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A avaliação positiva do governo Luiz Inácio Lula da Silva caiu no mês de abril, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira, 19. De acordo com o levantamento, 36% da população está satisfeita com o trabalho do petista, quatro pontos porcentuais a menos que o patamar de fevereiro. Os que desaprovam a gestão cresceram: agora são 29%, ante 20% há dois meses.

A pesquisa foi feita entre os dias 13 e 16 de abril, período que abarcou os efeitos da decisão do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, de acabar com a isenção de impostos para encomendas internacionais de até US$ 50 por pessoas físicas. A medida afetaria compras em lojas chinesas na internet, com a Shein e a Shopee, e teve forte repercussão nas redes, com usuários alegando prejuízo para a parcela mais pobre da população. Diante da reação negativa, o governo recuou nesta terça-feira, 18, e decidiu manter a isenção.

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Em termos de comparação, o presidente Lula chegou a abril com 43% de aprovação no primeiro mandato, em 2003; e ao mesmo mês no segundo mandato, em 2007, com 48%.

O cientista político Felipe Nunes, diretor da Quaest, observou que a percepção ruim é puxada pelo "alto volume de notícias negativas sobre o governo que já circula nas redes e na mídia: 44% já viu, ouviu ou leu alguma notícia negativa".

O levantamento perguntou qual a notícia negativa sobre o governo Lula mais lembrada pela população. A taxação de compras em lojas como a Shein ficou no topo da lista, com 16% das menções.

O maior aumento do índice de rejeição ocorreu entre os que votaram em Jair Bolsonaro (PL) na eleição de 2022. Em fevereiro, 51% dos eleitores do ex-presidente desaprovavam o atual governo; agora, são 64%. Segundo Nunes, esse fator também ajuda a explicar a queda de popularidade do petista.

"Lula tem sido um bom presidente para quem votou nele, mas seu governo, ao não fazer acenos para o eleitorado de centro e oposicionista, dá boas razões para que ele passe a buscar motivos para não gostar do que está vendo", afirmou, em análise no Twitter que acompanha a divulgação das pesquisas.

O presidente é mais desaprovado no Norte e Centro-Oeste, com taxa de insatisfeitos em 37%. O maior patamar de aprovação é no Nordeste, com 53%. Porém, mesmo nesta região, que é a principal base eleitoral do petista, a avaliação positiva caiu: era de 62% em fevereiro.

O nível de satisfação com o governo Lula caiu entre homens (de 37% para 33%) e mulheres (de 44% para 38%). Também caiu entre todos as faixas de renda e escolaridade. A rejeição entre quem recebe até dois salários mínimos mensais cresceu 8 pontos, de 15% a 23%; e 7 pontos entre aqueles que têm ensino fundamental, de 13% a 20%.

O levantamento consultou a opinião de 2.015 pessoas com 16 anos ou mais. Os questionários foram aplicados presencialmente. A margem de erro é de 2,2 pontos.

A Procuradoria Eleitoral defendeu ao Tribunal Regional Eleitoral no Distrito Federal a desaprovação das contas da senadora eleita Damares Alves, ex-ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos no governo Jair Bolsonaro. O Ministério Público viu 'comprovação irregular' de despesas de R$ 594 mil e pede a devolução de valores aos cofres públicos.

A manifestação, assinada pelo procurador regional eleitoral Zilmar Antonio Drumond, segue parecer do Setor de Exame de Contas Eleitorais e Partidárias do TRE-DF. O órgão apontou irregularidades como a entrega intempestiva de relatório financeiro, omissão de gastos de campanha, comprovação parcial de utilização de verbas públicas, inconsistências entre a escrituração e a movimentação financeira e divergência quanto à existência de sobras de campanha.

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Segundo o Ministério Público Eleitoral, a campanha de Damares usou R$ 105 mil do Fundo Partidário e R$ 489.742,74 do Fundo Especial de Financiamento de Campanha para arcar com gastos de produção de propaganda eleitoral, segurança particular, serviços de militância e combustíveis, totalizando R$ 594.742,74 com 'comprovação irregular'. A Procuradoria ainda destaca que não há previsão legal para o pagamento, com recursos públicos, de contratação de segurança particular.

"De modo que, frustrada a auditabilidade e rastreabilidade dos recursos financeiros públicos aplicados na campanha eleitoral pela ausência de demonstração de sua regular utilização, além de sua expressividade no contexto das contas apresentadas (15,64% do total das despesas contratadas), cumpre desaprovar as contas de campanha, determinando-se a devolução do valor correspondente ao Tesouro Nacional", ressaltou o MPE.

A manifestação assinada por Zilmar Antonio Drumond ainda descreve outros questionamentos feitos pela área técnica do TRE-DF aos gastos da campanha de Damares. No entanto, segundo o procurador regional eleitoral, as outras inconsistências observadas ensejam apenas ressalvas.

A defesa da senadora já apresentou ao TRE uma manifestação sobre os apontamentos do MP. Os advogados de Damares pedem que sejam juntados aos autos do processo documentos complementares e notas explicativas que , segundo eles, identificam a comprovação das despesas apontadas como irregulares pela área técnica do Tribunal Regional Eleitoral do DF.

Investidores do mercado financeiro reagiram mal à proposta em avaliação pela equipe do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de retirar, de forma permanente, os desembolsos com transferência de renda do teto de gastos - a regra que limita o crescimento das despesas públicas à inflação. A medida é uma das opções na mesa para viabilizar um Auxílio Brasil (que deve voltar a se chamar Bolsa Família) de R$ 600 no ano que vem.

A preocupação se dá porque a alternativa vem ganhando força na equipe de transição - que antes priorizava apenas uma "licença" temporária para gastar além do teto, por meio da chamada PEC da Transição.

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Para o mercado, essa saída pode deteriorar a trajetória da dívida pública. "Tirar os programas sociais do teto é a pior das possibilidades. Não que os programas sociais não sejam importantes. Mas, à medida que você tira uma classe de gastos de dentro do teto, ele passa a não ter referência para frente", afirma Caio Megale, economista-chefe da XP Investimentos. "É uma alternativa que fragiliza muito a previsibilidade da política fiscal."

