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Negar ajuda para algum parente ou amigo que está passando por dificuldades financeiras é uma situação que pode gerar um pouco de constrangimento. No caso de atraso no pagamento da dívida, quem pede o nome emprestado acaba causando transtornos nas finanças de quem o ajudou. Transtornos esses que podem até atrapalhar a amizade entre as partes.

Em um levantamento realizado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), aponta que 36% dos consumidores brasileiros fizeram compras utilizando o nome de terceiros nos últimos 12 meses, um hábito comum entre as pessoas que estavam com dificuldades de acesso ao crédito ou enfrentaram algum imprevisto.

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Cerca de 30% dos entrevistados pela pesquisa estavam com o limite estourado no cheque especial ou no cartão de crédito, 22% não tinham as modalidades de crédito à disposição. Já 18% estavam com o nome sujo. Na hora de pedir o nome emprestado, as pessoas mais procuradas foram os pais (28%), os cônjuges (21%), amigos (17%) e os irmãos (16%). 

A pesquisa também aponta que o empréstimo do nome abalou o relacionamento entre as partes. Em 51% dos casos a falta de pagamento do valor emprestado prejudicou a relação de amizade. Um dado curioso é que 49% das pessoas que já pediram o nome emprestado não emprestariam o próprio nome.

A maioria (90%) dos consumidores afirma ter pago ou estar pagando em dia as parcelas das compras feitas em nome de outros, enquanto 12% reconhecem ter alguma prestação em atraso. No total, 12% dos empréstimos de nome resultaram em negativação do CPF de quem assumiu a dívida.

 

A Polícia Federal conseguiu a gravação de uma conversa entre um operador financeiro relacionado a empreiteiras e ex-assessor do senador Fernando Bezerra Coelho (MDB), sobre o pagamento de um “empréstimo” de R$ 1,7 milhão, feito durante as eleições de 2014. Nessa quinta-feira (19), o gabinete do líder do governo Bolsonaro foi alvo de uma operação para elucidar desvios nas obras do antigo Ministério da Integração.

Na conversa de aproximadamente vinte minutos, gravada em fevereiro de 2017 pelo delator e ex-assessor Iran Padilha, o operador João Carlos Lyra cobra o pagamento de um "empréstimo" milionário feito por ele e outro operador - identificado como Eduardo Leite, que também o fez delação- nas eleições de 2014.

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Lyra realizava repasses milionários de propina de empreiteiras que possuíam contrato com o Ministério da Integração Nacional, comandada pelo senador -na época de ministro do governo Dilma. De acordo com a PF, o "empréstimo" de R$ 1,7 milhão seria pago pela OAS, mas não foi concretizado para não chamar atenção da Operação Lava Jato. O operador decidiu cobrar a quantia ao próprio assessor, que recebia os pagamentos.

“Na reunião, da qual participaram apenas o depoente e Iran Padilha, o depoente cobrava a Iran Padilha o montante devido por Fernando Bezerra De Souza Coelho em relação ao empréstimo concedido pelo depoente e Eduardo Freire Bezerra Leite no valor de R$ 1.700.000,00 (um milhão e setecentos mil reais) nas eleições de 2014; que nessa reunião o depoente apresentou para Iran Padilha uma planilha com diversas simulações da correção do dinheiro, simulando as taxas de 1,5%, 2%, 2,5%, 3%, 3,5% e 4%”, discorreu Lyra, sobre a gravação.

No áudio, Lyra e Padilha também falam sobre um encontro com "Fernando pai" -sem a presença de advogados- e negociam a taxa de juros do pagamento. O operador pontua que realizar a entrega em São Paulo seria "arriscado", por ter que se identificar em prédios empresariais. Padilha exprime que não deseja se envolver diretamente pois já está com os "braços cansados", apontou O Globo.

A defesa de Fernando Bezerra Coelho ainda não se pronunciou sobre os diálogos. Antes, o advogado André Callegari disse que a operação tratava-se de uma retaliação do ministro Sergio Moro por declarações de FBC de que uma possível saída dele do governo seria esquecida em 60 dias. “A única justificativa do pedido (de busca e apreensão) seria em razão da atuação política e combativa do senador contra determinados interesses dos órgãos de persecução penal”, diz um trecho da nota. A defesa de Iran Padilha também não respondeu.

Confira trechos da conversa:

Lyra: — Eu fiz um e meio, dois. dois e meio, três e três e meio

Padilha: — Certo.

Lyra: — Certo, ai, eu quero que o senhor diga: João o que é que é justo.

Padilha: — Certo.

Lyra: — Certo. Aí, não tem arrodeio, entendesse Iran? Se você disser: João, um e meio, dois, dois e meio.

Padilha: — Tô entendendo.

Em outro momento:

Lyra: — Mas se não for, o senhor diz onde seria.

 Padilha: — Claro e... ininteligível.

Lyra: — E até o final de fevereiro ele arrumava os 500.

