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O grupo dos brasileiros que estão na Faixa de Gaza aguarda, desde o início da manhã desta sexta-feira (10), a possibilidade de atravessar a fronteira de Rafah, com o Egito. A autorização para deixar o território palestino saiu após 34 dias do início das hostilidades no Oriente Médio. Ao todo, são 34 brasileiros ou palestinos em processo de naturalização que estavam nas cidades de Khan Yunis e Rafah, no sul de Gaza. 

Nesta manhã, o comerciante Hasan Rabee, de 30 anos, postou em uma rede social se despedindo da mãe. “O mais difícil da minha vida é deixar a minha mãe e dois irmãos e viajar e eles estão sem condições de vida”, lamentou o brasileiro que disse esperar que haja uma segunda lista com autorização para seus parentes deixarem o local.  

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Em seguida, Hasan mostrou em vídeo enviado à Agência Brasil o grupo que estava em Khan Yunis no ônibus em viagem para Rafah. As duas cidades palestinas são distantes cerca de 10 quilômetros. Ao chegar na fronteira, Hasan enviou mais dois vídeos informando que a passagem segue fechada. 

“Até esse momento, vai fazer meio-dia, as fronteiras estão fechadas. As ambulâncias ainda não chegaram para trazer os feridos. Se não entrar os feridos, ninguém pode viajar. Tem que chegar os feridos primeiros do norte da Faixa de Gaza”, relatou em vídeo.  O horário na Faixa de Gaza é cinco horas à frente do horário de Brasília.

Se nenhum novo problema ocorrer nesta sexta-feira (10), pode ser que os brasileiros consigam cruzar para o Egito.  Isso porque a fronteira de Rafah fechou por duas vezes nos últimos dias. Entre o último sábado (4) e a segunda-feira (6), a fronteira foi fechada porque Israel bombardeou um comboio de ambulâncias que se dirigia ao local. Na última quarta-feira (8), a fronteira foi novamente fechada por “questões de segurança”, segundo informou os Estados Unidos.

Os estudantes da Rede Estadual de Ensino de Pernambuco que irão fazer o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) neste domingo (05) e no próximo dia 12, terão gratuidade no transporte público. Todos os alunos matriculados na rede que possuem o cartão VEM PASSE LIVRE RMR, terão acesso gratuito no sistema de transporte para deslocamento aos locais em que serão aplicadas as provas, dentro da Região Metropolitana do Recife (RMR).

"Com o passe livre, nós garantimos o direito a todos os estudantes de chegarem aos locais de suas provas com tranquilidade e segurança. Temos o compromisso de assegurar a todos os jovens pernambucanos um ensino de qualidade e a gratuidade da passagem fará diferença na vida de cada um que irá passar por essa etapa tão importante", afirmou a governadora Raquel Lyra.

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O cartão já garante a gratuidade aos estudantes que se deslocam de casa para a escola durante a semana. Desta vez, o benefício será expandido para os dois próximos domingos, não havendo nenhuma cobrança nos dias das provas do Enem.

Para a secretária de Educação e Esportes de Pernambuco, Ivaneide Dantas, essa é mais uma iniciativa que visa fortalecer o incentivo para que os estudantes concluam com sucesso o sonho de ingressar no ensino superior. “Esta ação conjunta permite que os nossos estudantes possam ter o seu transporte garantido nos dias de prova. Seguimos na torcida para que os estudantes da rede estadual de Pernambuco tenham êxito no Exame”, ressalta.

A medida foi realizada a partir de solicitação da Secretaria Estadual de Educação e será executada por meio do Grande Recife Consórcio de Transporte. Cerca de 100 mil estudantes da rede estadual utilizam o cartão mensalmente em toda a RMR.

Da assessoria

A experiência negativa da privatização do metrô de Minas Gerais vem impulsionando a luta dos metroviários do Recife contra o controle da iniciativa privada. Última capital a ter o serviço privatizado, Belo Horizonte viu o preço da tarifa subir e os trabalhadores atravessarem um movimento de desligamentos e perda de direitos, com as mulheres sendo as mais afetadas. 

Nesta quinta (24), a greve no Recife chegou a 19 dias e se tornou a mais longa da história dos trabalhadores na cidade. Apesar do apoio unânime da categoria, há o receio que a paralisação não surta a pressão esperada e a mobilização termine como em Minas Gerais, onde o transporte foi privatizado mesmo após 34 dias de greve. 

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Alda Santos se pronuncia em assembleia do Sindmetro-MG.  Reprodução/Redes Sociais

A principal queixa dos mineiros se deve à retirada de direitos, sendo mais contundente contra as mulheres que operam o modal. A presidente do Sindicato dos Metroviários (Sindmetro-MG) Alda Santos criticou o que enxerga como insensibilidade com as pautas das mulheres. 

"Havia vários direitos para que a mulher pudesse trabalhar, pudesse ter seus filhos e pudesse ter uma vida tranquila. A empresa já retirou vários direitos como a nossa licença-maternidade de seis meses para 120 dias; até a criança fazer 18 meses, ela tinha 2h de amamentação e isso foi cortado; os pais que têm filhos autistas ou com necessidades especiais tinham o horário flexível e isso também foi cortado; tá cortando também a estabilidade da gestante e, quando ela tinha uma atividade que pode trazer risco a sua gravidez, ela geralmente trocava de área ou ia para o administrativo", elencou a líder sindical. 

Demissões antes do primeiro semestre

A categoria caracteriza a relação com os novos patrões pela falta de diálogo, seja para firmar novos acordos ou manter os antigos. "Mudou todo o nosso contrato de trabalho. Ela tá fazendo tudo que ela quer", reclamou Alda. 

Ao longo dos seus 38 anos, o metrô de Belo Horizonte chegou a ser tocado por 1.800 colaboradores, mas foi sendo desidratado e, hoje, 900 pessoas participam da operação, estima o sindicato. Em sua chegada, a empresa garantiu que nenhum funcionário seria cortado no primeiro ano de gerência. Contudo, sem a estabilidade pelo serviço federal, mais de 600 funcionários foram desligados em cinco meses de privatização. 

Funcionários do metrô de BH protestam contra privatização.  Reprodução/Redes Sociais

 A maioria dos cortes foi feito no Plano de Demissão Voluntário (PDV), que abriu cerca de 1.400 vagas de uma só vez. "Se todos os empregados quisessem sair, todo mundo sairia na mesma data", apontou Alda.  

Outros 200 trabalhadores foram demitidos por justa-causa ou já não enxergavam perspectiva e aceitaram a rescisão consensual. "Tudo aquilo que ela puder economizar e ir cortando dos trabalhadores é o que ela vai fazer", acrescentou. 

Privatização garante melhorias

A frustração dos passageiros com a privatização em Belo Horizonte é exposta nos comentários do novo perfil oficial nas redes sociais. “Não está correto esperar 20 minutos entre uma viagem a outra não em pleno meio de semana, não. Aumenta a passagem e diminui a viagem. O trabalhador só se ferra (sic)”, escreveu um seguidor. 

