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O Comando da Aeronáutica oficalizou nessa quinta-feira (6), a abertura do processo de admissão com 225 vagas para o Curso de Formação de Sargentos para o segundo semestre do ano de 2024. Para participar é necessário ter concluído o ensino médio e ter entre 17 e 25 anos.

De acordo com o edital, as vagas são para as áreas de: Comunicações (24); Mecânica de Aeronaves (30); Material Bélico (9); Fotointeligência (8); Eletricidade e Instrumentos (6); Estrutura e Pintura (10); Meteorologia (18); Suprimento Técnico (14); Informações Aeronáuticas (12); Eletromecânica (12); Guarda e Segurança (20); Bombeiro (5); Cartografia (2); Desenho (3); Metalurgia (2); Controle de Tráfego Aéreo (50).

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Os candidatos precisam ter concluído o Ensino Médio, não ter menos de 17 anos e nem completar 25 anos de idade até 31 de dezembro do ano da matrícula. Além disso, é exigido estar em dia com as obrigações eleitorais e militares. 

O processo

As inscrições poderão ser feitas de 10 a 28 de julho de 2023, até às 15h, por meio do site do Comando da Aeronáutica - COMAER ou pela Escola de Especialistas Aeronáutica - EEAR, com a taxa de R$ 80. Estará isento da taxa de inscrição, o candidato que declarar que é doador de medula óssea, ou declare ser membro inscrito no Cadastro Único.

Haverá prova escrita de língua portuguesa, língua inglesa, matemática e física, além de inspeção de saúde, exame de aptidão psicológica e teste de aptidão físico. A primeira etapa está prevista para ocorrer no dia 19 de novembro de 2023.

As provas escritas serão aplicadas nos seguintes municípios:

Belém - PA, Recife - PE, Natal - RN, Rio de Janeiro - RJ, Lagoa Santa/Belo Horizonte - MG, São Paulo - SP, São José Dos Campos - SP, Campo Grande - MS, Canoas - RS, Santa Maria - RS, Curitiba - PR, Brasília - DF, Manaus - AM, Porto Velho - RO e Boa Vista - RR.

Os aprovados ficarão sob regime de internato militar na EEAR, em Guaratinguetá-SP e o curso tem duração aproximada de dois anos.

O mês de junho está repleto de oportunidades para os que desejam participar de um concurso público. O LeiaJá preparou uma lista de certames em abertos em todo Brasil para diversas áreas.   

Confira:   

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Aeronáutica 

Vagas: 150 

Cargo: Graduação em Engenharia no ITA 

Salário: Aluno: R$ 1334,00

Aspirante: R$ 7.315,00 

Inscrições: até 16 de julho 

 Link de inscrição: https://vestibular.ita.br/   

 

Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional 7ª Região (CREFITO 7) 

Vagas: 144 

Cargo: agente fiscal, assessor jurídico e assessor contábil 

Salário: de R$ 5.309,39 a R$ 8.190,05 

Inscrição: até às 23h do dia 12 de junho, pela página da organizadora. 

Link de inscrição: https://www.quadrix.org.br/todos-os-concursos/inscricoes-abertas/crefito7_2023.aspx     

 

Empresa Municipal de Informática de Recife (EMPREL) 

Vagas: 30 

Cargo: analista de infraestrutura e suporte 

Salário: R$ 6.200 

Inscrição: até às 18h do dia 14 de junho, na página da organizadora. 

Link de inscrição: https://www.cebraspe.org.br/concursos/emprel_23   

 

Conselho Regional de Enfermagem do Piauí 

Vagas: 3 

Cargo: enfermeiro fiscal e contador 

Salário: de 5.030,25 a 5.689,31 

Inscrição: até às 23h59 do dia 15 de junho, pelo site da organizadora. 

Link de inscrição: https://www.idib.org.br/Concurso.aspx?ID=264 

 

Marinha 

Vagas: 42 

Cargos: Oficiais do quadro de Complementares, Cirurgião-Dentista, Quadro de Apoio à Saúde, Médico 

Salários: R$ 9.070,60 

Inscrições: até 25 de junho 

 Link de inscrição:  https://www.marinha.mil.br/sspm/?q=noticias/saiu-programa%C3%A7%C3%A3o-dos-concursos-2023#:~:text=Agora%2C%20os%20interessados%20em%20participar,e%20de%20aplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20provas

 

Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro 

Vagas: 2 mil  Cargo: Soldado  Salário: R$ 5.233,88  Inscrição: 14 de junho a 12 de julho   

Link de inscrição: https://portal.ibade.selecao.site/edital/ver/54   

Universidade Federal do Rio de Janeiro 

Vagas: 194 

Cargo: Professor   

Salário: R$ 4.556,92 

Inscrição: até 02 de julho   

Link de inscrição: https://concursos.pr4.ufrj.br/index.php/60-concursos/concursos-em-andame...     

