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Elogiada nesta terça-feira (3) pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, uma das linhas de transporte público estadual de São Paulo privatizada apresentou falhas e está paralisada. Isso ocorre no mesmo dia em que funcionários das linhas públicas de Metrô e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) fazem paralisação, protestando contra a privatização.

Segundo a ViaMobilidade, concessionária do serviço, houve uma falha no sistema elétrico, o que provocou paralisação entre as estações Morumbi e Villa-Lobos Jaguaré, e os trens não estão operando em oito das 20 estações que compõem essa linha. O problema ocorre desde as 13h58. A ViaMobilidade informou que a operação é normal entre as estações Mendes-Vila Natal e Morumbi e no trecho entre Villa-Lobos Jaguaré e Osasco.

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Para tentar contornar o problema, ônibus da operação Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência (Paese) foram acionados para atender os passageiros que utilizam esse trecho. Técnicos da ViaMobilidade estão atuando para apurar as causas da falha e normalizar a operação.

Das cinco linhas de metrô de São Paulo, três são públicas e operadas pelo Metrô (Verde, Amarela e Azul) e duas são privatizadas e operadas pela ViaMobilidade Quatro (Amarela) e Via Mobilidade (Lilás). O Metrô também opera o monotrilho, chamado de linha 15-prata.

Já a CPTM opera cinco linhas (Rubi, Turquesa, Coral, Safira e Jade), enquanto as linhas Esmeralda e Diamante foram concedidas à ViaMobilidade.

Greve

Desde as primeiras horas da manhã desta terça-feira, os paulistanos enfrentam muitas dificuldades para se locomover pela cidade por causa da greve. As quatro linhas operadas pelo Metrô (incluindo o monotrilho) estão totalmente paralisadas, enquanto na CPTM, as linhas Rubi e Coral funcionam parcialmente, e as linhas Turquesa, Safira e Jade também estão totalmente paralisadas.

Nesta terça-feira cedo, durante uma entrevista coletiva, o governador de São Paulo elogiou as linhas de transporte privatizadas e relativizou o problema constante que ocorre na linha 9-Esmeralda, que já foi alvo do Ministério Público. “As linhas apresentam falhas porque chegaram nas mãos da iniciativa privada extremamente deterioradas. Por que aconteceram os descarrilamentos? Porque nós tínhamos problemas de via permanente”, defendeu o governador.

Por causa da greve, tanto o governo de São Paulo quanto a prefeitura paulistana decretaram ponto facultativo, o que fez diminuir um pouco a quantidade de pessoas que teriam que transitar pela cidade. A medida, no entanto, não aliviou o problema. Desde muito cedo muitas pessoas se aglomeravam em ônibus, estações e até no trânsito, com congestionamento muito acima do normal, segundo dados da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). Por volta das 17h, por exemplo, havia 282 quilômetros de congestionamento na cidade.

Prefeitura

Para tentar contornar a volta para casa, a Prefeitura de São Paulo informou ter adotado uma operação especial de transporte. Desde as 16h, a SPTrans, que administra o sistema de ônibus municipal, informou que mantém 100% da frota em circulação, com o reforço de mais 200 veículos para o pico da tarde.

Segundo a prefeitura, o passageiro que está no centro e tem como destino a zona leste poderá usar a linha 4310/10, que serve todo o eixo da linha 3-Vermelha. Outras 16 linhas serão prolongadas, iniciando suas viagens nas estações Tatuapé e Carrão, para oferecer mais opções aos passageiros nessas regiões.

O Marco Civil da Internet tem sido insuficiente para evitar a propagação das fake news no país, alerta o advogado e professor de Direito Constitucional Antônio Carlos Freitas. Segundo ele, na prática, a norma é eficiente apenas para responsabilizar e informar o autor de um conteúdo a excluir postagem se o Poder Judiciário determinar, não resolvendo a questão sobre o que é ou não opinião.

No Marco Civil, os provedores somente poderão ser responsabilizados civilmente por danos decorrentes de conteúdo gerado por terceiros se, após ordem judicial específica, não retirarem o conteúdo indesejável.  A norma estabelece princípios, garantias, direitos e deveres para o uso da Internet no Brasil.

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Segundo a advogada Yasmin Curzi, professora e pesquisadora no Centro de Tecnologia e Sociedade da FGV Direito Rio, os consumidores não são apenas usuários dos serviços oferecidos, mas assumem o papel de fornecedores, no caso do E-commerce.

Dados pessoais

Enquanto o Marco Civil da Internet tem a privacidade como um de seus principais pontos, prevendo a segurança de dados online, a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) cria uma regulamentação para o uso, proteção e transferência de dados pessoais no país. A legislação abrange tanto público quanto privado, no meio físico e digital. Sua implementação também visou criar uma segurança jurídica.

A advogada Yasmin Curzi explica que a LGPD pode ter diversas aplicações em relação às plataformas digitais. Para ela, a mais óbvia é o uso dos dados em fins que não foram reconhecidos nos termos de serviço, quando não a utilização não é comunicada aos usuários. Nesses casos, falta de clareza e transparência podem ser alvo de sanção. 

Curzi citou o caso da Cambridge Analytica, quando os dados de milhares de pessoas tiveram informações pessoais coletadas por meio de um teste psicológico no Facebook. Os dados foram vazados e utilizados sem consentimento. Na semana passada, a Justiça do Maranhão determinou o pagamento de R$ 500 reais a 8 milhões de pessoas atingidas por esse vazamento, aqui no Brasil. Além disso, determinou o pagamento de R$ 72 milhões por danos morais coletivos, valor a ser revertido ao Fundo Estadual de Interesses Difusos. Ainda cabe recurso.

Em resposta à ação movida pelo Instituto Brasileiro de Defesa das Relações de Consumo do Maranhão, o juiz da Vara de Interesses Difusos e Coletivos da comarca da Ilha de São Luís, Douglas de Melo Martins, destacou normas da LGPD. Entre elas, o dispositivo que prevê que o tratamento de dados pessoais somente pode se dar mediante consentimento do titular e os dados somente poderão ser utilizados para finalidades que justifiquem sua coleta.

Para o advogado Antônio Carlos Freitas, A LGPD foi muito importante quando impôs certas sanções no caso das plataformas descumprirem decisão judicial. “A lei é eficiente, só falta pegar”, afirma. O advogado acredita que a norma precisa tratar melhor a questão de como a postagem é distribuída. 

Audiência pública

O tema foi pauta de audiência pública no Supremo Tribunal Federal (STF) que discutiu a responsabilidade de provedores na remoção de conteúdos com desinformação, disseminação de discurso de ódio de forma extrajudicial, sem determinação expressa pela Justiça.

Nessa quarta-feira (29), ministro Dias Toffoli defendeu a autorregulação das redes sociais como uma das medidas para combater a disseminação de ataques contra a democracia e discursos de ódio.

Em coletiva após a audiência, Toffoli avaliou que a autorregulação pelas empresas que administram as redes sociais é bem-vinda. Ele citou como exemplo o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar), órgão privado que reúne empresas de publicidade que definem suas regras para veiculação de campanhas. “Uma autorregulação é sempre bem-vinda, porque você deixa para o Judiciário somente as exceções”, disse.

