inflacionário atual que, disse ele, "corrói todo o padrão de vida da população".

"Isto é, na minha opinião, o que interessa. Eu olho e vejo o resultado do seu governo, isso nos faz estar aqui. Estou aqui com tranquilidade, com confiança, porque eu sei o que funciona e o que pode funcionar no Brasil", disse Meirelles.

A bancada dos ex-candidatos à Presidência da República foi composta pelo candidato a vice, Geraldo Alckmin (PSB), pelo candidato ao governo do Estado de São Paulo Fernando Haddad (PT) por Marina Silva (Rede), Guilherme Boulos (PSOL), Cristovam Buarque (Cidadania), Luciana Genro (PSOL), João Goulart Filho (PCdoB) e Meirelles.

Alckmin foi definido pelo coordenador do programa de Lula, Aloizio Mercadante, como o arquiteto desse momento. "Todos tínhamos projetos diferentes para o Brasil mas sempre tivemos algo em comum, o princípio: que é o respeito à democracia r ao povo brasileiro. É o que nos une nesse momento singular e triste da história do Brasil, quando se questiona o processo democrático, se tem saudade da ditadura, e é hora de reafirmarmos nosso compromisso com a democracia. Violência, morte, negacionismo não é política. É antipolítica", afirmou o ex-tucano.

A campanha de Lula faz, na reta final da campanha, um forte apelo ao voto útil no ex-presidente contra o presidente Jair Bolsonaro. O evento dessa segunda-feira é considerada uma vitória na campanha na tentativa de mostrar que há uma frente ampla de apoio a Lula, uma ideia que a campanha petista tenta emplacar desde o primeiro semestre. Lula afirmou que a eleição é "atípica" porque "todos os candidatos" estão em briga contra ele, para evitar que ele vença no primeiro turno, e disse que a reunião simboliza a "vontade que as pessoas têm de recuperar a democracia".

A ideia dos aliados do petista é aumentar o espectro da frente ampla. Como publicado no Estadão, a campanha do PT espera ter o apoio de tucanos históricos na disputa contra Bolsonaro, como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o ex-governador José Serra. A avaliação corrente, no entanto, é que a candidatura de Simone Tebet (MDB), apoiada pelo PSDB, impede um movimento público em nome de Lula por parte dos principais quadros do partido ainda no primeiro turno. Serra foi procurado para o evento de hoje, segundo integrantes da campanha petista, mas afirmou que não poderia anunciar apoio a Lula enquanto Simone for candidata.

O PT espera que a própria senadora Simone Tebet engrosse a lista dos apoiadores de Lula em eventual segundo turno. Ainda no primeiro turno, a campanha espera conseguir declaração de voto de personalidades da vida política como o ex-ministro Gilberto Kassab.

As divergências políticas entre os presentes foram mencionadas por todos na mesa. "Diferenças políticas existem, o Brasil conhece, mas elas não estão acima dessa encruzilhada histórica da democracia brasileira", afirmou Mercadante. "Talvez seja a mesa mais representativa que eu me lembre depois da redemocratização em torno do presidente Lula. É um dia histórico", disse Haddad.

Marina Silva, que declarou apoio a Lula na semana passada após anos de afastamento, voltou a dizer que o ex-presidente é quem reúne as melhores condições para a empreitada de vencer Bolsonaro. "Existem momentos na história em que a gente percebe que tem algo muito forte em jogo, que é a banalização do mal, como disse Hannah Arendt", disse a ambientalista.

"Todos conhecem nossas diferenças, elas são públicas. mas estamos aqui hoje para dizer que essas diferenças são menores nesse momento histórico do que aquilo que nos une para preservar a democracia brasileira", afirmou Boulos. "Essa união expressa um entendimento conjunto de que a eleição do presidente Lula é essencial para a democracia brasileira, para derrotar um fascista, alguém que ameaça às instituições e as liberdades", afirmou Boulos.

Luciana Genro afirmou que a união é uma "frente anti-fascista". Ela definiu o projeto de governo de Bolsonaro como um projeto "racista, misógino, lgbtfóbico, um projeto que quer eliminar os seus adversários".

"Estou aqui porque será uma tragédia termos segundo turno. Serão quatro semanas imprevisíveis do ponto de vista de violência na rua, fake news por todos os lados. Estou aqui porque Lula é o melhor", afirmou Cristovam Buarque.

A campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva realizou um ato para marcar o apoio público ao petista de oito ex-candidatos a presidente. A novidade foi a aparição do ex-ministro da Fazenda e ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles.

Atualmente no União Brasil, Meirelles concorreu à Presidência da República pelo MDB na eleição de 2018. A presença de Meirelles é também um aceno ao mercado financeiro e ao empresariado, que tem mantido contato com a campanha petista. No governo Temer, Meirelles foi o pai do teto de gastos, que a campanha de Lula diz que irá revogar.

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"Quero me ater a fatos específicos e que mostram a comparação brutal. Quando trabalhamos juntos no governo, trabalhamos oito anos. Nesse período, mais de dez milhões de empregos foram criados, isso é um fato, não é questionável", disse Meirelles, que seguiu elencando dados sobre crescimento medio do PIB e retirada das pessoas da pobreza. "Vamos fazer uma comparação. Está havendo uma injeção eleitoreira de dinheiro, que é possível de resolver mas é uma coisa que vai dar trabalho", afirmou Meirelles.

"Durante aquele período, além de um crescimento forte, inflação na meta", ressaltou Meirelles, antes de criticar o cenário inflacionário atual que, disse ele, "corrói todo o padrão de vida da população".

"Isto é, na minha opinião, o que interessa. Eu olho e vejo o resultado do seu governo, isso nos faz estar aqui. Estou aqui com tranquilidade, com confiança, porque eu sei o que funciona e o que pode funcionar no Brasil", disse Meirelles.

