Tópicos | CPI da Covid

O empresário Otávio Fakhoury foi confrontado na CPI da Covid sobre sua relação com o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e disse que conheceu o filho do presidente em 2019, quando ingressou no PSL como tesoureiro. Fakhoury alegou não ser amigo pessoal do deputado, mas confirmou ter repassado R$ 200 mil ao Instituto Conservador Liberal, fundado pelo filho do presidente.

Segundo o empresário, foi feito um contrato de doação para a realização de uma conferência. Fakhoury negou que o dinheiro tivesse relação com financiamento para a campanha eleitoral em 2018. 

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Ele também disse nunca ter discutido com Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) acerca de material de propaganda a ser divulgado em redes sociais. 

Em relação aos planos de comprar emissoras de rádio, Fakhoury esclareceu que pediu que o deputado indicasse donos de rádios para que ele pudesse negociar. Segundo o empresário, nenhum órgão público foi procurado.

'Filantropia'

Perguntado por Renan Calheiros e Randolfe Rodrigues sobre uma série de pagamentos efetuados e recebidos por ele, Otávio Fakhoury alegou contratos privados e filantropia. Entre os beneficiários dessas doações constam o Centro de Estudos da Liberdade, que ele definiu como "uma entidade criada para divulgar e passar os preceitos da liberdade", e duas igrejas, segundo o depoente frequentadas por ele próprio e pela mãe. Sobre R$ 24 milhões recebidos de uma pessoa física, alegou ter vendido um apartamento na avenida Vieira Souto, em Ipanema, no Rio de Janeiro.

Financiamento da Força Brasil 

Antes do intervalo da reunião da CPI, Otávio Fakhoury, em resposta a Renan Calheiros (MDB-AL), confirmou que é vice-presidente do Instituto Força Brasil (IFB) e que financiou os custos para que a entidade passasse a existir formalmente. Ele disse que começou a ajudar filantropicamente o IFB após pedido do presidente do instituto, coronel Hélcio Bruno, e que não possui nenhuma gerência ou ato de gerência em relação às ações desempenhadas pela entidade.

Quando questionado pelo relator sobre os conteúdos “negacionistas” publicados no site da entidade, ele disse desconhecer, mas ressaltou que a gestão do portal é feita pela equipe que fica em Brasília. Renan ainda quis saber se ele continuava financiando o IFB. Após Fakhoury afirmar que tinha interrompido, o relator exibiu comprovantes de que foram feitos repasses de R$ 80 mil até julho deste ano.  

Davati

Fakhoury negou conhecer detalhes da relação da empresa americana Davati — que tentou intermediar a venda de vacina AstraZeneca ao Ministério da Saúde — com o Força Brasil. O empresário também disse desconhecer quem apresentou a empresa americana a Élcio Franco, ex-secretário-executivo do ministério.

Marcos Tolentino

Entre os questionamentos ao empresário, Renan quis saber se Otávio Fakhoury conhece empresário Marcos Tolentino, dono da emissora de televisão Rede Brasil e apontado como sócio oculto da FIB Bank. A FIB ofereceu uma garantia irregular à Precisa Medicamentos para a compra da vacina Coxavin pelo Ministério da Saúde. "Não tenho conhecimento", disse Fakhoury sobre a garantia.

Apesar de afirmar não conhecer Tolentino, F akhouryadmitiu, no entanto, que transferiu R$ 40 mil ao apresentador Fabrizio Fasano Jr. em novembro do ano passado. Fasano Jr. comanda o programa “Coliseum”, veiculado pela Rede Brasil.

Fakhoury não detalhou a natureza do repasse, mas informou que vai enviar cópia do contrato para a comissão de inquérito. "Foi uma ajuda direta para uma pessoa. Um contrato que eu tinha com ele, de uma pessoa privada para outra", disse.

Da Agência Senado

 

O empresário Otávio Fakhoury ficou embaraçado ao ser questioando pelo relator da CPI da Covid, senador Renan Calheiros sobre sua relação com o presidente Jair Bolsonaro. Ele disse ser apenas um "apoiador" e negou ter contribuído para a campanha de Bolsonaro à Presidência em 2018, admitindo apenas uma doação para o PSL de São Paulo.

Quando o relator Renan Calheiros (MDB-AL) perguntou ao depoente se "custeou materiais de divulgação de campanha" para Bolsonaro em 2018, Fakhoury negou-se a responder simplesmente "sim" ou "não". Admitiu ter dado "ajuda para grupos que nada têm a ver com a campanha, que estavam imprimindo o próprio material".

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Um dos advogados de Fakhoury pediu a palavra para protestar contra a condução do relator, levando Randolfe Rodrigues (Rede-AP), no exercício da presidência, a suspender a reunião por alguns minutos. Reunião foi retomada em seguida.

O relator, Renan Calheiros (MDB-AL), exibiu vídeos em que o depoente aparece em vídeos contra a vacinação, uso de máscaras e distanciamento social. Após a exibição de vídeo em que o depoente e outras pessoas aparecem tirando as máscaras, o empresário Otávio Fakhoury, que disseminou o clipe, disse acreditar que o uso de máscara "não tem eficiência", sendo importante apenas "para quem está com coronavírus". Mas Fakhoury negou que estimule alguém a deixar de usá-las. 

"As pessoas assistem [ao vídeo] e formam a conclusão que elas querem formar", declarou.

Renan Calheiros (MDB-AL) quis saber de Otávio Fakhoury com base em quê ele classificava a Coronavac como “lixo de vacina” e de que ela “não servia” para combater a covid-19.

