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Durante três minutos, Iván abraçou sua família, se esqueceu do medo, encurtou as distâncias e venceu o muro entre México e Estados Unidos que o presidente Donald Trump tanto promove.

Na linha de fronteira, sobre um afluente seco no deserto, a família de Iván Castañeda voltou a se encontrar pela primeira vez desde que, há um mês, sofrera o trauma da separação.

Ex-soldado do Exército mexicano, Iván, 40 anos, foi deportado dos Estados Unidos há duas semanas, para onde fugiu da violência do México com sua família.

"Não sei o que poderia dizer aos meus filhos com palavras, meu coração é que sabe. Ser pai é a maior bênção, mas é também triste saber que eu não posso oferecer nada mais que morte e dor", comentou com a AFP.

'Um ato de protesto'

A de Iván é uma das milhares de famílias de migrantes mexicanos que vivem separadas pela fronteira.

Mas neste fim de semana, 310 delas puderam se abraçar durante três minutos sobre a linha que separa Ciudad Juárez, no México, e El Paso, nos Estados Unidos, graças ao evento "Abraços, Não Muros", organizado pela ONG Rede Fronteiriça pelos Direitos Humanos.

É a quinta edição do evento, que já permitiu que mais de 1.252 famílias separadas se reunissem brevemente. Uma ocasião em que aproveitam para pedir perdão, chorar juntos, rir, conversar ou tirar fotos depois de, em alguns casos, quase 26 anos sem se ver.

"Cada abraço é um ato de protesto", afirma Fernando Garcia, organizador do evento.

Trump chegou à Casa Branca com a promessa de deportar milhões de pessoas sem documentos e levantar um novo muro de fronteira para evitar a chegada de migrantes sem papéis, a quem tem qualificado como criminosos.

- Fugindo do tráfico -

Há um mês, Iván abria a porta de sua casa para ir trabalhar na construção civil em Denver quando foi surpreendido e detido por agentes de migração escondidos atrás de sua caminhonete. Desde então, não via sua mulher e seus cinco filhos, que ficaram nos Estados Unidos.

Neste fim de semana, abraçaram-se na terra natal de Iván, Chihuahua, uma zona violenta disputada pelos cartéis de Juárez e Sinaloa, que traficam droga aos Estados Unidos.

Militar durante seis anos, Iván foi recrutado pelo braço armado do cartel de Juárez. Desertou do Exército em 2003, após três tentativas de baixa, cansado da corrupção, das violações e dos assassinatos que cometiam.

"Eu não me neguei, disse que sim. No momento, não pude dizer que não, porque poderia haver represálias. Peguei minha família e cruzei como ilegal" aos Estados Unidos, conta.

Mas eles foram deportados e, como vingança, os criminosos balearam sua mãe em 2012.

Decidiu então pedir asilo aos Estados Unidos, onde trabalhou durante anos para pagar quase 15.000 dólares ao advogado que cuidava de seu caso. Mas este se esqueceu de ir ao tribunal e apelar por sua repatriação, o que fez com que Iván fosse preso e transferido a um centro de detenção por 15 dias.

"Lá faz tanto frio que, na verdade, não se pode dormir. Amarram suas mãos, sua cintura, seus pés, eles te têm como um animal, dormindo no chão. Éramos 200, 300 pessoas em pequenas celas de 600 pessoas. Se vai ao banheiro, temos que dizer às pessoas, porque estão encostadas no vaso sanitário", relembrou.

Agora vive na Ciudad Juárez, trabalhando escondido em uma oficina mecânica enquanto espera a apelação de seu caso.

"Ficar sozinho outra vez não é nada fácil, eu preciso do meu marido e meus filhos precisam do pai", disse entre lágrimas Hilda Melissa Martínez, quando o breve abraço com Iván teve que terminar.

Em plenário do Congresso Nacional nesta sexta-feira (11), o senador Magno Malta (PR-ES) defendeu a candidatura do deputado Jair Bolsonaro (PSL-RJ) à Presidência da República. O parlamentar disse não ter dúvida que Bolsonaro será eleito nos próximos pleitos eleitorais.

Malta declarou total apoio ao deputado e enfatizou que é “cabo eleitoral” do pré-candidato. O senador afrontou àqueles que discordam das idéias de Bolsonaro. “O meu candidato à Presidência da República é Jair Messias Bolsonaro. Sou cabo eleitoral dele. Como eu estou falando para o Brasil agora, quem gosta de ideologia de gênero, vote contra ele. Quem gosta de aborto, vote contra ele. Quem acredita em legalização das drogas, quer drogas para a sociedade, pode votar contra ele. Quem não acredita e quer o fim da polícia, quer as ruas sem a presença da polícia, também vote. (...) quem não acredita na redução da maioridade penal, pode tomar seu rumo”, destacou.

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O parlamentar afirmou que Bolsonaro atuará fortemente na segurança pública do país. No seu discurso, o congressista ressaltou que o deputado carioca não está envolvido na Operação Lava Jato. “Quem está amedrontado e sabe que a violência que está nesse país, que a todos aterroriza e atemoriza, que deixa todos nós em pânico de noite, de tarde e de dia e que esse país precisa de um presidente de mãos limpas, que não está envolvido em corrupção nem envolvido na Lava Jato, que precisa de um presidente, que tem sangue no olho, disposição para emparedar ‘vagabundo’ e que ama o Brasil, que ama a fé, crê em Deus, professa uma fé, ama as cores verde e amarelo, (...) se você acredita no que eu acabei de falar, você precisa votar em Jair Messias Bolsonaro”.