A bancada dos ex-candidatos à Presidência da República foi composta pelo candidato a vice, Geraldo Alckmin (PSB), pelo candidato ao governo do Estado de São Paulo Fernando Haddad (PT) por Marina Silva (Rede), Guilherme Boulos (PSOL), Cristovam Buarque (Cidadania), Luciana Genro (PSOL), João Goulart Filho (PCdoB) e Meirelles.

Alckmin foi definido pelo coordenador do programa de Lula, Aloizio Mercadante, como o arquiteto desse momento. "Todos tínhamos projetos diferentes para o Brasil mas sempre tivemos algo em comum, o princípio: que é o respeito à democracia e ao povo brasileiro. É o que nos une nesse momento singular e triste da história do Brasil, quando se questiona o processo democrático, se tem saudade da ditadura, e é hora de reafirmarmos nosso compromisso com a democracia. Violência, morte, negacionismo não é política. É antipolítica", afirmou o ex-tucano.

A campanha de Lula faz, na reta final da campanha, um forte apelo ao voto útil no ex-presidente contra o presidente Jair Bolsonaro.

As divergências políticas entre os presentes foram mencionadas por todos na mesa. "Diferenças políticas existem, o Brasil conhece, mas elas não estão acima dessa encruzilhada histórica da democracia brasileira", afirmou Mercadante.

Marina Silva, que declarou apoio a Lula na semana passada, voltou a dizer que o ex-presidente é quem reúne as melhores condições para a empreitada de vencer Bolsonaro. "Existem momentos na história em que a gente percebe que tem algo muito forte em jogo, que é a banalização do mal, como disse Hannah Arendt", disse a ambientalista.

"Todos conhecem nossas diferenças, elas são públicas. mas estamos aqui hoje para dizer que essas diferenças são menores nesse momento histórico do que aquilo que nos une para preservar a democracia brasileira", disse Boulos. "Essa união expressa um entendimento conjunto de que a eleição do presidente Lula é essencial para a democracia brasileira, para derrotar um fascista, alguém que ameaça às instituições e as liberdades", afirmou Boulos.

Luciana Genro afirmou que a união é uma "frente anti-fascista". Ela definiu o projeto de governo de Bolsonaro como um projeto "racista, misógino, lgbtfobico, um projeto que quer eliminar os seus adversários".

"Estou aqui porque será uma tragédia termos segundo turno. Serão quatro semanas imprevisíveis do ponto de vista de violência na rua, fake news por todos os lados. Estou aqui porque Lula é o melhor", afirmou Cristovam Buarque.

Em depoimento ao juiz federal Vallisney de Oliveira, da 10ª Vara Federal de Brasília, o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles negou ter conhecimento de fatos relacionados à denúncia contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva referente a supostas propinas de R$ 40 milhões da Odebrecht ao PT decorrente de linhas de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) à Odebrecht para obras em Angola.

Meirelles, que foi presidente do Banco Central durante todo o governo do ex-presidente, entre 2003 e 2011, foi arrolado como testemunha de defesa de Lula. Ele foi questionado, em depoimento, pelo Ministério Público Federal, se tinha conhecimento sobre uma suposta solicitação de propinas do ex-ministro do Planejamento Paulo Bernardo, também réu nesta ação, ao empresário Marcelo Odebrecht.

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"Como eu mencionei, da mesma maneira que foi feito durante a gestão do presidente Temer e quando eu era ministro da Fazenda, entre as coisas que eu fiz questão de preservar foi o Banco Central. Eu fui presidente do Banco Central e eu dizia que sou autônomo e não aceitava opinião, nem de ministro da Fazenda, nem de qualquer outro ministro. Eu, de fato, participava muito menos de demais ministérios e não sei do que se trata essa questão referente ao ministro Paulo Bernardo", disse Meirelles.

Segundo Marcelo Odebrecht, em delação premiada, o ex-ministro Paulo Bernardo (Planejamento) pediu US$ 40 milhões para ampliar para R$ 1 bilhão uma linha crédito do BNDES à Odebrecht, para obras em Angola.

Marcelo relatou ter repassado o dinheiro e descontado o valor da conta de propina "Italiano", controlada pelo ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci em benefício do PT e do ex-presidente Lula e que chegou a ter R$ 200 milhões de saldo.

Segundo as investigações, parte desse valor teria abastecido a campanha de Gleisi Hoffmann ao governo do Paraná, em 2014.

Segundo o suposto rastro da propina, as autoridades conseguiram áudios de funcionários do doleiro Álvaro Novis encaminhando as entregas de dinheiro com o então marqueteiro de Gleisi, Bruno Martins. Os emissários da suposta propina chegaram a ser fotografados e registrados na portaria da agência de publicidade que fez a campanha.

O secretário de Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo, Henrique Meirelles, disse nesta segunda-feira que vê problemas de execução na agenda econômica do governo federal, embora defenda que a política econômica esteja no caminho certo.

Meirelles fez esta ponderação durante entrevista que concedeu a jornalistas nesta segunda-feira, 14, após ter participado de Almoço-Debate promovido em São Paulo pelo Grupo de Líderes Empresariais (Lide).

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Para ele, a política econômica definida pelo governo federal, que na verdade é um prosseguimento da política do governo anterior, está correta. "A agenda do governo federal está certíssima", diz ele. "No entanto, a execução é um problema. A dificuldade toda é que cada um tem sua opinião", criticou Meirelles.

"A boa estratégia, a estratégia correta, significa 50% do caminho. O restante chama-se implementação. A boa estratégia sozinha não resolve o problema. Esse é o grande problema que vivemos no Brasil hoje e esperemos que melhore no próximo ano", disse Meirelles, para quem a economia brasileira tem condições de crescer acima de 2% para os próximos anos se as reformas forem aprovadas.