No primeiro dia de debate, ministros do STF e de Estado se revezaram também defenderam a regulação das redes sociais, com algum grau de responsabilização das empresas que as ofertam ao público.

De outro lado, advogados de bigtechs como Google e Meta – donas de redes e aplicativos como YouTube, Instagram, Facebook e WhatsApp – contestaram a iniciativa, argumentando que isso não garantirá uma internet mais segura no Brasil. Eles defenderam que um ambiente digital mais saudável poderá ser alcançado com o aprimoramento da autorregulação já existente. 

Março começou complicado para os usuários do Twitter. Na manhã desta quarta-feira (1º), o acesso à plataforma e a atualização da página inicial foram motivo de reclamações por apresentarem instabilidades. 

A queixa dos usuários começou a ser relatada ao site DownDetector por volta das 7h. Cerca de 40 minutos depois, o Twitter já era alvo de 647 reclamações sobre a falta de carregamento e outras falhas. 

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Ainda não se sabe se a instabilidade ocorre apenas nas contas do Brasil ou se também afeta usuários em outros países. Ainda de acordo com dados do DownDetector, as reclamações começaram a cair às 8h. 

LeiaJá também: Elon Musk demite mais 200 funcionários do Twitter

As falhas são registradas dois dias após o proprietário Elon Musk demitir mais 200 funcionários da sede da plataforma. Até o momento não houve pronunciamento da rede social sobre os problemas desta manhã. 

O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, reconheceu que houve falha na resposta ao terremoto de magnitude 7,8 que atingiu a Turquia e a Síria na segunda-feira passada (6) e causou a morte de mais de 16 mil pessoas.

O governante visitou a província de Hatay, a mais afetada pelo desastre natural, na quarta-feira (8) e reforçou que o clima frio também é um fator que não colabora com as operações de emergência. "Não é possível estar preparado para tal desastre", afirmou Erdogan. Turcos criticaram as ações do governo e disseram que as equipes de resgate demoraram a chegar nos locais atingidos, e o presidente destacou que o "não deixará nenhum cidadão descuidado".

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À medida que cresce o número de mortes provocadas pelo terremoto que atingiu a Turquia, aumenta a insatisfação da população frente a reação do governo de Recep Erdogan ao desastre. Até agora, o terremoto causou mais de 16 mil pessoas na Turquia e na Síria.

Candidato à reeleição em maio, Erdogan usou a visita ao local da tragédia para atacar adversários políticos que. segundo ele, espalham "mentiras e calúnias" sobre as ações do governo. Enquanto isso, o líder da oposição, Kemal Kilicdaroglu, atribuiu à gestão de atual os efeitos devastadores do terremoto, ao dizer que o presidente não preparou o país para uma catástrofe como essa e fez mau uso do dinheiro disponível.

Buscas continuam

Os socorristas seguem em busca de pessoas soterradas nos escombros. Vários países, inclusive o Brasil, se mobilizaram para ajudar no resgate das vítimas, contudo, para especialistas, as chances de encontrar sobreviventes passados três dias da tragédia é pequena. "As primeiras 72 horas são consideradas críticas", disse o especialista em riscos naturais da Nottingham Trent University, Steven Godby, à Associated Press. "A taxa de sobrevivência em 24 horas, em média, é de 74%; após 72 horas, é de 22%; e no quinto dia, é de 6%", acrescentou ele.

Para o professor de planejamento e gerenciamento de emergência da University College London, David Alexander, dados de terremotos anteriores confirmam a dificuldade para encontrar vítimas soterradas à essa altura. "Estatisticamente, hoje é o dia em que vamos parar de encontrar pessoas. Isso não significa que devemos parar de procurar.", afirmou.

O professor disse também que o número exato de mortos pode demorar a ser conhecido devido à quantidade de escombros. Ainda assim, o número de vítimas fatais já superou o de um terremoto de magnitude 7,8 que matou 8.800 pessoas no Nepal em 2015, o que fez dos tremores na Turquia e na Síria o terremoto mais letal da década.

Revolta

"Enfrentamos dificuldades no início com os aeroportos e as estradas, mas hoje estamos melhores e amanhã estaremos melhores", disse Erdogan em Kahramanmaras, em resposta às críticas. "Estamos diante de um grande desastre. Meu povo sempre tem paciência. Tenho certeza de que minha nação mostrará paciência novamente."

"Onde está o Estado? Onde está?", perguntava desesperado um homem que se identificou como Ali, enquanto diminuíam suas esperanças de encontrar com vida o irmão e o sobrinho presos entre os escombros em Kahramanmaras.

"Onde estão as tendas, os food trucks?", questionou Melek, 64, em Antakya, no sul do país, à agência de notícias Reuters. "Não vimos nenhuma distribuição de comida aqui, ao contrário do que houve em desastres locais anteriores. Sobrevivemos ao terremoto, mas vamos morrer de fome ou de frio aqui", afirmou. (Com agências internacionais).

Uma sequência de vídeos e fotos dos ataques às sedes dos poderes em Brasília pôs em dúvida o profissionalismo dos policiais mais bem pagos do País e dos militares das Forças Armadas. A invasão do Palácio do Planalto, do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal, no domingo passado, expôs falhas em órgãos como a Polícia Militar, as polícias legislativas da Câmara e do Senado, o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência e o Batalhão da Guarda Presidencial, unidade do Exército.

Entre as suspeitas levantadas está a possível atuação ou omissão por conveniência ideológica e simpatia à intenção intervencionista da marcha bolsonarista, que irrompeu com facilidade a barreira, feita de material plástico, montada pela PM no acesso ao Congresso. Os policiais não portavam equipamentos para reagir a distúrbios. Não havia efetivo do Choque e da Cavalaria na retaguarda. A horda invadiu os palácios sem resistência.

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tornou público, em declaração ao Estadão, que "perdeu a confiança" em militares da ativa, a ponto excluí-los da função de ajudante de ordens, uma posição no círculo próximo de assessores. Lula acusou a "conivência" de "muita gente" da Polícia Militar e das Forças Armadas no Planalto.

Ele disse estar convencido de que a porta principal do palácio, por não ter sido quebrada, teria sido deixada aberta para facilitar a invasão. Reclamou que caravanas de golpistas puderam entrar em Brasília e desembarcar pessoas com intenções golpistas, partidárias do ex-presidente Jair Bolsonaro. Disse que a Polícia do Exército posicionou, de forma inédita, dois blindados para "proteger" o acampamento dos bolsonaristas em frente ao Quartel-General, o que retardou prisões e permitiu fugas na madrugada.

Não é a primeira vez que um presidente deixa de confiar na sua guarda. Em maio de 1938, Getúlio Vargas foi surpreendido com um ataque de integralistas. Com ajuda de infiltrados na guarda do Palácio Guanabara e membros do Exército, extremistas invadiram o jardim e começaram a atirar. O levante foi sufocado. Benjamim, irmão de Getúlio, montou uma guarda pessoal para o presidente formada por peões da estância da família no Rio Grande do Sul. Mais tarde, em 1954, o chefe dessa guarda, Gregório Fortunato, virou pivô de uma crise que resultaria no suicídio de Getúlio.