O depoente disse que se baseou em informações que estavam sendo colocadas na imprensa naquele momento e porque a "Europa" não aceitava pessoas vacinadas com aquele imunizante. Ele ainda justificou a atitude no “direito a liberdade de opinião”.   

O relator ainda perguntou a motivação de disseminar a manifestação, reforçando o que era defendido por Jair Bolsonaro. Fakhoury disse que não tem contato com o presidente e reforçou que suas declarações foram feitas com base no "direito a opinar". 

Financiamento de atos do 7 de Setembro

Questionado por Renan Calheiros (MDB-AL) sobre financiamento de manifestações, Otavio Fakhoury admitiu que colaborou nas "vaquinhas" de atos na Avenida Paulista, em São Paulo, desde 2014, como membro do movimento Vem Pra Rua contra a então presidente da República, Dilma Rousseff, e em outras manifestações, no ano passado, em favor da reforma da Previdência e outras pautas. Mas Fakhoury disse que não tem apoiado "as últimas três ou quatro desse ano". Segundo ele, todas as manifestações foram democráticas. 

Da Agência Senado

 

 

O relator da CPI da Covid, Renan Calheiros (MDB-AL), exibiu um vídeo sessão da Comissão, no qual a deputada Carla Zambelli (PSL-SP), então ativista contra o governo Dilma Rousseff, afirmou que a rede de lojas Havan era beneficiada por ser de parentes da ex-presidente.

Ao comentar o ocorrido, Luciano Hang disse que Zambelli caiu numa fake news e que, justamente por causa de informações falsas e boatos como esse, ele decidiu se apresentar publicamente a partir de 2017 como dono da Havan.

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Mais cedo, ele já tinha comentado sobre o assunto, e o senador Humberto Costa (PT-PE) disse que na verdade a deputada criou fake news, e não foi vítima. 

Pedido de desculpas

O advogado Murilo Varasquim, que representa Luciano Hang, pediu desculpas ao senador Rogério Carvalho (PT-SE) e pediu para continuar acompanhando o depoimento do empresário. Antes do intervalo, o presidente Omar Aziz (PSD-AM) havia determinado a retirada do defensor da sala por ter desrespeitado Rogério.

"Peço desculpas. Creio que tenha havido um mal-entendido. Jamais houve intenção desta defesa em lhe ofender. Em razão disso, peço reconsideração da minha retirada da sessão. Pretendo continuar na defesa e mais uma vez peço desculpas", disse Varasquim.

Rogério Carvalho pediu que o advogado não volte a interferir no pronunciamento dos senadores.

"Peço que a defesa se dirija exclusivamente ao seu paciente. Que não se dirija e não interfira no momento em que o parlamentar estiver com a palavra. Quando um parlamentar está se manifestando, que não haja interrupção de nenhuma forma. Espero que isso não volte a acontecer", disse.

Omar Aziz reconsiderou a decisão e manteve os dois advogados de Luciano Hang na sala. Mas avisou que, caso volte a interferir indevidamente no pronunciamento dos parlamentares, o defensor será retirado do depoimento.

"Eu mesmo tomarei a decisão se esse fato acontecer novamente. Não adianta nem questionar minha decisão. Vou aceitar as desculpas. Fazer autocrítica faz parte do ser humano. Aqui, vou tentar de todas as formas que nenhum senador seja desrespeitado", disse Omar.

*Da Agência Senado

 

O clima esquentou na CPI da Covid e o presidente da Comissão, Omar Aziz (PSD-AM), pediu a retirada da sala de um dos advogados de Luciano Hang, após queixas do senador Rogério Carvalho (PT-SE).  O senador Rogério alegou ter sido desrespeitado pelo advogado. Senadores governistas protestaram, dizendo que o defensor de Hang também foi ofendido.

Após um bate-boca generalizado, Omar Aziz também pediu o recolhimento de cartazes que estavam com o empresário e logo depois suspendeu a reunião.

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Impasse sobre contextualização

Antes da interrupção da reunião, senadores reclamaram que o depoente não está se restringindo a responder aos questionamentos do relator. Eles também afirmaram que Luciano Hang estaria usando o espaço para “propaganda política” ou divulgação de suas lojas. Randolfe Rodrigues (Rede-AP) levantou questão de ordem para que o empresário cumpra o Código de Processo Penal e se limite a responder ao que é perguntado pelo relator.

Senadores governistas contestaram e afirmaram que Hang deve poder usar o tempo para se defender fazendo contextualizações que tenham a ver com o assunto do questionamento.

Da Agência Senado

 

 

O líder do Governo, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), entregou ao relator, Renan Calheiros (MDB-AL), um parecer assinado pelo advogado Ives Gandra da Silva Martins contrário a um eventual indiciamento de Jair Bolsonaro pela comissão.

"Trazemos isso como uma contribuição para que possa ser feita uma avaliação serena, sem prejulgamentos e à luz da Constituição e do direito. Para que o relatório possa expressar de fato respostas para todos os problemas advindos do enfrentamento da pandemia", disse Bezerra.

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Um outro parecer, assinado pelo jurista Miguel Reale Junior, recomenda a responsabilização do presidente da República.

*Da Agência Senado

 

Sem assinar o compromisso de dizer a verdade, em sua fala inicial, Luciano Hang disse que não é “negacionista” e que sempre defendeu a vacinação. O empresário afirmou ter doado 200 cilindros de oxigênio e outros insumos para pacientes no estado do Amazonas e defendido a compra de imunizantes pela iniciativa privada.