 

Ministério Público do Estado de Rondônia   

Cargo: Analista e Médico   

Vagas: 422  Salário: R$ 11. 183, 80   

Inscrições: de 12 de junho a 28 de junho   

Link de inscrição: https://www.cebraspe.org.br/concursos/  Prefeitura de Santos (SP)  Vagas: 277  Cargo: Diversos   

Salário: R$ 3.629,14 até R$ 10.675,23 

Inscrições: até 15 de junho   

Link de inscrição: https://www.institutomais.org.br/Concursos/Detalhe/465   

 

Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (FHEMIG)   

Vagas: 1.822 

Cargo: diversos 

Salário: R$1.455,58 até R$11.982,14 

Inscrições: até 25 de julho 

 Link de inscrição: https://conhecimento.fgv.br/concursos/fhemig23

O Tribunal de Contas da União decidiu nesta quarta-feira, 8, encaminhar ao Comando da Aeronáutica acórdão em que aponta uma série de 'impropriedades' identificadas durante apuração sobre tentativa de locação de um Boeing 767, no início do governo Jair Bolsonaro - inclusive com indícios de sobrepreço. Segundo o TCU, o acórdão busca ensejar 'medidas internas (na Aeronáutica) com vistas à prevenção de outras ocorrências semelhantes'.

A Tomada de Contas lançou suspeitas sobre militares de alta patente da Força. A unidade técnica da Corte de Contas havia sugerido até aplicação de multa ao comandante da Aeronáutica à época, Antonio Carlos Moretti Bermudez, e ao então chefe do Estado-Maior, o tenente brigadeiro Paulo João Cury, por 'ato praticado com grave infração à norma legal ou regulamentar de natureza contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial' - inclusive com autorização do desconto das dívidas na remuneração dos militares.

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Para outros militares citados no caso, incluindo Cury, ainda foi sugerida a proibição de ocupar cargo em comissão ou função de confiança. No entanto, o relator do caso no TCU, ministro Augusto Sherman Cavalcanti, defendeu que o Tribunal se abstivesse, 'excepcionalmente', de apenar o militar.

Com relação aos outros citados, também na mira do parecer da área técnica, o ministro votou por acolher as justificativas apresentadas no bojo da apuração.

O processo em questão é derivado de uma representação sobre suposto 'ato de gestão antieconômico e ilegal' com a revogação de uma concorrência internacional para a compra de um Boeing 767, com a posterior licitação para locação da mesma aeronave por três anos.

O certame internacional foi promovido pelo Grupamento de Apoio Logístico do Comando da Aeronáutica. Ele incluía não só a aquisição do avião, mas também o fornecimento de 'serviços correlatos', citando os valores de US$ 14.424.182,85 e US$ 7.620.018,96.

Já a licitação de locação era de responsabilidade da Comissão Aeronáutica Brasileira em Washington. O edital também tratava de 'suporte logístico' e previa os montantes de US$ 19.347.142,32 e US$ 20.391.777,00.

O lançamento do edital de concorrência internacional se deu em outubro de 2018, no apagar das luzes do governo Michel Temer. Quatro meses depois, em fevereiro de 2019, sob o governo Bolsonaro, o chefe do Estado-Maior da Aeronáutica determinou a suspensão do certame 'em razão da impossibilidade de se obter a integralidade dos recursos voltados ao investimento da Força Aérea Brasileira'.

Dois meses depois foi aprovado o edital de locação do Boeing 767.

O caso chegou ao Tribunal de Contas da União após o consórcio vencedor da licitação de compra do avião não ser habilitado no certame de locação da aeronave.

Durante a tramitação do caso na Corte de Contas foi determinado ao Comando da Aeronáutica que se abstivesse de assinar contrato com a eventual vencedora da segunda licitação.

Agora, o Plenário do TCU analisou uma série de irregularidades encontradas pela área técnica durante análise dos pormenores das licitações.

O acórdão do TCU questiona, por exemplo, o fato de a licitação de locação do avião - via Comissão Aeronáutica Brasileira em Washington -, com objeto executado no Brasil, ser elaborada 'sem que restasse efetivamente demonstrada a necessidade e a vantajosidade de realização da licitação no exterior'.

Outros pontos identificados pela Secretaria-Geral de Controle Externo do TCU foram sobrepreço do orçamento estimativo, subcontratação de serviços, ausência de previsão de fornecimento da descrição quantitativa e qualitativa dos materiais e da mão-de-obra efetivamente utilizadas na manutenção da aeronave.

A unidade técnica menciona indícios de 'irregular precificação dos serviços' na licitação de locação. Os auditores do TCU observam. "Na licitação 17/GAL/2018 a proposta vencedora foi no valor de US$ 7.620.018,96 para o módulo 2, enquanto na invitation for bid 191948/CABW/2019 foi orçada com valor máximo de US$ 20.391.777,00 (peça 92, p. 118), ou seja, quase três vezes maior que a primeira."

Seguindo voto do relator, a Corte de Contas declarou a inidoneidade de uma empresa - Aria Engenharia e Manutenção de Aeronaves - para participar de licitação no âmbito da administração pública federal por dois anos.

O TCU aponta que o sócio majoritário da companhia apresenta 'indícios robustos de ausência de capacidade financeira para figurar como tal'.

O Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira, 30, publica a troca dos comandantes da Marinha e da Aeronáutica. Na Marinha, sai Almir Garnier Santos e entra o almirante de Esquadra Marcos Sampaio Olsen, que assumirá o cargo, interinamente, a partir de 31 de dezembro de 2022. Na Aeronáutica, foi exonerado Carlos de Almeida Baptista Junior e nomeado o tenente-brigadeiro Marcelo Kanitz Damasceno, que assume a partir de 2 de janeiro de 2023.

Os novos comandantes foram escolhidos pelo presidente eleito e diplomado da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o futuro ministro da Defesa, José Múcio Monteiro.

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Nesta semana, o Diário Oficial também trouxe a nomeação do novo comandante do Exército, general Júlio César de Arruda, que já exerce, interinamente, o cargo a partir desta sexta-feira.

A antecipação da nomeação, dois dias antes da posse presidencial, em 1º de janeiro, coincide com o aumento da pressão sobre autoridades responsáveis pela segurança pública para acabar com a aglomeração de bolsonaristas nos arredores do Quartel-General do Exército, em Brasília.

A expectativa no entorno de Lula é que, com a troca no comando, mude o tratamento dado aos manifestantes extremistas.

Uma nova nomeação dos comandantes da Marinha e Exército deve ser assinada por Lula, quando o presidente eleito assumir, para mudar a condição de interinidade para titulares definitivos no cargo.

Os decretos publicados nesta sexta são assinados pelo presidente da República, Jair Bolsonaro.

Foi prorrogado até o dia 11 de setembro o prazo para se inscrever no processo seletivo do programa de mestrado em engenharia aeronáutica, realizado pela parceria entre a Embraer e o Instituto Tecnológico de Aeronáutica. Ao todo, são ofertadas 80 vagas, disponíveis por meio do site da companhia.

As oportunidades são oferecidas por meio do Programa de Especialização em Engenharia de Embraer (PEE), que foi criado para incentivar o desenvolvimento intelectual e tecnológico do Brasil, sendo voltada para engenheiros recém-formados. Para participar, é preciso ter concluído a graduação nos anos de 2020, 2021  ou 2022.

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O mestrado tem duração de 18 meses, com uma grade de ensino que compreende os desafios atuais do setor, como a Indústria 4.0, Inteligência Artificial, Robótica, Prototipação de Projetos, entre outras disciplinas relacionadas ao ambiente aeronáutico. As aulas serão ministradas por profissionais da Embraer e por professores do ITA.

A seleção será realizada totalmente on-line e sem qualquer custo para os participantes. Caso sejam aprovados, os estudantes receberão um auxílio financeiro compatível com as bolsas de mestrado do mercado, convênio médico, odontológico, seguro de vida e vale-alimentação.

Um dia após conceder, por decreto, graça (perdão) ao deputado Daniel Silveira (PTB-RJ), condenado no Supremo Tribunal Federal (STF) a oito anos e nove meses de prisão por ameaças à Corte e ao regime democrático, o presidente Jair Bolsonaro (PL) não se manifestou sobre o caso na manhã desta sexta-feira, 22, ao participar de uma cerimônia militar da na base aérea de Santa Cruz, na zona oeste do Rio.

Sem discursar nem dar entrevistas, Bolsonaro ficou ao lado do governador Cláudio Castro (PL), do comandante da Aeronáutica, tenente-brigadeiro Carlos Almeida Baptista Junior e ministros de Estado, durante o batismo operacional dos aviões Gripen, integrados à Força Aérea Brasileira, no Dia da Aviação de Caça.

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Bolsonaro é alvo de questionamentos de parlamentares e juristas após o STF condenar Silveira por incitar agressões a ministros e atentar contra a democracia. O deputado, que é aliado do presidente da República, defendeu, em vídeos, o fechamento da Corte. Foram dez votos pela condenação e um pela absolvição.

Silveira elegeu-se em 2018, após ganhar projeção ao participar, na campanha eleitoral, de ato em que, ao lado de outros políticos, quebrou uma placa com o nome da vereadora Marielle Franco (PSOL). Marielle e o motorista Anderson Gomes tinham sido mortos a tiros em março do mesmo ano, em crime ainda não totalmente esclarecido.

Na manhã desta sexta, a Rede Sustentabilidade protocolou ação no STF pedindo que a Corte torne nulo o ato de Bolsonaro. O partido reconhece que o presidente da República tem o direito constitucional de conceder perdão a um condenado pela Justiça, mas esse direito, sustenta, não pode ser desvirtuado para fins pessoais.

Na noite de quinta, 21, Bolsonaro participou da live semanal e voltou a desafiar o Supremo: "Este é um decreto que vai ser cumprido", afirmou.

A cerimônia nesta sexta-feira, na base aérea de Santa Cruz, contou com voos de demonstração das aeronaves F-39 Gripen, F-5 Tiger e A-29 Super Tucano. O presidente desembarcou no Rio por volta das 9h30. Ele deve embarcar da capital fluminense para Porto Seguro, na Bahia.

