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A cidade do Rio de Janeiro publicou nesta quarta-feira (17) um decreto que permite a permanência de pessoas, sem máscara, em academias de ginástica, piscinas e centros de treinamento. No entanto, a apresentação do comprovante de vacinação contra Covid-19 para acessar esses locais continua sendo exigida.

O decreto prevê que pessoas de 15 a 59 anos devem apresentar comprovante de imunização com duas doses ou dose única. Aqueles com mais de 60 anos devem também comprovar vacinação com a dose de reforço para ingressar e permanecer nesses locais.

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A prefeitura do Rio de Janeiro já havia desobrigado o uso de máscaras em locais abertos no fim de outubro.

Segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde, 75,7% da população carioca já foram imunizados com duas doses ou dose única de vacina contra Covid-19. Considerando-se apenas a população com 12 anos ou mais, o percentual sobe para 88,3%.

As equipes de Orientação e Fiscalização do Conselho Regional de Educação Física da 12ª Região/Pernambuco (CREF12-PE) realizaram, entre a segunda (9) e esta terça-feira (10), quatro interdições em academias de municípios no Agreste. Três delas foram realizadas em parceria com a Vigilância Sanitária Municipal de Bom Jardim. Nas cidades de Escada e Jaqueira, na Mata Norte, a ação contou com o apoio da Polícia Militar e interditou duas academias, uma em cada cidade.

De acordo com a equipe fiscalizadora, todas as interdições ocorreram pela falta reincidente de um responsável técnico nos locais. O responsável técnico é o profissional de educação física, formado e regulamentado pelo CREF12-PE, que responde pelas atividades realizadas nos espaços. Ainda de acordo com o CREF, a falta desse profissional nas academias é um dos principais motivos que fazem os espaços destinados ao atendimento em educação física serem interditados com frequência.

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O chefe de fiscalização Conselho, Marcelo Santos, alerta para o risco dos espaços não disporem de um educador físico habilitado. "Funcionar sem responsável técnico é uma infração sanitária passível de interdição, pois coloca em risco a integridade física dos alunos que dependem da orientação segura e monitoramento constate dos treinos," detalhou.

Em Bom Jardim foram interditadas a Vigor e Saúde, G fitness e Brother Fitness. Em Escada a interdição foi realizada na Bebetos Training. Em Jaqueira, o espaço interditado foi a Academia M3.

O CREF12-PE alerta à toda sociedade para cobrar das academias que exponham em local visível o Certificado de Regularidade com o órgão. Também é importante cobrar do Profissional de Educação Física que atende nos espaços a sua Cédula de Identidade Profissional (CIP). Qualquer cidadão pode fazer uma denúncia anônima do exercício ilegal da profissão ou de espaços de prática da Educação Física clandestinos. Denuncie pelo telefone (81) 9 8877 6678, pelo e-mail fiscalizacao@cref12.org.br ou pelo site (https://www.cref12.org.br/). O sigilo é garantido.

As academias estão no grupo de atividades mais afetadas pela crise sanitária no Brasil. Metade delas está com dívidas em atraso. É o que mostra a 11ª edição da Pesquisa de Impacto da Pandemia de Covid-19 nas Micro e Pequenas Empresas, realizada pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV).

De acordo com a pesquisa, o faturamento do setor chegou, em maio, a um patamar 52% abaixo do que seria normal para o mês. Na edição anterior da pesquisa, realizada em fevereiro, o segmento estava 42% abaixo do normal. Essa piora de cenário fez com que esses empresários se tornassem os mais preocupados entre todos os setores analisados: 72% alegam que estão com muita dificuldade de manter o negócio.

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Em entrevista à Agência Brasil, o presidente do Sebrae, Carlos Melles, lembrou que as academias, assim como o setor de eventos e turismo, precisam da presença do público para funcionar. Ao longo da pandemia, muitas inovaram nas aulas e consultorias online para segurar minimamente o faturamento.

O Sebrae tem reforçado a orientação em relação aos protocolos de prevenção e no acesso a crédito, como o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe). Melles afirmou que apesar da reabertura das academias, a maioria das pessoas ainda se sente insegura de se exercitar em ambientes fechados. "Por isso, é tão importante avançarmos de forma mais ágil e efetiva no processo de vacinação”.

Vacinação

O estudo mais recente do Sebrae, que analisa o cronograma de vacinação, mostra que, nesse ritmo, apenas em outubro haverá boa parte das MPE micro e pequenas empresas com o faturamento recuperado aos níveis pré-pandemia.

“A última pesquisa que fizemos sobre o impacto da pandemia, junto com a Fundação Getulio Vargas, deixou explícito que apenas a abertura das empresas e a diminuição das restrições não são suficientes para recuperar o faturamento. Sem vacinação, não há retomada”, observou Melles.

Com esse resultado, as academias se juntaram novamente ao grupo dos mais afetados, que é composto por pequenos negócios que atuam no turismo e economia criativa, ambos com nível de faturamento de -68%. Beleza (-53%) e logística e transporte (-50%) também apresentam queda.

Crédito

Melles destacou que os donos de academias também são os que mais procuram as instituições financeiras para obter crédito em 2021. De acordo com a pesquisa, 55% solicitaram empréstimos desde janeiro, sendo que 36% procuraram essa ajuda entre os meses de abril e maio.

Segundo o Sebrae, no acumulado do ano, o número de pequenos negócios desse setor que tentaram crédito é 10 pontos percentuais superior à média (45%). Dos que procuraram crédito, 48% receberam uma resposta positiva ao pedido. Outras atividades que também apresentaram um aumento na procura por crédito foram a indústria de base tecnológica, beleza, serviços de alimentação e construção civil.

Retomada

Os dados da nova edição da pesquisa do Sebrae revelam que a retomada ainda não aconteceu para grande parte das atividades exercidas pelas micro e pequenas empresas. Apenas agronegócio, energia, indústria e indústria de base tecnológica demonstraram melhora. Estáveis estão construção civil, educação, oficinas e peças e serviços empresariais. Todas as outras 13 atividades pesquisadas demonstraram queda de faturamento em relação à 10ª edição da pesquisa, realizada em fevereiro, sendo que as academias e as empresas de economia criativa foram as que mais sofreram impacto.

