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O ex-presidente francês Nicolas Sarkozy comparece a um tribunal em Paris nesta segunda-feira, para ser julgado por corrupção e tráfico de influência, com o objetivo de obter informações privilegiadas sobre outro caso no qual estava envolvido.

É a primeira vez na história do pós-guerra que um presidente francês é julgado por corrupção.

Em dezembro de 2011, o ex-presidente francês Jacques Chirac, na presidência de 1995 a 2007, antecessor de Sarkozy e, durante anos, mentor político, foi condenado a dois anos de prisão por peculato, mas sua saúde impediu-o de comparecer em tribunal.

Sarkozy, de 65 anos, presidente de 2007 a 2012, nega as acusações e prometeu que será "combativo" neste julgamento em que aparece ao lado de seu amigo de longa data e advogado Thierry Herzog, e o juiz agora aposentado Gilbert Azibert.

Para o ex-presidente, que afirma ser inocente, o caso é um "escândalo" que ficará para a história.

Se condenado, Sarkozy, que se aposentou da política após sua derrota na corrida Elysian em 2016, poderá enfrentar uma pena de prisão de até 10 anos e uma multa máxima de um milhão de euros.

O julgamento, que deve durar três semanas, dependerá da evolução da epidemia de covid-19, que atrapalhou as audiências de outros casos em Paris nas últimas semanas, e de um pedido de suspensão apresentado por motivos médicos pelo juiz Azibert, 73 anos.

O caso conhecido como o das "escutas" tem origem em outro caso que ameaça Nicolas Sarkozy, o das suspeitas de que recebeu financiamento do regime líbio de Muammar Gaddafi durante a campanha presidencial de 2007 que o levou ao Eliseu.

Os juízes decidiram grampear o telefone do ex-presidente e foi assim que descobriram que ele tinha uma linha secreta, para falar com seu advogado, na qual ele usava o pseudônimo de “Paul Bismuth”.

Segundo os investigadores, algumas das conversas que teve ali revelaram a existência de um acordo de corrupção. Junto com seu advogado, Thierry Herzog, Sarkozy teria tentado obter informações secretas de outra investigação por meio do juiz Gilber Azibert.

Azibert também teria tentado influenciar seus colegas a favor de Sarkozy. Em troca, Sarkozy teria prometido ao magistrado ajudá-lo a conseguir um cargo altamente cobiçado no Conselho de Estado de Mônaco. Uma posição que ele nunca conseguiu.

- "Eu o farei ascender" -

"Eu o farei ascender", disse Sarkozy a Herzog, de acordo com a acusação. Mas, alguns dias depois, Sarkozy diz a seu advogado que não fará esse "movimento" com as autoridades monegascas.

Sinal, segundo os promotores, de que os dois homens souberam que a linha estava grampeada.

"São pequenos fragmentos de frases tiradas do contexto", disse o advogado de Herzog, Paul-Albert Iweins, à rádio France Info nesta segunda-feira, referindo-se apenas a "conversas entre amigos de longa data".

Em outubro de 2017, o gabinete do procurador financeiro nacional da França comparou os métodos de Nicolas Sarkozy aos de "um criminoso experiente".

Os três réus negam qualquer "acordo corrupto".

"Vou me explicar no tribunal porque sempre cumpri minhas obrigações", Sarkozy reiterou recentemente no canal francês BFMTV, e jurou: "Não sou corrupto".

Nicolas Sarkozy acredita que é vítima de uma exploração política da justiça contra ele.

A atriz Regina Duarte está sendo processada pela família do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por conta de uma postagem com informações falsas nas redes sociais sobre o patrimônio de Marisa Letícia. Na publicação, Regina afirmava que a falecida esposa do ex-presidente possuía um patrimônio de R$ 256 milhões no banco.

Marisa faleceu em 2017, foi casada por 42 anos com Lula e segundo o inventário, possuía uma aplicação em CDBs (Certificado de Depósito Bancário) no Bradesco no valor de R$ 26.281,74.

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À Justiça, Regina, que na época da publicação era secretária de Cultura do governo Bolsonaro, disse que a postagem não foi de sua autoria e apenas reproduziu, como sendo uma “crítica de natureza intelectual”. A defesa da atriz alegou também que o post foi apagado assim que foi esclarecido que Marisa não possuía o valor de R$ 256 milhões.

Apesar disso, a família de Marisa pede cerca de R$ 131,4 mil de indenização por danos morais. Os advogados do ex-presidente Lula, alegaram que “Regina Duarte maculou publicamente a memória da senhora Marisa Letícia Lula da Silva, que sempre foi uma pessoa correta, dedicada à família”. A ação judicial contra a atriz ainda não foi julgada.