Magno Malta afirmou não ter dúvidas que Bolsonaro ganhará as eleições e disse que no governo do ex-militar as fronteiras do Brasil serão fechadas. “Eu não tenho dúvida que no dia primeiro de janeiro ele vai tomará posse como presidente do Brasil, e aí nós vamos fechar as fronteiras desse país. Esse déficit de segurança pública é porque passaram a mão na cabeça de vagabundo”, finalizou o senador.

Por Fabio Filho  

Em reunião com governadores, ministros e parlamentares, o presidente Michel Temer disse hoje (1º) que o governo tem um plano de ajuda financeira aos estados para reequipamento das polícias locais e estaduais. O plano será apresentado aos governadores ao longo da reunião, que começou por volta das 11h40, no Palácio do Planalto.

“Não são poucos os casos de governadores que vêm a mim e aos ministros e dizem: 'olha temos que reaparelhar a segurança pública'. Temos um plano já delineado, na noite de ontem, de maneira que possamos ajudar a financiar os estados para o reequipamento das polícias locais, estaduais. Não poderíamos nos furtar a isso, tendo em vista essa angustiante preocupação que existe em todos os estados brasileiros”, disse o presidente, em discurso na abertura da reunião.

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Temer lembrou uma verba destinada no ano passado à construção de penitenciárias nos estados. Segundo o presidente,  neste ano, a verba foi redestinada de forma a disponibilizar recursos para a construção de 25 presídios pelo poderes locais e cinco penitenciárias federais. “Eu iria pedir aos senhores e senhoras que se esforçassem para essa abertura de vagas, porque nós todos sabemos que o sistema penitenciário está lotadíssimo. Onde há lugar para mil presos, às vezes, há 2 mil detentos. Então, precisamos tentar desafogar, ou seja, mesmo essas 30 penitenciárias não serão suficiente para tanto.”

O presidente convocou os governadores a se mobilizar e trabalhar de forma integrada na área de segurança pública para dar à sociedade uma resposta ao considera uma das principais preocupações do brasileiro. “Nós sabemos que a segurança pública é um dos primeiros itens de preocupação do nosso povo brasileiro e, por isso, a reunião aqui se deve precisamente a isso: nós queremos revelar não apenas simbolicamente, mas passando ao fenômeno executório, que os estados todos também estão integrados nesta batalha pela segurança pública nas suas localidades”, disse.

Temer pediu que os governadores reúnam entidades representativas da sociedade para trabalhar em favor da segurança pública. “Reitero: a segurança hoje não é um caso só do estado do Ceará, Amazonas ou [de] São Paulo, mas é ultrapassante das próprias fronteiras estaduais.”

Para o presidente, a mobilização mostrará aos cidadãos a preocupação dos governos. “A certeza de que estamos dando uma demonstração ao país de que o Brasil está unido, não só por força dos poderes federais, mas também por força dos poderes locais, dos senhores governadores, vice-governadores que aqui se encontram. Acho que isso causará uma sensação já estabelecida, mas agora a ser desenvolvida de que todos estão preocupados com o tema”, acrescentou.

O recém-empossado ministro extraordinário da Segurança Pública, Raul Jungmann, participa do encontro, além da presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia, e dos presidentes do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), e da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, usou o Twitter na manhã desta sexta-feira para falar sobre a necessidade de garantir proteção às fronteiras. Ontem, o republicano condenou o episódio de terrorismo ocorrido na Espanha.

"O Terrorismo Islâmico Radical precisa ser barrado por todos os meios necessários! Os tribunais precisam devolver nossos direitos de proteção. Nós precisamos ser duros!", afirmou Trump. A Casa Branca trava uma disputa na Justiça americana para impor um veto temporário à entrada de pessoas de seis países de maioria muçulmana.

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Trump também criticou os "democratas obstrucionistas", que segundo ele tornam mais difícil a questão da segurança no país. "Eles usam os tribunais e atrasos associados todas as vezes. Isso precisa acabar!", disse o presidente. Ainda assim, Trump garantiu que a segurança interna está em alerta ante qualquer sinal de problemas. "Nossas fronteiras estão mais rígidas do que nunca!", garantiu.

Artistas de diferentes gerações, muitas mulheres e muitos jovens, alguns desconhecidos, outros que se aventuraram em vários continentes e culturas, são os convidados de honra da 57ª edição da Bienal de Arte de Veneza, que será inaugurada em 13 de maio.

O artista plástico brasileiro Ernesto Neto está entre os latino-americanos em destaque.

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Sob o lema "Viva Arte Viva", a diretora artística da bienal, a francesa Christine Macel (chefe de conservação do Centre Pompidou de París), convidou 120 artistas de mais de 50 países - dos quais 103 participam pela primeira vez - a narrar "seus universos" e mostrar a vitalidade do mundo em que vivemos.

Os organizadores da prestigiada manifestação de arte contemporânea, fundada em 1895, e que este ano ficará aberta até 26 de novembro, propõem nesta edição explorar e celebrar essa energia particular, positiva, emergente e inovadora que emanam os mundos dos artistas.

"Viva Arte Viva é uma exclamação, um grito cheio de paixão pela arte e pela posição do artista. Viva Arte Viva é uma bienal desenhada com os artistas, pelos artistas e para os artistas", explicou Macel à imprensa.

"O ato artístico é contemporaneamente um ato de resistência, de libertação e de generosidade", resumiu.

Entre os artistas mais conhecidos convidados pela curadora estão Sheila Hicks, Kiki Smith e o dinamarquês Olafur Eliasson, conhecido por suas imensas esculturas e instalações, que transporta todo o seu ateliê para a cidade de Marco Polo.