Meirelles reiterou que a reforma tributária é importante para simplificar os impostos e que a reforma administrativa vai contribuir para reduzir os gastos da máquina pública. O secretário destacou o ponto da reforma tributária que determina a cobrança do imposto no destino. Isso, de acordo com ele, vai acabar com guerra fiscal entre os Estados.

Perguntado sobre a possibilidade de a reforma tributária ir para o fim da fila, com a administrativa podendo ser colocada na frente, algo que o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, tem ventilado, Meirelles respondeu que, se já tiver uma reforma administrativa pronta, não vê problemas em que ela seja colocada na frente por se tratar também de uma reforma necessária.

A reforma da Previdência, já aprovada no Plenário da Câmara em primeiro turno, vai consolidar uma expectativa de crescimento no Brasil, disse há pouco o secretário de Fazenda do Estado de São Paulo, Henrique Meirelles. O secretário conversou com jornalistas ao chegar para participar do seminário "Brasa em Casa. O Brasil no Divã", que acontece neste sábado na capital paulista.

"Eu acredito que vai sim consolidar uma expectativa de crescimento como resultado, exatamente, de equilíbrio fiscal", disse Meirelles em resposta à reportagem do Broadcast.

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Meirelles lembrou que o mercado e a economia entraram o ano de 2018 crescendo, com as expectativas à época rodando em torno de 2,5% até 3%. Mas o crescimento foi de 1%,o que para ele foi resultado da incerteza eleitoral. Existia, segundo Meirelles, uma preocupação muito grande de que houvesse vitória de algum candidato que trouxesse de novo programas que deram errado no Brasil.

Em 2019, segundo o ex-ministro, o ano começou novamente com uma expectativa de que o PIB cresceria 2,5%. "Tivemos o problema da discussão e do atraso [na reforma da previdência] e começaram a surgir dúvidas sobre se de fato seria aprovada a Previdência neste governo por diversas circunstâncias", afirmou.

Mas houve, de acordo com Meirelles, "um acontecimento positivo, que foi o protagonismo do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Davi Alcolumbre, em patrocinarem e liderarem a proposta no Legislativo".

"Isso foi muito importante, foi aprovado. Então isso deve dar as bases para um crescimento sustentável. Evidentemente, que o Brasil vai precisar aumentar a taxa de crescimento para o futuro. Mas aí é para uma segunda etapa. São outras reformas, outras questões que já deixamos uma grande lista de propostas já feitas no Ministério da Fazenda, agora Economia, no Congresso Nacional, que acredito que começarão a ser encaminhadas", disse.

O secretário de Fazenda de São Paulo e ex-presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, defendeu nesta quarta-feira, 22, a fixação em lei da meta de inflação perseguida pela autoridade monetária.

"Sou favorável à ideia de se deixar definido da forma mais sólida, institucional o possível a meta", afirmou Meirelles, em palestra durante o XXI Seminário Anual de Metas para a Inflação, no Rio.

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Para o ex-presidente do BC e ministro da Fazenda do governo Michel Temer, "no caso de países como o Brasil", é importante ter a meta de inflação não só explícita, como já é atualmente, "mas até expressa em lei, se possível".

Meirelles rememorou o processo de redução paulatina das metas de inflação desde que o regime foi implantado no País, em 1999, 20 anos atrás. Para o ex-presidente do BC, é importante que as metas sejam factíveis, por isso em seu primeiro ano no cargo foi preciso elevá-la. Ainda assim, o objetivo era reduzi-la aos poucos, mas, nos governos do PT, o processo emperrou no nível de 4,5% ao ano.

Meirelles lembrou que era voto vencido nas reuniões do Conselho Monetário Nacional (CMN), após a chegada de Guido Mantega ao Ministério da Fazenda, "que era contra o regime de metas e o controle da inflação.

"Ele achava que um pouco de inflação ia ajudar a economia a crescer. Era a chamada política desenvolvimentista", afirmou Meirelles.

Quando o atual secretário de São Paulo era ministro da Fazenda, a meta de inflação baixou para 4,25% este ano e baixará para 4,0%, lembrou ele. Para Meirelles, o atual presidente do BC, Roberto Campos Neto, deveria trabalhar para baixar a meta "ao menos ao nível dos emergentes, de 3%", mesmo levando em conta o histórico de indexação na economia nacional.

"Temos que baixar primeiro a inflação para desindexar completamente", disse Meirelles.

O governador eleito de São Paulo, João Doria (PSDB), ampliou e nacionalizou seu arco partidário de alianças ao montar o primeiro escalão do próximo governo de São Paulo. Além do PSDB, o futuro secretariado reúne nomes do PSD, DEM, PP, PRB e MDB. Das 20 pastas anunciadas, além de mais duas secretarias extraordinárias, seis serão ocupadas por ex-ministros do governo de Michel Temer, entre eles, Henrique Meirelles - anunciado nesta terça-feira (11) para comandar a Fazenda estadual (mais informações na pág. A13).

As escolhas de Doria também mostram que, dois anos após vencer a disputa pela Prefeitura da capital - cargo que renunciou em abril - com o discurso de "gestor", o tucano politizou sua equipe para seu segundo mandato executivo. Trouxe para São Paulo políticos de outros Estados que não necessariamente estão familiarizados com as demandas paulistas, mas que podem dar sustentação política em uma futura eleição.

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Oficialmente, o tucano diz que as escolhas são técnicas. "Nosso objetivo é gestão, não eleição, com os melhores nomes disponíveis no País." Doria, no entanto, mantém o plano de disputar o Planalto e, para isso, a estratégia foi alterada. Além de atrair nomes fortes de outros partidos, como Gilberto Kassab (PSD) e Meirelles (MDB), o tucano apoia o presidente eleito Jair Bolsonaro.

Alexandre Baldy (PP), futuro secretário de Transportes Metropolitanos, é um exemplo. Advogado, nascido em Goiás, nunca atuou profissionalmente em São Paulo. Aproximou-se da área de mobilidade há apenas um ano, quando assumiu o cargo de ministro das Cidades.

