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Alimentos com alto teor de gordura, açúcar e conservantes, chamados de ultraprocessados, podem causar desequilíbrio energético e nutricional em crianças. Essa é a opinião da nutricionista Elenilma Barros, especialista em Gestão da Qualidade em Unidades Produtoras de Refeições pela Universidade Federal do Pará (UFPA), mestra em Saúde, Sociedade e Endemias na Amazônia e docente da UNAMA - Universidade da Amazônia.

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Segundo a nutricionista, a introdução de alimentos ultraprocessados não deve ocorrer na primeira infância, ou pelo menos até os dois anos de idade. “A exposição de alimentos ultraprocessados na primeira infância pode dispor ao sobrepeso na fase adulta e à formação ruim do hábito alimentar. O alto teor de gordura, açúcar e conservantes pode desequilibrar o balanço energético dessa criança”, afirma Elenilma.

Para a Organização Mundial da Saúde (OMS), é importante que o aleitamento materno seja exclusivo até o sexto mês de vida e que possa ser complementado a partir dos seis meses com alimentos naturais. “O padrão alimentar da família é referência primária para a criança. É importante que ela participe do consumo alimentar junto com os integrantes. O responsável deve se preocupar com o alimento que consome, pois isso serve de exemplo para a criança”, destaca a nutricionista.

Anna Paula Dias, 32 anos, mãe do Pedro Henrique, diz que oferece de tudo ao filho de 5 anos, mas a preferência de Pedro é por frutas e sucos. “Sempre ofereci fruta, mas também oferecia outras coisas. O gosto dele é não ser chegado em bolachas recheadas e doces. Pedro prefere fruta como sobremesa e ama salada”, afirma.

Nas últimas décadas, mudanças nos hábitos alimentares da população brasileira provocaram a substituição de alimentos caseiros e in natura (obtidos diretamente de plantas ou de animais) por alimentos processados e ultraprocessados, com alta quantidade de gordura, açúcar ou sódio e pouca fibra, além de passarem por diversas etapas de processamento e adição de muitos ingredientes para aumentar a durabilidade e palatabilidade.

A mudança na alimentação é uma das principais causas da atual pandemia de obesidade e de doenças crônicas. Estima-se que o número de crianças e adolescentes de até 17 anos com sobrepeso aumentou em dez vezes no mundo - somente no Brasil, o Ministério da Saúde do Brasil aponta que a obesidade atinge 13% dos meninos e 10% das meninas nessa faixa etária.

Para a nutricionista oncologista Kelly Oliveira, a obesidade é um problema mundial a partir do momento que é perceptível que atinge adultos e crianças. “O sobrepeso pode ser evitado com a prática de exercícios físicos, brincadeiras saudáveis que deixem a criança fisicamente ativa e com a influência da família, ajudando na construção de um paladar saudável”, completa.

 

O livro “Doce Pernambuco” será lançado pela Companhia Editora de Pernambuco (Cepe) neste sábado (24), dentro do projeto Tengo Lengo Tengo, no Museu Cais do Sertão. Antes dos autógrafos, Lody conversa com o escritor Frederico de Oliveira Toscano, autor do título vencedor do Prêmio Jabuti de 2015: À francesa – A Belle Époque do comer e do beber no Recife, editado pela Cepe. O debate intitulado “Um papo doce” acontecerá a partir das 17h.

O 10º título de Lody focado no tema açúcar foi prefaciado por uma das maiores autoridades em antropologia da alimentação, Xavier Medina, presidente da Associação Internacional de Antropologia da Alimentação, sediada em Barcelona. A partir de uma abordagem histórica e etnocultural, em “Doce Pernambuco” o autor transcorre sobre o que chama de civilização do açúcar, especiaria desejada e rara no início dos caminhos que uniam Ocidente e Oriente. O antropólogo conta que o grama do ingrediente equivalia ao do ouro, de forma que chegava a ser ofertado como presente nobre.

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Nos 25 capítulos das 251 páginas Lody enumera cada uma dessas delícias do acervo gastronômico de Pernambuco, verdadeiros patrimônios como o alfenim, que o autor considera uma verdadeira expressão em arte popular feita de açúcar.

Doce Pernambuco, contextualiza historicamente essa cultura, Lody discorre sobre a civilização do açúcar como ação coordenada pelos elementos: histórico, econômico, social, ecológico e cultural, que resultam na formação e no comportamento, identificando o homem brasileiro e, em especial, o homem nordestino.

De acordo com o pesquisador, para a população do Nordeste há uma construção de imaginários e de maneiras de ver o mundo e de se auto representar que transita pelos engenhos, que expõe desde o melado ou o mel de engenho até o açúcar moreno-mascavo.

Sobre o autor:

Raul Lody é antropólogo, museólogo, professor e pesquisador. Especialista em antropologia da alimentação com projetos de pesquisas no Brasil e no exterior, criador do Grupo de Antropologia da Alimentação (Fundação Gilberto Freyre), do Museu da Gastronomia Baiana. O Açúcar está fortemente presente na obra de Raul Lody, com nove títulos publicados sobre a temática: Caminhos do açúcar; Vocabulário do açúcar; À mesa com Gilberto Freyre; A doçaria tradicional de Pelotas; A cozinha pernambucana em Gilberto Freyre; Do mucambo à casa-grande; Desenhos e pinturas de Gilberto; Freyre(Companhia Editora Nacional, 2007); e o mais recente que é o Museu Virtual do Açúcar, além de ter sido o organizador do Dicionário do doceiro brasileiro.