A medida sempre foi um desejo do mundo político, sobretudo depois da pandemia de covid-19, quando a elevação das despesas do Auxílio Brasil comprimiu ainda mais o espaço orçamentário para outras políticas, pelas amarras do teto de gastos.

Excluir do teto os gastos de R$ 175 bilhões do programa abriria um espaço no Orçamento de 2023 para outras despesas, como o aumento do salário mínimo, em R$ 105 bilhões. A diferença se deve ao incremento do Bolsa Família com as promessas feitas por Lula na campanha, como a manutenção dos R$ 600 (R$ 52 bilhões) e R$ 150 para famílias com crianças de até seis anos (R$ 18 bilhões).

"Precisamos em algum momento ter um superávit primário de 2% a 2,5% do PIB.. Sem isso, não teremos uma dívida/PIB estável com uma pequena tendência de redução, que é o que o Brasil precisa. Pode-se, temporariamente, fugir desse número, mas não permanentemente", diz o ex-diretor do Banco Central e sócio-fundador da Mauá Capital, Luiz Fernando Figueiredo, que defende uma "licença" na casa dos R$ 100 bilhões.

Integrantes da equipe de Lula avaliam, segundo apurou o Estadão, que a medida é a mais viável pois tem a vantagem da previsibilidade, embora vá mexer com o mercado de juros e de câmbio num primeiro momento. Segundo fontes, as despesas públicas aumentariam de 19% para 19,3% do PIB e deveriam ser acompanhadas por propostas de aumento de receitas - o que é difícil no início de governo, admitem.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Mais de um quarto - 27% - dos produtos de laboratórios paulistas avaliados pelo Ipem/SP (Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo) na operação 'Alô Doutor' foram reprovados por possuírem irregularidades. A vistoria, feita na última sexta-feira, 14, nas cidades de Bauru, Campinas, Ribeirão Preto, São Carlos e na capital, encontrou problemas em ataduras, compressas de gaze e luvas de vinil.

O porcentual de produtos reprovados é 10% maior do que em 2021, quando a mesma avaliação reprovou 17% dos materiais analisados. As duas operações avaliaram os mesmos laboratórios - com exceção de Campinas, que consta apenas na deste ano. De acordo com o superintendente do Ipem/SP, Ricardo Camargo, uma das explicações para esse número está na profundidade das verificações realizadas: ‘recebemos muitas denúncias por meio da Ouvidoria sobre produtos de uso hospitalar, também utilizados em clínicas e residências. Devido a isso, as equipes de fiscalização foram mais a fundo na verificação desses itens e constatamos, em laboratórios do instituto, as irregularidades’.

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O instituto avaliou lençóis hospitalares descartáveis, água oxigenada, algodão, máscara cirúrgica, atadura, esparadrapo, gel antisséptico, compressa de gaze, álcool em gel, luva de vinil, toalhas de papel. Na capital paulista, todos os materiais foram aprovados. Em laboratórios de Bauru, Campinas, Ribeirão Preto e São Carlos, as compressas de gaze continham irregularidades. Na última cidade, o Ipem também reprovou a compressa de campo operatório - material utilizado para absorver sangue e fluidos corporais durante cirurgias.

A quantidade de laboratórios avaliados em cada uma das cidades foi: oito em São Paulo capital, cinco em Ribeirão Preto e quatro em São Carlos, Bauru e Campinas.

Depois dessa vistoria, os laboratórios terão dez dias para regularizar seus produtos, sob pena de serem multados. As penalidades impostas pelo Ipem podem custar até R$ 1,5 milhão às empresas vistoriadas que não cumprirem as deliberações do Instituto de Pesos e Medidas do Estado.

Na nova pesquisa do PoderData, divulgada nesta quinta-feira (1º), 56% dos brasileiros disseram reprovar a gestão do presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo o instituto, o governo é aprovado por 38%. No levantamento anterior, feito no mês passado, os índices eram de 56% de desaprovação e 40% de avaliações positivas; ou seja, a taxa estabilizou para o período. O Ipec também havia feito uma pesquisa nesta semana, com índice similar: 57%.

Para chegar aos resultados, o instituto realizou 3.500 entrevistas por telefone entre os dias 28 e 30 de agosto em 308 municípios nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de dois pontos percentuais e o intervalo de confiança é de 95%. É possível conferir o registro da pesquisa no Tribunal Superior Eleitoral (TSE): BR-06922/2022.

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Por grupo 

Sexo – mulheres são as que mais desaprovam a gestão de Bolsonaro (64%). Entre os homens, taxa cai para 48%; 

Escolaridade – 62% dos que cursaram até o ensino fundamental desaprovam o governo; 

Região – os que moram no Centro-Oeste (50%) são os que mais aprovam o governo. No Norte (60%) e no Nordeste (61%) estão os maiores índices de desaprovação; 

Renda – entre os que recebem mais de cinco salários mínimos, a taxa de aprovação é de 44%. 

Católicos e evangélicos 

A percepção negativa dos evangélicos a respeito da gestão federal saiu de 41% há duas semanas para 35% nesta rodada. No mesmo período, a avaliação positiva do governo nesse estrato variou para cima e está em 59%. Outros 6% não sabem. 

Dentre os católicos, 61% desaprovam a administração federal e 34% aprovam. As taxas se mantiveram estáveis em relação ao levantamento de 15 dias antes. 

Avaliação do governo

O PoderData também pediu aos entrevistados uma avaliação geral do Governo Bolsonaro, com os descritivos “Bom/Ótimo”, “Regular” ou “Péssimo”. Para 55%, o trabalho de Bolsonaro é “ruim” ou “péssimo”. O índice negativo aumentou seis pontos percentuais em um mês. Enquanto entre os brasileiros que consideram o trabalho do presidente como “bom” ou “ótimo” a taxa variou dentro da margem de erro, oscilando para 34%.