O ex-presidente do Uruguai José "Pepe" Mujica (2010-2015) renunciou nesta terça-feira (20) ao cargo de senador e se retirou definitivamente da política do país.

Mujica, que sofre de uma doença imunológica crônica, antecipou sua decisão em decorrência da pandemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2).

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"A atual situação me obriga, com muito pesar pela minha vocação política, a pedir a renúncia do meu cargo outorgado pelos cidadãos. A pandemia me jogou para fora", declarou Mujica durante a sessão.

O ex-chefe de Estado, que tem 85 anos de idade, possui uma longa carreira política. Durante sua juventude, Mujica fez parte da guerrilha dos Tupamaros, que lutava contra a ditadura militar no Uruguai, o que lhe rendeu uma pena de 13 anos de prisão, sendo libertado somente depois do fim do regime.

Em uma entrevista ao jornal "El Pais", Mujica afirmou que apesar de gostar muito da política, optou em deixá-la para cuidar de sua saúde e viver o máximo que puder. O ex-presidente possui uma doença chamada Síndrome de Strauss.

Essa é a segunda vez que Mujica abandona o cargo de senador. Em 2018, uruguaio renunciou e ficou cerca de um ano em casa, até que voltou a ser eleito nas eleições de 2019.

No cargo de presidente, Mujica foi conhecida por sua postura e a vida simples, além por ter um governo mais progressista, com a descriminalização do aborto e com a legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Da Ansa

O ex-presidente do Quirguistão Almazbek Atambayev, que havia sido libertado da prisão na terça-feira por um grupo de manifestantes, foi preso novamente neste sábado (10), enquanto o primeiro-ministro provisório, Sadyr Khaparov, assumiu oficialmente seu cargo.

A confusão política reina nesta república do Cáucaso, que realizou eleições legislativas no último domingo, vencidas por dois partidos próximos ao presidente Soroonbai Jeenbekov.

Opositores do presidente alegaram fraude e foram às ruas. Uma comissão eleitoral anulou os resultados, mas mesmo assim a situação degenerou e se tornou violenta, com diferentes grupos se enfrentando diariamente e se apoderando de prédios públicos.

Quando foi libertado por simpatizantes na terça-feira, o ex-presidente Atambayev cumpria pena de 11 anos de prisão por ter libertado um chefe da máfia e aguardava um segundo julgamento por ter resistido, armado, durante sua primeira prisão.

Neste sábado, voltou a ser detido, explicou seu porta-voz, Kunduz Joldubayeva, por telefone. "As forças especiais invadiram sua residência. Prenderam o ex-presidente", disse à AFP.

Na véspera, o ex-presidente organizou uma manifestação na qual seus apoiadores pediram a Jeenbekov que renunciasse.

Junto com Atambayev, foram presos um guarda-costas e outro colaborador, segundo a Comissão de Segurança Nacional (polícia), que garantiu que estava em andamento um processo de "identificação e prisão de outros cúmplices".

A prisão do ex-presidente pode ser um sinal de que o atual chefe de Estado recuperou o controle da situação.

Mas na sexta-feira, Jeenbekov, de 61 anos, declarou-se "pronto" para renunciar ao cargo, "quando as autoridades executivas legítimas forem aprovadas".

Pouco depois da prisão do ex-presidente, a maioria dos parlamentares elegeu Khaparov, um populista obstinado, como primeiro-ministro interino, durante uma sessão extraordinária do parlamento.

Khaparov afirmou que espera que o presidente Jeenbekov honre suas palavras e renuncie ao cargo.

"Eu o encontrei (Jeenbekov) na residência oficial. Ele me disse que depois de confirmar o novo gabinete ministerial, ele renunciaria", explicou.

Khaparov cumpria 11,5 anos de prisão por sequestro e outros crimes quando também foi libertado da prisão, durante os vários confrontos na capital, na segunda-feira.

Manifestantes da facção que apoia Khaparov chegaram à capital em atitude agressiva, e um tribunal anulou a sentença contra o agora primeiro-ministro.

Os confrontos entre os diferentes lados e com a polícia deixaram pelo menos um morto e centenas de feridos desde segunda-feira passada.

A instabilidade no Quirguistão alarma Moscou, que atualmente está intercedendo em outra grande crise regional, a guerra entre a Armênia e o Azerbaijão pelo enclave de Nagorno-Karabakh.

Jeenbekov chegou ao poder em 2017, inicialmente com o apoio do ex-presidente Atambayev. Então os dois se desentenderam e Atambayev acabou na prisão.

Ambos são oficialmente leais ao presidente russo Vladimir Putin, que, no entanto, não conseguiu trazer ordem à república.