Serviço

Lançamento do livro “Doce Pernambuco”

Sábado (24) | 17h

Museu Cais do Sertão (Avenida Alfredo Lisboa, s/n, Recife Antigo)

Livro: R$ 40 impresso; R$ 12 e-book

A visita do secretário de Comércio americano, Wilbur Ross, ao Brasil nesta semana deve acelerar as conversas sobre um incremento no comércio entre os dois países. Nesta quarta-feira (31) Ross será recebido pelo presidente Jair Bolsonaro e pela equipe econômica. Um dos assuntos na pauta, segundo fonte do governo, é o aumento, por parte dos americanos, das aquisições de açúcar e etanol brasileiros. Em troca, o Brasil incrementaria as compras de trigo. A ideia é tentar anunciar o acordo em outubro, durante o Brasil Investment Forum.

O objetivo é aprofundar a conversa de forma, primeiro, a garantir que acordos já vigentes sobre o assunto com Estados americanos, mas que não estão sendo aplicados, sejam efetivamente implementados. "Mas vamos ter conversas sobre aumento de volume e cronograma", disse a fonte.

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Na última terça (30), em encontro com empresários na Amcham (Câmara Americana de Comércio), Ross recebeu uma lista de propostas para melhorar a relação comercial entre os dois países. Entre elas está um acordo de livre-comércio gradual - inicialmente sem a discussão de tarifas -, um entendimento para colocar fim à dupla tributação de lucros, dividendos e royalties e um acordo de investimentos.

Os empresários - a Amcham representa cerca de 5 mil empresas - pedem proteção adicional aos fluxos de investimentos entre os dois países. Além disso, querem a participação do Brasil no programa Global Entry, que oferece facilidades para a entrada de executivos nos EUA.

Na lista estão ainda medidas de facilitação de comércio para reduzir burocracias, custos e prazos no comércio bilateral.

"Tais ações poderiam incluir desde entregas de curto prazo, como o reconhecimento mútuo entre Operadores Econômicos Autorizados (OEA) para agilizar trâmites aduaneiros entre os dois países, até a negociação de regras comuns, com ênfase em temas como a compatibilidade de sistemas de comércio exterior", diz o documento.

Há também propostas de cooperação regulatória, sobretudo em relação aos produtos com maior valor agregado; a negociação de regras comuns sobre barreiras não tarifárias; e a conversão do projeto piloto sobre análise acelerada de patentes em acordo permanente. A Amcham também pede continuidade do apoio americano à admissão do Brasil na Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). E uma agenda bilateral em temas como comércio, investimento, defesa, segurança, energia, agronegócio e infraestrutura.

Digital - Outro assunto que deve ser tratado na reunião entre o governo brasileiro e Ross é um possível acordo sobre comércio digital de serviços. Na lista, estão desde games até venda de projetos de arquitetura e design entre os países, por exemplo.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) advertiu nesta segunda-feira (15) que os alimentos industrializados para bebês contêm, com frequência, excesso de açúcar e rótulos que geram confusão.

"Em quase metade dos produtos examinados mais de 30% das calorias eram de açúcares totais e um terço dos produtos continham açúcar adicionado ou outros agentes adoçantes", destacou o departamento europeu da OMS.

O estudo examinou quase 8.000 produtos de mais de 500 lojas de Viena (Áustria), Sofia (Bulgária), Haifa (Israel) e Budapeste (Hungria) de novembro de 2017 a janeiro de 2018.

Um consumo elevado de açúcar pode aumentar o risco de sobrepeso e de cáries, assim como uma exposição precoce aos produtos açucarados pode criar uma preferência nociva por estes alimentos para o resto da vida, alerta a OMS.

"Uma boa nutrição durante o período neonatal e a infância é essencial para assegurar ótimos crescimento e desenvolvimento da criança, e uma saúde melhor mais tarde em sua vida", recorda a diretora regional da OMS para a Europa, Zsuzsanna Jakab, citada em um comunicado.

Em 2018, a instituição fez um alerta contra o avanço da obesidade e do sobrepeso entre os europeus, que ameaça inverter a tendência do aumento da expectativa de vida.

Consumir bebidas açucaradas, incluindo sucos de frutas, provoca uma tendência a abandonar os alimentos mais ricos em nutrientes.

Um terço dos produtos examinados continham açúcar, suco de frutas concentrados ou outros adoçantes em sua composição, ingredientes que não deveriam ser adicionados aos alimentos para crianças.

Entre 18% e 57% dos produtos continham mais de 30% de calorias procedentes de açúcares, lamenta a OMS.

O departamento europeu da organização, que vai do Atlântico até o Pacífico, inclui 53 países tão heterogêneos como Rússia e Andorra, Alemanha e Tadjiquistão.

- Até 60% de rótulos enganosos -

O estudo mostra ainda que entre 28% e 60% dos alimentos considerados inapropriados pela OMS tinham rótulos como aptos para bebês de menos de seis meses.

"A OMS recomenda que os lactantes se alimentem exclusivamente com leite materno durante os seis primeiros meses de vida e, portanto, nenhum alimento deve ser comercializado como adequado para crianças com menos de seis meses", destaca o informe.

Para estimular os países membros a adotar novas diretrizes, a OMS atualizou suas recomendações.