“Quero ver melhorias, que andei de metrô esses dias e não ver nenhuma melhoria. Nem parece que foi privatizado”, emendou outro passageiro. “Por que na Estação Central só funciona um caixa para comprar passagens ou recarregar?”, questiona um usuário. 

“Onde tem que trabalhar dois só tem um [...] a estação como Eldorado, que é uma estação grande, você vê trabalhando uma pessoa no bloqueio e duas na bilheteria. Vilarinho que é uma estação enorme tá do mesmo jeito", mencionou a presidente do Sindmetro-MG. 

Luiz Soares debate continuidade da greve no Recife com metroviários.  Reprodução/Redes Sociais

A realidade em Pernambuco é de um sistema inseguro, que se sustenta entre as falhas recorrentes e o canibalismo dos próprios equipamentos para driblar a falta de recursos. "Só sendo um super-herói", chegou a comparar Luiz Soares, presidente do Sindmetro-PE. 

"Aqui a gente tem maquinistas que operam uma linha totalmente deficitária. Se não for esse maquinista, qualquer outro maquinista de outro estado não consegue operar", descreveu. 

Busca por outros meios de deslocamento

Diante de um sistema que tenta sobreviver com a falta de investimento, o arquiteto urbanista e mestre em Transporte e Infraestrutura Urbana, Fábio Oliveira, traçou um paralelo entre a péssima qualidade do serviço e a debandada de passageiros.  

“A gente vêm percebendo a diminuição das pessoas que usam transporte público. As pessoas estão migrando mais para o carro porque o Recife tem um serviço cada vez pior de transporte público e o metrô em um processo de sucateamento com quebras praticamente diárias”, avaliou. 

Movimentação na bilheteria da Estação Recife.  Júlio Gomes/LeiaJá Imagens/Arquivo

Encarecimento do serviço

A primeira mudança das privatizações certamente é o aumento das tarifas. Em Belo Horizonte, o bilhete saltou subitamente de R$ 4,50 para R$ 5,30. "Como o metrô vai competir com o BRT? O trem tá batendo lata. É a primeira vez em 30 anos que o metrô custa mais que o ônibus em BH", afirmou Alda Santos. 

Em uma leitura dos efeitos da privatização em outros estados, Fábio Oliveira discorda da relação exata entre privatização e melhorias: “o serviço ser privatizado não é garantia de que ele vai funcionar bem”. 

"O que a gente tem visto é que em outras capitais do Brasil, a privatização não atendeu de maneira satisfatório o principal, que é a qualidade do serviço ofertado ao cidadão [...] diante do que o metrô representa e do que ele é capaz de entregar, a gente viu que não foram bons resultados com a privatização”, resumiu o arquiteto. 

Interesse do setor privado

Um questionamento é feito pela multidão de trabalhadores que discute a greve nas assembleias realizadas na Estação Recife: se a iniciativa privada tem tanto interesse nesse mercado, por que não investe em um local que ainda não tem metrô?  

Estruturar um sistema metroviário do zero é uma fortuna, sem falar na burocracia por autorizações, e todo esse esforço já foi feito pelo governo federal. Sem a finalidade de gerar lucros, o metrô representa uma pauta essencialmente social. 

Trilhos, composições, estações e catracas custaram bilhões de reais em impostos e continuam sendo mantidos pelos passageiros. Por outro lado, as empresas concessionárias que assumem o controle do metrô têm o subsídio bilionário da União garantido para manter a projeção de margem de lucro.  

Composto por 19 estações e apenas uma linha, o sistema metroviário mineiro atende a 85 mil pessoas diariamente. No fim de março, a gestão saiu das mãos do governo federal e foi cedida pelos próximos 40 anos à única empresa que se interessou no leilão.  

Governador Romeu Zema comemora leilão do metrô com empresários. Reprodução/Cauê Diniz/B3

O transporte foi negociado às pressas, em um lance único de R$ 25,75 milhões, valor considerado aquém em relação à estrutura montada com recursos públicos. 

Com o contrato, a nova administradora espera receber R$ 3,2 bilhões em recursos públicos nos próximos 30 anos. Cerca de R$ 2,8 bilhões pagos pela União e R$ 440 milhões repassados pelo Governo de Minas Gerais, oriundos do acordo com a Vale para reparar os danos da tragédia de Brumadinho.  

A negociação do metrô de Minas Gerais se envolveu em denúncias de vazamento do edital do leilão e acesso privilegiado a determinados empresários por parte do governo de Romeu Zema (Novo). Após o negócio fechado, a presidente do PT, a deputada federal Gleisi Hoffmann, enviou um pedido à Justiça Federal para tentar suspender a venda, mas a provocação não teve êxito. 

Geraldo Alckmin discursa em reunião na FIEPE. Rachel Andrade/LeiaJá Imagens/Arquivo

Em Recife, diretores da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (FIEPE) se encontraram com o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e externaram o desejo do empresariado em adquirir a concessão do metrô, sendo uma das demandas prioritárias da entidade. 

Em contrapartida, os contratos de privatização também exigem a modernização do transporte. Em Belo Horizonte, a única linha espera ser requalificada, bem como a construção de sete estações para a criação da segunda linha.

A prazo para a entrega da primeira estação é nos quatro anos e a conclusão de todo o projeto até o fim do 6º ano de concessão. O Sindimetro-MG relata que corre a informação de que a intenção da administradora é construir a nova linha em formato singelo, com apenas uma via para as viagens. 

Passageiros do metrô do Recife.  Júlio Gomes/LeiaJá Imagens/Arquivo

A garantia constitucional ao transporte e ao direito de ir e vir dependem de uma boa mobilidade urbana, seja ela a pé, de bicicleta, de carro ou transportes público. Fábio aponta que entre 70% e 80% da população se desloca no transporte público e o metrô se mostra ainda mais fundamental por suas características como um transporte de massa.  

Com a capacidade de levar mais pessoas em menor tempo, o modal consegue tirar 20 ônibus das ruas, sem poluir como os veículos à combustão, e não sofre a influência dos congestionamentos por percorrer em via segregada.  

Com um sistema metroviário mais complexo, 1.547 metroviários operam 36 estações e 3 linhas - entre elas a do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) - no Recife, onde 180 mil pessoas são transportadas diariamente.  

Metroviários se unem em protesto em frente ao Palácio do Planalto. Reprodução/Redes Sociais

Na cobrança por investimentos para requalificar o transporte nas principais capitais do país e retirar o setor do Plano Nacional de Desestatização (PND), os metroviários de Pernambuco protestaram em frente ao Palácio do Planalto, no Distrito Federal, com as bases de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul – outro estado com forte ameaça de privatização. 

. "Estamos nos mobilizando, continuaremos lutando. Durante a época de campanha, o presidente se comprometeu com essa categoria, para a retirada da CBTU do PND e por mais investimentos no Metrô do Recife. Mas, infelizmente, Lula segue a ideia do governo Bolsonaro e avança com essa ideia de entregar a CBTU nas mãos dos empresários", criticou Soares.  

O sindicato movimentou o Poder Público

Deputados e senadores conhecem instalações do metrô do Recife. Reprodução/Redes Sociais

A manifestação repercutiu na visita técnica de deputados e senadores nas instalações de Pernambuco. O ministro da Casa Civil, Rui Costa, também indicou que o metrô do Recife vai integrar o Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) do governo federal.