Padilha: — Isso... Aí eu não quero me envolver, entendeu? Eu já me sacrifiquei demais, o braço cansa.

 Lyra: Eu sei disso.

 Aos dez minutos do áudio, Lyra questiona Padilha sobre o encontro com “Fernando pai”.

Lyra: — E quem participaria da reunião? Fernando pai ou o filho?

 Padilha: — Acho que é o pai...

 Lyra: — Eu e ele né.

 Padilha: — É...

 Lyra: — Não vem nada de advogado, essas coisas, não?

Padilha: — Não, que eu saiba não.

 

 O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou nesta sexta-feira, 2, que antecipará o pagamento antecipado de mais R$ 40 bilhões de empréstimos da União. A medida é a terceira meta das cinco anunciadas pelo presidente Gustavo Montezano em sua posse, no dia 16 de julho.

Com esse pré-pagamento, o BNDES já terá devolvido à União, neste ano, R$ 84 bilhões, o que corresponde a cerca de 67% da meta de R$ 126 bilhões. 

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A liquidação de R$ 40 bilhões segue decisão aprovada pela diretoria do banco de fomento em 31 de julho e pelo Conselho de Administração em 2 de agosto, adotando os mesmos procedimentos em todas as operações de pré-pagamento, desde dezembro de 2015.

Processo

O trâmite das operações de pré-pagamento ao Tesouro prevê que o BNDES envie ofício à Secretaria do Tesouro Nacional (STN), informando a aprovação do pré-pagamento e submetendo à aprovação do ministro de Estado da Economia a proposta dos contratos a serem pré-pagos. A partir de então, cabe à STN dar o “de acordo” ao Banco, anexando despachos do ministro da Economia (que é a instância que, pelo contrato, pode formalmente autorizar a antecipação).

Nos termos do Acórdão 2975/2016, do Tribunal de Contas da União (TCU), os pagamentos realizados pelo BNDES devem ser utilizados exclusivamente para abatimento de dívida pública federal.

 

*Da assessoria

Uma confusão entre Fabio Assunção e o ex-sogro Luis Felipe Tavares, envolvendo dinheiro, foi parar na Justiça. Em junho de 2015, o ator da Globo teria emprestado cerca de R$ 1 milhão para Tavares, que não efetuou o pagamento no período combinado de 90 dias.

No mês passado, a Justiça determinou que Fabio seja ressarcido com a quantia ajustada, com juros e correções, de R$ 1,469 milhão. Segundo informações do Uol, o caso ainda cabe recurso. No processo, o ex-sogro de Fabio Assunção alegou que o empréstimo não tinha data para ser quitado.

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A advogada de Luis Felipe Tavares, de acordo com o Uol, vai analisar a sentença da juíza Paula Rocha da Silva e Formoso. Contratados por Fabio, os advogados pediram judicialmente a penhora de um imóvel de Tavares, localizado no Jardim Europa, em São Paulo, avaliado em quase R$ 10 milhões. Fabio Assunção foi casado com Karina Tavares, filha de Luis Felipe. Do relacionamento nasceu Ella Felipa, que hoje está com 10 anos.

Um dos principais personagens do título de campeão pernambucano 2018 do Náutico, o goleiro Bruno deixará a equipe alvirrubra com destino a Portugal. A informação foi divulgada na tarde desta segunda-feira (24) pela assessoria de comunicação do clube recifense. Após seis anos defendendo o Timbu, o arqueiro agora atuará pelo Gil Vicente, por meio de contrato de empréstimo com duração até junho de 2020.

Em seu site oficial, o Náutico agradeceu o trabalho do goleiro, além de desejar “sucesso” no futebol europeu para o atleta. O jogador, por sua vez, deu uma declaração emocionada sobre sua saída do Timbu.

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“Fica a saudade pelas muitas coisas boas que passei por aqui. Tenho carinho enorme pelo clube, funcionários e torcedores, que sempre me apoiaram. É difícil falar e não se emocionar. Aqui vivi tudo na minha vida. Momentos difíceis, bons, excelentes, de glória. Agradeço muito a Deus por ter tido a oportunidade de trabalhar neste clube. Queria ter dado mais um título, mas infelizmente as coisas não são como a gente quer. Eu estou muito feliz e triste, ao mesmo tempo, por ter que deixar esse clube do jeito que está. Queria ter deixado na Série B. Dei o meu máximo, fiz de tudo, treinei. Mas infelizmente não conseguimos o tão esperado acesso. Mas creio em Deus que esse ano vai. Confio muito no trabalho dos meus companheiros e com certeza vamos conseguir voltar para a Série B”, disse Bruno, conforme informações da assessoria de comunicação do Náutico.