Inteligência

O general da reserva Carlos Alberto dos Santos Cruz, ex-ministro do governo Bolsonaro - com quem rompeu logo no início -, diz que os erros de domingo são evidentes e levanta a possibilidade de que as trocas no governo federal e distrital, na primeira semana de gestão, tenham rompido a cadeia de relações para compartilhamento de informações de inteligência. "Aqui no Brasil, trocou o governo, temos mania de trocar todo mundo no dia seguinte. É uma semana em que a inteligência pode ter ficado prejudicada", afirma. "Mas é perceptível que houve erros de avaliação e de execução. Se for comprovado que alguém agiu mal para facilitar, porque está de acordo com as ações, é crime. Se houver comprovação de que algum policial ou militar fez corpo mole por preferência política é absurdo. Se influiu na conduta, é uma conivência inaceitável."

Ao Estadão, um coronel da reserva acostumado a lidar com protestos avaliou que "parece que houve uma lavagem cerebral" na PM. Ele viu indícios de "cooptação" pelo ideário do bolsonarismo. A PM agiu de forma "estranha", segundo ele, abandonado os parâmetros de segurança e assumindo riscos.

Os episódios vão ser apurados em diferentes frentes. Houve abertura de inquéritos pela Polícia Federal, pela Polícia Civil e de IPMs (Inquérito Policial Militar) na PM e no Exército. "A Corregedoria da Polícia Militar já instaurou 4 inquéritos para apurar a conduta inadequada de agentes da lei no último dia 8. As investigações estão apenas começando. Vamos às últimas consequências. Vamos separar o joio do trigo. A lei será cumprida", disse o interventor federal Ricardo Capelli.

A Procuradoria da República no DF abriu procedimento preliminar para apurar se a Polícia Militar facilitou os crimes. A investigação foi iniciativa do procurador Peterson de Paula. Para ele, a PM "deixou de adotar medidas necessárias à manutenção da ordem e à segurança do patrimônio público".

Muito contestados, policiais militares e militares do Exército "vazaram" gravações feitas no interior do Planalto. Num ângulo feito por PMs, o comandante do BGP tenta impedir a entrada repentina de policiais para efetuar prisões. Exaltados, eles falam palavrões e batem boca. Em outro momento, policiais ordenam a formação de uma linha de defesa dos militares do Exército desorientados. Um deles apresenta dificuldade de disparar uma bomba de gás travada na arma.

O ataque simultâneo na Praça dos Três Poderes fez o governo Lula intervir na segurança de Brasília. As cenas provocaram a queda e prisão do então comandante-geral da PMDF, coronel Fábio Augusto Vieira, do ex-secretário de Segurança Pública Anderson Torres, ex-ministro de Bolsonaro que foi preso neste sábado, 14, e o afastamento do governador Ibaneis Rocha, do MDB. À PF, Ibaneis afirmou que houve sabotagem.

Também aumentou a pressão sobre os ministros da Justiça, Flávio Dino, da Defesa, José Múcio Monteiro, e, principalmente, do GSI, general Gonçalves Dias, e o comandante do BGP, coronel Paulo Jorge Fernandes da Hora. Petistas cobram de Lula trocas na equipe. O GSI disse que a guarnição de serviço no Palácio já estava reforçada com tropa de choque do BGP, sem revelar o efetivo. O restante estava em prontidão, mas a alguns quilômetros dali, aquartelado no Setor Militar Urbano. Para o deslocamento são estimados 30 minutos. "Foram solicitados assim que ficou demonstrado o caráter violento dos agressores", afirma o GSI.

Plano Escudo

 

Para funcionar, o ‘Plano Escudo", o esquema de defesa do Planalto, prevê três linhas de defesa: a PM nas ruas do entorno imediato; agentes do GSI, que andam de terno ou uniforme cercando o palácio; e depois os homens de Choque do BGP, como último recurso. A fraqueza da primeira e a ausência das outras duas em quantitativo apropriado são apontadas como erros da operação por especialistas.

No dia a dia, o choque do BGP não fica no palácio. O prédio é guarnecido pelos seguranças do GSI vestidos em trajes civis e sentinelas do BGP, fardados, munidos de espingardas calibre 12. Quando surgem informações de protestos nas cercanias do Planalto, os generais do GSI telefonam ao comandante do batalhão para pedir reforço e depois comunicam ao Comando Militar do Planalto. É uma forma de agilizar a chegada dos militares. Com a tropa no palácio, o secretário de Segurança e Coordenação Presidencial, hoje o general Carlos Feitosa, assume o controle operacional.

Cada uma das companhias do batalhão possui cerca de 200 homens, totalizando 2 mil militares. O pelotão dispensado era uma fração deles, tinha 36 homens, e não conseguiria conter os invasores, na avaliação de militares. O ideal seria cerca de 400 homens, duas companhias.

Um experiente militar, que comandou o BGP, observa que nunca havia ocorrido em Brasília de a PM ter que entrar para defender o palácio e efetuar prisões lá dentro. Os soldados do BGP, diz ele, estavam "debilitados" e parecia "emboscada". "Foi um caos, praça dando ordem em oficial, voz de prisão, descontrole, violação de hierarquia, perda de comando", afirma o coronel, sobre as cenas gravadas. "Precisa ser esclarecido se foi intencional, se o dado da ameaça não chegou."

Entre os atos sob investigação, estão:

1. A escolta da marcha intervencionista, pela PM, até o local dos crimes, no momento em que a cúpula da secretaria de segurança local dizia as intenções eram pacíficas

2. A falta de resistência das polícias militar e legislativa, que recuaram em investidas dos extremistas e abriram passagem no gramado e na chapelaria do Congresso

3. O abandono de posto em barreira por parte de alguns policiais para comprar água de coco

4. Os flagrantes de confraternização entre extremistas e policiais militares e legislativos - alguns posaram para fotos e outros filmaram os atos, sem agir para impedir crimes

5. A decisão de abrir a Esplanada dos Ministérios e permitir o trânsito da marcha

6. O subdimensionamento da tropa na linha inicial postada em frente ao Congresso, sem equipamentos de contenção de distúrbios

7. No Senado, policiais demoraram horas para retirar invasores do plenário - os agentes foram gravados dizendo que quem saísse de forma voluntária não seria detido

8. A desorientação de soldados desalinhados na defesa do BPG na entrada do Planalto

9. Troca de acusações e bate-boca entre PMs da Patamo (Patrulhamento Tático Móvel) e o comandante do Batalhão de Guarda Presidencial

10. Reforço do Choque do BGP dispensado 20 horas antes

11. A fuga não explicada da extremista Ana Priscila Azevedo, detida entre militares do BGP no Planalto, ela sairia do palácio e seria presa por ordem do Supremo dois dias depois

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Segurança

2 mil é o efetivo do Batalhão da Guarda Presidencial

271 agentes formam a Polícia Legislativa da Câmara

169 agentes formam a Polícia Legislativa do Senado

400 homens integram a Força Nacional de Segurança Pública

10,2 mil é o número de agentes da PM-DF

O ex-ministro da Justiça e senador eleito, Sergio Moro (União Brasil-PR), poderá ser investigado por supostas irregularidades na prestação de contas de sua campanha eleitoral. De acordo com a colunista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Paraná reprovou, pela terceira vez desde outubro, as manifestações enviadas pela equipe do ex-juiz. 