O modal foi classificado na categoria transporte eficiente e sustentável como “estudo”, dentro do eixo que trata sobre mobilidade urbana sustentável. Conforme o PAC, serão destinados R$ 11,2 bilhões nos próximos anos para tocar a situação do transporte público em todo o país. 

Com a ausência do ex-presidente Jair Bolsonaro, que viajou para os Estados Unidos nesta sexta-feira, 30, o presidente empossado Luiz Inácio Lula da Silva recebeu a faixa presidencial de uma mulher negra catadora. Aline Sousa faz parte da secretaria Nacional da Mulher e Juventude da Unicatadores e tem 33 anos.

Além dela, seis outros representantes da sociedade civil acompanharam o petista durante a cerimônia - entre eles, uma pessoa com deficiência que é ativista da causa anticapacista, e o cacique Raoni, conhecido pela luta pela defesa do Meio Ambiente.

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Ao lado da esposa Janja da Silva, o petista subiu a rampa com a cadela Resistência, que foi adotada por militantes durante a vigília petista em frente à sede da Polícia Federal no Paraná. Veja quem são eles:

Aline Sousa

Responsável por passar a faixa presidencial para Lula, Aline Sousa tem 33 anos, é mãe de sete filhos e faz parte da terceira geração de catadores da família. Ela faz parte da secretaria Nacional da Mulher e Juventude da Unicatadores, do Movimento Nacional de Catadoras, que representa a classe no Distrito Federal.

Cacique Raoni

O cacique kayapó Raoni Metuktire, que tem 90 anos, é um notório defensor da pauta do Meio Ambiente e da preservação da Amazônia. Ao longo de 2019, o ex-presidente Jair Bolsonaro trocou diversas farpas com Raoni.

Weslley Viesba Rodrigues Rocha

Weslley, de 36 anos, é metalúrgico do ABC. Nasceu em Diadema e é pais de dois filhos. DJ, ele tem um grupo de rap chamado Falange

Murilo de Quadros Jesus

Murilo, que tem 28 anos, é professor formado em Letras, em Português e Inglês. Ele estudou na Universidadede Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR).

Jucimara Fausto dos Santos

A paranaense Jucimara trabalha com culinária e participou por 10 meses da vigília Lula Livre, em Curitiba, que acompanhou o petista enquanto estava preso.

Ivan Baron

Ivan Baron é uma pessoa com deficiência. Aos 3 anos, teve meningite viral, que causou uma paralisia cerebral. Baron é um influenciador digital que luta na causa anticapacitista.

Flávio Pereira

O paranaense Flávio é artesão e acompanhou e ajudou petistas que estiveram na vigília por Lula durante os 580 dias de prisão em Curitiba.

Francisco

Francisco tem 10 anos e faz natação. Ele compete pela categoria mirim do Corinthians e venceu o campeonato da Federação Aquática Paulista da 1ª região e é filho de uma assistente social e um advogado. Seu sobrenome não foi divulgado pela equipe.

Morto neste sábado, 31, aos 95 anos, o papa emérito Bento XVI esteve à frente da Igreja Católica de 2005 a 2013. Durante seu papado, viajou ao Brasil em 2007. Na ocasião, passou pela capital paulista e pelo Vale do Paraíba. Meses depois, classificou a viagem como um dos destaques daquele ano. A vinda ao País ficou marcada pela canonização de Frei Galvão.

Bento XVI esteve no Brasil entre os dias 9 e 13 de maio de 2007, pouco mais de dois anos após assumir como pontífice. O então papa participou de encontros em São Paulo e nas cidades de Guaratinguetá e Aparecida do Norte.

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Na capital paulista, Bento XVI passou pelo Mosteiro de São Bento e pela Catedral Metropolitana de São Paulo, na Sé, região central da cidade.

Foi também ao Memorial da América Latina e a um encontro com jovens no estádio do Pacaembu, na zona oeste, além de ter reunido uma multidão durante missa no aeroporto Campo de Marte, na zona norte. O Frei Galvão foi canonizado durante o evento.

No Vale do Paraíba, o pontífice visitou a Fazenda da Esperança, que abriga dependentes de drogas, em Guaratinguetá, e o Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, onde celebrou uma missa.

A visita de Bento XVI a São Paulo mobilizou as forças de segurança do Estado. Um efetivo superior a 20 mil homens atuou ao longo dos cinco dias de visita. A tropa era equivalente a cerca de 27% dos 93 mil policiais militares existentes à época no Estado. Os responsáveis diretos pela segurança do pontífice foram o Exército Brasileiro e a Polícia Federal.

Bento XVI classificou viagem como ‘inesquecível’

Durante audiência com a presença de cardeais realizada em dezembro daquele ano, Bento XVI reservou mais da metade de seu discurso para falar dos dias em que esteve no Brasil. O pontífice classificou a viagem como "inesquecível".

Para o então papa, aquele foi um dos eventos de destaque no balanço das realizações de 2007. Bento XVI relatou aos presentes na audiência, que também contou com autoridades do Vaticano, alguns dos momentos da viagem que considerou culminantes, como o encontro com milhares de jovens no estádio do Pacaembu.

Bento XVI classificou como inesquecível o dia em que canonizou o Frei Galvão, ao lado de bispos, sacerdotes, religiosos e fiéis. Para o pontífice, o frei foi "um filho do Brasil, proclamado santo pela Igreja universal".

As horas que passou na Fazenda da Esperança também foram lembradas com "particular vivacidade", segundo o pontífice. "Ali, na Fazenda da Esperança, os confins do mundo são verdadeiramente superados e se abre um olhar para Deus, para a vastidão da nossa vida", afirmou.

O papa recordou ainda o encontro com os bispos brasileiros na catedral de São Paulo. Conforme Bento XVI, a experiência da "colegialidade efetiva e afetiva" com o episcopado brasileiro é uma prova da alegria do catolicismo.

No fim do balanço sobre a viagem ao Brasil, o pontífice destacou os momentos que passou em Aparecida e a Conferência Geral dos Bispos da América Latina e do Caribe. O pontífice ressaltou que ficou particularmente "tocado pela pequena imagem de Nossa Senhora".

Como já foi visto durante todo o ano - quando o preço das passagens aéreas subiu, em parte impulsionado pelo aumento no querosene de aviação -, os bilhetes para viagens no fim do ano e em janeiro devem continuar a tendência de alta. Das dez rotas mais buscadas na plataforma Voopter (de comparação de preço de passagem) para o réveillon, nove estão mais caras do que no mesmo período do ano passado. O resultado é o mesmo quando analisados os valores de janeiro.

Para o ano-novo, o maior aumento é entre o aeroporto de Congonhas, em São Paulo, e Recife (PE), com 124,7%. Segundo o levantamento, o preço médio da viagem de ida e volta é de R$ 5.855,13. No ano passado, o valor médio dos voos ficava em R$ 2.605,38. Ainda para o réveillon, apenas a viagem entre Guarulhos (SP) e Fortaleza (CE) está mais barata do que em 2021. A queda é de 15% (veja comparação completa na pág. B2).