Seguindo a sequência de polêmicas das Forças Armadas, o Exército, Marinha e Aeronáutica licitaram a compra de R$ 37 mil em bisnagas de gel lubrificante íntimo, segundo informações encontradas no Portal da Transparência e divulgados pela Revista Fórum. As compras são referentes aos anos de 2019 e 2020. 

O gel lubrificante íntimo é utilizado em alguns procedimentos, mas a grande quantidade do produto e a destinação é para unidades que não possuem ligação com hospitais militares e divisões de saúde, segundo a Fórum. 

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A 15ª Companhia de Infantaria Motorizada do Exército, localizada em Guaíra (PR), solicitou 10 tubos de bisnagas de 50g em lubrificantes íntimos. Já o Centro de Aquisições Específicas da Aeronáutica da Ilha do Governador, solicitou mil unidades pelo valor de R$ 19.990, enquanto o Centro de Intendência da Marinha, em Manaus, pediu a mesma quantidade em produtos, num custo de R$ 13.490.

Pelo tamanho dos pedidos não é possível determinar se as compras foram finalizadas como previsto, ou se tratavam apenas de pretensões de aquisição pelos órgãos subordinados ao Ministério da Defesa, segundo a Fórum. Os editais envolviam um grande número de produtor e fornecedores na mesma licitação.

As Forças Armadas aprovaram a compra de 35 mil unidades de viagra, remédio utilizado geralmente para tratar da disfunção erétil. Dados levantados pelo deputado federal Elias Vaz (PSB) mostram que oito pregões foram realizados por unidades ligadas aos comandos da Marinha, Exército e Aeronáutica.

Os processos foram homologados em 2020, 2021 e seguem válidos neste ano. O maior volume dos comprimidos (28.320) tem como destino a Marinha. Cinco mil viagras foram aprovados para o Exército e dois mil para a Aeronáutica.

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"O governo Bolsonaro está gastando dinheiro público para comprar Viagra e em quantidade tão alta. As unidades de saúde de todo o país, entretanto, enfrentam com frequência falta de medicamentos para atender pacientes com doenças crônicas e as Forças Armadas recebem milhares de comprimidos de Viagra. O Congresso Nacional e a sociedade merecem uma explicação", disse o parlamentar em requerimento.

Até a publicação desta reportagem as Forças Armadas não haviam se manifestado sobre a autorização de compra do viagra.

O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou que o Comando da Aeronáutica terá de publicar, na internet, a lista com os nomes de cada pessoa que tenha embarcado em voos da Força Aérea Brasileira (FAB). O órgão do Ministério da Defesa também terá de recolher detalhes de informações sobre cada passageiro, seja um representante do governo ou um acompanhante, por exemplo, como documentos de identificação.

A decisão foi tomada a partir de uma representação feita pelo deputado Gustavo Fruet (PDT-PR), que havia solicitado à Aeronáutica informações referentes a viagens de servidores públicos em aviões da FAB, no período de janeiro de 2019 a maio de 2021. Na ocasião, Fruet pediu a lista de voos dos ministros de Estado, dirigentes de empresas estatais e de agências reguladoras, bem como sobre as respectivas datas das viagens, destino, motivo do deslocamento e nomes dos acompanhantes.

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Em resposta, o Ministério da Defesa afirmou que os voos realizados no período e os trechos foram publicados no portal da FAB na internet, mas que a Força Aérea alegou não possuir a relação dos acompanhantes das autoridades. A FAB informou ainda que não dispunha dessas informações e que apenas divulga em seu site "a lista das autoridades requisitantes dos voos". Para saber mais detalhes, seria preciso recorrer aos órgãos de cada autoridade, na tentativa de obter os dados.

Em sua representação, Fruet apontou violação do princípio da transparência por parte do Comando da Aeronáutica, ao não disponibilizar os dados que apontem a legalidade e legitimidade do uso de aeronaves.

"Estamos tratando de dados que devem ter total transparência. Dizer que a responsabilidade de divulgação é de quem pediu o voo não está correto. Esperamos, agora, os efeitos desta decisão, que tem de ser aplicada imediatamente", disse Gustavo Fruet. "O TCU dá uma resposta em cumprimento à Constituição. Meu objetivo não é fiscalizar o uso apenas por autoridades, mas sim o uso por pessoas e agendas questionáveis".

A norma atual autoriza o uso das aeronaves da FAB exclusivamente para viagens a serviço, por razões de segurança e para emergência médica. É necessário que seja especificada a atividade de trabalho que motivou a viagem, que deve ser uma informação pública.

Para evitar erros na identificação de pessoas, será necessária não apenas a divulgação do nome completo, mas também do CPF dos passageiros, por ser um registro que possibilita a identificação inequívoca de determinada pessoa.

Interessados em participar do Exame de Admissão ao Curso de Formação e Sargentos da Aeronáutica já podem se inscrever. Ao todo, o processo seletivo conta com 243 vagas para o primeiro semestre de 2023. As candidaturas são realizadas por meio do endereço eletrônico da seletiva até 14 de março.