A geração de 69, ano de nascimento de Christine Macel, é particularmente bem representado, com artistas como Kader Attia e Philippe Parreno, que representam hoje mais do que nunca a busca do diálogo com o presente, com a realidade, o meio ambiente e a autoridade.

O evento veneziano que este ano se celebra simultaneamente com a 14ª edição do Documenta, na Grécia e na Alemanha, é uma viagem na arte contemporânea, subdividido em nove capítulos e como em um livro, narra os medos e delícias, as dores e utopias, a tradição e o novo através de várias visões de artistas, muitos provenientes de América Latina, Orientes Médio e Extremo, Leste Europeu e Rússia.

Além de Neto, outros latino-americanos em destaque são a argentina Lilian Porter, o mexicano Gabriel Orozco, o chileno Juan Downey (já falecido), a cubana Zilia Sánchez e o colombiano Marcos Avila-Forero.

O artista, xamã na era da internet

Nos sugestivos e enormes espaços do Arsenale e no pavilhão central, no setor Jardins, os artistas da era da internet são indefiníveis, embora contem com a mesma capacidade e maturidade técnica.

Além da exposição de arte contemporânea com direção de Macel, 85 pavilhões dos países participantes, com seu curador próprio, completam a visão internacional e pluralista do renomado evento.

A Austrália apresentará a primeira exposição de um artista aborígine, Tracy Moffatt, a França participará com um original pavilhão "acústico" com aplicativo próprio na internet que pode ser acompanhado ao vivo e a Itália convidou artistas a se apropriarem do "mundo mágico" para construir, como um xamã, um mundo paralelo que permita compreender o próprio.

Espanha (Jordi Colomer, 1962), Portugal (José Pedro Croft, 1957), Chile (Bernardo Oyarzún, 1963), México (Carlos Amorales, 1970) e Argentina (Claudia Fontes, 1964) selecionaram artistas que representam o hino à vida, à alegria da arte, com o qual esta bienal quer entrar para a história.

"Conscientes de que atualmente estamos vivendo na era da ansiedade, a bienal escolheu Christine Macel como comissária comprometida para insistir no papel importante que os artistas desempenham na invenção de seus próprios universos e na generosa injeção de vitalidade que dão no mundo em que vivemos", resumiu Paolo Baratta, presidente da Bienal.

Como ocorre a cada dois anos, a sugestiva cidade de Marco Polo será invadida por uma série de eventos paralelos, todos organizados por instituições reconhecidas e oficiais, que se inspiram ao seu modo também no lema da bienal, uma homenagem às emoções e às reflexões que o artista suscita tanto no visitante como no criador.

A Bienal premiará com o Leão de Ouro a carreira de um ícone do feminismo dos anos 1970 e da body-art, a artista visual americana Carolee Schneemann, famosa por usar seu próprio corpo como material para suas performances e provocações sobre a sexualidade.

A nova edição busca integrar, também, um número maior de mulheres artistas e oferece visibilidade às propostas de países que participam pela primeira vez: Antigua e Barbuda, Kiribati, Nigéria e Cazaquistão.

A Agência Alfandegária e de Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos (CBP, na sigla em inglês) abriu oficialmente a concorrência para empresas que desejam projetar e construir um muro de ao menos 5,5 metros de altura na fronteira com o México.

O pedido por propostas, divulgado no site da agência na noite de ontem, é um dos últimos passos do governo de Donald Trump para entregar uma promessa de campanha, e acontece apesar de desafios significativos na parte legal e jurídica.

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Segundo o documento, o governo irá considerar propostas para dois projetos separados do muro: uma parede de concreto sólido e uma feita com um material "alternativo". Ele deve ligar a cidade de San Diego até Brownsville, no Texas, ter uma altura ideal de 9,15 metros e mínima de 5,5 metros.

A construção deve ser "fisicamente imponente em altura" e "esteticamente agradável" em sua cor, textura e outros aspectos. Essa última diretriz, no entanto, vale apena para a face norte do muro, que dá para os Estados Unidos.

No documento publicado online, a CBP não especifica que tipo de material deve ser usado no muro nem dá detalhes sobre como ele será financiado.

Em seu projeto orçamentário, revelado na semana passada, Trump pediu US$ 4 bilhões para começar a planejar e construir o muro, número bem menor que os US$ 21 bilhões estimados pelo Departamento de Segurança Nacional. Fonte: Dow Jones Newswires.

Donald Trump retomou nesta segunda-feira sua ofensiva em termos de imigração e segurança interna com a assinatura de um novo decreto contra viajantes de seis dos sete países muçulmanos inicialmente atingidos, mas isentando estrangeiros com visto e 'green card'.

O presidente americano assinou o documento longe das câmeras, no Salão Oval da Casa Branca, após ter passado o final de semana acusando seu predecessor, Barack Obama, de ordenar escutas telefônicas contra a Trump Tower durante a campanha eleitoral.

"Este decreto se insere nos nossos esforços para limitar as vulnerabilidades exploradas pelos terroristas islâmicos radicais para fins destrutivos", declarou o chefe da diplomacia americana, Rex Tillerson, durante uma declaração à imprensa com seus colegas da Justiça e da Segurança interna.

O Iraque não faz mais parte dos países cujos cidadãos foram proibidos de entrar nos Estados Unidos, e seu governo já comemorou. O decreto entra em vigor em 16 de março, por 90 dias, segundo documentos publicados nesta segunda-feira pelo departamento de Segurança interna.