"Não sou negacionista. Nunca neguei ou duvidei da doença. Tanto que minhas ações não ficaram nó no discurso. Mandei 200 cilindros de oxigênio para Manaus, no valor de R$ 1 milhão. Respiradores, máscaras, camas, utensílios. Não sou nem nunca fui contra vacina. Tanto que disponibilizei todos os nossos estacionamentos como pontos de vacinação. Além disso, juntamente com outros empresários, fizemos campanha para que a iniciativa privada pudesse comprar [vacinas] para doar e ajudar o país a acelerar o processo de imunização", afirmou.

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Hang disse ainda que é “acusado sem provas e perseguido” por expressar opiniões. O empresário afirmou que não conhece e não faz parte de um "gabinete paralelo" e negou ter financiado esquemas de fake news.

Compromisso de dizer a verdade 

Antes de iniciar o depoimento, o advogado do empresário Luciano Hang, Beno Brandão, informou que o cliente não assinaria o termo com o compromisso de dizer a verdade perante a CPI. Ele argumentou que Hang se encontra na condição de investigado e que o termo seria destinado à testemunha. Randolfe Rodrigues (Rede-AP) reiterou que a defesa do empresário tinha razão e o termo não foi assinado pelo depoente.

O empresário destacou que não pediu habeas corpus do Supremo Tribunal Federal, estando de coração aberto para esclarecer qualquer questão. Hang ressaltou não ter feito nada de errado e disse que a comissão não tem prova alguma contra ele. 

Omar rebate acusação de uso político da morte da mãe de Hang

A declaração de Luciano Hang de que doeu ver a morte da mãe sendo usada politicamente provocou reação imediata do presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM). Omar disse que a comissão agiu o tempo todo com respeito e que ele próprio também perdeu um irmão dez anos mais novo para a covid-19.

Segundo o senador, quem usou o assunto politicamente foi o próprio Hang, ao gravar e publicar um vídeo nas redes sociais dizendo que a mãe poderia ter sido salva, se tivesse sido submetida a tratamento precoce. 

*Da Agência Senado

 

O empresário Luciano Hang começou a prestar depoimento na CPI da Covid nesta quarta-feira (29). Defensor do presidente Jair Bolsonaro, o empresário Luciano Hang perdeu sua mãe durante a pandemia de Covid-19. Apesar de Hang ter dito que a mãe não havia tomado medicamentos sem eficácia comprovada que integram o chamado "tratamento precoce" ou "kit covid", o prontuário do hospital Sancta Maggiore aponta que ela recebeu tais remédios, como hidroxicloroquina e azitromicina.

Veja mais detalhes sobre os fatos que levaram à convocação de Hang para a CPI, inclusive a reação do próprio empresário e do senador Marcos Rogério (DEM-RO), da base de apoio ao governo, criticando o comando da comissão por, segundo ele, violar o sigilo de informações entre médico e paciente.

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Renan não tem expectativa de colaboração de Hang

Assim como aconteceu com outros depoimentos na CPI, o senador Renan Calheiros disse não ter expectativa de que Luciano Hang colabore com as investigações. Para o relator da comissão, apesar de Hang estar acompanhado de cinco senadores da base de apoio ao governo na sua chegada à CPI, será um depoimento como qualquer outro. Renan classificou Hang como "espécie de bobo da corte que vive da sabugice eterna" envolvido em disseminação de fake news, como a promoção de medicamentos sem eficácia contra a covid-19".

O vice-presidente da CPI, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), afirmou que o empresário Luciano Hang será tratado de acordo com a lei e também terá que se portar dessa forma.

"A CPI não tolerará desacato, não tolerará que, na condição de testemunha, se falte com a verdade",  afirmou, informando que a presidência da comissão vai utilizar os mecanismos que o inquérito policial dispõe para isso".

Para Randolfe, a CPI não pode cair na "cilada" das provocações, da intimidação e do tumulto.

"Não podemos perder a serenidade nesta reta final", avisou.

Assista à entrevista dada por Randolfe na terça-feira à tarde em que comenta o que espera do depoimento e contextualiza as investigações a comissão.

Da Agência Senado

 

Convocado à oitiva da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid desta quarta-feira (29), o empresário Luciano Hang indicou que prestará esclarecimentos sem a presença de advogados. O dono da rede de lojas Havan é suspeito de financiar publicações de notícias falsas por veículos bolsonaristas e participar do esquema de tratamento precoce proposto pela Prevent Sênior.

No depoimento dessa terça-feira (28), a advogada dos 12 médicos da Prevent Sênior afirmou que a certidão de óbito da mãe do empresário, Regina Hang, foi alterada para esconder a causa da morte. Ela apontou que Regina foi submetida ao 'kit covid', o que Hang negou.

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Na época, ele disse que mãe poderia ter sido salva caso tivesse recebido as substâncias do falso tratamento precoce. A certidão de Regina não cita relação com a Covid-19 e informa que a morte foi consequência de pneumonia bacteriana.

Nas redes sociais, Hang publicou um vídeo em que aparece algemado e diz que comprou as algemas para se antecipar a um eventual pedido de prisão dos senadores da CPI. “Se por acaso eles não aceitarem aquilo que vou falar, já comprei para não gastar dinheiro com algema, já comprei uma algema, vou entregar uma chave para cada senador. E que me prendam”, declarou.

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A advogada Bruna Morato, representante de 12 médicos que trabalham ou trabalhavam na Prevent Senior, afirmou à CPI da Pandemia nesta terça-feira (28) que os profissionais não tinham autonomia para definir o tratamento da Covid-19 e que a prescrição do kit covid era praticamente obrigatória.