A organização deseja acabar com a promoção de substitutos do leite materno e recomenda que a alimentação de crianças entre seis meses e dois anos tenham como base os alimentos ricos em nutrientes, preparados em casa.

Todos os açúcares adicionados e adoçantes também devem ser eliminados dos alimentos para bebês.

Os rótulos das bebidas açucaradas, em particular os sucos de frutas e o leite concentrado, e de produtos de confeitaria deveriam indicar que estes alimentos não são adequados para crianças com menos de três anos.

O açúcar refinado pode ser muito prejudicial à saúde se consumido em excesso. Doenças como diabetes, do coração, cardiovasculares e obesidade, diretamente relacionadas ao abuso de açúcares, crescem no Brasil. A obesidade já afeta 22% da população, segundo relatório divulgado sobre o Estado da Segurança Alimentar e Nutrição no Mundo, apresentado na sede da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO).

A principal forma de combater esses males é o equilíbrio, segundo a nutricionista e professora de gastronomia da UNAMA – Universidade da Amazônia Keilla Cardoso. “A palavra chave é equilíbrio. Não tem como fugir dos alimentos industrializados, mas temos que dar prioridade para os naturais, como legumes, frutas e verduras”, afirma.

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Keilla recomenda não cortar alimento nenhum e sim regrar a dieta. As pessoas devem reduzir a quantidade de açúcar e não abolir totalmente, para evitar o terrorismo nutricional, pois a saúde física está restritamente ligada com a psicológica, de acordo com a professora. “Imagina você consumir um alimento desde a infância e ter que cortá-lo da sua alimentação, provavelmente algum reflexo vai acontecer, e normalmente é de maneira prejudicial.”, aponta.

Adoçantes produzidos a partir de substancias naturais, como o esteviosídeo, são sugeridos para substituição do açúcar refinado. A professora e nutricionista acrescenta ainda as frutas mais recomendadas, melancia, melão, maçã, açaí, pupunha, todas com alto valor nutricional.

Por Lucas Neves.

 

O governo brasileiro assinou hoje (26) acordo com a indústria de alimentos para reduzir o consumo de 144 mil toneladas de açúcar até 2022. Isso representa, por exemplo, uma redução de até 62,4% do açúcar presente hoje em biscoitos.

“Estamos gradativamente melhorando a saúde da nossa população”, diz o ministro da Saúde, Gilberto Occhi. “Dentro do que a OMS [Organização Mundial da Saúde] recomenda, vamos buscar sempre que o cidadão tenha informação e, gradativamente, com a redução do nível de açúcar desses alimentos, eles se tornarão mais saudáveis.”

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De acordo com o Ministério da Saúde, os brasileiros consomem, em média, 80 gramas de açúcar por dia, o que equivale a 18 colheres de chá. A maior parte, 64% desse consumo, é de açúcar adicionado ao alimento. Os outros 36% tratam-se do açúcar presente nos alimentos industrializados.

A meta, seguindo a recomendação da OMS, é reduzir o consumo de açúcar, por pessoa, para 50 gramas por dia, o equivalente a cerca de 12 colheres de chá de açúcar. Se possível, esse consumo deverá ser reduzido para 25 gramas, aproximadamente, 6 colheres de chá.

Segundo a OMS, o consumo de açúcar deve ser equivalente a até 10% do total das calorias diárias. Se possível, deve chegar a 5% das calorias diárias.

De acordo com o Ministério da Saúde, maus hábitos como alimentação inadequada, além de tabagismo, inatividade física e uso nocivo do álcool aumentam a obesidade em mais de 60%, o diabetes em homens em 54% e em mulheres, 28%. A estimativa de casos de câncer aumenta em 27,6% com esses hábitos.

Segundo o ministro, é necessária também a conscientização da população, que é a responsável pela adição de açúcar nos alimentos. “[O acordo assinado] é uma parte, que é papel do Estado e da indústria, procurar oferecer ao cidadão alimentos mais saudáveis para que possa evitar doenças crônicas não transmissíveis”.

Porcentagens de redução

O acordo foi firmado com a indústria brasileira que se compromete a reduzir o açúcar em cinco categorias de alimentos: bebidas açucaradas, biscoitos, bolos e misturas, achocolatados e produtos lácteos.

As metas serão monitoradas a cada dois anos e valerão para os produtos em cada uma das categorias que têm a maior quantidade de açúcar consumido pela população. Até 2022, os bolos reduzirão até 32,4%; as misturas para bolos, 46,1%; as bebidas açucaradas, 33,8%; os produtos lácteos, 53,9%; os achocolatados, 10,5%; os biscoitos, 62,4%.

Segundo o presidente da Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (Abia), Wilson Mello, os termos do acordo assinado hoje foram discutidos ao longo do último ano. Desde 2007, vários acordos com a indústria são firmados para tornar os alimentos mais saudáveis. Primeiro, de acordo com Mello, foi pactuada a redução de gordura trans, depois, do sal.

“[Vamos] movimentar toda a indústria para que reduza, dentro do maior nível possível, os índices de açúcar nos alimentos. Fizemos isso com o sódio e vamos fazer com os açúcares”, diz. “É um compromisso, assinado agora, mas é movimento que vem sendo feito nos últimos anos sob demanda do próprio consumidor”.

Assinaram o acordo o Ministério da Saúde, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que fará o monitoramento, a Abia, a Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e de Bebidas não Alcóolicas, a Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães e Bolos Industrializados e a Associação Brasileira de Laticínios.