A pesquisa do Ipec divulgada nesta terça-feira (30), encomendada pela TV Globo, mostrou que mais da metade da população pernambucana reprova a gestão do governador Paulo Câmara (PSB), com 53% de reprovação. Enquanto 28% aprovam e 15% avaliam como regular. 

Os índices são parecidos com os registrados na pesquisa divulgada no dia 15 de agosto, quando o governador teve os mesmos números de reprovação e aprovação. Enquanto isso, o percentual de eleitores que acham o governo regular oscilou de 29% para 28%.

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A pesquisa ouviu 1.200 pessoas entre os dias 27 e 29 de agosto, em 51 municípios pernambucanos, com margem de erro de 3% para mais ou para menos. 

Resultados da pesquisa

Ótimo/bom: 15% (15% na pesquisa anterior, em 15 de agosto);

Regular: 28% (29% na pesquisa anterior);

Ruim/péssimo: 53% (53% na pesquisa anterior);

Não sabem: 4% (4% na pesquisa anterior).

O caminho para receber o diploma de bacharel em direito não é nada fácil. Desde o início do curso, os estudantes são expostos à realidade de que só poderão exercer a profissão após receberem a aprovação no Exame da Ordem dos Advogados (OAB). Motivo de alegria para muitos, a avaliação também causa bastante ansiedade e apreensão àqueles que não se saíram tão bem e acabaram sendo reprovados.

Assim, com o psicológico muitas vezes abalado pela sensação de que precisam corresponder às expectativas de familiares, amigos e professores em obter a aprovação de imediato no exame, além do próprio julgamento sobre o desempenho, muitos candidatos entram em um estado de autocrítica e desânimo que só tende a prejudicar ainda mais a preparação para as futuras tentativas.

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Em conversa com professores de direito que possuem experiência prática na preparação tanto em relação ao conteúdo, como no preparo psicológico de alunos que pretendem prestar a prova da OAB, o LeiaJá reuniu algumas dicas importantes para que os candidatos encontrem mais resiliência e motivação após descobrirem sua reprovação.

Não desistir é o primeiro mandamento

Após uma frustração, principalmente depois de meses e até mesmo anos estudando, é muito compreensível que cresça dentro do estudante um sentimento de desistência, contudo, para quem sonha em advogar e se tornar um excelente profissional, essa não deve ser nem mesmo uma alternativa. Para o professor de direito civil Rafael Ribeiro, a melhor estratégia é se reerguer e usar os conhecimentos adquiridos para estar mais seguro na próxima tentativa.

“Para quem infelizmente não conseguiu a aprovação, não é hora de desanimar, lembre-se que você deu muito duro para essa prova e que todo conhecimento adquirido não está perdido. Se essa é a primeira tentativa, mas infelizmente não passou, concentre-se na repescagem, agora você terá mais tempo para treinar as peças e certamente conseguirá a aprovação. O importante agora é não desistir e continuar seus estudos que dessa forma certamente a aprovação virá”, aconselha Rafael Ribeiro.

Em entrevista ao LeiaJá, o docente de direito civil Felipe Torres explica que a reprovação não pode ser responsável por definir o estudante. “O primeiro passo é nunca desistir, a prova acontece três vezes ao ano, então isso aumenta exponencialmente a probabilidade de se alcançar a aprovação. É uma prova que tem um grau de dificuldade elevado, não é à toa que muitas pessoas reprovam, mas se o estudante se organizar, ter uma boa dinâmica e agenda de estudo, as chances de aprovação serão potencializadas", explica.

Encontre motivação

Se sentir motivado após uma frustração não é tarefa fácil, porém é essencial para quem precisa encontrar folego para retomar os estudos e pretende fazer diferente no próximo exame. Para o advogado e professor de direito tributário Diógenes Teófilo, o candidato deve enxergar o resultado negativo como mais um aprendizado que servirá para aprimorá-lo até a aprovação.

“Como diria Paulo Coelho, 'imagine uma nova história para sua vida e acredite nela'. Só que essa história começa agora. Contemplar a beleza do esforço e da dedicação, que marca o caminho, tem tanto valor quanto arquitetar as possibilidades futuras. A vida, no direito, importa em constante atualização, o que só é possível se o estudo for compreendido como uma cultura assumida. As respostas às grandes perguntas dos clientes e dos concursos estão sendo forjadas neste momento, em que somos convidados a construir uma personalidade profissional e uma base sólida de conhecimento. Em um país com tantas desigualdades, como é o Brasil, dispor dos recursos necessários para caminhar é revolucionário”, esclarece.

Preparação psicológica 

Estudar e absorver o máximo de conhecimento possível é essencial para passar na OAB. Contudo, nem sempre é discutido o quanto o equilíbrio mental é, sem sombras de dúvidas, um fator determinante para o exame e que merece bastante atenção, principalmente no momento pós reprovação, no qual o aluno poderá estar ainda mais inseguro de suas capacidades.

Para o professor de direito processual penal Victor Pontes, esse é um grande problema dos alunos da OAB. “Os candidatos estão normalmente com um estado psicológico abalado pelo fato de realizarem o exame no fim do curso e terem que lidar com uma pressão muito grande de todos os lados: ser aprovado na OAB, concluir a monografia de conclusão de curso, ter que lidar com a rotina de estágio, entre outros compromissos", explica.

Como caminho para contornar essa situação, Pontes indica a busca por orientação profissional. “Portanto, se necessário, o importante é buscar ajuda profissional para lidar com a ansiedade que precede o exame, sobretudo nos momentos mais próximos à prova. O que também pode ajudar o aluno a lidar com a ansiedade na hora da prova é a realização de simulados e exames anteriores para praticar a gestão do tempo, o que lhe dará mais tranquilidade por já ter treinado a realização do exame naquele ambiente", indica o profissional.

Avalie seus erros

Ninguém gosta de errar, principalmente na realização de uma prova tão importante para a carreira profissional. Entretanto, por mais que o acerto sempre seja o objetivo dos estudantes, buscar tirar aprendizados dos próprios erros é uma estratégia transformadora para alcançar a aprovação na OAB. Assim, ao LeiaJá, o professor Victor Pontes, destaca a importância de parar para avaliar seus erros e assim aprimorar seu modelo de preparação.