Uma operação da Companhia Energética de Pernambuco (Celpe) identificou que duas unidades de uma rede de academias de ginástica, localizadas nos bairros de Boa Viagem e da Tamarineira, Zonas Sul e Norte do Recife, respectivamente, estavam desviando energia. O nome da empresa não foi revelado.

As fraudes nos medidores de energia foram constatadas na manhã desta terça-feira (15), com o apoio da Polícia Civil e de peritos do Instituto de Criminalística. O gerente do estabelecimento foi conduzido à delegacia para prestar esclarecimentos. A concessionária está calculando o volume de energia recuperada.

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A assessoria da Celpe confirma que a unidade da Tamarineira era reincidente no desvio de energia e, desta vez, os técnicos constataram que a energia estava ligada diretamente na rede de distribuição, sem a devida medição de consumo. 

Após constatar a irregularidade, a Celpe removeu o ramal de ligação responsável pelo suprimento de energia do prédio e está realizando o levantamento da carga que não estava sendo medida. Na academia de Boa Viagem, o medidor estava danificado e parte da carga não estava sendo medida.

A Celpe reforça que o furto de energia é crime sujeito às penalidades do artigo 155 do Código Penal Brasileiro. Além de acarretar prejuízos à população, a prática representa riscos de acidentes graves. Em caso de denúncias, os clientes podem entrar em contato pelos canais de atendimento da concessionária, sem a necessidade de identificação.

Após ser o epicentro do início da pandemia do coronavírus Sars-CoV-2 nos Estados Unidos e ter controlado o avanço do vírus, o estado de Nova York voltou a impor restrições para tentar conter a segunda onda local da Covid-19.

A partir dessa sexta-feira (13), bares, restaurantes, academias e locais públicos para práticas esportivas - como estádios e ginásios - precisarão fechar às 22h. Além disso, reuniões privadas deverão ter, no máximo, 10 pessoas.

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"Estamos assistindo a um aumento de casos em nível nacional e mundial. Bares, restaurantes, academias, festas em casa... é desses lugares que vêm, principalmente, os casos", disse o governador do estado, Andrew Como, na noite desta quarta-feira (11).

A decisão teve o apoio do prefeito de Nova York, a cidade mais afetada no país entre março e maio, Bill de Blasio.

"Isso é o que precisamos que aconteça para ajudar a segurar uma segunda onda em nossa cidade. Essa é a nossa última chance de parar uma segunda onda. Nós podemos fazer isso, mas precisamos fazer isso agora", escreveu em duas mensagens em seu Twitter confirmando que a medida será válida para toda a cidade.

Desde o fim de outubro, a cidade de Nova York está em um curva ascendente de casos, segundo relatório da própria prefeitura.

Nesta quarta-feira, os dados da cidade apontavam 817 novos casos em 24 horas e 94 novas internações. O número está próximo da média de infecções dos últimos sete dias, que está em 811, segundo dados atualizados em 8 de novembro. Já a média de mortes está em oito, com 58 óbitos confirmados nos últimos sete dias.

No estado de Nova York, foram 4.820 novos contaminados em 24 horas, com 1.628 hospitalizações no período. Houve ainda 21 falecimentos.

A situação é similar ao que é registrado em todo o país, que vem batendo recordes de contágios diários desde o início de novembro, com mais de 100 mil casos por dia - uma média não vista em nenhum lugar no mundo. Ao todo, os EUA têm 10.400.943 casos da Covid-19 desde fevereiro e 241.800 óbitos causados pela doença.

Da Ansa

Um projeto de lei recém-apresentado no Senado, o PL 4.717/2020, garante aos personal trainers livre acesso a academias de ginástica. O autor da proposta é o senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO).

Para permitir o livre acesso, o projeto introduz um novo parágrafo na Lei 9.696/1998, que regulamenta a profissão de educação física. De acordo como o parágrafo, "ao profissional de educação física que presta serviços personalizados (personal  trainer) fica assegurado o livre acesso, sem ônus, a unidades de promoção de saúde física, academias e similares nos horários de atendimento aos seus alunos regularmente matriculados nessas unidades".

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Kajuru afirma na justificativa do projeto que, "baseados em não mais que o acordo, implícito ou explícito, de repasse de percentuais arrecadados, as academias passaram a impedir ou a até mesmo impor ônus indevido ao aluno ou ao profissional que, não fazendo parte do seu quadro regular de professores ou eventual de personal trainers credenciados, desejam acompanhar seus alunos regularmente matriculados para orientação de treinos".

O senador argumenta que a presença dos personal trainers independentes em academias, acompanhando seus alunos, não gera despesas extras a esses estabelecimentos.

Ainda não há data prevista para a apreciação desse projeto.

*Da Agência Senado

A Prefeitura do Recife anunciou que iniciará o processo gradual de reabertura das Academias Recife, que irá da próxima quinta (3) ao dia 15 de setembro. Os equipamentos públicos proporcionam acesso gratuito à musculação, com instrutores profissionais. De acordo com a administração municipal, a “retomada das atividades é possível devido à melhora nos indicadores da pandemia da Covid-19 na cidade, que já tem 110 dias de redução dos números”, diz a nota oficial.

O cronograma prevê a liberação de dois espaços por dia útil e um aos sábados. No primeiro dia, as atividades voltam a ser oferecidas nas academias da Mustardinha (pela manhã) e Santo Amaro (à noite). “Todas as nossas 18 Academias Recife serão reabertas até o dia 15 de setembro. O cuidado é necessário para que possamos fazer avaliar cada passo, com toda a segurança sanitária e avaliando os protocolos”, comenta a secretária de Turismo, Esportes e Lazer (Seturel), Ana Paula Vilaça.

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Com um total de 10 mil inscritos, as Academias Recife funcionam das 5h30 às 9h30 e das 17h às 21h (segunda a sexta) e das 6h às 10h (sábados), com professor e estagiário para acompanhamento dos alunos. Inicialmente, serão permitidos 18 alunos por aula, um por máquina. Os protocolos para o retorno incluem distanciamento mínimo de 1,5 metro, uso de máscaras, aferição da temperatura com termômetro a laser, higienização constante das mãos, materiais esportivos e equipamentos, além do acesso permitido apenas para pessoas que não tenham apresentado sintomas ou confirmação de contágio da Covid-19.