O governo brasileiro acionou nesta semana a China na Organização Mundial de Saúde (OMC), denunciando barreiras de Pequim contra a importação de açúcar. O que está sendo questionado é uma salvaguarda imposta por Pequim contra o produto brasileiro e que derrubou, em 2017, as exportações nacionais.

Na primeira etapa do processo, Brasil e China realizarão consultas bilaterais. Se não houver um acordo, o Itamaraty solicitará que um painel seja estabelecido para que haja uma avaliação independente se houve ou não violação das regras internacionais.

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O processo, porém, promete ser longo, já que os tribunais da OMC vivem uma crise crônica diante da falta de juízes no órgão de apelação e pelo veto do governo de Donald Trump para que o mecanismo possa voltar a escolher novos membros.

O Brasil insiste que tentou encontrar uma saída negociada. O governo fez questão de conduzir consultas com Pequim, na esperança de convencer os chineses a não seguir com a medida.

Até 2016, o Brasil era o maior fornecedor de açúcar para a China, que por sua vez era o principal destino das exportações de açúcar bruto produzido aqui. As vendas totalizavam perto de 2,5 milhões de toneladas ao ano, pouco menos de 10% das exportações totais do País - o açúcar brasileiro era competitivo mesmo pagando, na maior parte, alíquota de 50% para ingressar naquele mercado.

Em 2017, porém, os chineses elevaram essa tarifa para 95%, o que fez as exportações brasileiras caírem para cerca de 300 mil toneladas.

Num documento enviado à OMC no ano passado para justificar sua ação, Pequim ainda explicou que decidiu abrir investigações depois de ter constatado que o açúcar importado já representava 47% da produção nacional. Em 2011, eram 27%. Além disso, os chineses apontam que, hoje, o produto importado ocupa 32% do consumo nacional de açúcar. Em 2011, eram de 21%.

A Mondelez International, empresa que está entre as maiores produtoras de snacks do mundo, está expandindo sua distribuição na América Latina com o lançamento de uma linha exclusiva de chocolates Oreo para o México. Os novos produtos serão fabricados no Brasil. A novidade faz parte da estratégia da empresa de investir para desenvolver o mercado de chocolates e impulsionar o consumo na região.

No México, o consumo de chocolate é de cerca de 600g enquanto os brasileiros consomem cerca de 2kg por ano. "Temos uma longa história de sucesso e expertise em formatos de impulso, a exemplo de Sonho de Valsa e Ouro Branco, produtos que estão no coração dos brasileiros. Estamos usando essa experiência para estimular crescimento da categoria na América Latina", conta Flavio Ackel, diretor de Inovação em Chocolate para Mondelez International na América Latina. 

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Ao todo, quatro novos produtos serão fabricados na planta paranaense: uma bolinha coberta com chocolate, recheada com creme suave e pedaços crocantes de biscoitos Oreo; uma barra de chocolate de formato diferenciado recheada com creme suave e pedaços crocantes de biscoitos Oreo; e duas versões de barras crocantes – o tradicional tablete de chocolate – uma com chocolate branco, outra com chocolate ao leite, ambas recheadas com pedaços crocantes de biscoitos Oreo.

Nos últimos três anos, a fábrica de Curitiba recebeu um investimento de US$ 180 milhões em tecnologias, inovação e estrutura. A planta vem se consolidando cada vez mais como centro de excelência na produção de snacks não apenas na América Latina, mas mundialmente, exportando produtos para 11 países: Estados Unidos, México, Costa Rica, Colômbia, Peru, Chile, Argentina, Paraguai, Uruguai, Espanha e Marrocos.

Com informações da assessoria

Um em cada 11 adultos no mundo - ou seja, 425 milhões de pessoas - sofria de diabetes em 2016, segundo dados publicados nesta terça-feira (14) por ocasião do Dia Mundial consagrado a esta doença. A Federação Internacional de Diabetes (FID) destacou que a cifra supera a de 2015 em 10 milhões.

"A diabetes é uma das maiores urgências sanitárias mundiais. Serão necessárias mais ações (...) para reduzir a carga econômica e social" que ela representa, avaliou em um comunicado a FID, cujas cifras se referem a adultos com idades de 20 a 79 anos. A federação estima que a doença represente 12% dos gastos globais com saúde, ou seja, 727 bilhões de dólares.

A Federação calcula que em 2045 haverá 629 milhões de pessoas afetadas pela diabetes. Existem dois tipos de diabetes, uma disfunção que impede ao organismo assimilar corretamente os açúcares.

A de tipo 2, que responde por quase 90% dos casos, ocorre devido a uma alta prolongada do nível de açúcar no sangue, frequentemente associada à obesidade e a determinados estilos de vida que incluem sedentarismo e má alimentação.

A de tipo 1, que quase sempre se manifesta de forma brutal em crianças e jovens, caracteriza-se por uma produção insuficiente de insulina, hormônio secretado pelo pâncreas.

Segundo a FID, "mais de 350 milhões de adultos correm atualmente um risco elevado de desenvolver diabetes tipo 2", ou seja, 34 milhões a mais do que em 2015.