Podem participar da seleção candidatos, de diferentes gêneros, maiores de 17 anos até 25 (completos até 31 de dezembro do ano de matrícula) e com ensino médio completo. As oportunidades estão distribuídas nas especialidades de mecânico de aeronaves, material bélico, guarda e segurança, equipamento de voo e controle de tráfego aéreo. Sendo as três primeiras formações exclusivas para homens. 

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O processo seletivo contará com provas escritas de língua portuguesa, matemática, língua estrangeira e Física, que serão aplicadas no dia 5 de junho, com questões de múltipla escolha. A avaliação será nas seguintes cidades: Alcântara (MA), Belém (PA), Recife (PE), Natal (RN), Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG), São Paulo e São José do Campos (SP), Campo Grande (MS), Canoas (RS), Santa Maria (RS), Curitiba (PR), Brasília (DF), Manaus (AM), Porto Velho (RO) e Boa Vista (RR).

 Além da prova, os participantes também passarão por inspeção de saúde, exame de aptidão psicológica, teste de avaliação do condicionamento físico, procedimento de heteroidentificação complementar e validação documental.

O curso

Os selecionados devem se apresentar no dia 8 de janeiro de 2023, na Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR), localizada em Guaratinguetá, São Paulo. A formação terá início em 11 de janeiro e terá duração de dois anos. Durante o curso, os alunos terão remuneração de R$ 1500 entre outros benefícios. 

Após a conclusão do curso, haverá a promoção para terceiro-sargento e o vencimento muda para R$ 5000, com possibilidade de deslocamento para qualquer base da Aeronáutica em território nacional. 

O Ministério da Defesa gastou mais de meio milhão do orçamento destinado ao enfrentamento da pandemia do novo coronavírus com itens de luxo, como caviar, picanha, filé mignon e bebidas alcoólicas. As informações foram apontadas em uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) e publicadas pela Folha de S. Paulo.

A análise sigilosa dos gastos da pasta com alimentação desde 2017 surpreendeu os técnicos quando começaram a verificar as contas das Forças Armadas em 2020. A lógica sugeria uma redução expressiva já que parte do trabalho ocorreu de forma remota. Porém, o Ministério do general Braga Netto fez o contrário e adquiriu itens supérfluos e de luxo.

Pasta que mais gastou com itens sem necessidade na pandemia

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Bacalhau, salmão e camarão também fizeram parte da lista de compras de R$ 535 mil, paga com parte dos recursos do orçamento "21C0 – Enfrentamento da Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional decorrente do Coronavírus". 

"Ressalta-se que, dos recursos destinados ao combate à pandemia Covid-19 utilizados indevidamente para aquisição de itens não essenciais (aproximadamente R$ 557 mil), 96% foram despendidos pelo Ministério da Defesa", apontou parte da apuração preliminar do TCU, que colocou a pasta como a que mais usou recursos públicos fora do avaliado como essencial.

Para o TCU, luxo é desvio de finalidade

O documento indica que não há critérios claros e justificáveis para a aquisição e faz críticas sobre o uso da verba para a pandemia. "Não parece razoável alocar os escassos recursos públicos na compra de itens não essenciais, especialmente durante a crise sanitária, econômica e social pela a qual o país está passando, decorrente da pandemia", assegurou.

A compra de comida por pelo poder público tem a finalidade de garantir alimentação saudável e adequada às necessidades nutricionais básicas de determinado público-alvo. "Além de não servir à finalidade a que se destina, a contratação desse tipo de insumo fere o princípio da moralidade", concluiu.

O relatório foi finalizado no dia 8 de outubro e seguiu para processo na Corte no último dia 12, baseado nos bancos oficiais da Administração Pública: Siasg (Sistema Integrado de Administração de Serviços Gerais), Siafi (Sistema Integrado de Administração Financeira) e o Comprasnet (Portal de Compras Governamentais).

O pedido pela apuração foi de parte da bancada do PSB na Câmara, representada pelos deputados Elias Vaz (GO), Ubirajara do Pindaré (MA), Denis Bezerra (CE) e Gervásio Maia (SP).

Ministério se defende

Em resposta ao relatório do TCU, o Ministério da Defesa afirmou em nota que o documento não é conclusivo e defende que as atividades das Forças Armadas foram mantidas na pandemia.

Cerca de 34 mil militares foram destinados para atividades como desinfecção de locais públicos, distribuição e aplicação de vacinas, campanhas de doação de sangue, entrega de kits de alimentação e de higiene, transporte de pacientes, oxigênio e de itens de saúde, explicou a pasta.

O presidente Jair Bolsonaro pediu, nesta sexta-feira (26), a sargentos da Aeronáutica que fiquem "vigilantes" sobre a situação do País. Em cerimônia de formatura dos oficiais, o chefe do Executivo voltou a dizer que há um processo de perda de liberdades no País - sem, contudo, elencar os elementos de sua tese.