Confira o cronograma de reabertura:

Quinta (3) 

Manhã - Mustardinha

Noite - Santo Amaro

Sexta (4)

- Manhã - Guabiraba

- Noite - Casa Amarela

Sábado (5)

- Manhã - Barro

Terça (8)

- Manhã - Coque

- Noite - Lagoa do Araçá

Quarta (9)

- Manhã - Engenho do Meio

- Noite - Torre

Quinta (10) - Manhã – Ibura

- Noite – Água Fria

Sexta (11)

- Manhã - Ipsep

- Noite – Hipódromo

Sábado (12)

- Manhã – Várzea

Segunda (14)

- Manhã - Santana

- Noite – Jaqueira

Terça (15)

- Manhã - Boa Viagem

- Noite - Macaxeira

A volta das academias nesse período de pandemia requer muitos cuidados. As medidas de segurança como o uso de álcool em gel, limpeza dos aparelhos, redução no número de pessoas e o uso obrigatório de mascaras, devem ter um bom funcionamento. Dois praticantes de atividade física contam se essas medidas estão sendo cumpridas e suas experiencias com a nova rotina de treino.

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Por Thalía Araújo - Bolsista do LeiaJá Pará

O Procon Pernambuco acompanhou a reabertura, nesta segunda (20), de bares, restaurantes e academias. Na ação, o órgão fiscalizou, além das exigências do Protocolo Setorial do Governo do Estado, a validade de alimentos e informações sobre formas de pagamentos, entre outros pontos que dizem respeito ao Código de Defesa do Consumidor. Os fiscais recolheram mais de 50 quilos de alimentos e 41 litros de refrigerante vencidos nos estabelecimentos alimentícios, fechados há quatro meses, em prevenção à disseminação da covid-19.

Foram visitados bares e restaurantes no Recife Antigo e na praça de alimentação do Shopping Tacaruna. Dentre os produtos descartados por falta de data de fabricação ou por estarem fora do prazo de validade, alguns deles tinham mau cheiro. Entre os produtos descartados estavam: linguiças, salsichas, coxinhas, feijão, batata palha, pimenta e temperos.

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No restaurante Sal e Brasa, do Shopping Tacaruna, 41 litros de refrigerantes foram descartados, todos vencidos no mês de maio. Já no Seu Buteco, no Recife Antigo, mais de 50 quilos de alimentos vencidos foram recolhidos. De acordo com o Procon, os locais foram notificados e sofrerão penalidades. Apesar disso, o órgão garante que “a maioria dos estabelecimentos está cumprindo com os protocolos de higienização e distanciamento”.

“Vamos verificar todos os pontos que dizem respeito ao distanciamento social e higienização, mas seremos rigorosos na fiscalização à validade dos produtos, já que os estabelecimentos ficaram fechados durante a pandemia e, consequentemente, terão em estoque alimentos e bebidas não tiveram saída”, explica o secretário de Justiça e Direitos Humanos, Pedro Eurico.

Academias

O Procon-PE, em parceria com o Conselho Regional de Educação Física, fiscalizou academias de ginástica localizadas nos bairros do Espinheiro, Graças e Encruzilhada, no Recife, e em Jardim Fragoso e Bairro Novo, em Olinda. “Todas estavam cumprindo com o que determina o protocolo do Governo de Pernambuco”, informa o órgão.

Em Fernando de Noronha, três dos seis moradores com Covid-19 conseguiram se recuperar e deixaram a quarentena. Os casos em investigação foram zerados, após exames descartarem a possibilidade de contaminação do único paciente com suspeita. De acordo com a administração, não houve óbitos em decorrência da doença no arquipélago e 79 casos foram notificados desde o início da pandemia.

Em continuidade às etapas de reabertura das atividades comerciais, Noronha acompanha o protocolo de convivência do Estado e reabre parcialmente as academias nesta segunda (20). Embora grupos com mais de 10 pessoas e o uso de guarda-sóis ainda estejam proibidos, desde a última sexta (17), o limite de horário no acesso às praias foi derrubado e, no sábado (18), os passeios de barco foram retomados.

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O Governo do Estado de Pernambuco cumpre mais uma etapa da reabertura gradual das atividades nesta segunda-feira (20), com a retomada dos serviços de alimentação com horário reduzido e as academias de ginástica e musculação mediante ao um rigoroso protocolo. Os setores estavam paralisados devido à pandemia do novo coronavírus.

Serão alcançadas pela etapa 6 do plano de convivência com a Covid-19 a Região Metropolitana do Recife (RMR) e Matas Sul e Norte. Os restaurantes e outros serviços de alimentação terão que ficar fechados entre às 20h e às 6h. 

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As academias terão que cumprir um protocolo para a reabertura e também retoma as atividades nesta segunda-feira. Em contrapartida, as regiões do Agreste e do Sertão seguem na etapa 4 de reabertura e ainda com restaurantes, lanchonetes e academias fechadas. Nessas regiões estão funcionando lojas de varejo, salões de beleza, comércio de veículos, shoppings e construção civil. 

Representantes de academias de São Paulo comemoraram a decisão do prefeito Bruno Covas (PSDB) de autorizar a retomada parcial das atividades a partir desta segunda-feira (13), mas reclamam do limite de abertura de seis horas por dia. Entre os argumentos, o setor alega desde o modelo econômico "pouco atrativo" a até risco maior de haver aglomeração.

De acordo com o protocolo assinado por Covas, as academias poderão reabrir com até 30% da capacidade e com os alunos fazendo agendamento prévio. Os locais também precisam adotar uma série de outras medidas contra o coronavírus, incluindo restrição para uso de bebedouros e vestiários, higienização de aparelhos, no mínimo, a cada duas horas e distância mínima de dois metros entre as pessoas nas salas de treino.

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As academias vão medir a temperatura dos alunos e funcionários antes da entrada e também investigar o histórico de Covid-19, com os frequentadores tendo de responder a uma série de perguntas antes de entrar. O objetivo é evitar o ingresso de pessoas infectadas ou que tiveram contato com doentes recentemente.

Diretor de Operações da Just Fit, Paulo Rebello afirma que as unidades da rede já vão reabrir nesta segunda-feira. Segundo relata, o grupo estudava protocolos aplicados no Brasil e no exterior há 45 dias e fez estoque de insumos de higiene para se precaver contra possíveis "sumiços" de produtos no mercado.