Em seu depoimento, Bruna Morato confirmou as denúncias de médicos de que a Prevent Senior testou em pacientes o "kit covid" para reduzir custos. E declarou que houve um pacto com o governo Bolsonaro para comprovar sua eficácia e assim impedir o lockdown, para não comprometer a economia.

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Aos senadores, a advogada mencionou a participação dos médicos Anthony Wong e Nise Yamaguchi e o virologista Paolo Zanotto, que participariam do chamado gabinete paralelo do Ministério da Saúde.

Alinhamento ao discurso de Bolsonaro 

Bruna Morato classificou como “atípico” o fato de o presidente Jair Bolsonaro ter divulgado um estudo da Prevent Senior segundo o qual o tratamento com o "kit covid" garantiria “100% de cura”. A publicação foi feita em abril em uma rede social.

“É totalmente atípico o fato de o presidente da República citar uma instituição de saúde como tendo obtido sucesso em um ou outro estudo. O que fica claro no que foi publicado é que existiu uma maior publicidade com relação às informações. Informações essas, inverídicas”, afirmou.

A advogada destacou ainda que, após o comentário de Bolsonaro, o diretor da Prevent Senior responsável pelo estudo acionou pesquisadores do plano de saúde para rever os dados da pesquisa. O objetivo seria garantir que estavam alinhados aos números citados pelo presidente da República.

“Existia uma mensagem encaminhada ao grupo de pesquisadores em que [o diretor do Instituto de Pesquisa da Prevent Senior] Rodrigo Esper pede que se faça um “arredondamento” de dados, considerando a citação do presidente da República. Ele pede que se faça uma revisão. Cita que [o estudo] foi citado pelo presidente e que, por isso, os dados precisariam ser perfeitos”, disse Bruna Morato.

Lema de 'obediência e lealdade'

Antes do intervalo dos trabalhos da CPI, Bruna Morato afirmou que o suposto lema “obediência e lealdade”, da Prevent Senior, foi criado em 2015 e continua sendo utilizado até hoje, inclusive pelo diretor-executivo, Pedro Batista Júnior.

“Lema esse que ele [Batista Júnior] levou muito a sério e propagou para todos os seus subordinados. É lema da empresa, sempre foi lema, e continua sendo propagado. É graças a esse lema que a empresa continua usando a política de coerção”.

Em depoimento na semana passada, Batista Júnior afirmou que o lema teria sido criado em 2017 por um ex-diretor, não estando mais em vigor.

Da Agência Senado

 

 

O empresário catarinense Luciano Hang, dono das lojas Havan, publicou na noite dessa sexta-feira (24) em suas redes sociais uma nota sobre sua o que chama de falsas “narrativas” publicadas ao seu respeito, após o bilionário ser citado pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia como um dos financiadores de disparos de mensagens com informações falsas sobre a Covid-19. Não é a primeira vez que Hang é associado ao financiamento de disparos de mensagem em massa para beneficiar as pautas do governo de Jair Bolsonaro (sem partido). 

“Não faço parte de gabinete nenhum. A imprensa deveria se basear na verdade dos fatos e não em narrativas. Se a CPI tem posse de algum documento que diz que ajudei ou financiei direcionamento de mensagens falsas, o documento é falso, não pode existir prova de algo que nunca fiz. Dizer que patrocinei veículos de internet que disseminaram desinformação é uma mentira”, diz Luciano Hang em nota enviada à Rede Globo e então compartilhada ao público.

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No mesmo posicionamento, o dono da Havan diz também que o relatório da ABIN, supostamente citado por um senador da CPI, é inexistente e que a Comissão agora deverá provar as “inverdades” ditas sobre o investigado. 

Segundo reportagem da UOL, em julho de 2020, a Abin (Agência Brasileira de Inteligência) produziu um relatório de 15 páginas apontando problemas e inconsistências na fortuna do empresário dono da Havan, Luciano Hang, apoiador bolsonarista infleunte. O texto oficial serviu para alertar o Palácio do Planalto sobre os riscos que a proximidade de Hang poderia causar à atual gestão.  

A reportagem diz que o documento foi classificado como "reservado" e que reúne informações sobre o proprietário da rede de departamentos Havan. Os papéis foram enviados pela agência à Casa Civil, ao alto comando do Exército, à Polícia Federal e já chegou às mãos de um senador da CPI da Covid. Hang diz que o relatório trata-se de “mais uma narrativa absurda” e que está tranquilo, pois tem a verdade “ao seu lado”. 

Luciano Hang prestará depoimento à CPI da Covid na próxima quarta-feira (29). O empresário entrou no radar da comissão após as denúncias enviadas aos parlamentares sobre a Prevent Senior, incluindo a suposta alteração do atestado de óbito da mãe de Hang, Regina Modesti Hang. A CPI também aprovou a convocação de Bruna Morato, advogada da empresa de saúde Prevent Senior. 

Leia a nota na íntegra

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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19 ouvirá, na próxima quarta-feira (29), empresário Luciano Hang, dono da rede de lojas Havan. A informação foi anunciada pelo presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), aos senadores nesta quinta-feira (23). O empresário entrou no radar da comissão após as denúncias enviadas aos parlamentares sobre a Prevent Senior, incluindo a suposta alteração do atestado de óbito da mãe de Hang, Regina Modesti Hang. 