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Considerando os valores médios das passagens mais buscadas para janeiro, a viagem de ida e volta entre Salvador (BA) e Guarulhos é a que mais subiu, passando de R$ 970,10, no começo do ano, para R$ 2.132,10 em janeiro de 2023. Já a viagem entre o aeroporto de Galeão, no Rio de Janeiro, e Fortaleza foi a única com recuo, de 3%.

A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) destaca, em nota, que o preço das passagens vem oscilando muito por conta da volatilidade nas cotações do barril de petróleo e do dólar. Esse cenário, acrescenta, tem pressionado os custos do setor.

A alta nos preços quase fez a médica Luana Passos e o namorado, Anderson Kazuo, repensarem o destino das férias. Com a reserva no hotel feita, foi só recentemente que o casal teve certeza de que viajaria de São Paulo ao Rio de Janeiro às vésperas do Natal. Eles conseguiram comprar as passagens por um preço "aceitável", com ida e volta em torno de R$ 1 mil.

"Estávamos com a hospedagem fechada desde outubro, só faltavam as passagens", diz Luana. "Não cogitamos ir de ônibus pelas horas de viagem. Pela praticidade, optamos pelo avião, mesmo pagando bem mais."

Querosene de aviação subiu quase 50% no ano e foi ‘vilão’ dos preços

Entre os "vilões" nos custos do setor aéreo, o querosene de aviação é o pior. De janeiro até o início deste mês, o combustível derivado do petróleo subiu 49,6%. O insumo responde por cerca de 40% dos custos das empresas aéreas. No mesmo período, o preço das passagens no País avançou 22,4%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A exemplo do que ocorreu com a cotação do petróleo, as passagens aéreas começaram a ter variação negativa mais recentemente. Em novembro, houve queda de 9,8%. Janeiro, fevereiro, março e agosto também registraram recuos - o que, segundo a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), "comprova a volatilidade dos custos estruturais da aviação e, consequentemente, do preço das passagens".

Outro fator que pressionou o preço das passagens durante todo o ano foi o dólar. O setor aéreo tem 60% de seus custos na moeda americana e, durante praticamente 2022 inteiro, ela ficou cotada acima de R$ 5.

A Azul, que não faz parte da Abear, afirma, também em nota, que o preço de suas passagens varia de acordo com fatores como sazonalidade, antecipação da compra em relação à data da viagem e disponibilidade de assentos. Diz ainda que "fatores externos, como a alta do dólar, são elementos que também influenciam nos valores das passagens".

PATAMAR. Para o consultor André Castellini, sócio da Bain & Company e especialista no setor aéreo, a tendência é de que as passagens continuem altas nos próximos meses, a não ser que a cotação do petróleo caia significativamente ou que o real se valorize.

Castellini diz que, dado o custo atual das empresas, o preço dos bilhetes está em um patamar mínimo para a manutenção das operações. "Os resultados apresentados pelas companhias no terceiro trimestre mostram que o preço das passagens está no nível necessário para que elas não queimem caixa, mas não está remunerando o capital nem alcançou um patamar suficiente para pagar as dívidas."

Diante desse cenário, as companhias não têm ampliado de forma significativa a oferta de voos, numa estratégia de manter as passagens mais disputadas e, portanto, os preços mais elevados. Apesar de terem aumentado o número de destinos atendidos, a frequência dos voos não acompanhou o ritmo.

Castellini avalia que, se a alta do preço das passagens estivesse resultando em maiores lucros para as empresas, suas ações valeriam mais. Hoje, no entanto, o papel da Gol custa 14% do preço pré-pandemia; o da Azul, 16%; e o da Latam, companhia que recém saiu de um processo de recuperação judicial nos Estados Unidos, 7%.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Ao menos 16 pessoas morreram na passagem do ciclone Sitrang pelo sul de Bangladesh, onde um milhão de pessoas abandonaram suas casas nas regiões mais expostas, informaram as autoridades.

Muitas vítimas morreram na queda de árvores e duas faleceram no naufrágio de um barco no rio Jamuna, informou Jebun Nahar, alto funcionário do governo.

"Ainda não recebemos todos os relatos de danos provocados pelo ciclone", completou.

O ciclone atingiu a ilha de Bhola às 21h de segunda-feira (12h de Brasília), antes de ser rebaixado para depressão na manhã de terça-feira e avançar para o estado de Meghalaya, nordeste da Índia.

Na região de Barisal, a mais afetada, as fortes chuvas e os ventos destruíram uma grande área de plantação.

No sul e sudoeste do país, as escolas permaneceram fechadas.

E na capital Dacca, que fica a centenas de quilômetros da área mais afetada pelo ciclone, o vento derrubou várias árvores.

Na segunda-feira, quase um milhão de pessoas receberam ordens para abandonar suas casas nas regiões costeiras, ilhas e áreas próximas a rios e seguiram para milhares de abrigos, anunciou o secretário do ministério da Gestão de Catástrofes, Kamrul Ahsan.

Na manhã desta terça-feira, muitos retornaram para suas casas, informou Ahsan.

Quase 10 milhões de pessoas ficaram sem energia elétrica em suas residências em 15 distritos costeiros do país.

Na ilha de Maheshkhali, sul de Bangladesh, o ciclone também derrubou árvores e provocou cortes de energia e das telecomunicações.

"A força do vento era tanta que não conseguimos dormir durante toda a noite, por medo de que nossas casas fossem destruídas", disse Tahmidul Islam, morador de Maheshkhali, de 25 anos.

"Cobras entraram em muitas casas e várias residências ficaram inundadas", acrescentou o jovem.

Na vizinha Índia, no estado de Bengala Ocidental, milhares de pessoas seguiram para centros de emergência na segunda-feira e foram autorizados a retornar para casa 24 horas depois.

Bangladesh, com uma população de 170 milhões de habitantes, é um dos países mais afetados pelos fenômenos meteorológicos extremos desde o início do século XXI, segundo a ONU.

De acordo com os cientistas, a mudança climática provavelmente tornará os ciclones mais intensos e mais frequentes nos países do sul da Ásia.

Os procedimentos de evacuação de áreas afetadas, no entanto, também melhoraram graças a previsões meteorológicas mais precisas.

Em 2020, o ciclone Amphan, o segundo "superciclone" mais forte da história do Golfo de Bengala, deixou mais de 100 mortos e milhares de desabrigados em Bangladesh e Índia.

Ao que tudo indica as coisas realmente não andam bem para Gisele Bündchen e Tom Brady. Depois de rumores de que eles voltariam a dividir o mesmo teto durante a passagem do furacão Ian, na Flórida, Estados Unidos, parece que, na realidade, os dois optaram por ficar em lugares diferentes em Miami. Segundo fonte do site norte-americano Page Six, o casal segue vivendo uma crise no casamento e preferiu não se juntar no mesmo local.