Desde que proclamou sua independência após o fim da União Soviética, o Quirguistão viu dois presidentes caírem devido a protestos de rua.

O ex-presidente do Uruguai José "Pepe" Mujica (2010-2015) anunciou sua retirada definitiva da política do país por conta de uma doença imunológica crônica, informou aos jornalistas nesta segunda-feira (28). O político, que atualmente é senador, vai cumprir o mandato até outubro e se aposentar.

"Eu amo a política e não queria ir, mas amo ainda mais a vida. Preciso administrar bem os minutos que me restam", disse Mujica ao deixar o seu local de votação das eleições regionais uruguaias.

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"É claro que a política obriga a ter relações sociais e tenho que me cuidar, não posso ir de um lado para outro por causa da pandemia e isso seria algo ruim para um senador", acrescentou. O ex-presidente revelou que, por conta da doença imunológica, não poderá tomar uma vacina contra o novo coronavírus (Sars-CoV-2) quando esta for disponibilizada.

Mujica, que tem 85 anos, tem uma longa carreira política e militante, sendo que durante a sua juventude, ele fez parte da guerrilha dos Tupamaros que lutava contra a ditadura militar no país - o que lhe rendeu 13 anos de prisão, sendo libertado apenas após o fim do regime.

No poder, acabou ficando conhecido mundialmente por sua postura e vida simples - até hoje, ele se locomove com um velho fusca azul - e por ter um governo mais progressista, com a descriminalização do aborto e com a legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo. Além disso, doou grande parte de seu salário na Presidência por considerar que no Uruguai "vivem muitas pessoas pobres". 

Da Ansa

Durante uma live na noite desta quinta-feira (24), o ex-presidente Lula (PT) falou sobre as dificuldades do País e relembrou ações feitas enquanto ele era chefe do Executivo. O petista aponta que, no seu governo, a Organização das Nações Unidas (ONU) reconheceu a erradicação da fome no Brasil. "Agora, ela (a fome) voltou, e voltou forte. Hoje, mais de 15 milhões de brasileiros vão dormir sem ter o que comer", aponta. 

Lula reclamou do preço da cesta básica "no país que não tem nem inflação de alimentos". O ex-presidente confirma que os preços dos alimentos estão altos porque o governo Bolsonaro preferiu dar destaque para as exportações. 

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"O país sério e um governo sério só exportam para o exterior aquilo que é o excedente da sua produção. Primeiro, eu dou comida para o meu povo, depois eu vou dar um pouquinho de comida para o chinês, para o alemão e o americano", explica. 

Ainda durante a live, o petista aponta que a atenção aos pobres deveria ser prioridade de qualquer governo. "A gente conseguiu provar que o povo pobre não é problema de um país, é a solução quando você inclui esse povo dentro do orçamento", disse.

Ele aponta que os pobres são os melhores consumidores que o país pode ter, já que com dinheiro em mãos, ele "vai fazer investimento na sua barriga" comprando comida. Lula defende que o programa Bolsa Família possibilitou que as pessoas pudessem comprar aquilo que antes não podiam.

"Para cuidar do povo pobre você não precisa ter curso de economia, precisa ter coração. Você tem que ter consciência, respeito e solidariedade. É isso que faz as pessoas se diferenciarem no governo", avalia o ex-presidente.

SUS durante a pandemia

O ex-presidente Lula avalia que, neste momento pandêmico que o país está vivendo, se não fosse o Sistema Único de Saúde (SUS), o "país estaria num caos". 

"Quem está cuidando da saúde é o Estado brasileiro, é o SUS. Eu não quero um Estado empresário, quero um Estado que tenha competência de ser forte para o atendimento daquilo que o povo brasieliro precisa", diz o petista.

O ex-presidente americano Barack Obama anunciou, nesta quinta-feira (17), que seu livro de memórias será lançado em 17 de novembro, duas semanas depois da eleição presidencial em que o republicano Donald Trump e o democrata Joe Biden se enfrentarão.

"Promised Land" ("Terra prometida", em tradução livre), que tem 768 páginas, será publicado simultaneamente em 25 idiomas no mundo todo. Este é o primeiro de uma obra de dois volumes.

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"É uma sensação muito especial ter terminado um livro, e estou orgulhoso dele", tuitou o democrata, que esteve à frente da Casa Branca de 2009 a 2017.

O antecessor de Donald Trump disse que a obra é "um relato honesto" de sua Presidência e uma reflexão sobre "como aliviar as divisões e fazer a democracia funcionar para todos". O projeto já era conhecido havia muito tempo, mas a data de lançamento permanecia um mistério.