“Saio daqui levando só coisas boas. Todo o carinho que a torcida teve por mim. Todo o carinho especial que os funcionários tiveram por mim e a experiência de grandes profissionais que passaram por aqui. Júlio César, campeão do mundo, assim como Rodolpho, que me ajudou bastante. Jefferson nem se fala: meu amigo e irmão. Espero poder fazer tudo aquilo que fiz aqui no meu novo clube. Gratidão eterna pelo Náutico. Nunca vou esquecer desse time. Espero que eu possa ser uma referência para muitos. A gente que é da base sabe como é difícil subir. A pressão é grande. Espero que o Náutico possa revelar muito mais goleiros e eu ficarei muito feliz em ver isso acontecer novamente. Espero que sirva de exemplo as coisas boas que fiz. O Náutico terá um mais torcedor em Portugal”, finalizou o goleiro.

Muitas pessoas diariamente recebem propostas de ampliação do limite de crédito por parte dos bancos, instituições financeiras e lojas que operam com sistema próprio de crédito. Nos últimos 12 meses, quatro em cada dez usuários de cartão de crédito (38%) receberam alguma oferta de aumento de limite sem que tivessem solicitado. O mesmo ocorreu com consumidores de outras modalidades que tiveram aumento no limite de empréstimos e de crédito pré-aprovado (34%) e expansão do limite disponível no cheque especial (24%). Estes dados pertencem a um levantamento realizado em todos os estados do país pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil).

A pesquisa apontou que o cartão de crédito foi a modalidade que mais deixou o consumidor com o nome sujo, com 46% de incidência. Nem sempre os usuários dão atenção aos contratos na hora de avaliar juros e tarifas de serviços financeiros, principalmente no caso de cheque especial (38%), o que acaba sendo um fator para a inadimplência.

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Entre os entrevistados, 53% acham a proposta de aumento de limite interessante, por considerar positivo ter crédito à sua disposição. Já 21% rejeitaram a oferta porque não viam necessidade no uso. Por outro lado, 44% tendem a aceitar, desde que vejam necessidade em seu uso (31%).

 

O cantor Belo está envolvido em mais uma polêmica. Desta vez, o pagodeiro terá que prestar depoimento após ser acusado de estelionato. Em 2013, Belo teria feito um empréstimo de R$ 50 mil para quitar uma dívida.

"Após inúmeras tentativas de contato que se arrastaram durante anos, via telefone celular e solução amigável do conflito, não foi obtido êxito, motivo pelo qual até a presente data não houve o pagamento da dívida", diz um trecho do boletim de ocorrência.

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Segundo informações do jornal Extra, o marido de Gracyanne Barbosa recebeu na época um prazo de dois meses para realizar o pagamento, mas a vítima que fez a acusação não recebeu o dinheiro. Nesta terça-feira (18), por volta do meio-dia, Belo é esperado pela 42ª DP do Rio de Janeiro, no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste, para dar mais esclarecimentos sobre o caso.

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A Polícia Federal em Pernambuco está nas ruas na manhã desta terça-feira (11). A operação, segundo a PF, investiga gestão fraudulenta no Banco do Nordeste.

Os indícios são de que a instituição financeira teria concedido empréstimos fraudulentos através da aprovação de crédito para empresas sem capacidade. Estão sendo cumpridos quatro mandados de busca e apreensão dentro da operação. Dois dos mandados são para o município de Caruaru, no Agreste de Pernambuco, e dois em Olinda, Região Metropolitana do Recife (RMR).

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De acordo com a PF, seis pessoas estão sendo investigadas. Os crimes são de gestão fraudulenta de instituição financeira, lavagem de dinheiro e associação criminosa. Além dos mandados, também foram pedidos sequestros de bens e retenção dos passaportes dos envolvidos.

 

Modelo de negócios autorizado pelo governo há pouco mais de um mês, a Empresa Simples de Crédito (ESC) já conta com 25 iniciativas pelo Brasil. Por meio de lei aprovada pelo Congresso, a União legalizou a nova modalidade, que são operações de empréstimos realizadas por e para cidadãos comuns, com juros, sem regulação direta do Banco Central. O objetivo é colocar dinheiro na mão do pequeno empreendedor, que mesmo representando 99% das empresas privadas do País, tem dificuldades para conseguir capital com grandes bancos.

Foi o caso de Karolina Duarte, dona de uma confecção de roupas, que, ao tentar obter um empréstimo com um banco para investir em seu negócio, se deparou com uma taxa de juros de 7% ao mês. Frustrada, ela procurou a empresária Elaine Ferri, que se tornou uma das primeiras pessoas a abrir uma empresa simples de crédito no Brasil. As duas, que já se conheciam, realizaram a primeira operação da empresa de Elaine, a Simple Credit. O empréstimo de R$ 10 mil saiu a uma taxa de juros de 3,5% ao mês - metade do que o banco pretendia cobrar - e prazo de pagamento de dez meses.

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Esse modelo, com outras medidas no setor financeiro, se tornou uma aposta do Poder Executivo para a democratização do acesso ao crédito para micro e pequenos empreendedores. Em dois anos, mil empresas desse tipo devem injetar R$ 20 bilhões na economia, prevê o Sebrae.