De acordo com a publicação, o jogador de futebol americano está com o seu time Tampa Bay Buccaneers desde o início da semana. A modelo também foi para Miami com os filhos Benjamin, de 12 anos de idade, e Vivian, de nove, além do enteado Jack, de 15, mas ficou em outro lugar. Segundo a fonte, Gisele escolheu se hospedar em uma casa alugada, já que a mansão que comprou com o marido em 2012 está sendo reformada, e Brady não está lá com a família.

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Nenhum dos dois se pronunciou sobre a possível crise até o momento, mas, recentemente, Gisele falou à revista Elle sobre a vontade de que Brady se aposentasse dos campos.

"Obviamente, tenho minhas preocupações - este é um esporte muito violento, e tenho meus filhos e gostaria que ele estivesse mais presente", disse no momento.

As passagens de ônibus no Grande Recife tiveram um aumento de 9,69%. Agora, o anel A, passou de R$ 3,75 para R$ 4,10; e o anel B de R$ 5,10 para R$ 5,60. O aumento foi aprovado nesta sexta-feira (11), pelo Conselho Superior de Transporte Metropolitano (CSTM). Os valores serão cobrados a partir da meia-noite deste sábado (12) para o domingo (3).

O CSTM é formado por 23 conselheiros, além do presidente, que é o secretário estadual de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh), Tomé Franca; mas só vota em caso de empate. De acordo com a secretaria, foram 14 votos a favor do aumento, sete contra e duas abstenções. 

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Uma das justificativas para o aumento da passagem dada por Tomé Franca foi o aumento no valor do óleo diesel, que foi cerca de 60%, e do custo da mão-de-obra. 

O Governo de Pernambuco, por sua vez, se comprometeu a subsidiar as empresas de ônibus com R$ 200 milhões para 2022, além de comprar, antecipadamente, vale transporte. 

Também foi aprovado um desconto no horário social, das 9h às 11h e das 13h30 às 15h30. Os passageiros que utilizarem o cartão VEM dentro desses horários pagam R$ 3,10 no anel A, que era de R$ 3,35. Já o valor para o anel B neste horário fica mantido em R$ 4,60. 

Alteração dos valores 

Anel A - de R$ 3,75 para R$ 4,1080 - arredonda para R$ 4,10

Anel B - de R$ 5,10 para R$ 5,6159 - arredonda para R$ 5,60

Anel G - de R$ 2,45 para R$ 2,6962

Setúbal (Opcional) - de R$ 4,70 para R$ 5,1369

Piedade (Opcional), Candeias (Opcional), Gaibu/Barra de Jangada (Via Paiva), UR-02/Ibura (Opcional), UR-11 (Opcional), Marcos Freire (Opcional), Curados (Opcional) - de R$ 7 para R$ 7,7050

Recife/Porto de Galinhas (Sem ar condicionado) - de R$ 12,50 para R$ 13,7176

Recife/Porto de Galinhas (Opcional) - de R$ 18,25 para R$ 20,0326

A reunião que vai discutir sobre o aumento das passagens de ônibus na Região Metropolitana do Recife (RMR) começou às 9h desta sexta-feira (11). O encontro entre empresários, representantes da sociedade civil e do Governo ocorre em formato virtual.

O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Pernambuco (Urbana-PE) quer aumentar a tarifa em 22,67%. O Governo de Pernambuco propôs o reajuste de 9,69%, enquanto a Frente de Luta pelo Transporte Público de Pernambuco (FLTP) defende a redução e unificação do valor em R$ 3,40.

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A superlotação dos coletivos e as más condições do sistema de transporte rodoviário são os pontos de maior crítica dos usuários contra o novo aumento. Veículos sem ar-condicionado, frota limitada e falta de controle aos protocolos sanitários da pandemia também explicam a controvérsia da possível recomposição tarifária.

Caso o Conselho Superior de Transporte Metropolitano (CSTM) entre em consenso pela proposta do Governo, o anel A passaria para R$ 4,1080 e o anel B para R$ 5,6159.

A FLTP discorda de qualquer porcentagem de aumento e aponta que os reajustes dos últimos anos foram superiores ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Além da redução das passagens para R$ 3,40, o grupo pede pela extinção do Anel B.

A Frente de Luta pelo Transporte Público de Pernambuco (FLTP) propôs extinguir o Anel B e reduzir as demais tarifas de ônibus para R$ 3,40 na Região Metropolitana do Recife (RMR). Uma reunião do Conselho Superior de Transporte Metropolitano (CSTM) vai discutir as propostas de reajuste da tarifa de ônibus da região na próxima sexta-feira (11).

O Governo de Pernambuco propõe um reajuste de 9,69% na passagem, já o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Pernambuco (Urbana-PE) quer um aumento de 22,67%. Tradicionalmente é a proposta do governo que recebe a aprovação na reunião do CSTM. Caso seja mesmo aprovada, a recomposição reajustará o anel A para R$ 4,1080 e o anel B para R$ 5,6159.

--> PE: empresas de ônibus querem aumento de 22% nas passagens

A FLTP discorda das propostas e aponta que os reajustes dos últimos anos foram acima do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo). A Frente destacou que a crise econômica foi agravada pela pandemia e reforçou que a medida vai “penalizar ainda mais os trabalhadores, desempregados, estudantes e os usuários que mais precisam”.

O grupo reivindica uma nova licitação com maior custeio do Estado e a redução do valor da tarifa atrelado aos gastos das empresas de transportes. "Assim como saúde e educação, o transporte não é uma simples mercadoria, é um direito social", criticou o movimento.

"Os terminais integrados, ainda inacabados, permanecem sucateados, as empresas de ônibus permanecem roubando viagens, o SIMOP (Sistema de Monitoramento e o aplicativo para o usuário) nunca foi implantado e a população continua sofrendo diariamente estas mazelas, além da insegurança e riscos de contaminação por covid-19 em razão das superlotações", declarou a FLTP.

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  Para evitar um novo aumento das passagens de ônibus proposto pela Urbana-PE, o Sindicato dos Rodoviários promove uma reunião com a sociedade civil nesta quinta-feira (27). A categoria criticou o governador Paulo Câmara (PSB) e a precariedade do serviço oferecido aos passageiros. 

O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros no Estado de Pernambuco (Urbana-PE) já apresentou a proposta de reajuste de 22,67% no valor das tarifas. 

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Contra o plano da entidade patronal, os rodoviários ressaltaram as "péssimas" condições de trabalho impostas aos profissionais e sugerem uma relação entre o governador e as empresas.

"O Governo Paulo Câmara dá tudo para os empresários de transporte e para os rodoviários apenas demissão e péssimas condições de trabalho. Para a população, resta a qualidade precária do serviço e os altos preços das passagens", apontou em comunicado. 

A reunião aberta foi marcada para às 14h, na sede do sindicato, na Rua Araripina, 111, bairro de Santo Amaro, área Central do Recife.

O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros no Estado de Pernambuco (Urbana-PE) informou nesta quarta (19) que apresentou proposta de aumento de 22,67% no valor das passagens de ônibus.

O valor mínimo – tarifa do anel G – seria de R$ 3. Já a viagem nas linhas do anel A, sairia dos atuais R$ 3,75 para R$ 4,59. Usuários do anel B passariam a desembolsar R$ 6,25 por viagem.  