Pouco depois de deixar a Casa Branca, Barack Obama e sua esposa Michelle fecharam um contrato com a Penguin Random House, comprometendo-se a escrever um livro cada um. Segundo o New York Times, a editora teria desembolsado 65 milhões de dólares para manter os direitos das duas obras.

O livro de Michelle Obama, publicado em novembro de 2018, foi um enorme sucesso com mais de 11,5 milhões de cópias vendidas no mundo.

Barack Obama já publicou dois livros de grande sucesso: "A origem dos meus sonhos" em 1995 e "A audácia da esperança" em 2006. Muito envolvido na redação de seus discursos quando estava na Casa Branca, o ex-presidente é também um grande leitor.

“Há algo de único em ficar em silêncio e dedicar um momento longo a algo diferente de música, televisão ou mesmo o melhor filme que existe", explicou ele ao The New York Times no início de 2017, dias antes de deixar o cargo.

Durante seus dois mandatos, ele costumava fazer suas compras de Natal com suas duas filhas, Malia e Sasha, na Politics and Prose, uma livraria independente em Washington.

A força-tarefa Lava Jato do Ministério Público Federal (MPF) no Paraná ofereceu, nesta segunda-feira (14), denúncia contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci e o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, pelo crime de lavagem de dinheiro. Eles são acusados de terem praticado essa irregularidade por meio de doações para dissimular o repasse de R$ 4 milhões entre dezembro de 2013 e março de 2014. 

Conforme consta na denúncia, os valores foram repassados mediante quatro operações de doação simulada realizadas pelo Grupo Odebrecht em favor do Instituto Lula, cada uma no valor de R$ 1 milhão.

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As investigações apontam que, para dissimular o repasse da propina, Marcelo Odebrecht, atendendo a pedido de Lula e Okamotto, determinou diretamente que o valor fosse transferido sob a forma de doação formal ao Instituto Lula. 

"Porém, conforme indicam as provas reunidas, os valores foram debitados do crédito ilícito de propina contabilizado na 'Planilha Italiano', mais especificamente da subconta chamada 'amigo' (rubrica referente a Lula, conforme as provas), na qual foi inserida a anotação 'Doação Instituto 2014' no valor de R$ 4 milhões, como demonstrado por reprodução da planilha incluída na denúncia", explica o MPF. 

O procurador da República Alessandro Oliveira destaca que “são centenas de provas, de comunicações a planilhas e comprovantes de pagamento que ligam a doação formal de altos valores a possíveis ilícitos praticados anteriormente". "Isso demonstra a complexidade e a verticalidade da análise realizada pela força-tarefa em diversas fases, nesse caso a lavagem de dinheiro, mas sem perder a noção de um contexto mais amplo de práticas", complementa Oliveira.

Em decorrência dos fatos denunciados, o MPF pediu o perdimento do produto e proveito dos crimes ou do seu equivalente, incluindo os valores bloqueados em contas e investimentos bancários e em espécie, apreendidos em cumprimento aos mandados de busca e apreensão, no montante de, pelo menos, R$ 4 milhões.

O MPF pede ainda que Lula e Okamoto devolvam para a Petrobras, a título de reparação de danos, de valor correspondente à propina recebida, além da condenação dos denunciados por "danos morais causados à população brasileira mediante a prática dos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro", pontua o Ministério Público Federal.

O Brasil é um dos países que vai somar esforços para ajudar o Líbano a se recuperar da explosão ocorrida em Beirute, na última terça (4). Uma missão humanitária será enviada ao país, chefiada pelo ex-presidente brasileiro Michel Temer, que anunciou ter aceito o convite do atual chefe de Estado da nação, Jair Bolsonaro, neste domingo (9), através de comunicado publicado em sua conta no Twitter. 

Em conferência realizada com outros mandatários internacionais, Bolsonaro afirmou que enviaria ao Líbano medicamentos e outros insumos médicos, além de alimentos para ajudar o país na recuperação da explosão que vitimou mais de 100 pessoas e causou um estrago grandioso. Ele também anunciou que convidaria o ex-presidente Michel Temer, que é filho de libaneses, para chefiar a missão humanitária. 

Em seguida, na conta oficial de Temer no Twitter, foi publicada uma nota com o aceite do ex-presidente. O post dizia que Michel “está honrado com o convite feito pelo presidente Jair Bolsonaro para chefiar a missão humanitária do Brasil no Líbano. Quando o ato for publicado no Diário Oficial serão tomadas as medidas necessárias para viabilizar a tarefa”.

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A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça condenou, nessa segunda-feira (3), o ex-presidente do Tribunal de Contas do Amapá Júlio Miranda e o conselheiro Amiraldo da Silva Favacho pelo desvio de mais de R$ 100 milhões de verbas do tribunal. O STJ determinou a perda de cargo de ambos, além de penas de reclusão em regime inicial fechado - 14 anos, 9 meses e 23 dias para Júlio Miranda e 6 anos, 11 meses e 10 dias para Amiraldo.

