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Para expandir a segurança de crianças e adolescentes no TikTok, a plataforma atualizou a ferramenta Sincronização Familiar e ampliou o vínculo dos pais com o perfil dos filhos. A novidade aumenta a capacidade de supervisão e o controle sobre as contas.

Por meio da Sincronização Familiar, os pais vão fazer parte da experiência dos menores na rede social e acompanhar sua atuação. A antiga configuração já permitia os recursos de:

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Modo restrito, que limita o conteúdo que aparece no feed "Para Você" e evita a exibição de publicações não ser apropriadas;

Mensagens diretas, que restringe ou desativa quem pode enviar mensagens aos adolescentes. O próprio já desativa automaticamente os envios diretos para menores de 16 anos e deixa autorizados apenas os seguidores.

Na atualização, as novidades são as ferramentas:

Pesquisar, que dá o poder de decidir o que a criança pode pesquisar, seja conteúdo, usuários, hashtags ou sons;

Gerenciamento do tempo de tela, que define o tempo de acesso diário ao TikTok;

- Comentários, que filtra quem pode comentar nos vídeos do seu filho (todos, amigos, ninguém);

Detectabilidade, que torna a conta privada ou pública;

Vídeos de que gostou, que dá permissão para decidir se outros podem ver a lista de vídeos que seu filho gostou.

No primeiro dia de funcionamento efetivo do Pix, a nova plataforma de pagamentos instantâneos, houve relatos de dificuldades para a transferência de valores - a Caixa, por exemplo, chegou a falar em "uma intermitência pontual no serviço" - e de operações não completadas, mas o Banco Central descartou qualquer instabilidade do sistema. Além disso, potenciais usuários admitem ainda ter receio de operar o Pix.

"É importante diferenciar o que é instabilidade do sistema e o que são operações que não foram completadas. Não houve nenhuma instabilidade no sistema. Houve um volume de operações que não foram completadas em um banco ou outro, e monitoramos isso. Pode ter havido um erro na formatação da chave pelo banco. Quando há um volume grande de operações rejeitadas, entramos em contato com os bancos", afirmou o presidente do BC, Roberto Campos Neto.

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Após 12 dias de operação restrita, na qual apenas alguns clientes selecionados pelas próprias instituições financeiras puderam testar o sistema, o Pix já está disponível para todos os correntistas. O Pix é um meio de pagamento, assim como os boletos, a TED, o DOC, as transferências entre contas e os cartões de pagamento (de débito ou de crédito). A diferença é que o novo sistema permite que a operação seja feita em qualquer horário e em poucos segundos.

Segundo o diretor de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução do BC, João Manoel de Pinho de Mello, parte dos erros em operações não completadas ocorreu em tentativas de Pix para conta salário. "Não é possível cadastrar uma chave para conta salário", explicou ele.

Para Campos Neto, as mais de 73 milhões de chaves já cadastradas em algumas semanas no Pix significam uma adesão maior do que qualquer aplicativo digital já teve no País. "Achamos que a adesão está bastante ampla, tanto de pessoas físicas como de jurídicas. Obviamente, quando o Pix começa a funcionar, a necessidade de fazer parte do sistema aumenta", afirmou.

No casa da Caixa, o banco reconheceu que enfrentou problemas no início do dia. "A Caixa informa que, no início desta manhã (segunda, 16), houve uma intermitência pontual no serviço do Pix e que as operações impactadas serão automaticamente estornadas, sem prejuízo aos clientes", afirmou. "O serviço foi normalizado ainda pela manhã e, até o início desta tarde, já haviam sido cadastradas 170 mil novas chaves e realizadas mais de 200 mil operações."

No final do dia, o BC informou ter registrado ontem mais de 1 milhão de transações, que somaram R$ 777,324 milhões. O valor médio das transações liquidadas foi de R$ 773,43. Para o BC, apesar de o novo sistema ter apresentado problemas no primeiro dia de funcionamento, foram incidentes "pontuais e esperados".

'É novo. Fico com receio'

No primeiro dia de funcionamento do Pix, consumidores até demonstraram boa expectativa com a novidade. Mas o tom ainda era de cautela. "No futuro, se esse tipo de transação se concretizar, sim, eu pretendo usar. Mas hoje, que é uma coisa nova, fico com um pouco de receio", resume a gerente de projetos Carolina Picciareli, de 24 anos.

Segundo o Banco Central, ontem eram mais de 73 milhões de chaves cadastradas no Pix. Também segundo a instituição, são mais de 30 milhões de pessoas físicas, mas apenas pouco mais de 1,7 milhão de empresas - lembrando que cada CPF/CNPJ pode ter mais de um cadastro.

Um dos estabelecimentos em São Paulo que passou a aceitar o sistema logo no seu primeiro dia foi uma padaria tradicional no bairro de Higienópolis. Um dos sócios, Vicente Safon, de 39 anos, afirma que colocou o Pix em operação por acreditar que o modelo pode ser um grande facilitador nos negócios. Ele explica que, com o pagamento instantâneo, dois grandes gargalos podem ser resolvidos.

O primeiro é em relação às taxas e à rapidez do pagamento. "É uma opção muito boa para o lojista, porque você está trocando o dinheiro e o débito, tendo essa opção com menor custo", disse. O segundo pode parecer mais simples, mas é uma grande dor de cabeça no comércio: troco. Com mais transações digitais, diminui-se a necessidade pelo "troquinho". "Cheguei a contratar uma empresa para ter moedas. Claro que este serviço deixava as moedas mais caras."