O cinema é social em quaisquer de suas arestas e o "Janela" sabe muito bem disso. Assim, o festival segue cumprindo o papel de projetar, mais do que entretenimento, filmes que possam e/ou podem servir de instrumento para o debate, a constatação ou conscientização do real, mesmo através do fantástico e mesmo que não haja nada de fantástico na realidade projetada. Na noite desta segunda (06), os filmes que fecharam mais uma noite do do evento cinematográfico no São Luiz resgataram a genealogia da escravidão, evidenciando suas heranças e convidando à resistência.

Repetindo a parceria de "Amor, Plástico e Barulho", agora no posto de direção, Renata Pinheiro e Sérgio Oliveira apresentaram "Açúcar". O filme pernambucano remete à tensão entre herdeiros de grandes engenhos de cana de açúcar e a população que vive nas redondezas, descendentes, em sua maioria, de escravos que trabalharam nos engenhos. Maeve Jinkings é quem faz Maria Bethânia, a herdeira das terras dos Wanderley. O longa faz uso do realismo fantástico para narrar uma jornada curta em que a personagem repete o arquétipo de seus ancestrais, senhores de engenho.

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Mesmo que esteja longe de ostentar a condição social dos familiares imortalizados nas fotos antigas, Bethânia enxerga no orgulho da posse da terra e no menosprezo fetichizado à pele, carne e cultura de origem afro, uma ou a forma de "ser quem ela é", melhor, ser quem eles sempre foram. A ideia de que o descendente de escravo nunca, de fato, emancipou-se do passado, perpassa o filme e atinge a espinha dorsal da 'lógica' que ainda subsiste em muitas áreas das Zonas da Mata, por exemplo. "Açúcar", então, é bem sucedido no que tange à clareza de seu discurso e ainda traz sequências esteticamente interessantes como a de um barco a vela que simbolicamente navega por um canavial. Os elementos que ligam a narrativa ao campo da religiosidade, entretanto, são menos eficientes e aparentemente servem como resoluções mais fáceis ao roteiro. Ainda assim, há muito do que se extrair desse "Açúcar", muito mais próximo do amargor que da doçura. 

Já "O nó do Diabo" é uma antologia de horror formada por cinco curtas que giram em torno de uma propriedade de terra onde a matança de negros e negras acontecia, acontece. O filme paraibano mostra recortes datados em 2018, 1987, 1921, 1871 e 1818. O elo do nó é Fernando Texeira (Aquarius), que faz o dono das terras - como se imortal fosse ou como se a diabólica "tradição" assim o fizesse. A antologia parte da favelização, que acomete em massa a população negra, mesmo no interior, e busca raízes para essas e outras máculas, sempre sob a alcunha do cinema de gênero e no lançar mão das mais diversas convensões do horror clássico, com direito a jumpscares e tudo. 

Os curtas se alternam em ritmo, até por terem sido dirigidos por cineastas diferentes, e isso prejudica um pouco a experiência do todo. Mas o filme tem um bom número de boas ideias e, acima de tudo, se encerra sob uma forte aura de resistência que parece tentar trazer esperança a um povo que já foi humilhado, torturado, exterminado, mas, sim, continua resistindo. Isso mesmo que esqueçam de sua história. Isso mesmo que usem a palavra vitimismo para legitimar preconceito. Isso mesmo que ataquem com toda sorte de horrores. Ainda bem que o cinema continua sendo social em quaisquer de suas arestas e Janelas.          

Um anúncio feito pelo Grupo Coca-Cola deve impactar os consumidores da marca. Isto porque a indústria informou que irá reduzir em 12% os açúcares das bebidas produzidas por ela, ou seja, a Coca-Cola, Fanta e demais refrigerantes e até mesmo a água gaseificada Aquarius passarão por essa alteração até 2020. 

De acordo Tiago Santos Lima, diretor de Relações Externas da Coca-Cola Portugal, em entrevista a um jornal europeu, a marca irá introduzir também novas bebidas sem açúcar. Esta iniciativa se deu pela queda do consumo das bebidas açucaradas. 

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Há especulações de que a mudança tenha sido idealizada pelo aumento de impostos empregados sob os refrigerantes, mas Lima nega essa motivação. Ele frisa que esta é a resposta aos desejos e necessidades dos consumidores, afinal, ele julga ser uma nova tendência de consumo. 

Além disso, a Organização Mundial de Saúde (OMS) apontou que a taxa recomendada de calorias diárias provenientes de açucares adicionados é de apenas 10%, ou seja, 50 g de açúcar por dia. Enquanto isso, a Coca Cola tradicional possui atualmente 111 g de açúcar por litro e a Fanta, 102 g, por exemplo.

Produtores de bebidas apresentaram nesta quarta-feira, 20, ao Ministério da Saúde uma proposta para redução voluntária do açúcar de refrigerantes, néctares e refrescos em quatro anos. A sugestão é de que cada 100 gramas de bebida tenham limite de 10,6 gramas de açúcar. A proporção média hoje é de 16 gramas.

Caso o acordo seja formalizado, pelo menos metade dos produtos terá de alterar a composição. Formulada pela Associação Brasileira da Indústria de Refrigerantes e Bebidas Não Alcoólicas e pela Associação Brasileira de Indústrias da Alimentação, a proposta surge no momento em que o ministério prepara projeto para elevar a taxação de bebidas açucaradas.