“Um passo importante para quem não passou na OAB é realizar uma análise dos erros na preparação para o exame. Muitos alunos costumam subestimar o exame por acharem que se trata de uma prova fácil e acabam não realizando a preparação adequada. No entanto, o exame conta com questões específicas de diversas disciplinas e a cada ano vem exigindo conhecimento mais aprofundado do aluno, o que acaba culminando num elevado índice de reprovação. Portanto, analisar e identificar os erros é essencial para aquele que acaba de ser reprovado no exame da ordem” explica.

O advogado e professor de direito tributário Diógenes Teófilo também destacou o quanto é valioso aprender com os próprios erros: “A segunda etapa do processo é a continuidade. Não se volta à estaca zero, como se convenciona dizer, pois o conhecimento não retrocede, ele é acumulativo e prospectivo. A comparação entre o gabarito oficial e a prova do candidato informará os assuntos que necessitam serem revistos com mais cuidado. Os erros são oportunidades, sempre. No mais das vezes, eles apontam para outras realidades, como são a atenção, a disciplina e a crítica. Competências importantes e que devem ser desenvolvidas.

Busque um novo método de aprovação

Se não deu certo da primeira vez, então deve ser a hora de aprimorar ou mesmo encontrar outros métodos de ensino. “Um estudo que não seja direcionado especificamente para a OAB, compromete o resultado, de modo que se deve buscar métodos específicos para o exame, que também se adequem à maneira como o aluno absorve melhor os conteúdos. Os cursos preparatórios, para os que possuem condições de fazê-los, são importantes nesse processo, já que dão esse norte especial ao aluno” esclarece Victor Pontes.

Segundo o docente de direito civil Felipe Torres, uma estratégia inteligente é priorizar as matérias mais primordiais e que mais caem nas provas. Escolher o que e como estudar é muito importante para conquistar a aprovação: “O estudante deve focar no fato de que a prova é composta por 80 questões e que você precisa acertar tão somente 50%, então priorize aquelas matérias que você tenha um melhor conhecimento. Tem algumas matérias, por exemplo, constitucional, civil, processo civil e ética, que são matérias importantes, independente do estudante gostar ou não, levando em consideração a grande quantidade de questões que elas abrangem.”, explica.

Na segunda fase, o professor sugere que o aluno escolha uma área para realização da prova que ele tenha observado certa facilidade de compreensão durante seus cinco anos de faculdade. Além disso, Felipe reforça a importância de desenvolver a confiança através dos estudos e da busca de uma preparação assertiva para o exame.

A reprovação à gestão do presidente Jair Bolsonaro (PL) em relação à pandemia de coronavírus diminuiu, segundo pesquisa do Datafolha divulgada neste domingo, 3. A parcela da população que vê o desempenho como ruim ou péssimo é de 46%, ante 54% visto em levantamento anterior.

As entrevistas foram realizadas nos dias 22 e 23 de março com 2.556 pessoas de 16 anos ou mais, em 181 municípios. A margem de erro é de dois pontos para cima ou para baixo. Os resultados foram publicados no site do jornal Folha de S. Paulo.

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A avaliação ótima ou boa para a condução do presidente frente à crise sanitária passou de 22% em setembro do ano passado para 28% em março. Os que consideram a atuação regular passaram de 22% para 25%.

O Datafolha também pesquisou a reprovação do governo no geral, que também caiu - de 53% para 46%.

Segundo o levantamento, a percepção do controle da pandemia no País tem crescido. São 72% que consideram que a crise está parcialmente controlada, e 15%, totalmente. A fatia dos que veem a situação fora de controle caiu de 20% para 12%.

Mais da metade dos brasileiros reprovam a gestão do presidente Jair Bolsonaro (PL). A informação foi divulgada nesta sexta-feira (17) pelo Datafolha, que apontou que 53% dos eleitores consideram o governo ruim ou péssimo.

O instituto colheu a opinião de 3.666 eleitores a partir dos 16 anos e verificou que apenas 22% avaliam a gestão boa ou ótima. Outros 24% classificam o Governo Bolsonaro como regular e 1% não soube responder. 

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Os índices se mantiveram em relação à pesquisa divulgada em setembro. O público que mais apoia o presidente é composto por empresários e evangélicos. Já o que mais rejeitam são desempregados, jovens até 24 anos e a comunidade LGBTQIA+.

O Datafolha pontua que, no quesito rejeição à Presidência, Bolsonaro só não vence para seu atual apoiador, o senador Fernando Collor de Mello, que sofreu impeachment enquanto chefe do Executivo e atingiu 68% de reprovação durante seu período no Alvorada.

A entrevista ocorreu entre a segunda (13) e quarta (16), em 191 cidades espalhadas pelo país. A margem de erro de dois pontos percentuais.

A maioria absoluta dos eleitores considera o governo Jair Bolsonaro ruim ou péssimo, segundo pesquisa Ipec divulgada nesta quarta-feira (22). É a primeira vez que isso acontece na sequência de três levantamentos que o instituto fez desde o início do ano.

Além da avaliação negativa, a pesquisa trouxe outra notícia ruim para o presidente: se ele disputasse hoje o Palácio do Planalto, teria menos da metade dos votos de seu principal adversário, Luiz Inácio Lula da Silva, que venceria no primeiro turno.

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Nada menos que 42% dos brasileiros em idade de votar acham que o governo é péssimo. Para outros 11%, é ruim. A soma das avaliações negativas chega a 53%, quatro pontos porcentuais acima do registrado em junho, quando foi feita a pesquisa anterior do Ipec. Desde fevereiro, esse aumento foi de 14 pontos.

Os eleitores que consideram a gestão federal boa ou ótima são apenas 22% - menor patamar registrado no ano. Em sete meses, a soma das avaliações positivas caiu seis pontos porcentuais. O contingente que considera a gestão regular é de 23%.