O Tribunal teria avaliado que Moro cometeu infração grave na documentação. Depois que a defesa do conservador apresentou em uma tréplica novos comprovantes para justificar gastos considerados inconsistentes, mais uma vez a documentação foi rejeitada.  As contas de Moro poderão se tornar alvo de uma investigação mais rigorosa, segundo a coluna. 

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Apenas três despesas foram revistas e acatadas pela área técnica: um saque para composição de fundo de caixa no valor de R$ 1.500 e o lançamento de notas fiscais emitidas por dois fornecedores diferentes. No início de novembro, quando foi solicitada a reapresentação da prestação de contas, o ex-juiz afirmou que o relatório da Justiça Eleitoral era padrão e natural neste período de pós-campanha. 

No primeiro relatório, foram indicados sete tipos de gastos que não teriam sido esclarecidos, além de fazer ressalva em outras três ocorrências. À época, Moro teve três dias para enviar sua tréplica. Um novo prazo para reapresentação não foi mencionado. 

O serviço do aplicativo de mensagens WhatsApp ficou instável em diversas partes do mundo nesta terça-feira (25), mas o problema foi corrigido depois de algumas horas.

No Brasil, por exemplo, o aplicativo saiu do ar por volta das quatro horas e, segundo alguns usuários, o serviço foi normalizado pouco depois das 6h15. Já na Itália, a queda do WhatsApp ocorreu às 8h30 (local) e só voltou após às 11h.

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Ao longo do período em que o WhatsApp permaneceu offline, diversas pessoas publicaram mensagens em outras redes sociais com a hashtag #WhatsAppDown.

Entre os relatos dos usuários estavam a impossibilidade de enviar mensagens em conversas individuais e para grupos, além do não aparecimento da dupla checagem de recebimento.

Após mais de duas horas de inatividade, o serviço do WhatsApp foi voltando lentamente. O porta-voz do aplicativo divulgou oficialmente um pedido de desculpas pelo transtorno.

"Sabemos que hoje as pessoas tiveram problemas para enviar mensagens no WhatsApp. Resolvemos o problema e pedimos desculpas por qualquer transtorno", informou o funcionário.

A última interrupção do serviço do WhatsApp aconteceu há pouco mais de um ano, quando houve uma inatividade de todos os aplicativos do grupo Meta.

Da Ansa

O ex-chefe de segurança do Twitter acusou a rede social de ter dissimulado as vulnerabilidades de seu sistema de proteção de dados e de mentir sobre sua luta contra as contas falsas, reportaram nesta terça-feira (23) o jornal The Washington Post e a rede CNN.

Em um documento entregue no mês passado à agência reguladora do mercado de ações (SEC), ao departamento de Justiça e à agência Federal Trade Comission (FTC), Pete Zatko indicou "erros graves e grosseiros, desconhecimento deliberado e ameaças à segurança nacional e à democracia", segundo o texto divulgado pela imprensa.

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Em nota à AFP, o Twitter classificou a denúncia como "um amontoado de incoerências e imprecisões" e garantiu que a proteção de dados é uma de suas prioridades.

A empresa denunciou também o oportunismo de Zatko que tenta "prejudicar o Twitter, seus clientes e seus acionistas". Indicou ainda que o demitiu em janeiro por "falta de liderança e mal desempenho".

O denunciante mencionou servidores obsoletos, programas vulneráveis a ataques cibernéticos e executivos que tentam esconder dos acionistas e autoridades americanas as tentativas de pirataria. Também indicou que o Twitter privilegia o aumento da quantidade de usuário antes de combater spams (mensagens não desejadas) e robôs.

As contas falsas estão no centro de uma batalha legal entre o Twitter e o magnata Elon Musk que acusa a empresa de minimizar a proporção de contas falsas e spam, estimada em 5% pela plataforma.

Com este argumento, Musk tenta justificar o abandono de seu plano de comprar o Twitter por 44 bilhões de dólares no início de julho e evitar o pagamento da multa pela rescisão do acordo.

A comissão de inteligência do Senado quer se reunir com Zatko para discutir suas acusações, segundo o The Washington Post e a CNN.

O Brasil pode deixar de participar de um exame internacional de estudantes este ano, para o qual o Ministério da Educação (MEC) já pagou R$ 1,5 milhão, por má gestão do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep). Documentos obtidos pelo Estadão mostram que a direção do Inep, órgão vinculado ao ministério, já comunicou a desistência após não conseguir cumprir o cronograma, mas com a impossibilidade de ser ressarcida do dinheiro, ainda não cancelou o exame.

O órgão passa há meses por uma crise institucional, com demissões em massa de técnicos e denúncias de assédio praticado por dirigentes ligados ao governo de Jair Bolsonaro, que nega as acusações.

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Essa seria a primeira vez que Brasil estaria no Estudo Internacional de Educação para o Civismo e a Cidadania (ICCS), exame do qual participam quase todos os países europeus, Coreia do Sul, Hong Kong, Taiwan, Nova Zelândia, México, Argentina, Chile, entre outros. Ele avalia, desde 2009, como os sistemas de ensino preparam seus alunos para a cidadania. A prova é feita por uma amostra de alunos de 13 anos de escolas públicas e particulares; professores do 8º ano também respondem a questionários.

O exame é reconhecido pela Unesco, braço das Nações Unidas, como uma evidência sólida sobre educação de qualidade para pesquisadores, educadores e gestores. É realizado pela Associação Internacional para a Avaliação do Desempenho Educacional (IEA), organização formada por institutos de vários países, responsável também por duas outras avaliações conceituadas, o TIMSS (sobre Matemática e Ciência) e o PIRLS (sobre alfabetização).

O ICCS tem duas etapas: o pré-teste, que seria em maio deste ano, e a avaliação principal, marcada para setembro. Em reunião realizada nesta segunda-feira, 25, a presidência do Inep decidiu que os brasileiros não fariam o pré-teste.

Em despacho ao qual o Estadão teve acesso, a responsável pela Coordenação-Geral do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (CGSNAEB), Margareth Fabiola dos Santos Carneiro, diz que "considerando a capacidade operacional" propõe "a exclusão do ICCS - Testes, previstos para 17 a 30 de maio, devido ao fato de que a contratação não será feita em tempo hábil".

O Inep ainda não contratou uma empresa que seria responsável pela aplicação do teste, apesar de ter formalizado a adesão com o órgão internacional em março de 2020. Outras etapas do cronograma também estão atrasadas. Para participar, cada país precisa pagar ao IEA taxas em dólares e euros. Em valores convertidos, o Brasil pagou R$ 924,8 mil em 2020 e R$ 592 mil em 2021, ambos referentes ao exame deste ano. O total foi de R$ 1.516.866,52.