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Como revelou o jornal O Estado de S. Paulo, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, pediu a sua equipe um projeto sobre isso. Assim que for concluído, será levado para discussão com os demais integrantes do governo. O objetivo é elevar os preços e, com isso, reduzir o consumo de bebidas, em uma estratégia contra a obesidade.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) sugere adotar táticas como essa. A proposta feita pelas entidades foi considerada bem-vinda pelo ministério. Segundo a pasta, a sugestão será analisada, discutida e deve integrar ampla agenda com a indústria, a ser divulgada em outubro. Mas o ministério avisou que a proposta de acordo voluntário não altera os estudos em análise.

As entidades têm entre associados produtores que respondem por cerca de 90% do mercado. Pela proposta atual, 111 refrigerantes teriam redução de açúcar de 16 para 10,6 gramas a cada 100 gramas. No caso dos néctares, esse limite passaria a ser de 10,7 gramas. Hoje, o valor é de 12,5. A medida afetaria 48 produtos. Já para refrescos, a redução seria de 15 para 10,7 gramas de açúcar, o que também afetaria 48 produtos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Na busca por uma vida saudável, várias pessoas têm deixado de consumir refrigerantes. Normalmente, considerados vilões em uma dieta saudável, as garrafas e latinhas estão sendo trocadas por água e sucos naturais. Gigante no setor, a Coca-Cola tem tentado mudar esse quadro investindo em versões adoçadas com aspartame e estévia, o que não deu o retorno esperado nas vendas e alterou o sabor original da receita. Por isso, a empresa lançou um concurso para que pesquisadores do mundo inteiro ajudem na busca de outras alternativas ao açúcar e vai pagar bem ao vencedor.

Utilizando a plataforma heroX, a Coca oferece um milhão de dólares, cerca de R$ 3 milhões a quem conseguir o substituto natural do açúcar (sucarose). Entretanto, há algumas regras para as pesquisas com novos adoçantes, dentre elas, não utilizar estévia, fruta-dos-monges, ou ser extraído de alguma espécie de planta protegida. A premiação será entregue em outubro de 2018, ao vencedor do concurso.

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Na publicação, o objetivo da competição é 'Encontrar um componente natural, seguro e de baixa ou nenhuma caloria, que preserve o sabor do açúcar quando utilizado em bebidas e alimentos'. Quem deseja saber mais, ou se inscrever, precisa acessar a página da campanha no heroX, clicando aqui.

Um novo estudo mostrou que as dietas com alto teor de açúcar, ligadas ao consumo de refrigerantes e doces, podem estar associadas a um maior risco de problemas mentais comuns, como ansiedade e depressão leve. A pesquisa foi feita com homens.

O trabalho, liderado por Anika Knüppel, do University College London (Reino Unido), foi publicada ontem na revista Scientific Reports. "Os resultados mostram efeito adverso de longo prazo na saúde mental dos homens, ligado ao excessivo consumo de açúcar proveniente de alimentos e bebidas doces", disse Anika ao Estado.

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Altos níveis de consumo de açúcar já haviam sido relacionados a uma prevalência mais alta de depressão em diversos estudos anteriores. No entanto, até agora, cientistas não sabiam se a ocorrência do problema mental desencadeava um consumo maior de açúcar, ou se os doces é que levavam à depressão.

Para descobrir se a voracidade por açúcar é causa ou consequência dos problemas mentais, os cientistas analisaram os dados de 8.087 britânicos com idades entre 39 e 83 anos, coletados por 22 anos para um estudo de larga escala. As descobertas foram feitas com base em questionários sobre a dieta e a saúde mental de participantes.

Para um terço dos homens - aqueles com maior consumo de açúcar -, houve alta de 23% da ocorrência de problemas mentais após cinco anos, independentemente de obesidade, comportamentos relacionados à saúde, do restante da dieta e de fatores sociodemográficos.

O consumo de açúcar foi medido por 15 itens que incluem refrigerante, suco industrializado, doce, bolo, biscoito e açúcar adicionado ao café. Para homens, foi considerado alto consumo maior que 67 gramas por dia e, para mulheres, acima de 50. A Organização Mundial da Saúde recomenda uso máximo de 50 gramas por dia e aponta que o ideal é não passar dos 25.

Gênero

Embora o estudo seja com homens e mulheres, a ligação de açúcar e doenças mentais apareceu só no grupo masculino. "Esse resultado foi bastante inesperado e não encontramos boa explicação para isso. Mas não é impossível que os resultados também se apliquem a mulheres. Estudo americano em 2015, exclusivamente com mulheres, também encontrou associação de alto consumo de açúcar e depressão", disse Anika.

Segundo ela, há várias explicações biológicas plausíveis para a associação. A principal delas é que o açúcar reduz os níveis do chamado fator neurotrófico derivado do cérebro (BDNF, na sigla em inglês), que ajuda no desenvolvimento de tecidos cerebrais. "O BDNF tem sido discutido como um facilitador da atrofia do hipocampo em casos de depressão", disse Anika.

Vício

Açúcar e ansiedade estão na vida do empresário Mardone Paz, de 38 anos. Ele não sabe se a ansiedade, no seu caso, está ligada ao consumo de doces, mas diz correr a um café ou padaria sempre que bate o nervosismo. "O doce me acalma. Como com frequência mesmo sabendo que não faz bem à saúde, porque gosto muito."

Por pressão da família, ele passou a se preocupar mais com a alimentação, mas não abandonou o açúcar. "Sei que é preciso, mas não consigo." (Colaborou José Maria Tomazela)

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O açúcar pode ser ruim não só para seus dentes e sua cintura, mas também para sua saúde mental, afirmou nesta quinta-feira um estudo que foi recebido com ceticismo por outros especialistas.