"Devemos estar vigilantes, pensar no que de pior pode acontecer conosco e estar vigilantes", disse Bolsonaro em solenidade em Guaratinguetá (São Paulo) para promoção de 207 servidores da Aeronáutica à graduação de terceiro-sargento. "O que de mais importante e valioso querem nos roubar, e não é de hoje? Não é nosso ouro, nosso nióbio, nossas terras, nossa biodiversidade, nossa água ou nosso espaço. É a nossa liberdade, algo muito, mas muito mais sagrado que a nossa própria vida", acrescentou.

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No auge das tensões com o Supremo Tribunal Federal (STF), Bolsonaro defendia que a Corte cassava liberdades individuais quando punia atitudes antidemocráticas de apoiadores do presidente.

Durante a cerimônia, que contou com a presença de ministros como Walter Braga Neto (Defesa) e Luiz Eduardo Ramos (Secretaria-geral da Presidência), o chefe do Executivo ainda recebeu uma homenagem chamada de "ordem dos especialistas".

Ao lado do ministro da Defesa, Walter Braga Netto, presidente Jair Bolsonaro participou na manhã desta sexta-feira de solenidade alusiva ao Dia do Aviador e ao Dia da Força Aérea Brasileira, na Base Aérea de Brasília e fez entrega de medalhas da Ordem do Mérito Aeronáutico ao filho senador, Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ) e aos ministros Anderson Torres (Justiça e Segurança Pública), Milton Ribeiro (Educação) e Wagner Rosário (Controladoria-geral da União).

Outros aliados do governo igualmente foram agraciados com a condecoração. Entre eles, os deputados federais Hélio Lopes (PSL-RJ) e Carla Zambelli (PSL-SP), da tropa de choque de Bolsonaro no Congresso Nacional. Mais distante do Executivo, o senador Álvaro Dias (Podemos-PR) recebeu a medalha, além de servidores da FAB e embaixadores. O Podemos articula a candidatura do ex-ministro da Justiça Sergio Moro à Presidência da República.

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Em um gesto incomum, Bolsonaro chegou ao evento utilizando máscara de proteção contra a Covid-19. Poucos minutos depois, contudo, deixou de fazer uso do item, recomendado por especialistas para reduzir as infecções pelo novo coronavírus.

O Instituto de Fomento e Coordenação Industrial (IFI) divulgou o edital para processo seletivo da Aeronáutica, que visa preencher 30 vagas. A remuneração é de R$ 6.445,17. Os candidatos interessados podem se inscrever de 21 de setembro até 20 de outubro por meio do site da Força Aérea Brasileira.

As 30 vagas se distribuem para os funções de engenharia aeronáutica; engenharia aeronáutica ou engenharia mecânica; engenharia aeronáutica ou engenharia mecânica ou eletroeletrônica ou eletrônica de software ou elétrica; engenharia elétrica ou engenharia eletroeletrônica, ou engenharia eletrônica; engenharia mecânica ou engenharia aeronáutica ou engenharia química ou engenharia metalúrgica ou engenharia elétrica ou engenharia eletrônica ou engenharia da produção ou engenharia aeroespacial.

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Para ser apto a participar, o candidato deve comprovar a escolaridade exigida para a função desejada de nível superior, com experiência mínima de três a cinco anos na área aeronáutica ou de atuação; apresentar registro de conselho de classe se solicitado; ter no mínimo 18 anos completos até a data da contratação; estar com as obrigações eleitorais em dias e, para o sexo masculino, obrigações militares. Mais requisitos podem ser consultados no edital de abertura do processo seletivo.

Após a inscrição, que deve ser feita exclusivamente on-line, os candidatos precisaram enviar o formulário de inscrição (anexo II) e a documentação comprobatória exigida no edital, via sedex, para o Instituto de Fomento e Coordenação Industrial, na Coordenadoria de Recursos Humanos, situado na Praça Marechal Eduardo Gomes, nº 50, Vila das Acácias, em São José dos Campos - SP.

O processo seletivo é composto por avaliação de títulos e experiência, de acordo com os critérios de pontuação especificados no edital. Além de avaliação biopsicossocial, prevista para ser realizada nos dias 29 e 30 de novembro de 2021 e procedimento de heteroidentificação. A seleção tem validade de dois anos podendo ser prorrogada por igual período.

As inscrições para o vestibular do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) 2022, localizado em São Paulo, começam nesta segunda-feira (2) e seguem até 15 de setembro. Ao todo, a instituição oferece 150 vagas, sendo 120 destinadas à graduação como civis (Reserva) e 30 para o curso de seguimento de carreira militar no Quadro de Oficiais Engenheiros (QOEng).

Para pleitear a uma das vagas, o candidato deve ter ensino médio completo ou conclusão prevista para o final de 2021. Além disso, o estudante não pode completar 25 anos de idade até 31 de dezembro de 2022.

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A aplicação das provas está prevista para novembro deste ano e serão realizadas nas seguintes cidades: Belém, Belo Horizonte, Brasília, Campinas, Campo Grande, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Goiânia, Juiz de Fora, Londrina, Manaus, Natal, Porto Alegre, Recife, Ribeirão Preto, Rio de Janeiro, São José dos Campos, São José do Rio Preto, Salvador, São Luís, São Paulo, Teresina e Vitória.