Em outro documento ao qual a reportagem teve acesso, a área internacional da presidência do Inep pede à Andrea Netten, coordenadora do IEA na Holanda, "termination of Brazil's participation in the current ICCS 2022 study" (fim da participação do Brasil no ICCS 2022). Na resposta, Andrea diz que a desistência do Brasil é "decepcionante". Ela ainda explica que as taxas pagas não podem ser transferidas para o outro exame, o TIMSS, como o Inep pretendia, porque isso era contra as regras do órgão e porque já tinham sido gastos recursos para o exame ser feito pelo Brasil.

Com a inviabilidade de realizar a primeira parte do ICCS, segundo técnicos, o exame fica prejudicado. O pré-teste serve para avaliar a efetividade das questões traduzidas em cada país. Perguntas que abordam situações pouco conhecidas dos brasileiros, como por exemplo a neve, podem ter respostas diferentes se comparadas ao que ocorre com alunos de outras nações.

A previsão era de que o pré-teste fosse aplicado a 2 mil estudantes das cidades de São Paulo, Curitiba, Brasília, Belém e Fortaleza. A avaliação principal, em setembro, teria a participação de 225 escolas de todos os Estados, em um total de 10 mil estudantes do 8º ano, de escolas públicas e particulares.

A participação em avaliações internacionais é considerada importantíssima por grande parte dos educadores para aprimorar o sistema de ensino. Integrantes do próprio governo Bolsonaro sempre manifestaram interesse em aumentar a inserção brasileira nesse tipo de teste. O Brasil participa este ano do Pisa, feito pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), e do TIMMS em 2023.

O Estadão perguntou à assessoria de imprensa do Inep se o ICCS será realizado no Brasil e quando. Não obteve resposta. Pouco mais de um hora depois de o órgão ser questionado pela reportagem, a presidência publicou um despacho com o cronograma dos exames deste ano, sem o pré-teste do ICCS e com a avaliação principal marcada para 12 a 30 setembro.

Técnicos ouvidos pela reportagem, no entanto, têm dúvidas se haverá tempo hábil para a realização do exame e ainda questionam a efetividade do resultado se ele for feito sem o pré-teste. O Estadão procurou o IEA, na Holanda, e a entidade informou que o Brasil pode participar do exame sem ter feito o pré-teste, mas não explicou se isso prejudica ou não a comparação com outros países.

O Inep vive atualmente sua pior crise desde 2009, quando o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foi roubado e cancelado dias antes da prova, como revelou o Estadão na época. Em 2021, dezenas de servidores pediram demissão e têm denunciado a falta de critério técnico em decisões, inoperância e má gestão durante os anos do governo Bolsonaro. Recentemente, o órgão divulgou ter a intenção de usar questões repetidas no Enem por falta de estoque no banco de itens.

Brasil precisa aumentar participação em testes internacionais, diz especialista

Para a presidente do Conselho Nacional de Educação (CNE) e uma das maiores especialistas em avaliação do País, Maria Helena Guimarães de Castro, o Brasil precisa aumentar sua participação em exames internacionais, e não diminuir. "Isso ajuda a identificar evidências importantes sobre aprendizagem dos nossos estudantes, a melhorar as nossas estratégias de ensino e aprendizagem e também nossos programas de formação de professores". O País integrou o grupo que participa até hoje do Pisa, em 2000, quando Maria Helena era a presidente do Inep.

Despacho da própria Margareth Fabíola, da coordenação da Avaliação Básica do Inep, ao discutir a possibilidade de o Brasil não participar do ICCS diz que "sob o ponto de vista pedagógico e de contribuições à formulação de políticas públicas em educação, o cancelamento do exame tem profundo impacto". Isso porque, continua o documento, a prova permite o "intercâmbio de técnicas na elaboração de modelos inovadores de itens e de aplicação de testes" e "o aprimoramento das avaliações nacionais, principalmente na área de Ciências Humanas".

Ela ainda cita o impacto para as equipes do Inep que ficaram mais de um ano trabalhando para aplicação do exame, em traduções e outras atividades, e "um constrangimento técnico que pode impactar na percepção deste órgão junto a equipes de outros exames internacionais".

A inclusão do Brasil entre os países que aplicam o ICCS faz parte também do acompanhamento da Meta 4.7 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, da ONU, compromisso do qual o País é signatário. Ele diz que os alunos devem adquirir habilidades por meio de uma educação de qualidade que promova "uma cultura de paz e não violência, cidadania global, valorização da diversidade cultural".

A nova atualização do WhatsApp Web está causando insatisfação nos usuários da plataforma, que reclamam de lentidão da página, sumiço de histórico de conversas e erro ao enviar mensagens. 

Por conta dessas falhas, o aplicativo de Mark Zuckerberg está entre os assuntos mais comentados do Twitter. Em resposta ao LeiaJá, o WhatsApp afirma que está ciente de que as pessoas estão enfrentando problemas e que já está trabalhando em melhorias para que "a experiência volte ao normal em todos os dispositivos vinculados". 

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A assessoria do aplicativo informa ainda que alguns recursos foram retirados, pois não são mais possíveis com a atualização, incluindo listas de transmissão, envio e recebimento de mensagens para seu próprio número e pacotes de figurinhas sincronizadas do telefone para o dispositivo vinculado.

Confira o posicionamento do WhatsApp na íntegra

O WhatsApp está implementando novidades na versão do WhatsApp Web e do Desktop. Com esta atualização, será possível conectar o WhatsApp em até quatro dispositivos vinculados ao mesmo tempo, sem exigir que o telefone esteja online. Cada um destes dispositivos se conectará ao WhatsApp de forma independente, mantendo o mesmo nível de privacidade e segurança que as pessoas esperam do aplicativo garantido pela criptografia de ponta a ponta. Essas mudanças começaram a ser lançadas para os usuários em janeiro, e chegarão a todos os usuários de iOS em março e aos usuários de Android em abril.

O feedback dos usuários mostrou que ainda há um caminho a ser percorrido. O WhatsApp está ciente de que pessoas estão enfrentando atrasos ao carregar suas mensagens com

segurança no WhatsApp Web e no Desktop e já está trabalhando em melhorias para que a experiência volte ao normal em todos os dispositivos vinculados.

A manutenção do suporte para visualização de links no WhatsApp Web, de localização em tempo real em dispositivos vinculados e melhor sincronização de chats excluídos entre dispositivos também está em curso. No entanto, alguns recursos foram retirados, pois não são mais possíveis com a atualização, incluindo listas de transmissão, envio e recebimento de mensagens para seu próprio número e pacotes de figurinhas sincronizadas do telefone para o dispositivo vinculado.

Obrigado a todos que compartilharam suas impressões enquanto trabalhamos incansavelmente para melhorar o WhatsApp Web e o Desktop.

O Bradesco foi parar no topo dos assuntos mais comentados do Twitter na manhã desta terça-feira (30), diante de relatos de usuários de que o aplicativo do banco enfrenta falhas. Os relatos dão conta de que os clientes não conseguem logar no programa.

Através de sua conta oficial na rede social, o Bradesco informou a diferentes usuários que a área responsável já havia detectado o motivo da falha e trabalhava para regularizar o funcionamento o quanto antes.

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O banco também orientava os usuários a utilizarem outros canais, como internet banking (acesso via computadores) ou o atendimento telefônico.