A convocação já havia sido anunciada em 30 de junho, a pedido de Renan Calheiros (MDB-AL), mas a data não foi marcada. A CPI também aprovou a convocação de Bruna Morato, advogada da empresa de saúde Prevent Senior. 

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“Por favor, comunique ao Sr. Luciano Hang que, na quarta-feira que vem, ele estará aqui para contribuir com a investigação da CPI. Ele, como patriota, um brasileiro que demonstra sê-lo, faz questão, nas suas redes sociais, e que participou ativamente nas discussões sobre tratamento precoce, a gente tem vários vídeos dele participando, com certeza, ficará muito feliz em vir aqui à CPI contribuir com a investigação para que a gente possa ver o que aconteceu, porque estamos chegando a quase 600 mil mortes. É pessoa que participou ativamente dessas manifestações. Como patriota, e nós também o somos, não é?”, perguntou Aziz. 

A mãe de Luciano Hang foi internada no Hospital Sancta Maggiore, em 31 de dezembro de 2020, diagnosticada com covid-19. Ela morreu, aos 82 anos, em 4 de fevereiro deste ano. Luciano Hang afirmou que a causa da morte de Regina pela doença “nunca foi segredo”. “Tenho total confiança nos procedimentos adotados pela Prevent Senior e que tudo que era possível foi feito. Deixei claro a causa do falecimento de minha mãe em várias maifestações públicas e nas redes sociais, nunca foi segredo”, escreveu Hang em suas redes sociais. 

No atestado, obtido pelo O Estado de São Paulo, a causa da morte é descrita como “disfunção de múltiplos órgãos, choque distributivo refratário, insuficiência renal crônica agudizada, pneumonia bacteriana, síndrome metabólica, acidente vascular isquêmico prévio”. O documento não menciona a covid-19. 

 

Durante seu depoimento nesta quarta-feira (22), o diretor-executivo da operadora de saúde Prevent Senior, Pedro Benedito Batista Júnior, passou da condição de testemunha para a de investigado pela CPI da Pandemia. Tendo jurado dizer a verdade, Batista Júnior foi acusado por senadores de mentir e de ter trabalhado em conjunto com o chamado gabinete paralelo, que atuaria no Ministério da Saúde. O relator, senador Renan Calheiros (MDB-AL), mostrou vídeos em que Batista Junior tratava de protocolos de combate à Covid-19 com integrantes do grupo que atuava junto ao governo Bolsonaro.

Os senadores também, apresentaram vídeos, áudios e documentos encaminhados à comissão com denúncias de médicos e pacientes que comprovariam a orientação da Prevent Senior para distribuição da medicação de forma indiscriminada, além da pressão para que os profissionais conveniados prescrevessem o kit do "tratamento precoce".

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"Na reportagem [da Rádio Bandeirantes], é possível ouvir um áudio de familiares de pacientes e corretores de plano de saúde mostrando que, para novos clientes da Prevent, o 'kit-covid' era enviado diretamente para a casa dos pacientes. Como eu disse, nós temos um elenco de provas e, a cada dia, chegam mais provas de que essa coisa infelizmente, lamentavelmente, existiu", disse Renan Calheiros.

Em sua defesa, o executivo disse que ele e a empresa são vítimas de um conluio e de acusações falsas e se recusou a falar de prontuários de pacientes mencionados nas denúncias.

Pedro Benedito Batista Júnior, negou a realização de estudo clínico em pacientes com covid sem autorização. Segundo ele, os dados foram adulterados por médicos descredenciados, para atingir o plano de saúde. Ele assegurou que a Prevent Senior não fez parte do gabinete paralelo.

Prontuários

O relator também mostrou mensagens segundo as quais os médicos da Prevent Senior seriam orientados a fraudar os prontuários, de modo que os pacientes recebecessem a CID B34.2. Assim, após 14 dias do início dos sintomas (pacientes de enfermaria/apartamento) ou 21 dias (pacientes com passagem em UTI/leito híbrido), a CID — classificação internacional de doença — deveria ser modificada para qualquer outra, de forma a identificar os pacientes que já não tinham mais necessidade de isolamento. Os senadores classificaram essa orientação como fraude.

"O senhor [Batista Júnior] não tem condições de ser médico, modificar o código de uma doença é crime", disse o senador Otto Alencar (PSD-BA).

"Essas pessoas morreram em consequência da covid-19. Isso é uma fraude", afirmou o senador Humberto Costa (PT-PE), explicando que o objetivo da mudança da CID era dizer que os pacientes já não tinham covid-19.

Durante o depoimento, Batista Jr. negou que a operadora tenha ocultado mortes de pacientes em estudo realizado para testar o “tratamento precoce” contra a covid-19. Ele ainda disse que o dossiê do estudo sobre a prescrição da medicação, enviado à comissão, foi adulterado por médicos da empresa e que nunca houve distribuição de “kit-anticovid” para pacientes sem indicação médica.

"Havia prescrição das medicações e, naquela primeira mensagem, que foi manipulada lá trás, justamente mostrava que existia um setor pra avaliar criteriosamente cada um dos pacientes", disse o depoente.

Anthony Wong

O relator questionou sobre a causa da morte, em janeiro deste ano, do pediatra e toxicologista Anthony Wong, que era defensor do "tratamento precoce". Segundo denúncia de ex-médicos da operadora, teria sido internado com sintomas de covid-19 e morrido em decorrência da doença. Os denunciantes afirmam, em áudio exibido pelo relator, que a Prevent Senior escondeu a verdadeira causa do óbito na declaração. O depoente se recusou a responder,  dizendo que há proibição expressa da família para que se comente sobre o caso.