A suspensão da entrada de refugiados por 120 dias também passará a valer, mas aqueles com viagem aos Estados Unidos já programada poderão entrar no país.

O assunto é quente e corresponde às promessas de campanha do republicano, que está comprometido com a implementação de uma política de "verificação extrema" nas fronteiras para evitar a entrada de extremistas.

Seu primeiro decreto, assinado uma semana depois de chegar ao poder, havia provocado um clamor global, sendo Donald Trump acusado de discriminação contra os muçulmanos, potencialmente inconstitucional.

A nova versão deve alcançar o mesmo propósito, mas contornando a obstrução da justiça, que suspendeu a aplicação do texto original.

Ele tentou fechar a porta aos cidadãos de sete países de maioria muçulmana por 90 dias, incluindo os titulares de vistos válidos e, a princípio, aos residentes permanentes, criando confusão nos aeroportos dos Estados Unidos e no exterior.

"A Constituição e o Congresso deram o poder ao executivo de emitir julgamento de segurança nacional e de aplicar nossas leis migratórias a fim de proteger os americanos", declarou o secretário de Justiça, Jeff Sessions. "Este decreto é um exercício apropriado deste poder".

Fim do 'caos'

Os outros seis países que continuam visados são Irã, Líbia, Somália, Sudão, Síria, Iêmen. Mas desta vez, os detentores de "green cards" e vistos serão explicitamente protegidos. E os iraquianos deixaram de fazer parte das nacionalidades proibidas de entrar em território americano, após o governo aceitar fornecer informações suplementares sobre seus cidadãos requerentes de visas, segundo Washington.

"Recebemos a garantia do governo iraquiano que poderemos realizar as verificações necessárias", declarou uma autoridade americana. Os casos de ex-interprétes iraquianos do exército americano detidos nos aeroportos chocaram até mesmo o campo político do presidente.

As precauções adotadas nesta versão buscam evitar a confusão reinante após o primeiro decreto. "Não haverá caos nos aeroportos", explicou uma autoridade. "O período de aplicação será sereno", garantiu. Pessoas com green card ou visto de todas as idades - estudantes, engenheiros ou médicos - foram detidos ou expulsos.

"Se você tiver um visto válido, não terá problema", assegurou um funcionário do departamento de Estado.

Refugiados sob investigação

Outra mudança diz respeito aos refugiados. Inicialmente, a entrada de todos os refugiados estava suspenso durante 120 dias, mas no caso de refugiados sírios, a suspensão era indefinida. Agora, os sírios não serão tratados de forma diferente de outros refugiados.

Para Washington, as novas medidas são necessárias em nome da segurança nacional. As autoridades revelaram que cerca de 300 refugiados presentes nos Estados Unidos eram investigados pelo FBI por terrorismo.

"Não é uma medida contra os muçulmanos", declarou uma fonte do governo. "Trata-se de uma suspensão temporária da admissão de cidadãos de seis países que têm falhas ou que apoiam o terrorismo, e sobre os quais não podemos fazer as verificações necessárias.

Um juiz federal de Seattle havia suspendido em 3 de fevereiro a aplicação do primeiro texto - uma decisão confirmada em recurso - com a justiça estimando que o governo não havia provado a iminência de graves riscos para a segurança nacional.

A mudança de terreno é bem-vinda para a Casa Branca, que passou o fim de semana a se defender das acusações de Donald Trump contra Barack Obama. O presidente acusou o seu antecessor de ter ordenado escutas telefônicas contra a Trump Tower, onde vive e trabalha em Nova York.

Trump não apresentou qualquer prova para apoiar suas graves alegações, prontamente rejeitadas pela comitiva do ex-presidente democrata e pelo ex-diretor da inteligência, James Clapper.

Ao menos três comissões do Senado e da Câmara de Representantes já iniciaram investigações sobre a ingerência da Rússia na campanha eleitoral, cujo fim teria sido favorecer a vitória de Trump frente a democrata Hillary Clinton.

Uma parte da investigação incide sobre o possível conluio entre pessoas próximas ao candidato Trump e funcionários russos, o que o inquilino da Casa Branca nega.

O número de imigrantes que solicitaram status de refugiado no Canadá depois de cruzar a fronteira dos Estados Unidos aumentou desde o início de 2017, informou nesta quinta-feira a polícia fronteiriça.

"O Canadá tem registrado um aumento no número de pedidos de asilo desde janeiro deste ano em relação ao mesmo período do ano passado", anunciou a Agência de Serviços Fronteiriços do Canadá. De 1º de janeiro a 21 de fevereiro, um total de 4.000 pessoas solicitaram asilo, em comparação com os 2.500 que o fizeram no mesmo período em 2016.

O número inclui aqueles que cruzaram ilegalmente a fronteira e aqueles que chegaram através de postos dos Estados Unidos. As autoridades canadenses evitam apresentar uma tendência com base em dados preliminares. "Alguns candidatos passaram relativamente pouco tempo nos Estados Unidos" antes de vir para o Canadá, indicou um funcionário.

A maioria dos imigrantes vieram principalmente do leste da África e de países devastados pela guerra, como a Síria. A polícia e funcionários da imigração indicaram que alguns pareciam tentar desde o início vir para o Canadá depois de voar para os Estados Unidos com um visto de turista.

Outros tomaram a decisão depois de terem o pedido de asilo negado ou por temerem a deportação, em meio as severas políticas migratórias adotadas recentemente pelo novo governo de Donald Trump.

O total de solicitações no Canadá diminuiu de 44.000 em 2001 para 24.000 no ano passado. Calcula-se que cerca de 60% obteve asilo.