Além de avaliar o governo como um todo, o Ipec também perguntou aos entrevistados como veem o desempenho pessoal do presidente no comando do país. Nesse caso, as opiniões negativas são ainda mais dominantes: 68% afirmaram que desaprovam Bolsonaro, e 28%, que aprovam.

O presidente também é visto com desconfiança por sete em cada dez brasileiros. Nada menos que 69% disseram não confiar no presidente. Outros 28% afirmaram confiar nele.

Na corrida eleitoral pela Presidência, Lula voltou a aparecer como favorito, assim como na pesquisa Ipec divulgada em junho.

O instituto avaliou dois possíveis cenários, com diferentes listas de possíveis candidatos. No cenário com dez nomes, a taxa de intenção de votos em Lula é de 45%, 23 pontos porcentuais acima da de Bolsonaro, o preferido de 22%.

Em um distante terceiro lugar, aparecem empatados tecnicamente Ciro Gomes (PDT), com 6%, e o ex-juiz Sergio Moro (sem partido), com 5%.

O apresentador de televisão José Luiz Datena, que recentemente se filiou ao PSL, foi incluído pela primeira vez na lista de possíveis concorrentes ao Palácio do Planalto. Teve 3% das intenções de voto.

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), obteve apenas 2%. Citado como um possível nome da chamada terceira via, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM), ficou com 1%.

Parlamentares que ganharam visibilidade na CPI da Covid, como os senadores Simone Tebet e Alessandro Vieira, ainda não são vistos como candidatos viáveis à Presidência. Nenhum dos dois pontuou na pesquisa.

No cenário com dez nomes na corrida presidencial, Lula teve cinco pontos porcentuais a mais do que a soma das taxas dos adversários (45% a 40%). Isso significa que, se a eleição fosse hoje, a disputa seria decidida em turno único, com a vitória do ex-presidente.

No cenário com apenas cinco nomes na corrida, Lula aparece com 48%, e Bolsonaro, com 23%. Também nesse caso haveria vitória no primeiro turno.

O Ipec, sigla de Inteligência em Pesquisa e Consultoria, é comandado pela estatística Márcia Cavallari, que até o ano passado era responsável pelas pesquisas do Ibope. A metodologia é a mesma do antigo instituto.

Foram feitas 2.002 entrevistas presenciais em 141 municípios, entre os dias 16 e 20 de setembro. A margem de erro máxima estimada é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos.

Segundo pesquisa realizada pelo CNT/MDA, entre 1º e 3 de julho, 49% da população brasileira vê o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) como principal responsável pela demora na vacinação contra Covid-19 no país. O presidente também surge em outro recorte, sendo mencionado junto aos governadores e prefeitos, considerados por 24,3% os responsáveis conjuntos pela lentidão na imunização contra o novo coronavírus.

De acordo com o ranking, aparecem, em seguida, os votos de 8,1% da população, que acreditam que nenhum desses gestores foi o responsável pelo atraso na vacinação. Para 5,6%, a culpa é do governador dos seus respectivos Estados. Para 5,2%, sequer houve demora; 1,4% votaram em outras opções e 4,4% não sabem ou não responderam.

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Para o levantamento, 2.002 pessoas foram entrevistadas pelo órgão e a margem de erro é de 2,2 pontos para mais ou para menos. Segundo dados da plataforma Our World In Data, o Brasil é 69º país com mais pessoas com esquema vacinal completo. Na comparação por doses aplicadas a cada grupo de 100 pessoas, o Brasil ocupa a 56ª posição.

A pesquisa também resgatou a perspectiva da população sobre aspectos financeiros e projeções para os próximos meses. Para 92,4%, o preço dos produtos têm aumentado muito. O índice aumentou em 1,5% em comparação a outubro de 2020, quando o CNT havia feito entrevista do mesmo teor. Em 56,5% das famílias, houve redução de renda em comparação ao período antes da pandemia da Covid-19.

Em contrapartida, 88,2% dos entrevistados acreditam que o avanço da vacinação pode contribuir para um maior crescimento econômico no país, contra os 8,6% que acreditam que isso não será possível.

Nessa mesma linha, 74,6% dos brasileiros consideram o auxílio emergencial muito importante para a população e economia do país, contra 3,3% que consideram o benefício sem importância.

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) alcançou a marca de 24% de aprovação entre os brasileiros, este é o pior percentual desde o início de seu governo em 2019, segundo a pesquisa divulgada, nesta quinta-feira (13), pelo instituto Datafolha. Realizado entre os dias 11 e 12 de maio, o levantamento conversou com 2071 pessoas de 146 municípios brasileiros e a margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

O Datafolha mostra ainda que a maior queda de popularidade aconteceu de dezembro para cá, culminando no momento em que o governo enfrenta uma CPI no Senado que apura a responsabilidade do Executivo no descontrole da crise sanitária ocasionada pela Covid-19. A fatia de ótimo ou bom, que no último mês de 2020 batia recordes de 37%, foi caindo gradativamente até chegar no atual patamar de 24%, uma queda de 13 pontos percentuais.

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Grupos que consideram o mandato ruim ou péssimo, que em dezembro correspondiam a 32%, sinalizam 45% na nova pesquisa, enquanto outros 30% avaliam a gestão como regular, percentual maior do que os 24% do mês de março, quando a última pesquisa foi divulgada; 1% não opinou.

Esta também é a primeira vez que Jair Bolsonaro enfrenta, ao mesmo tempo, o menor percentual de aprovação, e o maior de rejeição, que bateu a marca de 54% de pessoas que afirmam não votar no atual presidente para as eleições de 2022.

Reprovação por grupos

Nos grupos específicos, a pesquisa também expõe dados que variam. A aprovação é mais elevada entre os homens (29% deles consideram o governo ótimo ou bom) do que entre as mulheres (entre elas, a porcentagem cai para 21%).

O recorte por idade também expõe a fragilidade do governo entre os votantes com 16 a 24 anos, onde apenas 13% acham a gestão ótima ou boa. A maior aprovação de Jair Bolsonaro é encontrada na faixa dos que têm 60 anos ou mais, em que 29% expressam opinião positiva.