As condenações se deram no âmbito de ação decorrente da Operação Mãos Limpas, que acusou Júlio Miranda pelos crimes de peculato, de forma continuada, ordenação de despesas não autorizadas e quadrilha. De acordo com o Ministério Público Federal, "um esquema criminoso de desvio de recursos públicos se instalou no TCE-AP, sob a articulação de José Júlio, envolvendo ainda outros conselheiros e servidores do órgão".

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A Procuradoria aponta que, entre setembro de 2005 e julho de 2010, foram feitos saques 'na boca do caixa' na conta do TCE-AP totalizando mais de R$ 100 milhões em 539 operações. Além disso, também foram identificados reembolsos indevidos de despesas hospitalares e médicas, pagamento de salários e passagens aéreas a pessoas estranhas ao quadro de pessoal do Tribunal de Contas, além do recebimento de verbas remuneratórias sem respaldo legal.

Com relação à Amiraldo da Silva, o conselheiro teria sido responsável pela assinatura de cheques no valor de R$ 1,3 milhão no período em que exerceu a presidência interina do TCE-AP, substituindo Júlio Miranda. Os cheques continham em seu verso a falsa finalidade de que os valores se destinavam a pagamento de pessoal, indicou a Procuradoria.

Emissão e saque de cheques 'em benefício do sacador'

Em seu voto, a relatora do caso, ministra Nancy Andrighi afirmou que as assinaturas de Júlio Miranda e de Amiraldo da Silva, em cheques que tinham como emitente e beneficiário o próprio Tribunal de Contas e contabilizados na rubrica genérica "outras despesas variáveis', configura o crime de peculato-desvio, 'por ser ato de execução do desvio de recursos públicos de sua finalidade pública própria".

"O réu assinou, como representante do TCE-AP, o anverso dos cheques emitidos em favor do próprio sacador, o TCE-AP, de forma a ser evidente o propósito de obtenção de numerário em espécie", comentou a relatora sobre Júlio Miranda.

A relatora destacou ainda que o relatório de inteligência do Coaf mostrou a prática recorrente do ex-presidente do TJ-AP "em emitir e sacar cheques em benefício do próprio sacador emitente com a finalidade de numerário em espécie, em desvio de recursos públicos".

No caso do conselheiro Amiraldo da Silva, a ministra afirmou que há prova de materialidade da conduta, e que ele mesmo admitiu que assinou cheques que foram sacados tendo como beneficiário o próprio TCE-AP.

Punibilidade extinta e absolvições

Segundo a Procuradoria, um terceiro réu da ação da 'Mãos Limpas', Regildo Wanderley Salomão, foi absolvido das acusações de formação de quadrilha e peculato. Na mesma linha, o colegiado votou pela absolvição de Amiraldo da Silva quanto às imputações dos crimes de quadrilha e de peculato relacionado ao recebimento de ajuda de custo.

Com relação à José Júlio, a Corte Especial do STJ declarou extinta sua punibilidade - em razão da prescrição punitiva em abstrato - quanto aos crimes de quadrilha, ordenação de despesa não autorizada por lei e peculato relacionado ao pagamento de servidores fantasmas, bem como em relação ao recebimento de ajuda de custos.

O conselheiro ainda foi absolvido pelo crime de peculato relativo ao pagamento de passagem aérea a seu filho pela autorização de reembolso de despesas médicas, apontou o MPF.

Até o fechamento deste texto, a reportagem não havia obtido um posicionamento das partes citadas.

O ex-presidente de Taiwan Lee Teng-hui, considerado uma figura da transição democrática na ilha, faleceu nesta quinta-feira (30), aos 97 anos - anunciaram fontes do hospital onde foi internado.

Lee Teng-hui morreu de "choque séptico e falência dos órgãos, apesar dos esforços da equipe médica para reanimá-lo", declarou o vice-presidente do Hospital Geral de Veteranos de Taipei.

Lembrado como um dos pais da transição para a democracia e da modernidade em Taiwan após décadas de ditadura, foi presidente de 1988 a 2000.

Lee Teng-hui desempenhou um papel muito ativo para garantir que Taiwan fosse reconhecido como um Estado soberano no cenário internacional.

O ex-presidente sofria de doenças crônicas há vários anos e estava internado desde fevereiro, após ter-se engasgado enquanto comia.

O ex-presidente Michel Temer avalia que o seu sucessor no Executivo, Jair Bolsonaro, demorou para se aproximar do Congresso Nacional. Temer defendeu que cabe ao chefe do Executivo fazer articulação com os parlamentares, mesmo que haja um ministro para exercer essa função.