A União Europeia (UE) aprovou nesta terça-feira (7) a prorrogação por três meses do controle de algumas fronteiras internas do espaço de livre circulação europeu Schengen adotado em 2015 em plena crise migratória.

O Conselho da UE, que representa 28 países do bloco, aprovou a proposta de janeiro da Comissão Europeia de prolongar os controles de fronteira temporários até maio, apesar do objetivo inicial de suspender a medida no fim de 2016.

Apenas 22 países dos 28 do bloco integram o espaço de livre circulação Schengen, ao qual também pertencem Noruega, Islândia, Suíça e Liechtenstein.

Áustria, Alemanha, Dinamarca, Suécia e Noruega ainda mantêm os controles de fronteira.

Em janeiro, o Executivo comunitário advertiu que as medidas excepcionais não poderiam ser prorrogadas para sempre, já que exigem "condições estritas e apenas como último recurso".

A Alemanha já anunciou a intenção de justificar no futuro os controles pelo temor de atentados, como a França faz, e não por motivos migratórios.

Uma guerra que está longe de terminar une mulheres curdas e muçulmanas na luta contra os atos e sequestros que o denominado Estado Islâmico vem realizando nos últimos anos. Ao invadir uma cidade, o grupo aprisiona os homens - muitas vezes pais de famílias - e sequestra suas mulheres e filhas tornando elas "escravas sexuais". São divididas em grupos e levadas em ônibus. A cada hora, homens do EI chegam e escolhem algumas meninas, estupram e muitas vezes não devolvem para as famílias. De acordo com as informações divulgadas pela agência de notícias internacional BBC, localizada em Londres, o Estado Islâmico acredita que as vítimas não irão para o paraíso. 

A capitã Khatoon Khider, ex cantora, e comandante do batalhão feminino de ex-prisioneiras do EI, deu entrevista à BBC. "Vamos matar milhares de soldados do EI e impedir que eles entrem no paraíso", declarou. A militante disse gostaria de voltar no tempo. "Fico dizendo para mim mesma que se isso tivesse começado um ano antes do EI atacar Sinjar, nunca teríamos deixado que eles nos dominassem". Segundo estimativas das Nações Unidas, entre 5 mil e 7 mil yazidis morreram e outros 5 mil foram sequestrados, sobretudo mulheres.

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A religião dos yazidis - minoria de origem curda - proíbe violência, mas depois que o Estado Islâmico atacou a aldeia de Khider, três anos atrás, muita coisa mudou. Milhares de pessoas morreram, e dentre elas mulheres e crianças foram vendidas como escravas sexuais. Estima-se que 3,5 mil estejam ainda reféns.

De acordo com a BBC, a capitã Khider e a sua tropa são sobreviventes de um dos piores crimes de guerra da história mundial recente. "Nunca quisemos fazer mal a ninguém", diz Khider. "Mas agora não temos outra escolha a não ser matá-los". As garotas do batalhão são jovens, a maioria possui 20 anos. Nadiya, de 17 anos, é uma delas. "Vi as meninas deste exército e quis ser forte como elas", declarou em entrevista à BBC. De acordo com os relatos, as mães são assassinadas, bebês são mutilados e meninas são estupradas 

De acordo com elas, os homens respeitam o "exército feminino". O comandante Xate disse que o grupo luta nas trincheiras como eles. "Antes não as tínhamos. Agora, homens e mulheres lutam igualmente, como um só". A batalha para libertar as mulheres ainda é um processo árduo nas terras orientais. Muitas garotas estão na frente de combate, lutando "face a face" com o exército peshmerga.

Direitos e luta

A cantora, coreógrafa e atriz de origem curda, Helan Abdulla, é conhecida pelo nome artístico Helly Luv, e ficou conhecida pelo single "Risk It All", lançado em 2013, ao desafiar a postura do Estado Islâmico que lançou ameaças após a divulgação do vídeo. Helly nasceu em Urmia, na região do Curdistão iraniano, e seus pais fugiram da guerra no Iraque. Após nascer no Irã, ela foi levada para um campo de refugiados na Turquia. A família seguiu para a Finlândia.

Em 2014, ela gravou seu segundo clipe "Revolution" também na região, em plena guerra no Iraque, em que diz "levanta-te porque nós somos mais fortes como um só, quebrando o silêncio tão alto quanto uma arma, irmãos e irmãs, todos viemos de um". "As diferentes religiões, nós compartilhamos o mesmo sangue. É uma revolução, nós vamos continuar lutando. Pessoas de todo o mundo, em volta do mundo não podem ter medo. Vamos juntos deixe que eles saibam, deixe que eles saibam que estamos aqui é uma revolução", diz a letra da música. Confira o vídeo que gerou revolta para os integrantes do EI:

Um mulher marroquina foi presa em Ceuta, enquanto tentava entrar na Espanha, por cruzar a fronteira com um imigrante africano de 19 anos escondido dentro de uma mala. Autoridades encontraram o homem e o levaram para receber atendimento médico pelo estado precário em que se encontrava, afirmou a guarda civil espanhola em comunicado.

Autoridades do controle das fronteiras suspeitaram da mulher, após perceberem que ela estava carregando sua bagagem em um carro. Em comunicado, a guarda civil espanhola disse que ela apresentou uma atitude evasiva enquanto falava com os agentes e por isso foi solicitado que ela abrisse a mala para inspeção.

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No interior foi encontrado um imigrante africano, que precisou receber atendimento médico devido ao perigo à sua integridade física por estar sem oxigênio dentro da mala. Os agentes prenderam a mulher por suposto crime contra o direito dos cidadãos estrangeiros.