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“A inflação do setor tem sido especialmente alta, puxada principalmente pela variação do preço do combustível, que é um dos principais custos do serviço. Mesmo com a isenção total do ICMS concedida pelo governo estadual, o óleo diesel aumentou 80% desde a última revisão tarifária. No mesmo período, as despesas com pessoal aumentaram 9,22%, com pneus, 52%, e o preço do veículo, 34%”, diz trecho da nota enviada pela Urbana.

O sindicato patronal ressalta que a pandemia agravou a tendência de queda da quantidade de passageiros do sistema, a sua principal fonte de custeio.

“Apesar do avanço da vacinação e da retomada das atividades, a demanda atual é 20% menor do que no período anterior à pandemia”, afirma a Urbana.

A Urbana-PE disse ainda que defende que sejam adotadas medidas para manter a tarifa em “um patamar compatível com a realidade socioeconômica da Região Metropolitana do Recife”. “Nacionalmente, com a participação de prefeitos, especialistas em mobilidade e empresas operadoras, o setor tem pleiteado ajuda do governo federal para custear as gratuidades e desonerar o óleo diesel utilizado pelos ônibus”, completa.

O mais potente a atingir as Filipinas neste ano, o supertufão Rai deixou ao menos 12 mortos pelas chuvas intensas e pelos ventos com força de furacão que arrancaram árvores, derrubaram linhas de transmissão, e inundaram cidades - informaram as autoridades locais.

Mais de 300.000 pessoas abandonaram casas e hotéis, à medida que o ciclone Rai avançava pelas regiões centro e sul do país, interrompendo as comunicações em algumas áreas e arrancando telhados dos edifícios.

Além dos moradores, há muitos turistas nacionais. Os estrangeiros continuam proibidos de entrar no país, devido à pandemia da covid-19.

O supertufão carregava ventos máximos de 195 km/h no momento em que atingiu a ilha de Siargao, na quinta-feira (16). Depois disso, caíram para 155 km/h, disse a agência meteorológica.

As autoridades filipinas anunciaram que pelo menos 12 pessoas morreram na passagem do ciclone, que se dirigia para a turística ilha de Palawan antes de entrar no mar da China Meridional, em direção ao Vietnã.

"Até o momento, o número de mortos é de 12 no total, em todas as regiões afetadas", declarou o diretor-executivo do Conselho Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres, RicardoJalad.

Muitos voos foram suspensos, e dezenas de portos permanecem temporariamente fechados, diante da advertência de grandes ondas que podem provocar "inundações fatais" em áreas costeiras baixas.

"Estamos vendo pessoas perambulando pelas ruas, muitas em estado de choque", relatou Dennis Datu, correspondente da emissora local ABS-CBN, falando da cidade devastada de Surigão, na ilha de Mindanao.

"Todos os prédios estão seriamente danificados, incluindo o escritório provincial da agência de desastres. Parece que foi atingido por uma bomba", acrescentou.

"Esta tempestade monstruosa é aterrorizante e ameaça atingir comunidades costeiras como um trem de carga", advertiu ontem o diretor da Federação Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho nas Filipinas, Alberto Bocanegra.

"Estamos muito preocupados que a mudança climática esteja tornando os tufões mais violentos e imprevisíveis", acrescentou.

Apelidada de "Odette" nas Filipinas, a tempestade Rai chega, de forma tardia, na temporada de tufões, que costuma se estender de julho a outubro.

Um "supertufão" é um ciclone extremamente violento, equivalente a um furacão de categoria 5 (máximo da escala Saffir-Simpson) nos Estados Unidos. Apenas em torno de cinco são registrados a cada ano no mundo.

Este é o ciclone mais violento registrado em 2021 nas Filipinas, um dos países mais vulneráveis ao impacto da mudança climática, com uma média anual de 20 tempestades e tufões.

Na manhã desta quinta-feira (5), o Sindicato dos Rodoviários da Região Metropolitana do Recife (RMR) se reúne em assembleia para debater o reajuste salarial de 2022. Contra a proposta dos empresários, os representantes da categoria alegam que as empresas de ônibus estão lucrando na pandemia às custas das demissões de profissionais.

"Como vocês sabem, a proposta da Urbana-PE era levar a nossa discussão de campanha salarial para janeiro e a posição da direção do Sindicato foi contrária. Mas não cabe apenas que a direção recuse, é necessário que todos os trabalhadores possam, de fato, definir os rumos que iremos tomar", convocou o presidente da entidade de motoristas e cobradores, Aldo Lima.

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A assembleia terá duas chamadas, a primeira a partir das 9h30 e a segunda às 15h30, na sede do sindicato, no bairro do Santo Amaro, área Central do Recife. “Enquanto os patrões continuam a nadar em dinheiro, nós, trabalhadores, amargamos arrocho, inflação, carestia e mais exploração”, descreveu em nota.

Ainda no comunicado, a organização dos trabalhadores apontou que os empresários estão “lucrando às custas de demissões de rodoviários, recebendo subsídio do governador, ganhando de presente a verba do "VEM social", receberam 8% de aumento das passagens de presente, tem economizado com a folha de pagamento colocando os trabalhadores para receber pela MP e estão acabando com o SEI (hoje só existe SEI para quem usa VEM)”.

A partir deste sábado (24), o Terminal Integrado de Camaragibe, na Região Metropolitana do Recife (RMR), passa a operar em esquema temporal. A mudança vai afetar cerca de 50 mil passageiros que utilizam diariamente as 21 linhas de ônibus e o metrô do terminal, informa o Grande Recife Consórcio de Transporte Metropolitano (GRCTM).

A novidade permite que o passageiro realize embarques no sistema com apenas uma tarifa no intervalo de duas horas. O Grande Recife lembra que as viagens são exclusivas com o cartão VEM e devem ser feitas no mesmo sentido. "Tarifas pagas em dinheiro não completam a integração temporal", reforçou em nota.

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Caso a segunda passagem seja cobrada em menos de 2h, o usuário pode solicitar o ressarcimento com a Urbana-PE através do telefone 3125.7858, desde que justifique a cobrança indevida e informe o dia, o horário do fato e número do cartão VEM para checagem dos dados. Se confirmado o erro, o valor da tarifa será creditado de volta ao VEM do usuário.

O Grande Recife lembra que cartões do VEM do tipo Comum estão sendo distribuídos gratuitamente pela equipe do terminal de Camaragibe. A entrega é feita após o cadastro do passageiro, que já fica apto a fazer a primeira recarga depois de apresentar documento oficial com foto que comprove o CPF e o nome da mãe.

Dos 26 terminais integrados da RMR, este será o 18º a adotar o sistema temporal. Os outros são Cavaleiro, Largo da Paz, Recife, Santa Luzia, Getúlio Vargas, Cosme e Damião, Prazeres, TIP, Xambá, Afogados, Jaboatão, Cajueiro Seco, Tancredo Neves, CDU, Cabo, Caxangá, Rio Doce e Camaragibe.

Em caso de dúvidas e para enviar sugestões ou queixas, o usuário pode entrar em contato via Central de Atendimento ao Cliente 0800 081 0158 ou pelo WhatsApp 99488.3999, exclusivo para reclamações.