Pesquisadores da University College London (UCL) compararam a ingestão de açúcar relatada com o humor de mais de oito mil pessoas em um estudo britânico de longo prazo. Os participantes do estudo, funcionários públicos, foram monitorados de 1985 a 1988, e depois desse período preencheram um questionário periodicamente.

Os pesquisadores analisaram os dados desse estudo em busca de uma associação entre a ingestão de açúcar e "transtornos mentais comuns" (CMD), como ansiedade e depressão.

A equipe da UCL encontrou "uma maior probabilidade" dos homens que consumiam mais alimentos e bebidas doces desenvolverem CMD após cinco anos, assim como um "efeito adverso" geral na saúde mental para ambos os sexos.

Eles concluíram, em um estudo publicado na revista Scientific Reports, que "uma menor ingestão de açúcar pode estar associada a uma melhor saúde psicológica". Mas a nutricionista Catherine Collins, porta-voz da British Dietetic Association, disse que esta recomendação "não era comprovada".

Os problemas do estudo, disse, incluíam que o consumo de açúcar era relatado pelo próprio paciente e que a ingestão de açúcar a partir do álcool não era registrada. Os pesquisadores, segundo ela, pareciam confundir o açúcar naturalmente presente em alimentos como o leite com os "açúcares livres", adicionados a bebidas ou em doces.

"A análise da dieta torna impossível justificar as afirmações audaciosas feitas pelos pesquisadores sobre o açúcar e a depressão nos homens", disse Collins por meio do Science Media Center, em Londres.

"Reduzir a ingestão de açúcares livres é bom para seus dentes, e pode ser bom para o seu peso, também. Mas como proteção contra a depressão? Não está provado", acrescentou. O especialista em nutrição Tom Sanders concordou que os resultados devem ser interpretados "com cautela".

"Do ponto de vista científico, é difícil ver como o açúcar nos alimentos teria um impacto diferente de outras fontes de carboidratos na saúde mental, pois ambos são divididos em açúcares simples no intestino antes da absorção", disse.

O minicatálogo ‘Shakkar – A cultura do açúcar e os sabores tradicionais da gastronomia de Pernambuco’, da gastrônoma e pesquisadora pernambucana Ana Claudia Frazão, será lançado nesta sexta-feira (28), às 18h, dentro da programação do Festival de Inverno de Garanhuns (FIG). O lançamento será no Polo IGGCC (Instituto histórico Geográfico e Cultural de Garanhuns) e a distribuição do livro é gratuita.

A obra traça um perfil histórico da cultura do açúcar no Brasil e, principalmente, em Pernambuco, e leva ao leitor o universo da produção de doces tradicionais do Estado. Faz parte também da programação a exibição do documentário homônimo que retrata o cotidiano das famílias responsáveis pela preservação da tradição da culinária que tem o açúcar como matéria-prima. Anterior ao filme, terá a palestra ‘Receituário tradicionais: sabores que se perpetuam no tempo’ com a pesquisadora e participação do Secretário de Turismo e Cultura de Agrestina e Presidente da ASTUR Josenildo Santos.

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Serviço

Lançamento do Livro Shakkar – A cultura do açúcar e os sabores tradicionais da gastronomia de Pernambuco

Polo IHGCC (Praça Dom Moura, 44, Centro, Garanhuns)

Sexta-feira (28) | 18h

Gratuito

O chocolate, paixão de multidões, poderia ser produzido com o extrato da folha de coca ao invés de açúcar, tornando-o mais saudável e com menos calorias, segundo estudo realizado por um pesquisador americano e divulgado no Peru.

De acordo com o estudo, "o extrato da folha de coca tem propriedades que permitem diminuir o amargor natural do cacau sem a necessidade de acrescentar açúcar ou adoçantes artificiais, o que poderia gerar uma revolução em uma indústria que atualmente tem um valor de 100 bilhões de dólares", informou em nota na sua página da Internet a estatal Empresa Nacional da Coca (Enaco) do Peru.

Segundo Gregory Aharonian, pesquisador e gerente-geral da empresa americana KukaXoco, o extrato de coca utilizado para a mistura do cacau está livre de alcaloides presentes naturalmente na folha e, por isso, seu uso seria legal e seguro para a saúde.

As barras de chocolate, cacau em pó e creme de cacau podem chegar a ter até 80% de açúcar e gordura, fazendo com que seu consumo regular traga sérias consequências para a saúde, comentou o empresário. A pesquisa foi apresentada recentemente no London Chocolate Forum, onde se reuniram importantes fabricantes e provedores da indústria do cacau.

"A folha de coca, fornecida pelo Estado peruano através da Enaco e adquirida pelos canais legais, pode ser a solução definitiva para os amantes de chocolate que desejam não só comer algo delicioso como cuidar de sua saúde ao mesmo tempo", assegurou Aharonian. Ele também detalhou que o processo não adoça, mas remove o amargor do produto.

"Esta descoberta dá novamente valor a uma planta que vem sendo usada em países andinos da América do Sul há milhares de anos, devido os seus benefícios para a saúde, mas que atualmente se encontra estigmatizada por conta de seu uso como matéria-prima para a fabricação de cocaína", considerou Rafael Cánovas, gerente-geral da Enaco.