As vagas para o vestibular do ITA são para os cursos de engenharia, em São José dos Campos, nas especialidades de aeroespacial, aeronáutica, civil-aeronáutica, de computação, eletrônica e mecânica-aeronáutica. Do total de oportunidades, 20% são destinadas a candidatos negros por meio do sistema de cotas como previsto no edital. Confira o cronograma:

1ª Fase: 2 de novembro de 2021 - provas objetivas

 2ª Fase: 24 e 25 de dezembro: provas dissertativas e redação

 

Depois do período de ditadura no Brasil, nunca os integrantes das Forças Armadas tiveram tanto espaço no governo federal, como acontece no nomento. No primeiro escalão, dos 23 ministros, seis são militares. Em último levantamento, o Tribunal de Contas da União (TCU) constatou que existem mais de 6 mil militares da ativa e da reserva em cargos civis no governo Bolsonaro. 

Esse número representa mais que o dobro do que havia no governo Michel Temer, com 2.765. O TCU aponta que de 2016 a 2020, houve um aumento de 3.200 militares compondo cargos civis do governo. 

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Contra essa militarização do governo, a deputada Perpétua Almeida (PCdoB) protocolou uma proposta de emenda à Constituição (PEC), nesta última quarta-feira (14), que estabelece regras para que militares das Forças Armadas consigam ocupar cargos no governo federal. 

A proposta estabelece que militares com menos de 10 anos de serviço deverão ser afastados da atividade para poder ocupar o cargo. Já integrantes das Forças Armadas com mais de dez anos de serviço terão de passar para a inatividade, de forma automática, logo na posse.

Ex-ministros

Cinco ex-ministros da Defesa assinaram uma nota em defesa das Forças Armadas como instituições de Estado que, para eles, não se confundem com governos, "pois sua razão de ser é a defesa da Pátria e da soberania".

"A proposta de emenda constitucional apresentada pela deputada Perpétua Almeida propõe, em boa hora, a regulamentação da participação de militares da ativa em funções de governo, separando aquelas de natureza técnica e que podem ser atribuídas a militares, daquelas que permitam o risco da politização das Forças Armadas", diz a nota.

Os ex-ministros apontam, ainda, que essa politização traz consequências nocivas para estas instituições e para o País. "A tramitação da matéria, em frutífero diálogo entre os parlamentares e as Forças Armadas, fortalecerá a democracia", pontuam. Assinam a nota Aldo Rebelo, Celso Amorim, Jaques Wagner, Nelson Jobim e Raul Jungmann.

Bolsonaro e, como gosta de chamar, seus militares. Foto Isaac Nóbrega/PR

Datafolha

No fim da noite do último domingo (11), a pesquisa Datafolha revelou que 58% dos brasileiros não querem que militares trabalhem em funções da administração pública e se envolvam em atos políticos. Esse número era de 54% em maio deste ano e de 52% no mesmo período de 2020.

Militares do primeiro escalão do governo Bolsonaro

Dos 23 ministros, seis integram as Forças Armadas do Brasil. 

Ministro do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República: Augusto Heleno (General do Exército)

Ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação: Marcos Pontes (Tenente-coronel da Força Aérea Brasileira)

Ministro de Minas e Energia: Bento Albuquerque (Almirante de Esquadra brasileiro)

Ministro da Infraestrutura: Tarcísio de Freitas (Militar da reserva)

Ministro da Secretaria de Governo: Luiz Eduardo Ramos (General do Exército)

Ministro-chefe da Casa Civil: Walter Braga Netto (General do Exército)

O deputado federal Túlio Gadêlha (PDT) apresentou requerimento ao plenário da Câmara dos Deputados, solicitando o comparecimento do ministro da Defesa, Walter Braga Netto, e dos comandantes das Forças Armadas, para esclarecimentos.

O requerimento acontece após os comandantes da Marinha, Exército, Aeronáutica e o ministro da Defesa assinarem uma nota com "teor intimidatório", após o senador Omar Aziz dar voz de prisão ao ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Dias, nessa quarta-feira (08). Aziz determinou a prisão de Dias por considerar que ele cometeu perjúrio ao mentir à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da pandemia da Covid. Além disso, o senador chegou a afirmar que fazia "muitos anos" que o Brasil não via "membros do lado podre das Forças Armadas envolvidos com falcatrua dentro do governo" - tendo em vista que Roberto Dias foi sargento da Aeronáutica -.

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“O documento se caracteriza como uma nítida ameaça aos trabalhos desenvolvidos pela CPI, à instituição do Senado Federal e consequentemente ao próprio Estado Democrático de Direito. Vejo como uma tentativa de intimidação e uma ameaça à democracia. As Forças Armadas não podem ser politizadas", afirmou Túlio.

A Força Aérea Brasileira (FAB) divulgou, nesta terça-feira (8), os quatro editais referentes ao seu processo seletivo com intuito de preencher 890 vagas temporárias de nível superior. Com inscrições de 9 até 27 de junho, as oportunidades são para diversas áreas em todo o território brasileiro. Magistério, Segurança e Defesa, Medicina, Medicina Veterinária e Farmácia, são algumas das áreas com vagas disponíveis.