O governo do Estado do Rio suspendeu o reajuste do valor da passagem do sistema de trens urbanos da região metropolitana, que deveria passar a R$ 5,90 nesta quinta-feira (1°). Com a suspensão, a tarifa continua em R$ 5,00, valor negociado em fevereiro, data original do reajuste previsto no contrato de concessão. A SuperVia, operadora do sistema controlada pelo grupo japonês Mitsui, se disse surpresa com a decisão, que traria insegurança jurídica para as concessões do País.

Em nota, o governo fluminense informou que solicitou à Agetransp, agência reguladora estadual dos serviços de transporte, a suspensão do reajuste, "após esgotar todas as possibilidades de tratativas junto à SuperVia".

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"A iniciativa visa preservar a população, sobretudo nesse momento de pandemia. As negociações entre o Estado e a concessionária começaram em fevereiro, quando um acordo garantiu um reajuste menor na nova tarifa de trem, que passaria de R$ 4,70 para R$ 5,90. O acordo - realizado através de um termo aditivo ao contrato de concessão do sistema ferroviário - definiu o valor de R$ 5", diz a nota do governo fluminense.

Também em nota, a SuperVia se disse "surpresa" com a decisão. "Sem aviso prévio, o Estado solicitou à Agetransp a suspensão do reajuste sem que o Poder Concedente emitisse qualquer aviso à concessionária sobre tal decisão", diz o texto divulgado pela empresa, ressaltando que "nunca se furtou a negociar com o Estado" e que o valor do reajuste previsto para fevereiro já havia sido homologado pela Agetransp.

"A SuperVia lamenta a decisão do Governo do Estado que, além de impactar ainda mais o caixa da concessionária, reforça a insegurança jurídica dos contratos de concessão do país e, sobretudo do Rio de Janeiro, no momento em que o Brasil se esforça por atrair investimentos privados para os serviços públicos", diz outro trecho da nota da SuperVia.

No início do mês, a concessionária ajuizou pedido de recuperação judicial no Tribunal de Justiça do Rio. O processo de recuperação judicial abrange R$ 1,216 bilhão em dívidas, a maior parte com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A concessionária, controlada desde 2019 pelo Mitsui, alegou, na nota em que anunciou o pedido de recuperação judicial, que sua operação foi "duramente impactada pelos efeitos da pandemia de Covid-19".

Segundo a SuperVia, desde março de 2020, quando a pandemia se instalou no País, a empresa acumula uma "perda financeira" de cerca de R$ 474 milhões, resultado da redução no fluxo de passageiros. Conforme a nota, antes da pandemia, a malha de trens urbanos do Rio transportava, em média, 600 mil passageiros por dia. No auge das medidas de restrição ao contato social, no ano passado, o fluxo tombou para 190 mil por dia. Atualmente, mesmo após a flexibilização de muitas das regras de restrição ao contato social, o fluxo diário se estabilizou em 300 mil passageiros.

O ciclone Yaas, a segunda tempestade a afetar a Índia em menos de duas semanas, tocou o solo nesta quarta-feira (26), no estado de Odisha, costa leste do país, e provocou duas mortes em Bengala Ocidental.

"O centro do potente ciclone Yaas está a 50 quilômetros ao sul-sudeste de Balasore, em Odisha", informou no Twitter o serviço meteorológico indiana. O fenômeno atingiu a região às 3H30 GMT (0H30 de Brasília).

O governo de Bengala Ocidental anunciou que duas pessoas morreram na passagem do ciclone.

"Uma foi arrastada pelo mar e outra morreu no desabamento de sua casas no distrito de Midnapore Oriental", disse Mamata Banerjee, primeira-ministra do estado.

O departamento meteorológico indiano anunciou a previsão de ventos de até 185 km/h e advertiu para o risco de aumento de até três metros do nível do mar.

Mais de 1,2 milhão de pessoas que vivem ao longo da costa do Golfo de Bengala foram retiradas de suas casas, de maneira preventiva, na segunda-feira e terça-feira.

As autoridades de Calcutá, a capital de Bengala Ocidental, ordenaram o fechamento do aeroporto internacional durante a maior parte da quarta-feira.

O aeroporto de Bhubaneswar, capital de Odisha, também interrompeu as atividades.

"Cada vida é preciosa", disse o primeiro-ministro de Odisha, Naveen Patnaik, que pediu à população que "não entre em pânico" e permaneça afastada da costa.

Quase 4.800 funcionários das equipes de emergência foram mobilizados nos dois estados ameaçados, informou a Força Nacional de Resposta a Desastres.

Odisha e Bengala Ocidental estão gravemente afetados pela segunda onda de coronavírus, que matou na Índia mais de 120.000 pessoas nas últimas seis semanas e mais de 300.000 desde o início da pandemia.

Alguns dos ciclones mais violentos da história da Índia foram formados no Golfo de Bengala, incluindo um que matou 500.000 pessoas em 1970 na região que depois conquistou a independência da Índia e se tornou Bangladesh.

O ciclone mais letal registrado em Odisha matou 10.000 pessoas em 1999.

Depois de organizar a cerimônia de casamento por dois anos, Daniela e Luciano foram obrigados a mudar de planos. (Cortesia)

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A servidora pública Daniela Vieira ainda estava dentro do vestido de noiva com o qual sonhou por 13 anos quando soube que sua cerimônia de casamento precisaria ser adiada. Era 20 de janeiro deste ano e o governo de Pernambuco acabara de anunciar a medida restritiva que suspenderia, por 30 dias, eventos sociais e corporativos no estado, incluindo o casamento de Daniela, até então marcado para 29 de janeiro.  “Planejamos o evento por dois anos. Os convites já tinham sido enviados e eu estava de licença do trabalho há um mês, para me dedicar ao casamento. Foi frustrante, entrei em desespero”, relata. Há poucos dias do evento, foi preciso desfazer os convites, negociar a suspensão do buffet e cancelar o aluguel do espaço. Para Daniela, o prejuízo de quem precisou adiar um rito de passagem- conforme são chamadas as celebrações que marcam a mudança de status de uma pessoa diante de sua comunidade- em decorrência do novo coronavírus, vai muito além da questão financeira.

“Imagina o constrangimento de ter que ‘desconvidar’ todo mundo? Quando idealizamos o evento, em 2019, pensamos na base de 350 convidados. Com o início da pandemia, precisamos reduzir esse número para 150 pessoas em geral, contando com todo o staff. Quando surgiu esse decreto estadual, sinceramente, minha vontade era a de não fazer mais nada”, desabafa Daniela. De acordo com ela, a empatia dos profissionais e empresas envolvidos no evento foi fundamental no processo de suspensão do evento. “O buffet foi super compreensivo, já estava preparado para essa possibilidade. Também contamos com a boa vontade do fotógrafo, que estava agendado justamente para o dia em que o decreto foi publicado. Eu não tive condições psicológicas de cumprir com o combinado”, agradece.

"Hora de arregaçar as mangas e convencer o cliente a manter seu sonho", diz a cerimonialista Nathalia Saraiva.