O presidente Michel Temer chegou por volta das 15h desta quarta-feira, 16, ao Palácio Itamaraty para participar de Reunião do Cone Sul sobre segurança nas fronteiras. Além dos ministros da Justiça e Cidadania, Alexandre de Moraes, do ministro da Defesa, Raul Jungmann, do ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, Sergio Etchegoyen, e do ministro das Relações Exteriores, José Serra, participaram os ministros responsáveis pelo tema na Argentina, Bolívia, Chile, Paraguai e Uruguai.

De acordo com informações do Itamaraty, a discussão deve se concentrar em ações conjuntas de enfrentamento ao crime organizado nas fronteiras. O objetivo será a definição de parâmetros para intensificar o contato direto entre as agências de segurança, aduana e inteligência dos países do Cone Sul. Há previsão de uma fala do presidente na reunião. Os ministros estão reunidos desde cedo e devem dar uma coletiva sobre as conversas no fim do dia.

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Agenda

Após o encontro, Temer retorna ao Palácio do Planalto e segue recebendo senadores. A primeira agenda após a reunião do Cone Sul é com o senador Acir Gurgacz (PDT-RO). Na sequência, tem reunião com o Senador Otto Alencar (PSD-BA).

Às 17h, Temer recebe Luis Alberto Moreno, Presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento - BID. Às 17h30, o presidente tem agendada uma reunião com o senador Vicentinho Alves (PR-TO). Às 19h, Temer tem encontro com o presidente Global da BRF, Pedro de Andrade Faria.

Às 20h, Temer vai ao Palácio da Alvorada onde realiza um jantar com senadores da base aliada, no esforço de manter o cronograma da PEC que limita o teto dos gastos, que o governo quer aprovar nos dia 29 de novembro e 13 de dezembro.

O ministro francês da Defesa, Jean-Yves Le Drian, alertou para o "grande risco" de que jihadistas do Estado Islâmico (EI) passem a controlar o tráfego de emigrantes para a ilha italiana de Lampedusa, após seu domínio sobre amplas zonas na Líbia.

"O Daech (EI) tem hoje na Líbia entre 4.000 e 5.000 combatentes, muitos magrebinos e egípcios", declarou o ministro em entrevista que será publicada nesta terça-feira pelo jornal Le Figaro. "Existe um grande risco de que o Daech organize a passagem de emigrantes para Lampedusa".

Segundo Le Drian, a melhor arma para impedir o EI de assumir o controle do tráfego de emigrantes nesta zona é a operação militar europeia Sophia no Mediterrâneo, desde que esta missão possa ampliar sua zona de atividade.

"É preciso ampliá-la para as águas territoriais líbias, sobre o litoral (...) para deter o tráfego e impedir que milhares de emigrantes se lancem ao Mediterrâneo a partir das zonas costeiras controladas pelo Daech".

A operação Sophia, lançada em junho de 2015 e para qual contribuem 22 países da UE, começou com missões de vigilância sobre as redes de tráfico de pessoas a partir da costa líbia.

Em outubro, teve início a segunda fase da operação, com a abordagem de barcos, revistas a bordo e até o confisco das embarcações, mas apenas nas águas internacionais.

Quando Zahraa Alshibly fecha os olhos, sonha em "reabri-los na Suécia", mas acorda em Idomeni, um acampamento de refugiados na fronteira greco-macedônia, onde esta iraquiana de 16 anos está bloqueada há dez dias à espera de poder seguir viagem.

Ela não se atreve a se afastar da barreira que separa os dois países neste local, nem da pequena porta colocada no alambrado que é aberta uma, duas vezes por dia, às vezes nenhuma, para deixar passar entre 50 e 300 pessoas para a Macedônia.

"Ao acordar (na segunda-feira), soubemos que a fronteira foi aberta ao amanhecer. Dormíamos e não soubemos nada", lamenta a adolescente que viaja com a mãe, a irmã, o cunhado e seus dois sobrinhos. Ao chegar ao acampamento de Idomeni (norte), há dez dias, a família recebeu um número, "196" e eles devem cruzar a fronteira em breve desde que estejam no lugar certo, na hora certa;

"Os macedônios nos avisam no último minuto", queixa-se um policial grego que ouve sempre a mesma pergunta: "Você sabe se vão abrir? Quando?". Fartos desta situação, trezentos iraquianos e sírios, entre eles mulheres e crianças, forçaram o cordão policial grego e derrubaram parte do alambrado. Os policiais macedônios responderam com bombas de gás lacrimogênio.

Quando a calma foi restabelecida, Zahraa e seus familiares decidiram se posicionar perto do local de passagem, abandonando a barraca de camping dos arredores em que viviam.

Três dias sem se mexer

Nas proximidades do principal acampamento de Idomeni e de suas brancas barracas coletivas, previstas para menos de duas mil pessoas, multiplicam-se lonas doadas por ONGs, sobretudo desde que os países dos Bálcãs e a Áustria passaram a filtrar os acessos ao seu território. Mais de sete mil pessoas guardam para cruzar a fronteira.

Entre elas está Faisal, um sírio de 30 anos que teve as duas pernas amputadas após um bombardeio em Damasco e que viajou com duas próteses de "quatro quilos cada uma" com ajuda de seu amigo, Hassan, explicou.

Fazem parte do grupo mais próximo da porta aberta no alambrado. Ali há duzentas pessoas, as quais algumas passam dias sem se mexer, apinhando-se à noite para dormir debaixo de um toldo.