Mas, no primeiro dia, a utilização do sistema foi bem pequena. Segundo Safon, até houve pagamentos por meio de transferência do Pix para o estabelecimento, mas foi por encomendas, por pessoas que estavam longe do local. "Dentro da loja, ninguém usou ainda. Não teve procura", afirmou o empresário.

"Eu pretendo usar, confio nas instituições, mas ainda não sei, por exemplo, usar em estabelecimentos. Mas, se alguém me ensinar, eu uso", disse a radialista Isabella Pulfer, de 34 anos, que estava consumindo na padaria.

Gabriel Nunes, de 25 anos, que possui um salão de cabeleireiro na Rua Augusta, aposta no médio prazo no uso do Pix, já que boa parte de seus clientes não anda com dinheiro ou até mesmo carteira. Geralmente, os pagamentos são via modo digital.

"Decidi colocar o Pix por ser algo novo. Acredito que a gente está em constante evolução. Além disso, pagamento em dinheiro aqui é muito raro. Essa forma nova é mais fácil, ainda mais na pandemia. As pessoas não gostam de colocar cartão na maquininha, acaba sendo exposição ao vírus. É também mais segurança e rapidez, sem taxa, instantâneo", disse Nunes.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O Ministério Público Federal (MPF) conseguiu que a Justiça impedisse a realização de campanhas eleitorais em terras indígenas de Pernambuco, sob aplicação de multa de R$ 10 mil. Decisão é dessa quarta-feira (11). Em outubro, após solicitação das próprias comunidades, o órgão já havia recomendado que os candidatos consultassem caciques para antes de realizar atos de campanha nos territórios.

--> Povo Pankararu proibirá entrada de candidato não indígena

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--> Campanha em terra indígena depende da liberação do cacique

Mesmo após a recomendação referente ao acesso mediante autorização de lideranças, candidatos entraram ilegalmente nas terras do povo Pankararu, no Sertão. Na decisão, o MPF reforça uma portaria da Fundação Nacional do Índio (Funai), que já havia estabelecido medidas de prevenção contra a Covid-19.

Na ocasião, as Promotorias Eleitorais de Tacaratu, Jatobá, Itacuruba, Floresta e Petrolândia já haviam acionado o MPF expedir recomendações aos partidos e garantir que a Funai também fosse comunicada sobre a realização de atos de campanha. Contudo, muitas das siglas não informaram sobre o acatamento do documento, aponta o MPF.

O atacante Caio Mancha, que chegou no Santa Cruz para reforçar o ataque na Série C, foi apresentado pelo clube oficialmente nesta quarta-feira (21) e falou sobre suas expectativas com a camisa coral. Aos 28 anos, Caio sabe bem o que quer. "Vim aqui para ajudar em busca do acesso e do título", afirmou.

jogador ainda elogiou a torcida e falou que torce para atuar no Arruda lotado um dia. "Torcida aqui é fanática, quero ajudar, quero ter o prazer de jogar com esse estádio lotado. Logo mais a gente vai poder ter esse apoio. Estou ansioso para que isso aconteça", acrescentou.

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Enquanto essa oportunidade segue distante, Caio terá uma briga interna por espaço. Pipico, que é o titular da posição, Victor Rangel e Maycon Félix. São três companheiros brigando por uma vaga, mas a bronca, segundo ele, está nas mãos de Martelotte com quem trabalhou no Taubaté-SP. 

"Vamos deixar essa dúvida para Martelotte (sobre atuar com Pipico). Claro que a gente vai trabalhar firme para que, quando entrar, a gente possa corresponder dentro de campo. Se for para jogar junto, a gente joga junto. Se não, vamos para trabalhar para, na hora que aparecer a oportunidade, a gente possa dar conta", enfatizou Caio.

O jogador que tem contrato até o fim da Série C já fez sua estreia pela equipe no sábado (17) contra o Treze-PB.

Por meio da Pró-Reitoria de Gestão Estudantil e Inclusão (Progesti), a Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) começa a adesão ao Projeto Alunos Conectados, do Ministério da Educação e da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (MEC/RNP). A ação vai disponibilizar chips de acesso a internet a discentes em auxílio às atividades remotas durante a pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

Poderão receber o chip, inicialmente, os alunos da instituição que se candidataram para o Auxílio Emergencial Digital, priorizando os que possuem renda mensal de até 1,5 salário mínimo.

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Também receberão, na próxima fase, se atenderem aos requisitos, aqueles que ficaram na lista de espera do auxílio. Os estudantes devem informar um endereço válido para receber o chip de dados por meio do preenchimento do formulário.

Os chips, que terão 20 GB de dados mensais, serão enviados por meio do Sedex para os estudantes. Confira, abaixo, as listas dos alunos que podem receber o chip de dados do programa:

Campus Sede

Campus UABJ

Campus UACSA

Campus UAST

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu conceder ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva amplo acesso às informações do acordo de colaboração premiada do ex-ministro Antonio Palocci. Pela decisão, Lula pode ter acesso aos trechos em que é citado, exceto se isso atrapalhar alguma medida de investigação que esteja em andamento.

O placar do julgamento foi 3 a 1, com votos dos ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Ricardo Lewandowski. O relator da Lava Jato no STF, ministro Edson Fachin, ficou isolado. O julgamento desta tarde foi o de um recurso da defesa de Lula após Fachin ter recusado um dos pedidos da defesa.