"Nós estamos preparados para reabrir com segurança. Com a limitação de 30% da capacidade máxima, teremos entre 70 a 80 pessoas por hora treinando. Em geral, as nossas unidades têm 1 mil m², então há tranquilidade para evitar aglomeração", diz Rebello. "O setor foi um dos mais prejudicados pela pandemia e passou quatro meses fechado. O único problema é que abrir seis horas por dia não é interessante do ponto de vista econômico, então seria interessante poder trabalhar dentro do horário normal."

Já Filippe Savoia, CEO da Bluefit, diz que com horários estendidos seria mais fácil evitar aglomerações. "Estamos de acordo com as regras definidas, com exceção do funcionamento limitado a seis horas. Acaba fazendo mais sentido funcionar por mais tempo durante o dia e evitar a concentração de pessoas em horários limitados."

Segundo Savoia, além das medidas de segurança previstas no protocolo, a rede fará distribuição gratuita de máscaras para os alunos. "Acreditamos que a prática das atividades físicas são importantes para aumentar a imunidade e a saúde das pessoas. Dessa forma somos favoráveis às reaberturas", afirma. Como os contratos dos funcionários estão suspensos, no entanto, ainda não há previsão para a reabertura das unidades. "Logo, iremos comunicar a todos sobre a data de retomada."

Em nota, a Smart Fit afirma que o protocolo de São Paulo é "um dos mais rígidos", mas que estaria apoiado "nas melhores práticas de biossegurança" e que apoia as medidas. "Temos dialogado com outras redes de academia espalhadas pelo mundo, que já viveram processos de reabertura e a implementação dos protocolos", diz. "O grupo entende e apoia a rigidez desses protocolos pois em um momento de reabertura, o principal objetivo deve ser a segurança dos colaboradores e clientes."

Para se adaptar às regras, as unidades da rede só devem reabrir na terça-feira, 14. "Não abriremos na segunda-feira, principalmente para garantir o treinamento de toda a equipe de colaboradores e terminarmos a implantação de todos os procedimentos que o protocolo determina."

Nesta segunda-feira (13), o governo de Pernambuco publicou o protocolo sanitário que deverá ser obedecido para a reabertura de academias no estado. A volta do segmento está agendada para a próxima segunda (20) e deve seguir as recomendações para evitar a transmissão da Covid-19 entre alunos e profissionais.

Os estabelecimentos devem manter a ocupação de um aluno por 10m² nas áreas de treino, piscina e vestiário. Apenas 50% dos aparelhos de cardio poderão ser usados e todos os de musculação serão dispostos a dois metros de distância uns dos outros. O espaço de exercício de cada aluno em locais de treino livre e salas para atividades coletivas serão demarcados com fita.

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As academias também terão de disponibilizar um gráfico com a frequência diária por horário para que alunos e profissionais possam escolher o período com menor fluxo de pessoas. Outras obrigações são levar a própria toalha ou colchonete, não dividir fontes de água, usar máscara durante a atividade física e direcionar a respiração para o lado oposto dos demais praticantes.

Durante o funcionamento, a ventilação natural do espaço deve ser priorizada e cada área deve fechar de duas a três vezes ao dia, por pelo menos 30 minutos, para a limpeza e desinfecção do ambiente. Recipientes com álcool 70% precisam estar disponibilizados na entrada e em locais estratégicos nas áreas de musculação e peso livre. Para mais recomendações, acesse o protocolo completo.

A partir desta terça-feira (7) ficam autorizados a reabrir no Distrito Federal (DF) salões de beleza, barbearias, centros estéticos e academias. A medida foi anunciada pelo governo do DF na semana passada e faz parte de plano para retomar as atividades que ainda estavam proibidas.

Para o dia 15, a previsão é de permissão do funcionamento dos demais estabelecimentos comerciais, incluindo bares e restaurantes. O DF já havia liberado alguns tipos de comércio, como lojas de móveis.

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Para os locais que poderão reabrir não foi definida nenhuma regra com mudança nos horários, como em outros estados. Entre as restrições fixadas pelo governo do Distrito Federal, os bares e restaurantes não poderão ter música ao vivo ou realizar eventos.

Foram estabelecidas exigências de saúde, como garantia do distanciamento entre os clientes de pelo menos dois metros, utilização de equipamentos de proteção individual, revezamento dos trabalhadores, proibir nas equipes pessoas do grupo de risco, disponibilizar álcool em gel 70%, higienização dos estabelecimentos e banheiros, uso de máscaras de proteção facial e aferição da temperatura de trabalhadores e clientes.

Os proprietários de salões de beleza devem higienizar as cadeiras de uso regular, distribuí-las de modo a garantir o espaçamento de dois metros, esterilizar todos os equipamentos após cada atendimento, empregar toalhas e lençóis de uso exclusivo e privilegiar a ventilação natural.

Para as academias, as obrigações envolvem a higienização dos aparelhos de uso coletivo, proibição do uso de bebedouros e chuveiros, delimitação do espaço onde cada pessoa pode se exercitar, respeito à distância mínima de dois metros, proibição de aulas coletivas e fechamento de uma a duas vezes por dia, por 30 minutos, para limpeza geral.

Volta às aulas presenciais

O decreto do governador Ibaneis Rocha também incluiu a volta das aulas presenciais. No dia 27 de julho, entram no cronograma de reabertura as escolas, universidades e faculdades da rede privada. Em 3 de agosto, ficam autorizadas as instituições de ensino da rede pública. Para elas, haverá um retorno gradativo, começando com as do ensino médio e indo para as séries inferiores, até chegar ao infantil. As creches são proibidas de abrir por determinação judicial.

À Agência Brasil, a Secretaria de Educação do DF informou que foram elaborados protocolos com base em experiências internacionais. As diretrizes serão divulgadas posteriormente pelo órgão, assim como o calendário escolar.

A assessoria da pasta acrescentou que em relação às medidas de prevenção e mitigação da transmissão do vírus, os órgãos de fiscalização do GDF irão definir uma programação para acompanhar o cumprimento das ações de segurança sanitária definidas na legislação distrital.

O GDF anunciou que distribuirá máscaras e garrafas de água aos alunos. Além disso, fará a testagem dos trabalhadores da educação.

Manifesto

Um manifesto assinado por professores, dirigentes sindicais, jornalistas e artistas critica a postura do governador do DF, Ibaneis Rocha, diante da pandemia, classificando-a como “injustificável”. 