Ligado ao DEM, mas não filiado, o atual ministro da Educação (no cargo desde abril), Rossieli Soares, vai assumir a mesma área em São Paulo tendo como experiência semelhante a passagem pelo governo do Amazonas. A realidade paulista também vai se impor a Meirelles e Vinicius Lummertz (Turismo), ambos de Goiás, e Sérgio Sá Leitão (Cultura), que é do Rio.

Mercado

Áreas tradicionalmente geridas por quadros do PSDB serão, com Doria, serão repassadas a aliados ou representantes do mercado. Na Saúde, terá como secretário José Henrique Germann, que não tem experiência no setor público, mas levará ao governo a bagagem de ter atuado em alguns dos principais hospitais privados do País. Os tucanos no governo Doria serão apenas três: Marco Vinholi, Célia Leão e Marcos Penido.

Para o cientista político Rodrigo Prando, da Mackenzie, não ter sido o escolhido pelo PSDB para a corrida presidencial pode ter beneficiado Doria. "Se ele faz um bom governo aqui e monta uma secretaria como essa, dá para ele uma projeção nacional. O governador de São Paulo naturalmente é uma opção para o Planalto". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles (MDB) disse neste domingo, 28, que, passada a eleição, chegou o momento de superar a guerra entre grupos de brasileiros e unir o País.

Após votar num colégio em Higienópolis, bairro nobre da capital paulista, Meirelles disse que vai apoiar as reformas que forem apresentadas pelo próximo presidente, mas disse que não pensa, no momento, em se colocar à disposição para participar do governo que tomará posse em janeiro.

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"O momento é de unir o País em torno de uma proposta de crescimento e é isso o que estarei fazendo", declarou Meirelles, que se candidatou pelo MDB à Presidência da República, mas foi derrotado no primeiro turno.

Segundo ele, o melhor caminho para unir novamente o Brasil passa pelo crescimento econômico, com aumento de emprego e criação de renda. Para tanto, o próximo presidente, disse Meirelles, precisa insistir nas reformas e manter as medidas implementadas pelo atual governo, em especial o regime de teto dos gastos e a reforma trabalhista.

"O País não pode entrar numa disputa e ficar numa discussão política daqui pra frente", afirmou o ex-ministro, que não quis declarar em quem votou neste domingo. Meirelles assinalou que pretende continuar participando do debate público, mas que não faz planos de participar do próximo governo.

"Não tenho planos de participar de governo no presente momento. Meu plano é, de fato, prosseguir o meu trabalho de levar minha mensagem em prol do Brasil", afirmou. "Eu quero deixar claro que estarei defendendo as propostas de acordo com o que eu defendi na campanha, com o que eu já fiz e já propus", acrescentou.

Com 2% nas pesquisas de intenção de votos, o candidato do MDB à Presidência, Henrique Meirelles, voltou a afirmar nesta quarta-feira, 3, que o eleitorado deve optar pelo "melhor candidato" no primeiro turno e criticou a política econômica de Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT), favoritos para chegar ao segundo turno.

"Minha proposta é de, no primeiro turno, vamos escolher o melhor candidato e ponto. No segundo turno, tendo o resultado nas mãos, vamos escolher a melhor opção", declarou, durante palestra para empresários na sede da Federação das Indústrias do Estado do Rio (Firjan). "O que nós não podemos é começar a votar mal. O que adianta votar no ruim para evitar o outro, se eu garanto os dois no segundo turno? Nós temos que fazer o contrário, votar no melhor candidato e torcer para que ele passe para o segundo turno."

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Meirelles ironizou os discursos de Bolsonaro e Haddad. "O Bolsonaro, que se diz que combate a classe política, é deputado há mais de 20 anos, os filhos dele são da classe política, a família inteira é. Então, é político, sim. O Fernando Haddad é do PT, já foi prefeito de São Paulo. Aliás, como prefeito de São Paulo conseguiu na (campanha à) reeleição perder em todas as zonas eleitorais da cidade de São Paulo. Isso aí não é coisa simples, não. Tem que fazer aí uma coisa determinada pra conseguir tomar uma surra histórica dessa proporção", disse.

Depois, o candidato do MDB criticou as promessas econômicas dos dois primeiros colocados nas pesquisas. "Bolsonaro apontou aí um que a imprensa diz que é o 'guru econômico', e ele falou que é o 'Posto Ipiranga' dele. Aí, a primeira declaração do guru ele desmentiu. Vamos ficar perplexos? Qual é a política econômica do Bolsonaro? Não sei, e não sei alguém que sabe de fato. Pode achar, mas não sabe, porque todo o histórico dele foi estatizante, sempre votou junto com o PT, a vida inteira", discursou Meirelles.

"O Fernando Haddad alguns falam que é um sujeito razoável... Eu gosto do Fernando Haddad, conheço ele, sempre me dei bem com ele. Foi ministro da Educação enquanto eu cuidava do Banco Central. Trabalhamos juntos, fomos colegas de ministério durante seis anos. Tenho uma excelente relação, pessoalmente ótima. Agora, ele está dizendo por aí que vai adotar integralmente o programa do PT. Aí complicou, hein? Não preciso nem comentar, eu sugiro que cada um tome o cuidado de ler o programa. É de arrepiar os cabelos, irresponsabilidade fiscal", considerou o emedebista.

Sem citar o nome, Henrique Meirelles também criticou a proposta de Ciro Gomes, do PDT, de tirar cerca de 60 milhões de pessoas dos cadastrados do Sistema de Proteção ao Crédito (SPC). "Se 60 milhões não vão pagar, ninguém mais vai pagar. Quem vai pagar dívida? Nada, acabou. Existe uma série de coisas que falta conhecimento básico da realidade. Soa bonito, mas na hora de pagar...".