Juros

Aliada a iniciativas de fintechs, as startups ligadas ao sistema financeiro, e do crédito corporativo, a entrada da ESC no mercado tem potencial de derrubar os juros pagos pelo microcrédito, afirma o ex-ministro e assessor especial do Ministério da Economia, Guilherme Afif Domingos. Hoje, a taxa está em 44% ao ano. "O microcrédito é uma coisa que se fala tanto e se consegue pouco, porque a burocracia dos sistemas torna o custo da operação insuportável", afirma Afif.

A exemplo do caso de Karolina e Elaine, a relação de proximidade entre o tomador e o cedente do crédito é considerada um trunfo para que haja mais empréstimos com menor custo. "É um processo novo e antigo ao mesmo tempo", diz Afif. "Ele remonta aos primórdios do sistema de crédito, quando era o cidadão no município que tinha uma casa bancária e emprestava para quem conhecia."

Pioneira, Elaine acompanhou todo o trâmite da elaboração da ESC no Congresso. Moradora de São Paulo e proprietária de uma empresa de cobranças, ela tinha capital guardado para investir e estava insatisfeita com o retorno da caderneta de poupança, de menos 0,5% ao mês. Na próxima operação de crédito que pretende fechar, com uma cabeleireira, planeja cobrar 3,8% de juros ao mês - mais do que o primeiro empréstimo, mas menos que o valor de mercado.

Riscos

Quanto ao riscos, como no caso de o tomador não pagar o empréstimo, a lei prevê que a ESC poderá usar o instituto da alienação fiduciária em suas operações de empréstimo, de financiamento e de desconto de títulos de crédito. No negócio entre Karolina e Elaine, a garantia escolhida foi uma nota promissória. "Se ela não pagar, executo a promissória", diz Elaine.

Pela lei sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro, a empresa simples de crédito não está sujeita a limitações à cobrança de juros previstas pela chamada Lei de Usura - o decreto, de 1933, impede a cobrança de juros que correspondam ao dobro da taxa legal (hoje, a Selic). Para Afif, é a autorregulação do mercado que pode segurar cobranças abusivas, uma vez que o risco de inadimplência é de quem empresta.

Trazer esse tipo de operação para a formalidade é um "grande ganho", diz o diretor técnico do Sebrae, Bruno Quick. As regras são "claras e transparentes", disse. Quick avalia que o surgimento das ESCs pode ser ainda uma "excelente oportunidade" para os grandes bancos, já que a movimentação deve ser feita em contas de depósito.

 

PERGUNTAS & RESPOSTAS

1. Quem pode abrir uma Empresa Simples de Crédito (ESC)?

Qualquer um pode abrir uma empresa simples de crédito, mas cada pessoa física pode participar apenas de uma ESC, e filiais não são permitidas. O dono deve registrar sua empresa em uma junta comercial, e a movimentação do dinheiro só pode acontecer por débito ou crédito em contas de depósito, não sendo possível usar o dinheiro em espécie e a troca de cheques.

2. Como funcionam os juros cobrados?

Quem decide o juro que será praticado é o próprio empresário. A primeira empresa simples de crédito emprestou a uma taxa mensal de 3,5%.

3.Quem vai fiscalizar essas empresas?

O negócio não é supervisionado pelo Banco Central, mas as operações precisam ser registradas numa entidade registradora autorizada pelo Banco Central ou pela Comissão de Valores Mobiliários.

4. Que impostos elas pagarão?

Apesar de ter "simples" em seu nome, a ESC não pode se enquadrar no regime do Simples Nacional. O regime de tributação será pelo lucro real ou presumido.

5. A quem uma ESC pode emprestar?

Uma empresa simples de crédito só pode emprestar dentro do seu município sede e aos municípios limítrofes. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) avalia a entrada das empresas simples de crédito de forma positiva e diz apoiar normas que proporcionem um ambiente favorável no mercado. "Novos participantes, que atendam a segmentos específicos, contribuem para a consolidação de um mercado de crédito mais inclusivo e competitivo", informou a entidade. O Estado procurou os três principais bancos privados que atuam no País para comentar os efeitos da ESC no mercado de crédito. Itaú e Bradesco não se manifestaram.

Já o Santander afirmou ter lançado, recentemente, ofertas direcionadas aos microempreendedores individuais e para pequenas e médias empresas. "Em paralelo, no mundo digital, facilitamos a concessão de crédito para capital de giro por meio do APP Santander e Internet Banking. As soluções reforçam nosso posicionamento de acreditar e apoiar o empreendedorismo no País. A carteira de crédito do banco voltada ao segmento soma mais de R$ 35 bilhões e, nos últimos 12 meses até março, cresceu 8,7%", informou.