O relator lamentou a falta de informações e citou ainda que as mesmas suspeitas são direcionadas a mãe do empresário Luciano Hang, dono da Havan. Segundo Renan Calheiros, ela teria ido a óbito por covid-19, o que não consta na declaração emitida pela Prevent Senior. Para ele, as denúncias, se certificadas, caracterizariam uma “farsa” para proteger a “narrativa negacionista” do governo.

"A falsificação da declaração de óbito do Wong, um dos maiores defensores do tratamento precoce, por favor: fazia parte de uma estratégia da Prevent Senior para fortalecer a campanha de fake news promovida pelo presidente da República para que as pessoas acreditassem que o kit covid e a cloroquina eram benéficos para os pacientes", disse o relator.

*Da Agência Senado

 

Durante a reunião desta quarta-feira (22) da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), senadores se solidarizaram com a senadora Simone Tebet (MDB-MS) por atitude machista do ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Wagner Rosário, na oitiva desta terça-feira (21) da CPI da Pandemia. 

Confrontado por Simone Tebet, que questionou a atuação da CGU na fiscalização de negociações sobre compras de vacinas, Rosário chamou a senadora de “descontrolada”, o que gerou reações imediatas da senadora e dos demais parlamentares presentes. O presidente da CCJ, Davi Alcolumbre (DEM-AP), afirmou que a fala do ministro é inaceitável. 

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“De forma nenhuma podemos aceitar a forma deselegante e grosseira com que foi tratada a senadora Simone Tebet. Aquelas agressões foram agressões ao Senado Federal. Queria me congratular com todos os senadores que se levantaram. Vossa excelência [Simone]  tem nosso apoio incondicional”, disse Davi. 

Ao agradecer a fala de Davi e de outros parlamentares, Simone Tebet agradeceu o apoio dos senadoresna reunião da CPI — que, segundo ela, representou “a defesa do espaço da mulher na vida pública”. Simone ressaltou que adjetivos como “louca, histérica e descontrolada” são historicamente utilizados para desqualificar mulheres que ousam enfrentar homens. 

“Quando a mulher tenta, desde o início do século passado, buscar espaços de poder; quando ela abria a boca para divergir, era chamada de louca, histérica e exaltada. Toda vez que ousa enfrentar, ela é chamada de descontrolada. Essa palavra é inadmissível. É emblemática e não pode ser dirigida enquanto uma mulher está se posicionando e defendendo suas ideias. O Senado saiu maior e melhor a partir de ontem”, disse Simone.

Daniella Ribeiro (PP-PB) afirmou que Simone tem feito a diferença dentro da CPI. Daniella ressaltou ainda que o episódio de terça-feira ajuda a “descortinar” casos de machismo. 

“[Simone] tem feito diferença para avançarmos diante dessas violências que antes sofríamos em silêncio, por trás das cortinas, e agora têm sido descortinadas ao vivo para todo mundo ver. E que bom que os homens têm estado de mãos dadas”, disse a parlamentar. 

*Da Agência Senado

 

 

Um dos médicos que denunciou a operadora Prevent Senior por supostas irregularidades no tratamento de pacientes durante a pandemia procurou a Polícia Civil de São Paulo alegando ter sido ameaçado por um dos diretores da empresa. Walter Correa de Souza Melo registrou um boletim de ocorrência no qual relata ter sido ameaçado por Pedro Benedito Batista, executivo da operadora que será ouvido pela CPI da Covid nesta quarta (23).

Segundo o jornal O Globo, Walter Correa diz ter recebido uma ligação de Pedro Benedito, após veiculação de uma reportagem da TV Globo sobre irregularidades praticadas pela Prevent durante a pandemia. Em seu depoimento, o médico relatou que Pedro Benedito teria dito frases como: “Você tá achando que é espertão?” e “Olha o que você fez com sua família”, o que foi interpretado como intimidação e ameaça por Melo. O executivo negou as acusações.

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De acordo com o boletim de ocorrência, Pedro Benedito teria dito que queria apenas alertar o médico quanto ao teor de suas denúncias e suas consequências. "Eu só te falei: 'Walter, você tem muito a perder , é a sua vida, é a sua família". À polícia, Melo ressaltou que sua filha tem apenas sete anos de idade, portanto, nenhuma ligação com a Prevent ou seus diretores.

Após vídeo gravado em tom de ameaça pelo filho mais novo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), Jair Renan, de 19 anos, senadores da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid querem formalizar uma investigação contra o filho 04 por ameaça e intimidação. Ao visitar uma loja de armas na segunda-feira (20), o homem gravou um mostruário e disse, aos risos: "Alô, CPI". O estudante usava um boné escrito "Make Brazil Great Again" (Torne o Brasil Grande Novamente), alusão ao projeto de extrema-direita criado por Donald Trump nos Estados Unidos.

O senador Rogério Carvalho (PT-SE) chamou o caso de "ameaça velada", durante sessão da CPI, e justificou que Renan já possui todas as responsabilidades criminais para responder por seus atos. 

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“Ele tem 19 anos. Um garoto de 18 anos, se cometer um crime, irá responder por isso. O fato de ele ter 19 anos já o habilita, ele tem todas as faculdades e responsabilidades criminais. Na condição de filho de presidente, ele deve servir de exemplo para todos que cometem atos de intimidação das instituições democráticas. Me parece que esse é um traço familiar agredir a democracia”, disse o parlamentar. 