Já a segmentação por escolaridade demonstra impopularidade maior entre os que têm maior acesso à educação. Enquanto entre os brasileiros com ensino superior chega a 57% a taxa de ruim ou péssimo, o percentual cai para 40% entre as pessoas com apenas o ensino fundamental completo.

Seguindo a mesma toada, quando o critério é renda, a maior rejeição se encontra na faixa acima dos dez salários mínimos mensais: 63% consideram o governo ruim ou péssimo. O número recua para 45% entre aqueles com até dois salários, se mantém nos 45% no grupo de dois a cinco salários e chega a 47% no de cinco a dez.

Também chama atenção a comparação regional. O Nordeste e o Sudeste dão ao governo Bolsonaro, respectivamente, 51% e 47% de desaprovação, enquanto os maiores índices de ótimo ou bom se apresentam nas regiões Centro/Oeste, com 31% e Sul, 29%.

Existe também uma maior tendência de reconhecimento positivo à gestão federal em municípios do interior. Nas regiões metropolitanas, 50% acham o governo ruim ou péssimo, percentual que diminui para 41% nas cidades de menor porte.

O critério racial também é decisivo na pesquisa, já que no grupo dos que se declaram pretos o governo enfrenta uma reprovação de 53%. Já entre os brancos, 27% atestam ótimo ou bom à gestão de Bolsonaro, taxa semelhante ao que ocorre entre os pardos (24%); entre os pretos, são 18%.

A aprovação do chefe do Executivo bate 33% entre os evangélicos, grupo que historicamente apoia o presidente. O número despenca para 23% entre católicos e 15% entre espíritas/kardecistas. Este terceiro grupo é o que mais demonstra insatisfação (69% de ruim ou péssimo).

Na categoria ocupação principal, o empresariado também se mantém firme ao lado de Jair Bolsonaro, com a reprovação fixada em 26%, o melhor resultado para a gestão. Por outro lado, a classe dos funcionários públicos contabiliza 58% de pessoas que acham o governo ruim ou péssimo.

Na sequência da rejeição demonstrada entre servidores públicos, estão: estudantes (57%), desempregados em busca de emprego (53%), e assalariados sem registros na carteira (50%).

Lula x Bolsonaro

Os dados divulgados pelo Datafolha também mostraram um caminho difícil para Jair Bolsonaro em sua tentativa de reeleição em 2022. Segundo as entrevistas, o ex-presidente Lula (PT), seu principal adversário, lidera a corrida para a Presidência, com uma margem confortável de 41% das intenções de voto no primeiro turno, contra 23% de Bolsonaro.

Em um segundo lugar, embolados, aparecem o ex-ministro da Justiça Sergio Moro (sem partido), com 7%, o ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT), com 6%, o apresentador Luciano Huck (sem partido), com 4%, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), que obteve 3%, e empatados com 2%, o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta (DEM) e o empresário João Amoedo (Novo).

Quando somados, os adversários de Lula alcançam 47% das intenções de voto, apenas seis pontos percentuais a mais que o ex-presidente. Outros 9% disseram que pretendem votar em branco, nulo, ou em nenhum candidato, e 4% estão indecisos. Em um eventual segundo turno, Lula também sinaliza vantagem, com uma margem de 55% contra 32% de Bolsonaro.

O secretário de Educação de São Paulo, Rossieli Soares, disse, nesta quarta-feira (11), que os estudantes da rede estadual que não entregaram nenhuma das atividades escolares serão reprovados em 2020. Segundo levantamento, cerca de 15% do corpo discente não fez os trabalhos da escola, o que resulta em cerca de 500 mil alunos.

"Só terá uma eventual reprovação se o estudante não tiver nenhum tipo de atividade, a escola fez todo tipo de contato, e a partir de uma avaliação local da escola entender que aquele aluno realmente nem tentou buscar [fazer]", disse Soares em entrevista ao Bom Dia Brasil. 

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Sobre as dificuldades que os alunos estão encontrando em relação aos aparatos tecnológicos, o secretário tranquilizou: "Não estamos falando daquele aluno que não tinha o equipamento, não tinha o aparelho", declarou. As atividades, enfatizou Rossieli Soares, podem ser feitas de forma impressa.

De acordo com a Secretaria de Educação, os alunos que não fizeram as atividades, terão a oportunidade de fazê-las e entregá-las ainda neste ano. Para isso, neste caso, eles precisam voltar a frequentar as aulas presenciais, quando possível, para conseguir frequência.

A progressão para o ano seguinte dependerá da frequência, mas a aprendizagem, assim como nos demais casos, também ser aferida ao final dos oitos bimestres.

Par ajudar nesse processo de recuperação, a secretrai de Educação anunciou a contratação de 10 mil professores para atuar no programa de recuperação e aprofundamento dos alunos das escolas estaduais.

Os estudantes da rede estadual de São Paulo de todas as séries não serão reprovados por desempenho este ano e serão matriculados no ano seguinte em regime de progressão continuada. A informação foi confirmada nesta quarta-feira, 11, pelo secretário de Educação do Estado de São Paulo, Rossieli Soares. Cada estudante, porém, terá de entregar um mínimo de atividades. A pasta calcula que 15% dos alunos da rede não entregaram nenhuma das atividades.

A Secretaria do Estado da Educação (Seduc) homologou nesta quarta-feira uma resolução aprovada pelo Conselho Estadual da Educação. O texto indica que "os estudantes de todos os anos do ensino fundamental e da 1ª e 2ª séries do ensino médio devem ser matriculados no ano/série subsequente em 2021 em regime de progressão continuada".

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Os anos letivos de 2020 e 2021 deverão ser considerados como um contínuo, de oito bimestres. O primeiro bimestre do ano que vem, por exemplo, será considerado o 5º bimestre deste contínuo.