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Há a expectativa de que as empresas simples de crédito acabem abocanhando parte de um mercado similar de crédito, as chamadas factorings. Para o diretor técnico do Sebrae, Bruno Quick, cerca de 3 mil factorings - metade das que estão em atividade hoje - podem acabar se tornando empresas simples de crédito. "Do ponto de vista da tributação, ela se mostra mais vantajosa, mais segura e mais barata", disse Quick.

PARA ENTENDER

Por duas vezes, o Banco Central recomendou a não aprovação do modelo, vetado pelos ex-presidentes Dilma Rousseff e Michel Temer. Com ajustes no texto que trouxeram mais segurança ao negócio, a iniciativa foi sancionada por Bolsonaro.

A versão final da ESC traz uma série de restrições para que os negócios não representem um risco sistêmico ao mercado de crédito. Sua atuação está limitada ao município de sua sedes, sem possibilidade de filiais. As ESC também não são autorizadas a captar dinheiro para fazer empréstimos, limitando o capital apenas aos recursos próprios dos empresários. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Duas empresas financiadoras de empréstimos que funcionavam irregularmente no bairro de Santoforam interditadas na manhã desta quarta-feira (3). De acordo com o Procon de Pernambuco, essas empresas não possuíam licença de funcionamento. Dos outros estabelecimentos visitados pelo Procon, duas estavam regulares e outras foram notificadas para apresentar documentos.

De acordo com a gerente de Fiscalização do Procon, Danyelle Sena, para funcionar, as lojas precisam ter autorização do Banco Central e ter contratos com os bancos para os quais oferecem empréstimos. “As empresas terão o prazo de dez dias para apresentar a documentação, caso contrário, ficarão fechadas até se regularizarem e ainda podem ser multadas em valores que vão desde R$ 1.050 a R$ 9,5 milhões", confirma a gerente.

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As fiscalizações nas financiadoras de crédito iniciaram em julho de 2018, ano em que registrou o fechamento de 15 empresas, de acordo com o Procon-PE. O consumidor que se sentir lesado pode denunciar através do número 0800.282.1512, a ligação é gratuita.

O Nubank anunciou que está iniciando um serviço de empréstimo pessoal por meio do seu aplicativo. Segundo o banco digital, os clientes interessados poderão fazer toda a contratação e gerenciamento pelo celular. A novidade estará disponível para os primeiros clientes a partir desta segunda-feira (11).

Por meio do aplicativo do Nubank, o usuário pode realizar uma simulação de empréstimo em tempo real em poucos minutos. Basta que a pessoa informe o valor que precisa e selecione o número de parcelas para, então, visualizar na hora os juros e o valor total e mensal que irá pagar.

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Ao completar o processo, o dinheiro cai na NuConta do usuário. O cliente tem até 90 dias para pagar a primeira parcela e, então, até 24 meses para quitar o empréstimo. Pelo aplicativo, é possível gerenciar todas as etapas do empréstimo, antecipar parcelas e ver, a qualquer momento, quanto falta pagar.

O pagamento das parcelas é feito por débito automático na NuConta – mas somente se o cliente tiver o valor total da parcela disponível no dia do pagamento - caso contrário, um lembrete será enviado, com informações sobre as taxas referentes a atrasos.

Por enquanto, a empresa vai testar a novidade com alguns clientes que já usam o cartão de crédito Nubank e a NuConta. Aqueles que estiverem na fase de testes serão avisados por e-mail e notificação em seu celular. Além disso, verão a opção de empréstimo no aplicativo.

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A tecnologia vem mudando a forma como as pessoas lidam com o dinheiro - não só para investir, mas também para tomar emprestado. Segundo pesquisa do aplicativo de educação financeira Guiabolso, com 4,5 milhões de usuários, ao contratar um crédito pessoal online via fintechs, o consumidor pode conseguir uma taxa de juros mensal, em média, três pontos porcentuais abaixo do que as oferecidas nos grandes bancos. Isso significa que uma taxa de 6% ao mês, por exemplo, poderia sair por 3%.

Em levantamento realizado, a pedido da reportagem, com uma amostra de usuários do aplicativo, entre os que têm parcelas de empréstimos em bancos, 82% economizariam se tivessem escolhido um empréstimo pessoal online na plataforma, por meio de algum parceiro de crédito digital, como BV Financeira e CBSS.

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Entre os pesquisados, o valor médio dos empréstimos nos bancos era de R$ 7,2 mil, com parcela média mensal de R$ 836. Assim, segundo o Guiabolso, o refinanciamento para um crédito online geraria uma economia de R$ 200 por mês. Em média, a taxa de juros das opções de crédito digital oferecidas no app foi de 3,7% ao mês.