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Na decisão anterior, Fachin tinha concedido acesso apenas aos elementos de prova incorporados em investigações criminais que tenham sido deflagradas contra ele. Agora, com a decisão da 2ª Turma, Lula poderá ter acesso a todos os trechos que façam menção a seu nome ou a expressões assemelhadas, como governo Lula e era Lula, desde que não haja prejuízo para a realização de diligências.

"Penso que não se pode adotar uma postura no sentido de um sigilo integral e intransponível, pois ainda que o acordo se caracterize como meio de obtenção de provas há, em conjunto, elementos de prova relevantes ao exercício do direito de defesa e do contraditório", disse Gilmar Mendes.

A ministra Cármen Lúcia disse que o sigilo "não tem caráter absoluto e evidentemente tem que ser interpretado". "Se houver declarações de colaboradores que mencionam e incriminam o delatado, torna-se imperativo franquear o acesso pela defesa aos termos pertinentes, salvo se de forma concreta a autoridade judicial discriminar diligência investigativa em curso, o que não se verificou nos autos", disse Ricardo Lewandowski.

Em nota, a defesa de Lula disse que a Segunda Turma "afastou mais uma grave violação ao devido processo legal que a Lava Jato vinha impondo ao ex-presidente".

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, concedeu ao deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG) acesso integral às delações premiadas da OAS e da Santa Bárbara Engenharia em processos ligados ao inquérito em que foi indiciado por corrupção e peculato. O tucano é investigado por superfaturamento na construção da Cidade Administrativa, sede do governo estadual mineiro, enquanto era governador do Estado.

A defesa de Aécio alegou ao ministro que não teve acesso aos depoimentos que o incriminaram perante o Juízo da Vara de Inquéritos Policiais de Belo Horizonte, medida que violou jurisprudência da Corte que prevê amplo acesso da defesa aos elementos de prova já documentos durante investigação.

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Segundo os advogados do tucano, mesmo após a Justiça mineira permitir acesso aos autos, após a reclamação ser apresentada ao Supremo, o acesso ainda era parcial e não englobava à íntegra das documentações relacionadas às delações dos executivos Marcelo Dias e José Ricardo Nogueira Breghirolli.

Moraes concedeu acesso às delações, mas restringiu os documentos e provas relacionadas às diligências ainda em andamento na investigação.

Aécio e outras onze pessoas foram indiciadas em maio pela Polícia Federal por corrupção, desvio de recursos públicos e falsidade ideológica esquema de superfaturamento na construção da Cidade Administrativa de Minas Gerais entre 2007 e 2010.

O investigadores também apontaram indícios de desvio de R$ 232 milhões em recursos públicos por meio de contratações fictícias, cujos serviços não foram prestado. Somado à fraude na licitação, o prejuízo aos cofres do governo mineiro chegam a R$ 747 milhões em valores atualizados.

Em maio, a defesa do tucano afirmou que o indiciamento era "absurdo". "A obra foi acompanhada por auditoria independente e seu edital apresentado ao TCE e ao Ministério Público que não apontaram qualquer irregularidade", afirmaram os advogados de Aécio.

 O prefeito de Veneza, Luigi Brugnaro, anunciou nesta sexta-feira (17) um projeto para instalar catracas automáticas em todos os acessos do centro histórico da cidade para controlar o fluxo de pessoas.

Segundo Brugnaro, de centro-direita, residentes, trabalhadores pendulares e estudantes poderão baixar um código de acesso nos smartphones que garantirá acesso livre à região. "Nesse ponto, se decidirá quantas pessoas a cidade pode receber", explicou, durante um encontro com donos de hotéis.

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Para turistas, o prefeito prevê lançar um aplicativo e um sistema de compra de ingressos antecipados para entrar em Veneza. Viajantes com reservas em hotéis receberão a chave de acesso junto com a confirmação da hospedagem.

"A ideia é instalar catracas automáticas em todos os acessos da cidade, e a chave ficará no smartphone", explicou. A Prefeitura planejava instituir ainda neste ano uma taxa de até oito euros contra turistas que não pernoitam no centro histórico da cidade.

A cobrança entraria em vigor em 1º de julho, mas foi adiada para 2021 em função da pandemia do novo coronavírus, que atingiu em cheio o setor de turismo. Tanto a taxa quanto o controle de acesso serão voltados a pessoas que visitam o centro histórico de Veneza e as ilhas da cidade, como Murano e Burano, mas sem pernoitar nessas regiões.

Aqueles que dormem na área da Lagoa de Veneza já pagam a "tassa di soggiorno", que varia de um a cinco euros por dia. Por outro lado, adeptos do chamado "bate e volta" hoje não arcam com nenhuma taxa para entrar no superlotado centro histórico da cidade.

"Encontramos uma solução: entra apenas quem reserva", disse Brugnaro nesta sexta, mas sem dar prazos para a implantação das catracas.

Da Ansa

A Polícia Federal solicitou à superintendência da corporação, no Rio de Janeiro, cópia de um inquérito sigiloso aberto no ano passado envolvendo o relatório do Coaf que identificou movimentações financeiras suspeitas do ex-assessor parlamentar Fabrício Queiroz. A solicitação foi feita na sexta-feira (19), pela delegada Christiane Correa Machado, que lidera as investigações sobre suposta interferência política do presidente Jair Bolsonaro na corporação.

Reportagem da Folha de S. Paulo mostrou que a PF Rio abriu inquérito no ano passado para apurar suposto crime de evasão de divisa praticados por um advogado no Rio Grande do Sul mencionado em um relatório do Coaf que também citava Queiroz. O ex-assessor não era investigado, mas transações financeiras dele teriam sido listadas no documento.