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O senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) ironizou a mensagem do filho do presidente e disse que já protocolou requerimento que convoca Jair Renan para “dar um alô” à CPI. “Apresentei requerimento para convocar o senhor Jair Renan, para que ele possa dar pessoalmente um alô para a CPI e preste esclarecimentos sobre seus vínculos com o lobista Marconny Faria e supostas ameaças a parlamentares. A lei vale para todos”, escreveu nas redes. 

Omar Aziz (PSD-AM), presidente da CPI, afirmou que o presidente do Senado já foi acionado sobre o assunto. Segundo ele, Rodrigo Pacheco (DEM-RO) se mostrou “solidário à CPI, aos membros que sofreram a ameaça, e confirmou que irá tomar as providencias cabíveis”. 

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O ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Wagner Rosário, foi duramente criticado pelos senadores da CPI da Pandemia por suposta omissão diante das irregularidades na fracassada compra da vacina indiana Covaxin pelo Ministério da Saúde. No depoimento desta terça-feira (21), marcado por confrontações acaloradas, o ministro defendeu sua atuação pessoal e a da CGU.

Na semana passada, o presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), havia afirmado que Rosário pode ter cometido prevaricação ao não mandar investigar suspeitas sobre o então diretor de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Dias, embora a CGU dispusesse de evidências colhidas em uma operação contra corrupção no Instituto Evandro Chagas, de pesquisa biomédica, em Belém.

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Rosário refutou a acusação de prevaricação e alegou que a CGU abriu auditoria específica sobre o contrato no último dia 22 de junho. Para Omar Aziz, porém, a providência só foi tomada depois que a CPI expôs o caso:

"Eu quero saber que dia a CGU tomou providências! Quando a CGU abre procedimento, já era do conhecimento do Brasil todo. Eu só quero colocar as datas aqui para deixar claro, sem juízo de valor. Por enquanto!",  afirmou o presidente da CPI.

O relator da CPI, Renan Calheiros (MDB-AL), perguntou insistentemente por que razão a CGU considerou regular o contrato entre o ministério e a Precisa Medicamentos, representante da empresa indiana Bharat Biotech. A certa altura, Rosário alegou ter comparado preços pagos à Bharat em outros países. Renan apontou como "ridículo" o procedimento.

Diversos senadores, como Simone Tebet (MDB-MS) e Alessandro Vieira (Cidadania-SE), criticaram o tom do depoente, qualificado de "petulante" por Rogério Carvalho (PT-SE). Wagner Rosário chegou a ser advertido por Tasso Jereissati (PSDB-CE), no exercício da presidência, para "baixar a bola".

Por sua vez, Marcos Rogério (DEM-RO) e Eduardo Girão (Podemos-CE) protestaram contra a forma como os trabalhos vinham sendo conduzidos, acusando a cúpula da CPI de comentar notícias fora do escopo da investigação ou interromper as falas do depoente.

"Nós temos um ministro aqui que veio para prestar depoimento, e aí a CPI começa a ser o palco do "comentário geral da República". Isso não é investigação", queixou-se Marcos Rogério.

Bolsonaro na ONU

Ao longo de toda a reunião desta terça-feira, o discurso do presidente Jair Bolsonaro à Assembleia-Geral das Nações Unidas serviu de pano de fundo às falas dos senadores. A reunião começou com uma hora e meia de atraso, segundo Omar Aziz, para aguardar a fala presidencial em Nova York (EUA). A pedido do relator Renan Calheiros, foi exibido um trecho do discurso de Bolsonaro, defendendo o "tratamento precoce" com medicamentos sem eficácia comprovada e atacando a obrigatoriedade de vacinação.

"Bolsonaro repetiu seu papel de figura rudimentar, anacrônica, transitória e propagadora de mentiras. O seu discurso foi uma mentira só do começo ao fim"¸ avaliou Renan.

Também foram criticados o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, por um gesto obsceno dirigido a manifestantes anti-Bolsonaro em Nova York, e Jair Renan Bolsonaro, filho do presidente, que postou vídeo nas redes sociais interpretado como ameaça à CPI.

Rogério Carvalho pediu que a CPI tomasse medidas contra o filho do presidente. Omar Aziz minimizou a atitude de Jair Renan como "tolice de um menino que acha que pode tudo" e qualificou o gesto do ministro da Saúde como "deprimente".

*Da Agência Senado

 

 

A CPI da Pandemia ouvirá nesta terça-feira (21) o ministro da Controladoria Geral da União (CGU), Wagner Rosário, sobre as negociações relacionadas à compra de vacinas pelo Ministério da Saúde e as investigações nos repasses do governo federal para estados e municípios.

O senador Eduardo Girão (Podemos-CE) disse que Wagner Rosário também falará sobre os casos relacionados à União.

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Na quarta-feira (22), será a vez do diretor-executivo da Prevent Senior, Pedro Batista Júnior. O senador Humberto Costa (PT-PE) mencionou documentos segundo os quais o plano de saúde, orientado pelo chamado gabinete paralelo da saúde, realizou experimentos à revelia dos pacientes.

Da Agência Senado

 

O procurador-geral da República, Augusto Aras, foi contra a ordem para que a Polícia Federal vasculhasse a sede do Ministério da Saúde, durante ação que investiga supostas irregularidades na negociação da vacina Covaxin. O pedido foi solicitado pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia, mas o PGR considerou que “alternativas menos onerosas” podem ser tomadas para obtenção das informações pleiteadas pela cúpula. Segundo o chefe do Ministério Público Federal, “não foram apresentados indícios de destruição ou ocultamento que afaste a presunção de guarda da documentação dos órgãos públicos”. As informações são do Estadão. 