De acordo com o site Downdetector, que mapeia falhas em serviços online, os relatos de falhas no aplicativo do banco começaram após as 9h30, e chegaram a um pico às 10h59.

Por volta das 11h35 estavam em queda, mas ainda em patamares consideravelmente mais altos que o normal.

Procurado, o Bradesco informou que o aplicativo para pessoas físicas teve momentos pontuais de intermitência.

"Equipes estão trabalhando para regularização o mais breve possível. Os demais canais de atendimento operam normalmente", afirmou o banco.

O fiasco nas prévias do PSDB para escolha do candidato do partido à Presidência da República causou surpresa e até preocupação em possíveis aliados de outras siglas nas eleições de 2022. Mais do que falha técnica no aplicativo de votação, o problema revelou desorganização, falta de preparo e divisão do PSDB, com potencial de prejudicar a campanha ao Palácio do Planalto.

A opinião foi manifestada ao jornal O Estado de S. Paulo por dirigentes de legendas da centro-direita, que discutem com os tucanos o lançamento de um nome para se contrapor às candidaturas do presidente da República, Jair Bolsonaro, e do ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva.

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As prévias do PSDB acabaram adiadas por causa da instabilidade no sistema de votação, num processo que terminou por expor ainda mais o racha no partido, com troca de acusações entre os governadores de São Paulo, João Doria, e do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite.

O ex-prefeito de Manaus Arthur Virgílio, também pré-candidato nas prévias, ficou ao lado de Doria e se posicionou primeiramente contra o argumento de Leite sobre a necessidade de suspender as prévias diante dos problemas constatados no aplicativo de votação. Os dois acabaram cedendo, mas até agora não há acordo sobre nova data para as eleições internas.

Doria e Virgílio querem a continuidade da votação no próximo domingo; Leite avalia que seria melhor retomar as prévias em fevereiro de 2022.

Falhas no aplicativo, verificadas desde cedo, impediram muitos filiados de votar e provocaram inúmeros protestos. "O processo de votação em aplicativo encontra-se pausado em razão de questões de infraestrutura técnica, que não comportou a demanda dos votantes das prévias. Os votos registrados neste domingo estão preservados e o PSDB está definindo, junto com os candidatos, em que momento o processo será retomado", informou o PSDB, em nota divulgada neste domingo, 21.

Sem fim

O presidente do PSL, deputado Luciano Bivar (PE), afirmou que o processo é ruim e mostra falta de preparo do PSDB.

"Acho que não se pode criar um fato e não ter um final organizado", argumentou Bivar, que vai comandar o União Brasil, partido a ser criado com a fusão entre o PSL e o DEM. "Não sou do quadro do PSDB, longe de mim daqui de longe julgar, mas acredito que essa decisão deveria sair hoje (domingo)."

Outro dirigente de partido de centro que tem conversado com o PSDB disse ao jornal O Estado de S. Paulo que as prévias arranharam ainda mais a imagem da sigla e podem até mesmo dificultar um acordo para fazer com que os tucanos liderem uma chapa da terceira via.

Além das dificuldades para votar, o problema técnico motivou acusações de fraude entre aliados dos dois principais adversários na disputa. Nos bastidores, apoiadores do governador de São Paulo acusaram a campanha de Leite de querer ganhar no "tapetão" em um processo "vergonhoso". O deputado Aécio Neves (MG), um dos principais aliados do governador gaúcho, defendeu o adiamento do resultado, como ocorreu.

Em conversas reservadas, Aécio disse que adversários de Leite estavam usando desculpas para justificar uma possível derrota, mesma acusação feita pela campanha de Doria em relação ao rival. Durante todo o dia, não faltaram denúncias de compra de votos, pagamento de cabos eleitorais e tentativas de melar o processo.

Aliado do PSDB, o presidente do Cidadania, Roberto Freire, tentou jogar água na fervura política. "Estamos no início de uma nova realidade em que você não precisa sair de casa para votar. Isso ainda não está consolidado", disse Freire. "Tem muito mais acerto do que problemas. Temos que nos acostumar com isso e cada vez vamos ter menos dificuldade."

A Microsoft pediu nesta quarta-feira (7) que os usuários de computadores Windows instalem uma nova atualização para evitar que hackers explorem uma falha potencialmente séria no sistema operacional. A empresa explicou que os hackers poderiam explorar a vulnerabilidade conhecida como "PrintNightmare", que permitiria o controle do computador por meio do sistema de impressão usado em locais de trabalho com impressoras de rede.

"Um invasor que consegue explorar esta vulnerabilidade pode manipular arbitrariamente o código com privilégios de sistema", afirmou a Microsoft em uma mensagem divulgada na noite de terça-feira. “Um intruso poderia então instalar programas; visualizar, alterar ou excluir dados; ou criar novas contas com direitos totais de usuário”, completou a empresa.

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A Microsoft pediu para que a atualização seja instalada imediatamente e indicou que todas as versões do Windows são vulneráveis, mas não há atualizações de segurança para todas elas ainda. O problema envolve o programa da impressora e foi explorado por hackers, de acordo com pesquisadores de segurança cibernética.

Em meio à pior crise hídrica dos últimos 90 anos, o País volta a discutir os riscos de ter apagões e de apelar a um racionamento - alternativa encontrada para a crise em 2001. Falhas no planejamento e na operação do sistema elétrico, bem como no modelo de formação de preços de energia, são apontadas como as causas por trás da situação que já afeta a inflação, ameaça o crescimento econômico e pode até colocar em xeque o projeto de reeleição do presidente Jair Bolsonaro.

Presidente da PSR, maior consultoria de energia do País, Luiz Barroso afirma que o planejamento do setor é centrado na chamada garantia física, indicador que traduz quanto uma usina contribui para a segurança do suprimento. "O problema é que, no Brasil, a garantia física nem garante, nem é física", diz. Ele explica que a garantia física é calculada com base em modelos computacionais que precisam ser aperfeiçoados - a metodologia foi definida em 2004. "Ela não representa a expectativa de produção de uma usina, e sim seu valor econômico ao sistema", diz.

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Um exemplo é Belo Monte, no Pará, que tem uma garantia física de 4.571 megawatts médios. O número não representa com precisão a característica de uma usina a fio d'água e que depende das chuvas: nos meses úmidos, gera o triplo da energia produzida em meses mais secos, em que a capacidade é de 1.963 megawatts médios. Isso significa que, nos meses úmidos, Belo Monte gera o suficiente para abastecer famílias e empresas dos Estados do Rio de Janeiro e de Minas Gerais. Nos secos, a produção é capaz de suprir apenas Pernambuco.

Se não traduz o que ocorre com a geração de energia, a garantia física é usada como referência para o quanto elas podem vender em contratos - ou seja, possui importância comercial. É por isso que há resistência a qualquer iniciativa do governo de recálculo das garantias físicas e de ajuste desses números para patamares mais realistas. Nos últimos 20 anos, destaca Barroso, houve só uma revisão, em 2017, e ainda assim muitas empresas foram à Justiça para não perder receita. Uma garantia física superestimada, como a que o País tem hoje, significa, também, menor necessidade de contratação de mais usinas em leilões para ofertar energia porque o sistema diz que a quantidade é suficiente.