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Em agosto do ano passado, o então advogado de Queiroz, Paulo Klein, teria tido ciência do caso e pediu para acessar os autos. Como Queiroz não era investigado, o pedido foi negado pela Justiça. No mesmo mês, o presidente Jair Bolsonaro tentou trocar o comando da PF Rio e emplacar um nome de sua confiança.

"Visando instruir os autos do Inquérito Policial nº 0004/2020-1 SINQ/CGRC/DICOR (4831 - STF), solicito a Vossa Excelência informações sobre existência de eventual inquérito instaurado na SR/PF/RJ (Superintendência Regional da Polícia Federal no Rio de Janeiro), a partir do Relatório de Inteligência Financeira 34670.7.50.6762, esclarecendo se, nos respectivos autos, foram protocolados requerimentos de vistas de Fabrício de Queiroz. Caso positivo, solicito cópia desses documentos", pediu a delegada.

A defesa de Moro apontou à PF que a petição de Klein no inquérito demonstra que Queiroz tinha ciência da existência do relatório do Coaf que o mencionava, e queria ter acesso ao documento sigiloso. A defesa também ressalta que, no mesmo período, o presidente Jair Bolsonaro tentava trocar o comando da PF Rio, que conduzia as investigações.

"Essas razões endossam e reforçam a imprescindibilidade da disponibilização de cópia do procedimento investigatório n° 5011763-74.2019.4.02.5101 para que se possibilite analisar sua evolução processual e eventuais implicações pertinentes à questão criminal aqui apurada", afirmou o advogado Rodrigo Sánchez Rios.

A defesa de Moro relembrou que as investigações em questão, sobre interferências políticas de Bolsonaro, se interligam ao caso devido à pressão exercida pelo presidente em agosto do ano passado para a troca do comando da PF Rio. Bolsonaro tentou emplacar um nome de sua confiança no mesmo mês que a investigação sigilosa que a defesa de Queiroz teve ciência de uma investigação relacionada a um relatório do Coaf que o citava.

À época, a PF Rio era comandada pelo delegado Ricardo Saadi, que prestou depoimento alegando que sua exoneração do cargo foi antecipada em agosto do ano passado a pedido e sem justificativa clara. A saída de Saadi provocou atritos entre o presidente Jair Bolsonaro e o então ministro Sérgio Moro e foi a primeira ocasião em que, segundo o ex-juiz, o presidente teria insistido em emplacar um nome de seu gosto no comando da corporação fluminense - o superintendente no Amazonas Alexandre Saraiva.

Saraiva, por sua vez, disse aos investigadores que sua indicação para assumir a PF Rio partiu do então diretor da Abin, Alexandre Ramagem, nome de confiança do presidente Jair Bolsonaro e por pouco o diretor-geral da corporação. O delegado informou que a proposta teria sido feita 'no início do segundo semestre' do ano passado, época em que o presidente Jair Bolsonaro tentou emplacar o seu nome para comandar a PF Rio.

Notícia de fato

Em outro ponto, a defesa de Moro afirmou que o Ministério Público Federal pediu o desmembramento do relatório do Coaf que citava Queiroz 'visando a instauração de mais uma notícia de fato' relacionada ao documento. A Procuradoria não deu mais detalhes.

De acordo com a defesa do ex-ministro, apesar da investigação da PF até então não focar em Queiroz, todos os citados no relatório do Coaf 'eram tratados como investigados'. "Assim, mais uma razão para, além de se promover a disponibilização de cópia do Inquérito Policial, instar o MPF a esclarecer a existência de efetiva instauração de Notícia de Fato e posterior Inquérito Policial em face dos referidos investigados", disse a defesa.

Em todo o país, a porcentagem de crianças e adolescentes que não acessam a internet caiu de 14%, em 2018 para 11% em 2019, de acordo com a pesquisa TIC Kids Online Brasil 2019, divulgada hoje (23). Isso significa que são 3 milhões, com idade entre 9 e 17 anos que não têm acesso à rede, sendo que 1,4 milhões nunca acessaram a internet.

A pesquisa considera como não usuários aqueles que não acessaram a internet nos últimos três meses. Apesar ter aumentado o acesso, no entanto, os dados mostram que ele é ainda bastante desigual dependendo da região do país e também da renda das famílias. Com as aulas suspensas nas escolas de todo o país, devido à pandemia do novo coronavírus, e com as atividades sendo realizadas de forma remota, não ter acesso à internet faz diferença, de acordo com a coordenadora da pesquisa, Luisa Adib.

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“Muitas atividades de educação e de comunicação acabam não sendo realizadas da mesma forma ou mesmo não sendo realizadas dependendo da conexão e do acesso à internet e isso tem impacto muito grande”, diz, ressaltando que isso leva ao descumprimento de direitos de crianças e adolescentes na era digital.

O estudo mostra que, entre aqueles que têm acesso à rede, a própria casa é apontada com o local de acesso por 92%. No entanto, enquanto nas classes A e B apenas 1% não acessa a internet em casa, esse percentual sobe para 17% entre as classes D e E. O acesso é desigual também entre as regiões do país. Na região Centro-Oeste, 98% têm acesso, 96% na região Sudeste e 95% na região Sul. Já nas regiões Norte e Nordeste, esse percentual cai para 79%.

Segundo a pesquisa, no total, 4,8 milhões de crianças e adolescentes de 9 a 17 anos vivem em domicílios sem acesso à internet no Brasil, o que equivale a 18% dessa população.  Não ter internet em casa é apontado como motivo para não acessar a rede por 1,6 milhão de crianças e adolescentes e, não ter internet em nenhum lugar que costumam ir, por 900 mil.