A candidatura pode ser realizada por meio do site da FAB. Já a inscrição deverá ser feita de acordo com a especialidade e localização orientadas nos editais. Os requisitos necessários constam no edital específico de cada área, disponíveis no Diário Oficial da União.

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Entre as etapas da seleção estão avaliação curricular, inspeção da saúde e avaliação psicológica (previstas para serem realizadas de 6 a 16 de setembro) e teste de condicionamento fisico (previsto para ser realizado entre 8 e 14 de outubro). 

Os selecionados que forem aprovados em todas as etapas, estiver classificado dentro do número de vagas por especialidade e localidade, atenderem a pontuação e demais condições obrigatórias, irão prestar serviço temporariamente para Quadros Oficiais da Reserva de 2ª Classe nas áreas ofertadas.

O presidente Jair Bolsonaro participou na tarde desta segunda-feira (12) da cerimônia de transmissão de comando da Aeronáutica. O evento ocorreu na Base Aérea de Brasília, e contou também com as presenças do vice-presidente, Hamilton Mourão, e do ministro da Defesa, Braga Netto.

A troca de comandos das três Forças Armadas foi anunciada há quase duas semanas, após uma reforma ministerial que também incluiu o Ministério da Defesa, com a substituição de Fernando Azevedo e Silva por Braga Netto.

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Na Aeronáutica, o tenente-brigadeiro Carlos Almeida Baptista Júnior passou a ser o novo comandante. Ele substitui o tenente-brigadeiro Antônio Carlos Bermúdez, que estava no cargo desde o início do governo, em 2019.

Na última sexta-feira (9), Bolsonaro já havia participado da transmissão de cargo do Comando da Marinha, assumido pelo o almirante de esquadra Almir Garnier Santos, que substituiu Ilques Barbosa. No próximo dia 20, está prevista a transmissão de cargo no Exército. Neste caso, assumirá o comando o general Paulo Sergio Nogueira, no lugar do general Edson Leal Pujol.

Em discurso, o ministro da Defesa destacou algumas das principais ações da Força Aérea Brasileira (FAB) nos últimos anos, incluindo a apresentação do caça F-39 Gripen e a entrada em operação dos aviões KC-390.

"A despeito de todas as limitações orçamentárias, a Força Aérea consolidou o conceito da Dimensão 22, avançando nos seus principais programas estratégicos, com a incorporação do primeiro caça F-39 Grippen NG, e das primeiras aeronaves de transporte multimissão KC-390 Millenium, verdadeiros marcos da evolução tecnológica da aviação e de considerável ganho operacional para a defesa nacional", afirmou Braga Netto.

O ministro ainda mencionou a atuação da FAB no transporte de órgãos para transplantes e nas operações de abastecimento de medicamentos, insumos e vacinas no combate à pandemia.

 

Pela primeira vez, após determinação do Tribunal de Contas da União (TCU), as Forças Armadas divulgaram os dados sobre a ocupação de leitos para pacientes com Covid-19 nos hospitais militares. Os documentos revelam que as Forças Armadas bloquearam leitos à espera de militares e que há unidades com até 85% de vagas. As informações foram publicadas na Folha de S.Paulo.

Ministério da Defesa, Exército, Aeronáutica e Marinha estão sendo investigados pelo TCU por não oferecerem leitos a civis com Covid-19 nas unidades de saúde das Forças Armadas. Esses hospitais consumiram pelo menos R$ 2 bilhões do Orçamento da União no último ano, conforme auditoria do TCU.

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Para os auditores, os hospitais militares deveriam fazer convênios com o SUS para ampliar o atendimento à população. "Diante de uma carência generalizada de leitos para a internação de pacientes acometidos pela Covid-19, é de se esperar que todos os meios disponíveis estejam à disposição da população brasileira, não sendo possível pensar em reserva de vagas financiadas com recursos públicos para determinados setores da sociedade", disse o ministro Benjamin Zymler ao editar a medida cautelar com a determinação em 17 de março. Para Zymler, a postura das Forças Armadas poderia caracterizar uma contrariedade aos princípios da dignidade humana e da isonomia.

As planilhas, que começaram a ser publicadas nos sites das Forças Armadas, trazem que os leitos são reservados exclusivamente a militares e familiares.

O Exército divulgou a disponibilidade geral de leitos, sem fazer recorte para Covid-19. A instituição diz que as 23 unidades têm 366 leitos e em 14 delas a ocupação é de 50% ou menos. Quanto às UTIs, apenas três hospitais do Exército não estão com todas as vagas ocupadas. 

A Aeronáutica tem 27 unidades, das quais 14 possuem leitos de Covid-19. Quase todas não têm vagas em UTIs, mas no Hospital de Aeronáutica do Recife a ocupação da UTI é de 71,43%. Com relação aos leitos de enfermaria, apenas três estão com 100% da ocupação, enquanto em seis o índice está abaixo da metade.

No Hospital das Forças Armadas (HFA), o índice de ocupação dos leitos de UTI é de 97,5%. Já a enfermaria está com 57,1% da ocupação.

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