Além disso, o modelo de cálculo de preços, também usado para estimar a garantia física, não representa em detalhes o parque gerador. Tampouco é alimentado com dados relativos às mudanças climáticas, que afetam as chuvas, e ao uso múltiplo das águas.

Outro fator que a Barroso destaca é que a performance das hidrelétricas tem sido pior do que o esperado já há alguns anos. Em 2012, a sua consultoria estimou que as usinas gastavam 4% a mais de água do que o necessário para produzir um mesmo megawatt-hora - hoje, gastam 2%, nível ainda ruim. Entre as hipóteses, estão assoreamento de reservatórios, turbinas antigas e até roubo de água para irrigação e piscicultura, além de restrições não capturadas no modelo de planejamento.

"Em muitas usinas, não conseguimos armazenar mais água porque precisamos manter um fluxo mínimo de água para atender outros usos. E isso não é bem representado no cálculo da garantia física pela simplificação do modelo", diz. "Em momento de estresse, o ideal é fechar o ralo para encher a pia, mas isso não é simples."

Para ele, o sistema vai mudar, com hidrelétricas como bateria, compensando a geração das fontes intermitentes, como solar e eólica. "As renováveis ajudam a compensar a variabilidade das hidrelétricas", afirma.

O ex-diretor geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) Luiz Eduardo Barata concorda. Ele defende a expansão do parque de eólicas e solares. "As térmicas nos ajudam a reduzir esse tipo de problema, mas continuo achando que não são a solução. Precisamos colocar mais fontes renováveis, como eólica e solar, a ponto de recuperar os níveis dos reservatórios", afirma.

Apagão

Para o presidente da consultoria PSR, Luiz Barroso, o apagão é um risco, mas não uma certeza. Segundo ele, o governo tem hoje um rol de alternativas maior do que tinha em 2001, quando houve racionamento. Se a situação é difícil no Sudeste e no Centro-Oeste, onde ficam as principais hidrelétricas, o nível de armazenamento no Norte, no Nordeste e mesmo no Sul é mais confortável. O sistema de linhas de transmissão é hoje mais robusto, o que permite transferências de energia de uma região para outra antes impossíveis. A oferta de energia é maior, e as fontes, mais diversas, com mais eólicas e solares termoelétricas. É possível ainda recorrer à importação de energia da Argentina e do Uruguai. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Parte fundamental de uma seleção, o currículo deve estar bem organizado e elencando quais foram as experiências profissionais e as atividades feitas nelas, vivenciadas pelo candidato que está concorrendo a uma vaga. Porém, algumas situações podem fazer com que o profissional tenha seu currículo descartado pelo recrutador.

Para que isso não aconteça, confira, a seguir, dicas de especialistas sobre o que precisa ser evitado durante a elaboração do currículo. A falta de informações de contato nos currículos, por exemplo, é um fator que dificulta a comunicação com o candidato. “Por mais óbvio que pareça, ainda nos deparamos com currículos sem telefone ou e-mail para contato”, explica a analista de Recursos Humanos (RH) do Grupo Ser Educacional, Rebeca Morais.

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Não descrever um objetivo profissional também pode atrapalhar, uma vez que esse é um item essencial no currículo. “É um campo importante para que possamos saber qual área e as expectativas do candidato”, destaca Rebeca. Não abordar as atividades executadas em outras experiências é outro ponto comentado por Rebeca, que pondera, no entanto, que a abordagem deve ser feita de forma sucinta. “É interessante trazer um pouco das experiências anteriores, mas lembrando de ser objetivo”, ressalta a profissional.

É preciso atentar-se, ainda, para que o currículo não fique muito grande. “Torna-se cansativo para os recrutadores lerem o currículo”, comenta Morais. Erros graves de português também podem influenciar na hora da seleção do currículo. “Hoje temos diversas ferramentas que nos ajudam em correções gramaticais, então é o mínimo que se espera que o candidato tenha esse cuidado”, diz Rebeca.

A psicóloga e analista de Recursos Humanos (RH) das unidades do Centro Universitário Maurício de Nassau (UNINASSAU) em Teresina, Vida Prado, conta que, para ela, um fator para descartar um currículo é o fato de ele não ter nenhuma compatibilidade com a vaga. “As situações que me fazem descartar um currículo, eu começo dizendo que é o currículo que não tem nada a ver com a vaga. Quando a gente coloca a descrição da vaga e a gente coloca que precisa ter formação X, que precisa ter experiência tal, que precisa ter habilidades com tais situações e esses currículos eles não atendem a essas situações, é uma das primeiras etapas de exclusão desse documento”, explica ela.

Corroborando o que foi dito por Rebeca, a falta de informações a respeito das experiências do candidato à vaga é um dos motivos que fazem com que Vida descarte um currículo. “Outro ponto é um currículo que não está colocado de maneira correta, então muitas vezes eu acabo excluindo um currículo que não descreve as suas experiências, um currículo que não coloca o tempo que se passou em cada experiência ou experiências voltadas para outra área completamente diferente para a área em que eu estou procurando. Por exemplo: eu estou fazendo uma seleção para um cargo administrativo e aí uma pessoa com formação em enfermagem coloca lá o seu currículo com uma experiência de mais de dez anos dentro da área da enfermagem, nunca trabalhou com o administrativo na vida e nunca teve nenhum tipo de experiência e nem tem cursos voltados para a área, não tem nenhuma menção de mudança de carreira, então essa pessoa, ela será excluída desse processo”, afirma.

O que deve conter no currículo 

Para Vida Prado, é importante que o currículo tenha uma boa estética, no entanto, é crucial que o candidato não deixe de colocar informações relevantes no documento. “Sobre o que ele deve colocar para se destacar, eu pontuo primeiro ter uma estética de currículo bacana. Não é você fazer ele colorido, a melhor mensagem gráfica, mas ele estar organizado; então coloque primeiro seus dados pessoais, o selecionador ele quer saber os seus dados pessoais primeiro, seu nome, seu telefone, seu endereço, esses dados são muito importantes para o recrutador já ir fazendo essa primeira triagem”, especifica a analista.

“Depois disso, coloque a sua formação. Então inicie sempre pela sua maior titulação. Então se você é estudante de ensino médio, coloca estudante de ensino médio e o ano; se você está cursando um curso superior, você coloca embaixo o seu curso superior e em que estágio você está, em que semestre você está; se você concluiu o curso superior, você inicia colocando pelo curso superior completo e se você estiver fazendo uma pós-graduação, coloque lá embaixo uma pós-graduação incompleta, e se a pós-graduação é completa, então inicie pela pós-graduação e em seguida coloque a graduação. Logo depois da formação, você coloca as suas experiências profissionais, e é sempre muito importante colocar uma pequena descrição sobre as atividades desempenhadas", conclui.