Em situações distintas na disputa eleitoral, os candidatos do PT, Fernando Haddad, e do MDB, Henrique Meirelles, adotaram estratégias semelhantes nesta reta final. Ambos devem evitar ataques aos adversários para preservar pontes com vistas ao segundo turno.

No caso de Haddad, segundo colocado nas pesquisas, a lógica é mais evidente. O ex-prefeito tem evitado responder aos ataques de Ciro Gomes (PDT) e outros adversários porque espera receber o apoio deles num eventual segundo turno.

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A ideia é manter canais abertos com todos os candidatos de centro-esquerda para uma possível aliança de segundo turno. Segundo estrategistas da campanha, a linha propositiva, sem ataques aos adversários, inclusive a Jair Bolsonaro (PSL), deve ser mantida até o fim da primeira etapa. A prioridade do PT ainda é transferir votos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (condenado e preso na Lava Jato) para Haddad. O partido avalia que o potencial de transferência ainda é alto, principalmente entre eleitores que ganham até dois salários mínimos na periferia das grandes cidades do Sudeste.

Coordenadores da campanha avaliam que estes eleitores tradicionalmente se definem nos últimos dias e, se a estratégia for bem sucedida, Haddad poderia chegar à frente de Bolsonaro no primeiro turno.

Por isso, o PT deve seguir na linha propositiva, principalmente em temas com os quais o PT tem identificação, como educação, geração de empregos e oportunidades. Só num eventual segundo turno, Haddad deve adotar uma postura mais agressiva contra Bolsonaro, quando haverá a necessidade de deixar mais claro para o eleitor as diferenças em relação a Bolsonaro.

A estratégia é baseada em pesquisas qualitativas diárias. Os resultados, por enquanto, recomendam seguir a máxima "não se mexe em time que está ganhando".

De acordo com integrantes da campanha, a ideia é deixar que movimentos como #elenão e Democracia, Sim façam o embate direto com o capitão da reserva. Petistas avaliam que a interferência partidária pode afugentar integrantes destes movimentos que defendem candidatos de outros partidos como o próprio Ciro.

Troféu

Já o objetivo de Meirelles, que ocupa a parte de baixo da tabela das intenções de voto, é preservar o capital eleitoral ganho até agora para ter um papel relevante no segundo turno.

Auxiliares do ex-ministro da Fazenda estimam que Meirelles, apesar dos poucos votos, conseguiu consolidar a imagem de técnico apartidário capaz de dar credibilidade à economia e resolver problemas seja quem for que estiver no poder. Imagem resumida no slogan "chama o Meirelles".

O ex-ministro disse ao jornal O Estado de S. Paulo que já foi procurado tanto por emissários de Haddad, seu colega de Esplanada durante o governo Lula, quanto de Bolsonaro, ambos interessados em uma aproximação no segundo turno.

Meirelles avalia que vai ser uma espécie de "troféu" para os dois lados em disputa no segundo turno. Por isso, tem calibrado os ataques aos adversários tanto no horário eleitoral da TV quanto em discursos e debates para não explodir pontes. No debate da TV Record, exibido no domingo passado, por exemplo, Meirelles criticou os resultados econômicos do governo Dilma Rousseff, do PT, mas evitou ataques a Lula e Haddad.

A mesma lógica vale em relação a Bolsonaro. Meirelles criticou a proposta de Paulo Guedes (responsável pelo programa econômico do candidato do PSL) de recriar a CPMF, se posicionou contra as declarações do general Hamilton Mourão sobre o 13o salário, defendeu respeito à democracia, mas não partiu para a briga contra Bolsonaro.

É pelo mesmo motivo que Meirelles vai esticar a decisão sobre quem receberá seu apoio no segundo turno. Ele se vê como possível fiador do candidato que apoiar na reta final da eleição e vai esperar até que o cenário de segundo turno esteja nítido antes de tomar uma decisão. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Sem conseguir crescer nas pesquisas de intenção de voto, o candidato do MDB à Presidência da República, Henrique Meirelles, está sendo sondado por emissários do petista Fernando Haddad e de Jair Bolsonaro, presidenciável do PSL, que reivindicam seu apoio em um eventual segundo turno da disputa.

"De fato, tanto eles como interlocutores da frente centrista nos procuraram", disse Meirelles, em uma referência à fracassada iniciativa do jurista Miguel Reale Jr., que tentou organizar reunião nesta semana para discutir a formação de uma única candidatura de centro para enfrentar o que ele chamou de "extremos".

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"A minha resposta a todos é a seguinte: acho muito prematuro tudo isso. A eleição está em aberto, há grande número de indecisos e eu estou fazendo campanha para entrar no segundo turno. Não cogito de apoiar ninguém", disse o ex-ministro.

Na mais recente pesquisa divulgada pelo Ibope, Meirelles aparece com apenas 2% das intenções de voto, empatado com Alvaro Dias (Podemos), e bem longe dos líderes.

No debate entre presidenciáveis promovido, na quarta-feira, 26, pelo SBT, UOL e pelo jornal "Folha de S.Paulo", Haddad fez afagos na direção de Meirelles, deixando clara a intenção de conquistar a adesão do ex-ministro da Fazenda para sua campanha. O petista disse que, graças ao apoio do então presidente do Banco Central no governo Lula, pôde "abrir as portas da universidade aos trabalhadores". Na época, Haddad era ministro da Educação.

Até agora, no entanto, Meirelles afirma não ter aceitado qualquer acordo. "O programa de governo do PT, que o Haddad adotou, é o mesmo da Dilma (Dilma Rousseff, presidente cassada), e sou radicalmente contra", afirmou o candidato do MDB.

'Natural'

Petistas tratam como "natural" a possibilidade de Haddad abrir canais de diálogo com nomes como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, amigo pessoal do candidato, e também com Meirelles, colega de Esplanada no governo Luiz Inácio Lula da Silva - condenado e preso na Lava Jato. Eles garantem, no entanto, que estas conversas ainda não aconteceram.