Segundo dados do Banco Central (BC), ao fim de janeiro, as taxas médias de empréstimo pessoal sem garantia no BB, Itaú, Santander, Caixa e Bradesco eram de, respectivamente, 3,91%, 4,22%, 4,62%, 4,70% e 5,75% ao ano. Já segundo a pesquisa do Guiabolso, o crédito tomado diretamente com os bancos tradicionais foi mais caro (em média, 6,7%). A explicação para essa diferença é que os dados do BC englobam categorias diversas de clientes, como alta renda e private, que têm acesso a taxas melhores. Em 2018, o juro médio do crédito pessoal foi de 41,7% ao ano, segundo o BC.

Benjamin Gleason, cofundador do Guiabolso, explica que, além de fintechs terem custos reduzidos por não arcarem com uma estrutura física, elas conseguem oferecer taxas mais baixas devido a um processo mais customizado de análise de crédito, que privilegia bons pagadores.

"Nos bancos, as pessoas mostram apenas parte da vida financeira, mas hoje o consumidor tem conta num banco, cartão de outro e investe por outra corretora - e isso a gente consegue identificar, conectando essas diversas contas", explica. O Guiabolso, por exemplo, também utiliza dados externos de birôs de crédito, como o SCPC Boa Vista, com quem tem uma parceria.

As fintechs de crédito cresceram de forma expressiva nos últimos tempos. Segundo a Associação Brasileira de Crédito Digital (ABCD), o salto vem sendo de 300% ao ano no volume de crédito concedido. A procura por novas alternativas decorre do fato de que, apesar de a Selic ter caído de 14,25% a 6,5% ao ano de 2016 para cá, o impacto no mercado de crédito foi pouco expressivo.

"Historicamente, resolvemos o problema da inflação - mas ainda não o de crédito", afirma Rafael Pereira, presidente da associação. "Grande parte desse problema tem a ver com a concentração bancária: mais de 80% do crédito está nos cinco grandes bancos. Mas, isso está mudando." Segundo a associação, hoje existem entre 80 e 100 empresas de crédito online no País.

Ele pontua também que o segmento tem se tornado cada vez mais especializado. "Há fintech de crédito focada em pessoa física, jurídica, em pequena e média empresa, em consignado, com garantia e por aí vai", diz.

A fintech Alicrédito, por exemplo - focada em crédito pessoal -, vai lançar este mês duas novas linhas: crédito para servidores federais e consignado, com taxa média de 1,7% ao mês. "A questão é que a maioria dos clientes de banco são pagadores de tarifas, mas não tem os serviços adequados", diz Bruno Reis, presidente da empresa.

Pereira, da ABCD, ressalta, porém, que, na hora de tomar crédito, é importante pesquisar sobre a instituição financeira e dobrar a atenção para evitar fraudes. "O consumidor jamais deve fazer pagamento antecipado para a liberação do crédito - nenhuma empresa pede isso", diz.

Procurados pela reportagem, Bradesco, Itaú e BB não comentaram. Caixa e Santander não responderam.

Lançamento

A fintech Nubank lança nesta segunda-feira (11) um novo serviço de empréstimo pessoal para pessoa física. A novidade ficará disponível gradualmente para clientes da NuConta e do cartão de crédito. Num primeiro momento, serão oferecidos juros entre 2,1% e 5% ao mês.

Todo o processo é feito por meio do aplicativo, no qual o cliente pode fazer uma simulação: basta informar o valor de que precisa, escolher o número de parcelas (máximo de 24) e a data em que gostaria de começar a pagar para ver, na hora, os juros e o valor total e mensal a ser pago.

A liberação do novo produto será feita de forma gradual. Ao longo dos próximos primeiros meses, aproximadamente 600 mil clientes já ativos devem ter o crédito pré-aprovado disponível para contratação. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Nesta segunda-feira (21), o meia Gabriel foi apresentado oficialmente como reforço pelo Kashima Reysol, do Japão. O atleta que pertence ao Flamengo, mas que atuou na última temporada pelo Sport, acertou com o clube japonês por empréstimo até o fim do ano. Assim, o jogador volta a jogar sob o comando do técnico Nelsinho Baptista.

“Estou muito feliz e motivado para esse primeiro desafio fora do Brasil. Foi uma honra ter meu nome lembrado pelo Nelsinho, que é um grande treinador e extremamente respeitado aqui no Japão. Fui muito bem recebido pela diretoria, comissão técnica, companheiros de time e pela torcida. A estrutura do clube é espetacular, tem condições excelentes de trabalho. Espero corresponder às expectativas e fazer uma boa temporada aqui, se possível com a conquista de títulos”, disse Gabriel, segundo o jornal Extra.

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Estabelecimentos comerciais que atuavam na concessão de empréstimos pessoais e consignados por meio de pagamento via cartão de crédito, no bairro de Prazeres, em Jaboatão dos Guararapes, Grande Recife, tiveram os seus materiais apreendidos nesta quinta-feira (17). Tudo foi enviado pelo Procon do município para a Delegacia do Consumidor. As multas aplicadas pelo órgão chegam a R$ 7 milhões.