A analista Rebeca Morais elencou alguns pontos para que o seu currículo se destaque em meio aos concorrentes:

• Usar o campo objetivo de forma correta, sem usar textos prontos de internet, que esteja focado nas ações e resultados que o candidato busca;

• Ter o perfil do LinkedIn. Hoje é uma das fontes mais utilizadas na busca de profissionais, e conter essa informação em seu currículo mostra que você está atento a essa rede profissional;

• No campo de experiência profissional é muito importante ter um currículo alinhado com as palavras-chave do momento, pois hoje a maioria das pesquisas por parte dos recrutadores é feita on-line e a busca por essas palavras ajudam bastante;

• E por fim, o currículo deve ter no máximo duas páginas se assim for necessário.

O sistema da Página do Participante Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) tem gerado irritação em estudantes e professores. O resultado da edição 2020, divulgado na noite dessa segunda-feira (29), ainda não pôde ser consultado por alguns candidatos, uma vez que a plataforma que dá acesso às notas vem apresentando problemas desde antes da sua liberação.

Nessa noite, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou uma nota afirmando que a Página do Participante estava com lentidão na autenticação do Acesso Gov.br. Mesmo com esse problema, de acordo com a instituição, 45% dos estudantes conseguiam ter acesso, porém, o restante encontrava dificuldades por causa da lentidão do sistema.

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Alunos e professores se revoltaram com a situação nas redes sociais. “Tem muita gente perguntando se alguns alunos meus já viram. Pouquíssimas pessoas viram o resultado. São oito da noite e eu quero me solidarizar com todo mundo que ainda não viu a nota. É um desrespeito, é uma coisa completamente absurda, mais um desrespeito com os jovens do Brasil, com os estudantes do Brasil. Tanta gente depende desta nota para colocar os seus sonhos em prática e a gente tem essa coisa tão desorganizada, tão absurda, ninguém acessa ao site”, desabafou a professora de português e redação Fernanda Pessoa, no Instagram.

O professor de redação Diogo Didier mostrou em seu Instagram, na madrugada desta terça-feira (30), sua tentativa de acesso, sem sucesso, ao sistema do Enem, para ver sua nota. Em vídeo postado nos stories da rede social, Didier mostra sua tentativa de acesso e afirma estar nesse processo desde as 18h da segunda-feira. Já em outro vídeo, quando Diogo consegue acesso à página, é exibida a seguinte mensagem: “Ops! Ocorreu uma falha de comunicação entre você e o INEP”.

Nesta terça-feira, o docente afirmou que até então não havia conseguido entrar no sistema. “Acordei cedo, tentei pelo computador, pelo celular e nada. Agora eu estou indo para casa para ver se eu consigo, mais uma vez, que eu tentei muito ontem das sete da noite até mais de uma e pouca da manhã e eu não consegui ver minha nota ainda. É absurdo, não é? É de uma irresponsabilidade, desrespeito enorme com a gente”, afirmou ele.

“Descaso total! Cadê a nossa nota?”, indagou uma internauta na publicação postada pelo Inep. “Que engraçado, só esqueceram de avisar que o problema será resolvido no final da noite de 2023, é um desrespeito com os alunos!”, disse outra. 

Em nota divulgada hoje, o Inep, mais uma vez, tentou explicar os erros no sistema. Confira:

Após a disponibilização do sistema de divulgação das notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020, às 18h desta segunda-feira, 29 de março, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) identificou que o acesso.gov.br não estava respondendo à alta demanda de acessos dos participantes. Em contato com o Serpro, responsável pela plataforma gov.br, foi identificada inconsistência técnica, que impactou o acesso dos estudantes à Página do Participante.

Após a reinicialização dos servidores que atendem à aplicação, o Serpro informou que a inconsistência apresentada foi resolvida no mesmo dia e que o acesso.gov.br foi completamente normalizado à meia noite desta terça-feira, 30 de março. A partir daí, foi possível ao Inep identificar uma inconsistência no código do sistema de seu portal, que foi corrigida pela equipe do instituto às 7h38. Com isso, o serviço passou a ser corrigido gradativamente, até seu completo restabelecimento, às 9h30.

O Inep registra a pronta resposta e parceria que ocorreu entre o instituto, o Serpro e o Ministério da Economia, por meio da Secretaria de Governo Digital, envolvendo cerca de 50 técnicos que trabalharam durante toda a madrugada, e, por mais de 13 horas, visando fornecer à sociedade os resultados do Enem 2020.

A Microsoft alertou aos seus clientes que um grupo de hackers da China apoiado pelo Estado está explorando falhas de segurança desconhecidas anteriormente em seus serviços de mensagens Exchange, para roubar dados de seus usuários profissionais.

A empresa afirmou que o grupo de hackers, que chamou de "Hafnium", é um ator com "muitas habilidades e sofisticado".

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O Hafnium já teve como alvo no passado as empresas com sede nos Estados Unidos, incluindo pesquisadores de doenças infecciosas, escritórios de advogados, universidades, empresas de defesa, 'think tanks' e ONGs.

Em uma publicação em seu blog publicada na terça-feira (2), o diretor da Microsoft, Tom Burt, explicou que a empresa publicou atualizações para corrigir os problemas de segurança, que se aplicam mais às versões locais do software do que às baseadas na nuvem, e pediu aos clientes para baixá-las.

"Sabemos que muitos atores estatais e grupos criminosos se moverão rápido para tirar vantagem de qualquer sistema sem correção", afirmou.

"A aplicação rápida dessas reparações é a melhor proteção contra este ataque".

A Microsoft afirmou que o grupo de hackers tem sua base na China, mas operava através de servidores virtuais alugados nos Estados Unidos, e que já informou o governo de Washington.

No ano passado, Pequim acusou os Estados Unidos de difamação após as acusações de que hackers chineses estavam tentando roubar pesquisas sobre o coronavírus.

Em janeiro, as autoridades americanas designaram a Rússia como principal suspeito do ataque em massa contra a empresa SolarWinds que abalou o governo e a segurança de empresas, contradizendo o então presidente Donald Trump, que havia sugerido que a China poderia ser o culpado.

A Microsoft disse na terça-feira que os ataques do Hafnium "não estavam conectados de forma alguma com os ataques separados relacionados à SolarWinds".

O ministro da Educação, Milton Ribeiro, pode ser convocado para prestar esclarecimentos sobre os problemas na aplicação do Enem 2020. O governo se recusou a adiar as provas, apesar dos inúmeros pedidos nesse sentido.

O requerimento pela convocação de Ribeiro é do senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), que chamou atenção para o percentual de abstenção, que registrou o maior índice da história do exame.

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Alessandro Vieira também observou que o MEC precisa avaliar alternativas para mitigar os prejuízos causados pelas falhas de planejamento e logística.

*Da Agência Senado

 

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) afirmou, na noite dessa terça-feira (17), por meio de nota enviada à imprensa, que as falhas na totalização de votos não devem se repetir no segundo turno das eleições municipais.

Mais cedo, o presidente da corte, ministro Luís Roberto Barroso, pediu desculpas pelo atraso na divulgação dos votos no primeiro turno.

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A nota do TSE ainda detalhou a falha no supercomputador que atrasou a publicação de resultados e confirmou que a centralização da apuração, iniciada neste ano, foi uma recomendação de segurança da Polícia Federal (PF), como já havia antecipado o Estadão/Broadcast.

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