Em ação autorizada pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), policiais federais cumpriram na manhã desta sexta-feira (17) mandados de busca e apreensão em Barueri e Itapevi, na Grande São Paulo, para encontrar informações relativas ao contrato de R$ 1,6 bilhão firmado entre a Precisa e a Bharat Biotech para o fornecimento de 20 milhões de doses da vacina indiana Covaxin ao Ministério da Saúde. 

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Já com relação às ordens expedidas contra a Precisa Medicamentos, o PGR considerou que não seria 'razoável negar À CPI o fornecimento de documentos indispensáveis à elucidação de possíveis crimes, com vistas a preservar a intimidade da empresa privada'. "Ponderando os interesses em conflito e sopesando a eficácia ou a utilidade da medida judicial há de ser deferida a busca e apreensão em desfavor da Precisa Medicamentos, ressalvando que a apreensão deve ser apenas constante aos elementos de informação Vinculados a Bharat Biotech e a empresa, a incluir os seus representantes, ou quem por eles manifestem", registrou o PGR. 

Aras argumentou ao ministro Dias Toffoli - relator do pedido da CPI no Supremo Tribunal Federal - que se a medida cautelar ligada ao Ministério da Saúde fosse deferida, 'de forma precipitada, informações sensíveis e sigilosas, que não dizem respeito ao objeto da CPI, podem ser indevidamente capturadas, e prejudicar o interesse público da função exercida' na pasta. 

Na avaliação da PGR, o requerimento da CPI de apreender documentos vinculados à investigação conduzida pelos senadores possui 'abstração e generalidade de solicitação capaz de tornar incapaz a proteção dos dados e informações não vinculados ao objeto do pedido'. 

Entre os 'meios menos onerosos' para que a CPI obtenha os dados pleiteados, o chefe do MPF citou a possibilidade de afastamento do sigilo imposto administrativamente, requisição judicial, obrigação de fazer a entrega de documento, sob pena de crime de desobediência, e ainda, responsabilização do servidor na esfera administrativa. 

"A CPI não apresentou elementos comprobatórios de risco a destruição da prova, mas apenas alegação de generalidade do cumprimento das requisições administrativas […]. Assim, no tocante à possível busca e apreensão na sede do Ministério da Saúde, não há como ser deferida, por ora, a medida requerida, uma vez que alternativas menos onerosas podem ser previamente tomadas com vistas à obtenção das informações pleiteadas pela CPI, bem como não foram apresentados indícios de destruição ou ocultamento que afaste a presunção de guarda da documentação dos órgãos públicos", registra o parecer de Aras. 

No requerimento apresentado ao STF, a CPI da Covid sustentou a necessidade de buscas no Ministério da Saúde, especialmente no Departamento de Logística em Saúde e no gabinete do Secretário Executivo da pasta, alegando 'repetidos atrasos' no encaminhamento dos documentos e informações requisitados pelo colegiado. Além disso, os senadores afirmaram que os gestores da pasta 'têm enviado informações genéricas e documentação incompleta'. 

"Os gestores do Ministério da Saúde decretaram, mediante motivação genérica e vazia, o sigilo do processo administrativo relacionado à aquisição da Covaxin; revogaram as credenciais de acesso dos investigadores aos sistemas eletrônicos do Ministério da Saúde, as quais haviam sido concedidas por determinação da Comissão Parlamentar de Inquérito; e têm oferecido resistência no que toca ao atendimento de requisições enviadas pela Comissão Parlamentar de Inquérito", registra trecho do pedido da CPI da Covid. 

 

A Polícia Federal (PF) cumpre mandados de busca e apreensão em endereços relacionados à Precisa Medicamentos, na manhã desta sexta-feira (17), informou o vice-presidente da CPI da Covid, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP). As ordens judiciais são cumpridas em Barueri e Itapevi, em São Paulo.

O requerimento da CPI visa obter mais informações sobre a relação da empresa com o Ministério da Saúde. A Precisa foi a intermediária na compra irregular de 20 milhões de doses da vacina Covaxin, produzida pela indiana Bharat Biotech. O contrato de aproximadamente R$ 1,6 bilhão é suspeito de superfaturamento.

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A Auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU) identificou irregularidades nos documentos da empresa e a negociação com o Governo Federal foi cancelada pelo próprio Ministério da Saúde, em julho. A operação desta sexta (17) foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli.

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Esperado na CPI da Covid nesta quinta-feira (16), o diretor executivo do plano de saúde Prevent Senior, Pedro Benedito Batista Júnior, faltou ao depoimento alegando convocação tardia e senadores avaliam sua condução coercitiva. A operadora é acusada de usar pacientes como cobaias de testes com hidroxicloroquina.

Em seu perfil no Twitter, o senador Humberto Costa (PT-PE) afirmou que a empresa realizou "um experimento pseudocientífico" em seu hospital com objetivo de "ajudar o governo com sua visão de que medicamentos sem eficácia contra a doença poderiam ser utilizados e resultariam em resultados positivos".

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Ao considerar questões 'gravíssimas", o petistas alega que houve a proibição de profissionais de saúde utilizarem equipamentos de proteção, a obrigatoriedade de profissionais de saúde contaminados pela Covid-19 continuarem trabalhando no hospital e até a proibição do uso de máscaras dentro da UTI.

"Temos de ouvir a Prevent Senior para falar sobre isso e mostrar ao Brasil o que o gabinete paralelo do governo fez em parceria com eles", reforçou.

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