"Verificamos que essas empresas realmente estavam praticando agiotagem após a análise dos itens apreendidos. Em uma delas, encontramos cinco CNPJs e outros dois em outra. Como penalidade, cada empresa terá que arcar com uma quantia de R$ 1 milhão por inscrição jurídica, num total de R$ 7 milhões", destacou o gerente de Atendimento do Procon Jaboatão, Rafael Arruda.

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De acordo com o delegado Victor Meira, a prática é considerada exploratória, segundo o Código de Defesa do Consumidor, e caracterizada como crime, previsto nas Leis Federais. Todo o material que foi apreendido será encaminhado para o Instituto de Criminalística, para ser analisado.

“É importante que as prefeituras trabalhem em parceria conosco e estejam atentas a práticas como essas. A situação é tão grave que pode ser enquadrada como crime de agiotagem, e, até mesmo, estelionato. Com os laudos em mãos, os responsáveis pelas empresas serão convocados para um interrogatório", explicou o delegado Victor Meira.

*Com informações da assessoria

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Sem conseguir obter um empréstimo para saldar suas dívidas, a diretoria do Vasco admitiu nesta sexta-feira (4) que está sem o fornecimento de água em São Januário há uma semana. O corte foi realizado no dia 28 de dezembro pela Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae), para a qual o clube carioca deve cerca de R$ 10 milhões.

Em comunicado, a diretoria disse ter "estranhado" a decisão da Cedae em fazer o corte no fornecimento da água. "O clube manifesta sua estranheza com a adoção de uma medida intempestiva como esta, no último dia útil de mandato da antiga administração estadual, no momento em que negocia com a alta direção da Cedae um acordo para a renegociação de antigas dívidas, no valor aproximado de R$ 10 milhões."

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O Vasco garantiu que está em negociação com a cúpula da Cedae nas últimas semanas para renegociar a dívida total. "Poucos dias antes, a Diretoria Administrativa [do Vasco] havia encaminhado à Cedae uma proposta para a repactuação dos débitos, para qual aguarda resposta", informou o clube, em comunicado.

"O clube acredita que a direção da estatal terá o bom senso e a razoabilidade de reverter esta medida abrupta, como reconhecimento do empenho desta Diretoria Administrativa em equacionar todas as pendências", registrou a gestão vascaína. A Cedae ainda não se manifestou sobre o comunicado do clube. São Januário está sendo abastecido com carros pipa nos últimos dias.

Nesta quinta-feira, o elenco vascaíno se reapresentou no CT do Almirante para dar início à pré-temporada. Mas a falta de água não deve afetar diretamente os jogadores nos próximos dias porque o grupo vai viajar na segunda-feira para Atibaia, onde fará quase toda a pré-temporada, no interior de São Paulo, até o dia 17.

EMPRÉSTIMO - O corte no fornecimento de água em São Januário se deve, segundo a direção do clube, à dificuldade em obter um empréstimo bancário de R$ 18 milhões. Trata-se da segunda parcela do empréstimo no valor total de R$ 38 milhões, aprovado pelo Conselho Deliberativo no dia 17 de setembro do ano passado.

"O atraso se deve a dificuldades para a obtenção das garantias necessárias ao empréstimo, em decorrência de bloqueios judiciais sofridos pelo clube. Por meio de seu departamento jurídico, o clube já adotou as medidas cabíveis junto aos meios competentes para equacionar o impasse, desbloquear suas contas e, assim, liberar as garantias para o empréstimo", informou o clube.

Segundo a gestão vascaína, o empréstimo é determinante para o clube saldar suas dívidas. "Como tem sido amplamente divulgado por esta diretoria administrativa, o empréstimo em questão é fundamental para o clube honrar compromissos financeiros do exercício de 2018. Esta diretoria administrativa reafirma, mais uma vez, que tem trabalhado incansavelmente para assegurar que clube honre todas as suas obrigações financeiras."

A  fintech brasileira Creditoo, que tem sede em São Paulo, anunciou o lançamento de uma tecnologia que permite a contratação de empréstimo consignado diretamente pelo WhatsApp. Agora, os funcionários de mais de 80 empresas parceiras podem realizar a contratação do crédito de forma automática no aplicativo.

De acordo com o CEO e cofundador da Creditoo, Ramires Paiva, mais de 90% do atendimento é realizado pelo WhatsApp. "Percebemos uma grande demanda de contratação por meio do aplicativo, e por isso automatizamos boa parte do nosso processo para as empresas que já são parceiras", aponta.

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O processo funciona de maneira automática e simples. No caso de empresas parceiras, funcionário entra em contato diretamente pelo WhatsApp e é questionado se deseja contratar o empréstimo ou ter outro tipo de atendimento. Caso escolha a primeira opção, um chatbot começa a interagir com o usuário solicitando as informações necessárias para realização do pedido, até a conclusão desta operação.