Segundo Rossieli, cada estudante, porém, terá de apresentar um mínimo de atividades realizadas - a definição de qual será esse mínimo caberá a cada escola. Isso porque, de acordo com o secretário, é difícil para a pasta estabelecer uma regra única. Os conselhos escolares deverão avaliar os casos de cada um dos estudantes. "Se ele entregou as atividades, mesmo que tenha problemas na aprendizagem, ele deve prosseguir."

Alunos do 3º ano do ensino médio, o último da educação básica, que não tiverem entregado nenhuma das atividades enviadas pelos professores não deverão receber o diploma, segundo a pasta. "Nossa orientação para as escolas estaduais é que o aluno deve seguir sua trajetória escolar", disse o secretário. Caso o estudante do 3º ano tenha participado minimamente - mesmo que tenha desempenho inferior do adequado - será aprovado e poderá prestar o vestibular.

O secretário disse que 15% dos alunos não entregaram nenhuma das atividades até agora. Isso corresponde a mais de 500 mil estudantes em toda a rede de ensino. "Sentimos esse desânimo acontecendo", reconheceu Rossieli. Segundo o secretário, deverá ser reforçada a busca ativa desses estudantes - com uso de diferentes recursos como mensagens de celular. "Temos inúmeras frentes e vamos reforçar ainda mais."

Planejamento para 2021

Em janeiro do ano que vem, deverá haver reforço escolar nas unidades estaduais. A Secretaria prevê semanas de estudos intensivos para a recuperação das aprendizagens dos alunos. Segundo o secretário, 10 mil professores serão contratados para essas atividades. Como o Estadão mostrou, a rede estadual prevê que salas de aula com mais alunos em dificuldades tenham docentes extras.

O ano letivo deverá começar em 1º de fevereiro - uma avaliação diagnóstica será aplicada logo no início do ano letivo para medir o que os alunos aprenderam. A pasta trabalha com a possibilidade de aulas 100% presenciais no ano de 2021. Hoje, cerca de 1,4 mil escolas estão abertas para a realização de atividades presenciais. A abertura enfrentou resistência das prefeituras que, em muitos casos, vetaram o funcionamento de escolas públicas e privadas neste ano.

Indagado sobre a possibilidade de uma segunda onda da covid-19, Rossieli afirmou que o cenário será avaliado, mas disse que na Europa, que vem registrando alta de infecções, escolas permanecem abertas porque passaram a ser consideradas serviços essenciais.

O Conselho Nacional de Educação (CNE) aprovou nesta terça-feira (7) um parecer que recomenda que escolas públicas e privadas evitem a reprovação dos estudantes neste ano por causa da pandemia do coronavírus. O documento prevê ainda a possibilidade de antecipar o início do ano letivo de 2021 para garantir a aprendizagem que não tenha ocorrido em 2020.

Outra das sugestões é que as famílias mantenham atividades não presenciais em casa, em situações específicas, como a existência de comorbidades.

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O documento do CNE faz sugestões para organizar a volta às aulas no País. Em meio à crise provocada pela pandemia, o conselho vem assumindo protagonismo na definição de orientações para as escolas e redes de ensino.

O parecer foi aprovado por unanimidade, com alguns ajustes na educação especial e no ensino superior - mas ainda tem de ser homologado pelo MEC. Ele ressalta que as orientações para atividades presenciais e não presenciais devem ser consideradas como "sugestões" aos sistemas de ensino, escolas, professores e gestores.

Um dos pontos mais importantes para a reorganização dos calendários de 2020 e 2021 é a revisão dos critérios de avaliação "com o objetivo de evitar o aumento da reprovação e do abandono escolar". A propósito, ele "recomenda fortemente" a adoção de medidas para reduzir a evasão e a retenção escolar em 2020. Pesquisas indicam que a repetência é um dos principais fatores para evasão de jovens. O documento destaca que vários países e Estados norte-americanos aprovaram leis que impedem a reprovação de alunos neste ano.

"Este não é o ano em que deveríamos pensar em reprovar, mas em não deixar nenhum aluno para trás", diz Mozart Neves, especialista em educação e conselheiro do CNE. Segundo ele, é preciso pensar em estratégias para evitar que a desigualdade leve a um abandono escolar ainda maior. A situação é ainda mais grave no caso de jovens dos anos finais do ensino médio, já naturalmente pressionados a ingressar no mercado de trabalho. O atual parecer complementa outro de abril, que já recomendava evitar reprovação.

Sobre o calendário, o texto considera a possibilidade de "um continuum curricular 2020-2021", quando não se puder cumprir os objetivos de 2020. Sugere aumentar os dias letivos em 2021, antecipando o início das aulas, ampliando a carga horária diária e complementando classes presenciais como as remotas. "Vamos precisar de janeiro e de um pedaço de fevereiro", diz Mozart Neves.

Para Arthur Fonseca Filho, diretor da Associação Brasileira de Escolas Particulares, a sugestão de que não haja retenção é positiva. "E não só na época da pandemia. A reprovação é uma medida extrema, excepcional, que não deve ser regra nunca."

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Na madrugada de sexta-feira (12), Luísa Sonza disponibilizou no seu canal do YouTube o clipe Flores. Em parceria com Vitão, a cantora recebeu duras críticas na internet por aparecer em cenas sensuais. Por causa disso, o vídeo da gaúcha passou por uma onda de ataques na plataforma. Alvo de reprovação, o novo trabalho visual de Luísa colecionou mais de 800 mil deslikes. Apenas 420 mil pessoas curtiram o projeto.

Para dar um basta na polêmica, ela se pronunciou. Luísa afirmou em uma postagem no Twitter que não será intimidada. "Minha equipe queria privar os likes e deslikes. Eu não vou privar porque quero que as pessoas vejam como as mulheres são tratadas até quando só estão fazendo seu trabalho nesse país. [...] Sempre serei voz por nós, mulheres. Nunca ninguém vai me parar. Fiquem tranquilas", comentou a artista.