“Na contramão das recomendações de especialistas e do que vem sendo feito em outros países, o governador, no momento em que a curva de casos cresce exponencialmente, reabriu prematuramente e continua reabrindo atividades econômicas e sociais não essenciais, com protocolos mal elaborados e que não são cumpridos e fiscalizados convenientemente, especialmente nas regiões mais afastados do centro. O resultado é o aumento assustador de contaminados e mortos no Distrito Federal, especialmente nas comunidades de maior vulnerabilidade social e na população mais pobre”, diz o texto.

Sobre o retorno das atividades escolares, a Sociedade de Pediatria do Distrito Federal manifestou sua posição, alertando sobre os riscos da reabertura. "Nas últimas semanas notou-se um aumento da circulação e aglomeração de pessoas. Nessas condições, reabrir todas as atividades até o fim de julho ou início de agosto pode ser uma decisão precipitada, devido à situação em que nos encontramos tanto em nível distrital quanto nacional; em especial se tratando de escolas, onde o comportamento é imprevisível e o número de assintomáticos é inestimável", disse o presidente da entidade, Dennis Burns. 

As academias de ginástica e outros estabelecimentos de atividades esportivas reabrem nesta quinta-feira (2) no Rio de Janeiro, após terem sido fechados em meados de março devido à pandemia de Covid-19. De acordo com as regras de reabertura gradual impostas pela prefeitura, as academias podem funcionar em horário integral, mas com agendamento de horário para os alunos e limitadas a um terço da capacidade.

Devem ser tomados todos os cuidados sanitários de higienização dos aparelhos, disponibilização de álcool em gel para os frequentadores, uso de máscara pelos funcionários e alunos e distância de 3 metros por pessoa.

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O uso de piscinas está liberado apenas para aulas de natação. Espaços infantis, saunas e spas continuam proibidos. Atividades de crossfit estão liberadas, mas sem o uso de equipamentos de difícil higienização, como pneu e corda naval. Podem ser retomadas as aulas de luta e de dança, mas sem contato físico. O treinamento funcional na praia está autorizado apenas para atividades individuais.

Retomada

A Associação Brasileira de Academias (Acad Brasil) informa que não tem dados sobre demissões e dificuldades enfrentadas pelo setor durante o período sem atividades presenciais. Mais de 30 mil academias permaneceram fechadas desde março em todo o país, segundo a entidade.

A Acad Brasil disponibilizou uma cartilha com orientações sobre a retomada das atividades.

Durante o período de fechamento, muitas mantiveram as atividades de forma online, com aulas ao vivo, pagas ou gratuitas, ou disponibilizando vídeos para treinamento em casa.

Governadores de diversos estados decidiram que vão manter fechados salões de beleza, barbearias e academias de ginástica, mesmo com o decreto presidencial que inclui esses serviços na lista de atividades essenciais durante a pandemia da covid-19. O texto foi publicado ontem (11) em edição extra do Diário Oficial da União.

Como justificativa, os governadores defendem o isolamento social para evitar o avanço do novo coronavírus e lembram decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que, na semana passada, definiu que cabe aos governos estaduais e municipais estabelecer medidas restritivas de locomoção e coordenação das atividades dentro de suas fronteiras, sem o aval do governo federal.

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O presidente Jair Bolsonaro vem se manifestando há várias semanas pela reabertura dos comércios e, diante da decisão do STF, ampliou os serviços essenciais. Já foram incluídos, além de supermercados, farmácias e infraestrutura, outros segmentos, como construção civil e, agora, salões, barbearias e academias.

Em sua conta no Twitter, Bolsonaro justificou a medida afirmando que a intenção é “atender milhões de profissionais, a maioria humildes, que desejam voltar ao trabalho e levar saúde e renda à população”.

“Academia, educação física, o esporte é saúde. Uma pessoa se tornando sedentária ela fica mais propensa a adquirir doença, ela fica mais irritada, uma série de coisas acontece com o organismo daquela pessoa. Por isso nós classificamos como essencial as academias”, disse o presidente na porta do Palácio do Alvorada no início da noite de hoje.

Segundo Bolsonaro, a Advocacia-Geral da União (AGU) será acionada para fazer valer o cumprimento do decreto pelos governos estaduais. "Se por ventura o governador falar que não vai cumprir, a Advocacia-Geral da União e o Ministério da Justiça vão tomar as devidas providências", disse.

Nordeste

Por meio do Twitter, o governador do Piauí, Wellington Dias, declarou que o estado não abrirá esse dois tipos de estabelecimentos comerciais. “Vamos continuar seguindo as medidas adotadas até o momento, baseadas na ciência, mantendo o isolamento social, que é a melhor alternativa para o que estamos vivendo agora”.

O governador de Alagoas, Renan Filho, também anunciou por meio de sua conta no Twitter que manterá salões e academias fechados no estado até o dia 20 de maio. “O Decreto 69.722 mantém fechados segmentos da economia cujo funcionamento gera aglomeração e proximidade entre as pessoas. Essa é uma forma de diminuir o avanço do contágio da covid-19 em Alagoas”, publicou.

Camilo Santana, governador do Ceará, também usou o Twitter e seguiu a mesma linha. “Informo que, apesar de o presidente baixar decreto considerando salões de beleza, barbearias e academias de ginástica como serviços essenciais, esse ato em NADA ALTERA o atual decreto estadual em vigor no Ceará, e devem permanecer fechados. Entendimento do Supremo Tribunal Federal”, postou.

Também no Twitter, o governador da Bahia, Rui Costa, afirmou que não vai acatar o previsto no decreto presidencial. “As nossas medidas restritivas serão mantidas respeitando critérios científicos reconhecidos mundialmente. A #Bahia vai ignorar as novas diretrizes do Governo Federal. Manteremos nosso padrão de trabalho e responsabilidade. O objetivo é salvar vidas. Não iremos nos afastar disso”, pontuou.

O governador de Pernambuco, Paulo Câmara, decretou quarentena em cinco municípios da região metropolitana de Recife a partir de sábado. “Precisamos aumentar o isolamento social para evitar o crescimento acelerado da doença. Estudos apontam que o isolamento social salvou quase 3,5 mil vidas”, afirmou em vídeo publicado pelo governo em redes sociais. Os serviços essenciais continuam funcionando de acordo com o decreto anterior, que prevê estabelecimentos como supermercados, farmácias e padarias.