Oficialmente, o PT deve procurar apenas os partidos de centro esquerda como o PDT, do presidenciável Ciro Gomes, e a totalidade do PSB. Meirelles será procurado como "pessoa física", e não por meio do MDB. Marina Silva, candidata da Rede à Presidência, também deve ser procurada. Em todos os casos, oficialmente, as conversas devem acontecer só depois do primeiro turno.

Petistas avaliam que iniciativas suprapartidárias como o movimento #elenão, encabeçado por mulheres, e o Democracia Sim, que reúne personalidades de diversos segmentos da sociedade alinhadas a diversas candidaturas, poderiam ser vetores para o surgimento espontâneo de uma frente contra Bolsonaro e, consequentemente, pró-Haddad.

"O segundo turno vai ser muito plebiscitário, a democracia contra o fascismo, e não um debate programático", disse Renato Simões, um dos coordenadores do programa de governo petista.

O partido tem posições diferentes sobre como se relacionar com estes movimentos. Algumas lideranças acham que o partido deve estabelecer relações formais. Outras avaliam que a vinculação com partidos e a candidatura de Haddad pode enfraquecer estas iniciativas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Durante o debate que acontece entre os presidenciáveis, nesta quarta-feira (26), o candidato Henrique Meirelles (MDB) perguntou ao Cabo Daciolo (Patriota) o que faria para tirar os brasileiros da pobreza. O ex-ministro aproveitou o questionamento para afirmar que quando foi presidente do Banco Central do Brasil tirou 40 milhões de brasileiros na miséria. 

Daciolo não deixou por menos e ironizou: “Um banqueiro perguntando”. Ele, na resposta, disse que o Brasil tem mais de 400 milhões de pessoas na extrema pobreza e mais de 50 milhões na pobreza. “Interessante é que você fez parte do governo Lula. Você diminuiu a dívida externa. Mas você pegou dinheiro emprestado de um banco público e fazer o país ficar endividado. Os banqueiros roubam a nação”, detonou. 

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Meirelles, ao rebater, disse que nunca foi banqueiro. “Se você continuar querendo ser candidato, terá que estudar mais. Para descobrir que nunca fui banqueiro, e sim bancário. Fui presidente do banco por mérito próprio. Vamos criar 10 milhões de empregos”, prometeu. 

O candidato do Patriota ainda criticou o governo Temer. “Entrou com as reformas e nada mudou para o povo brasileiro. Vou revogar as reformas”, disse. 

Filosofia, história, engenharia e advocacia. Essas são as principais áreas profissionais que figuram entre os 13 candidatos à Presidência da República. Como previsto em lei, os postulantes não são obrigados a apresentar formação superior completa, porém, a maioria dos presidenciáveis mostra uma ficha acadêmica consistente. Com a proximidade das eleições, eleitores buscam conhecer um pouco mais sobre a qualificação dos candidatos. Pensando nisso, o LeiaJá preparou uma lista com a formação universitária de cada candidato.

Alvaro Dias

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Candidato à Presidência da República pelo Podemos, Alvaro Dias é graduado em história pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Londrina (FAFILO). Em 2007, recebeu o diploma de Doutor Honoris em Administração Governamental pela South State University, em San Diego (EUA). O título é concedido a personalidades que se destacam em determinada área, mesmo sem formação acadêmica para tal.

Marina Silva

Alfabetizada apenas aos 16 anos, a presidenciável da Rede Sustentabilidade, é formada em história pela Universidade Federal do Acre (UFAC), pós-graduada em teoria psicanalista pela Universidade de Brasília (UNB) e psicopedagogia pela Universidade Católica de Brasília (UCB).

Guilherme Boulos

Formado em filosofia pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP), o candidato à Presidência da República pelo PSOL especializou-se em psicologia clínica na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), tem mestrado em psiquiatria na Universidade de São Paulo (USP) e leciona psicanálise na Escola de Educação Permanente, em São Paulo.

Geraldo Alckmin

Médico formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de Taubaté (UNITAU), Geraldo Alckmin, candidato à Presidência da República pelo PSDB, fez especialização em anestesiologia no Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe) e cursou políticas públicas na Universidade de Havard por seis meses em 2007.

Henrique Meirelles

Presidenciável do MDB, Henrique Meirelles é graduado em engenharia civil pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) e Mestre em Administração de Negócios (MBA) pelo Instituto de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração da Universidade Federal do Rio de Janeiro (COPPEAD).

Ciro Gomes

Candidato do PDT ao Palácio do Planalto, Ciro Gomes é graduado em direito pela Universidade Federal do Ceará (UFC) e também na Havard Law School, atuando como participante no curso direito como Visiting Schoar, professor ou pesquisador visitante.

Fernando Haddad

Formado em direito pela Universidade de São Paulo (USP), o petista especializou-se em direito civil. Possui mestrado em economia e doutorado em filosofia. Haddad também atuou como professor de teoria política contemporânea na USP.

João Amoêdo

Fundador e candidato à Presidência da República do partido NOVO, Amoêdo é formado em engenharia civil pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e em administração de empresas na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ).

Jair Bolsonaro

Com carreira militar, o candidato do PSL é formado na Escola de Educação Física do Exército, tendo passado pela Escola Preparatória de Cadetes do Exército quando jovem. Também estudou na Escola de Ensino Superior do Exército, a Academia Militar das Agulhas Negras (AMAM), em Resende (RJ), fazendo parte da Brigada de Infantaria Paraquedista. Bolsonaro é habilitado a comandar e integrar o Estado-Maior de Organizações Militares pela Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais.

José Maria Eymael

Formado em filosofia e direito na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), o candidato do partido Democracia Cristã (DC) ganhou um prêmio por ter sido o primeiro colocado em sua turma de direito. Além disso, Eymael também se especializou em direito tributário.