Uso da internet

Em relação aos dispositivos usados para o acesso, o celular é o principal. Mais da metade, 58%, acessam a internet exclusivamente pelo celular. Entre as classes D e E, essa porcentagem chega a 73%, enquanto nas classes A e B, a 25%. Em todo o país, pouco mais de um terço, 37%, usa o celular e o computador para acessar a rede.

Em relação às atividades realizadas na internet, 76% das crianças e adolescentes dizem ter feito pesquisas para trabalhos escolares; 64% que pesquisaram por curiosidade ou vontade própria; 55% que leram ou assistiram a notícias na internet; e, 31% que procuraram informações sobre saúde.

As vídeo chamadas, que se tornaram populares em meio às medidas de distanciamento social adotadas para conter a propagação do vírus, não são tão familiares para todas as crianças e adolescentes. Nas classes A e B, 56% conversaram por vídeo chamada. Já nas classes D e E, 27%.

Perigos na internet

A pesquisa aponta também riscos e danos do acesso à internet. De acordo com o levantamento, 15% das crianças e adolescentes de 9 a 17 anos viram na Internet imagens ou vídeos de conteúdo sexual; 18% de 11 a 17 anos receberam mensagens de conteúdo sexual; e, 11% dessa faixa etária dizem que já pediram para eles, na internet, uma foto ou vídeo em que apareciam pelados.

Quase um terço das meninas (31%) e um quarto dos meninos (24%) foram tratados de forma ofensiva na internet. Dentre eles, 12% tinham entre 9 e 10 anos e 37% entre 15 e 17 anos. Um a cada dez diz que contou para um amigo ou amiga da mesma idade e 9%, para os pais ou responsáveis.

O estudo mostra ainda que 43% das crianças e dos adolescentes de 9 a 17 anos viram alguém ser discriminado na Internet, enquanto 7% reportaram terem se sentido discriminados. Em 33% dos casos que ocorreram com meninas, essa discriminação foi pela cor ou raça e; em 26% pela aparência física; em 21% por gostarem de pessoas do mesmo sexo; e, em 15%, pela religião. Entre os meninos, 20% reportam discriminação por cor ou raça; 15% pela aparência; 9% por gostarem de pessoas do mesmo sexo; e, 7%, pela religião.

A maior parte dos pais e responsáveis (80%) diz que conversa sobre o que as crianças e adolescentes fazem na internet; 77% dizem que ensinam jeitos de usar a rede social com segurança; e, 57%, que sentam junto com eles enquanto usam a internet, falando ou participando do que estão fazendo.

Os jovens, no entanto, dizem saber mais sobre a rede: 77% da população de 15 a 17 anos acredita saber mais sobre a internet do que seus pais ou responsáveis. Entre 13 e 14 anos essa porcentagem cai para 67% e para 52% entre 11 e 12 anos. Eles dizem também que têm dificuldades de largar a internet. Entre as crianças de 11 a 17 anos, 25% reportaram que tentaram passar menos tempo na internet, mas não conseguiram.

“A internet, assim como os ambientes offline, colocam as crianças e adolescentes expostas a oportunidades e também a muitos riscos. Nesse sentido é determinante a mediação parental para uso da internet”, diz Luisa.

Segundo a coordenadora da pesquisa, a restrição não é o melhor caminho pois isso privaria os jovens de oportunidade e do desenvolvimento de habilidades.“O que a gente sempre reforça é a participação de pais e responsáveis num diálogo e mediação ativa. Em um diálogo com crianças e adolescentes para saber que atividades realizam online e saber como têm participado desse ambiente para uso seguro e responsável”, acrescenta.

A pesquisa TIC Kids Online Brasil 2019 foi realizada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), por meio do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br). O estudo foi feito entre outubro de 2019 e março de 2020 com 2.954 crianças e adolescentes de 9 a 17 anos e seus pais ou responsáveis. 

Depois que o Governo de Pernambuco passou a responsabilidade sobre a abertura de praias, praças e parques para os municípios, a Prefeitura de Ipojuca, no Litoral Sul do estado, decidiu liberar os balneários em fases.

A primeira abertura acontece neste sábado (20), com a liberação das práticas esportivas individuais, incluindo o banho de mar, com restrição de horário das 4h da manhã às 12h. A prefeitura acentua que, com exceção das práticas esportivas dentro do mar, o uso da máscara continua sendo obrigatório.

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Ainda não será desta vez que os comerciantes poderão trabalhar em suas barracas ou de forma ambulante nas praias da cidade, isso ainda deve ficar para as próximas fases.

As praças da cidade também continuam proibidas para o uso da população. "As demais fases serão anunciadas ao final de cada etapa, a medida em que a Prefeitura do Ipojuca verificar o comportamento da curva de contaminação no município, considerando os dados dos boletins epidemiológicos da Secretaria Municipal de Saúde", explica a assessoria.

O ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito das fake news no Supremo Tribunal Federal (STF), assegurou o acesso de advogados de investigados aos autos das apurações sobre ofensas e ameaças a integrantes da Corte. Pelo fato do inquérito tramitar sob sigilo, os advogados terão de fazer agendamento junto ao gabinete de Moraes para ter acesso à cópia digitalizada dos autos.