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), questionou se o presidente tornaria “andar de jet ski” uma atividade essencial, em referência ao passeio de Bolsonaro no fim de semana em Brasília. Diante das críticas do presidente aos governadores que rejeitaram abrir salões e academias, Dino afirmou novamente em sua conta no Twitter que a decisão visa a “atropelar a forma federativa de Estado garantido pela Constituição”. 

No Rio Grande do Norte, o decreto de isolamento válido até o dia 20 de maio já havia previsto a liberação de salões e barbearias, mas proíbe as academias de ginástica. À Agência Brasil, a assessoria do governo do estado afirmou que esse arranho será mantido.

Até a publicação do texto, os governos da Paraíba e de Sergipe não informaram sobre o posicionamento a ser adotado em seus estados.

Norte

O governador do Pará, Helder Barbalho, disse que as atividades previstas no decreto permanecerão fechadas no estado. “Diante do decreto do Governo Federal, que considera salões de beleza, academias de ginástica e barbearias como serviços essenciais, reafirmo que aqui no Pará essas atividades permanecerão fechadas. A decisão é tomada com base no entendimento do STF”, publicou, em sua conta no Twitter.

No Amapá, Waldez Góes também manteve as regras definidas para o estado. “Apesar do decreto do Governo Federal, incluindo academias de ginástica, salões de beleza e barbearias como serviços essenciais, informo que está mantido o fechamento destas atividades no Amapá. Respeitando assim o entendimento do STF sobre o caso”, comentou, em sua conta no Twitter.

A assessoria do governo informou que Rondônia também manterá os estabelecimentos fechados. Os serviços essenciais serão os já definidos: "açougues, panificadoras, supermercados, caixas eletrônicos, clínicas de atendimento na área da saúde, farmácia, consultórios veterinários, postos de combustíveis, atacadistas, distribuidoras, indústrias, oficinas mecânicas, autopeças e serviços de manutenção."

O governador do Amazonas, Wilson Lima, não fez menção direta à decisão, mas anunciou por meio de sua conta no Twitter que se reuniria com representantes da indústria e do comércio para adotar medidas mais restritivas. Ele informou que há um plano de abertura a alguns serviços, sem detalhar quais, mas este está condicionado aos números de casos e óbitos.

“O objetivo é salvar vidas e se não houver redução comprovada nos registros de casos, de pacientes graves e óbitos, não há como promover reabertura. Ao contrário, podemos, seguindo orientações da área de SAÚDE, promover mais restrições para que as pessoas fiquem em casa”, disse Lima.

O governo do Tocantins informou à Agência Brasil que a definição de serviços essenciais é prerrogativa dos municípios e que já possui decreto recomendando às cidades o distanciamento social ampliado.

Por meio de sua assessoria, o governador do Acre, Gladson Cameli, informou à Agência Brasil que não seguirá o decreto presidencial, considerando a decisão do STF que confere essa prerrogativa a estados. "Estamos no pico da pandemia e não temos estrutura para tratar centenas de pessoas em estado grave ao mesmo tempo. Já estamos construindo o primeiro hospital de campanha, mas aqui, a hora é de mais atenção às normas estabelecidas para que o vírus não se espalhe ainda mais. Seguimos com o Decreto nº 5.880 de 04 de maio de 2020", declarou o governante.

O posicionamento do governo de Roraima também não foi repassado à reportagem até a publicação do texto.

Sudeste

No Rio de Janeiro, o governo do estado informou que não vai acatar o decreto presidencial. Portanto, todas as medidas restritivas já impostas permanecem em vigor até 31 de maio, conforme previsto em decreto do governador Wilson Witzel.

Estão mantidos o fechamento de escolas públicas e privadas, creches e instituições de ensino superior; de cinemas, teatros e afins e a suspensão de eventos esportivos, culturais, shows, feiras científicas, entre outros, em local aberto ou fechado. Academias, centros de lazer e esportivos e shoppings também devem permanecer fechados, bem como a população fluminense não deve frequentar praias, lagoas, rios, piscinas públicas e clubes.

Em Minas Gerais, o governador Romeu Zema também afirmou, por meio de uma postagem no Twitter, que a flexibilização do funcionamento do comércio cabe aos gestores municipais. "A decisão de reabertura de estabelecimentos, como salões de beleza e academias é de cada prefeito, que deve analisar o cenário da saúde na cidade, como já decidiu o STF. O decreto federal que considera esses serviços como essenciais não altera a autonomia de gestão dos municípios", postou.

A assessoria do governo de São Paulo informou, por meio de nota, que o decreto federal assinado ontem por Bolsonaro está sendo analisado e que o próprio governador se manifestará sobre o assunto em entrevista marcada para esta quarta-feira (13).

"O Centro de Contingência do covid-19 em São Paulo está, desde ontem, analisando tecnicamente o decreto federal que torna essenciais os serviços de salões de beleza, barbearias e academias. Além disso, em outra frente, a Procuradoria Geral do Estado analisa juridicamente o decreto. As considerações serão apresentadas, nesta quarta-feira (13), ao governador João Doria. A decisão será anunciada na sequência, em coletiva de imprensa desta quarta", informa a nota.

No Espírito Santo, serviços como barbearia e salões de beleza não chegaram a ter as atividades suspensas pelo governo do estado, mas academias de ginástica estão proibidas de funcionar pelo menos até o próximo dia 15 de maio, de acordo com decreto do governador Renato Casagrande. A assessoria do governador informou à Agência Brasil que está sendo discutido um plano de reabertura das academias com os empresários do setor a partir da adoção de um protocolo sanitário específico, mas essa decisão ainda não foi tomada.

Centro Oeste

Em Goiás, o governador Ronaldo Caiado afirmou, em uma entrevista ao diário O Popular, que o decreto presidencial não terá efeito no estado. Segundo ele, as atividades essenciais continuam sendo hospitais, farmácias, supermercados e indústrias do setor de alimentos.

À Agência Brasil, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, disse que academias, barbearias e salões de beleza seguirão fechados. Uma decisão da  juíza Kátia Balbino Ferreira, da 3ª Vara Cível da Justiça Federal do Distrito Federal, proibiu a ampliação do funcionamento das atividades além das que já estão permitidas, como farmácias, supermercados e distribuidoras. "Tenho a maior boa vontade de atender ao presidente, mas tem uma decisão judicial da 3ª Vara Federal que me impede de reabrir estes estabelecimentos", disse.