"Demorou para o governo admitir que ele precisa de apoio ao Congresso. Demorou, mas o presidente compreendeu. E quem faz a articulação política é o presidente. É importante, você precisa deles deputados e senadores para governar", afirmou durante live promovida pelo Grupo de Líderes Empresariais (LIDE).

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Na tentativa de ter uma base de apoio no Congresso, Bolsonaro se aproximou de parlamentares do chamado "Centrão". Apesar de várias críticas ao longo do mandato, o presidente recorreu ao "toma lá, dá cá" diante da escalada da crise política, que ganhou força após denúncias de tentativa de interferência na Política Federal.

Segundo Temer, o presidente Bolsonaro tem "sorte" pela atuação "vibrante" do Congresso, que tem agido com "muita rapidez". "Ele deve cada vez mais trazer o Congresso para governar com ele. Não porque queira, mas porque a Constituição determina".

O julgamento do ex-presidente Omar al-Bashir e de outras 27 pessoas acusadas de terem participado do golpe de Estado de 1989 que lhes permitiu chegar ao poder teve início nesta terça-feira (21), em Cartum.

"Este tribunal ouvirá cada um deles, e daremos a cada um dos 28 acusados a possibilidade de se defenderem", disse o presidente do tribunal.

Omar al-Bashir e vários acusados podem ser condenados à pena de morte pela queda do governo democraticamente eleito do primeiro-ministro Sadek Al Mahdi há 31 anos.

Três juízes vão dirigir este julgamento sem precedentes no mundo árabe, dado que na história recente o autor de um golpe de Estado bem-sucedido nunca foi processado.

O ex-presidente da Argentina Mauricio Macri afirmou que é preciso dar mais tempo a seu sucessor no cargo, Alberto Fernández, para ver os resultados da nova política no país, em declarações à imprensa paraguaia, nesta segunda-feira (13).

"Eu acredito que é preciso dar a ele mais tempo para que mostre quais são suas ideias e propostas, para que possamos ver os resultados. É preciso ter respeito", defendeu o ex-mandatário argentino em declarações ao canal a cabo GEN.

Convidado pelo ex-presidente paraguaio Horacio Cartes (2013-2018), Macri fez uma visita relâmpago a Assunção, onde também encontrou com o atual chefe de Estado, Mario Abdo Benítez.

Macri chegou à capital paraguaia em um jato privado que pertence à empresa de tabaco de Cartes, que afirmou ter tido "uma amena conversa (com Macri) sobre temas relacionados com a atualidade regional".

O ex-presidente argentino se encontrou com o presidente Abdo na residência presidencial por 40 minutos.

"Falamos de como sair do medo" diante da pandemia do novo coronavírus, revelou Macri, que pediu calma para que decisões apressadas sejam evitadas.

"É preciso retornar à calma, confiar nos profissionais de saúde e começar a retomar com cuidado e empoderando as pessoas à atividade normal", analisou.

"Em meu encontro com Abdo, lhe disse também da importância de que o Mercosul não perca o dinamismo dos últimos anos e que avance em todos os acordos de livre comércio iniciados com a União Europeia, a Coreia e Singapura", continuou.

A viagem de Macri aconteceu em plena proibição para a entrada de estrangeiros no Paraguai, como medida preventiva diante da pandemia da Covid-19.

Contudo, estão isentos da proibição os presidentes, ex-presidentes, médicos, enfermeiras e pessoas envolvidas em questões humanitárias, tanto paraguaias como estrangeiras.

Macri retornou na segunda-feira à noite à Argentina, onde as fronteiras também têm restrições.

A justiça da Coreia do Sul reduziu em 10 anos as penas de prisão acumuladas da ex-presidente Park Geun-hye, após o escândalo de corrupção que provocou sua destituição em 2017.

Park foi condenada a uma série de penas acumuladas de 30 anos por corrupção e abuso de poder.

Mas o Alto Tribunal de Seul, no julgamento da apelação, a condenou nesta sexta-feira a 15 anos de prisão por corrupção e a mais cinco anos por outras cinco acusações.

Park "não cumpriu com suas obrigações constitucionais de presidente", mas não usou fundos obtidos ilegalmente para seu interesse pessoal, afirmaram os juízes.

Além disso, ela foi condenada a pagar multa de 21,5 bilhões de wons (17,9 milhões de dólares).

A ex-presidente também havia sido condenada a dois anos de prisão por infringir a lei eleitoral, o que somava 32 anos de prisão.

Agora, a pena fica em 22 anos.