Em decisões dadas na sexta-feira (29) e na segunda-feira (1º), o relator deferiu pedidos formulados pelo ministro da Educação, Abraham Weintraub, e pela deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP), além de solicitações de Reynaldo Bianchi Júnior, Allan Lopes dos Santos, Bernardo Pires Kuster, Edgard Gomes Corona, Luciano Hang, Marcos Domingues Bellizia e Otavio Oscar Fakhoury - alvos da ofensiva da PF realizada na última semana.

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A investigação fechou o cerco contra o chamado "gabinete do ódio", grupo de assessores do Palácio do Planalto comandado pelo vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-PR), filho do presidente Jair Bolsonaro. Em uma operação determinada por Moraes, a Polícia Federal apreendeu documentos, computadores e celulares em endereços de 17 pessoas suspeitas de integrar uma rede de ataques a integrantes da Corte e convocou oito deputados bolsonaristas a depor.

Após habeas corpus impetrado pela OAB e reclamações das defesas, o ministro já havia divulgado uma nota na noite de segunda indicando que foi autorizado "efetivo e integral" conhecimento dos autos a todos os alvos das apurações sobre "ofensas e ameaças a integrantes do Supremo Tribunal Federal, ao Estado de Direito e a Democracia", com a "obrigação da manutenção do sigilo". Na noite desta terça-feira (2), foram divulgados os despachos.

Na próxima semana, o Supremo deve analisar dois processos relacionados ao inquérito das fake news. Consta na pauta da próxima quarta-feira (10), do Plenário da Corte, a análise de pedido do Procurador-Geral da República, Augusto Aras, para suspensão temporária das investigações, até que o Supremo estabeleça seus "contornos".

Já na sexta-feira (12), tem início sessão virtual que inclui a apreciação do habeas corpus impetrado pelo ministro da Justiça, André Mendonça, em favor do ministro da Educação, Abraham Weintraub, e de aliados do presidente que foram alvo da operação da PF da última semana.

Neste domingo (31), o torcedor coral vai poder rever na Globo o histórico confronto entre o Santa Cruz e Portuguesa, realizado em 2005, que garantiu a volta da equipe coral à elite nacional. Um dos integrantes daquele elenco tricolor, o lateral Xavier tem passado por dificuldade em meio à atual crise do novo coronavírus; para ajudar o atleta, um amigo lançou uma vaquinha virtual para arrecadar recursos financeiros.

Xavier, autor de um golaço contra o Grêmio durante a Série B daquele ano, hoje vive em situação delicada. Por iniciativa de um amigo, segundo o Santa Cruz, uma campanha colaborativa foi criada. Até o complemento desta matéria, pouco mais de 23 pessoas colaboraram, resultando em uma quantia de R$ 1 mil. 

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No perfil do clube, Xavier mandou um recado aos torcedores, convidando para assistirem a reprise: "Relembrar aquela maravilhosa subida para a primeira divisão em 2005". Para colaborar com a vaquinha virtual, clique aqui.

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O atacante Bruno Moraes, conhecido como 'General', conversou nesta quinta-feira (28) com o LeiaJá em uma live no Instagram do portal. No papo, o artilheiro, que atualmente está sem clube após não renovar com o São Caetano, vê com bons olhos um possível volta ao Tricolor do Arruda. 

Bruno passou pelo Santa em 2015 e 2016. No período, ajudou o clube no acesso à Série A e conquistou a Copa do Nordeste e o Pernambucano. "Foi um dos meus maiores prazeres no futebol", declarou o atacante, se referindo a conquista do Nordestão. 

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O desejo de retornar ao Santa Cruz não é negado pelo atacante: "Eu ainda quero voltar para Recife, quero voltar a vestir essa camisa. Não escondo a ninguém".

Mesmo com situação bem diferente do que encontrou em 2015, quando a equipe retornou à primeira divisão, o fato do time está na Série C não é barreira para ele. "Isso daí não atrapalharia em nada. Quando o projeto é sério e as coisas bem organizadas não importa onde o clube está", concluiu.

Você pode acompanhar todo o papo no Instagram do LeiaJá:

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No ano de 2015, depois de rodar em alguns clubes do interior paulista, o atacante Bruno Moraes desembarcou no Recife para assinar com o Santa Cruz. O objetivo era ajudar o clube a retornar à elite do futebol brasileiro. Em 2016, ele deixou o clube, mas o carinho da torcida, que lhe deu o apelido de 'General', usado até hoje, ainda é grande. 

Nesta quinta-feira (28), o atacante participa de uma live no Instagram do LeiaJá, mediada pelo repórter Luan Amaral para relembrar o período vestindo a camisa da cobra coral. A live começa às 17h.

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No tricolor pernambucano, Bruno chegou depois de vencer a série A-2 do Paulistão, com a Ferroviária. E não demorou para o atacante cair nas graças da torcida. Na Série B, ele ajudou o tricolor no acesso. No ano seguinte, venceu a Copa do Nordeste e o Campeonato Pernambucano.

A partir desta segunda-feira (25), o acesso às praias de Fernando de Noronha foi flexibilizado aos moradores, que deverão atender às recomendações sanitárias para voltar a frequentar os locais. O horário permitido será das 8h às 16h.

A administração do arquipélago informa que atividades sem contato físico estão liberadas com o limite de quatro pessoas, respeitando o distanciamento de dois metros. Porém toda atividade comercial das praias segue proibida junto com a vendas de bebidas alcoólicas. Caso as medidas sejam descumpridas, pode ocorre uma nova interdição.