Cabo Daciolo

Pastor evangélico e bombeiro, Benevenuto Daciolo Fonseca dos Santos, candidato à Presidência da República pelo partido Patriotas, é formado em turismo, mas nunca atuou na área.  

João Goulart Filho

Formado em filosofia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), o candidato do Partido Pátria Livre (PPL) atua como poeta e escritor.

Vera Lúcia

Candidata à Presidência da República pelo PSTU, Vera Lúcia é formada em ciências sociais pela Universidade Federal de Sergipe (UFS).  

O candidato do MDB à Presidência, Henrique Meirelles, atacou Geraldo Alckmin (PSDB) durante o debate Estadão/TV Gazeta/Jovem Pan/Twitter e afirmou que ele não respeitou o candidato Jair Bolsonaro (PSL) mesmo após o ataque a faca em Juiz de Fora (MG).

Alckmin reagiu e negou que o programa dele tenha feito radicalismo. Guilherme Boulos (PSOL), por sua vez, usou uma pergunta a Meirelles para atacá-lo e a criticar Alckmin.

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Meirelles citou, então, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e se comprometeu em criar 10 milhões de empregos em um eventual governo dele. Ele defendeu ainda o trabalho dele em governos do PT e do presidente Michel Temer. "O Brasil não se divide País entre quem gosta ou não de Temer, Lula ou FHC", afirmou.

Na tréplica, Boulos criticou o mercado financeiro e disse que não vai "chamar o Meirelles", em referência à campanha do emedebista. "Vou taxar o Meirelles", disse.

Os candidatos à Presidência Henrique Meirelles (MDB) e Ciro Gomes (PDT) terão o mesmo palanque em Minas Gerais, já que os partidos estão na coligação do postulante ao governo do Estado, Adalclever Lopes, do MDB. Nesta quarta-feira (29) o palanque duplo foi garantido após a chapa confirmar o pedetista Fábio Cherem como candidato ao Senado.

"Vamos trabalhar com os dois candidatos aqui, cada um com seu partido. Mas o nosso principal mote é a eleição ao governo de Minas", disse o presidente do PDT em Minas Gerais, o deputado federal Mário Heringer. Antes da confirmação, os pedetistas ameaçavam deixar a coligação de Adalclever caso Fábio Cherem não fosse o indicado ao Senado.

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Além de Cherem, os emedebistas Hélio Costa e Leonardo Quintão, além do ex-secretário da Prefeitura de Belo Horizonte, Daniel Nepomuceno, do PV, eram cotados para assumir a candidatura ao Senado.

O candidato a vice-presidência do MDB, Germano Rigotto, esteve em Belo Horizonte nesta quarta e também confirmou o palanque duplo. "Isso não acontece só em Minas Gerais, estou muito tranquilo quanto a isso", disse.

Adalclever Lopes terá como vice Adriana Buzelin, do PV, que apoia a candidatura à Presidência de Marina Silva, da Rede. "Os três candidatos indicarão a chapa do Adalclever como a que rompe a polarização entre PT e PSDB", disse o presidente interino do MDB em Minas Gerais, deputado federal Saraiva Felipe.

A coligação ainda conta com Podemos e PRB. Adalclever perdeu o apoio do PROS, que em nível nacional está coligado com o PT. Existe a possibilidade de que a legenda lance a candidatura do deputado federal Jaime Martins, do PROS, ao Senado, e apoie a tentativa de reeleição do governador petista, Fernando Pimentel, mesmo sem estar formalmente registrado da coligação no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MG).

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso na Lava Jato, aparece duas vezes no vídeo piloto da campanha presidencial do ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles (MDB). O PT registrou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a candidatura de Lula à Presidência, que deve ser barrada com base na Lei da Ficha Limpa.

Segundo a campanha de Meirelles, houve um vazamento do material, que deve ser exibido na estreia do emedebista no horário eleitoral na TV, no dia 1.º de setembro. A primeira aparição de Lula ocorre em um trecho de um discurso do ex-presidente no qual ele diz: "Tenho muito respeito pelo Meirelles e devo a esse companheiro".

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Em outro momento, o petista aparece exaltando a passagem de Meirelles pela presidência do Banco Central em seu governo. "Eu precisava de alguém competente no BC", diz Lula.

Em ritmo de forró, o slogan adotado pela campanha foi "Chama o Meirelles". A imagem da presidente cassada Dilma Rousseff também é usada no programa, mas de forma negativa. "Eu sei quando e por que os governos anteriores erraram", afirma Meirelles, após a exibição de imagens de Dilma.

O nome do presidente Michel Temer (MDB), de quem Meirelles foi ministro, é citado apenas uma vez e de forma neutra. "O mundo não se divide entre os que gostam do Lula e os não gostam. Nem entre os que gostam do Temer e os que não gostam", afirma o candidato.

Em uma tentativa de suavizar a imagem do presidenciável do MDB, a propaganda adota um tom descontraído e bem-humorado. Em certo momento, Meirelles diz que sua mulher costuma chamá-lo de "Disk Crise".

Procurada pela reportagem, a campanha do emedebista disse que este foi um programa teste e que ainda não está definido o comercial que será usado integralmente na TV. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Quinto candidato mais rico do País nas eleições deste ano, o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles (MDB) fez uma doação de R$ 20 milhões para a própria campanha à Presidência da República. Prestação de contas feita pelo candidato ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostra que o valor foi repassado em uma única transferência eletrônica feita na segunda-feira passada.

Por enquanto, a doação de Meirelles para a própria campanha é a maior envolvendo pessoas físicas registrada no TSE. Repasses de valores maiores foram feitos, mas pelos próprios partidos a diretórios e candidatos com recursos públicos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha, o chamado fundo eleitoral.