Procurado, o governo de Mato Grosso informou que o decreto em vigor no estado não determinou o fechamento de comércio, mas apenas estabeleceu orientações sanitárias. A assessoria do governador Mauro Mendes ressaltou que a decisão de fechar estabelecimentos e adotar medidas de isolamento social é das próprias prefeituras. "O governo do estado não determinou fechamento de estabelecimentos comerciais. O Decreto 462/2020 tem caráter orientativo a respeito das medidas de combate ao novo coronavírus. No entanto, os prefeitos têm autonomia para deliberar sobre as medidas e as decisões cabem a eles".

Em Mato Grosso do Sul, a assessoria do governo também informou que o decreto estadual em vigor, editado em março, deixou para os municípios definirem as ações de combate à pandemia, incluindo restrições e fechamento de comércio e outros serviços.

Sul

Em live para atualizar as medidas de combate ao novo coronavírus, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, comentou o decreto do presidente Jair Bolsonaro. Segundo ele, não há mudanças nas regras em vigor, que seguem um modelo de distanciamento social diferenciado em cada região do estado, que são classificados por cores, conforme a gravidade da pandemia.

"A essencialidade de um serviço não significa que ele possa abrir em quaisquer condições. Nosso protocolo do distanciamento controlado já prevê a possibilidade de funcionamento dessas atividades nas regiões que estão com bandeira amarela e laranja, com restrições de acordo com o que apontam os estudos do que essas atividades têm de risco de contágio", disse.

O governo do Paraná informou, em nota enviada à Agência Brasil, que o decreto de Bolsonaro está sendo avaliado por uma comissão estadual, e que a evolução do número de infecções no estado é o que vai determinar mudanças nos protolocos em vigor.

"Todos os decretos do governo federal estão sendo avaliados pela comissão estadual coordenada pela Secretaria de Saúde, que está deliberando sobre a reabertura dos segmentos econômicos no Estado. Esta avaliação, que considera a evolução dos casos de covid-19 no Paraná determina os protocolos e as adequações necessárias as medidas do Governo Federal", diz a nota.

A reportagem da Agência Brasil segue em contato com o governo de Santa Catarina para confirmar a posição sobre o decreto que inclui academias, salões de beleza e barbearias como atividades essenciais.

 

Na noite da última segunda-feira (11) a influenciadora digital Geisy Arruda surpreendeu ao fazer fortes críticas ao presidente Jair Bolsonaro. Comentando as notícias do dia, a empresária se mostrou indignada com a decisão do presidente de incluir as academias em serviços essenciais, o que permitiria a abertura desses locais durante o período de quarentena.

Geisy chegou a dizer que acha que o presidente quer “matar o povo mesmo”. No Twitter, ela compartilhou uma notícia sobre o questionamento do presidente, que diz em tom irônico “Saúde não é vida? Por que as academias estão fechadas?”.

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A influenciadora comentou a afirmação do presidente.  “Porque lá tem aglomeração, suor, compartilham aparelhos, bebedouro, vestuários, e o contágio do corona seria super rápido. Tô começando achar que esse homem quer matar o povo mesmo. Tipo, que fique só os que tem 'sorte' na vida".

Com o posicionamento, Geisy recebeu diversos ataques por parte dos seguidores de Bolsonaro na rede social. “Agora eles me mandam mostrar a bunda como forma de me ofender e diminuir. Como se eu fosse mulher que se cala diante de um Bolsominion”, escreveu ela.

Após as críticas, Geisy ainda afirmou que sua imagem não faz dela uma alienada. "Eu, como a mina fodona que sou, consigo ter a raba grande e não ser uma alienada, como cidadã e mulher. Dona da minha vida, eu falo o que eu quero, inclusive de política", disse.

"Nunca quis falar de política, votei nulo nos últimos 5 anos, odiava, sempre achei todos corruptos. Agora o bagulho é mais embaixo, morreram 11.500 pessoas e seguimos os passos dos Estados Unidos. Se pronunciar é questão de cidadania, empatia e amor ao próximo", finalizou.

Uma organização criminosa responsável por fabricar e traficar anabolizantes foi desmontada em Maceió e no Recife. Após investigação, cinco pessoas foram detidas com uma grande quantidade de substâncias e dezenas de materiais utilizados para produzir e distribuir o produto ilegal.

De acordo com as autoridades, o grupo era liderado por um casal de fisiculturistas, de 25 e 26 anos. Eles eram responsáveis pela compra dos insumos e vendiam o anabolizante clandestino em academias de musculação de Maceió.

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O homem e a mulher foram capturados na casa de parentes e seguiram para a residência, no Condomínio Artemísia, no bairro do Feitosa. Um laboratório clandestino funcionava no local, constatou a Polícia Civil na última sexta-feira (24), após cumprir o mandado de busca apreensão.

Outros dois suspeitos, de 27 e 26, foram capturados com uma grande quantidade de substâncias. O mais velho foi preso em outro residencial, no bairro São Jorge. Já o segundo, foi localizado no bairro de Jardim São Paulo, no Recife. 

O quinto suspeito, de 27 anos, foi autuado por comercializar os anabolizantes ilegalmente. Entretanto, nenhum ilícito foi encontrado durante a abordagem. O grupo foi autuado e está à disposição da Justiça.

Uma fiscalização conjunta, envolvendo o Procon Cabo e o Conselho Regional de Educação Física (CREF), interditou cinco academias que funcionam nos bairros da Cohab, Gaibu e Vila Social, Região Metropolitana do Recife (RMR). Nelas foram constatadas irregularidades como a ausência do Código de Defesa do Consumidor, de profissionais de educação física, registro junto ao CREF e a não existência do alvará de funcionamento dos estabelecimentos.

De acordo com o coordenador do Conselho, Marcelo Santos, essa ação tem como objetivo proteger a sociedade. "Quando as pessoas forem procurar um espaço para se exercitarem é necessário que esteja dentro das normas e com qualidade, além de ter um profissional da área acompanhando de perto os alunos", destacou.