A primeira mulher eleita presidente da Coreia do Sul foi destituída em 2017, após as grandes manifestações no país quando foi informado que ela e uma amiga recebiam propinas das grandes empresas.

O suposto envolvimento da Justiça e das autoridades norte-americanas no decorrer da Operação Lava Jato endossou o discurso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que garante que suas condenações foram parte de uma "farsa" montada pelo Ministério Público Federal (MPF). Para o líder da esquerda, está comprovado que a intenção da força-tarefa era tirá-lo do pleito de 2018.

"A gente vem denunciando há anos o envolvimento do Departamento de Justiça dos EUA na Lava Jato. Apontamos fatos concretos, que eles chamavam de teoria da conspiração. Agora isso está vindo à tona", publicou o ex-presidente em sua conta oficial no Twitter.

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A participação da agente especial do FBI, Leslie Rodrigues Backschies, nos processos de combate à corrupção na América Latina, sobretudo no Brasil, dá margem para questionamentos sobre a autonomia da operação e as intenções do governo norte-americano com o processo eleitoral brasileiro.

Ao afirmar que procurador e líder da Lava Jato no MPF, Deltan Dallagnol, montou uma “quadrilha”, Lula disparou: "espero que em algum momento a Justiça leia os autos do meu processo pra esclarecer a farsa que promoveram pra me tirar do processo eleitoral de 2018".

No entanto, o petista adotou uma narrativa mais branda ao garantir que não quer vingança. “Quero Justiça. Por isso nós entramos com um pedido de anulação do processo do Moro na Suprema Corte”, indicou.

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O presidente da República Jair Messias Bolsonaro (sem partido) nomeou nesta quinta-feira (25) o professor Carlos Alberto Decotelli para o cargo de ministro da Educação, substituindo Antônio Paulo Vogel de Medeiros, que ocupava o posto interinamente desde a saída de Abraham Weintraub após 14 meses à frente da pasta. Mas o que se sabe sobre o novo ministro? 

Carlos Alberto Decotelli é militar. Oficial da reserva da Marinha, professor da Escola de Guerra Naval, no Centro de Jogos de Guerra, e presidiu o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) entre fevereiro e agosto de 2019, durante a gestão de Weintraub no Ministério da Educação (MEC). 

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Na época em que Decotelli esteve no comando, o FNDE ficou no centro de uma polêmica devido à contratação da empresa Brink Mobil, cujo dono, Valdemar Ábila, foi preso preventivamente pela Polícia Federal na Operação Calvário em dezembro de 2019 acusado de envolvimento em um esquema de desvio de dinheiro público na Paraíba. Em fevereiro de 2019, o FNDE e a Brink preencheram a ata de registro de preços com valor total de R$ 374 milhões em um contrato assinado por Ábila e Decotelli. 

No que diz respeito ao currículo, Decotelli é bacharel em Ciências Econômicas pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), mestre pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), doutor pela Universidade de Rosário (Argentina) e pós-doutor pela Universidade de Wuppertal, na Alemanha.

Repercussão 

Entre as entidades representativas dos estudantes, a nomeação do novo ministro não pareceu ter sido bem recebida. Através de seu perfil no Twitter, a União Nacional dos Estudantes (UNE) apontou para o fato de que, apesar de ser professor, a formação acadêmica de Decotelli não é voltada para a educação

Por sua vez, a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas questionou como deverá ser a gestão de Decotelli, diante do apoio que ele tem por parte do governo e dos militares, por ser ele próprio um militar da reserva. “O QUE ESPERAR? Decotelli comandou o FNDE de fevereiro de 2019 até agosto do ano passado. Ele tem o apoio na ala militar do governo, principalmente de almirantes”, escreveu a entidade.

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O ex-presidente dos Estados Unidos Barack Obama ajudou nesta terça-feira (23) na arrecadação de 7,6 milhões dólares para a campanha do candidato democrata à Casa Branca Joe Biden, em um evento transmitido pela internet.

Obama, para quem Biden foi vice-presidente, disse que um "grande despertar" entre os americanos poderia ajudar a derrotar Donald Trump nas eleições de novembro.

O ex-presidente democrata, que ocupou a Casa Branca por dois mandatos consecutivos, atraiu uma grande audiência em seu primeiro evento virtual, que contou com 175.000 participantes on-line, cujas doações estabeleceram um recorde de arrecadação de fundos para Biden.

"Estou aqui para dizer que a ajuda está a caminho se fizermos o trabalho, porque não há ninguém em quem confie mais para reparar este país e recuperá-lo do que meu querido amigo Joe Biden", disse Obama, que apareceu em um tela dividida com o candidato democrata.