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Esta é a primeira eleição geral em que os candidatos estão proibidos de arrecadar dinheiro de empresas para custear as campanhas. Apenas pessoas físicas podem realizar doações, ainda assim limitadas a 10% do rendimento do ano anterior. No entanto, os próprios candidatos foram autorizados a bancar a totalidade de seus gastos, por meio do chamado autofinanciamento, até o limite para cada cargo em disputa. A regra beneficia os candidatos mais ricos. No caso de presidente da República, o teto de gastos é de R$ 70 milhões no primeiro turno e de R$ 35 milhões no segundo turno da eleição.

Adversário de Meirelles na corrida ao Palácio do Planalto, o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) já recebeu R$ 43,3 milhões do fundo especial do PSDB, que detém cota de R$ 185,8 milhões do total de R$ 1,7 bilhão destinado ao financiamento público de campanhas eleitorais neste ano.

O MDB de Meirelles é o partido que possui a maior fatia do fundo eleitoral (R$ 234,2 milhões). A cúpula da legenda, no entanto, já havia sinalizado que não repassaria parte desse dinheiro para a campanha presidencial do ex-ministro da Fazenda, que aparece com apenas 1% nas mais recentes pesquisas de intenção de voto.

Ao registrar sua candidatura, Meirelles declarou à Justiça Eleitoral um patrimônio de R$ 377,4 milhões, o quinto maior entre todos os 28.125 candidatos do País que disputam mandatos eletivos nestas eleições. Do total de bens declarados pelo ex-ministro, R$ 283 milhões são em ações e R$ 58,8 milhões em fundos de investimentos.

O segundo colocado no ranking de doadores pessoa física é o empresário colombiano radicado no Brasil Carlos Amastha (PSB), que doou R$ 1,45 milhão para a própria campanha ao governo de Tocantins.

Amastha deixou a prefeitura de Palmas há dois meses para concorrer na eleição suplementar no Estado convocada após a cassação do ex-governador Marcelo Miranda (MDB) e da vice dele, Cláudia Lelis (PV). Na ocasião, o pessebista gastou R$ 2,4 milhões do próprio bolso, mas acabou nem indo para o segundo turno. A disputa pelo mandato-tampão foi vencida por Mauro Carlesse (PHS).

Na sequência dos maiores doadores pessoa física aparece Oswaldo Stival Júnior, que repassou R$ 1,45 milhão à campanha de Amastha. Stival é candidato a vice-governador do Tocantins na chapa do pessebista.

Empresário

Em seguida na lista está o empresário Nevaldo Rocha, que doou R$ 1 milhão à campanha do candidato a deputado federal Gabriel Rocha Kanner (PRB). Nevaldo é pai do também empresário Flávio Rocha, dono das lojas Riachuelo, que desistiu da candidatura à Presidência após seu partido, o PRB, fechar apoio a Alckmin - ele, no entanto, declarou voto em Jair Bolsonaro (PSL).

Entre os partidos, as maiores movimentações financeiras foram registradas até agora por MDB (R $ 230,9 milhões), PSDB (R$ 229,2 milhões) e PSD (R$ 118,5 milhões). Os repasses foram feitos com recursos do fundo especial de campanha.

Já entre os maiores gastos informados ao TSE, além de R$ 20,4 milhões de doações financeiras a outros candidatos, está publicidade com material impresso (R$ 3,15 milhões). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O candidato ao Planalto pelo MDB, Henrique Meirelles, negou estar "escondendo" na campanha sua participação no governo de Michel Temer. Nas menções de Meirelles, o nome de Temer nunca é citado. Na contramão, ao falar da época em que comandou o Banco Central, o ex-presidente Lula sempre é lembrado.

"(Meu cargo na Fazenda) é algo totalmente conhecido", disse. Confrontando por jornalistas, entretanto, ele se confundiu: "eu sai do ministério da Fazenda tem dois anos... desculpe. Dois meses. É que a campanha está tão intensa que parecem dois anos", afirmou. Meirelles saiu do BC em 2010. "A maioria nem sabe que eu fui o responsável no País pelo crescimento, naquele período".

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Meirelles sorriu ao ser questionado sobre a declaração de Temer de que Alckmin seria o candidato do governo, mas negou estar se aproveitando da situação para se afastar da impopularidade de Temer. "Estou apenas achando engraçado essa história. De vez em quando me questionam sobre o problema de ser o candidato do governo e depois me questionam sobre o candidato do governo ser o Alckmin. Eu acho que cada um tem que apresentar sua própria história", disse.

Coligação tucana

O candidato do MDB afirmou ainda que o processo de formação da coligação do tucano Geraldo Alckmin está errado e que seu partido vai continuar com o questionamento. "É meramente um questionamento, na medida em que uma série de formalidades não foram cumpridas. Eu acho que é muito importante que no Brasil, cada vez mais, todos cumpram a lei", defendeu.

Algumas siglas aliadas do tucano teriam aprovado em suas convenções apenas a aliança com o PSDB, quando deveriam ter colocado na ata todas as nove siglas que apoiam Alckmin. O prazo para mudanças na ata das convenções se encerrou. Portanto, não há mais como fazer adendos. Se o TSE aceitar a exclusão dos partidos, Alckmin terá diminuído seu tempo na TV.

"Se a lei demanda uma série de formalidades, que a convenção aprove a aliança, que isso seja registrado em ata... é algo fundamental no Brasil hoje. Cada vez mais o Brasil está demandando que todos cumpram a lei. Fazer as coisas na esculhambação, isso aí não tem mostrado ser a solução para o País", disse, criticando Alckmin.

Meirelles disse que a decisão final é da Justiça e se ela julgar que não é errado, o MDB vai respeitar. "Agora, acreditamos, sim, que está errado e que não se deve proceder dessa maneira. Tem que seguir a lei", disse a jornalistas na saída do evento da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústria de Base (Abdib), em São Paulo.

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