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Ao perceber o ataque contra a ex-mulher, Whindersson Nunes saiu em defesa dela. O humorista disse: "Quero deixar claro que não compactuo com nenhum tipo de hater. A tristeza dos outros me entristece, não vejo justiça em julgar. Se você gosta de mim ou for meu amigo, não participe desse tipo de coisa".

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Uma proposta que tramita na Câmara dos Deputados prevê que os estudantes dos níveis fundamental e ensino médio reprovados na escola não tenham promoção automática para o próximo ano. O projeto, que altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB – Lei 9394/96), foi proposto pelo deputado Bibo Nunes (PSL-RS). 

Segundo o deputado, a “promoção automática dos alunos serve apenas para fins estatísticos". "Desmotiva o estudante e os profissionais envolvidos e causa falsa sensação de sucesso pessoal, educacional, social e econômico”, acrescenta Nunes. O projeto está tramitando em caráter conclusivo e será votado apenas por comissões sem a deliberação do plenário. A análise será realizada pelas comissões de Educação, e de Constituição e Justiça e de Cidadania. 

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Com informações da Agência Câmara

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O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e o Instituto Claro divulgaram, nesta quinta-feira (31), uma pesquisa chamada “Reprovação, distorção idade-série e abandono escolar - Dados do Censo Escolar 2018”, O levantamento apresenta dados das escolas públicas municipais e estaduais do Brasil. Os resultados revelaram um cenário preocupante: 3,5 milhões de estudantes foram reprovados ou abandonaram a escola em 2018. 

Segundo a pesquisa, 912.527 estudantes deixaram as escolas e 2,6 milhões foram reprovados por unidades de ensino municipais e estaduais. O estudo também revela que os meninos têm uma chance 64% maior de repetir de ano na comparação com as meninas. 

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Estudantes autodeclarados negros, indígenas e pardos são mais reprovados que os estudantes brancos. Mais de 453 mil pretos e pardos abandonaram escolas estaduais e municipais em 2018, enquanto esse número foi de 181 mil para estudantes brancos.

Estudantes com deficiência também são apontados como um grupo mais sensível à reprovação: têm 59% mais chances de serem reprovados, com uma taxa de reprovação de 13,82%, versus 8,68% de alunos sem deficiência. No que diz respeito à distribuição geográfica, há mais estudantes com distorção idade-série nas regiões Norte e Nordeste do país, apresentando 54,8% das crianças e adolescentes com dois anos de atraso ou mais.

O atraso escolar afeta mais de 383 mil crianças e adolescentes com deficiência, o que corresponde a mais de 48,9% das matrículas. As duas regiões também apresentam altas taxas de abandono escolar: 460 mil estudantes do ensino médio em 2018, representando 7% de todos os alunos matriculados nesse nível de ensino. 

Curso para escolas

O curso online “Trajetórias do Sucesso Escolar” foi criado pelas instituições que realizaram a pesquisa, segundo a Unicef, com o objetivo de auxiliar gestores de rede, gestores escolares e professores no diagnóstico, adesão e desenvolvimento de estratégias para o enfrentamento da cultura do fracasso escolar e planejamento. O site do curso permite que o usuário identifique recortes de dados por região, Estado, município, e escolas específicas, obtendo dados sobre reprovação, distorção idade-série e abandono escolar referentes a cada unidade de ensino.

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<p>No podcast desta segunda-feira (02), o cientista político Adriano Oliveira analisa a mais recente pesquisa do Datafolha, disponibilizada hoje (02) e que mostra que o presidente está com 38% de reprovação e 29% de aprovação, ficando 30% dos entrevistados acreditando que o governo seja regular. Adriano destaca que essa reprovação ainda não é uma tragédia, mas o pode ser no futuro, principalmente quando se avalia o crescimento da reprovação, que em abril era de 23%.&nbsp;</p><p>Avaliando o primeiro ano de governo dos últimos presidentes (Dilma, Lula e FHC), Bolsonaro é o que tem o maior índice de rejeição no mesmo período.&nbsp;</p><p>Para Adriano, o presidente se mostra incerto quanto ao seu estilo pessoal (interferência em instituições, enfrentamento de ambientalista e de Macron, entre outros), o que pode ser um dos motivos de ameaça a sua popularidade. A falta de agenda social no seu governo pode ser apontado como outro motivo para o aumento da reprovação, uma vez que são os mais pobres que rejeitam o governo. O cientista aponta que o presidente precisa mudar o seu estilo para recuperar popularidade.</p><p>O programa Descomplicando a Política é exibido na fanpage do LeiaJá, em vídeo, toda terça-feira, a partir das 15h. Além disso, também é apresentado em duas edições no formato de podcast, as segundas e sextas-feiras.&nbsp;</p><p>Confira mais uma análise a seguir:</p><p>
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Dados da nova pesquisa Datafolha de avaliação do governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL), divulgada nesta segunda-feira (2), apontam que o índice dos que reprovam a administração dele subiu de 33% (em julho) para 38%. As informações são do jornal Folha de São Paulo. 

De acordo com a pesquisa, agora a gestão de Bolsonaro é considerada regular por 30% dos entrevistados, em julho eram 31%, e ótima  por 29%, no levantamento anterior eram 33%. 

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A pesquisa foi realizada nos dias 29 e 30 de agosto e ouviu 2.878 pessoas de 175 cidades brasileiras. O nível de confiança é de 95% e a margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

Ações e expectativa

O levantamento também questionou aos brasileiros entrevistados se Bolsonaro fez mais, menos ou o que deveria pelo país. Um total de 62% disseram que o presidente fez menos do que o esperado, 21% responderam que ele executou o que se esperava e 11% alegaram que Bolsonaro fez mais.

Quanto à postura de presidente, a amostra indagou nas ruas se ele agia como deveria. Dos que responderam, 15% sinalizou positivamente, 23% observou que em algumas ocasiões sim e 32% disseram que em nenhuma ocasião Bolsonaro age como deveria.

Já sobre a expectativa com o futuro do governo, 45% esperam que Bolsonaro faça uma gestão ótima ou boa. Outros 32% acreditam que o presidente fará uma administração ruim ou péssima.

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