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou nesta semana empréstimo de R$ 1,25 bilhão para a concessionária do Aeroporto de Porto Alegre, controlada pela alemã Fraport. Com isso, foi fechado o pacote de financiamento aos quatro terminais privatizados em março de 2017. O BNDES financiará dois - além de Porto Alegre, a concessionária do Aeroporto de Florianópolis, controlada pelo Grupo Zurich, cujo empréstimo, de R$ 376 milhões, foi aprovado há duas semanas.

O diretor de Infraestrutura e Governos do BNDES, Marcos Ferrari, chamou a atenção para o aumento da eficiência do banco na análise desses pedidos de crédito. O empréstimo para Florianópolis foi aprovado após 196 dias de análise e o de Porto Alegre, em 202 dias. Segundo Ferrari, o tempo médio de análise dos pedidos no setor de infraestrutura é 500 dias.

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O financiamento para Porto Alegre corresponde a 60% dos investimentos totais na concessão, previstos em R$ 1,8 bilhão. Conforme dados do BNDES, as principais obras de infraestrutura previstas são a ampliação do terminal de passageiros 1, a adequação das vias de taxiamento, melhorias no sistema de drenagem, a construção de edifício-garagem para estacionamento de veículos e a extensão da pista de pouso e decolagem de 2.280 metros para 3.200 metros. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) como garantia para empréstimos consignados pode permitir a liberação de R$ 126 bilhões aos trabalhadores de todo o Brasil. A estimativa é do Ministério do Trabalho (MTb), após o lançamento da nova modalidade de crédito, na tarde desta quarta-feira (26), em cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília.

A linha de financiamento já está à disposição de pelo menos 37 milhões de trabalhadores com carteira assinada. Os recursos poderão ser usados para quitar dívidas, limpar o nome, fazer pequenas reformas ou um novo investimento, de acordo com as necessidades dos beneficiários.

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A nova modalidade permite o uso de 10% do saldo da conta e do total dos 40% da multa em caso de demissão sem justa causa como garantia para o empréstimo. Considerando um saldo total de R$ 373 bilhões em contas ativas do FGTS, é possível gerar garantia inicial de R$ 37,3 bilhões em empréstimos consignados. No entanto, como cerca de 60% das demissões ocorrem sem justa causa, há uma garantia adicional de R$ 89,5 bilhões relativos às multas de 40% do FGTS, chegando aos R$ 126,8 bilhões estimados pelo MTb.

Juros baixos

Os juros não poderão passar de 3,5% ao mês, taxa até 50% inferior à de outras operações de crédito disponíveis no mercado. A expectativa é de que as taxas da nova modalidade fiquem em torno de 2,50% ao mês, devido à competição entre os bancos.

A Caixa começou a operar a modalidade nesta quarta, com juros mensais de 2,65%. A cliente Keila da Silva Costa foi a primeira a fazer o financiamento, assinado durante a cerimônia no Palácio do Planalto.

O prazo de pagamento na nova modalidade será de até 48 meses (quatro anos), e o valor do empréstimo vai depender de quanto o trabalhador tem na conta vinculada do FGTS. Se o trabalhador perder o vínculo empregatício com a empresa em que estava quando foi feito o empréstimo consignado, a garantia poderá ser retida pelo banco.

A utilização do FGTS como garantia para crédito consignado foi aprovada pelo Conselho Curador do FGTS, presidido pelo Ministério do Trabalho, e está previsto na Lei 13.313/2016. Além de Caixa, outros bancos poderão oferecer a nova linha de crédito, seguindo as regras estabelecidas em lei.

Três empresas irregulares que ofereciam empréstimo bancário foram interditadas pelo Procon Pernambuco na manhã desta segunda-feira (10), no bairro de Afogados, Zona Oeste do Recife. De acordo com o órgão, a Agiplan, na Rua da Paz, a Facility, na Rua Motocolombo, e uma que não possuía nome, localizada no Edifício Antonio Ratacasso, funcionavam de forma irregular. 

As três financiadoras ficarão fechadas até se regularizarem e ainda poderão ser multadas, em valores que vão desde R$ 1.050 a R$ 9,5 milhões. Segundo o Procon-PE, os três estabelecimentos estavam sem documentos para funcionamento e não possuíam CNPJ. “O consumidor que tiver algum problema com uma dessas empresas teriam  dificuldades até para abrir uma reclamação, já que elas não estão regularizadas”, explicou a secretária executiva de direito do consumidor, Mariana Pontual.

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O Procon-PE informou que, para funcionar, as lojas precisam ter autorização do Banco Central, os funcionários precisam ser credenciados, treinados e estar devidamente identificados. Além disso, é necessário disponibilizar aos consumidores todas as informações relativas aos empréstimos oferecidos e um telefone para atendimento ao cliente. No final do mês de agosto, dois estabelecimentos irregulares foram interditados no bairro de Casa Amarela, na Zona Norte do Recife. O Consumidor que quiser denunciar pode procurar uma das unidades do Procon ou ligar para o 0800.282.1512.

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