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Os responsáveis receberam termos de orientação com prazos para regularização junto ao CREF. As academias também podem ser multadas com valores que variam de R$ 1.500 a R$ 9 milhões. O advogado do Procon Cabo, Marcelo Soares, ressaltou a importância desta operação. “A fiscalização acontece quando os consumidores denunciam as más condições. Além disso os espaços negligenciaram tanto na questão dos equipamentos quanto na falta de documentações. Todos foram notificados e terão dez dias para apresentar a sua defesa e se regularizarem", completou.

Da assessoria

Entregues à população de Belém em 2009, as academias ao ar livre foram bem recebidas por quem buscava qualidade de vida com atividades físicas. Hoje, os usuários são os mais variados possíveis, desde idosos até crianças. Muita gente, porém, reclama da falta de manutenção dos equipamentos.

De acordo com a prefeitura de Belém, a cidade conta com 24 academias em funcionamento atualmente. Reformada no ano passado, a academia da praça Brasil, no bairro do Umarizal, é uma das mais movimentadas da cidade. A ex-professora Francilma dos Santos, de 45 anos, tem recorrido aos equipamentos para se recuperar de um acidente vascular encefálico. Ela conta que começou a se exercitar com amigas e hoje conhece muitas pessoas novas. "Não estou mais triste como eu estava antes, pois ficava sozinha em casa", diz. Por orientação médica, ela já fez hidroginástica, natação e agora se esforça na caminhada.

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Raquel Guimarães tem 34 anos e há oito é monitora do abrigo Calabriano, localizado no bairro do Telégrafo. Como fica bem próximo da praça, pela manhã, com a ajuda de educadores, Raquel leva as crianças que moram no abrigo para realizarem atividades recreativas que estimulem o corpo e a mente. "Como eles moram no abrigo, para não ficar uma coisa monótona, saímos com eles para poderem socializar, ficar ao ar livre e melhorar o desempenho", relata.

A monitora acredita que o motivo dos equipamentos estarem malcuidados é falta de educação da população. Ela acha que pessoas não preservam o pouco que é investido pelo poder público.

A consultora de cosméticos Delma Reais, de 44 anos, pratica exercícios quase todos os dias na primeira academia instalada em Belém, localizada na avenida Romulo Maiorana (antiga 25 de Setembro), atrás do Jardim Botânico Bosque Rodrigues Alves, bairro do Marco. Moradora da travessa Enéas Pinheiro, próximo ao local, ela realiza as atividades com a orientação de um cardiologista. Delma não tem o que reclamar do estado de conservação dos aparelhos, mas diz que os instrutores nem sempre estão lá para orientar as pessoas. O que realmente incomoda, no entanto, diz, é a falta de segurança. "Na semana passada um homem levou o celular de uma garota aqui perto", conta.

Silvia Oliveira trabalha no local há oito anos e, diferentemente da consultora, nunca presenciou casos de violência com frequentadores da academia. A autônoma vende cerca de 70 cocos por dia, a R$ 4,00 cada um, e conta que consegue ajudar na renda da família com o que lucra. A ambulante acha que a prefeitura deveria realizar eventos para atrair as pessoas, já que, segundo ela, pouca gente se interessa pela academia.

Encontro - Na avenida Marquês de Herval, no bairro da Pedreira, a academia se tornou ponto de encontro de muitos corredores e praticantes de atividades físicas. Os aparelhos se localizam em um ambiente totalmente aberto, cercado por árvores e onde muita gente passa visando sair da rotina.

José Domingos, de 56 anos, morador do bairro e usuário da academia, pratica caminhada diária no local e sempre utiliza os aparelhos que ali estão. “Ajuda a aliviar a pressão e estresse do dia. Muita gente não tem tempo ou academias por perto para fazer atividade física. Essa ao ar livre facilita muita coisa, está sempre aqui do lado e podemos usar no melhor horário”, afirma.

Apesar de facilitar a vida de muita gente, as academias não contam com um acompanhamento profissional, o que seria necessário, como conta o educador físico Fabrício Barreto. Ele diz que as academias são como um meio das pessoas saírem da rotina, mas deixa um alerta também: “Essas academias abrem opções para praticantes de caminhadas e outros tipos atividades. A qualquer momento você pode realizar exercícios. Porém, é sempre bom ter um acompanhamento médico ou de um educador. Fazer atividades às cegas nunca é bom, pode atrair lesões. Essa é uma das únicas desvantagens, mas com fácil resolução”.

Por meio de nota, a Prefeitura de Belém informa que a manutenção nas academias ao ar livre é periódica e consta no contrato com a empresa que fabricou os equipamentos. Sempre que há necessidade de reparos a empresa é acionada, diz a nota. Com relação à segurança, a nota destaca que a Guarda Municipal dá apoio ao trabalho da Polícia Militar com rondas diárias em todas as praças da capital. Ainda segundo a prefeitura, até o final do ano outras academias serão instaladas na cidade.

Descaso - As academias ao ar livre de Ananindeua, município da Região Metropolitana de Belém, passam por um processo de degradação que se arrasta há alguns anos, por causa da falta de manutenção dos espaços. “Na verdade eles só jogaram uma tinta por cima e trouxeram de volta. Agora temos que escolher o equipamento com menos defeito para usar”, afirma Vanda Pimentel, frequentadora da academia instalada na avenida Dom Zico. “Há seis anos, tínhamos estudantes que nos ensinavam a fazer um bom aquecimento, tínhamos um posto da Guarda Municipal e profissionais para medir nossa pressão. Hoje em dia não temos mais nada disso”, disse.

A falta de fiscalização e de educação da população e a insegurança foram pontos que o gerente de vendas Messias Miranda também ressaltou como negativos. “Aqui é um bom lugar, pois nunca sofri nenhum assalto, porém não tem tanta fiscalização do município e há muita falta de educação da população, pois não podemos esperar pela prefeitura para cuidar desse espaço”, diz.

Já na academia que fica na praça Sengólia as atletas amadoras Lurdes Sales e Rute Oliveira, ambas aposentadas, reclamam: “A única queixa que temos é em relação à segurança. Os assaltantes já sabem os horários que a polícia vem com mais frequência e a hora que o fluxo das rondas diminui”.

A prefeitura do município informou que faz a manutenção desses espaços. Também garante que há ronda policial nos locais.

Por Biatriz Mendes, Laura Lemos e Leo Nunes. Com apoio de Gerson Rocha e Caio Barreto (Pedreira) e Alisson Queiroz (Ananindeua). 

 

 

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