Com o casamento remarcado para 20 de abril, a noiva tenta manter o otimismo, mas conta que já possui planos caso o casamento volte a ser adiado devido à situação de calamidade pública. “Vamos tentar pegar o dinheiro de volta e viajar, porque não sei se teria cabeça para organizar tudo mais uma vez. Foram anos de trabalho para juntar o dinheiro necessário para a festa, então a gente espera que o cidadão pernambucano colabore com a melhora da situação, usando máscara e evitando aglomerações”, apela.

A cerimonialista Nathalia Saraiva, responsável pelo casamento de Daniela, confessa que pediu para que a noiva não desistisse do evento. “Para o setor de cerimonial, o cenário é caótico, não tem outra palavra. Em 2020, ficamos parados seis meses e tivemos que realocar esses clientes para 2021, em que enfrentamos novas paradas. Assim, ao invés de agendar novas datas, temos que cumprir contratos para não penalizar os clientes. É hora de arregaçar as mangas e convencer o cliente a manter seu sonho, porque se ele desistir, acaba com toda uma cadeia, do músico que toca na festa ao cozinheiro que faz o bolo”, explica.

Adiamentos

Batismo dos três filhos da contadora Marcela Rêgo Barros foi adiado duas vezes. (Reprodução)

A contadora Marcela Rêgo Barros se prepara para marcar, pela terceira vez, o adiamento do batismo dos três filhos: Matheus, de 10 dez anos, Beatriz, de 3 anos, e Victor, de 10 meses. Os batismos foram suspensos pela primeira vez quando a mãe e o filho mais velho apresentaram sintomas de Covid-19 às vésperas da cerimônia, que contaria com a presença de cerca de 20 pessoas. “Não houve prejuízo financeiro, porque os fornecedores entenderam que isso poderia acontecer. A gente não chegou a perder dinheiro, mas o desgaste emocional sempre tem, afinal planejar o evento cria toda uma expectativa”, comenta Marcela.

Para ela, o batismo funcionaria como uma espécie de escape de uma rotina pesada e completamente alterada pela pandemia, devido à qual ela se mantém trancada em casa com filhos, há mais de um ano. Beatriz, por exemplo, já está em idade escolar, mas ainda não foi matriculada, na tentativa de evitar a exposição ao novo coronavírus. “Já Matheus é uma criança com hiperatividade que ficou sem a vivência na escola, sem o contato com professores e colegas. Ele também precisou abandonar a antiga rotina na região onde moramos, onde andava de bicicleta e brincava com as crianças da vizinhança, desenvolvendo uma ansiedade que não tinha. Quando conseguimos a nova data, foi justamente 28 de março”, lamenta.

Ocorre que o dia para o qual foi articulado o agendamento foi justamente o último em que vigorará, em Pernambuco, o decreto nº 50433 de 15/03/2021, que institui quarentena rígida em todo o estado, permitindo apenas o funcionamento de serviços tidos como essenciais. “O batismo é um sonho antigo meu, desde que Matheus era mais novinho. Nessa época, eu estudava e trabalhava, não tinha tempo para organizar o evento. Só agora, até pela questão financeira, estaria tendo a oportunidade de fazer, então o sentimento que fica é de impotência, é algo que não está em nossas mãos”, completa.

A reportagem do LeiaJá entrou em contato com a Arquidiocese de Recife e Olinda, mas a instituição não armazena dados a respeito da quantidade de cerimônias canceladas. Na paróquia de Nossa Senhora de Fátima, em Boa Viagem, uma das mais movimentadas da Região Metropolitana, contudo, 22 batismos, além de dois casamentos, já haviam sido adiados no começo de março. “A maioria das famílias diz que prefere esperar mais um pouco. Os batismos acontecem em dois domingos de cada mês [cada um deles, com 10 crianças] e, em abril, já estamos com a agenda cheia de cerimônias que não sabemos se poderão ser realizados, há muita insegurança e medo de uma nova marcação. Tudo vai acontecer de acordo com os números da pandemia”, explica Leonor Melo, secretária da Igreja e responsável pelo agendamento das atividades.

“Hora de tentar fazer a diferença”

Turma da médica recém-graduada Rafaella Ferraz votou pelo cancelamento da formatura. (Cortesia)

Conhecido pelo tradicionalismo, o curso de medicina tem festas de conclusão tão caras que, para muitos estudantes, a única possibilidade de participar é dividindo os pagamentos desde o início da graduação. Missa, jantar dos pais, colação de grau, aula da saudade e baile constituem um rito de passagem raramente dispensado por quem conquista o diploma na área. Apesar disso, a médica recém-formada pela Faculdade Pernambucana de Saúde (FPS) Rafaella Ferraz, de 27 anos, integra uma turma na qual a maioria dos discentes foi favorável ao cancelamento dos eventos. “A colação de grau é obrigatória, porque é quando pegamos nossos diplomas. Já o baile, a priori, não vai existir porque teve a votação da turma e a maior parte foi contra a realização. Eu sou uma exceção, mas para a grande maioria dos colegas esse evento é a realização de um sonho”, afirma.

Rafaella pontua que, embora a maioria dos colegas já esteja vacinada contra o novo coronavírus, a decisão levou em conta a impossibilidade de reunir, diante de um alto investimento financeiro, a quantidade planejada de convidados, bem como o próprio staff que trabalharia no evento, incluindo faxineiros, garçons e seguranças. “Seria muito bom poder reunir todo mundo, mas diante desse contexto quem não for pé no chão vai sofrer consequências psicológicas desastrosas. A sensação de se formar em medicina em uma pandemia é a de ser jogada aos lobos, mas nossa turma está tendo muita garra para encarar a situação e ajudar da melhor maneira possível, isso é reconfortante. É hora de tentar fazer a diferença”, conclui.

Após anunciar a suspensão temporária do reajuste de R$ 4,25 no metrô do Recife, a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) voltou atrás e manteve o aumento para este sábado (20). A Administração do serviço federal afirmou que o acréscimo faz parte da programação orçamentária da CBTU, logo, pode comprometer o serviço.

Em nota, a companhia informou que a solicitação do ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, em adiar o reajuste da passagem em Pernambuco e Minas Gerais, foi avaliada e negada pelo Conselho de Administração da entidade. A proposta considerava o aumento das medidas restritivas nos estados, e os impactos econômicos e sociais da pandemia.

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Em nota, a CBTU confirma que o pedido pelo congelamento tarifário foi recusado. “Durante a apreciação do pedido, em reunião ocorrida nesta 6ª feira, 19/03/2021, e muito embora os órgãos de gestão da Empresa estivessem sensíveis à situação, não foi possível acatar o pedido de adiamento, considerando-se a programação orçamentária e financeira da Companhia e o arcabouço legal existente”.

Após uma série de aumentos escalonados entre 2019 e 2020, o preço da passagem do metrô do Recife saltou de R$ 1,60 para R$ 4, e chega a R$ 4,25. Com a posição desfavorável da entidade responsável pelo serviço, o aumento programado para Belo Horizonte também está mantido e o valor passa a ser de R$ 4,50.

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