"O que me deixa otimista é o fato de que um grande despertar está ocorrendo em todo o país, particularmente entre os jovens" que estão "fartos da abordagem caótica, desorganizada e mesquinha de governança que vimos nos últimos dois anos", acrescentou.

Biden não realiza comícios pessoalmente desde meados de março devido à pandemia de coronavírus.

Em vez disso, ele permaneceu grande parte do tempo em sua casa em Delaware, usando mídias sociais, entrevistas na televisão ou comerciais para criticar Trump.

Enquanto isso, Trump voltou aos eventos de campanha, como o fim de semana em Tulsa, onde a maioria dos 6.000 participantes não usava máscara.

O evento online de Biden voltou a explicar a popularidade do primeiro presidente negro do país, e a equipe de campanha disse que ele demonstrou entusiasmo por lançar um espírito de conflito mais intenso.

"Mais de 175.000 apoiadores contribuíram para o evento desta noite, tornando-o o maior evento de arrecadação de fundos que tivemos na campanha e realmente destaca o poder do movimento" por trás de Biden, disse o gerente de campanha, Jen O' Malley Dillon.

Obama falou da urgência de defender mudanças sistêmicas, em um contexto de tensão por injustiça racial e brutalidade policial.

"O que você fez até agora não é suficiente", disse Obama aos espectadores, pedindo a eles que usassem o ímpeto dos protestos como catalisador de mudanças políticas.

"Temos uma oportunidade única de traduzir uma crescente consciência da injustiça na sociedade em legislação real e mudança institucional", afirmou Obama.

Condenado duas vezes pela Justiça Federal no Paraná, sendo uma condenação pelo caso Triplex do Guarujá e outra por conta do Sítio de Atibaia, o ex-presidente Lula (PT) iniciou uma investigação privada em busca de provas que podem ser usadas na sua defesa. 

Os advogados do petista solicitaram documentos à Odebrecht e ao Ministério da Justiça brasileira e o Ministério Público em Berna, na Suíça. Deste último, no entanto, a defesa de Lula quer acesso aos arquivos originais do sistema de propinas da Odebrecht. 

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Em comunicado ao Uol, os advogados do ex-presidente reiteraram que a Lava Jato usou arquivos manipulados ao investigar e condenar Lula - o que é negado pela força-tarefa de Curitiba.

O ex-presidente dos Estados Unidos Barack Obama aplaudiu nesta quarta-feira (3) os "profundos" protestos de americanos exigindo justiça racial e disse que as manifestações após o assassinato, na semana passada, de um homem negro sob a custódia de um policial branco pode produzir reformas nacionais.

Em seus primeiros comentários em vídeo desde que a morte de George Floyd, em 25 de maio, em Minneapolis, deu origem a protestos em todo o pais, o antecessor do presidente Donald Trump também urgiu as autoridades estaduais e locais a revisarem suas políticas sobre o uso da força.

Obama dirigiu seus comentários aos jovens negros e negras que, segundo ele, sempre testemunharam ou experimentaram violência demais.

"Com muita frequência parte desta violência vem de gente que devia servir e proteger vocês", disse Obama em um 'webcast' com ativistas.

"Eu quero que vocês saibam que vocês importam. Eu quero que vocês saibam que suas vidas importam, que seus sonhos importam", acrescentou.

Obama também disse ao final de sua declaração que os americanos têm testemunhado "mudanças e eventos épicos em nosso país que são dos mais profundos que eu vi na vida".

Aos 58 anos, Obama, que se mantém popular entre os eleitores democratas, lembrou a ascensão mortal do movimento pelos direitos civis, nos anos 1960, e disse que "uma diversidade muito mais representativa da América" está protestando agora comparada à de meio século atrás.

"Está ocorrendo uma mudança de mentalidade, um reconhecimento maior de que nós podemos fazer melhor", disse Obama.

Os protestos têm atraído em particular jovens manifestantes, afirmou, e sua motivação pode servir de inspiração para uma mudança mais ampla.

"É muito importante que nós aproveitemos o impulso que foi criado como sociedade, como país, e dizer, 'Vamos usar isto' para finalmente termos um impacto", disse Obama.

Ele também se dirigiu aos líderes locais do país, afirmando: "eu encorajo todo prefeito deste país a revisar suas políticas de uso da força com membros da sua comunidade e se comprometer a reportar as reformas planejadas".

Obama não se dirigiu diretamente à gestão de Trump da crise, incluindo o pedido controverso do presidente de que as autoridades "dominassem" os manifestantes.

Mas o ex-presidente teria ficado indignado com o uso de produtos químicos para dispersar os manifestantes do lado de fora da Casa Branca na segunda-feira, antes de Trump caminhar até uma igreja vizinha, onde posou para fotos com uma Bíblia na mão.

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