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Com o retorno da movimentação no mar pela prática de surf e outros esportes, o engenheiro de pesca e pesquisador Léo Veras, responsável pelo Museu do Tubarão, pede precaução redobrada para evitar o contato com animais. "Percebemos que o não uso das praias encorajou a frequência de grandes tubarões nas regiões mais rasas. Desta maneira, as pessoas devem tomar alguns cuidados básicos de segurança e convivência. Por isso, não persiga, não tente toca e nem alimentar os tubarões. Se visualizar um animal maior do que você, saia da água", alerta.

Servidores infectados

Após zerar os casos da Covid-19 e recuperar todos os infectados, 12 servidores sintomáticos chegaram à Noronha em um grupo de 31 profissionais, no dia 17 de maio. Os confirmados com o novo coronavírus retornaram ao Recife na última quinta-feira (21), enquanto os 19 que permaneceram passaram por exames, que descartaram a possibilidade de infecção.

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Nesta quinta (21), o Náutico anunciou a campanha Projeto Série A, um conjunto de ações criadas para estimular o acesso do clube à Série A. A retransmissão, às 16h do próximo sábado (23) da vitória sobre o Ituano, em 2006, que recolocou o Timbu na primeira divisão depois de 12 anos, foi escolhido para marcar o início do planejamento, em decorrência de seu simbolismo para os torcedores alvirrubros, que foram tidos como determinantes para a conquista do resultado. A primeira ação concreta será o “Tô com o Timba”, um pacote de ingressos para partidas da série B, gerando receita ainda antes do retorno ainda incerto do Campeonato Brasileiro.

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Nas rodadas iniciais, é provável que a competição ocorra com arquibancadas vazias, em prevenção à Covid-19. Ainda assim, o presidente do Náutico, Edno Melo, está confiante em um retorno forte da equipe. “Com a torcida alvirrubra ao nosso lado o Timbu vai voltar forte. Voltar para casa, voltar a campo, retomar os planos de futuro [...] Com a Nação Timbu unida, vamos trabalhar muito para comemorarmos os 120 anos da nossa fundação com o Náutico na Série A”, comenta.

O primeiro pacote de ingressos dará direito a 10 jogos da Série B, enquanto o segundo, batizado de “season ticket”, contempla os 19 jogos do Brasileirão. Em ambos, cada partida sai a R$ 20 (inteira) ou R$ 10 (meia), podendo ser dividido em até 6x. Para os sócios, já com os descontos, os valores são de: R$ 6 (categorias Patrimonial e Contribuinte), R$ 8 (Sócio Torcedor) e R$ 10 (Standard). É possível adquirir as entradas nos links: Sócio Nação Timbu e Público geral.

O uso do celular para acessar a internet cresceu no Brasil. Os aparelhos são o principal meio de acesso à rede no país, usados por quase todos os brasileiros. As informações são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua - Tecnologia da Informação e Comunicação (PNAD Contínua TIC) 2018, divulgada nesta quarta-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Até o ano passado, três em cada quatro brasileiros tinham acesso à internet e, entre eles, o celular era o equipamento mais usado. Entre 2017 e 2018, o percentual de pessoas de 10 anos ou mais que acessaram a internet pelo celular passou de 97% para 98,1%. O aparelho é usado tanto na área rural, por 97,9% daqueles que acessam a internet, quanto nas cidades, por 98,1%.

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“A gente fez a investigação do acesso dos domicílios à internet por qualquer aparelho e viu que cresceu - 79,1% dos domicílios têm acesso à rede - e isso aumentou principalmente por meio do telefone celular”, diz a gerente da Pnad Contínua, Maria Lucia Vieira.

Os dados mostram que 79,3% dos brasileiros com 10 anos ou mais têm aparelhos celulares para uso pessoal, com ou sem internet. Esse percentual era 78,2% em 2017. No mesmo ano, 84,4% das pessoas com aparelhos móveis tinham também acesso à rede por meio deles. Esse índice aumentou para 88,5% em 2018.

Entre aqueles que não têm celular no Brasil, 28% alegam que o aparelho telefônico é caro; 24,2%, que falta interesse em ter o equipamento, 19,8%, que não sabem usar; e 16,6%,que costumam usar o celular de outra pessoa.

Enquanto o celular ganha espaço, outros equipamentos perdem. O uso de computadores caiu de 56,6% para 50,7% e de tablets, de 14,3% para 12% de 2017 para 2018.

Mensagens e vídeos 

De acordo com o IBGE, 95,7% dos brasileiros que têm acesso à internet usam a rede para enviar ou receber mensagens de texto, voz ou imagens por aplicativos de mensagens, como o whatsApp, telegram, entre outros. O percentual se manteve mais ou menos o mesmo desde 2017, quando era 95,5%.



A maioria, 88,1%, também disse usar a internet para fazer ligações de voz ou vídeo. Esse índice aumentou em relação aos 83,8% de 2017. 

Os filmes e as séries ganharam espaço. Aumentou o percentual daqueles que disseram acessar a internet para assistir a vídeos. Esse índice passou de 81,8% em 2017 para 86,1% em 2018. Por outro lado, o percentual de pessoas que acessaram a internet com a finalidade de enviar e receber e-mails apresentou queda, passando de 66,2% para 63,2%.

Junto com o gosto pelos vídeos vem também o aumento do acesso à internet pela televisão. “Um dado interessante é o crescimento do acesso à rede por meio das TVs e isso está alinhado com os motivos para acessar a internet. Uma das principais finalidades que as pessoas alegam, além de enviar e receber mensagens, é assistir a vídeos e séries”, diz Maria Lucia.