Todos são sírios ou iraquianos. Os afegãos e os demandantes de asilo de outras nacionalidades parecem ter desistido do acampamento diante da recusa da Macedônia de acolhê-los - eles recorrem aos traficantes de seres humanos ou voltam para Atenas.

Os sírios e os iraquianos que querem prosseguir o caminho para Áustria ou Alemanha devem apresentar documentos de identidade às autoridades. Mas nem todos os têm.

Zaraah e os familiares salvaram por milagre a documentação entre os escombros de sua casa em Bagdá, destruída na explosão de uma bomba em um supermercado próximo, explicou a adolescente. Isto foi em dezembro. Os seis querem chegar à Suécia, onde estuda um dos irmãos de Zaraah.

Mas ela tem uma dúvida: um agente do Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (Acnur) comentou sobre um programa que custeia as despesas com passagens aéreas para uma acolhida em um país europeu. Trata-se do plano da UE para tentar gerenciar coletivamente a crise migratória. Dos 160 mil beneficiários, menos de 600 foram realojados desde o outono.

Mas não poderia escolher o país de acolhida. "Isto equivale, sem dúvida, a não ir para a Suécia", reflete Zaraah, em voz alta. "É preciso colocar-se no lugar deles", diz uma funcionária do Acnur, que pediu para ter sua identidade preservada. Eles passam semanas na estrada com um objetivo, frequentemente encontrar os familiares em um país europeu e "pedem que mudem seus planos..."

Zaraah dá uma olhada para a fronteira, para a lama que cerca as barracas de camping, de onde se ouve o barulho do choro de crianças. Em alguns instantes, ela irá se informar sobre este programa.

A Alemanha irá introduzir, temporariamente, medidas de controle na fronteira com a Áustria diante do massivo fluxo de imigrantes, de acordo com informações do governo. O ministro do interior, Thomas de Maizière, informou, em coletiva de imprensa, que o tráfego de trens entre os países está suspenso pelas próximas 12 horas. Tropas da polícia federal também serão enviadas para auxiliar nas fronteiras.

Aproximadamente 40 mil imigrantes devem chegar na Alemanha somente neste final de semana e cidades já alertam que os abrigos de refugiados logo estarão lotados. Em entrevista ao jornal Der Tagesspiegel, o vice-chanceler alemão, Sigmar Gabriel, disse que outras nações, dentro e fora da Europa, precisam ajudar no acolhimento dos refugiados. "A Europa deve providenciar 1,5 bilhão de euros para alimento, abrigo e escolas nos campos de refugiados, e os estados do Golfo (Pérsico) e os Estados Unidos devem fornecer ajuda semelhante", disse Gabriel, que complementou: "Não é possível que bilhões de euros sejam mobilizados em poucas semanas para resgatar bancos, mas que a comunidade internacional não seja capaz de providenciar nem uma fração deste montante para resgatar pessoas".

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O vice-chanceler também convocou os Estados Unidos, Estados do Golfo Pérsico e a Europa a atacarem a fonte dos problemas, para assim resolver a causa de imigrantes deixarem suas casas. Desde o dia 31 de agosto, cerca de 63 mil pessoas chegaram somente à Munique, segundo informações oficiais. Fonte: Dow Jones Newswires.

Milhares de pessoas mobilizadas nas redes sociais pediram neste sábado em Paris a abertura das fronteiras para os refugiados que fogem em massa para a Europa a partir da Síria e de outras regiões em guerra.

"Abram as fronteiras!" "Direito de asilo aos perseguidos!", diziam os cartazes, ou "Não em meu nome!", numa crítica aos governos mais reticentes a acolher os refugiados.

Outros exibiam o retrato de Aylan Kurdi, o menino síro de 3 anos encontrado afogado em uma praia turca, cuja fotografia comoveu o mundo.

Muitos manifestantes, de todas as idades, chegavam com a família à Place de la République, ponto de encontro combinado nas redes sociais.

"Estou cansada do medo das pessoas. A sociedade é sempre um amálgama. Quero representar aqueles que são a favor de receber os imigrantes", disse Véronique Wattiaux, 60.

Um total de 52% dos franceses, segundo uma pesquisa publicada ontem, não querem receber os migrantes e refugiados que tentam chegar à Europa.

"A manifestação, convocada sob o lema 'Não em meu nome', surgiu de uma discussão no Facebook de pessoas que se perguntavam como se expressar espontaneamente para dizer não às políticas migratórias repressivas que provocam milhares de mortes", explicou à AFP um dos organizadores da iniciativa, o escritor e cineasta Raphael Glucksmann, filho do filósofo André Glucksmann.

A convocação recebeu o apoio de várias associações, como SOS Racisme e Liga Internacional contra o Racismo e o Antissemitismo (Licra).

Representantes de partidos de esquerda também anunciaram sua intenção de participar da passeata. Várias manifestações foram convocadas em outras cidades francesas para o fim de semana.

Os 4.045 quilômetros de fronteira do Brasil com a Bolívia e o Paraguai estarão no centro de atenção das Forças Armadas Brasileiras. Desde as primeiras horas desta quarta-feira (22), cerca de 4,2 mil militares, com apoio de agentes governamentais estão realizando a Operação Ágata 9, que visa o combate ao crime transfronteiriço - nas fronteiras do Brasil com outros países.

Nesta edição, o aparato militar atua em 166 municípios indo de Vista Alegre do Abunã (RO) a Foz do Iguaçu (PR). A operação envolve os estados de Rondônia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Paraná, com o centro de operação instalado na sede do Comando Militar do Oeste (CMO), em Campo Grande (MS).