O Peru é o segundo maior produtor mundial de folha de coca, segundo a ONU. A "folha de coca não é igual à cocaína, da mesma forma que falar de batata não é falar de vodca. Em ambos os casos um produto natural dá lugar a um produto derivado que pode ter um uso bom ou ruim dependendo das pessoas", acrescentou. A Enaco é a única organização autorizada a comercializar legalmente a folha de coca no Peru.

Atualmente, desta folha milenar utilizada pelos Incas fazem-se mate, extratos concentrados, farinha e insumos para os setores de farmácia, cosméticos e de refrescos.

Um alimento açucarado pode gerar uma leve agitação nas abelhas e melhorar seu humor, tornando-as até mesmo otimistas, de acordo com uma pesquisa publicada na quinta-feira (29) na revista Science, que sugere que os polinizadores também têm sentimentos.

Considerando que as emoções são subjetivas e difíceis de medir - particularmente nos animais - pesquisadores analisaram como o comportamento das abelhas mudou depois que elas tomaram um gole de uma solução de sacarose.

Eles descobriram que as abelhas aprenderam a voar mais rápido para um recipiente com uma bebida açucarada dentro do que para um que continha apenas água.

"As abelhas que receberam uma recompensa de 60% de sacarose para induzir um estado afetivo positivo voaram mais rápido para o cilindro do que as abelhas não recompensadas", disse o estudo, liderado por Clint Perry na Universidade de Londres.

Os pesquisadores comparam o comportamento dos insetos à "forma como as pessoas felizes são mais propensas a fazer julgamentos otimistas sobre situações ambíguas".

As abelhas agitadas pelo açúcar pareceram também se recuperar mais rapidamente de um susto - quando foram brevemente capturadas e soltas, como se tivessem sido atacadas por uma aranha predadora - do que as abelhas que não tinham recebido a recompensa doce.

"Alimentos doces podem aumentar as emoções positivas e melhorar o humor em adultos humanos, e reduzir o choro e as caretas de recém-nascidos em resposta a estímulos aversivos", disse o estudo.

"Se beber uma solução de sacarose causou um estado semelhante a uma emoção positiva em abelhas, previmos que, após o consumo, a reação aversiva das abelhas ao 'predador' seria atenuada", acrescentou.

"De fato, as abelhas que consumiram uma solução de sacarose antes do 'ataque' levaram menos tempo para reiniciar a procura de alimento", concluiu.

Os pesquisadores disseram que o estudo apoia "a noção de que invertebrados têm estados que se ajustam aos critérios que definem as emoções".

Mas ainda há muito a ser entendido sobre o que as abelhas podem estar sentindo, e como isso é importante para a sua sobrevivência.

"Se os estados parecidos com emoções em insetos são acompanhados por sentimentos emocionais ou não permanece sem resposta", disse um comentário relacionado ao estudo de Michael Mendl e Elizabeth Paul.

"Mas a possibilidade da consciência em insetos passa agora a ser tema de novas teorias excitantes e vigorosos debates", concluiu.

A Coca-Cola tem uma novidade para quem aprecia o refrigerante mas se preocupa com o corpo e a alimentação. Brevemente, estará no mercado, a Coca-Cola com Stevia e 50% menos açúcares. O produto é resultado do compromisso mundial da companhia em oferecer opções para aqueles que querem diminuir a ingestão de açúcar.

A nova versão do refrigerante tem uma mistura de açúcar e Stevia, um adoçante de origem natural. Esta opção já está em 25 países e, no Brasil, será lançado com uma fórmula recém-desenvolvida. Inicialmente, a nova Coca-Cola estará disponível nas embalagens PET de 1,5 e 1 litro além da lata de 350 ml e terá o mesmo preço daquela de sabor original. 

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No mês de junho, a campanha de lançamento da Coca-Cola com Stevia e 50% menos açúcares chegará à televisão, internet e materiais nos pontos de venda. E nos jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio de Janeiro, o refrigerante estará circulando pelo primeiro grande evento no país. 

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No próximo sábado (19), o Museu do Recife apresenta a exposição com a trajetória do município a partir do açúcar. O equipamento traz o Doc(e) Recife que destaca a influência do produto no desenvolvimento urbano e nas relações sociais, além de estimular nos visitantes proposições sobre o futuro da metrópole.

O trabalho visa abordar a memória dos primeiros habitantes do território (anteriores a 1537), que hoje se faz presente em muitos nomes de ruas, de bairros e nos adornos escultóricos de praças e prédios; a cultura do açúcar trazida pela colonização portuguesa, forte influência na gastronomia, no comportamento, na arquitetura e urbanismo; e o desenvolvimento da cidade que se construiu a partir da junção das terras dos engenhos de açúcar com um porto exportador de mercadorias.

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A mostra envolve textos inéditos, gravuras, mapas históricos, fotografias antigas e atuais, peças arqueológicas, decorativas, utilitárias, animações e filmes, exibindo o passado e presente da cidade. Além da observação do passado e sua influência no presente, a exposição também quer instigar o visitante a expor sua visão a respeito do futuro do Recife, como será a cidade que o recifense deseja ver daqui a 21 anos, quando o município completará 500 anos.

 

Abertura da exposição anual Doc(e) Recife

 

Museu da Cidade do Recife (Forte das Cinco Pontas), Bairro de São José

Sábado (19) | das 9h às 17h

 

(81) 3355-3106/9540

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