A pesquisa mostra que o percentual das pessoas que acessaram a internet pela TV aumentou de 16,3%, em 2017, para 23,1%, no ano passado.

Esta é a terceira vez que a (Pnad) compila dados sobre Tecnologia da Informação e Comunicação. Os dados referem-se ao quarto trimestre de 2018. A pesquisa trata do acesso à internet e à televisão nos domicílios particulares permanentes e do acesso à internet e à posse de telefone móvel celular para as pessoas de 10 anos ou mais de idade, o que equivale a um total de cerca de 181,9 milhões de pessoas.

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua - Tecnologia da Informação e Comunicação (Pnad Contínua TIC) 2018, divulgada nesta quarta-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que uma em cada quatro pessoas no Brasil não tem acesso à internet. Em números totais, isso representa cerca de 46 milhões de brasileiros que não acessam a rede.

Os dados, que se referem aos três últimos meses de 2018, mostram ainda que o percentual de brasileiros com acesso à internet aumentou no país de 2017 para 2018, passando de 69,8% para 74,7%, mas que 25,3% ainda estão sem acesso. Em áreas rurais, o índice de pessoas sem acesso é ainda maior que nas cidades, chega a 53,5%. Em áreas urbanas é 20,6%.

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Quase a metade das pessoas que não têm acesso à rede (41,6%) diz que o motivo para não acessar é não saber usar. Uma a cada três (34,6%) diz não ter interesse. Para 11,8% delas, o serviço de acesso à internet é caro e para 5,7%, o equipamento necessário para acessar a internet, como celular, laptop e tablet, é caro.

Sem serviço

Para 4,5% das pessoas em todo o país que não acessam a internet, o serviço não está disponível nos locais que frequentam. Ou seja, mesmo que queiram, não conseguem contratar um pacote de internet. Esse percentual é mais elevado na Região Norte, onde 13,8% daqueles que não acessam a internet não têm acesso ao serviço nos locais que frequentam. Na Região Sudeste, esse percentual é 1,9%.

“Então, talvez, para poder abranger, aumentar esse acesso à internet a toda a extensão do país, investir na questão da disponibilidade na Região Norte seja um caminho”, diz a gerente da Pnad Contínua, Maria Lucia Vieira.

A pesquisa aponta também desigualdades entre áreas rurais e urbanas. O percentual de moradores de áreas rurais que não utilizam a internet porque o serviço não está disponível é 12%, dez vezes maior que a da área urbana, 1,2%. Já o índice daqueles que dizem ser caro o equipamento necessário chega a 7,3% na área rural, enquanto nas cidades é 5%.

Entre 2017 e 2018, no entanto, tanto na área rural quanto na urbana o percentual de pessoas que utilizaram a internet cresceu. Passou de 74,8% para 79,4%, em áreas urbanas, e de 39% para 46,5%, em áreas rurais.

Internet em casa

O índice de domicílios com acesso à internet também aumentou entre 2017 e 2018, passando de 74,9% para 79,1%. “O crescimento mais acelerado da utilização da internet nos domicílios da área rural contribuiu para reduzir a grande diferença em relação aos da área urbana”, diz o texto. De 2017 para 2018, o percentual de domicílios em que a internet era utilizada passou de 80,2% para 83,8% em área urbana e de 41% para 49,2% na área rural.

Em relação à renda, nas casas onde havia acesso à internet, o rendimento médio por pessoa era R$ 1.769, quase o dobro do rendimento nas casas daqueles que não acessavam a rede, que era R$ 940.

Esta é a terceira vez que a (Pnad) compila dados sobre Tecnologia da Informação e Comunicação. Os dados referem-se ao quarto trimestre de 2018. A pesquisa trata do acesso à internet e à televisão nos domicílios particulares permanentes e do acesso à internet e à posse de telefone móvel celular para as pessoas de 10 anos ou mais de idade, o que equivale a um total de cerca de 181,9 milhões de pessoas. 

A Polícia Militar (PM) deteve três pessoas por descumprirem o decreto que proíbe o acesso às praias em Pernambuco. Os casos ocorreram na segunda-feira (6) e no domingo (5) em Olinda e Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana do Recife (RMR).

O primeiro caso ocorreu no bairro de Rio Doce, em Olinda. Um homem jogava futebol com um grupo e uma mulher tomava banho de mar na Praia de Zé Pequeno. Segundo a Secretaria de Defesa Social (SDS), a PM alertou que eles deveriam deixar o local, mas as duas pessoas teriam se recusado a obedecer.

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De acordo com a SDS, a mulher, inclusive, cometeu desacato, pois questionou se os militares sabiam com quem estavam falando, pois ela seria filha de uma promotora de Justiça. Os dois foram encaminhados para a Delegacia do Varadouro, em Olinda, onde foram autuados e assinaram Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO).

Na segunda-feira (6), por volta das 9h, um homem que estava na Praia de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes, também se negou a deixar a faixa de areia. Ele foi levado para a Delegacia de Prazeres.

Não houve detenções similares no sábado (4). Na última segunda-feira, o Governo de Pernambuco anunciou que vai prorrogar o prazo de proibição do acesso a praias e parques, dessa vez incluindo também os calçadões. A medida agora vale até a próxima segunda-feira (13).

Entre 18 de março e 5 de abril, a SDS recebeu 24.006 denúncias sobre descumprimento aos decretos do Governo do Estado que visam a contenção da epidemia do novo coronavírus. Aglomeração acima do limite de dez pessoas, funcionamento irregular de comércio e de bares e restaurantes têm sido as principais queixas no 190.

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