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A Operação Ágata 9 é de responsabilidade do Ministério da Defesa, sob coordenação do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA) junto com a Marinha, o Exército e a Aeronáutica. A Ágata foi instituída por decreto da presidenta Dilma Rousseff, em 2011, no âmbito do Plano Estratégico de Fronteira (PEF). Os países vizinhos foram informados da ação militar e enviaram observadores para a capital sul-matogrossense.

Um dos objetivos da Ágata 9 é intensificar a presença do Estado brasileiro junto a faixa de fronteira, contribuindo para o combate e a redução de ilícitos transfronteiriços como contrabando, tráfico de drogas, de pessoas, de armas e munições, exploração sexual, evasão de divisas, crimes ambientais, roubo de veículos, garimpo ilegal, entre outros.

Para isso, as Forças Armadas estão utilizando 57 veículos, entre aeronaves, viaturas e embarcações, além do emprego de 4.201 pessoas de 46 instituições e órgãos públicos.

Está será a primeira vez que a operação contará com os meios do Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteira (Sisfron) – projeto estratégico do Exército implantado na área da 4ª Brigada de Cavalaria Mecanizada, em Dourados (MS).

No ano passado, o MD realizou uma Ágata que tomou toda a fronteira brasileira, do Oiapoque (AP) ao Chuí (RS). Essa mobilização se deu às vésperas da Copa do mundo Fifa Brasil 2014. O mesmo ocorreu no ano anterior, em função da Copa das Confederações e da Jornada Mundial da Juventude (JMJ). No ano passado foram apreendidos 36 mil quilos de drogas.

Histórico da Operação Ágata - As ações iniciaram a partir do Plano Estratégico de Fronteiras do Governo Federal. Desde a primeira edição da Ágata, em 2011, até a oitava operação realizada em 2014, foram inspecionados 731.292 veículos e 253 aeronaves, 34.658 embarcações apreendidas, vistoriadas ou notificadas, 229 armas apreendidas, 21,9 toneladas de explosivos apreendidos, 68,1 toneladas de drogas apreendidas, 56.326 pessoas revistadas.

Fonte: Ministério da Defesa

A Nigéria e os quatro países com que tem fronteiras anunciaram neste sábado planos de constituir uma força de segurança com 8.750 integrantes até o próximo mês para combater a crescente ameaça regional do grupo rebelde Boko Haram.

Os detalhes da proposta foram revelados no final de uma reunião de três dias em Camarões, em uma declaração lida por autoridades dos três países, incluindo Issaka Souare, conselheiro da União Africana (UA) para o Mali e o Sahel.

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O plano prevê que Chade e Nigéria contribuam com 3,5 mil militares cada. Camarões e Níger enviariam 750 soldados cada. O Benin contribuiria com 250 pessoas. A força teria como sede a capital do Chade, N'Djamena.

O conflito da Nigéria com o Boko Haram tomou dimensão regional nos últimos meses, com ataques também em Camarões e Níger.

No início deste mês, os chefes de Estado da União Africana haviam anunciado planos de criar uma força de 7,5 mil integrantes para combater o Boko Haram. As autoridades informaram hoje que o número foi aumentado para 8.750 para permitir a inclusão de policiais e funcionários humanitários.

O comunicado divulgado neste sábado informou que são necessários US$ 4 milhões urgentemente para a constituição da força, mas não foi esclarecida a origem dos recursos.

Jacqueline Seck Diouf, que representou a Organização das Nações Unidas (ONU) nas negociações em Camarões, disse que a ONU havia prometido apoio logístico imediato, mas acrescentou que a UA estava solicitando financiamento. Nova assistência precisaria ser aprovada pelo Conselho de Segurança e pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, segundo ela. Fonte: Associated Press.

O Secretário de Segurança Nacional dos EUA, Jeh Johnson, declarou que a administração de Barack Obama está avaliando todas as ações possíveis para solucionar o problema do fluxo de imigrantes atravessando ilegalmente a fronteira no sul do Texas.

Em testemunho escrito para uma audiência no Comitê de Segurança Nacional da Câmara dos Representantes, Johnson detalhou mais de uma dezena de esforços já anunciados para ajudar a conter o problema. A audiência terá início às 11h00 (de Brasília).

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Desde o início do ano orçamentário, em outubro, agentes da Patrulha Fronteiriça apreenderam mais de 52 mil crianças imigrantes viajando sozinhas. Ao mesmo tempo, a administração está lidando com um aumento de mais de 30 mil adultos viajando com crianças, o que pressiona os recursos do departamento. Fonte: Associated Press.

Segundo informações de militares do Iraque, os militantes sunitas do Estado Sunita Militante no Iraque e o Levante (ISIL), grupo dissidente da al-Qaeda, tomaram dois pontos de fronteira, um chamado Turaibil na fronteira com a Jordânia e outro com a Síria, chamado al-Walid. Os militantes já tomaram também, desde a última sexta-feira (20), as cidades de Qaim, Rawah, Anah e Rutba, localizadas na província de Anbar, onde, desde janeiro, controlam a cidade de Fallujah e parte da capital da província Ramadi.

A tomada das cidades de Rawah, às margens do Rio Eufrates, e da vizinha Anah, parece ser uma tentativa dos extremistas de controle da barragem na cidade de Haditha, o que prejudicaria a rede elétrica do país. Já a cidade de Rutba dá aos insurgentes o comando sobre o trecho final de uma rodovia próxima à Jordânia, usada para o transporte de passageiros e mercadorias.

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Segundo os oficiais do Iraque, que falaram em condição de anonimato, mais de 2 mil oficiais foram enviados para a região da barragem, em Haditha. Fonte: Associated Press

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